Posts tagged ‘Liga Campeões’

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Rangers – Napoli – 0-3
Liverpool – Ajax – 2-1

1º Napoli, 6; 2º Ajax e Liverpool, 3; 4º Rangers, 0

Grupo B
FC Porto – Brugge – 0-4
Bayer Leverkusen – Atlético Madrid – 2-0

1º Brugge, 6; 2º Bayer Leverkusen e At. Madrid, 3; 4º FC Porto, 0

Grupo C
Viktoria Plzeň – Inter – 0-2
Bayern München – Barcelona – 2-0

1º Bayern München, 6; 2º Barcelona e Inter, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0

Grupo D
Sporting – Tottenham – 2-0
Marseille – E. Frankfurt – 0-1

1º Sporting, 6; 2º Tottenham e E. Frankfurt, 3; 4º Marseille, 0

Grupo E
Chelsea – Salzburg – 1-1
AC Milan – D. Zagreb – 3-1

1º AC Milan, 4; 2º D. Zagreb, 3; 3º  Salzburg, 2; 4º Chelsea, 1

Grupo F
Real Madrid – RB Leipzig – 2-0
Shakhtar Donetsk – Celtic – 1-1

1º Real Madrid, 6; 2º Shakhtar Donetsk, 4; 3º Celtic, 1; 4º RB Leipzig, 0

Grupo G
København – Sevilla – 0-0
Manchester City – B. Dortmund – 2-1

1º Manchester City, 6; 2º B. Dortmund, 3; 3º København e Sevilla, 1

Grupo H
Juventus – Benfica – 1-2
Maccabi Haifa – Paris Saint-Germain – 1-3

1º Paris St.-Germain e Benfica, 6; 3º Juventus e Maccabi Haifa, 0

14 Setembro, 2022 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Juventus – Benfica

Juventus – Mattia Perin, Gleison Bremer, Leonardo Bonucci, Danilo Silva, Juan Cuadrado (58m – Mattia De Sciglio), Weston McKennie, Leandro Paredes, Fabio Miretti (58m – Ángel Di María), Filip Kostić (70m – Moise Kean), Arkadiusz Milik (70m – Nicolò Fagioli) e Dušan Vlahović

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández (81m – Fredrik Aursnes), David Neres (81m – Francisco “Chiquinho” Machado)), João Mário (86m – Julian Draxler), Rafael “Rafa” Silva (86m – Diogo Gonçalves) e Gonçalo Ramos (81m – Petar Musa)

1-0 – Arkadiusz Milik – 4m
1-1 – João Mário (pen.) – 43m
1-2 – David Neres – 55m

Cartões amarelos – Fabio Miretti (42m), Mattia Perin (45m), Danilo Silva (59m) e Leandro Paredes (73m); Alexander Bah (26m), João Mário (45m) e Florentino Luís (85m)

Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)

O Benfica praticamente entrou a perder em Turim, tendo demorado ainda cerca de um quarto de hora a recompor-se, período em que “abanou”, mas viria a reagir de forma muito personalizada, alcançando uma vitória histórica, que poderia ter sido mesmo uma goleada épica.

A Juventus marcou logo aos 4 minutos, na sequência de um livre, com a defesa benfiquista bastante passiva, permitindo a Milik, ao primeiro poste, antecipar-se e rematar de cabeça, para o fundo da baliza.

A pressão italiana manteve-se nos minutos imediatos, com a primeira barreira do Benfica a ser ultrapassada, criando perigo a partir das laterais, podendo mesmo ter sido ampliada a vantagem, apenas cinco minutos volvidos, quando Kostić, liberto de marcação, rematou cruzado, mas ao lado.

Começando a procurar inverter o rumo dos acontecimentos, o primeiro aviso do Benfica surgiria pouco antes da meia hora, quando Gonçalo Ramos, tendo-se libertado já de Bonucci, rematou de cabeça, com a bola a sair à figura de Perin.

A equipa portuguesa, actuando como um todo, bem coordenada – com António Silva e Otamendi excelentes na marcação a Vlahović e a Milik, enquanto, na zona nevrálgica do meio-campo, Florentino e Enzo controlavam o tridente contrário –, tendo conseguido suster as iniciativas da turma de Turim, mantinha a ideia de pressão alta, agora melhor colocada em prática, recuperando a bola, o que proporcionava saídas em rápidas transições. Num desses lances, já próximo dos 40 minutos, Rafa, depois de tabela com João Mário, rematou ao poste.

Até que, praticamente a findar a primeira parte, um “pisão” de Miretti em Gonçalo Ramos, descortinado pelo “VAR”, originou a grande penalidade, de que resultaria o tento da igualdade.

No reinício a Juventus procurou retomar o domínio, tendo Milik estado perto de bisar, não fosse a apertada defesa de Vlachodimos, após a bola ter ainda desviado em João Mário.

A partir daí o Benfica, mantendo a intensidade da pressão e recuperação de bola – com Enzo a pautar os lances de ataque – assenhoreou-se do jogo, chegando, com alguma naturalidade, ao segundo golo, fruto de outra transição rápida, por Neres, numa recarga, após defesa incompleta de Perin a remate de Rafa.

Nessa fase, com o controlo da partida, um perdulário Benfica deixou escapar uma oportunidade histórica de golear a “Vecchia signora”, com pelo menos três ocasiões soberanas de marcar desperdiçadas (Rafa Silva, numa bela jogada do colectivo, e Neres, por duas vezes), salvas “in extremis” pelo guardião contrário.

Já na fase final a Juventus voltaria a ter uma ocasião de perigo, tendo Moise Kean rematado ao poste, estavam jogados 70 minutos; para, quase a terminar, provocar ainda um outro susto, quando Bremer, desmarcado por Di María, surgindo solto, rematou por alto, o que não permitiu que o resultado se traduzisse em injustiça face ao que ambas as formações tinham apresentado em campo.

No balanço geral, uma exibição notável do Benfica, numa grande noite europeia – a partir do momento em que confiou nas suas possibilidades, não se contentando com o empate, indo em busca do que se traduziria numa magnífica vitória –, com domínio em todos os aspectos: posse de bola (54/46%), remates (19-12), remates à baliza (7-3) e cantos (11-4), números esclarecedores da superioridade benfiquista.

14 Setembro, 2022 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Ajax – Rangers – 4-0
Napoli – Liverpool – 4-1

1º Ajax e Napoli, 3; 3º Liverpool e Rangers, 0

Grupo B
Atlético Madrid – FC Porto – 2-1
Brugge – Bayer Leverkusen – 1-0

1º At. Madrid e Brugge, 3; 3º FC Porto e Bayer Leverkusen, 0

Grupo C
Barcelona – Viktoria Plzeň – 5-1
Inter – Bayern München – 0-2

1º Barcelona e Bayern München, 3; 3º Inter e Viktoria Plzeň, 0

Grupo D
E. Frankfurt – Sporting – 0-3
Tottenham – Marseille – 2-0

1º Sporting e Tottenham, 3; 3º Marseille e E. Frankfurt, 0

Grupo E
D. Zagreb – Chelsea – 1-0
Salzburg – AC Milan – 1-1

1º D. Zagreb, 3; 2º AC Milan e Salzburg, 1; 4º Chelsea, 0

Grupo F
Celtic – Real Madrid – 0-3
RB Leipzig – Shakhtar Donetsk – 1-4

1º Shakhtar Donetsk e Real Madrid, 3; 3º RB Leipzig e Celtic, 0

Grupo G
B. Dortmund – København – 3-0
Sevilla – Manchester City – 0-4

1º Manchester City e B. Dortmund, 3; 3º København e Sevilla, 0

Grupo H
Paris Saint-Germain – Juventus – 2-1
Benfica – Maccabi Haifa – 2-0

1º Benfica e Paris St.-Germain, 3; 3º Juventus e Maccabi Haifa, 0

7 Setembro, 2022 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Maccabi Haifa

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, David Neres (65m – Fredrik Aursnes), João Mário (79m – Francisco “Chiquinho” Machado), Rafael “Rafa” Silva (79m – Diogo Gonçalves) e Gonçalo Ramos (45m – Petar Musa)

Maccabi Haifa – Joshua Cohen, Daniel Sundgren, Dylan Batubinsika, Abdoulaye Seck (67m – Suf Podgoreanu) (79m – Sun Menachem), Sean Goldberg, Ali Mohamed (31m – Mohammad Abu Fani), Neta Lavi, Tjaronn Chery, Din David (45m – Omer Atzili), Dolev Haziza e Frantzdy Pierrot (79m – Nikita Rukavytsya)

1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 50m
2-0 – Alejandro “Álex” Grimaldo – 54m

Cartões amarelos – Gonçalo Ramos (45m); Neta Lavi (59m) e Abdoulaye Seck (63m)

Árbitro – Andreas Ekberg (Suécia)

Poderá até considerar-se que o resultado foi melhor que a exibição, mas a verdade é que o Benfica cumpriu, com distinção, o que era pretendido para esta ronda inaugural da presente edição da “Champions League”: venceu, com naturalidade, sem especial sobressalto, e mantendo a sua baliza inviolada, um desfecho que, no imediato, lhe confere a liderança do Grupo, pese embora tal seja uma situação ainda de pouco significado, nesta fase prematura.

Mais, o Benfica somou, sob a direcção de Roger Schmidt, a 10.ª vitória consecutiva, em outros tantos desafios disputados neste arranque de temporada, cinco a contar para a I Liga e outros tantos nesta competição europeia.

A formação israelita – considerada a menos cotada, não só do Grupo, mas de entre todos os 32 clubes participantes na fase de grupos – até começou por surpreender, prometendo não se remeter a uma defesa porfiada, de alguma forma perturbando a iniciativa benfiquista, cuja equipa se revelou, na fase inicial, algo presa de movimentos, em regime de baixa intensidade.

O Benfica dominou, claro, durante toda a primeira parte, mas foi um controlo de jogo improfícuo, reduzindo-se a uma oportunidade de golo, por Rafa, à passagem da meia hora.

No recomeço, Roger Schmidt mexeu no “onze”, fazendo entrar Musa para o lugar de Gonçalo Ramos (que vira cartão amarelo a fechar a primeira metade), procurando alterar o posicionamento e atitude da equipa. Mas seria até o Maccabi, logo no minuto inicial, a provocar o único grande calafrio, aproveitando uma falha defensiva, mas com Vlachodimos, atento, a cumprir a sua missão.

Depois, bastaram cinco minutos para selar o triunfo “encarnado”: primeiro, Rafa, muito oportuno, a desviar subtilmente para a baliza, um passe de Grimaldo. O mesmo Grimaldo teria o melhor momento da noite, com um fulminante remate de pé esquerdo, bem fora da área, a fazer anichar a bola nas redes, sem hipóteses para o guardião contrário.

Jogando pelo seguro, com os três pontos “na mão”, o técnico benfiquista fez entrar o estreante Fredrik Aursnes (de início estreara-se também, a defesa central, António Silva, aproveitando a oportunidade suscitada pela lesão de Morato), adoptando uma táctica de maior contenção, fazendo a gestão do resultado e do tempo restante, como que concedendo a iniciativa ao Maccabi – que, contudo, não conseguiria criar efectivo perigo –, procurando beneficiar de situações de transição, podendo ter ampliado a contagem, em especial, mesmo no final da partida, por Enzo Fernández, que rematou ao poste.

Um triunfo seguro e incontestado, mesmo que sem grande exuberância, mas com uma exibição serena, de uma equipa que revelou estar ciente do que deve fazer dentro de campo, respirando confiança.

6 Setembro, 2022 at 9:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2022-23 – Sorteio da Fase de Grupos

Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D
Ajax            FC Porto        Bayern München  E. Frankfurt
Liverpool       At. Madrid      Barcelona       Tottenham     
Napoli          B. Leverkusen   Inter           Sporting
Rangers         Brugge          V. Plzen        Marseille

Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H
AC Milan        Real Madrid     Man. City       P. St.-Germain
Chelsea         RB Leipzig      Sevilla         Juventus
Salzburg        Sh. Donetsk     B. Dortmund     Benfica
D. Zagreb       Celtic          København       Maccabi Haifa

A primeira jornada está agendada para os próximos dias 6 e 7 de Setembro, estando previsto para 1 e 2 de Novembro o termo desta fase de Grupos.

A Final da Liga dos Campeões desta temporada deverá disputar-se no “Atatürk Olimpiyat Stadyumu”, em Istambul, na Turquia, a 10 de Junho de 2023.

25 Agosto, 2022 at 6:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – Benfica – D. Kyiv

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís (70m – Julian Weigl), Enzo Fernández (90m – Paulo Bernardo), João Mário, David Neres (70m – Diogo Gonçalves), Rafael “Rafa” Silva (70m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (52m – Petar Musa)

D. Kyiv – Heorhiy Bushchan, Tomasz Kędziora, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Kostyantyn Vivcharenko (63m – Vladyslav Dubinchak), Oleksandr Karavayev (87m – Oleksandr Tymchyk), Serhiy Sydorchuk, Mykola Shaparenko, Volodymyr Shepelyev (87m – Anton Tsarenko), Vitaliy Buyalskiy (90m – Oleksandr Yatsyk) e Artem Besedin (63m – Vladyslav Vanat)

1-0 – Nicolás Otamendi – 27m
2-0 – Rafael “Rafa” Silva – 40m
3-0 – David Neres – 42m

Cartões amarelos – Petar Musa (85m); Mykola Shaparenko (81m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

A eliminatória já vinha muito bem encaminhada de Lodz e rapidamente ficaria decidida, com o Benfica a revelar-se muito superior, face a uma equipa ucraniana cujas fragilidades, já denotadas na 1.ª mão, ficaram agora ainda bem mais expostas, não se encontrando, nesta fase, capacitada para disputar jogos deste nível de exigência.

O Benfica teve, sobretudo, o mérito de não “facilitar”, encarando a partida com grande seriedade, e de forma muito focada, o que lhe proporcionou aproveitar as falhas contrárias, para, num curto intervalo de cerca de um quarto de hora, marcar por três vezes.

Assumindo a iniciativa desde o começo do jogo, a equipa portuguesa remeteu o D. Kyiv para a sua zona defensiva, apenas muito timidamente na expectativa de poder lançar algum contra-ataque rápido.

Nesta perspectiva, o primeiro golo demorou até mais do que seria “normal”, atendendo ao caudal ofensivo da formação benfiquista, tendo Grimaldo rematado ao poste, e David Neres visto negar-lhe um golo por uma intervenção providencial do guardião contrário.

Revelando trabalho de casa, o marcador seria inaugurado na sequência de mais um lance de bola parada, com Neres a cruzar, numa espécie de canto mais curto, surgindo Otamendi “a dizer que sim” à bola, desviando-a para o fundo das redes.

Com o Dinamo muito recuado, um “ingénuo” passe lateral, em “zona proibida”, do defesa Syrota, foi aproveitado da melhor forma por um muito oportuno Rafa. E, apenas dois minutos volvidos, seria Neres a fechar a contagem, por curiosidade, beneficiando de uma situação de desposicionamento da defesa ucraniana.

Com a saída forçada de Gonçalo Ramos, primeiro, devido a um choque com Rafa, que seria também substituído alguns minutos depois, a par de Florentino e Neres, e com o resultado “feito”, a intensidade do jogo diminuiu com naturalidade, ainda que Musa tenha tentado deixar a sua marca, tendo Bushchan feito ainda um par de defesas.

O Benfica volta a passar, com distinção, o “play-off” – desta feita, com inesperadas facilidades, ante adversários menos cotados, ganhando os quatro desafios –, selando o apuramento para a fase final da “Liga dos Campeões”. Pelo caminho ficaram, entre outros, o PSV Eindhoven (também afastado, no ano passado, pelo emblema português), Monaco e Fenerbahçe.

Desde que, a partir da época de 2018-19, passaram a ser apenas duas as vagas de qualificação para os clubes “não campeões” nacionais, o Benfica é “recordista”, com três apuramentos (juntamente com o Ajax, em 2018; o Shakhtar Donetsk, em 2021; e o Rangers, agora); os outros qualificados foram: Brugge e Olympiakos (2019); e Dynamo Kyiv e Krasnodar (2020).

23 Agosto, 2022 at 9:50 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – D. Kyiv – Benfica

D. Kyiv – Heorhiy Bushchan, Tomasz Kędziora, Illia Zabarnyi, Denys Popov (80m – Oleksandr Syrota), Vladyslav Dubinchak (63m – Kostyantyn Vivcharenko), Viktor Tsyhankov (63m – Oleksandr Karavayev), Oleksandr Andriyevskyi, Mykola Shaparenko, Volodymyr Shepelyev (74m – Anton Tsarenko), Vitaliy Buyalskiy e Artem Besedin (74m – Vladyslav Vanat)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (69m – Alexander Bah), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário, Rafael “Rafa” Silva (84m – Francisco “Chiquinho” Machado), David Neres (63m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (63m – Roman Yaremchuk)

0-1 – Gilberto Moraes – 9m
0-2 – Gonçalo Ramos – 37m

Cartão amarelo – Oleksandr Andriyevskyi (40m)

Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)

Evidenciando uma inesperadamente flagrante superioridade face ao adversário – condicionado por ter de disputar os seus jogos na condição de visitante em terreno neutro, a par da ausência de competição interna, dada a situação de guerra que persiste na Ucrânia, invadida pela Rússia – o Benfica poderia ter resolvido, já esta noite, a eliminatória, ficando a dever a si próprio um triunfo por números bem mais expressivos. Ainda assim, averbou um resultado que oferece excelentes perspectivas de qualificação para a fase de grupos da “Liga dos Campeões”.

Foi, sobretudo na primeira metade, uma exibição categórica, assenhoreando-se por completo da iniciativa e do domínio do jogo. O Benfica beneficiou de, logo nos minutos iniciais, se ter colocado em vantagem, com João Mário, bem a pautar o jogo, a assistir um “improvável” Gilberto, que fuzilou a baliza, sem hipótese para o guardião ucraniano.

Não obstante, e ainda dentro dos primeiros dez minutos, valeria também a concentração de Vlachodimos, com duas defesas apertadas, na sequência de rápidos lances de transição, a manter as suas redes invioladas.

Já depois de João Mário ter estado muito perto de marcar, David Neres, regressado ao “onze”, voltaria a espalhar o seu “perfume”, combinando novamente com Gonçalo Ramos, com o jovem avançado benfiquista, muito eficaz, a somar o seu quarto golo em três jogos na presente edição da prova.

O mesmo Neres poderia ter também ampliado a vantagem, com um remate a sair muito próximo do poste, tendo também Rafa visto uma soberana ocasião de golo salva pelo desvio de Zabarnyi.

Dando a sensação de parecer surpreendido com tantas “facilidades”, a equipa portuguesa não conseguiria, na segunda parte, manter os níveis de intensidade, pese embora tenha sempre conservado o controlo do jogo, em zonas relativamente afastadas do seu último reduto.

Já na parte final, após as substituições operadas por Schmidt, com o D. Kyiv a não abdicar de procurar reduzir a diferença, nomeadamente por via de lançamentos em profundidade, o guarda-redes benfiquista confirmaria uma noite muito segura, com outras duas boas intervenções.

Cabe agora ao Benfica confirmar também, no Estádio da Luz, a sua superioridade, buscando não só nova vitória, como, fundamentalmente, o tão almejado apuramento.

17 Agosto, 2022 at 9:49 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Midtjylland – Benfica

MidtjyllandMidtjylland – Elías Rafn Ólafsson, Henrik Dalsgaard, José “Juninho” Carlos Júnior, Mads Thychosen, Joel Andersson, Raphael Onyedika, Evander Ferreira (45m – Oliver Sørensen), Paulo Victor da Silva “Paulinho” (87m – Nikolas Dyhr), Anders Dreyer (69m – Gustav Isaksen), Pione Sisto (76m – Edward Chilufya) e Sory Kaba (70m – José Francisco dos Santos Júnior “Brumado”)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (75m – Alexander Bah), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário (89m – Diego Moreira), Rafael “Rafa” Silva (45m – Henrique Araújo), Francisco “Chiquinho” Machado (78m – Diogo Gonçalves) e Gonçalo Ramos (45m – Roman Yaremchuk)

0-1 – Enzo Fernández – 23m
0-2 – Henrique Araújo – 56m
1-2 – Pione Sisto – 63m
1-3 – Diogo Gonçalves – 88m

Cartões amarelos – Raphael Onyedika (69m); Gonçalo Ramos (29m) e Rafael “Rafa” Silva (40m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Com o triunfo na eliminatória já praticamente selado em Lisboa, Roger Schmidt optou por manter o “onze” que tinha iniciado o jogo da 1.ª mão, apenas com a alteração forçada decorrente da lesão de Neres, substituído por Chiquinho, como que a mostrar a “seriedade” com que este desafio foi encarado.

Naturalmente disputado a ritmo menos intenso, o Benfica controlou sempre o jogo, acabando por repetir a vitória, de forma relativamente tranquila.

Já depois de Gonçalo Ramos não ter conseguido êxito num cabeceamento, o argentino Enzo Fernández – após combinação com o mesmo Gonçalo – marcaria o seu terceiro golo em outros tantos encontros oficiais disputados ao serviço do clube, colocando a sua equipa em vantagem.

Os dinamarqueses, actuando em casa (ainda que “emprestada”), revelando-se mais inconformados, não abdicaram de procurar chegar ao golo, tendo beneficiado de duas ocasiões flagrantes, na sequência de falhas da defesa contrária, a primeira delas negada por Vlachodimos, tendo, depois, Evander falhado incrivelmente.

Fazendo a gestão física do plantel, o técnico benfiquista começaria, logo ao intervalo, a fazer a rotação, colocando em campo Henrique Araújo e Yaremchuk.

E seria o próprio Henrique Araújo – recente Campeão Europeu e grande figura da equipa que conquistou a “Youth League” – a ampliar a contagem, apenas cerca de dez minutos depois de entrar no jogo, dando a melhor sequência a cruzamento de João Mário. Faltava ainda mais de meia-hora para o final, mas o parcial agregado de 6-1 era clarificador.

O Benfica passou a gerir o tempo, possibilitando ao Midtjylland, para, outra vez por intermédio de Pione Sisto, marcar o seu “ponto de honra”, numa recarga, depois de um primeiro remate de Sory Kaba à trave.

O vice-campeão da Dinamarca poderia inclusivamente ter marcado de novo, mas, já próximo do termo da partida, Diogo Gonçalves, com um portentoso remate, restabeleceria a diferença de dois golos, em mais uma importante vitória para o Benfica, numa eliminatória que soube tornar bastante fácil.

Segue-se o D. Kyiv, último obstáculo a superar no trajecto para a fase de grupos da Liga dos Campeões – por curiosidade o primeiro adversário em tal fase, na edição da temporada anterior –, desta feita com a formação ucraniana a ter de realizar os seus jogos em casa na Polónia.

9 Agosto, 2022 at 10:10 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Midtjylland

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário, David Neres (86m – Francisco “Chiquinho” Machado), Rafael “Rafa” Silva (79m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (79m – Roman Yaremchuk)

MidtjyllandMidtjylland – Elías Rafn Ólafsson, Henrik Dalsgaard, Erik Sviatchenko, José “Juninho” Carlos Júnior, Nikolas Dyhr (62m – Paulo Victor da Silva “Paulinho”), Joel Andersson (67m – Mads Thychosen), Oliver Sørensen, Charles Matos (78m – Chris Kouakou), Anders Dreyer (45m – Edward Chilufya), Pione Sisto e Sory Kaba (67m – Gustav Isaksen)

1-0 – Gonçalo Ramos – 17m
2-0 – Gonçalo Ramos – 33m
3-0 – Enzo Fernández – 40m
4-0 – Gonçalo Ramos – 61m
4-1 – Pione Sisto (pen.) – 78m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (22m) e Felipe Silva “Morato” (77m)

Árbitro – Alejandro Hernández (Espanha)

Para jogo de estreia da temporada, não foi nada mau… O resultado final acaba, até, por “saber a pouco”.

O Benfica defrontou um adversário com muitas limitações, que, no entanto, até começaria por surpreender com a sua postura “atrevida” em campo, podendo até ter inaugurado o marcador, ainda antes do quarto de hora de jogo, não fosse Pione Sisto, isolado, ter rematado ao lado.

Mas a dupla David Neres-Gonçalo Ramos desbloquearia algum estado de ansiedade da formação benfiquista, com o jovem avançado a dar a melhor sequência, com um remate de cabeça – com notável sentido de antecipação –, à forma como o brasileiro se desenvencilhara da defesa contrária.

Uma combinação que praticamente repetiriam, passados outros 16 minutos, desde logo proporcionando a tranquilidade que advinha da confiança de que a vitória no jogo não escaparia… assim como na eliminatória.

Tudo corria pelo melhor, o que seria exponenciado, ainda antes do final da primeira metade, com João Mário, num canto, a servir atrasado (com a bola a meia-altura) para excelente gesto técnico, de primeira, “enchendo o pé”, de Enzo Fernández, que se estreava a marcar.

Insaciável, o Benfica voltou para o segundo tempo querendo ampliar a vantagem, mas Gonçalo Ramos passaria, então, um período perdulário, falhando duas ou três oportunidades, a primeira delas, soberana, logo aos dois minutos.

Já depois de Neres ter rematado, com estrondo, à trave, Gonçalo chegaria mesmo ao “hat-trick”, noutro lance de grande craveira técnica – pese embora beneficiando de alguma passividade da defesa dinamarquesa -, recebendo a bola (assistência de Rafa) em plena área, rodando e rematando sem apelo para o fundo da baliza.

Dando alguns sinais de menor frescura nos derradeiros minutos, o Benfica concederia ao Midtjylland, na sequência de uma grande penalidade (apontada “à Panenka”), a sancionar contacto de Morato, reduzir o marcador para uma diferença que não espelha o que se passou dentro de campo, perante a notória superioridade da equipa portuguesa.

A inspiração de David Neres e Gonçalo Ramos, bem secundados por exibição segura de Enzo Fernández, terá deixado já definida a equipa que seguirá em frente, para o play-off. Ainda assim, há um jogo para disputar, e ganhar, na próxima semana, na Dinamarca.

2 Agosto, 2022 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Final – Liverpool – Real Madrid

LiverpoolLiverpool – Alisson Becker, Trent Alexander-Arnold, Ibrahima Konaté, Virgil van Dijk, Andrew Robertson, Jordan Henderson (77m – Naby Keïta), Fábio Tavares “Fabinho”, Thiago Alcântara (77m – Roberto Firmino), Mohamed Salah, Sadio Mané e Luis Díaz (65m – Diogo José “Jota”)

Real MadridReal Madrid – Thibaut Courtois, Daniel “Dani” Carvajal, Éder Militão, David Alaba, Ferland Mendy, Luka Modrić (90m – Daniel “Dani” Ceballos), Carlos Casimiro “Casemiro”, Toni Kroos, Federico “Fede” Valverde (86m – Eduardo Camavinga), Karim Benzema e Vinícius Júnior (90m – Rodrygo Goes)

0-1 – Vinícius Júnior – 59m

Cartões amarelos –  Fábio Tavares “Fabinho” (62m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

Stade de France – Saint-Denis – Paris – França

É relativamente fácil a síntese desta Final: o Real Madrid a ser Real Madrid e a conquistar o seu 14.º troféu de Campeão Europeu!

A equipa espanhola fez dois remates à baliza… e marcou por duas vezes (na primeira delas, praticamente a fechar a metade inicial do jogo, tendo o golo sido, possivelmente, mal invalidado pelo “VAR”, assinalando um controverso fora-de-jogo, numa interpretação dúbia sobre a intencionalidade do último toque – de um jogador do Liverpool – antes da bola chegar aos pés de Benzema).

Por seu lado, o Liverpool, que dominou durante a maior parte do tempo, “ensaiou” 24 remates (contra apenas quatro do adversário), tendo nove deles tido a direcção da baliza, acabou por ficar “em branco”.

A formação inglesa assumiu sempre a iniciativa do jogo, buscando incessantemente o golo, negado um punhado de vezes por uma soberba actuação do guardião Thibaut Courtois. Após o tento sofrido, o Liverpool viria a denotar, na meia hora que lhe restava, alguma dificuldade em serenar, sobretudo à medida que o tempo corria veloz para o termo da partida. Mas não deixou, ainda assim, de criar ocasiões mais do que suficientes para poder ter marcado.

Sobre a justiça de mais esta conquista do Real Madrid, é difícil questioná-la, quando, para tal, teve de afastar, sucessivamente, o Paris Saint-Germain, o anterior Campeão, Chelsea, e o Manchester City – em todas as situações com épicas reviravoltas, já mesmo na fase derradeira dos desafios, depois de ter chegado a registar desvantagens de dois ou mais golos (no jogo ou na eliminatória), nos dois últimos casos apenas após prolongamento –, para, na Final, acabar por superar o Liverpool!

A lista de vencedores, nas 67 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:

  • Real Madrid – 14 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18 e 2021-22)
  • AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
  • Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
  • Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
  • Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
  • Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
  • Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
  • Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
  • Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
  • Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
  • Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
  • FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
  • Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
  • Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); e Borussia Dortmund (1996-97).

28 Maio, 2022 at 10:32 pm Deixe um comentário

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