Posts tagged ‘Selecção’

Portugal – Luxemburgo (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio Algarve, Faro-Loulé

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Nuno Mendes, João Palhinha (73m – Rúben Neves), João Moutinho (65m – João Mário), Bruno Fernandes (80m – Gonçalo Guedes), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (80m – Matheus Nunes) e André Silva (73m – Rafael Leão)

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Maxime Chanot, Dirk Carlson, Michael Pinto (87m – Edvin Muratović), Danel Sinani (87m – Eric Veiga), Christopher Martins, Leandro Barreiro, Olivier Thill (45m – Yvandro Borges), Gerson Rodrigues e Sébastien Thill (45m – Maurice Deville)

1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 8m
2-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 13m
3-0 – Bruno Fernandes – 18m
4-0 – João Palhinha – 69m
5-0 – Cristiano Ronaldo – 87m

Cartões amarelos – Nuno Mendes (22m) e João Cancelo (84m); Christopher Martins (32m)

Árbitro – Benoît Bastien (França)

Foi um “jogo sem história”, para lá da “história” dos golos, de tal modo se tornou fácil, desde logo por via de duas grandes penalidades assinaladas (e convertidas) ainda antes do quarto de hora. O terceiro golo de Portugal, ainda antes dos 20 minutos “acabou com o jogo”, com o desfecho já então mais que decidido.

Pelo que, na segunda parte, sem forçar muito a nota, a equipa portuguesa pouco mais do que se limitou a gerir o esforço: foi deixando correr o tempo, tendo, com naturalidade, ampliado a contagem por mais duas vezes, ficando a dever a si própria uma goleada por números históricos, beneficiando também do facto de a equipa do Luxemburgo nunca se ter remetido a uma defesa porfiada da sua baliza, antes tendo tentado chegar ao seu “ponto de honra”.

A presença, pelo menos, num eventual “play-off” ficou desde já garantida. A qualificação directa – reservada ao vencedor de cada grupo – depende, nesta altura, quando faltam disputar as duas derradeiras rondas, de dois empates (na Irlanda e na recepção à Sérvia). Na eventualidade de Portugal poder vir a ser derrotado na Irlanda teria, nesse cenário, de ganhar à Sérvia, no único embate que resta jogar por parte dos actuais líderes do grupo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       7   5   2   -  16 - 8  17
2º Portugal     6   5   1   -  16 - 4  16
3º Luxemburgo   6   2   -   4   5 -14   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   7   -   1   6   4 -15   1

8ª jornada

12.10.2021 – Sérvia – Azerbaijão – 3-1
12.10.2021 – Portugal – Luxemburgo – 5-0
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12 Outubro, 2021 at 9:36 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – 7ª Jornada

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       6   4   2   -  13 - 7  14
2º Portugal     5   4   1   -  11 - 4  13
3º Luxemburgo   5   2   -   3   5 - 9   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   6   -   1   5   3 -12   1

7ª jornada

09.10.2021 – Azerbaijão – Irlanda – 0-3
09.10.2021 – Luxemburgo – Sérvia – 0-1
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9 Outubro, 2021 at 9:58 pm Deixe um comentário

Azerbaijão – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio Olímpico de Baku

Azerbaijão Azerbaijão – Shakhrudin Magomedaliyev, Elvin Badalov, Hojjat Hahgverdi, Azer Salahlı (76m – Rahim Sadikhov), Abbas Hüseynov, Emin Makhmudov, Gara Garayev (45m – Anatolii Nuriiev), Tamkin Khalilzade (45m – Ali Ghorbani), Namik Alaskarov, Filip Ozobić (62m – Vugar Mustafayev) e Mahir Emreli (62m – Tural Bayramov)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro (71m – Nuno Mendes), João Moutinho (78m – João Mário), João Palhinha (45m – Rúben Neves), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (78m – Otávio), Diogo Jota (78m – Gonçalo Guedes) e André Silva

0-1 – Bernardo Silva – 26m
0-2 – André Silva – 31m
0-3 – Diogo Jota – 75m

Cartões amarelos – Namik Alaskarov (16m), Ali Ghorbani (61m) e Hojjat Hahgverdi (77m); João Palhinha (15m) e Nuno Mendes (90m)

Árbitro – Marco Guida (Itália)

Já muito foi debatido o impacto que Cristiano Ronaldo tem na selecção portuguesa – como, por exemplo, ficou bem patenteado há apenas seis dias, quando conseguiu, “in-extremis”, transformar uma inconcebível derrota com a Irlanda numa vitória (muito sofrida, mas vitória…). Mais do que a questão se Cristiano “deve” ou não jogar, o fulcro está no modelo de jogo idealizado pelo treinador, que se tem revelado incapaz de fazer a “quadratura do círculo”, de compatibilizar no mesmo “onze” Ronaldo, Bernardo Silva, Diogo Jota e Bruno Fernandes.

Mas não terá sido por coincidência que a forçada ausência de Cristiano (sancionado com cartão amarelo pelos festejos do segundo golo frente à Irlanda, ao retirar a camisola) acabou por proporcionar uma das melhores exibições da selecção nacional nos últimos tempos, esta noite, no Azerbaijão.

Dominando por completo de início a fim, Portugal foi excessivamente perdulário, triunfando por magros 3-0, quando poderia ter alcançado uma goleada histórica.

A equipa mostrou-se fluida, com os seus elementos mais tecnicistas a protagonizarem momentos de génio, como foi o caso do primeiro golo, com Bruno Fernandes em especial evidência e João Cancelo qual “furacão”, verdadeiramente demolidor para o sector defensivo contrário. O centro do terreno ficou bem entregue à dupla João Moutinho / João Palhinha, a permitirem libertar os criativos da frente de ataque portuguesa.

Depois de uma entrada forte, o ritmo até decaíra um pouco, quando Portugal chegou ao golo, que fez com que o Azerbaijão de alguma forma se “descompusesse” defensivamente, com a velocidade de Cancelo e a mobilidade de Diogo Jota e André Silva a suscitarem o erro do adversário, que, paradoxalmente, insistia em procurar sair a jogar… assim colocando a nu as suas insuficiências.

O segundo golo, obtido logo de seguida, pouco passava da meia-hora de jogo, foi o da tranquilidade e garantia de que os três pontos não escapariam. André Silva podia ter bisado ainda na primeira parte, mas foi sobretudo na segunda metade que se multiplicaram as ocasiões perdidas.

Digo Jota parecia em “noite não” em termos de finalização, até que conseguiria mesmo quebrar a malapata, fazendo o 3-0 já à entrada do quarto de hora final. A partir daí, com o resultado “feito”, já pouco de relevante haveria a assinalar.

Desta ronda fica também o empate da Sérvia na Irlanda (tendo deixado fugir o triunfo), o que, para já, confere à selecção portuguesa a liderança isolada do grupo de apuramento, mas com tudo ainda por decidir, possivelmente até ao derradeiro dia, do confronto luso-sérvio.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     5   4   1   -  11 - 4  13
2º Sérvia       5   3   2   -  12 - 7  11
3º Luxemburgo   4   2   -   2   5 - 8   6
4º Irlanda      5   -   2   3   5 - 8   2
5º Azerbaijão   5   -   1   4   3 - 9   1

6ª jornada

07.09.2021 – Azerbaijão – Portugal – 0-3
07.09.2021 – Irlanda – Sérvia – 1-1
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7 Setembro, 2021 at 6:51 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – 5ª Jornada

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       4   3   1   -  11 - 6  10
2º Portugal     4   3   1   -   8 - 4  10
3º Luxemburgo   4   2   -   2   5 - 8   6
4º Irlanda      4   -   1   3   4 - 7   1
5º Azerbaijão   4   -   1   3   3 - 6   1

5ª jornada

04.09.2021 – Irlanda – Azerbaijão – 1-1
04.09.2021 – Sérvia – Luxemburgo – 4-1
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4 Setembro, 2021 at 7:07 pm Deixe um comentário

Portugal – Irlanda (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio do Algarve – Faro-Loulé

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo (82m – Gonçalo Guedes), Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro (62m – Nuno Mendes), Bruno Fernandes (62m – João Mário), João Palhinha (73m – João Moutinho), Bernardo Silva, Diogo Jota, Rafa Silva (45m – André Silva) e Cristiano Ronaldo

Irlanda Irlanda – Gavin Bazunu, Shane Duffy, Dara O’Shea (35m – Andrew Omobamidele), John Egan, Seamus Coleman, Jeff Hendrick, Josh Cullen, Jamie McGrath (90m – Jayson Molumby), Matt Doherty, Aaron Connolly (72m – James McClean) e Adam Idah (90m – James Collins)

0-1 – John Egan – 45m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 89m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 90m (+7)

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90+6m); Jeff Hendrick (10m), Dara O’Shea (33m), Aaron Connolly (45m) e Matt Doherty (56m)

Árbitro – Matej Jug (Eslovénia)

Portugal e Irlanda integram, presentemente, “divisões” completamente distintas, tal o desnível competitivo entre ambas as selecções, como, aliás, ficou bem patente neste jogo. E, porém, a (enorme) surpresa esteve prestes a acontecer…

A equipa portuguesa assumiu, desde início, a iniciativa, empurrando, desde logo, o conjunto adversário para o seu meio-terreno, o que, rapidamente, se traduziria numa grande penalidade, após falha de um defesa e do guardar-redes irlandês. Mas seria o próprio guardião a rectificar, com uma notável defesa, a impedir Cristiano Ronaldo de chegar ao golo… do record.

A intensidade e ritmo de jogo decairiam, não tendo Portugal – à excepção de um remate de Diogo Jota ao poste – criado outras flagrantes situações de perigo para a baliza contrária, denotando muito pouco jogo de equipa, insistindo quase sempre em desgarrados individualismos.

Numa das raras vezes em que se libertaram da pressão lusa, os irlandeses conseguiram um canto… que resultaria em golo, abrindo o activo a seu favor!

Só a partir da entrada de João Mário em campo, já passada a hora de jogo, o colectivo português começaria a carrilar, começando então a construir sucessivas oportunidades, todavia, por uma razão ou outra, com o golo a tardar a surgir.

Importante se revelaria também a entrada – para os dez derradeiros minutos – de Gonçalo Guedes, numa fase em que a selecção nacional – então já pouco preocupada com tácticas – arriscava tudo em busca do golo, agora com André Silva e Cristiano Ronaldo como “pontas-de-lança”.

A Irlanda recuara, concentrando-se nas imediações da sua grande área, formando uma barreira que começava a parecer intransponível. Seriam precisamente João Mário e Gonçalo Guedes a desbloquear o jogo, revertendo o que parecia apontar para uma deveras comprometedora derrota: foi dos seus pés que sairiam os cruzamentos que iriam encontrar a cabeça de Cristiano Ronaldo – com um poder de impulsão extraordinário e uma fantástica intuição / sentido posicional, a “adivinhar” onde a bola iria “cair”.

Ao minuto 89, Cristiano empatava o jogo, batendo finalmente o record de maior goleador de selecções a nível mundial, apontando o seu 110.º golo por Portugal. Mas não se ficaria por aí: já para além dos cinco minutos de tempo de compensação que o árbitro concedera, ampliava a contagem pessoal para 111, culminando a reviravolta no marcador, num golo libertador de mais de 90 minutos de tensão.

Revelando falta de consistência, não tendo sido capaz de manter o nível exibicional ao longo do tempo de jogo, e denotando ter sido muito pouco equipa neste encontro, a selecção portuguesa conseguia, graças a excelentes acções individuais, chegar ao tão necessário triunfo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     4   3   1   -   8 - 4  10
2º Sérvia       3   2   1   -   7 - 5   7
3º Luxemburgo   3   2   -   1   4 - 4   6
4º Irlanda      3   -   -   3   3 - 6   -
5º Azerbaijão   3   -   -   3   2 - 5   -

4ª jornada

01.09.2021 – Luxemburgo – Azerbaijão – 2-1
01.09.2021 – Portugal – Irlanda – 2-1
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1 Setembro, 2021 at 10:00 pm Deixe um comentário

Convocados para o “EURO 2020”

Guarda-redes – Anthony Lopes (Lyon), Rui Patrício (Wolverhampton) e Rui Silva (Granada);

Defesas – João Cancelo (Manchester City), Nélson Semedo (Wolverhampton), José Fonte (Lille), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), Nuno Mendes (Sporting) e Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund);

Médios –  Danilo Pereira (Paris Saint-Germain), João Palhinha (Sporting), Rúben Neves (Wolverhampton), Bruno Fernandes (Manchester United), João Moutinho (Wolverhampton), Renato Sanches (Lille), Sérgio Oliveira (FC Porto) e William Carvalho (Bétis);

Avançados – Pedro Gonçalves (Sporting), André Silva (Eintracht Frankfurt), Bernardo Silva (Manchester City), Cristiano Ronaldo (Juventus), Diogo Jota (Liverpool), Gonçalo Guedes (Valencia), João Félix (Atlético Madrid) e Rafa Silva (Benfica).

O seleccionador nacional, Fernando Santos, anunciou esta noite o nome dos 26 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar de 11 de Junho a 11 de Julho em 12 cidades europeias.

Em relação à anterior competição (Mundial 2018) – em que o número de convocados era de 23 -, verifica-se uma significativa remodelação, com a entrada de treze jogadores: Rui Silva, João Cancelo, Nélson Semedo, Nuno Mendes, Danilo Pereira, João Palhinha, Rúben Neves, Renato Sanches, Sérgio Oliveira, Pedro Gonçalves, Diogo Jota, João Félix e Rafa Silva.

Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados os seguintes dez jogadores: Beto, Cédric Soares, Ricardo Pereira, Bruno Alves, Mário Rui, João Mário, Manuel Fernandes, Adrien Silva, Gelson Martins e Ricardo Quaresma.

Dos Campeões Europeus de há cinco anos, em França, mantêm-se os seguintes onze: os guardiões Rui Patrício e Anthony Lopes, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Danilo Pereira, João Moutinho, Renato Sanches, Rafa Silva e Cristiano Ronaldo.

Na convocatória hoje anunciada, o Sporting conta com três jogadores, o FC Porto com dois, enquanto o Benfica tem somente um. Regista-se, portanto, um contingente de 20 elementos a actuar em clubes estrangeiros (nove do campeonato de Inglaterra, quatro de Espanha e de França, dois da Alemanha e um de Itália – face a um total de 17 na convocatória anterior -, com destaque para o Wolverhampton (com quatro representantes) e Manchester City (três).

20 Maio, 2021 at 10:28 pm Deixe um comentário

Luxemburgo – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Stade Josy Barthel, Luxemburgo

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Maxime Chanot, Lars Gerson, Michael Pinto (65m – Marvin Martins), Christopher Martins (87m – Aldin Skenderović), Olivier Thill (58m – Sébastien Thill), Leandro Barreiro, Vincent Thill (58m – Maurice Deville), Gerson Rodrigues e Danel Sinani (87m – Edvin Muratović)

Portugal Portugal – Anthony Lopes, João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Nuno Mendes, Rúben Neves (89m – Sérgio Oliveira), Renato Sanches, Bernardo Silva (68m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Diogo Jota (68m – Rafa Silva) e João Félix (41m – Pedro Neto)

1-0 – Gerson Rodrigues – 30m
1-1 – Diogo Jota – 45m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 51m
1-3 – João Palhinha – 80m

Cartões amarelos – Maxime Chanot (20m); Diogo Jota (39m) e Rúben Dias (70m) e Renato Sanches (83m)

Cartão vermelho – Maxime Chanot (87m)

Árbitro – Sergei Ivanov (Rússia)

Poderia supor-se que a equipa portuguesa – que saíra de Belgrado com um “amargo de boca” e uma inevitável sensação de injustiça (pela não validação do que teria sido o seu terceiro golo, e, consequentemente, da vitória) – entraria em campo, no Luxemburgo, disposta a, desde o primeiro minuto, expressar o seu sentimento de revolta.

Pois, a meia hora inicial do jogo mostraria precisamente o contrário: um lote de jogadores notoriamente desinspirados, com uma estranha passividade, a permitir ao Luxemburgo gerir o jogo de acordo com a sua conveniência.

Sabia-se que a selecção luxemburguesa tem feito progressos notórios, e que vinha, inclusivamente, de uma tão sensacional como surpreendente vitória na Irlanda. Acresce, naturalmente, a motivação de defrontar o Campeão da Europa em título, num grupo em que, ademais, são vários os jogadores com ligações afectivas a Portugal.

Ainda assim poucos seriam os que poderiam crer no resultado que se verificava aos trinta minutos: mercê de um tento da autoria de Gerson Rodrigues – nascido no Pragal – o Luxemburgo estava a ganhar aos campeões europeus!

Até então, a formação nacional dispusera de uma única ocasião de perigo, desaproveitada por Renato Sanches. Sentindo o “toque a rebate”, o “onze” português, claro, espevitaria, curiosamente com o recuo de Bernardo Silva, a apoiar Rúben Neves e Renato Sanches, vindo ainda a beneficiar de uma substituição forçada (por lesão de João Félix), com a entrada de Pedro Neto, o qual viria precisamente a estar no origem do golo do empate, cruzando para mais um cabeceamento de excelente execução do muito oportuno Diogo Jota, mesmo a findar a primeira metade da partida.

Um golo que surgiu na “altura certa”, proporcionado a Fernando Santos, no intervalo, uma conversa em tom algo diferente do que teria sido se se mantivesse a escandalosa situação de desvantagem.

Com a serenidade recuperada, Portugal viria a desferir, logo no recomeço, um golpe decisivo, com o golo de Cristiano Ronaldo, apenas com seis minutos decorridos, a operar a reviravolta e, necessariamente, a fazer duvidar os luxemburgueses da possibilidade de virem ainda a alcançar um resultado positivo. De imediato, Nuno Mendes poderia até ter ampliado a contagem…

O que não significa que a turma da casa tivesse abdicado de ir em busca de tal “proeza”, à medida que o tempo ia decorrendo e o resultado tangencial subsistia, tendo, em paralelo, a selecção portuguesa voltado a baixar a intensidade de jogo. À passagem dos 70 minutos, o Luxemburgo ameaçaria mesmo o empate, não fora a atenta intervenção de Anthony Lopes.

Por seu lado, Cristiano Ronaldo, continuando a denotar estar em mau momento de forma – porventura também afectado por alguma ansiedade em procurar fazer, rapidamente, os (agora) seis golos que o separam do “record” do iraniano Ali Daei -, não conseguiria desfeitear Anthony Moris, perdendo, no mesmo lance, duas soberanas ocasiões, no “cara-a-cara” com o guardião contrário (viria ainda, “à terceira”, a introduzir a bola na baliza, mas, então, já em posição irregular).

Portugal só descansaria enfim, a dez minutos do final, com o recém-entrado João Palhinha, muito eficaz, a apontar o terceiro golo, que selava o triunfo, que, por agora, lhe confere o 1.º lugar do Grupo (em igualdade pontual com a Sérvia), após uma intensa série de três jogos disputados, num bem curto período de apenas seis dias. Um registo claramente superior ao nível exibicional demonstrado…

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     3   2   1   -   6 - 3   7
2º Sérvia       3   2   1   -   7 - 5   7
3º Luxemburgo   2   1   -   1   2 - 3   3
4º Irlanda      2   -   -   2   2 - 4   -
5º Azerbaijão   2   -   -   2   1 - 3   -

3ª jornada

30.03.2021 – Azerbaijão – Sérvia – 1-2
30.03.2021 – Luxemburgo – Portugal – 1-3

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30 Março, 2021 at 9:40 pm Deixe um comentário

Sérvia – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Stadion Rajko Mitić, Belgrado

Sérvia Sérvia – Marko Dmitrović, Nikola Milenković, Stefan Mitrović, Strahinja Pavlović, Darko Lazović (45m – Nemanja Maksimović), Sergej Milinković-­Savić, Nemanja Gudelj, Filip Kostić (71m – Mihailo Ristić), Dušan Vlahović (45m – Nemanja Radonjić), Dušan Tadić (81m – Filip Djuričić) e Aleksandar Mitrović (87m – Luka Jović)

Portugal Portugal – Anthony Lopes, Cédric Soares, Rúben Dias, José Fonte, João Cancelo (72m – Nuno Mendes), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (90m – João Palhinha), Sérgio Oliveira (72m – Renato Sanches), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Diogo Jota (85m – João Félix)

0-1 – Diogo Jota – 11m
0-2 – Diogo Jota – 36m
1-2 – Aleksandar Mitrović – 46m
2-2 – Filip Kostić – 60m

Cartões amarelos – Nemanja Maksimović (57m) e Aleksandar Mitrović (85m); Bruno Fernandes (53m), José Fonte (54m) e Cristiano Ronaldo (90m)

Cartão vermelho – Nikola Milenković (90m)

Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)

É inevitável começar por lamentar que a vitória tenha acabado por ser “sonegada” à equipa portuguesa por um crasso erro de arbitragem, sobretudo por um árbitro auxiliar que não fez o seu trabalho de forma competente, no derradeiro lance do encontro, quanto teve “todo o tempo do mundo” para ajuizar de forma correcta, sem qualquer impedimento visual: a bola, empurrada “in extremis” para a baliza por Cristiano Ronaldo (algo em desequilíbrio e num ângulo relativamente apertado) encaminhou-se lentamente para a baliza, com Mitrović, num desesperado “carrinho”, a tentar salvar sobre a linha de golo, mas, efectivamente, a repelir a bola quando esta tinha já ultrapassado o risco “fatal”.

Sendo muito difícil compreender que, num jogo de apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo, não esteja disponível a tecnologia da linha de golo, é com uma boa dose de benevolência que podemos aceitar que – sem conseguir ter a certeza de que a bola tivesse transposto por completo tal linha – tivesse optado por não dar indicação ao árbitro da validação do golo.

A intempestiva reacção de Cristiano Ronaldo (já depois de ter sancionado com cartão amarelo), retirando a braçadeira de capitão do braço e lançando-a ao chão, obviamente não lhe fica nada bem, não deixando de constituir um evidente sinal de revolta perante este grave erro, mas, em paralelo, expressando toda a frustração por um jogo em que nada lhe correu de feição.

De forma mais abrangente, Portugal começa por dever muito a si próprio não ter saído de Belgrado com os três pontos e, por consequência, com o que poderia constituir-se num passo decisivo para o apuramento, perante o seu adversário principal nesta fase de qualificação.

Apresentando-se com seis alterações no “onze” inicial face ao encontro da passada quarta-feira, e depois de uma boa entrada em jogo, assertiva, coroada com um primeiro golo logo aos 11 minutos (dando perfeita sequência a excelente passe de Bernardo Silva), e, de novo por outro cabeceamento de um inspirado Diogo Jota (agora a cruzamento de Cédric), a ampliar a vantagem para um “confortável” 2-0 – um resultado, não obstante, algo lisonjeiro face à exibição -, a selecção lusa voltaria apática no segundo tempo.

Surpreendida pelas alterações tácticas do adversário ao intervalo, ainda antes de ter tempo para perceber o que tinha mudado, já tinha sofrido um golo, logo no minuto inicial, tendo passado então por uma fase de claro desnorte, em que valeu a atenção de Anthony Lopes (face a remate com “selo de golo” de Dušan Tadić) para adiar males maiores.

Mas demoraria pouco o tento que possibilitou à Sérvia restabelecer a igualdade, aproveitando a recuperação de bola após o que seria um dos escassos bons ataques portugueses nessa segunda parte, beneficiando de uma situação de desequilíbrio defensivo, desta feita com Kostić a rematar sem hipótese.

Curiosamente, depois de ter visto esfumar-se a posição privilegiada de que tinha chegado a dispor, Portugal pareceu assentar o seu jogo, também em função de algumas alterações introduzidas por Fernando Santos, que permitiram reequilibrar a contenda.

Contudo, daí até final, não tendo criado outras soberanas oportunidades, o que teria sido o terceiro golo – ao minuto 93, com a Sérvia já reduzida a dez elementos -, chegaria numa altura em que, em rigor, o desempenho da equipa não justificara, num balanço global do tempo de jogo, a vitória neste desafio. Mas, como a “justiça” do marcador acaba, em última instância, por ser ditada pelas bolas que entram na baliza, temos de acabar como começámos: provocou uma enorme azia (quero acreditar que também para a equipa de arbitragem) que o golo de Cristiano Ronaldo não tivesse sido validado…

Que este episódio possa ter servido para se retirar as devidas ilações, por parte da UEFA e da FIFA, sobre a necessidade de ser mais “profissional” em jogos desta importância – não faz qualquer sentido, nos dias de hoje, que não estejam disponíveis meios tecnológicos para certificar que a bola ultrapassou a linha de golo!

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       2   1   1   -   5 - 4   4
2º Portugal     2   1   1   -   3 - 2   4
3º Luxemburgo   1   1   -   -   1 - 0   3
4º Azerbaijão   1   -   -   1   0 - 1   -
5º Irlanda      2   -   -   2   2 - 4   -

2ª jornada

27.03.2021 – Sérvia – Portugal – 2-2
27.03.2021 – Irlanda – Luxemburgo – 0-1

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27 Março, 2021 at 10:40 pm Deixe um comentário

Portugal – Azerbaijão (Mundial 2022 – Qualif.)

Allianz Stadium, Turim

Portugal Portugal – Anthony Lopes, João Cancelo, Rúben Dias, Domingos Duarte, Nuno Mendes, Pedro Neto (63m – Rafa Silva), João Moutinho (45m – Bruno Fernandes), Rúben Neves (88m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (88m – Sérgio Oliveira) e André Silva (75m – João Félix)

Azerbaijão Azerbaijão – Shakhrudin Magomedaliyev, Maksim Medvedev, Elvin Badalov, Badavi Hüseynov, Anton Krivotsyuk, Abbas Hüseynov (45m – Anatolii Nuriiev), Emin Makhmudov (84m – Aleksey Isaev), Vugar Mustafayev (45m – Ismayil İbrahimli), Azer Salahli, Mahir Emreli (84m – Namik Alaskarov) e Ali Ghorbani (85m – Ramil Sheydaev)

1-0 – Maksim Medvedev (p.b.) – 36m

Cartões amarelos – Bruno Fernandes (82m); Mahir Emreli (52m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

Finalizados os 90 minutos (mais o inerente tempo de compensação) a questão que, inevitavelmente, perdura é: como foi possível que a selecção portuguesa não conseguisse “marcar” neste jogo?

Mesmo perante adversários que apresentam evidentes debilidades, raramente Portugal exerceu um domínio tão avassalador, instalando-se, praticamente de início a fim, no meio-campo contrário – em boa verdade, mais próximo da área -, sem que o oponente assumisse qualquer iniciativa, ou, sequer, se atrevesse a engendrar um lance ofensivo.

Com uma equipa que mostrou algum desequilíbrio nas suas acções, com as jogadas de ataque predominantemente carriladas pelo flanco direito, muito pela iniciativa de Pedro Neto, a equipa portuguesa empurrou a formação adversária para a sua zona mais recuada, com duas linhas de defesa praticamente sobrepostas, numa inusitada aglomeração de jogadores em tão reduzido espaço de terreno.

Portugal terá começado por denotar alguma ansiedade, procurando atacar “depressa demais”, com mais de 15 remates na primeira parte, dos quais, contudo, apenas cinco enquadrados com a baliza, numa sucessão “interminável” de cruzamentos, sempre a esbarrar numa “parede”.

Por curiosidade o que acabaria por ser o único golo da partida viria a decorrer de uma situação algo caricata: um lançamento em profundidade de Rúben Neves, com o guardião a antecipar-se, a socar a bola contra um seu colega de equipa, do que resultaria o seu ressaltar para dentro da baliza…

Pensou-se que o mais difícil – quebrar a resistência do opositor – estaria feito e que a selecção lusa poderia serenar e organizar melhor o seu ataque. Porém, não tendo o cariz de jogo sofrido qualquer alteração por parte do Azerbaijão, a equipa nacional viria gradualmente a baixar a intensidade de jogo, evidenciando inesperadas dificuldades para conseguir criar flagrantes ocasiões de golo. Ao contrário, à passagem dos 70 minutos, seria a formação adversária a provocar um pequeno susto, num remate que sairia por cima da baliza.

Nem de bola parada Portugal conseguia mostrar maior discernimento, com tentativas sempre desinspiradas. O melhor lance do desafio surgiria já na sua parte final, por João Félix, com o guarda-redes a salvar a sua baliza com uma defesa com a perna…

Como pano de fundo deste jogo – num contexto muito particular, jogado sem público, em campo neutro, inserido numa série de três jornadas a disputar numa única semana – perdura a preocupação com algum aparente “conformismo” mostrado pela selecção portuguesa, a partir de determinada altura como que “satisfeita” com a vantagem tangencial, porventura já a pensar no próximo compromisso, na Sérvia, apenas 72 horas depois.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       1   1   -   -   3 - 2   3
2º Portugal     1   1   -   -   1 - 0   3
3º Luxemburgo   -   -   -   -   - - -   -
4º Irlanda      1   -   -   1   2 - 3   -
5º Azerbaijão   1   -   -   1   0 - 1   -

1ª jornada

24.03.2021 – Portugal – Azerbaijão – 1-0
24.03.2021 – Sérvia – Irlanda – 3-2

24 Março, 2021 at 10:37 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Zurique, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2022 de Futebol, no que respeita à zona europeia, com a seguinte constituição dos Grupos:

Grupo A         Grupo B         Grupo C

Portugal        Espanha         Itália
Sérvia          Suécia          Suíça
Irlanda         Grécia          Irlanda Norte
Luxemburgo      Geórgia         Bulgária
Azerbaijão      Kosovo          Lituânia

Grupo D         Grupo E           Grupo F

França          Bélgica         Dinamarca
Ucrânia         País da Gales   Áustria
Finlândia       R. Checa        Escócia
Bósnia-Herzeg.  Bielorrússia    Israel
Cazaquistão     Estónia         Ilhas Faroé
                                Moldávia

Grupo G         Grupo H         Grupo I         Grupo J

Países Baixos   Croácia         Inglaterra      Alemanha
Turquia         Eslováquia      Polónia         Roménia
Noruega         Rússia          Hungria         Islândia
Montenegro      Eslovénia       Albânia         Macedónia N.
Letónia         Chipre          Andorra         Arménia
Gibraltar       Malta           San Marino      Liechtenstein

Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 55 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 10 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os dez segundos classificados disputarão (juntamente com duas selecções a apurar com base na Liga das Nações), em sistema de “play-off”, as restantes três vagas de apuramento.

7 Dezembro, 2020 at 6:46 pm Deixe um comentário

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