Posts filed under ‘Sociedade’

Miguel Bastos Araújo – “Prémio Pessoa” 2018

Miguel Bastos Araújo, de 49 anos, geógrafo, foi hoje distinguido com a 32.ª edição do “Prémio Pessoa“, no valor de 60 mil euros.

Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram distinguidos:

2017 – Manuel Aires Mateus (arquitecto)
2016 – Frederico Lourenço (escritor)
2015 – Rui Chafes (escultor)
2014 – Henrique Leitão (investigador)
2013 – Maria Manuel Mota (investigadora)
2012 – Richard Zenith (investigador, escritor e tradutor)
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta e filósofo)
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)

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14 Dezembro, 2018 at 3:10 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2018

O prémio Nobel da Economia 2018 foi hoje atribuído a Wiliam D. Nordhaus e a Paul M. Romer (EUA), pela associação das alterações climáticas à análise do comportamento da economia e pela integração das inovações tecnológicas na análise macro-económica a longo prazo.

8 Outubro, 2018 at 12:06 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Paz – 2018

O prémio Nobel da Paz 2018 foi hoje atribuído a Denis Mukwege (R. D. Congo) e Nadia Murad (Iraque), pelo trabalho desenvolvido na erradicação da violência sexual como arma de guerra.

5 Outubro, 2018 at 12:32 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Química – 2018

O prémio Nobel da Química 2018 foi hoje atribuído aos investigadores Frances H. Arnold (EUA), George P. Smith (EUA) e Gregory P. Winter (Reino Unido), pela utilização dos princípios da evolução para desenvolver proteínas que possibilitem resolver os problemas químicos da humanidade.

3 Outubro, 2018 at 1:39 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Física – 2018

O prémio Nobel da Física 2018 foi hoje atribuído  aos investigadores Arthur Ashkin (EUA), Gérard Mourou (França) e Donna Strickland (Canadá), pelas suas invenções no campo da física do laser.

2 Outubro, 2018 at 11:23 am Deixe um comentário

Prémio Nobel da Medicina – 2018

O prémio Nobel da Medicina 2018 foi hoje atribuído  aos investigadores James P. Allison (EUA) e Tasuku Honjo (Japão), pelas suas descobertas a nível da imunoterapia do cancro.

1 Outubro, 2018 at 11:25 am Deixe um comentário

“Encontros com os cidadãos – Os desafios da Europa” (Emmanuel Macron / António Costa)

Numa iniciativa do Governo português, realizou-se hoje, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mais uma edição dos “Encontros com os cidadãos”, sob o lema “Os desafios da Europa”, com a participação do Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, e do Presidente da República de França, Emmanuel Macron.

Recupero de seguida algumas das principais declarações de Macron, primeiro num curto discurso, de cerca de um quarto de hora, após o que se iniciou um espaço de debate, respondendo a questões colocadas pela assistência.

O presidente francês começou por enfatizar o período excepcional que representa a existência da União Europeia no âmbito da história milenar da Europa, como uma fase única à nível de paz, liberdade e democracia, em contraste com um passado de conflitos e guerras.

Considera que a União Europeia vive uma crise democrática desde há 15 anos, pese embora o crescimento/alargamento, tendo deixado de convergir, ao invés, agravando-se a divergência entre Estados membros. Ainda assim, a União – afirma – continua a ser a única solução de futuro.

Defende que é fundamental prosseguir uma política comum em matéria de solidariedade face aos refugiados, mas sem esquecer a protecção das fronteiras.

Reforçou ainda que necessitamos de uma abordagem europeia também à nível económico; precisamos de uma Europa mais unida, mais convergente, mais solidária, em termos económicos e financeiros. Estes são os fundamentos da construção europeia, que temos de recuperar.

A concluir a sua intervenção inicial, referindo que este tipo de debates são uma boa demonstração do reforço da democracia na União Europeia, sublinhou que as eleições europeias (de 2019) são determinantes, dado que os próximos cinco anos serão cruciais para o futuro da Europa, ameaçada pela fractura dos nacionalismos extremistas, em oposição aos reformistas que visam a sua refundação.

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No período de perguntas e respostas, alguns dos principais pontos frisados por Macron:

  • Temos um sério desafio contra as forças extremistas que querem fracturar a Europa. Não podemos aceitar nenhum recuo da Europa, nem restrições à circulação.
  • O par França-Alemanha é condição necessária mas não suficiente para o reforço da Europa. É um duo que não deve/pode decidir pelos outros. Mas sim um tandem que tem de se articular com os outros, tendo uma grande responsabilidade em termos do futuro europeu.
  • Proposta de refundação da Europa, avançando para maior integração, abrangendo quem tiver disponibilidade para tal e sem que os outros países possam bloquear esses avanços. E a França até tem particulares responsabilidades nessa matéria, devido à reprovação da “Constituição Europeia” no referendo de 2005.
  • Assumo uma Europa a múltiplos círculos e a diferentes velocidades – na verdade, esta é a situação que, aliás, temos já há muito tempo na União Europeia. Cada círculo concêntrico deve estar aberto a acolher outros países, à medida que tal seja possível. Vejo também um círculo mais alargado, para além da União, incluindo a Rússia e a Turquia (acordos de associação).
  • Não é admissível que membros da União Europeia não partilhem dos seus valores fundacionais. Passamos muitas horas, inclusivamente noites, em negociações, em busca de compromissos, mas não podemos aceitar o que seria uma traição ao próprio projecto europeu.
  • A selecção de França deu-nos grande orgulho. Todos os jogadores, independentemente da sua origem, dão vivas à República e à França. O desporto é uma alavanca fantástica para a integração. Necessitamos transpor esse exemplo para a sociedade em termos gerais.
  • Mas não escondo que a França é hoje um país mais desigual que há 30 anos. O que fizemos no desporto temos de fazer noutras áreas, promovendo a integração e a mobilidade social. Devemos ter um mercado de trabalho muito mais integrado.
  • Precisamos de uma Europa mais sensível, mais “sensual” mesmo! Uma Europa menos burocrata, que comunique melhor. Acredito no papel da Universidade, no contributo determinante das experiências internacionais. A Europa não pode ser tão “fria”…

Macron rêve d’une Europe «sensuelle»

Macron à l’aise

Tout aussi agréable pour Emmanuel Macron et sans aucun accroc fut sa première « consultation citoyenne » organisée dans la capitale portugaise. Dans le grand auditorium de la fondation Gulbenkian, Emmanuel Macron retrouve le dispositif qu’il affectionne. Un jeu de questions-réponses sur l’avenir de l’Europe qui se veut sans détour.

Dans la salle aux deux tiers pleine, des étudiants, et surtout beaucoup d’expatriés Français à Lisbonne, l’interrogent poliment sur la gouvernance de l’Europe ou le couple franco-allemand. Un exercice sans risque pour le chef de l’État. Pas une question sur l’affaire Benalla ne lui sera posée.

Emmanuel Macron ne boude pas son plaisir. Et se laisse même aller à caresser l’idée d’une « Europe sensuelle », faite d’échanges universitaires et d’expérience de vie commune dans les différents pays. « L’Europe doit redevenir un objet politique chaud lance-t-il, il nous faut une Europe sensible et pas seulement des règles. On a créé une Europe un peu bureaucratique, il faut bien le dire. »

Un public déjà convaincu

Face à ce public courtois et déjà convaincu, Macron approfondit son idée d’une Europe à trois cercles et à plusieurs vitesses (la France occupant le « cœur du réacteur »), et en profite pour poser les jalons de la future campagne des Européennes 2019.

« Les mois qui sont devant nous sont essentiels prévient-il, ils préparent des élections décisives. Soit nous arrivons à refonder l’Europe, soit nous décidons son délitement. Ce grand clivage, c’est un débat entre les nationalistes, ceux qui sont pour la fracture européenne et les progressistes européens. »

Jamais mis en difficulté, le président a pu dérouler ses fondamentaux du discours fondateur de la Sorbonne en septembre 2017. Pour sa première « consultation citoyenne » hors de France, son hôte portugais, proeuropéen et francophile, avait bien fait les choses.

(Le Parisien – Myriam Encaoua)

27 Julho, 2018 at 3:44 pm Deixe um comentário

Optimista

Podia fazer aqui uma espécie de “pot-pourri” de temas que mais me interessam: desde a “Memória”, em termos gerais, a Tomar, mais em particular; do presente e futuro do jornalismo às perspectivas sombrias que assolam a Europa; da questão dos refugiados e das migrações às incertezas sobre as saídas profissionais dos nossos filhos (a tal geração mais qualificada de sempre); em termos pessoais, do indelével elo que, desde há cerca de quatro anos, estabeleci com a Bulgária, o país mais pobre da União, onde a extrema-direita racista chegou recentemente ao poder, tendo sob mira as minorias turca e cigana, segregadas e cada vez mais intoleradas.

Enquanto “coleccionador de histórias”, podia também recordar um episódio com contornos caricatos, que, em 1998, vivi em Bissau: o de, durante a semana, ver toda a gente a olhar para a lua, procurando antecipar o início do Ramadão – e consequente dia feriado –, que, tendo chegado precisamente na sexta-feira, me impediu de confirmar o voo de regresso, numa altura em que a ligação aérea Bissau-Lisboa estava completamente lotada e a duração da reserva no hotel tinha entretanto chegado ao fim, tal como o dinheiro de que dispunha para a missão…

Eu, que me vejo, não propriamente pessimista, mas, de forma geral, mais realista, optei, porém, por deixar aqui de lado as magnas preocupações que nos envolvem nestes dias cinzentos – por outros, bastante mais abalizados para versar estes assuntos, amiúde abordadas –, preferindo expressar, por um prisma positivo, uma outra grande paixão, como é a do desporto.

E, sobretudo, o exemplo que nos é apontado por aquele que será, porventura, o maior desportista mundial de todos os tempos, especialmente na medida em que é praticante de uma modalidade individual, em que um encontro pode chegar a durar até três ou mais horas.

Reunindo características únicas de carisma e virtuosidade, talento e versatilidade, combinando estética e técnica, empenho e profissionalismo, humildade e respeito (pelos adversários e pelo público), numa longeva carreira de mais de vinte anos, praticamente sempre ao mais alto nível – cumprem-se agora precisamente 15 anos sobre a primeira das suas vinte vitórias em torneios do “Grand Slam”, em Wimbledon –, Roger Federer conta quase uma centena de competições ganhas, com mais de 300 semanas como n.º 1 do ranking mundial, somando cinco estatuetas dos “Óscares do desporto”, os prémios Laureus, sendo, paralelamente, o atleta que maiores proventos alcançou em toda a história no decurso da sua actividade desportiva.

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 Roger Federer: a sua primeira grande vitória ocorreu faz hoje 15 anos

Logo em 2003 criou a “Roger Federer Foundation”, visando apoiar crianças carenciadas e promover o seu acesso à instrução e ao desporto, intervindo fundamentalmente na região da África Austral (África do Sul, Botswana, Malawi, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe), propondo-se agora abranger, num horizonte de curto prazo, um milhão de crianças!

Ora – sendo a publicidade a “força motriz” que faz girar o mundo –, depois de mais de vinte anos como rosto da Nike, prestes a completar 37 anos de idade, o suíço aceitou passar a ser o “embaixador”, a âncora maior de divulgação, da marca japonesa de roupa UNIQLO (acrónimo para a denominação inicial de Unique Clothing Warehouse), fundada em 1984 por Tadashi Yanai, no seu trilho para se tornar uma marca global – procurando desde já notabilizar-se, gerando “buzz” ainda antes que a maior montra desportiva do planeta, os Jogos Olímpicos de 2020, chegue ao Japão –, visando suplantar gigantes mundiais como a Inditex e a H&M, tendo como ambicioso objectivo atingir, já nesse ano de 2020, os 50.000 milhões de dólares de facturação!

Percebe-se, assim, como será possível pagar a Federer – o maior “avalista” de imagens de marca do mundo, representante, entre outras, das luxuosas RolexMercedes-Benz ou Moët & Chandon (só Cristiano Ronaldo e LeBron James estarão, actualmente, na sua faixa de honorários) – cerca de 300 milhões de dólares, por um contrato de dez anos (independentemente do previsto termo de carreira a curto/médio prazo) – o qual, em termos comparativos, e para se percepcionar melhor o que está em causa, acumulou, ao longo de todo o seu trajecto profissional de mais de vinte anos, um montante global de cerca de 116 milhões de dólares em prémios.

Nas palavras de Tadashi Yanai, ao anunciar esta extraordinária parceria: «Compartilhamos uma meta de operar mudanças positivas no mundo, e espero que, juntos, possamos proporcionar a mais alta qualidade de vida para o maior número de pessoas».

Ao que o grande campeão retorquiu: «Estou profundamente implicado com o ténis e com o triunfo em competições. Mas, tal como a UNIQLO, também tenho grande amor pela vida, cultura e humanidade. Partilhamos uma forte paixão por ter um impacto positivo no mundo em nosso redor, ansiando por conjugar os nossos esforços criativos».

Sem ignorar que, para a empresa, antes de preocupações a nível da sua responsabilidade social, importará, em primeira instância, o lucro – aliás, como condição determinante para a sua própria perenidade –, quero crer que não terão sido em vão as palavras de Yanai, assim como, da parte de Federer – que nem sequer teria a possibilidade física de usar em “proveito próprio” o imenso pecúlio já antes angariado (estimado em mais de 500 milhões de dólares) –, os seus actos no passado constituirão um bom garante do compromisso agora novamente expresso.

Continuo optimista que, à nossa ínfima escala individual, procurando replicar o seu exemplo, seremos capazes, cada um, de dar também pequenos contributos para uma sociedade menos desequilibrada, e, principalmente, mais solidária.

(texto escrito para publicação no Delito de Opinião, acedendo ao gentil convite de Pedro Correia, a quem agradeço a oportunidade)

6 Julho, 2018 at 4:00 pm Deixe um comentário

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22 Maio, 2018 at 9:00 am Deixe um comentário

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