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Liga dos Campeões – Final – Liverpool – Real Madrid

LiverpoolLiverpool – Alisson Becker, Trent Alexander-Arnold, Ibrahima Konaté, Virgil van Dijk, Andrew Robertson, Jordan Henderson (77m – Naby Keïta), Fábio Tavares “Fabinho”, Thiago Alcântara (77m – Roberto Firmino), Mohamed Salah, Sadio Mané e Luis Díaz (65m – Diogo José “Jota”)

Real MadridReal Madrid – Thibaut Courtois, Daniel “Dani” Carvajal, Éder Militão, David Alaba, Ferland Mendy, Luka Modrić (90m – Daniel “Dani” Ceballos), Carlos Casimiro “Casemiro”, Toni Kroos, Federico “Fede” Valverde (86m – Eduardo Camavinga), Karim Benzema e Vinícius Júnior (90m – Rodrygo Goes)

0-1 – Vinícius Júnior – 59m

Cartões amarelos –  Fábio Tavares “Fabinho” (62m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

Stade de France – Saint-Denis – Paris – França

É relativamente fácil a síntese desta Final: o Real Madrid a ser Real Madrid e a conquistar o seu 14.º troféu de Campeão Europeu!

A equipa espanhola fez dois remates à baliza… e marcou por duas vezes (na primeira delas, praticamente a fechar a metade inicial do jogo, tendo o golo sido, possivelmente, mal invalidado pelo “VAR”, assinalando um controverso fora-de-jogo, numa interpretação dúbia sobre a intencionalidade do último toque – de um jogador do Liverpool – antes da bola chegar aos pés de Benzema).

Por seu lado, o Liverpool, que dominou durante a maior parte do tempo, “ensaiou” 24 remates (contra apenas quatro do adversário), tendo nove deles tido a direcção da baliza, acabou por ficar “em branco”.

A formação inglesa assumiu sempre a iniciativa do jogo, buscando incessantemente o golo, negado um punhado de vezes por uma soberba actuação do guardião Thibaut Courtois. Após o tento sofrido, o Liverpool viria a denotar, na meia hora que lhe restava, alguma dificuldade em serenar, sobretudo à medida que o tempo corria veloz para o termo da partida. Mas não deixou, ainda assim, de criar ocasiões mais do que suficientes para poder ter marcado.

Sobre a justiça de mais esta conquista do Real Madrid, é difícil questioná-la, quando, para tal, teve de afastar, sucessivamente, o Paris Saint-Germain, o anterior Campeão, Chelsea, e o Manchester City – em todas as situações com épicas reviravoltas, já mesmo na fase derradeira dos desafios, depois de ter chegado a registar desvantagens de dois ou mais golos (no jogo ou na eliminatória), nos dois últimos casos apenas após prolongamento –, para, na Final, acabar por superar o Liverpool!

A lista de vencedores, nas 67 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:

  • Real Madrid – 14 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18 e 2021-22)
  • AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
  • Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
  • Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
  • Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
  • Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
  • Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
  • Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
  • Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
  • Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
  • Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
  • FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
  • Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
  • Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); e Borussia Dortmund (1996-97).

28 Maio, 2022 at 10:32 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/2 finais (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Real Madrid - Manchester City    3-1 (a.p.)  3-4         6-5
Villarreal - Liverpool           2-3         0-2         2-5

Aconteceu “Champions” no Santiago Bernabéu! Chegados aos 90 minutos, o Manchester City ganhava por 1-0 e todos teremos pensado que iríamos ver, a 28 de Maio, uma “final inglesa” em Paris. Até que o jovem (21 anos) brasileiro Rodrygo marcou por duas vezes, aos 90 e aos 91 minutos, forçando o prolongamento, em mais uma épica “remontada”, a cimentar a lenda do Real Madrid nesta competição. No tempo extra, uma grande penalidade proporcionaria aos merengues marcar presença na final pela 17.ª vez!

Um extremamente perdulário Manchester City (nos jogos das duas mãos), também a ver colocadas a nu insuspeitas fragilidades defensivas (tendo consentido três golos ao adversário em dois jogos sucessivos), por quatro vezes deixou escapar, de forma absolutamente inacreditável, vantagens de dois golos na eliminatória (2-0 – logo aos 11 minutos do encontro em Manchester, depois de ter entrado praticamente a ganhar, inaugurando o marcador aos dois minutos –, 3-1, 4-2 e o 5-3, que subsistia até ao fatídico minuto 90 da 2.ª mão)!

Já ontem, em Villarreal, tínhamos tido um desafio empolgante, com a equipa espanhola a surpreender, chegando ao intervalo a ganhar por 2-0, igualando então a eliminatória. Só que, neste caso, foi o Liverpool a marcar por três vezes em menos de um quarto de hora, sentenciando o desfecho a seu favor, apurando-se para a sua 10.ª final da prova.

4 Maio, 2022 at 10:36 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/2 finais (1.ª mão)

Manchester City – Real Madrid – 4-3
Liverpool – Villarreal – 2-0

27 Abril, 2022 at 9:50 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Real Madrid - Chelsea            2-3 (a.p.)  3-1         5-4
At. Madrid - Manchester City     0-0         0-1         0-1
Bayern - Villarreal              1-1         0-1         1-2
Liverpool - Benfica              3-3         3-1         6-4

O alinhamento das meias-finais, previamente sorteado, será o seguinte – jogos a disputar a 26 e 27 de Abril (1.ª mão) e 3 e 4 de Maio (2.ª mão):

Manchester City – Real Madrid
Liverpool – Villarreal

13 Abril, 2022 at 10:03 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 final (2.ª mão) – Liverpool – Benfica

LiverpoolLiverpool – Alisson Becker, Joseph “Joe” Gomez, Ibrahima Konaté, Joël Matip, Konstantinos “Kostas” Tsimikas, Naby Keïta, James Milner (57m – Thiago Alcântara), Jordan Henderson (57m – Fábio Tavares “Fabinho”), Diogo José “Jota” (57m – Mohamed Salah), Luis Díaz (66m – Sadio Mané) e Roberto Firmino (90m – Divock Origi)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (90m – Gil Dias), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Everton Soares (90m – André Almeida), Julian Weigl, Adel Taarabt (66m – João Mário), Diogo Gonçalves (45m – Roman Yaremchuk), Gonçalo Ramos (78m – Paulo Bernardo) e Darwin Núñez

1-0 – Ibrahima Konaté – 21m
1-1 – Gonçalo Ramos – 32m
2-1 – Roberto Firmino – 55m
3-1 – Roberto Firmino – 65m
3-2 – Roman Yaremchuk – 73m
3-3 – Darwin Núñez – 82m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Como seria expectável confirmou-se o final da campanha do Benfica na presente edição da “Liga dos Campeões”. Mas, também como aqui escrevera na semana passada, o Benfica saiu da competição de “cabeça erguida”. Mais, surpreendeu até, impondo um empate (a três golos!) em Anfield Road, ante o poderosíssimo Liverpool.

Devido a falhas próprias (outra vez a sofrer golos de lances de “bola parada”, denotando fragilidades defensivas) a equipa portuguesa nunca conseguiu, efectivamente, reentrar na eliminatória. Mas tal até poderia ter acontecido, não fosse a sensacional defesa de Alisson, ao que teria sido o 4-3 para o Benfica, já perto do minuto 90. Um golo que, a ter ocorrido, poderia ter ainda lançado dúvida substancial no espírito dos jogadores da casa…

Sendo que, para além dos três tentos – e do tal lance do hipotético “4-3” – a turma benfiquista viu ainda invalidados outros dois “golos”, o que demonstra bem a personalidade com que enfrentou o adversário.

É, igualmente, verdade que o Liverpool, depois de ter consentido o empate a um, tratou de “fechar” outra vez a eliminatória, com o bis de Roberto Firmino, e que, a partir daí, voltou a “descansar” sobre a vantagem de que dispunha, em gestão para novo embate com o Manchester City, para as meias-finais da Taça de Inglaterra (numa lógica de activa “rotação” do plantel, Klopp fizera alinhar, logo de início, apenas quatro dos jogadores que tinham começado o desafio no Estádio da Luz: o guarda-redes Alisson Becker, Konaté, Keïta e Luis Díaz).

Pois, seria precisamente o defesa central, Konaté, na sequência de um canto, a inaugurar outra vez o marcador, tal como sucedera na Luz, e, praticamente na mesma fase, ainda na metade inicial do primeiro tempo. Isto, depois de Everton ter criado perigo junto da baliza contrária, logo aos 13 minutos… mas, também, de Vlachodimos ter já “dito presente”, a “adiar” a chegada do primeiro golo do Liverpool.

Reagindo bem, privilegiando as transições rápidas – quase de imediato Darwin, depois de “picar” a bola sobre Alisson, veria o primeiro lance de golo invalidado pela arbitragem –, apenas cerca de dez minutos volvidos após o tento sofrido, Gonçalo Ramos restabeleceria mesmo a igualdade, dando o melhor aproveitamento, sem vacilar, a um ressalto de bola, que o deixara isolado.

Até final da primeira parte, perdura ainda a imagem do sensacional desarme de Grimaldo, antecipando-se a Luis Díaz, a “tirar o pão da boca” ao colombiano, que se aprestava para visar a baliza.

No recomeço Nélson Veríssimo apostou na entrada de Yaremchuk (por troca com Diogo Gonçalves, que “substituira” o lesionado Rafa), procurando reforçar o sector ofensivo. Porém, uma dupla falha, de Vlachodimos e Vertonghen, possibilitou a Firmino recolocar a sua equipa em vantagem, apenas com dez minutos decorridos. E, mais outros dez minutos passados, o brasileiro, não enjeitando as “facilidades”, bisava.

Klopp fizera já entrar em jogo Thiago Alcântara, Fabinho e Salah, a que se juntaria ainda, de imediato após o 3-1, Sadio Mané – alterações a fazer recear que o “placard” pudesse continuar a subir, a favor do Liverpool.

Mas, nessa altura, já a equipa inglesa “desligara os motores”, e o Benfica não se faria também rogado, aproveitando o espaço livre nas costas do sector recuado do adversário, para reequilibrar a contenda. O ucraniano isolar-se-ia, desviando-se de Alisson, para reduzir para 2-3.

E, numa jogada com semelhanças, Darwin voltaria também a marcar ao Liverpool (depois de ter já bisado, nesta edição da prova, ante o Barcelona, e de ter marcado igualmente frente ao Bayern e ao Ajax), restabelecendo o empate a 3-3! (Por curiosidade, ambos os golos começaram por ser sancionados com “fora-de-jogo” por parte do árbitro assistente, vindo a ser validados por via da análise do “VAR”).

Faltavam jogar oito minutos mais o tempo de compensação e o jogo estava “partido”, com desequilíbrios defensivos de um lado e de outro. Mas a tal ocasião soberana para o 4-3, a favor do Benfica, surgiria já tarde, e, pior, sairia gorada, pela soberba intervenção de Alisson. E, por seu lado, também Mané, em posição irregular, teria um “golo” não validado.

O desafio chegava ao fim. O Liverpool “respirava fundo”, perante uma evolução inesperada dos contornos do jogo, nos derradeiros vinte minutos, protagonizada por um Benfica corajoso, a mostrar grande carácter, na melhor das suas exibições nesta fase a eliminar.

Uma “missão impossível” que esteve “a um passo” de poder vir a tornar-se “possível” (pelo menos, o forçar do prolongamento), mesmo que se tenha em consideração que tal foi, em larga medida, “concedido” pelo Liverpool, muito confiado na vantagem que alcançara já. Mas, em paralelo, a confirmação de que o acreditar é uma força motriz determinante.

Os (mais de quatro mil) adeptos, satisfeitos com a exibição e atitude demonstrada, envoltos no “espírito de Anfield”, “vitoriariam” demoradamente a equipa, que teria inclusivamente de voltar ao relvado, já depois de ter começado por recolher às cabinas.

13 Abril, 2022 at 9:54 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de Final (1.ª mão)

Chelsea – Real Madrid – 1-3
Manchester City – At. Madrid – 1-0
Villarreal – Bayern – 1-0
Benfica – Liverpool – 1-3

6 Abril, 2022 at 9:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 final (1.ª mão) – Benfica – Liverpool

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Julian Weigl, Adel Taarabt (70m – Soualiho Meïté), Everton Soares (82m – Roman Yaremchuk), Gonçalo Ramos (86m – João Mário) e Darwin Núñez

LiverpoolLiverpool – Alisson Becker, Trent Alexander-Arnold (89m – Joseph “Joe” Gomez), Ibrahima Konaté, Virgil Van Dijk, Andrew “Andy” Robertson, Naby Keïta (89m – James Milner), Fábio Tavares “Fabinho”, Thiago Alcântara (61m – Jordan Henderson), Mohamed Salah (61m – Diogo José “Jota”), Luis Díaz e Sadio Mané (61m – Roberto Firmino)

0-1 – Ibrahima Konaté – 17m
0-2 – Sadio Mané – 34m
1-2 – Darwin Núñez – 49m
1-3 – Luis Díaz – 87m

Cartões amarelos – Adel Taarabt (63m); Thiago Alcântara (58m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Foi “pena” o golo sofrido já à beira do fim… o 1-2 permitiria ainda levar a eliminatória “viva” para Liverpool. Mas, efectivamente, o resultado poderia ter sido bastante mais gravoso para o Benfica, e, logo, na metade inicial do jogo.

As equipas portuguesas têm vindo, sucessivamente, a demonstrar, perante este tipo de adversários do mais alto gabarito (veja-se os casos de jogos do FC Porto, Sporting e Benfica, frente a Liverpool, Manchester City e Bayern – hoje por hoje, as melhores equipas do Mundo), enorme dificuldade em delinear uma abordagem que possa ser consentânea / minimamente adaptada face às necessidades, atendendo à exigência a nível competitivo e de intensidade que tais rivais impõem: “jogar o jogo pelo jogo” seria assumir uma espécie de “hara-kiri”; acantonar-se à defesa, não tem proporcionado muito melhores resultados.

Ainda assim, uma coisa é jogar à defesa – como o Benfica fez em Amesterdão – frente a um opositor do nível do Ajax, com alguma probabilidade, como sucedeu, de “correr bem”; outra coisa, distinta, é defrontar um dos clubes antes referidos.

Pois, algo atemorizado perante o poderio do Liverpool, o Benfica insistiu na estratégia defensiva, “encolhendo-se” de tal maneira, que, objectivamente, abdicou de competir, durante larga fase do primeiro tempo.

Foi um “convite” – ao qual a equipa inglesa acedeu de bom grado – a que o oponente, com amplo espaço livre na zona intermediária do campo, viesse para cima da defesa benfiquista, necessariamente impotente para dar resposta a todas as investidas, múltiplos cruzamentos, diagonais, rupturas diversas, incapaz de controlar a profundidade do futebol ofensivo contrário.

Um golo aos 17 minutos; um segundo decorridos outros 17 minutos e Vlachodimos a impedir que o “placard” subisse até aos 4 ou 5 ainda na primeira metade, perante uma equipa do Benfica “à deriva” dentro de campo, incapaz de encontrar o posicionamento que lhe permitisse resistir ao turbilhão.

Ficou por compreender exactamente se a configuração do jogo na segunda metade terá decorrido mais de alguma “soberba” do Liverpool, confiado nas excessivas facilidades com que até aí deparara, pensando estar a eliminatória resolvida, tirando o “pé do acelerador”, se, ao invés, foi o Benfica a conseguir assumir e impor um outro tipo de abordagem.

A verdade é que, mal as equipas tinham regressado ao relvado, já o Benfica estava a reduzir o marcador para a diferença mínima, na sequência de um bom cruzamento, do flanco direito, de Rafa, com o central Konaté (que apontara o tento inicial da partida, na sequência de um pontapé de canto, cabeceando em plena liberdade no eixo da área benfiquista) desastradamente a falhar a intercepção, e Darwin, com uma calma notável, a dominar a bola e a desviá-la do alcance do guarda-redes.

O golo teve o condão de animar a Luz, com os adeptos – recordando-se do que sucedera no jogo da 1.ª mão, frente ao Ajax -, numa atmosfera de crescente e vibrante entusiasmo (num Estádio praticamente lotado) a levarem a “equipa ao colo”, dando força e energia para que o Benfica conseguisse superar-se, melhorando a sua produção de forma assinalável.

Durante um período de cerca de vinte minutos, o Benfica superiorizou-se (!) ao adversário, baralhando-o, com o Liverpool, inesperadamente, a ser permeável a sucessivos lances de ataque organizado e/ou de transição, que os benfiquistas iam conseguindo desenvolver.

O Benfica jogava bem – bastante melhor até do que tinha feito em Amesterdão. De tal forma que se passou a acreditar piamente que era possível chegar ao empate. Que Everton teve nos pés, quando, enquadrado com a baliza, liberto de marcação, fez um remate que saiu fraco, e à figura de Alisson. O próprio Darwin teria ocasião de bisar.

Em gestão de esforço – tendo em mente o que poderá ser o “desafio do título”, no Domingo, em Manchester, ante o City – Klopp procedeu, à passagem da hora de jogo, a “rotação”, fazendo entrar, simultaneamente, Diogo Jota, Firmino e Henderson, numa tripla substituição, para os lugares de Salah, Mané e Thiago Alcântara.

O fulgor benfiquista ia-se desvanecendo, à medida que a equipa começava a acusar alguma inevitável fadiga, perante a intensidade do desafio, com o Liverpool, gradualmente, a retomar o controlo.

Depois da bela reacção benfiquista, o tal terceiro golo soou a punição excessiva, mesmo que o desfecho final (margem da vitória inglesa) não esteja desfasado do desempenho das duas equipas dentro de campo, na globalidade do tempo de jogo.

Ficou a demonstração de que é possível competir, mesmo que seja muito difícil fazê-lo durante os noventa minutos, ao ritmo estabelecido por adversários deste quilate. O Benfica parece próximo de finalizar a sua campanha desta temporada na “Liga dos Campeões”, mas, pelo que fez esta noite, poderá sair de “cabeça erguida”… desde que consiga “estar à (sua) altura” na partida em Inglaterra.

5 Abril, 2022 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais

1/4 de final

Chelsea – Real Madrid
Manchester City – At. Madrid
Villarreal – Bayern
Benfica – Liverpool

Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 5 e 6 de Abril. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 12 e 13 de Abril.

1/2 finais

Manchester City / At. Madrid – Chelsea / Real Madrid
Benfica / Liverpool – Villarreal / Bayern

Os jogos das meias-finais estão agendados para 26 e 27 de Abril (1.ª mão) e 3 e 4 de Maio (2.ª mão).

18 Março, 2022 at 12:17 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 de final (2.ª mão)

                               2ª mão      1ª mão       Total
Bayern - Salzburg                7-1         1-1         8-2
Manchester City - Sporting       0-0         5-0         5-0
Ajax - Benfica                   0-1         2-2         2-3
Lille - Chelsea                  1-2         0-2         1-4
Manchester United - At. Madrid   0-1         1-1         1-2
Juventus - Villarreal            0-3         1-1         1-4
Liverpool - Inter                0-1         2-0         2-1
Real Madrid - Paris St.-Germain  3-1         0-1         3-2

Três equipas inglesas, outras tantas espanholas (esta época sem o Barcelona, mas com a “novidade” Villarreal), uma portuguesa e outra alemã, compõem o alinhamento dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Pelo caminho ficaram, para além dos galácticos do Paris Saint-Germain (com Messi, Mbappé e Neymar), o Manchester United (de Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Diogo Dalot) e os dois representantes italianos (Inter e Juventus), tendo a França ficado igualmente sem representação, também em função da eliminação do Lille.

16 Março, 2022 at 10:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 final (2.ª mão) – Ajax – Benfica

AjaxAjax – André Onana, Noussair Mazraoui, Jurriën Timber (90m – Mohammed Kudus), Lisandro Martínez, Daley Blind, Edson Álvarez (81m – Brian Brobbey), Steven Berghuis (81m – Davy Klaassen), Ryan Gravenberch, Antony Matheus dos Santos, Dušan Tadić e Sébastien Haller

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (90m – Valentino Lazaro), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Adel Taarabt (45m – Soualiho Meïté), Julian Weigl, Everton Soares (72m – Roman Yaremchuk), Rafael “Rafa” Silva, Gonçalo Ramos (90m – Paulo Bernardo) e Darwin Núñez (81m – Diogo Gonçalves)

0-1 – Darwin Núñez – 77m

Cartões amarelos – Jurriën Timber (83m), Daley Blind (90m) e Ryan Gravenberch (90m); Gonçalo Ramos (67m)

Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)

Não foi, claro, uma exibição de “encher o olho”, no sentido em que o Benfica esteve muito longe – antes pelo contrário – de exercer o domínio do jogo. Precisamente, perante um adversário com cariz muito mais talhado para assumir a iniciativa atacante, a equipa benfiquista soube unir-se, de forma solidária, atingindo, nesse aspecto, desempenho de grande competência em termos defensivos, ao mesmo tempo que viu coroado de plena eficácia o seu único remate enquadrado com a baliza adversária!

Antecipava-se já a forte entrada do Ajax, empurrando o adversário para o seu reduto defensivo, com a bola a percorrer as imediações da área, nessa fase inicial com a equipa da casa, com forte pressão, a ameaçar cada vez com maior veemência, fazendo recear a possibilidade de chegada do golo (ganhando vários cantos, com sucessivos cabeceamentos, mas, efectivamente, sem grande perigo iminente).

O volumoso trabalho que a dupla Otamendi-Vertonghen ia tendo pela frente, foi auxiliado pelo recuo de Weigl, enquanto Taarabt era uma espécie de “duplo” de Gilberto, na lateral direita. Numa partida que requeria enorme dose de paciência – e quase absoluto rigor defensivo -, o Benfica conseguiu alcançar um equilíbrio mental, gradualmente reforçado à medida que o tempo ia avançando.

Ao intervalo, Nélson Veríssimo substituiria o marroquino por Meïté, visando controlar de forma mais eficaz as ofensivas pelo flanco esquerdo adversário, que, no decurso do segundo tempo, ia começando a denotar indícios de algum bloqueio – fazendo, de alguma forma, recordar o que se passara em Eindhoven, com o PSV, na 2.ª mão do play-off.

Conforme então sucedera, com o rolar dos minutos, viria, progressivamente, a instalar-se a dúvida na mente dos jogadores do Ajax, em contraponto a um crescente acreditar por parte dos benfiquistas. A missão era simples: com o tempo a começar correr a seu favor, o Benfica procurava, em primeira instância, ir assegurando a inviolabilidade da sua baliza, de forma a levar o mais longe possível a discussão da eliminatória… na expectativa de que pudesse, por acréscimo, vir a alcançar ainda algo mais.

O tal “acreditar” ou maior confiança no que a equipa ia desenvolvendo dentro de campo – a par da necessidade de refrescar o “onze”, submetido a intenso desgaste – levou o treinador português a fazer entrar em campo o ucraniano Yaremchuk, por troca com Everton, visando suster a subida no terreno dos defesas contrários, procurando, de alguma forma, manter o adversário “em sentido”.

E o bónus, do golo do Benfica, acabaria mesmo por chegar, apenas cinco minutos volvidos: num livre, ao estilo de um canto mais curto, Grimaldo fez um centro com “conta, peso e medida” para a zona da pequena área, onde, muito oportuno, surgiu Darwin, a antecipar-se ao guardião contrário, desviando a bola, de cabeça, para o fundo das redes.

Logo se percebeu que – ante tal rude golpe anímico – muito dificilmente o Ajax conseguiria reagir da forma de que necessitaria, porque, então, era já impraticável manter a serenidade, ao mesmo tempo que a crença se mudara por completo para o lado oposto. No (já escasso) tempo que restava o Campeão dos Países Baixos não teria “arte” para construir o que, afinal, em cerca de 80 minutos, não conseguira: efectivas ocasiões de perigo.

De facto, num balanço global, tendo o Ajax evidenciado manifesta superioridade em termos de posse de bola (69/31%), assim como em número de pontapés de canto (10/4), o duelo foi muito mais equilibrado a nível de remates à baliza (2/1), com os jogadores locais a não conseguirem esconder, no período final, a frustração pela impotência revelada – seria, aliás, Yaremchuk a desaproveitar a mais flagrante oportunidade de golo de todo o desafio, isolado frente a Onana, já no 97.º e derradeiro minuto…

Muito competente na execução do plano de jogo, tendo conseguido anular por completo o reconhecido poderio ofensivo do adversário (depois das partidas de Moscovo, Eindhoven, Kiev e Barcelona, esta foi a 5.ª vez, em seis desafios fora de casa nesta edição da prova, que preservou a “clean sheet” da sua baliza), a equipa portuguesa foi premiada, necessariamente com felicidade, pela grande eficácia.

Em qualquer caso, um embate a reavivar as noites europeias de glória do Benfica, superando, em terreno alheio – com o apoio entusiástico de cerca de três milhares de adeptos –, um rival mítico como é o Ajax (sagrado Campeão Europeu por quatro vezes), como que numa desforra face à história das eliminações de 1969 (nos quartos-de-final) e de 1972 (nas meias-finais), ambas sob a égide da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

O Benfica alcança os quartos-de-final da maior prova de clubes do Mundo pela 18.ª vez no seu historial – num total de 41 participações –, a que acresce ainda a presença, em 1992, nos “últimos 8” (então com a fase final da competição, no ano “pré-Champions”, como que num ensaio para a reformulação do modelo competitivo, a ser disputada por dois grupos de quatro clubes, tendo-se apurado os vencedores para a Final).

Na era “Champions” será a 5.ª presença, após as eliminações sofridas em 1995 (AC Milan), 2006 (Barcelona), 2012 (Chelsea) e 2016 (Bayern); nas 13 ocasiões em que atingiu tal fase na Taça dos Campeões Europeus, o Benfica apurou-se para as meias-finais por oito vezes (1961, 1962, 1963, 1965, 1968, 1972, 1988 e 1990).

15 Março, 2022 at 10:59 pm Deixe um comentário

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