Posts filed under ‘Tomar’

O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 22.09.2022)

Duas igualdades e quatro triunfos tangenciais deram a primeira nota do equilíbrio que se antecipa para esta temporada, a nível do Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém. Assinala-se, na estreia, o desempenho positivo dos emblemas recém-promovidos ao principal escalão, com duas vitórias (uma delas a única obtida extra-muros) e um empate.

Destaques – Os primeiros destaques da temporada, nesta ronda inaugural, vão para os triunfos de U. Tomar e Fazendense (2.º e 3.º classificados no campeonato findo), face a adversários de poderio comparável, respectivamente, Abrantes e Benfica (pese embora o 9.º posto em 2021-22) e Mação (5.º), também eles candidatos aos lugares cimeiros da prova.

Começando pelo Fazendense, um golo madrugador, logo ao 2.º minuto, foi quanto bastou para garantir a vitória, perante a incapacidade de ripostar dos maçaenses. Tal como na época passada, o grupo das Fazendas entra na competição com o “pé direito”, mostrando “ao que vem”.

Quanto ao U. Tomar, afigura-se que o resultado terá sido melhor do que a exibição. Os tomarenses procuraram assumir a iniciativa, mas os abrantinos, bastante consistentes, repartiram o jogo.

A turma unionista chegaria à vantagem mesmo a findar o primeiro tempo, mas, na etapa complementar, os visitantes controlaram, justificando o tento do empate, alcançado logo nos minutos iniciais, por João Marchão (jogador que fizera a segunda metade da temporada anterior em Tomar), tendo, adicionalmente, ameaçado marcar de novo, com a bola a embater nos ferros.

Só já, de novo, na parte final, beneficiando então de melhor condição física, os locais chegariam ao golo da vitória (2-1), num desafio em que, ao contrário do sucedido na semana anterior, tiveram bom nível de eficácia. Quanto ao Abrantes e Benfica promete ser competidor à altura.

Realce ainda para o Entroncamento AC, especialmente pela veia goleadora demonstrada, ganhando, neste seu regresso à I Divisão Distrital, por 4-2, na recepção ao Torres Novas – depois de, num único minuto, ter chegado a vantagem de 2-0, vindo a consentir o restabelecer da igualdade, para, no último quarto de hora, repor a diferença de dois tentos a seu favor –, assumindo, por isso, e para já, a condição de (inesperado) líder.

Surpresas – As surpresas desta jornada inicial terão sido, em primeiro lugar, a vitória (2-1) averbada pelo Águias de Alpiarça (outro recém-promovido, comandado por Jorge Peralta), no terreno do Benavente; e, por outro lado, o empate (1-1) caseiro cedido pelo At. Ouriense face ao Salvaterrense – isto, pese embora se trate de dois clubes que terminaram o campeonato anterior igualados pontualmente, respectivamente no 11.º e 12.º lugares da tabela final.

Confirmações – O Amiense – com o reforço de alguns elementos que, recentemente, se sagraram Campeões Distritais em Rio Maior – confirmou o favoritismo de que era creditado, face à jovem formação do Cartaxo, ganhando por 3-1, repartindo, pois, a liderança com o Entroncamento. O grupo de Amiais de Baixo passou ainda por um pequeno “susto”, quanto, a abrir o segundo tempo, os cartaxeiros empataram a contenda, não tendo, contudo, conseguido suster a ofensiva contrária.

Também o muito reforçado Ferreira do Zêzere saiu vencedor ante o Alcanenense, pese embora mercê de um solitário golo, obtido também logo no recomeço (um remate potente e colocado, desferido à entrada da área), depois do nulo registado ao intervalo. Os ferreirenses, que se apresentam com forte ambição nesta temporada, desperdiçaram ainda ocasião soberana, não tendo convertido uma grande penalidade de que beneficiaram.

Por fim, o Fátima (clube regressado à divisão principal, depois de se ter visto forçado a recomeçar a competição pelo escalão secundário, de que conquistou o título de Campeão na última época), contando também com reforços angariados junto do Campeão Distrital da Associação de Futebol de Leiria (União da Serra) e o Samora Correia (notável 4.º classificado em 2021-22) neutralizaram-se, não tendo conseguido desfazer o nulo, repartindo, portanto, os pontos.

Campeonato de Portugal – Não começou bem esta competição de índole nacional para os três representantes do Distrito: U. Santarém (despromovido da Liga 3), Coruchense (que assegurou a manutenção no Campeonato de Portugal) e Rio Maior SC (Campeão Distrital, promovido aos Nacionais) – nenhum tendo conseguido vencer, tendo, aliás, somado dois desaires.

Terá surpreendido mais a derrota sofrida pelo U. Santarém em Castelo Branco, ante o Benfica local, por 1-0, pese embora os albicastrenses sejam equipa a levar em conta nesta prova.

Já a vitória (2-1) do Marinhense na recepção ao Coruchense, apenas foi obtida mesmo “ao cair do pano”, depois de os homens do Sorraia terem mantido o empate até aos derradeiros instantes.

Por seu lado, o Rio Maior SC, em jogo de estreia a este nível competitivo, recebendo o Sintrense, deixou escapar também o que teria sido uma importante vitória, nos cinco minutos finais, terminando com um empate a duas bolas – isto depois de ter operado reviravolta no marcador.

Antevisão – A 2.ª jornada da I Divisão Distrital apresenta-se repleta de embates de forte interesse.

Desde logo, os desafios envolvendo equipas com aspirações aos lugares da frente, como serão o Abrantes e Benfica-Fazendense e o Samora Correia-Amiense.

Por seu lado, U. Tomar e Ferreira do Zêzere enfrentarão saídas que não deixarão de constituir importantes testes: os tomarenses visitam Torres Novas, para reeditar o maior clássico do Distrito, defrontando-se, em jogos oficiais, a contar para campeonatos e taças (de Portugal e do Ribatejo), pela 97.ª vez; os ferreirenses vão de longada até ao sul do Distrito, a Salvaterra de Magos.

Salienta-se ainda o At. Ouriense-Mação (por inversão da ordem do sorteio), assim como a curiosidade do reencontro entre Águias de Alpiarça e Fátima, que, na última temporada, disputaram, praticamente até ao fim, o título de Campeão da II Divisão Distrital.

O Campeonato de Portugal terá também a sua segunda ronda, com o aliciante do confronto entre Coruchense e Rio Maior – por curiosidade, os dois últimos vencedores do Campeonato Distrital –, perfilando-se o U. Santarém com claro favoritismo, na recepção ao Arronches e Benfica.

Deverá atentar-se que, dos 14 clubes que compõem cada uma das quatro séries na presente edição, apenas os dois primeiros se qualificam para a fase final, de promoção e apuramento de Campeão, sendo que os seis últimos de cada série serão automaticamente despromovidos aos regionais.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Setembro de 2022)

25 Setembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal (1.ª eliminatória)

(“O Templário”, 15.09.2022)

No arranque da nova temporada, com o início da 83.ª edição da “prova rainha” – correspondendo, em paralelo, à 100.ª edição de provas a eliminar de âmbito nacional, desde a criação, em Junho de 1922, do então designado “Campeonato de Portugal”, disputado em moldes idênticos, durante 17 épocas –, não tendo estado propriamente mal, a verdade é que, das quatro equipas do Distrito que disputaram a eliminatória inaugural da Taça de Portugal, apenas uma (U. Santarém) logrou avançar para a ronda seguinte.

Nesta jornada inicial tinham ido a sorteio 118 clubes (21 da Liga 3, excluindo-se as três equipas “B”, de Sporting, Sp. Braga e V. Guimarães; 54 do actual Campeonato de Portugal; e 43 dos Distritais), tendo ficado isentos 34 emblemas (entre eles os históricos Belenenses, Académica, V. Setúbal, Atlético e Fabril), sendo que também o Coruchense beneficiou de tal sorte.

Entraram, pois, em campo, os outros quatro representantes do Distrito: U. Santarém e Rio Maior SC (clubes que militam, nesta época de 2022-23, no Campeonato de Portugal), U. Tomar (vice-campeão distrital) e Fazendense (na sua condição de vencedor da Taça do Ribatejo).

Destaque – Reencontrando um adversário que não defrontava há mais de duas décadas (o último desafio entre ambos datava já de 1999), o U. Tomar deslocou-se a Pombal, oponente frente ao qual tinha um histórico animador a nível da Taça, com duas eliminatórias ganhas, nas temporadas de 1994-95 (1-0 em Pombal, a favor dos unionistas) e de 1995-96 (2-0 em Tomar).

Frente a um rival de escalão idêntico, o Sp. Pombal, também vice-campeão distrital, na Associação de Futebol de Leiria, as coisas até começaram bem, com os tomarenses a assumir, desde cedo, o controlo do jogo, colocando-se em vantagem à passagem dos vinte minutos, com um tento de Wemerson Silva (já o 4.º melhor marcador de sempre do União, com um total de 67 golos apontados), a estrear-se a marcar nesta competição nacional.

Ao intervalo o técnico dos pombalenses procurou inverter o rumo dos acontecimentos, operando três substituições de assentada, mas a tendência de jogo não se alteraria substancialmente, tendo os nabantinos desperdiçado ocasião de ampliar a contagem. Aguardava-se já o derradeiro apito do árbitro, mesmo a findar o 5.º e último minuto do tempo de compensação, quando a equipa da casa viria a conseguir restabelecer a igualdade, a uma bola, forçando assim o prolongamento.

O U. Tomar tivera o “pássaro na mão”, mas deixou-o escapar. No tempo extra, os visitantes, exibindo superior condição, tiveram ainda o benefício de se ver em superioridade numérica, logo aos seis minutos, situação que, contudo, perduraria por escassos dez minutos. Quando se esperaria que os tomarenses aproveitassem para sentenciar o desfecho da eliminatória, tendo sido desperdiçada essa outra situação vantajosa, as duas equipas acabariam como que por “conformar-se” com a decisão da marca de grande penalidade, evitando correr maiores riscos.

Nesse desempate – tal como ocorrera no momento derradeiro do tempo regulamentar, e, de novo, já no prolongamento – voltou a faltar alguma “fortuna” aos unionistas: o seu guardião, Ivo Cristo, defendera já, no final da primeira parte do jogo, uma grande penalidade; agora, seria a vez do guarda-redes local sair como herói, detendo todas as três tentativas dos nabantinos, em absoluto contraponto aos três remates com êxito dos pombalenses.

O U. Tomar foi a única das 42 equipas eliminadas da Taça de Portugal, nesta 1.ª eliminatória, que não foi derrotado dentro de campo, nos 120 minutos do tempo (extraordinário) de jogo…

Confirmações – Os outros três clubes do Distrito confirmaram a tendência esperada, com duas eliminações, ante adversários de escalão superior, e um apuramento, face a rival de nível abaixo.

O Rio Maior SC – na sua estreia em desafios de provas de âmbito nacional, após curta passagem de três temporadas na II Divisão Distrital e outras tantas no principal escalão do Distrito, de que acabou de se sagrar Campeão, isto desde a fundação do clube em Julho de 2016 – tinha a exigente tarefa de se deslocar ao terreno do Alverca, da Liga 3 (equipa que perdera recentemente, em play-off disputado com o Sp. Covilhã, a possibilidade de promoção à II Liga), acabando por ser desfeiteado, com alguma naturalidade, por 2-0.

Também o Fazendense, na sua 15.ª presença na Taça de Portugal, não conseguiu aumentar o seu curto pecúlio de seis triunfos na competição, sendo derrotado, em Sintra, pelo Sintrense (do Campeonato de Portugal), pese embora por tangencial 1-0.

Já o U. Santarém, recebendo a visita de opositor de escalão inferior, Gavionenses (apenas 4.º classificado na última edição do Distrital de Portalegre, tendo, não obstante, conquistado a respectiva Taça), venceu por escasso 1-0, em tarde deveras perdulária, frente a um opositor que, pela sétima vez em outras tantas presenças, foi afastado na ronda inicial da Taça de Portugal.

Num balanço, em termos gerais, uma eliminatória com desfechos muito de acordo com a lógica, com o Juventude de Évora a ter a honra de ser o único a conseguir afastar adversário de escalão superior, batendo, por categórico 3-0, o Moncarapachense, da Liga 3.

Foram apurados 13 clubes da Liga 3 (mais sete que tinham ficado isentos no sorteio) – o único eliminado foi o referido emblema algarvio –, 24 do Campeonato de Portugal (mais os 14 isentos) e cinco do Distrital (mais 13 isentos); aos quais se juntarão, na 2.ª ronda, 16 da II Liga.

Antevisão – Após este “aperitivo”, começa no fim-de-semana mais uma edição do Distrital da I Divisão, competição sempre de renovado interesse, esta época com várias agremiações a apostar forte, num contexto em que, em paralelo, não houve qualquer despromoção do Nacional.

De entre as equipas melhor posicionadas na última temporada, o U. Tomar (2.º) abre a prova com a recepção ao credenciado Abrantes e Benfica, que, a par com o Fazendense-Mação (opondo o 3.º e 5.º classificados do último campeonato) merecem honras de cartaz da jornada.

Samora Correia (4.º) e Torres Novas (6.º) deslocam-se ao reduto de dois dos recém-promovidos ao principal escalão, Fátima (aureolado com o título de Campeão da II Divisão Distrital) e Entroncamento AC; cabendo ao outro promovido, Águias de Alpiarça, visitar Benavente.

Em Amiais de Baixo encontram-se dois dos clubes com maior historial, Amiense e Cartaxo. Por seu lado, o Ferreira do Zêzere, a prometer grande ambição, em função dos significativos reforços angariados, recebe outro dos clubes de maiores pergaminhos, o Alcanenense.

Por fim, a partida entre At. Ouriense e Salvaterrense será a primeira oportunidade de ambos para começar a somar importantes pontos visando um campeonato o mais “tranquilo” possível.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Setembro de 2022)

18 Setembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Final da Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 09.06.2022)

O Fazendense sagrou-se vencedor da “Prova Rainha” da Associação de Futebol de Santarém, a Taça do Ribatejo, ao superar (no desempate da marca de grande penalidade) na Final o Abrantes e Benfica, conquistando o seu quinto troféu – quarto nas últimas dez edições –, destacando-se ainda mais como clube com maior número de triunfos nesta competição.

Destaque – Tendo concluído o campeonato num assertivo 3.º lugar – impondo ao novo Campeão (Rio Maior) a única derrota sofrida em toda a temporada, ganhando igualmente, no seu reduto, ao vice-campeão (U. Tomar) – o Fazendense perfilava-se como favorito para esta final, perante uma formação do Abrantes e Benfica que, aquém das expectativas, se quedara por modesta 9.ª posição no Distrital.

No Domingo, outra vez em horário matinal (início do desafio pelas 11 horas), em Santarém, no Campo Chã das Padeiras, estavam decorridos apenas os dez minutos iniciais quando os abrantinos se colocaram em vantagem no marcador. Mas os homens das Fazendas ripostaram de pronto, restabelecendo a igualdade somente mais um quarto de hora volvido.

Num jogo repartido, com alternância de momentos de superioridade de cada uma das equipas, o desfecho podia ter pendido para um ou outro lado, mas o “placard” acabaria por não se alterar até final da segunda parte, ainda assim com o Fazendense a parecer mais satisfeito com o resultado.

Não estando prevista no regulamento a realização de prolongamento, avançou-se de imediato para o desempate da marca de grande penalidade: ambas as formações falharam a respectiva segunda tentativa, permitindo a defesa aos jovens guardiões Ricardo Canais e João Sardinha, tendo, portanto, a primeira série de cinco remates terminado com um empate a 4-4. No sexto pontapé do Abrantes e Benfica, Sardinha conseguiu nova defesa, com a bola a ressaltar para o poste, dando início à festa dos homens das Fazendas, que assim consumavam a vitória (5-4).

Ausente da final desde 2016, o Fazendense – que, para chegar a esta partida decisiva, eliminara o Porto Alto e o Benavente (em ambos os casos ganhando por 2-1, em terreno alheio), assim como, nos quartos-de-final, o vencedor do campeonato, Rio Maior (também no desempate da marca de grande penalidade), e, nas meias-finais, o Amiense – repete as conquistas de 2012, 2014 e 2016 (a que soma ainda a vitória alcançada na edição de 2006).

No palmarés da competição, após as 44 edições entretanto concluídas, o emblema das Fazendas de Almeirim soma agora, pois, cinco títulos conquistados, seguido por um quarteto (constituído por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense), cada um com três troféus, e um pequeno “pelotão” de sete clubes, cada qual com duas vitórias na Taça do Ribatejo.

O Fazendense acompanhará assim o U. Tomar (para além de U. Santarém, Coruchense e Rio Maior – clubes que disputarão o Campeonato de Portugal) na próxima edição da Taça de Portugal, formando o contingente em representação do Distrito.

Campeonato de Portugal – Numa Final, disputada no sábado no Estádio do Jamor, bastante mais desequilibrada do que seria expectável, o Paredes sagrou-se Campeão, goleando o Fontinhas (vencedor da Zona Sul) por categórico 4-0, tirando partido de, praticamente, ter entrado a ganhar, inaugurando o marcador longo nos segundos iniciais – vindo a ampliar a marca com mais três tentos averbados no segundo tempo (o último deles, aliás, já em período de compensação).

As equipas do Paredes, Länk Vilaverdense, Fontinhas e Moncarapachense (dois primeiros de cada uma das séries da fase final) garantiram a promoção à Liga 3, para a próxima época, de 2022-23 – subsistindo ainda pendente a confirmação da atribuição de uma eventual quinta vaga de subida ao Belenenses (3.º classificado da Zona Sul), por presumível impedimento de inscrição do Cova da Piedade em provas de âmbito nacional.

Antevisão – Para concluir a temporada a nível distrital restam apenas por disputar – para além da Supertaça Dr. Alves Vieira (que é retomada, após dois anos de interrupção), agendada já para o feriado, de dia 10 de Junho, colocando frente-a-frente o Campeão, Rio Maior, e o vencedor da Taça, Fazendense – as três últimas rondas da fase final do campeonato da II Divisão, agendadas para os próximos dias 12, 16 e 19 de Junho.

Com o Águias de Alpiarça isolado na liderança, dispondo de vantagem de três pontos sobre o Entroncamento AC, e de uma importante margem, já de cinco pontos, em relação a Moçarriense e Fátima, são, pois, ainda quatro os candidatos, em acesa disputa pelas três vagas disponíveis de promoção ao escalão principal.

Os alpiarcenses, sob o comando técnico de Jorge Peralta, poderão até, desde já, carimbar a subida à I Divisão Distrital (campeonato de que estão arredados há quinze épocas) no próximo fim-de-semana, caso confirmem o favoritismo que lhes é creditado, na recepção ao Espinheirense, e venham a somar os três pontos em jogo.

Por seu lado Moçarriense e Entroncamento AC terão um embate de crucial importância na definição do posicionamento final, enquanto o Fátima procurará manter-se também na discussão, para o que será importante ganhar no terreno do Forense.

Nas duas derradeiras jornadas sobressaem ainda os seguintes três confrontos, entre candidatos, nos quais tudo se deverá decidir: Fátima-Moçarriense, Entroncamento AC-Águias de Alpiarça (9.ª ronda) e, a fechar esta fase de apuramento de Campeão, o Águias de Alpiarça-Fátima.

Quanto ao “Pulsar do Campeonato”, após um total de 300 artigos publicados, ao longo de quase dez anos (desde Novembro de 2012), entrará agora em período de “férias”…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Junho de 2022)

10 Junho, 2022 at 10:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 30ª Jornada

(“O Templário”, 02.06.2022)

Chegou ao seu termo o Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, após uma maratona de mais de oito meses, com a consagração do Rio Maior SC como Campeão Distrital, sendo, consequentemente, promovido ao Campeonato de Portugal. Por seu lado, o U. Tomar, tendo disputado a par e passo o 1.º lugar, termina a prova estabelecendo um “record”, com um novo máximo histórico de golos marcados (87) em campeonatos pelo clube!

Destaques – Numa ronda final (30.ª) em que se volta a registar um significativo número de golos (total de 36, correspondente a uma média de 4,5 golos / jogo), a melhor operação foi a realizada pelo Torres Novas, que, batendo o Abrantes e Benfica por 3-2, fechando o campeonato com cinco vitórias sucessivas – e beneficiando de favorável conjugação de resultados dos seus rivais directos (Alcanenense e Benavente, ambos derrotados) – ascendeu a um bastante positivo 6.º lugar.

Entre os torrejanos o destaque maior tem, necessariamente, de ir para Miguel Miguel, melhor marcador da competição, com um excelente total de 32 golos apontados (mesmo tendo estado ausente, por impedimento, em alguns dos jogos da sua equipa).

O U. Tomar voltou a golear (pela quinta vez nas seis últimas jornadas), impondo-se ao Amiense por categórico 4-0, com o treinador Marco Marques a somar, em cinco jogos disputados sob a sua responsabilidade, quatro triunfos e um empate, com um fantástico “score” agregado de 23-2!

Os unionistas completam uma notável campanha, com 23 vitórias e 2 empates, e o referido total de 87 golos marcados – superando assim o anterior registo mais elevado na história do clube (85 golos – em 1973-74, na II Divisão Nacional, em 38 jornadas; e em 1987-88, no Distrital).

A nível de vitórias em campeonatos só por duas vezes os tomarenses tinham conseguido número superior ao desta época (23), nessas mesmas temporadas (respectivamente, 26 e 24), tendo, pois, suplantado a marca de 22 triunfos obtida aquando da conquista do último título de Campeão Distrital, em 1997-98, assim como foi, agora, igualmente superado o total de pontos (71, face aos 70 então averbados). A pontuação deste ano é, também, o máximo absoluto do União, com a ressalva de que, em 1973-74 e 1987-88 as vitórias apenas valiam dois pontos, equivalendo, no sistema actual de pontuação, respectivamente, a 85 pontos (em 38 jogos) e 76 pontos (30 jogos).

Perante estes números muito bons do emblema nabantino, só um “estratosférico” Rio Maior se conseguiu sobrepor, com 25 vitórias e 4 empates – apenas tendo sofrido uma única derrota, nas Fazendas de Almeirim –, totalizando a sensacional marca de 79 pontos (também um “record” histórico, igualando o desempenho do Abrantes FC na época de 2002-03). Em termos relativos apenas o Fátima registou melhor média, com 24 vitórias e 2 empates (nas 26 rondas de 2015-16).

Os riomaiorenses concluíram a prova com 86 golos marcados – após os 5-0 aplicados ao Glória do Ribatejo, na derradeira ronda –, mas a “chave do sucesso” terá estado, sobretudo, na robustez da sua defesa, tendo consentido apenas 14 golos (menos de “meio golo” por jogo) – números apenas superados pelos abrantinos, na temporada referida (91-12 em golos marcados e sofridos).

Na última jornada realce ainda para o triunfo do Fazendense, derrotando o Samora Correia por 3-0 – num embate entre o 3.º e 4.º classificados –, com os homens das Fazendas a “puxar pelos galões”, interrompendo uma excelente série de nove vitórias consecutivas dos samorenses.

Também o 5.º classificado, Mação, se impôs no reduto do Alcanena, vencendo por 3-2 (tendo chegado inclusivamente a dispor de vantagem de três golos), o que resultou na ultrapassagem do Alcanenense pelo Torres Novas, baixando, assim, o grupo do Alviela, ao 7.º posto.

Confirmações – Numa ronda sem grandes surpresas, confirmaram-se também, nos restantes três encontros, as expectativas, com triunfos do At. Ouriense ante o Benavente (que caiu para o 8.º lugar), por 3-0; do Salvaterrense frente ao Cartaxo (5-3), ocupando estes dois clubes a 12.ª e 13.ª posições; e do Ferreira do Zêzere, batendo por tangencial 2-1 o U. Almeirim, respectivamente 14.º e 15.º classificados, mas separados por significativa diferença de 13 pontos – culminando na manutenção dos ferreirenses e, ao invés, na segunda despromoção sucessiva dos almeirinenses.

II Divisão Distrital – Passo a passo, quase “sem se dar por ela”, a equipa do Águias de Alpiarça está cada vez mais perto de concretizar o objectivo da subida de escalão.

Desta feita, um convincente triunfo (3-1) frente ao “invencível” Moçarriense da primeira fase (o qual somou, agora, segunda derrota), mantendo cinco pontos de vantagem sobre o 4.º classificado, faltando 3 jornadas (sendo que 3.º e 4.º, Moçarriense e Fátima, terão ainda de se defrontar).

Por seu lado, as formações do Entroncamento AC e do Fátima cumpriram também as suas missões na 7.ª ronda, derrotando, respectivamente, o Forense (2-0) e o Espinheirense (2-1, no Espinheiro).

Liga 3 – Derrotado por 2-0 na Covilhã (depois do nulo registado em casa), o Alverca não conseguiu ter êxito no “play-off” final de acesso à II Liga, pelo que subsistirá, na próxima temporada, na Liga 3. Apenas os vencedores de cada uma das duas séries, Torreense e Oliveirense, garantiram a promoção, por troca com os despromovidos Varzim e Académica.

Campeonato de Portugal No derradeiro dia da fase final, a nota mais marcante foi o desaire sofrido pelo Belenenses, em pleno Estádio do Restelo, perdendo por 0-1 ante o Moncarapachense. A turma algarvia assegurou, assim, a subida directa à Liga 3, acompanhando o Fontinhas.

Quanto ao Belenenses (3.º classificado da Zona Sul – tendo somado mais pontos que o 3.º classificado da Zona Norte, Leça), estará dependente da conclusão / confirmação do processo relativo à não-aceitação da inscrição do Cova da Piedade, cuja SAD, em diferendo com o clube, falhou o processo de certificação dos escalões de formação, não estando licenciada para competir em provas nacionais, abrindo, nesse caso, uma vaga adicional de promoção à Liga 3.

A Norte, a vitória (1-0) do Paredes ante o São Martinho foi o suficiente para garantir o 1.º lugar, perante os nulos registados nas outras duas partidas, com o Länk Vilaverdense a acompanhar os paredenses na subida de divisão. Neste Domingo, no Estádio do Jamor, Paredes e Fontinhas disputarão a Final, para apuramento do Campeão.

Antevisão – A nível distrital – e findo o campeonato principal – este fim-de-semana está reservado à disputa da Final da Taça do Ribatejo (também no Domingo, em Santarém, no Campo Chã das Padeiras), colocando frente-a-frente o Fazendense (clube mais titulado na competição, já com quatro troféus conquistados – em 2006, 2012, 2014 e 2016) e o Abrantes e Benfica, que se estreia no jogo decisivo, o qual, por natureza, se apresenta de prognóstico “em aberto”.

O Distrital da II Divisão apenas será retomado a 12 de Junho (com a realização da 8.ª e antepenúltima jornada), com as duas rondas finais agendadas para os dias 16 e 19 seguintes.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Junho de 2022)

5 Junho, 2022 at 10:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 29ª Jornada

(“O Templário”, 26.05.2022)

Faltando ainda disputar a última ronda do Distrital da I Divisão da presente época, ficou já completo o ordenamento dos cinco primeiros classificados, em função dos triunfos do Fazendense em Mação, e do Samora Correia, em casa, ante o Ferreira do Zêzere. Quanto ao Rio Maior festejou a conquista do título de forma exuberante, com uma copiosa goleada em Benavente. Por seu lado o U. Tomar viu interrompida a sua senda goleadora, não tendo desfeito o nulo em Abrantes.

Destaques – Já em final de estação, e no primeiro compromisso após a consagração como novo Campeão Distrital, o Rio Maior não quis “ficar atrás” do União, indo golear a Benavente – equipa que, ao longo de praticamente toda a época, se notabilizara precisamente pelo bom desempenho no seu reduto (onde perdera apenas em três ocasiões) – por retumbante marca de 7-0!

À semelhança do sucedido no U. Tomar-Cartaxo, os riomaiorenses entraram a ganhar, inaugurando o marcador ao quarto minuto, tendo chegado ao intervalo em vantagem por 2-0. Na etapa complementar a formação da casa claudicou, com mais três golos sofridos entre os 55 e os 67 minutos, vindo, já no último quarto de hora, a consentir ainda mais dois tentos. Um registo que proporcionou ao Rio Maior reduzir para apenas dois a diferença no total de golos marcados.

Em destaque esteve igualmente o Fazendense, que não vacilou, tendo ido vencer a Mação por 2-1, retirando assim aos maçaenses qualquer eventual veleidade que pudessem acalentar de chegar ainda ao 3.º lugar. Com esta vitória o emblema das Fazendas não só confirmou definitivamente tal posição, como apresenta credenciais para a Final da Taça do Ribatejo que se avizinha.

Nesse derradeiro desafio da temporada, o outro finalista será o Abrantes e Benfica, turma que, actuando no passado Domingo no seu terreno, fez também um bom “ensaio geral”, face ao U. Tomar, num encontro bastante equilibrado, o qual se saldou pela repartição de pontos.

A um bom jogo de futebol – com ascendente unionista na primeira metade (todavia, não materializado), tendo os abrantinos estado mais activos no segundo tempo –, faltaram apenas os golos… com os tomarenses a necessitar, pois, de, dois tentos no último dia para poderem, pelo menos, igualar o seu “record” de (85) golos marcados em campeonatos (máximo averbado em 1987-88, no Distrital, e em 1973-74, na II Divisão Nacional, neste caso em 38 rondas).

Confirmações – Com os lugares do pódio ocupados por Rio Maior, U. Tomar e Fazendense, o Samora Correia confirmou também um muito bom 4.º lugar final, tendo somado a nona vitória consecutiva, numa fantástica série que mantém em curso, goleando o agora já descansado (e em descompressão) Ferreira do Zêzere, por 4-1 – relegando, assim, o Mação para a 5.ª posição.

Também o Alcanenense cumpriu a sua missão, indo ganhar (2-1) ao terreno da Glória do Ribatejo, o que lhe proporcionou voltar a ascender ao 6.º posto, ultrapassando o Benavente, agora com um ponto à maior, um notável desempenho de um jovem grupo.

Depois de um ciclo de quatro desaires sucessivos o Torres Novas teve a capacidade de reagir da melhor forma, tendo somado, agora, quarto triunfo consecutivo, ganhando por 3-1 no Cartaxo, equipa ainda a procurar restabelecer-se do desaire sofrido em Tomar. Os torrejanos firmam-se num já muito razoável 8.º lugar, podendo inclusivamente aspirar a melhorar ainda essa posição.

Beneficiando do factor casa o Amiense impôs-se por tangencial 1-0 frente ao At. Ouriense, o qual, deste modo, viu colocado um limite à sua progressão na tabela (não poderá fazer já melhor que o 11.º posto que presentemente ocupa) – quanto à turma de Amiais de Baixo, que reparte o 9.º lugar com o Abrantes e Benfica, poderá ainda vir a superar esse rival nas contas finais.

Num jogo entre duas formações que, já há bastante tempo, aparentam estar de alguma forma “desligadas” da competição, o Salvaterrense foi a Almeirim, bater o União local, por 3-2 – colocando, assim, termo a uma sucessão de seis desaires, enquanto o já despromovido histórico emblema almeirinense somou quinta derrota consecutiva.

II Divisão Distrital – Na viragem para a segunda volta, o Águias de Alpiarça continua a ganhar (2-1 nos Foros de Salvaterra – com reviravolta no marcador, consumada mesmo ao “cair do pano”), beneficiando dos “tropeções” alheios para ir adquirindo já importante vantagem.

Desta feita foi o Fátima (com margem de erro bastante estreita) a derrotar o Entroncamento, por tangencial 1-0, o suficiente para subsistir na acesa luta pela promoção, mantendo o 4.º posto, mas somente dois pontos abaixo da turma da cidade ferroviária (pese embora a cinco pontos do guia).

O Moçarriense voltou a golear (5-2) o Espinheirense, isolando-se no 3.º lugar, apenas um ponto acima da formação do Entroncamento – faltando disputar ainda quatro jornadas.

Liga 3 – O Alverca, vencedor do “play-off” entre os 2.º classificados das duas séries da Liga 3, não conseguiu, por agora, ir além do 0-0, na recepção ao 16.º classificado da II Liga, Sp. Covilhã, em partida da 1.ª mão do decisivo confronto que ditará o clube que adquirirá o direito a ocupar a última vaga no segundo escalão nacional.

Campeonato de Portugal O Fontinhas (da Praia da Vitória) foi a primeira equipa a garantir matematicamente a promoção à Liga 3, em função do empate caseiro (0-0) consentido pelo Moncarapachense no “derby” de Olhão, ante o Olhanense – o que o conjunto açoriano assegurara ainda antes de entrar em campo, na Sertã, onde acabaria derrotado por 1-3, pelo Sertanense.

À entrada para o derradeiro fim-de-semana da prova tudo está ainda por decidir na Zona Norte: duas vagas de subida em disputa entre um trio, composto por Paredes, Länk Vilaverdense e Leça – separados apenas por um ponto, a favor dos paredenses.

A Sul, teremos como que uma “final”, no Estádio do Restelo, entre Belenenses e Moncarapachense, bastando aos azuis da “Cruz de Cristo” o empate (isto, sem entrar em consideração com o preenchimento da vaga aberta pela não aceitação de inscrição do Cova da Piedade na próxima edição da Liga 3, possivelmente a atribuir ao melhor dos 3.º classificados).

Antevisão – Na 30.ª e última ronda do Distrital da I Divisão, já sem decisões de relevância por estabelecer, teremos, ainda assim, alguns desafios de interesse, em especial o Fazendense-Samora Correia (3.º e 4.º classificados) e o Torres Novas-Abrantes e Benfica. O Campeão, Rio Maior, recebe o último classificado, Glória do Ribatejo; tendo o U. Tomar a visita do Amiense.

Na II Divisão Distrital, a 7.ª jornada inclui um aliciante embate entre os actuais dois primeiros da tabela – Águias de Alpiarça e Moçarriense –, enquanto o Entroncamento e o Fátima são favoritos, nos encontros, respectivamente ante Forense e Espinheirense (o qual recebe os fatimenses).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Maio de 2022)

29 Maio, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 28ª Jornada

(“O Templário”, 19.05.2022)

Numa ronda caracterizada por uma “chuva” de golos (um total de 39, resultando numa incrível média de praticamente 5 golos/jogo, um “record” nesta edição da prova), tudo ficou já matematicamente decidido, ainda com duas jornadas por disputar: o Rio Maior sagrou-se Campeão Distrital da I Divisão, assegurando a correspondente promoção ao Campeonato de Portugal; enquanto o U. Almeirim e o Glória do Ribatejo serão despromovidos à II Divisão Distrital. O União de Tomar garantiu o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal.

Os riomaiorenses conseguiram culminar com pleno êxito a “contagem regressiva” na rota do título – que mantinham desde que, à 22.ª jornada, estabeleceram uma “margem de segurança” de seis pontos para o mais directo perseguidor –, ampliando para dez o número de triunfos consecutivos; portanto sem sofrer qualquer deslize, como que neutralizando o efeito das seis vitórias também sucessivamente averbadas por uma equipa do U. Tomar que nunca abdicou da luta, mas que mais não lhe possibilitaram que consolidar, de forma claramente destacada, a 2.ª posição na tabela.

Destaques – Justamente, o maior destaque da 28.ª jornada terá de ser creditado aos tomarenses, com a estrondosa goleada aplicada ao Cartaxo, ganhando por números “esmagadores”: 10-0!

Em 2.300 jogos oficiais disputados ao longo do seu centenário historial, esta foi a segunda vitória por margem mais dilatada obtida pelo União, igualando os 10-0 registados em 1965, frente ao Vitória de Lisboa, um desfecho crucial, nessa ocasião, para uma ansiada subida à II Divisão Nacional, no percurso que conduziria à conquista do título de Campeão Nacional da III Divisão. Antes disso, o máximo histórico do clube tinha-se fixado já nos 13-1, face ao Alcanenense, no Distrital de 1942-43 (temporada em que ressalta também o 10-2 ante o Sporting de Tomar).

Nas últimas quatro partidas o U. Tomar acumula um fantástico total de 24 golos marcados. Desde a estreia do novo treinador, Marco Marques, contam-se três triunfos, com um saldo de 19-2!

O encontro perante o Cartaxo praticamente “não teve história”: os unionistas entraram a ganhar, inaugurando o marcador aos cinco minutos, ampliando para 2-0 ainda no quarto de hora inicial, estabelecendo o 3-0 pouco antes do intervalo. Na segunda metade, novo golo logo no minuto inicial, continuando a contagem a aumentar com naturalidade, até aos 6-0 aos 62 minutos. No derradeiro quarto de hora, mais quatro tentos, aliás, em menos de dez minutos, entre os 78 e 87…

Bastante maior foi o “suspense” – e, inevitavelmente, alguma dose de ansiedade – que se viveu em Rio Maior: num desafio que se antecipava já como sendo, provavelmente, da consagração do novo Campeão, os visitados abriram o activo aos 15 minutos, começando a preparar-se a festa… A qual, contudo, se faria ainda esperar longamente; o Amiense empatou aos 37 minutos e “vendeu cara” a derrota, com o “libertador” golo do título a chegar somente em cima do minuto 90.

Num campeonato com duas equipas manifestamente superiores à concorrência, o Rio Maior, com excelente campanha, fez meritório jus ao título, alicerçado numa defesa de grande solidez (apenas 14 golos sofridos, à média de 0,5/jogo), com um ataque também com registo muito bom (74 golos) – ainda que, nesse aspecto, agora algo aquém da fabulosa marca de 83 tentos do União (para já, terceira melhor marca da história do clube, apenas atrás dos 85 golos de 1973-74 e de 1987-88).

O Samora Correia prossegue a sua senda triunfal, tendo vencido pela oitava jornada sucessiva, batendo o Mação por 4-2, ultrapassando assim esse rival na disputa pelo 4.º lugar.

Confirmando o mau momento atravessado por U. Almeirim (quarto desaire sucessivo; sétimo em oito jogos, nos quais somou um único ponto, tendo visto confirmada a segunda despromoção em duas épocas) e Salvaterrense – equipa que angariara atempadamente os pontos necessários para garantir a manutenção, atravessando de forma bastante tranquila toda a época, tendo perdido, mais recentemente, todos os seus seis últimos jogos –, o Torres Novas e o Ferreira do Zêzere (este, em terreno alheio, em Salvaterra de Magos) impuseram-se com naturalidade: os torrejanos, goleando também, por 5-0, um triunfo que lhes proporcionou ascender ao 8.º posto; os ferreirenses, ganhando por 2-0, selando a permanência no escalão principal.

Confirmações – Confirmaram-se igualmente os expectáveis triunfos do Fazendense (outra goleada, por 4-0, ante o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, cimentando a 3.ª posição dos homens das Fazendas de Almeirim); do Alcanenense, face ao Benavente, por 4-2, fazendo prevalecer o factor casa, com a turma da Alcanena a agarrar-se ao 7.º lugar, estando agora somente dois pontos abaixo do adversário desta jornada; e do At. Ouriense, na recepção ao Abrantes e Benfica, ganhando por tangencial 2-1, o suficiente para escalar até ao 11.º posto (fruto de quatro vitórias e um empate nos cinco desafios mais recentes), deixando para trás Cartaxo e Salvaterrense, e apenas a um ponto do Amiense… e a três dos abrantinos.

II Divisão Distrital – A completar a primeira volta da fase de apuramento de Campeão e de promoção, o Águias de Alpiarça foi a Fátima arrancar um precioso triunfo (com o tento da vitória ao “cair do pano”), um desfecho que poderá vir a revelar-se de importância fulcral nas contas finais. Os alpiarcenses continuam a partilhar a liderança com o Entroncamento, que não teve dificuldades, goleando por 5-0 o Espinheirense (o qual conta por derrotas todos os cinco jogos).

Por seu lado o Moçarriense isolou-se no 3.º lugar, tendo ido vencer 3-0 aos Foros de Salvaterra.

Liga 3 – Depois do empate (1-1) registado na 1.ª mão em Alverca, os ribatejanos foram mais eficazes, indo ganhar (2-1) a Leiria, ante o União local, apurando-se para o “play-off” decisivo com o 16.º classificado da II Liga, Sp. Covilhã, para disputa da última vaga neste escalão.

Em paralelo o Torreense sagrou-se Campeão da edição inaugural desta nova competição, ao impor-se, no desempate da marca de grande penalidade, à Oliveirense (após 1-1 nos 120 minutos).

Campeonato de Portugal Subsistem ainda em prova apenas os doze clubes que se apuraram para a fase de apuramento de Campeão e de promoção, nesta altura – faltando disputar duas rondas – com Leça, Paredes, Fontinhas e Moncarapachense instalados nos lugares de subida.

Na 7.ª ronda assinala-se a igualdade (3-3) imposta pelo Sertanense no Restelo (tendo, aliás, o Belenenses empatado já no final do tempo de compensação), sendo que o histórico clube de Belém, agora no 3.º lugar, poderá ainda eventualmente beneficiar – caso venha a terminar nesse posto –, da vaga aberta pela despromoção administrativa da Liga 3 aplicada ao Cova da Piedade.

Antevisão – Definidas que estão as posições mais relevantes do Distrital da I Divisão, realça-se o embate Mação-Fazendense, mesmo que os maçaenses pareçam já arredados da possibilidade de chegar ao 3.º lugar; o Rio Maior desloca-se a Benavente, cabendo ao U. Tomar visitar Abrantes.

No escalão secundário, na viragem para a segunda volta, teremos um desafio crucial, entre Fátima e Entroncamento (com os fatimenses a verem estreitar-se a margem de erro), sendo Águias de Alpiarça e Moçarriense favoritos, respectivamente ante o Forense e o Espinheirense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Maio de 2022)

22 Maio, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 27ª Jornada

(“O Templário”, 12.05.2022)

A primeira decisão do fim-de-semana chegou de Coruche, em partida do Campeonato de Portugal, onde o Coruchense, ganhando categoricamente, garantiu a manutenção nos Nacionais, o que, em paralelo, dita que serão apenas dois os clubes a despromover da I à II Divisão Distrital.

Também em função dos resultados da 27.ª ronda, e para além do Glória do Ribatejo, que viu já confirmada matematicamente a descida, o outro despromovido será certamente o U. Almeirim – acresce ainda a notícia de separação do clube em relação à respectiva SAD (a qual, depreende-se, deverá cessar actividade), pelo que, tal como sucedera com o Fátima, o histórico emblema almeirinense terá de retomar a competição a partir do escalão mais baixo (II Divisão Distrital).

A nível do topo da classificação, com o nono triunfo consecutivo (a sua melhor série neste campeonato), o Rio Maior está somente a uma vitória de garantir a conquista do título – dispondo ainda de três jogos por realizar –, podendo, pois, sagrar-se Campeão já neste Domingo.

Quanto ao U. Tomar, somou terceira goleada sucessiva (com 14 golos marcados nesses últimos três desafios), recuperando assim a posição de ataque mais concretizador da prova (totalizando 73 golos), cumprindo a sua missão, de adiar até ao limite a definição do campeonato – ao mesmo tempo que confirmou, desde já, a qualificação para a próxima edição da Taça de Portugal.

Destaques – O desfecho de maior significado nesta ronda terá sido a vitória (2-0) averbada pelo Ferreira do Zêzere frente ao Mação, o que – conjugado com as boas notícias com origem em Coruche – praticamente garante aos ferreirenses a manutenção no escalão principal (e, isto, independentemente da antes mencionada questão entre o U. Almeirim e a sua SAD).

A turma de Ferreira do Zêzere – sem deixar de ter os “ouvidos à escuta” do jogo do Coruchense, fundamental para as suas aspirações de manutenção na I Divisão – fez o seu trabalho, sob o comando de Eduardo Fortes, culminando da melhor forma a notável recuperação pontual que protagonizou: registava escassíssimos quatro pontos ao fim das 13 primeiras jornadas (sendo então “lanterna vermelha”), tendo somado vinte pontos nas 14 rondas seguintes! Ampliou, assim, para sete pontos, a vantagem face aos almeirinenses, distância que será, seguramente, irreversível.

A par do desaire do Mação, também o seu mais directo concorrente na disputa pelo 3.º posto, Fazendense, foi derrotado, em Benavente, por tangencial 1-0, possibilitando aos visitados (somaram nono triunfo caseiro, registo apenas superado pelos dois primeiros classificados, com onze vitórias em treze partidas nos respectivos redutos) cimentar um assinalável 6.º lugar.

Quem poderá tirar ainda maior benefício dos deslizes de Fazendense e Mação é o Samora Correia, com uma fantástica série de sete triunfos sucessivos – tendo ido ganhar à Glória do Ribatejo por 4-2 –, que, ocupando, de forma destacada, a 5.ª posição, “encostou” ao 4.º classificado (Mação), agora somente um ponto acima, estando o Fazendense com outros três pontos adicionais.

A última nota de realce vai para a vitória (2-1) averbada pelo Torres Novas, na deslocação a Salvaterra de Magos, frente a um Salvaterrense em queda acentuada (quinta derrota consecutiva; seis nos últimos sete encontros), proporcionando aos torrejanos partilhar agora o 9.º lugar com o Amiense, ambos já matematicamente a salvo de qualquer percalço.

Confirmações – Para além do expectável desfecho favorável (2-0) do Rio Maior, na recepção a um Abrantes e Benfica bastante aquém do seu rendimento habitual (reparte o 7.º posto com o Alcanenense, mas já com limitadas perspectivas de poder vir a melhorar tal classificação), também foram “normais” os desfechos do Amiense-Alcanenense, com o grupo dos Amiais de Baixo a triunfar, igualmente por 2-0, assim como a igualdade (1-1) no Cartaxo-At. Ouriense.

Como aludido, o U. Tomar não teve dificuldades para se impor na deslocação a Almeirim, repetindo o “placard” (5-1) que obtivera já em Torres Novas (isto, depois de ter chegado ao intervalo a ganhar por 4-0). Frente a um adversário bastante depauperado, que procurou entregar-se ao jogo com a maior dignidade possível, anota-se um episódio, de alguma forma, sintomático.

O desafio, agendado para as 17 horas, acabaria por ser adiado para as 19 horas. De facto, o relvado do campo do U. Almeirim (Estádio D. Manuel de Mello), denotando como que “ar de abandono” (justificado pelos responsáveis devido a avaria no sistema de rega), apresentava-se impróprio para se jogar, sendo de enaltecer o papel assumido pelo árbitro, Rui Mendes, na defesa da integridade física dos jogadores, e contribuindo para solucionar o problema, assegurando a realização do encontro, recorrendo-se, para tal, ao relvado sintético do Estádio Municipal de Almeirim.

II Divisão Distrital – A fase de apuramento de Campeão e de promoção à Divisão principal está “ao rubro”. Como se antecipava, há quatro fortes candidatos a… apenas três vagas de subida.

Na 4.ª ronda, a equipa mais em evidência volta a ser o Águias de Alpiarça, que recebeu e bateu o Entroncamento AC, por 2-1, repartindo agora estes dois clubes a liderança, com nove pontos. Dois pontos mais abaixo posicionam-se Moçarriense e Fátima, que se neutralizaram, em partida na Moçarria, não tendo sido desfeito o nulo inicial. No outro jogo, entre Espinheirense e Forense – que contavam por desaires os três jogos anteriores –, os forasteiros impuseram-se por 3-1.

Liga 3 – O passado fim-de-semana registou um único desafio, da 1.ª mão do “play-off” de promoção, com o empate (1-1) entre Alverca e U. Leiria, a deixar a decisão para o jogo de Leiria. O vencedor disputará, depois, com o 16.º classificado da II Liga, a última vaga nesta divisão.

Campeonato de Portugal O Coruchense apenas necessitava obter desfecho análogo ao que o V. Sernache viesse a registar ante o Marinhense, em ordem a garantir a continuidade nos Nacionais. Mas a turma do Sorraia – interpretando que a forma mais segura era a de procurar resolver a questão por si própria – não teve contemplações, batendo o Peniche por concludente marca de 4-1, confirmando o 2.º lugar final na sua série, e consequente manutenção neste escalão.

De entre os despromovidos, assinala-se a descida aos Distritais de alguns “históricos”: Sp. Espinho, U. Coimbra, Peniche, O Elvas, Barreirense e Louletano (este, a par do Limianos, extremamente penalizados por um modelo de fase final que não relevou o mérito de toda a época regular, ao longo de mais de seis meses, que tinham concluído no 3.º lugar das respectivas séries).

Antevisão – O Rio Maior actuará, pela terceira semana sucessiva, no seu reduto, recebendo o Amiense, no que poderá ser o jogo da “consagração”. Por seu lado, o U. Tomar, tendo a visita do Cartaxo, terá como meta – para além da “desforra” da inesperada eliminação da Taça do Ribatejo – igualar o registo de vitórias (22) alcançado aquando da última conquista do título de Campeão Distrital, na época de 1997-98. Outro jogo de especial interesse será o Samora Correia-Mação.

Na derradeira jornada da 1.ª volta da fase final da II Divisão Distrital o “jogo-grande” coloca frente-a-frente o Fátima e o Águias de Alpiarça, visitando o Moçarriense os Foros de Salvaterra.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Maio de 2022)

15 Maio, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

(“O Templário”, 05.05.2022)

Na retoma do Distrital da I Divisão, após interregno de três semanas, os dois aspirantes ao título prosseguem a sua senda vitoriosa, tendo vencido todos os oito jogos (quatro cada um) que disputaram deste o encontro entre ambos, na 22.ª jornada. Sendo que o Rio Maior segue agora já com um total de oito triunfos consecutivos, tendo igualado o seu melhor registo neste campeonato – estando, nesta altura, quando falta disputar quatro rondas, a duas vitórias da conquista do título.

A 26.ª jornada foi, aliás, de algum modo clarificadora: por um lado, com todos os cinco primeiros a saírem vencedores das suas partidas, reforçando as respectivas posições; tal como sucedeu, por outro lado, na parte baixa da pauta classificativa, com os triunfos de Torres Novas e At. Ouriense (averbados face a rivais directos na luta pela manutenção, respectivamente Ferreira do Zêzere e U. Almeirim), tendo-se colocado praticamente a salvo de qualquer eventual percalço.

Destaques – Começa por realçar-se a vitória do Abrantes e Benfica em Alcanena, face ao Alcanenense, por tangencial 1-0, o que proporcionou a inversão de posições entre estes dois clubes, com os abrantinos a subir ao 7.º lugar, ainda que a distância considerável (de sete pontos) do 5.º posto, que continua a ser ocupado, agora com maior “folga”, pelo Samora Correia.

Justamente, os samorenses obtiveram categórico triunfo ante o 6.º classificado, Benavente, num “derby” municipal, goleando por 4-1, praticamente “fechando” a posição no “top-5”, e “deitando um olho” à eventualidade de poderem vir ainda a surpreender o Mação, quatro pontos mais acima.

O Torres Novas, batendo o Ferreira do Zêzere por clara marca de 3-0, ampliou para dez pontos a sua “almofada” de segurança em relação aos ferreirenses, margem que deverá ser já intransponível – partilhando agora a 10.ª posição com o Amiense.

Noutro embate que se afigurava de cariz determinante na luta pela permanência, o At. Ouriense ganhou por tangencial 2-1 ao U. Almeirim, o suficiente para se afastar – também, presumivelmente, de forma definitiva – do Ferreira do Zêzere (agora a oito pontos dos oureenses), ao mesmo tempo que mantém os almeirinenses em posição muito delicada.

A questão de saber se serão dois ou três os clubes a despromover à II Divisão Distrital ficará definida no próximo Domingo, com a conclusão da fase de manutenção do Campeonato de Portugal, sendo que o Coruchense (que recebe o Peniche) necessitará obter, na pior das hipóteses, desfecho similar ao do V. Sernache (na recepção ao Marinhense), para assegurar a manutenção.

Caso venham a descer apenas os dois últimos classificados, antecipa-se luta intensa entre Ferreira do Zêzere (14.º) e U. Almeirim (15.º), separados por quatro pontos, sendo que apenas subsistiria vaga para um deles na I Divisão da próxima temporada. No cenário de virem a ter de ser três os clubes a despromover, então U. Almeirim e Glória do Ribatejo estariam já “sentenciados” à descida, enquanto o Ferreira do Zêzere também muito dificilmente poderia escapar a tal destino.

Confirmações – Tal como decorre do anteriormente mencionado, os quatro primeiros classificados confirmaram cabalmente o favoritismo que lhes era atribuído, vencendo, todos eles, por números expressivos, sendo, ainda assim, de anotar a réplica oferecida pela equipa da Glória do Ribatejo, perdendo em Mação por 4-2. Por seu lado, o Rio Maior bateu, de forma segura, o Cartaxo, por 3-1; enquanto o Fazendense se impôs por inequívoco 3-0 na recepção ao Amiense.

Já o U. Tomar, na estreia de Marco Marques, como treinador da equipa principal, goleou o Salvaterrense, por 4-1. Um desfecho que aparentará maiores facilidades do que o que se passou na realidade. Num Sábado de bastante calor, os jogadores sentiram muita dificuldade em manter um ritmo alto; pese embora, os unionistas colocar-se-iam em vantagem à passagem da meia hora, vindo, contudo, a conceder o restabelecimento da igualdade apenas cinco minutos volvidos.

Refrescando o “onze” ao intervalo – com três substituições de uma assentada –, os tomarenses conseguiriam impor maior intensidade no decurso da segunda parte, beneficiando também, em paralelo, da quebra física dos homens de Salvaterra, selando a vitória com dois tentos obtidos entre os 63 e os 67 minutos, o que viria ainda a ser confirmado com o 4.º golo, já na parte final.

II Divisão Distrital – Na 3.ª ronda da fase de apuramento de Campeão, foi enfim quebrada a magnífica série de 18 jogos sempre a ganhar do Moçarriense! Coube ao Entroncamento AC a proeza, ganhando por 1-0, isolando-se, assim, no comando, com o pleno de triunfos nesta fase.

Foi empolgante o embate entre Fátima e Forense: os fatimenses começaram por inaugurar o marcador, mas os visitantes ripostariam, marcando por três vezes, colocando-se em vantagem por 3-1, praticamente à entrada do quarto de hora final. O Fátima não se “entregou”, e conseguiria ainda, também com outros três golos, a seu favor, uma sensacional reviravolta, ganhando 4-3!

Na outra partida, o Águias de Alpiarça obteve um bom triunfo, por 3-1, no terreno do Espinheirense. Não obstante estarmos ainda no primeiro terço do torneio (tendo sido disputadas apenas três do total de dez jornadas), parece haver quatro “galos” para três “poleiros”: à equipa da cidade ferroviária seguem-se, todos a três pontos: Fátima, Águias de Alpiarça e Moçarriense.

Liga 3 – Foi, de alguma forma, extemporânea a vitória obtida pelo U. Santarém nas Caldas da Rainha na derradeira ronda da fase de manutenção, uma vez que os escalabitanos tinham visto já confirmar-se matematicamente, na semana anterior, a despromoção ao Campeonato de Portugal.

Num desafio em que, por três vezes, o U. Santarém se colocou em vantagem, o desfecho de 3-2 não permitiu melhor que reduzir para um ponto (11 pontos do grupo da capital do Distrito, face a 12 do Caldas) a diferença na classificação final, com o 4.º lugar da série já previamente fixado.

Desceram ao 4.º escalão do futebol nacional as seguintes equipas (últimas classificadas nas respectivas séries): Lusitânia de Lourosa, Pevidém, U. Santarém e Oriental Dragon.

Campeonato de Portugal – O Coruchense não conseguiu evitar desaire tangencial (0-1) na Marinha Grande, adiando para a última jornada a decisão do seu futuro para a próxima época; chega ao jogo decisivo no 2.º posto, em igualdade pontual com o V. Sernache (face ao qual dispõe de vantagem no confronto directo) – sendo que apenas os dois primeiros da série se manterão.

Antevisão – Na I Divisão Distrital o Rio Maior volta a jogar em casa – devido à inversão da ordem dos jogos, entre a 1.ª e a 2.ª volta –, recebendo o Abrantes e Benfica, enquanto o U. Tomar se desloca a Almeirim, para defrontar uma equipa extremamente carenciada de pontos.

No escalão secundário caberá ao Águias de Alpiarça receber o agora líder isolado, Entroncamento AC, sendo que, em paralelo, no Moçarriense-Fátima, se defrontam as outras duas equipas que partilham o 2.º posto. Espinheirense e Forense, que se cruzam, procurarão estrear-se a pontuar.

Na ronda final do Campeonato de Portugal, e tal como referido, o Coruchense recebe o já despromovido Peniche. A vitória garantirá a manutenção à turma do Sorraia, a qual, no limite, até poderia perder, desde que o V. Sernache fosse também derrotado, em casa, pelo Marinhense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Maio de 2022)

8 Maio, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça das Regiões – Fase final

(“O Templário”, 28.04.2022)

O campeonato do escalão principal manteve-se em pausa no passado fim-de-semana, no contexto da disputa da fase final da “Taça das Regiões”, cuja organização foi, aliás, assegurada pela Associação de Futebol de Santarém. A selecção representativa do Distrito marcou notável presença, tendo alcançado a Final da prova, empatando a uma bola frente à equipa da Associação de Futebol de Lisboa, acabando por ceder apenas no desempate por via da marcação de grandes penalidades, pelo que será a selecção lisboeta a representar Portugal na “UEFA Regions’ Cup”.

Destaque – Depois de – na fase zonal previamente disputada – ter garantido a presença entre os seis finalistas da competição, tendo vencido a sua zona (à frente das equipas das Associações de Ponta Delgada, Castelo Branco e Portalegre), a selecção da Associação de Futebol de Santarém sagrou-se igualmente, já nesta fase final (disputada em Fátima, Ourém, Vilar dos Prazeres e Boleiros), vencedora da sua série, tendo suplantado os combinados de Braga e de Ponta Delgada.

De facto, logo na sexta-feira, a equipa da A. F. Santarém ganhou à selecção de Braga por 1-0 (golo de Tiago Vieira), tendo, no domingo, empatado (1-1 – tento apontado por João Marchão) com a selecção de Ponta Delgada (a qual, entretanto, perdera por 1-3 com o conjunto bracarense).

Por seu lado, na outra série, Lisboa começara por ganhar por 2-1 frente à equipa de Vila Real, impondo-se também, por 2-0, face à selecção de Beja (já depois de os bejenses terem vencido, por 1-0, a turma transmontana), garantindo, desta forma, a outra vaga de finalista.

No feriado de 25 de Abril, no jogo da Final, no “Estádio Papa Francisco”, em Fátima, os lisboetas inauguraram o marcador, mas a selecção de Santarém restabeleceria a igualdade (golo de excelente execução técnica de Tiago Vieira, a antecipar-se ao guarda-redes, desviando a bola de cabeça, para o fundo da baliza, na sequência de canto apontado por Leandro Filipe).

Não tendo havido mais qualquer alteração no “placard”, teve de recorrer-se à fórmula de desempate através de pontapés da marca de grande penalidade, na qual a selecção de Lisboa foi mais eficaz, ganhando por 3-1, com o seu guarda-redes em especial evidência.

Integraram a selecção representativa da Associação de Futebol de Santarém – sob a orientação técnica de José Vasques – seis jogadores do U. Tomar (a par de outros tantos do Rio Maior): o guardião Ivo Cristo (que jogou na segunda parte da final, e no desempate, tendo ainda defendido um dos remates da marca de grande penalidade), Filipe Cotovio, Henrique Matos, Leandro Filipe e Tiago Vieira (todos titulares na partida da final) e João Marchão (que entrou em campo já na parte derradeira do jogo, tendo convertido o único remate bem-sucedido da equipa de Santarém).

Os jogadores unionistas estiveram em muito bom plano – tendo apontado todos os três golos da selecção de Santarém, assim como o único ponto no desempate na final, com Tiago Vieira e João Marchão a bisarem (este, contando esse pontapé da marca de grande penalidade).

II Divisão Distrital – Na retoma da fase final, com a realização da sua 2.ª jornada, o sexteto que disputa o título e a promoção à I Divisão, ficou agora escalonado em três pares: Entroncamento e Moçarriense (ambos com vitórias nos dois jogos); Fátima e Águias de Alpiarça, com três pontos; e Forense e Espinheirense (derrotados nos seus dois primeiros encontros).

Do passado fim-de-semana começa por destacar-se a goleada (4-0) aplicada pelo Fátima na recepção ao Espinheirense; assim como o triunfo (3-2), em terreno alheio, do Entroncamento, na deslocação ao reduto do Forense. Por seu lado, o Moçarriense “soma e segue”, tendo alcançado a 18.ª vitória em outros tantos desafios disputados no campeonato na presente época, impondo-se por 4-2 ao Águias de Alpiarça (que, ainda assim, recuperou de desvantagem de 0-4 ao intervalo).

Liga 3 – Em função de uma desfavorável conjugação de resultados – não tendo o U. Santarém conseguido melhor que um empate (1-1) caseiro ante o Cova da Piedade, enquanto o Caldas surpreendeu, indo igualmente ganhar ao campo do Amora – os escalabitanos vêem consumada a despromoção ao Campeonato de Portugal, terminando assim uma inglória passagem pela “Liga 3”, em época de estreia deste novo escalão do futebol nacional.

Efectivamente, não tendo conseguido escapar ao 4.º e último lugar da série, somando apenas oito pontos, à entrada para a derradeira ronda, o atraso de quatro pontos em relação aos mais próximos rivais (agora o Amora e o Caldas) será, pois, já insuperável.

Campeonato de Portugal – Já o Coruchense obteve desfecho bem mais positivo, tendo ido vencer por 2-1 a Cernache do Bonjardim, em desafio que se afigura poder ter sido crucial.

Após a 4.ª (de um total de seis) jornadas, a turma do Sorraia, com sete pontos angariados, mantém o 2.º posto, somente a um ponto do Marinhense (que cedeu inesperado empate caseiro ante o Peniche), dispondo de três pontos de avanço em relação ao V. Sernache (a que acresce vantagem no confronto directo, em caso de igualdade pontual no final, dado ter o grupo de Coruche vencido os dois jogos face a esse rival); e já de uma margem de cinco pontos em relação ao Peniche.

Antevisão – Após um hiato de três semanas estará de regresso (partidas a disputar este sábado) o Distrital da I Divisão, com realce para os embates: Rio Maior-Cartaxo e U. Tomar-Salvaterrense – com os dois primeiros do campeonato como favoritos; para além do “derby” Samora Correia-Benavente. Por seu lado, os confrontos At. Ouriense-U. Almeirim e Torres Novas-Ferreira do Zêzere poderão ser definidores de posições a nível da luta pela manutenção na divisão principal.

Na II Divisão Distrital, as atenções estarão focadas, em especial, no Entroncamento-Moçarriense, um sério teste à invencibilidade da formação do município de Santarém. No Fátima-Forense e no Espinheirense-Águias de Alpiarça, os grupos de Foros de Salvaterra e do Espinheiro terão de procurar fazer o máximo para poderem manter “vivas” as respectivas aspirações.

A fase final do campeonato da Liga 3 atinge, com a 6.ª jornada, o seu termo – tendo a Oliveirense garantido já a promoção à II Liga –, deslocando-se o U. Santarém às Caldas da Rainha, num jogo que poderia antecipar-se como decisivo, mas, agora, já meramente para cumprir calendário.

No Campeonato de Portugal, o Coruchense tem nova saída, de elevado grau de dificuldade, à Marinha Grande, para defrontar o Marinhense – mas que até poderá vir a ser premiada com a garantia da permanência (o que sucederia, por exemplo, com empates nos dois jogos desta penúltima ronda… ou, sem ficar dependente de terceiros, em caso de triunfo do grupo do Sorraia).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Abril de 2022)

30 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais

(“O Templário”, 21.04.2022)

As equipas do Fazendense e do Abrantes e Benfica confirmaram o favoritismo que lhes era creditado – e que, aliás, haviam já começado a cimentar nos jogos da 1.ª mão –, garantindo a presença na Final da Taça do Ribatejo da presente época. O emblema das Fazendas de Almeirim disputará a sua quarta final num período de dez anos, enquanto os abrantinos farão a sua estreia em tal desafio decisivo, agendado para dia 5 de Junho, no Campo Chã das Padeiras, em Santarém.

Destaques – As partidas da 2.ª mão, jogadas no feriado da passada sexta-feira, pautaram-se pelo equilíbrio e pela escassez de golos – apenas tendo sido apontados três tentos nos dois encontros.

No que respeita ao Fazendense, que se colocara já em vantagem na 1.ª mão, em Amiais de Baixo, onde vencera por 1-0, começou por reforçar tal superioridade, ao inaugurar o marcador, poucos minutos após o início da segunda parte do prélio em que actuou no seu terreno, controlando a eliminatória até final, apesar de ter sofrido ainda um susto, com o golo que fixaria o empate final (1-1), marcado pelo Amiense à entrada para os derradeiros cinco minutos.

Tal como referido, o grupo das Fazendas de Almeirim – que eliminara já, nesta edição da prova, o Porto Alto e o Benavente (ganhando, em ambos os casos, por tangencial 2-1, em terreno alheio), assim como, nos 1/4 de final, o líder do campeonato, Rio Maior (no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a um golo) – atinge a Final da Taça pela quarta vez na última década (2012, 2014, 2016 e 2022), sendo que se sagrou vencedor em todas essas três ocasiões anteriores.

O Fazendense é, aliás, o clube com maior palmarés na competição, o único que detém já quatro troféus da Taça do Ribatejo, conquistados em 2006, 2012, 2014 e 2016 – face a três títulos averbados por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense. É, ainda, o que melhor desempenho pontual regista desde 2009-10 (com 33 vitórias e 15 empates, num total de 57 jogos disputados), neste caso, a par do Mação, e logo adiante do U. Tomar e do seu rival nesta meia-final, Amiense.

Quanto ao Abrantes e Benfica – depois de ter arrancado uma igualdade a três bolas no Cartaxo, na 1.ª mão, por três vezes anulando a vantagem alcançada pelo adversário, num embate empolgante – terá sido, desta feita, mais “calculista”, tendo-lhe bastando um único golo (marcado à passagem da hora de jogo) para assegurar o triunfo na eliminatória e consequente apuramento para o encontro decisivo, arredando assim os cartaxeiros da final.

Tal como sucedeu com o actual líder da I Divisão Distrital, igualmente promovido ao escalão principal apenas há três anos (2018-19) – após o regresso à competição ao nível de seniores, nessa mesma época, do centenário Sport Abrantes e Benfica (na sequência da fusão com a U. Abrantina) –, também já 2.º classificado no último campeonato, alcança, desde já, o seu melhor registo histórico na Taça do Ribatejo (depois de ter sido também semi-finalista no ano de 2019).

Para tal, o grupo de Abrantes teve, nesta temporada, de eliminar o Fátima (no desempate da marca de grande penalidade, após empate 2-2 no reduto adversário), o Vasco da Gama (ganhando por 4-1, também fora de casa) e, nos 1/4 de final, outra vez por via daquela fórmula de desempate, afastando o Salvaterrense (após igualdade a um golo), antes deste último duelo com o Cartaxo.

Anota-se que, da galeria de vencedores da competição, consta outro emblema do município abrantino, o entretanto extinto Abrantes FC, que conquistara o troféu na temporada de 2002-03.

A realizar campanhas com desempenhos distintos no campeonato em curso (o Fazendense é 3.º classificado, ocupando o Abrantes e Benfica mais modesta 8.ª posição, aquém do que seriam as expectativas), os dois clubes defrontar-se-ão na Final, um tipo de jogo, por natureza, e dadas as suas especificidades, de prognóstico completamente “em aberto”, visando – para além, claro, de enriquecer o palmarés com a conquista de mais um título –, aceder também à Taça de Portugal.

Liga 3 – A equipa do U. Santarém conseguiu reagir da melhor forma ao “traumático” empate cedido na ronda anterior, tendo surpreendido, indo vencer ao terreno do líder, na Amora, por 1-0.

Um triunfo que volta a proporcionar o manter viva a esperança da manutenção: a duas jornadas do termo deste “mini-campeonato”, os escalabitanos, pese embora subsistam no 4.º e último posto da série (lugar de despromoção), distam só dois pontos do Caldas – e até, no limite, cinco pontos do agora duo da frente (Cova da Piedade e Amora) –, dependendo, pois, apenas de si próprios.

Antevisão – O Distrital da I Divisão continuará em pausa neste fim-de-semana, dado disputar-se (entre 22 e 25 de Abril) a fase final da “Taça das Regiões”, com a selecção de Santarém, anfitriã de tal competição, integrada em grupo com as equipas representativas das Associações de Futebol de Braga e de Ponta Delgada (sendo o outro grupo composto pelas selecções de Lisboa, Beja e Vila Real) – o vencedor apurar-se-á para a “Regions Cup” da UEFA, representando Portugal.

Da passada semana chegou, entretanto, a notícia da decisão, por parte da Direcção do União de Tomar, de dispensa da equipa técnica, deixando Filipe Pinto (que comunicara já, previamente, a sua intenção de não continuidade na próxima época) de ser o Treinador da equipa principal do clube – que ocupa o 2.º lugar do campeonato, a seis pontos do líder, Rio Maior, faltando disputar cinco jornadas, dispondo, em paralelo, de vantagem de onze pontos face ao 3.º (Fazendense).

O escalão secundário, que retoma a marcha da disputa da fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, com a realização da 2.ª ronda, tem agendados, para este Domingo, os seguintes desafios: Moçarriense-Águias de Alpiarça; Forense-Entroncamento AC; e Fátima-Espinheirense.

Na Liga 3, o U. Santarém recebe a visita do Cova da Piedade, procurando uma vitória que lhe possa permitir ir para o derradeiro encontro, nas Caldas da Rainha, em posição vantajosa.

No Campeonato de Portugal, também de regresso este fim-de-semana, no que respeita às séries de disputa da manutenção, o Coruchense enfrenta partida de cariz crucial, em Cernache do Bonjardim, frente ao V. Sernache, com o qual reparte o 2.º posto da classificação (sendo que apenas os dois primeiros classificados de cada série garantirão a permanência na próxima época).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Abril de 2022)

24 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Artigos Mais Antigos


Autor – Contacto

Destaques

Benfica - Quadro global de resultados - Printscreen Tableau
Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade União de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Setembro 2022
S T Q Q S S D
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Twitter

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.