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Mundial 2022 – Sorteio do “Play-off” (Zona Europeia)

Realizou-se esta tarde o sorteio dos play-off de qualificação da zona europeia, para preenchimento das três vagas restantes na fase final do Mundial 2022, com o seguinte emparelhamento das 12 selecções, em três “vias” de apuramento:

Semi-final 1 – Escócia – Ucrânia
Semi-final 2 – País de Gales – Áustria

Semi-final 3 – Rússia – Polónia
Semi-final 4 – Suécia – R. Checa

Semi-final 5 – Itália – Macedónia do Norte
Semi-final 6 – Portugal – Turquia

As “finais” serão disputadas nos países vencedores das semi-finais n.º 2, 3 e 6. Assim, caso Portugal vença a Turquia, actuará em casa ante o vencedor do Itália-Macedónia do Norte.

Os jogos destes play-off estão previstos para 24 de Março (“meias-finais”) e 29 de Março de 2022 (“finais”).

26 Novembro, 2021 at 5:24 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – Zona Europeia


(clicar na imagem para ampliar)

As selecções da Sérvia, Espanha, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Croácia, Inglaterra e Alemanha garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2022, no Qatar.

Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das três vagas restantes, as seguintes selecções:

Portugal – 17p. (17-6)       Turquia – 15p. (18-16)
Escócia – 17p. (14-7)        Polónia – 14p. (18-10)
Itália – 16p. (13-2)         Macedónia do Norte – 12p. (14-11)
Rússia – 16p. (14-5)         Ucrânia – 12p. (11-8)
Suécia – 15p. (12-6)         Áustria – (via Liga das Nações)
País de Gales – 15p. (14-9)  R. Checa – (via Liga das Nações)

Estas doze selecções serão emparelhadas (por sorteio) em três “vias” de apuramento, cada uma com quatro participantes, sendo disputadas, em cada uma dessas vias, dois jogos de “meias-finais”, a que se seguirá a respectiva “final”, entre os vencedores da eliminatória prévia.

As seis selecções da coluna da esquerda serão “cabeças-de-série”, jogando em casa nas “meias-finais”; depois, nas três “finais”, não será já aplicável tal estatuto, sendo sorteado quem jogará em casa.

Os jogos estão agendados para 24 e 25 de Março (“meias-finais”) e 28 e 29 de Março de 2022 (“finais”).

Por razões de índole política, a Rússia e a Ucrânia não poderão defrontar-se.

16 Novembro, 2021 at 11:22 pm Deixe um comentário

Portugal – Sérvia (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio da Luz, Lisboa

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Renato Sanches (84m – Rúben Neves), Danilo Pereira (90m – André Silva), João Moutinho (64m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (64m – Bruno Fernandes) e Diogo Jota (83m – João Félix)

Sérvia Sérvia – Predrag Rajković, Nikola Milenković, Miloš Veljković (65m – Uroš Spajić), Strahinja Pavlović, Andrija Živković (69m – Nemanja Radonjić), Saša Lukić, Nemanja Gudelj (45m – Aleksandar Mitrović), Sergej Milinković-­Savić, Filip Kostić (89m – Luka Jović), Dušan Tadić e Dušan Vlahović

1-0 – Renato Sanches – 2m
1-1 – Dušan Tadić – 33m
1-2 – Aleksandar Mitrović – 90m

Cartões amarelos – João Cancelo (8m), João Moutinho (61m) e Renato Sanches (67m); Nemanja Gudelj (13m), Strahinja Pavlović (66m),  Nikola Milenković (70m) e Aleksandar Mitrović (90m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Integrado num grupo demasiado fraco, sem efectiva oposição, a selecção de Portugal não conseguiu, porém, evitar chegar ao último dia sem ter a situação resolvida – não tendo descolado da Sérvia, que foi “replicando” os resultados da turma portuguesa face aos restantes adversários – o que deixaria tudo em aberto para uma espécie de “final”, na qual, à excepção do factor casa, tudo parecia jogar já a favor dos sérvios, quer em termos anímicos, como, inclusivamente, a nível do estado de forma presente das duas equipas.

Ou seja, mercê de uma sucessão de variados equívocos próprios – e também, necessariamente, de grave falha alheia, não podendo escamotear-se a situação do golo não validado, que teria resultado no triunfo português na Sérvia – a equipa nacional foi-se – ao longo de toda a campanha de qualificação – “pondo a jeito”.

O que teria o seu corolário, precisamente, neste derradeiro e decisivo embate. Necessitando “apenas” de empatar, e tendo entrado praticamente a ganhar – beneficiando de uma má saída de jogo por parte do guarda-redes, interceptada por Bernardo Silva, que assistiu um isolado Renato Sanches, a rematar sem dificuldade para o fundo da baliza –, Portugal quase tudo faria de errado, a partir daí, ao longo de quase noventa minutos.

Efectivamente, a partir dos 10 minutos, a Sérvia mandou no jogo, perante um adversário perdido dentro de campo, falho de orientação. E, também neste caso, não pode fugir-se a apontar o claro principal responsável deste grande fiasco: obviamente, Fernando Santos.

O jogo na Irlanda fizera já “soar” as campainhas de alarme; era necessário mudar o “chip”, mas a selecção portuguesa não só não o conseguiu fazer, como, inclusivamente, agravou o já fraco desempenho, e, ainda pior, a atitude demonstrada dentro de campo.

Os equívocos começaram logo na formação do “onze” inicial: fazendo entrar Danilo Pereira, para posição mais recuada (em detrimento de João Palhinha) e Renato Sanches (em vez de Bruno Fernandes), Fernando Santos denotava, “por actos e omissões”, que privilegiava a defesa do empate, apostando numa estratégia de contenção, procurando surpreender o adversário, com lances de rompante mais esporádico e eventuais oportunidades de rápidas transições, em alternativa ao assumir efectivo do jogo, sendo que a equipa portuguesa se encontra perfeitamente capacitada para tal, devendo ter tomado a iniciativa em vez de se limitar a ser reactiva.

O resultado foi que, praticamente durante todo o jogo, Portugal não conseguiu “ter bola”, convidando o adversário a “vir para cima” da sua área, pelo que não surpreenderia que a Sérvia – já depois de ter desperdiçado outras ocasiões de perigo – chegasse, ainda cedo no jogo, ao golo do empate, num lance infeliz de Rui Patrício, que não conseguiu deter a bola, o que proporcionava aos visitantes ainda um suplemento anímico extra para acreditar, com maior convicção, de que seria possível o apuramento.

Tal intensificar-se-ia – depois de, aparentemente, se ter ainda conseguido, durante certo período da segunda parte, como que “adormecer o jogo” –, com a saída de Bernardo Silva (porventura acusando desgaste ou sequelas da lesão que o impediram de jogar na Irlanda), o que se traduziu em retirar de campo o único elemento que ainda ia procurando a bola, coincidindo, em paralelo, com um ainda maior recuo da posição de Danilo Pereira, para junto dos centrais. Definitivamente, Portugal “chamava” pelos cruzamentos – nem sempre com o melhor discernimento – dos sérvios.

A entrada de Rúben Neves, a cerca de cinco minutos do fim, visava, declaradamente, a preservação do empate; André Silva só demasiado tarde seria chamado a jogo, em situação de desespero, já em período de compensação, após o segundo tento da Sérvia.

Esse golo, sofrido em cima do minuto 90, foi, de certo modo, cruel, na forma como, “in extremis”, afastava Portugal do 1.º lugar no grupo, mas o que se pode até estranhar é que não tenha surgido mais cedo.

De facto, também neste desafio, a equipa portuguesa se foi “pondo a jeito”, à mercê de qualquer lance mais fortuito, que sempre poderia surgir… como acabaria por acontecer, com Mitrović a aparecer, livre de marcação, descaído sobre o lado esquerdo, a cabecear com todo o “à vontade” para a baliza, na sequência de um cruzamento de longa distância, do lado contrário. A Sérvia confirmava o apuramento para a fase final do Mundial.

Para Portugal, a qualificação directa, a ter sido alcançada – e, afinal, estivemos a um minuto de a consumar -, já seria com muito pouco “brilho”. Assim, fica uma amarga sensação de enorme desperdício de talento de uma notável geração, mal orientado, e com opções tácticas e estratégicas completamente desajustadas.

De ter o apuramento “garantido” – o que, mesmo que algo inconscientemente, sempre acreditámos ser o desfecho natural ao longo de toda esta campanha – passámos, “num ápice”, para uma situação que pode ser muito complexa, de disputa de play-off, em moldes inovadores: dos 12 participantes em tal fase de qualificação, apenas três serão premiados com o apuramento para a fase final.

Numa primeira eliminatória, teremos ainda a vantagem de jogar em casa, frente a adversário teoricamente menos cotado, mercê da nossa condição de “cabeça-de-série” nesse sorteio; mas, depois, na eliminatória final, não só poderá ter de vir a ser disputada em terreno alheio (dependendo do sorteio), como poderemos vir a enfrentar adversários do nível de exigência de uma Suíça (que eliminou os Campeões do Mundo em título, França, no Europeu, apenas caindo no desempate da marca de grande penalidade ante a Espanha) – ou, eventualmente ainda pior, se for a Campeão da Europa, Itália, a terminar esse grupo no 2.º lugar –, Suécia, Rússia, Polónia, possivelmente a Ucrânia, ou, ainda, a Turquia ou a Noruega (ou, no limite, até os Países Baixos).

Para tal – beneficiando de termos ainda até Março de 2022 para nos prepararmos – será imprescindível, primeiro, começar por recuperar animicamente a equipa do tremendo choque agora sofrido, e, em paralelo, assentar ideias sobre a forma mais apropriada de enfrentar tais adversários, em função das características dos jogadores portugueses, definindo e colocando em prática o sistema de jogo mais ajustado.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       8   6   2   -  18 - 9  20
2º Portugal     8   5   2   1  17 - 6  17
3º Irlanda      8   2   3   3  11 - 8   9
4º Luxemburgo   8   3   -   5   8 -18   9
5º Azerbaijão   8   -   1   7   5 -18   1

10ª jornada

14.11.2021 – Portugal – Sérvia – 1-2
14.11.2021 – Luxemburgo – Irlanda – 0-3
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14 Novembro, 2021 at 10:47 pm Deixe um comentário

Irlanda – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Aviva Stadium, Dublin

Irlanda Irlanda – Gavin Bazunu, Matt Doherty, Seamus Coleman, Shane Duffy, John Egan, Enda Stevens (78m – James McClean), Chiedozie Ogbene (90m – William Keane), Josh Cullen, Jeff Hendrick (78m – Conor Hourihane), Jamie McGrath (61m – Adam Idah) e Callum Robinson

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Danilo Pereira, Diogo Dalot, João Palhinha, Matheus Nunes (57m – João Moutinho), Bruno Fernandes (75m – Renato Sanches), Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes (56m – Rafael Leão) (83m – José Fonte) e André Silva (75m – João Félix)

Cartões amarelos – Chiedozie Ogbene (29m), Seamus Coleman (54m) e Matt Doherty (90m); Danilo Pereira (71m) e Pepe (72m)

Cartão vermelho – Pepe (82m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Para o “bem” (título de Campeão Europeu em 2016) e para o “mal”, Fernando Santos deixou que se lhe colasse a imagem de jogar para o empate – é o próprio que, implicitamente, há muito tempo o reconheceu, com a sua “frase-chave”, de que é difícil a qualquer equipa do mundo ganhar a Portugal…

Ora, faltando disputar dois jogos nesta fase de qualificação, sendo que a selecção portuguesa tinha a garantia de que dois empates nessas partidas lhe garantiriam o apuramento, estava completo o círculo.

Ainda para mais, quando, efectivamente, para tais contas do apuramento, era indiferente ganhar ou empatar esta noite, uma vez que, em qualquer caso, será sempre necessário evitar a derrota frente à Sérvia.

Isto dito, o seleccionador português preocupou-se, em primeira instância, em procurar preservar os jogadores que estavam à beira de poder ser excluídos do decisivo embate de Domingo (entre eles João Cancelo, Rúben Dias e Diogo Jota), por terem visto já cartão amarelo; e, em paralelo, na escolha do “onze” que entrou de início em Dublin, apostando na componente física, para enfrentar uma equipa cujo ponto forte é precisamente esse.

Em função do contexto do jogo e das condicionantes apontadas – acresce ainda a indisponibilidade, por lesão, de Bernardo Silva -, foi muito pobre a exibição do conjunto português, num encontro entediante, que parecia nunca mais acabar. Foram raros os lances articulados que a equipa nacional conseguiu explanar no relvado, praticamente sem criar qualquer efectiva ocasião de golo, expondo-se, por outro lado, ao jogo directo e vertical dos irlandeses.

As substituições operadas, logo a partir de uma fase ainda relativamente prematura do jogo, não surtiriam também efeito. E as coisas conseguiriam piorar quando Pepe – que se tornou, aos 38 anos e 8 meses, no jogador mais velho de sempre a jogar pela selecção – viu, com um intervalo de apenas dez minutos, dois cartões amarelos, deixando a equipa em inferioridade numérica (ao mesmo tempo que ficava arredado do próximo jogo).

Fernando Santos não arriscou, recorrendo, de imediato, a José Fonte – em detrimento de Rafael Leão, que entrou e saiu de jogo, apenas após 27 minutos em campo, sinalizando bem da importância em manter o nulo… que seria preservado, não sem passar por alguns sustos, o último dos quais um lance de “golo” invalidado por contacto de Keane em Rui Patrício, na pequena área.

Foram, verdadeiramente, serviços mínimos. E a necessidade de, rapidamente, “mudar o chip”, para o desafio de Domingo… mesmo que o desfecho necessário seja o mesmo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     7   5   2   -  16 - 4  17
2º Sérvia       7   5   2   -  16 - 8  17
3º Luxemburgo   7   3   -   4   8 -15   9
4º Irlanda      7   1   3   3   8 - 8   6
5º Azerbaijão   8   -   1   7   5 -18   1

9ª jornada

11.11.2021 – Azerbaijão – Luxemburgo – 1-3
11.11.2021 – Irlanda – Portugal – 0-0
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11 Novembro, 2021 at 10:40 pm Deixe um comentário

Portugal – Luxemburgo (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio Algarve, Faro-Loulé

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Nuno Mendes, João Palhinha (73m – Rúben Neves), João Moutinho (65m – João Mário), Bruno Fernandes (80m – Gonçalo Guedes), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (80m – Matheus Nunes) e André Silva (73m – Rafael Leão)

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Maxime Chanot, Dirk Carlson, Michael Pinto (87m – Edvin Muratović), Danel Sinani (87m – Eric Veiga), Christopher Martins, Leandro Barreiro, Olivier Thill (45m – Yvandro Borges), Gerson Rodrigues e Sébastien Thill (45m – Maurice Deville)

1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 8m
2-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 13m
3-0 – Bruno Fernandes – 18m
4-0 – João Palhinha – 69m
5-0 – Cristiano Ronaldo – 87m

Cartões amarelos – Nuno Mendes (22m) e João Cancelo (84m); Christopher Martins (32m)

Árbitro – Benoît Bastien (França)

Foi um “jogo sem história”, para lá da “história” dos golos, de tal modo se tornou fácil, desde logo por via de duas grandes penalidades assinaladas (e convertidas) ainda antes do quarto de hora. O terceiro golo de Portugal, ainda antes dos 20 minutos “acabou com o jogo”, com o desfecho já então mais que decidido.

Pelo que, na segunda parte, sem forçar muito a nota, a equipa portuguesa pouco mais do que se limitou a gerir o esforço: foi deixando correr o tempo, tendo, com naturalidade, ampliado a contagem por mais duas vezes, ficando a dever a si própria uma goleada por números históricos, beneficiando também do facto de a equipa do Luxemburgo nunca se ter remetido a uma defesa porfiada da sua baliza, antes tendo tentado chegar ao seu “ponto de honra”.

A presença, pelo menos, num eventual “play-off” ficou desde já garantida. A qualificação directa – reservada ao vencedor de cada grupo – depende, nesta altura, quando faltam disputar as duas derradeiras rondas, de dois empates (na Irlanda e na recepção à Sérvia). Na eventualidade de Portugal poder vir a ser derrotado na Irlanda teria, nesse cenário, de ganhar à Sérvia, no único embate que resta jogar por parte dos actuais líderes do grupo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       7   5   2   -  16 - 8  17
2º Portugal     6   5   1   -  16 - 4  16
3º Luxemburgo   6   2   -   4   5 -14   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   7   -   1   6   4 -15   1

8ª jornada

12.10.2021 – Sérvia – Azerbaijão – 3-1
12.10.2021 – Portugal – Luxemburgo – 5-0
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12 Outubro, 2021 at 9:36 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – 7ª Jornada

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       6   4   2   -  13 - 7  14
2º Portugal     5   4   1   -  11 - 4  13
3º Luxemburgo   5   2   -   3   5 - 9   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   6   -   1   5   3 -12   1

7ª jornada

09.10.2021 – Azerbaijão – Irlanda – 0-3
09.10.2021 – Luxemburgo – Sérvia – 0-1
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9 Outubro, 2021 at 9:58 pm Deixe um comentário

Azerbaijão – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio Olímpico de Baku

Azerbaijão Azerbaijão – Shakhrudin Magomedaliyev, Elvin Badalov, Hojjat Hahgverdi, Azer Salahlı (76m – Rahim Sadikhov), Abbas Hüseynov, Emin Makhmudov, Gara Garayev (45m – Anatolii Nuriiev), Tamkin Khalilzade (45m – Ali Ghorbani), Namik Alaskarov, Filip Ozobić (62m – Vugar Mustafayev) e Mahir Emreli (62m – Tural Bayramov)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro (71m – Nuno Mendes), João Moutinho (78m – João Mário), João Palhinha (45m – Rúben Neves), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (78m – Otávio), Diogo Jota (78m – Gonçalo Guedes) e André Silva

0-1 – Bernardo Silva – 26m
0-2 – André Silva – 31m
0-3 – Diogo Jota – 75m

Cartões amarelos – Namik Alaskarov (16m), Ali Ghorbani (61m) e Hojjat Hahgverdi (77m); João Palhinha (15m) e Nuno Mendes (90m)

Árbitro – Marco Guida (Itália)

Já muito foi debatido o impacto que Cristiano Ronaldo tem na selecção portuguesa – como, por exemplo, ficou bem patenteado há apenas seis dias, quando conseguiu, “in-extremis”, transformar uma inconcebível derrota com a Irlanda numa vitória (muito sofrida, mas vitória…). Mais do que a questão se Cristiano “deve” ou não jogar, o fulcro está no modelo de jogo idealizado pelo treinador, que se tem revelado incapaz de fazer a “quadratura do círculo”, de compatibilizar no mesmo “onze” Ronaldo, Bernardo Silva, Diogo Jota e Bruno Fernandes.

Mas não terá sido por coincidência que a forçada ausência de Cristiano (sancionado com cartão amarelo pelos festejos do segundo golo frente à Irlanda, ao retirar a camisola) acabou por proporcionar uma das melhores exibições da selecção nacional nos últimos tempos, esta noite, no Azerbaijão.

Dominando por completo de início a fim, Portugal foi excessivamente perdulário, triunfando por magros 3-0, quando poderia ter alcançado uma goleada histórica.

A equipa mostrou-se fluida, com os seus elementos mais tecnicistas a protagonizarem momentos de génio, como foi o caso do primeiro golo, com Bruno Fernandes em especial evidência e João Cancelo qual “furacão”, verdadeiramente demolidor para o sector defensivo contrário. O centro do terreno ficou bem entregue à dupla João Moutinho / João Palhinha, a permitirem libertar os criativos da frente de ataque portuguesa.

Depois de uma entrada forte, o ritmo até decaíra um pouco, quando Portugal chegou ao golo, que fez com que o Azerbaijão de alguma forma se “descompusesse” defensivamente, com a velocidade de Cancelo e a mobilidade de Diogo Jota e André Silva a suscitarem o erro do adversário, que, paradoxalmente, insistia em procurar sair a jogar… assim colocando a nu as suas insuficiências.

O segundo golo, obtido logo de seguida, pouco passava da meia-hora de jogo, foi o da tranquilidade e garantia de que os três pontos não escapariam. André Silva podia ter bisado ainda na primeira parte, mas foi sobretudo na segunda metade que se multiplicaram as ocasiões perdidas.

Digo Jota parecia em “noite não” em termos de finalização, até que conseguiria mesmo quebrar a malapata, fazendo o 3-0 já à entrada do quarto de hora final. A partir daí, com o resultado “feito”, já pouco de relevante haveria a assinalar.

Desta ronda fica também o empate da Sérvia na Irlanda (tendo deixado fugir o triunfo), o que, para já, confere à selecção portuguesa a liderança isolada do grupo de apuramento, mas com tudo ainda por decidir, possivelmente até ao derradeiro dia, do confronto luso-sérvio.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     5   4   1   -  11 - 4  13
2º Sérvia       5   3   2   -  12 - 7  11
3º Luxemburgo   4   2   -   2   5 - 8   6
4º Irlanda      5   -   2   3   5 - 8   2
5º Azerbaijão   5   -   1   4   3 - 9   1

6ª jornada

07.09.2021 – Azerbaijão – Portugal – 0-3
07.09.2021 – Irlanda – Sérvia – 1-1
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7 Setembro, 2021 at 6:51 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – 5ª Jornada

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       4   3   1   -  11 - 6  10
2º Portugal     4   3   1   -   8 - 4  10
3º Luxemburgo   4   2   -   2   5 - 8   6
4º Irlanda      4   -   1   3   4 - 7   1
5º Azerbaijão   4   -   1   3   3 - 6   1

5ª jornada

04.09.2021 – Irlanda – Azerbaijão – 1-1
04.09.2021 – Sérvia – Luxemburgo – 4-1
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4 Setembro, 2021 at 7:07 pm Deixe um comentário

Portugal – Irlanda (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio do Algarve – Faro-Loulé

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo (82m – Gonçalo Guedes), Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro (62m – Nuno Mendes), Bruno Fernandes (62m – João Mário), João Palhinha (73m – João Moutinho), Bernardo Silva, Diogo Jota, Rafa Silva (45m – André Silva) e Cristiano Ronaldo

Irlanda Irlanda – Gavin Bazunu, Shane Duffy, Dara O’Shea (35m – Andrew Omobamidele), John Egan, Seamus Coleman, Jeff Hendrick, Josh Cullen, Jamie McGrath (90m – Jayson Molumby), Matt Doherty, Aaron Connolly (72m – James McClean) e Adam Idah (90m – James Collins)

0-1 – John Egan – 45m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 89m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 90m (+7)

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90+6m); Jeff Hendrick (10m), Dara O’Shea (33m), Aaron Connolly (45m) e Matt Doherty (56m)

Árbitro – Matej Jug (Eslovénia)

Portugal e Irlanda integram, presentemente, “divisões” completamente distintas, tal o desnível competitivo entre ambas as selecções, como, aliás, ficou bem patente neste jogo. E, porém, a (enorme) surpresa esteve prestes a acontecer…

A equipa portuguesa assumiu, desde início, a iniciativa, empurrando, desde logo, o conjunto adversário para o seu meio-terreno, o que, rapidamente, se traduziria numa grande penalidade, após falha de um defesa e do guardar-redes irlandês. Mas seria o próprio guardião a rectificar, com uma notável defesa, a impedir Cristiano Ronaldo de chegar ao golo… do record.

A intensidade e ritmo de jogo decairiam, não tendo Portugal – à excepção de um remate de Diogo Jota ao poste – criado outras flagrantes situações de perigo para a baliza contrária, denotando muito pouco jogo de equipa, insistindo quase sempre em desgarrados individualismos.

Numa das raras vezes em que se libertaram da pressão lusa, os irlandeses conseguiram um canto… que resultaria em golo, abrindo o activo a seu favor!

Só a partir da entrada de João Mário em campo, já passada a hora de jogo, o colectivo português começaria a carrilar, começando então a construir sucessivas oportunidades, todavia, por uma razão ou outra, com o golo a tardar a surgir.

Importante se revelaria também a entrada – para os dez derradeiros minutos – de Gonçalo Guedes, numa fase em que a selecção nacional – então já pouco preocupada com tácticas – arriscava tudo em busca do golo, agora com André Silva e Cristiano Ronaldo como “pontas-de-lança”.

A Irlanda recuara, concentrando-se nas imediações da sua grande área, formando uma barreira que começava a parecer intransponível. Seriam precisamente João Mário e Gonçalo Guedes a desbloquear o jogo, revertendo o que parecia apontar para uma deveras comprometedora derrota: foi dos seus pés que sairiam os cruzamentos que iriam encontrar a cabeça de Cristiano Ronaldo – com um poder de impulsão extraordinário e uma fantástica intuição / sentido posicional, a “adivinhar” onde a bola iria “cair”.

Ao minuto 89, Cristiano empatava o jogo, batendo finalmente o record de maior goleador de selecções a nível mundial, apontando o seu 110.º golo por Portugal. Mas não se ficaria por aí: já para além dos cinco minutos de tempo de compensação que o árbitro concedera, ampliava a contagem pessoal para 111, culminando a reviravolta no marcador, num golo libertador de mais de 90 minutos de tensão.

Revelando falta de consistência, não tendo sido capaz de manter o nível exibicional ao longo do tempo de jogo, e denotando ter sido muito pouco equipa neste encontro, a selecção portuguesa conseguia, graças a excelentes acções individuais, chegar ao tão necessário triunfo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     4   3   1   -   8 - 4  10
2º Sérvia       3   2   1   -   7 - 5   7
3º Luxemburgo   3   2   -   1   4 - 4   6
4º Irlanda      3   -   -   3   3 - 6   -
5º Azerbaijão   3   -   -   3   2 - 5   -

4ª jornada

01.09.2021 – Luxemburgo – Azerbaijão – 2-1
01.09.2021 – Portugal – Irlanda – 2-1
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1 Setembro, 2021 at 10:00 pm Deixe um comentário

Convocados para o “EURO 2020”

Guarda-redes – Anthony Lopes (Lyon), Rui Patrício (Wolverhampton) e Rui Silva (Granada);

Defesas – João Cancelo (Manchester City), Nélson Semedo (Wolverhampton), José Fonte (Lille), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), Nuno Mendes (Sporting) e Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund);

Médios –  Danilo Pereira (Paris Saint-Germain), João Palhinha (Sporting), Rúben Neves (Wolverhampton), Bruno Fernandes (Manchester United), João Moutinho (Wolverhampton), Renato Sanches (Lille), Sérgio Oliveira (FC Porto) e William Carvalho (Bétis);

Avançados – Pedro Gonçalves (Sporting), André Silva (Eintracht Frankfurt), Bernardo Silva (Manchester City), Cristiano Ronaldo (Juventus), Diogo Jota (Liverpool), Gonçalo Guedes (Valencia), João Félix (Atlético Madrid) e Rafa Silva (Benfica).

O seleccionador nacional, Fernando Santos, anunciou esta noite o nome dos 26 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar de 11 de Junho a 11 de Julho em 12 cidades europeias.

Em relação à anterior competição (Mundial 2018) – em que o número de convocados era de 23 -, verifica-se uma significativa remodelação, com a entrada de treze jogadores: Rui Silva, João Cancelo, Nélson Semedo, Nuno Mendes, Danilo Pereira, João Palhinha, Rúben Neves, Renato Sanches, Sérgio Oliveira, Pedro Gonçalves, Diogo Jota, João Félix e Rafa Silva.

Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados os seguintes dez jogadores: Beto, Cédric Soares, Ricardo Pereira, Bruno Alves, Mário Rui, João Mário, Manuel Fernandes, Adrien Silva, Gelson Martins e Ricardo Quaresma.

Dos Campeões Europeus de há cinco anos, em França, mantêm-se os seguintes onze: os guardiões Rui Patrício e Anthony Lopes, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Danilo Pereira, João Moutinho, Renato Sanches, Rafa Silva e Cristiano Ronaldo.

Na convocatória hoje anunciada, o Sporting conta com três jogadores, o FC Porto com dois, enquanto o Benfica tem somente um. Regista-se, portanto, um contingente de 20 elementos a actuar em clubes estrangeiros (nove do campeonato de Inglaterra, quatro de Espanha e de França, dois da Alemanha e um de Itália – face a um total de 17 na convocatória anterior -, com destaque para o Wolverhampton (com quatro representantes) e Manchester City (três).

20 Maio, 2021 at 10:28 pm Deixe um comentário

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