Posts filed under ‘Sociedade’

Notre-Dame

16 Abril, 2019 at 10:00 am Deixe um comentário

Óscares – 2019 – Vencedores


E os vencedores dos Óscares foram:

  • Melhor filme – “Green Book – Um Guia para a Vida” – Green Book
  • Melhor realizador – Alfonso Cuarón (“Roma”)
  • Melhor actor – Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”)
  • Melhor actriz – Olivia Colman (“A Favorita” – The Favourite)
  • Melhor actor secundário – Mahershala Ali (“Green Book – Um Guia para a Vida” – Green Book)
  • Melhor actriz secundária – Regina King (“Se Esta Rua Falasse” – If Beale Street Could Talk)

Consultar a lista completa aqui.

25 Fevereiro, 2019 at 8:30 am Deixe um comentário

Joan Baez – Fare Thee Well

Joan Baez no Coliseu: De Woodstock a Grândola, o adeus à voz de um povo

Naquela que foi a primeira data europeia da sua última digressão de sempre (os 78 anos impressionam, mas também pesam; e ela também tem direito à sua reforma), Joan Baez apresentou-se sem os pés nus que a caracterizaram no início da década de 60 («a Madona dos pés descalços», chamaram-lhe), mas com o mesmo espírito do festival de Woodstock no qual participou. Ali, perante centenas de pessoas, estava a mulher que marchou lado a lado com Martin Luther King, a mulher que atuou no Vietname em tempo de guerra, a mulher que nunca se esqueceu dos mais desafortunados, a mulher que entre os seus amantes conta nomes tão díspares quanto Steve Jobs e Dylan.

Foi precisamente este último quem teve a honra de “abrir” o espetáculo, através de uma das suas canções mais icónicas: ‘Don’t Think Twice, It’s Alright’. Não foi a única que se ouviu do Nobel da Literatura, ao longo de quase duas horas de concerto; afinal de contas, Dylan «compôs as melhores canções», conforme no-lo explica Baez. Subindo ao palco para «prestar homenagem a Portugal e ao público português», a cantautora trouxe consigo temas das mais diversas épocas e quadrantes, mesmo que o mote tenha sido a apresentação de “Whistle Down the Wind”, o seu derradeiro álbum, editado no ano passado. Saímos do Coliseu a pensar que acabámos de presenciar uma enorme aula de cançonetismo, a pensar que toda a história da música está interligada, que todos aqueles poetas de outrora escolheram a sua profissão por um bem comum: o de ensinar as novas gerações, que ensinarão as subsequentes.

Primeiro a solo, depois na companhia de Dirk Powell e do seu filho, Gabriel – do qual estava grávida quando atuou em Woodstock – Joan Baez foi circulando por temas ainda hoje tão capazes de emocionar como ‘Farewell, Angelina’, ‘It Ain’t Me Babe’, ‘Deportee’ (a qual dedicou aos emigrantes e refugiados de todo o mundo, ela que é filha de pai mexicano) ou ‘Diamonds & Rust’, que mereceu um dos aplausos mais efusivos da noite, da parte de um público que mal ela entrou já a estava a aplaudir de pé. Com a ajuda de Grace Stumberg, que por momentos, blasfémia!, quase soou tão grande quanto a própria Baez, interpretou ‘Me and Bobby McGee’, da autoria de um mago da country, Kris Kristofferson. E não escondeu um sorriso irónico ao apontar ‘Hello in There’ como uma canção sobre… velhos.

O grande momento – porque nos toca invariavelmente, e demasiado – aconteceria pouco depois, ao interpretar «a única canção portuguesa» que conhecia: ‘Grândola, Vila Morena’. Quer dizer: ela apresentou-a, mas quem a cantou foi o público, a uma só voz, possuído pela liberdade no mesmo dia em que uma manifestação anti-fascista juntou cerca de meio milhar de pessoas no Rossio. Tornou-se quase como que um cliché ver um artista “de fora” recuperar Zeca Afonso (já muitos o fizeram, do rock à eletrónica), mas é um momento sempre pungente. Seguir-se-ia ‘A Hard Rain’s A-Gonna Fall’, que fez sentido se pensarmos no temporal que se abateu sobre o país esta sexta-feira, e ‘The President Sang Amazing Grace’, canção escrita por Zoe Mulford, do tempo «em que o [seu] país tinha um Presidente a sério», no caso Barack Obama.

Até final, ainda houve espaço para muitos pedidos do público (um dos quais, ‘Gracias A La Vida’, de Violeta Parra, deixou para o final), para a tradicional ‘The House of the Rising Son’ (conhecida por todos os roqueiros deste mundo e mais alguns) e para dois encores, primeiro com ‘Imagine’, de Lennon e ‘Here’s To You’, e depois com ‘Forever Young’ e ‘The Boxer’, de Paul Simon, outro artista que se reformou recentemente. O concerto terminaria com Baez a receber, em mãos, o ramo de flores oferecido por uma fã mais extremosa. E isso nem foi a única prenda que teve esta noite: também ganhou a nossa gratidão eterna. Até sempre.

(Paulo André Cecílio)


Se todas as despedidas fossem como a de Joan Baez, não cansaria dizer adeus

O que difere, essencialmente, nesta Fare Thee Well Tour, para além de se afirmar como derradeira (deixando as digressões antes dos 80 anos), é a pose e o empenho. Melhor do que a víramos em 2010, no mesmo Coliseu, há nela uma inesperada jovialidade que se espelha na forma como lida com o envelhecimento natural da voz. Em lugar de surgir, ali, como uma cantora idosa numa despedida a contragosto, Joan Baez mostra-se altiva e enérgica, como se não lhe pesassem mais do que duas décadas de carreira (e na verdade já lá vão 6 décadas, feitas agora, desde a sua primeira actuação regular em clubes folk).

(Nuno Pacheco – Público)

1 Fevereiro, 2019 at 11:55 pm Deixe um comentário

Miguel Bastos Araújo – “Prémio Pessoa” 2018

Miguel Bastos Araújo, de 49 anos, geógrafo, foi hoje distinguido com a 32.ª edição do “Prémio Pessoa“, no valor de 60 mil euros.

Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram distinguidos:

2017 – Manuel Aires Mateus (arquitecto)
2016 – Frederico Lourenço (escritor)
2015 – Rui Chafes (escultor)
2014 – Henrique Leitão (investigador)
2013 – Maria Manuel Mota (investigadora)
2012 – Richard Zenith (investigador, escritor e tradutor)
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta e filósofo)
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)

14 Dezembro, 2018 at 3:10 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2018

O prémio Nobel da Economia 2018 foi hoje atribuído a Wiliam D. Nordhaus e a Paul M. Romer (EUA), pela associação das alterações climáticas à análise do comportamento da economia e pela integração das inovações tecnológicas na análise macro-económica a longo prazo.

8 Outubro, 2018 at 12:06 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Paz – 2018

O prémio Nobel da Paz 2018 foi hoje atribuído a Denis Mukwege (R. D. Congo) e Nadia Murad (Iraque), pelo trabalho desenvolvido na erradicação da violência sexual como arma de guerra.

5 Outubro, 2018 at 12:32 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Química – 2018

O prémio Nobel da Química 2018 foi hoje atribuído aos investigadores Frances H. Arnold (EUA), George P. Smith (EUA) e Gregory P. Winter (Reino Unido), pela utilização dos princípios da evolução para desenvolver proteínas que possibilitem resolver os problemas químicos da humanidade.

3 Outubro, 2018 at 1:39 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Física – 2018

O prémio Nobel da Física 2018 foi hoje atribuído  aos investigadores Arthur Ashkin (EUA), Gérard Mourou (França) e Donna Strickland (Canadá), pelas suas invenções no campo da física do laser.

2 Outubro, 2018 at 11:23 am Deixe um comentário

Prémio Nobel da Medicina – 2018

O prémio Nobel da Medicina 2018 foi hoje atribuído  aos investigadores James P. Allison (EUA) e Tasuku Honjo (Japão), pelas suas descobertas a nível da imunoterapia do cancro.

1 Outubro, 2018 at 11:25 am Deixe um comentário

“Encontros com os cidadãos – Os desafios da Europa” (Emmanuel Macron / António Costa)

Numa iniciativa do Governo português, realizou-se hoje, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mais uma edição dos “Encontros com os cidadãos”, sob o lema “Os desafios da Europa”, com a participação do Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, e do Presidente da República de França, Emmanuel Macron.

Recupero de seguida algumas das principais declarações de Macron, primeiro num curto discurso, de cerca de um quarto de hora, após o que se iniciou um espaço de debate, respondendo a questões colocadas pela assistência.

O presidente francês começou por enfatizar o período excepcional que representa a existência da União Europeia no âmbito da história milenar da Europa, como uma fase única à nível de paz, liberdade e democracia, em contraste com um passado de conflitos e guerras.

Considera que a União Europeia vive uma crise democrática desde há 15 anos, pese embora o crescimento/alargamento, tendo deixado de convergir, ao invés, agravando-se a divergência entre Estados membros. Ainda assim, a União – afirma – continua a ser a única solução de futuro.

Defende que é fundamental prosseguir uma política comum em matéria de solidariedade face aos refugiados, mas sem esquecer a protecção das fronteiras.

Reforçou ainda que necessitamos de uma abordagem europeia também à nível económico; precisamos de uma Europa mais unida, mais convergente, mais solidária, em termos económicos e financeiros. Estes são os fundamentos da construção europeia, que temos de recuperar.

A concluir a sua intervenção inicial, referindo que este tipo de debates são uma boa demonstração do reforço da democracia na União Europeia, sublinhou que as eleições europeias (de 2019) são determinantes, dado que os próximos cinco anos serão cruciais para o futuro da Europa, ameaçada pela fractura dos nacionalismos extremistas, em oposição aos reformistas que visam a sua refundação.

bty

No período de perguntas e respostas, alguns dos principais pontos frisados por Macron:

  • Temos um sério desafio contra as forças extremistas que querem fracturar a Europa. Não podemos aceitar nenhum recuo da Europa, nem restrições à circulação.
  • O par França-Alemanha é condição necessária mas não suficiente para o reforço da Europa. É um duo que não deve/pode decidir pelos outros. Mas sim um tandem que tem de se articular com os outros, tendo uma grande responsabilidade em termos do futuro europeu.
  • Proposta de refundação da Europa, avançando para maior integração, abrangendo quem tiver disponibilidade para tal e sem que os outros países possam bloquear esses avanços. E a França até tem particulares responsabilidades nessa matéria, devido à reprovação da “Constituição Europeia” no referendo de 2005.
  • Assumo uma Europa a múltiplos círculos e a diferentes velocidades – na verdade, esta é a situação que, aliás, temos já há muito tempo na União Europeia. Cada círculo concêntrico deve estar aberto a acolher outros países, à medida que tal seja possível. Vejo também um círculo mais alargado, para além da União, incluindo a Rússia e a Turquia (acordos de associação).
  • Não é admissível que membros da União Europeia não partilhem dos seus valores fundacionais. Passamos muitas horas, inclusivamente noites, em negociações, em busca de compromissos, mas não podemos aceitar o que seria uma traição ao próprio projecto europeu.
  • A selecção de França deu-nos grande orgulho. Todos os jogadores, independentemente da sua origem, dão vivas à República e à França. O desporto é uma alavanca fantástica para a integração. Necessitamos transpor esse exemplo para a sociedade em termos gerais.
  • Mas não escondo que a França é hoje um país mais desigual que há 30 anos. O que fizemos no desporto temos de fazer noutras áreas, promovendo a integração e a mobilidade social. Devemos ter um mercado de trabalho muito mais integrado.
  • Precisamos de uma Europa mais sensível, mais “sensual” mesmo! Uma Europa menos burocrata, que comunique melhor. Acredito no papel da Universidade, no contributo determinante das experiências internacionais. A Europa não pode ser tão “fria”…

Macron rêve d’une Europe «sensuelle»

Macron à l’aise

Tout aussi agréable pour Emmanuel Macron et sans aucun accroc fut sa première « consultation citoyenne » organisée dans la capitale portugaise. Dans le grand auditorium de la fondation Gulbenkian, Emmanuel Macron retrouve le dispositif qu’il affectionne. Un jeu de questions-réponses sur l’avenir de l’Europe qui se veut sans détour.

Dans la salle aux deux tiers pleine, des étudiants, et surtout beaucoup d’expatriés Français à Lisbonne, l’interrogent poliment sur la gouvernance de l’Europe ou le couple franco-allemand. Un exercice sans risque pour le chef de l’État. Pas une question sur l’affaire Benalla ne lui sera posée.

Emmanuel Macron ne boude pas son plaisir. Et se laisse même aller à caresser l’idée d’une « Europe sensuelle », faite d’échanges universitaires et d’expérience de vie commune dans les différents pays. « L’Europe doit redevenir un objet politique chaud lance-t-il, il nous faut une Europe sensible et pas seulement des règles. On a créé une Europe un peu bureaucratique, il faut bien le dire. »

Un public déjà convaincu

Face à ce public courtois et déjà convaincu, Macron approfondit son idée d’une Europe à trois cercles et à plusieurs vitesses (la France occupant le « cœur du réacteur »), et en profite pour poser les jalons de la future campagne des Européennes 2019.

« Les mois qui sont devant nous sont essentiels prévient-il, ils préparent des élections décisives. Soit nous arrivons à refonder l’Europe, soit nous décidons son délitement. Ce grand clivage, c’est un débat entre les nationalistes, ceux qui sont pour la fracture européenne et les progressistes européens. »

Jamais mis en difficulté, le président a pu dérouler ses fondamentaux du discours fondateur de la Sorbonne en septembre 2017. Pour sa première « consultation citoyenne » hors de France, son hôte portugais, proeuropéen et francophile, avait bien fait les choses.

(Le Parisien – Myriam Encaoua)

27 Julho, 2018 at 3:44 pm Deixe um comentário

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