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Convocados para o “EURO 2020”

Guarda-redes – Anthony Lopes (Lyon), Rui Patrício (Wolverhampton) e Rui Silva (Granada);

Defesas – João Cancelo (Manchester City), Nélson Semedo (Wolverhampton), José Fonte (Lille), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), Nuno Mendes (Sporting) e Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund);

Médios –  Danilo Pereira (Paris Saint-Germain), João Palhinha (Sporting), Rúben Neves (Wolverhampton), Bruno Fernandes (Manchester United), João Moutinho (Wolverhampton), Renato Sanches (Lille), Sérgio Oliveira (FC Porto) e William Carvalho (Bétis);

Avançados – Pedro Gonçalves (Sporting), André Silva (Eintracht Frankfurt), Bernardo Silva (Manchester City), Cristiano Ronaldo (Juventus), Diogo Jota (Liverpool), Gonçalo Guedes (Valencia), João Félix (Atlético Madrid) e Rafa Silva (Benfica).

O seleccionador nacional, Fernando Santos, anunciou esta noite o nome dos 26 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar de 11 de Junho a 11 de Julho em 12 cidades europeias.

Em relação à anterior competição (Mundial 2018) – em que o número de convocados era de 23 -, verifica-se uma significativa remodelação, com a entrada de treze jogadores: Rui Silva, João Cancelo, Nélson Semedo, Nuno Mendes, Danilo Pereira, João Palhinha, Rúben Neves, Renato Sanches, Sérgio Oliveira, Pedro Gonçalves, Diogo Jota, João Félix e Rafa Silva.

Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados os seguintes dez jogadores: Beto, Cédric Soares, Ricardo Pereira, Bruno Alves, Mário Rui, João Mário, Manuel Fernandes, Adrien Silva, Gelson Martins e Ricardo Quaresma.

Dos Campeões Europeus de há cinco anos, em França, mantêm-se os seguintes onze: os guardiões Rui Patrício e Anthony Lopes, Pepe, José Fonte, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Danilo Pereira, João Moutinho, Renato Sanches, Rafa Silva e Cristiano Ronaldo.

Na convocatória hoje anunciada, o Sporting conta com três jogadores, o FC Porto com dois, enquanto o Benfica tem somente um. Regista-se, portanto, um contingente de 20 elementos a actuar em clubes estrangeiros (nove do campeonato de Inglaterra, quatro de Espanha e de França, dois da Alemanha e um de Itália – face a um total de 17 na convocatória anterior -, com destaque para o Wolverhampton (com quatro representantes) e Manchester City (três).

20 Maio, 2021 at 10:28 pm Deixe um comentário

Luxemburgo – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Stade Josy Barthel, Luxemburgo

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Maxime Chanot, Lars Gerson, Michael Pinto (65m – Marvin Martins), Christopher Martins (87m – Aldin Skenderović), Olivier Thill (58m – Sébastien Thill), Leandro Barreiro, Vincent Thill (58m – Maurice Deville), Gerson Rodrigues e Danel Sinani (87m – Edvin Muratović)

Portugal Portugal – Anthony Lopes, João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Nuno Mendes, Rúben Neves (89m – Sérgio Oliveira), Renato Sanches, Bernardo Silva (68m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Diogo Jota (68m – Rafa Silva) e João Félix (41m – Pedro Neto)

1-0 – Gerson Rodrigues – 30m
1-1 – Diogo Jota – 45m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 51m
1-3 – João Palhinha – 80m

Cartões amarelos – Maxime Chanot (20m); Diogo Jota (39m) e Rúben Dias (70m) e Renato Sanches (83m)

Cartão vermelho – Maxime Chanot (87m)

Árbitro – Sergei Ivanov (Rússia)

Poderia supor-se que a equipa portuguesa – que saíra de Belgrado com um “amargo de boca” e uma inevitável sensação de injustiça (pela não validação do que teria sido o seu terceiro golo, e, consequentemente, da vitória) – entraria em campo, no Luxemburgo, disposta a, desde o primeiro minuto, expressar o seu sentimento de revolta.

Pois, a meia hora inicial do jogo mostraria precisamente o contrário: um lote de jogadores notoriamente desinspirados, com uma estranha passividade, a permitir ao Luxemburgo gerir o jogo de acordo com a sua conveniência.

Sabia-se que a selecção luxemburguesa tem feito progressos notórios, e que vinha, inclusivamente, de uma tão sensacional como surpreendente vitória na Irlanda. Acresce, naturalmente, a motivação de defrontar o Campeão da Europa em título, num grupo em que, ademais, são vários os jogadores com ligações afectivas a Portugal.

Ainda assim poucos seriam os que poderiam crer no resultado que se verificava aos trinta minutos: mercê de um tento da autoria de Gerson Rodrigues – nascido no Pragal – o Luxemburgo estava a ganhar aos campeões europeus!

Até então, a formação nacional dispusera de uma única ocasião de perigo, desaproveitada por Renato Sanches. Sentindo o “toque a rebate”, o “onze” português, claro, espevitaria, curiosamente com o recuo de Bernardo Silva, a apoiar Rúben Neves e Renato Sanches, vindo ainda a beneficiar de uma substituição forçada (por lesão de João Félix), com a entrada de Pedro Neto, o qual viria precisamente a estar no origem do golo do empate, cruzando para mais um cabeceamento de excelente execução do muito oportuno Diogo Jota, mesmo a findar a primeira metade da partida.

Um golo que surgiu na “altura certa”, proporcionado a Fernando Santos, no intervalo, uma conversa em tom algo diferente do que teria sido se se mantivesse a escandalosa situação de desvantagem.

Com a serenidade recuperada, Portugal viria a desferir, logo no recomeço, um golpe decisivo, com o golo de Cristiano Ronaldo, apenas com seis minutos decorridos, a operar a reviravolta e, necessariamente, a fazer duvidar os luxemburgueses da possibilidade de virem ainda a alcançar um resultado positivo. De imediato, Nuno Mendes poderia até ter ampliado a contagem…

O que não significa que a turma da casa tivesse abdicado de ir em busca de tal “proeza”, à medida que o tempo ia decorrendo e o resultado tangencial subsistia, tendo, em paralelo, a selecção portuguesa voltado a baixar a intensidade de jogo. À passagem dos 70 minutos, o Luxemburgo ameaçaria mesmo o empate, não fora a atenta intervenção de Anthony Lopes.

Por seu lado, Cristiano Ronaldo, continuando a denotar estar em mau momento de forma – porventura também afectado por alguma ansiedade em procurar fazer, rapidamente, os (agora) seis golos que o separam do “record” do iraniano Ali Daei -, não conseguiria desfeitear Anthony Moris, perdendo, no mesmo lance, duas soberanas ocasiões, no “cara-a-cara” com o guardião contrário (viria ainda, “à terceira”, a introduzir a bola na baliza, mas, então, já em posição irregular).

Portugal só descansaria enfim, a dez minutos do final, com o recém-entrado João Palhinha, muito eficaz, a apontar o terceiro golo, que selava o triunfo, que, por agora, lhe confere o 1.º lugar do Grupo (em igualdade pontual com a Sérvia), após uma intensa série de três jogos disputados, num bem curto período de apenas seis dias. Um registo claramente superior ao nível exibicional demonstrado…

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     3   2   1   -   6 - 3   7
2º Sérvia       3   2   1   -   7 - 5   7
3º Luxemburgo   2   1   -   1   2 - 3   3
4º Irlanda      2   -   -   2   2 - 4   -
5º Azerbaijão   2   -   -   2   1 - 3   -

3ª jornada

30.03.2021 – Azerbaijão – Sérvia – 1-2
30.03.2021 – Luxemburgo – Portugal – 1-3

(mais…)

30 Março, 2021 at 9:40 pm Deixe um comentário

Sérvia – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Stadion Rajko Mitić, Belgrado

Sérvia Sérvia – Marko Dmitrović, Nikola Milenković, Stefan Mitrović, Strahinja Pavlović, Darko Lazović (45m – Nemanja Maksimović), Sergej Milinković-­Savić, Nemanja Gudelj, Filip Kostić (71m – Mihailo Ristić), Dušan Vlahović (45m – Nemanja Radonjić), Dušan Tadić (81m – Filip Djuričić) e Aleksandar Mitrović (87m – Luka Jović)

Portugal Portugal – Anthony Lopes, Cédric Soares, Rúben Dias, José Fonte, João Cancelo (72m – Nuno Mendes), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (90m – João Palhinha), Sérgio Oliveira (72m – Renato Sanches), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Diogo Jota (85m – João Félix)

0-1 – Diogo Jota – 11m
0-2 – Diogo Jota – 36m
1-2 – Aleksandar Mitrović – 46m
2-2 – Filip Kostić – 60m

Cartões amarelos – Nemanja Maksimović (57m) e Aleksandar Mitrović (85m); Bruno Fernandes (53m), José Fonte (54m) e Cristiano Ronaldo (90m)

Cartão vermelho – Nikola Milenković (90m)

Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)

É inevitável começar por lamentar que a vitória tenha acabado por ser “sonegada” à equipa portuguesa por um crasso erro de arbitragem, sobretudo por um árbitro auxiliar que não fez o seu trabalho de forma competente, no derradeiro lance do encontro, quanto teve “todo o tempo do mundo” para ajuizar de forma correcta, sem qualquer impedimento visual: a bola, empurrada “in extremis” para a baliza por Cristiano Ronaldo (algo em desequilíbrio e num ângulo relativamente apertado) encaminhou-se lentamente para a baliza, com Mitrović, num desesperado “carrinho”, a tentar salvar sobre a linha de golo, mas, efectivamente, a repelir a bola quando esta tinha já ultrapassado o risco “fatal”.

Sendo muito difícil compreender que, num jogo de apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo, não esteja disponível a tecnologia da linha de golo, é com uma boa dose de benevolência que podemos aceitar que – sem conseguir ter a certeza de que a bola tivesse transposto por completo tal linha – tivesse optado por não dar indicação ao árbitro da validação do golo.

A intempestiva reacção de Cristiano Ronaldo (já depois de ter sancionado com cartão amarelo), retirando a braçadeira de capitão do braço e lançando-a ao chão, obviamente não lhe fica nada bem, não deixando de constituir um evidente sinal de revolta perante este grave erro, mas, em paralelo, expressando toda a frustração por um jogo em que nada lhe correu de feição.

De forma mais abrangente, Portugal começa por dever muito a si próprio não ter saído de Belgrado com os três pontos e, por consequência, com o que poderia constituir-se num passo decisivo para o apuramento, perante o seu adversário principal nesta fase de qualificação.

Apresentando-se com seis alterações no “onze” inicial face ao encontro da passada quarta-feira, e depois de uma boa entrada em jogo, assertiva, coroada com um primeiro golo logo aos 11 minutos (dando perfeita sequência a excelente passe de Bernardo Silva), e, de novo por outro cabeceamento de um inspirado Diogo Jota (agora a cruzamento de Cédric), a ampliar a vantagem para um “confortável” 2-0 – um resultado, não obstante, algo lisonjeiro face à exibição -, a selecção lusa voltaria apática no segundo tempo.

Surpreendida pelas alterações tácticas do adversário ao intervalo, ainda antes de ter tempo para perceber o que tinha mudado, já tinha sofrido um golo, logo no minuto inicial, tendo passado então por uma fase de claro desnorte, em que valeu a atenção de Anthony Lopes (face a remate com “selo de golo” de Dušan Tadić) para adiar males maiores.

Mas demoraria pouco o tento que possibilitou à Sérvia restabelecer a igualdade, aproveitando a recuperação de bola após o que seria um dos escassos bons ataques portugueses nessa segunda parte, beneficiando de uma situação de desequilíbrio defensivo, desta feita com Kostić a rematar sem hipótese.

Curiosamente, depois de ter visto esfumar-se a posição privilegiada de que tinha chegado a dispor, Portugal pareceu assentar o seu jogo, também em função de algumas alterações introduzidas por Fernando Santos, que permitiram reequilibrar a contenda.

Contudo, daí até final, não tendo criado outras soberanas oportunidades, o que teria sido o terceiro golo – ao minuto 93, com a Sérvia já reduzida a dez elementos -, chegaria numa altura em que, em rigor, o desempenho da equipa não justificara, num balanço global do tempo de jogo, a vitória neste desafio. Mas, como a “justiça” do marcador acaba, em última instância, por ser ditada pelas bolas que entram na baliza, temos de acabar como começámos: provocou uma enorme azia (quero acreditar que também para a equipa de arbitragem) que o golo de Cristiano Ronaldo não tivesse sido validado…

Que este episódio possa ter servido para se retirar as devidas ilações, por parte da UEFA e da FIFA, sobre a necessidade de ser mais “profissional” em jogos desta importância – não faz qualquer sentido, nos dias de hoje, que não estejam disponíveis meios tecnológicos para certificar que a bola ultrapassou a linha de golo!

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       2   1   1   -   5 - 4   4
2º Portugal     2   1   1   -   3 - 2   4
3º Luxemburgo   1   1   -   -   1 - 0   3
4º Azerbaijão   1   -   -   1   0 - 1   -
5º Irlanda      2   -   -   2   2 - 4   -

2ª jornada

27.03.2021 – Sérvia – Portugal – 2-2
27.03.2021 – Irlanda – Luxemburgo – 0-1

(mais…)

27 Março, 2021 at 10:40 pm Deixe um comentário

Portugal – Azerbaijão (Mundial 2022 – Qualif.)

Allianz Stadium, Turim

Portugal Portugal – Anthony Lopes, João Cancelo, Rúben Dias, Domingos Duarte, Nuno Mendes, Pedro Neto (63m – Rafa Silva), João Moutinho (45m – Bruno Fernandes), Rúben Neves (88m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (88m – Sérgio Oliveira) e André Silva (75m – João Félix)

Azerbaijão Azerbaijão – Shakhrudin Magomedaliyev, Maksim Medvedev, Elvin Badalov, Badavi Hüseynov, Anton Krivotsyuk, Abbas Hüseynov (45m – Anatolii Nuriiev), Emin Makhmudov (84m – Aleksey Isaev), Vugar Mustafayev (45m – Ismayil İbrahimli), Azer Salahli, Mahir Emreli (84m – Namik Alaskarov) e Ali Ghorbani (85m – Ramil Sheydaev)

1-0 – Maksim Medvedev (p.b.) – 36m

Cartões amarelos – Bruno Fernandes (82m); Mahir Emreli (52m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

Finalizados os 90 minutos (mais o inerente tempo de compensação) a questão que, inevitavelmente, perdura é: como foi possível que a selecção portuguesa não conseguisse “marcar” neste jogo?

Mesmo perante adversários que apresentam evidentes debilidades, raramente Portugal exerceu um domínio tão avassalador, instalando-se, praticamente de início a fim, no meio-campo contrário – em boa verdade, mais próximo da área -, sem que o oponente assumisse qualquer iniciativa, ou, sequer, se atrevesse a engendrar um lance ofensivo.

Com uma equipa que mostrou algum desequilíbrio nas suas acções, com as jogadas de ataque predominantemente carriladas pelo flanco direito, muito pela iniciativa de Pedro Neto, a equipa portuguesa empurrou a formação adversária para a sua zona mais recuada, com duas linhas de defesa praticamente sobrepostas, numa inusitada aglomeração de jogadores em tão reduzido espaço de terreno.

Portugal terá começado por denotar alguma ansiedade, procurando atacar “depressa demais”, com mais de 15 remates na primeira parte, dos quais, contudo, apenas cinco enquadrados com a baliza, numa sucessão “interminável” de cruzamentos, sempre a esbarrar numa “parede”.

Por curiosidade o que acabaria por ser o único golo da partida viria a decorrer de uma situação algo caricata: um lançamento em profundidade de Rúben Neves, com o guardião a antecipar-se, a socar a bola contra um seu colega de equipa, do que resultaria o seu ressaltar para dentro da baliza…

Pensou-se que o mais difícil – quebrar a resistência do opositor – estaria feito e que a selecção lusa poderia serenar e organizar melhor o seu ataque. Porém, não tendo o cariz de jogo sofrido qualquer alteração por parte do Azerbaijão, a equipa nacional viria gradualmente a baixar a intensidade de jogo, evidenciando inesperadas dificuldades para conseguir criar flagrantes ocasiões de golo. Ao contrário, à passagem dos 70 minutos, seria a formação adversária a provocar um pequeno susto, num remate que sairia por cima da baliza.

Nem de bola parada Portugal conseguia mostrar maior discernimento, com tentativas sempre desinspiradas. O melhor lance do desafio surgiria já na sua parte final, por João Félix, com o guarda-redes a salvar a sua baliza com uma defesa com a perna…

Como pano de fundo deste jogo – num contexto muito particular, jogado sem público, em campo neutro, inserido numa série de três jornadas a disputar numa única semana – perdura a preocupação com algum aparente “conformismo” mostrado pela selecção portuguesa, a partir de determinada altura como que “satisfeita” com a vantagem tangencial, porventura já a pensar no próximo compromisso, na Sérvia, apenas 72 horas depois.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       1   1   -   -   3 - 2   3
2º Portugal     1   1   -   -   1 - 0   3
3º Luxemburgo   -   -   -   -   - - -   -
4º Irlanda      1   -   -   1   2 - 3   -
5º Azerbaijão   1   -   -   1   0 - 1   -

1ª jornada

24.03.2021 – Portugal – Azerbaijão – 1-0
24.03.2021 – Sérvia – Irlanda – 3-2

24 Março, 2021 at 10:37 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Zurique, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2022 de Futebol, no que respeita à zona europeia, com a seguinte constituição dos Grupos:

Grupo A         Grupo B         Grupo C

Portugal        Espanha         Itália
Sérvia          Suécia          Suíça
Irlanda         Grécia          Irlanda Norte
Luxemburgo      Geórgia         Bulgária
Azerbaijão      Kosovo          Lituânia

Grupo D         Grupo E           Grupo F

França          Bélgica         Dinamarca
Ucrânia         País da Gales   Áustria
Finlândia       R. Checa        Escócia
Bósnia-Herzeg.  Bielorrússia    Israel
Cazaquistão     Estónia         Ilhas Faroé
                                Moldávia

Grupo G         Grupo H         Grupo I         Grupo J

Países Baixos   Croácia         Inglaterra      Alemanha
Turquia         Eslováquia      Polónia         Roménia
Noruega         Rússia          Hungria         Islândia
Montenegro      Eslovénia       Albânia         Macedónia N.
Letónia         Chipre          Andorra         Arménia
Gibraltar       Malta           San Marino      Liechtenstein

Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 55 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 10 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os dez segundos classificados disputarão (juntamente com duas selecções a apurar com base na Liga das Nações), em sistema de “play-off”, as restantes três vagas de apuramento.

7 Dezembro, 2020 at 6:46 pm Deixe um comentário

Croácia – Portugal (Liga das Nações – 6.ª Jornada)

Croácia Croácia – Dominik Livaković, Josip Juranović, Dejan Lovren, Mile Škorić, Domagoj Bradarić, Luka Modrić, Marko Rog, Mateo Kovačić (90m – Toma Bašić), Nikola Vlašić (83m – Mislav Oršić), Ivan Perišić e Mario Pašalić (64m – Josip Brekalo)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Rúben Semedo, Mário Rui (71m – João Cancelo), Danilo Pereira (77m – Sérgio Oliveira), João Moutinho, Bruno Fernandes (45m – Francisco Trincão), João Félix (71m – Bernardo Silva), Diogo Jota (77m – Paulinho) e Cristiano Ronaldo

1-0 – Mateo Kovačić – 29m
1-1 – Rúben Dias – 52m
1-2 – João Félix – 60m
2-2 – Mateo Kovačić – 65m
2-3 – Rúben Dias – 90m

Cartões amarelos – Marko Rog (23m) e Ivan Perišić (57m); Cristiano Ronaldo (54m)

Cartão vermelho – Marko Rog (51m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

A selecção de Portugal concluiu a sua participação na segunda edição da “Liga das Nações”, com um bom triunfo, na Croácia, ante o actual vice-campeão do Mundo, culminando assim uma muito boa campanha, contudo insuficiente para alcançar o objectivo da qualificação para a fase final da prova.

Não obstante a vitória, o seleccionador nacional, Fernando Santos, não se mostrou nada agradado com a atitude da equipa, dentro de campo, neste jogo de despedida.

Efectivamente, o conjunto português obteve um resultado algo lisonjeiro, beneficiando muito da feliz conjugação de algumas circunstâncias: em primeiro lugar, a expulsão, praticamente no início da segunda parte, de um jogador croata; depois, o facto de – não existindo “VAR” nesta fase preliminar da competição -, o árbitro não ter visto um ligeiro toque com a mão na bola, por parte de Diogo Jota, imediatamente antes de fazer a assistência que proporcionou a João Félix a marcação do segundo golo; por fim, uma desastrada intervenção do guardião Livaković, o qual, ao chocar com um colega, deixou escapar a bola das mãos, surgindo, com grande sentido de oportunidade, Rúben Dias, a marcar o tento (o seu segundo da noite) que, já em período de compensação, selaria o triunfo de Portugal…

Isto, sem prejuízo de, praticamente desde início, ter sido a selecção nacional a assumir a iniciativa, pese embora sem resultados práticos, não aproveitando, nessa fase, as debilidades que a defensiva da casa ia denotando, tendo a melhor ocasião de perigo sido desperdiçada por Diogo Jota, a rematar, de cabeça, mas ao lado da baliza.

Até que, praticamente com meia hora de jogo, ao invés, a Croácia, algo contra a designada “corrente do jogo”, aproveitaria as facilidades concedidas pela defesa lusa, com Rúben Semedo, já algo em desequilíbrio a fazer um defeituoso corte (incompleto), sobrando a bola para os croatas, com um primeiro remate defendido por Rui Patrício, mas, na recarga, Kovačić abria mesmo a contagem.

Até final do primeiro tempo, Portugal apenas teria mais um lance digno de registo, com um forte remate de Danilo Pereira, mas à figura do guardião croata.

A toada do jogo alterar-se-ia substancialmente com a expulsão de Rog – por acumulação de amarelos, devido a duas faltas, tão claras, como escusadas. De imediato, na cobrança da falta que originara a expulsão, Cristiano Ronaldo rematou forte, para defesa apertada de Livaković, surgindo Rúben Semedo a rcuperar, assistindo o outro defesa central português, Rúben Dias, que não hesitou, restabelecendo o empate.

A equipa portuguesa instalara-se no meio-campo adversário, pelo que não surpreendeu que, em menos de dez minutos, tivesse operado a reviravolta no marcador, no tal lance em que Diogo Jota, já próximo da linha de fundo, centrou atrasado para João Félix.

Mas o pior estava para vir: contrariamente ao que seria a expectativa, a vantagem portuguesa não durou mais de cinco minutos; mesmo reduzida a dez elementos, a Croácia repunha a igualdade.

Até final, num período incaracterístico, com a Croácia mais a pensar em preservar o empate, que – em função da derrota que a Suécia ia desenhando em Paris – lhe permitia manter-se no 1.º escalão desta competição, mas sem um controlo de jogo definido, Portugal acabaria mesmo por chegar à vitória, com Rúben Dias (que se estreara a marcar) a bisar, isto já depois de Bernardo Silva ter tido outra oportunidade.

No final, fica um sabor “agridoce”: tal como em relação à forma (e correspondente exibição) como foi obtida esta vitória, na derradeira ronda, Portugal, tendo obtido bons resultados ao longo desta fase de qualificação (vitórias em todos os quatro jogos ante a Croácia e a Suécia, em casa e fora, e empate em Paris, com o Campeão do Mundo), não alcançou o objectivo, deixando a pairar a sensação de que, com os recursos de que actualmente dispõe, tal teria sido possível.

17 Novembro, 2020 at 10:34 pm Deixe um comentário

Portugal – França (Liga das Nações – 5.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho (56m – Diogo Jota), Danilo Pereira (84m – Sérgio Oliveira), Bruno Fernandes (72m – João Moutinho), João Félix (84m – Paulinho), Bernardo Silva (71m – Francisco Trincão) e Cristiano Ronaldo

França França – Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe, Lucas Hernández, Adrien Rabiot, N’Golo Kanté, Paul Pogba, Kingsley Coman (59m – Marcus Thuram), Anthony Martial (78m – Olivier Giroud) e Antoine Griezmann

0-1 – N’Golo Kanté – 54m

Cartões amarelos – Danilo Pereira (31m); Hugo Lloris (62m), N’Golo Kanté (79m) e Lucas Hernández (82m)

Árbitro – Tobias Stieler (Alemanha)

Num grupo com a concorrência do Campeão do Mundo, e após um desempenho quase perfeito até à data, bastou um único jogo para – ainda antes da derradeira ronda – confirmar o afastamento de Portugal da fase final desta segunda edição da Liga da Nações, prova da qual  conquistara o troféu inaugural, há dois anos.

Porventura excessivamente concentrada na missão de procurar evitar sofrer golos, e ao invés do que tinha sucedido há cerca de um mês em Paris, a equipa portuguesa sentiu-se, desde início, manietada pela organização francesa, com o meio-campo gaulês a impor-se, a não dar a possibilidade aos jogadores adversários de ter a bola, vendo-se forçados a, em vão, correr atrás dela.

Algo paradoxalmente, a tais preocupações defensivas acabou por estar associada uma notória falta de agressividade na procura da recuperação da bola, pelo que não surpreendeu o caudal ofensivo da selecção francesa, com Kanté a pautar o jogo na zona intermediária – perante a passividade da dupla William Carvalho e Danilo Pereira -, ao mesmo tempo que Griezmann gozava de ampla liberdade de manobra.

Assim, coube a Rui Patrício, com um par de intervenções apertadas, a salvaguarda do nulo na nossa baliza, negando o golo aos avançados Coman e Martial, este último particularmente “desinspirado”, incapaz de levar a melhor sobre o guardião nacional.

Quando se ansiaria por uma resposta mais assertiva no início da segunda parte, Portugal cede se veria em desvantagem no marcador, curiosamente, na sequência de uma defesa incompleta de Rui Patrício a remate de Rabiot, a deixar fugir a bola para a recarga, sem apelo, de N’Golo Kanté.

O seleccionador, Fernando Santos, reagiria de pronto, mas talvez tardiamente, fazendo entrar Diogo Jota para o lugar de William Carvalho. Também já com João Moutinho e Francisco Trincão em campo, a equipa portuguesa teria ainda uma fase promissora, culminando num remate de José Fonte ao poste, para além de uma atenta defesa de Lloris a remate de João Moutinho.

Mas, como tantas vezes sucede nestas ocasiões, o tempo corria contra nós, e a equipa acabou por não ter a capacidade de quebrar a barreira francesa, pelo que, mantendo-se inalterado o resultado – e sendo um eventual empate pontual no final desta fase de grupos decidido em função do confronto directo – a selecção Campeã do Mundo garantia automaticamente o apuramento para a “Final Four” da Liga das Nações.

No final, o treinador português não conseguia encontrar explicações para a forma algo amorfa como a sua equipa actuara, restando render-se à evidência de ter defrontado um adversário que – após uma derrota (0-1) na Final do “EURO 2106” e um nulo registado na primeira volta, em dois jogos realizados em França – se superiorizou, marcando pela primeira (e única) vez, ao terceiro jogo…

14 Novembro, 2020 at 10:36 pm Deixe um comentário

Portugal – Suécia (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho (80m – João Moutinho), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (88m – Renato Sanches), Diogo Jota (88m – Rafa Silva), Bernardo Silva (75m – André Silva) e João Félix (75m – Daniel Podence)

Suécia Suécia – Robin Olsen, Mikael Lustig (54m – Mattias Johansson), Pontus Jansson, Victor Lindelöf, Pierre Bengtsson, Dejan Kulusevski (88m – Sebastian Larsson), Kristoffer Olsson, Albin Ekdal, Viktor Claesson, Marcus Berg (88m – Martin Olsson) e Robin Quaison (62m – Alexander Isak)

1-0 – Bernardo Silva – 21m
2-0 – Diogo Jota – 44m
3-0 – Diogo Jota – 72m

Cartões amarelos – Diogo Jota (52m) e Bruno Fernandes (85m); Albin Ekdal (36m), Kristoffer Olsson (57m), Pontus Jansson (62m), Jan Andersson (Treinador – 72m) e Marcus Berg (79m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Depois do animador resultado obtido em França, a selecção nacional recebia a Suécia, actual último classificado do grupo, com a responsabilidade de ser favorita. E, assumindo-se, não enjeitou tal responsabilidade.

Mesmo privada de Cristiano Ronaldo, em isolamento, após ter acusado positivo em teste relativo ao COVID-19, a equipa portuguesa teve sempre mais iniciativa e domínio do jogo, pese embora os suecos se terem também apresentado de forma desinibida, sem excessivas cautelas defensivas, e provocando mesmo alguns calafrios no último reduto português, sobretudo na fase final do primeiro tempo, com a bola, caprichosamente, a bater nos ferros da baliza de Rui Patrício.

Já depois de não ter dado a melhor sequência a um par de oportunidades, Portugal chegaria mesmo ao golo, por Bernardo Silva, após boa assistência de Diogo Jota. Estava dado o mote para o que seria a grande figura desta partida, com um jogo memorável: o “substituto” de Cristiano Ronaldo, precisamente Diogo Jota, que viria ainda a ser o autor dos outros dois golos de Portugal.

Em função dos perigosos contra-ataques da Suécia, o segundo tento da selecção portuguesa, obtido mesmo a findar os primeiros 45 minutos, revelar-se-ia determinante em termos da evolução do encontro.

Ainda assim, a formação sueca voltou para a segunda parte mantendo em mira, em primeira instância, a possibilidade de reduzir a desvantagem, forçando a equipa nacional a agrupar-se no seu meio campo, com Rui Patrício, outra vez, a grande nível. Até que, aproveitando também os espaços, num lance de grande talento de Diogo Jota, desenvencilhando-se dos adversários que lhe surgiram no caminho, marcou um golo de belo efeito, selando a convincente vitória portuguesa.

Em paralelo, da Croácia até chegaram a ser positivas as notícias, quando os croatas empataram a um golo; todavia, a França acabaria por vencer por 2-1, mantendo-se, pois, a liderança partilhada do grupo, antes do derradeiro ciclo de dois jogos, primeiro com Portugal a receber os Campeões do Mundo em título – num desafio que poderá revestir-se de cariz decisivo (em caso de vitória de uma das equipas, a que ganhar garante automaticamente o apuramento para a fase final) -, antes de se deslocar ao terreno dos… vice-campeões do Mundo.

Não obstante mantenha um excelente desempenho nesta fase de qualificação da Liga das Nações, a missão que Portugal tem pela frente continua a ser tudo menos fácil…

14 Outubro, 2020 at 9:39 pm Deixe um comentário

França – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

França França – Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe, Lucas Hernández, N’Golo Kanté, Adrien Rabiot, Paul Pogba, Kylian Mbappé (84m – Kingsley Coman), Antoine Griezmann e Olivier Giroud (74m – Anthony Martial)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro (89m – João Cancelo), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (80m – Renato Sanches), William Carvalho (88m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (61m – Diogo Jota) e João Félix (89m – Francisco Trincão)

Cartões amarelos – Rúben Dias (2m)

Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)

Numa cimeira ao mais alto nível, entre o Campeão do Mundo e o Campeão da Europa em título, Portugal regressou ao Stade de France em defesa do 1.º lugar no grupo, sendo que as duas selecções vinham de resultados díspares nos “amigáveis” disputados a meio da semana: a França, tendo imposto uma retumbante goleada de 7-1, frente à Ucrânia; Portugal, com um nulo ante a credenciada Espanha (tendo, aliás, interrompido uma fantástica série da equipa espanhola, de 42 jogos consecutivos sempre a marcar, desde Março de 2016).

Não obstante, a selecção nacional enfrentou este desafio evidenciando grande personalidade, surpreendendo a equipa gaulesa, pela forma como, desde cedo, assumiu a iniciativa e o controlo do jogo; porém, sem efeitos práticos para a baliza de Lloris, salvaguardado por um bem organizado sector defensivo, destacando-se a intercepção de Lucas Hernández a remate de Cristiano Ronaldo. Do outro lado, com a França também muito condicionada na sua manobra, Rui Patrício teve igualmente uma primeira parte “descansada”.

Na segunda metade, a selecção da casa surgiu mais determinada, começando então a colocar em desassossego o equilíbrio da equipa portuguesa, com o guardião luso a ser chamado a excelente intervenção, a salvar lance de Mbappé que levava “selo de golo”, numa altura em que se adivinhava que a resistência de Portugal poderia ser quebrada.

Pese embora alguns sustos, Portugal acabaria, em paralelo, por dispor até de mais oportunidades de perigo a seu favor do que tivera nos primeiros 45 minutos, contudo com Cristiano Ronaldo a não ser eficaz – sendo que a ocasião mais flagrante, mesmo já a findar o desafio, esteve nos pés de Trincão, em “slalom” sobre a linha da grande área, procurando enquadrar-se com a baliza, mas que, hesitando, acabaria por perder o tempo de remate, oferecendo ainda a bola a Ronaldo, que, de ângulo menos favorável, rematou para defesa apertada de Lloris.

Perante dois seleccionadores – vencedores – que privilegiam a solidez defensiva como base do sucesso, a fantástica qualidade dos respectivos trios ofensivos foi neutralizada pelos sectores recuados contrários, num nulo que, no final, satisfez mais a selecção de Portugal, a manter a liderança, depois de superado este desafio do mais elevado grau de dificuldade. Mas tudo subsiste ainda por jogar – envolvendo também a vice-campeão mundial Croácia -, na segunda volta desta fase da Liga das Nações.

11 Outubro, 2020 at 9:39 pm Deixe um comentário

Suécia – Portugal (Liga das Nações – 2.ª Jornada)

Suécia Suécia – Robin Olsen, Emil Krafth, Filip Helander, Pontus Jansson, Ludwig Augustinsson, Dejan Kulusevski (90m – Albin Ekdal), Kristoffer Olsson, Gustav Svensson, Emil Forsberg (79m – Mattias Svanberg), Alexander Isak (71m – Robin Quaison) e Marcus Berg

Portugal Portugal – Anthony Lopes, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, Bruno Fernandes, João Moutinho (73m – Rúben Neves), João Félix, Bernardo Silva (22m – Gonçalo Guedes) e Cristiano Ronaldo (81m – Diogo Jota)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 45m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 72m

Cartões amarelos – Gustav Svensson (14m) e Jan Andersson (Treinador – 90m); Raphaël Guerreiro (57m) e João Félix (86m)

Cartão vermelho – Gustav Svensson (44m)

Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)

Entrando em campo com apenas uma alteração face à partida anterior (Cristiano Ronaldo por Diogo Jota), a exibição da equipa portuguesa não foi, desta vez, tão fluída como frente à Croácia.

Jogando em terreno alheio – pese embora, como vem sendo regra desde a retoma das competições, sem espectadores -, Portugal começou por denotar grandes dificuldades em contrariar o estilo de jogo da Suécia, apostando em lances de profundidade, sem permitir à selecção nacional apoderar-se da bola, como é seu timbre.

Como que a antecipar esse período de supremacia nórdica, seriam os suecos a criar a primeira ocasião de perigo, logo de entrada, com Marcus Berg a cabecear ligeiramente ao lado da baliza defendida por Anthony Lopes.

Estavam decorridos pouco mais de 20 minutos, quando, por lesão de Bernardo Silva, Fernando Santos teve de alterar o “onze”, fazendo entrar Gonçalo Guedes.

Por curiosidade, tal coincidiria com o final do predomínio dos visitados, com Portugal a começar a equilibrar a contenda. Até final da primeira parte, jogando já mais “a gosto”, surgiria então em acção Cristiano Ronaldo, primeiro com dois fortes remates a serem travados pelo guardião sueco.

Até que, praticamente em cima do intervalo, Svensson fez falta, a qual originou o segundo cartão amarelo e consequente expulsão; na conversão do livre correspondente, Ronaldo, com um excelente remate ao ângulo, sem hipótese de defesa, inaugurava o marcador, colocando Portugal na frente, averbando o seu “mágico” 100.º golo pela selecção portuguesa (em 165 jogos). Um óptimo final de primeiro tempo.

Na segunda metade, com vantagem no “placard” e em superioridade numérica, a equipa portuguesa adoptou uma toada de contenção, jogando “pela certa”, não deixando contudo de criar algumas boas oportunidades para ampliar a contagem: Bruno Fernandes rematou à trave (60 minutos); antes, já o mesmo Bruno Fernandes, assim como João Moutinho e João Félix, tinham tentado visar a baliza, sem sucesso.

Numa fase em que a equipa sueca até ameaçava poder causar algum perigo, Cristiano Ronaldo, dando imediata sequência a uma boa assistência de João Félix (depois de um passe a toda a largura, de Bruno Fernandes), rematou em arco, deixando “pregado” Robin Olsen, aumentando a sua contagem pessoal para 101 golos (agora apenas a oito tentos do record do iraniano Ali Daei)!

Até final, com o jogo decidido, houve ainda ocasião para dilatar a vantagem portuguesa, mas o marcador acabaria por manter-se inalterado.

Pese embora com menor fulgor, esta segunda vitória de Portugal revela uma fórmula de jogo consistente, que continua a dar bons resultados, com a equipa nacional a disputar com o Campeão do Mundo (França) a liderança do grupo.

8 Setembro, 2020 at 9:38 pm Deixe um comentário

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