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Grandes clássicos das competições europeias – (1) Real Madrid – Bayern München

Real Madrid Bayern_München

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1975-76 TCE   1/2  R.Madrid-Bayern  1-1   Bayern-R.Madrid  2-0
1986-87 TCE   1/2  Bayern-R.Madrid  4-1   R.Madrid-Bayern  1-0
1987-88 TCE   1/4  Bayern-R.Madrid  3-2   R.Madrid-Bayern  2-0
1999-00 LCE  Grupo R.Madrid-Bayern  2-4   Bayern-R.Madrid  4-1
1999-00 LCE   1/2  R.Madrid-Bayern  2-0   Bayern-R.Madrid  2-1
2000-01 LCE   1/2  R.Madrid-Bayern  0-1   Bayern-R.Madrid  2-1
2001-02 LCE   1/4  Bayern-R.Madrid  2-1   R.Madrid-Bayern  2-0
2003-04 LCE   1/8  Bayern-R.Madrid  1-1   R.Madrid-Bayern  1-0
2006-07 LCE   1/8  R.Madrid-Bayern  3-2   Bayern-R.Madrid  2-1
2011-12 LCE   1/2  Bayern-R.Madrid  2-1   R.Madrid-Bayern  2-1
2013-14 LCE   1/2  R.Madrid-Bayern  1-0   Bayern-R.Madrid  0-4
2016-17 LCE   1/4  Bayern-R.Madrid  1-2   R.Madrid-Bayern  4-2
2017-18 LCE   1/2  Bayern-R.Madrid  1-2   R.Madrid-Bayern  2-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Bayern München       26   12    3   11   41 – 39

Eis-nos chegados ao “clássico dos clássicos” do futebol europeu, entre Real Madrid e Bayern, o qual se caracteriza pela particularidade de – ao longo de 64 anos – estes dois colossos nunca se terem defrontado numa Final das competições europeias; não obstante, registam nada menos de sete embates em meias-finais, num total de 14 empolgantes desafios, apenas nessa fase decisiva!

Acresce que, tal como sucede no caso do Real Madrid-Juventus, os 26 encontros Real-Bayern foram – todos eles – disputados no âmbito da Taça dos Campeões Europeus (6) / Liga dos Campeões (20).

Num confronto com números globais equilibrados (12 vitórias a 11, a favor dos merengues, anotando-se o relativamente escasso número de empates, com o score global de golos também muito repartido, de 41-39), nas doze eliminatórias até à data já realizadas, opondo os clubes com maior número de títulos de Campeão de Espanha e da Alemanha, o Real Madrid saiu vencedor por sete vezes (1988, 2000, 2002, 2004, 2014, 2017 e 2018), tendo o Bayern levado a melhor nas restantes cinco ocasiões (1976, 1987, 2001, 2007 e 2012) – com os espanhóis a adquirirem vantagem sobre o rival nos últimos cinco anos, tendo actualmente em curso uma série de três eliminatórias ganhas sucessivamente (sendo de realçar ainda os nove golos apontados por Cristiano Ronaldo, nos oito jogos disputados, de 2012 a 2018).

Outro facto particularmente notável é o de, na sequência daquelas doze eliminatórias, em que madrilenos e bávaros se cruzaram, ter acabado por resultar um total de sete títulos de Campeão Europeu para estes dois emblemas: dois títulos para o Bayern e cinco para o Real Madrid!

Começando por restringir o campo de observação às sete meias-finais que disputaram, o Bayern impôs-se em quatro delas, face a três vezes em que o Real Madrid avançou para a Final. Nessas temporadas, o emblema germânico sagrar-se-ia Campeão Europeu em 1976 (Final em Glasgow, ante o Saint-Étienne, conquistando então o seu terceiro título consecutivo) e em 2001 (Final em San Siro, ganha ao Valencia no desempate da marca de grande penalidade), tendo perdido as Finais de 1987 (Viena, ante o FC Porto) e de 2012 (em casa, no “Allianz Arena” de Munique, igualmente no desempate da marca de grande penalidade, perante o Chelsea). Por seu lado, o Real Madrid obteria pleno sucesso nas três Finais que disputou: no Stade de France, também ante o Valencia (2000); no Estádio da Luz, com o At. Madrid (2014); e em Kiev, frente ao Liverpool (2018), correspondendo à conquista dos seus 8.º, 10.º e 13.º troféus de Campeão Europeu.

Nas outras cinco ocasiões em que se defrontaram, o Bayern, após suplantar o Real Madrid (em 2007), viria a ser afastado na eliminatória imediata, batido nos 1/4 de final pelo futuro Campeão Europeu, AC Milan. Em 1988, depois de ter superado, sucessivamente, o Napoli, FC Porto (então Campeão Europeu em título) e Bayern, o Real Madrid perderia nas meias-finais, também ante o clube que viria a conquistar o título (PSV Eindhoven, vencedor da Final de Estugarda, ante o Benfica); já em 2002, os merengues afastariam, nas meias-finais, o Barcelona, para se coroarem Campeões da Europa pela 9.ª vez (em Glasgow, frente ao Bayer Leverkusen); em 2004, o clube branco cairia logo nos 1/4 de final, aos pés do Monaco; por fim, em 2017, o Real ultrapassaria ainda o At. Madrid (nas meias-finais), antes de conquistar, em Cardiff, frente à Juventus, o seu 12.º título.

***

A estreia dos embates entre Real e Bayern sucedeu apenas em 1976 (já com vinte anos de competições europeias), numa altura em que o clube teutónico – contando nas suas fileiras com nomes como os de Sepp Maier, Frank Beckenbauer, Uli Hoeness, ou Gerd Müller – dominava o futebol na Europa, vindo, nessa época, a sagrar-se tri-Campeão Europeu. Nas meias-finais – imediatamente após o Real ter eliminado o então campeão alemão (Borussia M’gladbach) – as duas equipas começariam por empatar a um golo no “Santiago Bernabéu” (no final do desafio, um espectador invadiria o terreno, agredindo o árbitro), sendo que o Bayern ganharia por 2-0 na 2.ª mão (bis de Gerd Müller logo na meia hora inicial), apurando-se, pois, para a Final de Glasgow.

A 1.ª mão das meias-finais de 1987, na qual o Bayern goleou por 4-1 (tendo chegado a 3-0 antes dos 40 minutos de jogo), ficaria assinalada pela agressão de Juanito a Lothar Matthäus, o que valeria ao espanhol uma suspensão da UEFA por cinco anos. Em Madrid, os espanhóis não iriam além do 1-0, desfecho claramente insuficiente para inverter o rumo da eliminatória.

Na época imediata, de 1987-88, uma pujante equipa do Real (a famosa “Quinta del Buitre”, com Emilio Butragueño, Miguel Pardeza, Manolo Sanchís, Míchel González e Martín Vázquez), como que obteria a desforra, com dois golos nos últimos seis minutos da 1.ª mão, reduzindo uma goleada de 3-0 a uma esperançosa desvantagem de 3-2, o que lhe permitiria, em função do triunfo por 2-0 em Madrid, avançar para as meias-finais.

***

Após um interregno de onze anos, de 1988 a 1999, os dois clubes enfrentar-se-iam por quatro vezes no curto período de apenas quatro meses, entre Fevereiro e Maio de 2000.

De facto, em 23 participações do Bayern na Liga dos Campeões (sendo que o Real Madrid regista 24 presenças na competição, neste formato), apenas uma única vez partilharam o mesmo grupo de apuramento, na época de 1999-00 (então na 2.ª fase de grupos), com dois triunfos dos bávaros, repetindo a “chapa 4”: 4-2 em Madrid e goleando por 4-1 em Munique. Ainda assim, apuraram-se ambos para os 1/4 de final, tendo o Real eliminado o Manchester United, enquanto o Bayern afastava o FC Porto, antes de… se reencontrarem nas meias-finais.

Aí chegados – com um particular confronto de guardiões, entre o jovem Iker Casillas (então com 18 anos) e o já consagrado Oliver Kahn -, seria o Real a impor-se à sua “besta negra”, ganhando no “Santiago Bernabéu” por 2-0, adquirindo uma preciosa vantagem, que preservou em Munique, onde perderia por tangencial 2-1 (com o também novato Nicolas Anelka a marcar nos dois jogos), garantindo a presença na Final de Saint-Denis (Paris).

Os dois gigantes do futebol europeu voltariam a encontrar-se nas duas temporadas seguintes: em 2000-01, sendo agora a oportunidade de o Bayern se desforrar, ganhando os jogos das duas mãos (1-0 em Madrid, repetindo-se o 2-1 em Munique), apurando-se para a Final de San Siro; em 2001-02, depois do terceiro 2-1 sucessivo na Alemanha, o Real inverteria a tendência da eliminatória, ganhando 2-0 na 2.ª mão. Conforme referido, neste triénio, entre 2000 e 2002, repartiriam entre ambos os títulos de Campeão Europeu: dois para os espanhóis, um para os germânicos.

Apenas mais dois anos decorridos, Bayern e Real Madrid (então com Carlos Queiroz como responsável técnico) voltariam a reencontrar-se, desta feita em fase relativamente prematura (nos 1/8 de final da temporada de 2003-04), com os espanhóis a superiorizarem-se novamente: o empate a um golo em Munique (livre apontado por Roberto Carlos, a iludir Kahn), seguido de um tangencial triunfo caseiro (golo de Zidane) garantiram o apuramento, tendo, porém, os merengues sido travados, logo de seguida, pelo Monaco.

A alternância de sucessos nas eliminatórias entre os dois emblemas seria retomada em 2006-07, desta vez com o Bayern a evitar males maiores no “Santiago Bernabéu”, com um golo a dois minutos do fim, a reduzir a desvantagem para 3-2, o que permitiu aos bávaros, com mais um triunfo caseiro por 2-1 (com Makaay a inaugurar o marcador logo aos 10 segundos de jogo!), seguir em frente.

***

Os merengues ansiavam já há dez anos pela tão almejada “10.ª” quando (agora sob o comando de José Mourinho) se cruzaram novamente com o Bayern, nas meias-finais de 2011-12, tendo ripostado a outro 2-1 sofrido na Alemanha (5.ª vitória dos alemães por este “placard”, nos dez jogos até então disputados em Munique, correspondendo, por outro lado, ao último triunfo dos bávaros sobre o Real, até à data), com igual marca, a seu favor, em Chamartin, o que forçaria ao desempate da marca de grande penalidade. Depois de ter marcado dois golos no jogo, Cristiano Ronaldo viria a permitir a defesa a Manuel Neuer (que deteria também o remate de Kaká); Casillas negara igualmente as tentativas de Toni Kroos e Philipp Lahm, mas a falha de Sergio Ramos, a rematar muito por alto, proporcionaria aos alemães apurar-se para a Final, que disputariam no seu próprio terreno, ante o Chelsea… a qual, por amarga ironia, viriam a perder em tal fórmula de desempate.

Mas, de facto, só em 2014 um imperial Real Madrid (de Carlo Ancelotti) alcançaria tal desiderato, e em grande estilo, garantindo a presença na Final de Lisboa ao triunfar nos dois encontros das meias-finais (1-0 em Madrid) ante o Bayern (de Pep Guardiola), feito sublimado com uma estrondosa vitória no “Allianz Arena”, por 4-0, com Cristiano Ronaldo e… Sergio Ramos (este, com dois cabeceamentos, ainda antes dos 20 minutos) a bisarem ambos, no que constitui a pior derrota do emblema de Munique em todo o seu historial europeu!

A eliminatória de 2016-17 (1/4 de final) terá tido dos mais empolgantes jogos entre os dois clubes: depois de o Real ter começado por ganhar em Munique por 2-1 (com o terceiro bis de Cristiano Ronaldo), o Bayern devolveria tal resultado no final do tempo regulamentar da 2.ª mão, em pleno “Santiago Bernabéu”, forçando o prolongamento! Não obstante, com um “hat-trick” apontado por Cristiano, o Real Madrid, tendo operado nova sensacional reviravolta, acabaria por vencer por 4-2.

Por fim, na época imediata (2017-18) – na oitava semi-final consecutiva do Real, um registo único nas provas europeias – os merengues voltariam a ganhar vantagem na Alemanha (outra vez por 2-1, na sua terceira vitória sucessiva no “Allianz Arena”), tendo, não obstante, tido de sofrer na 2.ª mão, em Madrid, com a partida a ter por desfecho uma igualdade a dois golos, o que possibilitaria ao Real Madrid o apuramento para a Final de Kiev, onde – sempre sob o comando técnico de Zinédine Zidane – culminaria um fantástico ciclo de três edições da Liga dos Campeões conquistadas consecutivamente, sagrando-se, pois, tri-Campeões da Europa (um feito que não era igualado desde… a série do Bayern de 1974 a 1976)!

Poderá consultar-se a série completa de artigos sobre os Grandes clássicos da competições europeias“, aqui.

6 Maio, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (2) Real Madrid – Juventus

Real Madrid Juventus

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1961-62 TCE   1/4  Juventus-R.Madrid 0-1 R.Madrid-Juventus 0-1
1961-62 TCE   1/4  Juventus-R.Madrid 1-3 (Desempate - Paris)
1986-87 TCE   1/8  R.Madrid-Juventus 1-0 Juventus-R.Madrid 1-0
1995-96 LCE   1/4  R.Madrid-Juventus 1-0 Juventus-R.Madrid 2-0
1997-98 LCE  Final R.Madrid-Juventus 1-0 (Amesterdão)
2002-03 LCE   1/2  R.Madrid-Juventus 2-1 Juventus-R.Madrid 3-1
2004-05 LCE   1/8  R.Madrid-Juventus 1-0 Juventus-R.Madrid 2-0
2008-09 LCE  Grupo Juventus-R.Madrid 2-1 R.Madrid-Juventus 0-2
2013-14 LCE  Grupo R.Madrid-Juventus 2-1 Juventus-R.Madrid 2-2
2014-15 LCE   1/2  Juventus-R.Madrid 2-1 R.Madrid-Juventus 1-1
2016-17 LCE  Final R.Madrid-Juventus 4-1 (Milennium, Cardiff)
2017-18 LCE   1/4  Juventus-R.Madrid 0-3 R.Madrid-Juventus 1-3

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Juventus             21   10    2    9   26 – 25

Num dos mais marcantes “clássicos” do futebol europeu, a estatística global de 21 duelos disputados – todos eles no âmbito da principal competição de clubes da Europa – é equilibrada, em termos de vitórias (dez a nove, a favor do Real).

Todavia, tal vantagem é mais vincada em termos de desfecho das “decisões”, com o Real Madrid a vencer as duas Finais da “Liga dos Campeões” disputadas entre ambos os clubes, em 1998 e 2017, enquanto a Juventus se impôs em duas meias-finais (em 2003 e 2015).

Em termos globais, nas sete ocasiões em que se defrontaram em eliminatórias, o Real Madrid garantiu o apuramento para a fase seguinte por três vezes (1962, 1987 e 2018), tendo a Juventus interrompido a campanha do rival nos restantes quatro casos (para além de 2003 e 2015, também em 1996 e em 2005).

Na primeira época em que se cruzaram (1961-62), após a decisão da eliminatória apenas num terceiro jogo (de desempate, realizado em Paris) – tendo cada equipa começado por vencer no terreno do adversário (com a curiosa história de a Juventus ter tido de mudar de equipamento na 2.ª mão) -, o Real Madrid (com Di Stéfano, Puskas e Gento) afastaria ainda, de seguida, o Standard de Liège, nas meias-finais, antes de ser derrotado pelo Benfica, na Final de Amesterdão.

Em 1987, enfrentando-se logo na 2.ª eliminatória (1/8 de final) – o que, a par do confronto entre Real e Napoli (de Maradona), na 1.ª eliminatória da edição imediata (1987-88) da Taça dos Campeões Europeus terá acelerado a criação da Liga dos Campeões -, tendo cada equipa vencido a partida disputada no respectivo terreno (em ambos os casos por tangencial 1-0), os merengues acabariam por ser mais eficazes no desempate da marca de grande penalidade, avançando para os 1/4 de final, fase em que eliminariam (agora com base na regra de desempate pelos golos marcados fora de casa) o Crvena Zvezda, antes de virem a ser afastados nas meias-finais pelo Bayern, a caminho da Final de Viena, na qual o FC Porto se sagrou pela primeira vez Campeão Europeu.

Na temporada de 1995-96, sob o comando técnico de Marcelo Lippi (e contando com figuras como as de Del Piero, Deschamps, Vialli, Conte ou Paulo Sousa), após ter revertido uma desvantagem de 0-1 em Madrid, ganhando por 2-0 em Turim, a Juventus – tendo entretanto suplantado também o Nantes, nas meias-finais – conquistaria o seu segundo título de Campeão Europeu (último, até à data, tendo, desde então, perdido já cinco finais da “Champions”, totalizando sete finais perdidas na principal competição europeia de clubes), ao ganhar o desempate da marca de grande penalidade, no Estádio Olímpico de Roma, frente ao então detentor do título, Ajax.

Em 1998, o Real Madrid conquistava a sua sétima coroa de Campeão Europeu, batendo a Juventus (ainda com Zidane nas suas fileiras), na Final de Amesterdão, mercê de um contestado golo do montenegrino Predrag Mijatović (na pequena área, a contornar o guardião Peruzzi), no que constituía então a estreia do clube branco (dirigido por Jupp Heynckes, com Roberto Carlos, Seedorf ou Raul) como vencedor da Liga dos Campeões, colocando enfim termo a um longo jejum, de 32 anos – correspondendo precisamente a metade de todas as edições das competições europeias até agora disputadas – desde a última vitória na Taça dos Campeões, em 1966.

Já depois de o Real Madrid ter entretanto somado três títulos sob a égide da Liga dos Campeões (1998, 2000 e 2002), a Juventus impor-se-ia, nas meias-finais de 2003, superando a derrota de 1-2 no “Santiago Bernabéu” com um triunfo por 3-1 no “Stadio delle Alpi” (face a um adversário em que alinhavam os “galácticos” Roberto Carlos, Zidane, Ronaldo, Raúl González e Luís Figo – o qual possibilitaria a Buffon a defesa de uma grande penalidade). A “Vecchia Signora” viria, porém, a perder a Final de Manchester, no desempate da marca de grande penalidade, face ao AC Milan.

Nos 1/8 de final da época de 2004-05 operou-se quase como que um remake de 1995-96, outra vez com o Real a começar por ganhar em casa mercê de um solitário golo, vindo a Juventus a superar tal desvantagem, com o 2-0 averbado em Turim, pese embora, desta feita, apenas após prolongamento. O grupo italiano seria, contudo, afastado nas meias-finais pelo futuro Campeão Europeu, Liverpool.

Dez anos volvidos, em 2015, depois de se superiorizar novamente ao Real Madrid nas meias-finais (tal como sucedera em 2003), desta vez em função de um tangencial triunfo caseiro (2-1), que defendeu em Madrid, onde empatou a uma bola – com um jogador da formação do Real, Álvaro Morata, a marcar pela equipa transalpina nos dois jogos -, a Juventus voltaria a ser desfeiteada na Final, em Berlim, perdendo com o Barcelona.

Em 2017, no Millennium Stadium, em Cardiff, nova vitória do Real Madrid numa Final – conquistando o 12.º título de Campeão Europeu, coincidindo com o seu sexto troféu da Liga dos Campeões (e, em paralelo, a sétima Final perdida pelos italianos) -, ganhando à Juventus por categórica marca de 4-1, com Cristiano Ronaldo a bisar.

Por fim, em 2018 – quarto embate de gigantes em cinco épocas -, uma eliminatória ainda bem presente na nossa memória, com o soberbo golo de Cristiano Ronaldo em Turim (bisando de novo), num fantástico triunfo por 3-0 do Real; e a expulsão de Buffon em Madrid, com a formação espanhola a desempatar a eliminatória apenas já em tempo de compensação (ao minuto 98, na conversão de uma grande penalidade, outra vez por… Cristiano Ronaldo – no seu 10.º golo em sete jogos (!) ante aquele que viria a ser o novo clube do português), reduzindo a expressão da derrota dos merengues para 1-3, o suficiente para garantir a qualificação, impedindo o que prometia ser uma épica recuperação da Juventus. Depois de afastar o Bayern nas meias-finais, o Real Madrid conquistaria a principal competição da UEFA pela 13.ª vez, na Final de Kiev, frente ao Liverpool, na muito infeliz noite de Loris Karius.

Os dois emblemas integraram ainda o mesmo grupo da “Champions” em duas ocasiões, em 2008-09 e em 2013-14, tendo o Real Madrid alcançado a qualificação de ambas as vezes – não obstante tenha perdido as duas partidas de 2008, por 1-2 em Turim e 0-2 em Madrid (bis de Del Piero) -, enquanto a Juventus sairia afastada em 2013 (3.ª classificada do grupo).

Em 2008-09, o Real Madrid cairia logo nos 1/8 de final, aos pés do Liverpool, perdendo os dois jogos, com um score agregado de 5-0, quedando-se a Juventus na mesma fase, afastada pelo Chelsea.

Em 2014 – tendo começado, nessa fase de grupos, por vencer a Juventus, em casa, por 2-1 e empatado em Turim a dois golos -, depois de afastar, nas sucessivas eliminatórias, nada menos do que três clubes alemães (Schalke 04, Borussia Dortmund e Bayern), o Real conquistaria enfim a tão almejada “10.ª” – após um interregno de doze anos, desde a última vitória anterior -, na Final em Lisboa, no Estádio da Luz, derrotando o At. Madrid, por 4-1, no prolongamento (tendo-se salvado da derrota, com um golo de Sergio Ramos já em período de compensação do tempo regulamentar).

29 Abril, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (3) Barcelona – AC Milan

Barcelona AC Milan

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1959-60 TCE   1/8   Milan-Barcelona 0-2    Barcelona-Milan 5-1
1988-89 STE  Final  Barcelona-Milan 1-1    Milan-Barcelona 1-0
1993-94 LCE  Final  Milan-Barcelona 4-0  (Spyros Louis,Atenas)
2000-01 LCE  Grupo  Barcelona-Milan 0-2    Milan-Barcelona 3-3
2004-05 LCE  Grupo  Milan-Barcelona 1-0    Barcelona-Milan 2-1
2005-06 LCE   1/2   Milan-Barcelona 0-1    Barcelona-Milan 0-0
2011-12 LCE  Grupo  Barcelona-Milan 2-2    Milan-Barcelona 2-3
2011-12 LCE   1/4   Milan-Barcelona 0-0    Barcelona-Milan 3-1
2012-13 LCE   1/8   Milan-Barcelona 2-0    Barcelona-Milan 4-0
2013-14 LCE  Grupo  Milan-Barcelona 1-1    Barcelona-Milan 3-1

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Barcelona - AC Milan               19    8    6    5   30 – 23

Num clássico rico, envolvendo uma Final da Liga dos Campeões, para além de uma Supertaça Europeia, assinalam-se, em especial, as (três) goleadas registadas nos confrontos entre estes dois históricos do futebol mundial.

Logo em 1959, o Barcelona derrotou o AC Milan por 5-1; em 1994, na referida Final da Liga dos Campeões, foi a vez de os italianos golearem por inequívoco marcador de 4-0; um desfecho do qual o Barcelona, de alguma forma, se desforrou, nos 1/8 de final da época de 2012-13.

Na primeira daquelas épocas, após ter afastado o clube italiano nos 1/8 de final da Taça dos Campeões Europeus, a formação catalã superaria o Wolverhampton (com duas goleadas), antes de sucumbir nas meias-finais, ante o Real Madrid (perdendo por duplo 1-3).

Na Supertaça Europeia de 1988-89, o Campeão Europeu AC Milan – com Gullit, Rijkaard e Van Basten – levaria a melhor frente ao Barcelona (vencedor da Taça das Taças), ganhando por tangencial 1-0 em “San Siro”.

Em 1994, o “dream team” do Barcelona (liderado por Cruijff, contando com Koeman, Guardiola, Romário ou Stoitchkov, tetra-campeão de Espanha) assumia, em teoria, claro favoritismo, perante um adversário que não conseguia vencer há seis jogos no campeonato de Itália, e que se apresentava privado de nomes como Baresi, Costacurta ou Marco van Basten.

Contrariando as expectativas gerais, a turma dirigida por Fabio Capello resolveria a contenda em pouco mais de 45 minutos (ao marcar, logo a abrir o segundo tempo, o seu terceiro tento). O AC Milan, com uma equipa alicerçada em Maldini, Desailly e Dejan Savićević, superiorizava-se de novo – de forma inequívoca, como que um “passeio”, dominando de princípio a fim, goleando por 4-0 – ao Barcelona, numa célebre Final, disputada em Atenas, assim conquistando o seu primeiro troféu da “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela 5.ª vez (de um total de sete títulos conquistados).

Os dois clubes cruzaram-se, depois, em três eliminatórias, todas elas na principal prova da UEFA, sempre com o Barcelona a sair vencedor, eliminando, nessas três ocasiões, o AC Milan.

Em 2005-06, nas meias-finais, os catalães – orientados por Frank Rijkaard, com Ronaldinho Gaúcho em destaque, numa equipa em que alinhavam também Deco e Samuel Eto’o (ainda antes do apogeu de Xavi e Iniesta) – ganharam em Itália por tangencial 1-0, vantagem que preservaram com um nulo em Camp Nou – numa rara eliminatória em que os italianos ficaram em branco no cômputo dos dois jogos – o suficiente para garantir ao Barcelona a sua quinta presença na Final, conquistando o título de Campeão Europeu pela segunda vez (primeira sob o formato de Liga dos Campeões), ao bater, no Stade de France, em Paris, o Arsenal.

Em 2011-12, depois de terem partilhado o mesmo grupo – tendo o Barcelona vencido outra vez em Milão (3-2) -, apurando-se ambos para a fase a eliminar, reencontraram-se nos 1/4 de final: após o nulo em San Siro, os blaugrana impuseram-se por 3-1 em casa; viriam, contudo, a ceder nas meias-finais, ante o Chelsea.

Na temporada imediata, novo embate, desta feita nos 1/8 de final, com o Barcelona – com a tal goleada de 4-0 – a reverter o desaire (0-2) averbado em Itália, na 1.ª mão. O emblema catalão superaria ainda o Paris Saint-Germain (mercê de dois empates), antes de cair com estrondo, outra vez nas meias-finais, com duas goleadas sofridas ante o Bayern (0-4 e 0-3).

Para além da época de 2011-12, catalães e milaneses integraram o mesmo Grupo da Liga dos Campeões noutras três temporadas.

Logo em 2000-01, ainda na fase inicial de grupos, tinha sido a vez de o AC Milan ganhar na Catalunha, a que se seguiu uma recheada igualdade (3-3) em Itália (com hat-trick de Rivaldo – que, dois anos depois, se transferiria para “San Siro” -, numa equipa em que alinhava Simão Sabrosa), o que resultou, então, na eliminação do Barcelona (3.º classificado no grupo, também atrás do Leeds United). Quanto aos rossoneri, quedar-se-iam pela segunda fase de grupos, suplantados por Deportivo Coruña e Galatasaray.

Na temporada de 2004-05, cada um dos clubes venceu as respectivas partidas disputadas em casa: 1-0 em Milão; 2-1 em Espanha – tendo avançado ambos na competição. O Barcelona seria depois suplantado, nos 1/8 de final, pelo Chelsea; por seu lado, o AC Milan começaria por afastar o Manchester United (com dois empates); o arqui-rival Inter, nos 1/4 de final, com vitórias nos jogos das duas mãos, e o PSV Eindhoven, nas meias-finais, apurando-se assim para a sua 10.ª Final da Taça/Liga dos Campeões.

Tratou-se da também histórica Final de Istambul, frente ao Liverpool, na qual, depois de chegar ao intervalo a ganhar por 3-0, o AC Milan consentiria três golos ao adversário no curto intervalo de seis minutos (entre os 54 e os 60 minutos), para acabar por ser batido no desempate da marca de grande penalidade, perdendo pela quarta vez no jogo decisivo.

Por fim, em 2013-14 – no(s) último(s) confronto(s) até à data -, após a igualdade a um golo em Milão, o Barcelona venceu, na 2.ª volta, por 3-1, tendo ambos os clubes avançado novamente para a fase eliminar (suplantando o Ajax e o Celtic). O AC Milan seria afastado logo nos 1/8 de final, com dois desaires sofridos ante o At. Madrid (1-4 no “Vicente Calderón”). Um destino comum ao que o Barcelona viria a ter, o qual, após superar o Manchester City com dois triunfos, acabou por ser também eliminado pelos colchoneros, nos 1/4 de final.

15 Abril, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (4) Barcelona – Chelsea

Barcelona Chelsea

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1965-66 TCF   1/2  Barcelona-Chelsea 2-0 Chelsea-Barcelona 2-0
1965-66 TCF   1/2  Barcelona-Chelsea 5-0 (Desempate-Barcelona)
1999-00 LCE   1/4  Chelsea-Barcelona 3-1 Barcelona-Chelsea 5-1
2004-05 LCE   1/8  Barcelona-Chelsea 2-1 Chelsea-Barcelona 4-2
2005-06 LCE   1/8  Chelsea-Barcelona 1-2 Barcelona-Chelsea 1-1
2006-07 LCE  Grupo Chelsea-Barcelona 1-0 Barcelona-Chelsea 2-2
2008-09 LCE   1/2  Barcelona-Chelsea 0-0 Chelsea-Barcelona 1-1
2011-12 LCE   1/2  Chelsea-Barcelona 1-0 Barcelona-Chelsea 2-2
2017-18 LCE   1/8  Chelsea-Barcelona 1-1 Barcelona-Chelsea 3-0

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Barcelona - Chelsea                17    6    6    5   29 – 21

Este “clássico” Barcelona-Chelsea é uma rivalidade dos “tempos modernos”, já na era da Liga dos Campeões, com um “aperitivo” na época de 1965-66, na Taça das Cidades com Feiras (prova não organizada pela UEFA).

De facto – após tal confronto inaugural, favorável ao Barcelona, decidido apenas num terceiro jogo -, os dois clubes cruzaram-se, no decurso de um período de 18 anos (de 2000 a 2018), nada menos que 14 vezes, disputando seis eliminatórias (duas delas meias-finais da “Champions League”)… mas nenhuma Final, com a turma catalã a levar a melhor em quatro dessas ocasiões – a que acrescem os dois jogos realizados na fase de grupos de 2006-07.

Pelo que o aparente equilíbrio a nível de vitórias, empates e derrotas é desfeito, se tivermos em consideração o desfecho das eliminatórias, com o Barcelona a seguir em frente por cinco vezes, face a apenas dois casos (2005 e 2012) em que foi o Chelsea a levar a melhor.

Na estreia dos duelos entre ambos, na referida temporada de 1965-66, depois de triunfos caseiros por 2-0 em ambas as mãos das meias-finais da Taça das Cidades com Feiras, apenas num terceiro jogo, de desempate, disputado na cidade condal (local definido por “moeda ao ar”), a eliminatória ficou decidida, com um categórico 5-0 para a equipa “blaugrana”. Na Final, a duas mãos, o Barcelona, batendo o Zaragoza, conquistaria o seu terceiro troféu na competição.

Após um interregno de 34 anos, os dois emblemas voltaram a encontrar-se, na época de 1999-00, com o Chelsea a vencer em Londres por 3-1, vantagem que se revelaria insuficiente, face à goleada sofrida em Barcelona, perdendo por 5-1, números alcançados, não obstante, apenas após prolongamento. Todavia, o conjunto catalão (onde alinhavam Luís Figo e Simão Sabrosa) viria a ser afastado logo de seguida, perdendo as meias-finais ante o Valencia.

De 2004-05 a 2008-09, apenas na temporada de 2007-08 não tivemos direito a reedição deste “clássico”.

No primeiro dessas edições da Liga dos Campeões, o Chelsea (dirigido por José Mourinho – que, logo na sua época de estreia no clube, reconquistaria, após um longo jejum de 50 anos, o título de Campeão de Inglaterra -, contando com Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Tiago) reverteria o 1-2 sofrido em Barcelona, com um 4-2 em Londres (tendo chegado a 3-0 ainda antes dos vinte minutos). A formação inglesa ultrapassaria ainda o Bayern, vindo contudo a ser batida nas meias-finais pelo Liverpool (devido a um único tento sofrido, nos 180 minutos da eliminatória).

Em 2005-06, novo reencontro, outra vez nos 1/8 de final, desta feita com o Barcelona a ir vencer a “Stamford Bridge” por 2-1, preciosa vantagem que conservou, em casa, com um empate a uma bola. Na sua caminhada triunfal para a conquista da primeira “Liga dos Campeões” (segundo título de Campeão Europeu) o Barcelona (dirigido por Frank Rijkaard) superiorizar-se-ia ainda ao Benfica (1/4 de final) e AC Milan, antes de bater, na Final no “Stade de France”, o Arsenal.

Confirmando “que não há duas sem três”, os dois clubes defrontaram-se, uma vez mais, em 2006-07, agora na fase de grupos, cabendo então ao Chelsea ganhar em casa (1-0), tendo ido empatar 2-2 a “Camp Nou”, apurando-se ambos para a fase a eliminar. O então Campeão em título, Barcelona, cairia logo nos 1/8 de final, ante o Liverpool; quanto ao Chelsea, depois de afastar o FC Porto e o Valencia, acabaria por ter a “mesma sorte”, sendo – novamente, tal como sucedera em 2004-05 – afastado nas meias-finais pelo Liverpool, desta vez no desempate da marca de grande penalidade.

Após um ano de intervalo, Barcelona e Chelsea voltaram a cruzar-se em 2008-09, nas meias-finais, com o desfecho a saldar-se por dois empates, mas a favorecer o Barcelona (na época de estreia de Pep Guardiola), que, após o nulo registado em “Camp Nou”, conseguiria, na 2.ª mão, já em período de compensação, marcar um golo em Londres (por Andrés Iniesta) que lhe proporcionaria o apuramento, numa partida marcada por uma muito “infeliz” arbitragem, extremamente contestada pelos ingleses (isto depois de o Chelsea ter deixado antes pelo caminho a Juventus e o… Liverpool). Vencendo a Final, disputada em Roma, frente ao detentor do título, Manchester United, o Barcelona sagrar-se-ia então Campeão Europeu pela terceira vez no seu historial.

A disputa das meias-finais da Liga dos Campeões teria uma reedição três anos volvidos, em 2011-12, desta vez com o Chelsea a ser mais bem sucedido, ganhando em casa por 1-0 e forçando um empate a dois golos em Barcelona, tal como fizera cinco anos (desta vez, recuperando de uma desvantagem de 0-2, em inferioridade numérica, por expulsão de Terry, com o tento decisivo, de Fernando Torres, a surgir também em tempo de compensação).

Os “blues” garantiam a presença na Final de Munique (arbitrada por Pedro Proença), na qual, mais “felizes” nas grandes penalidades, bateriam o anfitrião Bayern, assim conquistando para o Chelsea o primeiro troféu de Campeão da Europa, sob a direcção de Roberto Di Matteo (após ter substituído André Villas-Boas, no período entre os jogos da 1.ª e da 2.ª mão dos 1/8 de final).

Por fim, as duas equipas tornaram a confrontar-se nos 1/8 de final, há duas épocas (2017-18), com o Barcelona a ser, outra vez, mais forte: após a igualdade a um golo averbada em Londres, os catalães venceram por categórico 3-0 em casa. Todavia, o Barcelona veria a sua campanha findar logo de seguida, nos 1/4 de final, ao perder, de forma absolutamente imprevista, também por 3-0, em Roma (desperdiçando assim a aparentemente “confortável” vantagem de 4-1 obtida na 1.ª mão).

8 Abril, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (5) Real Madrid – AC Milan

Real Madrid AC Milan

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1955-56 TCE   1/2  Real Madrid-Milan 4-2 Milan-Real Madrid 2-1
1957-58 TCE  Final Real Madrid-Milan 3-2 (Est.Heysel,Bruxelas)
1963-64 TCE   1/4  Real Madrid-Milan 4-1 Milan-Real Madrid 2-0
1988-89 TCE   1/2  Real Madrid-Milan 1-1 Milan-Real Madrid 5-0
1989-90 TCE   1/8  Milan-Real Madrid 2-0 Real Madrid-Milan 1-0
2002-03 LCE  Grupo Milan-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Milan 3-1
2009-10 LCE  Grupo Real Madrid-Milan 2-3 Milan-Real Madrid 1-1
2010-11 LCE  Grupo Real Madrid-Milan 2-0 Milan-Real Madrid 2-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - AC Milan             15    6    3    6   24 – 25

Real Madrid e AC Milan são “apenas” os dois clubes com maior número de galardões a nível das competições europeias, ostentando nas respectivas vitrines um total acumulado de 33 troféus, conquistados em 64 anos de provas da UEFA, dos quais 20 títulos de Campeão Europeu (ocupando, também, nesse particular, os dois primeiros postos da hierarquia)!

Não surpreende, pois, o (quase) absoluto equilíbrio nas partidas que entre si disputaram (seis vitórias para cada lado e três empates), com os italianos com uma ligeiríssima vantagem de um golo no “score global”.

Por curiosidade – como que a fazer antecipar as históricas carreiras de ambos os emblemas -, encontraram-se logo na edição inaugural da Taça dos Clubes Campeões Europeus, nas meias-finais, com o Real a levar a melhor, com um triunfo por 4-2 em Madrid a não dar hipótese de recuperação ao adversário, que não foi além de um escasso 2-1 em Milão. A turma espanhola venceria, na primeira Final da prova, disputada em Paris, no Parque dos Príncipes, o Stade de Reims, por 4-3.

Apenas dois anos volvidos, na época de 1957-58, Real Madrid e AC Milan disputaram a única Final em que “coabitaram” ao longo de todo o historial das provas da UEFA, com os “merengues” a conquistarem então o seu terceiro título sucessivo de Campeões da Europa, ganhando por tangencial 3-2 (com o tento decisivo, apontado por Francisco “Paco” Gento, já no prolongamento) no Estádio do Heysel.

Tendo todos os 15 desafios entre ambos sido realizados no âmbito da principal competição europeia, cruzaram-se quatro vezes em eliminatórias, sendo que cada uma das equipas seguiu em frente em duas ocasiões.

Para além do(s) confronto(s) de estreia (em 1955-56), o Real Madrid foi mais forte, de novo, agora nos 1/4 de final da temporada de 1963-64, goleando o então Campeão Europeu em título por 4-1 no “Santiago Bernabeu”, vantagem suficiente para encaixar a desfeita por 0-2 de “San Siro”. O Real golearia ainda o Zurich (6-0), nas meias-finais (depois de ter já vencido na Suíça), vindo, todavia, a perder a Final (a sua 7.ª, na Taça dos Campeões), ante o arqui-rival do AC Milan (o Inter).

Já no final da década de 80 – e após um interregno de cerca de 25 anos nos encontros entre ambos – o “dream team” do AC Milan (dirigido por Arrigo Sacchi) superiorizou-se também por duas vezes: nas meias-finais de 1988-89, após o empate a um golo na partida da 1.ª mão, goleando por 5-0 (golos de Ancelotti, Rijkaard, Gullit, Van Basten e Donadoni) – no que constitui a maior derrota de sempre do Real (então com Leo Beenhaker no banco) nas competições europeias, apenas igualada em jogo ante o Kaiserslautern, na Taça UEFA de 1982; e, de imediato, na época de 1989-90, nos 1/8 de final, defendendo com sucesso, em Espanha (derrota por 0-1), a preciosa vantagem de 2-0 averbada em casa.

Na primeira destas temporadas, um imbatível AC Milan sagrar-se-ia, de forma categórica, Campeão Europeu – obtendo o seu terceiro título, após um “jejum” de vinte anos -, goleando, na Final de Camp Nou, o Steaua, por 4-0, com Ruud Gullit e Marco van Basten ambos a bisar.

Em 1990, depois de afastar ainda o Mechelen (1/4 de final) e o Bayern (em ambos os casos, apenas após prolongamento), o AC Milan bisaria tal sucesso, conquistando o quarto troféu na prova, mercê de um tangencial triunfo face ao Benfica, por via de um solitário golo, apontado por Frank Rijkaard.

No século XXI, agora sob a égide da Liga dos Campeões, espanhóis e italianos cruzaram-se noutras três oportunidades, sempre integrando o mesmo grupo de qualificação, também aqui sob o signo do equilíbrio: duas vitórias para cada e duas igualdades.

Em 2002-03, já na segunda fase de grupos, cada equipa venceu o desafio realizado no respectivo terreno (1-0 em Milão, com uma fantástica assistência de Rui Costa para o golo de Shevchenko; e 3-1 em Madrid), avançando ambas na prova. O então Campeão em título, Real Madrid, suplantaria, de seguida, o Manchester United (nos 1/4 de final), antes de ver o seu percurso interrompido pela Juventus; quando ao AC Milan, depois de eliminar o Ajax e o rival Inter, alcançaria o seu sexto título de Campeão Europeu, ganhando na Final, em Old Trafford, à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade.

Na temporada de 2009-10, os “rossoneri” foram vencer ao “Santiago Bernabeu” (3-2), empatando depois, no seu estádio, a uma bola. Os dois conjuntos voltaram a averbar as duas primeiras posições do respectivo grupo, mas não iriam muito mais além: o AC Milan, goleado pelo Manchester United por 4-0 (score agregado de 7-2) e o Real Madrid, batido pelo Olympique de Lyon, quedavam-se ambos pelos 1/8 de final.

Por fim, na(s) última(s) vez(es) em que se confrontaram até à data, logo no ano seguinte (2010-11), outra igualdade (arrancada “a ferros”) em Itália, desta feita 2-2, tendo o Real (orientado por José Mourinho, e com Pepe, Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo no “onze”) vencido no seu reduto, por 2-0. Pela terceira vez em outras tantas ocasiões, ambos os clubes obtinham a qualificação para a fase a eliminar.

O AC Milan seria afastado logo nos 1/8 de final, pelo Tottenham; por seu lado, o Real começaria por se desforrar do Olympique de Lyon, tendo, por coincidência, afastado de seguida o Tottenham (ganhando os dois jogos, goleando por 4-0 em casa), antes de vir a cair, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão, Barcelona (0-2 no “Santiago Bernabeu” e 1-1 em “Camp Nou”).

18 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (6) Real Madrid – Inter

Real Madrid Internazionale

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1963-64 TCE  Final Inter-Real Madrid 3-1 (Est. Prater, Viena)
1965-66 TCE   1/2  Real Madrid-Inter 1-0 Inter-Real Madrid 1-1
1966-67 TCE   1/4  Inter-Real Madrid 1-0 Real Madrid-Inter 0-2
1980-81 TCE   1/2  Real Madrid-Inter 2-0 Inter-Real Madrid 1-0
1982-83 TVT   1/4  Inter-Real Madrid 1-1 Real Madrid-Inter 2-1
1984-85 UEFA  1/2  Inter-Real Madrid 2-0 Real Madrid-Inter 3-0
1985-86 UEFA  1/2  Inter-Real Madrid 3-1 Real Madrid-Inter 5-1
1998-99 LCE  Grupo Real Madrid-Inter 2-0 Inter-Real Madrid 3-1

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Internazionale       15    6    2    7   20 – 19

Sem se defrontarem já há mais de vinte anos, Real Madrid e Inter pontuam um dos duelos mais empolgantes do historial das competições europeias, com uma Final e quatro meias-finais (para além de outros dois embates, nos 1/4 de final) entre estes dois emblemas, com tendência indefinida, pese embora a ligeiríssima vantagem italiana em número de vitórias.

Tendo começado por se sagrar Campeão Europeu em 1963-64batendo o Real Madrid, em Viena, por 3-1 (com bis de Sandro Mazzola) -, o Inter (então orientado por Helenio Herrera) viria, contudo, a ser afastado em todas as quatro meias-finais disputadas (as duas últimas, em 1985 e 1986, após notáveis “remontadas” do Real), apenas tendo superado uma das seis eliminatórias em que se cruzou com este adversário (na já distante temporada de 1966-67).

Em 1966, perante o então bi-Campeão da Europa (o Inter revalidara o título, em 1964-65, em casa, frente ao Benfica), o Real Madrid averbava – mercê de uma tangencial vitória caseira (1-0) e de uma igualdade a um golo em Milão – a sua oitava presença na Final da Taça dos Campeões Europeus (em onze edições da prova), para conquistar pela sexta vez o troféu, ao ganhar ao Partizan de Belgrado por 2-1.

No ano seguinte, o Inter (ainda com o “feiticeiro” Herrera “ao leme”) seria mais efectivo, triunfando nos jogos das duas mãos dos 1/4 de final, confirmando o 1-0 registado em casa com uma mais afirmativa vitória em Madrid, por 2-0. Acabaria, porém, por perder a Final da edição de 1966-67 da Taça dos Campeões Europeus, disputada no Estádio Nacional, em Lisboa, ante o Celtic.

Já na década de 80, logo na temporada de 1980-81, o Real Madrid (em cujo “onze” alinhavam Camacho e Del Bosque) como que “devolveria” o 2-0 com que fora batido em 1967, o suficiente para acomodar o efeito da derrota por 1-0 em Milão, proporcionando-lhe – após um interregno de 15 anos – regressar à Final da principal competição europeia de clubes, a qual, contudo, viria a perder, no Parque dos Príncipes, em Paris, ante o Liverpool.

Dois anos volvidos, Inter e Real Madrid voltavam a “medir forças”, desta vez na Taça dos Vencedores das Taças (1/4 de final), com os espanhóis quase a replicar o desfecho da eliminatória de 1966, empatando outra vez em Milão (1-1), ganhando em Madrid, na 2.ª mão, por tangencial 2-1. O Real afastaria de seguida (nas meias-finais) o Austria de Viena, tendo marcado presença na Final, em Gotemburgo, acabando, porém, por ser novamente desfeiteado, agora pelo sensacional Aberdeen, de Alex Ferguson.

Outros dois anos decorridos e espanhóis e italianos tornavam a cruzar-se, agora nas meias-finais da Taça UEFA da época de 1984-85, com o Real Madrid (tendo então por núcleo a “Quinta del Buitre”, com Butragueño, Martín Vázquez, Míchel ou Sanchís), depois de ter perdido em Milão por 2-0, a obter um convincente triunfo por 3-0 na 2.ª mão, o que lhe conferiu direito a mais uma Final, a qual os “merengues” – ganhando igualmente por categórico 3-0 na Hungria (golos de Michel, Santillana e Valdano), ante o Videoton – logo deixaram definida a seu favor (permitindo-se inclusivamente perder a 2.ª mão, no “Santiago Bernabeu”, por 0-1), conquistando o primeiro troféu nessa competição. Já antes, nos 1/8 de final, o Real Madrid invertera um 0-3 face ao Anderlecht com uma fantástica goleada por 6-1 em Madrid…

Culminando uma fase de frequentes embates, Real Madrid e Inter voltariam a encontrar-se logo na temporada imediata, de 1985-86, outra vez nas meias-finais da Taça UEFA. De facto, no decurso de um período de cinco anos, entre 1981 e 1986, defrontaram-se por oito vezes, em quatro eliminatórias.

Os “nerazzurri” venceriam, outra vez, a partida da 1.ª mão (por 3-1), desvantagem a que o Real daria, de novo, cabal resposta, goleando por 5-1… após prolongamento (com Hugo Sánchez e Santillana ambos a bisar no marcador). Uma recuperação que se seguia a uma outra fabulosa “remontada” do Real Madrid, também nos 1/8 de final, anulando uma desvantagem de 1-5 perante o Borussia Mönchengladbach, mercê de um impressionante 4-0 em Madrid.

Por curiosidade, tal como sucedera no ano anterior, a formação espanhola repetiria aquele mesmo “placard” (5-1) na 1.ª mão da Final, frente ao Köln, pelo que a vitória (2-0) dos alemães, em desafio disputado em Berlim, mais não seria que o atenuar da expressão do triunfo do Real Madrid, bisando assim a conquista da Taça UEFA, em dois anos consecutivos.

A última vez que Inter e Real se reencontraram foi já em 1998 – poucos meses depois de o emblema espanhol ter conquistado a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela sétima vez -, integrando o mesmo grupo da “Champions”, tendo cada clube vencido o jogo disputado no respectivo reduto: 2-0 em Madrid; 3-1 em Milão.

Ambas as equipas seguiriam em frente (o Real como um dos dois melhores segundos classificados de entre os seis grupos), vindo, todavia, a quedar-se logo na primeira ronda a eliminar (1/4 de final): os “merengues”, batidos pelo Dínamo de Kiev; o Inter, suplantado pelo Manchester United (que acabaria por vencer a épica final de Camp Nou,  em Maio de 1999, ante o Bayern).

17 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (7) Real Madrid – Ajax

Real Madrid Ajax

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1967-68 TCE  1ª El.Ajax-Real Madrid 1-1   Real Madrid-Ajax 2-1
1972-73 TCE   1/2  Ajax-Real Madrid 2-1   Real Madrid-Ajax 0-1
1995-96 LCE  Grupo Ajax-Real Madrid 1-0   Real Madrid-Ajax 0-2
2010-11 LCE  Grupo Real Madrid-Ajax 2-0   Ajax-Real Madrid 0-4
2011-12 LCE  Grupo Real Madrid-Ajax 3-0   Ajax-Real Madrid 0-3
2012-13 LCE  Grupo Ajax-Real Madrid 1-4   Real Madrid-Ajax 4-1
2018-19 LCE   1/8  Ajax-Real Madrid 1-2   Real Madrid-Ajax 1-4

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Ajax                 14    8    1    5   27 – 15

Num confronto entre dois verdadeiros “clássicos” do futebol europeu, a memória mais presente será a da última temporada, com o Ajax a golear categoricamente (4-1), na 2.ª mão dos 1/8 de final da “Liga dos Campeões”, em pleno Estádio Santiago Bernabéu, assim colocando termo ao reinado de três anos do Real Madrid, com um fantástico ciclo de outros tantos troféus consecutivos conquistados na mais importante prova de clubes da Europa.

Mas, de facto, não é de agora a capacidade do Ajax de surpreender em Madrid, onde vencera já noutras duas ocasiões, em 1973 e em 1995. Aliás, o Real não conseguiu ainda ser completamente “feliz” em nenhuma das sete épocas em que encontrou este adversário.

A primeira vez que os caminhos de ambos os clubes se cruzaram – então com dois lendários treinadores nos respectivos bancos (Miguel Muñoz e Rinus Michels) – data já de há mais de 50 anos, na época de 1967-68, na 1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, com a Real Madrid a seguir em frente, depois de empatar em Amesterdão, ganhando em casa por 2-1, apenas no prolongamento tendo conseguido desfazer a igualdade na eliminatória.

Os merengues – que, dois anos antes, tinham conquistado o sexto troféu na competição – afastariam ainda, de seguida, o Hvidovre (1/8 de final) e o Sparta de Praga, antes de caírem, nas meias-finais, aos pés do futuro Campeão Europeu, Manchester United. Quando ao Ajax, em que despontava Cruijff, ensaiava ainda os primeiros passos numa trajectória europeia que conduziria a quatro finais da prova nas cinco temporadas seguintes, com três títulos sucessivos conquistados.

Por curiosidade, o Real Madrid viria também a fazer parte desse percurso, precisamente no ano da conquista do terceiro troféu pelos holandeses (1972-73), tendo sido ultrapassado nas meias-finais, com duas vitórias do Ajax (liderado por Ștefan Kovács), por 2-1 em casa e por 1-0 em Madrid, com “os filhos de Deus” (Cruijff, Neeskens, Mühren ou Krol, entre outros, que estiveram na base da sensacional selecção da “laranja mecânica” de 1974) a ganharem, na Final de Belgrado, à Juventus, também mercê de um solitário golo, apontado por Johnny Rep.

Na sequência da já antes referida eliminatória da época passada, o Ajax voltaria a surpreender, indo ganhar também a Turim, frente à… Juventus (2-1), antes de acabar por ver o seu sonho ser abruptamente interrompido, nas meias-finais, pelo Tottenham, com um desaire caseiro, devido a um golo sofrido aos 96 minutos (depois de ter ido igualmente vencer a Londres, por 1-0)!

Ajax e Real Madrid integraram o mesmo grupo da “Liga dos Campeões” em quatro ocasiões: em 1995, e, depois, de forma sucessiva, em 2010, 2011 e 2012.

Na primeira dessas vezes, o grupo holandês (orientado por Louis van Gaal, com Kluivert, Seedorf, os gémeos De Boer, Davids, Litmanen ou Overmars) – então novamente detentor do título de Campeão da Europa, conquistado em Viena, ante o AC Milan (numa “desforra” da Final de 1969) – faria quase uma campanha “perfeita”, cedendo apenas um empate, tendo vencido ambos os desafios face ao Real Madrid: 1-0 em casa e 2-0 em Madrid, completando assim uma série de quatro triunfos em quatro jogos frente a este rival.

Os dois clubes avançariam para a fase a eliminar, com os espanhóis a ficar-se logo nessa primeira ronda (1/4 de final), batidos pela Juventus. Quando ao Ajax, começaria por eliminar o Borussia Dortmund, ganhando igualmente as duas partidas – completando então uma fantástica série (ainda hoje “record”, em termos de épocas sucessivas) de 21 jogos consecutivos de invencibilidade em competições europeias (incluindo a Supertaça) -, afastando de seguida o Panathinaikos, vindo, porém, a perder a Final de Roma, igualmente face à Juventus, no desempate da marca de grande penalidade, após empate a um golo.

Correram menos bem para os holandeses as “experiências” de 2010 a 2012 – coincidindo com as três épocas de José Mourinho ao comando técnico do Real Madrid -, com o emblema espanhol a sair vencedor de todos os seis encontros disputados, quase sempre com goleadas: 4-0, 3-0 e 4-1 em Amesterdão; 3-0 e 4-1 em Madrid (o resultado menos desequilibrado foi o 2-0 de Madrid, em 2010) – o que acabaria por resultar na eliminação do Ajax, em todas essas três temporadas, ainda na fase de grupos.

Na época de 2010-11, após golear por 4-0 em Amesterdão, o Real Madrid superaria o Lyon (1/8 de final) e Tottenham, antes de ser batido nas meias-finais pelo Barcelona, de Pep Guardiola (com um 0-2 no Santiago Bernabéu e empate em Camp Nou).

Na temporada seguinte, após um duplo 3-0 ante o Ajax – e uma rota 100% vitoriosa na fase de grupos -, o Real transporia, sem dificuldade, as duas primeiras rondas a eliminar, afastando CSKA de Moscovo e APOEL, quedando-se, outra vez, pelas meias-finais, perdendo no desempate da marca de grande penalidade ante o Bayern (de Heynckes), com Cristiano Ronaldo, Kaká e Sergio Ramos perdulários.

Por fim, em 2012-13 (num grupo fortíssimo, com Borussia Dortmund e Manchester City), outras duas vitórias do Real Madrid, desta feita por duplo 4-1 (com um “hat-trick” de Cristiano Ronaldo em Amesterdão), repetindo-se a história: os merengues ultrapassariam, nas duas eliminatórias iniciais, o Manchester United e o Galatasaray, vindo a baquear, pela terceira vez consecutiva, nas meias-finais (depois de uma incrível série de seis eliminações nos 1/8 de final, entre 2005 e 2010), no reencontro com o Borussia Dortmund, em função da goleada (1-4) sofrida na Alemanha (a tal partida do “poker” de Lewandowski), de nada valendo o 2-0 de Madrid.

11 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (8) Real Madrid – Borussia Dortmund

Real Madrid Borussia Dortmund

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1997-98 LCE   1/2  R.Madrid-B.Dortm. 2-0 B.Dortm.-R.Madrid 0-0
2002-03 LCE  Grupo R.Madrid-B.Dortm. 2-1 B.Dortm.-R.Madrid 1-1
2012-13 LCE  Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-2
2012-13 LCE   1/2  B.Dortm.-R.Madrid 4-1 R.Madrid-B.Dortm. 2-0
2013-14 LCE   1/4  R.Madrid-B.Dortm. 3-0 B.Dortm.-R.Madrid 2-0
2016-17 LCE  Grupo B.Dortm.-R.Madrid 2-2 R.Madrid-B.Dortm. 2-2
2017-18 LCE  Grupo B.Dortm.-R.Madrid 1-3 R.Madrid-B.Dortm. 3-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Real Madrid - Borussia Dortmund    14    6    5    3   24 – 19

Real Madrid e Borussia Dortmund apenas há pouco mais de vinte anos se cruzaram pela primeira vez nas competições europeias, tendo todos os 14 jogos que disputaram sido realizados já no âmbito da Liga dos Campeões.

Tal como registado entre Barcelona e Celtic, também neste caso os dois clubes se cruzaram em eliminatórias por três ocasiões (duas delas nas meias-finais), tendo integrado o mesmo grupo da Liga dos Campeões em quatro temporadas, com a particularidade de se terem defrontado por quatro vezes na época de 2012-13.

O balanço global é claramente favorável ao Real Madrid (seis vitórias a três), tendo, paralelamente, ganho duas das três eliminatórias entre ambos.

Em 1997-98, a meia-final ante o então Campeão Europeu em título, B. Dortmund, foi o passaporte do Real – ganhando 2-0 em casa (com uma história caricata pelo meio) e empatando na Alemanha – para a Final de Amesterdão, na qual (batendo a Juventus por 1-0) conquistaria (então sob o comando técnico de Jupp Heynckes, contando com nomes como os de Roberto Carlos, Seedorf e Morientes) a sua primeira “Liga dos Campeões”, sagrando-se Campeão Europeu pela 7.ª vez, assim colocando, enfim, termo a um prolongado jejum, que perdurava há 32 anos.

Na temporada de 2012-13 – já depois de se terem cruzado na fase de Grupos, com triunfo caseiro do Borussia e empate em Madrid, tendo seguido ambos os clubes em frente, para a fase a eliminar -, a formação de Dortmund impôs-se nas meias-finais, após uma goleada por 4-1 no Westfalenstadion, assinalada com um magnífico “poker” de Robert Lewandowski, com Jürgen Klopp a bater José Mourinho e… Cristiano Ronaldo (autor do “tento de honra” dos merengues). O emblema germânico viria, contudo, a perder a Final, no Estádio de Wembely, ante a também equipa alemã do Bayern.

O Real Madrid (agora liderado por Carlo Ancelotti, com Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo na equipa) voltaria a ter sucesso após eliminar o B. Dortmund, em 2013-14 (vitória por 3-0 em casa, tendo sofrido em Dortmund, onde perdeu 0-2, com Iker Casillas a “salvar” a eliminatória) – desforrando-se assim da desfeita da edição precedente -, numa época em que tornou a afastar nas meias-finais o então detentor do título, neste caso o Bayern, com um categórico 4-0 em Munique, antes de conquistar a “10.ª”, na Final de Lisboa (Estádio da Luz), batendo o At. Madrid por 4-1 (depois de ter chegado ao empate já em tempo de compensação, marcando mais três golos no prolongamento).

Antes, em 2002-03, Real e Borussia tinham-se encontrado na segunda fase de Grupos, com uma vitória dos espanhóis (2-1) e uma igualdade (1-1), o que ditaria o apuramento do conjunto de Madrid, em detrimento do de Dortmund (3.º classificado, num grupo vencido pelo AC Milan). O Real Madrid afastaria, nos 1/4 de final, o Manchester United, vindo, todavia, interrompida a sua campanha nas meias-finais, eliminado pela Juventus.

Em anos mais recentes, registam-se dois empates a duas bolas, em 2016-17, e duas vitórias do Real Madrid, na edição imediata da “Champions”.

Na primeira destas duas temporadas, o Borussia Dortmund afastaria o Benfica (1/8 de final), antes de ser eliminado pelo Monaco, tendo, surpreendentemente, perdido os jogos das duas mãos. Por seu lado, o Real Madrid daria seguimento a mais uma campanha de êxito, coroada com a conquista do seu 12.º título de Campeão Europeu, tendo suplantado, sucessivamente: Napoli (dois triunfos, nos 1/8 de final), Bayern (ganhando também os dois desafios, o segundo após prolongamento) e At. Madrid (batido por 3-0 no “Santiago Bernabéu”), goleando a Juventus, na Final de Cardiff, por convicente marca de 4-1.

Em 2017-18, os dois desaires sofridos pela turma alemã custar-lhe-iam a eliminação na fase de Grupos (3.º lugar, num grupo vencido pelo Tottenham). O Real Madrid voltaria a ter um percurso triunfal, que lhe proporcionaria sagrar-se vencedor da “Liga dos Campeões” pela 7.ª vez (passando a somar um fantástico total de 13 títulos de Campeão Europeu!), tendo afastado o Paris Saint-Germain (2 vitórias nos 1/8 de final), a Juventus (com um 3-0 em Turim, com um assombroso golo de Cristiano Ronaldo, tendo sofrido em Madrid, onde somente ao 98.º minuto, conseguiu desempatar a eliminatória, outra vez por Cristiano) e o Bayern (ganhando em Munique e empatando em casa), culminando na vitória na Final, em Kiev, ante o Liverpool (3-1), no jogo de despedida do português do clube branco, assim como do treinador Zinédine Zidane (entretanto já regressado), ambos também aureolados com a conquista de três títulos europeus consecutivos.

10 Março, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (9) Barcelona – Celtic

Barcelona Celtic

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1964-65 TCF  2ª El.Barcelona-Celtic 3-1   Celtic-Barcelona 0-0
2003-04 UEFA  1/8  Celtic-Barcelona 1-0   Barcelona-Celtic 0-0
2004-05 LCE  Grupo Celtic-Barcelona 1-3   Barcelona-Celtic 1-1
2007-08 LCE   1/8  Celtic-Barcelona 2-3   Barcelona-Celtic 1-0
2012-13 LCE  Grupo Barcelona-Celtic 2-1   Celtic-Barcelona 2-1
2013-14 LCE  Grupo Celtic-Barcelona 0-1   Barcelona-Celtic 6-1
2016-17 LCE  Grupo Barcelona-Celtic 7-0   Celtic-Barcelona 0-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Barcelona - Celtic                 14    9    3    2   30 – 10

Pese embora não tenha, hoje por hoje, um estatuto de “grande” do futebol europeu, a verdade é que o Celtic é o terceiro clube da Europa com mais títulos conquistados (apenas superado pelo eterno rival, Rangers, e pelo Linfield), contando 50 títulos de Campeão da Escócia, tendo aliás em curso uma notável série de oito campeonatos nacionais ganhos consecutivamente, desde o ano de 2011.

E, para o efeito, mais importante, é um muito assíduo participante em competições europeias (55 temporadas, nas 65 edições em disputa até à data – tendo-se inclusivamente sagrado Campeão Europeu em 1967, na Final disputada em Lisboa, no Estádio Nacional, para além de ter sido vice-campeão em 1970), o que justifica a frequência deste embate, em particular, com o Barcelona.

Com alguma naturalidade, assinala-se uma clara supremacia catalã (nove vitórias, face a apenas dois triunfos dos escoceses), ainda mais vincada a nível da expressão do score global agregado (30-10), função nomeadamente das robustas goleadas sofridas pelos “católicos” nas suas duas últimas visitas a Camp Nou.

Espanhóis e escoceses defrontaram-se em eliminatórias por três ocasiões, tendo uma delas sido favorável ao Celtic, em 2003-04.

O início desta história remonta a 1964-65, ainda na Taça das Cidades com Feiras, competição precursora da Taça UEFA, com o Barcelona (que começara por eliminar a Fiorentina) a sair vencedor da 2.ª eliminatória, afastando assim o Celtic, que, por curiosidade, superara o Leixões na ronda inicial. Contudo, os catalães – já vencedores da competição em 1958 e 1960 e finalistas em 1962 – não iriam longe, sendo afastados logo na eliminatória seguinte (por “moeda ao ar”!), após três empates com o Racing de Strasbourg.

Após um longo interregno de quase quatro décadas, surgiria então a oportunidade – na Taça UEFA de 2003-04 – para o tal “brilharete” da turma de Glasgow (finalista da edição anterior da prova, batido pelo FC Porto em Sevilha, dirigido por Martin O’Neill), afastando o Barcelona (treinado por Frank Rijkaard e onde alinhava então Javier Saviola) nos 1/8 de final, mercê de um tangencial triunfo em casa (golo de Alan Thompson), seguido por um nulo em Camp Nou, com o jovem guardião David Marshall a ser o “herói” do jogo. Todavia, os escoceses não conseguiriam repetir a caminhada da época precedente, vindo a ser eliminados, nos 1/4 de final, pelo Villarreal.

Já na Liga dos Campeões, em 2007-08, igualmente nos 1/8 de final, o Barcelona (ainda sob o comando de Rijkaard) venceu os desafios das duas mãos ante o Celtic (que, na fase de grupos, afastara o Benfica), em ambos os casos por desfecho tangencial: 3-2 em Parkhead e 1-0 em casa. Os “blaugrana” superariam ainda o Schalke 04 (que eliminara o FC Porto), vindo a perder as meias-finais, ante o futuro Campeão Europeu, Manchester United.

Têm sido mais frequentes – em especial na última meia dúzia de anos – os encontros entre os dois clubes em fases de grupos da Liga dos Campeões, com o Celtic a conseguir “equilibrar as contas” numa única ocasião, na temporada de 2012-13.

Começando por 2004-05, Barcelona e Celtic reencontravam-se, depois da eliminatória da época anterior, com os escoceses a repetir o empate em Camp Nou, mas, desta vez, tendo sido desfeiteados no seu próprio reduto logo na ronda inaugural, terminando no último lugar do grupo. Quanto ao Barcelona, seguiu para os 1/8 de final, eliminatória que viria a perder ante o Chelsea (de José Mourinho, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Tiago).

Em 2012-13, cada um dos emblemas venceu a respectiva partida em casa, por 2-1 (numa noite inesquecível para os escoceses, uma magnífica prenda de 125.º aniversário), surpreendente desfecho que, conjugado com os resultados das restantes jornadas, possibilitou a ambas as equipas o apuramento para a fase a eliminar, em detrimento do… Benfica (3.º classificado no grupo). O Celtic seria afastado logo de seguida, com duas derrotas (0-3 e 0-2) ante a Juventus. Por seu lado, o Barcelona ultrapassaria o AC Milan e o Paris Saint-Germain, vindo a ter a sua carreira interrompida nas meias-finais, outra vez pelo futuro Campeão Europeu, Bayern (com dois pesados desaires, 0-4 e 0-3, num terrífico “score” global de 0-7, o pior de sempre dos catalães em toda a sua história nas competições europeias).

Na época seguinte, com o Barcelona a ganhar ambos os desafios, o jogo da 2.ª volta ficaria assinalado pela primeira goleada (6-1, com hat-trick de Neymar), tendo o Celtic sido, outra vez, 4.º classificado no grupo. O emblema da Catalunha afastaria de seguida o Manchester City, vindo a ser eliminado nos 1/4 de final pelo At. Madrid.

Por fim, na temporada de 2016-17, com outros dois triunfos dos espanhóis, o Barcelona ampliou ainda a expressão da goleada, desta feita para 7-0 (agora com hat-trick de Messi e bis de Suárez) com o Celtic a repetir a última posição no grupo. A turma catalã conseguiria ainda uma fantástica “remontada”, goleando também o Paris Saint-Germain por 6-1 (depois do 0-4 sofrido em Paris), antes de ser afastada, nos 1/4 de final, pela Juventus.

26 Fevereiro, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (10) Juventus – Manchester United

Juventus Manchester_United

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1976-77 UEFA  1/16 M.United-Juventus 1-0 Juventus-M.United 3-0
1983-84 TVT   1/2  M.United-Juventus 1-1 Juventus-M.United 2-1
1996-97 TCE  Grupo Juventus-M.United 1-0 M.United-Juventus 0-1
1997-98 LCE  Grupo M.United-Juventus 3-2 Juventus-M.United 1-0
1998-99 LCE   1/2  M.United-Juventus 1-1 Juventus-M.United 2-3
2002-03 LCE  Grupo M.United-Juventus 2-1 Juventus-M.United 0-3
2018-19 LCE  Grupo M.United-Juventus 0-1 Juventus-M.United 1-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Juventus - Manchester United       14    6    2    6   17 – 17

O confronto entre Juventus e Manchester United tem-se pautado, em termos históricos, por um absoluto equilíbrio a nível de balanço global, com seis triunfos para cada lado, e, inclusivamente, igualdade em golos marcados e sofridos!

Curiosamente, metade das vitórias do Manchester United foram obtidas nas suas três últimas deslocações a Turim, tendo, por seu lado, a Juventus vencido por duas vezes (e empatado noutras duas ocasiões) em Manchester.

Não obstante estes dois clubes nunca se tenham encontrado numa Final de uma competição europeia, cruzaram-se em três eliminatórias (duas delas, nas meias-finais) e, por quatro ocasiões, integrando o mesmo grupo da Liga dos Campeões.

Em 1976-77, disputando a Taça UEFA – por curiosisidade, depois de, na 1.ª eliminatória, o Manchester United ter afastado o Ajax, enquanto a Juventus eliminava o Manchester City – a turma de Turim teria de voltar a Manchester logo na 2.ª ronda da prova: a derrota sofrida (0-1) seria cabalmente revertida na 2.ª mão, com um categórico 3-0. Nessa temporada, a Juventus (em cujo comando se estreava Giovanni Trappatoni) superaria ainda o Shakhtar Donetsk, o Magdeburg e o AEK de Atenas, antes de bater, na Final a duas mãos, o Athletic de Bilbao, sagrando-se vencedora da competição, um título que reconquistaria por outras duas vezes (em 1990 e 1993).

Sete épocas mais tarde (1983-84), Juventus e Manchester United voltariam a encontrar-se, agora na Taça dos Vencedores de Taças, nas meias-finais, com a turma italiana a superiorizar-se novamente, empatando em Manchester e ganhando em Turim, apurando-se assim para a Final de Basileia, uma página que fica também marcada na história do futebol português, dado que foi disputada ante o FC Porto. Ganhando por tangencial 2-1, a Juventus (ainda sob a batuta de Trappatoni) conquistaria então o seu único troféu nesta prova.

A última vez que os caminhos de italianos e ingleses se cruzaram em eliminatórias, também nas meias-finais, mas da Liga dos Campeões, foi em 1998-99 – no que constituía já a terceira época consecutiva de embates entre ambos, numa espécie de grande rivalidade inaugural na era da Liga dos Campeões -, tendo a sorte sorrido, desta feita, a o Manchester United, a rectificar o empate consentido em Old Trafford com um triunfo (3-2) no terreno do adversário, ganhando assim o direito a disputar a Final, realizada em Barcelona, ante o Bayern, a qual culminaria na épica reviravolta (com os dois golos marcados em período de compensação) que proporcionou então aos “Red Devils” sagrarem-se Campeões Europeus pela segunda vez no seu historial (depois da estreia, em 1968, ante o Benfica).

Na segunda mão dessas meias-finais, disputada em Turim, o Manchester perdia por 2-0 à passagem dos dez minutos iniciais (dois golos de Filippo Inzaghi em apenas cinco minutos), quando uma fantástica exibição de Roy Keane conduziu os ingleses a uma sensacional reviravolta no marcador.

De facto, os dois emblemas haviam-se defrontado já, nas duas temporadas precedentes, na fase de grupos, com duas vitórias da Juventus em 1996-97 e um triunfo para cada lado em 1997-98. Sobre o primeiro desses embates, em que se destacaram Alessandro Del Piero ou Zinedine Zidane, diria Gary Neville: «Big names, big players, in every respect. We lost 1-0 to them in Turin, but it could have been 10-0. It was the biggest battering I’ve ever had on a football pitch».

Em ambos os casos seguiriam em frente na competição, vindo as duas equipas a ser desfeiteadas pelo Borussia Dortmund, na sua gloriosa campanha de 1996-97 (o United nas meias-finais; a Juventus, perdendo a Final); em 1997-98, os ingleses quedar-se-iam pelos 1/4 de final, eliminados pelo Monaco, após dois empates, enquanto a Juventus repetiria a presença (e a derrota) na Final, desta vez batida pelo Real Madrid, de regresso aos títulos (Campeão Europeu pela 7.ª vez) após um longo interregno de 32 anos…

No intervalo de apenas seis anos, Juventus e Manchester United defrontaram-se por oito vezes, as últimas, de novo na fase de grupos, em 2002-03, com o grupo inglês a triunfar nas duas partidas, impondo um 3-0 em Turim (com Ryan Giggs a bisar, ainda na primeira metade). Tal como nas outras ocasiões, independentemente dos desfechos dos confrontos directos, os dois clubes avançaram para a fase a eliminar, vindo ambos a cruzar-se com… o Real Madrid: a turma inglesa ficaria, outra vez, pelos 1/4 de final, conseguindo a “Vecchia Signora” superar os merengues nas meias-finais, antes de perder a sua 5.ª final da Taça/Liga dos Campeões, no desempate da marca de grande penalidade, frente ao AC Milan.

Os mais recentes embates entre estes dois “gigantes” do futebol europeu – após uma demorado “desencontro” de 16 anos – datam da época passada, outra vez integrando o mesmo grupo (com José Mourinho a reencontrar Cristiano Ronaldo, embora em lados opostos, no regresso do jogador a Old Trafford), com a particularidade de, nos dois jogos, os visitantes terem imposto uma derrota aos visitados.

Uma vez mais, Juventus e Manchester United superiorizaram-se à concorrência, ocupando os dois primeiros lugares do respectivo grupo. Os ingleses, depois de uma fantástica reviravolta, ganhando (3-1) em Paris, ao Paris St–Germain, nos 1/8 de final (após o desaire sofrido em casa, por 0-2), seriam liminarmente afastados pelo Barcelona (com duas derrotas) na eliminatória seguinte; quanto à formação de Turim, depois de eliminar o At. Madrid, terminaria também a sua participação pelos 1/4 de final, suplantado pelo sensacional Ajax.

Por curiosidade – à excepção da primeira e da última temporada -, Alex Ferguson liderou o Manchester United em dez dos desafios disputados contra a Juventus, primeiro de Giovanni Trappatoni (de 1976 a 1986), depois de Marcello Lippi (de 1994 a 1999 e, de novo, de 2001 a 2004).

25 Fevereiro, 2020 at 7:00 pm Deixe um comentário

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