Archive for 6 Julho, 2004

LEONARDO – OS MANUSCRITOS

Até aos seus últimos dias, Leonardo da Vinci investigou em todos os campos do saber e produziu uma interminável quantidade de apontamentos. Infelizmente, nenhum dos livros começados chegou a ser concluído, permanecendo as suas observações no estado de notas dispersas, breves e fragmentárias.

Com a sua morte, este património passou para o seu discípulo Francesco Melzi, o qual iniciou uma primeira catalogação, embora com uma grande dificuldade de ordenação cronológica.

Não obstante, Melzi conseguiu organizar uma parte do material, tendo preparado a redacção do .Tratado da Pintura., mais tarde transcrito no Códice de Urbino. Com a morte de Melzi, perderam-se muitos manuscritos, tendo alguns chegado até nós apenas como fragmentos.

Restam hoje cerca de 3 500 páginas, com textos e desenhos, reunidos em pequenos cadernos de apontamentos em que Leonardo anotava rápidas reflexões.

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6 Julho, 2004 at 7:08 pm

EURO 2004 – A a Z (H)

Hélder Postiga . Uma participação reduzida em termos de tempo, mas que se revelaria decisiva; seria dele o golo do empate com a Inglaterra (a 8 minutos do fim), que nos levaria ao prolongamento. Depois, foi aquela .loucura. de um penalty, transformado . .à Panenka. . de forma absolutamente .inconsciente. (dada a responsabilidade de nos poder provocar automaticamente a eliminação), mas, dado o seu .final feliz., com uma marca de génio, que deixou um grande sorriso em Deco e uma enorme alegria em todos os portugueses.

Henry . O avançado do Arsenal vinha creditado como o melhor jogador do mundo na época agora finda. Completamente fora de forma, esgotado por uma longa e exigente temporada, passaria quase ao lado da prova; os dois golos contra a Suíça foram uma magra consolação, para uma equipa que deverá agora passar por um processo de renovação.

Holanda . Tradicionalmente uma grande potência futebolística, talvez a equipa europeia com maior potencial ofensivo em termos históricos. Surgiu menos forte nesta prova; não obstante, foi conseguindo levar .a água ao seu moinho., até se deparar com um Portugal. imparável. Repetiu o 3º lugar do EURO 2000.

Hooligans . Felizmente, praticamente não se viram durante os jogos. A realçar o desportivismo com que todas as comitivas de adeptos se comportaram, de início a fim da prova, participando activamente na grande festa que foi o EURO. Quero crer que os desacatos de Albufeira, com adeptos ingleses, se deram com indivíduos que nem sequer assistiram a qualquer jogo.

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6 Julho, 2004 at 6:00 pm

EURO 2004 – A a Z (G)

GréciaGrécia . A maior (enorme!) surpresa da prova. Com o seu (limitado) historial, partia sem responsabilidades; sagrou-se Campeã! Começou por derrotar Portugal no jogo de abertura, alcançaria, com sorte o empate com a Espanha, quase garantindo, logo aí, o apuramento. Nos ¼ final, aproveitou a apatia francesa para alcançar uma histórica qualificação para as ½ finais. Aí, de forma matreira, beneficiaria de algum desgaste acusado pela equipa checa para fazer o seu melhor jogo da prova, surgindo em grande força no prolongamento, para, de forma .traiçoeira. e cruel para os checos, os afastar da Final. Repetiria a “dose” frente a Portugal, com uma eficácia absoluta: 1 canto, 1 remate à baliza, 1 golo. Como diz Rui Costa, sem tirar o mérito aos gregos, o Campeonato é conquistado pela equipa mais defensiva da prova, numa espécie de “negação do futebol”, em que o primordial era assegurar a inviolabilidade da sua baliza, sabendo depois aproveitar todas as oportunidades para marcar e ganhar. Diziam-me os adeptos gregos: «Os nossos jogadores podem não ser os melhores do mundo, mas “têm um grande coração”»… Parabéns à Grécia, que concretiza um “feito único” na história do futebol!

A classificação final do Campeonato da Europa ficou assim estabelecida:

1º Grécia
2º Portugal
3º Holanda
3º R. Checa
5º França
6º Inglaterra
7º Suécia
8º Dinamarca
9º Itália
10º Espanha
11º Alemanha
12º Croácia
13º Rússia
14º Letónia
15º Suíça
16º Bulgária

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6 Julho, 2004 at 1:55 pm

EURO 2004 – A a Z (F)

Fernando Couto . O grande capitão. Entrou na prova como titular, mas não resistiria à .revolução. de Scolari, na sequência da derrota com a Grécia. A partir daí, Ricardo Carvalho mostrou ser .dono. incontestável da defesa portuguesa. e Couto só voltaria a ter (curto) espaço, a reforçar a defesa nos últimos minutos dos jogos com a Espanha e Holanda.

Figo . Sobre ele pesava a responsabilidade de conduzir a equipa portuguesa. Acusou também o peso da época esgotante que teve no Real Madrid, não conseguindo manter o ritmo nos 90 minutos. Reagiu mal às substituições, comportou-se como um .menino mimado. na conferência de imprensa antes do jogo com a Espanha; jogou, .não de raiva, mas com prazer. com a Holanda, merecendo o troféu que o distinguiu como melhor jogador. De qualquer forma, decisivo na solidez da equipa portuguesa, formando um meio-campo de luxo com Costinha, Deco, Maniche e Cristiano Ronaldo.

França . Uma equipa nos .limites.. A sua solidez competitiva, a qualidade técnica dos seus executantes, davam sempre a ideia de que, a qualquer momento, poderia decidir a seu favor todos os jogos. Acabaria por não ser assim, acabando a prova num “cinzento” 5º lugar; no jogo com a Grécia, revelar-se-ia particularmente apática e, após sofrer o golo, quase que .se entregou.. Alguns dos seus jogadores (com Desailly como melhor exemplo) terão chegado ao fim da carreira na selecção. A França deverá proceder a uma importante renovação.

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6 Julho, 2004 at 8:58 am

"TOMAR" NO JORNAL "O TEMPLÁRIO"

O jornal “O Templário” apresenta, na sua edição de 1 de Julho, a segunda parte do destaque sobre a “blogosfera regional de Tomar”, desta vez ocupado na íntegra com uma entrevista que muito me honra, a propósito do “Tomar“, a qual passo a transcrever na íntegra:

Quando surgiu o blogue http://tomar.blogs.sapo.pt/?

A ideia já “germinava” há algum tempo (na sequência do desenvolvimento de outro blogue que mantenho – “Memória Virtual“), mas “resolvi-me” finalmente a dar-lhe início no dia 1 de Março (de 2004), “comemorando” a data da fundação da nossa cidade.

Qual a estatística de visitantes?

Em pouco mais de 3 meses, o “Tomar” ultrapassou já as 4 000 “pageviews”, por cerca de 2 100 visitantes; oscilando entre os 20 e os 30 visitantes diários (com naturais quebras aos fim-de-semana). É uma “audiência” modesta, mas que me dá muita satisfação saber que vêm uma vez e “regressam”, traduzindo algum interesse ou curiosidade. Cada visitante traduz-se num importante incentivo.

Como define o seu blogue?

O “Tomar” é um blogue de carácter exclusivamente regional, tendo por objectivo prioritário divulgar o que de melhor existe no nosso concelho, algo da sua história, cultura, grandes figuras e riquezas arquitectónicas, a par do registo de acontecimentos relevantes para a cidade e restantes freguesias.

É dos poucos blogues assinados. Qual a sua opinião sobre os blogues anónimos?

Compreendo a existência de blogues anónimos, na medida em que são escritos, abordam temas e emitem opiniões de pessoas cuja envolvente profissional ou outra não “recomenda” a divulgação da identidade do autor. No meu caso pessoal, não senti a “necessidade” desse anonimato.

Algumas críticas que surgem nos blogues são anónimas. Não será um pouco cobarde criticar sem assumir a autoria da crítica? Este aspecto não potencia o risco da impunidade?

Esta é uma questão bastante complexa. “Eticamente”, seria tentado a apenas julgar aceitável que sejam emitidas críticas “anónimas” (num espaço aberto como é a “blogosfera”), desde que – e em particular no caso das críticas serem expressamente direccionadas a alguém em particular -, o visado pudesse ter a possibilidade de contrapor essas críticas (implicando preferencialmente que, nesse caso, soubesse a identidade de quem o critica). Mas há sempre a necessidade de considerar situações de excepção.

A internet veio criar um novo espaço de intervenção pública?

A “massa crítica” dos utilizadores da Internet em Portugal é ainda relativamente reduzida, embora se verifique um crescimento assinalável nos últimos anos. De qualquer forma, parece inegável que, em particular os blogues, vieram abrir uma nova “janela” de intervenção pública, dando espaço de intervenção a alguns (ainda poucos) milhares de portugueses. E mostrar que há muitas pessoas a escrever (muito) bem português e a ter a capacidade de argumentar e debater ideias, para além dos (relativamente fechados) circuitos tradicionais.

E, na sua opinião, qual o futuro dos jornais em suporte papel?

Na minha opinião, os jornais em papel terão ainda uma “longa vida”; pessoalmente, a palavra impressa exerce sobre mim um importante “poder de atracção”, para já insubstituível. A Internet é um veículo preferencial para “pequenos textos”, com regulares actualizações “online” (quase que substituindo o papel que coube à rádio durante décadas). Num âmbito mais vasto, não me parece que os blogues constituam qualquer tipo de ameaça aos jornais; são meios distintos que, mais do que “concorrentes”, poderão ser “complementares”.

Quais os sites ou blogs que aconselha?

Esta seria uma (muito) longa lista… Procurando seleccionar blogues de carácter mais “generalista” e abrangente, indicaria 10 blogues “nacionais” (http://abrupto.blogspot.com, http://aviz.blogspot.com, http://barnabe.weblog.com.pt, http://bde.weblog.com.pt, http://marretas.blogspot.com, http://www.bloguitica.blogspot.com, http://causa-nossa.blogspot.com, http://desblogueadordeconversa.blogspot.com, http://www.marsalgado.blogspot.com, e http://terrasdonunca.blogspot.com) e 3 blogues de cariz regional (www.thomar.blogspot.com, http://santacita.blogspot.com e http://www.tomar.blogspot.com).

Em termos mais pessoais, não poderia deixar de referir ainda alguns “amigos virtuais”, com blogues muito bons: http://adufe.weblog.com.pt, http://icosaedro.blogs.sapo.pt, http://innersmile.livejournal.com, http://100nada.weblog.com.pt e http://retorta.typepad.com/blog).

Outros comentários…

Queria aproveitar a ocasião para agradecer a atenção que “O Templário” tem dedicado aos blogues, em particular os mantidos por tomarenses. A divulgação que deles vai fazendo parece-me uma contribuição decisiva para o enriquecimento de uma perspectiva regional.

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6 Julho, 2004 at 8:40 am 1 comentário

EURO 2004 – A a Z (E)

Espanha . O .habitual.: uma das melhores equipas da Europa, mais uma vez a falhar numa grande competição. Com grandes figuras, como Vicente e Joaquín, não teria um Raul na sua melhor forma. Acabaria eliminada depois de ceder o empate contra a Grécia, num jogo em que exercera claro domínio, vítima do .mata-mata. contra Portugal; esteve a .centímetros. de ser apurada, caso a Rússia não tivesse desperdiçado, no final da partida com a Grécia, o 3-1 (que eliminaria os gregos…).

Há 1 ano no Memória Virtual – Balanço . 1ª semana

[1518]

6 Julho, 2004 at 8:05 am


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