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Portugal – Sérvia (Europeu 2020 – Qualif.)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Danilo Pereira, Rafa Silva (84m – Gonçalo Guedes), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo (31m – Pizzi) e Dyego Sousa (57m – André Silva)

Sérvia Sérvia – Marko Dmitrović, Antonio Rukavina, Nikola Milenković, Uroš Spajić, Filip Mladenović, Darko Lazović (69m – Andrija Živković), Mijat Gaćinović (21m – Nemanja Radonjić), Dušan Tadić, Nemanja Maksimović, Adem Ljajić (87m – Sergej Milinković-Savić) e Aleksandar Mitrović

0-1 – Dušan Tadić (pen.) – 7m
1-1 – Danilo Pereira – 42m

Cartões amarelos – Pepe (45m); Filip Mladenović (77m), Uroš Spajić (79m) e Dušan Tadić (87m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

O nulo registado ante a Ucrânia ficara já longe de poder considerar-se um resultado positivo, mas a selecção nacional parece não ter extraído grandes ensinamentos desse encontro inaugural desta fase de qualificação, persistindo em muitas das carências apresentadas frente à Sérvia.

Com a agravante de, desta feita, ter começado por se ver em desvantagem logo ao sétimo minuto, por via da conversão de uma grande penalidade, a sancionar uma saída extemporânea de Rui Patrício, a “chocar” com um atacante contrário em plena área.

Com três alterações no “onze” inicial (entradas de Danilo Pereira, Rafa Silva e Dyego Sousa), Portugal até podia ter inaugurado o marcador, logo a abrir, por William Carvalho.

A equipa portuguesa até reagiu bem ao golo sofrido, procurando manter a lucidez, construindo jogo, o que resultaria em alguns bons lances, com Cristiano Ronaldo e Rafa Silva a colocarem à prova Dmitrović.

À meia hora de jogo, outra contrariedade, com Cristiano Ronaldo a lesionar-se, tendo sido substituído por Pizzi. A insistência portuguesa acabaria por resultar, de forma algo inesperada, num fantástico remate de Danilo Pereira, a culminar uma arrancada desde a zona intermediária, com o médio, sem oposição, a avançar até às imediações da grande área, e a colocar a bola no fundo da baliza, sem hipótese para o guarda-redes sérvio.

Pensou-se que o mais difícil tinha sido alcançado e que, no segundo tempo, Portugal poderia consumar a reviravolta no marcador, em mais um desafio em que esteve “sempre por cima”, instalado no meio-campo contrário, o que, paralelamente, dava espaço a rápidos e perigosos contra-ataques da Sérvia, num jogo mais aberto do que o anterior, com a Ucrânia.

Na frente de ataque, Fernando Santos faria a opção inversa, fazendo sair Dyego Sousa, para a entrada de André Silva, que teve o que seria uma boa oportunidade para marcar, contudo tendo chegado algo atrasado a um centro de Rafa Silva. A equipa portuguesa poderia ter também marcado por volta do minuto 70, mas a bola, cortada praticamente em cima da linha, não entraria na baliza, numa jogada em que faltou a William conseguir dar o toque final para o golo.

André Silva, de novo, estaria noutro lance que poderia ter sido crucial, ao cabecear uma bola que embateu no braço de Rukavina, tendo o árbitro, em primeira instância, apontado para a marca de grande penalidade, acabando por vir a desdizer-se, após ter consultado o árbitro assistente, no que constituiu um erro grave, assumido pelo próprio no final do jogo.

Já algo em desespero de causa, Portugal intensificou a pressão, mas não conseguiria ter a serenidade necessária para transpor a bem organizada barreira defensiva sérvia.

Com uma exibição globalmente mais positiva que a do encontro anterior, tendo criado ocasiões mais do que suficientes para justificar a vitória, a verdade é que, em dois jogos, em casa, ante os principais adversários na disputa pelo apuramento para a fase final do Europeu, a selecção de Portugal cedeu dois comprometedores empates, o que implica, desde já, a habitual necessidade de começar a “fazer contas”, passando, no caso, por ter de, pelo menos, fazer replicar aos seus adversários estas perdas de pontos, nos respectivos redutos, quando se voltarem a cruzar…

GRUPO B           Jg     V     E     D       G      Pt
1º Ucrânia         2     1     1     -     2 - 1     4
2º Luxemburgo      2     1     -     1     3 - 3     3
3º Portugal        2     -     2     -     1 - 1     2 
4º Sérvia          1     -     1     -     1 - 1     1
5º Lituânia        1     -     -     1     1 - 2     -

2ª jornada

25.03.2019 – Luxemburgo – Ucrânia – 1-2
25.03.2019 – Portugal – Sérvia – 1-1
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25 Março, 2019 at 10:41 pm Deixe um comentário

Portugal – Ucrânia (Europeu 2020 – Qualif.)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Rúben Neves (62m – Rafa Silva), João Moutinho (87m – João Mário), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e André Silva (73m – Dyego Sousa)

Ucrânia Ucrânia – Andriy Pyatov, Oleksandr Karavaev, Sergii Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Vitaliy Mykolenko, Taras Stepanenko, Marlos (66m – Viktor Tsygankov), Ruslan Malinovskyi, Oleksandr Zinchenko, Yehven Konoplyanka (87m – Vitaliy Buyalskiy) e Roman Yaremchuk (76m – Júnior Moraes)

Cartão amarelo – Taras Stepanenko (86m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

Não se trata propriamente de uma novidade esta aparente incapacidade da selecção portuguesa de, em jogos em casa, assumir o favoritismo, dominar e vencer com clareza, nomeadamente no arranque destas fases de apuramento para grandes competições internacionais.

Na abertura da campanha de qualificação para o Campeonato da Europa – de que é o presente Campeão título -, assinalando-se o regresso de Cristiano Ronaldo ao “onze”, depois da ausência na fase de grupos da “Liga das Nações”, Portugal denotou muitas dificuldades para superar a organização defensiva contrária, surgindo notoriamente desinspirado.

Desde cedo, perante a falta de ritmo e velocidade na circulação de bola, numa equipa porventura excessivamente conservadora, com três médios de características mais defensivas (casos de William Carvalho, Rúben Neves e João Moutinho), a alternativa encontrada para procurar chegar ao golo foi uma incessante sequência de lançamentos em profundidade e de cruzamentos, contudo sem a devida finalização, com André Silva, única referência de ataque, impotente para superar a poderosa defesa adversária, aliás organizada em duas linhas muito próximas, na qual se aglomeravam nove jogadores (para além do guarda-redes).

A Ucrânia não teve, pois, qualquer problema em “oferecer” a iniciativa de jogo à equipa portuguesa, privilegiando a inviolabilidade da sua baliza, na expectativa de algum lance de contra-ataque que lhe pudesse possibilitar chegar ao golo. Perante este sistema, Portugal insistiu muito no ataque, mas quase sempre de forma ineficaz, com muitos remates para a estatística, mas sem constituir efectivo perigo, à excepção de duas tentativas de Cristiano Ronaldo, já no final do primeiro tempo, negadas pelo guardião ucraniano.

Na segunda metade, Fernando Santos ainda tentou abrir o jogo, com a entrada de Rafa Silva e estreando o recém-naturalizado português Dyego Sousa, em substituição de André Silva, o qual tivera uma única ocasião de perigo, a que Pyatov, uma vez mais, respondeu com espectacular intervenção.

O domínio português tornara-se ainda mais notório – chegando a “alugar-se” meio-campo, no qual sobrava quase como “espectador” Rui Patrício -, mas manteve-se inconsequente.

Já na parte derradeira da partida, os ucranianos ameaçariam mesmo poder chegar ao golo, na melhor ocasião de todo o jogo, por Júnior Moraes, com Rúben Dias a antecipar-se no momento preciso. Do mal, o menos…

GRUPO B           Jg     V     E     D       G      Pt
1º Luxemburgo      1     1     -     -     2 - 1     3
2º Portugal        1     -     1     -     0 - 0     1 
2º Ucrânia         1     -     1     -     0 - 0     1
4º Sérvia          -     -     -     -     - - -     -
5º Lituânia        1     -     -     1     1 - 2     -

1ª jornada

22.03.2019 – Luxemburgo – Lituânia – 2-1
22.03.2019 – Portugal – Ucrânia – 0-0

22 Março, 2019 at 10:38 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Dublin, o sorteio da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de Futebol de 2020, cuja fase final será disputada em 12 cidades, de diversos países: Amesterdão (Holanda), Baku (Azerbaijão), Bilbau (Espanha), Bucareste (Roménia), Budapeste (Roménia), Copenhaga (Dinamarca), Dublin (Irlanda), Glasgow (Escócia), Londres (Inglaterra), Munique (Alemanha), Roma (Itália) e São Petersburgo (Rússia).

É a seguinte a constituição dos 10 Grupos:

Grupo A          Grupo B          Grupo C          Grupo D
Inglaterra       Portugal         Holanda          Suíça
R. Checa         Ucrânia          Alemanha         Dinamarca
Bulgária         Sérvia           I. Norte         Irlanda
Montenegro       Lituânia         Estónia          Geórgia
Kosovo           Luxemburgo       Bielorrússia     Gibraltar

Grupo E              Grupo F              Grupo G
Croácia              Espanha              Polónia
P. Gales             Suécia               Áustria
Eslováquia           Noruega              Israel
Hungria              Roménia              Eslovénia
Azerbaijão           I. Faroé             Macedónia
                     Malta                Letónia

Grupo H              Grupo I              Grupo J
França               Bélgica              Itália
Islândia             Rússia               Bósnia-Herzegovina
Turquia              Escócia              Finlândia
Albânia              Chipre               Grécia
Moldávia             Cazaquistão          Arménia
Andorra              S. Marino            Liechtenstein

Serão apurados para a fase final os dois primeiros classificados de cada Grupo – decorrendo a fase de qualificação de Março a Novembro de 2019, em cinco jornadas duplas – , sendo as restantes quatro vagas a atribuir por via dos play-off da “Liga das Nações” (a disputar em Março de 2020).

Portugal, que defende o título de Campeão Europeu, reencontra a Sérvia, depois de ter integrado o mesmo grupo da fase de apuramento para o EURO 2016, devendo, em teoria, estas duas selecções disputar com a Ucrânia os dois lugares de qualificação.

2 Dezembro, 2018 at 4:26 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 6ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Alemanha-Holanda – 2-2

1.º Holanda, 7; 2.º França, 7; 3.º Alemanha, 2

Grupo 2 – Suíça-Bélgica – 5-2

1.º Suíça, 9; 2.º Bélgica, 9; 3.º Islândia, 0

Grupo 3 – Portugal-Polónia – 1-1

1.º Portugal, 8; 2.º Itália, 5; 3.º Polónia, 2

Grupo 4 – Inglaterra-Croácia – 2-1

1.º Inglaterra, 7; 2.º Espanha, 6; 3.º Croácia, 4

Holanda, Suíça, Portugal e Inglaterra são os apurados para a fase final (“final four”) desta edição inaugural da Liga das Nações da UEFA, a qual deverá disputar-se em Portugal (Guimarães e Porto), de 5 a 9 de Junho de 2019. São despromovidos à Liga B (edição de 2020/21): Alemanha, Islândia, Polónia e Croácia.

Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.

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20 Novembro, 2018 at 10:44 pm Deixe um comentário

Portugal – Polónia (Liga das Nações – 6.ª Jornada)

Portugal Portugal – Beto, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Kevin Rodrigues, Renato Sanches, Danilo Pereira, William Carvalho, Raphaël Guerreiro (61m – João Mário), Rafa Silva (70m – Bruma) e André Silva (87m – Éder)

Itália Polónia – Wojciech Szczęsny, Tomasz Kędziora, Thiago Cionek, Jan Bednarek, Bartosz Bereszyński, Kamil Grosicki (79m – Damian Kądzior), Mateusz Klich (75m – Jacek Góralski), Piotr Zieliński (90m – Damian Szymański), Grzegorz Krychowiak, Przemysław Frankowski e Arkadiusz Milik

1-0 – André Silva – 34m
1-1 – Arkadiusz Milik (pen.) – 66m

Cartões amarelos – Rúben Dias (64m) e João Mário (90m); Thiago Cionek (11m), Jan Bednarek (28m) e Przemysław Frankowski (78m)

Cartão vermelho – Danilo Pereira (63m)

Árbitro – Sergei Karasev (Rússia)

Tendo garantido, já de antemão, o apuramento para a fase final da prova, sem outros grandes objectivos que não o de manter a invencibilidade, a selecção de Portugal não foi além de um empate na recepção a uma selecção da Polónia, que, não obstante estar já virtualmente despromovida à “Liga B”, tinha em jogo neste desafio o estatuto de “cabeça-de-série” no sorteio para a fase de qualificação do EURO 2020, o que viria a alcançar, em detrimento da Alemanha.

A equipa portuguesa até entrou bem no jogo, colocando-se em vantagem pouco depois da meia hora, que conservaria até meio da etapa complementar. Então, com a expulsão de Danilo Pereira e a sanção com uma grande penalidade, que proporcionou a igualdade aos polacos, a tendência da partida virou a favor dos visitantes, tendo, até final, a formação nacional privilegiado a manutenção do resultado.

20 Novembro, 2018 at 10:41 pm Deixe um comentário

Itália – Portugal (Liga das Nações – 5.ª Jornada)

Itália Itália – Gianluigi Donnarumma, Alsessandro Florenzi, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Cristiano Biraghi, Marco Verratti (81m – Lorenzo Pellegrini), Jorginho, Nicolo Barella, Federico Chiesa (87m – Domenico Berardi), Ciro Immobile (74m – Kevin Lasagna) e Lorenzo Insigne

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Mário Rui, Pizzi (68m – João Mário), William Carvalho, Rúben Neves, Bruma (85m – Raphaël Guerreiro), Bernardo Silva e André Silva (90m – Danilo Pereira)

Cartões amarelos – Jorginho (54m), Leonardo Bonucci (72m) e Federico Chiesa (85m); Rúben Neves (32m), Mário Rui (35m) e João Cancelo (51m)

Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)

A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão por parte do conjunto italiano, teve de “sofrer a bom sofrer” – em particular na primeira metade do desafio – para manter o nulo no marcador, o suficiente para lhe proporcionar ser a primeira selecção a garantir a qualificação para a “final four” desta edição inaugural da Liga das Nações da UEFA.

“Empurrada” para o seu meio-campo, a turma nacional raramente conseguiu libertar-se e sair para a contra-ofensiva, não obstante tenha conseguido, no decurso da segunda parte, manter a bola geralmente afastada da sua zona de risco.

No final, um desfecho lisonjeiro para o grupo luso, que confirmou, não obstante, a sua solidez defensiva e o grau de dificuldade que consubstancia para qualquer opositor.

17 Novembro, 2018 at 10:56 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 5ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Holanda-França – 2-0

1.º França, 7; 2.º Holanda, 6; 3.º Alemanha, 1

Grupo 2 – Bélgica-Islândia – 2-0

1.º Bélgica, 9; 2.º Suíça, 6; 3.º Islândia, 0

Grupo 3 – Itália-Portugal – 0-0

1.º Portugal, 7; 2.º Itália, 5; 3.º Polónia, 1

Grupo 4 – Croácia-Espanha – 3-2

1.º Espanha, 6; 2.º Inglaterra e Croácia, 4

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”). O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2020/21). Portugal é o primeiro país apurado para a fase final, única selecção a conseguir o apuramento antes da última jornada. Estão já matematicamente despromovidas à Liga B a Alemanha, a Islândia e a Polónia.

Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.

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17 Novembro, 2018 at 10:55 pm Deixe um comentário

Polónia – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

Itália Polónia – Łukasz Fabiański, Bartosz Bereszyński (45m – Tomasz Kędziora), Kamil Glik, Jan Bednarek, Artur Jędrzejczyk, Piotr Zieliński, Grzegorz Krychowiak, Mateusz Klich (63m – Jakub Błaszczykowski), Rafał Kurzawa (64m – Kamil Grosicki), Robert Lewandowski e Krzysztof Piątek

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, William Carvalho, Rafa Silva (84m – Danilo Pereira), Rúben Neves, Pizzi (74m – Renato Sanches), Bernardo Silva (90m – Bruno Fernandes) e André Silva

1-0 – Krzysztof Piątek – 18m
1-1 – André Silva – 31m
1-2 – Kamil Glik (p.b.) – 43m
1-3 – Bernardo Silva – 52m
2-3 – Jakub Błaszczykowski – 77m

Cartões amarelos – Mateusz Klich (48m) e Grzegorz Krychowiak(62m); André Silva (37m), William Carvalho (67m), Pepe (74m) e Mario Rui (78m)

Árbitro – Carlos del Cerro (Espanha)

Outra vez sem Cristiano Ronaldo – numa espécie de “sabática”, a pretexto da necessária adaptação ao novo clube, Juventus -, e aproveitando para uma importante renovação da equipa, a selecção de Portugal voltou a dar muito boa conta de si, ainda para mais com uma excelente reacção à situação inicial de desvantagem.

Bastante personalizada, com uma bela dinâmica de jogo, a formação portuguesa, revelando grande superioridade, não deu hipóteses a um adversário difícil como é a Polónia, a actuar no seu reduto, marcando três golos num curto período de apenas cerca de vinte minutos.

Uma vitória que deixa a qualificação da selecção nacional para a fase final – nesta altura muito bem encaminhada – nas mãos dos… polacos, caso estes, pelo menos, empatem com a Itália, ou, em caso de triunfo dos transalpinos, a depender de um empate português em terreno italiano.

11 Outubro, 2018 at 9:46 pm Deixe um comentário

Portugal – Itália (Liga das Nações – 2.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, Pizzi (74m – Renato Sanches), Rúben Neves, William Carvalho (84m – Sérgio Oliveira), Bruma (77m – Gelson Martins), Bernardo Silva e André Silva

Itália Itália – Gianluigi Donnarumma, Manuel Lazzari, Mattia Caldara, Alessio Romagnoli, Domenico Criscito (74m – Emerson Palmieri), Bryan Cristante (79m – Andrea Belotti), Jorginho, Giacomo Bonaventura, Simone Zaza, Federico Chiesa e Ciro Immobile (59m – Domenico Berardi)

1-0 – André Silva – 48m

Cartões amarelos – Rúben Neves (42m) e Pepe (90m); Domenico Criscito (42m) e Federico Chiesa (58m) e Domenico Berardi (70m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

Na estreia absoluta da selecção de Portugal na novíssima competição da UEFA, Fernando Santos optou por apresentar uma formação renovada, incluindo como “titulares” quatro jogadores que não haviam integrado a convocatória para o Mundial (João Cancelo, Pizzi, Rúben Neves, Bruma) – sendo que também Rúben Dias e Mário Rui não alinharam em qualquer jogo na Rússia.

Ou seja, os “históricos” resumiam-se a dois elementos de campo (Pepe e William Carvalho), a que acresce o guarda-redes Rui Patrício – para além da jovem dupla que se começa a impor, formada por Bernardo Silva e André Silva.

Ainda assim, uma “revolução” não tão grande como a adoptada por Roberto Mancini que, dos “habituais” seleccionados da Itália – que, recorde-se, falhara o apuramento para a fase final do Mundial -, apenas reteve Simone Zaza e Ciro Immobile, tendo, por outro lado, feito “rodar” nada menos de nove dos jogadores que, há apenas três dias, tinham empatado com a Polónia, na jornada inaugural desta prova.

A “Liga das Nações” – com algo de misto de jogos de competição/”amigáveis” (terá relevância, quando mais não seja, pela oportunidade que proporciona de “repescagem” para o EURO, para as selecções às quais a qualificação corra mal) – parece surgir assim como um espaço privilegiado para o lançamento de novos valores.

Esta partida em concreto tinha inerente um outro aliciante: o facto de Portugal não conseguir ganhar um jogo oficial frente à Itália, no escalão de seniores, há mais de 60 anos (em Dezembro de 1957, em partida de qualificação para o Mundial de 1958, então com triunfo por 3-0, no que era, até à data, o único triunfo português)!

Pois, sem a “estrela” maior do firmamento do futebol lusitano, Cristiano Ronaldo, os jovens deram muito boa conta de si, tendo conseguido – enfim – “matar o borrego”…

Com um primeiro tempo de bom nível, a equipa portuguesa desaproveitou algumas boas ocasiões para se colocar em vantagem, com dois remates de William Carvalho a passarem perto do poste da baliza italiana, uma boa intervenção de Bonaventura, a “salvar” o golo em cima da linha, após de remate de Bernardo Silva, para além de uma bola na trave, na sequência de tentativa de desvio de Cristante.

Logo a abrir a segunda metade, surgiria então o golo, escasso para tanto labor ofensivo, mas o suficiente para alcançar a desejada vitória: Bruma recuperou a bola, avançou no terreno, acabando a bola por sobrar para André Silva, que remataria sem hipótese de defesa para o seu antigo colega do AC Milan, o jovem guardião Donnarumma.

O guarda-redes italiano evitaria ainda que Portugal tivesse ampliado a vantagem, numa excelente defesa a remate de Bernardo Silva, assim como, próximo do final, se arrojou ao chão, para impedir que Renato Sanches pudesse concretizar com êxito.

Perante uma selecção italiana ainda em processo “experimental” de construção,  que quase nunca foi uma ameaça efectiva, Portugal, foi um justíssimo vencedor, não traduzindo o marcador a superioridade evidenciada.

10 Setembro, 2018 at 9:40 pm Deixe um comentário

Desempate por grandes penalidades nos Mundiais e Europeus – 2004-2018

Mundiais e Europeus - GP - 2004-2018
(clicar na imagem para ampliar)

Num levantamento das situações de desempate da marca de grande penalidade verificadas nos Campeonatos da Europa de 2004, 2008, 2012 e 2016 e dos Campeonatos do Mundo de 20062010, 2014 e 2018, registaram-se, no total, 23 casos de empate no final do prolongamento: 2 em cada uma das competições de 2004, 2008, 2010 e 2012; 3 em 2016; 4 em 2006, 2014 e 2018.

Das 219 tentativas, 154 foram convertidas em golo (70,3%); 41 foram defendidas pelos guarda-redes (18,7%) – o que significa um total de 195 remates enquadrados com a baliza (89,0%) – apenas tendo 24 remates tido outra direcção: 6 a embater na trave e 4 no poste; 9 ao lado, e outros 5 por alto.

Nas sequências de remates – sendo que apenas por oito vezes se completaram as 10 tentativas previstas regulamentarmente -, o remate mais bem sucedido tem sido o 2.º (78% de eficácia), seguido de perto pelo 3.º e 5.º remates (74%).

Nos casos em que se completou a série de dez remates, esta 10.ª tentativa regista uma percentagem de sucesso de 75% (6 golos em 8 remates), praticamente a par do 9.º remate (este, com a particularidade de ter sido a tentativa decisiva em 11 dos casos, com 74% de aproveitamento, nas 19 situações em que ocorreu).

No pólo oposto, aquele em que se tem verificado maior propensão ao erro é, sobretudo, o 8.º (com apenas 52% de aproveitamento – 11 em 21 ocasiões -, surgindo os guarda-redes particularmente “inspirados”, com 38% de defesas!), seguido da 6.ª tentativa (convertida em golo apenas em 65% dos casos).

O que nos conduz a uma outra tendência, já antes constatada, pese embora agora bastante atenuada (em função dos desfechos dos desempates do EURO 2016 e do Mundial 2018): a de as equipas que iniciam a marcação parecerem ser de alguma forma beneficiadas (pelo efeito psicológico da tensão nervosa que se gera em que vai rematar em desvantagem, pelo menos momentânea); efectivamente, em 13 destes 23 casos, a equipa que marcou primeiro acabou por vencer.

Em termos aritméticos, o pior resultado foi o da Suíça, frente à Ucrânia, no Mundial 2006, perdendo por 0-3, tendo permitido, nas três tentativas de que dispôs, duas defesas do guarda-redes, e rematado uma vez à trave.

Os jogos em que os rematadores foram mais eficazes foram o Itália-França (Mundial 2006), o Paraguai-Japão (Mundial 2010), o Costa Rica-Grécia (Mundial 2014), o Portugal-Polónia (EURO 2016) e, principalmente, o Suíça-Polónia (EURO 2016), em todos os casos apenas com uma falha (sendo que o último deles foi o único em que se completaram as dez tentativas).

Ao invés, aqueles em que estiveram mais desastrados foram, para além do referido Ucrânia-Suíca (4 falhas em 7 tentativas), o Portugal-Inglaterra (5 falhas, em 9 – com destaque para as 3 defesas de Ricardo aos 4 remates ingleses, um record) e o Brasil-Chile e o Croácia-Dinamarca (ambos com 5 falhas em 10 remates, salientando-se também, neste último caso, as três defesas de Danijel Subašić… e duas de Kasper Schmeichel).

A Inglaterra vinha sendo a principal “vítima” deste sistema de desempate, derrotada por 3 vezes (nos Europeus de 2004 e 2012 e no Mundial de 2006) – sendo que duas dessas vezes foram frente a Portugal – tendo, agora, no Mundial 2018, superado a Colômbia. Com dois desempates perdidos, temos a Itália (também, outros dois, ganhos) e a Suíça.

Portugal tem três êxitos nesta fórmula de desempate (EURO 2004 e Mundial 2006, ambos frente à Inglaterra, e EURO 2016, ante a Polónia), tendo perdido uma vez, com a Espanha (EURO 2012).

A Alemanha, Croácia, Espanha, Holanda e Itália tiveram duas vitórias cada, sendo que os alemães são os únicos que nunca perderam no decurso deste período de 14 anos (em que se realizaram oito fases finais destas competições).

15 Julho, 2018 at 9:07 pm Deixe um comentário

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