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O que é a memória?

Memória - TagCloud

 

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15 Julho, 2018 at 10:00 pm Deixe um comentário

Optimista

Podia fazer aqui uma espécie de “pot-pourri” de temas que mais me interessam: desde a “Memória”, em termos gerais, a Tomar, mais em particular; do presente e futuro do jornalismo às perspectivas sombrias que assolam a Europa; da questão dos refugiados e das migrações às incertezas sobre as saídas profissionais dos nossos filhos (a tal geração mais qualificada de sempre); em termos pessoais, do indelével elo que, desde há cerca de quatro anos, estabeleci com a Bulgária, o país mais pobre da União, onde a extrema-direita racista chegou recentemente ao poder, tendo sob mira as minorias turca e cigana, segregadas e cada vez mais intoleradas.

Enquanto “coleccionador de histórias”, podia também recordar um episódio com contornos caricatos, que, em 1998, vivi em Bissau: o de, durante a semana, ver toda a gente a olhar para a lua, procurando antecipar o início do Ramadão – e consequente dia feriado –, que, tendo chegado precisamente na sexta-feira, me impediu de confirmar o voo de regresso, numa altura em que a ligação aérea Bissau-Lisboa estava completamente lotada e a duração da reserva no hotel tinha entretanto chegado ao fim, tal como o dinheiro de que dispunha para a missão…

Eu, que me vejo, não propriamente pessimista, mas, de forma geral, mais realista, optei, porém, por deixar aqui de lado as magnas preocupações que nos envolvem nestes dias cinzentos – por outros, bastante mais abalizados para versar estes assuntos, amiúde abordadas –, preferindo expressar, por um prisma positivo, uma outra grande paixão, como é a do desporto.

E, sobretudo, o exemplo que nos é apontado por aquele que será, porventura, o maior desportista mundial de todos os tempos, especialmente na medida em que é praticante de uma modalidade individual, em que um encontro pode chegar a durar até três ou mais horas.

Reunindo características únicas de carisma e virtuosidade, talento e versatilidade, combinando estética e técnica, empenho e profissionalismo, humildade e respeito (pelos adversários e pelo público), numa longeva carreira de mais de vinte anos, praticamente sempre ao mais alto nível – cumprem-se agora precisamente 15 anos sobre a primeira das suas vinte vitórias em torneios do “Grand Slam”, em Wimbledon –, Roger Federer conta quase uma centena de competições ganhas, com mais de 300 semanas como n.º 1 do ranking mundial, somando cinco estatuetas dos “Óscares do desporto”, os prémios Laureus, sendo, paralelamente, o atleta que maiores proventos alcançou em toda a história no decurso da sua actividade desportiva.

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 Roger Federer: a sua primeira grande vitória ocorreu faz hoje 15 anos

Logo em 2003 criou a “Roger Federer Foundation”, visando apoiar crianças carenciadas e promover o seu acesso à instrução e ao desporto, intervindo fundamentalmente na região da África Austral (África do Sul, Botswana, Malawi, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe), propondo-se agora abranger, num horizonte de curto prazo, um milhão de crianças!

Ora – sendo a publicidade a “força motriz” que faz girar o mundo –, depois de mais de vinte anos como rosto da Nike, prestes a completar 37 anos de idade, o suíço aceitou passar a ser o “embaixador”, a âncora maior de divulgação, da marca japonesa de roupa UNIQLO (acrónimo para a denominação inicial de Unique Clothing Warehouse), fundada em 1984 por Tadashi Yanai, no seu trilho para se tornar uma marca global – procurando desde já notabilizar-se, gerando “buzz” ainda antes que a maior montra desportiva do planeta, os Jogos Olímpicos de 2020, chegue ao Japão –, visando suplantar gigantes mundiais como a Inditex e a H&M, tendo como ambicioso objectivo atingir, já nesse ano de 2020, os 50.000 milhões de dólares de facturação!

Percebe-se, assim, como será possível pagar a Federer – o maior “avalista” de imagens de marca do mundo, representante, entre outras, das luxuosas RolexMercedes-Benz ou Moët & Chandon (só Cristiano Ronaldo e LeBron James estarão, actualmente, na sua faixa de honorários) – cerca de 300 milhões de dólares, por um contrato de dez anos (independentemente do previsto termo de carreira a curto/médio prazo) – o qual, em termos comparativos, e para se percepcionar melhor o que está em causa, acumulou, ao longo de todo o seu trajecto profissional de mais de vinte anos, um montante global de cerca de 116 milhões de dólares em prémios.

Nas palavras de Tadashi Yanai, ao anunciar esta extraordinária parceria: «Compartilhamos uma meta de operar mudanças positivas no mundo, e espero que, juntos, possamos proporcionar a mais alta qualidade de vida para o maior número de pessoas».

Ao que o grande campeão retorquiu: «Estou profundamente implicado com o ténis e com o triunfo em competições. Mas, tal como a UNIQLO, também tenho grande amor pela vida, cultura e humanidade. Partilhamos uma forte paixão por ter um impacto positivo no mundo em nosso redor, ansiando por conjugar os nossos esforços criativos».

Sem ignorar que, para a empresa, antes de preocupações a nível da sua responsabilidade social, importará, em primeira instância, o lucro – aliás, como condição determinante para a sua própria perenidade –, quero crer que não terão sido em vão as palavras de Yanai, assim como, da parte de Federer – que nem sequer teria a possibilidade física de usar em “proveito próprio” o imenso pecúlio já antes angariado (estimado em mais de 500 milhões de dólares) –, os seus actos no passado constituirão um bom garante do compromisso agora novamente expresso.

Continuo optimista que, à nossa ínfima escala individual, procurando replicar o seu exemplo, seremos capazes, cada um, de dar também pequenos contributos para uma sociedade menos desequilibrada, e, principalmente, mais solidária.

(texto escrito para publicação no Delito de Opinião, acedendo ao gentil convite de Pedro Correia, a quem agradeço a oportunidade)

6 Julho, 2018 at 4:00 pm Deixe um comentário

Memória Virtual – 15 anos

15-Year
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Há quinze anos nascia este blogue…

28 Junho, 2018 at 10:00 am Deixe um comentário

Comemorações do Centenário da Mendes Godinho fecham com chave de ouro

Mendes Godinho - Apresentação livro

(“O Templário”, 17.05.2018 – Clicar na imagem para ver as páginas completas)

18 Maio, 2018 at 10:14 am Deixe um comentário

«História do empreendimento familiar “Mendes Godinho” retratada em livro»

CT - 11-05-2018

(“Cidade de Tomar”, 11.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)

10 Maio, 2018 at 9:55 am Deixe um comentário

Mendes Godinho – Apresentação do livro

Mendes Godinho
MG - Marcador livro

MENDES GODINHO – Uma História de Empreendimento Empresarial Familiar

Quando, no final de 2016, a “Associação MG – Memorial Mendes Godinho” me dirigiu o convite para escrever um livro sobre a história da “Mendes Godinho”, sabia que estava a ser colocado perante o que fora um vasto “império empresarial”, com um leque muito diversificado de actividades, de enorme amplitude e abrangência.

Antevia – a traços largos e de contornos naturalmente algo indefinidos –, a dimensão do desafio que me era proposto, um projecto de tal modo aliciante que, rapidamente, isso se sobrepôs à natural dúvida sobre a capacidade de enfrentar, em tempo útil, a magnitude da empreitada que me aguardava. Na verdade, em qualquer circunstância, este era um repto irrecusável.

Mas estava, ainda assim, bem longe de poder abarcar toda a importância de que o “Grupo” se revestiu, ao longo de várias décadas, não só no panorama local e regional, mas, sobretudo, no plano nacional: nos anos 80, a então maior empresa privada de Portugal, em termos de volume de negócios – a TAGOL – era parte integrante do “Grupo Mendes Godinho”!

De imediato, foi desmedido o entusiasmo com que comecei a receber, estudar, compilar, resumir e tratar o manancial de informação e documentação que, quase semanalmente, o Sr. Carlos Mendes Godinho e o Dr. Manuel Mourão me faziam chegar, sempre com novas “descobertas” (e não apenas para mim…), vindas do fundo dos seus “arquivos pessoais”.

A intensa aventura em que tinha embarcado começaria, pouco a pouco, a ganhar forma, numa espécie de trabalho de filigrana, como se tratasse de juntar as peças de um enorme “puzzle”, “pluridimensional”, com a gratificante satisfação de ir, gradualmente, completando cada um dos vários quadros, que resultariam como que na imagem final de um polígono de vários vértices.

Ao longo dos meses seguintes, passei a “conviver” diariamente com figuras de irresistível fascínio, como as do patriarca, Manuel Mendes Godinho, ou do seu neto, grande responsável pela dinamização e desenvolvimento do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior. Mas, também, paralelamente, com negócios muito variados, como moagens, fornecimento de electricidade, cerâmicas, fábricas de rações, ou de fibras de madeira (“platex”), até à casa bancária.

Via desfilar os vários momentos, desde as origens, à criação, crescimento e apogeu de tal império empresarial, sublimado na visionária iniciativa que resultaria na implantação da TAGOL, em paralelo com a idealização de outro grandioso projecto, o qual, contudo, acabaria por não saír do papel, o da navegabilidade do Tejo.

Ia viajando pelas várias geografias a que se estendia este magno empreendimento: desde os “Lagares d’El Rei” – onde hoje nos encontramos – ao imóvel “Os Cubos”, passando por outros sugestivos nomes como os Vale Florido, Valbom, Nazaré ou Palença, na margem sul do Tejo, junto a Lisboa.

Assim como, por outro lado, “assistia” aos primeiros sintomas de crise, ao início do declínio, que culminaria no desmembramento e fim do “Grupo”.

Indelevelmente associado a esse final “pouco feliz” que se ia anunciando – num processo que se arrastaria ao longo de intermináveis anos –, um brusco momento da nossa história colectiva, com o processo de nacionalizações, em 1975, que me fez então tomar contacto e, de facto, embrenhar-me, minuciosa e detalhadamente, numa imensa panóplia de documentação jurídica, numa quase interminável sucessão de diplomas legais (Leis, Decretos-Leis e Despachos), acórdãos e sentenças judiciais, pareceres e petições de recurso.

Ao mesmo tempo, ficavam bem vincados os esforços que, durante décadas, vários membros da família iam desenvolvendo, em prol dos seus legítimos direitos, numa titânica e desigual luta. Entre a data da estatização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos” e a atribuição da compensação por tal expropriação haveriam de passar mais de trinta anos!

***

Este livro encontra-se estruturado em cinco partes, tratando as seguintes grandes áreas temáticas, também, paralelamente, organizadas em termos cronológicos:

  1. Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  2. Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  3. Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L;
  4. TAGOL, Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L.; e
  5. Nacionalização.

A primeira parte começa por traçar um breve perfil biográfico do fundador, Manuel Mendes Godinho, assim como das origens da sua actividade empresarial, até à constituição da sociedade matriz – a Manuel Mendes Godinho & Filhos –, finalizando com um esboço de “retrato” do principal dinamizador da criação e expansão do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior.

Na segunda parte, é apresentada a evolução histórica da “Casa Bancária”, sob duas perspectivas: uma de índole académica; outra, de cariz oral, conforme depoimento do Dr. Luís Graça. É também abordada a reestruturação societária, a partir de 1960, na sequência de constrangimentos legais, assim como o projecto de instituição, já em 1974, do “Banco Mendes Godinho”. É ainda complementada com excertos dos Relatórios e contas da sociedade, dando conta da sua evolução, passo a passo, ao longo dos anos.

A parte três é dedicada à empresa Fábricas Mendes Godinho, SARL, criada em 1960, tendo assumido os negócios da área industrial, transferidos da sociedade-mãe. Nela são analisadas as várias indústrias que desenvolveu, desde a fábrica de rações “Sol”, às fábricas de fibras de madeira (duas unidades fabris de “Platex”, a que sucederiam a I.F.M. e Valbopan), assim como a Norema Portuguesa. Compreende ainda um alargado capítulo relativo à indefinição sobre a titularidade de 75% do seu Capital social, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária”. Integra igualmente extractos dos Relatórios e contas.

Na parte quatro é detalhadamente abordada a que seria a última e grande “jóia da coroa”, a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, SARL, desde os estudos prévios, à “descoberta” do local da sua implantação, seus produtos e aspectos técnicos, empresas associadas e tentativa de alienação. Para além de fragmentos dos respectivos Relatórios e contas, aborda-se ainda, brevemente, a “segunda vida” da TAGOL, após a sua integração no perímetro da Sovena.

Por fim, na parte cinco, é apresentado, de forma detalhada, todo o complexo imbróglio associado ao contencioso com o Estado português e com o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”. Por razões meramente de índole cronológica, esta última parte, e, consequentemente, o livro, encerra com breves referências à Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho e à Associação MG – Memorial Mendes Godinho.

***

A concluir esta apresentação, não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para expressar o meu agradecimento a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que este livro se tornasse uma realidade.

Em primeiro lugar, necessariamente, e desde logo, à Associação MG – Memorial Mendes Godinho, promotora desta iniciativa, pelo amável convite para o elaborar, que muito me honra; e também a Carlos Mendes Godinho e ao Dr. Manuel Maria Azevedo Mendes Mourão, como principais responsáveis pela recolha da vasta documentação consultada, assim como pela aturada revisão do texto; a António Gomes, António Jesus Baptista, António Lourenço, Eng.º João António Sousa Pereira, Dr. José Augusto Oliveira Baptista, Dr. Luís Graça e Eng.º Luís Maria Godinho Gonçalves, pelos testemunhos prestados; e, ainda, ao Dr. Luís Marques, por gentilmente ter acedido ao convite para redigir o Prefácio, que sobremaneira valoriza e prestigia este trabalho.

(Fotos de João Mendes Mourão)

6 Maio, 2018 at 10:15 am 1 comentário

“História da «Mendes Godinho» agora em livro”

O Templário - 03-05-2018

(“O Templário”, 03.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)

3 Maio, 2018 at 12:42 pm Deixe um comentário

Mendes Godinho – Convite – 6 de Maio

Convite

27 Abril, 2018 at 7:00 pm Deixe um comentário

Mendes Godinho

Mendes Godinho
Em contagem decrescente…

24 Abril, 2018 at 1:50 pm Deixe um comentário

Mendes Godinho – Uma História de Empreendimento Empresarial Familiar

MG
Em breve…

22 Abril, 2018 at 11:20 pm Deixe um comentário

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