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Ucrânia – Portugal (Europeu 2020 – Qualif.)

Ucrânia Ucrânia – Andriy Pyatov, Oleksandr Karavaev, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Vitaliy Mykolenko (90m – Igor Plastun), Taras Stepanenko, Andriy Yarmolenko, Oleksandr Zinchenko, Ruslan Malinovskyi, Marlos (63m – Yevhen Konoplyanka) e Roman Yaremchuk (73m – Viktor Kovalenko)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, João Moutinho (56m – Bruno Fernandes), Danilo Pereira, João Mário (68m – Bruma), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes (45m – João Félix)

1-0 – Roman Yaremchuk – 6m
2-0 – Andriy Yarmolenko – 27m
2-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 72m

Cartões amarelos – Taras Stepanenko (25m), Andriy Yarmolenko (47m), Oleksandr Zinchenko (90m) e Viktor Kovalenko (90m); Pepe (26m) e Rúben Dias (64m)

Cartão vermelho – Taras Stepanenko (72m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

À, partida este desafio – pese embora poder deixar as contas do apuramento praticamente definidas, não sendo, contudo, expectável que Portugal pudesse garantir desde já a qualificação (o que implicaria a necessidade de a Sérvia sair derrotada da Lituânia) – mais não decidia que o vencedor do grupo, sendo que, em paralelo, à Ucrània, sim, bastava o empate para confirmar o apuramento para a fase final.

As ideias tácticas que Fernando Santos tinha delineado para abordar este encontro (um 4-3-3 que não se mostrou operacional) rapidamente seriam colocadas em causa, com o primeiro golo – apontado na sequência de um pontapé de canto, com Rui Patrício ainda a deter o cabeceamento de Kryvtsov, mas não conseguindo já evitar a recarga de Yaremchuk -, quando estavam apenas decorridos os cinco minutos iniciais, o que, desde muito cedo, proporcionava aos ucranianos uma confortável posição, a de poder gerir o jogo, sem necessidade de arriscar, limitando-se a procurar explorar o erro.

Com o decorrer do tempo, a Ucrânia – também com bons executantes e bem organizada no terreno – demonstrava grande tranquilidade e acerto nas suas movimentações, pressionando Portugal logo à saída do meio-campo contrário, não dando espaço a que os portugueses pudessem explanar a criatividade do seu trio dianteiro.

Se as coisas já estavam difíceis, pior ficariam, ainda antes da meia-hora de jogo, com o segundo golo da selecção da casa, a aproveitar a desconcentração e passividade da defesa lusa.

O técnico português teve de alterar a estratégia, colocando em campo, primeiro, João Félix, e, pouco depois, Bruno Fernandes e Bruma, com Portugal a assumir o risco, jogando mais com o coração do que com a cabeça, tendo Danilo Pereira, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo obrigado Pyatov a atentas intervenções. É claro que, expondo-se mais, a equipa nacional concedeu espaços ao adversário, que poderia mesmo ter ampliado a marca.

Numa iniciativa de Bruma, a rematar, com a bola a ser interceptada com o braço por Stepanenko, surgiu a grande penalidade (e expulsão do ucraniano), com Portugal a reduzir para a desvantagem mínima, no golo n.º 700 da carreira de Cristiano Ronaldo.

Nos minutos imediatos, a selecção portuguesa voltou a criar perigo junto da área contrária (com mais dois remates de Ronaldo), mas o resultado não se alteraria, muito graças ao inspirado guardião ucraniano. Denotando alguma ansiedade e precipitação, não conseguiria, porém, aproveitar os cerca de vinte minutos que jogou em vantagem numérica, Só já em período de compensação Ronaldo voltaria a solicitar a intervenção de Pyatov; e, prestes a finalizar, num potente remate de fora da área, de Danilo Pereira, a bola embateria, com estrondo, no ferro da baliza, negando-se assim o empate.

No final de uma partida na qual, tendo dado demasiado “avanço” ao opositor, a qualidade técnica dos seus elementos poderia, ainda assim, com mais serenidade, ter evitado a derrota (tal foi a quantidade de tentativas de remate), a selecção nacional vê as contas complicarem-se, na medida em que fica agora sem margem de erro, necessitando vencer os seus dois últimos jogos para não ficar dependente de terceiros (jogo entre a Sérvia e a Ucrânia, sendo que os ucranianos têm, desde já, garantido o 1.º lugar do grupo).

GRUPO B           Jg     V     E     D       G       Pt
1º Ucrânia         7     6     1     -    15 -  2    19
2º Portugal        6     3     2     1    14 -  6    11
3º Sérvia          6     3     1     2    12 - 13    10
4º Luxemburgo      6     1     1     4     5 - 11     4
5º Lituânia        7     -     1     6     5 - 19     1

8ª jornada

14.10.2019 – Lituânia – Sérvia – 1-2
14.10.2019 – Ucrânia – Portugal – 2-1
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14 Outubro, 2019 at 9:38 pm Deixe um comentário

Portugal – Luxemburgo (Europeu 2020 – Qualif.)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, João Moutinho (90m – Rúben Neves), Danilo Pereira, Bruno Fernandes, Cristiano Ronaldo, João Félix (88m – João Mário) e Bernardo Silva (77m – Gonçalo Guedes)

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Florian Bohnert (45m – Danel Sinani), Lars Gerson, Maxime Chanot, Dirk Carlson, Laurent Jans, Olivier Thill, Leandro Barreiro Martins, Vincent Thill (88m – Stefano Bensi), Gerson Rodrigues e Dave Turpel (59m – Daniel da Mota)

1-0 – Bernardo Silva – 16m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 65m
3-0 – Gonçalo Guedes – 89m

Cartões amarelos – Leandro Barreiro Martins (9m) e Gerson Rodrigues (72m)

Árbitro – Daniel Stefanski (Polónia)

Como que a querer sinalizar que pretendia “arrumar” o assunto rapidamente, a selecção de Portugal entrou em campo a “todo o gás”, empurrando o Luxemburgo para a sua grande área.

Mas, paralelamente, os jogadores pareceram denotar alguma ansiedade, desde logo pela forma algo exuberante como reclaramaram, por duas vezes, ainda nos minutos iniciais, inexistentes grandes penalidades.

O golo acabaria mesmo por chegar cedo, à passagem do quarto de hora, com Bernardo Silva a concluir com facilidade um lance iniciado, na lateral direita, por Nélson Semedo.

Pouco depois, Cristiano Ronaldo testaria ainda a concentração do guardião Moris, mas, afinal, a entrada de rompante acabaria por ser “sol de pouca dura”, com o ritmo de jogo a cair, algo compreensivelmente, mas demasiado.

Na segunda metade do primeiro tempo, a equipa luxemburguesa atrever-se-ia mesmo a algumas investidas, destacando-se um remate à malha lateral e outro lance que Rui Patrício deteria sem especial dificuldade.

No reinício da partida, Portugal voltaria a acelerar, e, sobretudo, ensaiaria então alguns remates de longe, mas sem efeito concreto. Só aos 20 minutos, Cristiano Ronaldo chegaria ao golo que, praticamente, confirmava o triunfo luso, com um “chapéu” de boa execução, sobre o guarda-redes contrário.

A fadiga começava a fazer-se notar no “onze” luxemburguês, o qual, não obstante, com boa atitude, nunca abdicaria de jogar o jogo pelo jogo, não se remetendo a uma defensiva porfiada.

O terceiro golo chegaria já em cima do final do tempo regulamentar, na sequência de um pontapé de canto, com a bola a ressaltar para a zona central, onde Gonçalo Guedes, liberto de marcação, não teve dificuldade em visar a baliza.

Pese embora em largos períodos dando a sensação de actuar em regime de “serviços mínimos”, Portugal cumpriu, vencendo com tranquilidade, um jogo que, de facto, nunca chegou a complicar-se, ficando a ideia de que, caso “necessário”, o marcador poderia ter sido mais dilatado.

Ainda com bastantes jogos por disputar, este grupo começa a aparentar contornos definidos no que respeita às selecções que se irão qualificar para a fase final: a Ucrânia está já com “um pé e meio” nessa fase (seria necessária uma muito improvável combinação de resultados para ficar fora dos dois primeiros, atendendo a que goleou a Sérvia por 5-0); a Portugal continua a “bastar” ganhar à Lituânia (em casa) e no Luxemburgo. A decisão do vencedor do grupo passará, todavia, pelo próximo encontro entre ucranianos e portugueses, já na próxima segunda-feira.

GRUPO B           Jg     V     E     D       G       Pt
1º Ucrânia         6     5     1     -    13 -  1    16
2º Portugal        5     3     2     -    13 -  4    11
3º Sérvia          5     2     1     2    10 - 12     7
4º Luxemburgo      6     1     1     4     5 - 11     4
5º Lituânia        6     -     1     5     4 - 17     1

7ª jornada

11.10.2019 – Portugal – Luxemburgo – 3-0
11.10.2019 – Ucrânia – Lituânia – 2-0
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11 Outubro, 2019 at 9:36 pm Deixe um comentário

Lituânia – Portugal (Europeu 2020 – Qualif.)

Lituânia Lituânia – Ernestas Šetkus, Saulius Mikoliūnas, Markus Palionis, Edvinas Girdvainis, Vytautas Andriuškevičius, Domantas Šimkus, Vykintas Slivka, Modestas Vorobjovas, Mantas Kuklys (69m – Artūras Žulpa), Ovidijus Verbickas (77m – Donatas Kazlauskas)e Karolis Laukžemis (65m – Deimantas Petravičius)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Raphaël Guerreiro, Rúben Neves, William Carvalho, Bruno Fernandes (56m – Rafa Silva), Cristiano Ronaldo (79m – Gonçalo Guedes), João Félix e Bernardo Silva (89m – Pizzi)

0-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 7m
1-1 – Vytautas Andriuškevičius – 28m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 62m
1-3 – Cristiano Ronaldo – 65m
1-4 – Cristiano Ronaldo – 76m
1-5 – William Carvalho – 90m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Bas Nijhuis (Holanda)

Ter-nos-emos tornado demasiado exigentes?

Portugal ganha – em terrenos e frente a adversários em que, noutras ocasiões, por várias vezes, registava comprometedores resultados – e goleia (e, em concreto, no jogo desta noite, teve oportunidades para praticamente duplicar o resultado!)… mas não estamos satisfeitos.

Sobretudo porque a exibição não foi constante, nem sequer nivelada, ao longo dos noventa minutos, ao invés, denotando significativas oscilações.

E, desta vez, o que seria porventura o mais difícil – marcar o primeiro golo – até sucederia bem cedo, logo aos sete minutos, na conversão de uma grande penalidade.

Porém, ao invés de libertar a equipa para, tranquilamente, explanar a superior qualidade do seu futebol, a selecção portuguesa pareceu ter “desaparecido” do jogo, permitindo à Lituânia acreditar que – principalmente por via do recurso a lançamentos em profundidade – seria possível criar perigo. E não demoraria muito que a formação da casa chegasse mesmo ao golo, na sequência de um canto.

O conjunto nacional pareceu acusar o (inesperado) tento sofrido, denotando alguma ansiedade, pese embora João Félix tenha visto o guardião contrário negar duas boas ocasiões.

Fernando Santos também não estava satisfeito, mexendo na equipa pouco depois do início da segunda parte, fazendo entrar Rafa para o lugar de Bruno Fernandes, buscando maior mobilidade nas alas.

O tempo corria rápido e o golo não surgia… outra vez com João Félix (e também Bernardo Silva) a não conseguirem materializar em golos as oportunidades de que dispuseram.

Valeu então, já com mais de uma hora de jogo, um lance infeliz do guarda-redes – que vários “golos” salvara já antes -, a deixar a bola escapar-se para as suas redes, após um remate frouxo de Cristiano Ronaldo, a ressaltar no ombro de Šetkus, assim possibilitando, enfim, desbloquear uma partida que parecia complicar-se.

Sem dar tempo à Lituânia para se recompor, apenas três minutos volvidos, seria novamente Cristiano Ronaldo a sentenciar o desfecho da partida, com o seu terceiro golo. Chegaria ainda ao poker, atingindo a “estratosférica” marca de 93 golos apontados com a camisola das quinas.

A contagem seria encerrada, com William Carvalho outra vez a marcar (depois do oportuno golo apontado na Sérvia), já em período de compensação.

No final, a sensação foi a de dever cumprido (outra vez com um resultado amplo, porém, bem melhor que a exibição), na contagem decrescente para o apuramento, agora a três vitórias de distância (sendo que falta receber os dois últimos classificados, visitar o Luxemburgo… e a Ucrânia).

GRUPO B           Jg     V     E     D       G       Pt
1º Ucrânia         5     4     1     -    11 -  1    13
2º Portugal        4     2     2     -    10 -  4     8
3º Sérvia          5     2     1     2    10 - 12     7
4º Luxemburgo      5     1     1     3     5 -  8     4
5º Lituânia        5     -     1     4     4 - 15     1

6ª jornada

10.09.2019 – Luxemburgo – Sérvia – 1-3
10.09.2019 – Lituânia – Portugal – 1-5
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10 Setembro, 2019 at 11:59 pm Deixe um comentário

Sérvia – Portugal (Europeu 2020 – Qualif.)

Sérvia Sérvia – Marko Dmitrović, Nikola Milenković, Nikola Maksimović, Matija Nastasić, Aleksandar Kolarov, Nemanja Matić, Luka Milivojević (87m – Luka Jović), Darko Lazović (59m – Adem Ljajić), Dušan Tadić, Filip Kostić (83m – Aleksandar Katai) e Aleksandar Mitrović

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo (65m – João Cancelo), José Fonte, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, William Carvalho, Bruno Fernandes (85m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes (70m – João Félix) e Bernardo Silva

0-1 – William Carvalho – 42m
0-2 – Gonçalo Guedes – 58m
1-2 – Nikola Milenković – 68m
1-3 – Cristiano Ronaldo – 80m
2-3 – Aleksandar Mitrović – 85m
2-4 – Bernardo Silva – 86m

Cartões amarelos – Nikola Maksimović (10m) e Aleksandar Kolarov (65m); Rúben Dias (40m) e William Carvalho (89m)

Árbitro – Cüneyt Çakır  (Turquia)

Quer pela lógica dos “rankings”, quer pelos resultados até então averbados na presente fase de qualificação, o desafio de Belgrado adivinhava-se quase como uma “final”, no que à decisão de apuramento (reservado aos dois primeiros classificados de cada grupo) respeita.

Apesar de estarmos ainda numa ronda relativamente prematura – para a selecção portuguesa – desta disputa, os comprometedores empates cedidos em casa ante os dois principais rivais colocavam já uma pressão importante, sendo praticamente “proibido” perder.

Ciente também do seu superior potencial, a equipa nacional entrou em campo determinada a assumir a iniciativa do jogo, perante uma formação da Sérvia na expectativa.

Assim decorreram os primeiros vinte minutos, com Portugal a controlar o jogo e a posse de bola, mas, com baixa intensidade e a ritmo denunciado, aparentemente incapaz de contornar a bem escalonada defensiva contrária, assente num rigoroso posicionamento táctico e na compleição física dos seus defesas.

Passada essa fase inicial, a equipa visitada começou a conseguir fazer chegar a bola a zonas mais adiantadas, através de rápidas transições, a solicitar os extremos. Entre os 30 e os 40 minutos, por uma, duas, três ocasiões, Tadić e Mitrović, levando a melhor em velocidade, geraram perigo junto da baliza de Rui Patrício, obrigado a aplicar-se para manter o marcador em branco.

Adivinhava-se o golo… que, contra o que era então a tendência do jogo, surgiria para Portugal, de forma algo fortuita: na sequência de um lançamento de Bruno Fernandes, houve uma falha de comunicação entre o guardião Dmitrović e Milenković, os dois a tentar ir à bola, a chocar, e o esférico a sobrar para William Carvalho, em zona em que não é vulgar a parecer, oportuno, a empurrar a bola para o fundo da baliza.

Na segunda metade, o cariz do encontro seria radicalmente diferente, com a Sérvia a ser forçada a correr mais riscos, em busca do golo, o que, naturalmente, proporcionaria espaços à turma portuguesa. Já depois de ter ameaçado por duas vezes, ambas por Cristiano Ronaldo, Portugal ampliaria a contagem, numa excelente execução de Gonçalo Guedes, descaído sobre a esquerda, a conseguir isolar-se frente ao guarda-redes.

Quando se esperaria que Portugal conseguisse fazer serenar a partida, controlando a boa vantagem já adquirida, a Sérvia conseguiria mesmo marcar e até poderia ter igualado o “placard”, logo de seguida, não fosse a intervenção de Rui Patrício, perante Ljajić.

O jogo estava agora, aberto, bem vivo, dando oportunidade a uma notável abertura de Bernardo Silva para Cristiano Ronaldo, que, eficaz, apontaria o terceiro tento português. Faltavam dez minutos para o final e a vitória estava confirmada… ou talvez não…

Na zona intermediária, Bruno Fernandes teria um passe infeliz, para trás, a libertar a rápida progressão de Tadić, que ofereceu o segundo golo a Mitrović.

Num confronto repleto de cambiantes, Portugal colocava-se à mercê de uns potencialmente “infernais” cinco minutos derradeiros. Mas a incerteza seria de pouca dura: no minuto imediato, Bernardo Silva colocaria o ponto final no jogo, fixando o 4-2.

Contrariamente ao que tem sido a “imagem de marca” da selecção portuguesa, o sector defensivo pareceu, desta vez, ser o mais oscilante, incapaz de transmitir a segurança necessária, com a metade ofensiva, em contraponto, com grande eficácia – mesmo após as dificuldades que denotara em todo o primeiro tempo -, a conseguir alcançar uns notáveis quatro golos no “Marakana” (reduto do Crvena Zvezda), obtendo assim um triunfo que poderá ser determinante para o que falta disputar.

De facto, foi suficiente um único encontro para que a situação se invertesse, a favor de Portugal: “bastar-lhe-á” agora vencer os quatro desafios ante as duas selecções teoricamente menos cotadas (Luxemburgo e Lituânia) para, matematicamente, garantir o apuramento; disporá ainda, adicionalmente, da partida na Ucrânia para, eventualmente, disputar o 1.º lugar.

GRUPO B           Jg     V     E     D       G       Pt
1º Ucrânia         5     4     1     -    11 -  1    13
2º Portugal        3     1     2     -     5 -  3     5
3º Luxemburgo      4     1     1     2     4 -  5     4
4º Sérvia          4     1     1     2     7 - 11     4
5º Lituânia        4     -     1     3     3 - 10     1

5ª jornada

07.09.2019 – Lituânia – Ucrânia – 0-3
07.09.2019 – Sérvia – Portugal – 2-4
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7 Setembro, 2019 at 9:40 pm Deixe um comentário

Europeu 2020 – Qualificação – 4ª Jornada

GRUPO B           Jg     V     E     D       G      Pt
1º Ucrânia         4     3     1     -     8 - 1    10
2º Luxemburgo      4     1     1     2     4 - 5     4
3º Sérvia          3     1     1     1     5 - 7     4
4º Portugal        2     -     2     -     1 - 1     2
5º Lituânia        3     -     1     2     3 - 7     1

4ª jornada

10.06.2019 – Sérvia – Lituânia – 4-1
10.06.2019 – Ucrânia – Luxemburgo – 1-0
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10 Junho, 2019 at 11:50 pm Deixe um comentário

“Dia de Portugal”

Portugal Campeão Liga Nações - 2019
(Foto no Expresso)

10 Junho, 2019 at 11:00 am Deixe um comentário

Portugal Campeão da Liga das Nações da UEFA

UEFA Nations League
Portugal Campeão Liga Nações
(Foto no Público)

9 Junho, 2019 at 9:34 pm Deixe um comentário

Portugal – Holanda – Liga das Nações da UEFA – Final

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, José Fonte, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, William Carvalho (90m – Rúben Neves), Bruno Fernandes (81m – João Moutinho), Bernardo Silva, Gonçalo Guedes (75m – Rafa Silva) e Cristiano Ronaldo

Holanda Jasper Cillessen, Denzel Dumfries, Matthijs de Ligt, Virgil van Dijk, Daley Blind, Marten de Roon (81m – Luuk de Jong), Frenkie de Jong, Georginio Wijnaldum, Steven Bergwijn (60m – Donny van de Beek), Ryan Babel (45m – Quincy Promes) e Memphis Depay

1-0 – Gonçalo Guedes – 60m

Cartões amarelos – Denzel Dumfries (88m) e Virgil van Dijk (90m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

Estádio do Dragão, Porto

Final Liga Nações - 2019
(Foto via Twitter)

Portugal conquistou a edição inaugural da nova “Liga das Nações da UEFA” – troféu que junta ao título de Campeão Europeu -, ao vencer na Final da prova a selecção da Holanda.

Dando a aparência de ter entrado em campo algo retraída, começando por conceder a iniciativa de jogo ao adversário, a equipa portuguesa conseguiu “soltar-se” a partir do quarto de hora, dominando, até final, em praticamente todas as vertentes (pese embora o maior tempo de posse de bola por parte dos holandeses), tendo chegado ao intervalo com uma dúzia de remates e seis cantos, contra apenas um remate e um canto a favor do seu opositor.

No primeiro tempo, esteve em evidência Bruno Fernandes, pela espontaneidade de remate, porém sem conseguir materializar as várias tentativas em golo, com Cilessen a mostrar-se concentrado. Perante uma posse de bola inconsequente por parte da Holanda, Portugal, com um futebol mais vertical, em transições rápidas, beneficiou da liberdade concedida por Fernando Santos a Bernardo Silva, grande desequilibrador desta Final.

Na segunda metade, com os holandeses sem profundidade no seu futebol, não conseguindo penetrar na área portuguesa, com Rúben Dias a destacar-se no comando da defensiva portuguesa, bem apoiada, na zona intermediária, pela dupla Danilo Pereira e William Carvalho, a turma portuguesa aproveitou para imprimir mais intensidade no jogo, frente a um adversário que começava a denotar o efeito de menos 24 horas de recuperação (e um prolongamento jogado, na meia-final).

À passagem da hora de jogo, dando sequência a uma excelente triangulação com Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, de primeira, sem preparação, rematou forte e colocado, batendo inapelavelmente Cilessen, que, estirando-se, ainda tocaria na bola, mas impotente para travar a sua marcha para as redes da baliza.

A equipa nacional, que dominara a partida durante a maior parte do tempo, tendo criado oportunidades para alcançar marca mais tranquilizadora, acabaria, na parte final, por, algo instintivamente, ir recuando, na defesa da preciosa vantagem, tendo, então, a Holanda, com espaço para progredir no terreno, chegado ainda a assustar, em especial por Depay e van de Beek, com Rui Patrício a negar o golo.

A formação “laranja”, já em fase de desespero, terminaria o encontro com os centrais de Ligt e van Dijk, quais “ponta-de-lança”, mas sem conseguir criar outras situações de perigo, tendo Portugal sustido esse ímpeto final.

Com inteiro mérito – mercê de uma substancial melhoria exibicional, da meia-final para a Final – e justiça, Portugal repete a glória da conquista de um título europeu, numa competição que, pese embora a novidade, foi encarada com grande seriedade e ambição pelos quatro semi-finalistas, também louváveis vencedores dos respectivos grupos de qualificação, depois de terem deixado para trás selecções como a da França (actual Campeã do Mundo), Alemanha, Espanha, Itália, Croácia ou Bélgica.

Aureolada com os últimos dois troféus disputados a nível europeu, a selecção lusa – a atravessar a fase mais exuberante da sua história – afirma-se, assim, definitivamente, como “grande”, entre as “maiores” da Europa.

9 Junho, 2019 at 9:33 pm Deixe um comentário

Europeu 2020 – Qualificação – 3ª Jornada

GRUPO B           Jg     V     E     D       G      Pt
1º Ucrânia         3     2     1     -     7 - 1     7
2º Luxemburgo      3     1     1     1     4 - 4     4
3º Portugal        2     -     2     -     1 - 1     2
4º Lituânia        2     -     1     1     2 - 3     1 
5º Sérvia          2     -     1     1     1 - 6     1

3ª jornada

07.06.2019 – Lituânia – Luxemburgo – 1-1
07.06.2019 – Ucrânia – Sérvia – 5-0
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7 Junho, 2019 at 9:52 pm Deixe um comentário

Portugal – Suíça – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe (63m – José Fonte), Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, Bruno Fernandes (90m – João Moutinho), Rúben Neves, William Carvalho, Bernardo Silva, João Félix (70m – Gonçalo Guedes) e Cristiano Ronaldo

Suíça Suíça – Yann Sommer, Kevin Mbabu, Fabian Schär, Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez, Denis Zakaria (71m – Edimilson Fernandes), Granit Xhaka, Remo Freuler (89m – Josip Drmić), Steven Zuber (83m – Renato Steffen), Xherdan Shaqiri e Haris Seferović

1-0 – Cristiano Ronaldo – 25m
1-1 – Ricardo Rodríguez (pen.) – 57m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 88m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 90m

Cartões amarelos – Granit Xhaka (66m), Fabian Schär (68m) e Xherdan Shaqiri (85m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Estádio do Dragão, Porto

Tudo parecia indicar que a selecção de Portugal ia, mais uma vez, empatar o jogo, como tem sido praticamente regra no consulado de Fernando Santos, em fases finais de provas internacionais, quando Cristiano Ronaldo tirou, não um, mas dois “coelhos da cartola”, dando a estocada final numa bastante sólida equipa da Suíça.

Actuando “em casa”, apoiada pelo seu público, com a perspectiva de poder atingir a terceira final de uma grande competição (depois do “EURO 2004” e do “EURO 2016”), frente a um adversário bem conhecido – com o qual disputámos, “palmo a palmo”, a fase de qualificação para o Mundial de 2018 -, a equipa portuguesa tencionaria procurar assumir a iniciativa.

Porém, com uma exibição a denotar alguma descoordenação a nível colectivo, com algumas das suas principais figuras (em especial, Bruno Fernandes ou João Félix, este em estreia absoluta) falhas de inspiração, ou a actuar fora da posição ou do sistema em que poderão render mais, a selecção nacional teve grande dificuldade em controlar a posse de bola, com a Suíça a impor-se, mas com a pecha da falta de eficácia na concretização, com Seferović também a não conseguir aproveitar as oportunidades de que dispôs.

A primeira ocasião de “frisson” chegaria logo aos três minutos, com Shaqiri a obrigar Rui Patrício a mostrar a sua concentração. Pouco depois dos dez minutos, Cristiano Ronaldo beneficiou de uma falha da defesa contrária para criar perigo, mas sem sucesso.

A Suíça voltaria a assustar por mais duas vezes antes de, logo aos 25 minutos, com um lance de excelente execução de Cristiano Ronaldo, na conversão de um livre directo, com um “míssil teleguiado”, a sobrevoar a barreira, sem hipótese de defesa para Sommer, Portugal inaugurar o marcador, colocando-se – algo “contra a corrente” do jogo – em vantagem.

O conjunto helvético não deu mostras de acusar o tento sofrido, tendo Seferović rematado à barra, ainda no primeiro tempo.

Na segunda metade, a Suíça continuou a ser mais equipa, vindo a empatar, ainda bastante cedo, na sequência de uma grande penalidade, que, mesmo após revisão pelo “VAR”, não ficou evidente.

Nos minutos imediatos, a turma portuguesa manteria a dificuldade em procurar reverter a tendência do jogo, até que, chegada a fase de substituições, a partir dos 70 minutos, o ritmo de jogo cairia bastante, parecendo ter ambas as formações praticamente abdicado de correr riscos nos derradeiros dez minutos.

Não obstante, quando já se aguardava o prolongamento, começando numa boa abertura de Rúben Neves, com um lançamento em profundidade para Bernardo Silva, este, com um passe atrasado, fez a assistência que permitiu a Cristiano Ronaldo, antecipando-se à defesa, com um remate bem colocado, de primeira, bisar. Já em período de compensação, então com a Suíça, “em desespero”, à procura de um lance que lhe pudesse proporcionar o restabelecer da igualdade, o mesmo Cristiano conseguiu isolar-se sobre a esquerda, tirando ainda um adversário do caminho, antes de finalizar com um remate cruzado, com a bola a fugir do alcance do guardião contrário.

A partida chegava ao termo, com um resultado bem melhor que a exibição, com uma extremamente invulgar eficácia da equipa de Portugal, com três golos em outros tantos remates à baliza!

Uma penalização severa para a Suíça que, pelo menos, fez por merecer o prolongamento, mas que acabaria derrotada pela conjugação da sua inoperância ofensiva com o talento de um génio do futebol, que apontou o seu 7.º “hat-trick” ao serviço da selecção portuguesa, passando a somar um total de 88 golos, sendo o melhor marcador de sempre a nível de selecções europeias, depois de ter superado já o lendário Ferenc Puskás.

5 Junho, 2019 at 9:38 pm Deixe um comentário

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