BENFICA

BenficaFichas de jogos nas provas europeias

###2016-17

(402) B. Dortmund – Benfica – 4-0

08.03.2017 – Liga dos Campeões – 1/8 final (2ª mão)

Borussia DortmundB. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos (88m – Matthias Ginter), Marc Bartra, Erik Durm, Julian Weigl, Gonzalo Castro, Marcel Schmelzer, Ousmane Dembélé (81m – Shinji Kagawa), Christian Pulišić e Pierre-Emerick Aubameyang (86m – André Schürrle)

Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, André Almeida, Andreas Samaris (74m – Andrija Živković), Pizzi, Eduardo Salvio (64m – Jonas), Franco Cervi (82m – Raúl Jiménez) e Kostas Mitroglou

1-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 4m
2-0 – Christian Pulišić – 59m
3-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 61m
4-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 85m

Cartões amarelos – Gonzalo Castro (31m), Ousmane Dembélé (38m) e Łukasz Piszczek (65m); Andreas Samaris (33m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

O “sonho” começou a esfumar-se bem cedo, logo aos 4 minutos, quando o Borussia Dortmund, na primeira investida perigosa, igualou a eliminatória, na sequência de um pontapé de canto.

A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão, manteria, a custo, a desvantagem mínima, que lhe poderia ainda, em caso de conseguir chegar ao golo, fazer reverter a seu favor o desfecho deste confronto.

E, tendo conseguido ensaiar alguns lances de contra-ataque, o golo até poderia ter surgido, logo a abrir a segunda metade do encontro, quando um remate de Cervi foi bloqueado por Piszczek.

Porém, à passagem da hora de jogo, dois golos de “rajada” da formação alemã sentenciariam a eliminatória, a aproveitar da melhor forma as desatenções da defensiva benfiquista.

Já “entregue”, a equipa do Benfica não evitaria o “hat-trick” de Aubameyang, a “desforrar-se” da inoperância que denotara no Estádio da Luz, consumando a goleada, um resultado pesado para a turma portuguesa, mas com um vencedor incontestado.

(401) Benfica – B. Dortmund – 1-0

14.02.2017 – Liga dos Campeões – 1/8 final (1ª mão)

Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, André Carrillo (45m – Filipe Augusto), Rafa Silva (67m – Franco Cervi) e Kostas Mitroglou (75m – Raúl Jiménez)

Borussia DortmundB. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos, Marc Bartra, Marcel Schmelzer, Erik Durm, Ousmane Dembélé, Julian Weigl, Raphaël Guerreiro (82m – Gonzalo Castro), Marco Reus (82m – Christian Pulišić) e Pierre-Emerick Aubameyang (62m – André Schürrle)

1-0 – Kostas Mitroglou – 48m

Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (63m); Marcel Schmelzer (74m), Christian Pulišić (85m) e Marc Bartra (90m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

Foi uma vitória (muito) feliz a do Benfica…

Assim o dizem, friamente, os números: 35%/65% em termos de posse de bola, 4-14 em remates, 1(!)-4 em remates à baliza, 3-10 em cantos; todos os dados em favor da formação germânica.

Mas, para além da absoluta eficácia concretizadora do Benfica, marcando o golo no seu único remate enquadrado com a baliza, fica também o registo do extraordinário desperdício do Borussia, que dispôs de diversas oportunidades de perigo / ocasiões de golo, de que se destacam:

  • aos 11 minutos (na primeira de quatro perdidas de Aubameyang, isolado frente a Ederson, a rematar por cima);
  • aos 24 minutos, com Lindelöf, “in-extremis”, a bloquear um remate de Dembélé;
  • aos 39 minutos, novamente Aubameyang, a chegar atrasado a um passe de Raphaël Guerreiro, já com Ederson fora da baliza;
  • já no segundo tempo, e depois do golo benfiquista, num período de extrema pressão alemã, aos 52, 54 (outra vez Aubameyang, na cara de Ederson, de novo por cima), 56 e 58 minutos (com Aubameyang a permitir a Ederson a defesa de uma grande penalidade, na sequência de um remate para o centro da baliza);
  • aos 84 minutos, mais uma fantástica intervenção do guardião benfiquista, com magníficos reflexos, a negar o golo a Pulišić, após traiçoeiro desvio da bola em Raúl Jiménez.

No jogo n.º 500 de Luisão, a defesa do Benfica teve de evidenciar grande solidariedade, mas, acima, de tudo, contar com uma inspiradíssima exibição do guarda-redes brasileiro, para manter a sua baliza inviolada.

Com um Benfica excessivamente cauteloso e a denotar bastante passividade, acantonado no seu meio-campo, concedendo a iniciativa ao adversário, a primeira parte fora já de intenso sufoco, dada a dinâmica e intensidade de jogo do Borussia Dortmund, com Rui Vitória a ansiar pelo intervalo, como que um “time-out”, para rever posicionamentos e a organização táctica, dada a incapacidade revelada pela sua equipa em, sequer, sair para o contra-ataque.

Para a segunda metade, a troca de André Carrillo por Filipe Augusto, permitiria reforçar o segmento defensivo da equipa, com o brasileiro a apoiar Fejsa, possibilitando paralelamente alguma libertação a Pizzi, do que resultariam, ainda nessa fase inicial, dois cantos, após combinação com Salvio. No segundo deles, logo ao terceiro minuto, ao cruzamento de Pizzi, surgiria Luisão a desviar a bola de cabeça, com Mitroglou, em esforço, a conseguir fazer anichar o esférico nas malhas da baliza alemã.

Vendo-se em desvantagem, o Borussia intensificaria então ainda mais o seu “pressing”, encostando, nos dez minutos seguintes, o Benfica “às cordas”. Não obstante, após a sucessão de oportunidades desperdiçadas, culminando com a falha da grande penalidade, a moral benfiquista cresceu, enquanto, em paralelo, e à medida que o tempo ia correndo, os alemães começariam a descrer e, inevitavelmente, a baixar o ritmo.

A saída de Aubameyang era o reconhecimento de uma noite de incapacidade total, mas as substituições operadas pelo técnico alemão, Thomas Tuchel, acabariam mesmo por não resultar.

É bem evidente que o resultado não traduz, “com justiça”, o que se passou em campo durante os 90 minutos, nesta que foi a 400.ª partida disputada pelo Benfica em competições europeias (tendo em conta que, na época de 1987-88, foi suspenso o jogo da 2.ª mão ante o Partizan de Tirana) – e que a vitória resulta da conjugação de uma grande felicidade, com uma soberba actuação de Ederson, e, sobretudo, com a extrema ineficácia alemã -, mas, perante o notório desnível de argumentos entre ambas as equipas, poderia o Benfica ter tido sucesso com outro tipo de abordagem ao jogo?

O jogo da 2.ª mão terá decerto outra história, mas, entrando no Westfalenstadion em vantagem, sem ter sofrido golos no seu reduto, o Benfica poderá, com uma exibição muito concentrada e com o reforço dos níveis de confiança, e algum necessário atrevimento, que lhe possa proporcionar marcar em terreno alheio, sonhar com o “milagre”…

(400) Benfica – Napoli – 1-2

06.12.2016 – Liga dos Campeões – 6ª jornada

Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, André Almeida, Eduardo Salvio (89m – Kostas Mitroglou), Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (68m – André Carrillo), Gonçalo Guedes (57m – Rafa Silva) e Raúl Jiménez

Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol, Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Amadou Diawara, Marek Hamšík (72m – Piotr Zieliński), José Callejón, Manolo Gabbiadini (57m – Dries Mertens) e Lorenzo Insigne (80m – Marko Rog)

0-1 – José Callejón – 60m
0-2 – Dries Mertens – 79m
1-2 – Raúl Jiménez – 87m

Cartões amarelos – Pizzi (89m); Kalidou Koulibaly (15m)

Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

Dependendo do resultado que se verificasse na Ucrânia, entre o D. Kyiv e o Beşiktaş, o Benfica-Napoli poderia ser como que uma “final”, para apuramento de uma equipa, em detrimento da outra.

Mas, tal cenário apenas se colocaria ao longo de cerca de meia hora, pois, desde cedo, as notícias que ia chegando da Ucrânia eram bem positivas, acabando por limitar de forma determinante a importância do jogo da Luz, em que passava a estar em causa apenas a definição do vencedor do grupo.

Efectivamente, numa espécie de “hara-kiri”, aos 33 minutos a equipa turca perdia já por 0-3 (a marca continuaria a subir, até se fixar num “arrepiante” 0-6), tendo o Beşiktaş terminado o desafio apenas com nove jogadores em campo, podendo eventualmente queixar-se do lance de grande penalidade que deu origem ao segundo tento do D. Kyiv e à primeira expulsão.

Assim, foi uma partida algo “descomprometida” a que ia decorrendo em Lisboa, jogada de forma “aberta”, a proporcionar diversas ocasiões de perigo, de parte a parte. Mas seriam sempre os italianos os mais afoitos e, também, mais eficazes, não obstante a boa exibição do guardião benfiquista, Ederson, a negar alguns outros lances de golo iminente.

Efectivamente, quando o golo acabou por surgir, para os napolitanos, à passagem da hora de jogo, já o D. Kyiv ganhava então por 5-0, estando a formação turca reduzida já a nove elementos. Depois, enquanto o Benfica ensaiava algumas tentativas de repor a igualdade, expunha-se mais às contra-ofensivas italianas, acabando por sofrer segundo tento, evidenciando debilidades defensivas, numa noite em que a dupla de centrais revelou desacerto nas marcações.

Já depois de o Napoli ter tido oportunidade para dilatar ainda mais o marcador, o Benfica acabaria enfim por chegar ao “golo de honra”, por Raúl Jiménez, a três minutos do final, reduzindo para marca tangencial o desfecho de uma exibição desinspirada e algo desconcentrada.

Num percurso que atravessou bastantes trilhos sinuosos – em particular, os dois encontros com a equipa turca, assim como os desaires nos jogos com o Napoli – o Benfica, sob o comando de Rui Vitória, acaba por garantir a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões pelo segundo ano sucessivo, potenciando os decisivos triunfos obtidos frente à formação ucraniana.

(399) Beşiktaş – Benfica – 3-3

23.11.2016 – Liga dos Campeões – 5ª jornada

At. MadridBeşiktaş – Fabri Ramírez, Gökhan Gönül (45m – Cenk Tosun), Marcelo, Duško Tošić (60m – Atinc Nukan), Andreas Beck, Ricardo Quaresma, Tolgay Arslan (45m – Gokhan Inler), Atiba Hutchinson, Adriano, Oğuzhan Özyakup e Vincent Aboubakar

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (64m – Rafa Silva), Gonçalo Guedes (75m – Andreas Samaris) e Kostas Mitroglou (86m – Raúl Jiménez)

0-1 – Gonçalo Guedes – 10m
0-2 – Nélson Semedo – 25m
0-3 – Ljubomir Fejsa – 31m
1-3 – Cenk Tosun – 58m
2-3 – Ricardo Quaresma (pen.) – 83m
3-3 – Vincent Aboubakar – 89m

Cartões amarelos – Tolgay Arslan (29m) e Vincent Aboubakar (90m); Pizzi (34m) e Luisão (77m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

É tradicional do jargão futebolístico a célebre referência ao facto de os jogos terem duas partes distintas. Uma máxima que foi levada ao extremo neste encontro.

Que, desde cedo, pareceu oferecer ao Benfica inesperadas facilidades, quando, no curto intervalo de apenas cerca de 20 minutos, e apenas com pouco mais de meia hora decorrida de jogo, na sequência de uma exibição avassaladora, na sua ofensiva, chegou a uma confortável… e que se esperava absolutamente tranquila e definitiva vantagem de 3-0 (tendo ainda desperdiçado outra soberana ocasião de golo, com um remate ao poste), tendo o terceiro golo surgido na sequência de um absolutamente incrível lance: um primeiro cabeceamento de Mitroglou à trave, na recarga o grego a cabecear outra vez à trave, na segunda recarga, Salvio, também de cabeça, a acertar no poste, até que, enfim, na terceira recarga, Fejsa rematou para o fundo da baliza.

Um lance bem ilustrativo da apatia até então revelada pelo conjunto turco, a deixar que os jogadores do Benfica ganhassem todos os lances de antecipação.

Para o segundo tempo, perante a imagem que ambas as equipas haviam transmitido na metade inicial, a expectativa seria a de que o resultado se viesse ainda a avolumar a favor da formação portuguesa, convertendo-se numa goleada histórica…

Um engano crasso. Depois de cerca de uma hora em que controlou por completo o jogo, a equipa portuguesa, como que assustada, desunir-se-ia logo após ter sofrido o primeiro golo, não conseguindo suster a reacção da formação turca, impulsionada pelo seu público, com uma deliberada aposta no ataque, após a entrada em campo de Tosun (substituindo o lateral direito) e de Inler, logo no recomeço do desafio.

Infelizmente, Mitroglou acabara de desperdiçar, escassos momentos antes, o que seria o quarto tento benfiquista, isolado face ao guarda-redes, mas a rematar ligeiramente ao lado.

Ao invés, o Benfica, recuando no terreno, incapaz de construir jogo – ou, sequer, de concretizar um único lance de contra-ataque -, viria ainda, a um quarto de hora do final, com a substituição de Gonçalo Guedes por Andreas Samaris, a transmitir às duas equipas um mesmo sinal, pese embora de duplo sentido: para os portugueses, que era tempo de defender, paradoxalmente, na zona do campo onde tem revelado maiores dificuldades; para o Besiktas, um verdadeiro convite ao derradeiro “assalto”, instalando-se de forma permanente nas imediações da grande área contrária.

E, quando Ricardo Quaresma, na conversão de uma grande penalidade- resultante de um erro capital da defesa, com Lindelöf a abordar o lance com os braços abertos, não evitando o contacto com a bola -, já dentro dos dez minutos finais da partida, reduziu para a desvantagem mínima, desde logo se receou o pior… que acabaria por vir a confirmar-se praticamente no derradeiro minuto.

Repetia-se o “filme” que fora já “exibido” no Estádio da Luz, com o Benfica a deixar escapar duas vitórias que parecia ter “na mão”, o que poderá ter custos elevadíssimos.

Passando de uma posição em que chegou a ter, durante largo período, o apuramento “garantido”, ao ceder a igualdade, o Benfica – não obstante continue a depender de si próprio – enfrenta agora uma partida final, quase que “a eliminar”, ante o Napoli, caso o Besiktas vença na Ucrânia. O cenário será bem mais favorável caso a formação turca não consiga vencer, o que, desde logo, qualificará portugueses e italianos para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.

(398) Benfica – D. Kiev – 1-0

01.11.2016 – Liga dos Campeões – 4ª jornada

Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa (59m – Andreas Samaris), Franco Cervi, Gonçalo Guedes (87m – André Almeida) e Kostas Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)

D. Kiev – Artur Rudko, Mykola Morozyuk, Yevhen Khacheridi, Domagoj Vida, Yevhen Makarenko, Viktor Tsygankov (61m – Artem Besedin), Serhiy Sydorchuk (76m – Pavlo Orikhovskiy), Serhiy Rybalka, Vitaliy Buyalskiy (87m – Artem Gromov), Derlis González e Júnior Moraes

1-0 – Eduardo Salvio (pen.) – 45m

Cartões amarelos – Samaris (79m); Derlis González (11m), Mykola Morozyuk (15m), Yevhen Makarenko (44m), Domagoj Vida (45m), Serhiy Rybalka (56m) e Yevhen Khacheridi (90m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

Com a “embalagem” adquirida na sequência do triunfo alcançado em Kiev, o Benfica bisou a vitória, porventura com mais dificuldade do que poderia esperar-se.

De facto, embora tendo assumido, desde início, a iniciativa do jogo, a equipa portuguesa sentiu, desta feita, mais dificuldades em contornar o bloco defensivo da turma ucraniana, adoptando uma estratégia de defesa “alta”, fazendo concentrar o jogo a meio-campo.

O Benfica apenas conseguiria desbloquear por via de uma grande penalidade (tal como sucedera na Ucrânia, com Salvio a não dar hipótese de defesa ao guardião contrário), já em período de compensação do primeiro tempo.

E acabaria mesmo por ser nas grandes penalidades que se decidiria este jogo, com Ederson Moraes, com excelente intervenção, a evitar que o D. Kiev restabelecesse a igualdade, quando, aos 68 minutos, beneficiou também de um castigo máximo, mas que desaproveitaria.

Antes, já Gonçalo Guedes vira os postes da baliza contrária negar, por duas vezes, o que teria sido o segundo tento dos “encarnados”. Pouco depois, saíra de campo, lesionado, Fejsa, o que provocaria dificuldades acrescidas no controlo de jogo por parte da equipa portuguesa, que só voltaria a estabilizar na fase final do desafio.

De qualquer forma, um resultado que proporciona ao Benfica ascender à liderança partilhada do seu Grupo (a par do Napoli), com boas perspectivas de poder vir a alcançar o apuramento, pese embora o grande equilíbrio que vem caracterizando a disputa entre os três primeiros classificados, com o surpreendente Besiktas, somente um ponto abaixo.

Ainda com duas rondas por disputar, garantida ficou desde já, no pior dos cenários, a continuidade nas competições europeias desta temporada, no mínimo, por via da transição para a Liga Europa.

(397) D. Kiev – Benfica – 0-2

19.10.2016 – Liga dos Campeões – 3ª jornada

D. Kiev – Artur Rudko, Danilo Silva, Yevhen Khacheridi, Domagoj Vida, Antunes, Andriy Yarmolenko, Serhiy Sydorchuk (80m – Olexandr Gladkiy), Nikita Korzun, Valeriy Fedorchuk (56m – Vitaliy Buyalskiy), Derlis González (71m – Viktor Tsygankov) e Júnior Moraes

Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (83m – Guillermo Celis), Gonçalo Guedes (90m – Eliseu) e Kostas Mitroglou (71m – Raúl Jiménez)

0-1 – Eduardo Salvio (pen.) – 9m
0-2 – Franco Cervi – 55m

Cartões amarelos – Nikita Korzun (34m); Kostas Mitroglou (45m)

Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)

Depois do(s) “passo(s) em falso” das duas rondas iniciais da competição, o Benfica foi esta noite arrancar uma determinante vitória ao terreno do D. Kiev – à partida o mais directo adversário na disputa pelo acesso aos 1/8 de final da Liga dos Campeões.

Adquirindo vantagem desde cedo, com um tento logo aos nove minutos, na sequência da conversão de uma grande penalidade, por Salvio, o Benfica teve então a possibilidade de actuar de forma concentrada, minimizando os riscos, controlando, em termos gerais, o jogo.

Beneficiou ainda da sua eficácia em termos de colectivo, sobretudo nas transições ofensivas, para sentenciar o desfecho do jogo, curiosamente à passagem do décimo minuto do segundo tempo, por Cervi, à “segunda tentativa”, ao passo que a equipa ucraniana desperdiçava as ocasiões de perigo criadas, também com realce para a exibição de Ederson Moraes e um corte providencial de Grimaldo.

Um triunfo alcançado com alguma felicidade, mas que se justifica pela forma como ambas as formações se apresentaram em campo, abrindo novas perspectivas à equipa portuguesa, sobretudo se conseguir voltar a superar este mesmo adversário, já na próxima jornada, em Lisboa.

(396) Napoli – Benfica – 4-2

28.09.2016 – Liga dos Campeões – 2ª jornada

Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol (11m – Nikola Maksimović), Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Jorginho, José Callejón (70m – Lorenzo Insigne), Marek Hamšík, Dries Mertens (82m – Emanuele Giaccherini) e Arkadiusz Milik

Benfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Nélson Semedo, André Horta (56m – Eduardo Salvio), Ljubomir Fejsa (82m – José Gomes), Pizzi, André Carrillo (67m – Gonçalo Guedes) e Kostas Mitroglou

1-0 – Marek Hamšík – 20m
2-0 – Dries Mertens – 51m
3-0 – Arkadiusz Milik (pen.) – 54m
4-0 – Dries Mertens – 58m
4-1 – Gonçalo Guedes – 70m
4-2 – Eduardo Salvio – 86m

Cartões amarelos – Pepe Reina (86m); Lisandro López (50m), Júlio César (53m), Carrillo (65m) e Fejsa (76m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Após o “passo em falso” da ronda inicial, o Benfica enfrentava o mais difícil desafio, perante o opositor teoricamente mais cotado do Grupo, e em terreno alheio.

Não obstante, entrando bem no jogo, pertenceriam mesmo à equipa portuguesa as primeiras boas ocasiões de golo, porém não concretizadas.

A piorar as coisas, depois das falhas ofensivas, o acumular de sucessivos erros defensivos, começando, logo aos 20 minutos, com o primeiro tento sofrido, na sequência de um canto, com Hamšík a beneficiar da excessiva liberdade que lhe foi concedida, para se antecipar à defesa, desviando a bola, de cabeça, para a baliza.

A formação lusa acusou o golo sofrido, tendo demorado a recompor-se, de forma a que pudesse, de alguma forma, chamar a si o controlo do jogo.

Depois de chegar ao intervalo com a desvantagem mínima, tudo se desmoronaria, com outros três golos sofridos num curtíssimo espaço de sete minutos, na sequência de um livre, de uma grande penalidade e, por fim, de uma comprometedora falha do guardião benfiquista – curiosamente, escolhido para este jogo pelo seu traquejo internacional, e conhecimento do futebol italiano, onde militou vários (sete) anos, ao serviço do Inter (sagrando-se penta-campeão).

Ainda com mais de meia hora para jogar, chegou então a recear-se o avolumar do resultado para números nada dignificantes, dado o desnorte que o grupo parecia atravessar.

Contudo, beneficiando de alguma natural baixa de intensidade e concentração do adversário, aproveitando então da melhor forma as oportunidades criadas, o Benfica apontaria ainda dois golos, reduzindo o desfecho final a uma mais tolerável marca de 2-4 (na deslocação anterior a Nápoles, tinha perdido por 2-3).

Em síntese, uma noite bastante negativa, com a equipa a ser fortemente penalizada pelos diversos erros individuais cometidos, sem que o conjunto tivesse revelado a necessária coesão para contrariar este poderoso adversário.

A decisão do posicionamento no Grupo fica reservada para o duplo confronto com o D. Kiev…

(395) Benfica – Beşiktaş – 1-1

13.09.2016 – Liga dos Campeões – 1ª jornada

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Lisandro López, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, André Horta, Ljubomir Fejsa (89m – Guillermo Celis), Eduardo Salvio, Franco Cervi (70m – Andreas Samaris), Pizzi e Gonçalo Guedes

At. MadridBeşiktaş – Tolga Zengin, Andreas Beck, Marcelo, Duško Tošić, Adriano (63m – Cenk Tosun), Gökhan Inler, Atiba Hutchinson, Ricardo Quaresma, Oğuzhan Özyakup (45m – Anderson Talisca), Caner Erkin e Vincent Aboubakar (81m – Olcay Şahan)

1-0 – Franco Cervi – 12m
1-1 – Anderson Talisca – 90m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (78m) e Eduardo Salvio (87m); Caner Erkin (87m) e Andreas Beck (88m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Iniciando esta fase de grupos da Liga dos Campeões, recebendo, teoricamente, o concorrente menos difícil, o Benfica acabaria por vir a ser penalizado, já em período de descontos, deixando escapar uma vitória que tão importante poderia vir a revelar-se nas contas finais.

Privada de uma série de elementos fulcrais, quer na defesa, mas, sobretudo, na dianteira (nomeadamente com as forçadas ausências de Jardel, Rafa, Jiménez, Mitroglou e Jonas), a equipa portuguesa teve de recorrer a Franco Cervi e Gonçalo Guedes como homens mais adiantados no terreno.

Não obstante, a boa exibição de Fejsa e André Horta, a pautar o jogo a meio-campo, proporcionaram ao Benfica um absoluto controlo das operações, com sucessivas recuperações de bola a originar investidas para o ataque, rapidamente premiadas com o golo, obtido logo aos 12 minutos, por Cervi, muito oportuno, a antecipar-se à defesa, na recarga a uma defesa incompleta de Zengin a um primeiro remate de Salvio, bem desmarcado por André Horta.

Esta vantagem alcançada ainda numa fase inicial do encontro tranquilizou e motivou os jogadores benfiquistas, que beneficiariam então da possibilidade de procurar explorar rápidos lances de contra-ataque, em situações de superioridade numérica que, caso tivessem sido mais bem aproveitadas, poderiam ter possibilitado o ampliar da vantagem… e o consolidar do triunfo.

Para a segunda parte, a equipa turca fez entrar em campo o emprestado Anderson Talisca, a par de alterações tácticas de posicionamento, com Quaresma mais activo. Subindo gradualmente de rendimento, o Beşiktaş começaria a ameaçar, forçando Ederson Moraes a excelentes intervenções, a negar o tento do empate.

Ao invés, o sinal dado pelo Benfica era, nesta fase final, o de procurar a contenção, com a entrada de Andreas Samaris para reforço do meio-campo defensivo. Ainda assim, poderia ter “matado” o jogo, caso Gonçalo Guedes tivesse materializado em golo uma soberana oportunidade de que dispôs, isolado face ao guardião contrário, mas permitindo-lhe uma defesa “in-extremis”, com os pés.

Já numa fase em que geria as substituições (Fejsa saíra aos 89 minutos, por troca com Celis, e José Gomes preparava-se para entrar, em cima do minuto 90) – a culminar uma prestação algo desequilibrada do Benfica, entre as duas partes do jogo -, uma falta cometida próxima da área daria o melhor pretexto para Talisca se “vingar”, não perdoando, rematando sem apelo, na cobrança do livre, convertendo-o em golo, que retirava os tais dois pontos de uma vitória que parecia adquirida…

###2015-16

(394) Benfica – Bayern – 2-2

13.04.2016 – Liga dos Campeões – 1/4 final (2ª mão)

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu (88m – Luka Jović), Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Eduardo Salvio (68m – Anderson Talisca), Mehdi Carcela-González, Pizzi (58m – Gonçalo Guedes) e Raúl Jiménez

BayernBayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich, Javi Martínez, David Alaba, Thiago Alcântara, Xabi Alonso (90m – Juan Bernat), Arturo Vidal, Douglas Costa, Thomas Müller (84m – Robert Lewandowski) e Franck Ribéry (90m – Mario Götze)

1-0 – Raúl Jiménez – 27m
1-1 – Arturo Vidal – 38m
1-2 – Thomas Müller – 52m
2-2 – Anderson Talisca – 76m

Cartões amarelos – Mehdi Carcela-González (70m) e André Almeida (90m); Javi Martínez (74m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Numa conclusão sumária, confirmou-se que a “missão era impossível”.

E, todavia – mesmo privado do concurso de Jonas (castigado), Nico Gaitán, Mitroglou (para além de Júlio César ou Luisão), por lesão -, o Benfica até começou por conseguir o que parecia mais difícil, ao colocar-se em vantagem no marcador, numa excelente antecipação, em voo, de Raúl Jiménez, a aproveitar uma saída em falso de Neuer, a cabecear sem hipóteses para o guardião bávaro, igualando assim a eliminatória.

Mas, efectivamente – e pese embora nova boa exibição do guarda-redes Ederson -, o mais difícil era mesmo manter a baliza benfiquista inviolada, tal a expressão de posse de bola da equipa alemã (a aproximar-se, no final da partida, dos 70%), e a pressão imposta sobre o meio campo e zona defensiva contrária, qual “rolo compressor”.

Poderiam as coisas ter sido diferentes, em termos de desfecho da eliminatória? Quem sabe, se o Benfica tivesse concretizado a soberana oportunidade de que dispôs para ampliar o resultado para 2-0 (negada por Neuer), apenas quatro minutos volvidos após o primeiro tento… talvez pudesse prolongar o sonho.

Como se receava, o golo do Bayern – novamente por Vidal, numa recarga de “baliza aberta”, após um deficiente desvio de Ederson, para a frente, e para a zona central -, empatando o jogo, poucos minutos antes do intervalo, praticamente sentenciou tal desfecho.

Depois, com a obtenção do segundo tento pelos alemães, num lance estudado de bola parada (canto), chegou a poder recear-se que algum desânimo se apoderasse da equipa portuguesa, que veria ainda uma bola embater no poste da baliza de Ederson.

Mas não, o grupo soube reagir da melhor forma à desilusão, não virando a cara à luta, enfrentando o adversário “olhos nos olhos”, conseguindo, na sequência de uma soberba execução de Talisca, na conversão de um livre, marcar novamente, restabelecendo a igualdade.

E o mesmo Talisca teria ainda nos pés, também na marcação de um outro livre, a cinco minutos do final, a possibilidade de dar a vitória ao clube português, com a bola, contudo, a sair ligeiramente ao lado da baliza. Até final, seria o conjunto benfiquista a procurar com mais insistência chegar ainda ao golo.

No conjunto das duas mãos, o tangencial diferencial de 2-3, espelha bem a oposição que o Benfica ofereceu ao amplamente favorito Bayern, dispondo de meios e recursos largamente superiores.

Não aconteceu a desejada “noite mágica” no Estádio da Luz, mas foi de forma honrosa que a equipa portuguesa se despediu da Liga dos Campeões, concluindo uma bela campanha nesta temporada.

Uma palavra, para definir a atitude e o comportamento do Benfica nestes dois jogos: Dignidade!

(393) Bayern – Benfica – 1-0

05.04.2016 – Liga dos Campeões – 1/4 final (1ª mão)

BayernBayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich (60m – Javi Martínez), David Alaba, Juan Bernat, Thiago Alcântara, Arturo Vidal, Douglas Costa (70m – Kingsley Coman), Thomas Müller (85m – Mario Götze), Franck Ribéry e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (90m – Andreas Samaris), Nico Gaitán, Jonas (83m – Eduardo Salvio) e Konstantinos Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)

1-0 – Arturo Vidal – 2m

Cartões amarelos – Franck Ribéry (22m) e Juan Bernat (42m); Jonas (58m) e Victor Lindelöf (62m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Ainda não se tinha esgotado o primeiro minuto de jogo e já o Bayern “dizia” ao que vinha, dando largura ao seu jogo ofensivo, ameaçando, desde logo, a baliza benfiquista.De imediato, a equipa portuguesa procuraria ainda ripostar, numa primeira jogada ofensiva, como que a querer dar “prova de vida”.

Contudo, ainda antes de completado o segundo minuto, uma falha defensiva da equipa portuguesa, deixando caminho aberto no flanco esquerdo do ataque bávaro, proporcionando o cruzamento, a que Arturo Vidal daria a melhor sequência para as suas cores, colocando o Bayern, desde logo, em vantagem no marcador.

Imprimindo grande intensidade ao seu jogo, a equipa alemã forçou o Benfica a acantonar-se na sua zona defensiva, submetida a enorme pressão, com muita dificuldade em ter bola, e, ainda mais, em esboçar qualquer lance de ataque. Uma fase, de cerca de vinte minutos, em que se receou o pior. Valeria a concentração do guarda-redes Ederson, a opor-se com eficácia às investidas contrárias.

Ainda antes do final do primeiro tempo, a formação portuguesa, passando a acertar as marcações, conseguiria refrear a intensidade do Bayern, começando a conseguir pegar no jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de confiança para ser mais consequente nas saídas para o meio-campo contrário.

O que não obstaria a que, numa dessas saídas, quando Gaitán tentava cruzar para a área, a trajectória da bola tivesse sido interrompida pelo contacto com o braço do defesa alemão, Lahm, em queda, num lance passível de grande penalidade, que o critério do árbitro entendeu não sancionar.

Na segunda parte, ao invés do que sucedera na fase inicial da partida, seria o Bayern a ver-se surpreendido pela personalidade evidenciada pelo Benfica, a ganhar, gradualmente, a tal confiança, colocando um “pauzinho” na engrenagem alemã, que – não obstante ter criado mais alguns lances de perigo – não só não conseguiria manter o ritmo que impusera na fase inicial do encontro, como denotava então dificuldades para desenvolver uma toada atacante.

Mais, seria o Benfica a beneficiar inclusivamente de algumas soberanas oportunidades para marcar, não tendo contudo Jonas conseguido ultrapassar Manuel Neuer, num primeiro lance, enquanto, noutra ocasião, seria Javi Martínez a evitar o golo benfiquista.

Depois de ter colocado como que “em sentido” o adversário, a turma encarnada teria ainda de suportar o assédio final do Bayern, em busca do ampliar de uma (inesperadamente) magra vantagem. E o Benfica continuaria a ser competente, acabando os alemães por se conformar, pensando certamente que seria preferível não sofrer o golo do empate, do que arriscar na procura do segundo tento.

Um resultado tangencial que deixa tudo em aberto para a 2.ª mão, premiando a dignidade e a entrega do Benfica, e a forma concentrada como soube resistir nos períodos de maior dificuldade. Enfrentando uma grande desproporção de meios, a equipa portuguesa terá consciência de que será necessário fazer ainda melhor, superar-se, se quiser continuar a sonhar.

Perante o poderio do adversário, parece difícil perspectivar que o mesmo possa ser contido, de forma a manter a baliza benfiquista inviolada – um golo do Bayern em Lisboa praticamente definiria o desfecho da eliminatória -, em paralelo com a imperiosa necessidade de correr riscos acrescidos, que possam proporcionar o(s) indispensável(is) golo(s) do Benfica… mas sabemos que não há vencedores antecipados, e que o futebol tem uma magia única…

(392) Zenit S. Petersburgo – Benfica – 1-2

09.03.2016 – Liga dos Campeões – 1/8 final (2ª mão)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov (58m – Igor Smolnikov), Nicolas Lombaerts, Luís Neto, Yuri Zhirkov, Axel Witsel, Maurício (82m – Artur Yusupov), Hulk, Danny, Aleksandr Kokorin (58m – Oleg Shatov) e Artem Dzyuba

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Victor Lindelöf, Andreas Samaris, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (73m – Salvio), Nico Gaitán, Jonas (90m – Anderson Talisca) e Konstantinos Mitroglou (67m – Raúl Jiménez)

1-0 – Hulk – 69m
1-1 – Nico Gaitán – 85m
1-2 – Anderson Talisca – 90m

Cartões amarelos – Konstantinos Mitroglou (36m) e Pizzi (49m); Hulk (90m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Chegando à Rússia com uma tão preciosa quão magra vantagem de um único golo, da primeira mão, o Benfica visava replicar o desfecho da eliminatória – em análoga fase da competição – que opôs ambas as equipas há quatro anos (e, assim reverter, a imagem que ficara dos dois desaires da temporada anterior, então ainda na “Fase de Grupos”.

Enfrentando este jogo da 2.ª mão com serenidade, a equipa portuguesa procurou posicionar-se de forma a jogar em todo o campo, encarando o Zenit sem excessivas cautelas defensivas – actuando com uma dupla de centrais improvisada, com o recuo do grego Samaris -, consciente da importância de marcar neste desafio.

Ainda no primeiro quarto de hora já Jonas testara, por duas vezes, o guardião contrário, Lodygin,tendo também a formação russa ameaçado a baliza benfiquista, numa fase em que Samaris se adaptava ainda à nova posição. Até final do primeiro tempo, apenas num livre de Hulk, os visitados conseguiriam criar nova situação de perigo.

Com o decorrer do tempo, e a manutenção do nulo, o Benfica começava a tornar-se mais conservador, ao mesmo tempo que, paralelamente, o Zenit arriscava mais, pressionando sobre o meio-campo português.

À passagem do quarto de hora da segunda metade, a turma benfiquista perdera o controlo do jogo, com os russos então bastante ameaçadores, por duas ou três ocasiões. Pouco depois de Jonas ter desperdiçado uma oportunidade perante Lodygin, Hulk chegaria mesmo ao golo, na sequência de um lance algo controverso, em que o defesa Nélson Semedo foi “abalroado” por um adversário.

Reagindo bem, o Benfica acabaria por ser premiado, já na fase derradeira da partida, com o ambicionado tento, que, praticamente, selava o desfecho da eliminatória, com Nico Gaitán, muito concentrado, a empurrar para a baliza uma bola devolvida pela trave, após excelente remate de Raúl Jiménez.

Tal como no Estádio da Luz, o conjunto português voltaria a ser feliz, chegando mesmo, já em período de compensação, ao golo da vitória. Um resultado que confirma a superioridade benfiquista no conjunto das duas mãos, voltando assim, quatro anos depois, a marcar presença nos 1/4 de final da “Liga dos Campeões”.

(391) Benfica – Zenit S. Petersburgo – 1-0

16.02.2016 – Liga dos Campeões – 1/8 final (1ª mão)

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi (71m – Mehdi Carcela-Gonzalez), Nico Gaitán, Jonas e Konstantinos Mitroglou (63m – Raúl Jiménez)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin; Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts, Domenico Criscito; Axel Witsel, Javi García, Oleg Shatov (81m – Yuri Zhirkov), Hulk, Danny (87m – Maurício) e Artem Dzyuba (74m – Aleksandr Kokorin)

1-0 – Jonas – 90m

Cartões amarelos – André Almeida (16m), Jardel (35m), Pizzi (43m) e Jonas (90m); Axel Witsel (32m), Javi García (59m) e Domenico Criscito (67m)

Cartão vermelho – Domenico Criscito (90m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Encarando esta partida da 1.ª mão dos 1/8 de final com a necessária precaução, o Benfica privilegiou mais a segurança defensiva, na procura de manter a sua baliza inviolada, que, propriamente, uma acção continuada de ataque, em busca do golo.

Não quer isto dizer que não tenha sido dos benfiquistas a iniciativa maior de assumir o jogo, e o controlo / domínio, num desafio muito “fechado”, em que também o Zenit não pareceu disposto a correr riscos, pensando também, em primeira análise, em manter o nulo, e levar a decisão da eliminatória para S. Petersburgo.

Aliás, da parte da equipa russa, num balanço geral, nem sequer se pode considerar que tenha procurado explorar com efectividade o contra-ataque, tal a prudência e conservadorismo revelados, sem ameaçar a baliza contrária, apenas visada uma vez por Hulk.

Só na segunda parte a equipa portuguesa pareceu ter interiorizado, de forma mais convicta, a importância de se colocar em vantagem, atacando então com maior insistência. Nessa fase o Benfica construiria então algumas situações de perigo, em especial à passagem dos 70 minutos, quando Gaitán teve a maior oportunidade, negada pelo guardião da equipa russa.

Logo de seguida, também Jardel podia ter inaugurado o marcador. Mas, na verdade, notava-se alguma falta de discernimento por parte dos benfiquistas no momento da finalização, que impedia o concretizar do objectivo.

Pelo que acabaria por ser com alguma felicidade – pelo menos em termos de “timing” – que o Benfica conseguiria chegar ao golo, que consumaria o triunfo, num bom desvio de cabeça de Jonas, dando a melhor sequência a um livre apontado por Gaitán.

Um tento que poderá revelar-se precioso para o desfecho desta contenda… desde que o Benfica se consciencialize que, tão ou ainda mais importante que este golo, será marcar na Rússia…

(390) Benfica – At. Madrid – 1-2

08.12.2015 – Liga dos Campeões – 6ª jornada

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Jardel, Eliseu, Lubjomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán (76m – Mehdi Carcela-González), Gonçalo Guedes (45m – Kostas Mitroglou) e Jonas (61m – Raúl Jiménez)

At. MadridAt. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, Stefan Savić, Diego Godín, Filipe Luís, Koke, Saúl Ñíguez, Gabi, Yannick Ferreira-Carrasco (73m – Óliver Torres), Luciano Vietto  (63m – Fernando Torres) e Antoine Griezmann (90m – José María Giménez)

0-1 – Saúl Ñíguez – 33m
0-2 – Luciano Vietto – 55m
1-2 – Kostas Mitroglou – 75m

Cartões amarelos – Lubjomir Fejsa (77m); Diego Godín (68m), Saúl Ñíguez  (70m) e Óliver Torres (89)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Entrando em campo, para a derradeira ronda, em posição privilegiada, já com o apuramento garantido, e em 1.º lugar – pelo que o empate lhe bastaria para o manter -, o Benfica enfrentava, não obstante, uma tarefa de muito elevado grau de dificuldade, perante o actual vice-líder do campeonato espanhol, a um único ponto do líder Barcelona, e à frente do Real Madrid.

Compreende-se portanto as cautelas com que a equipa portuguesa encarou este desafio, sabendo do fortíssimo potencial do seu opositor. E, durante os primeiros vinte minutos, o Benfica foi equilibrando a contenda, que arrancou em toada morna, sem grandes ocasiões de perigo.

Porém, ainda antes da meia hora, já o At. Madrid havia tomado conta das operações, e não só controlava o jogo, como passara a ameaçar com insistência a baliza benfiquista, antecipando-se o que acabaria por suceder aos 33 minutos, como corolário lógico do intensificar da pressão, que a formação portuguesa não conseguia então suster: o golo dos espanhóis.

Até final do primeiro tempo, agora já com as posições invertidas, ou seja, já com o At. Madrid a assumir a liderança do grupo, o ritmo e intensidade de jogo acalmaria bastante.

Na segunda parte, forçado a arriscar, o Benfica reforçaria o ataque, com a entrada de Mitroglou, que, logo nos minutos iniciais, teria boa iniciativa, como que um “aviso” a Oblak.

Contudo, em mais uma jogada rápida, surpreendendo a ala direita da defesa benfiquista, o At. Madrid ampliaria a vantagem para 2-0. Pensou-se, então, que o resultado estava feito, e que, aliás, poderia vir a agravar-se para as cores lusas.

Foi então que, num assomo de grande dignidade, o Benfica revelaria grande capacidade de reacção, que seria recompensada com o golo de Mitroglou.

A partir daí, e praticamente até final, com os níveis de confiança substancialmente reforçados, a turma benfiquista conseguiria mesmo empurrar a equipa espanhola para o seu reduto defensivo, criando bons lances, e tendo beneficiado de uma oportunidade soberana, num remate de cabeça de Raúl Jiménez que ficou muito perto do êxito. Curiosamente, assistia-se, nesta fase, como que a um reflexo espelhado do período de domínio espanhol da primeira parte.

De forma pragmática, evitando correr riscos – traduzindo também, paralelamente, um indício de respeito face ao desempenho que o Benfica vinha patenteando -,  o At. Madrid finalizaria o encontro “queimando tempo”, bem patente nos derradeiros minutos, em situações como um pontapé de canto que “ninguém” parecia querer marcar, assim como na substituição efectuada já em período de compensação.

Com uma actuação colectiva que não envergonha ninguém, e em que merece especial realce a soberba exibição do jovem (18 anos) Renato Sanches, ao Benfica faltou a “estrelinha” que lhe possibilitasse repetir a evolução do marcador que se registara na partida anterior, em Astana, o que lhe teria proporcionado a vitória no grupo…

(389) Astana – Benfica – 2-2

25.11.2015 – Liga dos Campeões – 5ª jornada

AstanaAstana – Nenad Erić, Branko Ilic, Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Patrick Twumasi (90m – Denys Dedechko), Roger Cañas, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama (87m – Georgi Zhukov), Junior Kabananga (84m – Aleksei Schetkin) e Serikzhan Muzhikov

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio (65m – André Almeida), Lisandro López, Jardel, Eliseu, Renato Sanches, Andreas Samaris (65m – Anderson Talisca), Gonçalo Guedes, Pizzi, Jonas (80m – Bryan Cristante) e Raúl Jiménez

1-0 – Patrick Twumasi – 19m
2-0 – Marin Anicic – 31m
2-1 – Raúl Jiménez – 40m
2-2 – Raúl Jiménez – 72m

Cartões amarelos – Roger Cañas (50m) e Aleksei Schetkin (90m); Raúl Jiménez (23m) e Lisandro López (44m) e Jonas (48m)

Árbitro – Ruddy Buquet (França)

Na mais longa deslocação das história das competições europeias, até à capital do Cazaquistão (quase 6.200 km), o Benfica conhecia, à partida, os riscos e dificuldades que se lhe ofereciam, num terreno em que nem o Galatasarary, nem sequer o At. Madrid, haviam conseguido melhor que o empate.

O que não invalida que tivesse constituído surpresa, ver-se em posição desfavorável no marcador ainda antes dos vinte minutos, e pouco depois de ter já antes ameaçado a baliza portuguesa. E, ainda mais, como resultado de um mau desempenho defensivo, com várias desconcentrações, que o Astana tivesse chegado ao 2-0, à passagem da meia hora. Era mau demais!

Valeu então, para que a equipa portuguesa se conseguisse recompor, o golo de Raúl Jiménez, obtido ainda antes do termo do primeiro momento, crucial para que os benfiquistas pudessem serenar e voltar a entrar no jogo.

Na segunda parte, a tendência do jogo foi bastante distinta;  o Astana já não era tão ameaçador, e, à medida que o tempo decorria, era o Benfica que ia forçando, na tentativa de chegar ao empate.

O que viria a alcançar, novamente pelo mexicano Jiménez, ainda com cerca de vinte minutos por jogar. Não obstante, até final, depois de restabelecida a igualdade, concretizando uma boa recuperação, depois do “choque” inicial, a equipa portuguesa como que se terá considerado satisfeita, preferindo jogar pelo seguro.

Era um desfecho que constituía como que “meio caminho andado” para o apuramento para os 1/8 de final – no caso de uma expectável vitória do At. Madrid na recepção ao Galatasaray, o que se viria a confirmar poucas horas depois -, ao mesmo tempo que garantia ao Benfica chegar à última jornada no 1.º lugar do grupo.

(388) Benfica – Galatasaray – 2-1

03.11.2015 – Liga dos Campeões – 4ª jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio, Jardel, Luisão, Eliseu, Gonçalo Guedes (73m – Mehdi Carcela-González), André Almeida, Talisca (90m – Bryan Cristante), Nico Gaitán, Raúl Jiménez e Jonas (81m – Pizzi)

GalatasarayGalatasaray – Fernando Muslera, Jason Denayer (74m – Emre Çolak), Aurélien Chedjou, Hakan Balta, Olcan Adın, Sabri Sarıoğlu, Selçuk İnan, Bilal Kisa (69m – Yasin Öztekin), Lukas Podolski, Wesley Sneijder e Burak Yılmaz (74m – Umut Bulut)

1-0 – Jonas – 52m
1-1 – Lukas Podolski – 58m
2-1 – Luisão – 67m

Cartões amarelos – André Almeida (31m), Gonçalo Guedes (43m), Nico Gaitán (44m) e Sílvio (56m); Burak Yılmaz (41m), Selçuk İnan (55m) e Olcan Adın (90m)

Cartão vermelho – Nico Gaitán (85m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Depois do desaire sofrido em Istambul, a equipa do Benfica tinha plena consciência de que este era o “jogo-chave” da qualificação, que lhe permitiria “rentabilizar” o excelente triunfo alcançado em Madrid, face ao favorito At. Madrid.

Pretendendo assumir a iniciativa do jogo, a equipa portuguesa revelar-se-ia contudo falha de velocidade e intensidade, com reduzida dinâmica, facilitando a tarefa defensiva da formação turca.

Já no segundo tempo, e logo na sua fase inicial, o Benfica conseguiria desbloquear a situação, inaugurando o marcador, colocando-se em importante posição de vantagem.

Todavia, tal posição seria de muito curta duração; em mais uma falha defensiva, o oportuno Lukas Podolski não perdoaria, voltando a marcar, como fizera já em Istambul, restabelecendo a igualdade.

Receou-se que a equipa portuguesa pudesse acusar o tento sofrido e passar por fase de alguma intranquilidade. Valeria então a decisão de Luisão, de forma determinada, a dar novamente preciosa vantagem ao Benfica.

Que, então, a equipa benfiquista conseguiria preservar, de forma mais concentrada, não permitindo grandes veleidades ao Galatasaray.

Um desfecho que deixa caminho aberto para o apuramento, podendo chegar, para consumar tal objectivo, um empate no Cazaquistão.

(387) Galatasaray – Benfica – 2-1

21.10.2015 – Liga dos Campeões – 3ª jornada

GalatasarayGalatasaray – Fernando Muslera, Sabri Sarıoğlu, Aurélien Chedjou, Hakan Balta, Lionel Carole, Bilal Kisa (90m – José Rodríguez), Selçuk İnan, Lukas Podolski, Wesley Sneijder, Yasin Öztekin (59m – Olcan Adın) e Umut Bulut (78m – Burak Yılmaz)

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio (82m – Konstantinos Mitroglou), Luisão, Jardel, Eliseu (66m – Pizzi), Nico Gaitán, André Almeida, Andreas Samaris, Gonçalo Guedes (75m – Victor Andrade), Raúl Jiménez e Jonas

0-1 – Nico Gaitán – 2m
1-1 – Selçuk İnan (pen.) 
– 19m
2-1 – Lukas Podolski – 33m

Cartões amarelos – Bilal Kisa (32m), Selçuk İnan (63m), Hakan Balta (70m) e Burak Yılmaz (90m); André Almeida (18m), Andreas Samaris (73m), Victor Andrade (78m) e Luisão (87m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

Aspirando a um inédito arranque de três triunfos na primeira volta da fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica dificilmente poderia desejar melhor começo do que teve nesta noite em Istambul, com Nico Gaitán, num lance de génio, a tirar um adversário do caminho e a ludibriar o guarda-redes, com um toque subtil, de grande classe, inaugurando o marcador estava apenas decorrido um minuto de jogo!

Porém, ao contrário do que seria expectável, tal vantagem não motivou o Benfica para uma boa exibição, pelo contrário experimentando dificuldades para suster a reacção da equipa turca, denotando alguma inconsistência defensiva, com falhas pelas quais foi severamente penalizada, primeiro com uma grande penalidade a sancionar um contacto com a mão em plena grande área, a permitir ao Galatasaray o tento do empate, ainda numa fase relativamente inicial do desafio; e, não muito depois, completando a reviravolta, com o segundo tento, com pouco mais de meia hora de tempo decorrido.

No segundo tempo, a toada de jogo manteve-se, com a formação da casa a colocar à prova Júlio César, a rematar ao poste, causando alguns sustos à turma portuguesa.

Que, curiosamente, apenas na meia hora final conseguiria enfim ripostar, assumindo então as rédeas do jogo, dispondo de algumas ocasiões para, pelo menos evitar a derrota, o que, contudo, não conseguiria concretizar

Num encontro em que a exibição dos benfiquistas foi inconstante, e em que a defesa não mostrou a segurança necessária, fica a sensação de um resultado algo amargo, num desafio em que o Benfica poderia ter feito mais, mas em que, paralelamente, saiu vencido, mas não “convencido”.

Mantendo a liderança do grupo, agora partilhada com o Atlético de Madrid, terá, ainda assim, nova oportunidade, na recepção a esta mesma equipa do Galatasaray, para confirmar a sua superioridade, numa partida que assume agora contornos determinantes para o apuramento para os 1/8 de final da competição.

(386) At. Madrid – Benfica – 1-2

30.09.2015 – Liga dos Campeões – 2ª jornada

At. MadridAt. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, José María Giménez, Diego Godín, Filipe Luís, Gabi, Óliver Torres (63m – Saúl Ñíguez), Tiago, Ángel Correa (77m – Fernando Torres), Antoine Griezmann (71m – Luciano Vietto) e Jackson Martínez

BenficaBenfica – Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (73m – Lubjomir Fejsa), Gonçalo Guedes, André Almeida, Nico Gaitán, Raúl Jiménez (72m – Kostas Mitroglou) e Jonas (80m – Pizzi)

1-0 – Correa – 23m
1-1 – Nico Gaitán – 36m
1-2 – Gonçalo Guedes – 51m

Cartões amarelos – Jackson Martínez (40m) e Óliver Torres (55m); Eliseu (25m), Luisão (28m), Andreas Samaris (40m) e Jardel (82m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

No regresso do Benfica às “grandes noites europeias”, fica o registo de uma excelente vitória, no terreno de um dos finalistas da competição há dois anos (em que deixou então escapar o troféu, já em período de compensação, ao consentir a igualdade ao Real Madrid, vindo a perder no prolongamento).

Uma noite fundada na solidariedade e entreajuda, denotando forte espírito colectivo, com capacidade para reagir, não apenas à intensa pressão a que a equipa foi sujeita por parte do adversário, mas também à adversidade de um golo surgido ainda numa fase relativamente inicial do desafio.

O que, necessariamente, provocaria alguma intranquilidade, até que o grupo conseguisse voltar a acalmar, no que teria um auxílio determinante no tento do empate, num lance em que o conjunto mostrou o seu entrosamento, e em que a individualidade – Nico Gaitán, que, curiosamente, até começara o encontro algo “apagado” – sobressairia, evidenciando a sua classe superior.

Mais confiante nas suas capacidades, o início do segundo tempo seria coroado com mais um magnífico golo, na sequência de um rápido contra-ataque, com o jovem Gonçalo Guedes, com muita personalidade, a surgir a rematar quase sem ângulo, junto ao poste, com um remate cruzado para o poste mais distante, enganando o antigo guardião benfiquista, o esloveno Jan Oblak.

No imediato, os “colchoneros” procuraram inverter a tendência do marcador, intensificando a pressão, a que o Benfica conseguiu responder com serenidade, contando também com a magnífica concentração do guarda-redes Júlio César.

A equipa encarnada – a alinhar de camisola branca, e calções vermelhos – beneficiaria ainda do período de substituições (cinco, entre os 70 e os 80 minutos, praticamente “suspendendo” o jogo nessa fase crucial) para quebrar o ímpeto do opositor, que, em boa verdade, à medida que a partida se encaminhava para o seu termo, foi perdendo discernimento, acabando, nessa fase, por não criar efectivas situações de perigo.

Um triunfo alcançado com a indispensável dose de fortuna, mas, paralelamente, um justo prémio à aplicação de toda a equipa, a funcionar como um todo, não obstante proporcionando também espaço às individualidades (com realce para Júlio César, Nico Gaitán, Jonas e Gonçalo Guedes) para brilhar ao mais alto nível, num grande palco do futebol europeu.

(385) Benfica – Astana – 2-0

15.09.2015 – Liga dos Campeões – 1ª jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (85m – Ljubomir Fejsa), Gonçalo Guedes, Anderson Talisca (77m – Raúl Jiménez), Nico Gaitán, Kostas Mitroglou e Jonas (72m – Pizzi)

AstanaAstana – Nenad Eric, Branko Ilic (90m – Denys Dedechko), Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Baurzhan Dzholchiyev (81m – Abzal Beysebekov), Roger Cañas, Georgi Zhukov, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama e Junior Kabananga

1-0 – Nico Gaitán – 51m
2-0 – Kostas Mitroglou – 62m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (40m), Gonçalo Guedes (45m) e Jardel (83m); Marin Anicic (21m) e Baurzhan Dzholchiyev (24m)

Árbitro – Tasos Sidiropoulos (Grécia)

À semelhança do que tem sido regra neste início de época – a única excepção vem precisamente do jogo anterior para o campeonato, ante o Belenenses – o Benfica ficou mais uma vez em branco no primeiro tempo.

Um nulo que reflecte bem o que se passou dentro de campo nesses 45 minutos iniciais, com um jogo de toada lenta, denunciado, muito afunilado, sem rasgo nem chama.

Perante uma equipa de estatuto bem inferior, estreante nesta fase da competição, o Benfica, tendo necessariamente a responsabilidade de assumir a iniciativa e procurar a vitória – pese embora até tenha começado por passar por um grande susto, logo no minuto inicial após o recomeço, com a bola a embater no poste da baliza, com Júlio César a fazer a mancha, dificultando o remate do adversário – regressou para a segunda metade com outra atitude, muito mais dinâmica, tendo sobressaído nessa fase a acção do irrequieto Nico Gaitán, a puxar pelos seus companheiros, apontando o caminho, culminando mesmo com a obtenção do tento que consumava a abertura no marcador.

Até ao tento da confirmação, por Mitroglou, decorreram apenas mais cerca de 10 minutos. A partir daí, até final, o pensamento terá estado mais em gerir o resultado que em procurar ampliá-lo, até em função do confronto agendado para domingo, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, pelo que não houve mais eventos de relevo a assinalar.

Perante uma equipa que, após ter conseguido quebrar a resistência e a barreira defensiva, não colocou grandes problemas, acabou por ser um triunfo tranquilo do Benfica, a lançar positivamente esta campanha, que poderá beneficiar também do resultado da outra partida da ronda, com o Galatasaray a ser derrotado em casa pelo Atlético de Madrid.

###2014-15

(384) Benfica – Bayer Leverkusen – 0-0

09.12.2014 – Liga dos Campeões – 6ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Lisandro López, César, Loris Benito, Bryan Cristante, Tiago “Bebé” (87m – João Teixeira), Pizzi, Ola John, Lima (62m – Anderson Talisca) e Derley (76m – Nélson Oliveira)

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Bernd Leno, Roberto Hilbert, Ömer Toprak, Emir Spahic, Sebastian Boenisch, Gonzalo Castro, Simon Rolfes (83m – Stefan Kiessling), Karim Bellarabi, Hakan Çalhanoglu, Robbie Kruse (45m – Julian Brandt) e Josip Drmić (71m – Son Heung-Min)

Cartões amarelos – Bryan Cristante (36m); Sebastian Boenisch (26m) e Ömer Toprak (32m)

Cartão vermelho – Ömer Toprak (90m)

Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)

Já sem objectivos nas competições europeias desta temporada, o Benfica fez alinhar nesta sua despedida uma equipa de “reserva”, que, não obstante, evidenciou nesta partida a atitude que faltou noutros jogos, podendo inclusivamente ter sido mais feliz, se tivesse tido maior discernimento e tranquilidade no momento de concretizar alguns lances de perigo que conseguiu criar.

Habitualmente pouco utilizados na generalidade, os jogadores a que Jesus hoje recorreu – em “poupança” para o FC Porto-Benfica de Domingo, para o campeonato – não comprometeram, denotando motivação e concentração, e até, estarem mais “rotinados” do que o que se poderia supor-se, acabando mesmo por retirar o 1.º lugar ao Bayer Leverkusen, posição conquistada pelo Monaco, de Leonardo Jardim (sensacionalmente, a defesa menos batida, com apenas um golo sofrido!).

Infelizmente, o balanço desta participação do Benfica na Liga dos Campeões, quedando-se pelo último lugar do seu Grupo, com apenas cinco pontos (uma vitória e dois empates), e somente dois golos marcados (só o APOEL, com um único golo, fez pior…) tem de qualificar-se como medíocre, nem sequer tendo conseguido alcançar a “consolação” da passagem para a Liga Europa, de que foi finalista nas duas épocas anteriores.

(383) Zenit – Benfica – 1-0

26.11.2014 – Liga dos Campeões – 5ª jornada

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts (23m – Luís Neto), Domenico Criscito, Javi García (58m – Viktor Fayzulin), Axel Witsel, Hulk, Aleksandr Ryazantsev (65m – Oleg Shatov), Danny e José Rondón

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (82m – Ola John), Enzo Pérez, Eduardo Salvio, Anderson Talisca (70m – Derley), Nico Gaitán e Lima

1-0 – Danny – 79m

Cartões amarelos – Luís Neto (30m), Hulk (36m) e Domenico Criscito (44m); Jardel (11m), Andreas Samaris (21m) e Luisão (36m)

Cartão vermelho – Luisão (90m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

O Benfica enfrentava esta partida com o condicionamento – que poderia ter efeito positivo, de alguma forma “espicaçando” a equipa – de saber que não poderia perder, sob pena de, não apenas ser eliminado da Liga dos Campeões, como inclusivamente, correndo o risco de se ver prematuramente afastado das competições europeias, o que sucederia caso a equipa do Monaco derrotasse o Bayer Leverkusen.

Porém, como foi regra em praticamente todas as partidas desta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões, a equipa portuguesa entrou em campo algo desligada, não conseguindo pegar no jogo, consentindo a iniciativa ao adversário.

Sem que houvessem significativas ocasiões de perigo junto de qualquer das balizas, o empate ia perdurando. Tal como se pode caracterizar esta participação benfiquista na prova, também neste jogo a equipa foi de menos a “mais”, atravessando o seu melhor (curto) período já no segundo tempo, sensivelmente entre os 55 e os 70 minutos.

Por coincidência ou não, a opção táctica, de substituir Talisca por Derley não frutificaria; antes pelo contrário, corresponderia a um período em que o Zenit voltou a assumir maior predomínio, acabando por justificar o golo obtido.

Faltavam então pouco mais de dez minutos para o termo do encontro, e o Benfica não mais daria a sensação de poder reagir de forma afirmativa, como que conformado com a derrota.

Ficava então em suspenso do resultado do jogo entre Bayer Leverkusen e Monaco, no qual, contrariamente ao que seriam as expectativas generalizadas, a equipa monegasca acabaria mesmo por, mercê de um solitário golo, triunfar, liquidando qualquer esperança que o Benfica pudesse ainda acalentar de transitar para a Liga Europa.

Para o Benfica, esta melancólica época europeia – em que nunca evidenciou uma atitude competitiva compatível com as exigências de uma prova a este nível – terminará, já, no próximo dia 9 de Dezembro, num jogo apenas para “cumprir calendário”, recebendo o Bayer Leverkusen.

(382) Benfica – Monaco – 1-0

04.11.2014 – Liga dos Campeões – 4ª jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (62m – Lima), Eduardo Salvio, Enzo Pérez, Anderson Talisca, Nico Gaitán (90m – Tiago “Bebé”) e Derley (86m – Bryan Cristante)

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, João Moutinho, Geoffrey Kondogbia (86m – Valère Germain), Lucas Ocampos (63m – Nabil Dirar), Yannick Ferreira-Carrasco e Lacina Traoré (72m – Anthony Martial)

1-0 – Talisca – 82m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (29m) e Enzo Pérez (38m); Lacina Traoré (26m), Ricardo Carvalho (39m), Jérémy Toulalan (56m), João Moutinho (74m) e Layvin Kurzawa (86m)

Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)

A principal diferença neste desafio, face aos anteriores do Benfica na presente edição da Liga dos Campeões, esteve na atitude com que os jogadores abordaram o jogo. Sabendo da sua importância praticamente decisiva para continuar a alimentar eventuais aspirações, a equipa portuguesa estava “proibida” de perder pontos, e, mesmo o empate, seria um mau resultado…

De resto, as habituais falhas de concentração defensiva, uma entrada difícil em acção, concedendo muitos espaços, permitindo à formação monegasca, por algumas vezes, acercar-se da baliza benfiquista com bastante perigo, com Júlio César a revelar estar atento.

Só que, paralelamente, o Benfica não desistiu nunca – isso, de certo modo, já tinha sucedido também na ronda inaugural, com o Zenit, embora então, a equipa revelasse notória impotência para inverter o rumo dos acontecimentos – de procurar a sorte que tão arredada tem andado da equipa nesta competição, porfiando sempre, acabando por ser feliz, mas, também, ao mesmo tempo, ter o merecido prémio, com o golo obtido por Talisca já na fase derradeira da partida.

Uma vitória que poderá ser crucial, no pior dos cenários, para evitar uma eliminação prematura das provas europeias desta temporada. A qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões continua a ser, de alguma forma, uma quimera, mas há que continuar a acreditar, elevar os níveis de confiança e concentração… e jogar melhor.

(381) Monaco – Benfica – 0-0

23.10.2014 – Liga dos Campeões – 3ª jornada

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, Nabil Dirar, João Moutinho (82m – Bernardo Silva), Geoffrey Kondogbia, Lucas Ocampos (62m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Dimitar Berbatov (34m – Anthony Martial)

BenficaBenfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Lisandro López, Eliseu, André Almeida, Eduardo Salvio, Enzo Pérez (88m – Andreas Samaris), Anderson Talisca (68m – Tiago “Bebé”), Nico Gaitán (79m – César) e Lima

Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (71m), Layvin Kurzawa (78m) e Yannick Ferreira-Carrasco (90m); Eliseu (8m), Lisandro López (26m) e Eduardo Salvio (36m)

Cartão vermelho – Lisandro López (76m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Depois de alguma infelicidade no primeiro jogo – pagando caro as falhas de desconcentração cometidas – e da péssima apresentação em Leverkusen, o Benfica abordava este terceiro desafio da Liga dos Campeões já em posição delicada, condicionado pela necessidade imperiosa de  não poder perder a partida.

Mas, uma vez mais, começaria mal, demorando a “entrar no jogo”, concedendo espaços e a iniciativa ao adversário – o que só não resultou em golo logo nos minutos iniciais devido a uma inacreditável deficiente execução de Ocampos, com a baliza escancarada à sua mercê -, denotando um complexo dificilmente compreensível (e aceitável) face à que é, indubitavelmente, a equipa menos forte do grupo, e, uma vez mais, uma indisfarçável falta de ambição.

Tal foi ainda mais flagrante quando, no segundo tempo, depois de a equipa ter conseguido enfim serenar, ter “pegado no jogo”, e levar o perigo até próximo da área monegasca, nunca se resolvendo contudo a correr maiores riscos, retardando as substituições – e, mesmo, independentemente disso -, a fazer alterações no sistema de jogo, que pudessem conferir maior dinâmica e provocar desequilíbrios na estrutura defensiva do adversário.

É verdade que, nessa fase do jogo, o Benfica dispôs também de ocasiões de perigo e, pelo menos, de uma soberana oportunidade de golo. Mas, uma vez mais, a imagem que transpareceu foi a de que o Benfica se contentaria com o empate.

Tal percepção reforçar-se-ia, inevitavelmente, a partir do minuto 76, com a equipa em inferioridade numérica, acabando os últimos vinte minutos (incluindo tempo de compensação) por ter de sofrer, recuar as linhas, em busca de preservar o pontinho, que, veremos mais adiante, se poderá ter servido de algo.

Para já, com a configuração que o grupo apresenta, a continuidade na Liga dos Campeões, para a fase de eliminatórias, parece à distância de um milagre, que corresponderia a uma segunda volta quase perfeita (no mínimo, 7 pontos, de duas vitórias e um empate, esperando uma conjugação favorável de resultados nos jogos entre os outros três concorrentes); mas, mais preocupante, a própria continuidade nas provas europeias (por via da transição para a Liga Europa) encontra-se seriamente ameaçada, e, previsivelmente, dependente de um indispensável triunfo, já no próximo jogo, perante este mesmo opositor.

Mas, para tal, o Benfica vai ter de jogar muito mais…

(380) Bayer Leverkusen – Benfica – 3-1

01.10.2014 – Liga dos Campeões – 2ª jornada

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Bernd Leno, Roberto Hilbert, Ömer Toprak, Emir Spahić, Wendell, Karim Bellarabi (70m – Levin Öztunalı), Stefan Reinartz, Lars Bender (82m – Giulio Donati), Son Heung-Min, Hakan Çalhanoğlu e Stefan Kiessling (76m – Josip Drmić)

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Luisão, Jardel, Eliseu, Enzo Pérez (77m – Andreas Samaris), Bryan Cristante (45m – Maxi Pereira), Eduardo Salvio, Anderson Talisca (45m – Lima), Nico Gaitán e Derley

1-0 – Kiessling – 25m
2-0 – Son Heung-Min – 34m
2-1 – Eduardo Salvio – 62m
3-1 – Hakan Çalhanoğlu (pen.) – 63m

Cartões amarelos – Roberto Hilbert (60m) e Levin Öztunalı (90m); Nico Gaitán (22m), Enzo Pérez (54m), Luisão (58m), Eduardo Salvio (70m) e Andreas Samaris (88m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Uma coisa é um desafio em que uma equipa, entrando mal no encontro, sofrendo um golo de início, e, por vicissitudes do próprio jogo, se vê numa posição de tal forma adversa que, por mais que lute, até ao final, dificilmente conseguirá reverter a tendência. Foi, de forma muito resumida, o que se passou na partida com o Zenit.

Outra coisa, bem diversa, é uma equipa entrar em campo, mas, de facto, “não estar”presente, manter-se alheada, completamente à deriva e à mercê do seu adversário, que, só por falta de eficácia, não ampliou o marcador a um nível que seria escandaloso. Foi o que aconteceu em Leverkusen.

Uma péssima exibição (?) do Benfica, que nunca demonstrou – nem quando Salvio reduziu a desvantagem para a diferença mínima, aliás logo reposta no minuto imediato… – capacidade para competir com o Bayer Leverkusen. E tal não será certamente justificável por um poderio “extraordinário” da equipa alemã, que não o tem na realidade – pese embora o valor que necessariamente se reconhece ao 4.º classificado do campeonato da Alemanha da época transacta -, mas sim por uma paupérrima actuação dos jogadores do Benfica, numa estrutura desconexa, que não funcionou minimamente bem em qualquer dos sectores, seja na defesa, seja no meio-campo, e, ainda menos, no ataque.

Dois jogos distintos na Liga dos Campeões, mas uma imagem comum transmitida, quer na vertente da falta de ambição, em primeira análise, quer, depois, no concreto, na falta de organização, coordenação, “fio de jogo”, que permitissem disputar, de “igual para igual” com os adversários, o resultado.

Uma tendência que urge inverter.

(379) Benfica – Zenit S. Petersburgo – 0-2

16.09.2014 – Liga dos Campeões – 1ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Eliseu, Enzo Pérez, Andreas Samaris (74m – André Almeida), Eduardo Salvio, Anderson Talisca (20m – Paulo Lopes), Nico Gaitán e Lima (74m – Derley)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Igor Smolnikov (45m – Aleksandr Anyukov), Nicolas Lombaerts, Ezequiel Garay, Domenico Criscito, Javi García, Axel Witsel, Hulk (85m – Andrey Arshavin), Oleg Shatov, Danny e José Rondón (76m – Pavel Mogilevets)

0-1 – Hulk – 5m
0-2 – Axel Witsel – 22m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (60m); Javi García (65m)

Cartão vermelho – Artur Moraes (18m)

Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)

O que dizer de um jogo em que se entra a perder, com pouco de mais de um quarto de hora se tem o guarda-redes expulso, e, pouco depois dos 20 minutos, praticamente no primeiro lance em que interveio, ainda “a frio”, o guardião suplente, se sofre o segundo golo?

Que a equipa entrou desconcentrada em campo, denotando dificuldades em compreender o posicionamento táctico do adversário e as rápidas desmarcações, com falhas defensivas que foram severamente penalizadas.

Depois, quando se poderia temer que o marcador se continuasse a avolumar, até atingir números pouco dignificantes, o Benfica teve o mérito de, não apenas estabilizar, recompondo-se a nível defensivo, como, inclusivamente, procurar reagir, indo á procura do golo, que, aliás, poderia ter alcançado, por mais de uma ocasião, num dia em que, contudo, “nada saiu bem”.

No segundo tempo, com o Zenit mais apostado em jogar pelo seguro, e em conservar a vantagem, o esforço e a atitude competitiva do grupo benfiquista seriam bem reconhecidos e merecidamente aplaudidos e incentivados com os incessantes cânticos de apoio, durante largos minutos, na fase final do jogo, com que os adeptos se despediram dos jogadores do seu clube, momento que, pela sua invulgaridade, dadas as circunstâncias, em particular o resultado adverso, nesta abertura da competição, ainda por cima jogando em casa, perdurará na memória, como um sinal de que futuras conquistas estarão à espreita.


###2013-14

(378) Sevilla – Benfica – 0-0

14.05.2014 – Liga Europa – Final

Juventus Stadium, Turim – Itália

SevillaSevilla – Beto, Coke, Nicolas Pareja, Federico Fazio, Alberto Moreno, Daniel Carriço, José Antonio Reyes (78m – Marko Marin) (104m – Kevin Gameiro), Stéphane Mbia, Vitolo (110m – Diogo Figueiras), Ivan Rakitić e Carlos Bacca

BenficaBenfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira (99m – Óscar Cardozo), Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (25m – André Almeida), André Gomes, Nico Gaitán (119m – Ivan Cavaleiro), Rodrigo e Lima

Desempate da marca de grande penalidade

0-1 – Lima
1-1 – Carlos Bacca
Óscar Cardozo permitiu a defesa a Beto
2-1 – Stéphane Mbia
Rodrigo permitiu a defesa a Beto
3-1 – Coke
3-2 – Luisão
4-2 – Kevin Gameiro

Cartões amarelos – Fazio (11m), Moreno (13m) e Coke (98m); Siqueira (30m) e André Almeida (100m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

É fácil agora concluir que o Benfica começou a perder esta Final no momento em que ganhou o direito a nela participar, precisamente em Turim, há menos de duas semanas, quando Enzo Pérez, Lazar Marković e Eduardo Salvio, por motivos disciplinares, ficaram privados de a jogar.

Sobretudo no caso de Enzo Pérez, a sua ausência fez-se sentir de forma notória, pela incapacidade revelada pela equipa em “pensar” o jogo de forma serena, sendo sistematicamente traída pela ansiedade da procura do golo, acusando em demasia a condição – porventura inédita no seu historial, em dez Finais europeias disputadas – de favorita.

Mas o Benfica pode queixar-se de vários outros factores, que justificam esta oportunidade perdida – traduzindo-se na oitava Final sucessiva em que fica marcado pelo inêxito, igualando a Juventus em número de finais falhadas -, mas, neste caso, com a nítida sensação de desperdício, que, inevitavelmente, deixa, mais que um travo amargo, uma verdadeira “azia”.

Desde logo, a lesão sofrida por Sulejmani apenas com pouco mais de 10 minutos de jogo, o que fez com que Jorge Jesus hesitasse durante quase quinze minutos, até se decidir pela opção que entendeu ser a mais apropriada para o substituir (fazendo avançar Maxi Pereira no terreno, e colocando André Almeida como defesa direito – depois de ter chegado a equacionar fazer entrar, de imediato, Ivan Cavaleiro). Pior do que ter jogado esse período em “inferioridade numérica” (Sulejmani estava, então, apenas a fazer figura de “corpo presente”), foi a sensação de desnorte que transmitiu à equipa, completamente perdida em campo, passando por alguns “maus bocados” até cerca dos 35 minutos do primeiro tempo.

Só nos derradeiros cinco minutos desta metade inicial o Benfica voltou a crer em si próprio e nas suas possibilidades, empurrando o Sevilla para o seu reduto defensivo, e desperdiçando a oportunidade de marcar.

O que se intensificaria no primeiro quarto de hora da segunda parte, período em que – aliada a alguma falta de tranquilidade – a incapacidade de concretizar em golo as diversas ocasiões de perigo de que dispôs (quatro sucessivas, à passagem do terceiro minuto), com a bola a fazer várias “carambolas” na defensiva sevilhana, ou com Beto em intervenções de grande “aperto”.

Mas, para além dos erros próprios – de novo, na fase final do jogo, Jesus voltaria a hesitar, assim como, depois, já no prolongamento, não teria a capacidade de arriscar, de forma a procurar evitar o desempate da marca de grande penalidade (Ivan Cavaleiro apenas entraria em campo aos 119 minutos (!), demasiado tarde para aproveitar a debilidade física que a equipa do Sevilla patenteava) -, e de alguma “falta de competência” para ganhar esta Final, houve um outro factor determinante, que não é possível escamotear.

É dificilmente compreensível que se possa ter tratado de incompetência o facto de, uma, duas, três vezes, o árbitro (e seus auxiliares, incluindo os de baliza), não terem visto – ou, pelo menos, não tenham assinalado – outras três situações de grandes penalidades, reclamadas pelo Benfica, uma, a findar a primeira parte, por evidente toque em Gaitán, outra, por derrube a Lima, aos 56 minutos (ambas originariam, adicionalmente, a expulsão dos infractores, dado que veriam o segundo cartão amarelo, respectivamente Fazio e Moreno!), e, ainda, uma terceira, por toque com o braço de Carriço, a desviar remate benfiquista na área de rigor.

Tendo deixado a decisão chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, o ascendente passava automaticamente para a equipa espanhola – que, assim, alcançava o que pretendia desde há largos minutos, inclusivamente já no decurso do tempo regulamentar … -, pelo que nem valeria a pena referir a forma, à margem das regras, como Beto se posicionou para defender duas tentativas de conversão do Benfica, adiantando-se até à linha de pequena área; no fundo, beneficiando do “pavor” denotado por Cardozo, que, depois de ter ensaiado, por duas vezes, a “paradinha”, sem que o guardião português se deixasse enganar, ficou automaticamente “desarmado”, acabando por ter de rematar sem balanço, sem convicção, sem força, à figura, assim como da extrema fadiga que Rodrigo denotava já.

Depois de ter eliminado, nomeadamente, o Tottenham e a favorita Juventus, sem perder um único jogo na prova, o Benfica viu – uma vez mais – escapar-se a Taça, pela segunda vez consecutiva em dois anos. Muito duro de engolir… E, o pior, a inevitável sensação de uma flagrante oportunidade desperdiçada – face à notória superioridade demonstrada em relação ao adversário -, oportunidade que não sabemos quando poderá voltar a repetir-se… Há que continuar a porfiar!

(377) Juventus – Benfica – 0-0

01.05.2014 – Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)

AZJuventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci (73m – Sebastian Giovinco), Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Arturo Vidal (78m – Pablo Osvaldo), Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez e Fernando Llorente (78m – Claudio Marchisio)

BenficaBenfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ruben Amorim, Lazar Marković (86m – Miralem Sulejmani), Enzo Pérez, Nicolás Gaitán (76m – Eduardo Salvio), Rodrigo (69m – André Almeida) e Lima

Cartões amarelos – Kwadwo Asamoah (64m); Rodrigo (56m), Enzo Pérez (61m) e Eduardo Salvio (90m)

Cartões vermelhos – Mirko Vučinić (89m – no banco); Enzo Pérez (67m) e Lazar Marković (89m – depois de ter sido substituído, por desentendimento com Vučinić)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

Partindo para o que viria a ser a sua primeira viagem a Turim nesta edição da Liga Europa beneficiando da escassa vantagem de um golo adquirida na primeira mão, o Benfica terá de alguma forma começado por surpreender uma algo sobranceira Juventus – porventura excessivamente confiante no seu favoritismo – pela forma como entrou no desafio desta noite, com a equipa muito personalizada, assumindo a iniciativa do jogo, instalando-se, logo desde os primeiros minutos, próximo da baliza adversária.

Esse período inicial poderá ter sido determinante no desfecho que a eliminatória viria a ter, dado que possibilitou à equipa portuguesa refrear o que poderia ter sido um ímpeto avassalador da formação da casa, com a motivação suplementar de a Final da competição se disputar no seu próprio terreno. E, assim, mantendo a sua baliza inviolada nos primeiros vinte minutos, tradicionalmente os mais temidos nestas circunstâncias, o Benfica começaria a reforçar os seus níveis de confiança, na mesma medida em que a Juventus começaria, gradualmente, a ver aumentar os seus níveis de intranquilidade e ansiedade.

No último quarto de hora do primeiro tempo, a Juventus intensificaria a pressão, empurrando o Benfica para trás, quase encostando a equipa portuguesa às “cordas”, mas, paradoxalmente, sem que tivesse criado efectivas e flagrantes oportunidades de golo, para além do lance salvo por Luisão, de cabeça, em cima do risco de golo, e de uma ou outra situação em que Jan Oblak, extremamente confiante, concentrado e seguro, mostrou a sua frieza, com verdadeiros “nervos de aço” (de que daria ainda maior exemplo no segundo tempo, em função das vicissitudes do desafio, com o terreno pesado, pela inclemente chuva que caiu nesse período, com a bola molhada, mas em que o guardião benfiquista revelou um controlo absoluto da bola), com destaque para a resposta a um potente remate de Pilro, a desviar subtilmente a bola por cima da trave.

A segunda parte faria apelo à capacidade de sacrifício e superação do Benfica. A equipa italiana voltou a entrar muito forte, com alta pressão, quase sufocando o adversário, incapaz de ter posse de bola, obrigado a recuar para a sua linha de grande área, limitando-se a aliviar a bola, para nova e imediata investida da Juventus, que, não obstante, nunca revelou capacidade de contrariar a organização defensiva portuguesa, não conseguindo ultrapassar esse bloqueio.

A situação complicar-se-ia quando Enzo Pérez, vendo dois cartões amarelos num curtíssimo intervalo de tempo, provocou que a sua equipa – pela terceira vez nos últimos jogos (depois dos dois encontros contra o FC Porto, para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga) – ficasse em inferioridade numérica. Curiosamente, a jogar com dez, e tal como acontecera nesses dois desafios, a equipa benfiquista uniu-se, denotando um forte sentido de grupo e colectivismo, ao mesmo tempo que a Juventus se ia deixando trair pela crescente ansiedade, resultante da combinação de dois factores: por um lado, o facto de se encontrar com um homem a mais; por outro, de sinal contrário, o tempo que começava a fugir-lhe para inverter o rumo da eliminatória.

Seria nessa fase que o Benfica acabaria inclusivamente por conseguir libertar-se do espartilho a que se vira submetido, procurando a sua sorte, em dois ou três contra-ataques rápidos. E, já na entrada do tempo de compensação (estendido até aos oito minutos), quando Garay teve de sair de campo, depois de ter sido atingido por um pontapé na cara, passando a jogar apenas com nove elementos, a resistência benfiquista tornou-se então heróica, culminando com a eufórica satisfação do alcançar de uma Final europeia pelo segundo ano consecutivo – 10.ª Final da sua história –, no que se traduzirá no seu regresso a Turim, já no próximo dia 14 de Maio, para defrontar o Sevilla… infelizmente, sem poder contar com Enzo Pérez, Markovic (ambos expulsos, o segundo já após ter sido substituído) e Salvio, esperando-se que Garay possa recuperar em tempo útil.

(376) Benfica – Juventus – 2-1

24.04.2014 – Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)

BenficaBenfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, André Gomes (82m – Ivan Cavaleiro), Lazar Marković, Enzo Pérez, Miralem Sulejmani (60m – André Almeida), Rodrigo e Óscar Cardozo (62m – Lima)

AZJuventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Claudio Marchisio, Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez (82m – Pablo Osvaldo) e Mirko Vučinić (65m – Sebastian Giovinco)

1-0 – Ezequiel Garay – 3m
1-1 – Carlos Tévez – 73m
2-1 – Lima – 84m

Cartões amarelos – André Gomes (34m), Artur (71m) e André Almeida (88m); Pogba (45m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Enfrentando um adversário poderosíssimo, a fazer um campeonato verdadeiramente “à parte” em Itália (8 pontos de vantagem sobre a Roma, 22 em relação ao 3.º classificado, Napoli, com as equipas de Milão, Inter e AC Milan, respectivamente a 34 e a 39 pontos!), o Benfica – agora finalmente aureolado com o título de Campeão Nacional, já virtualmente garantido – teve uma entrada em jogo de sonho, quando, apenas com dois minutos decorridos, na sequência de um pontapé de canto, Garay, de cabeça, deu a melhor sequência, desviando a bola do alcance do guardião italiano, Buffon, inaugurando o marcador.

Sem poder contar com os lesionados Gaitán, Fejsa e Salvio, três elementos fulcrais na manobra da equipa, o golo logo a abrir constituiria decisivo tónico para uma excelente exibição do colectivo benfiquista durante o primeiro tempo, não dando grandes oportunidades ao adversário de criar perigo.

Contudo, na etapa complementar do desafio, começando a indiciar alguns sinais de desgaste, o Benfica foi perdendo o controlo do jogo, começando a ser ameaçado por sucessivas investidas da Juventus. A equipa portuguesa ia procurando resistir, mas começara já a adivinhar-se o golo… que acabaria por surgir já próximo da meia hora.

Entretanto já o Benfica tivera razões de queixa da arbitragem, ao não assinalar uma notória grande penalidade, com o árbitro a pecar também no critério disciplinar, bastante largo para os jogadores da equipa italiana.

Desta forma, acabaria por ser com alguma felicidade que o Benfica chegaria, a cerca de cinco minutos do termo da partida, ao segundo golo, numa magnífica execução do Lima, proporcionando à turma portuguesa um excelente triunfo, com a formação italiana a sofrer o primeiro desaire na presente edição da prova (nas eliminatórias anteriores, ante Trabzonspor, Fiorentina e Lyon,  nos seis encontros disputados, apenas cedera um único empate).

Uma vitória que poderá significar o abrir do caminho para a 10.ª final europeia do historial do Benfica, a qual seria disputada… em Turim. Antes disso, a formação portuguesa terá de deslocar-se a Turim, sabendo que terá de registar concentração máxima e, se possível, marcar, para alcançar tal objectivo, no que seria um fantástico reeditar da campanha do ano passado, em que atingiu também a Final.

(375) Benfica – AZ – 2-0

10.04.2014 – Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Artur, Sílvio (4m – André Almeida), Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa (64m – Enzo Pérez), André Gomes, Miralem Sulejmani (70m – Lazar Marković), Eduardo Salvio, Rodrigo e Óscar Cardozo

AZAZ – Esteban Alvarado, Mattias Johansson, Jeffrey Gouweleeuw, Nick Viergever, Jan Wuytens, Roy Beerens (77m – Thom Haye), Nemanja Gudelj, Celso Ortiz (79m – Markus Henriksen), Viktor Elm, Steven Berghuis (77m – Jóhann Gudmundsson) e Aron Jóhannsson

1-0 – Rodrigo – 39m
2-0 – Rodrigo – 71m

Cartões amarelos – Eduardo Salvio (31m) e André Gomes (73m); Steven Berghuis (23m)

Árbitro – Pavel Královec (R. Checa)

Raramente o Benfica terá tido, em todo o seu longo historial nas competições europeias, e a este nível, de disputa de acesso às meias-finais, uma eliminatória tão tranquila, em que nunca esteve em causa a sua superioridade e a confirmação do favoritismo que lhe era atribuído.

Entrando na segunda mão já com o conforto do resultado alcançado em Alkmaar, a equipa portuguesa prosseguiu a sua política de gestão do plantel, com sistemática rotatividade e alternância de jogadores (face aos que alinham geralmente nos jogos do campeonato nacional, que continua – até à sua conquista matemática – a ser a prioridade fundamental).

Tal não impediu que demonstrasse o seu notório maior poderio e capacidade, aos mais variados níveis, pelo que foi sem surpresa que chegou ao primeiro golo, não obstante já na parte final do primeiro tempo. Esse golo praticamente “selava”, logo aí, a garantia do apuramento.

Até final, o Benfica manteve, sem dificuldade, o domínio do jogo, tendo disposto de mais oportunidades para além do segundo golo, também apontado por um Rodrigo a atravessar excelente período de forma.

Com esta vitória, e com os golos obtidos, o Benfica torna-se no clube mais vitorioso da história (ainda recente) da prova, com um excelente registo de 25 vitórias, 6 empates e apenas 6 derrotas, em 37 jogos disputados, em quatro edições em que participou, assim como a equipa com mais golos marcados (score global de 71-33).

Em paralelo, marca presença nas 1/2 Finais da competição pela terceira vez consecutiva (depois de 2010-11 e 2012-13), apenas tendo visto a sua carreira interrompida mais cedo (1/4 Final) na Liga dos Campeões de 2011-12 e na Liga Europa de 2009-10, isto no período das últimas cinco épocas, sob o comando técnico de Jorge Jesus. O Benfica amplia assim para 14 o número de meias-finais em que participa, partindo em busca da sua 10.ª Final europeia!

(374) AZ – Benfica – 0-1

03.04.2014 – Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)

AZAZ – Esteban Alvarado, Mattias Johansson, Jeffrey Gouweleeuw, Nick Viergever, Simon Poulsen (49m – Jóhann Gudmundsson), Roy Beerens, Nemanja Gudelj (80m – Markus Henriksen), Celso Ortiz, Viktor Elm, Steven Berghuis e Aron Jóhannsson

BenficaBenfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Rúben Amorim (39m – André Almeida), André Gomes, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Rodrigo (77m – Lazar Marković) e Óscar Cardozo (64m – Lima)

0-1 – Eduardo Salvio – 48m

Cartões amarelos – Mattias Johansson (79m); Nico Gaitán (61m), Siqueira (90m), Eduardo Salvio (90m) e Maxi Pereira (90m)

Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)

Defrontando o 7.º classificado do campeonato holandês, a larga distância dos lugares de topo da tabela, o Benfica assumia-se como favorito, não só para a eliminatória, mas, inclusivamente, para este jogo.

Porém, nos minutos iniciais seria de alguma forma surpreendido por uma entrada determinada da equipa holandesa, apenas conseguindo reequilibrar a partida após o quarto de hora inicial. A partir daí, sempre numa toada repartida, o Benfica foi, não obstante, dando sinais de que poderia chegar ao golo, o que não conseguiria contudo concretizar até final do primeiro tempo.

Mas, logo a abrir a metade complementar do desafio, Eduardo Salvio regressava aos golos, após longa paragem, devido a lesão, colocando a equipa portuguesa em vantagem. Até final, o Benfica poderia ainda ter ampliado o marcador, mas não seria eficaz na concretização de algumas ocasiões de perigo de que dispôs. Acabaria por preocupar-se mais em gerir a vantagem do que aumentá-la.

Alcançou, não obstante, o terceiro triunfo em terreno alheio, em outras tantas eliminatórias da presente edição da “Liga Europa”, partindo assim, pela terceira vez, em vantagem para a partida da 2.ª mão, onde terá de confirmar a sua superioridade, de forma a evitar os sustos que passou na ronda anterior, face ao Tottenham.

(373) Benfica – Tottenham – 2-2

20.03.2014 – Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Rúben Amorim, Filip Djuričić (71m – Enzo Pérez), Eduardo Salvio, André Gomes, Miralem Sulejmani (90m – Lazar Marković) e Óscar Cardozo (76m – Lima)

TottenhamTottenham – Brad Friedel, Kyle Naughton, Sandro, Zeki Fryers, Danny Rose, Aaron Lennon, Gylfi Sigurdsson, Nabil Bentaleb, Andros Townsend (76m – Christian Eriksen), Nacer Chadli e Roberto Soldado (71m – Harry Kane)

1-0 – Ezequiel Garay – 34m
1-1 – Chadli – 78m
1-2 – Chadli – 79m
2-2 – Lima (pen.) – 90m

Cartões amarelos – Luisão (10m) e Enzo Pérez (90m); Kyle Naughton (90m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Excessivamente confiante na sequência do categórico triunfo alcançado na semana passada em Londres, em pleno White Hart Lane, a que se somou o golo obtido por Garay, culminando uma primeira meia-hora de superioridade benfiquista, frente a um Tottenham algo desfalcado, nomeadamente por lesões, a equipa do Benfica (também a prosseguir a política de rotação de jogadores, continuando a dar prioridade ao campeonato nacional), limitando-se, no segundo tempo, a deixar correr o tempo, segura de que a eliminatória estava absolutamente garantida, acabaria por sofrer um grande susto no derradeiro quarto de hora.

De facto, ao tento do empate da formação inglesa, seguiu-se, no minuto imediato, segundo golo, que deixava o Tottenham a apenas um golo de, sensacionalmente, poder igualar a eliminatória. E, aí, com cerca de dez minutos para jogar, o Benfica tremeu, com os londrinos a reclamar ainda um lance de grande penalidade, praticamente a findar o tempo regulamentar, e com o guardião Oblak, com uma defesa de belo efeito, a preservar a preciosa vantagem no conjunto das duas mãos, assim evitando um imprevisível prolongamento.

Já em período de descontos, o penalty surgiria, sim, mas a favor da turma portuguesa, num lance indiscutível, em que Lima foi grosseiramente derrubado na grande área; o mesmo Lima, com uma serena conversão, possibilitaria, finalmente, o “respirar de alívio” de todos os benfiquistas.

Mais uma lição que deverá ser retida, a de que os jogos duram até aos 90 minutos (na realidade, para lá deles, mesmo), e que, em alta competição, não há lugar a poupanças excessivas, e, muito menos, ao “desligar dos motores”; é que, depois de as coisas se complicarem, é, geralmente, muito mais difícil, retomar o ritmo perdido.

No conjunto das duas mãos o Benfica foi claramente superior, merecendo, com toda a justiça, o apuramento para os 1/4 Final da Liga Europa, fase que atinge, a nível das provas europeias, pela quinta vez consecutiva, portanto em todos os anos do consulado do técnico Jorge Jesus. Apenas por distracção, se viu hoje obrigado a sofrer, durante cerca de um quarto de hora, sem qualquer necessidade de ter passado por tal. Um importante aviso para este final de época, de modo a não repetir erros de um passado recente.

(372) Tottenham – Benfica – 1-3

13.03.2014 – Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

TottenhamTottenham – Hugo Lloris, Kyle Walker (76m – Danny Rose), Younès Kaboul, Jan Vertonghen, Kyle Naughton, Aaron Lennon, Paulinho, Sandro (82m – Nabil Bentaleb), Christian Eriksen, Harry Kane (75m – Roberto Soldado) e Emmanuel Adebayor

BenficaBenfica – Jan Oblak, Sílvio, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa, Lazar Marković, Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (65m – Enzo Pérez), Rodrigo (87m – Lima) e Óscar Cardozo (66m – Nico Gaitán)

0-1 – Rodrigo – 30m
0-2 – Luisão – 58m
1-2 – Eriksen – 64m
1-3 – Luisão – 84m

Cartões amarelos – Sandro (9m) e Jan Vertonghen (81m); Sílvio (63m) e Rúben Amorim (81m)

Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)

Cerca de 52 anos depois da vitória nas 1/2 Finais da Taça dos Campeões Europeus, que proporcionou ao clube português o acesso à sua primeira Final nessa competição (que viria a vencer, frente ao Real Madrid, sagrando-se assim Campeão Europeu), o Benfica voltou hoje a defrontar a equipa do Tottenham, num regresso às grandes “noites europeias”, em que construiu e cimentou a  sua glória, impondo-se, em pleno White Hart Lane, por categórica margem de 3-1 (que, inclusivamente, podia ter ainda ampliado, precisamente no derradeiro lance do desafio).

Uma equipa personalizada, com um grupo formando um verdadeiro colectivo, em que praticamente não se faz sentir a rotação de jogadores que o técnico Jorge Jesus vem colocando em prática (alinhando, de início, por exemplo, com Sílvio, na lateral direita, Rúben Amorim – que se viria a cotar com uma das principais figuras, com duas assistências para golo -, Sulejmani, ou o regressado Óscar Cardozo; e, desta forma, “poupando” Maxi Pereira, Enzo Pérez, Nico Gaitán ou Lima), o grande destaque vai para a solidariedade entre todos os jogadores, a par da invulgar proeza de Luisão, um defesa central a bisar, com dois golos de belo efeito.

Um magnífico resultado, que faz recordar um outro, precisamente pela mesma marca, obtido na época de 1991-92, igualmente em Londres, no terreno do Arsenal, e que, saldo um “cataclismo”, coloca o Benfica com “pé e meio” na eliminatória seguinte. Em Lisboa, bastará gerir a preciosa vantagem adquirida esta noite.

Denotando boa atitude desde início, num jogo bastante movimentado, em toada de parada e resposta, com o Tottenham a procurar a iniciativa do jogo, mas o Benfica a corresponder, acabaria por não surpreender o primeiro golo, à passagem da meia hora, numa excelente execução técnica de Rodrigo, a desmarcar-se em corrida, a partir da linha de meio-campo, e, ao aproximar-se da zona de acção do guarda-redes, a fazer a bola desferir uma trajectória, como que contornando o guardião adversário, para o poste mais distante, sem hipóteses.

No segundo tempo, o cariz do jogo não se alteraria significativamente, com a equipa portuguesa confiante, e a chegar mesmo ao 2-0, na sequência de um canto – após magnífica defesa de Lloris, a evitar o golo de Rúben Amorim -, em que Luisão, oportuno, surgiu a desviar de cabeça, inapelavelmente, para o fundo das redes.

O Tottenham procuraria reagir e, pouco depois, na sequência de um livre directo, próximo da grande área, o dinamarquês Eriksen, com uma execução perfeita, reduziu a desvantagem, dando ânimo à sua equipa, que, nos minutos imediatos, procurou carregar mais, em busca do tento da igualdade.

Mas a formação portuguesa rapidamente se recomporia, e, já depois de um primeiro remate, que o guardião francês, susteve com dificuldade, Luisão “encheu o pé” e disparou um remate fulminante, também sem hipótese de defesa, fixando o 3-1 final (que, conforme referido, poderia ter sido ainda dilatado no último lance do desafio).

Uma excelente exibição, de uma equipa confiante em si própria, a juntar mais uma noite de glória ao seu palmarés.

(371) Benfica – PAOK – 3-0

27.02.2014 – Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Rúben Amorim, Eduardo Salvio (60m – Lazar Marković), Filip Đjuričić (79m – Rodrigo), Nico Gaitán, André Gomes e Óscar Cardozo (60m – Lima)

PAOKPAOK – Panagiotis Glykos, Stelios Kitsiou, Kostas Katsouranis, Juan Insaurralde, Lino, Ergys Kaçe, Hedwiges Maduro, Lucas Martínez (74m – Zvonimir Vukić), Costin Lazăr, Sekou Oliseh (45m – Miroslav Stoch) (83m – Sotiris Ninis) e Stefanos Athanasiadis

1-0 – Nico Gaitán – 70m
2-0 – Lima (pen.) – 78m
3-0 – Lazar Marković – 79m

Cartões amarelos – Stelios Kitsiou (40m); Sílvio (76m)

Cartão vermelho – Kostas Katsouranis (69m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Uma vitória por margem folgada do Benfica, que não traduz as dificuldades que a equipa portuguesa experimentou, sem grandes oportunidades de golo ao longo de toda a primeira parte (apenas um potente remate de Cardozo, a que o guardião contrário correspondeu de forma espectacular), e tendo então passado por um susto, quando Artur, numa deficiente intervenção, apenas à segunda conseguiu deter a marcha da bola, evitando, praticamente em cima da linha de golo, que os gregos se tivessem adiantado.

No segundo tempo, a toada de jogo não se alterou muito, com o Benfica a assumir sempre as “despesas”, controlando o jogo, e procurando construir lances ofensivos.

Mas a incerteza no desfecho do resultado, e, por consequência da eliminatória – apesar de tudo “presa” por um fio algo ténue, de um único golo de vantagem, alcançada na Grécia – prolongar-se-ia, até aos 70 minutos. Só nos derradeiros vinte minutos, jogando contra dez, o Benfica construiria então a tal vantagem folgada, de três golos.

Tudo começou com a falta grosseira de Katsouranis, praticamente em cima da área, na zona frontal, que lhe custou a expulsão por cartão vermelho directo. Na sequência do correspondente livre directo, Nico Gaitán, com uma execução perfeita – uma espécie de “Panenka”, num remate em “folha seca”, a fazer a bola passar por sobre a barreira -, abria o activo e conferia à equipa portuguesa a (definitiva) tranquilidade que há tanto tempo buscava.

Poucos minutos depois, uma mão na bola em plena área, originaria uma grande penalidade, que Lima, com segurança, converteu no segundo golo. E, no minuto imediato, aproveitando mais uma falha da equipa grega, Marković, obteria mais um golo de belo efeito, selando uma goleada (4-0 no conjunto das duas mãos).

Uma bela homenagem ao “velho Capitão”, Senhor Mário Coluna, anteontem desaparecido.

O “segredo” desta eliminatória acabou por estar na solidez defensiva do Benfica, que praticamente não concedeu qualquer oportunidade de golo ao adversário.

Um aspecto a preservar, no contexto da difícil concorrência que o clube defrontará na próxima eliminatória, a equipa inglesa do Tottenham.

(370) PAOK – Benfica – 0-1

20.02.2014 – Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)

PAOKPAOK – Panagiotis Glykos, Stelios Kitsiou, Kostas Katsouranis, Juan Insaurralde, Lino, Ergys Kaçe, Hedwiges Maduro, Sotiris Ninis (63m – Lucas Martínez), Costin Lazăr (82m – Dimitris Salpingidis), Sekou Oliseh (76m – Miroslav Stoch) e Stefanos Athanasiadis

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Sílvio, Rúben Amorim, Filip Đjuričić, André Gomes (66m – Lazar Marković), Enzo Pérez (63m – Ljubomir Fejsa), Miralem Sulejmani (76m – Eduardo Salvio) e Lima

0-1 – Lima – 59m

Cartões amarelos – Ergys Kaçe (5m), Costin Lazăr (27m); Hedwiges Maduro (54m) e Miroslav Stoch (85m); André Gomes (45m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Colocando em marcha um plano de “rotatividade” nos antípodas do que praticara em anos anteriores, o treinador benfiquista, Jorge Jesus, terá pensado sobretudo em preservar a segurança defensiva, visando trazer a definição do desfecho da eliminatória para a 2.ª mão, no Estádio da Luz.

Embora sem que a equipa tivesse assumido, de forma decidida, uma toada ofensiva, o Benfica evidenciaria a sua superioridade, acabando por vencer mesmo em Salónica, vantagem importante para a definição do apuramento, mas que não é de modo a permitir quebras de concentração. A jogar em casa, a equipa portuguesa terá de enfrentar a partida da 2.ª mão com o fito de obter nova vitória, forma mais segura de garantir o precioso avanço alcançado na Grécia.


(369) Benfica – Paris St.-Germain – 2-1

10.12.2013 – Liga dos Campeões – 6ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Ljubomir Fejsa, Nemanja Matić, Enzo Pérez (90m – André Gomes), Lazar Marković (69m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán (77m – Miralem Sulejmani) e Lima

Paris St.-Germain – Salvatore Sirigu, Kalifa Traoré, Marquinhos, Zoumana Camara, Lucas Digne, Thiago Motta (61m – Blaise Matuidi), Adrien Rabiot, Lucas, Javier Pastore, Jérémy Ménez e Edinson Cavani (61m – Ezequiel Lavezzi)

0-1 – Edinson Cavani  37m
1-1 – Lima (pen.) – 45m
2-1 – Nico Gaitán  58m

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

Denotando uma atitude mental, competitiva e física que não tem tido a constância desejada, superando-se a esses vários níveis, a equipa do Benfica realizou esta noite uma excelente exibição, aproveitando também a menor aplicação de um adversário já qualificado e com algumas “poupanças” de jogadores, como foi o caso mais notável de Ibrahimovic, obtendo uma tão justa quão insuficiente vitória.

Insuficiente nos números – à semelhança do que se passara em Atenas, na partida contra o Olympiakos, os dianteiros benfiquistas desperdiçaram inúmeras ocasiões de perigo, tanto procurando colocar a bola, subtraindo-a ao alcance do guardião contrário (depois de uma primeira defesa “afirmativa”), que ela acabava por sair invariavelmente ao lado, mesmo que muito próximo da baliza – e também amargamente insuficiente para o objectivo de apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, numa edição tão mais especial dado o simbolismo de a Final ser disputada no Estádio da Luz.

De facto, procurando ignorar que o seu destino dependia do que o Olympiakos fizesse, o Benfica entrou determinado a fazer a sua parte do contrato, ou seja, garantir a vitória. Com grande intensidade, assumindo o jogo, correndo riscos, ostensivamente remetendo os parisienses à sua defesa, a equipa benfiquista acabaria por vir a ser penalizada num dos raros momentos de desconcentração, com Cavani, muito oportuno, a não desaproveitar a oportunidade que se lhe deparou para inaugurar o marcador.

As notícias que chegavam de Atenas também não eram nada animadoras – o Olympiakos já ganhava por 1-0 – mas nem assim o Benfica se desuniu, mantendo a sua toada de jogo, que seria recompensada, mesmo ao cair do pano do primeiro tempo, com o golo do empate, obtido por Lima, na conversão irrepreensível de uma grande penalidade, a sancionar uma falta grosseira (e perigosa, dado ter-se tratado de uma cabeçada no jogador português) cometida sobre Sílvio, após uma magnífica simulação, a procurar tirar o adversário do seu caminho.

Entretanto, o Anderlecht empatara o jogo em Atenas; porém, logo a abrir a segunda parte, ficava em desvantagem numérica, reduzido a dez elementos, por expulsão. Até que, aos 58 minutos, Saviola, que, depois de ter inaugurado o marcador, falhara já uma grande penalidade, recolocava o Olympiakos em vantagem.

Com a dificuldade acrescida de ter de “jogar simultaneamente em dois campos”, com os “pés” na Luz e a “cabeça” em Atenas, a equipa portuguesa, muito motivada e altamente envolvida no jogo, prosseguia a sua bela exibição, com elementos a atingir elevada craveira, como os casos particulares de Matić, Enzo Pérez ou Gaitán. E, praticamente ao mesmo tempo do segundo golo dos gregos, o Benfica replicava o resultado, fazendo também o 2-1 a seu favor.

Até final, a tendência do jogo não se alteraria significativamente (o Paris St.-Germain teria uma flagrante ocasião de golo, com a bola a cruzar toda a linha de baliza, e a sair rente ao poste mais distante, num grande calafrio), mas foi sempre o Benfica a dar sinal mais.

Entretanto, num jogo completamente atípico, em Atenas, o Olympiakos beneficiava – e desperdiçava – de uma segunda grande penalidade (aos 71 minutos). Já depois de uma fase de grande pressão do Anderlecht, com os gregos remetidos à defesa… e ao contra-ataque, aos 88 minutos, o Olympiakos ficaria a jogar contra nove, assim sentenciando as aspirações dos belgas (e dos portugueses). Mas a história não ficaria por aqui: já em período de descontos, e com as substituições já esgotadas, surgiria a terceira grande penalidade a favor da equipa grega, e a terceira expulsão, desta vez com o guarda-redes do Anderlecht (que defendera as duas anteriores), a ser substituído por um improvisado guardião, que não conseguiria evitar o 3-1 para o Olympiakos.

No Estádio da Luz, o Benfica despedia-se ingloriamente da Liga dos Campeões, severamente penalizado pela fraca exibição no jogo em casa com esta formação da Grécia, e pela infelicidade e falta de eficácia manifestadas em Atenas; numa cruel ironia, os seus antigos jogadores Roberto (em particular nesse jogo Olympiakos-Benfica) e Saviola (com os dois golos hoje apontados) teriam acção determinante nesta eliminação benfiquista, que, uma vez mais, terá de procurar alguma consolo na Liga Europa.

(368) Anderlecht – Benfica – 2-3

27.11.2013 – Liga dos Campeões – 5ª jornada

AnderlechtAnderlecht – Silvio Proto, Anthony Vanden Borre, Chancel Mbemba, Bram Nuytinck (73m – Ronald Vargas), Olivier Deschacht (55m – Frank Acheampong), Cheikhou Kouyaté, Massimo Bruno, Guillaume Gillet, Dennis Praet, Fabrice N’Sakala e Aleksandar Mitrović

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, André Almeida, Nemanja Matić, Enzo Peréz (87m – Rodrigo), Lazar Marković (89m – Ivan Cavaleiro), Ljubomir Fejsa, Nico Gaitán (72m – Miralem Sulejmani) e Lima

1-0 – Chancel Mbemba – 18m
1-1 – Nemanja Matić – 34m
1-2 – Chancel Mbemba (p.b.) – 52m
2-2 – Massimo Bruno – 77m
2-3 – Rodrigo – 90m

Cartões amarelos – Massimo Bruno (29m), Bram Nuytinck (49m) e Aleksandar Mitrović (88m); André Almeida (78m) e Artur (90m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Procurando remediar os danos do desaire sofrido em Atenas, o Benfica entrava neste jogo de “2 em 1” (a vitória podia valer a continuidade das aspirações à passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões, sendo que, pelo menos o empate, garantia desde logo, no pior cenário, a passagem para a Liga Europa) sabendo que tinha – perante o actual potencial do adversário – a melhor oportunidade de sempre para vencer em Bruxelas.

Porém, denotando falta de clarividência no seu jogo, não só não conseguiria impor-se logo desde início, vindo, inclusivamente, num lance infeliz, na sequência de uma “carambola” entre o central do Anderlecht, Mbemba, e Luisão, a sofrer o primeiro golo. O Benfica reagiu então de forma positiva a este revés, não se descontrolando, mantendo a toada de jogo, necessariamente agora mais claramente estimulado pela necessidade de marcar.

E o golo do empate surgiria pouco depois, como corolário de uma melhor fase da equipa benfiquista. Já no segundo tempo, aproveitando a fragilidade do opositor, o Benfica chegaria, com alguma naturalidade, à vantagem. Durante um bom período, de cerca de vinte minutos, a equipa portuguesa deu a sensação de controlar o jogo, e de o triunfo não lhe escaparia.

Porém, quando se esperava que fosse o Benfica a explorar alguma situação de contra-ataque, aproveitando o adiantamento dos belgas, o Anderlecht restabeleceria o empate. A situação complicava-se bastante: já na fase derradeira do encontro – e tendo em consideração que o Olympiakos ia empatando também em Paris, a um golo -, até ao minuto noventa, o Benfica estava virtualmente afastado da Liga dos Campeões. E tinha de manter-se atento para que a própria eventual passagem para a Liga Europa não viesse a ficar também comprometida.

Depois de uma aparentemente estranha substituição, com a saída de Gaitán, Jorge Jesus, apostaria então na entrada em campo, já mesmo em cima do final do tempo de jogo,  de Rodrigo e Ivan Cavaleiro, alterações que pareciam ser feitas já em “desespero de causa”, e, sobretudo, demasiado tarde. Mas chegava então o momento de o Benfica ser feliz: aproveitando a velocidade de Rodrigo, muito bem desmarcado, a equipa portuguesa chegava, já no minuto noventa, ao terceiro golo, que lhe proporcionava enfim – sem que, contudo, tivesse feito uma exibição memorável – a primeira vitória no terreno do outrora bem poderoso Anderlecht (a Final da Taça UEFA de há trinta anos ainda perdura na memória…), uma equipa abnegada, lutadora, mas bem abaixo da qualidade que patenteou na Europa nas décadas de 70 e 80 do século passado.

Em paralelo, ligeiramente depois do golo benfiquista, o Paris St.-Germain marcava o segundo golo, que resultava na derrota do Olympiakos. No espaço de um minuto, um golo em Bruxelas e outro em Paris provocava uma reviravolta (parcial) na tendência pontual do Grupo: o Benfica passava de uma situação de eliminação, para uma posição de poder continuar ainda a agarrar-se ao “sonho” de prosseguir na Liga dos Campeões (embora bastante condicionado, uma vez que implica a necessidade de, na derradeira ronda, fazer melhor resultado ante o Paris St.-Germain do que o que o Olympiakos averbar frente ao Anderlecht…).

A continuidade na Europa ficou, não obstante, já garantida, quanto mais não seja via Liga Europa. Dada a impossibilidade de jogar em dois campos ao mesmo tempo (Lisboa e Atenas), ao Benfica só resta uma opção: a de tentar ganhar na última ronda, na recepção aos parisienses…

(367) Olympiakos – Benfica – 1-0

05.11.2013 – Liga dos Campeões – 4ª jornada

OlympiakosOlympiakos – Roberto Jiménez; Leandro Salino, Kostas Manolas, Dimitris Siovas, José Holebas, Giannis Maniatis, Andreas Samaris, Sambou Yatabaré (56m – Delvin N’Dinga), Javier Saviola (45m – Alejandro Domínguez), David Fuster (74m – Bong) e Kostas Mitroglou

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Nemanja Matić, Enzo Pérez, Lazar Marković (74m – Filip Đjuričić), Ruben Amorim (78m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán  e Óscar Cardozo (71m – Lima)

1-0 – Kostas Manolas – 13m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (33m), Nemanja Matić (37m) e Ruben Amorim (42m); Sambou Yatabaré (38m), Roberto (85m), Delvin N’Dinga (89m) e Alejandro Domínguez (90m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Num grande paradoxo em que o futebol é por vezes fértil, o Benfica, com uma excelente exibição, em que denotou flagrante superioridade face ao seu adversário, acabando por perder o jogo, vê praticamente esfumarem-se as suas possibilidades de apuramento para os 1/8 Final da competição.

A equipa benfiquista, sabendo do cariz determinante desta partida, bastante personalizada, teve muito boa entrada neste jogo, com duas ocasiões de perigo, logo aos cinco e aos sete minutos, respectivamente por Cardozo e Marković, a obrigarem Roberto a duas defesas apertadas, em que revelou grande concentração. Só que, na primeira investida do Olympiakos, aos 13 minutos, na sequência de um canto, Manolas surgiu completamente liberto de marcação, fulgurante, numa entrada de rompante, a cabecear para o fundo da baliza.

Depois, aos 27 minutos, também na marcação de um canto, Luisão procurou dar a melhor resposta, de cabeça, mas falhou por pouco a baliza adversária.

Na segunda parte o domínio benfiquista intensificou-se, tendo chegado a ser avassalador. Logo no primeiro minuto deste segundo tempo, Roberto faria uma “defesa impossível”, ao estilo de guarda-redes de andebol, a remate quase “à queima roupa” de Marković.

E, novamente aos 54 minutos, Roberto a estirar-se todo para evitar o golo, a remate cruzado de Sílvio. Aos 58 minutos, foi Enzo Pérez a colocar o guardião espanhol uma vez mais à prova.

À medida que o tempo avançava, o Benfica ia perdendo serenidade, tendo deixado de criar tantas situações de perigo. Só já na parte derradeira, aos 89 minutos, voltaria a criar outra flagrante situação de golo, com Đjuričić, na cara de Roberto, mas pressionado pelo defesa, que o desequilibrou, a acabar por atrapalhar-se, não conseguindo desviar a bola do alcance do guarda-redes.

O Olympiakos, que foi mero espectador durante todo o jogo, só no 93º minuto teria nova oportunidade, com Leandro Salino a surgir isolado, mas a atrapalhar-se também, acabando por perder a bola para a defesa contrária.

O Benfica acaba por ser penalizado pela sua desconcentração defensiva, e, também, pela falta de eficácia na concretização, possibilitando a Roberto, com uma magnífica exibição, redimir-se do jogo da primeira volta.

Agora só um “milagre” poderia ainda permitir ao Benfica apurar-se: necessita vencer os dois jogos (em Bruxelas, com o Anderlecht, e, em casa, com o Paris St.-Germain) e esperar que o Olympiakos não consiga melhor que o empate nos dois jogos finais, com esses mesmos adversários; ou, em alternativa, se o Benfica somar quatro pontos (uma vitória e um empate), os gregos teriam de perder esses dois desafios.

(366) Benfica – Olympiakos – 1-1

23.10.2013 – Liga dos Campeões – 3ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Nemanja Matić, Enzo Pérez (82m – Ruben Amorim), Nico Gaitán (82m – Rodrigo), Ola John (45m – Ivan Cavaleiro), Lima e Óscar Cardozo

OlympiakosOlympiakos – Roberto Jiménez; Leandro Salino, Kostas Manolas, Dimitris Siovas, José Holebas, David Fuster (69m – Sambou Yatabaré), Giannis Maniatis, Alejandro Domínguez (88m – Carl Medjani), Andreas Samaris, Vladimir Weiss (56m – Delvin N’Dinga) e Kostas Mitroglou

0-1 – Alejandro Domínguez – 29m
1-1 – Óscar Cardozo – 83m

Cartões amarelos – Enzo Pérez (55m) e Nico Gaitán (62m); David Fuster (36m), Vladimir Weiss (42m) e Kostas Mitroglou (59m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

No primeiro de dois duelos luso-helénicos que se antecipa possam vir a ser determinantes para a definição do segundo clube qualificado neste grupo, a equipa do Benfica entrou em campo “a todo o gás”: aos quatro minutos já registava três cantos a seu favor, Cardozo, na conversão de um livre, com um potente remate, obrigara Roberto, o bem conhecido guarda-redes espanhol, agora ao serviço do Olympiakos, a uma excelente defesa, a revelar grande concentração, e Luisão desperdiçara uma outra flagrante oportunidade de marcar.

Porém, o “gás” rapidamente se evaporaria, com a formação benfiquista, gradualmente, a perder ritmo de jogo, e, pior, a perder também o controlo de jogo a meio-campo, perante um opositor que, durante a primeira parte, seria sempre mais rápido, criando algumas situações de apuro – tinha tido também o golo iminente, a seu favor, logo aos cinco minutos -, até acabar mesmo por chegar ao golo.

Para o segundo tempo, com o Benfica em desvantagem no marcador, o treinador Jorge Jesus optaria por trocar Ola John por Ivan Cavaleiro, que fazia a sua estreia em jogos das competições europeias (depois de se ter estreado na equipa principal no sábado, em partida da Taça de Portugal), um jogador de características mais “explosivas”.

Mas Jesus não deve ter consultado o boletim meteorológico… a chuva que caía sobre o Estádio da Luz transformar-se-ia em dilúvio, inundando o relvado, que, até cerca de um quarto de hora do fim do encontro, esteve verdadeiramente impraticável, com a bola a parar, sistematicamente retida a cada poça de água. Durante cerca de meia hora foi impossível jogar futebol, com o jogo a transformar-se em autêntica “lotaria”, com uma imprevisibilidade constante sobre qual seria a trajectória da bola a cada chuto, e onde (ou se) se deteria na água.

O que, naturalmente, facilitava a tarefa de quem defendia, com os jogadores do Benfica, a necessitarem de construir jogadas ofensivas, numa tenaz mas inglória luta contra… a água.

Quando, enfim, nos últimos dez minutos, com a chuva, já não tão inclemente, enfim a dar alguma trégua, o relvado conseguira assegurar uma drenagem mínima para que a bola voltasse a rolar e se pudesse voltar a jogar futebol, o Benfica acabaria por ser feliz: Jesus mal tinha acabado de fazer uma dupla substituição, fazendo entrar Ruben Amorim e Rodrigo para os lugares dos dois jogadores “amarelados”, quando, na sequência de um canto (mal assinalado pelo árbitro, que, aliás teve uma arbitragem bastante contestada, com pelo menos uma grande penalidade por assinalar a favor do Benfica), o guardião Roberto teve uma das suas recorrentes saídas em falso, deixando espaço à entrada de Óscar Cardozo, que não desperdiçaria o ensejo de empatar.

Jogar-se-iam ainda mais cerca de dez minutos (incluindo o tempo de compensação), mas, com o Olympiakos então apostado em manter, no mínimo, a igualdade, a turma benfiquista já não teria engenho e arte para completar a reviravolta no marcador, deixando tudo em aberto para daqui a quinze dias, em Atenas, onde as equipas se voltarão a encontrar. E onde o Benfica terá de jogar bem mais ( e melhor) do que fez hoje, em particular no primeiro tempo.

Com o empate final – que acabou por ser porventura o mais ajustado ao que as duas equipas exibiram, no conjunto dos 90 minutos – quebraram-se duas séries: o Benfica registava sete vitórias sucessivas no Estádio da Luz em jogos nas provas europeias; por seu lado, o Olympiakos somava já 27 desafios consecutivos em competições europeias sem empate!


(365) Paris St.-Germain – Benfica – 3-0

02.10.2013 – Liga dos Campeões – 2ª jornada

Paris St.-Germain – Salvatore Sirigu, Gregory Van der Wiel, Alex (78m – Zoumana Camara), Marquinhos, Maxwell, Thiago Motta, Marco Verratti (70m – Adrien Rabiot), Blaise Matuidi, Edinson Cavani, Ezequiel Lavezzi (70m – Lucas) e Zlatan  Ibrahimović

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa (29m – André Gomes), Nemanja Matić, Enzo Pérez, Filip Đuričić (45m – Lazar Marković), Nico Gaitán (66m – Miralem Sulejmani) e Óscar Cardozo

1-0 – Zlatan Ibrahimović – 5m
2-0 – Marquinhos – 25m
3-0 – Zlatan Ibrahimović – 30m

Cartões amarelos – Van der Wiel (36m) e Alex (47m); Nico Gaitán (32m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

No regresso a Paris, dois anos e meio depois – mas para defrontar uma formação parisiense que é hoje radicalmente diferente – num encontro em que, logo à partida, as equipas se apresentavam com um importante desnível, começando pelo valor dos respectivos orçamentos – e como perfeito reverso do que sucedera na ronda inaugural -, o pior que podia acontecer a um Benfica algo falho de confiança era sofrer um golo logo aos cinco minutos.

Acusando o toque – na verdade, a equipa nunca deu indicações de que pudesse operar qualquer tipo de inversão na tendência do jogo, ou seja, de que fosse possível evitar a derrota -, a formação benfiquista desuniu-se, com os seus jogadores muito “longe” uns dos outros.

Quando, no espaço de cinco minutos, entre os 25 e os 30 minutos, o marcador se elevou para 3-0, temeu-se que o Benfica pudesse ter hoje uma noite negra,

Valeu que, na segunda parte, a equipa de alguma forma se conseguiu recompor a nível defensivo, assim como a baixa de intensidade de jogo por parte do conjunto francês.

Numa das piores exibições dos últimos tempos em competições europeias, o Benfica escapou à goleada, mas impõe-se uma séria reflexão – que terá de ser realizada a breve prazo, dados os dois jogos que se seguem com o Olympiakos, que serão decisivos para determinar quem deverá acompanhar o Paris St.-Germain nos 1/8 Final da Liga dos Campeões – sobre as opções tácticas, a nível de escolha de jogadores titulares e coerência de substituições, assim como sobre a condição física (e agora também psicológica) em que a equipa se apresenta neste início de temporada.


(364) Benfica – Anderlecht – 2-0

17.09.2013 – Liga dos Campeões – 1ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Nemanja Matić, Enzo Peréz (69m – Ola John), Ljubomir Fejsa, Filip Đuričić (75m – Maxi Pereira), Lazar Marković e Óscar Cardozo (87m – Lima)

AnderlechtAnderlecht – Silvio Proto, Guillaume Gillet, Cheikhou Kouyaté, Chancel Mbemba, Fabrice N’Sakala, Massimo Bruno (79m – Dennis Praet), Demy De Zeeuw (45m – Acheampong), Luka Milivojević, Sacha Kljestan, Matías Suárez e Aleksandar Mitrović (76m – Cyriac)

1-0 – Filip Đuričić – 4m
2-0 – Luisão – 30m

Cartões amarelos – Enzo Pérez (27m); Massimo Bruno (21m), Demy De Zeeuw (34m), Aleksandar Mitrović (70m), Chancel Mbemba (76m) e Matías Suárez (89m)

Árbitro – Manuel Gräfe (Alemanha)

No arranque de uma época muito especial – com a particularidade de a longa caminhada da Liga dos Campeões culminar no Estádio da Luz, a 24 de Maio de 2014, com a disputa da Final – o Benfica não poderia ter tido melhor início do que colocar-se, nesta jornada inaugural, logo aos 4 minutos, em posição de vantagem, com um excelente golo de Đuričić, pleno de concentração e oportunidade, a aproveitar da melhor forma uma possibilidade de recarga que uma defesa incompleta do guardião adversário, largando a bola para a frente, proporcionou.

Animado com a vantagem, a equipa benfiquista assumiu o controlo do jogo, sem que a formação belga provocasse alguma inquietação a Artur Moraes.

Prosseguindo a sua toada ofensiva, denotando evidente superioridade, não surpreenderia que Luisão, numa magnífica execução técnica, dominando no peito e rematando de primeira, após se ter conseguido desmarcar dentro da área adversária (!), ampliasse a marca a favor do Benfica. Isto depois de Cardozo ter já ameaçado por duas vezes, primeiro, num raro momento de perícia técnica, a driblar dois adversários, depois, com um remate a propiciar uma defesa aparatosa a Proto.

No segundo tempo, o Benfica, afrouxando um pouco a intensidade do jogo, permitiria ao Anderlecht não só repartir o controlo do jogo, como, inclusivamente, já na parte final, ameaçar então a baliza benfiquista. Não obstante, a melhor oportunidade seria ainda desperdiçada por Óscar Cardozo que, liberto na grande área, não conseguiu contudo dominar a bola da melhor forma, resultando num remate já em queda, sem força nem colocação.

Obtendo um triunfo sem contestação, pela primeira vez nesta temporada – ao fim de mais de uma dúzia de partidas – o Benfica conseguiu enfim chegar ao termo do encontro mantendo a sua baliza inviolada. Um bom começo!


###2012-13

(363) Benfica – Chelsea – 1-2

15.05.2013 – Liga Europa – Final

Amsterdam Arena, Amesterdão – Holanda

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay (78m – Jardel), Melgarejo (66m – Ola John), Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Nico Gaitán,  Rodrigo (66m – Lima) e Óscar Cardozo

Chelsea – Petr Čech, César Azpilicueta, Branislav Ivanović, Gary Cahill, Ashley Cole, Ramires, David Luiz, Frank Lampard, Oscar, Juan Mata e Fernando Torres

0-1 – Fernando Torres – 60m
1-1 – Óscar Cardozo (pen.) – 68m
1-2 – Branislav Ivanović – 90m

Cartões amarelos – Oscar (14m); Ezequiel Garay (45m) e Luisão (61m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Contrariando o favoritismo atribuído ao ainda Campeão Europeu em título, Chelsea, o Benfica entrou melhor nesta Final, com uma dinâmica ofensiva apreciável: logo aos dez minutos, só a excessiva cerimónia de Melgarejo – que, frente a Petr Čech, hesitou no remate, acabando  por soltar para Cardozo, o qual não conseguiria também alvejar a baliza – evitou a possibilidade de concretização de uma boa oportunidade de golo; no minuto imediato, nova jogada de ataque benfiquista, a ameaçar a baliza da equipa inglesa, mas com Gaitán a rematar por alto; aos 15 minutos, um lance muito confuso na área do Chelsea, com vários ressaltos de bola… que não quis levar a direcção certa…

A partir do quarto de hora, o Chelsea começaria a equilibrar, passando o controlo do jogo a ser repartido, sem que uma das equipas se superiorizasse à outra em termos de domínio. Só próximo da meia hora o Benfica voltaria a acercar-se da baliza do Chelsea, mas sem perigo. Aos 33 minutos, em mais uma boa iniciativa do ataque do Benfica, Gaitán ensaiaria um remate em habilidade, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.

Até que, aos 38 minutos, de forma inesperada, num contra-ataque rápido, com um remate traiçoeiro de Lampard, o Chelsea obrigou Artur a defesa apertada, no lance mais perigoso da partida até então. Aos 42 minutos, num bom cruzamento para a área, Cardozo surgiu a tentar rematar de cabeça, mas a deixar-se antecipar pela defesa contrária.

Num balanço sintético da primeira metade do encontro, o Chelsea não denotou nunca capacidade de “pegar no jogo”, cuja iniciativa concedeu, praticamente na íntegra, à equipa portuguesa; curiosamente, por seu lado, o Benfica parecia não acreditar na facilidade como se conseguiu superiorizar ao adversário, sempre muito receoso de rematar à baliza, e com uma flagrante falta de objectividade. Excelente nota artística, mas com o pejo da falta de tradução dessa qualidade de jogo em algo de tangível.

No segundo tempo, o Benfica surgiu, de entrada, com o mesmo espírito e atitude, assumindo o controlo do jogo e a iniciativa do ataque. Logo ao quinto minuto, um lance perigoso, com Rodrigo com oportunidade de criar perigo junto à baliza adversária, mas a deixar-se antecipar pela defesa adversária. De imediato, na sequência do canto, a bola seria mesmo introduzida na baliza do Chelsea por Cardozo, mas o lance estava já interrompido, por posição de fora-de-jogo.

Porém, a partir dos dez minutos, subitamente, o Chelsea – que até aí parecia ter estado “ausente” da Final – começou finalmente a jogar, imprimindo velocidade, aumentando significativamente o ritmo e desequilibrando a estrutura defensiva do Benfica, que até aí com tanta tranquilidade controlara o jogo.

E bastaram cinco minutos de alguma desorientação benfiquista, enquanto tentava acertar novamente as marcações, para o Chelsea, num lance de futebol directo (lançamento em profundidade do guarda-redes), com Fernando Torres a surgir isolado frente a Artur e, com muita frieza, a conseguir tirá-lo do lance, inaugurar o marcador.

Jorge Jesus compreendeu que era necessário mexer na equipa, procurando a reacção ao tento adversário, e trocou Rodrigo por Lima, fazendo entrar também Ola John para o lugar de Melgarejo. E o Benfica seria então feliz, arrancando, apenas dois minutos volvidos, uma grande penalidade, por mão na bola, oportunidade que Cardozo, seguro, não desperdiçaria, empatando esta empolgante Final.

Aos 81 minutos, Óscar Cardozo rematou de meia distância, obrigando Petr Čech a difícil estirada, para socar a bola por cima da trave, para canto, do qual não resultaria maior perigo. Perdia-se uma boa oportunidade para ganhar a Final.

O Benfica voltaria a ter felicidade quando, aos 88 minutos, Lampard, com um potente remate, acertou com estrondo na trave da baliza de Artur.

Só que, tal como há quatro dias no Estádio do Dragão, acabaria por ser extremamente infeliz, aos 92 minutos, na sequência de um canto, com Ivanović a antecipar-se de cabeça a toda a defesa benfiquista, e a bater inapelavelmente o guardião brasileiro. Incrivelmente, haveria ainda tempo para nova infelicidade do Benfica, ao minuto 93, quando Cardozo, na pequena área do Chelsea, bastante apertado, não conseguiu desviar a bola para o golo… que teria permitido restabelecer de novo a igualdade.

O Benfica perdia, de forma injusta, esta sua nona Final europeia, de que sai de cabeça bem erguida, numa partida em que foi sempre, praticamente, a única equipa a procurar a vitória.


(362) Benfica – Fenerbahçe – 3-1

02.05.2013 – Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, André Almeida, Nemanja Matić, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Nico Gaitán (90m – Roderick),  Lima e Óscar Cardozo (87m – Urretavizcaya)

Fenerbahçe – Volkan Demirel, Gökhan Gönül (61m – Bekir İrtegün), Joseph Yobo (75m – Miroslav Stoch), Egemen Korkmaz, Reto Ziegler, Selçuk Şahin (45m  – Mehmet Topuz), Caner Erkin, Cristian Baroni, Dirk Kuyt, Salih Uçan e Moussa Sow

1-0 – Nico Gaitán – 9m
1-1 – Dirk Kuyt (pen.) – 23m
2-1 – Óscar Cardozo – 35m
3-1 – Óscar Cardozo – 66m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (29m) e Enzo Peréz (33m); Cristian Baroni (31m) e Caner Erkin (85m)

Árbitro – Stéphane Lannoy (França)

Com grande tranquilidade e, de alguma forma, surpreendente naturalidade, o Benfica garantiu hoje o apuramento para a nona Final das competições europeias do seu historial, 23 anos depois da última presença, regressando assim a Amesterdão, precisamente no dia em que se completam 51 anos sobre a conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus, obtida nesta cidade holandesa ante o Real Madrid.

Esta foi uma noite (quase) perfeita, com os três (diria mesmo os quatro…) golos a surgirem nos momentos ideais: a abertura do marcador logo aos 9 minutos; o tento do empate do Fenerbahçe, disponibilizando ainda cerca de 70 minutos para a recuperação benfiquista (o que não deixa de ser de crucial importância para a evolução do jogo e da eliminatória, quando necessitava, adicionalmente, de marcar dois golos); o segundo golo do Benfica menos de um quarto de hora decorrido; e, depois de uma intensa primeira parte, quando as coisas pareciam começar a arrefecer e se podia temer algum eventual esmorecimento, o terceiro golo benfiquista, ainda antes da metade do segundo tempo, a colocar a equipa portuguesa, pela primeira vez, em vantagem na eliminatória.

Tudo isto como corolário lógico da clara superioridade evidenciada pelo Benfica ao longo de todo o encontro, não apenas controlando, mas também dominando sempre o jogo, em todas as suas vertentes, apenas tendo sido surpreendido por um lance fortuito, que originou uma grande penalidade.

Uma exibição segura, de uma equipa confiante nas suas capacidades, que sabe que, em condições normais, marca golos – numa noite em que ultrapassou os 600 golos nas provas europeias -, que, entrando em campo com um forte ritmo, não revelou nunca ansiedade, nem se perturbou, mesmo com o golo sofrido. Que, depois do 2-1, confiou que o terceiro golo acabaria por surgir, mais tarde ou mais cedo, como viria a acontecer, mesmo que tivesse havido uma natural baixa de intensidade.

E, depois de se ter colocado em posição de vantagem na eliminatória, conseguindo um bom equilíbrio entre a procura do golo – que, compreensivelmente, viria a refrear à medida que o tempo ia avançando – e a necessidade de manter a segurança defensiva, sem que a equipa turca, objectivamente, tenha beneficiado de qualquer ocasião de perigo, junto da baliza benfiquista.

O Fenerbahçe apenas se poderá queixar de algum infortúnio a nível de lesões e sanções disciplinares, que haviam já retirado desta 2.ª mão três elementos (Raul Meireles, Mehmet Topal e Pierre Webó); tendo hoje, adicionalmente, perdido, também por lesão, Selçuk Şahin e Gökhan Gönül.

Consequência ou não destas faltas de alguns elementos-chave no seu conjunto, a verdade é que a equipa turca se apresentou esta noite a larga distância da formação ofensiva que se exibira na partida disputada em casa, sempre algo tolhida de movimentos, parecendo nunca ter efectivamente acreditado na possibilidade de apuramento.

E isso terá também de ser creditado à forma assertiva como o Benfica “pegou no jogo”, afirmando categoricamente a sua superioridade, sublimada pelo excelente golo de Gaitán, em mais uma “obra de arte”, com Cardozo, que desde início revelara grandes “ganas”, a marcar dois golos decisivos, que permitem o regresso do Benfica aos maiores palcos do futebol europeu, para defrontar o Campeão Europeu em título, Chelsea, numa possibilidade de “desforra” relativamente à eliminatória da temporada anterior.


(361) Fenerbahçe – Benfica – 1-0

25.04.2013 – Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)

Fenerbahçe – Volkan Demirel, Gökhan Gönül, Joseph Yobo, Egemen Korkmaz, Reto Ziegler, Raul Meireles (64m – Salih Uçan), Mehmet Topal, Dirk Kuyt, Cristian Baroni (86m – Selçuk Şahin), Moussa Sow (87m – Miloš Krasić) e Pierre Webó

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Ola John (64m – Rodrigo), André Gomes (81m – Carlos Martins), Pablo Aimar (45m – Nico Gaitán), Eduardo Salvio e Óscar Cardozo

1-0 – Egemen Korkmaz – 72m

Cartões amarelos – André Gomes (31m), Pablo Aimar (37m), Maxi Pereira (41m) e Ola John (45m); Cristian Baroni (38m), Mehmet Topal (50m) e Pierre Webó (90m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Tal como na eliminatória anterior, o Benfica estava perfeitamente avisado do ambiente que iria encontrar em Istambul, e da intensa pressão que a equipa turca iria exercer.

Não obstante, Jesus, continuando dividido entre “dois amores” – com uma partida na Madeira, que pode ser decisiva para o campeonato, agendada já para segunda-feira –, optou por arriscar, mantendo Gaitán, Lima e Rodrigo no banco, lançando no encontro a surpresa Pablo Aimar.

No final, num jogo sempre dominado pelo Fenerbahçe, o Benfica não se pode queixar do resultado: três bolas no poste – uma delas na sequência da conversão de uma grande penalidade, mesmo no termo da primeira parte, por Cristian Baroni – e um punhado de grandes defesas de Artur, dão uma ideia das aflições e sustos a que a equipa se sujeitou…

A seu favor, apenas um lance de destaque, com Gaitán, pouco depois de ter entrado em campo, a rematar a bola em arco, que viria também a embater no poste.

Mesmo já em posição de desvantagem, o Benfica (o seu treinador) pareceu dar indícios de estar satisfeito com o resultado – a primeira derrota na competição esta época -, confiante de que terá capacidade para operar uma reviravolta na segunda mão, o que ficou expresso em mais uma opção táctica, com a entrada de Carlos Martins, para “segurar” o meio-campo, e sem que Lima tivesse saído do banco.

Um resultado de alto risco – devido ao facto de não ter marcado qualquer golo – que obriga o Benfica a vencer por dois golos de diferença na segunda mão (se quiser evitar uma decisão por via de desempate da marca de grande penalidade), ao mesmo tempo que terá de demonstrar grande concentração e rigor, para manter a sua baliza inviolada.


(360) Newcastle – Benfica – 1-1

11.04.2013 – Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)

Newcastle – Tim Krul, Danny Simpson, Mike Williamson, Mapou Yanga-Mbiwa, Massadio Haïdara (67m – Sylvain Marveaux), Moussa Sissoko, Vurnon Anita (63m – Hatem Ben Arfa), Gaël Bigirimana (45m – Shola Ameobi), Jonas Gutiérrez, Yohan Cabaye e Papiss Cissé

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Ola John (76m – Rodrigo), Eduardo Salvio (90m – Jardel), Enzo Peréz, Nico Gaitán e Lima (72m – Óscar Cardozo)

1-0 – Papiss Cissé – 71m
1-1 – Eduardo Salvio – 90m

Cartões amarelos – Papiss Cissé (67m), Yohan Cabaye (70m), Mapou Yanga-Mbiwa (81m) e Mike Williamson (87m); Enzo Peréz (31m), Artur (31m) e André Almeida (49m)

Árbitro – Ivan Bebek (Croácia)

O treinador da equipa inglesa já tinha “avisado”: o Newcastle não se ia precipitar na busca do(s) golo(s) de que necessitava para inverter a tendência da eliminatória; esperava marcar um golo até aos 70 minutos, para, depois, até final, ir em busca do outro golo que lhe faltaria.

“Avisado” estava também o Benfica de que um golo marcado em Inglaterra lhe garantiria praticamente o apuramento.

E, neste contexto, acabou por não surpreender que fosse a equipa portuguesa a entrar mais determinada no jogo, tendo criado mesmo, na primeira parte, as melhores oportunidades de marcar (depois de uma primeira tentativa, logo aos três minutos, por Lima), numa delas com um cruzamento remate de Melgarejo, a obrigar Tim Krul a defesa de recurso; o mesmo Krul que, depois, num falha a sair da baliza, junto à parte lateral da grande área, quase comprometia a sua equipa, tendo valido Haïdara, a substituir o seu guardião sobre a linha de golo, a deter o remate de Gaitán; e, depois, aos 36 minutos, Salvio a não conseguir acertar na baliza.

Na parte final do primeiro tempo, o Benfica baixou um pouco a intensidade do jogo, o que permitiu ao Newcastle começar a procurar subir no terreno, mas sem efectivos lances de perigo para a baliza de Artur.

Na segunda parte, o Newcastle intensificou, naturalmente, a sua pressão, e, já depois de dois lances invalidados por fora-de-jogo de Cissé, a equipa inglesa chegaria mesmo ao golo, numa jogada de grande passividade na zona defensiva do Benfica… aos 71 minutos, precisamente por intermédio de Cissé!

Uma autêntica vitamina para o Newcastle, que, nos minutos imediatos, com uma alta pressão, obrigaria o Benfica a momentos de grande sufoco, e algum desnorte, com a equipa a não conseguir acertar com as marcações, com os elementos da defesa a parecerem perdidos no terreno.

Só aos 82 minutos, o Benfica conseguiria respirar um pouco, tendo beneficiado de um livre em zona perigosa, mas sem efeitos práticos, com Garay a falhar o alvo. E, novamente, aos 85 minutos, com Gaitán a obrigar Krul a mostrar concentração; e, uma outra vez, ainda Gaitán, aos 89 minutos, muito cerimonioso, a rematar à figura do guardião adversário…

Para, no lance imediato, ser Ben Arfa a rematar por alto, numa grande ocasião de decidir a favor da sua equipa a eliminatória. E, logo de seguida, num livre contra o Benfica, seria Artur a evitar o golo.

Já em período de descontos, num excelente lance de Rodrigo, a descair pelo flanco esquerdo, com um cruzamento perfeito, a que Salvio deu a melhor sequência, surgia finalmente o golo do Benfica, assim garantindo – depois de um desnecessário período de grande sofrimento – a qualificação para as 1/2 Finais.


(359) Benfica – Newcastle – 3-1

04.04.2013 – Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Ola John, André Gomes (61m – Enzo Peréz), Nico Gaitán, Rodrigo (61m – Lima) e Óscar Cardozo (77m – Maxi Pereira)

Newcastle – Tim Krul, Danny Simpson (83m – Dan Gosling), Ryan Taylor, Mapou Yanga-Mbiwa, Davide Santon, Jonas Gutiérrez, James Perch (62m – Vurnon Anita), Moussa Sissoko, Yohan Cabaye, Sylvain Marveaux (81m – Shola Ameobi) e Papiss Cissé

0-1 – Papiss Cissé – 12m
1-1 – Rodrigo – 25m
2-1 – Lima – 65m
3-1 – Óscar Cardozo (pen.) – 71m

Cartões amarelos – Rodrigo (28m) e Enzo Peréz (73m); James Perch (20m) e Shola Ameobi (87m)

Árbitro – Antony Gautier (França)

Entrando mal no jogo, o Benfica viu-se surpreendido pela forma acutilante como a equipa inglesa assumiu a iniciativa, obrigando Artur a duas intervenções logo nos primeiros três minutos. E, depois do(s) aviso(s), aos 12 minutos, o Newcastle chegaria mesmo ao golo, que era a sequência lógica da forma determinada como encarou este jogo logo desde o seu início.

Com o Benfica algo atordoado, primeiro pela forte pressão sofrida, e, de imediato, pelo golo sofrido, demorou algum tempo até que a equipa, algo ansiosa, conseguisse começar a assentar o seu jogo.

Valeu, nessa fase inicial da partida, alguma felicidade, para – depois de uma bola no poste da baliza de Artur Moraes -, numa das primeiras investidas, chegar ao empate, com Rodrigo, muito oportuno, a aproveitar a recarga a um remate de um companheiro, de meia distância.

Depois de mais uns minutos de domínio repartido, só nos derradeiros dez minutos do primeiro tempo o Benfica conseguiria então imprimir uma toada de ataque continuado, começando a ganhar cantos atrás de cantos.

Na segunda parte, o Benfica, mais confiante nas suas capacidades, assumiu as despesas do jogo, partindo decididamente em busca da vitória.

E, uma vez mais, seria feliz, com a obtenção de dois golos num intervalo de seis minutos, primeiro numa excelente execução de Lima, pleno de oportunidade, muito concentrado, a aproveitar da melhor forma um mau atraso de um defesa do Newcastle para o seu guarda-redes, interceptado pelo avançado benfiquista; depois, num lance escusado, um claro lance de braço na bola, a cortar um cruzamento na área, originando uma grande penalidade que Cardozo teve de converter… duas vezes (à primeira, o árbitro mandaria repetir, por entrada de vários elementos na área).

Com o triunfo garantido, o Benfica optou então por resguardar-se, visando preservar a sua baliza, e evitar um eventual segundo golo, que poderia tornar o resultado muito perigoso para a 2ª mão; o que o Newcastle tentaria, com bolas em profundidade e por alto, mas já sem muita convicção.

No final de um desafio em que a vitória do Benfica – não obstante não ter conseguido controlar o jogo da forma que esperaria – não oferece contestação, situação bem expressa na contagem final de pontapés de canto (12-0!), partindo assim com uma vantagem de dois golos, a chave da eliminatória passará por um golo benfiquista em Inglaterra.


(358) Bordeaux – Benfica – 2-3

14.03.2013 – Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

Bordeaux – Cédric Carrasso, Mariano (72m – Fahid Ben Khalfallah), Ludovic Sané, Henrique, Benoît Trémoulinas, Jaroslav Plašil, Grégory Sertic (68m – André Poko), Ludovic Obraniak, Henri Saivet, Nicolas Maurice-Belay (78m – Hadi Sacko) e Cheick Diabaté

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Jardel, Roderick, Melgarejo, Nemanja Matić, Nico Gaitán, Enzo Pérez, Eduardo Salvio (88m – Maxi Pereira), Ola John (84m – Carlos Martins) e Rodrigo (66m – Óscar Cardozo)

0-1 – Jardel – 30m
1-1 – Cheick Diabaté – 74m
1-2 – Óscar Cardozo – 75m
2-2 – Jardel (p.b.) – 90m
2-3 – Óscar Cardozo – 90m

Cartões amarelos – Henrique (10m), Ludovic Obraniak (31m) e Fahid Ben Khalfallah (77m); Roderick (52m), Ola John (83m) e Maxi Pereira (90m)

Árbitro – Ovidiu Alin Hategan (Roménia)

Depois da má exibição da primeira mão, o Benfica terá tido esta noite em Bordéus um dos seus jogos mais “descansados” da época. De início, na expectativa, parecendo querer ir deixando correr o tempo, concedendo a iniciativa aos franceses – e não obstante jogasse com uma dupla de defesas centrais “improvisada” (dadas as ausências, por lesão, de Luisão e Garay) -, o Benfica teve em Artur Moraes o garante da confiança.

Quando, à passagem da meia hora, Jardel, na sequência de um pontapé de canto, antecipando-se ao guardião adversário, inaugurou o marcador, o desfecho da eliminatória ficou sentenciado.

A equipa do Bordéus continuaria a procurar ripostar conforme podia, em tímidas ofensivas, mas sem conseguir um domínio efectivo do jogo, com o meio-campo benfiquista sempre a conseguir, de forma tranquila, manter o controlo do jogo.

Nem o golo do empate do Bordéus assustaria o Benfica, que, no minuto imediato – curiosamente, de novo à meia hora, mas do segundo tempo – se recolocaria em vantagem.

Já em fase de descompressão, em que se aguardava o final da partida, em período de compensação, também na sequência de um canto, numa situação de atrapalhação na defesa benfiquista, Jardel (que inaugurara o marcador), de forma precipitada, virado para a sua baliza, numa precipitada tentativa de afastar a bola, marcaria o segundo golo da noite, mas, desta vez, na baliza errada…

E, numa rara coincidência, tal como acontecera após o primeiro golo dos franceses, o Benfica, novamente no minuto imediato, obteria mais um golo, assim selando a sua vitória na partida. Quanto à eliminatória – perante um frágil opositor, com evidente superioridade da equipa portuguesa, sem ter tido sequer a necessidade de se “empregar a fundo”, em ambos os jogos – essa já há muito havia sido ganha.

(357) Benfica – Bordeaux – 1-0

07.03.2013 – Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Roderick, Nico Gaitán, Carlos Martins (64m – Enzo Pérez), Rodrigo, Ola John (74m – Lima) e Óscar Cardozo (63m – Eduardo Salvio)

Bordeaux – Cédric Carrasso, Mariano, Ludovic Sané, Henrique, Benoît Trémoulinas, Julien Faubert (43m – Abdou Traoré), Jaroslav Plašil, Grégory Sertic, Ludovic Obraniak, Nicolas Maurice-Belay (79m – Fahid Ben Khalfallah) e Diego Rolán (66m – David Bellion)

1-0 – Rodrigo (atribuído pela UEFA a Cédric Carrasso – p.b.) – 21m

Cartões amarelos – Carlos Martins (50m) e Rodrigo (53m)

Árbitro – Alon Yefet (Israel)

Muito pouco há a dizer sobre este jogo…

O Benfica entrou em campo algo adormecido, concedendo a iniciativa ao adversário, que não se fez rogado, aproveitando para se instalar no meio-terreno contrário.

Contra a chamada “corrente do jogo”, num potente remate de Rodrigo, à entrada da área, a “encher o pé”, a bola embateu na trave e, na queda, acabaria por tabelar nas costas do guarda-redes girondino, que confirmou o que viria a ser o único golo da partida.

E justifica-se que assim tenha acontecido: em noventa minutos de futebol, escassas foram as ocasiões de perigo e ainda menos as efectivas oportunidades de golo.

Se a primeira parte fora jogada a ritmo lento, sem interesse, o segundo tempo acabaria por ser verdadeiramente entediante.

Continuando a fazer a sua gestão de equipa, com constantes rotações e alternâncias – tendo passado do “8” para o “80” (ou seja, de jogar sempre o mesmo “11”, como sucedeu nas duas épocas anteriores, para um carrossel constante) – Jorge Jesus, assumindo definitivamente a óbvia opção pelo campeonato, em detrimento das restantes provas, é o responsável pela medíocre exibição do Benfica esta noite – inevitavelmente, sem as famosas “rotinas de jogo” –, frente a um adversário que, neste encontro, não evidenciou a qualidade apregoada pelo treinador benfiquista (e que somou, à série de quatro derrotas consecutivas averbadas no campeonato francês, mais um desaire…).

Uma eliminatória que o Benfica podia e devia ter resolvido já hoje, transita em aberto para a segunda mão, em Bordéus, onde a equipa portuguesa deverá confirmar o apuramento para os 1/4 Final… desde que “apareça em campo”!


(356) Benfica – Bayer Leverkusen – 2-1

21.02.2013 – Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo, Carlos Martins (53m – Eduardo Salvio), Enzo Pérez, Nemanja Matić, Nico Gaitán, Ola John (90m – Jardel) e Óscar Cardozo (64m – Lima)

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Bernd Leno, Daniel Carvajal, Philipp Wollscheid, Omer Toprak, Sebastian Boenisch, Gonzalo Castro, Stefan Reinartz (74m – Arkadiusz Milik), Simon Rolfes, Lars Bender (57m – Jens Hegeler), André Schürrle e Stefan Kiessling

1-0 – Ola John – 60m
1-1 – André Schürrle – 75m
2-1 – Nemanja Matić – 77m

Cartões amarelos – Enzo Pérez (54m), Ola John (61m) e Nemanja Matić (90m); Bender (28m) e Carvajal (45m)

Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)

Num arriscado exercício de equilibrismo, visando a gestão da equipa, com legítimas ambições em várias competições, mas com ênfase particular no campeonato nacional (para além da Taça de Portugal e da Taça da Liga, em que, em ambos os casos, marca presença nas 1/2 finais), o Benfica jogou forte e ganhou.

Para tal teve de começar por sofrer, com a forte equipa alemã a entrar melhor no jogo, de forma pressionante, criando uma ou outra ocasião de perigo.

O Benfica ia concedendo a iniciativa ao adversário, nem sempre conseguindo controlar da melhor forma o jogo, mas, pacientemente, procurou, no segundo tempo, crescer no terreno – depois de passar por mais alguns calafrios, com o Bayer Leverkusen a poder ter inaugurado o marcador, o que foi também soberbamente impedido por duas excelentes intervenções de Artur Moraes -, acabando por ver as suas iniciativas de contra-ataque coroadas de êxito com um golo de excelente execução de Ola John.

Poderia pensar-se que a eliminatória estaria decidida, mas o resultado continuava a ser muito perigoso. Bastaria um golo dos alemães, para relançar a disputa do apuramento. E o golo surgiria mesmo, numa falha da defesa benfiquista.

O momento determinante da partida surgiria, para felicidade do Benfica, apenas dois minutos decorridos, em mais um lance rápido, com Matić a conseguir surgir desmarcado frente à baliza e a não desperdiçar a soberana ocasião de golo que se lhe proporcionou.

Com a formação alemã a tentar arriscar ainda uma última cartada, seria o Benfica a dispor então de algumas oportunidades para ampliar o marcador.

Uma equipa realista e concentrada, premiada pelo seu esforço e eficácia, justifica plenamente – tendo triunfado em ambos os jogos, das duas mãos – o apuramento para a eliminatória seguinte, frente a uma equipa muito consistente e poderosa (que ocupa o 3º lugar do campeonato alemão, a um escasso ponto do Campeão em título  Borussia Dortmund), que nunca abdicou de discutir a eliminatória, assim valorizando o sucesso benfiquista.

Pela terceira vez consecutiva (depois das épocas 2009-10 e 2010-11), o Benfica cruza-se no seu caminho, nos 1/8 Final desta competição, com equipas francesas: depois de Marseille e Paris St.-Germain, será agora a vez do Bordeaux. Só podemos desejar que o desfecho se repita.


(355) Bayer Leverkusen – Benfica – 0-1

14.02.2013 – Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Bernd Leno, Hajime Hosogai (82m – Sebastian Boenisch), Philipp Wollscheid, Daniel Schwaab, Michal Kadlec, Lars Bender, Simon Rolfes, Jens Hegeler, Gonzalo Castro (70m – Arkadiusz Milik), André Schürrle (45m – Sidney Sam) e Stefan Kiessling

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo, Urretavizcaya (57m – Eduardo Salvio), Nico Gaitán, Nemanja Matić, André Gomes (42m – Enzo Pérez), Ola John e Óscar Cardozo (72m – Lima)

0-1 – Óscar Cardozo – 61m

Cartões amarelos – Bender (53m), Kiessling (76m) e Milik (81m); Melgarejo (45m) e Nico Gaitán (73m)

Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

Num terreno sob a suave queda de neve, bastante apoiado pelos seus adeptos, o Benfica obteve, nesta primeira mão dos 1/16 Final da Liga Europa, uma excelente vitória (a segunda da sua história, em território germânico), que lhe pode abrir o caminho para a fase seguinte, assim a equipa consiga confirmar a boa atitude e desempenho hoje alcançados.

Numa primeira parte repartida, sem notórias oportunidades de golo para nenhum dos contendores, a primeira ocasião de golo surgiria logo a abrir o segundo tempo, com Kadlec a não conseguir aproveitar da melhor forma uma falha da defesa benfiquista.

Já depois de a equipa portuguesa ter ameaçado, por Urretavizcaya, na sequência de um livre, o Benfica chegaria mesmo ao golo, numa excelente execução técnica de Cardozo, a dar a melhor sequência a uma boa abertura de André Almeida, como que “picando” ligeiramente a bola sobre o guardião adversário, isto depois de já ter deixado fora do lance um defesa contrário.

Em situação de desvantagem, a equipa alemã procuraria intensificar as iniciativas atacantes, mas, em duas ocasiões em que foi chamado a intervir, Artur Moraes mostraria concentração. E, por outro lado, seria ainda Ola John a dispor de oportunidade para ampliar o marcador.

Já em período de compensação, o golo esteve iminente na baliza benfiquista, com Melgarejo, em esforço, a conseguir evitar – sobre a linha de golo, em arrojado golpe de cabeça, impelindo a bola por cima da barra – que o Bayer Leverkusen chegasse à igualdade, depois de o guarda-redes do Benfica se ter deixado antecipar.


(354) Barcelona – Benfica – 0-0

05.12.2012 – Liga dos Campeões – 6ª jornada

Barcelona – José Manuel Pinto, Martín Montoya, Carles Puyol, Adriano (67m – Gerard Piqué), Carles Planas, Alex Song, Thiago Alcântara, Sergi Roberto, Cristian Tello (78m – Gerard Deulofeu), Rafinha (58m – Lionel Messi) e David Villa

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, André Gomes, Ola John, Rodrigo (75m – André Almeida), Nolito (63m – Bruno César) e Lima (74m – Óscar Cardozo)

Cartões amarelos – Rafinha (49m) e Adriano (60m); Nolito (43m), Ezequiel Garay (56m), Luisão (59m) e Nemanja Matić (78m)

Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)

Entrando em Camp Nou para defrontar uma equipa reservista do Barcelona (na qual, dos habituais titulares, apenas Puyol e David Villa alinharam de início), o Benfica denotou, desde cedo, uma atitude assertiva, assumindo o controlo do jogo e espreitando amiúde o ataque, fosse em jogadas organizadas ou em lances rápidos, a desmarcar os seus avançados.

Aos 11 minutos, disporia de uma primeira soberana ocasião de golo, com Rodrigo, a surgir isolado, acompanhado por Nolito, mas, em vez de fazer o passe para o companheiro, que seria decerto fatal, de forma individualista tentou o remate à baliza, com a bola a sair ligeiramente ao lado.

Para, à passagem dos 20 minutos, nova boa oportunidade para a equipa portuguesa, com Nolito, algo desenquadrado com a baliza, não obstante dela muito próximo, a não conseguir dar a melhor direcção no remate de cabeça.

Entretanto, aos 21 minutos, o Celtic marcava o primeiro golo desta noite europeia e passava a estar em posição de vantagem face ao Benfica, na disputa da qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.

O Barcelona só aos 23 minutos daria o primeiro aviso, conseguindo ultrapassar a defesa benfiquista, mas a bola perder-se-ia pela linha de fundo. Para, no minuto seguinte, Garay ter de cortar, em cima da linha de golo, um perigoso remate de cabeça da equipa catalã.

Tendo chegado a uma incrível marca de 7-0 em cantos a favor do Benfica, na primeira meia hora de jogo, aos 32 minutos, culminando excelente iniciativa, Lima surgiu novamente isolado frente a Pinto, rematando ao poste mais distante, mas o guardião do Barcelona conseguiu, com uma difícil e atenta estirada, desviar a bola… para o poste.

Ainda uma outra oportunidade, aos 35 minutos, com Ola John, descaído do lado direito, também a isolar-se, a rematar para nova defesa apertada de Pinto, para canto… o oitavo a favor Benfica!

Inesperadamente, o Barcelona via-se obrigado a jogar “de aflitos”, na sua zona defensiva, de que era exemplo o lance de Puyol a despachar de qualquer forma, aliviando a bola pelo ar, para fora da área.

Aos 40 minutos, o Spartak de Moscovo empatava em Glasgow, recolocando o Benfica em posição de apuramento…

Ao intervalo, com um absolutamente fantástico registo de 8-0 em cantos, e três a quatro soberanas ocasiões de golo desaproveitadas, pressentia-se que o Benfica podia estar a desperdiçar uma oportunidade única para ganhar em Barcelona…

Logo a abrir o segundo tempo, a equipa portuguesa perderia ainda outro lance de perigo, perante uma defesa catalã que não conseguia acertar as marcações aos rápidos dianteiros benfiquistas.

Contudo, a partir dos 50 minutos, a tendência do jogo parecia começar a inverter-se, com o Barcelona a soltar-se, e a chegar com mais frequência às imediações da área do Benfica, principalmente na sequência de iniciativas de Tello, numa delas a obrigar a apertada intervenção de Artur Moraes. Urgia fazer alterações na equipa… Mas, quem começaria por a fazer, seria Tito Vilanova, fazendo entrar Messi em campo, estavam decorridos 58 minutos.

À passagem da hora de jogo, o Benfica tentava parar a ofensiva catalã, agora com lances de ataque mais esporádicos, num deles, com Luisão a cabecear, fraco, para uma defesa fácil de Pinto. Aos 64 minutos, a equipa portuguesa ampliava a contagem de cantos para 9-0 (finalizaria o encontro com uma marca de 10-2)!

À entrada para os derradeiros 20 minutos, a formação benfiquista começava a perder, por completo, o controlo do jogo, apenas com dificuldade conseguindo sair do seu meio-campo; as investidas do Barcelona sucediam-se, cada vez mais ameaçadoras. Era necessário apelar à capacidade de união e sofrimento.

Os treinadores mexiam nas equipas: Vilanova retirava os elementos já com cartão amarelo; Jorge Jesus tentava refrescar a equipa, fazendo sair os jogadores mais desgastados.

Só que, a 8 minutos do final, chegavam más notícias de Glasgow: o Celtic voltava a colocar-se em vantagem no jogo e na classificação, face ao Benfica.

Haveria ainda tempo para uma extraordinária dupla intervenção de Artur Moraes, primeiro, arrojando-se aos pés de Messi, a roubar-lhe a bola, e, de imediato, na recarga, já em esforço, de parte a parte, com Messi a tentar o chapéu, mas o guarda-redes benfiquista conseguiria ir ainda resgatar a bola. Estavam decorridos 87 minutos, e, na sequência do lance (no choque com Artur), Messi sofreria uma lesão, tendo de sair de campo, ficando a equipa catalã reduzida a 10 unidades.

Jesus arriscava tudo: dava instruções a Luisão para subir no terreno. Mas, mesmo com cinco minutos de tempo de compensação, era tarde, e os jogadores não tinham já reservas físicas, nem disponibilidade mental para fazer a bola chegar lá à frente, de forma pensada. No último lance da partida, Cardozo não teve a serenidade para rematar à baliza, a bola sobrou ainda para Maxi Pereira, que remataria muito por alto. O Benfica caía de pé… por culpa própria.

(353) Benfica – Celtic – 2-1

20.11.2012 – Liga dos Campeões – 5ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (78m – Maxi Pereira), Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio (90m – Jardel), Lima (75m – Nicolas Gaitán) e Óscar Cardozo

CelticCeltic – Fraser Forster, Mikael Lustig, Kelvin Wilson, Efe Ambrose, Adam Matthews, Joe Ledley (80m – Tony Watt), Victor Wanyama, Scott Brown (64m – Kris Commons), Charlie Mulgrew (45m – Beram Kayal), Georgios Samaras e Gary Hooper

1-0 – Ola John – 7m
1-1 – Georgios Samaras – 32m
2-1 – Ezequiel Garay – 71m

Cartões amarelos – Melgarejo (77m) e André Almeida (90m); Georgios Samaras (38m), Joe Ledley (48m) e Victor Wanyama (85m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Entrando em campo conhecendo já o resultado do Barcelona em Moscovo, que garantia à equipa catalã o apuramento para os 1/8 Final, o Benfica via reforçado, para o seu jogo desta noite, o cariz decisivo, em que só a vitória lhe interessava, uma vez que, não só lhe garantia, desde já, a continuidade nas provas europeias, por via da Liga Europa, como, ao invés, não sendo obtida, tal significaria automaticamente a eliminação da Liga dos Campeões.

Em função destes factores, a equipa benfiquista denotou, desde o minuto inicial, uma óbvia predisposição atacante, mas que era prejudicada pela excessiva ansiedade revelada, pela urgência que os jogadores pareciam ter em marcar, para se colocar em vantagem.

Curiosamente, o golo acabaria mesmo por surgir numa fase bastante prematura da partida, na sequência de uma bela iniciativa de Ola John. Pensar-se-ia então que, uma vez em vantagem, a equipa serenaria, podendo explanar de forma mais pensada o seu futebol, criando bases para o que seria natural esperar deste jogo, o dilatar do marcador.

Mas, à medida que o tempo ia passando, não só o Benfica não conseguiu assentar o jogo, como, ao invés, o Celtic começou a organizar-se na sua zona intermediária. E, na primeira vez que desceu até à área contrária – pouco depois de Cardozo ter finalizado mal um lance que poderia ter resultado no 2-0 -, obteve um canto… do qual resultou, por falha de marcação, que permitiu a Samaras surgir isolado, a cabecear à vomtade, o golo do empate.

Uma adversidade que foi muito sentida pela equipa benfiquista, que, ao contrário do que se esperaria, se via subitamente mais intranquila, demorando a reagir e a retomar o controlo do jogo.

Na segunda parte, o Benfica, sabendo que nada tinha a perder, voltou a ir, ainda mais decididamente, para o ataque, mas sempre com dificuldades a nível de controlo de bola, com muitos passes transviados, despropositadas tentativas de remate à baliza, que, invariavelmente, saíam ao lado (o estado do terreno, com a intensa chuva que caía, a bola pesada e a relva escorregadia, também não ajudavam…).

Começava a atingir-se o limite do lapso de tempo a partir do qual a equipa, necessariamente, acabaria por entrar em desespero, quando, com alguma felicidade, o Benfica chegou novamente ao golo, num lance com a intervenção dos dois centrais, com Luisão a assistir, de cabeça, Garay, que concluiu da melhor forma.

Consciente da importância do resultado, a equipa benfiquista, sempre algo tensa, acabaria por passar ainda por um ou outro calafrio, na fase derradeira, quando o Celtic, finalmente, se libertou da atitude de barreira defensiva que adoptara durante larga fase do jogo, com Artur a garantir o triunfo, respondendo com segurança a dois remates perigosos.

Colocando-se em vantagem no confronto directo com o Celtic, o Benfica parte para a jornada decisiva no 2º lugar, necessitando apenas obter, em Barcelona, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem frente ao Spartak de Moscovo… Uma tarefa árdua.


(352) Benfica – Spartak Moscovo – 2-0

07.11.2012 – Liga dos Campeões – 4ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (82m – André Gomes), Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, André Almeida, Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Rodrigo (45m – Óscar Cardozo) e Lima (74m – Bruno César)

Spartak MoscovoSpartak Moscovo – Artem Rebrov, Kirill Kombarov (62m – Jano Ananidze), Nicolás Pareja, Juan Manuel Insaurralde, Evgeni Makeev, Rafael Carioca, Kim Källström (71m – Artem Dzyuba), Diniyar Bilyaletdinov (79m – Marek Suchý), José Manuel Jurado, Dmitri Kombarov e Ari

1-0 – Óscar Cardozo – 55m
2-0 – Óscar Cardozo – 69m

Cartões amarelos – André Almeida (29m); Artem Rebrov (32m), Evgeni Makeev (33m) e Nicolás Pareja (38m) e José Manuel Jurado (82m)

Cartão vermelho – Nicolás Pareja (76m)

Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)

Estando perfeitamente conhecedor do que tinha (e tem) a fazer, para manter aspirações ao apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o que passa(va) necessariamente por vencer os jogos em casa frente ao Spartak Moscovo e ao Celtic (esperando que, por seu lado, o Barcelona cumprisse também o seu “papel”, de vencer os mesmos adversários), a equipa do Benfica abordou porém o jogo desta noite sem grande convicção, com uma toada lenta, de jogadas denunciadas, permitindo à equipa russa uma primeira parte relativamente tranquila.

Depois de dar “uma parte de avanço” ao adversário, a formação benfiquista pareceu despertar no segundo tempo, por coincidência ou não, com a entrada de Óscar Cardozo, que acabaria por ser o marcador dos dois tentos da vitória, desperdiçando ainda, por outro lado, de forma incrível, outras três soberanas oportunidades, a última delas rematando à trave na conversão de uma grande penalidade.

Pelo que jogou na segunda parte, o Benfica, claramente superior ao adversário, dominando a toda a linha, perante um – pelo menos esta noite – aparentemente inofensivo opositor, justificou plenamente a vitória, mantendo-se na disputa da qualificação, a qual, todavia, poderá ter ficado algo comprometida com o surpreendente triunfo do Celtic face ao Barcelona.

Em síntese, após a vitória de hoje, a tarefa apresenta-se, paradoxalmente, mais complexa: para além da imperiosa necessidade de vencer o Celtic na próxima jornada, terá, na última ronda, de, no mínimo, obter em Barcelona o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na recepção ao Spartak de Moscovo… e isto, contando que a equipa russa não complique ainda mais coisas com um eventual resultado positivo frente à formação da Catalunha.


(351) Spartak Moscovo – Benfica – 2-1

23.10.2012 – Liga dos Campeões – 3ª jornada

Spartak MoscovoSpartak Moscovo – Artem Rebrov, Evgeni Makeev, Nicolás Pareja, Marek Suchý, Dmitri Kombarov, Rafael Carioca, Kim Källström (79m – Sergei Bryzgalov), José Manuel Jurado, Jano Ananidze (58m – Kirill Kombarov), Diniyar Bilyaletdinov (73m – Welliton) e Ari

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (89m – Ola John), Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Bruno César (65m – Nico Gaitán), Rodrigo (65m – Óscar Cardozo) e Lima

1-0 – Rafael Carioca – 3m
1-1 – Lima – 33m
2-1 – Jardel (p.b.) – 43m

Cartões amarelos – Suchý (45m), Welliton (90m) e Ari (90m);  Óscar Cardozo (72m) e Nemanja Matić (75m)

Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)

Um sério aviso logo no primeiro minuto do jogo, e um golo sofrido ao terceiro minuto traduzem a forma desastrada como o Benfica entrou neste jogo…

E o desacerto na zona defensiva e de meio-campo prosseguiria nessa fase inicial da partida (o Spartak remataria ainda à trave, numa oportunidade de “golo feito”, inacreditavelmente desperdiçada), até que, ainda sem ter feito muito por isso, Lima, sempre oportuno, conseguisse alcançar o empate.

O Benfica pareceu então acalmar, e começar a construir jogo, mas, em mais uma desconcentração, permitindo a um homem do Spartak estar perfeitamente preparado para receber a bola, vindo de um cruzamento, para concretizar, Jardel, em último recurso, procurando antecipar-se, seria infeliz, introduzido a bola na sua própria baliza.

Na segunda parte, o Benfica continuaria, durante largo tempo, alheado do jogo; apenas no último quarto de hora conseguiria, embora já com “pouca cabeça”, empurrar a equipa russa para a sua área, conseguindo uma sucessão de cantos a seu favor, mas sem conseguir obter pelo menos o golo do empate.

As contas continuam mais ou menos “na mesma” (isto é, difíceis), agora ainda mais claramente definidas: necessidade imperiosa de vencer as duas partidas em casa, frente ao Spartak e ao Celtic, portanto, sem qualquer margem de erro, e dependência de terceiros, isto é, que o Barcelona vença todos os seus jogos…


(350) Benfica – Barcelona – 0-2

02.10.2012 – Liga dos Campeões – 2ª jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz (60m – Pablo Aimar), Bruno César (45m – Carlos Martins), Nico Gaitán (75m – Nolito) e Lima

Barcelona – Victor Valdés, Daniel Alves, Carles Puyol (78m – Alex Song), Javier Mascherano, Jordi Alba, Sergio Busquets, Xavi Hernández, Pedro Rodríguez (82m – David Villa), Alexis Sánchez, Cesc Fàbregas (72m – Andrés Iniesta) e Lionel Messi

0-1 – Alexis Sánchez – 6m
0-2 – Cesc Fàbregas – 55m

Cartões amarelos – Cesc Fàbregas (19m) e Pedro Rodríguez (28m); Bruno César (38m), Carlos Martins (84m), Nemanja Matić (86m) e Jardel (89m)

Cartão vermelho – Sergio Busquets (88m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Entrando em campo com um posicionamento porventura mais ousado do que o que se poderia antecipar, tendo em consideração o poderio e a fama do adversário, o Benfica surgiu desinibido, a procurar jogar o jogo pelo jogo.

Porém, a envolvente da partida ficaria desde muito cedo condicionada pelo golo madrugador obtido pelo Barcelona, com Alexis Sánchez, muito oportuno, a antecipar-se à defesa benfiquista, na zona da pequena área, a dar a melhor conclusão a um bom cruzamento de Messi, do lado esquerdo. Bastara uma desconcentração, para a equipa catalã, com eficácia extraordinária, se colocar desde logo em vantagem.

Não acusando o golo sofrido, com uma muito boa reacção, a equipa benfiquista construiria pouco depois os seus dois lances de maior perigo, a rondar os 10 minutos, primeiro por Bruno César, depois através de Lima, em ambos os casos, a não conseguir concretizar as oportunidades de que desfrutaram.

Num jogo repartido – pese embora a inevitável tradicional superioridade do Barcelona a nível de posse de bola (no termo da partida cifrar-se-ia em 75%!) – os catalães teriam, aos 21 minutos, a melhor ocasião de golo, com Artur, com uma soberba intervenção, a evitar que o marcador se desnivelasse mais.

Até final da primeira parte, o Benfica continuou a explanar um bom futebol, não abdicando de procurar a sorte. De que poderia ter ficado mais próximo, caso o árbitro não tivesse perdoado, apenas com 40 minutos decorridos, o segundo cartão amarelo e consequente expulsão a Cesc Fàbregas, na sequência de uma entrada faltosa, a justificar maior rigor disciplinar (o mesmo acontecera aliás, dois minutos antes, com outro jogador da equipa espanhola).

Logo no segundo minuto após o recomeço, nova desconcentração na defesa benfiquista deu espaço a Alexis Sánchez, que, face a Artur Moraes, embora descaído sobre a esquerda, desperdiçou o que poderia ter sido o segundo golo, com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste mais distante.

Aos 55 minutos, numa fase em que o Barcelona, com o domínio completo da bola durante um bom período de tempo, tinha adormecido o Benfica, subitamente imprimindo velocidade ao seu jogo, num rápido contra-ataque, com Messi a conduzir a bola, rompendo pela defesa benfiquista, levando-a até Fàbregas, não teria dificuldade em ampliar o marcador.

Com o jogo anunciadamente perdido, o Benfica não se entregou, e, num gesto de inconformismo, Salvio teria, quase de pronto, um excelente remate, de longe, a obrigar Valdés (que minutos antes tivera uma desconcentração que podia ter sido comprometedora) a boa intervenção.

Na fase final da partida, a equipa benfiquista – acumulando já grande fadiga de tanto correr em busca da bola – de alguma forma perdeu o norte, desuniu-se, e não mais foi capaz de construir jogo ofensivo, podendo o Barcelona ter aproveitado para dilatar o marcador.

Contudo, também a equipa catalã ficou desconcentrada, com a cabeça ausente do jogo, a partir do momento em que o seu capitão, Carles Puyol – caindo mal na sequência de um lance em que tinha subido à grande área do Benfica, e após se ter elevado perigosamente para tentar cabecear a bola, devendo ter fracturado o braço -, teve de abandonar o relvado.

O jogo acabaria por ficar ainda manchado, mesmo nos derradeiros minutos, por uma sucessão de cartões amarelos, e um vermelho a Busquets, por atitudes de indisciplina, tendo o Benfica acabado por ver o árbitro perdoar também o vermelho a Matić, já em período de descontos…


(349) Celtic – Benfica – 0-0

19.09.2012 – Liga dos Campeões – 1ª jornada

CelticCeltic – Fraser Forster, Adam Matthews, Kelvin Wilson, Charlie Mulgrew, Mikael Lustig (63m – Thomas Rogne), Kris Commons, Victor Wanyama, Scott Brown, Emilio Izaguirre (66m – Gary Hooper), James Forrest e Miku Fedor

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Ezequiel Garay, Jardel, Melgarejo, Nemanja Matić, Pablo Aimar (63m – Óscar Cardozo), Enzo Peréz, Nico Gaitán (83m – Nolito), Eduardo Salvio e Rodrigo (70m – Bruno César)

Cartões amarelos – Victor Wanyama (21m), Emilio Izaguirre (34m) e Scott Brown (89m); Nemanja Matić (47m), Pablo Aimar (57m) e Bruno César (90m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

Com uma verdadeira “revolução” no onze escalado para iniciar esta partida em Glasgow (na sequência da venda dos passes de Javi García e Witsel e dos castigos de Maxi Pereira e Luisão), e ainda com um lateral esquerdo tentativo, o Benfica começou por enfrentar um determinado e agressivo Celtic, demorando a conseguir encaixar no estilo de jogo adoptado pelos escoceses, que criaram, desde logo, alguns desequilíbrios, obtendo dois pontapés de canto nos minutos iniciais.

A partir do quarto de hora, o Benfica começou, gradualmente, a equilibrar o jogo, por via de um melhor controlo da posse de bola. Faltar-lhe-ia contudo, à medida que o tempo ia avançando, a confiança necessária para assumir o risco de procurar ganhar.

No segundo tempo, o jogo foi bastante mais animado, com sucessivas alternâncias de pendor ofensivo, ora com o Celtic na mó de cima, ora com o Benfica a responder afirmativamente, numa partida aberta, como o traduz o elevado número de cantos, repartidos praticamente de forma equitativa (10-9, para o Benfica).

Porém, ambas as equipas continuariam a ser bastante inconsequentes, não conseguindo criar efectivas ocasiões de golo. O nulo no marcador final acaba por ser o resultado mais ajustado, num encontro em que o Benfica – a disputar o seu 200º jogo na competição (Taça / Liga dos Campeões Europeus) – deveria ter sido mais ousado.


###2011-12


(348) Chelsea – Benfica – 2-1

04.04.2012 – Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)

Chelsea – Petr Čech, Branislav Ivanović, David Luiz, John Terry (60m – Gary Cahill), Ashley Cole, Ramires, Frank Lampard, John Obi Mikel, Juan Manuel Mata (79m – Raul Meireles), Salomon Kalou e Fernando Torres (88m – Didier Drogba)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Javi García, Emerson, Joan Capdevila, Nemanja Matić, Nico Gaitán (61m – Yannick Djaló), Axel Witsel, Bruno César (72m – Rodrigo), Pablo Aimar e Óscar Cardozo (57m – Nélson Oliveira)

1-0 – Frank Lampard (pen.) – 20m
1-1 – Javi García – 85m
2-1 – Raul Meireles – 90m

Cartões amarelos – Branislav Ivanović (38m), Ramires (44m) e John Obi Mikel (79m); Óscar Cardozo (19m), Maxi Pereira (20m), Bruno César (22m) e Pablo Aimar (27m)

Cartão vermelho – Maxi Pereira (40m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Com uma dupla de centrais improvisada, e um total de três elementos não rotinados a constituir o quarteto defensivo – por uma estranha conjugação de lesões de todos os 4 defesas centrais do plantel (!) -, o Benfica entrou em campo em Stamford Bridge com uma atitude surpreendentemente atrevida, empurrando a equipa do Chelsea para as imediações da sua grande área nos primeiros cinco minutos.

Apenas aos 8 minutos a equipa inglesa se libertaria dessa espécie de espartilho da fase inicial do jogo, conseguindo obter o seu primeiro canto, na sequência do qual, David Luiz, completamente solto de marcação, visou com muito perigo a baliza, mas a bola esbarraria na muralha defensiva benfiquista.

Na segunda jogada de ataque do Chelsea, aos 12 minutos, Mata introduziria mesmo a bola na baliza do Benfica, mas o lance estava já invalidado, por posição clara de fora-de-jogo.

Com uma defesa ainda a tactear, um novo ataque do Chelsea originaria, logo aos 20 minutos, a marcação de uma algo controversa (carga de ombro de Javi García) grande penalidade, que Lampard converteu no primeiro golo, não obstante Artur, tendo adivinhado o lado, quase tivesse conseguido suster a bola.

E, com um árbitro que já denotara a sua tendência caseira, em partida que o Benfica disputou há cerca de dois anos em Marselha, a equipa portuguesa seria – tal como nesse jogo… – “corrida” a cartões amarelos, exibidos por quatro vezes em menos de dez minutos (três delas por protestos!), assim se vendo ainda mais condicionada, para além das próprias dificuldades intrínsecas ao jogo, potenciadas pelas ausências na equipa benfiquista e… pela evolução desfavorável do marcador.

Não obstante alguma dificuldade em manter a serenidade, o Benfica disporia de uma excelente oportunidade para empatar, à passagem da meia hora, com o guardião Petr Čech a responder à altura. E, novamente, com mais uma boa iniciativa atacante, poucos minutos volvidos.

Só que, com apenas 40 minutos, Maxi Pereira – o único sobrevivente do habitual lote de defesas -, falhando um carrinho, veria o segundo amarelo, e consequente expulsão! Tudo estava contra o Benfica…

A jogar com menos um, o Benfica não desistia, e continuava a procurar o ataque e a tentar a sorte, rematando à baliza adversária.

A manifesta dualidade de critérios do árbitro – basicamente incompetente, procurando refugiar-se no caseirismo – prosseguiria ainda em mais dois ou três lances até ao intervalo, com amarelos por mostrar a jogadores do Chelsea.

No reinício, a toada não se alteraria: o Benfica, por intermédio de Cardozo, podia ter empatado, não fora a excelente intervenção do guarda-redes checo, a desviar para canto. E, de imediato, Pablo Aimar a ameaçar também o golo.

Na resposta, o Chelsea podia ter encerrado definitivamente a eliminatória, mas foi a vez de o Benfica ter uma pontinha de sorte, com Ramires, a um metro da baliza, completamente à sua mercê, a não conseguir coordenar o movimento com a trajectória da bola, falhando de forma incrível o que seria um golo… fácil.

Aos 53 minutos, Cardozo, atento, viu Petr Čech adiantado e, quase do meio-campo, tentaria novamente a sorte, com um chapéu, contudo sem as “medidas certas”.

Numa atitude de risco assumido, o Benfica expunha-se aos lances de resposta do Chelsea, que, logo de seguida, ameaçaria novamente, com perigo, a baliza benfiquista. E, mais dois minutos, novo remate, de Torres, com Artur Moraes a aplicar-se a fundo, defendendo de forma acrobática.

Com uma hora de jogo, reduzido a dez, sem nenhum (!) dos habituais defesas na respectiva posição em campo, o Benfica continuava, não obstante, a manter o Chelsea “em sentido”, que tinha de se manter alerta para a eventualidade de um golo que pudesse relançar a eliminatória!

Yannick Djaló, recém entrado em campo, remataria com perigo, com o Benfica a conseguir mais um canto, o quarto (tantos quantos os conseguidos pelo Chelsea até ao momento).

Ainda antes dos 75 minutos, mais duas ocasiões soberanas de golo para o Benfica: primeiro, novamente por Yannick Djaló, de cabeça, a rematar ao lado; de seguida, Nélson Oliveira, com um bom remate, junto à base do poste.

E, “não há duas sem três”, Yannick Djaló teria nova ocasião de golo, com mais um cabeceamento, a ser desviado para canto… Na sequência do qual o Benfica acabaria mesmo por chegar ao golo, por Javi García… de cabeça! Faltavam cinco minutos para o final e a eliminatória voltava a estar completamente em aberto!

Aos 88 minutos, a equipa portuguesa podia ter sentenciado a eliminatória a seu favor: Nélson Oliveira tentou um lance artístico, com um remate pleno de efeito, mas a bola sairia ligeiramente ao lado…

O Benfica acabava o jogo a sufocar o Chelsea, remetido – como nos minutos iniciais – à sua grande área!

Já no segundo minuto de compensação, com toda a equipa benfiquista lançada no ataque, numa perda de bola, o Chelsea, por Raul Meireles, num rápido contra-ataque, marcaria o golo que proporcionou ao Chelsea uma tão injusta como valiosa vitória e consequente apuramento para as 1/2 Finais. A 100ª derrota do Benfica nas competições europeias fica assim associada a uma bela lição de orgulho benfiquista.

PARABÉNS aos jogadores do Benfica pela exibição, pela garra, pela entrega!


(347) Benfica – Chelsea – 0-1

27.03.2012 – Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García (81m – Nolito), Nico Gaitán, Axel Witsel, Bruno César (69m – Rodrigo), Pablo Aimar (69m – Nemanja Matić) e Óscar Cardozo

Chelsea – Petr Čech, Paulo Ferreira (80m – Bosingwa), David Luiz, John Terry, Ashley Cole, Ramires, Raul Meireles (68m – Frank Lampard), John Obi Mikel, Juan Manuel Mata, Salomon Kalou (83m – Daniel Sturridge) e Fernando Torres

0-1 – Salomon Kalou – 75m

Cartões amarelos – Bruno César (26m), Luisão (67m) e Javi García (75m); Raul Meireles (18m)

Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)

Num primeiro tempo repartido, sem nenhuma das equipas a conseguir notória superioridade, com alguma contenção, com ambas as equipas aparentemente mais preocupadas em manter a sua baliza inviolada do que marcar, o Benfica criaria duas ocasiões de perigo (aos 14 e 19 minutos), mas Cardozo não conseguiria concretizar, primeiro permitindo a defesa a Čech, e, de seguida, numa boa oportunidade, rematando ao lado; o Chelsea ripostaria num remate de meia distância de Raul Meireles, a proporcionar a Artur uma excelente defesa.

No recomeço, e logo desde os minutos iniciais, a equipa benfiquista imprimiu um ritmo forte, empurrando o Chelsea para a sua defesa, conseguindo sucessivos cantos, criando várias oportunidades de golo, com a mais flagrante, a remate de Bruno César, a ser salva in-extremis, por David Luiz, em cima da linha de baliza. Pouco depois, em mais um lance de ataque do Benfica, ficaria por assinalar grande penalidade, a sancionar corte com o braço, na área, por John Terry, com a atenuante de se ter tratado de um remate de Maxi Pereira, efectuado a muito curta distância do defesa inglês.

Com a equipa inglesa aparentemente a consentir um intenso domínio do Benfica, quase aproveitaria uma desatenção da equipa portuguesa, aos 60 minutos, quando, na sequência de um lançamento longo de Petr Čech, Juan Mata se isolou, fugindo aos centrais, contornando o guarda-redes Artur, mas acabando por perder o ângulo de remate, com a bola a embater na parte lateral externa do poste.

O Benfica voltaria ainda à carga, e Jardel, num bom cabeceamento, colocaria o guardião checo à prova. Parecia adivinhar-se o golo… que, todavia, acabaria por surgir na baliza errada.

Uma jogada em que tudo saiu bem ao Chelsea e, ao invés, tudo saiu mal ao Benfica: teve início numa recuperação de bola na zona defensiva, próxima da grande área, por Ramires, que, correndo mais de metade do campo, embalado junto à linha lateral direita, passou por dois adversários (primeiro por Emerson, desposicionado, em posição muito avançada no terreno, apanhado em contrapé, depois Javi García, a falhar a dobra – nenhum deles tendo tido o discernimento de matar o lance, cortando a bola para fora), solicitou a desmarcação de Torres, igualmente em velocidade, a deixar também Jardel para trás, e a cruzar para o miolo da pequena área, onde, nem Artur, nem mais dois defesas (entre eles, o mais próximo, Luisão, que tentou ainda um corte acrobático) conseguiram evitar que a bola chegasse a Salomon Kalou, que, livre de marcação, sem dificuldade, empurrou a bola para o fundo da baliza.

Até final, seria já mais em desespero que de forma ordenada que o Benfica tentaria ainda o golo da igualdade, que acabaria por não chegar.

Um bom jogo do Benfica, com uma bela exibição de Gaitán, mas em que denotou pechas na concretização, acabando por sofrer uma injusta penalização, por parte de uma eficaz equipa do Chelsea. A vida está difícil para a segunda mão.


(346) Benfica – Zenit S. Petersburgo – 2-0

06.03.2012 – Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García, Nico Gaitán (72m – Nemanja Matić), Axel Witsel, Bruno César, Rodrigo (62m – Nolito)  e Óscar Cardozo (80m – Nélson Oliveira)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Vyacheslav Malafeev, Aleksandr Anyukov (53m – Bruno Alves), Tomáš Hubočan, Nicolas Lombaerts, Dominico Criscito, Igor Denisov, Vladimir Bystrov (45m – Danko Lazović), Sergey Semak, Roman Shirokov, Konstantin Zyryanov (70m – Viktor Fayzulin) e Aleksandr Kerzakhov

1-0 – Maxi Pereira – 45m
2-0 – Nélson Oliveira – 90m

Cartões amarelos – Javi García (15m) e Nélson Oliveira (90m); Aleksandr Anyukov (5m) e Igor Denisov (68m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Com imperiosa necessidade de vencer para poder almejar a qualificação para os 1/4 Final, o Benfica não teria contudo uma entrada determinada no jogo, o qual decorreria em toada morna, ao longo de todo o primeiro quarto de hora; só no final desse período surgiria um primeiro indício de procura de sair da letargia, com um bom remate de Bruno César, a que Malafeev revelou mostrar-se atento.

Aos 20 minutos, na sequência de uma boa combinação com Gaitán, a desmarcar Maxi Pereira, este remataria cruzado, mas ao lado da baliza da equipa russa. Quatro minutos volvidos, na marcação de um livre, a punir falta sobre Bruno César, um lance estudado, com um passe atrasado, para a entrada de Javia García, procurando surpreender a defesa contrária, mas a bola iria esbarrar na floresta de pernas na área do Zenit.

À passagem da meia hora de jogo, com a equipa russa com grande disciplina táctica, muito recuada no seu meio-campo, o jogo ofensivo do Benfica carecia de maior dinâmica, de uma aceleração de ritmo, de alternâncias de velocidade.

Aos 35 minutos, uma boa iniciativa de Rodrigo, tentando romper pelo flanco esquerdo, perder-se-ia pela linha final. Até que, aos 42 minutos, Artur, frio, e talvez farto de ser um mero espectador, resolveu fazer parte do espectáculo: driblou um adversário, depois, atrapalhando-se, tentou despachar, com a bola a acabar por sobrar para um jogador do Zenit, a rematar com perigo à baliza, a obrigar o guarda-redes benfiquista a uma defesa apertada, arrojando-se ao chão.

O Benfica acabaria por chegar ao tão ansiado golo num momento crucial, a encerrar a primeira parte, culminando um bom lance de Witsel, que rematou à figura do guarda-redes, e, no ressalto, de calcanhar, assistiu Maxi Pereira, que, desmarcado, e com a baliza à mercê, teve a serenidade necessária para empurrar a bola para o golo, colocando-se em posição de vantagem na eliminatória!

Já em período de compensação, a equipa portuguesa teria ainda tempo para ameaçar novamente a baliza russa, primeiro com Malafeev a defender, e, de imediato, com Cardozo a não conseguir dar a melhor sequência ao cruzamento de Gaitán, desperdiçando o que seria o segundo golo.

A segunda parte iniciar-se-ia, desde logo, com um novo figurino táctico: o Zenit cedo mostrou que estava disposto a abrir o seu jogo, procurando discutir a eliminatória… o que, por seu lado, franquearia mais espaços ao Benfica, potenciando a possibilidade de rápidos contra-ataques, com Witsel, com uma soberba exibição – e, na ausência de Aimar, a cumprir jogo de castigo -, a pautar todo o jogo benfiquista.

Aos 56 minutos, na sequência de uma dessas iniciativas de Witsel, originando um pontapé de canto, Jardel não conseguiria cabecear da melhor forma, numa excelente oportunidade de golo, gorada pelo facto de se ter limitado a pentear a bola, pouco mais que de raspão.

Mais cinco minutos decorridos, novo contra-ataque benfiquista, com Cardozo a rematar fraco, e a bola a ser bloqueada pela defesa contrária.

Aos 70 minutos, novamente Cardozo, depois de conseguir, em esforço, escapar à vigilância da defesa adversária, rematou cruzado, mas ligeiramente ao lado da baliza.

O Benfica sofreria um susto aos 73 minutos, com uma troca de bola a cruzar toda a sua zona defensiva, mas a não aparecer ninguém da equipa do Zenit para dar sequência ao lance. No minuto imediato, Cardozo rematou forte, de fora da área, mas Malafeev defenderia, a soco, para canto.

Aos 81 minutos, novo canto para o Benfica, novamente Jardel a cabecear sem sequer ter necessidade de se elevar, mas a bola a sair ao lado.

Nos derradeiros minutos, com o Zenit a dar o “tudo por tudo”, empurrando o Benfica para a sua zona defensiva – não obstante, sem conseguir rematar com perigo à baliza -, valeu então o acerto de Luisão, a não dar hipóteses aos adversários, e a inteligência de Bruno César, a segurar a bola.

O Benfica acabaria por ser feliz, novamente já em período de descontos, num último lance de contra-ataque, com Nélson Oliveira, numa boa desmarcação – assistido precisamente por Bruno César – a sentenciar o desfecho da eliminatória. Seis anos depois, o Benfica regressa aos 1/4 Final da Liga dos Campeões!


(345) Zenit S. Petersburgo – Benfica – 3-2

15.02.2012 – Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Zhevnov, Aleksandr Anyukov, Bruno Alves, Nicolas Lombaerts, Tomáš Hubočan, Igor Denisov, Roman Shirokov, Maksim Kanunnikov (66m – Vladimir Bystrov), Konstantin Zyryanov (45m – Sergey Semak), Viktor Fäyzullin (89m – Alessandro Rosina) e Aleksandr Kerzakhov

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Nemanja Matić, Nico Gaitán (90m – Miguel Vítor), Axel Witsel, Bruno César (76m – Nolito), Rodrigo (30m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo

0-1 – Maxi Pereira – 20m
1-1 – Roman Shirokov – 27m
2-1 – Sergey Semak – 71m
2-2 – Óscar Cardozo – 87m
3-2 – Roman Shirokov – 88m

Cartões amarelos – Bruno Alves (17m) e Aleksandr Anyukov (63m); Luisão (13m), Bruno César (45m) e Pablo Aimar (75m)

Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)

Com uma temperatura gélida, de cerca de 10 graus negativos, a partida iniciou-se em toada morna, não obstante o Benfica procurasse, desde cedo, chamar a si o controlo do jogo.

Apenas com 20 minutos decorridos, na sequência de um livre directo apontado por Cardozo – a punir falta de Lombaerts sobre Gaitán à entrada da área -, com o guarda-redes Zhevnov a defender para a frente, surgiu, muito oportuno, Maxi Pereira, a fazer a recarga, inaugurando o marcador em São Petersburgo.

Isto numa altura em que o Benfica jogava com 10 elementos, dado que Rodrigo, atingido por Bruno Alves (numa entrada dura, lance que lhe valeu o cartão amarelo), se encontrava a receber assistência; viria mesmo a ser substituído alguns minutos depois, dando lugar a Pablo Aimar.

Por essa altura, o Zenit havia já empatado; o Benfica apenas disfrutara de um curto período de 7 minutos em vantagem no jogo. Logo aos 22 minutos, o Zenit criara perigo, com um remate de Kerzhakov, defendido por Artur com as pernas. Cinco minutos volvidos, num cruzamento da esquerda de Hubočan, para a área, surgiria Shirokov a rematar de primeira, sem hipóteses para o guardião benfiquista.

Até final do primeiro tempo, com a equipa russa – alertada pelo risco dos contra-ataques do Benfica – a procurar jogar pelo seguro, com sucessivas trocas de bola entre os seus jogadores, mas sem um claro pendor ofensivo, não haveria mais ocasiões flagrantes de golo. Os lances de maior frisson ocorreriam já no final desse período, primeiro numa jogada confusa na pequena área do Benfica, com várias tentativas de remate, mas sem acertar na baliza, e, depois, por intermédio de Witsel, num remate de fora da área.

Já na segunda parte, o primeiro lance de perigo surgiria aos 57 minutos, com Gaitán, em velocidade, a entrar na área adversária, pelo lado direito do ataque, a levar longe de mais a sua iniciativa individual, rematando de ângulo muito difícil, quando podia ter assistido Cardozo.

Aos 70 minutos, nova jogada de perigo, na sequência de um cruzamento de Emerson, com Cardozo, num remate enrolado, a meias com o defesa contrário, a não conseguir desviar para o golo, devido a uma defesa apertada de Zhevnov, com uma boa estirada.

Só que, no minuto imediato, culminando um fantástico lance, com dois toques de calcanhar, primeiro por Kerzakhov, a evitar que a bola se perdesse pela linha de fundo e, depois de uma pronta assistência de Bystrov, no remate para golo, de Semak possibilitaria ao Zenit consumar a reviravolta no marcador, passando a uma posição de vantagem.

A equipa do Benfica acusaria o tento sofrido e a posição de desvantagem, passando nos minutos seguintes por uma fase de algum descontrolo.

Até que, nos derradeiros minutos, duas falhas defensivas permitiriam mais dois golos: primeiro, o guarda-redes Zhevnov a defender para a frente um primeiro remate de Gaitán, com a bola a ficar à disposição de Cardozo, que não teve dificuldade em marcar, empatando o jogo a 2-2, o que constituiria um bom resultado para o Benfica; porém, no minuto seguinte, uma desconcentração de Maxi Pereira, a não conseguir controlar ou sequer aliviar a bola na sua zona defensiva, possibilitou que Shirokov recolocasse o Zenit em vantagem no jogo… e na eliminatória.

Nolito teria ainda tempo para mais um remate perigoso, obrigando Zhevnov a intervenção difícil, mas o resultado não se alteraria, obrigando assim o Benfica a vencer na segunda mão, no Estádio da Luz.


(344) Benfica – Otelul Galati – 1-0

08.12.2011 – Liga dos Campeões – 6ª Jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Rúben Amorim, Ezequiel Garay, Jardel, Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (70m – Rodrigo), Bruno César (56m – Nolito), Nico Gaitán e Óscar Cardozo (78m – Javier Saviola)

Otelul GalatiOtelul Galati – Branko Grahovac, Cornel Râpă, Alexandru Benga, Milan Perendija, Silviu Ilie (21m – Zoran Ljubinković), Ioan Filip, Ionut Neagu (70m –  Marius Pena), Liviu Antal (81m – Sorin Frunza), Gabriel Giurgiu, Laurentiu Iorga e Gabriel Paraschiv

1-0 – Óscar Cardozo – 7m

Cartões amarelos – Zoran Ljubinković (83m) e Gabriel Giurgiu (86m); Óscar Cardozo (70m)

Árbitro – Manuel Gräfe (Alemanha)

Com a vitória no Grupo em ponto de mira, o Benfica iniciou a partida de forma tranquila, com um ritmo pausado, com bom domínio de bola; uma posição de tranquilidade que reforçaria com o golo obtido logo aos 9 minutos, com Cardozo a dar melhor conclusão a uma boa assistência de Nico Gaitán, com um remate cruzado, ao poste mais distante.

Com o resultado que lhe convinha, a equipa portuguesa deixaria então correr o tempo, com o Otelul, em vez de procurar o golo, a optar por continuar numa atitude defensiva, o que permitia ao Benfica controlar a partida sem dificuldades.

Apenas já no último quarto de hora do primeiro tempo o guarda-redes Artur Moraes seria efectivamente “chamado a jogo”, com duas intervenções consecutivas, a evitar o tento do empate, a remates de Paraschiv e Giurgiu.

A segunda parte prometia animar, com Cardozo a cabecear a bola por alto, e, logo se seguida, Antal a rematar de longe, mas sem consequências.

Porém, com as várias substituições e um jogo mais faltoso, a fase final seria ainda menos fluida, com muitas interrupções de jogo. Não obstante a equipa romena procurasse ser mais afoita, seria o Benfica a desperdiçar a melhor oportunidade de golo, por intermédio de Rodrigo, a concluir com um remate ao lado, uma assistência de Nolito.

Embora em regime de “serviços mínimos” nesta derradeira partida, o Benfica, mantendo a invencibilidade na prova (após 10 jogos já disputados nesta temporada!), confirmava o 1º lugar na classificação final do Grupo – pela segunda vez na sua história na Liga dos Campeões, neste formato de Grupos, após a época de 1994-95 -, contribuindo para afastar o vice-campeão europeu Manchester United (derrotado em Basileia) da Liga dos Campeões, situação que se repete, depois da época 2005-06.


(343) Manchester United – Benfica – 2-2

22.11.2011 – Liga dos Campeões – 5ª Jornada

Manchester UnitedManchester United – David De Gea, Patrice Evra, Phil Jones, Rio Ferdinand, Fábio (82m – Chris Smalling), Michael Carrick, Nani, Ashley Young, Darren Fletcher, Antonio Valencia (80m – Javier Hernández) e Dimitar Berbatov

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão (58m – Miguel Vítor), Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (83m – Ruben Amorim), Bruno César, Nico Gaitán (68m – Nemanja Matic) e Rodrigo

0-1 – Phil Jones (p.b.) – 3m
1-1 – Dimitar Berbatov – 30m
2-1 – Darren Fletcher – 59m
2-2 – Pablo Aimar – 61m

Cartões amarelos – Darren Fletcher (33m) e Michael Carrick (76m); Ezequiel Garay (16m), Artur Moraes (39m) e Maxi Pereira (85m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Com a fortuna que costuma proteger os audazes, o Benfica garantiu esta noite, em Old Trafford, frente a um poderoso Manchester United, com um bom empate, a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, seis anos depois depois de, em 2006, ter eliminado, nessa fase da prova, o Liverpool.

Entrando no jogo praticamente a vencer, beneficiando de um auto-golo do defesa Phil Jones, que, de forma precipitada, ao tentar afastar a bola, a desviou na direcção da sua própria baliza, o Benfica adquiriu um capital de confiança que lhe permitiria jogar de forma desinibida, equilibrando o jogo durante os primeiros 25 minutos.

Gradualmente o Manchester United foi intensificando a pressão, surgindo o golo da igualdade à meia-hora, sendo que, no minuto imediato, teve oportunidade para ampliar a marca, mas, numa fase muito movimentada, também a equipa portuguesa poderia ter marcado novamente.

No segundo tempo, o Benfica recuou a sua linha de meio-campo, oferecendo a iniciativa e espaço ao adversário; quando o segundo golo da formação inglesa surgiu, era algo já expectável há alguns minutos.

E foi então que o Benfica teve mais uma vez um momento de felicidade, quando, quase de imediato, de forma surpreendente, num contra-ataque, aproveitando um mau despacho do guarda-redes do Manchester United, Bruno César, num lance de insistência, fez um cruzamento-remate, surgindo Pablo Aimar, quase em cima da linha de golo, a ter apenas de empurrar a bola – o que faria num remate em voley, de baixo para cima – para o fundo da baliza.

Nos minutos seguintes, o United voltaria à carga, procurando o golo da vitória. Só que, então, o Benfica – a quem o empate garantia automaticamente o apuramento, dado ficar com vantagem em eventual desempate com o Manchester ou com o Basel – se uniria, cerrando fileiras, e, em última instância, contando com um muito seguro Artur na baliza.

Até final, o nível de intensidade de jogo da equipa inglesa viria, naturalmente, a decair, e foi já de forma mais controlada que o Benfica  – fantasticamente incentivado pelo apoio de cerca de 2 500 adeptos – conseguiu gerir o empate, que teve sabor de vitória, mantendo a invencibilidade na presente época!

O Benfica volta assim a atingir os 1/8 Final da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, beneficiar de uma vantagem teórica no sorteio, caso consiga manter o 1º lugar no Grupo, para o que necessitará de vencer, na última jornada, em casa, a equipa romena do Otelul – ou, caso haja uma igualdade entre Basel e Manchester United (que discutirão, entre ambos, a segunda equipa qualificada), bastar-lhe-ia o empate.


(342) Benfica – Basel – 1-1

02.11.2011 – Liga dos Campeões – 4ª Jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Luís Martins (64m – Miguel Vítor), Nemanja Matic, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán (82m – Nolito), Pablo Aimar (73m – Óscar Cardozo) e Rodrigo

BaselBasel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel, Scott Chipperfield (8m – Genséric Kusunga), Granito Xhaka (81m – Adilson Cabral), Fabian Frei e Jacques Zoua (90m – Kwan-Ryong Pak)

1-0 – Rodrigo – 4m
1-1 – Benjamin Huggel – 64m

Cartões amarelos – Pablo Aimar (45m), Ezequiel Garay (45m), Maxi Pereira (57m) e Miguel Vítor (89m); Park Joo Ho (18m) e Benjamin Huggel (34m)

Árbitro – Carlos Velasco Carballlo (Espanha)

Depois de marcar antes dos 30 segundos de jogo, no último jogo do campeonato frente ao Olhanense, um super-confiante Rodrigo começaria por tentar a sua sorte logo no minuto inicial, na sequência de mais uma combinação com Aimar, vendo o golo ser-lhe negado pela excelente intervenção do guarda-redes Sommer…

Não obstante, não demoraria muito a inaugurar o marcador: logo aos 4 minutos, o jovem espanhol, de origem brasileira, colocava o Benfica em vantagem!

Com uma boa dinâmica, o Benfica impôs um ritmo forte ao longo da primeira meia hora, em que controlou o jogo, criando mais uma ou outra ocasião de perigo, mas sem adequada concretização.

No último quarto de hora, a equipa suíça conseguiria equilibrar a partida, começando a soltar-se e a surgir em zonas mais avançadas do terreno, tendo também chegado a ameaçar a baliza do Benfica. Ficaria, contudo, por sancionar, uma grande penalidade contra o Basel, por corte com a mão na área.

No segundo tempo, competia ao Basel continuar a procurar o golo que impedisse a qualificação automática do Benfica para os 1/8 Final. E os suíços assim fizeram: assenhorearam-se da bola, foram empurrando a equipa portuguesa para o seu meio-campo, construindo jogo ofensivo.

Com o treinador Jorge Jesus a cumprir um jogo de castigo, o seu adjunto (Raul José) não seria feliz, quando, para prevenir o intensificar das investidas suíças pelo lado direito do seu ataque, substituiu o estreante Luís Martins (que ocupou o lugar do também suspenso Emerson) por Miguel Vítor; no lance imediato, o Basel empatava o jogo. E, logo após, faltaria uma ponta de felicidade ao Benfica, muito perto de chegar ao segundo golo, novamente por intermédio de Rodrigo.

O jogo animaria então bastante, com ambas as equipas a adoptar uma atitude positiva, de busca do golo, numa toada de “parada e resposta”.

Porém, e não obstante ambos os sectores defensivos tenham passado por alguns apuros, o resultado acabaria por não se alterar, com a equipa suíça a acabar por se revelar satisfeita  com o empate – como o denota a substituição efectuada já em período de descontos -, que mantém tudo em aberto no que respeita ao apuramento, com Benfica, Manchester United e Basel a poderem inclusivamente chegar ao fim desta fase igualados em pontos.


(341) Basel – Benfica – 0-2

18.10.2011 – Liga dos Campeões – 3ª Jornada

BaselBasel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granito Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)

0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m

Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)

Cartão vermelho – Emerson (86m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.

À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.

No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.

No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.

Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.

E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.

Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.


(340) Otelul Galati – Benfica – 0-1

27.09.2011 – Liga dos Campeões – 2ª Jornada

Otelul GalatiOtelul Galati – Branko Grahovac, Nejc Skubic, Zoran Ljubinkovic, Liviu Antal, Sergiu Costin, Milan Perendija, Ioan Filip, John Ibeh (45m – Gabriel Viglianti), Laurentiu Bus (65m – Sorin Frunza), Gabriel Giurgiu e Marius Pena (69m – Bratislav Punosevac)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César (82m – Rúben Amorim), Axel Witsel, Nico Gaitán (77m – Rodrigo), Javier Saviola (63m – Nolito) e Óscar Cardozo

0-1 – Bruno César – 40m

Cartões amarelos – Milan Perendija (86m) e Sergiu Costin (88m)

Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)

Perante a, teoricamente, mais débil equipa do grupo, o Benfica entrou em campo, disputado no novo Estádio de Bucareste, com disposição de chamar a si o controlo do jogo, assumindo a sua condição de favorito, procurando uma toada de futebol ofensivo.

Porém, a equipa romena, sem individualidades sonantes, mas bem organizada, foi retardando a criação de oportunidades de golo por parte do Benfica, conseguindo, mesmo, à medida que o tempo ia avançando, ir ganhando alguma confiança, procurando sair para o meio-campo adversário.

O Benfica ia dominando a partida, mas com um futebol algo denunciado, sem velocidade, não criando grandes ocasiões de perigo. Até ao golo que inauguraria o marcador, apenas um lance digno de nota, com Nico Gaitán a não ser egoísta, combinando com um colega – que, atrasado, acabaria por não chegar à bola -, quando poderia ter levado a jogada até ao fim, assumindo o risco do remate.

O mesmo Gaitán viria a estar no lance do golo, com uma boa abertura para Bruno César, que não desperdiçaria, materializando em golo a superioridade até então evidenciada pela equipa portuguesa.

Apenas à passagem da hora de jogo, mercê de uma desatenção da defesa benfiquista, a equipa do Otelul remataria à baliza, para a primeira defesa de Artur Moraes.

Numa segunda parte em que o Benfica ia “deixando correr o marfim”, somente aos 8o minutos, na sequência de mais uma jogada bem desenhada, a equipa portuguesa teria uma soberana ocasião para ampliar o marcador, bem detida pelo guardião da equipa romena.

Em cima dos 90 minutos, o Otelul Galati, já sem nada a perder, espevitou na procura do empate, com um duplo remate, obrigando Artur Moraes a evidenciar toda a sua concentração para garantir a vitória tangencial, consumada com a saída ao lado da recarga ao primeiro pontapé.


(339) Benfica – Manchester United – 1-1

14.09.2011 – Liga dos Campeões – 1ª Jornada

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Ruben Amorim (56m – Nolito), Pablo Aimar (75m – Nemanja Matic), Witsel, Nico Gaitán (90m – Bruno César) e Óscar Cardozo

Manchester UnitedManchester United – Anders Lindegaard, Patrice Evra, Jonny Evans, Chris Smalling, Fábio (78m – Phil Jones), Ryan Giggs, Park Ji-Sung, Michael Carrick, Darren Fletcher (69m – Javier Hernández), Antonio Valencia (69m – Nani) e Wayne Rooney

1-0 – Óscar Cardoso – 24m
1-1 – Ryan Giggs – 42m

Cartões amarelos – Pablo Aimar (39m), Maxi Pereira (61m) e Nico Gaitán (69m); Wayne Rooney (27m) e Michael Carrick (65m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

No regresso à fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica enfrentava uma tarefa hercúlea, a de defrontar uma das mais poderosas equipas do mundo, vice-campeã europeia, com um início de época avassalador.

Não surpreendeu portanto que começasse por conceder o controlo do jogo, proporcionando superioridade em termos de posse de bola ao adversário. Mas, com uma boa atitude, naturalmente não abdicou de procurar construir lances ofensivos, dispondo de uma ocasião de perigo, aos 21 minutos.

Como que um aviso ou um ensaio para uma excelente combinação, com Nico Gaitán a lançar Cardozo, que, dominando a bola, teria uma magnífica finalização, inaugurando o marcador, colocando a equipa portuguesa em vantagem.

Até final do primeiro tempo, não obstante o domínio consentido pelo Benfica, a equipa do Manchester não teria grandes oportunidades de golo… até que, num lance de distracção da zona defensiva da turma da casa, concedendo espaço a Ryan Giggs, este, ainda de fora da área, com um remate forte e colocado, empatava a partida.

No recomeço, a equipa inglesa teria então uma soberana ocasião de golo, em que, não acreditando nas facilidades concedidas pela defesa benfiquista, os dianteiros se deslumbraram, ninguém conseguindo culminar o desvio fatal.

Com o jogo a decorrer em toada relativamente morna, apenas aos 63 minutos, o Manchester daria novamente sinal de si, com mais um lance perigoso de Giggs, também não concretizado.

Quase na resposta, num lance de contra-ataque rápido, Nolito surgiu isolado sobre a esquerda, rematou bem, mas Lindegaard, denotando concentração, conseguiu impedir que a bola transpusesse a linha de golo.

E, pouco depois, Nolito, também em velocidade, a desmarcar Emerson na extrema esquerda, que, de ângulo reduzido, fez um remate demasiado cruzado, a sair ao lado da baliza, em mais uma jogada de perigo protagonizada pelo Benfica.

A equipa portuguesa obrigaria ainda o jovem guarda-redes dinamarquês do Manchester United a mais uma atenta intervenção, com uma excelente estirada, estavam decorridos 77 minutos de jogo.

Já com 85 minutos, o Manchester criaria mais uma jogada de perigo, a dois tempos, primeiro, na sequência de um livre, conseguindo ganhar um canto, com a jogada a findar subsequentemente devido a posição de fora-de-jogo.

No minuto seguinte, Nolito teve ainda mais uma boa iniciativa de ataque, mas não conseguiria solucionar uma situação de difícil controlo de bola.

Com uma boa exibição, o Benfica acabaria por equilibrar a partida, justificando plenamente a igualdade final, perante um adversário de grande nível.


(338) Benfica – Twente – 3-1

24.08.2011 – Liga dos Campeões – Play-off (2ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Nico Gaitán (74m – Bruno César), Axel Witsel, Pablo Aimar, Nolito (74m – Nemanja Matic) e Óscar Cardozo (84m – Javier Saviola)

Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli, Luuk De Jong, Wout Brama (76m – Denny Landzaat), Willem Janssen (60m – Ola John), Bryan Ruiz, Marc Janko e Steven Berghuis (60m – Emir Bajrami)

1-0 – Axel Witsel – 46m
2-0 – Luisão – 59m
3-0 – Axel Witsel – 66m
3-1 – Bryan Ruiz – 85m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (76m); Douglas (15m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Realizando a melhor exibição deste início de época, o Benfica garantiu o apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, superiorizando-se claramente ao vice-campeão da Holanda.

Desde cedo, o Benfica revelou a sua tónica atacante, sob a batuta do maestro Pablo Aimar, bem apoiado por Axel Witsel, com um domínio esmagador no primeiro tempo, com 15 remates, com várias ocasiões desperdiçadas, a par de excelentes intervenções do guarda-redes do Twente, adiando o golo.

Que, depois da frustração da primeira metade, surgiria logo no minuto inicial do segundo tempo, como que quebrando o feitiço holandês.

O Twente, que fora um espectador passivo do jogo de ataque do Benfica, ver-se-ia então obrigado a assumir maior risco, o que proporcionaria espaços adicionais para a manobra benfiquista, que, no espaço de 7 minutos, ampliaria a marca para um confortável 3-0!

Já na fase derradeira do encontro, Artur Moraes teria então oportunidade, por duas vezes, de mostrar a sua concentração, numa delas com espectacular defesa. Porém, o jogo não terminaria sem que o Benfica concedesse um golo, como que uma mancha na excelente exibição, sem contudo ofuscar o brilho com que garantiu a qualificação.


(337) Twente – Benfica – 2-2

16.08.2011 – Liga dos Campeões – Play-off (1ª mão)

Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli (75m – Bart Buysse), Denny Landzaat (45m – Marc Janko), Wout Brama, Willem Janssen, Bryan Ruiz, Luuk De Jong e Emir Bajrami (58m – Ola John)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Javier Saviola), Nico Gaitán (56m – Rúben Amorim), Nolito e Óscar Cardozo (87m – Nemanja Matic)

1-0 – Luuk De Jong – 6m
1-1 – Óscar Cardozo – 21m
1-2 – Nolito – 35m
2-2 – Bryan Ruiz – 80m

Cartão amarelo – Artur Moraes (80m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

O Benfica surgiu em Enschede, no primeiro jogo da eliminatória decisiva para apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, com boa atitude, parecendo querer assumir a iniciativa, surpreendendo o adversário; e, logo aos 5 minutos, Gaitán beneficiou de um ressalto de bola para se isolar frente ao guarda-redes Mihaylov, que, contudo, não conseguiria ultrapassar, rematando de forma a permitir a defesa.

Porém, no minuto imediato, no primeiro remate do Twente à baliza, Luuk De Jong, aproveitando as liberdades concedidas pela defesa benfiquista, rematou sem hipóteses para Artur Moraes, assim inaugurando o marcador.

O Benfica sentiu o golo, perdendo a confiança com que abordara a partida, com o ritmo de jogo a cair bastante, sem que o Twente aproveitasse para impor uma situação de domínio. Até que, aos 21 minutos, na sequência de uma boa iniciativa de ataque, depois de um roubo de bola de Aimar na zona intermediária do campo, Óscar Cardozo, após progredir alguns metros, com um bom remate, ainda bem de fora da área, com a bola em arco, a fugir ao guarda-redes, empatava o encontro.

Novamente numa posição mais favorável, o Benfica readquiriu alguma da tranquilidade, não obstante o jogo continuasse bastante repartido. Até aos 35 minutos, em que, culminando uma excelente jogada – em que ninguém parecia querer marcar, a bola passou sucessivamente por Cardozo e Witsel, antes de chegar aos pés de Nolito, que, com a baliza à sua mercê, não teve dificuldade em empurrar a bola para o golo.

E, só já em tempo de compensação, o Twente voltaria a estar próximo do golo, por via de um remate colocado de Landzaat, desviado para canto com uma soberba estirada de Artur Moraes.

No regresso, após o intervalo, o Twente surgiu então mais determinado a procurar o ataque. E, aos 52 minutos, uma atrapalhação de Artur Moraes provocaria uma situação de grande perigo, com a bola à mercê do desvio fatal… que acabou por não acontecer.

Aos 59 minutos, o guarda-redes benfiquista redimir-se-ia do falhanço anterior, com uma intervenção apertada, a evitar que a bola, que pingava sobre a linha de baliza, ultrapassasse o risco, sacudindo-a por cima da trave.

E, novamente, aos 67 minutos, Artur, saindo da baliza para fazer a cobertura do adversário, que se isolava, pelo lado esquerdo, junto à linha de fundo, mas próximo da baliza, acabou por ficar desposicionado, conseguindo não obstante uma excelente recuperação, recolocando-se a tempo de deter o remate, após o cruzamento para trás, a solicitar a entrada do atacante do Twente.

No lance imediato, Saviola rematou com muito perigo, com a bola praticamente a rasar o poste. Escassos minutos decorridos, Cardozo, numa boa desmarcação, surgiu isolado, algo descaído sobre a esquerda, mas faltou-lhe a velocidade para progredir para a baliza em condições óptimas de remate; acabaria por desferir um pontapé fraco, sem dificuldades de defesa.

O guardião benfiquista seria novamente chamado a intervir aos 73 minutos, atestando a sua concentração. Para, dois minutos volvidos, Nolito se revelar muito cerimonioso, não rematando de primeira, acabando por perder um bom ensejo para ampliar a vantagem do Benfica para uma marca que praticamente lhe garantiria o apuramento…

Porém, tantas ameaças de golo acabariam mesmo por resultar no segundo tento para o Twente, empatando a partida, com um golpe de cabeça, a desviar a bola do alcance de Artur Moraes, num lance contestado pela defesa benfiquista – reclamando um empurrão do autor do golo nas costas de Emerson -, que originaria também um cartão amarelo para o guarda-redes. A eliminatória voltava a ficar em aberto.


(336) Trabzonspor – Benfica – 1-1

03.08.2011 – Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão)

Trabzonspor – Tolga Zengin, Serkan Balcı (79m –  Halil Altintop), Giray Kaçar, Arkadiusz Głowacki, Ondřej Čelůstka, Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Adrian Mierzejewski, Paulo Henrique (45m – Alanzinho) e Paweł Brożek (63m – Yumlu)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Nemanja Matic), Nico Gaitán (87m – Bruno César), Javier Saviola (75m – Franco Jara) e Nolito

0-1 – Nolito – 19m
1-1 – Paulo Henrique – 31m

Cartões amarelos – Gustavo Colman (57m) e Didier Zokora (67m); Ezequiel Garay (29m), Maxi Pereira (52m), Pablo Aimar (55m) e Nico Gaitán (69m)

Cartão vermelho – Adrian Mierzejewski (58m)

Árbitro – Aleksandar Stavrev (Macedónia)

Numa partida disputada em Istambul, no Estádio Olímpico Ataturk, a equipa turca, procurando anular a desvantagem com que saíra do Estádio da Luz, entrou a pressionar, com uma insistência junto da área do Benfica, bem anulada por Garay. Porém, a primeira grande oportunidade de golo surgiria aos 6 minutos, para o Benfica, na sequência de uma boa combinação de Nolito com Saviola, a rematar ligeiramente por alto.

Aos 12 minutos, após falta de Maxi Pereira sobre Paulo Henrique, o Trabzonspor beneficiaria de um livre perigoso, convertido por Colman, com Artur Moraes a mostrar-se atento e seguro.

Cinco minutos depois, mais uma excelente oportunidade para o Benfica, na sequência de um cruzamento de Maxi Pereira, surgindo Witsel a cabecear com intencionalidade, para a defesa em voo de Tolga.

Apenas mais dois minutos volvidos, o Benfica alcançaria o golo que lhe conferia praticamente absoluta tranquilidade quanto ao desfecho da eliminatória. A jogada teve início num lançamento lateral de Emerson, na esquerda, com Saviola a tocar de primeira para Nolito, que, depois de evitar um adversário, surgiu isolado frente ao guarda-redes Tolga, não desperdiçando a soberana oportunidade, concretizando o golo com um remate rasteiro.

Nos minutos seguintes, o Trabzonspor procuraria reagir, primeiro com um cruzamento rasteiro de Paulo Henrique, na esquerda, bem solucionado por Artur Moraes; e, logo de seguida, com Emerson, já no interior da área, a cortar a bola, após um livre marcado por Mierzejewski.

E, pouco depois de um remate de Nolito, de fora da área, com Tolga sem dificuldades em defender, a equipa turca conseguiria mesmo chegar ao golo do empate: após um cruzamento na esquerda, que, quer Luisão, quer Emerson, não conseguiram interceptar, Paulo Henrique apareceu ao segundo poste, sem dificuldade para bater para a baliza.

Até final do primeiro tempo, o Benfica realizaria ainda uma boa jogada de envolvimento, com o guardião turco a antecipar-se a Maxi Pereira, já em plena área. E, mesmo antes do descanso, Aimar, após receber a bola de Saviola, rematou cruzado, ainda de fora da área, mas a bola sairia ao lado.

A segunda metade iniciar-se-ia com nova grande ocasião para o Benfica, após cruzamento de Aimar, surgindo Saviola adiantado, com a bola a sobrar para Nolito, a rematar, mas a permitir a Tolga a defesa com os pés…

Aos 51 minutos seria a vez de os turcos provocarem grande perigo, por via de um remate cruzado de Mierzejewski, a embater no poste da baliza de Artur Moraes.

Com a eliminatória praticamente decidida, à medida que o tempo de jogo avançava, com o empate a manter-se, o seu desfecho acabaria por ficar definitivamente sentenciado aos 58 minutos, com a expulsão de Mierzejewski, por agressão (cotovelada) a Maxi Pereira.

Na fase derradeira do encontro, o Benfica criaria ainda perigo, à passagem dos 70 minutos, com Gaitán, isolado, depois de boa desmarcação proporcionada por Nolito, a rematar à figura de Tolga. E, novamente, aos 79 minutos, com Witsel a rematar à trave, na sequência de uma boa combinação entre Franco Jara e Matic. E, ainda, aos 81 minutos, também Nico Gaitán, com um forte remate de fora da área, a obrigar o guarda-redes turco a boa intervenção.

Escudado na boa vantagem alcançada em Lisboa, com a confiança reforçada pela tranquilidade proporcionada pelo golo obtido em Istambul, o Benfica realizou uma exibição segura, em que deixou transparecer que a vitória nesta 2ª mão estava também ao seu alcance; o objectivo prioritário estava, porém, já há muito garantido: a qualificação para o play-off final de acesso à Liga dos Campeões.


(335) Benfica – Trabzonspor – 2-0

27.07.2011 – Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo

Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique

1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m

Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)

Árbitro – Stephan Studer (Suíça)

Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.

Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.

Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.

No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.

Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.


###2010-11


(334) Braga – Benfica – 1-0

05.05.2011 – Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)

Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Paulão, Rodríguez, Sílvio, Custódio, Hugo Viana, Alan, Mossoró (80m – Kaká), Lima (73m – Leandro Salino) e Meyong (87m – Hélder Barbosa)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Nico Gaitán, Carlos Martins (81m – Alan Kardec), César Peixoto (58m – Franco Jara), Javier Saviola (86m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

1-0 – Custódio – 19m

Cartões amarelos – Sílvio (3m), Paulão (60m) e Artur Moraes (90m); César Peixoto (50m), Maxi Pereira (59m), Fábio Coentrão (75m) e Luisão (90m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Com uma fase inicial de jogo em ritmo elevado, com ambas as equipas a procurar “jogar para a frente” (de que é indício a conta de 7 cantos nos primeiros 25 minutos, 5 dos quais a favor do Benfica), o primeiro momento de perigo surgiria à passagem do quarto de hora: Carlos Martins, na conversão de um livre, obrigou Artur Moraes a excelente intervenção; na sequência do canto, houve novo lance de atrapalhação na defesa bracarense, provocando novo pontapé de canto, mas igualmente sem consequências.

Porém, seria o Braga, praticamente de seguida, igualmente através de um canto, a inaugurar o marcador, colocando-se também, paralelamente, em vantagem na eliminatória.

Aos 29 minutos, numa jogada ensaiada, Hugo Viana marcou um livre atrasado, surgindo o remate de outro jogador do Braga, a sair a rasar o poste, num lance de grande perigo.

Dois minutos decorridos seria Artur Moraes a ter uma intervenção arrojada, fazendo uma barreira a Javi Garcia e Saviola que, já próximo da zona da pequena área, procuravam impelir a bola para a baliza.

Mas a maior perdida da primeira parte, já com 41 minutos, seria novamente protagonizada por Saviola, sem oposição, a rematar cruzado, mas com a bola a embater no poste.

Já em tempo de compensação, Artur Moraes voava para a bola, retirando-a da cabeça de Cardozo, que se preparava para consumar o golo.

A abrir o segundo tempo, o Benfica tentou fazer “filigrana” na grande área bracarense, mas a jogada acabou por se perder.

Porém, durante largos minutos, o Benfica denotaria uma enorme incapacidade de “pegar no jogo”, construir lances de ataque e, consequentemente, criar oportunidades de golo.

Só aos 72 minutos, num lance em velocidade, Fábio Coentrão, procurou aproveitar um ressalto de bola, mas Artur Moraes, de forma destemida, conseguiu uma oposição eficaz.

Aos 79 minutos, o Benfica conseguiria finalmente uma boa jogada, culminada com um potente remate de Nico Gaitán, a que Artur Moraes correspondeu com uma excelente defesa.

Quatro minutos depois o Braga podia ter feito o golo da tranquilidade, não fora as duas atentas (e quase consecutivas) intervenções do guarda-redes Roberto, a outros tantos remates de atacantes bracarenses.

Aos 88 minutos, numa jogada envolvente, que parecia destinada a golo, a bola foi salva quase sobre a linha por Paulão.

A partida chegava ao final; o Benfica somava o 17º jogo consecutivo a sofrer golos, ao mesmo tempo que via interrompida a sua série de 34 encontros a marcar (desde Novembro do ano passado), falhando precisamente quando a falha não era admitida, mesmo após ter disposto de cerca de 75 minutos para procurar o golo que o pudesse levar até à Final.

Que, de forma histórica, será integralmente portuguesa, a disputar em Dublin, entre FC Porto e Braga.


(333) Benfica – Braga – 2-1

28.04.2011 – Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins (65m – Franco Jara), Pablo Aimar, César Peixoto (65m – Nico Gaitán), Javier Saviola (86m – Airton) e Óscar Cardozo

Braga – Artur Moraes, Miguel Garcia, Rodríguez, Paulão, Sílvio, Alan, Vandinho, Hugo Viana (62m – Mossoró), Leandro Salino, Meyong (55m – Custódio) e Lima (84m – Kaká)

1-0 – Jardel – 50m
1-1 – Vandinho – 53m
2-1 – Óscar Cardozo – 59m

Cartões amarelos – Pablo Aimar (53m); Rodríguez (6m), Vandinho (39m) e Miguel Garcia (43m)

Árbitro – Craig Thomson (Escócia)

Neste inédito confronto entre equipas portuguesas nas provas europeias, o Benfica entrou com boa disposição, parecendo pretender marcar cedo, com o Braga a colaborar logo nos primeiros segundos, numa atrapalhação na sua defesa, com um corte arriscado, para canto, com a bola a passar por cima da trave da baliza.

Aos 11 minutos, Javi Garcia teria uma boa iniciativa, mas o guarda-redes Artur Moraes correspondeu com atenção. Na sequência, Cardozo, numa oportuna recarga, introduziria mesmo a bola na baliza bracarense, mas o lance não foi validado por fora-de-jogo.

Mais 10 minutos decorridos, seria Saviola a tentar a sorte, também sem resultados práticos, dada nova intervenção do guarda-redes do Braga. E, uma vez mais, pouco depois da meia-hora de jogo, foi Cardozo a não conseguir ser eficaz. As tentativas do Benfica prosseguiam, aos 41 minutos, por intermédio de Aimar, novamente detida por Artur Moraes.

Já a atingir o último minuto, a mais flagrante ocasião, desperdiçada por Cardozo, que, depois de se isolar, rematou ao poste; na recarga, o pontapé de Carlos Martins embateu na defesa contrária. E, mesmo já em período de compensação, Fábio Coentrão fez um cruzamento-remate, mas não apareceu ninguém para desviar para a baliza…

Em toda a primeira parte, não obstante ter procurado ensaiar alguns contra-ataques, o Braga apenas por uma vez assustou o Benfica, obrigando Roberto a intervir.

Curiosamente, abriria o segundo tempo com um novo grande susto para o Benfica, com Roberto a não segurar a bola, e no ressalto, a surgir também uma recarga bracarense, igualmente em fora-de-jogo, como acontecera com Cardozo, só que, desta vez, Roberto detera já a bola.

Aos 5 minutos, numa boa iniciativa de Maxi Pereira, novo remate de Cardozo, agora de cabeça, a embater no poste, mas, desta feita, a surgir Jardel no sítio certo, a fazer a recarga para o fundo da baliza, inaugurando o marcador. As coisas pareciam começar finalmente correr de feição para o Benfica…

Só que, apenas 3 minutos decorridos, o Braga surpreenderia, num livre convertido por Hugo Viana, com Vandinho a antecipar-se à defesa benfiquista e a restabelecer a igualdade, assim consumando uma incrível série de 15 jogos consecutivos com o Benfica a sofrer golos!

O empate duraria pouco tempo: aos 59 minutos, também na conversão de um livre, Cardozo, com um potente e colocado remate, introduziria a bola no fundo das redes bracarenses, recolocando o Benfica em vantagem.

Depois deste reinício frenético, o jogo acalmaria, desde logo, começando com as paragens provocadas pelas 4 substituições efectuadas até aos 65 minutos.

Aos 75 minutos, o Braga, por intermédio de Lima, teria mais um remate traiçoeiro, a testar a concentração de Roberto. E, novamente, aos 81 minutos, com um remate de longe, com o guarda-redes benfiquista a defender sem dificuldade. Na jogada imediata, Cardozo, em plena área do Braga, atrapalhou-se com a bola, não tendo a capacidade de dar a melhor finalização ao lance, que pedia um remate de primeira. Logo de seguida, seria também Saviola a não acertar da melhor forma na bola, que saiu por alto e ao lado da baliza.

Já em período de descontos, Jara desceu pelo corredor direito, cruzou, mas Paulão impediu que os avançados do Benfica pudessem fazer o desvio final.

Com um extraordinário festival de golos no segundo tempo no Estádio do Dragão, invertendo o resultado de 0-1 para 5-1 (com quatro golos de Falcão!), o FC Porto terá dado um passo definitivo para garantir uma final lusa em Dublin, no próximo dia 18 de Maio. Parece restar apenas saber quem terá por adversário…


(332) PSV Eindhoven – Benfica – 2-2

14.04.2011 – Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)

PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev (85m – Stefan Nijland), Marcelo (72m – Marcus Berg), Francisco Rodríguez, Abel Tamata (73m – Jagos Vukovic), Otman Bakkal, Atiba Hutchinson, Stijn Wuytens, Zakaria Labyad, Balázs Dzsudzsák e Jeremain Lens

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, César Peixoto, Eduardo Salvio (19m – Carlos Martins), Nico Gaitán (79m – Airton), Javier Saviola (67m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo

1-0 – Balázs Dzsudzsák – 17m
2-0 – Jeremain Lens – 25m
2-1 – Luisão – 45m
2-2 – Óscar Cardozo (pen.) – 63m

Cartões amarelos – Abel Tamata (8m), Balázs Dzsudzsák (27m) e Marcelo (35m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Duas oportunas defesas de Isaksson, a remates de Gaitán (5 minutos) e Saviola (10 minutos), impossibilitando que o Benfica desde logo inaugurasse o marcador, denotavam não obstante ilusórias facilidades para este jogo, e, sobretudo, para a eliminatória, que ia ganha de Lisboa.

Porém, passado o primeiro quarto de hora em que a defesa do PSV se mostrou muito oscilante, o golo surgiria… mas para os holandeses. A lesão de Salvio, ainda nesta fase inicial do jogo, terá feito a equipa desconcentrar-se. E, poucos minutos depois, uma boa intervenção de Roberto não seria suficiente para evitar, na recarga, o segundo golo da equipa de Eindhoven.

Ao mesmo tempo que o PSV adquiria confiança, acreditando que, afinal, “era possível”, o Benfica passaria então por um período de cerca de um quarto de hora, de grande desnorte, não acertando com as marcações, não conseguindo “pegar no jogo”. A equipa só conseguiria, de alguma forma, acalmar, já próximo do final do primeiro tempo.

E, quando tudo parecia indicar que sairia para o intervalo no “fio da navalha”, surpreendente e inesperadamente com a eliminatória suspensa por um fio… no último lance da primeira parte, um excelente trabalho de Carlos Martins, superiormente finalizada por Luisão, a conseguir um golo de belo efeito, que se revelaria absolutamente determinante, conferindo ao Benfica o imenso estímulo da necessária tranquilidade para encarar, sem maiores sobressaltos, a etapa complementar.

No recomeço, logo de início, seria novamente o Benfica a criar mais perigo junto da baliza do PSV, por duas ocasiões, mas inconsequentes. A partida entraria então numa toada que era a que mais convinha à equipa portuguesa: jogo algo mastigado, na zona do meio-campo, com o tempo a começar a correr a favor dos benfiquistas.

E Luisão teria mesmo, à passagem da hora de jogo, oportunidade para bisar, na sequência de um pontapé de canto, mas a cabeçada não saiu com a melhor direcção. Praticamente na jogada seguinte, numa excelente arrancada de César Peixoto, pela esquerda, foi ceifado dentro da área, já quase na linha de fundo.

Na conversão da grande penalidade, Cardozo empatava o jogo e confirmava a vitória na eliminatória e consequente apuramento do Benfica para as 1/2 Finais, 17 anos depois da última presença nessa fase de uma competição europeia (então na Taça dos Vencedores de Taças).

Pela primeira vez na história das provas europeias – ao fim de 55 anos – um inédito triplo apuramento de clubes lusos para as 1/2 Finais, também com uma estreia absoluta de confronto entre duas equipas nacionais: Benfica e Braga disputarão entre si a presença na Final de Dublin. FC Porto, frente ao Villarreal, poderá proporcionar um epílogo extraordinário, o de uma Final portuguesa!


(331) Benfica – PSV Eindhoven – 4-1

07.04.2011 – Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (78m – César Peixoto), Nico Gaitán (78m – Franco Jara), Javier Saviola e Óscar Cardozo (90m – Felipe Menezes)

PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev, Marcelo, Wilfred Bouma, Erik Pieters (72m – Stijn Wuytens), Atiba Hutchinson, Otman Bakkal, Orlando Engelaar, Jeremain Lens, Balázs Dzsudzsák e Marcus Berg (78m – Zakaria Labyad)

1-0 – Pablo Aimar – 37m
2-0 – Eduardo Salvio – 45m
3-0 – Eduardo Salvio – 52m
3-1 – Zakaria Labyad – 80m
4-1 – Javier Saviola – 90m

Cartões amarelos – Orlando Engelaar (54m) e Erik Pieters (68m); Javi García (86m)

Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)

Um remate de belo efeito, de Saviola, ao poste, dava o mote, logo aos 7 minutos, evidenciando uma atitude de conquista por parte do Benfica. Que manteria o controlo do jogo pelo tempo fora, com o PSV a dar o primeiro sério aviso, apenas já com 20 minutos decorridos, numa desconcentração da defesa benfiquista, com Berg a falhar o alvo.

Por volta da meia-hora, o Benfica intensificaria a pressão, e, de forma quase consecutiva, fez perigar por várias vezes o último reduto da equipa holandesa.

Aos 29 minutos, Cardozo, “enchendo o pé”, rematou do “meio da rua”, obrigando Isaksson a mostrar toda a sua atenção, com uma bela estirada. E, no minuto seguinte, um remate de Saviola, a cruzar a pequena área a meia altura, com Gaitán, de cabeça, a não conseguir desviar da melhor forma, numa jogada de grande perigo. E, mais 3 minutos decorridos, Cardozo a introduzir mesmo a bola na baliza, mas em clara posição de “fora-de-jogo”, já na pequena área.

Tanto ameaçou a equipa benfiquista, que o golo acabaria mesmo por chegar, estavam decorridos 37 minutos, com Aimar, muito oportuno, a aproveitar uma bola que Cardozo, em queda, não conseguira dominar.

Culminando um quarto de hora de bom nível, já mesmo a fechar o primeiro tempo, e após mais um lance sem a melhor finalização, por parte de Salvio, seria o próprio a conseguir finalizar uma boa jogada colectiva, ampliando a vantagem para 2-0, estabelecendo uma margem bastante apetecível na eliminatória.

Na abertura da etapa complementar, o Benfica continuaria a mostrar uma boa disposição; aos 6 minutos, criou mais uma boa oportunidade, a que faltou apenas a finalização, para, no minuto imediato, surgir novamente Salvio, com uma excelente execução, tirando dois adversários do caminho, e rematando cruzado, sem hipóteses de defesa para Isaksson, elevando a marca para 3-0.

Ao longo de todo o período até então decorrido, a equipa do PSV parecia ausente do jogo, sem evidenciar capacidade para criar qualquer lance ofensivo; apenas já próximo da hora de jogo voltaria a criar perigo, com Luisão a evitar que Berg pudesse marcar.

Aos 63 minutos, mais uma bela iniciativa de Salvio, com Saviola, do lado esquerdo, a não conseguir cabecear da melhor forma. O jogo animava, e o PSV criaria então, no minuto seguinte, de forma consecutiva, dois lances de muito perigo para a baliza benfiquista.

Para aos 66 minutos, mais um excelente pontapé de Cardozo, e Isaksson, de novo,  a corresponder com uma magnífica intervenção. Pouco depois, aos 69, um livre, rematado em força por Cardozo, cruzou toda a área do PSV, entre uma “floresta de pernas”, sem tabelar em ninguém… que a fizesse anichar nas redes.

Aos 73 minutos, ocorreria um lance com alguma similitude, mas agora na defesa benfiquista, com a bola a percorrer de forma transversal, toda a área, sem que ninguém aparecesse a desviar.

O Benfica não teria então a capacidade para acalmar o ritmo de jogo, refreando o impulso de atacar, que, em contraponto, começava a proporcionar a PSV a possibilidade de rápidos contra-ataques… que acabariam por frutificar, aos 80 minutos, com mais uma intervenção deficiente de Roberto, a não segurar uma bola centrada do lado esquerdo, deixando-a à mercê do desvio fatal de Labyad, já na zona da pequena área.

Mas o melhor estava guardado para o fim: uma fantástica execução de Javier Saviola, dando a melhor sequência a mais uma assistência de Fábio Coentrão (que também oferecera já um golo a Salvio) a fixar o resultado final em 4-1, assim conferindo ao marcador uma expressão mais ajustada ao efectivo desenrolar desta partida.


(330) Paris St.-Germain – Benfica – 1-1

17.03.2011 – Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará (78m – Jean-Eudes Maurice), Sylvain Armand, Mamadou Sakho, Siaka Tiéné, Claude Makélélé, Clément Chantôme, Christophe Jallet, Nenê, Mathieu Bodmer (68m – Ludovic Giuly) e Mevlüt Erdinç (68m – Guillaume Hoarau)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (80m – César Peixoto), Nico Gaitán (90m – Jardel), Javier Saviola (64m – Carlos Martins) e Óscar Cardozo

0-1 – Nico Gaitán – 27m
1-1 – Mathieu Bodmer – 35m

Cartões amarelos – Clément Chantôme (72m) e Sylvain Armand (82m); Pablo Aimar (29m) e Maxi Pereira (78m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

A partida decorria em toada morna, sem uma tendência definida, quando – já com 27 minutos de jogo – um remate cruzado de NIco Gaitán, mas que saiu ao primeiro poste, traiu o guarda-redes da equipa francesa, parecendo ser o tónico ideal para elevar os níveis de confiança do Benfica (que chegava a Paris com a vantagem mínima e com a ameaça de ter concedido um golo em casa), não obstante, no entretanto, Roberto tenha sido chamado a intervenção apertada no minuto imediato ao golo benfiquista.

Porém, poucos minutos depois, o Paris St.-Germain, numa boa iniciativa, num remate de boa execução de Bodmer, chegaria mesmo ao golo, restabelecendo o empate, assim prontamente reentrando na disputa da eliminatória.

E o Benfica voltaria a mostrar alguma intranquilidade e desconcentração defensiva quase ao findar da primeira parte, por duas vezes, primeiro numa bola que cruzou toda a área, acabando por se perder, e, pouco depois, com um remate perigoso que não saiu muito distante da baliza.

O mínimo que se poderia dizer era que o resultado de 1-1 ao intervalo não era mau para o Benfica… que, numa atitude de expectativa, muito pouco tinha feito para merecer mais, perante uma enorme falange de apoio de adeptos nas bancadas (estimada em cerca de 30 mil, do total de 44 mil espectadores). Até porque, um hipotético segundo golo benfiquista, sentenciaria muito provavelmente o desfecho da eliminatória.

No reinício, o Benfica teria a sua melhor iniciativa de jogo, logo aos 52 minutos, com Cardozo e Fábio Coentrão a levarem o perigo até bem perto da baliza da equipa da casa, mas Saviola a não conseguir concretizar. Pouco depois, beneficiaria ainda, de forma consecutiva, de dois pontapés de canto, mas que seriam inconsequentes.

E, aos 60 minutos, numa boa combinação, envolvendo uma vez mais Fábio Coentrão e Cardozo, o avançado benfiquista obrigaria o guardião adversário a uma boa intervenção, a que se seguiu novo canto, em mais uma ocasião de perigo.

Logo depois de uma perigosa ofensiva do Paris St.-Germain, um endiabrado Coentrão conseguiria fugir aos alas do lado direito, mas o companheiro que seguia a jogada não compreendeu o lance, não se tendo desmarcado para o local apropriado. E, de imediato, novamente Cardozo a rematar à baliza.

O ritmo de jogo tivera uma forte aceleração; começariam então as substituições. Apenas aos 78 e 79 minutos, voltaria a haver frisson, primeiro com uma jogada já em plena pequena área, com uma atabalhoada defesa benfiquista com grandes dificuldades para aliviar a bola, e, de imediato, na sequência do respectivo canto.

Em mais uma imparável arrancada de Coentrão, já jogando pelo meio (depois da entrada de César Peixoto para lateral esquerdo), o benfiquista só seria parado pelo recurso a uma falta grosseira (que custou um cartão amarelo / alaranjado a Sylvain Armand), de cuja conversão do respectivo livre resultaria mais um lance de perigo, todavia não aproveitado pelo Benfica.

Já a 3 minutos do final, Nico Gaitán ainda ensaiaria uma imitação da jogada antes protagonizada pelo companheiro, mas não seria bem sucedido.

Ao longo de 5 compridos minutos de período de compensação, um Parque dos Príncipes verdadeiramente ao rubro começara já a festejar exuberantemente a sofrida (até ao último segundo…) passagem do Benfica aos 1/4 Final da Liga Europa.


(329) Benfica – Paris St.-Germain – 2-1

10.03.2011 – Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (66m – Franco Jara), Nico Gaitán (71m – Pablo Aimar), Carlos Martins (85m – César Peixoto), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará, Sammy Traoré, Sylvain Armand, Tripy Makonda (75m – Florian Makhedjouf), Zoumana Camara, Clément Chantôme, Péguy Luyindula (44m – Jean-Eudes Maurice), Nenê, Mevlüt Erdinç e Mathieu Bodmer (70m – Neeskens Kebano)

0-1 – Péguy Luyindula – 14m
1-1 – Maxi Pereira – 42m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Eduardo Salvio (26m); Sylvain Armand (30m), Ceará (39m), Nenê (83m) e Zoumana Camara (90m)

Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)

Numa partida em que o Benfica denotou algum nervosismo  e ansiedade, a par de falta de concentração na defesa, não acertando com as marcações, repetiu-se o sucedido nos últimos 4 encontros disputados no Estádio da Luz: começar a perder, conseguir a reviravolta no marcador, e acabar por vencer por 2-1 (assim sucedeu nos jogos com o Stuttgart, Marítimo e Sporting).

Frente a uma equipa que se caracteriza pelo seu perigoso contra-ataque, que, por regra, consegue marcar golos nos jogos fora de casa – e depois de, logo a abrir o jogo, a equipa benfiquista ter obrigado o guardião do conjunto francês a excelente intervenção (o que, aliás, viria a repetir, aos 25 minutos, com Edel a dar a melhor resposta a um potente remate de Cardozo, na conversão de um livre) -, o Paris St.-Germain, para além de ter inaugurado o marcador, ainda antes dos 15 minutos, teria pelo menos mais duas flagrantes oportunidades de golo, com o Benfica a revelar dificuldades em controlar o jogo.

A equipa portuguesa acabaria por ter a felicidade de, nessa fase menos boa, conseguir, ainda antes do intervalo, o golo da igualdade, que, naturalmente, contribuiria para encarar a segunda parte com outra tranquilidade e confiança.

E, efectivamente, nessa metade complementar, o rumo do encontro viria a alterar-se substancialmente, em virtude do ritmo e velocidade impostos pela equipa do Benfica.

O curso do jogo ficaria então ainda marcado por um lance que o árbitro não sancionou com grande penalidade, aos 72 minutos, por claro derrube a um benfiquista em plena área.

Tal não impediu – ou terá porventura contribuído ainda mais – para um decisivo acelerar da equipa portuguesa, à entrada para o quarto de hora final, com o Benfica a carregar bastante, exercendo tal pressão que ameaçava fazer vacilar os parisienses, empurrando-os para as imediações da sua baliza, fazendo lembrar a fase final do recente jogo com o Sporting para as 1/2 Finais da Taça da Liga.

À semelhança do sucedido nesse jogo, adivinhava-se claramente o golo do Benfica, que acabaria por surgir com naturalidade.

Curiosamente – talvez recordando-se da similitude da evolução do jogo e do marcador da eliminatória anterior, frente ao Stuttgart -, a equipa benfiquista acabaria, nos minutos derradeiros, por procurar sobretudo conservar a vantagem, que, sendo mínima, poderá ser decisiva para o jogo da próxima semana em Paris, em que, se antecipa, irá “jogar em casa”, com o apoio de uma grande mole de emigrantes portugueses.


(328) Stuttgart – Benfica – 0-2

24.02.2011 – Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

Stuttgart – Marc Ziegler (52m – Sven Ulreich), Khalid Boulahrouz (61m – Timo Gebhart), Georg Niedermeier, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic, Martin Harnik, Tamás Hajnal (78m – Élson), Shinji Okazaki e Sven Schipplock

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Airton, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Pablo Aimar (73m – Carlos Martins), Franco Jara (90m – Alan Kardec) e Óscar Cardozo (88m – Felipe Menezes)

0-1 – Eduardo Salvio – 31m
0-2 – Óscar Cardozo – 78m

Cartões amarelos – Matthieu Delpierre (46m), Shinji Okazaki (77m), Timo Gebhart (81m) e Cristian Molinaro (90m); Sidnei (44m) e Carlos Martins (81m)

Cartão vermelho – Zdravko Kuzmanovic (90m)

Árbitro – Mike Dean (Inglaterra)

Com uma vantagem mínima arrancada na primeira mão, o Benfica assumiu – tal como prometera Jorge Jesus – que necessitava de marcar na Alemanha para alcançar o apuramento. E entrou com boa disposição neste jogo, com Gaitán a ameaçar, logo aos 6 minutos, com um remate em jeito de “folha seca”, pleno de intencionalidade, a obrigar o guardião contrário a uma estirada para afastar a bola por sobre a barra.

E, novamente aos 18 minutos, com uma desmarcação na cara do guarda-redes, a fazer a mancha e a levar a melhor sobre Fábio Coentrão, que se conseguira isolar, não tendo contudo conseguido evitar o último obstáculo para o golo.

Golo que acabaria por surgir aos 31 minutos, culminando da melhor forma um pontapé de canto, com Salvio, a “encher o pé”, à entrada da área, a rematar forte e colocado, sem hipótese de defesa.

O Stuttgart obrigara também Roberto a intervir em dois ou três lances ofensivos, mas a nota dominante do primeiro tempo fora do Benfica.

No reinício, logo aos 2 minutos e, de imediato, no minuto seguinte, o guarda-redes alemão, com duas intervenções arrojadas, negaria novo golo ao Benfica, na segunda delas, sendo atingido de forma arrepiante, de forma involuntária, fruto da dinâmica do movimento corporal, primeiro por Gaitán (uma joelhada na cabeça) e, de imediato, por Delpierre, que caiu também sobre a cabeça do desamparado colega, que acabaria por ter de sair do estádio, para receber assistência hospitalar.

Aos 60 minutos, Luisão, na cara do guarda-redes, na zona da pequena área, desperdiçaria inacreditavelmente o golo, não obstante ter recebido a bola um pouco alta, rematando bastante por cima da baliza.

Cardozo replicaria o falhanço, aos 71 minutos, antes de Okazaki, por duas vezes, ter ameaçado seriamente a baliza benfiquista, primeiro com um remate a rasar a trave e, logo de seguida, obrigando Roberto a uma magnífica intervenção para conseguir defender a bola.

A eliminatória ficaria definitivamente sentenciada quando Cardozo, aos 78 minutos, na sequência de mais uma boa iniciativa de Franco Jara, rematou forte, com a bola ainda a embater no poste antes de se anichar no fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Até final – jogar-se-ia até ao minuto 97 – não haveria muito mais a ser digno de nota especial, com o Benfica a gerir a vantagem no jogo e na eliminatória.

Alcançando, pela primeira vez no seu longo historial europeu, a vitória na Alemanha, o que conseguiu de forma muito segura – ampliando para 16 a sua fantástica série de vitórias consecutivas -, o Benfica avança na Liga Europa, prosseguindo para os 1/8 Final, em que reencontrará (depois de se terem defrontado já na época 2006-07) a equipa francesa do Paris Saint-Germain.


(327) Benfica – Stuttgart – 2-1

17.02.2011 – Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (75m – Alan Kardec), Nico Gaitán, Pablo Aimar (75m – Carlos Martins), Franco Jara (87m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

Stuttgart – Sven Ulreich, Khalid Boulahrouz, Serdar Tasci, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic (76m – Georg Niedermeier), Martin Harnik, Tamás Hajnal (63m – Élson),Shinji Okazaki e Cacau

0-1 – Martin Harnik – 21m
1-1 – Óscar Cardozo – 70m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Fábio Coentrão (42m), Javi García (88m) e Maxi Pereira (90m); Tasci (14m), Harnik (26m) e Delpierre (59m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Com a confiança proporcionada por 13 vitórias consecutivas (desde a partida com o Schalke, a 7 de Dezembro) – 16 triunfos, se considerarmos apenas os jogos a nível interno (desde a derrota com o FC Porto, a 7 de Novembro) -, reforçada pela magnífica exibição do último jogo, frente ao Guimarães, o Benfica ver-se-ia de alguma forma surpreendido pelo atrevimento do Stuttgart (que, ao invés, luta desesperadamente por sair dos lugares de despromoção da bundesliga), que não mostrou temor, procurando jogar de igual para igual.

E, quando à passagem dos 20 minutos, a equipa alemã, com um chapéu de belo efeito sobre Roberto, se colocou em vantagem, a dúvida instalou-se na equipa benfiquista; até final da primeira parte, faltaria a tranquilidade necessária para uma reacção apropriada à tendência do jogo e do marcador.

No segundo tempo o Benfica surgiria transfigurado, para muito melhor. Talvez pela mentalização recebida ao intervalo, a equipa readquiriu a confiança, partindo deliberadamente para o ataque, em busca do golo.

Seria porém necessário porfiar bastante, até, por fim, conseguir, primeiro o empate – num excelente remate de meia-distância de Cardozo -, pouco depois a reviravolta no marcador, num magnífico balão de Franco Jara, de longa distância, a embater ainda na barra antes de cair sobre (para além d)a linha de golo, onde Cardozo surgiu a confirmar o golo.

Não faltava já muito tempo para o final do encontro, mas o Benfica criaria ainda diversas ocasiões de perigo, em particular nos minutos derradeiros, inclusivamente já em período de compensação, culminando mais uma boa exibição, e aumentando para 14 o número desta sua extraordinária série de triunfos (com um score global de 40 golos marcados e 7 sofridos).

Do “mal o menos”, a equipa portuguesa parte em vantagem para a segunda mão, onde a chave da eliminatória poderá estar numa atitude que não seja centrada na mera defesa da escassa margem hoje alcançada.


(326) Benfica – Schalke 04 – 1-2

07.12.2010 – Liga dos Campeões – 6ª Jornada

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira (45m – Nico Gaitán), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ruben Amorim, César Peixoto (45m – Pablo Aimar), Carlos Martins (79m – Eduardo Salvio), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Schalke 04Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida, Benedikt Höwedes, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Peer Kluge (82m – Joel Matip), Kyriakos Papadopoulos, José Manuel Jurado (88m – Erik Jendrisek), Ivan Rakitic, Klaas-Jan Huntelaar (85m – Edu) e Raúl González

0-1 – José Manuel Jurado – 19m
0-2 – Benedikt Höwedes – 81m
1-2 – Luisão – 87m

Cartões amarelos – David Luiz (68m), Javier Saviola (71m) e Pablo Aimar (77m); Klaas-Jan Huntelaar (63m) e Ivan Rakitic (78m)

Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)

Uma equipa sem rumo, orientação ou estratégia, acabou por ser salva, nos instantes finais desta fase de Grupos, pelo francês Alexandre Lacazette, marcador do golo do empate do Lyon frente ao Hapoel Tel-Aviv, que permite ao Benfica prosseguir para a Liga Europa, depois de, durante cerca de 20 minutos, “ter estado fora” das provas europeias (enquanto a equipa israelita esteve na posição de vencedora, em Lyon).

Esta noite, havia uma óbvia interdependência entre os jogos de Lisboa e de Lyon: Benfica e Olympique Lyonnais podiam “entreajudar-se”, na medida em que os franceses necessitavam que o Benfica vencesse para alcançar o 1º lugar do Grupo, enquanto que, aos portugueses, bastava o empate na partida disputada em França.

Cedo se tornou evidente porém que o Benfica não iria cumprir a sua “parte no acordo” e que o Lyon estaria irremediavelmente afastado da liderança do grupo, em detrimento do Schalke. Dependente do que se passava em França, a equipa portuguesa acabaria por beneficiar da “boa vontade” dos franceses (numa altura em que já nada tinham a ganhar em termos de classificação), para se juntar a FC Porto, Sporting e, provavelmente, Braga (caso não consiga prosseguir na Liga dos Campeões) nos 1/16 Final da Liga Europa.

Efectivamente, hoje, no Estádio da Luz, o Benfica nunca mostrou capacidade, chama, nem talvez vontade de inverter o rumo dos acontecimentos, num encontro cujo desfecho se começou a desenhar ainda antes de concluídos os primeiros 20 minutos, com um golo sofrido, em mais uma falha defensiva.

Em desvantagem, faltou qualidade ao futebol do Benfica para que se pudesse equacionar a possibilidade de “dar a volta” ao marcador, tendência que assumiria carácter ainda mais definitivo quando, a cerca de 10 minutos do termo, o Schalke ampliou a vantagem.

Já “liberto de responsabilidades”, conformado com o seu destino, então entregue à mercê de uma ajuda do Lyon (que chegaria mesmo quase a findar), o Benfica acabaria por, num assomo final, marcar o seu tento de honra, animando os minutos derradeiros (disporia ainda de uma ocasião para empatar, por via de um remate que, contudo, embateu no poste)… ao mesmo tempo que se aguardava o final da partida em França.

Assim se encerrava uma campanha muito cinzenta no regresso da equipa à Liga dos Campeões, com uma breve passagem, de transição – alcançada in-extremis – para a segunda prova do futebol europeu de clubes.


(325) Hapoel Tel-Aviv – Benfica – 3-0

24.11.2010 – Liga dos Campeões – 5ª Jornada

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman, Dedi Ben-Dayan, Gil Vermouth, Shay Abutbul (77m – Valeed Badier), Avihai Yadin, Eran Zahavi, Itay Shechter (58m – Yossi Schivhon) e Toto Tamuz (66m – Ben Sahar)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García (79m – Franco Jara), Eduardo Salvio (65m – Carlos Martins), Pablo Aimar, Nico Gaitán, Javier Saviola (45m – Óscar Cardozo) e Alan Kardec

1-0 – Eran Zahavi – 24m
2-0 – Douglas da Silva – 74m
3-0 – Eran Zahavi – 90m

Cartões amarelos – Dedi Ben-Dayan (33m), Avihai Yadin (43m) e Bevan Fransman (52m); Javier Saviola (28m)

Árbitro – Alain Hamer (Luxemburgo)

Dois lances de bola parada, convertidos em golo pela equipa israelita – a que se somou, já em tempo de compensação, um terceiro tento – resultaram na terceira derrota do Benfica em 3 jogos disputados fora do seu terreno na presente edição da Liga dos Campeões, e na consequente eliminação da prova, podendo mesmo colocar em risco a continuidade da equipa nas provas europeias (via Liga Europa), uma vez que dispõe agora de apenas 2 pontos de vantagem sobre o Hapoel Tel-Aviv.

Frente a um adversário que não lhe é, de todo, superior, a equipa portuguesa pareceu entrar em jogo na disposição de procurar lutar pela vitória, conseguindo, de início, controlar o jogo. Porém, com a obtenção do primeiro golo pela equipa de Israel, o Benfica como que começou a descrer das suas capacidades, perdendo alguma confiança.

Não obstante ter porfiado na busca do golo e continuar, até ao 2-0, a ser “mais equipa”, desta partida – em que o Benfica averba uma pesada e algo desprestigiante derrota – fica sobretudo a imagem de uma extrema incapacidade concretizadora, não conseguindo aproveitar nenhum dos 21 (!) pontapés de canto que dispôs, nem dos 24 remates que efectuou…

E, para além de algumas ocasiões de golo (pelo menos 3 delas flagrantes, incrivelmente desperdiçadas por Alan Kardec e Óscar Cardozo), e a par de uma grande fragilidade / desconcentração defensiva, uma tão notória quanto inesperada falta de competitividade ao mais alto nível do futebol europeu, sobretudo nos jogos disputados no estrangeiro.

Veremos se será ainda possível “salvar a face” na Liga Europa… o que implica, em primeira análise, que o Benfica consiga lá chegar!


(324) Benfica – Lyon – 4-3

02.11.2010 – Liga dos Campeões – 4ª Jornada

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Carlos Martins (75m – Felipe Menezes), Eduardo Salvio, Fábio Coentrão, Javier Saviola (70m – Franco Jara) e Alan Kardec (72m – Weldon)

LyonLyon – Hugo Lloris, Anthony Réveillère, Cris, Pape Malickou Diakhaté (59m – Bafétimbi Gomis), Dejan Lovren, Maxime Gonalons, Miralem Pjanic (71m – Jean Makoun), Yoann Gourcuff, Michel Bastos, Jeremy Pied (71m – Alexandre Lacazette) e Jimmy Briand

1-0 – Alan Kardec – 20m
2-0 – Fábio Coentrão – 32m
3-0 – Javi Garcia – 42m
4-0 – Fábio Coentrão – 67m
4-1 – Yoann Gourcuff – 75m
4-2 – Bafétimbi Gomis – 85m
4-3 – Dejan Lovren – 90m

Cartões amarelos – Luisão (24m), Javier Saviola (60m) e Roberto (90m); Miralem Pjanic (22m) e Dejan Lovren (24m)

Árbitro – Craig Thomson (Escócia)

No regresso às noites de glória na Europa do futebol, o Benfica conquistou hoje uma importante vitória sobre o Olympique de Lyon (semi-finalista na última edição da Liga dos Campeões, e que contava por vitórias os jogos disputados na presente edição), alicerçada num brilhante desempenho a nível das transições ofensivas, em rápidos contra-ataques.

E se fora surpreendente a forma como o Benfica chegou a uma vantagem de 4 golos, mais inesperada ainda seria a evolução registada no último quarto de hora, com o Lyon a conseguir colocar o marcador na diferença mínima.

E isto num jogo que logo desde início fora caracterizado por uma alta rotação, de parte a parte, com o Benfica a assumir a iniciativa, mas com o Lyon a ter dois lances de golo bem anulados, um por fora-de-jogo, outro por um ajeitar da bola com o braço antes do remate.

Também com a inusitada particularidade de os 4 golos da equipa portuguesa terem saído dos pés de Carlos Martins – com uma exibição fantástica a pautar o jogo benfiquista -, com excelentes assistências / aberturas, a que Alan Kardec, Fábio Coentrão e Javi Garcia deram a melhor sequência, em especial os dois belíssimos golos de Fábio Coentrão (o primeiro culminando uma muito boa jogada de futebol colectivo; o segundo com uma magnífica execução, a desviar a bola do alcance do guarda-redes adversário).

Com 4-0 à entrada do quarto de hora final – e numa altura em que tinha feito já três alterações ao seu xadrez -, o Benfica deslumbrou-se, desconcentrando-se, baixando de rendimento (como que “desligando os motores”), permitindo que o Lyon marcasse por três vezes, reduzindo a expressão da vitória que assumia, até então, foros de sensação, a uma desvantagem tangencial.


(323) Lyon – Benfica – 2-0

20.10.2010 – Liga dos Campeões – 3ª Jornada

LyonLyon – Hugo Lloris, Anthony Réveillère, Cris, Pape Malickou Diakhaté, Aly Cissokho, Maxime Gonalons, Yoann Gourcuff (71m – Kim Källström), Miralem Pjanic, Jimmy Briand, Michel Bastos (64m – Jeremy Pied) e Lisandro Lopez (82m – Bafétimbi Gomis)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Nico Gaitán, Carlos Martins (77m – Eduardo Salvio), Pablo Aimar (71m – Franco Jara), Javier Saviola (57m – César Peixoto) e Alan Kardec

1-0 – Jimmy Briand – 21m
2-0 – Lisandro Lopez – 51m

Cartões amarelos – Anthony Réveillère (41m); Nico Gaitán (34m), Carlos Martins (37m) e Javi García (67m)

Cartão vermelho – Nico Gaitán (43m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

Frente a uma equipa do Lyon que contava duas vitórias nos dois jogos já disputados na presente edição da Liga dos Campeões, o Benfica começou por adoptar uma postura de contenção, de controlo do jogo, caracterizado de início por uma toada de “jogo morno”, sem que houvesse ocasiões de perigo, nem qualquer momento de frisson… até que, na mesma jogada, os visitados começaram por rematar ao poste, e, na sequência, Carlos Martins, deambulando sem rumo na zona intermediária, teria uma comprometedora perda de bola, aproveitada da melhor forma pela equipa francesa para inaugurar o marcador.

Com a equipa portuguesa já em desvantagem, perdendo alguma tranquilidade e ligação no seu futebol, a segunda metade do primeiro tempo acabaria por ficar marcada pela amostragem, pelo árbitro – por três vezes, no espaço de apenas 9 minutos -, do cartão amarelo, a última delas culminando na expulsão de Nico Gaitán, saindo assim o Benfica para o intervalo também em inferioridade numérica, podendo então antecipar-se uma difícil tarefa para a etapa complementar do jogo.

E, logo no reinício, perante um posicionamento corajoso do Benfica, procurando jogar o jogo pelo jogo, as coisas animariam bastante: em apenas cerca de 5 minutos, Lisandro Lopez desperdiçaria de forma inacreditável uma soberana ocasião de golo, “à boca da baliza”, lance seguido de novo remate ao poste, e, na sequência, uma defesa em último recurso de Roberto, permitindo contudo a recarga vitoriosa do mesmo Lisandro…

Apenas mais um quarto de hora decorrido, Roberto voltaria a estar em plano de grande evidência, com mais duas defesas impossíveis, em remates “à queima-roupa”, embora tivesse sido sancionada a jogada com fora-de-jogo.

Paradoxalmente, seria então, na fase derradeira da partida, já com o jogo perdido, que o Benfica subiria de rendimento, chegando a ameaçar a baliza adversária, com uma sequência de cantos (quatro, entre os 77 e 82 minutos), embora sem a correspondente e indispensável finalização… com alguma naturalidade, o marcador acabaria por não sofrer alteração.


(322) Schalke 04 – Benfica – 2-0

29.09.2010 – Liga dos Campeões – 2ª Jornada

Schalke 04Schalke 04 – Manuel Neuer, Atsuto Uchida (58m – Hans Sarpei), Kyriakos Papadopoulos, Christoph Metzelder, Lukas Schmitz, Jefferson Farfán, Joel Matip, Ivan Rakitic (66m – Jermaine Jones), José Manuel Jurado (78m – Peer Kluge), Klaas-Jan Huntelaar e Raúl González

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Nico Gaitán (46m – Eduardo Salvio), Carlos Martins, Fábio Coentrão, Javier Saviola (63m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo (71m – Alan Kardec)

1-0 – Jefferson Farfán – 73m
2-0 – Klaas-Jan Huntelaar
– 85m

Cartões amarelos – Atsuto Uchida (57m) e Jefferson Farfán (62m); Nico Gaitán (45m), Salvio (49m) e Javi García (56m)

Árbitro – Gianluca Rocchi

Escudado na vitória alcançada na ronda inaugural da prova, e perante um adversário intranquilo face ao péssimo arranque de campeonato na Alemanha, o Benfica iniciou o jogo com determinação, em busca do golo, que não conseguiria concretizar, não obstante algumas oportunidades criadas, logo aos 2 minutos (Cardozo), e, novamente, aos 13 minutos (Saviola), para além de ter beneficiado de dois pontapés de canto consecutivos (7 minutos).

Contudo, depois de uma fase inicial de domínio benfiquista, pressionando o adversário e não concedendo espaços, por volta dos 20 minutos o Schalke começou a equilibrar o jogo. Até final da primeira metade não haveria grandes ocasiões a assinalar, à excepção de um remate de Raúl ao poste, com Roberto a defender superiormente a recarga de Rakitic.

No recomeço, nova boa entrada da equipa portuguesa, com duas jogadas de ataque nos minutos iniciais, com Salvio a dinamizar o sector ofensivo… seria, porém, “sol de pouca dura”.

Aproveitando uma falha de César Peixoto, não conseguindo o corte de cabeça, a equipa alemã colocar-se-ia em vantagem, com um remate cruzado, sem hipóteses para o guarda-redes benfiquista. Logo aí se percebeu que dificilmente o Benfica teria a capacidade de reacção necessária.

Já na fase derradeira do encontro, e depois de Cardozo ter saído lesionado, o Schalke dilataria mesmo a vantagem, com um segundo golo, por intermédio de Huntelaar, que, para já, veio desequilibrar as contas da classificação do Grupo a favor dos alemães.


(321) Benfica – Hapoel Tel-Aviv – 2-0

14.09.2010 – Liga dos Campeões – 1ª Jornada

BenficaBenfica – Roberto, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins, Pablo Aimar (71m – Airton), Nico Gaitán (57m – Maxi Pereira), Javier Saviola (87m – César Peixoto) e Óscar Cardozo

Hapoel Tel-AvivHapoel Tel-Aviv – Vincent Enyeama, Dani Bondarv, Douglas da Silva, Bevan Fransman (74m – Valeed Badier), Dedi Ben-Dayan, Romain Rocchi (61m – Yossi Schivhon), Avihai Yadin, Gil Vermouth, Eran Zahavi, Ben Sahar (58m – Toto Tamuz) e Itay Shechter

1-0 – Luisão – 21m
2-0 – Óscar Cardozo – 68m

Cartões amarelos – Shechter (22m) e Dedi Ben-Dayan (60m)

Árbitro – Aleksei Nikolaev (Rússia)

No regresso à Liga dos Campeões, três anos após a sua última participação, recebendo a equipa com menos credenciais do Grupo – não obstante o bom desempenho realizado pelos israelitas na época passada na Liga Europa -, o Benfica entrou em campo com a disposição de assumir a iniciativa de jogo, em busca da vitória.

Contudo, após uma primeira fase de jogo algo morno, o Benfica tinha já passado por alguns sustos, inclusivamente com um jogador da equipa de Israel a ser tocado em plena grande área por Luisão, quando, estavam decorridos 21 minutos, o defesa central, instalado na área adversária, deu a melhor sequência a um cruzamento de Carlos Martins, com um bom pontapé.

A vencer, o Benfica continuaria a ser, ao longo do tempo de jogo, a equipa com maior propensão ofensiva, embora sempre numa toada algo prudente, com o Hapoel a jogar também numa estratégia de risco mínimo.

Na sequência de um falhanço de Óscar Cardozo, o avançado benfiquista começaria a ouvir alguns apupos, o que o levaria – poucos minutos depois, ao conseguir, com facilidade, empurrar a bola para a baliza, consumando o segundo golo da equipa portuguesa – a fazer um gesto com o indicador sobre a boca, mandando calar os adeptos… o que acabaria por gerar uma ampla vaga de assobios.

A partir do segundo golo, o Benfica soltou-se, o jogo abriu e houve mais algumas ocasiões de perigo, principalmente na área da equipa de Israel, mas, também, numa ou noutra ocasião, próximo da baliza de Roberto. Não obstante, com o ritmo de jogo intervalado pelas substituições, o resultado acabaria por não sofrer alteração.

Sem deslumbrar, uma entrada segura, com o “pé direito”, do Benfica, nesta fase de Grupos da Liga dos Campeões.


###2009-10


(320) Liverpool – Benfica – 4-1

08.04.2010 – Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)

LiverpoolLiverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Jamie Carragher, Sotirios Kyrgiakos, Daniel Agger, Javier Mascherano, Lucas, Steven Gerrard (88m – Alberto Aquilani), Dirk Kuyt, Yossi Benayoun (90m – Nabil El Zhar) e Fernando Torres (86m – David Ngog)

BenficaBenfica – Júlio César (81m – Moreira), Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Ramires, Carlos Martins (67m – Alan Kardec), Di María, Pablo Aimar (87m – Fábio Coentrão) e Óscar Cardozo

1-0 – Dirk Kuyt – 27m
2-0 – Lucas – 34m
3-0 – Fernando Torres – 59m
3-1 – Óscar Cardozo – 70m
4-1 – Fernando Torres – 82m

Cartões amarelos – Yossi Benayoun (75m); Pablo Aimar (84m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

No jogo da 2ª mão dos 1/4 Final da Liga Europa, a equipa do Benfica teria uma entrada personalizada, pressionante, com posse de bola e investindo no meio-campo adversário, conseguindo mesmo os dois primeiros pontapés de canto da partida.

A partir do quarto de hora, o Liverpool começaria a inverter a tendência, ganhando alguma superioridade, que culminaria com a concretização de um golo algo controverso, primeiro anulado e só num momento subsequente validado pelo árbitro, aparentemente por indicações contraditórias dos árbitros assistentes, dada a entrada de rompante de Dirk Kuyt na área de protecção do guarda-redes.

Pouco depois, numa falha de concentração da defesa benfiquista, com uma excelente diagonal da ofensiva do Liverpool, surgindo Lucas isolado perante um Júlio César hesitante na saída da baliza, a ficar a meio caminho, com o jogador da equipa inglesa a não ter grande dificuldade para ampliar a vantagem.

Abanando um pouco, o Benfica começou a procurar um jogo mais directo, de lançamentos em profundidade para a zona defensiva do Liverpool; paradoxalmente teria então, a findar a primeira parte, a melhor oportunidade de marcar, com Sidnei, na esquerda, no enfiamento da linha de pequena área, a rematar/centrar, com a bola a cruzar toda a área de baliza… sem que Cardozo conseguisse ter a frieza necessária para, encostando o pé na bola, a empurrar para o fundo das redes.

No segundo tempo, quando o Benfica tentava dar organização ao seu jogo ofensivo, e no momento em que beneficiou de um livre na zona atacante, teria uma perda de bola fatal, proporcionando um rapidíssimo contra-ataque, com o Liverpool a não perdoar e a elevar para 3-0!

Com Jesus a apostar no ataque – única alternativa viável -, com Kardec a substituir Carlos Martins, o episódio poderia ter-se repetido aos 68 minutos, na sequência de mais um canto a favor do Benfica, em que, perdida a bola, foi bem patente a dificuldade de recuperação e reposicionamento defensivo da equipa.

Quase de imediato o Benfica começaria a colher frutos dessa aposta, quando Cardozo, na sequência de um livre, reduziu o marcador para 1-3, reentrando na disputa da eliminatória. E, aos 76 minutos, um lance bastante similar ao da primeira parte, com a bola a cruzar toda a grande área do Liverpool, desta vez, da direita para a esquerda… sem que Cardozo conseguisse desviar para o golo uma vez mais.

As opções tácticas de Jesus reduziam-se quando Júlio César, indisposto, com notórias dificuldades de visão – depois de um choque com um adversário que, na queda, caiu sobre ele – teve de ser substituído por Moreira… que, na primeira investida do Liverpool, em mais um rápido contra-ataque, seria batido, com Fernando Torres a bisar, colocando o Benfica novamente com 3 golos de desvantagem, assim decidindo o desfecho desta eliminatória.

Um Benfica já muito “espremido”, com inesperadas falhas de concentração e grandes dificuldades de recuperação, acaba por sofrer uma dura penalização, reflectindo o bom aproveitamento por parte do Liverpool das oportunidades de que beneficiou, assim terminando a (boa) carreira europeia benfiquista desta época.


(319) Benfica – Liverpool – 2-1

01.04.2010 – Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira (66m – Nuno Gomes), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (72m – Ruben Amorim), Di María, Pablo Aimar (87m – Airton) e Óscar Cardozo

LiverpoolLiverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Daniel Agger, Jamie Carragher, Emiliano Insúa, Lucas, Javier Mascherano, Steven Gerrard (90m – Benayoun), Ryan Babel, Dirk Kuyt e Fernando Torres (82m – Ngog)

0-1 – Daniel Agger – 9m
1-1 – Cardozo – 59m (pen.)
2-1 – Cardozo – 79m (pen.)

Ainda as equipas se encontravam naquela fase baptizada como de “estudo mútuo” e já o Liverpool – na sua primeira investida – inaugurava o marcador, logo aos 9 minutos, num livre descaído sobre a esquerda da área, com a bola a ser atrasada para o miolo do terreno, onde, com um toque de calcanhar, surgiu Agger – recuado em relação à defesa, portanto livre de marcação – a desviar subtilmente a bola para o fundo da baliza.

Praticamente na resposta, Cardozo – na zona da pequena área, descaído junto ao poste direito da baliza adversária – teve nos pés o golo do empate, mas não conseguiu dominar bem a bola, que saiu sem a direcção devida. O mesmo Cardozo que não daria a melhor sequência a um par de outros lances (aos 12 e 17 minutos), antes de Ramires e Di María, próximo da meia hora de jogo, ameaçarem a baliza defendida por Reina, com remates espontâneos, o primeiro de cabeça, a sair por alto, o segundo, de meia-distância, em força, a criar grande frisson, mas a sair ligeiramente descentrado. O Benfica criava bastantes situações ofensivas, mas não tinha eficácia na finalização.

Até que, precisamente em cima dos 30 minutos, Babel, em discussão com Luisão – que cometera falta, na sequência da qual viu o cartão amarelo – colocou a mão na cara do defesa benfiquista, gesto pouco digno, em que de imediato reincidiria, levando o árbitro a exibir-lhe, de forma ajustada, o cartão vermelho.

Com menos um jogador, curiosamente, o Liverpool surgiria de seguida mais afoito, primeiro introduzindo a bola na baliza benfiquista, na sequência da marcação de um livre, sendo o lance anulado por fora de jogo já previamente sancionado pelo árbitro assistente, e, no minuto seguinte, com a bola de novo a rondar perigosamente a baliza de Júlio César. Não obstante, até final da primeira parte, haveria ainda tempo para Pepe Reina ver colocada à prova a sua concentração, em mais um bom lance de ataque construído pela equipa do Benfica.

Cardozo confirmaria estar numa noite de desacerto, novamente, mais duas vezes, quase de seguida, a abrir a segunda parte, ainda antes dos 50 minutos. E, ainda, uma vez mais, quando, na conversão de um livre perigoso, praticamente em cima da linha da área – punindo uma falta sobre ele cometida – rematou forte, com a bola a embater estrondosamente no poste, imediatamente antes de, na sequência da jogada, Aimar ser derrubado por Insúa, originando a grande penalidade… que, desta feita, Cardozo não desperdiçaria, empatando o jogo! Na oportunidade, a falha seria do árbitro, ao não mostrar o segundo amarelo a Insúa, que colocaria o Liverpool a jogar apenas com 9 elementos.

O Benfica ia empurrando o Liverpool para a sua zona defensiva e Jorge Jesus, percebendo isso, reforçou a mensagem, substituindo o lateral direito por mais um elemento de ataque, Nuno Gomes. Viria a reequilibrar a equipa pouco depois, com a entrada de Ruben Amorim.

O elemento mais determinante da equipa inglesa, Fernando Torres apenas por duas vezes criaria perigo: primeiro, surgindo lançado, sendo desarmado por um irrepreensível David Luiz; depois, aproveitando o desequilíbrio provocado por um mau passe (atrasado) de Nuno Gomes, num rapidíssimo contra-ataque, quando a equipa benfiquista estava toda balanceada no ataque, mas rematando de forma deficiente, ao lado da baliza.

Em mais uma ofensiva do Benfica, com Di María em cima da linha de fundo, já quase sem ângulo, conseguiria ainda fazer o cruzamento, interceptado por Carragher, já em queda, com o braço, originando a segunda grande penalidade assinalada (após dois outros lances terem sido já perdoados pelo árbitro). Depois de um remate em força, Cardozo fecharia uma exibição menos conseguida, com o segundo golo, convertendo o lance com uma espécie de tentativa de “folha seca” ou “penalty à Panenka”, traindo o guarda-redes espanhol do Liverpool.

Até final, a equipa portuguesa preocupou-se mais em segurar a vitória, do que continuar a arriscar na exploração da inferioridade numérica do Liverpool. Com uma excelente exibição, em que teve de assumir desde cedo as “despesas do jogo”, apenas pecando na concretização, o Benfica consegue uma boa vitória, uma vantagem importante para a batalha que se antevê muito disputada, em Anfield Road, já na próxima semana.

Cartões amarelos – Luisão (29m) e David Luiz (37m); Emiliano Insúa (45m), Pepe Reina (74m) e Jamie Carragher (78m)

Cartão vermelho – Ryan Babel (30m)

Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)


(318) Marseille – Benfica – 1-2

18.03.2010 – Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (44m – Bakari Koné – 90m – Hatem Ben Arfa), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou (76m – Charles Kaboré), Mamadou Niang e Brandão

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira (90m – Miguel Vítor), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (86m – Alan Kardec), Di María, Saviola (77m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo

1-0 – Mamadou Niang – 70m
1-1 – Maxi Pereira – 75m
1-2 – Alan Kardec – 90m

Cartões amarelos – Bakari Koné (55m), Taye Taiwo (83m) e Stéphane Mbia (90m); Óscar Cardozo (33m), Di María (54m), Luisão (81m), Javi García (83m), Alan Kardec (90m) e Pablo Aimar (90m)

Cartão vermelho – Hatem Ben Arfa (90m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Iniciando a partida com uma boa disposição – sabendo que necessitava imperiosamente de marcar (o golo sofrido no último minuto da partida da 1ª mão, no Estádio da Luz, pode ter sido, nessa perspectiva, virtuoso) – o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, dispondo de uma soberana oportunidade logo depois dos 20 minutos, com Cardozo a rematar ao poste.

A partir da meia hora de jogo, a equipa de Marselha começou a equilibrar a partida, não deixando de procurar o ataque, embora sabendo que o tempo jogava a seu favor, dado o nulo no marcador, e considerando o resultado registado na semana passada.

No segundo tempo, o jogo começaria por ter uma toada mais morna, para acelerar definivamente nos últimos 20 minutos. Perante uma arbitragem tendenciosa (caseira), o Benfica não veria sancionada uma grande penalidade a seu favor, assistindo-se, por outro lado, a um verdadeiro festival de cartões amarelos, num jogo que, à excepção do tempo de descontos, o não justificaria.

Um pouco contra a corrente do jogo, o Marselha acabaria mesmo por marcar, iam decorridos 70 minutos. De imediato, não mudava grande coisa: o Benfica continuava a ter de marcar se pretendia continuar a ter aspirações a prosseguir na prova.

E, embora se pudesse recear que a equipa oscilasse um pouco, depois de não ter estado bem na concretização de jogadas ofensivas, acabaria por beneficiar da inspiração de Maxi Pereira, que, num remate de longe, com um efeito algo caprichoso, a trair o guarda-redes adversário, fazia o seu segundo golo nesta eliminatória, igualando o encontro, anulando a vantagem que o Marselha levara de Lisboa.

Até final, seria o Benfica a mostrar-se mais afoito, vindo a ser recompensado – quando se esperava já o prolongamento – com o primeiro golo de Alan Kardec ao serviço da equipa portuguesa, surgindo no melhor momento, no último minuto, sentenciando a eliminatória.

De cabeça perdida, num tempo de compensação extremamente agitado, para além de 3 cartões amarelos, haveria ainda lugar a uma expulsão, precisamente do autor do golo do Marselha em Lisboa, Hatem Ben Arfa, que entrara em campo no minuto anterior!

Com uma boa exibição, afirmativa da sua actual capacidade, a equipa do Benfica garantia uma importante vitória, e consequente apuramento para os 1/4 Final da novel Liga Europa, no seu ano de estreia, repetindo o desfecho de há duas décadas.


(317) Benfica – Marseille – 1-1

11.03.2010 – Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto (77m – Fábio Coentrão), Javi García, Ramires, Pablo Aimar (65m – Carlos Martins), Di María, Saviola (88m – Eder Luís) e Óscar Cardozo

Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (70m – Mathieu Valbuena), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou, Mamadou Niang (75m – Hatem Ben Arfa) e Brandão

1-0 – Maxi Pereira – 76m
1-1 – Hatem Ben Arfa – 90m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (66m); Lucho González (48m) e Brandão (72m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Frente a uma equipa consistente, o Benfica sentiu esta noite inusitadas dificuldades para exercer o domínio que tem caracterizado o seu jogo ao longo da presente época, com o habitual “empurrar” dos adversários para a sua zona defensiva.

Desde cedo o encontro seria bastante repartido, sem um claro controlo de nenhuma das equipas, sem uma superioridade de um meio-campo sobre o outro. O Benfica parecia aliás não conseguir assentar o seu jogo, com passes transviados, permitindo muitos espaços ao adversário, que, ainda no quarto de hora inicial, teve duas ocasiões de grande perigo junto da baliza benfiquista.

Gradualmente, o Benfica iria assumindo a iniciativa do jogo, criando também uma ou outra oportunidade, com uma soberana possibilidade de marcar à passagem dos 40 minutos, que contudo não aproveitaria.

No segundo período, o Marselha parecia satisfeito com o nulo (não me recordo de assistir a uma cena algo caricata, que sucedeu hoje pelo menos duas vezes: um livre e um canto a favor do Marselha, sem que, num primeiro momento, ninguém fizesse menção de se aproximar da bola para dar seguimento ao lance).

Como que num sistema de vasos comunicantes, à medida que a equipa francesa adoptava uma toada de maior contenção, o Benfica foi-se soltando e avançando no terreno.

Imprimindo alta velocidade ao seu jogo, o Benfica acabaria por conseguir chegar ao golo já no quarto de hora final, na sequência de uma jogada algo confusa, com Maxi Pereira a aproveitar da melhor forma uma perda de bola do guarda-redes, empurrando para a baliza; com a confiança reforçada, teria então a sua melhor fase no encontro, culminando com um potente remate de Ramires a esbarrar com estrondo na trave, um lance que poderia ter praticamente ditado o desfecho da eliminatória.

Algo temeroso durante a primeira parte – perante os “avisos” transmitidos pelas iniciativas adversárias – , o Benfica terá exagerado na auto-confiança, entusiasmado em busca do segundo golo, quando seria talvez altura de jogar mais pelo seguro.

Em contra-ciclo, o Marselha viria – com alguma dose de felicidade, já com o nonagésimo minuto a findar -, na sequência de mais um venenososo contra-ataque, a chegar ao golo, empatando o jogo, e colocando-se em vantagem na eliminatória… um final de partida com um “amargo de boca” que o Benfica poderá inverter em França, sabendo logo de entrada que terá necessidade de marcar.


(316) Benfica – Hertha Berlin – 4-0

23.02.2010 – Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ruben Amorim, Pablo Aimar (66m – Carlos Martins), Di María (74m – Nuno Gomes), Saviola (69m – César Peixoto) e Óscar Cardozo

Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Łukasz Piszczek (72m – Nemanja Pejčinović), Arne Friedrich, Steve Von Bergen, Florian Kringe, Patrick Ebert, Christoph Janker, Cícero, Maximilian Nicu, Raffael (63m – Artur Wichniarek) e Adrián Ramos (63m – Theofanis Gekas)

1-0 – Pablo Aimar – 25m
2-0 – Óscar Cardozo – 48m
3-0 – Javi García – 59m
4-0 – Óscar Cardozo – 62m

Cartões amarelos – Arne Friedrich (14m) e Steve Von Bergen (75m)

Árbitro – Pieter Vink (Holanda)

Depois de uma 1ª mão em que o Benfica ficara a dever a si próprio ter antecipadamente decidido a eliminatória, a equipa portuguesa adoptou desde início uma toada determinada, em busca da vitória, desfrutando de vários lances de ataque com algum perigo; a vantagem mínima ao intervalo era lisonjeira para o conjunto alemão.

No segundo tempo, marcando cedo, o Benfica praticamente sentenciou o desfecho da eliminatória; em pouco mais de um quarto de hora, o marcador subiria com naturalidade – dada a débil oposição do Hertha de Berlin – até aos 4-0, possibilitando assinalar da melhor forma a 150ª vitória benfiquista nas provas da UEFA.

Na meia hora final, ambas as equipas se revelaram conformadas com o resultado, tendo aproveitado para poupar alguns jogadores.


(315) Hertha Berlin – Benfica – 1-1

18.02.2010 – Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)

Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Łukasz Piszczek, Arne Friedrich, Steve Von Bergen, Levan Kobiashvili, Patrick Ebert, Christoph Janker, Cícero, Maximilian Nicu (61m – Florian Kringe), Raffael (88m – Theofanis Gekas) e Adrián Ramos

BenficaBenfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Ramires (63m – Felipe Menezes), Carlos Martins (63m – Pablo Aimar), Javi García, Di María, Saviola (83m – Miguel Vítor) e Óscar Cardozo

0-1 – Di María – 4m

1-1 – Javi García (p.b.) – 33m

Cartões amarelos – César Peixoto (24m), Ramires (43m) e Júlio César (75m)

Árbitro – Terje Hauge (Noruega)

Afrontando o fantasma de não ter conseguido nunca uma vitória na Alemanha, em paralelo com a circunstância de defrontar o último classificado do campeonato germânico, a felicidade de ter marcado um golo praticamente a abrir o jogo – com Di María, com uma execução perfeita, a dar a melhor sequência a um excelente lançamento em profundidade, para as costas da defensiva contrária – não terá sido, porventura, o que melhor poderia ter acontecido ao Benfica.

A equipa portuguesa terá interiorizado algumas facilidades para o restante da partida, relaxou em demasia, não aproveitando a dinâmica que aquele golo poderia potenciar.

Ao contrário, o Hertha foi-se tranquilizando, começando a ganhar confiança, que aumentaria substancialmente no decurso da segunda parte, já depois da infelicidade de um auto-golo de Javi García (desviando a bola na direcção da sua baliza, para onde estava virado, na sequência de um cruzamento), chegando mesmo, à passagem da hora de jogo, em dois lances consecutivos – perante a passividade benfiquista -, a rematar ao poste e, quase de imediato, a obrigar Júlio César a intervenção difícil.

Algo paradoxalmente, quando o Benfica, já no último quarto de hora, parecia voltar a assumir o controlo do jogo, e eventualmente procurar a vitória, Jorge Jesus daria, com a substituição de Saviola por Miguel Vítor, um sinal contrário, privilegiando a segurança do empate (com golos) – que confere ao Benfica a vantagem mínima para a 2ª mão; mas que, conjugado com o sinal de sentido oposto dado pelo treinador da equipa alemã, ao fazer entrar Gekas a dois minutos do termo do tempo regulamentar, culminaria num final algo sufocante para a equipa portuguesa, com a bola a rondar com perigo a sua baliza.


(314) Benfica – A.E.K. – 2-1

17.12.2009 – Liga Europa – 6ª Jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Luís Filipe, Miguel Vítor, Roderick Miranda, Shaffer, Fábio Coentrão (45m – César Peixoto), Felipe Menezes (65m – Javi Garcia), Carlos Martins, Di María, Nuno Gomes (72m – Óscar Cardozo) e Weldon

A.E.K. – Diego Sebastian Saja, Carlos Araújo, Daniel Majstorovic (45m – Sanel Jahic), Geraldo Alves, Nikos Georgeas, Youssouf Hersi, Grigoris Makos (45m – Tam Nsaliwa), Pantelis Kafes, Savvas Gentzoglou, Gustavo Manduca (78m – Ilie Iordache) e Ismael Blanco

1-0 – Di María – 44m
2-0 – Di María – 73m

2-1 – Ismael Blanco – 84m

Cartões amarelos – Carlos Araújo (14m), Geraldo Alves (90m) e Nikos Georgeas (90m); Felipe Menezes (42m), Shaffer (75m) e Carlos Martins (90m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

A finalizar a Fase de Grupos da Liga Europa, em que ambas as equipas tinham já o seu destino na prova traçado – Benfica, vencedor do Grupo, segue em frente; AEK já eliminado – o Benfica, com um importante jogo frente ao FC Porto a disputar dentro de três dias, aproveitou para fazer uma gestão do plantel, colocando em campo jogadores menos rodados.

Perante uma equipa grega denotando algumas debilidades – não se apresentando também na “máxima força” -, o Benfica beneficiaria, logo aos 13 minutos, de uma grande penalidade, que Felipe Menezes converteria, com excesso de precisão, fazendo a bola embater na base do poste, assim se desperdiçando a oportunidade de golo.

Até final da primeira parte, o jogo decorreria em toada morna, sem grandes momentos de entusiasmo… até que, à entrada do derradeiro minuto, Di María inauguraria o marcador.

No início do segundo tempo, logo aos 9 minutos, o mesmo Di María faria a bola embater com estrondo na trave. Mas seria ainda Di María a bisar, à passagem da meia-hora.

Até final, o AEK remataria também aos ferros da baliza de Júlio César, antes de Blanco reduzir o marcador para a diferença mínima. E, num jogo em que a vitória parecia um dado adquirido, o guarda-redes benfiquista seria ainda chamado a intervir, já depois do minuto 90, para salvar o triunfo.


(313) BATE Borisov – Benfica – 1-2

02.12.2009 – Liga Europa – 5ª Jornada

BATE Borisov – Sergei Veremko, Aleksandr Yurevich, Sergei Sosnovski, Aleksandr Volodko, Maksim Bordachov, Dmitri Likhtarovich (61m – Maksim Skavysh), Aleksandr Pavlov (56m – Aleksandr Alumona), Sergei Krivets, Vitali Rodionov (79m – Hovannes Goaryan), Pavel Nekhaychik e Artyom Radkov

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira (90m – Ruben Amorim), David Luiz, Miguel Vítor, César Peixoto, Javi García, Ramires, Felipe Menezes, Fábio Coentrão (79m – Di María), Saviola (67m – Pablo Aimar) e Cardozo

0-1 – Saviola – 46m
0-2 – Fábio Coentrão – 63m
1-2 – Miguel Vítor (p.b.) – 68m

Cartões amarelos – Maksim Bordachov (70m) e Pavel Nekhaychik (80m); David Luiz (23m) e Ramires (84m)

Árbitro – Thomas Einwaller (Áustria)

Numa partida em que o Benfica apenas necessitava de um ponto para garantir matematicamente, e de forma antecipada, o apuramento para a fase seguinte da prova, a primeira parte seria jogada em toada “morna”, sem grandes eventos a registar, não obstante o predomínio benfiquista (com uma oportunidade de Cardozo, à passagem do quarto de hora).

Logo a abrir o segundo tempo, o Benfica chegaria à vantagem, por intermédio de Javier Saviola, com um excelente golo, colocando termo à resistência dos tetra-campeões da Bielorrussia.

A equipa portuguesa, sempre mais dominadora, ampliaria a marca, com um golo de Fábio Coentrão (que tivera já acção determinante no primeiro tento, e combinando novamente com Saviola), pouco antes de Miguel Vítor, num lance infeliz, ter marcado na própria baliza – na sequência de mais uma combinação entre a dupla Krivets e Sosnovski -, fixando o resultado em 2-1.

Daí até final, a equipa do BATE procuraria ainda evitar a derrota, mas sem efectivas ocasiões de perigo; o Benfica confirmava o triunfo, que lhe permite assegurar desde já a vitória no Grupo.


(312) Everton – Benfica – 0-2

05.11.2009 – Liga Europa – 4ª Jornada

Everton – Tim Howard, Tony Hibbert, Joseph Yobo, Sylvain Distin, Leighton Baines, Jack Rodwell, Marouane Fellaini, Dan Gosling (69m – Jô), Tim Cahill, Diniyar Bilyaletdinov e Yakubu Ayegbeni (81m – Kieran Agard)

BenficaBenfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Di María, Ramires (45m – Maxi Pereira), Saviola (87m – Felipe Menezes), Fábio Coentrão (61m – Pablo Aimar) e Cardozo

0-1 – Saviola – 63m
0-2 – Cardozo – 76m

Cartões amarelos – Yakubu Ayegbeni (20m), Jack Rodwell (51m) e Tony Hibbert (79m); Júlio César (87m)

Árbitro – Said Ennjimi (França)

Depois da inesperada goleada no Estádio da Luz, o Benfica adoptou no início desta partida, disputada no famoso Goodison Park, em Liverpool (onde Eusébio havia marcado 6 golos, frente ao Brasil e à Coreia do Norte, no Mundial de 1966), uma atitude conservadora, concedendo a iniciativa ao Everton, que foi, ao longo da primeira parte, a equipa a criar mais perigo.

Apenas aos 40 minutos, o Benfica, começando a ganhar confiança, teria uma soberana oportunidade, primeiro com a bola a embater com estrondo no poste, e, logo de seguida, na recarga, uma extraordinária defesa do guarda-redes do Everton.

No segundo tempo, o Benfica entrou mais liberto, começando, em rápidas transições para o ataque, a ameaçar a baliza da equipa inglesa, acabando por alcançar o golo, numa expedita iniciativa de Saviola, aumentando para três a sua conta frente ao Everton…

Óscar Cardozo não quis “ficar atrás” e, pouco depois, ampliando a vantagem do Benfica, marcava também o seu terceiro golo nos dois jogos com a equipa inglesa.

Numa altura em que o Everton se apresentava já derrotado, acabaria por ter o seu “canto do cisne” aos 85 minutos, num bom remate de cabeça, com uma espectacular defesa de Júlio César.

Perante o 5º classificado do último campeonato inglês (apenas superado pelos “big four” Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal), o Benfica consegue duas excelentes e categóricas vitórias, que lhe permitem ascender à liderança isolada do Grupo.


(311) Benfica – Everton – 5-0

22.10.2009 – Liga Europa – 3ª Jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Aimar (69m – Carlos Martins), Saviola (84m – Weldon), Di María e Cardozo (77m – Fábio Coentrão)

Everton – Tim Howard, Dan Gosling, Tony Hibbert, Sylvain Distin, Seamus Coleman, Marouane Fellaini, Tim Cahill, Jack Rodwell, Diniyar Bilyaletdinov (60m – Louis Saha), Jô e Yakubu Ayegbeni (71m – Jose Baxter)

1-0 – Saviola – 14m
2-0 – Cardozo – 47m
3-0 – Cardozo – 48m
4-0 – Luisão – 52m
5-0 – Saviola – 83m

Cartões amarelos – Gosling (32m) e Louis Saha (76m)

Árbitro – Nikolay Ivanov (Rússia)

Há dias assim: em que tudo (ou quase tudo) “sai bem”!

Desde cedo o Benfica revelou uma atitude determinada, procurando o golo e a vitória, com a primeira ocasião de perigo a surgir por intermédio de Luisão, logo a abrir o encontro. Nos primeiros minutos, o Everton parecia ser capaz de responder à altura, enfrentando a equipa portuguesa de “olhos nos olhos”.

Até ao minuto 14, em que, na segunda oportunidade, o Benfica não desperdiçou, com Saviola a inaugurar o marcador. Até final da primeira parte, o ritmo de jogo seria mais pausado, sem grandes ocasiões de golo a assinalar.

Até que, subitamente, no recomeço, passado apenas 1 minuto e meio, Cardozo ampliava para 2-0… para, no minuto imediato, dilatar para 3-0. De forma fulminante, perante uma atónita e completamente sem reacção equipa do Everton, o Benfica chegaria ainda, decorridos mais 5 minutos, ao quarto golo!

E não parecia ir ficar por aí, dado que, pouco depois, remataria ainda à trave, criando nova situação de perigo ainda antes do quarto de hora.

Passada a hora de jogo, Jorge Jesus começaria a gerir o jogo, substituindo alguns dos elementos que têm registado maior carga de esforço nesta fase inicial da época, dando oportunidade a jogadores menos “rodados”.

Apenas aos 78 minutos, já com Saha em campo, o Everton daria finalmente “sinal de si”, com o francês a rematar, de forma acrobática, ao poste.

E, quando se pensaria que o resultado estava feito, Saviola, bisando (tal como Cardozo), fixaria a goleada nuns absolutamente imprevisíveis 5-0, resultado mais dilatado do Benfica a nível europeu dos últimos 11 anos, desde a vitória de 6-0 frente ao Beitar de Jerusalém, em Agosto de 1998!


(310) A.E.K. Atenas – Benfica – 1-0

01.10.2009 – Liga Europa – 2ª Jornada

A.E.K. – Diego Sebastian Saja, Nikos Georgeas, Daniel Majstorovic, Nicolas Bianchi Arce, Juanfran, Sanel Jahic, Youssouf Hersi (78m – Leonardo), Pantelis Kafes (69m – Savvas Gentzoglou), Manduca, Ignacio Martin Scocco (89m – Nikos Karabelas) e Ismael Blanco

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira (59m – Fábio Coentrão), Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Aimar (80m – Nuno Gomes), Saviola (59m – Weldon), Di María e Cardozo

1-0 – Majstorovic – 43m

Cartões amarelos – Georgeas (9m), Jahic (66m) e Gentzoglou (87m); Maxi Pereira (48m), Ramires (74m) e Cardozo (87m)

Cartão vermelho – Georgeas (86m)

Árbitro – Stefan Johannesson (Suécia)

Perante uma equipa a atravessar um período de alguma quebra de confiança e descrença (duas derrotas consecutivas em casa, frente aos grandes rivais Olympiakos e Panathinaikos – a par da goleada sofrida em Liverpool, frente ao Everton, na jornada inaugural desta competição), o Benfica não quis ou não soube aproveitar a retracção inicial do A.E.K., algo receoso do poder ofensivo demonstrado no Benfica nesta fase de arranque da época.

Ao longo da primeira parte, a maior ocasião do Benfica seria o remate ao poste de Di María. Em paralelo, o A.E.K. foi-se soltando, subindo no terreno, começando a empurrar a equipa portuguesa para a sua zona defensiva, ameaçando uma, duas, três vezes, até que, peranta a apatia adversária, acabaria mesmo por chegar ao golo, já prestes a findar o primeiro tempo.

No início da etapa complementar, o Benfica parecia denotar uma nova atitude, obrigando o guarda-redes Saja – num intervalo de apenas dois minutos – a duas extraordinárias intervenções, a evitar o golo, na sequência de remates de Di María e Saviola.

Contudo, o A.E.K. recompôs-se, e voltaria a saír do seu meio-campo, com algum perigo, numa fase em que a partida se apresentou mais dividida, com Saja a nova defesa de elevado grau de dificuldade, à passagem dos 65 minutos, numa altura em que Jorge Jesus pretendera já transmitir um claro sinal de inconformismo, fazendo entrar Fábio Coentrão e Weldon.

Nos derradeiros minutos do encontro, encontro cartões amarelos e vermelho, e substituições, pouco se jogou efectivamente. O Benfica acabaria por não dispor de novas oportunidades para evitar a derrota, numa das suas mais cinzentas exibições da temporada.


(309) Benfica – BATE Borisov – 2-0

17.09.2009 – Liga Europa – 1ª Jornada

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Di María (77m – Ruben Amorim), Felipe Menezes (59m – Fábio Coentrão), Cardozo e Nuno Gomes (65m – Saviola)

BATE Borisov – Veremko, Yurevich, Rzhevski, Sosnovski, Bordachov, Likhtarovich (63m – Volodko), Pavlov, Krivets, Rodionov (81m – Alumona), Nekhaychik e Skavysh (55m – Goaryan)

1-0 – Nuno Gomes – 36m
2-0 – Óscar Cardozo – 41m

Cartões amarelos – Yurevich (32m) e Volodko (90m)

Árbitro – Knut Kircher (Alemanha)

Na estreia da Fase Grupos da nova Liga Europa, o Benfica recebia o BATE Borisov, prestes a sagrar-se tetra-campeão da Bielorússia, e que, na época passada, somara três empates na Liga dos Campeões (dois com a Juventus e em S. Petersburgo, frente ao Zenit)

Não obstante uma primeira meia hora de jogo em que a equipa bielorrussa menteve o nulo, sem que tivessem sido criadas efectivas ocasiões de perigo junto à grande área, o Benfica conseguiria tranquilizar-se, obtendo dois golos em apenas 5 minutos, expondo as fragilidades do adversário.

Na segunda parte, o Benfica, mantendo o controlo do jogo, optaria por uma toada de contenção, fazendo a “gestão de esforço”, poupando alguns jogadores. Não obstante, Nuno Gomes desperdiçaria ainda uma clara oportunidade para ampliar o marcador, enquanto a equipa adversária apenas cerca dos 70 minutos, por duas vezes, chegou à área defensiva do Benfica com maior acuidade, porém sem constituir uma real ameaça.


(308) Vorskla Poltava – Benfica – 2-1

27.08.2009 – Liga Europa – Play-off (2ª mão)

Vorskla PoltavaVorskla Poltava – Serhiy Dolganskyy, Filip Despotvski, Armend Dallku, Oleg Krasnoporov, Jovan Markoski (88m – Volodymyr Chesnakov), Denys Kulakov, Vasyl Sachko (72m – Olexiy Chychykov), Debatik Curri, Gennadiy Medvediev, Grigoriy Yarmash (45m – Roman Bezus) e Dmitry Esin

BenficaBenfica – Moreira, Luís Filipe, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Fábio Coentrão (63m – Angel Di María), Keirrison, César Peixoto, Ramires (71m – Ruben Amorim) e Nuno Gomes (45m – Javier Saviola)

1-0 – Vasyl Sachko – 48m
1-1 – Javier Saviola – 59m
2-1 – Dmitry Esin – 74m

Cartões amarelos – Grigoriy Yarmash (22m), Debatik Curri (47m) e Roman Bezus (86m); Nuno Gomes (10m), Javier Saviola (68m) e Javi García (75m)

Árbitro – Claudio Circhetta (Suíça)

Com a eliminatória praticamente resolvida a seu favor, o Benfica aproveitou para fazer rodar alguns elementos com menos tempo de jogo.

Conforme referiu o treinador, um “risco calculado”, mas em que a derrota poderia ter sido naturalmente evitada, não fora a fragilidade defensiva evidenciada, frente a uma equipa que nunca revelou capacidade para assumir um claro domínio do jogo, nem, por maioria de razão, para buscar a anulação da desvantagem da 1ª mão.

De facto, após o tento do Vorskla Poltava, a abrir a segunda parte, o golo de Saviola, rapidamente repondo o empate, anulou qualquer veleidade nesse sentido, o que fez com que o Benfica “desligasse” por completo do jogo, acabando por, já em fase de alguma desconcentração, conceder novo golo, que resultaria no triunfo do adversário.

Até final da partida, nem uma nem outra equipa demonstraram capacidade anímica ou de reacção para alterar o marcador.


(307) Benfica – Vorskla Poltava – 4-0

20.08.2009 – Liga Europa – Play-off (1ª mão)

BenficaBenfica – Quim, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Shaffer, Javi García, Angel Di María, Pablo Aimar, Fábio Coentrão (62m – Ramires), Javier Saviola (80m – César Peixoto) e Óscar Cardozo (75m – Weldon)

Vorskla PoltavaVorskla Poltava – Serhiy Dolganskyy, Filip Despotvski, Armend Dallku, Oleg Krasnoporov, Jovan Markoski (87m – Olexiy Chychykov), Denys Kulakov, Vasyl Sachko (45m – Ahmed Januzi), Debatik Curri, Gennadiy Medvediev, Grigoriy Yarmash (60m – Roman Bezus) e Dmitry Esin

1-0 – Angel Di María – 31m
2-0 – Óscar Cardozo – 55m (pen.)
3-0 – Javier Saviola – 57m
4-0 – Weldon – 77m

Cartões amarelos – Shaffer (30m) e Ramires(84m); Grigoriy Yarmash (37m), Denys Kulakov (44m), Armend Dallku (51m) e Ahmed Januzi (74m)

Árbitro – Darko Ceferin (Eslovénia)

Embalada pelos bons resultados da pré-época, em que, agora sob o comando de Jorge Jesus, a equipa do Benfica se viu restituída da (auto-)confiança que lhe tem faltado noutras ocasiões, e frente a uma equipa jovem, inexperiente a nível de provas europeias – não obstante, vencedora da Taça da Ucrânia, superando clubes conceituados como o D. Kiev ou o Shakthar Donetsk – a vitória no jogo da 1ª mão, praticamente definindo o desfecho da eliminatória, acabou por surgir com naturalidade.

Quebrando a resistência ucraniana à passagem da meia hora de jogo, o Benfica confirmaria o triunfo com dois golos no espaço de dois minutos, rapidamente dilatando a vantagem para um inequívoco 3-0, que viria a ser ainda ampliada no quarto de hora fnal da partida.


###2008-09


(306) Benfica – Metalist Kharkiv – 0-1

18.12.2008 – Taça UEFA – Fase Grupos – 5ª Jornada

BenficaBenfica – Moreira, Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sidnei, David Luiz, Felipe Bastos (55m – Javier Balboa), Yebda, Binya, Urretavizcaya, Nuno Gomes (70m – Di María) e Óscar Cardozo

Metalist KharkivMetalist Kharkiv – Goriainov, Bordian, Maidana, Obradović, Gancarczyk, Sliusar, Edmar, Trisovic (64m – Rykun), Gueye, Jajá (79m – Konyushenko) e Fomin (45m – Devic)

0-1 – Rykun – 84m

Cartões amarelos – David Luiz (21m), Maxi Pereira (26m), Urretavizcaya (78m) e Binya (88m); Sliusar (34m) e Obradović (80m)

Árbitro – Bernhard Brugger (Áustria)

Enfrentando uma verdadeira missão impossível (a quimérica tarefa de vencer por 8 golos de diferença) o Benfica recebeu, na última jornada da Fase de Grupos da Taça UEFA desta época, a equipa ucraniana do Metalist Kharkiv, a qual – ainda sem ter sofrido qualquer golo nos jogos disputados neste Grupo – havia já garantido o apuramento para a fase seguinte da prova.

Com uma equipa em que impera a juventude, criando boas iniciativas logo aos 7 (Urretavizcaya), 9 e 12 minutos (Felipe Bastos), o Benfica cedo poderia ter inaugurado o marcador. Contudo, a partir dos 20 minutos, a equipa ucraniana avançou no terreno, tendo beneficiado de vários cantos, e – no espaço de 5 minutos – arrancaria dois cartões amarelos para os defesas laterais benfiquistas.

Com o tempo a correr – rapidamente se atingiria a meia-hora de jogo -, sem o golo aparecer (e não obstante o resultado em Atenas se manter num conveniente empate), o Benfica começava a ver diminuída a sua confiança e como que a conformar-se (definitivamente…) com a eliminação.

Até que, estavam decorridos 33 minutos, um momento de frisson no Estádio da Luz, com um potente remate de Urretavizcaya a embater com estrondo na trave, a ressaltar para o terreno, sobre a linha fatal… e, instantaneamente, alguns benfiquistas a reclamar golo, que não acontecera. E, novamente, aos 41 minutos, Maxi Pereira a rematar para a “defesa da noite” de Goriainov!

Não obstante ter beneficiado de 3 ou 4 oportunidades (que o Benfica necessitaria ter concretizado a 100 %…), o intervalo chegaria sem que o nulo no marcador se alterasse.

O Benfica apenas teria nova ofensiva aos 51 minutos, com o guardião do Metalist a defender sem dificuldade. Numa segunda parte que ameaçava começar a arrastar-se, numa espécie de “jogo-treino”, o Benfica chegaria novamente – à passagem da hora de jogo -, e por duas vezes, à área adversária, porém sem consequências.

Apenas ao minuto 65, o Metalist disporia da sua primeira efectiva situação de perigo, assustando o Benfica, com Moreira a ter de arrojar-se ao chão para recuperar a bola. Para, aos 70 minutos, Nuno Gomes, isolado frente ao guarda-redes, adiantar a bola, permitindo que Goriainov lha roubasse. Dois minutos antes de um remate forte de Cardozo, saindo ligeiramente ao lado da baliza.

Culminando (mais) uma noite infeliz do Benfica, Óscar Cardozo, surgindo também isolado, aos 83 minutos, remataria forte, (demasiado) colocado, sem hipótese de defesa… mas a bola embateria no poste!

E, como “quem não marca sofre”, no minuto imediato, os ucranianos chegariam mesmo ao golo e à vitória, que lhes confere um absolutamente inesperado primeiro lugar no Grupo, em contraponto à derradeira posição para o Benfica.


(305) Olympiakos – Benfica – 5-1

27.11.2008 – Taça UEFA – Fase Grupos – 3ª Jornada

OlympiakosOlympiakos – Nikopolidis, Pantos, Antzas, Papadopoulos, Domi, Patsatzoglou, Dudu, Galletti (59m – Leto), Djordjević, Belluschi (76m – Óscar González) e Diogo Santo (69m – Kovačević)

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Sidnei, David Luiz, Jorge Ribeiro, Ruben Amorim (59m – Balboa), Yebda (76m – Carlos Martins), Binya, Reyes, Nuno Gomes (56m – Urretavizcaya) e David Suazo

Para uma equipa que entra em campo numa posição de desconforto, à qual uma derrota poderá implicar ver-se eliminada da prova, haverá decerto formas mais moralizadoras do que começar por sofrer um golo logo aos 40 segundos de jogo…

Assim iniciou o Benfica uma partida que se antecipava de grau de dificuldade bastante elevado, em Atenas, frente ao crónico campeão grego (11 títulos nos últimos 12 anos!), o Olympiakos.

Aos 7 minutos, na sequência de um livre directo, ainda introduziu a bola na baliza à guarda de Nikopolidis… mas o árbitro interrompera já o lance, por empurrão de Nuno Gomes a um defesa, já na zona da pequena área, na tradicional molhada que habitualmente se gera nestas circunstâncias.

À passagem do quarto de hora, o Benfica criou nova situação de perigo, que, contudo, não só não conseguiu concretizar, como fora entretanto já sancionada com fora-de-jogo.

E, aos 17 minutos, na segunda investida grega, o segundo golo do Olympiakos! Antecedendo em escassos 7 minutos, a terceira ofensiva… e o terceiro golo! Estava ditada a sentença desta partida…

Apenas aos 33 minutos o Benfica conseguiria respirar um pouco: primeiro, num excelente remate a obrigar Nikopolidis a uma portentosa defesa, para, na sequência do canto, David Luiz marcar o ponto de honra da equipa portuguesa.

Aos 35 minutos, na sequência de um bem organizado lance colectivo, Suazo ainda disporia de uma oportunidade de golo, mas remataria de molde a proporcionar a defesa a Nikopolidis.

O descalabro benfiquista consumar-se-ia ao cair do pano da primeira parte, com o quarto golo da equipa grega.

Suspeito que se fosse dada aos jogadores do Benfica a possibilidade de não regressar para a segunda parte, a não teriam desdenhado; era fácil antever que o resultado apenas se poderia avolumar… o que aconteceria logo aos 53 minutos.

Numa das mais desacertadas exibições nas provas europeias, conseguindo ainda piorar a marca do Sporting no jogo de ontem, o Benfica contribui para a formação de uma péssima imagem portuguesa na Europa do futebol.

Vencido e convencido nos dois últimos jogos desta edição da Taça UEFA, tal o desnível competitivo evidenciado face aos seus adversários, a possibilidade de qualificação mais não parece ser que uma miragem… matemática (necessitando de vencer o Metalist Kharkiv, possivelmente por três golos de diferença, e beneficiar de uma conjugação de resultados muito favorável, nomeadamente nos jogos do Hertha de Berlin, tal como da própria equipa ucraniana).

1-0 – Galetti – 1m
2-0 – Patsatzoglou – 17m
3-0 – Diogo Santo – 24m
3-1 – David Luiz – 33m
4-1 – Belluschi – 44m
5-1 – Diogo Santo – 53m

Cartões amarelos – Pantos (79m); Binya (43m)

Árbitro – Stéphane Lannoy (França)


(304) Benfica – Galatasaray – 0-2

06.11.2008 – Taça UEFA – Fase Grupos – 2ª Jornada

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Yebda (64m – Carlos Martins), Katsouranis, Di María, Reyes (57m – Pablo Aimar), Nuno Gomes (60m – Óscar Cardozo) e David Suazo

GalatasarayGalatasaray – De Sanctis, Sabri Sanoglu, Servet Çetin, Emre Aşık, Hakan Balta, Lincoln, Fernando Meira, Ayhan Akman, Arda Turan (90 m – Volkan Yaman), Milan Baros (81m – Mehmet Guven) e Ümit Karan (84m – Yildiz)

0-1 – Emre Aşık – 51m
0-2 – Ümit Karan
– 69m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (54m), Suazo (71m) e Luisão (89m); Servet Çetin (11m) e Ayhan Akman (14m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Depois de um resultado positivo na jornada inaugural, com o empate obtido em Berlim, o Benfica esperava hoje dar um passo significativo rumo ao apuramento.

Contudo, entrando mal no jogo, cometendo sucessivos erros, permitiu ao Galatasaray criar perigo, ao mesmo tempo que adquiria confiança num bom resultado no Estádio da Luz, ganhando o ascendente na partida.

Numa fraca primeira parte, o Benfica, procurando equilibrar o controlo de jogo, apenas disporia de uma soberana ocasião de golo, por intermédio de um excelente remate de Suazo, a obrigar o guarda-redes italiano da equipa turca a aplicar-se a fundo, numa defesa portentosa.

No segundo período, novos erros permitiriam – logo aos 5 minutos – que um jogador do Galatasaray se isolasse frente a Quim, que, numa boa intervenção, defenderia para canto… na sequência do qual, e depois de mais uma falha de marcação, surgiria Emre Aşık, completamente “à vontade”, a inaugurar o marcador.

A equipa portuguesa não deixaria de acusar o “toque”, com Quique Flores a ter de mexer no onze, arriscando então, ao esgotar as substituições no espaço de 7 minutos. Porém, não seria feliz, uma vez que o segundo e decisivo golo surgiria poucos minutos depois, com Ümit Karan a aproveitar as facilidades concedidas pela defesa benfiquista. A partir daí, logo ficou patente que o Benfica pouco mais poderia fazer, falho de capacidade de reacção.

No encontro desta noite, assistindo-se a uma boa exibição do Galatasaray, em contraponto com um Benfica inseguro, em particular na sua zona mais recuada, a conclusão é de que a equipa turca foi “demasiado forte”.

O Benfica compromete a sua posição no Grupo de apuramento, vendo-se agora na contingência de, no mínimo, ter de empatar (se não se vier a concretizar mesmo a necessidade de ter de vencer…) em Atenas, frente ao Olympiakos, para além da “indispensável” vitória em casa com a equipa ucraniana do Metalist.


(303) Hertha Berlin – Benfica – 1-1

23.10.2008 – Taça UEFA – Fase Grupos – 1ª Jornada

Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Sofian Chahed, Arne Friedrich (53m – Kaká), Josip Šimunić, Marc Stein (66m – Marko Pantelić), Fabian Lustenberger, Pál Dárdai (45m – Gojko Kačar), Cícero Santos, Maximilian Nicu, Raffael e Andryi Voronin

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Binya, Katsouranis (66m – Carlos Martins), Di María, Reyes (72m – Urretavizcaya), Nuno Gomes e Óscar Cardozo (45m – David Suazo)

0-1 – Di María – 51m
1-1 – Marko Pantelić
– 74m

Cartões amarelos – Gojko Kačar (58m); Di María (51m)

Árbitro – Paul Allaerts (Bélgica)

No regresso à Fase de Grupos da Taça UEFA, 3 anos depois, o Benfica deslocou-se ao Estádio Olímpico de Berlim (palco da Final do Mundial de 2006), apresentando-se perante uma equipa do Hertha – actual 4º classificado no campeonato da Alemanha, a apenas 3 pontos do líder Hamburgo, quando estão decorridas 8 jornadas… mas que, tendo sido 10º na época passada, se apurou para esta competição por via da atribuição do prémio fair-play – com características específicas próprias, algo afastadas do estereótipo do futebol alemão, privilegiando um jogo mais “à flor da relva”, de domínio e troca de bola.

E entrou bem no jogo, podendo ter marcado logo nos primeiros minutos, tivesse tido um pouco mais de felicidade no ressalto num defesa da equipa alemã, na sequência de um bom remate de Nuno Gomes, que saiu a rasar o poste da baliza.

Até meio do primeiro tempo, o Benfica controlaria o jogo, face a um Hertha que ia procurando construir jogo, sem precipitações. Contudo, a partir dos 25 minutos, a pressão alemã intensificar-se-ia, com o jogo a transferir-se para o meio-campo benfiquista, sem que a equipa portuguesa conseguisse dispor de bola. E, com naturalidade, o Benfica passaria por alguns apuros, com Quim a ter de aplicar-se a fundo para anular uma soberana oportunidade de golo, com um avançado do Hertha isolado na cara do guarda-redes.

À semelhança da primeira metade, o Benfica entraria ainda melhor no segundo tempo, conseguindo mesmo, numa boa arrancada de Di María – fazendo recordar o lance que originaria o golo na Final dos Jogos Olímpicos -, inaugurar o marcador, colocando-se em vantagem.

Nos minutos imediatos, e replicando o que sucedera na metade inicial da partida, o Benfica parecia controlar o jogo… para, na fase final, o Hertha tornar a empurrar a equipa portuguesa para o seu meio-campo, surgindo o empate como consequência lógica da tendência do encontro, num remate imparável de Pantelić.

Como lógico acabaria por ser o empate, dados os períodos de domínio repartido entre as duas equipas – pese embora alguma natural preponderância da equipa alemã -, no que não deixa de constituir um arranque positivo do Benfica nesta fase da competição.


(302) Benfica – Napoli – 2-0

02.10.2008 – Taça UEFA – 1ª Eliminatória (2ª mão)

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Yebda (77m – Binya), Ruben Amorim (72m – Carlos Martins), Katsouranis, Di María (78m – Urretavizcaya), Reyes e Nuno Gomes

Napoli – Gianello, Rinaudo, Cannavaro, Contini, Maggio, Blasi, Walter Gargano, Hamšík (67m – Russotto), Vitale (78m – Mannini), Zalayeta e Lavezzi (72m – Denis)

1-0 – Reyes – 57m
2-0 – Nuno Gomes – 84m

Cartões amarelos – Reyes (38m) e Di María (60m); Cannavaro (7m), Vitale (19m), Rinaudo (60m), Contini (73m) e Walter Gargano (74m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

No dia que assinala o lançamento da Benfica TV… e, para muitos, do regresso ao tradicional relato radiofónico, necessitando de um único golo para alcançar o apuramento para a Fase de Grupos da Taça UEFA, o Benfica, dominando desde início da partida, começou por ter a serenidade para, de forma paciente, procurar construir jogo, preservando a sua baliza – garantiu hoje, apenas, o segundo jogo (consecutivo) da época sem sofrer golos -, resguardando-se do risco do contra-ataque da equipa italiana (bem patente num dos derradeiros lances do primeiro tempo, com a bola no poste da baliza de Quim… e Zalayeta a desperdiçar a recarga).

Quando, pouco passava do início da segunda parte, o Benfica chegou finalmente ao ansiado golo – por Reyes, num tento à semelhança do que marcara há poucos dias ao Sporting -, a sensação que se instalou foi a de um crescendo de confiança, numa equipa que começa a mostrar-se personalizada, sem que o Napoli beneficiasse de novas situações de efectivo perigo.

O segundo golo, já próximo do termo do encontro, foi apenas o corolário de uma boa exibição do Benfica, esta noite claramente superior à equipa italiana, que (não obstante não integrar a elite do futebol em Itália, tendo obtido o 8º lugar no ano transacto, apurando-se para a Taça UEFA via Intertoto), em cinco jogos da “Serie A”, ainda não fora derrotada, ocupando nesta altura o segundo lugar da prova.

Não obstante as boas exibições de Marítimo (a vencer em Valencia até ao quarto de hora final) e de Guimarães (cedo igualando a eliminatória e forçando o prolongamento), apenas Benfica e Braga atingem a Fase de Grupos da Taça UEFA.


(301) Napoli – Benfica – 3-2

18.09.2008 – Taça UEFA – 1ª Eliminatória (1ª mão)

NapoliNapoli – Navarro, Santacroce, Cannavaro, Contini, Maggio, Blasi (45m – Pazienza), Walter Gargano, Hamšík (75m – Piá), Vitale, Denis (66m – Zalayeta), Lavezzi

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Léo, Urreta (45m – Balboa), Carlos Martins (55m – Katsouranis), Yebda, Di María (63m – Nuno Gomes), Reyes e Suazo

0-1 – Suazo – 16m
1-1 – Vitale – 18m
2-1 – Denis – 19m
3-1 – Maggio – 54m
3-2 – Luisão – 59m

Cartões amarelos – Blasi (32m); Carlos Martins (41m)

Árbitro – Bjorn Kuipers (Holanda)

Numa partida algo atípica – em que o jogo nº 300 nas provas europeias não teve o desfecho desejado -, perante um adversário que não é, hoje por hoje, uma equipa de topo do futebol italiano, nem, por maioria de razão, do futebol europeu, o Benfica acaba de ser derrotado, com alguma naturalidade, pelo Napoli, por 3-2.

Com uma equipa ainda em formação, inexperiente, denotando alguma falta de confiança nas suas capacidades, evidenciando debilidades a defender, com momentos de desconcentração irreparáveis, muito dificilmente o Benfica poderá ultrapassar esta eliminatória (para o que, paradoxalmente, lhe bastaria vencer na Luz, pela margem mínima, por 1-0 ou 2-1).

No encontro desta noite, o Benfica começou por ter dois momentos felizes: ainda antes dos 5 minutos, com uma soberba intervenção de Quim, a evitar com muita classe que uma excelente jogada individual do adversário, deambulando pela defesa, culminasse em golo; logo aos 16 minutos, com Suazo a estrear-se a marcar, colocando a equipa portuguesa em vantagem.

Para, nos três minutos imediatos, com falhas dificilmente aceitáveis, sofrer dois golos, passando de uma situação de privilégio na eliminatória a uma posição de derrota.

Até final da primeira parte, praticamente mais não seria visto o futebol do Benfica, com o Napoli a tomar conta do jogo, impelindo o adversário a remeter-se a uma posição de passividade.

Com o terceiro golo da equipa italiana quando estavam apenas jogados 9 minutos do segundo tempo (com a bola a ressaltar no corpo de Léo, traindo Quim, num lance infeliz), receou-se que o conjunto português se desmoronasse; o golo de Luisão 5 minutos decorridos permitiria alimentar a ilusão… que poderia ser ainda maior se se tivesse concretizado o 3-3 numa jogada confusa na área napolitana em que, desta feita, a sorte não esteve com o Benfica.

A concluir, uma referência inevitável ao incompreensível critério disciplinar do árbitro, poupando alguns cartões amarelos (e, talvez, um vermelho, numa jogada de que Suazo não se recomporia até final do jogo) à equipa italiana.


###2007-08


(300) Getafe – Benfica – 1-0

12.03.2008 – Taça UEFA – 1/8 Final

GetafeGetafe – Roberto Abbondanzieri Pato, Cosmin Contra, Manuel Tena, Lucas Licht, Mario Cotelo (74m – Cortés), Fabio Celestini, Francisco Casquero, Jaime Gavilán (80m – Fuertes), Juan Albín, Kepa González (69m – Signorino) e Rubén De la Red

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Edcarlos (74m – Sepsi), Katsouranis, Léo, Petit, Maxi Pereira (59m – Di María), Rui Costa, Cristián Rodríguez, Nuno Gomes (66m – Mantorras) e Makukula

Cartões amarelos – Roberto Abbondanzieri Pato (38m), Mario Cotelo (60m) e Lucas Licht (73m); Katsouranis (14m), Maxi Pereira (55m) e Edcarlos (68m)

1-0 – Juan Albín – 77m

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Numa partida insípida, o Benfica confirmou que a crise é bem real, possivelmente mesmo mais profunda do que poderia supor-se, não parecendo a chicotada psicológica proporcionada pela demissão de Camacho ter trazido qualquer ânimo à equipa.

Perante um Getafe, privado de vários jogadores (por lesão e castigo), obrigado a remodelar meia-equipa, que pareceu adoptar como estratégia conceder a iniciativa ao adversário – a par de sistemáticas perdas de tempo, nas reposições de bola por parte do guarda-redes, e, inclusivamente, com mais de uma situação de duas bolas no campo em simultâneo –, para, de acordo com a sua matriz de jogo, replicar em rápidos contra-ataques, o Benfica nunca revelou capacidade para assumir de forma determinada a iniciativa.

Uma oportunidade desperdiçada (de forma incrível, rematando ao poste a um metro da baliza) por Makukula ainda no primeiro quarto de hora e uma outra, já na segunda parte, por intermédio de Rui Costa (rematando forte da zona central, à entrada da grande-área… mas à figura do guarda-redes), foi tudo o que a equipa portuguesa conseguiu construir.

Apesar das tentativas de Chalana, colocando em campo, primeiro, Di María, e, depois, Mantorras, o Benfica nunca conseguiria libertar-se da apatia.

Aproveitando uma falha, o Getafe não perdoaria, marcando o golo que lhe dá nova vitória, numa eliminatória que, desde cedo, controlou.

A partir daí – embora o golo não alterasse substancialmente a situação, uma vez que o Benfica necessitaria sempre, em qualquer circunstância, de marcar 2 golos – a equipa descreu, arrastando-se pelo campo, pouco mais do que limitando-se a esperar pelo escoar do tempo, vencida e convencida.

E assim, desta forma descolorida, se despede o Benfica de mais uma época de competições europeias, eliminado, pelo terceiro ano consecutivo, por equipas espanholas.


(299) Benfica – Getafe – 1-2

06.03.2008 – Taça UEFA – 1/8 Final

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Luisão (29m – Zoro), Edcarlos, Léo, Katsouranis, Cristián Rodríguez, Di María (62m – Mantorras), Rui Costa, Sepsi e Óscar Cardozo

GetafeGetafe – Óscar Ustari, Cosmin Contra, Belenguer, Cata Díaz, Lucas Licht, Albín, Casquero, Pablo Hernández, Esteban Granero (45m – Mario Cotelo), De la Red (73m – Celestini) e Braulio (61m – Manu)

0-1 – De la Red – 25m
0-2 – Pablo Hernández – 67m
1-2 – Mantorras – 76m

Cartões amarelos – Braulio (21m), De la Red (35m), Lucas Licht (82m), Casquero (85m) e Pablo Hernández (90m)

Cartão vermelho – Óscar Cardozo (9m)

Árbitro – Grzegorz Gilewski (Polónia)

Numa partida em que parecia querer demonstrar uma coesão e um futebol colectivo que tem estado arredado do clube nesta época, o Benfica, por culpas próprias, conjugadas com alguma infelicidade, cedo ofertou vantagem ao seu oponente.

Quando – logo aos 9 minutos – o seu único avançado, Óscar Cardozo, repetindo um gesto que já esboçara no último jogo contra o Sporting (face a Tonel), agrediu com uma cotovelada um jogador adversário, sendo expulso com cartão vermelho directo, o Benfica tomou consciência que este seria um desafio difícil, perante uma equipa (estreante nas provas europeias) que, em 8 jogos na edição desta época na Taça UEFA, sempre marcara (sendo o seu resultado típico o… 2-1).

O aviso chegaria logo aos 17 minutos, com Quim a responder com uma excelente defesa, adiando o golo… até aos 25 minutos, em que uma desatenção de Léo, perdendo a bola em zona proibida, e um ressalto (in)feliz do remate de De la Red em Edcarlos trairia inapelavelmente o guardião benfiquista.

E, quando, decorridos apenas mais 4 minutos, Luisão teve de abandonar o relvado, ressentindo-se de uma lesão, receou-se o pior. Nessa fase, o que se pedia era que o Benfica procurasse manter a serenidade, não se entregando.

Beneficiando do facto de o Getafe – especializado num sistema de jogo que explora velozes contra-ataques – não assumir deliberadamente uma toada ofensiva, a equipa benfiquista conseguiria controlar o jogo, dispondo mesmo de uma soberana ocasião para empatar a partida, ainda na fase inicial da segunda parte.

Como que adormecendo o jogo, sem criar oportunidades de perigo, o Getafe acabaria por – pouco depois de, com a entrada de Mantorras, o Benfica parecer querer assumir, não obstante a inferioridade numérica, uma toada ofensiva -, em nova jogada rápida, chegar ao segundo golo, iam decorridos 66 minutos, colocando alguma injustiça no marcador.

Para, no minuto seguinte, Edcarlos, a um metro da linha de golo, colocar o pé por baixo da bola, fazendo-a subir e embater no poste, em mais um momento de grande infelicidade… e imperícia.

O sinal de inconformismo perante a adversidade sairia dos pés de Mantorras, num remate potente, de meia-distância, com o Benfica finalmente a chegar ao golo.

Com o golo e com o apoio do (escasso) público, a equipa animar-se-ia, à entrada dos dez minutos finais, superando-se em termos de atitude e entrega ao jogo, acreditando, indo em busca do golo do empate.

Teria ainda uma oportunidade para tal, num livre marcado por Rui Costa, com a bola a ser desviada para canto, numa fase de grande confusão nas imediações da área da equipa espanhola, então algo desconcentrada e perdendo o controlo do jogo. Contudo, nos derradeiros cinco minutos, o Benfica acusaria o desgaste de um encontro pratcamente disputado na íntegra com um jogador a menos.

Numa das melhores e mais esforçadas exibições dos últimos meses – a par do jogo em Guimarães – o Benfica acaba por averbar uma derrota com algum travo de injustiça, tornando muito complexas as possibilidades de apuramento nesta eliminatória.


(298) Nuremberga – Benfica – 2-2

21.02.2008 – Taça UEFA – 1/16 Final

NurembergaNuremberga – Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Tomás Galásek, Jawhar Mnari (87m – Abardonado), Marco Engelhardt, Angelos Charisteas, Ivan Saenko e Jan Koller

BenficaBenfica – Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos (70m – Óscar Cardozo), Léo, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira (70m – Sepsi), Rui Costa, Nuno Assis (81m – Di María) e Makukula

1-0 – Charisteas – 59m
2-0 – Saenko – 66m
2-1 – Cardozo – 89m
2-2 – Di María – 90m

Cartões amarelos – Pinola (89m); Léo (28m), Nuno Assis (45m), Luís Filipe (56m), Makukula (67m) e Petit (77m)

Árbitro – Ivan Bebek (Croácia)

Em mais uma (muito) pobre exibição, frente a uma equipa alemã sem nível europeu (6º classificado no campeonato da época passada, mas que luta agora para evitar a despromoção), o Benfica acabou por ser bafejado pela sorte, conseguindo, in extremis, um lisonjeiro empate, que lhe permitiu prosseguir para os 1/8 Final da Taça UEFA, onde enfrentará o Getafe, de Espanha.

Voltando a optar por um modelo de um único avançado, Camacho apostaria em Makukula, em detrimento de Cardozo, porventura mais desgastado nesta fase da época.

Não obstante, a equipa do Benfica entraria no jogo com boa atitude, beneficiando do retraimento voluntário do seu adversário, que parecia querer jogar na expectativa. De tal forma que, assumindo o controlo da partida, ainda antes dos 10 minutos, já a equipa portuguesa criara três situações de perigo na área do Nuremberga, contudo sem aproveitamento.

À medida que o tempo ia passando, o Benfica foi perdendo o fulgor inicial, enquanto, qual sistema de vasos comunicantes, o Nuremberga ia-se soltando e tornando mais afoito, com Charisteas, já próximo do intervalo, a desperdiçar a maior oportunidade de golo do primeiro tempo.

Na etapa complementar, a equipa benfiquista pareceu desaparecer do jogo, recuando no terreno, atravessando mesmo um período de 10 minutos de descontrolo total, com uma extrema apatia da defesa, permitindo aos alemães marcar dois golos e colocar-se em vantagem na eliminatória… até ao último minuto.

Até aí demasiado passivo, Camacho faria então, aos 70 minutos, uma dupla substituição, arriscando – já sem nada a perder – ao trocar um defesa central (Edcarlos) por um avançado (Cardozo), com Katsouranis a recuar no terreno.

Bastaram três minutos para Cardozo, numa excelente desmarcação, em diagonal, surgir isolado frente ao guarda-redes adversário, embora do seu lado menos forte, rematando cruzado, ligeiramente ao lado, na que era a melhor oportunidade de golo do Benfica.

Já sem grande convicção, e sempre “mais com o coração do que com a cabeça”, seria ainda Cardozo, em cima do nonagésimo minuto, num remate enrolado, a fazer ressaltar a bola no chão, para se anichar nas redes contrárias, junto ao poste, sem hipóteses de defesa. O Benfica salvava a eliminatória.

Haveria ainda tempo para momentos de apuro, com a bola a sofrer vários ressaltos na área benfiquista, terminando com um canto. Na sequência, num rápido contra-ataque, ultrapassando a defesa alemã que – balanceada para a frente – não recuperara, Di María beneficiaria de uma situação de “um para zero”, rodeando o guarda-redes e praticamente entrando pela baliza dentro, fazendo o golo do empate.

Numa partida muito sofrida – e quando talvez já não acreditasse – o Benfica conseguia eliminar o Nuremberga, única das 5 equipas alemãs ainda em prova a ser afastada.


(297) Benfica – Nuremberga – 1-0

14.02.2008 – Taça UEFA – 1/16 Final

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Luisão, Katsouranis, Léo, Petit, Nuno Assis (85m – Freddy Adu), Rui Costa, Cristián Rodríguez (85m – David Luiz), Makukula e Óscar Cardozo (59m – Di María)

NurembergaNuremberga – Jaromír Blazek, Dominik Reinhardt, Andreas Wolf, Berti Glauber, Javier Pinola, Nicky Adler (46m – Jan Kristiansen), Peer Kluge, Tomás Galásek, Marco Engelhardt, Ivan Saenko e Jan Koller

1-0 – Makukula – 43m

Cartões amarelos – Nélson (22m) e Petit (86m); Wolf (66m) e Pinola (87m)

Árbitro – Alexandru Dan Tudor (Roménia)

Com uma exibição pouco convincente – e, sobretudo, pouco consistente -, o Benfica obteve hoje uma importante vitória (a 100ª em casa em jogos das provas europeias), não obstante a margem mínima, mas sem sofrer golos, o que lhe poderá permitir alcançar o apuramento para os 1/8 Final.

Satisfazendo a “vontade dos adeptos”, Camacho colocou em campo a dupla de avançados formada por Makukuka (fazendo a sua estreia em jogos europeus pelo Benfica) e Cardozo.

Não obstante, na fase inicial da partida, a boa organização da equipa do Nuremberga – aliada à falta de dinamismo benfiquista – dificultou as acções ofensivas do Benfica, que não conseguia criar qualquer oportunidade de perigo… nem sequer, remates à baliza.

Seria o maestro Rui Costa, já muito perto do intervalo, a tomar a iniciativa, solicitando Makukula que, com um remate potente – contando com alguma colaboração do guarda-redes adversário – marcaria o único golo do encontro.

Apenas na segunda parte, e pelo que jogou nos primeiros 20 minutos, o Benfica acabaria por justificar a vantagem e a vitória na partida; nessa fase, a equipa portuguesa, assegurando o domínio a nível do meio-campo, controlaria o jogo e procuraria construir novos lances de perigo para a baliza alemã, embora sem concretização.

A partir dos 70 minutos, beneficiando da perda de ritmo do Benfica, o Nuremberga – que, até aí, praticamente não denotara intenções ofensivas – começou a subir no terreno, ameaçando a baliza, e colocando Quim à prova, o qual, aplicando-se a fundo, daria excelente resposta, numa oportuna intervenção.

Até ao termo do jogo, seriam os alemães a estar mais próximos do empate, sem que o Benfica conseguisse retomar o controlo da partida.

O resultado final, apesar de tangencial – muito distante dos 6-0 com que o Benfica, na senda da conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus (na época de 1961-62), esmagara os então campeões alemães -, acaba por ser melhor que a exibição conseguida. Resta aguardar que, na Alemanha, o Benfica consiga marcar, e garantir assim a continuidade na prova.


(296) Shakthar Donetsk – Benfica – 1-2

04.12.2007 – Liga dos Campeões – 6ª Jornada

Shakthar DonetskShakthar Donetsk – Pyatov; Srna, Chygrynskyi, Kucher e Rat; Ilsinho (67m – Wilian), Lewandowski (57m – Hubschman), Jadson e Fernandinho; Brandão e Lucarelli (74m – Gladkiy)

BenficaBenfica – Quim; Nélson, Luisão, David Luiz e Léo; Maxi Pereira (83m – Luís Fiilipe), Petit, Katsouranis, Rui Costa e Di María (67m – Nuno Assis); Cardozo (90m – Nuno Gomes)

0-1 – Cardozo – 6m
0-2 – Cardozo – 22m
1-2 – Lucarelli – 30m

Cartões Amarelos – Kucher (68m) e Brandão (90m); David Luiz (29m) e Luís Filipe (90m)

Árbitro – Kyros Vassaros (Grécia)

Numa primeira parte feliz, com um anormal índice de eficácia (nas duas primeiras oportunidades, marcou dois golos), o Benfica cedo se colocaria em vantagem, na sequência do aproveitamento de um mau atraso da defesa ucraniana.

Não obstante, o Shakthar entrara determinado, levando muito perigo à baliza benfiquista logo aos dois minutos. E, mesmo já em posição desfavorável no marcador, a equipa da casa continuaria a criar as melhores ocasiões, beneficiando do facto de o Benfica defender numa posição bastante recuada… até que chegaria o segundo golo do Benfica.

A partir daí, a pressão sobre os ucranianos – que necessitavam vencer para poder aspirar a prosseguir na Liga dos Campeões – parecia começar a ser inversamente proporcional à tranquilidade e confiança de que a equipa portuguesa poderia beneficiar. Todavia, numa falta evitável de David Luiz, que o árbitro sancionaria com a consequente grande penalidade, Lucarelli, à passagem da meia-hora, com um remate forte (a embater ainda em Quim) reduzia para 1-2, relançando a partida.

No quarto de hora final do primeiro tempo, o Shakthar continuaria a pressionar a defesa benfiquista, com o Benfica a procurar responder em contra-ataque. Na sua terceira investida, a equipa portuguesa poderia ter chegado ao terceiro golo, não fora a deficiente execução de Maxi Pereira. Na resposta, coincidindo com os 45 minutos, Quim, colocado à prova, conseguiria repelir a bola, evitando o perigo.

À medida que a segunda parte foi decorrendo, o jogo – disputado com uma temperatura de 5 graus negativos – foi arrefecendo, caindo de intensidade, com os ucranianos gradualmente a esmorecer, não obstante os esforços continuados em busca do golo do empate.

Com a vitória num campo difícil, frente a um adversário valoroso – apesar de encerrar a sua campanha com 4 derrotas sucessivas, depois das vitórias nas duas jornadas iniciais – o Benfica, ascendendo ao terceiro lugar, salva a sua continuidade nas provas europeias, transitando (tal como o Sporting garantira já na jornada precedente) para a Taça UEFA, onde iniciará a participação nos 1/16 Final. AC Milan e Celtic confirmaram o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.


(295) Benfica – AC Milan – 1-1

28.11.2007 – Liga dos Campeões – 5ª Jornada

BenficaBenfica – Quim; Luís Filipe (74m – Di María), Luisão, David Luiz (88m – Freddy Adu) e Léo; Maxi Pereira, Petit, Katsouranis, Rui Costa e Cristián Rodríguez; Nuno Gomes (75m – Cardozo)

AC MilanAC Milan – Dida; Bonera, Nesta, Kaladze, Serginho (45m – Maldini); Gattuso, Pirlo, Seedorf (73m – Oddo), Brocchi (51m – Gourcuff); Kaká e Gilardino

0-1 – Pirlo – 15m
1-1 – Maxi Pereira – 20m

Cartões Amarelos – Petit (68 m); Kaladze (36 m), Serginho (41 m) e Maldini (80 m)

Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)

Uma equipa do Benfica pouco confiante nas suas capacidades, oferecendo – logo desde início – o controlo do jogo ao adversário, permitiu que o Ac Milan se instalasse no meio-campo benfiquista no primeiro quarto de hora da partida, criando algumas jogadas de perigo, culminadas com o excelente golo, num potente remate de Pirlo, na zona intermediária, com Quim a parecer mal batido.

Apenas a partir daí o Benfica “entraria no jogo”, primeiro com uma boa iniciativa aos 18 minutos, para, dois minutos volvidos, Maxi Pereira restabelecer a igualdade.

No tempo restante, o Milan – beneficiando da superior qualidade do triângulo formado por Pirlo, Gattuso e Seedorf – apenas pareceu interessado em gerir o resultado (também com Dida a “queimar tempo” em sucessivas reposições de bola), que lhe assegurava a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Couberam então ao Benfica as mais soberanas oportunidades de golo, pelo menos por três ocasiões.

A equipa italiana apenas nos minutos finais – quando o Benfica procurava atacar já sem capacidade de recuperação nas situações de perda de bola, com jogadores como Petit, Katsouranis, Rui Costa e, em especial, Cristián Rodríguez e Maxi Pereira, “esgotados”, depois de terem “dado o litro” durante todo o encontro – criaria novas situações de golo eminente, aos 88 e 90 minutos.

Num jogo em que, a haver um vencedor, a vitória assentaria melhor ao Benfica, o empate final, conjugado com a vitória – no derradeiro minuto – do Celtic frente ao Shakthar Donetsk, coloca o Ac Milan (Campeão Europeu em título) nos 1/8 Final da prova, afastando a equipa portuguesa, à qual resta apenas a possibilidade de, vencendo na Ucrânia na última jornada, transitar para a Taça UEFA.


(294) Celtic – Benfica – 1-0

06.11.2007 – Liga dos Campeões – 4ª Jornada

CelticCeltic – Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, McGeady, S. Brown (89m – Sno), Jarosik (66m – Donati), Jan Vennegoor Hesselink (66m – Killen) e McDonald

BenficaBenfica – Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos, Léo, Katsouranis, Binya, Maxi Pereira (61m – Di Maria), Rui Costa (77m – Bergessio), Cristian Rodriguez e Cardozo (77m – Nuno Gomes)

1-0 – McGeady – 45m

Cartão amarelo – Maxi Pereira (42m)

Cartão vermelho – Binya (85m)

Árbitro – Martin Hansson (Suécia)

O Benfica, parecendo revelar alguma tranquilidade logo desde o início da partida, beneficiando da ausência de pressão do Celtic, ameaçaria a baliza escocesa logo aos 5 minutos, numa boa execução de Cardozo, a que o guarda-redes deu boa resposta.

Apenas aos 9 minutos, o Celtic chegaria com perigo à baliza benfiquista, com um cabeceamento ligeiramente ao lado. Para, dois minutos decorridos, Cardozo dispor de nova oportunidade; contudo, apanhando a bola a meia-altura, o remate sairia algo alto, ainda com Boruc a desviar.

Com o jogo a começar a animar, aos 16 minutos, seria Brown a obrigar Quim a uma excelente intervenção, numa defesa de um potente e colocado remate. Até aos 20 minutos, ainda mais três lances de perigo: dois para o Celtic, entremeados por um a favor do Benfica. E ainda, aos 22 minutos, com o Benfica a recuar, o Celtic, agora intensificando a pressão, criava nova ocasião de perigo, obrigando a nova defesa de Quim.

No quarto de hora final do primeiro tempo o ritmo de jogo cairia naturalmente; porém, aos 45 minutos, num remate feliz de McGeady (com a bola a tabelar em Luisão, traindo Quim), o Celtic chegaria finalmente ao golo.

Na segunda metade da partida, com o jogo mais confuso, o Benfica raramente denotou capacidade para organizar o ataque, faltando-lhe a velocidade necessária para criar perigo; as substituições operadas por Camacho não trariam nada de novo à equipa.

As melhores oportunidades surgiriam ainda para a equipa escocesa, nomeadamente à passagem dos 70 minutos, por duas vezes e, de novo, aos 90 minutos, assim acabando por justificar a vitória.


(293) Benfica – Celtic – 1-0

24.10.2007 – Liga dos Campeões – 3ª Jornada

BenficaBenfica – Quim, Maxi Pereira, Luisão, Katsouranis, Léo, Nuno Assis (61m – Di Maria), Binya, Rui Costa, Cristian Rodriguez (84m – Luís Filipe), Bergessio (61m – Freddy Adu), Cardozo

CelticCeltic – Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, Jarosik, S. Brown, Donati (63m – Sno), McGeady, Killen (74m – Scott McDonald)

1-0 – Cardozo – 87m

Cartões amarelos – Di Maria (89m); McGeady (28m), Killen (55m), Hartley (72m)

Árbitro – Massimo Busacca (Suíça)

Perante um Celtic a jogar “pelo seguro”, na expectativa de poder lançar o contra-ataque, concedendo a iniciativa ao adversário, o Benfica surgiu em campo algo intranquilo e precipitado, sem a calma necessária para explanar o seu jogo.

Assim, apenas aos 23 minutos criaria a primeira jogada de perigo, com Cardozo, próximo da pequena área, a não conseguir chegar à bola, para – fazendo o desvio – dar o melhor seguimento ao cruzamento. Por seu lado, os escoceses só aos 33 minutos ameaçariam a baliza benfiquista, com Quim a corresponder. Numa primeira parte relativamente “morna”, o Benfica teria nova ocasião para inaugurar o marcador praticamente em cima da hora, por intermédio de Katsouranis, para a “defesa da noite” de Boruc.

No segundo período da partida, a toada não se alterou significativamente, o que levou Camacho a proceder – relativamente cedo – a duas substituições simultâneas. E, apenas dois minutos volvidos – e num espaço de outros 2 minutos -, o Benfica, infeliz, desperdiçaria duas excelentes oportunidades, ambas por Cardozo, primeiro (63m), rematando com tal potência que a bola embateu estrondosamente na barra; logo de seguida (65m), um remate cruzado… a embater na base do poste.

E, ainda, mais uma ocasião desaproveitada por Cardozo, aos 73 minutos, com um remate “enrolado”, a saír ligeiramente ao lado. Para, aos 76 minutos – sempre Cardozo – a cabecear fraco… para as mãos de Boruc. Só aos 79 minutos o Celtic chegaria a área benfiquista, com Sno a rematar, para uma defesa sem dificuldade de Quim.

Até que, ao 87º minuto, numa excelente abertura de Di Maria, a solicitar a desmarcação, Cardozo finalmente – numa perfeita execução técnica, parando a bola no peito, para depois a desviar do alcance de Boruc – conseguiria o tão ansiado (e já há muito merecido) golo.

Num jogo em que apenas uma das equipas procurou o golo e a vitória, esta assenta perfeitamente ao Benfica, bastante esforçado, não obstante deixasse transparecer sintomas de intranquilidade, criando várias oportunidades (com mais de 20 remates à baliza), com grandes dificuldades na concretização.


(292) Benfica – Shakthar Donetsk – 0-1

03.10.2007 – Liga dos Campeões – 2ª Jornada

BenficaBenfica – Quim; Nélson, (44m – Nuno Gomes), Luisão, Edcarlos e Léo; Maxi Pereira, Katsouranis, Cristian Rodriguez, Rui Costa e Di Maria (61m – Binya); Cardozo

Shakthar DonetskShakthar Donetsk – Pyatov; Srna, Chygrynskyi, Kucher e Rat; Ilsinho (79m – Duljaj), Lewandowski (87m – Hubschman), Jadson (76m – Castillo) e Fernandinho; Brandão e Lucarelli

0-1 – Jadson – 41m

Cartões amarelos – Katsouranis (57m), Cardozo (67m) e Cristian Rodriguez (79m); Srna (79m), Fernandinho (82m) e Castillo (83m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Numa partida em que, por largos períodos, pareceu “ausente de campo”, o Benfica acaba por sofrer o castigo da derrota, frente a uma bem arrumada equipa do Shakthar Donetsk (líder do campeonato ucraniano, com cerca de 10 pontos de vantagem sobre os mais directos perseguidores, Dnepr e D. Kiev), com bom “toque de bola” e bem instruída no anti-jogo.

E, não obstante, a equipa benfiquista parecia ter entrado em campo com boa disposição, com Rodriguez a dar o primeiro sinal, logo aos 2 minutos, a rematar forte, de fora da área, com o guarda-redes ucraniano a ter de aplicar-se a fundo, respondendo eficazmente.

Porém, por volta dos 10 minutos, já o Shakthar tinha “encaixado” no jogo benfiquista, libertando-se, subindo no terreno, e começando a ameaçar a defesa portuguesa.

Numa fase de jogo em que predominava o equilíbrio, Cardozo – aos 20 minutos – obrigaria Pyatov a nova intervenção de elevado grau de dificuldade. Poucos minutos depois, numa excelente iniciativa individual de Di Maria, internando-se até junto da pequena área, fazia a bola embater com estrondo na trave…

Aos 39 minutos, Fernandinho, num livre, rematava com muito perigo, ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Era o aviso do que aconteceria dois minutos depois, com uma muito boa combinação, na sequência de uma rápida jogada de envolvência, aproveitando a superioridade numérica provocada pela lesão de Nélson, surgindo Jadson a dar o toque final, para o único golo do encontro.

A fechar a primeira parte, Katsouranis, com um remate forte à baliza, não seria feliz…

No segundo período, o Benfica parecia não se “encontrar”, com o cúmulo do desnorte a ocorrer aos 67 minutos, com o Shakthar a fazer “gato-sapato” da equipa portuguesa, com Brandão, primeiro, e Fernandinho, logo de seguida, a desperdiçarem incrivelmente duas oportunidades (numa delas com superioridade numérica de 4 para 1!), levando o treinador romeno, Mircea Lucescu, ao “desespero”.

Na parte final do desafio, o Shakthar – que até então mostrara saber disputar o “jogo pelo jogo” – adoptaria uma táctica de anti-jogo, com sucessivas substituições e interrupções com lances faltosos, a par da amostragem de cartões amarelos pelo árbitro.

Por seu lado, o Benfica, já com pouco discernimento – então comandado por Binya, o seu jogador “mais esclarecido” – procurava atacar, com Katsouranis a desperdiçar, aos 81 minutos, a que era até então a mais flagrante ocasião para evitar a derrota… até aos 90 minutos, em que Edcarlos falharia de forma incrível. Já em tempo de compensação, Nuno Gomes e Rui Costa rematariam ainda à baliza, mas de forma não consequente.

Uma derrota – num jogo em que, com outra tranquilidade, poderia ter obtido melhor resultado – que coloca o Benfica numa posição difícil no Grupo, considerando também a vitória do Celtic frente ao AC Milan.


(291) AC Milan – Benfica – 2-1

18.09.2007 – Liga dos Campeões – 1ª Jornada

AC MilanAC Milan – Dida; Oddo (81m – Bonera), Kaladze, Nesta e Jankulovski; Pirlo, Gattuso, Seedorf (75m – Emerson) e Ambrosini; Kaká e Inzaghi (84m – Gilardino)

BenficaBenfica – Quim; Luís Filipe, Miguel Vítor (73m – Binya), Edcarlos e Léo; Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa (87m – Nuno Assis), Di Maria e Cristián Rodriguez; Óscar Cardozo (63m – Nuno Gomes)

1-0 – Pirlo – 9m
2-0 – Inzaghi – 24m
2-1 – Nuno Gomes – 90m

Cartões amarelos – Inzaghi (67m); Óscar Cardozo (61m)

Árbitro – Mike Riley (Inglaterra)

O Benfica, defrontando o Campeão Europeu em título, em Milão, apresentando-se com uma equipa substancialmente renovada (7 estreantes na competição no “onze” inicial), padecendo também de algumas lesões em elementos-chave da equipa (como Luisão e Petit), cedo se viu em posição de desvantagem no marcador. Ao longo do primeiro tempo, o AC Milan podia ter dado ainda maior expressão ao marcador de 2-0 com que se atingiu o intervalo (não obstante o Benfica ter podido também marcar).

No segundo tempo, o ritmo de jogo reduziu-se significativamente, sem grandes oportunidades de golo; já em cima do termo do encontro, o Benfica conseguiria o “golo de honra”, acabando por obter um resultado lisonjeiro. Uma palavra para a forma excelente como Rui Costa foi recebido e “despedido” (no momento da sua substituição) na sua “antiga casa”.


(290) Copenhaga – Benfica – 0-1

29.08.2007 – Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão)

CopenhagaCopenhaga – Jesper Christiansen, William Kvist, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Niclas Jensen, Michael Silberbauer, Rasmus Würtz (58m – Libor Sionko), Hjalte Nørregaard, Atiba Hutchinson, Morten Nordstrand (74m – Ailton Almeida) e Marcus Allbäck

BenficaBenfica – Quim, Nélson (45m – Nuno Assis), Katsouranis, Miguel Vitor e Léo; Petit, Luís Filipe, Rui Costa e Angel Di María (74m – Romeu Ribeiro); Nuno Gomes (90m – Bergessio) e Óscar Cardozo

0-1 – Katsouranis – 17m

Cartões amarelos – Hutchinson (17m); Óscar Cardozo (57m), Katsouranis (68m) e Miguel Vitor (87m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Depois da sofrida vitória no Estádio da Luz, por 2-1 (com dois soberbos golos do sempre maestro Rui Costa) – e do titubeante arranque de campeonato, com dois empates, e após uma inédita “chicotada psicológica”, na sequência da 1ª jornada da Liga, com a substituição de Fernando Santos pelo regressado Jose Antonio Camacho – o Benfica voltou a sofrer imenso (uma intensa pressão da equipa dinamarquesa no primeiro quarto de hora da partida) antes de conseguir, com o golo marcado em Copenhaga, garantir a qualificação.


(289) Benfica – Copenhaga – 2-1

14.08.2007 – Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão)

BenficaBenfica – Quim, Luís Filipe, Luisão (37m – Freddy Adu), David Luiz e Léo; Katsouranis, Petit, Rui Costa e Nuno Assis (74m – Nuno Gomes); Bergessio (45m – Fábio Coentrão) e Óscar Cardozo

CopenhagaCopenhaga – Jesper Christiansen, William Kvist, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Niclas Jensen, Michael Silberbauer, Rasmus Würtz, Hjalte Nørregaard (89m – Libor Sionko), Atiba Hutchinson, Jesper Grønkjær e Marcus Allbäck (78m – Morten Nordstrand)

1-0 – Rui Costa – 25m
1-1 – Hutchinson – 35m
2-1 – Rui Costa – 85m

Cartões amarelos – Luís Filipe (53m), Petit (58m), David Luiz (67m) e Rui Costa (86m); Grønkjær (45m) e Wurz (61m)

Árbitro – Viktor Kassal (Hungria)


###2006-07


(288) Benfica – Espanyol – 0-0

12.04.2007 – Taça UEFA – 1/4 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Quim, Nélson (81m – Derlei), Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis (82m – Katsouranis), Rui Costa, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (70m – Mantorras)

Espanyol Espanyol – Gorka Iraizoz, Zabaleta, Torrejón, Jarque, Chica, Ito (54m – Eduardo Costa), Hurtado, De la Peña (78m – Jónatas), Luis Garcia, Riera e Pandiani (71m – Corominas)

Cartões amarelos – Rui Costa (30m) e Karagounis (67m); Ito (37m), Luis Garcia (55m), De la Peña (62m), Zabaleta (84m ) e Chica (84m)

Árbitro – Claus Bo Larsen (Dinamarca)

Depois da desastrada primeira parte no jogo de Barcelona, um Benfica de “fim-de-estação”, sem ânimo nem fôlego, faria uma ainda pior exibição no primeiro tempo da partida de hoje, chegando mesmo a parecer ausente do encontro.

Durante metade do jogo, o Espanyol, marcando de forma pressionante, não teve dificuldade em suster as denunciadas, previsíveis e lentas iniciativas do Benfica – que apenas no minuto inicial do jogo criaria perigo. Mais preocupado em defender que procurar marcar, a equipa catalã limitou-se a controlar o meio-campo, onde aparecia sempre em superioridade; apenas aos 12 minutos, os espanhóis ameaçaram o golo, com uma bola no poste.

Na segunda parte, o Benfica procurou despertar da letargia; paralelamente, o Espanyol ia perdendo fulgor, começando a recuar no terreno, cedendo mais espaço e iniciativa à equipa portuguesa.

Mas, na verdade, o Benfica apenas jogou futebol durante cerca de um quarto de hora, entre os 60 e os 75 minutos; tal é a fragilidade desta equipa que elimina o único representante português nas provas europeias que, nesse período de tempo, só por milagre, o Espanyol acabou por evitar… a goleada: aos 66, 72 e 73 minutos, o Benfica dispôs de três soberanas ocasiões de golo, que contudo não conseguiria concretizar, por inépcia dos seus jogadores, por alguma infelicidade e, também, muito por acção do guarda-redes basco, a fazer algumas defesas impossíveis.

No último quarto de hora (a que acrescem os 5 minutos de tempo de compensação), o Benfica praticamente já não teve “cabeça” para organizar o jogo, tal a forma precipitada (mesmo atabalhoada) com que procurava avançar no terreno. Ainda assim, Mantorras desperdiçaria “escandalosamente” mais uma oportunidade de golo (a quarta em cerca de 20 minutos), cabeceando desastradamente, para onde estava virado, quando tinha a baliza à mercê.

O Benfica – pagando um elevado preço por tanto tempo “ausente” do jogo (nas 2 mãos deste confronto) – é eliminado, de forma absolutamente desconsoladora e inglória, perante um adversário acessível, que apenas se preocupou em controlar o jogo (enquanto teve forças para isso) e, na fase final, em “destruir” o jogo adversário, “queimando” o máximo de tempo possível, com o que contou com a estranha complacência do árbitro.


(287) Espanyol – Benfica – 3-2

06.04.2007 – Taça UEFA – 1/4 Final (1ª mão)

Espanyol Espanyol – Gorka Iraizoz, Zabaleta (69m – Lacruz), Torrejón, Jarque, Chica, Moisés, De la Peña, Rufete (80m – Ito), Luis Garcia, Riera e Tamudo (53m – Pandiani)

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis, João Coimbra (36m – Rui Costa), Derlei (57m – Miccoli), Simão Sabrosa e Nuno Gomes

1-0 – Tamudo – 15m
2-0 – Riera – 33m
3-0 – Pandiani – 58m
3-1 – Nuno Gomes – 63m
3-2 – Simão Sabrosa – 65m

Cartões amarelos – Zabaleta (26m) e Riera (64m); Anderson (3m) e Simão Sabrosa (37m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

L’Espanyol ho tenia tot fet (3-0) però va deixar sortir viu el Benfica i s’haurà de guanyar la classicació a Lisboa i sense Tamudo.

La plantilla de l’Espanyol es va despertar ahir amb la sensació d’haver deixat escapar una ocasió històrica per enfonsar el Benfica. Un minut, concretament 90 segons que van del minuts 63 al 65, va ser fatídic per a la moral blanc-i-blava, ja que els gols de Nuno Gomes i Simão van deixar oberta l’eliminatòria.

(Jornal El 9 – Esportiu de Catalunya, de 7 de Abril de 2007)

A sensação que perdura da partida a que assisti no Estádio Olímpico de Barcelona (bem composto, com perto de 5 000 adeptos benfiquistas) é a de que, num jogo atípico, o Benfica, completamente perdido e “atordoado” pelo contra-ataque do Espanyol (com uma atitude que mais parecia ser a de uma equipa a jogar “fora de casa”), teve a eliminatória perdida.

Depois, num assomo de orgulho – perante uma equipa que lhe é claramente inferior -, teve ainda a felicidade de, no espaço de dois minutos, reentrar na disputa da eliminatória, não tendo contudo sabido aproveitar então o “desnorte” dos catalães para empatar o jogo e sair de Barcelona já com vantagem (também penalizado pelo árbitro, que “não viu” uma grande penalidade a favor da equipa portuguesa).

Uma equipa que denota estar “no limite”, com um plantel escasso, sem a confiança do treinador, apostando praticamente sempre no mesmo “onze-base”, com alguns reforços que não têm “90 minutos nas pernas”, casos de Rui Costa ou Mantorras e com Derlei a continuar a “passar ao lado dos jogos”. E com uma defesa intranquila, com a juventude de David Luiz e a insegurança de Anderson. Com Nélson bastante irregular e com Nuno Gomes claramente fora de forma. Subsiste a maestria de Rui Costa, a impulsividade de Miccoli e o esforço de Simão, que continua a “carregar a equipa às costas”, com uma exibição coroada com um golo na sequência de uma excelente iniciativa individual, “de raiva”.


(286) Benfica – Paris St.-Germain – 3-1

15.03.2007 – Taça UEFA – 1/8 Final (2ª mão)

BenficaBenfica – Moretto; Nélson, André Luiz, Anderson, Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis (45m – João Coimbra), Simão Sabrosa; Nuno Gomes (90m – Paulo Jorge) e Miccoli (77m – Derlei)

Paris St.-GermainParis St.-Germain – Landreau, Mabiala (75m – Mendy), Rozehnal, Traoré, Drame, Mulumbu, Diané, Gallardo (70m – Kalou), Rothen, Pauleta e Luyindula (70m – Ngog)

1-0 – Simão Sabrosa – 12m
2-0 – Petit – 27m
2-1 – Pauleta – 32m
3-1 – Simão Sabrosa – 89m

Cartões amarelos – Katsouranis (22m) e Nuno Gomes (90m); Mulumbu (2m), Rothen (61m) e Traoré (90m)

Cartão vermelho – Mulumbu (88m)

Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)

No jogo da 2ª mão, com um Estádio da Luz repleto, o Benfica entrou decidido a resolver cedo a eliminatória. Com uma toada ofensiva que quase “sufocou” a equipa francesa, rapidamente chegaria ao golo, por intermédio de Simão Sabrosa, colocando-se novamente em vantagem no conjunto das duas mãos.

As coisas pareciam fáceis, quando – logo aos 26 minutos – o Benfica, numa excelente execução de Petit (a fazer um “chapéu” a Landreau), ampliava a vantagem para 2-0.

Como que deslumbrado com as facilidades – num momento de desconcentração da equipa do Benfica -, Pauleta, com instinto goleador, antecipou-se à defesa benfiquista, cabeceando para o fundo da baliza, com Moretto a deixar passar a bola sob o corpo. A eliminatória voltava a estar igualada.

E, de imediato, nos minutos seguintes, pairou a “sombra” dos últimos 10 minutos da primeira parte em Paris, com o Benfica a passar mais uma vez por apuros, particularmente quando Pauleta rematou novamente com perigo, desta feita com Moretto a evitar o golo.

Na segunda parte, a sensação foi a de que a equipa francesa foi procurando “adormecer” o jogo, o que ia conseguindo; praticamente até ao quarto de hora final, o Benfica não criaria grandes oportunidades de perigo.

Nos minutos finais, o Benfica procurou decidir a eliminatória no tempo regulamentar, mas parecia que não viria a ser feliz… até que, a 3 minutos do final da partida, Mulumbu derrubou Léo na grande-área. Na conversão da grande penalidade, Simão Sabrosa, com frieza e segurança, marcava pela terceira vez ao Paris St.-Germain, apurando o Benfica para os 1/4 Final da Taça UEFA.


(285) Paris St.-Germain – Benfica – 2-1

08.03.2007 – Taça UEFA – 1/8 Final (1ª mão)

Paris St.-GermainParis St.-Germain – Landreau, Rozehnal, Mendy, Sakho, Armand (79m – Drame), Cissé, Chantôme, Rothen (61 m – Gallardo), Frau, Kalou e Pauleta (73m – Luyindula)

BenficaBenfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão (32m – David Luiz) e Léo; Petit, João Coimbra (71m – Beto), Karagounis, Derlei (68m – Nuno Gomes) e Simão Sabrosa; Miccoli

0-1 – Simão Sabrosa – 9m
1-1 – Pauleta – 35m
2-1 – Frau – 39m

Cartões Amarelos – Rothen (46m), Kalou (80m); Karagounis (6m), Derlei (55m)

Árbitro – Graham Poll (Inglaterra)

Num Parques dos Príncipes colorido de vermelho, com dezenas de milhar de adeptos benfiquistas (estimam-se em mais de 20 000, num total de cerca de 37 000 espectadores), o Benfica disputou hoje a 1ª mão dos 1/8 Final com uma equipa do Paris St.-Germain, que ocupa o 18º e antepenúltimo lugar do Campeonato francês, portanto actualmente em zona de despromoção.

Privado de Katsouranis (ausente pela primeira vez nesta época, por indisposição), Fernando Santos concedeu a titularidade ao jovem João Coimbra, tendo, por outro lado, optado de início por Derlei, em detrimento de Nuno Gomes.

Entrando no jogo com boa disposição, a equipa francesa criaria a primeira ocasião de perigo aos 7 minutos, na sequência de um pontapé de canto, com alguma confusão na área benfiquista. Mas, logo no minuto seguinte, o Benfica beneficiava de uma soberana oportunidade de golo, com Derlei desmarcado na cara do guarda-redes francês, a deixar-se antecipar, no “último segundo”, por Sakho, que lhe tirou autenticamente o “pão da boca”.

…E, de imediato, na jogada subsequente, Nélson a percorrer todo o flanco direito, até à linha de fundo e a conseguir realizar (mais) um cruzamento perfeito, para a cabeça de Simão Sabrosa, que não desperdiçou, marcando o primeiro golo, colocando o Benfica em vantagem, colocando o Parque dos Príncipes “ao rubro”.

Com o jogo bastante disputado, o Benfica disporia de nova oportunidade à passagem dos 23 minutos… que não seria aproveitada.

Por volta da meia-hora, o Benfica continuava a “mandar no jogo”, trocando a bola, com a equipa francesa, passivamente, na expectativa, “a assistir”.

Até que, em mais uma contrariedade, Luisão – após um desarme em esforço sobre Rothen – ressentia-se da lesão que o tem importunado e pedia, de imediato, a substituição, entrando David Luiz. Na sequência do livre, Quim seria obrigado a uma vistosa intervenção, desviando a bola por cima da baliza… para, na sequência do canto, ter de se aplicar novamente.

Pouco depois, com David Luiz ainda a procurar integrar-se no eixo da defesa, Pauleta, num cruzamento-remate em arco (que nem David Luiz, nem o atacante parisiense conseguiram desviar), introduzia a bola na baliza de Quim, empatando o jogo.

Com uma defesa que passara a um estado periclitante, como que “tremendo” perante as ofensivas francesas, Kalou entrou na área em “slalom”, driblando 3 adversários (à espera da falta para a grande penalidade), até que se decidiu por assistir Frau; estava feito o segundo golo e concretizada a reviravolta no marcador… em 4 minutos.

O Benfica desesperava pela chegada do intervalo, com Rothen, em cima da hora, a criar novamente perigo para a baliza benfiquista.

Parecendo psicologicamente estabilizado, o Benfica entraria bastante bem na segunda parte, com duas ou três jogadas ofensivas, levando perigo à área francesa, numa delas – aos 53 minutos – com Mendy a salvar sobre a linha de golo, uma bola cabeceada por David Luiz.

Porém, a partir dos 55 minutos, o Paris St.-Germain retomaria o controlo do jogo, com Pauleta, aos 57 minutos, a tentar, num remate com efeito, em arco, trair Quim, mas a bola a sair ao lado. Para, aos 60 minutos, num rápido contra-ataque, Miccoli surgir isolado pelo lado esquerdo, rematando cruzado, com Landreau batido, mas a bola a passar a centímetros do poste! O Benfica desperdiçava uma excelente oportunidade para empatar a partida…

E, novamente, aos 64 minutos, num ressalto na sequência de um pontapé de canto, Miccoli, em excelente posição, no centro da área, enquadrado com a baliza, a rematar de primeira… bastante por alto.

Mais uma contrariedade sucederia ao Benfica pouco depois, com a lesão de João Coimbra, a ser substituído por Beto, vendo-se obrigado a esgotar as substituições a 20 minutos do final da partida.

20 minutos que não registariam particulares eventos a assinalar, com um jogo bastante partido, com faltas sucessivas, quebrando o ritmo, sendo a equipa francesa a ter ainda, em cima dos 90 minutos, uma ocasião de perigo, com um livre frontal, a embater na barreira defensiva do Benfica.

Em conclusão, 5 minutos de “desnorte” e alguma infelicidade (desde lesões às oportunidades desperdiçadas) acabaram por resultar – num encontro em que a equipa portuguesa registou 65 % de tempo de “posse de bola”! – numa derrota perfeitamente escusada e evitável… que obriga o Benfica a vencer na 2ª mão, no Estádio da Luz, na próxima semana.


(284) D. Bucuresti – Benfica – 1-2

22.02.2007 – Taça UEFA – 1/16 Final (2ª mão)

D. BucurestiD. Bucuresti – Lobont, Blay, Pulhac, Moti, Radu, Serban (45m – Balace), Margaritescu, Munteanu (58m – Mendy), Cristea (77m – Zé Kalanga), Niculescu e Danciulescu

BenficaBenfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit, Katsouranis (89m – Beto), Karagounis e Simão Sabrosa; Derlei (86m – Paulo Jorge) e Miccoli (75m – Nuno Gomes)

1-0 – Munteanu – 23m
1-1 – Anderson – 50m
1-2 – Katsouranis – 64m

Cartões amarelos – Moti (22m) e Danciulescu (34m)

Árbitro – Nicolai Vollquartz (Dinamarca)

Contrariamente ao que se receava, o D. Bucuresti não teve uma entrada impetuosa no jogo, parecendo ficar, pacientemente, na expectativa do erro adversário, concedendo mesmo alguma iniciativa ao Benfica que, ainda antes dos 10 minutos, beneficiou de uma ocasião de perigo, que não conseguiu concretizar.

Passados os temidos 20 minutos iniciais, seria então que o Dínamo se “soltaria” e, aos 23 minutos (na sua primeira oportunidade…), numa diagonal a “rasgar” o centro da defesa do Benfica – que ficou paralisada, reclamando um (aparentemente inexistente) fora-de-jogo -, com Munteanu, oportuníssimo na desmarcação, a desviar a bola do alcance de Quim, empatando a eliminatória.

No período imediato, o Benfica pareceu acusar o golo, até que, por volta da meia-hora de jogo, Luisão teria uma oportunidade; todavia, falharia o alvo.

Aos 36 minutos, Simão Sabrosa, na conversão de um livre obrigaria Lobont a intervenção meritória. E, aos 42 minutos, Miccoli a desmarcar-se, mas a chegar atrasado, deixando o guarda-redes adversário anular o perigo.

Para, no minuto seguinte, Lobont ser chamado a mais duas intervenções (a primeira delas, de elevado grau de dificuldade, a estirar-se, “em voo”, para, logo de seguida, ter de “mergulhar” junto ao solo)… e, na sequência (3 oportunidades num minuto!), Anderson – já em plena pequena área, com a baliza à mercê -, a ficar a centímetros da bola e do golo!

Depois da infelicidade a encerrar o primeiro tempo, a felicidade a abrir a segunda parte: o Benfica reentrava com boa atitude, mantendo a pressão que exercera nos últimos minutos antes do intervalo; aos 5 minutos, na sequência de um canto apontado por Simão Sabrosa, Anderson surgiu de rompante, antecipando-se à defesa romena, desviando de cabeça para o golo do empate, parecendo assegurar então uma vantagem decisiva na eliminatória.

Mais confiante e tranquilo, cinco minutos decorridos, o Benfica poderia ter sentenciado o confronto, com Miccoli a rematar forte, ligeiramente ao lado da baliza.

Aos 57 minutos, o Dínamo mostrava estar ainda “vivo”, com Pulhac a imitar Miccoli, desperdiçando ocasião soberana para marcar o segundo golo.

Mais cinco minutos, e o Benfica a não conseguir concretizar nova oportunidade, com Lobont a não se deixar enganar por Simão Sabrosa, que – isolado, “na cara” do guarda-redes – procurava colocar-lhe a bola pelo meio das pernas… Para, no minuto seguinte, novamente com origem de um canto apontado por Simão Sabrosa, à imagem do primeiro golo, Katsouranis a decidir a eliminatória, colocando o Benfica em vantagem também nesta partida.

Daí até final o Benfica manteve o controlo do jogo, com a equipa romena a não demonstrar capacidade para inverter a situação.


(283) Benfica – D. Bucuresti – 1-0

14.02.2007 – Taça UEFA – 1/16 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit (45m – Miccoli), Katsouranis, Rui Costa (90m – João Coimbra) e Karagounis; Simão Sabrosa e Nuno Gomes (74m – Derlei)

D. BucurestiD. Bucuresti – Lobont, Radu, Balace, Moti, Blay, Pulhac (65m – Zé Kalanga / 82m – Serban), Cristea, Margaristescu, Munteanu (79m – Ropotan), Niculescu e Danciulescu

1-0 – Miccoli – 89m

Cartões Amarelos – Petit (33m), Léo (77m); Pulhac (25m), Moti (68m)

Árbitro – Ivan Bebec (Croácia)

No regresso da Taça UEFA às “Quartas-feiras europeias”, o Benfica – transitando da Liga dos Campeões para a segunda prova da UEFA – recebeu, na 1ª mão dos 1/16 Final, a equipa romena do D. Bucuresti.

Com uma toada de jogo lento durante toda a primeira parte, apenas por uma vez – aos 16 minutos, numa boa assistência de Rui Costa para Nuno Gomes, que viu o guarda-redes adversário, com uma excelente intervenção, negar-lhe o golo, desviando a bola para o poste – o Benfica criou efectivo perigo.

Na segunda parte, a equipa portuguesa parecia entrar mais determinada, mas, com o decorrer do tempo de jogo, aparentava ir perdendo confiança, na medida inversa em que os romenos procuravam começar a “subir no terreno”.

Até que, aos 69 minutos – numa fase em que a ansiedade ia aumentando -, o Benfica teve um momento de extrema infelicidade, na transformação de um livre, com Simão Sabrosa a rematar com estrondo à barra e, na sequência, a bola a ressaltar num adversário, sem, caprichosamente, entrar na baliza.

Aos 75 minutos, Niculescu colocaria – pela única vez na partida – o guarda-redes benfiquista à prova.

Quando parecia que o nulo no marcador já não se alteraria, aos 89 minutos, mais uma vez numa excelente assistência de Rui Costa, Simão Sabrosa, já à entrada da pequena área, rematou forte para mais uma defesa apertada de Lobont, surgindo Miccoli, com uma fulgurante recarga – num remate de “raiva” -, desta vez sem hipóteses para o guarda-redes.

Um golo que conferiu ao Benfica uma sofrida vitória, a par de uma preciosa vantagem na eliminatória, que se espera seja suficiente para garantir – na próxima semana, na Roménia – o apuramento para os 1/8 Final da prova, fase em que defrontaria provavelmente o Paris St.-Germain, hoje vitorioso em Atenas por 2-0, frente ao AEK.


(282) Manchester United – Benfica – 3-1

06.12.2006 – Liga dos Campeões – 6ª Jornada

Manchester UnitedManchester United – Van der Sar, G. Neville, Evra (67m – Heinz), Ferdinand, Vidic, Giggs (74m – Fletcher), Carrick, Scholes (79m – Solskjaer), Cristiano Ronaldo, Saha e Rooney

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis, Nuno Assis (73m – Karagounis) e Simão Sabrosa; Miccoli (64m – Paulo Jorge) e Nuno Gomes

0-1 – Nélson – 27m
1-1 – Vidic – 45m
2-1 – Giggs – 61m
3-1 – Saha – 75m

Cartões amarelos – Rooney (42m) e Fletcher (78m); Ricardo Rocha (34m)

Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)

O Benfica não revelou hoje capacidade para suster as ofensivas do Manchester United, principalmente depois de, pouco antes da meia hora de jogo, se ter colocado em vantagem no marcador, num excelente golo de Nélson.

O sonho – da repetição do “milagre” da época passada, com a eliminação desta mesma equipa do Manchester United, na última jornada da Fase Grupos – parecia então ser de possível concretização, mas o caudal atacante da equipa inglesa, comandada por Cristiano Ronaldo, acabaria por ditar a sua lei, com o empate a chegar em cima do intervalo e, na segunda parte, mais dois golos, remetendo o Benfica para a Taça UEFA.


(281) Benfica – Copenhaga – 3-1

21.11.2006 – Liga dos Campeões – 5ª Jornada

BenficaBenfica – Quim , Nélson, Anderson, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis (86m – Mantorras), Nuno Assis (80m – Karagounis), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (70m – Andrei Karyaka)

CopenhagaCopenhaga – Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Oscar Wendt (80m – Martin Bergvold), Michael Silberbauer (59m – William Kvist), Tobias Linderoth, Hjalte Nørregaard (59m – Fredrik Berglund), Atiba Hutchinson, Jesper Grønkjær e Marcus Allbäck

1-0 – Léo – 14 m
2-0 – Miccoli – 16 m
3-0 – Miccoli – 37m
3-1 – Marcus Allbäck – 89m

Amarelos – Miccoli (27m) e Nélson (90m); Tobias Linderoth (24m), Michael Silberbauer (27m) e Oscar Wendt (74m)

Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)

O Benfica conquistou hoje uma clara vitória, numa exibição paupérrima, frente a um frágil adversário.

Entrando muito lenta na partida, falha de ideias, a equipa portuguesa parecia surgir em campo sem motivação ou objectivos.

Só que, beneficiando desta vez da fortuna que lhe tem faltado noutras ocasiões, no espaço de dois minutos, nas duas primeiras jogadas ofensivas dignas desse nome, aos 14 e 16 minutos, viu-se “repentinamente” a ganhar por 2-0 e, desde logo, com a vitória “garantida”.

A equipa dinamarquesa, sem argumentos técnicos, não “baixou a guarda”, continuou a defender em bloco, procurando aqui e ali, por via de lances de bola parada, chegar à baliza do Benfica. Mas, em mais uma investida benfiquista, numa das melhores jogadas do encontro, chegava o 3-0.

Pensou-se que seria possível (e inevitável) a goleada… só que, continuando a denotar falta de confiança, a par de repetida insegurança defensiva, parecendo “jogar sobre brasas”, o Benfica esteve praticamente “ausente” da partida na segunda parte, limitando-se a gerir a vantagem, sem aproveitar a subida no terreno da equipa da Dinamarca que, porfiando, acabou por alcançar um merecido golo de honra.

O Benfica, não obstante o jogo muito denunciado poderia – dada a diferença de classe entre as duas formações – ter obtido mais 2 ou 3 golos, mas tal eventualidade colocaria uma expressão no marcador de todo não condizente com a sua exibição neste encontro.

Com a vitória do Celtic frente ao Manchester United (desperdiçando a equipa inglesa uma grande penalidade no último minuto da partida), os escoceses garantem a qualificação para os 1/8 Final.

Benfica e Manchester decidirão, pelo segundo ano consecutivo, o apuramento, sendo que, mais uma vez, um deles ficará de fora da Liga dos Campeões (prosseguindo para a Taça UEFA). Será possível ao Benfica repetir – desta vez, fora de casa – a proeza da época passada, alcançando a vitória que lhe proporcionaria a qualificação?


(280) Benfica – Celtic – 3-0

01.11.2006 – Liga dos Campeões – 4ª Jornada

BenficaBenfica – Quim , Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit (84m – Beto), Katsouranis, Nuno Assis, Simão Sabrosa, Nuno Gomes (89m – Mantorras) e Fabrizio Miccoli (67m – Andrei Karyaka)

CelticCeltic – Artur Boruc, Paul Telfer, Gary Caldwell, Stephen McManus e Lee Naylor; Shunsuke Nakamura, Evander Sno (72m – Maciej Żurawski), Neil Lennon, Stephen Pearson, Shaun Maloney (65m – Aiden McGeady) e Kenny Miller

1-0 – G. Caldwell (p.b.) – 10 m
2-0 – Nuno Gomes – 22 m
3-0 – Karyaka – 76m

Amarelos – Ricardo Rocha (28m) e Léo (54m); Evander Sno (5m), Shaun Maloney (55m) e Stephen Pearson (87m)

Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)

Com a felicidade que lhe faltara em Glasgow e frente a uma simpática equipa do Celtic, o Benfica “devolveu” o resultado da primeira volta, obtendo a sua mais categórica vitória de sempre na “Liga dos Campeões”.

Felicidade por, em cerca de vinte minutos – e com 2 remates à baliza – alcançar uma confortável vantagem de 2 golos, que lhe “garantia”, logo aí, a vitória na partida.

Quando, aos 10 minutos do encontro, Nélson cruzou da direita, para a intercepção desastrada de Caldwell (introduzindo a bola na sua própria baliza), não obstante o predomínio benfiquista em termos de posse de bola (73 % / 27 %!), a equipa portuguesa não havia criado ainda qualquer situação de perigo para a baliza escocesa.

E, até aos 22 minutos, momento do segundo golo, em mais um momento infeliz do mesmo Caldwell, colocando a bola – na sequência de uma recepção defeituosa com o peito – à mercê de Nuno Gomes… que não perdoaria, o Benfica apenas fizera um remate de meia-distância, com uma boa intervenção do guarda-redes Boruc.

A simpática equipa do Celtic – que sabe trocar a bola e, não sendo actualmente um dos clubes de topo, tem qualidade – sentiu-se como que “atordoada”, apenas tendo efectivamente mostrado algo da sua capacidade nos últimos 20 minutos da primeira parte, altura em que o Benfica perdeu o controlo do jogo.

Na segunda parte, desde cedo, o Benfica “recompôs-se”, acertou as marcações, readquiriu o domínio da partida, e, rapidamente, se anteviu que a vitória não lhe escaparia… e que, aliás, o resultado poderia vir a ser ampliado.

Como foi, numa excelente jogada colectiva, superiormente concretizada por Karyaka. Até final, o Benfica dispôs ainda de, pelo menos, mais duas oportunidades para marcar, mas o resultado não se alteraria.

Foi o 4º encontro entre Benfica e Celtic e, em todos eles, o resultado foi de 3-0! (com 2 vitórias para cada uma das equipas). E, como é nosso hábito, saímos do Estádio… a fazer muitas “contas de cabeça” em relação ao apuramento, ainda mais complexas na sequência da surpreendente derrota do Manchester United em Copenhaga.

A equipa escocesa – que já fora muito feliz em Lisboa, aqui tendo conquistado o seu único título de Campeão Europeu, numa final disputada no Estádio Nacional, no ano de 1967 (fora também feliz na outra ocasião que defrontara o Benfica, com um desempate por “moeda ao ar” a ser-lhe favorável, depois de uma outra vitória dos benfiquistas por 3-0) – não teve hoje argumentos para contrariar uma boa exibição da equipa da casa.

Uma palavra final para o “fair-play” dos escoceses: nunca uma equipa estrangeira trouxera tantos adeptos ao Estádio da Luz (calculados em cerca de 8 000!), aproveitando a visita à cidade que lhes deu a alegria da conquista da Taça dos Campeões Europeus, efeméride que foi recordada, com os Campeões de 1967, “apadrinhados” por Eusébio, a terem direito a uma “volta de honra” em pleno estádio.

Foi bonita a forma como evocaram a memória de Miklos Fehér… como foi bonita a forma como se despediram da equipa – a merecer fortes aplausos – após uma pesada derrota, com alegres cânticos; toda uma (outra) cultura de futebol, fazendo-nos perceber quanto temos ainda a aprender.


(279) Celtic – Benfica – 3-0

17.10.2006 – Liga dos Campeões – 3ª Jornada

CelticCeltic – Boruc, Telfer, G. Caldwell, McManus, Naylor, Maloney, Lennon, Sno (88m – Pearson), Nakamura, Zurawski (84m – Jarošík) e K. Miller

BenficaBenfica – Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis (72m – Nélson), Nuno Assis, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (78m – Kikin Fonseca)

1-0 – K. Miller – 56m
2-0 – K. Miller – 66m
3-0 – Pearson – 90m

Amarelos – Sno (70m); Katsouranis (63m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Entrando muito receoso na partida, parecendo intimidado com o ambiente de Celtic Park, o Benfica ofereceu o controlo do jogo ao adversário que, no final do primeiro quarto de hora – tendo-se instalado no meio-campo da equipa portuguesa – beneficiava de uma vantagem de 65 % / 35 % em termos de “posse de bola”.

Logo no primeiro minuto, Quim seria chamado a uma extraordinária defesa, na que, algo paradoxalmente, constituiria uma das raras oportunidades dos escoceses no primeiro tempo.

Aos 15 e 16 minutos, com dois remates de meia-distância, não obstante desenquadrados da baliza, o Benfica parecia querer “sacudir a pressão” do Celtic. E, a partir dai, adquirindo confiança, começou a trocar a bola e teria mesmo a ocasião mais soberana, por intermédio de Katsouranis, com a baliza à mercê, mas a não conseguir cabecear com a direcção certa.

No regresso, após o intervalo, o Celtic, em pouco mais de um quarto de hora, “acabou com o jogo”, com dois golos… numa altura em que faltou alguma felicidade ao Benfica, nomeadamente com um excelente remate de Nuno Assis a embater com estrondo na trave da baliza da equipa escocesa (logo após o primeiro golo dos escoceses).

Quase abdicando da disputa da partida na sua fase final – acabando por sofrer o terceiro golo em “cima da hora” – o Benfica começa a ver a qualificação como… uma miragem.


(278) Benfica – Manchester United – 0-1

26.09.2006 – Liga dos Campeões – 2ª Jornada

BenficaBenfica – Quim, Alcides, Luisão, Anderson (82m – Mantorras) e Léo; Katsouranis, Petit, Paulo Jorge (65m – Fabrizio Miccoli), Karagounis (62m – Nuno Assis) e Simão Sabrosa; Nuno Gomes

Manchester UnitedManchester United – Edwin van der Sar, Gary Neville, Rio Ferdinand, Nemanja Vidić e Gabriel Heinze; Cristiano Ronaldo, John O’Shea, Paul Scholes, Michael Carrick, Louis Saha (85m – Alan Smith) e Wayne Rooney (85m – Darren Fletcher)

0-1 – Louis Saha – 60m

Amarelos – Katsouranis (26m) e Petit (86m); Michael Carrick (7m), Paul Scholes (10m) e Gabriel Heinze (66m)

Árbitro – Frank De Bleeckere (Bélgica)

Numa partida com uma primeira parte “atípica”, estranhamente, a equipa do Manchester United surgiu no Estádio da Luz aparentando recear o Benfica, oferecendo o controlo do jogo e remetendo-se à defesa, prourando apenas explorar a velocidade de Cristiano Ronaldo, em raras oportunidades de contra-ataque.

No final dos primeiros 45 minutos, não obstante o domínio benfiquista (57 % de “posse de bola”), apenas uma oportunidade de golo a assinalar para cada lado.

Logo no início da segunda parte, constatar-se-ia o “engano”; afinal, os ingleses, tendo observado o Benfica, montaram uma estratégia ardilosa, tendo a equipa portuguesa ido no engodo: quase forçada, ao longo do primeiro tempo, a atacar, os benfiquistas viram-se obrigados a um desgaste acrescido, caindo bastante em termos físicos na segunda metade, em particular alguns dos seus jogadores nucleares, como Karagounis, Petit, Paulo Jorge, Simão Sabrosa e Nuno Gomes, em missão de sacrifício.

E, depois de uma hora na expectativa do erro, ele surgiu… e o Manchester não perdoou: Louis Saha avançou rapidamente pelo lado direito, enquanto Cristiano Ronaldo se procurava desmarcar na zona central; preocupados com o português, os defesas do Benfica acabaram por conceder espaço ao francês, que, depois de desviar o último defesa do caminho, rematou em arco para a baliza, sem hipóteses para Quim, num golo de excelente execução técnica.

Até final, o Benfica pouco mais podia fazer; teve ainda uma oportunidade soberana para empatar, que Mantorras desperdiçou; mas, pouco antes, Quim fizera a tripla (!) defesa da noite, detendo um remate potente e, de imediato, duas recargas consecutivas.

A sensação que fica é que o Benfica deu o que tinha para dar neste jogo, não tendo possibilidade de replicar frente ao poderio físico do Manchester, autêntico “rolo compressor” quando se desdobrava em jogadas ofensivas, com o “tridente” formado por Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Louis Saha, bem apoiados por Paul Scholes.

É a história da “manta curta”: para conseguir “tapar a cabeça”, “destapam-se os pés”; não obstante a excelente partida de Katsouranis e as exibições esforçadas de Paulo Jorge (muitas vezes a levar a melhor sobre um muito faltoso Heinze), Petit, Simão Sabrosa e Nuno Gomes, faltaram sempre unidades no ataque para ombrear com o bloco defensivo e de meio-campo da equipa inglesa.

Seguem-se os decisivos jogos com o Celtic de Glasgow…


(277) Copenhaga – Benfica – 0-0

13.09.2006 – Liga dos Campeões – 1ª Jornada

CopenhagaCopenhaga – Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Brede Hangeland, Michael Gravgaard, André Bergdolmo, Michael Silberbauer, Tobias Linderoth, Hjalte Norregaard, Atiba Hutchinson, Jesper Gronkjaer (42m – William Kvist) e Fredrik Berglund (73m – Razak Pimpong)

BenficaBenfica – Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Katsouranis, Petit, Paulo Jorge, Nuno Assis, Simão Sabrosa (81m – Manú) e Nuno Gomes (89m – Kikin)

Cartões amarelos – Hjalte Norregaard (45m); Alcides (31m)

Árbitro – Yuri Baskarov (Rússia)

Num jogo de qualidade paupérrima, revelando existir ainda muito “trabalho de casa” por fazer – bem patente na descoordenação na marcação de livres ou de lançamentos de linha lateral, para além das inúmeras faltas de entendimento entre jogadores, resultantes em invariáveis passes extraviados – o Benfica denotou uma significativa falta de confiança, com a bola a “queimar nos pés”, lateralizando muito o jogo, quando não jogando para trás.

Contra uma equipa sem nível europeu, que pareceu (também) não almejar mais que o empate (que a satisfez plenamente), a única nota de realce para a manifesta infelicidade de Paulo Jorge, aos 74 minutos, fazendo tudo bem feito, num drible a tirar os adversários do caminho, para, já com o pé esquerdo, acertar com estrondo no poste.

Nos últimos minutos da partida, chegou a ser deplorável a forma como o Benfica – seguindo instruções tácticas (culminando na substituição de Nuno Gomes por Kinkin aos 89 minutos) – adoptou uma estratégia de “queimar tempo”, procurando preservar o nulo no marcador, que fez com que ambas as equipas saíssem satisfeitas do relvado.

Para o Benfica, claramente 2 pontos (mal) perdidos!


(276) Benfica – Austria Wien – 3-0

22.08.2006 – Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão)

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Anderson, Luisão e Ricardo Rocha; Katsouranis, Petit (74m – Beto), Manú, Rui Costa (65m – Fonseca) e Paulo Jorge (84m – Mantorras); Nuno Gomes

Austria WienAustria Wien – Szabolcs Safar, Troyansky, Delano Hill, Mario Tokic, Arkadiusz Radomski, Sasa Papac (29m – Schicker), Jocelyn Blanchard, Wimmer, Sebastian Mila (46m – Lasnik), Nastja Ceh (53m – Pichlmann) e Wallner

1-0 – Rui Costa – 20m
2-0 – Nuno Gomes – 45m
3-0 – Petit – 56m

Cartões amarelos – Sebastian Mila (10m), Arkadiusz Radomski (44m), Andreas Schicker (73m), Mario Tokić (82m) e Gerd Wimmer (86m)

Árbitro – Terje Hauge (Noruega)


(275) Austria Wien – Benfica – 1-1

08.08.2006 – Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão)

Austria WienAustria Wien – Safar, Troyansky, Tokic, Radomski, Papac, Blanchard, Vachousek,Wimmer (46m – Mila), Lasnik (82m – Pichlmann), Wallmar e Aigner(45m – Ceh)

BenficaBenfica – Quim, Nélson, Luisão, Anderson e Ricardo Rocha; Katsouranis, Petit, Manú (69m – Marco Ferreira), Rui Costa e Paulo Jorge (87m – Nuno Assis); Nuno Gomes (79m – Fonseca)

0-1 – Nuno Gomes – 16m
1-1 – Blanchard – 35m

Cartões amarelos – Andreas Lasnik (35m), Arkadiusz Radomski (44m) e Mario Tokić (59m); Katsouranis (36m), Paulo Jorge (63m) e Ricardo Rocha (66m)

Árbitro – Stefano Farina (Itália)


###2005-06


(274) Barcelona – Benfica – 2-0

05.04.2006 – Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)

BarcelonaBarcelona – Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer, Van Bronckhorst; Larsson (85’ – Giuly), Van Bommel (84’ – Edmilson), Deco, Iniesta; Ronaldinho e Eto’o

BenficaBenfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Giovanni (54’ – Karagounis), Beto (72’ – Robert), Petit, M. Fernandes (82’ – Marcel), Simão; Miccoli

1-0 – Ronaldinho – 19m
2-0 – Eto’o – 88m

Cartões amarelos – Deco (9m) e Samuel Eto’o (51m); Manuel Fernandes (62m), Luisão (64m) e Anderson (83m)

Árbitro – Luboš Michel (Eslováquia)

Frente à força e poderio do Barcelona – porventura a melhor equipa mundial na actualidade, fazendo recordar, a espaços, a “laranja mecânica” holandesa da década de 70 – o Benfica não teve a capacidade de superação que era requerida para vencer a eliminatória.

No conjunto dos dois jogos, o Barcelona foi claramente superior, teve mais de uma dezena de oportunidades de golo, contra 3 ou 4 do Benfica.

O que não invalida que se diga que o Benfica prestigiou o futebol português, dignificando o seu nome, neste regresso “em grande” à Liga dos Campeões, com uma excelente campanha, em que deixou pelo caminho o Manchester United e o campeão europeu em título, Liverpool… tendo feito sofrer o Barcelona até ao minuto 178 da eliminatória.

Na partida de hoje, a equipa portuguesa parecia revelar uma entrada em jogo de forma concentrada, com o Barcelona procurando pausadamente o ataque, a ter de recuar para organizar o seu jogo ofensivo, perante a pressão do Benfica.

Porém, logo aos 3 minutos, Petit, tocando a bola com a mão, numa falta escusada, concedia uma grande penalidade, que Moretto, superiormente, sem recear Ronaldinho, defendeu.

Não obstante, apesar da fortuna, esse lance intranquilizaria o Benfica, particularmente Petit, bastante faltoso na fase inicial da partida.

Até à meia hora, o Benfica não conseguiria libertar-se, continuando, durante todo esse período, a sofrer intensa pressão, com Ronaldinho a “abrir o livro”, chegando ao golo logo aos 19 minutos (a “encostar” a bola para a baliza, na sequência de cruzamento de Eto’o, após uma perda de bola de Beto na zona intermediária), para, apenas 3 minutos depois, numa arrancada em velocidade, dar um “nó” em Ricardo Rocha, apenas sendo travado com Luisão a colocar a mão à bola, em cima da linha de grande área.

O árbitro mostrava-se algo permissivo perante o jogo faltoso do Barcelona, quando o Benfica procurava organizar o seu jogo, sacudindo a pressão, entre os 30 e 40 minutos.

Os últimos 5 minutos da primeira parte terminariam novamente em sufoco para o Benfica, com o Barcelona a jogar em grande velocidade, terminando o período inicial do jogo com 4 a 5 oportunidades de golo desperdiçadas.

A equipa portuguesa entrou bem melhor e mais determinada na segunda parte, com Simão a assumir a condução do jogo, ao mesmo tempo que o Barcelona parecia denotar menor disponibilidade física, à medida que o relógio avançava.

Até que, aos 61 minutos, se dá o momento do jogo, pela negativa para o Benfica, quando Simão, isolado por Miccoli, frente a Valdés, tem uma perdida “escandalosa”, rematando ao lado da baliza.

Apesar disso, por volta dos 65 minutos, o Barcelona sentia maiores dificuldades na progressão, com o jogo muito mais repartido, com Miccoli a começar a ameaçar com as suas rápidas “escapadas”; por fim, o Benfica surgia mais desinibido, apostado em chegar ao golo que lhe poderia dar o apuramento, enquanto que os espanhóis ameaçavam abrir brechas na defesa.

O Barcelona, respeitando o Benfica, algo “angustiado” perante a perspectiva de um eventual golo do adversário, acabava o jogo “queimando tempo”, com duas substituições em sequência, aos 84 e 85 minutos, imediatamente antes da segunda grande oportunidade do Benfica, com Karagounis a rematar de meia distância, Valdés a largar para a frente e a bola a ressaltar em Luisão, que não conseguiu dominar para a introduzir na baliza… até que, aos 88 minutos, numa falha de Petit, Eto’o, não perdoando, “fuzilava” a baliza do Benfica e sentenciava a eliminatória.

Numa segunda mão menos desequilibrada que o jogo da Luz, o Benfica caía de pé, tentando ainda o ataque por mais duas vezes já no período de descontos; o Barcelona segue em frente, em busca de um troféu que lhe parece prometido, não obstante a “final antecipada” que terá nas ½ finais, ante o AC Milan.


(273) Benfica – Barcelona – 0-0

28.03.2006 – Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Laurent Robert (46′ – Miccoli), Petit, Manuel Fernandes, Beto, Simão; Geovanni (68′ – Karagounis)

BarcelonaBarcelona – Víctor Valdés; Juliano Belletti, Thiago Motta, Oleguer Presas, Giovanni van Bronckhorst; Henrik Larsson (76′ – Ludovic Giuly), Deco (76′ – Gabri García), Mark van Bommel, Ronaldinho; Andrés Iniesta, Samuel Eto’o

Cartões amarelos – Fabrizio Miccoli (72m); Andrés Iniesta (58m), Deco (73m) e Juliano Belletti (87m)

Árbitro – Stephen Bennett (Inglaterra)

Ponto prévio: o Barcelona podia ter saído hoje do Estádio da Luz com um resultado histórico: beneficiou de 1, 2, 3, 4, 5 flagrantes oportunidades de golo (três delas proporcionadas pela intranquilidade / inexperiência de Moretto; outras três negadas por Moretto… e pelos postes).

Dito isto, o Benfica conseguiu o seu objectivo prioritário: levar a discussão da eliminatória para a 2ª mão, em Barcelona, para onde parte sem ter nada a perder, antes pelo contrário…

Mais, o Benfica poderia ter acabado por vencer o jogo, para tal tendo disposto também de 2 ou 3 oportunidades.

A equipa portuguesa entrou no jogo de forma muito intranquila, nervosa, temerosa, entregando ao adversário, logo no primeiro quarto de hora da partida, o controlo do jogo.

Essa intranquilidade foi bem patente no guarda-redes, mas também em Anderson e Luisão (sem a confiança que habitualmente denota); ao mesmo tempo que Laurent Robert, pela sua falta de dinâmica ou mesmo lentidão, dificultava a tarefa de controlo a meio-campo.

Mas, passado o período inicial de adaptação ao adversário – em que, depois de “oferecer” 3 oportunidades de golo, acabou por beneficiar da protecção da fortuna, que lhe permitiu manter inviolada a sua baliza – começaram a evidenciar-se três excelentes exibições: primeiro, a de Ricardo Rocha, impecável na marcação ao melhor jogador do mundo, Ronaldinho (durante 60 minutos, em que o brasileiro esteve encostado à linha lateral esquerda, foi praticamente eclipsado por Ricardo Rocha); depois, Léo, pleno de confiança, “secando” Larsson e libertando a equipa para acções mais ofensivas, permitindo aos seus colegas da defesa “respirar” um pouco; por fim, Beto (a fazer porventura uma das suas melhores exibições ao serviço do Benfica), com um muito bom controlo do “mágico” criativo do Barcelona, Deco – e, de forma talvez surpreendente, sem que os jogadores benfiquistas tivessem de recorrer a jogo faltoso.

Se, ao intervalo, o empate era claramente lisonjeiro para o Benfica, as coisas complicaram-se bastante entre os 60 e os 70 minutos, quando Ronaldinho começou, primeiro, por mudar de flanco, e, de seguida, passando a “vagabundear” no ataque do Barcelona; o Benfica sentiu-se então perdido e algo “desnorteado”, não acertando as marcações, também com Deco, Eto’o e Iniesta a girarem num estonteante “carrossel” que, só por sorte (e pela intervenção de Moretto), não se traduziu em golo(s).

Conseguindo readaptar-se novamente ao esquema do Barcelona, o Benfica pareceu, nos derradeiros 20 minutos, superiorizar-se fisicamente, omeçou a soltar-se (beneficiando do papel de distribuidor de jogo de Karagounis e da velocidade de Miccoli, em rápidos contra-ataques, também com o apoio de Simão)… e, com o jogo a assumir uma toada de “parada e resposta”, finalizaria a partida levando o perigo junto da baliza catalã, podendo ter chegado por 2 ou 3 vezes ao golo, nomeadamente com uma (dupla) perdida difícil de explicar e, com uma grande penalidade que ficou por assinalar.

Em resumo, acabou por ser um excitante espectáculo de futebol, em que os adeptos do Benfica sofreram bastante; em que, tendo a consciência do grau de favoritismo do Barcelona, subsiste a esperança de um bom comportamento da equipa no jogo da 2ª mão.


(272) Liverpool – Benfica – 0-2

08.03.2006 – Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)

LiverpoolLiverpool – Reina; Finnan, Carragher, Traoré, Warnock (70′ – Hamann); Luis Garcia, Gerrard, Xabi Alonso, Kewell (63′ – Djibril Cissé); Morientes (70′ – Fowler), Crouch

BenficaBenfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Geovanni (60′ – Karagounis), Robert (70′ – Ricardo Rocha), Beto, Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes (77′ – Miccoli)

0-1 – Simão – 36m
0-2 – Miccoli – 89m

Cartões amarelos – Peter Crouch (31m), Xabi Alonso (41m) e Steven Gerrard (71m); Laurent Robert (1m), Nuno Gomes (62m) e Manuel Fernandes (90m)

Árbitro – Massimo De Santis (Itália)

Em mais uma gloriosa noite europeia, o Benfica fez história, garantindo o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões, derrotando em Liverpool o Campeão Europeu em título por 2-0, com golos de Simão Sabrosa (35 minutos) e Fabrizio Miccoli (88 minutos).

Numa partida em que começou por ser sujeita a intensa pressão do adversário, a equipa do Benfica soube ser solidária e, passados os primeiros 20 a 25 minutos, começar a “respirar”, subindo no terreno, até chegar ao golo, numa soberba execução de Simão Sabrosa, deambulando em “slalom” frente à defesa inglesa, para desferir um potente e imparável remate, em arco, colocado ao canto superior direito da baliza.

Logo aí, o Benfica praticamente resolvia a eliminatória, perdendo o Liverpool o discernimento na procura do golo, repetindo as jogadas estereotipadas, bombeando a bola para a área, para a cabeça do “gigante” Peter Crouch, que nunca revelou capacidade para chegar ao golo (impedido também por uma extraordinária defesa de Moretto, não obstante o guarda-redes benfiquista ter revelado, a espaços, alguma intranquilidade).

O segundo golo, também num brilhante “pontapé de moínho” de Miccoli – já no final da partida – foi o corolário natural dos espaços proporcionados pela equipa inglesa nos últimos 20 minutos de jogo (com Karagounis mais uma vez a pautar a condução do jogo benfiquista), numa fase em que o Liverpool começava a descrer da possibilidade de inverter o rumo da eliminatória e em que, de forma desgarrada, cada um por si (com destaque para a boa exibição de Steven Gerrard) procurava, em vão, visar a baliza do Benfica.

Com a “estrelinha” da sorte em dois momentos em que a bola embateu nos ferros da baliza (o Benfica também teve uma dessas ocasiões), mas beneficiando também da excelente atitude da equipa e da solidez da defesa (com Léo mais uma vez em grande plano) e um meio-campo aguerrido, a equipa portuguesa justifica, no conjunto das duas partidas da eliminatória, a passagem à fase seguinte, impondo-se pela primeira vez a uma das equipas com maior palmarés mundial, e logo com duas vitórias e um categórico resultado agregado de 3-0!

Nos 1/4 Final, o Benfica é acompanhado por AC Milan, Arsenal, Barcelona, Juventus, Lyon (com Tiago a destacar-se no jogo de hoje, com 2 golos) e Villarreal. Pelo caminho ficaram alguns dos grandes “colossos” do futebol europeu, como (para além do Liverpool) o Real Madrid, Bayern e PSV Eindhoven (todos antigos Campeões Europeus), assim como o Chelsea de José Mourinho.


(271) Benfica – Liverpool – 1-0

21.02.2006 – Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)

BenficaBenfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo (87′ – Ricardo Rocha); Robert (77′ – Nélson), Petit, Beto (58′ – Karagounis), Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes

LiverpoolLiverpool – Reina; Finnan, Hyypia, Carragher, Riise; Luis Garcia, Sissoko (35′ – Hamman), Xabi Alonso, Kewell; Morientes (78′ – Gerrard), Fowler (66′ – Djibril Cissé)

1-0 – Luisão – 84m

Cartões amarelos – Beto (29m); Luis García (1m) e Dietmar Hamann (54m)

Árbitro – Konrad Plautz (Áustria)

Em mais uma prova de personalidade, o Benfica alcançou uma justíssima vitória perante o Campeão Europeu em título, o histórico Liverpool, por 1-0, com um golo de Luisão, já depois dos 80 minutos.

Depois de uma primeira parte de futebol bastante pobre de ambas as equipas, não tanto receando-se mutuamente, mas antes denotando pouca ambição, o cariz da partida mudaria na meia hora final, em particular a partir do momento em que Karagounis começou a espalhar uma amostra do “perfume” do seu futebol, com destaque também para o desempenho de Petit, dando solidez ao meio-campo, numa altura em que o Benfica parecia ficar mais vulnerável face aos contra-ataques do Liverpool. Uma palavra de justiça também para a bela exibição de Léo!

Nesse período final, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, procurando a vitória; não tendo disposto de muitas oportunidades, acabou por ser feliz, ao conseguir chegar ao golo na sequência de um livre apontado por Petit, “picando” a bola sobre a barreira, para a entrada triunfal, de cabeça, de Luisão, mais uma vez a assumir-se como figura decisiva, corporizando o espírito e alma benfiquista.

O Benfica volta a ser um “grande” na Europa, tendo sido a única equipa a vencer em casa neste primeiro dia de 1ª eliminatória dos 1/8 Final da Liga dos Campeões, em que equipas como o R. Madrid, Bayern e PSV Eindhoven parecem ter comprometido a sua continuidade na prova, em detrimento de Arsenal, AC Milan e Lyon, que, tal como os portugueses, partem com vantagem para a 2ª mão da eliminatória.


(270) Benfica – Manchester United – 2-1

07.12.2005 – Liga dos Campeões – 6ª Jornada

BenficaBenfica – Quim, Alcides, Luisão, Anderson, Léo (90m – Ricardo Rocha), Nélson, Petit, Beto, Geovanni (80m – Mantorras), Nuno Assis (73m – João Pereira) e Nuno Gomes

Manchester UnitedManchester United – Edwin van der Sar, Gary Neville, Rio Ferdinand, Mikaël Silvestre, John O’Shea (85m – Kieran Richardson, Cristiano Ronaldo (67m – Park Ji Sung, Alan Smith, Paul Scholes, Ryan Giggs (61m – Louis Saha), Wayne Rooney e Ruud van Nistelrooij

0-1 – Paul Scholes – 6m
1-1 – Geovanni – 16m
2-1 – Beto – 34m

Cartões amarelos – Beto (18m), Geovanni (44m) e Petit (65m); Cristiano Ronaldo (23m), Gary Neville (86m) e Rio Ferdinand (90m)

Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)

No regresso do Benfica às gloriosas noites mágicas europeias, um feliz reencontro com a história. Perante uma das melhores equipas do mundo, uma exibição personalizada, surpreendentemente confiante – após a “oferta” de um golo de avanço ao adversário, logo aos 6 minutos – com uma entrega generosa dos jogadores; uma vitória justíssima.

Estruturado numa sólida defesa (um quarteto brasileiro, com Alcides, Luisão, Anderson e Léo), seriam os outros 2 brasileiros a dar a vitória à equipa, com os golos de Geovanni (com uma das melhores exibições ao serviço do Benfica) e Beto. Mas também Nuno Gomes, Petit e um “surpreendente” Nuno Assis tiveram uma excelente prestação, com Nélson mais uma vez a contribuir decisivamente para desestabilizar a defesa contrária. A fechar o lote, também Quim respondeu presente, na única vez em que efectivamente foi colocado à prova.

Mesmo se, depois de uma primeira parte de muito bom nível, a equipa recuou no campo no segundo tempo, dando espaço ao Manchester United, que, não obstante, nunca se mostrou realmente ameaçador.

Com esta histórica vitória por 2-1, o Benfica segue em frente na Liga dos Campeões, integrando o grupo das melhores 16 equipas da Europa, afastando o Manchester United das competições europeias.


(269) Lille – Benfica – 0-0

22.11.2005 – Liga dos Campeões – 5ª Jornada

LilleLille – Tony Sylva, Stephan Lichtsteiner, Efstathios Tavlaridis, Rafael Schmitz, Grégory Tafforeau, Matthieu Chalmé (69m – Kevin Mirallas), Mathieu Bodmer, Jean Makoun, Geoffrey Dernis, Milenko Ačimovič (87m – Nicolas Fauvergue) e Matt Moussilou (75m – Hicham Aboucherouane)

BenficaBenfica – Quim, Alcides, Luisão, Anderson, Ricardo Rocha, Nélson, Petit, Beto, Léo, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (43m – Mantorras)

Cartões amarelos – Jean Makoun (20m), Efstathios Tavlaridis (67m) e Rafael Schmitz (79m)

Árbitro – Massimo Busacca (Suíça)


(268) Benfica – Villarreal – 0-1

02.11.2005 – Liga dos Campeões – 4ª Jornada

BenficaBenfica – Rui Nereu, Nélson, Luisão, Anderson (84m – Nuno Assis), Léo, Petit, Geovanni (70m – João Pereira), Manuel Fernandes, Georgios Karagounis (70m – Mantorras), Simão Sabrosa e Nuno Gomes

VillarrealVillarreal – Mariano Barbosa, Javi Venta, Gonzalo Rodríguez, Quique Álvarez, Rodolfo Arruabarrena, Marcos Senna (90m – Juan Manuel Peña), Josico, Juan Román Riquelme, Juan Sorín, José María (71m – Antonio Guayre) e Diego Forlán (52m – Luciano Figueroa)

0-1 – Marcos Senna – 81m

Cartões amarelos – Javi Venta (56m), Gonzalo Rodríguez (68m) e Juan Pablo Sorín (89m); Nuno Gomes (81m)

Árbitro – Frank De Bleeckere (Bélgica)


(267) Villarreal – Benfica – 1-1

18.10.2005 – Liga dos Campeões – 3ª Jornada

VillarrealVillarreal – Sebastián Viera, Jan Kromkamp, Gonzalo Rodríguez, César Arzo, Rodolfo Arruabarrena (45m – Josico), Santiago Cazorla, Alessio Tacchinardi (84m – Roger García), Juan Sorín, Diego Forlán, Juan Román Riquelme e José María (80m – Luciano Figueroa)

BenficaBenfica – Quim (29m – Rui Nereu), Nélson, Luisão, Anderson, Ricardo Rocha, Petit, Geovanni (90m – Beto), Manuel Fernandes, Karagounis (66m – Karyaka), Simão Sabrosa e Nuno Gomes

1-0 – Riquelme – 72m

1-1 – Manuel Fernandes – 77m

Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)

O Benfica realizou hoje mais uma boa exibição, à semelhança do jogo de Manchester e, tal como com os ingleses, pareceu satisfazer-se com o empate, num misto de falta de ambição / falta de confiança de Koeman na equipa, pelo menos ao mais alto nível europeu.

Dominando claramente o Villarreal em largos períodos da primeira parte, nunca arriscou na procura da vitória; na segunda parte, os espanhóis surgiram mais agressivos e, aproveitando a retracção do Benfica, empurraram a equipa portuguesa para a sua defesa.

Até que, numa grande penalidade, o Villarreal marcaria o primeiro golo, iam decorridos 72 minutos. Foi quanto bastou para o Benfica de imediato reassumir a condução do jogo, rapidamente coroada com um magnífico golo de Manuel Fernandes, empatando a 1-1, apenas 5 minutos depois (aos 77). Até final do jogo, o Benfica sempre pareceu mais interessado em salvaguardar o ponto, do que partir à conquista dos 3 pontos. Estará Koeman a seguir a estratégia de Trapattoni, “jogando pelo seguro”?

Uma palavra final para a estreia do terceiro guarda-redes, o jovem Rui Nereu, que entrando a substituir o lesionado Quim (que rendera Moreira na semana passada, também lesionado), não se intimidou, mostrando grande personalidade, com uma extraordinária defesa e mais duas intervenções de bom nível.


(266) Manchester United – Benfica – 2-1

27.09.2005 – Liga dos Campeões – 2ª Jornada

Manchester UnitedManchester United – Edwin van der Sar, Phil Bardsley, Rio Ferdinand, John O’Shea, Kieran Richardson, Darren Fletcher, Alan Smith, Paul Scholes, Cristiano Ronaldo, Ryan Giggs e Ruud van Nistelrooij

BenficaBenfica – Moreira, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Beto (87m – Mantorras), Manuel Fernandes (87m – Geovanni), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (80m – João Pereira)

1-0 – Ryan Giggs – 39m
1-1 – Simão Sabrosa – 59m
2-1 – Ruud van Nistelrooij – 86m

Cartões amarelos – Luisão (57m) e Nuno Gomes (69m); Alan Smith (58m)

Árbitro – Luboš Michel (Eslováquia)

Foi uma personalizada equipa a do Benfica que hoje se apresentou em Old Trafford frente ao Manchester United, porém ainda em construção e em busca de maior confiança, a que se associou alguma falta de ambição do seu treinador que, satisfeito com o empate (que se registou até 4 minutos do termo da partida), acabou por sofrer a punição da derrota.

Uma equipa que patenteou as suas fragilidades, mas que chegou, a espaços, a silenciar o Old Trafford, podendo inclusivamente ter, já depois do 1-2, ter empatado o jogo, por intermédio de Mantorras.

Naturalmente, o Manchester teve mais oportunidades e van Nistelrooy não desperdiçou o momento de chegar à vitória.

Depois de um primeiro golo sofrido algo infeliz, já próximo do termo da 1ª parte – na sequência de um livre, com a bola a tabelar na barreira do Benfica, e a ter o seu caminho desviado de Moreira -, Simão Sabrosa, também na transformação de um livre, numa excelente conversão, igualaria no início da 2ª parte. O holandês van Nistelrooy fixaria o resultado final em 2-1 a 4 minutos do final.


(265) Benfica – Lille – 1-0

14.09.2005 – Liga dos Campeões – 1ª Jornada

BenficaBenfica – Moreira, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha (45m – Anderson), Léo, Petit (67m – Karagounis), Manuel Fernandes, Geovanni (80m – Mantorras), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli

LilleLille – Tony Sylva, Chalmé, Plestan, Rafael, Tafforeau, Makoun, Cabaye, Gygax (45m – Debuchy), Bodmer, Dernis (84m – Lichtsteiner) e Moussilou (71m – Odemwingie)

1-0 – Miccoli – 90m

Cartões amarelos – Ricardo Rocha (20m); Gygax (8m), Plestan (11m) e Cabaye (54m)

Árbitro – Rene Temmink (Holanda)

Sete anos depois, no seu regresso à “Champions League”, o Benfica, “100 % vitorioso” (vitória sobre o Lille, vice-campeão de França) – e beneficiando do empate a zero entre o Villarreal e o Manchester United – lidera destacado o seu Grupo da Liga dos Campeões!…


Benfica
BENFICA – Resultados dos jogos nas provas europeias

 Época   Jogo  Prova   Fase                                                 1º  2º  Σ
1957-58 1/2     TCE  1ª Elim. Sevilla (Esp.)        Benfica                3-1 0-0 3-1

1960-61 3/4     TCE  1ª Elim. Hearts (Esc.)         Benfica                1-2 0-3 1-5
1960-61 5/6     TCE  1/8      Benfica               Ujpest Dosza (Hun.)    6-2 1-2 7-4
1960-61 7/8     TCE  1/4      Benfica               Aahrus (Din.)          3-1 4-1 7-2
1960-61 9/10    TCE  1/2      Benfica               Rapid Wien (Áus.)      3-0 1-1 4-1
1960-61 11      TCE  Final    Benfica               Barcelona (Esp.)       3-2

1961-62 12/13   TCE  1/8      Austria Wien (Áus.)   Benfica                1-1 1-5 2-6
1961-62 14/15   TCE  1/4      Nuremberg (Ale.)      Benfica                3-1 0-6 3-7
1961-62 16/17   TCE  1/2      Benfica               Tottenham (Ing.)       3-1 1-2 4-3
1961-62 18      TCE  Final    Benfica               Real Madrid (Esp.)     5-3

1962-63 19/20   TCE  1/8      Norrkoping (Sué.)     Benfica                1-1 1-5 2-6
1962-63 21/22   TCE  1/4      Benfica               Dukla Praha (Che.)     2-1 0-0 2-1
1962-63 23/24   TCE  1/2      Feyenoord (Hol.)      Benfica                0-0 1-3 1-3
1962-63 25      TCE  Final    Benfica               AC Milan (Itá.)        1-2

1963-64 26/27   TCE  1ª Elim. Distillery (I.No.)    Benfica                3-3 0-5 3-8
1963-64 28/29   TCE  1/8      Benfica               B. Dortmund (Ale.)     2-1 0-5 2-6

1964-65 30/31   TCE  1ª Elim. Aris Bonnevoie (Lux.) Benfica                1-5 1-5 2-10
1964-65 32/33   TCE  1/8      La Chaux Fonds (Suí.) Benfica                1-1 0-5 1-6
1964-65 34/35   TCE  1/4      Benfica               Real Madrid (Esp.)     5-1 1-2 6-3
1964-65 36/37   TCE  1/2      Vasas Gyor (Hun.)     Benfica                0-1 0-4 0-5
1964-65 38      TCE  Final    Benfica               Inter Milão (Itá.)     0-1

1965-66 39/40   TCE  1ª Elim. Dudelange (Lux.)      Benfica               0-8 0-10 0-18
1965-66 41/42   TCE  1/8      Levski Sofia (Bul.)   Benfica                2-2 2-3 4-5
1965-66 43/44   TCE  1/4      Manchester Utd.(Ing.) Benfica                3-2 5-1 8-3

1966-67 45/46   TCF  1/16     Sp. Plovdiv (Bul.)    Benfica                1-1 0-3 1-4
1966-67 47/48   TCF  1/8      Lok. Leipzig (RDA)    Benfica                3-1 1-2 4-3

1967-68 49/50   TCE  1ª Elim. Glentoran (I.No.)     Benfica                1-1 0-0 1-1
1967-68 51/52   TCE  1/8      Benfica               Saint-Etienne (Fra.)   2-0 0-1 2-1
1967-68 53/54   TCE  1/4      Vasas Budapest (Hun.) Benfica                0-0 0-3 0-3
1967-68 55/56   TCE  1/2      Benfica               Juventus (Itá.)        2-0 1-0 3-0
1967-68 57      TCE  Final    Benfica               Manchester Utd. (Ing.) 1-4

1968-69 58/59   TCE  1ª Elim. Valur (Isl.)          Benfica                0-0 1-8 1-8
1968-69 60/61   TCE  1/8      Ajax (Hol.)           Benfica                1-3 3-1 4-4
1968-69 62      TCE  1/8      Benfica               Ajax (Hol.)            0-3

1969-70 63/64   TCE  1ª Elim. Benfica               BK Kopenhague (Din.)   2-0 3-2 5-2
1969-70 65/66   TCE  1/8      Celtic (Esc.)         Benfica                3-0 0-3 3-3

1970-71 67/68   TVT  1ª Elim. Olimpija Ljub. (Jug.) Benfica                1-1 1-8 2-9
1970-71 69/70   TVT  1/8      Benfica               Vorwaerts (RDA)        2-0 0-2 2-2

1971-72 71/72   TCE  1ª Elim. Tirol (Áus.)          Benfica                0-4 1-3 1-7
1971-72 73/74   TCE  1/8      Benfica               CSKA Sofia (Bul.)      2-1 0-0 2-1
1971-72 75/76   TCE  1/4      Feyenoord (Hol.)      Benfica                1-0 1-5 2-5
1971-72 77/78   TCE  1/2      Ajax (Hol.)           Benfica                1-0 0-0 1-0

1972-73 79/80   TCE  1ª Elim. Malmoe (sué.)         Benfica                1-0 1-4 2-4
1972-73 81/82   TCE  1/8      Derby County (Ing.)   Benfica                3-0 0-0 3-0

1973-74 83/84   TCE  1ª Elim. Benfica               Olympiakos (Gré.)      1-0 1-0 2-0
1973-74 85/86   TCE  1/8      Benfica               Ujpest Dosza (Hun.)    1-1 0-2 1-3

1974-75 87/88   TVT  1ª Elim. Benfica               Vanlose (Din.)         4-0 4-1 8-1
1974-75 89/90   TVT  1/8      Carl Zeiss Jena (RDA) Benfica                1-1 0-0 1-1
1974-75 91/92   TVT  1/4      PSV Eindhoven (Hol.)  Benfica                0-0 2-1 2-1

1975-76 93/94   TCE  1ª Elim. Benfica               Fenerbahçe (Tur.)      7-0 0-1 7-1
1975-76 95/96   TCE  1/8      Benfica               Ujpest Dosza (Hun.)    5-2 1-3 6-5
1975-76 97/98   TCE  1/4      Benfica               Bayern Munchen (Ale.)  0-0 1-5 1-5

1976-77 99/100  TCE  1ª Elim. D. Dresden (RDA)      Benfica                2-0 0-0 2-0

1977-78 101/102 TCE  1ª Elim. Benfica               Torpedo Mosc. (URSS)   0-0 0-0 0-0
1977-78 103/104 TCE  1/8      Benfica               BK 1903 Kopenh. (Din.) 1-0 1-0 2-0
1977-78 105/106 TCE  1/4      Benfica               Liverpool (Ing.)       1-2 1-4 2-6

1978-79 107/108 UEFA 1ª Elim. Nantes (Fra.)         Benfica                0-2 0-0 0-2
1978-79 109/110 UEFA 1/16     Benfica               B. M’Gladbach (Ale.)   0-0 0-2 0-2

1979-80 111/112 UEFA 1ª Elim. Aris Salonica (Gré.)  Benfica                3-1 1-2 4-3

1980-81 113/114 TVT  Pré-Elim.Altay Izmir (Tur.)    Benfica                0-0 0-4 0-4
1980-81 115/116 TVT  1ª Elim. D. Zagreb (Jug.)      Benfica                0-0 0-2 0-2
1980-81 117/118 TVT  1/8      Malmoe (Sué.)         Benfica                1-0 0-2 1-2
1980-81 119/120 TVT  1/4      F. Dusseldorf (Ale.)  Benfica                2-2 0-1 2-3
1980-81 121/122 TVT  1/2      Carl Zeiss Jena (RDA) Benfica                2-0 0-1 2-1

1981-82 123/124 TCE  1ª Elim. Benfica               Omonia Nicosia (Chi.)  3-0 1-0 4-0
1981-82 125/126 TCE  1/8      Benfica               Bayern Munchen (Ale.)  0-0 1-4 1-4

1982-83 127/128 UEFA 1ª Elim. Benfica               Betis (Esp.)           2-1 2-1 4-2
1982-83 129/130 UEFA 1/16     Benfica               Lokeren (Bél.)         2-0 2-1 4-1
1982-83 131/132 UEFA 1/8      Zurich (Suí.)         Benfica                1-1 0-4 1-5
1982-83 133/134 UEFA 1/4      Roma (Itá.)           Benfica                1-2 1-1 2-3
1982-83 135/136 UEFA 1/2      Benfica               Univ. Craiova (Rom.)   0-0 1-1 1-1
1982-83 137/138 UEFA Final    Anderlecht (Bél.)     Benfica                1-0 1-1 2-1

1983-84 139/140 TCE  1ª Elim. Benfica               Linfield (I.No.)       3-0 3-2 6-2
1983-84 141/142 TCE  1/8      Olympiakos (Gré.)     Benfica                1-0 0-3 1-3
1983-84 143/144 TCE  1/4      Liverpool (Ing.)      Benfica                1-0 4-1 5-1

1984-85 145/146 TCE  1ª Elim. Crvena Zvezda (Jug.)  Benfica                3-2 0-2 3-4
1984-85 147/148 TCE  1/8      Liverpool (Ing.)      Benfica                3-1 0-1 3-2

1985-86 149/150 TVT  1/8      Benfica               Sampdoria (Itá.)       2-0 0-1 2-1
1985-86 151/152 TVT  1/4      Dukla Praha (Che.)    Benfica                1-0 1-2 2-2

1986-87 153/154 TVT  1ª Elim. Benfica               Lillestroem (Nor.)     2-0 2-1 4-1
1986-87 155/156 TVT  1/8      Benfica               Bordeaux (Fra.)        1-1 0-1 1-2

1987-88 157/158 TCE  1ª Elim. Benfica               Partizan Tirana (Alb.) 4-0 3-0*7-0
1987-88 159/160 TCE  1/8      Aahrus (Din.)         Benfica                0-0 0-1 0-1
1987-88 161/162 TCE  1/4      Benfica               Anderlecht (Bél.)      2-0 0-1 2-1
1987-88 163/164 TCE  1/2      Steaua Bucuresti(Rom.)Benfica                0-0 0-2 0-2
1987-88 165     TCE  Final    Benfica               PSV Eindhoven (Hol.)   0-0

1988-89 166/167 UEFA 1ª Elim. Montpellier (Fra.)    Benfica                0-3 1-3 1-6
1988-89 168/169 UEFA 1/16     Liègeois (Bél.)       Benfica                2-1 1-1 3-2

1989-90 170/171 TCE  1ª Elim. Derry City (Irl.)     Benfica                1-2 0-4 1-6
1989-90 172/173 TCE  1/8      Honved (Hun.)         Benfica                0-2 0-7 0-9
1989-90 173/175 TCE  1/4      Benfica               Dniepr (URSS)          1-0 3-0 4-0
1989-90 176/177 TCE  1/2      Marseille (Fra.)      Benfica                2-1 0-1 2-2
1989-90 178     TCE  Final    Benfica               AC Milan (Itá.)        0-1

1990-91 179/180 UEFA 1ª Elim. Roma (Itá.)           Benfica                1-0 1-0 2-0

1991-92 181/182 TCE  1ª Elim. Hamrun (Mal.)         Benfica                0-6 0-4 0-10
1991-92 183/184 TCE  1/8      Benfica               Arsenal (Ing.)         1-1 3-1 4-2
1991-92 185/189 TCE  Grupos   D. Kiev (Ucr.)        Benfica                1-0 0-5 1-5
1991-92 186/190 TCE  Grupos   Benfica               Barcelona (Esp.)       0-0 1-2 1-2
1991-92 187/188 TCE  Grupos   Benfica               Sparta Praha (Che.)    1-1 1-1 2-2

1992-93 191/192 UEFA 1ª Elim. Benfica               Belvedur Izola (Esl.)  3-0 5-0 8-0
1992-93 193/194 UEFA 1/16     Benfica               Vac Izzo (Hun.)        5-1 1-0 6-1
1992-93 195/196 UEFA 1/8      D. Moscovo (Rús.)     Benfica                2-2 0-2 2-4
1992-93 197/198 UEFA 1/4      Benfica               Juventus (Itá.)        2-1 0-3 2-4

1993-94 199/200 TVT  1/16     Benfica               Katowice (Pol.)        1-0 1-1 2-1
1993-94 201/202 TVT  1/8      Benfica               CSKA Sofia (Bul.)      3-1 3-1 6-2
1993-94 203/204 TVT  1/4      Benfica               B. Leverkusen (Ale.)   1-1 4-4 5-5
1993-94 205/206 TVT  1/2      Benfica               Parma (Itá.)           2-1 0-1 2-2

1994-95 207/211 LCE  Grupos   Hajduk Split (Cro.)   Benfica                0-0 1-2 1-2
1994-95 208/212 LCE  Grupos   Benfica               Anderlecht (Bél.)      3-1 1-1 4-2
1994-95 209/210 LCE  Grupos   Benfica               Steaua Bucuresti (Rom.)2-1 1-1 3-2
1994-95 213/214 LCE  1/4      AC Milan (Itá.)       Benfica                2-0 0-0 2-0

1995-96 215/216 UEFA 1ª Elim. Lierse (Bél.)         Benfica                1-3 1-2 2-5
1995-96 217/218 UEFA 1/16     Benfica               Roda (Hol.)            1-0 2-2 3-2
1995-96 219/220 UEFA 1/8      Bayern Munchen (Ale.) Benfica                4-1 3-1 7-2

1996-97 221/222 TVT  1/16     Benfica               Ruch Chorzow (Pol.)    5-1 0-0 5-1
1996-97 223/224 TVT  1/8      Benfica               Lok. Moscovo (Rús.)    1-0 3-2 4-2
1996-97 225/226 TVT  1/4      Benfica               Fiorentina (Itá.)      0-2 1-0 1-2

1997-98 227/228 UEFA 1ª Elim. Bastia (Fra.)         Benfica                1-0 0-0 1-0

1998-99 229/230 LCE  2ªPré-El.Benfica               Beitar Jerus. (Isr.)   6-0 2-4 8-4
1998-99 231/235 LCE  Grupos   Kaiserslautern (Ale.) Benfica                1-0 1-2 2-2
1998-99 232/236 LCE  Grupos   Benfica               PSV Eindhoven (Hol.)   2-1 2-2 4-3
1998-99 233/234 LCE  Grupos   HJK Helsinki (Fin.)   Benfica                2-0 2-2 4-2

1999-00 237/238 UEFA 1ª Elim. Benfica               D. Bucuresti (Rom.)    0-1 2-0 2-1
1999-00 239/240 UEFA 1/32     PAOK Salonica (Gré.)  Benfica                1-2 2-1 3-3
1999-00 241/242 UEFA 1/16     Celta Vigo (Esp.)     Benfica                7-0 1-1 8-1

2000-01 243/244 UEFA 1ª Elim. Halmstads (Sué.)      Benfica                2-1 2-2 4-3

2003-04 245/246 LCE  3ªPré-El.Lazio (Itá.)          Benfica                3-1 1-0 4-1
2003-04 247/248 UEFA 1ª Elim. La Louvière (Bél.)    Benfica                1-1 0-1 1-2
2003-04 249/250 UEFA 2ª Elim. Benfica               Molde (Nor.)           3-1 2-0 5-1
2003-04 251/252 UEFA 1/16     Benfica               Rosenborg (Nor.)       1-0 1-2 2-2
2003-04 253/254 UEFA 1/8      Benfica               Inter Milão (Itá.)     0-0 3-4 3-4

2004-05 255/256 LCE  3ªPré-El.Benfica               Anderlecht (Bél.)      1-0 0-3 1-3
2004-05 257/258 UEFA 1ª Elim. Banska Bystrica(Svk.) Benfica                0-3 0-2 0-5
2004-05 259     UEFA Grupos   Benfica               Heerenveen (Hol.)      4-2
2004-05 260     UEFA Grupos   Stuttgart (Ale.)      Benfica                3-0
2004-05 261     UEFA Grupos   Benfica               D. Zagreb (Cro.)       2-0
2004-05 262     UEFA Grupos   Beveren (Bél.)        Benfica                0-3
2004-05 263/264 UEFA 1/16     CSKA Moscovo (Rús.)   Benfica                2-0 1-1 3-1

2005-06 265/269 LCE  Grupos   Benfica               Lille (Fra.)           1-0 0-0 1-0
2005-06 266/270 LCE  Grupos   Manchester Utd.(Ing.) Benfica                2-1 1-2 3-3
2005-06 267/268 LCE  Grupos   Villarreal (Esp.)     Benfica                1-1 1-0 2-1
2005-06 271/272 LCE  1/8      Benfica               Liverpool (Ing.)       1-0 2-0 3-0
2005-06 273/274 LCE  1/4      Benfica               Barcelona (Esp.)       0-0 0-2 0-2

2006-07 275/276 LCE  3ªPré-El.Austria Wien (Áus.)   Benfica                1-1 0-3 1-4
2006-07 277/281 LCE  Grupos   Copenhaga (Din.)      Benfica                0-0 1-3 1-3
2006-07 278/282 LCE  Grupos   Benfica               Manchester Utd. (Ing.) 0-1 1-3 1-4
2006-07 279/280 LCE  Grupos   Celtic (Esc.)         Benfica                3-0 0-3 3-3
2006-07 283/284 UEFA 1/16     Benfica               D. Bucuresti (Rom.)    1-0 2-1 3-1
2006-07 285/286 UEFA 1/8      P. St.-Germain (Fra.) Benfica                2-1 1-3 3-4
2006-07 287/288 UEFA 1/4      Espanyol (Esp.)       Benfica                3-2 0-0 3-2

2007-08 289/290 LCE  3ªPré-El.Benfica               Copenhaga (Din.)       2-1 1-0 3-1
2007-08 291/295 LCE  Grupos   AC Milan (Itá.)       Benfica                2-1 1-1 3-2
2007-08 292/296 LCE  Grupos   Benfica               Shakthar Donetsk (Ucr.)0-1 2-1 2-2
2007-08 293/294 LCE  Grupos   Benfica               Celtic (Esc.)          1-0 0-1 1-1
2007-08 297/298 UEFA 1/16     Benfica               Nuremberg (Ale.)       1-0 2-2 3-2
2007-08 299/300 UEFA 1/8      Benfica               Getafe (Esp.)          1-2 0-1 1-3

2008-09 301/302 UEFA 1ª Elim. Napoli (Itá.)         Benfica                3-2 0-2 3-4
2008-09 303     UEFA Grupos   Hertha Berlin (Ale.)  Benfica                1-1
2008-09 304     UEFA Grupos   Benfica               Galatasaray (Tur.)     0-2
2008-09 305     UEFA Grupos   Olympiakos (Gré.)     Benfica                5-1
2008-09 306     UEFA Grupos   Benfica               Metalist Kharkiv (Ucr) 0-1

2009-10 307/308 LEUR Play-off Benfica               Vorskla Poltava (Ucr.) 4-0 1-2 5-2
2009-10 309/313 LEUR Grupos   Benfica               BATE Borisov (Blr.)    2-0 2-1 4-1
2009-10 310/314 LEUR Grupos   AEK Atenas (Gré.)     Benfica                1-0 1-2 2-2
2009-10 311/312 LEUR Grupos   Benfica               Everton (Ing.)         5-0 2-0 7-0
2009-10 315/316 LEUR 1/16     Hertha Berlin (Ale.)  Benfica                1-1 0-4 1-5
2009-10 317/318 LEUR 1/8      Benfica               Marseille (Fra.)       1-1 2-1 3-2
2009-10 319/320 LEUR 1/4      Benfica               Liverpool (Ing.)       2-1 1-4 3-5

2010-11 321/325 LCE  Grupos   Benfica               Hapoel Tel-Aviv (Isr.) 2-0 0-3 2-3
2010-11 322/326 LCE  Grupos   Schalke 04 (Ale.)     Benfica                2-0 2-1 4-1
2010-11 323/324 LCE  Grupos   Lyon (Fra.)           Benfica                2-0 3-4 5-4
2010-11 327/328 LEUR 1/16     Benfica               Stuttgart(Ale.)        2-1 2-0 4-1
2010-11 329/330 LEUR 1/8      Benfica               P. St.-Germain (Fra.)  2-1 1-1 3-2
2010-11 331/332 LEUR 1/4      Benfica               PSV Eindhoven (Hol.)   4-1 2-2 6-3
2010-11 333/334 LEUR 1/2      Benfica               Braga (Por.)           2-1 0-1 2-2

2011-12 335/336 LCE  3ªPré-El.Benfica               Trabzonspor (Tur.)     2-0 1-1 3-1
2011-12 337/338 LCE  Play-off Twente (Hol.)         Benfica                2-2 1-3 3-5
2011-12 339/343 LCE  Grupos   Benfica               Manchester Utd. (Ing.) 1-1 2-2 3-3
2011-12 340/344 LCE  Grupos   Otelul Galati (Rom.)  Benfica                0-1 0-1 0-2
2011-12 341/342 LCE  Grupos   Basel (Suí.)          Benfica                0-2 1-1 1-3
2011-12 345/346 LCE  1/8      Zenit S. Pet. (Rús.)  Benfica                3-2 0-2 3-4
2011-12 347/348 LCE  1/4      Benfica               Chelsea (Ing.)         0-1 1-2 1-3

2012-13 349/353 LCE  Grupos   Celtic (Esc.)         Benfica                0-0 1-2 1-2
2012-13 350/354 LCE  Grupos   Benfica               Barcelona (Esp.)       0-2 0-0 0-2
2012-13 351/352 LCE  Grupos   Sp. Moscovo (Rús.)    Benfica                2-1 0-2 2-3
2012-13 355/356 LEUR 1/16     B. Leverkusen(Ale.)   Benfica                0-1 1-2 1-3
2012-13 357/358 LEUR 1/8      Benfica               Bordeaux (Fra.)        1-0 3-2 4-2
2012-13 359/360 LEUR 1/4      Benfica               Newcastle (Ing.)       3-1 1-1 4-2
2012-13 361/362 LEUR 1/2      Fenerbahçe (Tur.)     Benfica                1-0 1-3 2-3
2012-13 363     LEUR Final    Benfica               Chelsea (Ing.)         1-2

2013-14 364/368 LCE  Grupos   Benfica               Anderlecht (Bél.)      2-0 3-2 5-2
2013-14 365/369 LCE  Grupos   P. St.-Germain (Fra.) Benfica                3-0 1-2 4-2
2013-14 366/367 LCE  Grupos   Benfica               Olympiakos (Gré.)      1-1 0-1 1-2
2013-14 370/371 LEUR 1/16     PAOK (Gré.            Benfica                0-1 0-3 0-4
2013-14 372/373 LEUR 1/8      Tottenham (Ing.)      Benfica                1-3 2-2 3-5
2013-14 374/375 LEUR 1/4      AZ (Hol.)             Benfica                0-1 0-2 0-3
2013-14 376/377 LEUR 1/2      Benfica               Juventus (Itá.)        2-1 0-0 2-1
2013-14 378     LEUR Final    Benfica               Sevilla (Esp.)         0-0

2014-15 379/383 LCE  Grupos   Benfica               Zenit (Rús.)           0-2 0-1 0-3
2014-15 380/384 LCE  Grupos   B. Leverkusen (Ale.)  Benfica                3-1 0-0 3-1
2014-15 381/382 LCE  Grupos   Monaco (Fra.)         Benfica                0-0 0-1 0-1

2015-16 385/389 LCE  Grupos   Benfica               Astana (Caz.)          2-0 2-2 4-2
2015-16 386/390 LCE  Grupos   At. Madrid (Esp.)     Benfica                1-2 2-1 3-3
2015-16 387/388 LCE  Grupos   Galatasaray (Tur.)    Benfica                2-1 1-2 3-3
2015-16 391/392 LCE  1/8      Benfica               Zenit S. Pet. (Rús.)   1-0 2-1 3-1
2015-16 393/394 LCE  1/4      Bayern (Ale.)         Benfica                1-0 2-2 3-2

2016-17 395/399 LCE  Grupos   Benfica               Beşiktaş  (Tur.)       1-1 3-3 4-4
2016-17 396/400 LCE  Grupos   Napoli (Itá.)         Benfica                4-2 2-1 6-3
2016-17 397/398 LCE  Grupos   D. Kiev (Ucr.)        Benfica                0-2 0-1 0-3
2016-17 401/402 LCE  1/8      Benfica               B. Dortmund (Ale.)     1-0 0-4 1-4

                                          Presenças   J     V    E    D     GM  -  GS
TCE - Taça dos Campeões Europeus               22    134    68   29   37   269  - 139
LCE - Liga dos Campeões Europeus               14    102    40   26   36   123  - 121
   Subtotal (TCE/LCE)                                236   108   55   73   392  - 260
TVT - Taça dos Vencedores de Taças              7     42    21   12    9    67  -  34
UEFA - Taça UEFA                               15     80    35   19   26   116  -  96
LEUR - Liga Europa                              4     40    26    8    6    73  -  34
   Subtotal (provas organizadas pela UEFA)           398   190   94  114   648  - 424
TCF - Taça das Cidades com Feiras               1      4     2    1    1     7  -   5
            Total (provas europeias)                 402   192   95  115   655  - 429

1 Comentário Add your own

  • 1. António  |  18 Outubro, 2011 às 2:31 pm

    isto sim, é bom serviço público!

    ;_)))

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