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Liga dos Campeões – 6ª jornada – Benfica – A.E.K.

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (35m – Andrija Živković), Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Franco Cervi), Alfa Semedo, Gedson Fernandes, João Félix (77m – Nicolás Castillo) e Haris Seferović

A.E.K. – Vassilis Barkas, Michalis Bakakis, Marios Oikonomou, Dmytro Chygrynskiy, Niklas Hult, Kostas Galanopoulos, Uroš Ćosić, Erik Morán (77m – Rodrigo Galo), Viktor Klonaridis (61m – Giannis Gianniotas), Lucas Boyé (68m – Petros Mantalos) e Ezequiel Ponce

1-0 – Alejandro “Álex” Grimaldo – 88m

Cartões amarelos – Rúben Dias (37m); Niklas Hult (73m) e Kostas Galanopoulos (82m)

Cartão vermelho – Kostas Galanopoulos (87m)

Árbitro – Robert “Bobby” Madden (Escócia)

É verdade que tudo estava previamente definido em termos de qualificação: o Benfica tinha já garantida a transição para a Liga Europa; o A.E.K. seria sempre, em qualquer caso, último classificado do grupo.

Não obstante, não era pouco o que estava ainda em jogo: desde logo, o prestígio do Benfica, tão abalado pela péssima campanha europeia da época passada, e, de novo, afectado pela goleada sofrida em Munique; depois, a nível desportivo, não era de todo dispiciendo o alcançar do estatuto de cabeça-de-série no sorteio dos 1/16 de final da Liga Europa, o que apenas poderia ser conseguido por via de uma vitória; por fim, a questão financeira, com o triunfo a representar um prémio de 2,7 milhões de euros (face aos 900 mil euros do empate)…

Fosse qual fosse a motivação principal, o Benfica teria uma boa entrada em campo – neste seu 100.º jogo na fase de grupos e eliminatórias seguintes da Liga dos Campeões –, assumindo, logo nos minutos iniciais, a iniciativa do jogo, remetendo a formação grega para a sua zona defensiva. Porém, tal período de domínio seria bastante curto, começando a esvanecer-se logo à passagem do quarto de hora, sem que tivesse criado efectivas ocasiões de golo iminente.

Até final do primeiro tempo, a equipa portuguesa denotaria uma confrangedora falta de ideias, falha de velocidade e de intensidade, facilitando a missão defensiva ao adversário.

Na segunda metade, o grupo benfiquista procurou imprimir maior velocidade ao jogo, o que resultou num assédio mais efectivo à baliza contrária, o qual, todavia, com alguma infelicidade, se saldaria por dois remates de Seferović, com a bola a embater na trave, e em outros dois lances de perigo, desaproveitados por Grimaldo e por Gedson Fernandes, face ao guardião contrário.

Quando já se começava a descrer na possibilidade de o nulo ser desfeito, o Benfica acabaria então por chegar ao golo – que, apesar de tudo, traduzia uma maior justiça no resultado -, na sequência de um livre directo, superiormente apontado por Grimaldo, faltavam somente dois minutos para o “cair do pano”.

Com a segunda vitória assim alcançada, a turma portuguesa evitava mais uma “saída triste” da competição, paralelamente recuperando alguma dignidade.

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12 Dezembro, 2018 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª jornada – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer, Rafinha, Jérôme Boateng, Niklas Süle, David Alaba, Joshua Kimmich, Arjen Robben (72m – Renato Sanches), Thomas Müller (81m – Woo-Yeong Jeong), Leon Goretzka, Franck Ribéry (77m – Sandro Wagner) e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Rúben Dias, Alex Grimaldo, Ljubomir Fejsa (76m – Alfa Semedo), Rafa Silva, Pizzi (45m – Gedson Fernandes), Gabriel, Franco Cervi e Jonas (59m – Haris Seferović)

1-0 – Arjen Robben – 13m
2-0 – Arjen Robben – 30m
3-0 – Robert Lewandowski – 36m
3-1 – Gedson Fernandes – 46m
4-1 – Robert Lewandowski – 51m
5-1 – Franck Ribéry – 76m

Cartões amarelos – Arjen Robben (24m) e Franck Ribéry (33m); Alfa Semedo (87m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Três palavras se impõem para definir este jogo: vergonha, passividade e injustificável.

Tendo o AEK-Ajax sido jogado em horário precedente, do seu desfecho (triunfo da formação holandesa) decorria que – ao entrar em campo no Allianz Arena –, por um lado, o Benfica tinha já garantida a continuidade nas provas europeias, por via da transição para a Liga Europa; por outro, se a possibilidade de apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões era já uma quimera, passava a afigurar-se como uma “impossibilidade” prática (seria necessário ganhar por, pelo menos, dois golos de diferença em Munique…).

Neste contexto, de absolutamente nenhuma pressão competitiva (ninguém exigiria a tal altamente improvável vitória) – em que, portanto, o jogo poderia ser gerido com serenidade, sem precipitação, com rigor táctico a nível defensivo e espreitando a possibilidade de construir lances de ataque, ou, talvez com maior propriedade, de contra-ataque, perante o previsível assumir da iniciativa ofensiva por parte do Bayern –, é completamente injustificável a exibição benfiquista.

Faltou tudo: não houve rigor na defesa, mas, antes, uma extrema passividade, proporcionando fartas facilidades de movimentação ao adversário, as quais estiveram na origem de todos os cinco tentos sofridos; em 90 minutos não se conseguiram criar mais do que dois lances de futebol ofensivo (um deles resultando no solitário golo); o contra-ataque foi praticamente inexistente e, em absoluto, inofensivo.

Qualquer “estratégia” que tivesse sido delineada rapidamente ruiria: logo aos 13 minutos, aproveitando a tal passividade, o já veterano Robben, em progressão desde a linha lateral direita, tirou do caminho quatro adversários, internando-se e rematando sem hipótese de defesa para Vlachodimos – o único a salvar-se do “naufrágio” colectivo (tendo “salvo” outras duas flagrantes ocasiões de golo, que negou a Lewandowski e a Müller); pior, o holandês repetiria, quase a “papel químico”, a jogada, à passagem da meia hora, com o mesmo desfecho, ampliando para 2-0.

A apatia da defesa benfiquista ficaria igualmente patente nos lances do terceiro e quarto golos sofridos, também muito similares, ambos apontados por Lewandowski, na sequência de pontapés de canto, com o polaco, nas duas vezes, à entrada da pequena área, a saltar mais alto e a conseguir antecipar-se às “marcações” dos defesas benfiquistas, cabeceando inapelavelmente para o fundo da baliza.

Pelo meio, o único momento positivo para o Benfica: logo a abrir a segunda parte, Rafa, com um toque subtil, a libertar a corrida de Gedson, que, após excelente combinação com Jonas, surgiu isolado frente a Neuer, e, com grande personalidade, sem vacilar, não desperdiçou a oportunidade para marcar, menos de 40 segundos após ter entrado em campo!

Porém, o tónico anímico que tal golo poderia consubstanciar, até no suster da avalanche alemã, não resistiu mais do que cinco minutos. Até final, numa fase em que o Bayern, notoriamente, “tirara já o pé do acelerador”, espaço ainda para o consumar da goleada, com o francês Ribéry, uma vez mais a beneficiar da permeabilidade da defesa benfiquista, sem marcação, a “empurrar” a bola, sem dificuldade, para as redes do desamparado Vlachodimos.

A vergonha (benfiquista) deste jogo reside sobretudo na forma fácil como o Bayern dispôs do jogo a seu bel-prazer, sem sequer ter de se empregar a fundo, como se o Benfica fosse uma vulgar equipa de terceiro escalão, denotando absoluta incapacidade de oferecer a mínima resistência ao adversário, que tantas dificuldades tem experimentado frente a alguns dos menos cotados opositores da “Bundesliga”…

Um desempenho do conjunto benfiquista para reflectir e agir: torna-se imperioso sacudir rapidamente a letargia e marasmo em que a equipa caiu, sem ideias, falha de organização, com um técnico a não conseguir sair do espartilho de um modelo esgotado, aparentando mesmo uma incompreensível falta de ânimo e motivação.

A questão que se coloca, perante a profundidade do problema, é se haverá ainda possibilidade de se virem a revelar “Campeões” a reagir a esta péssima fase, ou se, ao invés, teremos pela frente o que poderá ser um longo e penoso final de época.

27 Novembro, 2018 at 10:50 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Ajax

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes (75m – Luís Fernandes “Pizzi”), Ljubomir Fejsa, Gabriel Pires, Eduardo Salvio (48m – Rafael “Rafa” Silva), Franco Cervi e Jonas Gonçalves (55m – Haris Seferović)

Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Frenkie de Jong (86m – Maximilian Wöber), Lasse Schöne, Donny van de Beek, David Neres (74m – Kasper Dolberg), Hakim Ziyech e Dušan Tadić

1-0 – Jonas Gonçalves – 29m
1-1 – Dušan Tadić – 61m

Cartões amarelos – Jonas Gonçalves (39m), Ljubomir Fejsa (45m) e Jardel Vieira (70m); Nicolás “Nico” Tagliafico (34m), Matthijs de Ligt (42m), Donny van de Beek (72m) e Dušan Tadić (83m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

No reeditar, no Estádio da Luz, de um dos grandes clássicos do futebol europeu – depois dos embates nas épocas de 1968-69 e 1971-72 -, ainda não foi desta que o Benfica conseguiu vencer o Ajax em casa, no que correspondeu ao jogo n.º 250 do historial do clube na Taça/Liga dos Campeões, em 38 edições disputadas.

Com a equipa benfiquista a “desconfiar de si própria” – vindo de uma terrível sequência de três desaires sucessivos, o primeiro deles, precisamente, em Amesterdão, frente a este mesmo oponente –, o “onze” encarnado apresentava-se com um meio-campo reforçado, com Fejsa, Gabriel e Gedson, em detrimento de Pizzi, que, tendo começado no banco, manteria, não obstante, a sua fantástica série de 33 jogos europeus consecutivos (todos os disputados pelo Benfica, desde a sua estreia, a 9 de Dezembro de 2014, frente ao Bayer Leverkusen) – registo apenas superado pelos 37 jogos de Nené (entre Março de 1978 e Outubro de 1983) e Artur Moraes (entre Julho de 2011 e Fevereiro de 2014).

Rui Vitória procurava, paralelamente, apostar na dinâmica da ala esquerda, com Grimaldo e Franco Cervi, que seriam precisamente os primeiros a testar a atenção do guardião contrário, ainda nos primeiros dez minutos de jogo.

Mas, de facto, a “batalha” travava-se na zona nevrálgica do miolo do terreno, com escassas incursões nas áreas de baliza, não sendo de assinalar qualquer oportunidade flagrante de golo na meia hora inicial… à excepção da que resultaria de uma “saída em falso” de Onana, aos 29 minutos, que Jonas, muito oportuno, não desperdiçaria, inaugurando o marcador.

Defrontando uma das melhores formações do Ajax dos últimos anos, numa muito boa mescla de experiência e juventude, o Benfica teria ainda outra ocasião de perigo a seu favor, na sequência de um livre, ao qual, desta feita, Jonas não conseguiria dar a melhor sequência.

Também de bola parada, a turma holandesa, por Ziyech e Schöne, exigiria a atenta intervenção de Vlachodimos, sendo que, no segundo destes lances, a findar o primeiro tempo, a recarga de Tadić embateu em Rúben Dias, sobrando ainda a bola para Van de Beek, a rematar ao lado, sem que tivesse surgido o desvio fatal em cima do risco.

Um calafrio enorme perpassou pelas bancadas da Luz, mas, com alguma felicidade, o Benfica chegava ao intervalo em posição favorável.

Porém, na segunda metade, o Ajax, sempre muito intenso e agressivo, assumiu a iniciativa, o que viria a ter o seu corolário logo à passagem do quarto de hora, com o tento do empate, com Tadić, aproveitando uma excelente abertura de Ziyech, a conseguir superar a marcação de Rúben Dias, para se isolar frente a Vlachodimos, batendo-o inapelavelmente.

Com Jonas “preso por arames”, incapaz de resistir ao choque, a ter de ser substituído, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, por Seferović, já depois de Rafa ter entrado para o lugar do também tocado Salvio, o Benfica procuraria ainda, na fase final do encontro, recuperar a vantagem, resultado imprescindível para poder manter as aspirações a seguir em frente na competição.

Porém, só nos derradeiros segundos voltaria a ter a sensação de golo iminente, com o guarda-redes do Ajax, qual guardião de andebol, a “salvar”, com uma estirada com o pé, um remate de Gabriel que levava o “selo de golo”.

Ao contrário do que sucedera em Amesterdão, o Benfica não conseguia, em período de compensação, chegar à vitória – devendo sublinhar-se que o empate foi, não obstante, um resultado justo, podendo, inclusivamente, o Ajax ter também desfeito a igualdade em seu favor –, comprometendo de forma determinante as suas possibilidades de apuramento, agora pouco mais do que uma quimera (implicariam, necessariamente, vencer em Munique e, na Luz, o AEK, e que, por seu lado, o Ajax não somasse mais do que um ponto nos dois jogos que lhe restam… ou, num outro cenário, porventura mais difícil ainda, ganhar ao Bayern por, pelo menos, dois golos de diferença, e esperar que os alemães perdessem também na Holanda).

7 Novembro, 2018 at 11:47 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Ajax – Benfica

Ajax – André Onana, Noussair Mazraoui, Matthijs de Ligt, Daley Blind, Nicolás “Nico” Tagliafico, Hakim Ziyech, Donny van de Beek (88m – David Neres), Lasse Schöne, Frenkie de Jong, Dušan Tadić e Kasper Dolberg

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Germán Conti, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – Gabriel Pires), Gedson Fernandes, Rafael “Rafa” Silva (90m – Franco Cervi) e Haris Seferović

1-0 – Noussair Mazraoui – 90m

Cartões amarelos – Noussair Mazraoui (22m), André Onana (39m) e Nicolás “Nico” Tagliafico (49m); Jardel Vieira (9m), Germán Conti (64m), Eduardo Salvio (72m) e Haris Seferović (86m)

Árbitro – Ruddy Buquet (França)

Esteve quase para ser um daqueles jogos de zero-zero “frenéticos”, muito vivo, “bola cá, bola lá”, com tendência repartida, e diversas ocasiões de perigo, nenhuma delas concretizada… até aos 90 minutos.

É verdade que coube ao Ajax, desde início, assumir a maior iniciativa atacante, em lances rápidos, envolvendo diversos elementos em acções ofensivas, o que, em paralelo, concedia espaços para o contra-ataque do Benfica, numa intensa dinâmica dual.

No reencontro – 46 anos depois – de dois “clássicos” do futebol europeu, até seria a equipa portuguesa a ter, por duas vezes, oportunidades flagrantes para marcar, isto ainda nos cinco minutos iniciais da partida: primeiro, num remate cruzado de Rafa Silva, travado por Onana, e, de seguida, numa assistência de Salvio (hesitante no remate à baliza) a Seferović, com De Ligt a salvar sobre a linha de golo.

Numa fase de pressão acrescida do conjunto holandês, o Benfica ver-se-ia forçado a recuar, reagrupando-se, obrigando o Ajax a procurar alternativas, por via de remates de meia distância, com Vlachodimos a mostrar-se praticamente intransponível e, quase a fechar a primeira metade, Conti, “in-extremis”, a ir resgatar uma bola que parecia estar já meio dentro das redes.

No segundo tempo, inevitavelmente, o ritmo haveria de baixar, não obstante a equipa holandesa voltasse a ter uma entrada forte, mas denotando dificuldades em romper a barreira defensiva adversária.

Trocando os papéis, seria a vez de Seferović servir Salvio, que também não conseguiria materializar o golo. No outro lado, Van de Beek obrigava Vlachodimos a soberba intervenção.

Após grande insistência do Ajax, com o Benfica a resistir bem, e com o tempo de jogo a aproximar-se do seu final, ambas as equipas procuravam já minorar a exposição ao risco, o que se reflectiu, inclusivamente, nas (poucas) e tardias substituições.

Depois de tantas ocasiões desaproveitadas, de parte a parte, acabaria então por ser premiado o Ajax – já no segundo minuto para além do tempo regulamentar -, com o recém entrado David Neres, num lance de insistência junto à linha de fundo, na sequência de uma intercepção falhada de Conti, a centrar atrasado, para o remate de longe do lateral Mazraoui, a embater ainda no pé de Grimaldo, traindo o guardião benfiquista.

Num ápice as contas do Grupo davam uma grande volta: o Benfica deixa de depender apenas de si próprio e de uma (necessária) vitória em casa perante este mesmo Ajax; o – agora mais difícil –  apuramento implicará ganhar também ao A.E.K. e esperar que os holandeses não consigam vencer na Grécia, nem ao Bayern, em casa…

23 Outubro, 2018 at 10:05 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – A.E.K. – Benfica

A.E.K. – Vassilis Barkas, Michalis Bakakis, Marios Oikonomou (68m – Uroš Ćosić), Dmytro Chygrynskiy, Niklas Hult, Tasos Bakasetas, Kostas Galanopoulos, Viktor Klonaridis, André Simões (79m – Rodrigo Galo), Petros Mantalos e Ezequiel Ponce (60m – Giorgos Giakoumakis)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Germán Conti, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (46m – Cristián Lema), Pizzi (62m – Alfa Semedo), Gedson Fernandes, Rafa Silva (84m – Franco Cervi) e Haris Seferović

0-1 – Haris Seferović – 6m
0-2 – Alex Grimaldo – 15m
1-2 – Viktor Klonaridis – 53m
2-2 – Viktor Klonaridis – 63m
2-3 – Alfa Semedo – 74m

Cartões amarelos – Ezequiel Ponce (34m) e Tasos Bakasetas (40m); Rúben Dias (8m), André Almeida (79m) e Alex Grimaldo (90m)

Cartão vermelho – Rúben Dias (45m)

Árbitro – Orel Grinfeld (Israel)

Costuma dizer-se que os jogos têm, por vezes, “duas partes distintas”; este teve-as de facto, mas com uma repartição peculiar a nível de tempo de jogo…

O Benfica começou por ter uma entrada fulgurante, marcando dois golos num fantástico quarto de hora inicial (recarga oportuna de Seferović, após defesa incompleta a remate de Gedson e um curioso golo de cabeça de Grimaldo, a surgir isolado na área, junto ao segundo poste, a centro de Pizzi), aproveitando da melhor forma as fragilidades defensivas patenteadas pelo adversário – podia, inclusivamente, ter chegado antes ao segundo golo, noutras duas boas oportunidades, por Seferović e Fejsa, “salvas in-extremis” -, o que se supunha o colocaria a salvo de qualquer percalço; porém, a partir do meio da primeira parte, baixando o ritmo, cedendo a iniciativa ao adversário, perderia também o controlo do jogo, o que se agravaria drasticamente com a expulsão de Rúben Dias, sancionado por uma entrada excessivamente impetuosa.

No curto intervalo de dez minutos – tal como sucedera com a equipa portuguesa na metade inicial do desafio -, aproveitando o completo desnorte dos benfiquistas – com uma defesa completamente improvisada, com Conti e Lema pela primeira vez a jogarem juntos no eixo central -, incapazes de suster as investidas contrárias, o A.E.K. apontou também dois tentos, igualando o marcador, mas denotando então uma tendência de superioridade que, tudo apontava, conduziria a uma tão inesperada como gravosa reviravolta no resultado.

Logo depois de Vlachodimos – uma vez mais a grande nível, com intervenções determinantes – ter, com uma soberba intervenção, evitado o terceiro golo de Klonaridis, valeria então a acção de Alfa Semedo, que entrara com a missão de procurar reforçar o meio-campo, visando o reequilíbrio do jogo e a contenção do adversário o mais longe possível da zona defensiva, mas que, melhor que isso, numa excelente iniciativa individual – com grande similitude com o golo de Éder na final do Europeu, em 2016 -, se foi libertando dos oponentes que o procuravam travar, conseguindo, com um magnífico remate de meia distância, visar com êxito a baliza, assim recolocando – completamente “contra a corrente do jogo” -, o Benfica em vantagem!

Até final, a partida mudaria novamente – de forma radical -, de figura, então com os gregos a acusar sobremaneira o golo, já sem capacidade de reagir outra vez à sua “desventura”, numa partida que, pelas suas incidências, acabou por ter um desfecho bem lisonjeiro para as cores benfiquistas.

2 Outubro, 2018 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª jornada – Benfica – Bayern

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (62m – Gabriel), Gedson Fernandes (75m – Andrija Živković), Pizzi (62m – Rafa Silva), Franco Cervi e Haris Seferović

BayernBayern München – Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Jérôme Boateng, Mats Hummels, David Alaba, Arjen Robben, Javi Martínez (83m – Thomas Müller), Renato Sanches, Franck Ribéry, (62m – Serge Gnabry), James Rodríguez (79m – Leon Goretzka) e Robert Lewandowski

0-1 – Robert Lewandowski – 10m
0-2 – Renato Sanches – 54m

Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (22m) e Jardel (39m); Joshua Kimmich (18m) e Mats Hummels (52m)

Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

Depois da boa imagem que tinha deixado no anterior confronto com o poderoso Bayern, nos 1/4 de final da Liga dos Campeões de há três anos, o Benfica voltava a encontrar o agora hexa-campeão germânico, numa partida de contornos algo diferenciados, uma vez que estavam agora em causa os pontos (em vez de se tratar de duas mãos de um confronto a eliminar).

Pelo que se compreende a ideia de um Benfica a procurar ser mais ousado, a jogar “olhos nos olhos” com o adversário.

Porém, da teoria à prática vai uma longa distância: perante o potencial díspar de ambas as formações, cedo foi notório que a formação alemã, muito pressionante desde os instantes iniciais, dificilmente deixaria escapar a vitória, beneficiando também do facto de ter inaugurado o marcador numa fase ainda bastante prematura do jogo (somente com dez minutos decorridos), por intermédio de um frio e eficaz Lewandowski, com um remate cruzado, na primeira vez que conseguiu libertar-se da marcação (após assistência de Alaba), como que a “desarmar” – desde logo – o adversário.

A turma portuguesa apercebeu-se que não seria possível assumir determinados riscos, os quais poderiam redundar em mais golos sofridos (quase de imediato, o Bayern teria outra ocasião para marcar…).

Já depois de outra situação de perigo – e de Vlachodimos ter mostrado concentração e bons reflexos -, só quando os alemães baixaram um pouco a intensidade de jogo, o Benfica – tendo conseguido de alguma forma equilibrar a toada de jogo – teria possibilidade de visar a zona defensiva contrária, com Salvio, próximo da meia hora, a “ameaçar” o seguro Neuer. Isto, antes de, outra vez, o guardião benfiquista ter negado o golo a Robben.

Só que, no segundo tempo, repetir-se-ia a tendência inicial, com o Bayern a chegar ao segundo tento ainda antes de volvidos os primeiros dez minutos, mercê de um lance de envolvimento, com início numa das características arrancadas de Renato Sanches, a progredir pela zona central do terreno, qual fera indomada, pleno de energia, e, depois de uma combinação com Alaba (outra vez muito activo nas tarefas ofensivas), a surgir isolado nas imediações da pequena área, onde só teve de desviar a bola para o fundo da baliza, sem hipóteses para Vlachodimos.

O gesto instintivo de Renato, de imediato pedindo desculpa pelo golo, teve a merecida retribuição dos adeptos benfiquistas, que o aplaudiram de pé, também inevitavelmente satisfeitos pelo seu reaparecimento ao mais alto nível – mesmo que, dolorosamente, conseguido à custa do “seu clube” desde menino.

Na meia hora final, o Benfica, muito lutador, não abdicou de procurar chegar ao golo, mas sempre procurando um equilíbrio precário com as missões de índole defensiva, perante mais algumas ameaças do Bayern – que há muito sentia ter o jogo “na mão” -, que, mesmo em cima do final do tempo de jogo, ainda poderia ter marcado de novo, uma vez mais por Robben.

No balanço geral, as estatísticas apontam para números não muito desequilibrados: 14 remates para cada lado, 7-10 em remates na área, 4-6 em remates à baliza, 5-4 em cantos, apesar dos 44%-56% em termos de posse de bola, num exemplo concreto em que tais indicadores não traduzem cabalmente a efectiva superioridade demonstrada pelo Bayern, que, com toda a naturalidade, somou os três pontos, obtendo o sexto triunfo em nove jogos ante o Benfica, que continua sem conseguir vencer os bávaros.

19 Setembro, 2018 at 9:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off (2ª mão) – PAOK – Benfica

PAOKPAOK – Alexandros Paschalakis, Léo Matos, Fernando Varela, José Ángel Crespo, Vieirinha, Maurício, José Cañas (63m – Yevhen Shakhov), Dimitris Pelkas, Dimitris Limnios (45m – Amr Warda), Omar El Kaddouri (76m – Chuba Akpom) e Aleksandar Prijović

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (63m – Alfa Semedo), Pizzi (76m – Andrija Živković), Gedson Fernandes, Franco Cervi e Haris Seferović (85m – João Félix)

1-0 – Aleksandar Prijović – 13m
1-1 – Jardel – 20m
1-2 – Eduardo Salvio (pen.) – 26m
1-3 – Pizzi – 39m
1-4 – Eduardo Salvio (pen.) – 50m

Cartões amarelos – Léo Matos (8m), Maurício (33m), Fernando Varela (49m), Dimitris Pelkas (75m) e Yevhen Shakhov (84m); André Almeida (1m) e Jardel (34m)

Cartão vermelho – Léo Matos (76m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Os desafios a eliminar, disputados a duas mãos e com a particularidade do efeito dos golos marcados fora de casa assumem características muito próprias. É assim que, por exemplo, um empate a zero em casa não pode, hoje em dia, ser considerado um mau resultado; assim como, no caso presente, o empate a um registado na 1.ª mão, conferindo teórica vantagem ao PAOK, forçava o Benfica a ter de marcar em Salónica, o que, necessariamente, tem reflexos a nível da abordagem do jogo.

Todavia, o Benfica teria, desde o minuto “zero”, uma péssima entrada, parecendo perdido dentro de campo, desconcentrado e desposicionado, não acertando nas marcações aos adversários, o que originaria, logo nos instantes iniciais um cartão amarelo para André Almeida, que não teve outra alternativa senão parar em falta um lance perigoso, a que se seguiram outros momentos de aflição na zona defensiva benfiquista, com o PAOK a levar o perigo à área contrária pelo menos por três vezes no decurso dos dez primeiros dez minutos, em especial por via de um remate de Limnios.

Assim, não seria de todo surpreendente que a formação grega se colocasse em vantagem logo ao 13.º minuto, na sequência de um outro livre, com uma jogada de “laboratório” de excelente execução, com vários toques enleantes, “adormecendo” a defesa portuguesa, sem capacidade de reacção.

Um tento que, paradoxalmente – não alterando substancialmente a situação em que o Benfica se encontrava, que continuava a necessitar marcar, podendo tal, aliás, vir teoricamente a proporcionar condições para um eventual empate com mais golos, o que já serviria aos portugueses – como que afectaria a condição mental dos visitados, que, empolgados, não conseguindo refrear os ânimos, prosseguiriam uma toada de jogo intenso e aberto, tendo associado o correr de alguns inevitáveis riscos…

Já depois de uma nova ocasião para o PAOK, desta feita resultante de um contra-ataque rápido, surgiria então o lance capital da partida: aos 20 minutos, no segundo canto a seu favor, com alguma felicidade (contra a “corrente do jogo”), o Benfica chegava ao golo, por intermédio de uma boa execução de Jardel, de cabeça. Este golo significava não só o empatar o encontro – e a eliminatória -, como, paralelamente, traduziria um ponto de viragem, uma vez que, jogando fora de casa, um novo tento benfiquista passava a poder significar uma relevante vantagem na eliminatória.

Foi notória a forma como a equipa grega ficou afectada por este tento sofrido; a perturbação seria bem visível na forma atabalhoada como, poucos minutos volvidos, Paschalakis, procurando, “in extremis”, evitar um canto, cometeria um erro crasso: ao sacudir, com uma palmada, a bola para dentro do campo, colocou-a, inadvertidamente, no raio de acção de Cervi, tendo sido o instinto imediato de preservação do guardião grego o de derrubar o extremo benfiquista, originando assim uma grande penalidade…

Outra vez feliz – no remate de Salvio a bola embateria ainda na face interior do poste, antes de se anichar no fundo das redes -, o Benfica completava a reviravolta no marcador, passando a ganhar por 2-1, o que, simultaneamente, lhe conferia uma boa margem de segurança: num ápice, era o PAOK que passava a necessitar marcar dois golos para recuperar a vantagem na eliminatória!

Os donos da casa teriam ainda uma soberana oportunidade de restabelecer a igualdade, com Léo Matos, num cabeceamento quase à “queima-roupa”, a proporcionar a um muito atento Vlachodimos, com excelentes reflexos, a defesa da noite, numa magnífica estirada. Seria como que o “canto do cisne”.

Agora já numa fase de grande confiança – em contraponto com uma equipa grega que se ia “afundando” animicamente, rapidamente se apoderando dela a descrença -, o Benfica “abriu o livro”, começando a explanar o seu melhor futebol e, apenas mais quatro minutos decorridos, sentenciou definitivamente o desfecho da eliminatória, com um golo de Pizzi, de excelente execução, culminando uma boa combinação entre Grimaldo e Cervi, com este a fazer um cruzamento atrasado, com a bola ligeiramente acima do solo, proporcionando ao português, sobre a marca de grande penalidade, rematar, liberto de marcação, para o fundo da baliza, sem hipótese de defesa para Paschalakis.

A perder por 1-3 ao intervalo, qualquer veleidade que o PAOK pudesse ainda ter para a segunda parte seria prontamente eliminada, logo aos cinco minutos, desta feita com Varela a agarrar Jardel na área de rigor, e Felix Brych a sancionar os gregos, pela segunda vez, com um “penalty”. Chamado novamente à conversão, Salvio como que ensaiaria uma espécie de “Panenka”, com a bola a sair com pouca força, na zona central da baliza, e o guardião grego, que se atirara para um lado, ainda a tocar com a ponta do pé, mas a não evitar o quarto golo benfiquista.

A partir daí, até final – e à parte um cabeceamento de Prijović à trave, logo no minuto imediato -, pouco mais se jogou: o Benfica limitou-se a gerir o tempo, perante uma equipa grega já desmoralizada, que se veria ainda reduzida a dez elementos para o derradeiro quarto de hora de jogo.

Com grande eficácia ofensiva – em flagrante constraste com o que se verificara em Lisboa – e aproveitando o nervosismo evidenciado por Paschalakis (que, na Luz, fizera uma exibição soberba, negando qualquer hipótese de golo à turma portuguesa, que só marcara também de “penalty”), o Benfica mostrou, no cômputo das duas mãos, ser claramente superior ao PAOK, apurando-se com toda a justiça – pese embora as falhas apresentadas e os evitáveis sustos que sofreu – para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, na qual marca presença pela nona época consecutiva, registo apenas igualado por Real Madrid, Barcelona e Bayern!

29 Agosto, 2018 at 9:50 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off (1ª mão) – Benfica – PAOK

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Andrija Živković (65m – Rafa Silva), Pizzi (79m – João Félix), Gedson Fernandes, Franco Cervi (79m – Haris Seferović) e Facundo Ferreyra

PAOKPAOK – Alexandros Paschalakis, Léo Matos, Fernando Varela, José Ángel Crespo, Vieirinha, Léo Jabá (81m – Yevhen Shakhov), Maurício, José Cañas, Dimitris Pelkas, Dimitris Limnios (52m – Amr Warda) e Aleksandar Prijović (87m – Chuba Akpom)

1-0 – Pizzi (pen.) – 45m
1-1 – Amr Warda – 76m

Cartões amarelos – Gedson Fernandes (52m) e André Almeida (83m); Vieirinha (71m), Dimitris Pelkas (84m) e Amr Warda (89m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Na eliminatória derradeira para acesso à fase de Grupos da Liga dos Campeões – o que, em caso de apuramento do Benfica, lhe valeria um “jackpot” superior a 40 milhões de euros -, a equipa portuguesa terá tentado replicar a receita que tivera êxito na ronda precedente.

Mas cedo se perceberia que o PAOK dispõe, no momento presente, de bem maiores recursos que o Fenerbahçe; ao contrário dos turcos que, ao longo dos 180 minutos, praticamente se revelaram inofensivos, os gregos evidenciaram uma agressividade bastante superior, provocando alguns sustos na zona defensiva portuguesa.

Apesar de a turma benfiquista – logo aos cinco minutos – ter começado por colocar a bola no fundo da baliza de Paschalakis, num remate de Gedson Fernandes, o lance seria invalidado, por toque prévio em Ferreyra, assim resultando em posição irregular. À boa entrada do grupo da casa, rapidamente os forasteiros ripostariam, com forte pressão, a provocar algumas perdas de bola ao adversário e os tais “sustos”.

Seria já na segunda metade do primeiro tempo que o Benfica conseguiria voltar a assentar o seu jogo, investindo sobre a meia-defesa contrária, mas, paralelamente, evidenciando sempre muitas dificuldades na finalização. Aos 23 minutos, Pizzi desperdiçaria a primeira soberana ocasião de golo, a cruzamento atrasado de Cervi, com o remate a sair muito próximo da baliza, para, apenas quatro minutos volvidos, alvejar então a barra.

Começava também a dar nas vistas a boa exibição do guardião Paschalakis, que se revelaria praticamente intransponível, com duas boas intervenções, aos 28 e aos 29 minutos, também na sequência de acções de Pizzi. No curto espaço de seis minutos, o Benfica desaproveitava quatro boas possibilidades para marcar!

Por curiosidade, seria o próprio Pizzi a inaugurar o marcador, já em período de compensação, na conversão de uma grande penalidade, a castigar um derrube de Maurício a Gedson, colocando assim alguma justiça no resultado, face ao intenso domínio exibido pelo Benfica. Um golo que surgia precisamente na mesma altura do tento sofrido na semana passada em Istambul…

E, se na primeira metade, o Benfica fora já bastante mais dominador, no segundo tempo, até à passagem dos 65 minutos, acentuou-se a noite desinspirada dos seus atacantes, a desperdiçarem oportunidades sobre oportunidades: logo aos 49 e 50 minutos (por Ferreyra), ambas os lances com Paschalakis a dizer “presente”, tal como negaria outra ocasião de golo a Grimaldo, com uma vistosa intervenção.

Porém, numa fase em que a formação portuguesa começara a denotar uma baixa de rendimento (quebra física?), perdendo (mesmo que momentaneamente) o controlo do jogo, o PAOK voltaria a ameaçar, para, à passagem da meia hora, depois de um remate de cabeça de Varela à barra (na sequência da marcação de um livre), no ressalto, Warda rematar para a baliza, onde um desamparado Vlachodimos – perante a inacção da defesa – nada conseguiu fazer para impedir o tento do empate, alcançado no único remate à baliza da equipa grega em todo o jogo!

Num “tudo por tudo” final, com as entradas de João Félix e Seferović, o Benfica procuraria ainda retomar a posição de vantagem, voltando a estar muito perto do golo, ficando na retina, em especial, uma excelente abertura do jovem (estreante em jogos de competições europeias) João Félix para Ferreyra, que, todavia, não conseguiu desfeitear a mancha do guarda-redes grego. Até ao termo do desafio, ambos os jogadores entrados para os derradeiros dez minutos protagonizariam ainda outras duas ocasiões de perigo (a do jovem, já em tempo de descontos, com um remate cruzado), mas o resultado não se alteraria.

Por agora, um muito perdulário Benfica pagou bem alto o preço de tanto desperdício, numa noite em que podia ter inclusivamente alcançado uma goleada! Assim, de forma bastante ingrata, parte para Salónica em desvantagem na eliminatória. Se, na ronda anterior, marcar fora de casa era “apenas” fortemente “recomendável”, agora converteu-se numa “obrigação” imperiosa…

21 Agosto, 2018 at 9:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão) – Fenerbahçe – Benfica

Fenerbahçe – Volkan Demirel, Mauricio Isla (79m – Şener Özbayraklı), Roman Neustädter, Martin Škrtel, Hasan Ali Kaldırım, ljif Elmas, Mehmet Topal (65m – Barış Alıcı), Mathieu Valbuena (65m – Roberto Soldado), Alper Potuk, Giuliano e André Ayew

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (72m – Alfa Semedo), Pizzi, Gedson Fernandes, Franco Cervi e Nicolás Castillo (34m – Facundo Ferreyra)

0-1 – Gedson Fernandes – 26m
1-1 – Alper Potuk – 45m

Cartões amarelos – ljif Elmas (22m) e Şener Özbayraklı (90m); Odysseas Vlachodimos (53m), Eduardo Salvio (56m), Rúben Dias (63m) e Pizzi (83m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

Tal como se antevira no final do encontro da 1.ª mão, um golo benfiquista em Istambul seria a chave para a definição da eliminatória.

Curiosamente, o começo do jogo não seria muito distinto do que fora a toada da partida de Lisboa, com o Benfica a entrar em campo de forma positiva, enfrentando o opositor “olhos nos olhos”, enquanto o Fenerbahçe parecia manter-se na expectativa do erro do adversário, nunca importunando a baliza defendida por Vlachodimos, com a equipa portuguesa a dominar a zona de meio-campo, com realce para a exibição do jovem Gedson Fernandes, bem enquadrado por Fejsa e Pizzi.

Seria o próprio Gedson, dando a melhor sequência a uma boa combinação com Salvio e Castillo, antecipando-se a Demirel, a inaugurar o marcador. A partir daí, a eliminatória estava praticamente segura e o Benfica podia ter inclusivamente ampliado a contagem, aos 43 minutos, quando Ferreyra (que entrara a substituir o lesionado Castillo), depois de contornar o guardião, a passe de Salvio, rematou à malha lateral.

Quando tudo parecia controlado, o Fenerbahçe voltaria ainda a “respirar”, ao conseguir empatar o desafio, já em período de compensação da primeira parte, com Topuk a ganhar o lance a Grimaldo, cabeceando para o fundo da baliza. Um golo que, não obstante, até nem terá surgido na “pior altura”, uma vez que possibilitava a Rui Vitória repor o índice de confiança benfiquista, no decurso do intervalo, assim como adoptar a estratégia mais adequada para os 45 minutos finais.

Como seria expectável, a formação turca surgiria então mais aguerrida, procurando intensificar as suas acções ofensivas, em especial a partir dos 65 minutos, com as entradas de Soldado e Alıcı, cabendo então ao Benfica baixar no terreno, resistindo à pressão.

Após cerca de dez minutos de algum sofrimento, a turma portuguesa, reforçando a zona nevrálgica do terreno com a entrada de Alfa Semedo, rapidamente reequilibraria a contenda, voltando aliás a assumir o controlo do jogo, beneficiando também do facto de o tempo começar a correr “demasiado depressa” para as aspirações turcas.

Até final o resultado não se alteraria, confirmando o Benfica um justo apuramento para o “play-off”, em função da superioridade evidenciada, quer em Lisboa, quer em Istambul, face a uma equipa do Fenerbahçe muito passiva, incapaz de assumir a iniciativa, sempre a mostrar muito respeito pela capacidade e qualidade do futebol evidenciado pelo grupo benfiquista.

14 Agosto, 2018 at 11:56 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Fenerbahçe

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (75m – Andrija Živković), Pizzi, Gedson Fernandes, Franco Cervi e Facundo Ferreyra (63m – Nicolás Castillo)

Fenerbahçe – Volkan Demirel, Mauricio Isla, Roman Neustädter, Martin Škrtel, Hasan Ali Kaldırım, Nabil Dirar (86m – Barış Alıcı), ljif Elmas, Mehmet Topal, Mathieu Valbuena (61m – Mehmet Ekici), Giuliano e Alper Potuk (74m – Roberto Soldado)

1-0 – Franco Cervi – 69m

Cartões amarelos – Alex Grimaldo (79m); Roberto Soldado (78m), Mehmet Ekici (82m) e ljif Elmas (90m)

Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)

Na estreia em jogos oficiais nesta temporada, o Benfica – com Vlachodimos, Gedson Fernandes e Facundo Ferreyra (e depois, ainda, Nicolás Castillo) como estreantes absolutos com a camisola do clube – enfrentava um desafio de importância crucial, numa perspectiva de apuramento para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões, dados os avultados benefícios financeiros em liça, recebendo uma experiente equipa do Fenerbahçe, a qual, curiosamente, falhou nas cinco últimas tentativas de acesso a tal fase, que não atinge há dez temporadas.

A formação turca apresentou-se em campo com um posicionamento muito conservador, preocupada exclusivamente – de início a fim -, em preservar a sua zona defensiva, visando manter inviolada a sua baliza, não tendo obrigado Vlachodimos a mais que uma defesa digna desse nome.

Por seu lado, o Benfica assumiu, desde o primeiro minuto, a iniciativa, mas de forma bastante denunciada e a baixo ritmo, sem conseguir penetrar no último terço do terreno, raramente conseguindo importunar a defesa contrária, com excepção para duas situações de perigo, uma pouco depois da meia hora e a segunda mesmo a findar a primeira metade da partida, com um remate fraco de Ferreyra, à figura, que Demirel susteria sem dificldade.

No segundo tempo, a toada do encontro acentuar-se-ia de forma determinante – resultando numa estatística final de 66% de posse de bola para o Benfica e 19-3 em remates -, com a turma portuguesa, bastante mais determinada, aumentando a intensidade e a agressividade na recuperação de bola, a empurrar o conjunto turco para as imediações da sua grande área, mas continuando a aparentar não saber muito bem o que fazer com a bola…

Perante uma muralha defensiva que parecia intransponível, seria Cervi, com um remate cruzado, rasteiro, a bater o algo intranquilo Demirel, inaugurando o marcador, no que, porém, não seria mais que o solitário tento deste desafio.

Castillo teria ainda possibilidade de ampliar a marca, por duas vezes, por volta dos 85 minutos, enquanto o Fenerbahçe assustaria mesmo ao findar do encontro, mas o resultado não se alteraria.

Num balanço final, um resultado excessivamente curto face ao desempenho de ambas as equipas, perante a (estratégica?) atitude dos turcos, praticamente inofensivos, mesmo após o golo sofrido, nunca procurando jogar o jogo pelo jogo. Uma vitória benfiquista que apenas terá utilidade se o Benfica marcar em Istambul; caso contrário, a magra vantagem angariada poderá ser eventualmente de fácil anulação.

7 Agosto, 2018 at 9:51 pm Deixe um comentário

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