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Mundial 2026 – Portugal – Uzbequistão

Portugal Uzbequistão 5-0

Portugal Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves (76m – Bernardo Silva), Vítor Ferreira “Vitinha” (83m – Rafael Leão), Pedro Neto (45m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, João Félix (63m – Francisco Trincão) e Cristiano Ronaldo

Uzbequistão Abduvohid Nematov, Abdukodir Khusanov, Abdulla Abdullaev, Rustam Ashurmatov, Bekhruzdjon Karimov (90m – Ruslanbek Jiyanov), Odiljon Hamrobekov (45m – Akmal Mozgovoy), Otabek Shukurov (90m – Sherzod Esanov), Sherzod Nasrullayev (45m – Khojiakbar Alijonov), Abbosbek Fayzullaev (73m – Igor Sergeev), Azizjon Ganiev e Eldor Shomurodov

1-0 – Cristiano Ronaldo – 6m
2-0 – Nuno Mendes – 17m
3-0 – Cristiano Ronaldo – 39m
4-0 – Abduvohid Nematov (p.b.) – 60m
5-0 – Rafael Leão – 87m

Cartões amarelos – Renato Veiga (68m); Odiljon Hamrobekov (14m)

Árbitro – Jalal Jayed (Marrocos)

NRG Stadium, Houston (12h00 / 18h00)

Como não poderia deixar de ser, a selecção de Portugal reagiu de forma positiva, realizou um jogo sério, competente (peso embora tenha ainda pecado na finalização) e, desta vez, a mostrar “trabalho de casa”. E, naturalmente, o resultado é o reflexo de uma boa actuação, mas, também, necessariamente, de um opositor com notórias debilidades.

A atitude foi a melhor, desde início, com uma entrada a “todo o gás”, a empurrar a equipa do Uzbequistão para as imediações da sua área, e, tendo a selecção nacional, por coincidência, voltado a chegar ao golo logo aos seis minutos (tal como sucedera na partida inaugural), já antes disso criara um par de situações de perigo, primeiro numa excelente execução de Bruno Fernandes, mas com um defesa a oferecer o corpo à bola, salvando “in extremis”, e, de seguida, Cristiano Ronaldo a ficar a centímetros de conseguir desviar para o golo.

O mesmo Cristiano, num remate ao seu melhor estilo, “em raquete”, estreava-se a marcar – depois da sofrível exibição no primeiro desafio, em que, praticamente, “passara ao lado” do jogo – , o que o levaria, no final, a gritar, para as câmaras: “I’m back”. Mesmo que tal não corresponda à realidade, a verdade é que se tornou no primeiro jogador a marcar em 6 edições do Campeonato do Mundo (num período de [mais de] vinte anos ao mais alto nível, entre 2006 e 2026), uma proeza fantástica, porventura insuperável!

A turma portuguesa, imbuída de uma forte vontade de mostrar serviço, continuou a acelerar, criando um turbilhão de lances ofensivos – quase se esquecendo de defender, o que, neste caso em concreto, acabou por não se revelar necessário –, não surpreendendo que tenha ampliado a contagem pouco depois de completado o primeiro quarto de hora. Num livre, de que o árbitro demorou eternidades a autorizar a sua marcação, o guarda-redes Nematov foi surpreendido pela postura de Ronaldo, com todo um demorado ritual de preparação, acabando por, subitamente, ser Nuno Mendes a desferir um inapelável tiro, muito colocado, directo para o fundo da baliza.

A famigerada pausa para hidratação, adoptada nos jogos deste “Mundial” (na prática a fazer dividir os encontros em “quatro partes”, com evidente aproveitamento com intuitos comerciais) teve associada, nos minutos seguintes, alguma quebra de foco e de intensidade. Mas por pouco tempo, porque, ainda antes do intervalo, Cristiano Ronaldo, numa boa desmarcação, sobre o lado direito da grande área, bisava, chegando aos dez golos em “Mundiais”, superando a marca de nove tentos apontados por Eusébio (este, numa única edição, em 1966!…).

E poderia bem ter chegado ao “hat-trick” (ou mais!…), noutras oportunidades, uma delas em que houve uma “embrulhada” com a defesa contrária, no momento em que procurava visar as redes contrárias, com a bola ainda a ressaltar, tendo Khusanov salvado em cima da linha de golo; e, noutro livre, em que, de novo, ficou patente a preparação das “bolas paradas”, desta feita com Cristiano (sempre ele!) como que a desinteressar-se do lance, mas a correr rapidamente por entre a barreira, surpreendendo todos os adversários, e o livre a ser marcado com a bola “picada”, para Ronaldo ir captar mais à frente, isolado frente ao guardião, com o qual chocaria, acabando a bola por se perder.

Na segunda metade a toada do jogo não se alteraria, mesmo que a ritmo mais moderado, vindo Portugal a chegar ao 4-0 à passagem do quarto de hora, na sequência de um pontapé de canto, com a bola, depois de um toque subtil de Cristiano na pequena área, a tabelar num defesa e, ainda, no guarda-redes, acabando por anichar-se no fundo das redes.

Aos 74 minutos, Cristiano Ronaldo – desta feita muito em jogo –, teve mais uma notável acção, com dois toques dentro da área e um remate bem direccionado, a requerer apertada intervenção de Nematov, a evitar o que poderia ter sido mais um golo. Mais dez minutos volvidos seria também Bruno Fernandes a testar a atenção do guarda-redes, com um pontapé de meia distância.

O quinto golo acabaria mesmo por chegar, numa exímia intervenção de Rafael Leão, a rematar de baixo para cima, com a bola a sair muito colocada, sem hipóteses de defesa. E, a fechar, já em tempo de compensação, num remate cruzado de Francisco Trincão, a bola sairia muito ligeiramente ao lado do poste mais distante.

Em síntese, foram cinco, poderiam ter sido até dez. O corolário de uma boa exibição da equipa portuguesa, a querer demonstrar que sabe jogar bem mais do que tinha feito na abertura. Mas, terá de assinalar-se, perante uma oposição bastante frágil.

Em qualquer caso, o mais importante nesta fase – o apuramento para os 1/16 avos de final – deverá ter sido já assegurado, com os quatro pontos já averbados (dependendo das pontuações finais que os 3.º classificados dos vários grupos venham a obter, mas não sendo crível que – para mais com a boa margem de golos de que dispõe – possa haver oito dessas selecções com melhor registo).

23 Junho, 2026 at 8:00 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Portugal – R. D. Congo

Portugal R. D. Congo 1-1

Portugal Diogo Costa, João Cancelo, Tomás Araújo, Renato Veiga, Nuno Mendes (72m – Nélson Semedo), João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (83m – Gonçalo Ramos), Bernardo Silva (45m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, Pedro Neto (72m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo

R. D. Congo Lionel Mpasi-Nzau, Aaron Wan-Bissaka (85m – Gédéon Kalulu), Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi, Fuka-Arthur Masuaku (74m – Joris Kayembe), Samuel Moutoussamy, Ngal’ayel Mukau (57m – Noah Sadiki), Edouard “Edo” Kayembe (74m – Charles Pickel), Cédric Bakambu (85m – Simon Banza) e Yoane Wissa

1-0 – João Neves – 6m
1-1 – Yoane Wissa – 45m

Cartões amarelos – Bernardo Silva (13m), Nélson Semedo (88m) e Tomás Araújo (90m); Chancel Mbemba (32m)

Árbitro – Abdulrahman Al-Jassim (Qatar)

NRG Stadium, Houston (12h00 / 18h00)

Na estreia portuguesa no Mundial, o resultado foi mau. Poderia ter sido pior; poderia ter sido melhor. Mas, pior que o resultado foi a exibição, completamente desinspirada.

Como ponto prévio, de enquadramento, deverá atentar-se que, dos 16 jogadores que alinharam pela equipa da R. D. Congo, somente três são naturais do país (os defesas centrais Mbemba e Tuanzebe, e Kayembe); sendo nada menos de oito os nascidos em França, para além de três originários da Bélgica. Por seu lado, quinze deles militam em clubes europeus (a única excepção é Banza, ex-Braga, actualmente no Al Jazira, nos Emiratos Árabes Unidos): destacam-se os contingentes de Inglaterra (cinco, no Newcastle, Sunderland, West Ham, Burnley e Watford) e de França (quatro jogadores, dois no Lille, Lens e Havre).

Isto dito, não se trata de uma selecção “qualquer”, mas, que, obviamente, não justifica que a turma nacional não tivesse tido a competência para se impor em termos do desfecho da partida.

Até porque, completados apenas os cinco minutos iniciais, Portugal logo se colocou em vantagem, num oportuno desvio de cabeça de João Neves, mais rápido (e melhor posicionado) que os defesas contrários. Esse golo não alterou a toada de jogo da formação congolesa, que persistiu remetida à sua zona recuada, oferecendo a iniciativa – e a bola – ao conjunto português. Os dados estatísticos eram avassaladores, quase a aproximar-se de 80% de posse bola, mas uma posse absolutamente estéril, com escasso número de remates à baliza.

A equipa nacional ter-se-á (mesmo que subconscientemente) mentalizado que outro(s) golo(s) acabariam por surgir, em contraponto à falta de criatividade que, sobre o relvado, ia evidenciando, notoriamente falha de dinâmica e intensidade, e com elementos que pareciam como que alheados do jogo, em que nada lhes saía bem (com exemplos mais evidentes nos péssimos desempenhos de Bernardo Silva, Nuno Mendes e João Cancelo). Do lado do opositor, o seu guarda-redes, Mpasi-Nzau, tinha uma tarde “descansada”, como porventura não imaginaria.

Há, necessariamente, que abordar ainda o “elefante na sala”: o grande problema que, hoje em dia, Cristiano Ronaldo representa, sem participação a nível de futebol associativo, sem o fulgor (físico e de explosão) que o caracterizou, e, objectivamente, ineficaz.

Cristiano não soube “sair a tempo”, com a ânsia dos records, e até nisso (do maior número de golos marcados na carreira) é bem provável que acabe também por vir a ser ultrapassado (a “breve prazo”, por Messi).

Ronaldo foi, neste desafio, quase que “um jogador a menos”… ou, pior, ao interpor-se, com um remate falhado, num lance em que a bola iria sobrar para Bruno Fernandes, muito melhor posicionado para visar a baliza. Na minha perspectiva, uma opção inconcebível para alinhar como titular, numa selecção com aspirações a fazer (boa) figura na prova.

Voltando ao colectivo, perante a exibição efectuada, suscita-se igualmente a interrogação: o que farão nos treinos?… Uma vez que não foi visível qualquer “trabalho de casa”, tal a falta de ligação entre sectores, parecendo cada um por si. E, também aqui, há um inevitável “bode expiatório”, Roberto Martínez.

E, naturalmente, à medida que o tempo ia passando, o conjunto congolês ia adquirindo maior confiança, começando, aqui e ali, a despontar, e a conseguir levar algumas investidas até ao sector defensivo contrário.

Estávamos a entrar já no último dos cinco minutos de tempo de compensação concedido pelo árbitro, quando, na sequência de um pontapé de canto, mas com uma jogada trabalhada, de alguma envolvência, a R. D. Congo chegou ao golo do empate, num lance em que, pela passividade demonstrada, não saindo dos postes, Diogo Costa também não poderá passar incólume, a par, claro está, dos centrais, que permitiram que Wissa tivesse todo o espaço disponível para visar com êxito a baliza.

Na segunda parte, o jogo continuou a arrastar-se, agora já sem uma tendência de “domínio” tão definida, sendo que o grupo africano ia ameaçando, a espaços, em mais de um par de ocasiões, poder tentar chegar de novo ao golo. O futebol estereotipado da equipa portuguesa, com insistentes lateralizações (e algumas vãs tentativas de cruzamento para a área), não dava sinais de uma reacção positiva, e, na realidade, o lance de maior perigo terá sido o tal em que a bola acabou por não chegar a Bruno Fernandes…

Se Portugal foi “superior” em termos de controlo de jogo, sim, claro. Se essa “superioridade” seria de molde a justificar a vitória, será decerto mais discutível.

Os sinais transmitidos são preocupantes, tanto mais que não se vislumbra, em Roberto Martínez (tradicionalmente muito conservador), o necessário “golpe de asa”, que permita à equipa ter outro tipo de desempenho, muito mais assertivo e efectivo, perante adversários que, tendencialmente, privilegiam o risco mínimo e a protecção da sua baliza.

Em qualquer caso, não passará pela cabeça de ninguém repetir um desempenho tão fraco, e, sobretudo, não ganhar o próximo jogo, frente ao Uzbequistão…

17 Junho, 2026 at 8:00 pm Deixe um comentário

Convocados para o Mundial 2026

Guarda-redes – Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton) e Rui Silva (Sporting) + Ricardo Velho (Gençlerbirliği)

Defesas – Nélson Semedo (Fenerbahçe), Diogo Dalot (Manchester United), João Cancelo (Barcelona), Rúben Dias (Manchester City), Renato Veiga (Villarreal), Gonçalo Inácio (Sporting), Tomás Araújo (Benfica), Matheus Nunes (Manchester City) e Nuno Mendes (Paris Saint-Germain)

Médios – Rúben Neves (Al-Hilal), Samuel “Samú” Costa (Mallorca), João Neves (Paris Saint-Germain), Vítor Ferreira “Vitinha” (Paris Saint-Germain), Bruno Fernandes (Manchester United) e Bernardo Silva (Manchester City)

Avançados – João Félix (Al-Nassr), Francisco Trincão (Sporting), Francisco Conceição (Juventus), Pedro Neto (Chelsea), Rafael Leão (AC Milan), Gonçalo Guedes (Real Sociedad), Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain) e Cristiano Ronaldo (Al-Nassr)

O seleccionador nacional, Roberto Martínez, anunciou esta tarde o nome dos 27 jogadores (incluindo um guarda-redes “de reserva”, Ricardo Velho) convocados para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar de 11 de Junho a 19 de Julho, nos EUA, Canadá e México.

Em relação à anterior competição (“EURO 2024”) verifica-se a entrada de oito jogadores: Rui Silva, Ricardo Velho, Renato Veiga, Tomás Araújo, Matheus Nunes, Samuel “Samú” Costa, Francisco Trincão e Gonçalo Guedes.

Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados os seguintes jogadores: Rui Patrício, António Silva, Danilo Pereira, Pepe (final de carreira), João Palhinha e Otávio Monteiro, para além do malogrado Diogo Jota.

Na convocatória hoje anunciada, os maiores contingentes são os de jogadores que representam o Paris Saint-Germain (quatro), Manchester City e Sporting (três cada), seguindo-se os do Al-Nassr e Manchester United (2 cada). Benfica e FC Porto contam apenas um jogador seleccionado, numa lista em que 22 dos convocados alinham em clubes estrangeiros.

19 Maio, 2026 at 2:42 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Qualificação da Zona Europeia – Play-off (“Finais”)

ABósnia e Herzegovina – Itália – 1-1 (1-1 a.p.) (4-1 g.p.)
BSuécia – Polónia – 3-2
C – Kosovo – Turquia – 0-1
DChéquia – Dinamarca – 1-1 (2-2 a.p.) (3-1 g.p.)

A Bósnia e Herzegovina integra o Grupo B da Fase Final do Mundial (com Canadá, Suíça e Qatar); a Suécia integra o Grupo F (com Países Baixos, Japão e Tunísia); a Turquia integra o Grupo D (com EUA, Austrália e Paraguai); e a Chéquia integra o Grupo A (com México, Coreia do Sul e África do Sul).

Haviam já garantido o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026 os vencedores dos doze grupos de qualificação: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia.

31 Março, 2026 at 9:43 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Qualificação da Zona Europeia – Play-off (“Meias-finais”)

Play-off A

Itália – I.Norte – 2-0
País de Gales – Bósnia e Herzegovina – 1-1 (1-1 a.p.) (2-4 g.p.)

Play-off B

Ucrânia – Suécia – 1-3
Polónia – Albânia – 2-1

Play-off C

Turquia – Roménia – 1-0
Eslováquia – Kosovo – 3-4

Play-off D

Dinamarca – Macedónia do Norte – 4-0
Chéquia – Irlanda – 2-2 (2-2 a.p.) (4-3 g.p.)

Os jogos das “Finais” dos play-off de qualificação para o Mundial, da Zona Europeia, agendados para o próximo dia 31 de Março, terão o seguinte alinhamento:

A – Bósnia e Herzegovina – Itália
B – Suécia – Polónia
C – Kosovo – Turquia
D – Chéquia – Dinamarca

Haviam já garantido o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026 os vencedores dos doze grupos de qualificação: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia.

26 Março, 2026 at 10:45 pm Deixe um comentário

Sorteio – Mundial 2026

  Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D
México          Canadá          Brasil          EUA
Coreia do Sul   Suíça           Marrocos        Austrália
África do Sul   Qatar           Escócia         Paraguai
Pl.-off Eur.D   Pl.-off Eur.A   Haiti           Pl.-off Eur.C

  Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H
Alemanha        Países Baixos   Bélgica         Espanha   
Equador         Japão           Irão            Uruguai
Costa do Marfim Tunísia         Egipto          Arábia Saudita
Curaçau         Pl.-off Eur.B   Nova Zelândia   Cabo Verde

  Grupo I         Grupo J         Grupo K         Grupo L
França          Argentina       Portugal        Inglaterra
Senegal         Áustria         Colômbia        Croácia
Noruega         Argélia         Uzbequistão     Panamá
Pl.-off FIFA2   Jordânia        Pl.-off FIFA1   Ghana

Play-off Eur.A - Itália / P. Gales / Bósnia-Herzeg. / I. Norte
Play-off Eur.B - Ucrânia / Polónia / Albânia / Suécia
Play-off Eur.C - Turquia / Eslováquia / Kosovo / Roménia
Play-off Eur.D - Dinamarca / Chéquia / Irlanda / Maced. Norte
Play-off FIFA1 - R. D. Congo vs. Jamaica / Nova Caledónia
Play-off FIFA2 - Iraque vs. Bolívia / Suriname

Portugal estreia-se na Fase Final do Mundial 2026 a 17 de Junho, frente ao vencedor do play-off intercontinental (R. D. Congo / Jamaica / Nova Caledónia), em Houston; voltará a jogar a 23 de Junho, com o Uzbequistão (Houston), finalizando a fase de grupos a 27 de Junho, ante a Colômbia (Miami).

5 Dezembro, 2025 at 8:44 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Qualificação – Zona Europeia




As selecções da Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026, a disputar nos EUA, Canadá e México.

Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das quatro vagas restantes, as seguintes selecções: Eslováquia, Kosovo, Dinamarca, Ucrânia, Turquia, Irlanda, Polónia, Bósnia-Herzegovina, Itália, País de Gales, Albânia e R. Checa (2.º classificados de cada Grupo), para além de Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte (qualificados via “Liga das Nações”).

Para efeitos do sorteio das oito”semi-finais”, estas 16 equipas serão repartidas em 4 potes:

  • Pote 1 – Itália, Dinamarca, Turquia e Ucrânia
  • Pote 2 – Polónia, País de Gales, R. Checa e Eslováquia
  • Pote 3 – Irlanda, Albânia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo
  • Pote 4 – Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte

18 Novembro, 2025 at 11:13 pm Deixe um comentário

Portugal – Arménia (Mundial 2026 – Qualif.)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Renato Veiga, Rúben Dias (73m – Rúben Neves), João Cancelo (73m – Matheus Nunes), João Neves, Bruno Fernandes, Vítor Ferreira “Vitinha” (67m – João Félix), Bernardo Silva (56m – Carlos Forbs), Rafael Leão (56m – Francisco Conceição) e Gonçalo Ramos

Arménia Arménia – Henri Avagyan, Kamo Hovhannisyan, Styopa Mkrtchyan, Sergei Muradian, Erik Piloyan (56m – Georgii Arutiunian), Nayair Tiknizyan, Eduard Spertsyan, Karen Muradyan (82m – Artyom Bandikyan), Narek Aghasaryan (45m – Edgar Sevikyan), Artur Serobyan (45m – Zhirayr Shaghoyan) e Grant-Leon Ranos (65m – Arayik Eloyan)

1-0 – Renato Veiga – 7m
1-1 – Eduard Spertsyan – 18m
2-1 – Gonçalo Ramos – 28m
3-1 – João Neves – 30m
4-1 – João Neves
– 41m
5-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 45m
6-1 – Bruno Fernandes – 52m
7-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 72m
8-1 – João Neves – 81m
9-1 – Francisco Conceição – 90m

Cartão amarelo – Sergei Muradian (70m)

Árbitro – Irfan Peljto (Bósnia-Herzegovina)

Depois de ter falhado dois “matchpoints” naquela que terá sido, porventura, a mais fácil fase de qualificação, ninguém esperaria que a selecção portuguesa pudesse vir a baquear no objectivo do apuramento directo para o Mundial, dado necessitar, no pior dos cenários, de ganhar frente a um adversário muito frágil, como é a equipa da Arménia.

Compenetrado do seu papel, Portugal cedo inaugurou o marcador. Mas, como parecemos não gostar de coisas fáceis, ainda conseguimos complicar quando consentimos o tento do empate arménio, perante uma equipa que, até agora, nos cinco encontros anteriores, apenas marcara dois golos (ambos apontados na histórica vitória frente à Irlanda).

Mesmo numa fase inicial com exibição pouco convincente, valeu o pronto aproveitamento de uma falha defensiva – um inoportuno passe atrasado de um defesa – para recolocar a turma portuguesa em vantagem, e afastar qualquer eventual fantasma. Até porque, de imediato surgiria o terceiro golo. A festa podia começar.

E, naturalmente, numa lógica de vasos comunicantes, ao mesmo tempo que a selecção nacional se libertava (principalmente a nível mental, agora já sem qualquer bloqueio), podendo explanar o seu futebol e evidenciar a sua óbvia superioridade, a Arménia ia ficando cada vez mais perdida dentro de campo, sem conseguir acertar marcações, falha de rigor, mesmo não se remetendo a porfiada defesa.

Ao intervalo, já com o resultado em 5-1, perante os espaços e a margem de manobra concedidos pelo adversário, a percepção que se podia extrair é que a contagem só não chegaria aos dez se “nós não quiséssemos”.

Bruno Fernandes e, em especial, João Neves brilhariam a grande altura, cada um apontando um “hat-trick”, ficando na retina a espectacular conversão de um livre directo por parte do parisiense. A equipa não desligou, manteve a seriedade no jogo, e o “placard” foi-se avolumando com naturalidade.

E, numa exibição que acabou por ser de bom nível, só não se chegou à dezena de golos marcados por alguma falta de eficácia, não tendo faltado ocasiões para tal.

Esta última partida acabou por ser, de alguma forma, o reflexo do que foi esta fase de apuramento: tão fácil, que era quase impossível falhar. Mas, em qualquer caso, deverá atentar-se nos alertas que proporcionou, de situações a rectificar para a fase final.

Surpreendente foi a qualificação da Irlanda para o “play-off”, arrancando, in extremis, em período de compensação, uma sensacional vitória em Budapeste – com destaque para o herói Troy Parrott, autor de todos os cinco golos que proporcionaram os inesperados triunfos frente a Portugal e à Hungria –, ficando a selecção magiar, de forma incrível, imediatamente eliminada deste Mundial.

   GRUPO F             Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             6     4     1     1    20 - 7    13
2º Irlanda              6     3     1     2     9 - 7    10
3º Hungria              6     2     2     2    11 -10     8
4º Arménia              6     1     -     5     3 -19     3

6ª jornada

16.11.2025 – Hungria – Irlanda – 2-3
16.11.2025 – Portugal – Arménia – 9-1
(mais…)

16 Novembro, 2025 at 5:02 pm Deixe um comentário

Irlanda – Portugal (Mundial 2026 – Qualif.)

Irlanda Irlanda – Caoimhín Kelleher, Seamus Coleman, Nathan Collins, Dara O’Shea, Jake O’Brien, Liam Scales (86m – James Dunne), Finn Azaz (79m – Festy Ebosele), Jack Taylor (68m – Conor Coventry), Josh Cullen, Chiedozie Ogbene (86m – Michael “Mikey” Johnston) e Troy Parrott (68m – Adam Idah)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Gonçalo Inácio (45m – Renato Veiga), Rúben Dias, Diogo Dalot, João Neves (78m – Gonçalo Ramos), Vítor Ferreira “Vitinha”, Rúben Neves, Bernardo Silva (63m – Francisco Trincão), João Félix (63m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo

1-0 – Troy Parrott – 17m
2-0 – Troy Parrott – 45m

Cartões amarelos – Finn Azaz (38m) e Jack Taylor (45m) e Liam Scales (86m); João Cancelo (19m) e Rúben Dias (45m)

Cartão vermelho – Cristiano Ronaldo (59m)

Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)

Como disse Roberto Martínez: «Tudo o que podia correr mal, correu mal». Porquê?

Ao entrar em campo, já conhecedora do resultado obtido pela Hungria na Arménia, a selecção portuguesa sabia que só a vitória esta noite lhe proporcionaria confirmar já hoje o apuramento para o Mundial.

Fosse ou não por isso, a verdade é que Portugal assumiu a iniciativa do jogo desde o primeiro minuto, apresentando estatísticas demolidoras em termos de posse de bola (mais de 80%!). Mas, também cedo, desde logo ficou patente que a estratégia da Irlanda passava por oferecer a bola ao adversário, atrair os jogadores portugueses até às imediações da sua área, para, de pronto, mal recuperava a bola, fazer lançamentos em profundidade, para as costas da defesa, que, amiúde, se revelaram perigosos.

Enquanto Portugal, num jogo de paciência, ia trocando a bola entre os seus jogadores, com sucessivas trocas de flanco, procurando abrir uma brecha – teria sido necessário imprimir maior ritmo e intensidade –, mas sem, de facto, conseguir qualquer oportunidade flagrante de golo, já a Irlanda, cada vez que recuperava a bola, fazia soar as campainhas, face à velocidade das setas Ogbene e Parrott.

A acrescer a um ataque absolutamente improfícuo juntaram-se os erros defensivos, numa exibição muito pobre: na sequência de um atraso de um defesa para Diogo Costa, uma hesitação revelar-se-ia fatal; o guardião português não despachou a bola de primeira, e, já sem alternativa, no último instante, ao pontapeá-la, ela ressaltou no avançado contrário, ficando à sua mercê, não fora a estirada, “in extremis”, a desviar para canto. Na conversão da bola parada, muita passividade da defesa, dando liberdade para um primeiro toque de cabeça de um irlandês, encaminhando a bola para Parrott, também de cabeça, marcar, quase que como por “ricochete”.

Se a tarefa já não se antecipava fácil, perante um oponente remetido a uma porfiada defesa, concentrando nove (ou mais) dos seus elementos nas imediações da sua área, a partir do momento em que Portugal se viu em desvantagem, naturalmente, tudo se complicava.

E, isto, porque a selecção nacional nunca conseguiu dar sinais de poder encontrar antídoto para contrariar a forma de jogar de uma equipa empolgada pela forma como o jogo decorria e pelo entusiasta apoio do seu público.

A formação portuguesa ia procurando remar contra a maré, mas sem efeitos práticos. Ao invés, noutro contra-ataque, seria a Irlanda a ter a melhor ocasião para marcar, num remate ao poste de Ogbene.

E se as coisas já estavam más, piorariam ainda, a findar a primeira parte, com o segundo golo irlandês, outra vez por Parrot, desta feita num remate que fez a bola entrar junto ao poste, deixando pairar a dúvida se o guarda-redes teria possibilidade de fazer algo mais.

Perante a evidência de que o sector atacante não estava a carburar, mas parecendo dar primazia às falhas defensivas, o seleccionador nacional começou por fazer duas substituições no eixo da defesa, logo ao intervalo. No início da segunda parte, ainda se chegou a pensar que um golo de Portugal pudesse desbloquear a situação, mas seria “sol de pouca dura”.

O jogo acabou à hora de jogo, quando Cristiano Ronaldo se fez expulsar (vendo o primeiro cartão vermelho, em 226 jogos pela selecção), devido a uma cotovelada num defesa contrário, evidenciando o descontrolo emocional que alastrava à equipa. As alterações que Martínez promoveria logo de seguida, no sector ofensivo, chegavam, naturalmente, demasiado tarde. Até final, a Irlanda estaria mais perto de poder chegar ao terceiro golo do que Portugal de marcar.

O apuramento para o Mundial fica, pela segunda vez adiado, agora dependente de uma vitória frente à Arménia, no domingo (o empate poderá ser suficiente, desde que a Hungria não vença a Irlanda por mais de dois golos de diferença) – mas os indícios deixados neste jogo são preocupantes, na perspectiva de uma fase final, “mais a doer” do que estas eliminatórias, em que a margem de erro é extremamente diminuta.

   GRUPO F             Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             5     3     1     1    11 - 6    10
2º Hungria              5     2     2     1     9 - 7     8
3º Irlanda              5     2     1     2     6 - 5     7
4º Arménia              5     1     -     4     2 -10     3

5ª jornada

13.11.2025 – Arménia – Hungria – 0-1
13.11.2025 – Irlanda – Portugal – 2-0
(mais…)

13 Novembro, 2025 at 10:42 pm Deixe um comentário

Portugal – Hungria (Mundial 2026 – Qualif.)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (78m – Nuno Tavares), Bruno Fernandes (62m – Francisco Conceição), Rúben Neves (62m – João Palhinha), Vítor Ferreira “Vitinha”, Bernardo Silva, Pedro Neto (62m – João Félix) e Cristiano Ronaldo (78m – Gonçalo Ramos)

Hungria Hungria – Balázs Tóth, Loïc Négo, Willi Orbán, Attila Szalai, Milos Kerkez (79m – Márton Dárdai), András Schäfer (38m – Alex Tóth), Callum Styles (79m – Milán Vitális), Dominik Szoboszlai, Bendegúz Bolla (58m – Dániel Lukács), Roland Sallai e Barnabás Varga

0-1 – Attila Szalai – 8m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 22m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 45m
2-2 – Dominik Szoboszlai – 90m

Cartões amarelos – Bruno Fernandes (34m) e João Félix (90m); Callum Styles (50m) e Dániel Lukács (90m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Foi um jogo com algumas similitudes com o disputado na Hungria, e que, contrariamente às expectativas generalizadas, não permitiu festejar, já esta noite, o apuramento para o Mundial… que, no derradeiro minuto, ficaria adiado.

Tal como sucedera em Budapeste, Portugal entrou a perder, perante uma equipa que, ao longo de todo o desafio, mostrou que sabe jogar, desinibida, levando perigo até à área contrária por várias vezes. Tirando partido das bolas paradas, a turma magiar inaugurava o marcador, na sequência de um pontapé de canto, logo depois de Diogo Costa ter feito uma boa intervenção.

Portugal beneficiou, de seguida, do facto de a formação húngara ter, durante largo período, abdicado de subir no terreno, o que permitiu pensar o jogo e ir em busca da recuperação, com o tento da igualdade a surgir apenas um quarto de hora volvido, num bom centro de Nélson Semedo, com Cristiano Ronaldo, oportuno e bem posicionado, na pequena área, a ter apenas de empurrar a bola – estabelecendo então, com 40 tentos marcados, novo “record” absoluto de golos em jogos de qualificação para o Mundial.

E a equipa portuguesa, a jogar melhor do que na partida anterior, consumaria a reviravolta ainda antes do intervalo: se o primeiro golo tivera origem no flanco direito, o segundo nasceria na esquerda, com Nuno Mendes a fazer um cruzamento, em arco, que foi quase “meio golo”, com Cristiano Ronaldo, outra vez do lado contrário, novamente de primeira, com um toque decidido para o fundo da baliza.

A festa parecia poder começar. Só que os húngaros não estavam pelos ajustes. É verdade que Portugal teve infelicidade, com duas bolas a embater praticamente no mesmo ponto do poste da baliza de Balázs Tóth, à passagem da hora de jogo, primeiro num potente disparo, de meia distância, de Rúben Dias, e, no minuto imediato, a remate, mais em jeito, de Bruno Fernandes – que, a terem passado uns centímetros ao lado, teriam sentenciado o desfecho da partida.

Pouco depois de ter entrado em campo, João Félix poderia também ter marcado o terceiro golo português… Contudo, algo inexplicavelmente, o jogo como que ficaria “partido”, e a Hungria começaria a empurrar a equipa portuguesa para trás, tendo Szalai rematado também à trave, ainda com Rúben Dias a salvar o lance.

A selecção nacional retraiu-se, “encolheu-se” e “pôs-se a jeito”, face a uma equipa da Hungria ameaçadora, dispondo de vários pontapés de canto, até que, já em período de compensação, uma arrancada até à linha final originou um cruzamento, com a bola a percorrer toda a linha da pequena área, sem que ninguém a tivesse afastado, aparecendo Szoboszlai, completamente só, sem dificuldade em fazer o golo do empate, num verdadeiro “balde de água fria”.

A festa ficará anda (de)pendente de mais dois pontos (ou um, mantendo a vantagem na diferença de golos global) nos dois jogos que restam (deslocação à Irlanda e recepção à Arménia).

   GRUPO F             Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             4     3     1     -    11 - 4    10
2º Hungria              4     1     2     1     8 - 7     5
3º Irlanda              4     1     1     2     4 - 5     4
4º Arménia              4     1     -     3     2 - 9     3

4ª jornada

14.10.2025 – Irlanda – Arménia – 1-0
14.10.2025 – Portugal – Hungria – 2-2
(mais…)

14 Outubro, 2025 at 10:48 pm Deixe um comentário

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