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Liga dos Campeões – Final – Paris Saint-Germain – Arsenal
Paris St.-Germain – Matvey Safonov, Achraf Hakimi, Marcos Corrêa “Marquinhos” (105m – Illya Zabarnyi), Willian Pacho, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (105m – Lucas Beraldo), Fabián Ruiz (95m – Warren Zaïre-Emery)), Désiré Doué, Ousmane Dembélé (90m – Gonçalo Ramos) e Khvicha Kvaratskhelia (83m – Bradley Barcola)
Arsenal – David Raya, Cristhian Mosquera (66m – Jurriën Timber), William Saliba, Gabriel Magalhães, Piero Hincapié, Declan Rice, Myles Lewis-Skelly (91m – Martín Zubimendi), Bukayo Saka (83m – Chukwunonso “Noni” Madueke), Martin Ødegaard (67m – Viktor Gyökeres), Leandro Trossard (83m – Gabriel Martinelli) e Kai Havertz (91m – Eberechi Eze)
0-1 – Kai Havertz – 6m
1-1 – Ousmane Dembélé (pen.) – 65m
Cartões amarelos – Cristhian Mosquera (47m), Bukayo Saka (54m), Viktor Gyökeres (98m) e Declan Rice (103m); João Neves (90m) e Nuno Mendes (118m)
Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)
Puskás Aréna, Budapeste – Hungria
Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Viktor Gyökeres
2-1 – Désiré Doué
Eberechi Eze rematou ao lado
Nuno Mendes permitiu a defesa a David Raya
2-2 – Declan Rice
3-2 – Achraf Hakimi
3-3 – Gabriel Martinelli
4-3 – Lucas Beraldo
Gabriel Magalhães rematou por alto
O Paris Saint-Germain sagrou-se bi-Campeão Europeu, ao bater o Arsenal, no desempate da marca de grande penalidade, num desafio em que manifestou superioridade em todos os dados estatísticos, com um domínio esmagador em termos de posse de bola (75% / 25%), para além de 21-7 em remates, 4-1 em remates à baliza e 11-3 em cantos.
O jogo começou de feição para o Arsenal, que marcou estavam apenas completados os cinco minutos iniciais, apostando, desde logo, numa táctica de risco mínimo, procurando preservar o seu sector recuado, não obstante tenha tido uma ou outra ocasião de poder ter ampliado a vantagem. Denotando dificuldades em desmontar o posicionamento do adversário, a equipa francesa não conseguiria mais do que uma oportunidade no primeiro tempo.
Na segunda metade, a pressão intensificou-se, acabando por, de alguma forma, se fazer justiça com o tento do empate. Até final do tempo regulamentar a toada de jogo não se alteraria substancialmente.
Seria já no prolongamento que se registaria um maior “desencaixe” entre as duas formações, numa fase já de menor controlo, a resultar em alguns lances de perigo de parte a parte, mas sem que o marcador se alterasse.
No desempate da marca de grande penalidade, apesar de ter sido o guardião do Arsenal a conseguir a única defesa, dois dos seus colegas não lograram acertar na baliza, culminando na conquista do título pelo emblema parisiense.
O forte núcleo português – com Nuno Mendes, João Neves e Vitinha a alinhar de início, tendo ainda Gonçalo Ramos entrado no último minuto do segundo tempo – sagra-se também bi-Campeão da Europa!
Uma curiosidade, muito rara no historial da competição: o Paris Saint-Germain alinhou nesta Final exactamente com os mesmos (10) jogadores de campo que tinham iniciado a Final de há um ano, portanto, com uma única alteração no “onze” titular, a do guarda-redes (Safonov, em vez de Donnarumma)! (Anteriormente, o Real Madrid repetira o “onze” na totalidade, nas Finais de 2017 e 2018; o Ajax alterara um jogador de campo entre 1972 e 1973; tal como o AC Milan entre 1989 e 1990).
Depois de Real Madrid, Benfica, Inter, Ajax, Bayern, Liverpool, Nottingham Forest e AC Milan, o Paris Saint-Germain é apenas o nono clube a repetir a conquista da principal prova do futebol europeu em épocas sucessivas, sendo que, na “Era Champions” (desde 1993) apenas o Real Madrid o conseguira até agora.
A lista de vencedores, nas 71 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 15 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18, 2021-22 e 2023-24)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Paris Saint-Germain – 2 (2024-25 e 2025-26)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Manchester City (2022-23).
Liga dos Campeões – 1/2 finais (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Bayern München - Paris St.-Germain 1-1 4-5 5-6 Arsenal - At. Madrid 1-0 1-1 2-1
Liga dos Campeões – 1/2 finais (1.ª mão)
28.04.2026 - Paris Saint-Germain – Bayern München 5-4 29.04.2026 - At. Madrid – Arsenal 1-1
Liga dos Campeões – 1/4 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Liverpool - Paris Saint-Germain 0-2 0-2 0-4 Bayern München - Real Madrid 4-3 2-1 6-4 At. Madrid - Barcelona 1-2 2-0 3-2 Arsenal - Sporting 0-0 1-0 1-0
O alinhamento dos jogos das meias-finais, agendados para dias 28 e 29 de Abril (1.ª mão) e 5 e 6 de Maio (2.ª mão), será o seguinte:
Paris Saint-Germain – Bayern München At. Madrid – Arsenal
Liga dos Campeões – 1/4 de final (1.ª mão)
08.04.2026 - Paris Saint-Germain – Liverpool 2-0 07.04.2026 - Real Madrid – Bayern München 1-2 08.04.2026 - Barcelona – At. Madrid 0-2 07.04.2026 - Sporting – Arsenal 0-1
Liga dos Campeões – 1/8 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Chelsea - Paris Saint-Germain 0-3 2-5 2-8 Liverpool - Galatasaray 4-0 0-1 4-1 Manchester City - Real Madrid 1-2 0-3 1-5 Bayern München - Atalanta 4-1 6-1 10-2 Barcelona - Newcastle United 7-2 1-1 8-3 Tottenham - At. Madrid 3-2 2-5 5-7 Sporting - Bodø/Glimt 3-0 (5-0ap) 0-3 5-3 Arsenal - Bayer Leverkusen 2-0 1-1 3-1
O alinhamento dos jogos dos 1/4 de final, agendados para dias 7 e 8 de Abril (1.ª mão) e 14 e 15 de Abril (2.ª mão), será o seguinte:
Paris Saint-Germain – Liverpool Real Madrid – Bayern München Barcelona – At. Madrid Sporting – Arsenal
Liga dos Campeões – 1/8 de final (1.ª mão)
11.03.2026 - Paris Saint-Germain – Chelsea 5-2 10.03.2026 - Galatasaray – Liverpool 1-0 11.03.2026 - Real Madrid – Manchester City 3-0 10.03.2026 - Atalanta – Bayern München 1-6 10.03.2026 - Newcastle United – Barcelona 1-1 10.03.2026 - At. Madrid – Tottenham 5-2 11.03.2026 - Bodø/Glimt – Sporting 3-0 11.03.2026 - Bayer Leverkusen – Arsenal 1-1
Liga dos Campeões – 2025-26 – Sorteio dos 1/8 de final
Paris Saint-Germain – Chelsea
Galatasaray – Liverpool
Real Madrid – Manchester City
Atalanta – Bayern München
Newcastle United – Barcelona
At. Madrid – Tottenham
Bodø/Glimt – Sporting
Bayer Leverkusen – Arsenal
Os jogos desta eliminatória serão disputados nos dias 10 e 11 de Março (1.ª mão) e 17 e 18 de Março (2.ª mão).
O alinhamento dos 1/4 de final será o seguinte:
(1) Paris Saint-Germain/Chelsea – Galatasaray/Liverpool
(2) Real Madrid/Manchester City – Atalanta/Bayern München
(3) Newcastle United/Barcelona – At. Madrid/Tottenham
(4) Bodø/Glimt/Sporting – Bayer Leverkusen/Arsenal
Por seu lado, as meias-finais terão o seguinte alinhamento:
Vencedor (1) – Vencedor (2)
Vencedor (3) – Vencedor (4)
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Paris St.-Germain - AS Monaco 2-2 3-2 5-4 Juventus - Galatasaray 3-0 (3-2ap) 2-5 5-7 Real Madrid - Benfica 2-1 1-0 3-1 Atalanta - Borussia Dortmund 4-1 0-2 4-3 Newcastle United - Qarabağ 3-2 6-1 9-3 Atlético de Madrid - Club Brugge 4-1 3-3 7-4 Internazionale - Bodø/Glimt 1-2 1-3 2-5 Bayer Leverkusen - Olympiacos 0-0 2-0 2-0
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Real Madrid – Benfica
Real Madrid – Thibaut Courtois, Trent Alexander-Arnold, Antonio Rüdiger, Raúl Asencio (77m – Franco Mastantuono), Álvaro Carreras (90m – Francisco “Fran” García), Federico Valverde, Aurélien Tchouaméni, Eduardo Camavinga (77m – David Alaba), Arda Güler (84m – César Palacios), Gonzalo García (84m – Thiago Pitarch) e Vinícius Júnior
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Richard Ríos, Leandro Barreiro (90m – Sidny Lopes Cabral), Fredrik Aursnes (85m – Enzo Barrenechea), Rafael “Rafa” Silva, Andreas Schjelderup (85m – Franjo Ivanović) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 14m
1-1 – Aurélien Tchouaméni – 16m
2-1 – Vinícius Júnior – 80m
Cartões amarelos – Raúl Asencio (57m) e César Palacios (90m); Richard Ríos (35m) e Nicolás Otamendi (51m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
Teria sido possível? Talvez.
Mas subsistirá a dúvida sobre se o Real Madrid não jogou mais (e melhor) porque não teve capacidade (arte e engenho) para tal, ou, também, porque disso não teve necessidade… Do Benfica ressalta, uma vez mais, a falta de eficácia, em flagrante contraponto com o adversário, denotando grande dificuldade em materializar em golo as oportunidades criadas.
Um pouco à semelhança do que se verificara no desafio da última ronda da “Fase de Liga”, no Estádio da Luz, o Benfica voltou a surpreender o Real Madrid, explorando as suas fragilidades defensivas. Foi a equipa portuguesa a assumir a iniciativa, desde início, bastante incentivada pelos seus adeptos (cerca de 4 milhares, que, praticamente ao longo dos noventa minutos, abafaram os espectadores locais), com a rapidez das alas benfiquistas a baralhar a estrutura organizacional contrária.
Como corolário dessa boa entrada em campo, estavam completados apenas os primeiros treze minutos quando Richard Ríos, a partir da zona central, solicitou a desmarcação de Pavlídis, em corrida no flanco direito, que – visando fazer a assistência para Rafa, que surgia no coração da área – fez um cruzamento tenso, tendo Asencio procurado interceptar a bola, mas de tal forma, que resultou como que num “remate à queima-roupa”, a obrigar Courtois a uma defesa in extremis, para evitar o auto-golo; o esférico ressaltou para Rafa, que, não sem dificuldade, a dois tempos, depois de procurar dominar de primeira, só à segunda tentativa conseguiu empurrar a bola para o fundo das redes.
Algo inesperadamente o Benfica colocava-se em vantagem, igualando a eliminatória. Poderá também especular-se sobre qual o rumo que o jogo teria tido não tivesse sucedido o que veio a ocorrer logo de seguida: volvidos apenas dois minutos, um centro atrasado de Valverde apanhou Tchouaméni completamente liberto (Ríos não foi suficientemente lesto), que, de primeira, rematou rasteiro, muito colocado, sem hipótese para Trubin. Foi o golo de estreia do francês nesta temporada, ao fim de 35 jogos pelo Real Madrid…
Com o empate restabelecido, o jogo como que desaceleraria, com o Benfica a acusar o toque, do golo sofrido, a quebrar o ânimo que, de modo tão efémero, ganhara. Não obstante, recuperando desse embate, logrando reagir positivamente, teria nova ocasião para marcar, já próximo do intervalo, num bom remate de Richard Ríos, a que o guardião dos merengues respondeu com uma excelente intervenção, a negar o que poderia ter sido o segundo tento da formação portuguesa. Ainda assim, e tal como sucedera na Luz, os últimos minutos da primeira parte foram de alguma aflição para a defesa benfiquista.
O ritmo e intensidade foram bastante mais moderados no segundo tempo, outra vez com as duas equipas a parecer mais apostadas em jogar pelo seguro, o que, a partir de certa altura, se começou também a conjugar com a menor frescura física do meio-campo e sector ofensivo da turma encarnada. Parecia como que um “jogo do gato e do rato”, a procurar abrir espaços nas costas das defesas, tentando explorar a velocidade de Vinícius, por um lado, e de Schjelderup, por outro – a colocar, ora Dedić, ora Trent Alexander-Arnold, em apuros.
O tempo ia correndo a favor do Real Madrid, mesmo que o resultado fosse bastante perigoso. Sinal claro disso mesmo seria o remate de trivela de Rafa, que só não resultou num bis, porque, tendo a bola desviado ainda num defesa contrário, embateria com estrondo na trave, num lance que Courtois não teve possibilidade de deter. Foi como que o “canto do cisne” da parte do Benfica.
Álvaro Arbeloa, adoptando uma estratégia de risco mínimo, reforçou a defesa (com a entrada de Alaba). E, paradoxalmente ou não, acabaria premiado: outra vez Valverde, com notável assistência, a lançar Vinícius, isolado pelo lado esquerdo, internando-se, até rematar cruzado, sem oposição, e sem que Trubin pudesse evitar a inapelável trajectória da bola para a baliza.
As substituições operadas por João Tralhão (com Mourinho a ver o jogo no autocarro do Benfica, tendo abdicado de assistir in loco, no camarote que lhe fora destinado pela Direcção do Real Madrid) foram efectuadas demasiado tarde, numa fase em que o desfecho da eliminatória tinha sido já definitivamente sentenciado. Arbeloa refrescara também, entretanto, o seu ataque, mas o expediente estava já encerrado.
As “vitórias morais” há muito ficaram para trás, mas é inegável que o Benfica “caiu de pé”, oferecendo forte réplica – fazendo o Real sofrer mais do que esperaria –, tendo mantido a incerteza sobre o desfecho da eliminatória até aos 170 minutos, do total de 180 das duas mãos.
Fraca consolação, para uma campanha sofrível, com um apuramento miraculoso na “Fase de Liga”, mas que – pese embora o ímpar estatuto do adversário que lhe calhou em sorte neste play-off – não deixa de “saber a pouco”.



