Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Paris Saint-Germain

5 Outubro, 2022 at 9:57 pm Deixe um comentário

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández (78m – Fredrik Aursnes), David Neres (90m – Rodrigo Pinho), João Mário, Rafael “Rafa” Silva e Gonçalo Ramos (78m – Julian Draxler)

Paris Saint-Germain Paris Saint-Germain – Gianluigi Donnarumma, Danilo Pereira, Marcos Corrêa “Marquinhos”, Sergio Ramos, Achraf Hakimi, Vítor Ferreira “Vitinha” (87m – Fabián Ruiz), Marco Verratti, Nuno Mendes (66m – Juan Bernat), Lionel Messi (81m – Pablo Sarabia), Kylian Mbappé e Neymar Júnior

0-1 – Lionel Messi – 22m
1-1 – Danilo Pereira (p.b.) – 41m

Cartões amarelos – Enzo Fernández (45m) e Gonçalo Ramos (70m); Fabián Ruiz (90m), Neymar Júnior (90m) e Marco Verratti (90m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Não se poderá dizer, com plena propriedade, que o Paris Saint-Germain seja um clube “histórico” do futebol europeu; fundado há 52 anos, é apenas o 32.º do ranking global histórico das competições europeias, 20.º do ranking agregado da Liga dos Campeões e Taça dos Campeões Europeus, mas já o 11.º no ranking da Liga dos Campeões (desde a época de 1992-93).

Mas o Paris Saint-Germain está, hoje por hoje, entre os clubes mais “ricos” do Mundo, ombreando a par e par com os maiores colossos, como Real Madrid, Barcelona, Bayern, Liverpool, Chelsea, Manchester United… ou Manchester City.

Dispõe, muito especialmente, de um tridente ofensivo, que reúne três dos melhores jogadores mundiais: Messi, Mbappé e Neymar. Tendo, em paralelo, a curiosidade, de alinhar, no seu “onze” habitual, com três jogadores portugueses, entre eles os jovens Nuno Mendes e Vitinha!

Isto dito, não terá deixado de surpreender a forma personalizada como o Benfica encarou este jogo, mais do que “olhos nos olhos”, com uma intensíssima pressão em zona bastante avançada do terreno – João Mário, Neres, Rafa e Gonçalo Ramos eram os “primeiros defesas”, logo à saída da área contrária –, colocando, desde início, sérios problemas ao adversário.

Ao longo de vinte minutos, o Benfica assumiu a iniciativa do jogo e podia ter marcado, logo aos 8 minutos, por Gonçalo Ramos, a conseguir isolar-se, não fosse Donnarumma ter dado início a uma noite a grande altura, a estirar-se e a defender com o pé esquerdo. A situação como que se repetiria à passagem do quarto de hora, desta feita com maior facilidade para o guardião.

E, de imediato, com Neres, também a surgir frente-a-frente com o italiano, a tentar “picar a bola” (num remate potente, ainda assim), a que o guarda-redes se opôs com soberba intervenção, desviando a bola com uma palmada, com a “ponta dos dedos”.

Até que surgiu o génio de Messi: do “nada” – mas, lá está, depois de uma combinação (de uma fracção de segundo!), que envolveu também Mbappé e Neymar –, tira um “coelho da cartola”, com um remate, em arco, tão subtil quão letal, com a bola muito colocada, sem hipóteses para Vlachodimos.

O Benfica “acusou” o golo e retraiu-se. Sob a batuta de Verrati e Vitinha, a equipa francesa tomou o controlo da bola, instalando-se no meio campo contrário. A oposição era conduzida por um João Mário ao seu melhor nível.

Procurando, sobretudo, jogar nas costas da defesa parisiense, aproveitando um bom nível de recuperação de bolas, num lançamento em profundidade, seria António Silva, no “coração da área”, a poder ter marcado, não fosse a concentração do guardião italiano.

E, como se diz que “a sorte protege os audazes”, o Benfica chegaria mesmo ao empate, num cruzamento de Enzo do lado esquerdo, com a bola a sobrevoar a pequena área, à qual Gonçalo Ramos não conseguiu chegar, mas com Danilo a fazer um desvio infeliz, para as suas próprias redes.

É verdade que, no segundo tempo, houve muito mais PSG, com uma entrada forte desde o recomeço. Neymar remataria aos ferros da baliza, depois de Vlachodimos se opor bem a remate de Hakimi. O mesmo marroquino teria nova tentativa à passagem da hora de jogo, com um forte remate, com boa oposição do “keeper”. O grego teria, já aos 68 minutos, ainda mais uma fantástica defesa face a Mbappé, também num remate em arco, mais em jeito que em força, com o guarda-redes a emular a intervenção de Donnarumma face a Neres.

O meio-campo benfiquista, extenuado à medida que o relógio avançava, vinha denotando grandes dificuldades em suster o “carrocel mágico” e os avançados surgiam muitas vezes em superioridade junto da algo desamparada defesa benfiquista.

A formação francesa acabaria por pagar por alguma sobranceria que demonstrara na primeira metade – confiante de que o golo acabaria por chegar, mais cedo ou mais tarde – e até poderia ter tido maior castigo, se Rafa (beneficiando de esforçada recuperação de bola de João Mário a meio-campo), depois de, em corrida, com bola, se ter desembaraçado de Sergio Ramos e Marquinhos, tivesse conseguido desfeitear Donnarumma, já nos últimos dez minutos do desafio; o guarda-redes defendeu com o peito, Rafa ainda ensaiou a recarga, mas a bola sairia ligeiramente por cima.

Num balanço global, mesmo tendo em consideração o maior domínio adversário, o empate acaba por se justificar – como, aliás, o reconheceram ambos os treinadores –, numa muito boa exibição do Benfica, em mais uma grande noite europeia, frente a um dos mais poderosos conjuntos da Europa. O desfecho podia ter sido idêntico, mas com bastantes mais golos, de parte a parte (um 3-3 não “escandalizaria”), não tivessem os guarda-redes das duas equipas estado em grande evidência.

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