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Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Bayern

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, André Almeida (40m – Diogo Gonçalves), João Mário (81m – Adel Taarabt), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (81m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (81m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (76m – Everton Soares)

BayernBayern München – Manuel Neuer, Benjamin Pavard (66m – Serge Gnabry), Niklas Süle, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Lucas Hernández (86m – Omar Richards), Kingsley Coman (86m – Jamal Musiala), Joshua Kimmich, Marcel Sabitzer (86m – Corentin Tolisso), Leroy Sané, Thomas Müller (77m – Josip Stanišić) e Robert Lewandowski

0-1 – Leroy Sané – 70m
0-2 – Everton Soares (p.b.) – 80m
0-3 – Robert Lewandowski – 82m
0-4 – Leroy Sané – 84m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (45m) e João Mário (51m); Dayotchanculle “Dayot” Upamecano (56m) e Lucas Hernández (59m)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

20 Outubro, 2021 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Valentino Lazaro (45m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (75m – André Almeida), Rafael “Rafa” Silva (86m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (86m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (75m – Adel Taarabt)

Barcelona – Marc-André ter Stegen, Eric García, Gerard Piqué (33m – Pablo Gavira “Gavi”), Ronald Araújo, Sergi Roberto (89m – Óscar Mingueza), Frenkie de Jong, Sergio Busquets (68m – Nicolás “Nico” González), Pedro “Pedri” González (68m – Philippe Coutinho), Sergiño Dest, Luuk de Jong (68m – Anssumane “Ansu” Fati) e Memphis Depay

1-0 – Darwin Núñez – 3m
2-0 – Rafael “Rafa” Silva – 69m
3-0 – Darwin Núñez (pen.) – 79m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (33m), Rafael “Rafa” Silva (56m), Alejandro “Álex” Grimaldo (62m) e Julian Weigl (72m); Gerard Piqué (12m), Eric García (54m), Sergiño Dest (78m) e Nicolás “Nico” González (86m)

Cartão vermelho – Eric García (87m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Era preciso já recuar alguns anos para encontrar uma vitória do Benfica sobre um gigante do futebol europeu: 1-0 ao Borussia Dortmund em Fevereiro de 2017 (numa eliminatória da “Champions” que, na 2.ª mão, não deixou boas memórias); 2-1 no Vicente Calderón, frente ao At. Madrid, há precisamente seis anos (a 30 de Setembro); 2-1 à Juventus em Abril de 2014, nas meias-finais da Liga Europa.

Para encontrar uma vitória por três (ou mais) golos ante um desses colossos é necessário recuar ainda muito mais: 5-1 ao Feyenoord em Março de 1972; ou, igualmente, 5-1 ao Real Madrid em Fevereiro de 1965. Para encontrar uma (a única, até à data) vitória face ao Barcelona, teremos de regressar no tempo, até 31 de Maio de 1961 (há mais de 60 anos!), à final de Berna, na qual o Benfica se sagrou Campeão Europeu pela primeira vez.

Só isto já permitirá bem dar uma noção da grandeza do feito alcançado pelo Benfica esta noite. É verdade que foi obtido ante uma equipa do Barcelona a atravessar uma enorme crise, desfalcada de Messi, e, porventura ainda mais importante que isso, forçada, por motivos financeiros, a reestruturar o seu plantel, recorrendo à sua formação. Mas o Benfica teve o grande mérito de, em mais uma gloriosa noite europeia, materializar – de forma categórica – o seu “favoritismo” (de que muitos desconfiámos) para este jogo.

As coisas não poderiam ter começado melhor (para o Benfica), nem pior (para um Barcelona, por estes dias, a duvidar imenso de si próprio): estavam apenas completos os dois minutos iniciais quando Darwin, no seu jeito muito “em força”, rompeu a defesa contrária, descaído sobre o lado esquerdo, ultrapassando um frágil Eric García, antes de se internar ligeiramente e rematar junto ao poste mais próximo, sem hipótese de defesa para Ter Stegen. O Benfica entrava a ganhar e adquiria, desde logo, um fantástico suplemento anímico, a reforçar a sua confiança.

Não obstante, no imediato, o Barcelona não se descompôs, assumindo até o controlo da posse de bola, evidenciando a qualidade individual dos seus jogadores, em especial Frenkie de Jong e, sobretudo, Pedri, fazendo a equipa portuguesa sofrer durante bastantes largos minutos. A turma catalã criou, pelo menos, três soberanas ocasiões para marcar, mas a desinspiração de Luuk de Jong, a par da grande concentração de Lucas Veríssimo, proporcionaram que a baliza benfiquista se mantivesse inviolada. Um período em que o Benfica foi feliz, com a sorte do jogo pelo seu lado.

Entretanto Piqué, já a começar a acusar alguma natural veterania, vira, logo aos 12 minutos, um cartão amarelo, tendo beneficiado do indulto do árbitro, que lhe poupou, ainda antes da meia hora de jogo, o segundo amarelo e consequente expulsão. Koeman, avisado, retirou-o de campo logo aos 33 minutos, optando por fazer baixar Frenkie de Jong para o eixo da defesa. Tal revelar-se-ia um fulcral erro estratégico.

Privado da influência do neerlandês na condução da manobra da equipa na zona nevrálgica do meio-campo, o Barcelona possibilitaria então ao Benfica começar a “ter bola”, com a dupla Weigl-João Mário em destaque, procurando explorar a potência física de Darwin, no ataque à profundidade, assim como a velocidade de Rafa, a baralhar a defesa contrária. Numa saída intempestiva de Ter Stegen da baliza, o uruguaio contornou o guardião, mas, de bastante longe e com ângulo apertado, mais não conseguiu que rematar à base do poste.

Koeman voltaria a ser infeliz quando, precisamente a meio da segunda parte, optou por fazer uma tripla substituição, em simultâneo, fazendo sair de campo um já muito desgastado Pedri. Os três substitutos não tinham entrado há mais de um minuto, portanto, procurando ainda posicionar-se no terreno, quando o Benfica ampliou a vantagem: João Mário, à entrada da área, contemporizou, tabelando no momento preciso com Yaremchuk, que lhe devolveu a bola de imediato; João Mário rematou, mas Ter Stegen fez a mancha, rechaçando a bola para a zona central, onde, muito oportuno, Rafa, de primeira, não perdoou, desferindo um míssil teleguiado para o fundo da baliza. O Barcelona estava derrotado.

Dez minutos volvidos, um subtil contacto de Dest com o braço na bola foi sancionado com grande penalidade, que Darwin, imperturbável, converteu no terceiro tento benfiquista. Estava consumada a goleada. A finalizar mais uma noite terrível, a formação da Catalunha ficaria reduzida a dez elementos, mas já não havia tempo para mais.

O Benfica, que teve, esta noite, a possibilidade de exponenciar as suas maiores qualidades – e beneficiando da inconsistência exibicional do adversário -, vencia de forma incontestável, por números expressivos, ante um Barcelona, com jogadores de indiscutível qualidade, mas que – repleto de equívocos tácticos, apresentando-se de forma desorganizada e em enorme crise de confiança – necessitará de muito trabalho para se poder constituir numa efectiva equipa.

29 Setembro, 2021 at 9:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – D. Kyiv – Benfica

D. Kyiv – Denys Boyko, Tomasz Kędziora, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Vitaliy Mykolenko, Viktor Tsyhankov (76m – Oleksandr Karavaev), Serhiy Sydorchuk, Mykola Shaparenko, Carlos de Peña (76m – Benjamin Verbič), Vitaliy Buyalskiy e Ilya Shkurin (59m – Denys Harmash)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Felipe Silva “Morato”, Gilberto Moraes (59m – Valentino Lazaro), João Mário (85m – Adel Taarabt), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (90m – Luís Fernandes “Pizzi”), Everton Soares (59m – Nemanja Radonjić) e Roman Yaremchuk (59m – Darwin Núñez)

Cartões amarelos – Serhiy Sydorchuk (52m), Illia Zabarnyi (73m) e Denys Harmash (82m); Rafael “Rafa” Silva (21m), Roman Yaremchuk (44m) e Julian Weigl (71m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

No regresso à Liga dos Campeões, num grupo com dois “tubarões”, o Benfica tinha em Kiev um primeiro confronto com um rival “directo”, do qual era fundamental sair com um resultado positivo.

E a verdade é que a equipa benfiquista – confirmando a sua superioridade sobre o adversário – evidenciou uma boa atitude, assumindo a iniciativa, tendo sido sempre quem mais procurou o golo… e a vitória.

Mas também é verdade que, neste caso concreto, nem sequer se poderá falar de falta de eficácia; simplesmente, a formação portuguesa – pese embora os números avassaladores em termos de posse de bola, a rondar os 70% (!) – praticamente não conseguiu criar efectivas oportunidades de golo, perante um opositor que abdicou de jogar o jogo pelo jogo, remetendo-se à sua zona defensiva, procurando apostar na possibilidade de transições rápidas.

Com liberdade de acção logo a partir da zona intermediária do meio-terreno contrário, mas falho de velocidade, o ataque benfiquista esbarrava sistematicamente no bloqueio defensivo ucraniano. Rafa ia procurando alternativas, criando alguns desequilíbrios, mas nunca encontrou a solução, voltando a pecar na definição.

No final da primeira metade um único remate à baliza a registar, por Yaremchuk, com o guardião contrário com intervenção a dois tempos. Logo na fase inicial, na sequência de um livre, o D. Kiev tivera também a sua única ocasião de perigo, para defesa atenta de Vlachodimos.

Após o reatar da partida, novo duelo entre Yaremchuk e Boyko, infrutífero para as cores benfiquistas. Decidindo mexer na equipa, relativamente cedo (ainda antes da hora de jogo), com uma tripla substituição, Jesus procurava dar maior intensidade à sua frente de ataque, mas a aposta saiu claramente falhada, perante a ausência de espaço decorrente da concentração de elementos da turma ucraniana nas imediações da linha de grande área.

Já algo conformado com o resultado, o Benfica passaria por dois grandes sustos, já em período de compensação: primeiro, com uma bola a embater na trave da baliza de Vlachodimos (e que ressaltaria ainda para o poste, pese embora na sua face externa); logo depois, Shaparenko, a conseguir isolar-se e a fazer mesmo a bola ultrapassar o risco fatal… valeu a intervenção do “VAR” a chamar a atenção para uma situação de fora-de-jogo, do homem que fez o cruzamento para tal remate.

Estes minutos derradeiros acabariam por deixar uma imagem algo errónea do que fora quase todo o resto do encontro. A exibição da equipa portuguesa foi positiva durante a maior parte do tempo; o resultado não foi o pretendido, ficando a ideia – perante a larga supremacia exercida a nível de controlo de jogo – que se desperdiçou boa oportunidade de somar uma primeira preciosa vitória, mas, do “mal o menos”…

14 Setembro, 2021 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – PSV Eindhoven – Benfica

PSV EindhovenPSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene (89m – Ryan Thomas), André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (70m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (70m – Armindo Bangna “Bruma”), Chukwunonso “Noni” Madueke (70m – Yorbe Vertessen), Cody Gakpo e Eran Zahavi

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (61m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo (32m – exp.), Felipe Silva “Morato”, João Mário (74m – Everton Soares), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Adel Taarabt (54m – Jan Vertonghen), Rafael “Rafa” Silva (74m – Soualiho Meïté) e Roman Yaremchuk (61m – Gonçalo Ramos)

Cartões amarelos – Olivier Boscagli (64m), André Ramalho Silva (85m) e Ryan Thomas (90m); Lucas Veríssimo (8m), João Mário (66m), Gonçalo Ramos (82m) e Odysseas Vlachodimos (90m)

Cartão vermelho – Lucas Veríssimo (32m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

O objectivo essencial – apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões – foi conseguido, a muito custo, por uma equipa que, em momento de grande dificuldade, se mostrou bastante solidária.

Mas foi um resultado obtido num limiar muito ténue entre o sucesso e o fracasso. No conjunto das duas mãos, o factor “sorte” revelou-se de excessiva preponderância, demasiada para que se possa rejubilar com o êxito obtido.

Em Eindhoven, neste jogo da 2.ª mão em particular – e depois de o Benfica se ter visto em inferioridade numérica, decisivamente condicionado na sua actuação -, foram quatro os factores que conduziram ao desfecho pretendido: sorte; outra noite inspirada de Vlachodimos; a forma como Jesus soube reagir à contrariedade; conjugado com um estilo de jogo estereotipado do PSV, incapaz de tornear uma barreira defensiva que, no último quarto de hora, chegou a ser constituída por uma linha de seis elementos agrupados na faixa central do terreno, com outros dois apenas poucos metros mais à frente, e só Gonçalo Ramos mais próximo da linha de meio-campo!

Desde início, a equipa da casa desde logo procurou impor alta intensidade, com pressão muito forte, empurrando o Benfica para o seu sector mais recuado, mas – para além do primeiro amarelo a Lucas Veríssimo, logo ao oitavo minuto – não extrairia qualquer efeito prático, com o lance de maior “perigo” a ser um remate à malha lateral da baliza.

Numa das raras ocasiões em que conseguiu ensaiar o contra-ataque o Benfica até tinha criado a melhor oportunidade, com Rafa a rematar com perigo, mas a bola a embater num opositor, acabando por sair por cima. Até que surgiu – demasiado cedo, condenando a equipa a jogar mais de uma hora em situação desvantajosa – o segundo cartão para o central benfiquista, imprudente na abordagem a um lance na zona intermediária, saltando e atingindo o adversário com o cotovelo.

Jesus começou por resistir à tentação de alterar de imediato a equipa em campo, recompondo a defesa com a baixa de Weigl. Só já à passagem dos 10 minutos do segundo tempo, assumiria definitivamente a opção pela defesa porfiada da sua baliza, trocando Taarabt – cuja entrada em campo, de início, de alguma forma surpreendera e “confundira” o PSV – por Vertonghen, ainda algo condicionado pela recente lesão.

Até final, estiveram em grande evidência, Weigl, o elemento mais lúcido e com maior inteligência emocional da equipa, Otamendi, a comandar a defesa, e, sobretudo, Vlachodimos, obviamente determinante, com pelo menos três intervenções a evitar o golo que se adivinhava, a defender in-extremis, por instinto, com os pés, a remates quase à “queima-roupa”.

E voltamos à sorte do jogo – para além da dose necessária de felicidade que um guarda-redes sempre necessita quando “faz a mancha” -, quando, com 63 minutos, Zahavi, com a baliza completamente à sua mercê, a curta distância, acertou na trave… quase um “milagre”.

A partir desse lance, e, principalmente, dos 70 minutos, sentiu-se como que um ascendente psicológico do Benfica, com o tempo a começar, então, a correr a seu favor, mesmo de que forma “demasiado lenta”.

À medida que os minutos avançavam e que o PSV não conseguia desbloquear o jogo, começou a ficar patente a sua falta de soluções, perante uma extremamente bem afinada linha defensiva de seis, com a equipa de Eindhoven a não saber aproveitar o espaço concedido pelo Benfica nas faixas laterais, incapaz de furar aquela muralha.

A formação dos Países Baixos evidenciou ser muito forte fisicamente, assumindo o controlo e a iniciativa do jogo (nas duas mãos), tem bons executantes tecnicamente… mas faltou-lhe qualquer coisa extra.

Foi uma vitória (empate, neste jogo) do tipo “sangue, suor e lágrimas”. O Benfica atinge, pela 11.ª vez nos últimos 12 anos (14.ª nos últimos 17 – apenas tendo falhado em 2008-09, 2009-10 e 2020-21), a fase de Grupos da Liga dos Campeões. Mas vai ter de elevar o seu nível competitivo para enfrentar os desafios que se antecipam, dada a sua posição no “3.º pote” do sorteio…

24 Agosto, 2021 at 10:05 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – Benfica – PSV Eindhoven

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Diogo Gonçalves (71m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo, Felipe Silva “Morato”, Julian Weigl (71m – Everton Soares), João Mário (86m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (71m – Soualiho Meïté), Rafael “Rafa” Silva e Roman Yaremchuk (71m – Gonçalo Ramos)

PSV EindhovenPSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene, André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (64m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (64m – David “Davy” Pröpper), Chukwunonso “Noni” Madueke (71m – Armindo Bangna “Bruma”), Cody Gakpo e Eran Zahavi (89m – Yorbe Vertessen)

1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 10m
2-0 – Julian Weigl – 42m
2-1 – Cody Gakpo – 51m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (58m), Rafael “Rafa” Silva (61m), André Almeida (75m), Soualiho Meïté (86m), Jorge Jesus (Treinador – 90m) e Gonçalo Ramos (90m); Wulfert “Marco” van Ginkel (57m) e Armando Obispo (88m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Indo directo ao assunto: foi um resultado bem lisonjeiro o que o Benfica conseguiu obter, somando a sua quinta vitória consecutiva em outros tantos desafios disputados neste arranque de época (tendo marcado, sempre, dois golos em cada jogo), impondo ao PSV a primeira derrota, após uma sucessão de seis triunfos (quatro deles nas eliminatórias anteriores desta competição europeia).

Se os benfiquistas podiam ter ficado apreensivos com a excessivamente perdulária exibição ante o Arouca, esta noite a equipa portuguesa atingiu excelente índice de eficácia.

Desde logo, entrando praticamente a ganhar, aos 10 minutos, numa fase em que ainda não tinha criado qualquer situação de perigo, com Rafa a surgir, muito oportuno, mesmo que com um remate algo enrolado, mas a desviar a bola do alcance do guardião contrário, a cruzar a linha de baliza junto ao poste mais distante.

E, não obstante, a formação de Eindhoven até começara por dividir a tentativa de controlo de jogo, assumindo mesmo – praticamente desde início – preponderância em termos de tempo de posse de bola. O que, naturalmente, se intensificaria a partir do momento em que se viu em desvantagem no marcador.

O jovem Madueke era um “perigo público”, para o qual Grimaldo não conseguia arranjar antídoto, sendo os sucessivos cruzamentos desfeitos por um atento Otamendi, bem auxiliado por Lucas Veríssimo e por Morato. E, quando estes não chegavam, Vlachodimos diria “presente”, com uma notável intervenção, a opor-se a remate, de fora da área, de Gakpo. Por seu lado, o Benfica revelava grande dificuldade na procura de aproveitar possíveis lances de transição.

Seria, pois, contra a tradicionalmente denominada “corrente do jogo” que a turma da casa viria, praticamente a fechar a primeira metade, a ampliar a contagem. Um remate potente de Lucas Veríssimo obrigou Drommel a apertada defesa para canto, na sequência do qual, Otamendi começaria por fazer o cabeceamento, sobrando a bola para Weigl, liberto de marcação, que teve todo o tempo para a empurrar para a baliza.

A etapa complementar seria ainda mais intensa, com a equipa dos Países Baixos a forçar o ritmo, levando por várias vezes o perigo até à área contrária. O PSV ameaçava, Vlachodimos, por instinto, voltaria ainda a adiar o inevitável, até que Gakpo acabaria mesmo por marcar, com pouco mais de cinco minutos decorridos.

A pressão era enorme; parecia adivinhar-se o tento do empate… que só não surgiria devido à inspirada actuação do guardião benfiquista, sendo que até Rafa seria chamado a um corte providencial.

Fazendo operar quatro substituições em simultâneo – de tal forma confusa que até se chegou a hesitar se poderiam efectivamente ocorrer todas ao mesmo tempo, o que provocou uma paragem no jogo de quase dois minutos -, Jorge Jesus procurava minorar o diferencial de capacidade física entre as duas equipas, com o Benfica a parecer não dispor de “gás” para jogar 90 minutos ao ritmo imposto pelo PSV.

Seria preciso sofrer ainda bastante, nos derradeiros minutos, pese embora o adversário viesse denotando também menor lucidez à medida que o jogo se aproximava do final.

O resultado acabaria por não se alterar, mas fica a incógnita sobre qual o perfil que poderá ter o jogo da 2.ª mão: tendo de defender uma vantagem tangencial – mesmo que, a partir desta época, sem aplicação do tradicional factor de desempate dos golos marcados fora – será o Benfica capaz de suster o ímpeto adversário? Ou, idealmente, poderá até vir porventura a beneficiar de ainda maior exposição ao risco por parte do grupo de Eindhoven?

18 Agosto, 2021 at 9:59 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Spartak Moskva

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen (45m – Felipe Silva “Morato”), Diogo Gonçalves (77m – Gilberto Moraes), João Mário, Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (86m – Adel Taarabt) e Gonçalo Ramos (64m – Roman Yaremchuk)

Spartak MoskvaSpartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Georgi Dzhikiya, Samuel Gigot, Ayrton Lucas Medeiros, Nail Umyarov (65m – Alex Král), Roman Zobnin, Aleksandr Lomovitski, Zelimkhan Bakaev (65m – Reziuan Mirzov), Jordan Larsson (81m – Mikhail Ignatov) e Ezequiel Ponce (81m – Aleksandr Sobolev)

1-0 – João Mário – 58m
2-0 – Samuel Gigot (p.b.) – 90m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (16m) e Julian Weigl (71m); Aleksandr Lomovitski (25m) e Jordan Larsson (68m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Em completo contraponto ao que se verificara na época anterior, foi de absoluta tranquilidade a passagem do Benfica pela 3.ª eliminatória prévia de acesso à “Liga dos Campeões”. Depois do categórico triunfo obtido em Moscovo, não houve o menor indício de que pudesse vir a suceder alguma surpresa nesta 2.ª mão.

No regresso do público ao Estádio da Luz – desde Março de 2020, apenas havia sido efectuada uma experiência, na recepção ao Standard de Liège, no final de Outubro, então com acesso limitado a menos de 5.000 adeptos -, tendo contado com mais de 15.000 espectadores nas bancadas (com certificado de vacinação ou de teste negativo à “COVID-19”), o Benfica repetiu o desfecho da partida disputada na Rússia, selando o apuramento para a fase seguinte com um score agregado de 4-0, o qual poderia ter sido ainda mais dilatado.

E isto apesar de o Benfica não ter feito uma grande exibição, nem sequer ter beneficiado de tantas oportunidades como na semana passada.

O técnico da equipa russa, Rui Vitória, optou por privilegiar a acção defensiva, procurando bloquear as investidas adversárias, na expectativa de que um hipotético golo a favor do Spartak pudesse ainda fazer duvidar o seu opositor. Mas, se tal estratégia permitiu suster as ofensivas benfiquistas, revelar-se-ia absolutamente estéril em termos de criação de lances de perigo, com Vlachodimos a ser pouco mais que um “espectador”.

O Benfica voltou a exercer flagrante superioridade em termos de posse de bola e de domínio territorial, empurrando o grupo russo para o seu meio-campo. E, confirmando o ditado, “água mole em pedra dura…”, a formação portuguesa acabaria mesmo por chegar ao(s) golo(s): primeiro, com Rafa a combinar com Diogo Gonçalves, acabando por ser João Mário, na recarga, a abrir o activo; já em período de compensação, o estreante Yaremchuk rematou, com a bola aparentemente desenquadrada da baliza, mas a tabelar em Gigot.

Conjugando o mérito próprio com algum demérito alheio – o Spartak revelou-se um adversário muito acessível, completamente inofensivo – o Benfica garantiu o apuramento para o play-off com grande segurança defensiva (mantendo a sua baliza a “zeros”), que terá de estar no seu máximo, perante um ameaçador PSV Eindhoven (já com quatro triunfos em quatro jogos nas eliminatórias prévias desta temporada, frente a Galatasaray e Midtjylland, brindados, respectivamente, com sete e quatro golos).

10 Agosto, 2021 at 9:51 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Spartak Moskva – Benfica

Spartak MoskvaSpartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Samuel Gigot, Georgi Dzhikiya, Ayrton Lucas Medeiros, Roman Zobnin (59m – Mikhail Ignatov), Jorrit Hendrix (77m – Ezequiel Ponce), Nail Umyarov, Zelimkhan Bakaev (68m – Victor Moses), Jordan Larsson (77m – Alex Král) e Aleksandr Sobolev

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves (65m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (84m – Gil Dias), Luís Fernandes “Pizzi” (65m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (83m – Adel Taarabt) e Haris Seferović (37m – Gonçalo Ramos)

0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 51m
0-2 – Gilberto Moraes – 74m

Cartões amarelos – Aleksandr Sobolev (33m) e Mikhail Ignatov (87m); Jan Vertonghen (48m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Com uma exibição bastante bem conseguida em jogo inaugural de temporada, o Benfica impôs-se categoricamente ao Spartak de Moscovo, equipa que denotou debilidades, acabando mesmo por, de alguma forma, se desestruturar após ter sofrido o primeiro golo.

Ao longo de toda a partida, a turma portuguesa foi sempre claramente superior, instalando-se no meio campo adversário, não concedendo margem de manobra para que o Spartak pudesse sequer ameaçar a zona defensiva portuguesa.

Por seu lado, para além dos dois golos marcados, o Benfica ficou ainda a dever a si próprio mais um par de boas ocasiões (com uma entrada muito afirmativa, logo no quarto de hora inicial, para além de poder ter também selado já o desfecho da eliminatória na fase final desta 1.ª mão), assim como apresentou motivos de queixa da arbitragem, a não sancionar lance passível de grande penalidade.

Apostando na estabilidade no “onze” inicial, face ao que apresentara nas provas europeias na época passada, a nota de principal realce foi a forma como João Mário se integrou no grupo, formando boa parceria com Weigl.

A primeira etapa desta fase de qualificação para a Liga dos Campeões parece praticamente decidida, salvo alguma espécie de “hecatombe”, a premiar uma atitude bem mais positiva do que a demonstrada em idêntica fase da temporada anterior.

4 Agosto, 2021 at 11:53 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 de final – Arsenal – Benfica

Estádio Geórgios Κaraïsκáκis, Pireu (Atenas)

ArsenalArsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín (77m – Alexandre Lacazette), David Luiz, Gabriel Magalhães, Kieran Tierney, Daniel “Dani” Ceballos (63m – Willian Silva), Granit Xhaka, Martin Ødegaard (90m – Calum Chambers), Emile Smith Rowe (63m – Thomas Partey), Bukayo Saka (90m – Mohamed Elneny) e Pierre­-Emerick Aubameyang

BenficaBenfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (58m – Gabriel Pires), Julian Weigl (90m – Gian-Luca Waldschmidt), Alejandro “Álex” Grimaldo (85m – Nuno Tavares), Luís Fernandes “Pizzi” (57m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva e Haris Seferović (57m – Darwin Nuñez)

1-0 – Pierre­-Emerick Aubameyang – 21m
1-1 – Diogo Gonçalves – 43m
1-2 – Rafael “Rafa” Silva – 61m
2-2 – Kieran Tierney – 67m
3-2 – Pierre­-Emerick Aubameyang – 87m

Cartão amarelo – Adel Taarabt (5m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Entrando em campo, nesta 2.ª mão, em desvantagem na eliminatória, em função do golo sofrido na partida disputada em Roma, na condição de visitado, o Benfica sabia que seria necessário marcar para poder manter aspirações a seguir em frente na competição.

E a verdade é que a equipa surgiu mais desinibida, como a que querer jogar o “jogo pelo jogo”, discutindo com o adversário o controlo do meio-campo, pese embora continuasse a ser notória uma flagrante falta de inteligência emocional no último terço do terreno, perdendo-se a bola com muita facilidade, não conseguindo dar efectiva sequência a qualquer perspectiva de lance ofensivo, falho de definição no momento da transição meio-campo / ataque.

De facto este não foi um jogo bem jogado, de ambas as partes, entre duas equipas em crise. O Arsenal pareceu, de alguma forma, ter subestimado o valor do Benfica, confiando que a vitória não lhe escaparia, actuando sem grande intensidade, dando mesmo a ideia de displicência. Não obstante o predomínio em termos de posse de bola a formação inglesa também não criava situações de perigo, tendo realizado um único remate à baliza nos vinte minutos iniciais.

Até que, na primeira oportunidade, os arsenalistas se colocaram em vantagem no marcador, com Aubameyang, dando a melhor sequência a uma boa assistência de Saka, a isolar-se e a fazer a bola passar por cima do guardião contrário.

O Benfica não se descompôs – o tento sofrido não alterava substancialmente a sua posição, sendo que continuava a necessitar de um golo, agora para igualar a eliminatória – e acabaria por ser feliz, já à beira do intervalo: sem que, até então, tivesse feito algo por isso, aproveitaria um livre directo, a sancionar falta sobre Weigl, à entrada da área, para, com uma soberba execução de Diogo Gonçalves, marcar mesmo, restabelecendo o empate no desafio e na eliminatória.

Mais, a partir daí, era o Arsenal – actuando neste jogo na condição de visitado – a passar a ficar condicionado pela eventualidade de um segundo golo benfiquista, que, a suceder, implicaria a necessidade de os ingleses marcarem mais dois golos…

A toada de jogo não se alteraria substancialmente após a retoma, até que, logo após a passagem do quarto de hora do segundo tempo, o Benfica – até então a revelar eficácia extrema – beneficiaria de um tremendo erro da defensiva contrária, num mau atraso para o guarda-redes, com Rafa a interceptar a bola, a tornear Bernd Leno, e – fugindo ao risco -, praticamente, a entrar com a bola pela baliza dentro!

O Benfica passava a ganhar e, num ápice, parecia agora ter a eliminatória “na mão”, assim conseguisse manter a serenidade. Por coincidência, Jorge Jesus tinha acabado de fazer, menos de cinco minutos antes do segundo tento benfiquista, três substituições, as quais, contudo, não surtiriam efeito para a meia hora final.

A vantagem da turma portuguesa no jogo não duraria mais de seis minutos, tendo sido, desta vez, Tierney a tirar partido das facilidades concedidas pela defesa contrária – com Everton a proporcionar-lhe todo o espaço, para manobrar à vontade -, para igualar o “placard” a duas bolas… o que, não obstante, mantinha o Benfica em vantagem na eliminatória.

Como tantas vezes sucede, começando a sentir-se “acossado”, num instinto de preservação, o Benfica foi recuando no terreno, aproximando-se gradualmente da sua linha de grande área. E, depois de dois momentos de alguma dose de “felicidade”, a equipa portuguesa acabaria por vir a passar por outras duas situações de “infelicidade”.

Primeiro, no que poderia ter sido o “momento do jogo”, com Darwin Nuñez, a surgir desmarcado, na sequência de um lance de transição, mas a desperdiçar o que seria o terceiro golo, que, certamente, teria sentenciado o desfecho da eliminatória a favor do Benfica; o jovem avançado uruguaio, na “Hora H”, no frente-a-frente com um último opositor, atrapalhou-se, acabando por nem rematar em condições, nem cruzar a bola para outros colegas que acompanhavam  o lance, também em boa posição.

Por fim, a escassos três minutos do termo do encontro – tendo-se “posto a jeito”, e mesmo que o Arsenal não tivesse sido fortemente ameaçador -, o Benfica viria a sofrer o golo que ditaria a derrota e consequente eliminação. Já em período de compensação, haveria ainda uma oportunidade para o 3-3, que, contudo, não se concretizou.

Depois de ter sido afastado da Liga dos Campeões, ainda numa pré-eliminatória, em Salónica, o Benfica viu fechar-se a sua participação europeia nesta temporada – quedando-se, outra vez, tal como na época passada, pelos 1/16 de final da Liga Europa – em Atenas, guardando, pois, más recordações da Grécia. Pior de tudo: a sensação de que se desperdiçou uma rara ocasião para suplantar um adversário com a nomeada do Arsenal, afinal – na sua condição actual – ao alcance de um Benfica que pudesse também dispor de um pouco mais de auto-confiança.

25 Fevereiro, 2021 at 8:47 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Arsenal

Estádio Olímpico de Roma

BenficaBenfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (77m – Gabriel Pires), Julian Weigl, Luís Fernandes “Pizzi” (63m – Everton Soares), Alejandro “Álex” Grimaldo, Gian-Luca Waldschmidt (45m – Rafael “Rafa” Silva) e Darwin Nuñez (63m – Haris Seferović)

ArsenalArsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín, David Luiz, Gabriel Magalhães, Cédric Soares (63m – Kieran Tierney), Martin Ødegaard (90m – Willian Silva), Daniel “Dani” Ceballos (90m – Mohamed Elneny), Granit Xhaka, Bukayo Saka, Pierre­-Emerick Aubameyang (77m – Nicolas Pépé) e Emile Smith Rowe (77m – Gabriel Martinelli)

1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 55m
1-1 – Bukayo Saka – 57m

Cartão amarelo – Emile Smith Rowe (54m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Num muito particular contexto pandémico, que originou o agendamento dos jogos envolvendo clubes ingleses para terreno neutro, o Benfica teve de disputar em Roma o encontro que lhe cabia jogar em casa – sendo que a 2.ª mão será jogada em Atenas -, com o ajustamento mental que tal implicará, numa eliminatória em que, ainda assim, subsiste em aplicação a regra geral do desempate com base nos golos marcados “fora de casa”.

Neste âmbito, as duas equipas procuraram adaptar-se, ficando bem patente, desde o começo, que a principal preocupação da equipa portuguesa seria a de procurar manter inviolada a sua baliza, assinalando-se a aposta de Jesus num trio de centrais, coincidindo com a estreia absoluta do reforço de Inverno, Lucas Veríssimo. Mas, efectivamente, nenhuma das equipas se mostrou disposta a arriscar, adoptando atitude conservadora, pese embora o Arsenal tivesse assumido o controlo do jogo, bem expresso pelas estatísticas de “posse de bola” (mais de 70% nessa fase inicial).

Ao longo de toda a primeira parte, em que o Benfica praticamente se limitou a ficar na expectativa, muito recuado, meramente reactivo face à iniciativa contrária, houve apenas uma soberana ocasião de golo a assinalar, logo aos 18 minutos, incrivelmente desperdiçada por Aubameyang – isto já depois de, no minuto precedente, Helton Leite ter saído da sua área para interceptar de cabeça um outro lance ofensivo.

Sem realmente ter feito muito por isso, a turma benfiquista colocar-se-ia em vantagem, aproveitando uma grande penalidade, a sancionar um corte com o braço (na sequência de um “canto curto”), que proporcionou a Pizzi chegar aos sete golos, em outros tantos desafios da Liga Europa na presente temporada. Porém, tal situação não duraria mais de dois minutos, com o Arsenal prontamente a restabelecer a igualdade, beneficiando de um ressalto de bola em Otamendi, com Bukayo Saka a conseguir escapar à marcação dos centrais.

Na última meia hora de jogo o Benfica, porventura a acreditar que poderia discutir o resultado, mostrou-se mais “solto”, conseguindo enfim repartir a posse de bola, pese embora sem criar flagrantes oportunidades, com o momento de maior “frisson” a resultar de um remate de Everton, aos 73 minutos. Ao contrário, seria Aubameyang a falhar novamente, por duas vezes (aos 63 e aos 75 minutos, neste último com oportuna acção de Lucas Veríssimo).

O desfecho desta partida acabaria por revelar-se lisonjeiro para o Benfica, bem melhor que a exibição da equipa, sem “chama”, longe de qualquer rasgo – em paralelo a penalizar a ineficácia inglesa, com o Arsenal, a dada altura, também a parecer satisfeito com o resultado (o qual lhe confere vantagem no tal critério de desempate), mas que adia a decisão da eliminatória para… Atenas.

18 Fevereiro, 2021 at 10:53 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 6ª jornada – Standard Liège – Benfica

Standard de LiègeStandard de Liège – Arnaud Bodart, Laurent Jans, Merveille Bokadi, Konstantinos “Kostas” Laifis, Nicolas Gavory, Gojko Cimirot, Samuel Bastien, Nicolas Raskin (80m – Joachim Carcela-Gonzalez), Eden Shamir (59m – Collins Fai), Michel-Ange Balikwisha (59m – Jackson Muleka) e Abdoul­-Fessal Tapsoba (72m – Obbi Oularé)

BenficaBenfica – Helton Leite, João Ferreira, Jan Vertonghen, Jardel Vieira, Nuno Tavares (80m – Franco Cervi), Julian Weigl (80m – Gabriel Pires), Pedro “Pedrinho” da Silva (64m – Rafael “Rafa” Silva), Adel Taarabt (83m – Haris Seferović), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (64m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Darwin Núñez

1-0 – Nicolas Raskin – 12m
1-1 – Everton Soares – 16m
2-1 – Abdoul Tapsoba – 60m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 67m

Cartões amarelos – Gojko Cimirot (65m); João Ferreira (53m) e Franco Cervi (90m)

Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)

Seria pouco crível que o Rangers não ganhasse na Polónia e pudesse deixar escapar a liderança do grupo. Tal não invalida a sensação de alguma frustração decorrente do facto de o Benfica nem a sua parte ter cumprido, não conseguindo vencer em Liège, no termo de uma sofrível campanha, em que é magra a consolação de – perante opositores de fraco nível – ter mantido a invencibilidade nesta fase (num grupo em que seria talvez exigível obter, pelo menos, cinco vitórias e um empate – em Glasgow).

Evidenciando de forma declarada que este jogo não constituía uma prioridade, Jesus fez alinhar um “onze” inicial em que mais de metade dos habituais titulares ficou “em repouso” – o que é tão mais difícil de compreender quando, perante as fragilidades defensivas que têm sido constantes, improvisou uma defesa com quatro “reservistas” (incluindo o guardião). Os sinais transmitidos pela “liderança” acabam, inevitavelmente, por se fazer sentir dentro de campo…

E, contudo, há que sublinhar que a equipa benfiquista até entrou em jogo com uma atitude muito positiva, assumindo a iniciativa, aparentemente apostada em resolver rapidamente a contenda a seu favor, só que, esta noite, os avançados estiveram tão desinspirados quanto costumam estar os defesas, e foram desperdiçando sucessivas oportunidades de golo. Apenas no primeiro quarto de hora foram, pelo menos, três. Ao contrário, o Standard, na primeira investida à zona defensiva contrária marcou, aproveitando as tais facilidades…

O Benfica não se descompôs e Darwin rematou, de ângulo muito apertado, ao poste, no minuto imediato; bastariam mais três minutos para chegar ao golo, restabelecendo a igualdade, curiosamente numa cabeçada pouco ortodoxa de Everton, com a bola a ser impelida para o relvado, ressaltando para o fundo das redes, sem hipótese de defesa para Bodart.

A equipa portuguesa prosseguiu o controlo do jogo até próximo da meia hora, fase a partir da qual a turma belga começou a libertar-se mais, pese embora actuasse de forma bastante “caótica” nas saídas para o meio-campo adversário, permitindo diversas situações de “contra-golpe”, nunca aproveitadas.

No início da segunda parte, o Benfica perdera já o domínio, pelo que acabaria por não surpreender novo tento do Standard, após uma perda de bola de Taarabt, com Tapsosa, muito expedito, a rematar de longe, tendo a felicidade de a bola embater ainda em Vertonghen, traindo Helton Leite.

Só então surgiu a ordem do banco para entrarem em campo reforços (Rafa e Pizzi), que prontamente imprimiram maior ritmo ao jogo, forçando o erro do adversário, beneficiando ainda da “colaboração” do árbitro, a assinalar grande penalidade, num lance em que o defesa da formação belga pouco mais fez do que colocar os braços em torno do adversário, praticamente sem contacto, para repor o empate. Foi o sexto golo de Pizzi nestes seis jogos da fase de grupos da Liga Europa (apenas não marcou na Luz, ante o Rangers – jogo em que fora substituído logo aos 21 minutos, devido à expulsão de Otamendi – tendo bisado no jogo em casa ante este mesmo Standard de Liège).

O Benfica voltou a forçar no quarto de hora final, não conseguindo, porém, finalizar nenhuma de várias ocasiões de perigo criadas, em especial já nos derradeiros minutos, pelo que o resultado não se alteraria.

Em função do 2.º lugar averbado, o Benfica irá a sorteio com a condicionante de não ser “cabeça-de-série”, à mercê da possibilidade de se lhe poder deparar no caminho, logo nos 1/16 de final, um opositor do calibre de Manchester United, Arsenal, Tottenham, Leicester, AC Milan, Napoli, Roma, Bayer Leverkusen, Villarreal, Shakhtar Donetsk ou Ajax. Restando, pois, poucas alternativas “mais acessíveis”, talvez restringidas a Hoffenheim, Brugge, D. Zagreb e PSV Eindhoven.

10 Dezembro, 2020 at 8:42 pm Deixe um comentário

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