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Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 5ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Holanda-França –

1.º França, 7; 2.º Holanda, 3; 3.º Alemanha, 1

Grupo 2 – Bélgica-Islândia – 2-0

1.º Bélgica, 9; 2.º Suíça, 6; 3.º Islândia, 0

Grupo 3 – Itália-Portugal –

1.º Portugal, 6; 2.º Itália, 4; 3.º Polónia, 1

Grupo 4 – Croácia-Espanha – 3-2

1.º Espanha, 6; 2.º Inglaterra e Croácia, 4

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”). O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2020/21). Estão já matematicamente despromovidas à Liga B a Islândia e a Polónia.

Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.

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15 Novembro, 2018 at 10:47 pm Deixe um comentário

Polónia – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

Itália Polónia – Łukasz Fabiański, Bartosz Bereszyński (45m – Tomasz Kędziora), Kamil Glik, Jan Bednarek, Artur Jędrzejczyk, Piotr Zieliński, Grzegorz Krychowiak, Mateusz Klich (63m – Jakub Błaszczykowski), Rafał Kurzawa (64m – Kamil Grosicki), Robert Lewandowski e Krzysztof Piątek

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, William Carvalho, Rafa Silva (84m – Danilo Pereira), Rúben Neves, Pizzi (74m – Renato Sanches), Bernardo Silva (90m – Bruno Fernandes) e André Silva

1-0 – Krzysztof Piątek – 18m
1-1 – André Silva – 31m
1-2 – Kamil Glik (p.b.) – 43m
1-3 – Bernardo Silva – 52m
2-3 – Jakub Błaszczykowski – 77m

Cartões amarelos – Mateusz Klich (48m) e Grzegorz Krychowiak(62m); André Silva (37m), William Carvalho (67m), Pepe (74m) e Mario Rui (78m)

Árbitro – Carlos del Cerro (Espanha)

Outra vez sem Cristiano Ronaldo – numa espécie de “sabática”, a pretexto da necessária adaptação ao novo clube, Juventus -, e aproveitando para uma importante renovação da equipa, a selecção de Portugal voltou a dar muito boa conta de si, ainda para mais com uma excelente reacção à situação inicial de desvantagem.

Bastante personalizada, com uma bela dinâmica de jogo, a formação portuguesa, revelando grande superioridade, não deu hipóteses a um adversário difícil como é a Polónia, a actuar no seu reduto, marcando três golos num curto período de apenas cerca de vinte minutos.

Uma vitória que deixa a qualificação da selecção nacional para a fase final – nesta altura muito bem encaminhada – nas mãos dos… polacos, caso estes, pelo menos, empatem com a Itália, ou, em caso de triunfo dos transalpinos, a depender de um empate português em terreno italiano.

11 Outubro, 2018 at 9:46 pm Deixe um comentário

Portugal – Itália (Liga das Nações – 2.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, Pizzi (74m – Renato Sanches), Rúben Neves, William Carvalho (84m – Sérgio Oliveira), Bruma (77m – Gelson Martins), Bernardo Silva e André Silva

Itália Itália – Gianluigi Donnarumma, Manuel Lazzari, Mattia Caldara, Alessio Romagnoli, Domenico Criscito (74m – Emerson Palmieri), Bryan Cristante (79m – Andrea Belotti), Jorginho, Giacomo Bonaventura, Simone Zaza, Federico Chiesa e Ciro Immobile (59m – Domenico Berardi)

1-0 – André Silva – 48m

Cartões amarelos – Rúben Neves (42m) e Pepe (90m); Domenico Criscito (42m) e Federico Chiesa (58m) e Domenico Berardi (70m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

Na estreia absoluta da selecção de Portugal na novíssima competição da UEFA, Fernando Santos optou por apresentar uma formação renovada, incluindo como “titulares” quatro jogadores que não haviam integrado a convocatória para o Mundial (João Cancelo, Pizzi, Rúben Neves, Bruma) – sendo que também Rúben Dias e Mário Rui não alinharam em qualquer jogo na Rússia.

Ou seja, os “históricos” resumiam-se a dois elementos de campo (Pepe e William Carvalho), a que acresce o guarda-redes Rui Patrício – para além da jovem dupla que se começa a impor, formada por Bernardo Silva e André Silva.

Ainda assim, uma “revolução” não tão grande como a adoptada por Roberto Mancini que, dos “habituais” seleccionados da Itália – que, recorde-se, falhara o apuramento para a fase final do Mundial -, apenas reteve Simone Zaza e Ciro Immobile, tendo, por outro lado, feito “rodar” nada menos de nove dos jogadores que, há apenas três dias, tinham empatado com a Polónia, na jornada inaugural desta prova.

A “Liga das Nações” – com algo de misto de jogos de competição/”amigáveis” (terá relevância, quando mais não seja, pela oportunidade que proporciona de “repescagem” para o EURO, para as selecções às quais a qualificação corra mal) – parece surgir assim como um espaço privilegiado para o lançamento de novos valores.

Esta partida em concreto tinha inerente um outro aliciante: o facto de Portugal não conseguir ganhar um jogo oficial frente à Itália, no escalão de seniores, há mais de 60 anos (em Dezembro de 1957, em partida de qualificação para o Mundial de 1958, então com triunfo por 3-0, no que era, até à data, o único triunfo português)!

Pois, sem a “estrela” maior do firmamento do futebol lusitano, Cristiano Ronaldo, os jovens deram muito boa conta de si, tendo conseguido – enfim – “matar o borrego”…

Com um primeiro tempo de bom nível, a equipa portuguesa desaproveitou algumas boas ocasiões para se colocar em vantagem, com dois remates de William Carvalho a passarem perto do poste da baliza italiana, uma boa intervenção de Bonaventura, a “salvar” o golo em cima da linha, após de remate de Bernardo Silva, para além de uma bola na trave, na sequência de tentativa de desvio de Cristante.

Logo a abrir a segunda metade, surgiria então o golo, escasso para tanto labor ofensivo, mas o suficiente para alcançar a desejada vitória: Bruma recuperou a bola, avançou no terreno, acabando a bola por sobrar para André Silva, que remataria sem hipótese de defesa para o seu antigo colega do AC Milan, o jovem guardião Donnarumma.

O guarda-redes italiano evitaria ainda que Portugal tivesse ampliado a vantagem, numa excelente defesa a remate de Bernardo Silva, assim como, próximo do final, se arrojou ao chão, para impedir que Renato Sanches pudesse concretizar com êxito.

Perante uma selecção italiana ainda em processo “experimental” de construção,  que quase nunca foi uma ameaça efectiva, Portugal, foi um justíssimo vencedor, não traduzindo o marcador a superioridade evidenciada.

10 Setembro, 2018 at 9:40 pm Deixe um comentário

Desempate por grandes penalidades nos Mundiais e Europeus – 2004-2018

Mundiais e Europeus - GP - 2004-2018
(clicar na imagem para ampliar)

Num levantamento das situações de desempate da marca de grande penalidade verificadas nos Campeonatos da Europa de 2004, 2008, 2012 e 2016 e dos Campeonatos do Mundo de 20062010, 2014 e 2018, registaram-se, no total, 23 casos de empate no final do prolongamento: 2 em cada uma das competições de 2004, 2008, 2010 e 2012; 3 em 2016; 4 em 2006, 2014 e 2018.

Das 219 tentativas, 154 foram convertidas em golo (70,3%); 41 foram defendidas pelos guarda-redes (18,7%) – o que significa um total de 195 remates enquadrados com a baliza (89,0%) – apenas tendo 24 remates tido outra direcção: 6 a embater na trave e 4 no poste; 9 ao lado, e outros 5 por alto.

Nas sequências de remates – sendo que apenas por oito vezes se completaram as 10 tentativas previstas regulamentarmente -, o remate mais bem sucedido tem sido o 2.º (78% de eficácia), seguido de perto pelo 3.º e 5.º remates (74%).

Nos casos em que se completou a série de dez remates, esta 10.ª tentativa regista uma percentagem de sucesso de 75% (6 golos em 8 remates), praticamente a par do 9.º remate (este, com a particularidade de ter sido a tentativa decisiva em 11 dos casos, com 74% de aproveitamento, nas 19 situações em que ocorreu).

No pólo oposto, aquele em que se tem verificado maior propensão ao erro é, sobretudo, o 8.º (com apenas 52% de aproveitamento – 11 em 21 ocasiões -, surgindo os guarda-redes particularmente “inspirados”, com 38% de defesas!), seguido da 6.ª tentativa (convertida em golo apenas em 65% dos casos).

O que nos conduz a uma outra tendência, já antes constatada, pese embora agora bastante atenuada (em função dos desfechos dos desempates do EURO 2016 e do Mundial 2018): a de as equipas que iniciam a marcação parecerem ser de alguma forma beneficiadas (pelo efeito psicológico da tensão nervosa que se gera em que vai rematar em desvantagem, pelo menos momentânea); efectivamente, em 13 destes 23 casos, a equipa que marcou primeiro acabou por vencer.

Em termos aritméticos, o pior resultado foi o da Suíça, frente à Ucrânia, no Mundial 2006, perdendo por 0-3, tendo permitido, nas três tentativas de que dispôs, duas defesas do guarda-redes, e rematado uma vez à trave.

Os jogos em que os rematadores foram mais eficazes foram o Itália-França (Mundial 2006), o Paraguai-Japão (Mundial 2010), o Costa Rica-Grécia (Mundial 2014), o Portugal-Polónia (EURO 2016) e, principalmente, o Suíça-Polónia (EURO 2016), em todos os casos apenas com uma falha (sendo que o último deles foi o único em que se completaram as dez tentativas).

Ao invés, aqueles em que estiveram mais desastrados foram, para além do referido Ucrânia-Suíca (4 falhas em 7 tentativas), o Portugal-Inglaterra (5 falhas, em 9 – com destaque para as 3 defesas de Ricardo aos 4 remates ingleses, um record) e o Brasil-Chile e o Croácia-Dinamarca (ambos com 5 falhas em 10 remates, salientando-se também, neste último caso, as três defesas de Danijel Subašić… e duas de Kasper Schmeichel).

A Inglaterra vinha sendo a principal “vítima” deste sistema de desempate, derrotada por 3 vezes (nos Europeus de 2004 e 2012 e no Mundial de 2006) – sendo que duas dessas vezes foram frente a Portugal – tendo, agora, no Mundial 2018, superado a Colômbia. Com dois desempates perdidos, temos a Itália (também, outros dois, ganhos) e a Suíça.

Portugal tem três êxitos nesta fórmula de desempate (EURO 2004 e Mundial 2006, ambos frente à Inglaterra, e EURO 2016, ante a Polónia), tendo perdido uma vez, com a Espanha (EURO 2012).

A Alemanha, Croácia, Espanha, Holanda e Itália tiveram duas vitórias cada, sendo que os alemães são os únicos que nunca perderam no decurso deste período de 14 anos (em que se realizaram oito fases finais destas competições).

15 Julho, 2018 at 9:07 pm Deixe um comentário

Convocados para o Mundial 2018

Guarda-redes – Rui Patrício (Sporting), Anthony Lopes (Lyon) e Beto (Göztepe)

Defesas – Cédric Soares (Southampton), Ricardo Pereira (FC Porto), Pepe (Beşiktaş), José Fonte (Dalian Yifang), Bruno Alves (Glasgow Rangers), Rúben Dias (Benfica), Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund) e Mário Rui (Napoli)

Médios – William Carvalho (Sporting), João Moutinho (Mónaco), João Mário (West Ham), Manuel Fernandes (Lokomotiv Moscovo), Adrien Silva (Leicester City) e Bruno Fernandes (Sporting)

Avançados – Bernardo Silva (Manchester City), Gonçalo Guedes (Valencia), Gelson Martins (Sporting), Ricardo Quaresma (Beşiktaş), Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e André Silva (AC Milan)

O seleccionador nacional, Fernando Santos, anunciou esta noite o nome dos 23 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar na Rússia, a partir do próximo dia 14 de Junho.

Em relação à anterior competição (Europeu 2016, no qual Portugal se sagrou Campeão), verifica-se uma importante remodelação, com a entrada de dez jogadores: Beto, Ricardo Pereira, Rúben Dias, Mário Rui, Manuel Fernandes, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Gelson Martins e André Silva.

Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados: Eduardo, Vieirinha, Ricardo Carvalho, Eliseu, Danilo Pereira, Renato Sanches, André Gomes, Rafa Silva, Nani e Éder.

Comparando com o Mundial de há quatro anos, no Brasil, mantêm-se apenas os seguintes sete: os guardiões Rui Patrício e Beto, Bruno Alves, Pepe, João Moutinho, William Carvalho e Cristiano Ronaldo.

Na convocatória hoje anunciada, o Sporting conta com quatro jogadores, enquanto FC Porto e Benfica têm somente um cada. Há, portanto, um contingente de 17 elementos a actuar em clubes estrangeiros (quatro do campeonato de Inglaterra, três na Turquia, dois em Espanha, França e Itália, um da Alemanha, China, Escócia e Rússia) – face a um total de 15 na convocatória anterior -, com destaque para o Beşiktaş (com dois representantes).

17 Maio, 2018 at 9:19 pm Deixe um comentário

Sorteio – Mundial 2018

Rússia-2018

   Grupo A        Grupo B         Grupo C        Grupo D
RUS Rússia     POR Portugal   FRA França     ARG Argentina
URU Uruguai    ESP Espanha    PER Peru       Croácia Croácia
EGI Egipto     IRN Irão       Dinamarca Dinamarca  IS Islândia
A.SA A.Saudita  Marrocos.svg Marrocos   AUS Austrália  NGA Nigéria

    Grupo E       Grupo F         Grupo G        Grupo H
BRA Brasil     GER Alemanha   BEL Bélgica    Polónia Polónia
SUI Suíça      MEX México     ING Inglaterra COL Colômbia
CRC Costa Rica SUÉ Suécia     TUN Tunísia    SEN Senegal
SÉR Sérvia     KOR Cor. Sul   PAN Panamá     JPN Japão

Portugal jogará a sua partida de estreia na Fase Final do Mundial, a 15 de Junho, em Sochi, frente à Espanha (21 horas locais, 19 horas em Portugal); defrontará de seguida, a 20 de Junho, em Moscovo, a selecção de Marrocos (15 horas locais, 13 horas em Portugal); e, a concluir o grupo de apuramento, a 25 de Junho, em Saransk, jogará com o Irão (21 horas locais, 19 horas em Portugal continental).

O jogo de abertura do Mundial, a 14 de Junho, disputa-se entre o país anfitrião, Rússia, e a Arábia Saudita, em Moscovo (18 horas locais, 16 horas em Portugal).

1 Dezembro, 2017 at 5:03 pm Deixe um comentário

Mundial 2018 – Qualificação – Zona Europeia

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10 Outubro, 2017 at 9:52 pm Deixe um comentário

Portugal – Suíça (Mundial 2018 – Qualif.)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Eliseu (68m – Antunes), William Carvalho, João Mário (90m – Danilo Pereira), João Moutinho, Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e André Silva (75m – André Gomes)

Suíça Suíça – Yann Sommer, Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Johan Djourou, Ricardo Rodríguez, Remo Freuler (45m – Denis Zakaria), Blerim Džemaili (66m – Steven Zuber), Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Haris Seferović e Admir Mehmedi (66m – Breel Embolo)

1-0 – Johan Djourou (p.b.) – 41m
2-0 – André Silva – 57m

Cartões amarelos – Eliseu (45m); Remo Freuler (27m) e Denis Zakaria (69m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Culminando duas excelentes campanhas, em paralelo, com o pleno de vitórias face aos restantes adversários do grupo – pese embora se tenha revelado de nível geral bastante fraco, sobretudo no que respeita à Hungria e à Letónia, muito aquém das expectativas -, Portugal e Suíça tinham encontro marcado para esta espécie de “final”, que ditaria qual dos dois garantiria o apuramento directo, em prejuízo do outro, forçado a “horas extraordinárias”, num sempre imprevisível “play-off”.

A selecção suíça, com a vantagem teórica de poder jogar com dois resultados – apenas a derrota não servia as suas aspirações – apresentou-se muito coesa, com um forte sentido de colectivo, bem posicionada, jogando “olhos nos olhos” com os portugueses, mas, efectivamente, sem criar especial perigo.

Por seu lado, a equipa lusa, ambicionando a vitória, sabia que teria de ser paciente e não conceder qualquer espécie de facilidades ao oponente. Assim, com o jogo muito equilibrado a meio-campo, o primeiro lance de maior “frisson” surgiria já próximo dos 40 minutos, num remate de Bernardo Silva, a que o guardião suíço deu a melhor resposta para as suas cores.

Quando se esperava que o intervalo chegasse com o nulo no marcador, Portugal viria então a ser feliz: na sequência de um centro de Eliseu, João Mário atrapalhou Sommer e Djorou, tendo o guarda-redes desviado a bola contra o defesa, que, involuntariamente, fez auto-golo.

À saída para o descanso os papéis invertiam-se: era Portugal que passava a estar “qualificado”, cabendo aos suíços ir em busca do prejuízo.

Mas, contrariamente ao que sucedera há três dias em Andorra, desta feita o segundo tento surgiria cedo, ainda antes do quarto de hora da segunda metade, com André Silva, muito oportuno, a finalizar um lance criado por João Moutinho e Bernardo Silva.

Desde logo se sentiu que o apuramento já não nos escaparia. A equipa portuguesa, muito segura e confiante, controlou o jogo a seu bel-prazer, anulando qualquer veleidade que os suíços pudessem ter.

Ao invés, na parte final do desafio, seria inclusivamente Portugal a dispor de oportunidades para ampliar a marca, com Cristiano Ronaldo, isolado frente a Sommer, a permitir a defesa (80 minutos), e, já em período de compensação, Bernardo Silva, a perder o “timing” de uma assistência para Ronaldo, que, provavelmente, teria resultado em mais um golo, que lhe teria proporcionado igualar o polaco Lewandowski como melhor goleador desta fase de qualificação europeia para o Mundial.

Portugal, superior no momento decisivo, cumpria o seu destino: privilegiando o “jogar bem”, em detrimento do “jogar bonito”, completava uma série perfeita de nove vitórias, garantindo assim a 10.ª presença consecutiva em fases finais de grandes competições internacionais, desde 2000 (cinco Campeonatos da Europa e cinco Campeonatos do Mundo)!

GRUPO B        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal    10   9   -   1  32 - 4  27
2º Suíça       10   9   -   1  23 - 7  27
3º Hungria     10   4   1   5  14 -14  13
4º I. Faroé    10   2   3   5   4 -16   9
5º Letónia     10   2   1   7   7 -18   7
6º Andorra     10   1   1   8   2 -23   4

10ª jornada

10.10.2017 – Hungria – I. Faroé – 1-0
10.10.2017 – Letónia – Andorra – 4-0
10.10.2017 – Portugal – Suíça – 2-0

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10 Outubro, 2017 at 9:35 pm Deixe um comentário

Andorra – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)

Andorra Andorra – Josep Antoni Gomes, Jesús “Chus” Rubio, Ildefons Lima, Max Llovera, Moisès San Nicolas, Victor Rodríguez (87m – Juli Sánchez), Marc Rebés, Marc Vales, Ludovic Clemente (79m – Alex Martínez), Márcio Vieira (90m – Sergi Moreno) e Jordi Aláez

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Luís Neto, Eliseu, Danilo, Gelson Martins (45m – Cristiano Ronaldo), João Mário, Ricardo Quaresma (79m – William Carvalho), Bernardo Silva e André Silva (90m – Gonçalo Guedes)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 63m
0-2 – André Silva – 86m

Cartões amarelos – Jordi Aláez (37m), Moisès San Nicolas (57m), Victor Rodríguez (75m) e Sergi Moreno (90m)

Árbitro – Miroslav Zelinka  (R. Checa)

Não foi um bom jogo esta última etapa da selecção portuguesa, a caminho da “final” com a Suíça, mas, pode dizer-se “missão cumprida” na tarefa – que se confirmou ser imprescindível – de, após o “passo em falso” na estreia desta fase de qualificação, vencer todas as partidas, em ordem a continuar a depender exclusivamente de si própria.

Pese embora a imperiosa necessidade de vencer – caso tal não sucedesse, esvaziar-se-ia de conteúdo o derradeiro encontro, ante a Suíça, dado que tudo teria ficado já antecipadamente definido, a favor dos suíços – a realidade competitiva sobrepôs-se e Fernando Santos optou mesmo por preservar alguns dos titulares, poupando-os ao esforço e a eventuais “cartões amarelos”, que os poderiam afastar do prélio decisivo.

Num campo de dimensões reduzidas e com relvado sintético, a equipa portuguesa denotou muita dificuldade em contornar a barreira defensiva andorrana, muito compacta, preenchendo todos os espaços, não tendo conseguido impor a velocidade necessária para poder fazer desequilibrar a organização contrária.

No final do primeiro tempo podia dizer-se que se “alugava meio terreno”, mas as ocasiões de perigo junto da área de Andorra rarearam, destacando-se a tentativa de Quaresma, aos 26 minutos, e um remate de meia distância de Pepe, aos 40 minutos.

Com o nulo teimosamente a manter-se – nula altura em que, paralelamente, na Suíça, os nossos mais directos rivais tinham decidido já, em seu proveito, a contenda face aos húngaros -, Cristiano Ronaldo seria chamado a entrar em acção para o segundo tempo.

E, não obstante a toada do jogo não se tivesse alterado substancialmente, bastaria pouco mais de um quarto de hora para que, numa sobra de bola, Cristiano Ronaldo, muito eficaz, não perdoasse, apontando o seu 15.º tento nesta fase de qualificação, desbloqueando assim o problema que se vinha perfilando.

Inaugurado o marcador, Portugal beneficiaria então, na fase final da partida, de mais espaço, proporcionado também pela fadiga que se ia acumulando nos jogadores da casa, acabando por obter o golo da tranquilidade já bem próximo do termo do encontro.

Confirmava-se a “final”, com a Suíça, “pré-agendada” há mais de um ano…

GRUPO B        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Suíça        9   9   -   -  23 - 5  27
2º Portugal     9   8   -   1  30 - 4  24
3º Hungria      9   3   1   5  13 -14  10
4º I. Faroé     9   2   3   4   4 -15   9
5º Letónia      9   1   1   7   3 -18   4
6º Andorra      9   1   1   7   2 -19   4

9ª jornada

07.10.2017 – I. Faroé – Letónia – 0-0
07.10.2017 – Andorra – Portugal – 0-2
07.10.2017 – Suíça – Hungria – 5-2

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7 Outubro, 2017 at 9:34 pm Deixe um comentário

Hungria – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)

Hungria Hungria – Péter Gulácsi, Attila Fiola, Richárd Guzmics, Tamás Kádár, Mihály Korhut, Gergő Lovrencsics (78m – Roland Varga), Máté Pátkai, Ákos Elek (67m – Ádám Pintér), Balázs Dzsudzsák, Tamás Priskin e Márton Eppel (61m – Dániel Böde)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão (28m – Eliseu), Danilo Pereira, João Moutinho, Gelson Martins (63m – Bernardo Silva), João Mário, Cristiano Ronaldo e André Silva (86m – Ricardo Quaresma)

0-1 – André Silva – 48m

Cartões amarelos – Máté Pátkai (20m), Ákos Elek (45m), Balázs Dzsudzsák (82m) e Attila Fiola (89m); Cristiano Ronaldo (89m)

Cartão vermelho – Tamás Priskin (30m)

Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)

Num grupo que se revela bastante desequilibrado, com Suíça e Portugal a derrotarem todos os restantes adversários, a equipa portuguesa tinha esta noite (mais) um jogo crucial para as suas aspirações de qualificação directa.

Com a formação helvética, desde cedo a colocar-se em vantagem na Letónia, confirmava-se o que se antecipava já: a vitória portuguesa na Hungria era absolutamente imprescindível para manter o líder sob “mira”, à distância de três pontos, que poderão ser anulados no confronto directo.

Independentemente disso, a selecção nacional entrou em campo com boa atitude, de forma personalizada, assumindo o favoritismo que o seu estatuto de Campeão Europeu lhe confere, mas consciente dos riscos que esta deslocação acarretava.

Curiosamente, a uma meia hora inicial de supremacia lusa, seguir-se-ia, até final do primeiro tempo, e na sequência da expulsão de um jogador húngaro (cotovelada a Pepe), uma fase de grande dureza no jogo, sucessivamente interrompido, em consequência da elevada quantidade de faltas.

A jogar em superioridade numérica – mas, tendo sido expulso um avançado da Hungria, com a equipa da casa a manter a sua organização defensiva, acantonando-se -, Portugal necessitava manter “cabeça fria”, para não entrar numa toada de jogo precipitada, que só favoreceria o adversário.

Para o segundo tempo, a equipa vinha com essa orientação, de assentar o jogo, beneficiando do largo tempo que dispunha ainda; teria então a felicidade de chegar ao golo logo no terceiro minuto.

A partir daí, e até final, a equipa portuguesa oscilou sempre entre a ideia “racional” de prosseguir uma toada de jogo que lhe permitisse marcar novo golo e, assim, solidificar tão importante triunfo, e a pulsão mais “emocional”, de conservar a preciosa vantagem, minimizando o risco.

Tal dificultaria a fluidez do jogo português, para o que contribuía também o posicionamento da selecção húngara, sempre “especulativo”, na expectativa de um eventual erro para poder restabelecer o empate.

O conjunto português começaria então a gerir o tempo de jogo, trocando a bola à entrada do meio campo contrário, mas, paralelamente, deixando correr o tempo, subsistindo à mercê de um lance de contra-ataque rápido, ou de bola parada.

O maior “calafrio” chegaria mesmo já em tempo de compensação, com um desvio de cabeça, na área portuguesa, que Rui Patrício, com segurança, deteria, beneficiando também da sua imperfeita execução técnica.

Em síntese, com uma vitória justa, embora pudesse ter sido mais afirmativa, valeu o ultrapassar de mais um obstáculo de monta nesta caminhada para a fase final.

Somando o 7.º triunfo consecutivo, a selecção nacional necessitará, muito provavelmente, de chegar às nove vitórias, para confirmar o apuramento directo para o Mundial. Falta apenas a derradeira jornada dupla, em Outubro, com a deslocação a Andorra e a recepção à Suíça…

GRUPO B        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Suíça        8   8   -   -  18 - 3  24
2º Portugal     8   7   -   1  28 - 4  21
3º Hungria      8   3   1   4  11 - 9  10
4º I. Faroé     8   2   2   4   4 -15   8
5º Andorra      8   1   1   6   2 -17   4
6º Letónia      8   1   -   7   3 -18   3

8ª jornada

03.09.2017 – I. Faroé – Andorra – 1-0
03.09.2017 – Hungria – Portugal – 0-1
03.09.2017 – Letónia – Suíça – 0-3

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3 Setembro, 2017 at 9:37 pm Deixe um comentário

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