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O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

Pulsar-TRibatejo-Final

(“O Templário”, 17.05.2018 – Clicar na imagem para ver o artigo completo)

Ao triunfar por 2-1, frente ao recentemente sagrado Campeão Distrital (Mação), na Final da Taça do Ribatejo, o União de Tomar sagrou-se vencedor, pela primeira vez no seu historial (na sua 19.ª participação na prova – que apenas passou a disputar de forma assídua desde a temporada 2002-03, após a estreia na época de 1985-86), do troféu em disputa, voltando assim, vinte anos depois, à conquista de um título no escalão de seniores (após ter averbado, há cinco anos, idêntico galardão, mas, então, no escalão de juniores)!

Destaque – No grande dia da “festa da Taça”, reencontravam-se, no Complexo Desportivo do Bonito, no Entroncamento, num Estádio repleto de público entusiasta, as duas equipas que dominaram esta temporada no futebol distrital, o Campeão e Vice-campeão, disputando também a supremacia, agora, igualmente, na final da Taça do Ribatejo, após os dois empates registados nos encontros a contar para o campeonato.

O Mação, que defendia o troféu obtido no ano anterior (bisando o sucesso alcançado dez anos antes), apresentava-se com maior experiência neste tipo de desafios decisivos (tendo, logo no início da época vencido também a “Supertaça Dr. Alves Vieira”), face a uma equipa do U. Tomar que se estreava na final da competição.

Não obstante, desde o pontapé de saída, seriam os unionistas a assumir a iniciativa do jogo, não obstante viessem a passar por um primeiro grande susto, apenas com um minuto decorrido de jogo, quando, na sequência de um livre, e beneficiando do vento que se fazia sentir, os maçaenses enviaram uma bola, que, com uma trajectória caprichosa, viria a embater no poste da baliza tomarense.

Não acusando o toque, os rubro-negros inaugurariam o marcador apenas com sete minutos jogados, na sequência de um lançamento de linha lateral para o interior da área, onde, muito oportuno, Luís Pedro Alves, com um toque subtil, mas pleno de convicção, colocou o União em posição de vantagem.

Todavia, à medida que o tempo ia avançando, até final da primeira parte, o Mação conseguiria obter algum predomínio a meio-campo, com maior controlo de jogo, e apresentando maior insistência nos lances ofensivos.

Na segunda metade, agora jogando a favor do vento, os unionistas pareciam entrar mais afoitos, dispostos a ampliar a sua vantagem, quando num atraso para o guardião, num lance fortuito de infelicidade, ao procurar dominar a bola com o pé, ela escapou-se-lhe ligeiramente, surgindo de pronto um avançado maçaense, tornando-se inevitável o contacto (pé contra pé), que o árbitro sancionaria com grande penalidade. Também à passagem do sétimo minuto, na conversão do castigo, o Mação restabelecia a igualdade.

Curiosamente, a partir daí, e após ter conseguido assentar o seu jogo, seria sempre o União a assumir o risco, indo em busca do segundo tento, enquanto o Mação parecia mais na expectativa, aguardando pelo erro adversário para procurar o contra-golpe.

Até que – também a cerca de sete minutos do final do tempo regulamentar –, em mais uma das diversas arrancadas de Wemerson Silva, a desmarcar-se em velocidade, na sequência de um lançamento em profundidade, para as costas da defesa contrária, e a surgir isolado frente ao guardião maçaense, o melhor marcador do Campeonato e da Taça, remataria inapelavelmente, forte e colocado, “fuzilando” a baliza, sem hipótese de defesa, recolocando os nabantinos em vantagem no marcador.

Um golo de belo efeito, a surgir no momento ideal, culminando uma magnífica temporada – na qual o avançado unionista somou 29 tentos (7 na taça e 22 no campeonato) –, fazendo a diferença, e não apenas pelos golos apontados, tendo o U. Tomar alcançado um total de 81 golos, confirmando a proeza, de cariz inédito para o clube, a este nível, de marcar em todos os 34 jogos disputados nesta época!

Haveria ainda tempo, já em período de compensação, para outra fantástica arrancada de Wemerson, correndo quase meio-campo, surgindo novamente isolado, a procurar contornar o guarda-redes, o qual, em “desespero de causa”, o derrubou com os pés, originando outra grande penalidade, desta feita a favor dos tomarenses. Na conversão do lance, o brasileiro, com a mira “demasiado afinada”, acertaria com estrondo no poste, assim se gorando a possibilidade do terceiro golo unionista.

Com inteira justiça, num merecido prémio ao labor de todo o grupo de trabalho no decurso da temporada, o União de Tomar confirmava a conquista do troféu, numa partida em que há a enaltecer a forma digna como ambas as equipas actuaram, e o “fair-play” demonstrado pelos maçaenses dentro e fora de campo, assim como o comportamento dos adeptos de ambas as partes, num encontro de verdadeira festa.

Em fecho de ciclo, o técnico Lino Freitas alcançou enfim, no seu último desafio ao “leme”, o título pelo qual tanto porfiou ao longo de vários anos (igualando o registo de seis épocas consecutivas como treinador, antes atingido por Eduardo Fortes, numa muito significativa demonstração de estabilidade do clube), após quatro lugares consecutivos no pódio no campeonato, duas vezes vice-campeão e duas vezes no 3.º lugar – galardão que junta ao título de Campeão de Juniores, conquistado em 2009-10.

Com seis vitórias, um empate e uma derrota, e um “score” global de 17-5, o U. Tomar torna-se no 24.º clube a conquistar a Taça do Ribatejo, na sua 41.ª edição. Um título que, pessoalmente, com grande gratidão – para além do obrigado a todo o grupo –, aqui gostaria de associar à memória de Faustino Chora, símbolo maior da mística unionista.

II Divisão Distrital – Com o quarto triunfo (2-0 em Rio Maior) em outros tantos jogos, o U. Santarém parece lançado para garantir a promoção ao escalão principal, com a disputa pelas outras duas vagas muito repartida, com vantagem da Glória do Ribatejo (1-0 em Marinhais).

Campeonato de Portugal – As duas equipas que representam a série em que militaram os clubes do Distrito protagonizaram a surpresa da 2.ª mão do “play-off”, garantindo a qualificação para a eliminatória decisiva: o Mafra foi vencer por 4-2 ao terreno do Vilaverdense, enquanto o Vilafranquense ganhou por 2-0 em Vizela. Defrontarão agora, respectivamente, o U. Leiria e o Farense, para decidir os dois apurados para a final e inerente promoção à II Liga.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Maio de 2018)

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20 Maio, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

Comemorações do Centenário da Mendes Godinho fecham com chave de ouro

Mendes Godinho - Apresentação livro

(“O Templário”, 17.05.2018 – Clicar na imagem para ver as páginas completas)

18 Maio, 2018 at 10:14 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

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(“O Templário”, 10.05.2018)

Com um categórico triunfo na derradeira ronda, o U. Tomar confirmou a sua quarta presença consecutiva no pódio na I Divisão Distrital: depois de ter sido vice-campeão em 2015, e de dois 3.º lugares, em 2016 e em 2017, repete agora a condição de vice-campeão, posição que alcança pela terceira vez nos últimos dez anos, período no qual regista nada menos de seis lugares de honra, entre os quatro primeiros classificados do principal campeonato da A. F. de Santarém.

Por seu lado, a vaga que restava atribuir para participação na Taça de Portugal foi garantida pelo Torres Novas, que, não obstante a sensacional vitória do Ferreira do Zêzere no reduto do novo Campeão, manteve o 3.º lugar, também mercê de uma goleada infligida ao Fazendense.

Destaques – Pese embora acabasse por não ter repercussões a nível do posicionamento final na tabela classificativa, o grande realce desta última jornada vai para o êxito da formação de Ferreira do Zêzere em Mação, impondo-se por 3-2, fechando com “chave de ouro” a sua brilhante prestação neste campeonato, em que obteve a melhor classificação de sempre da história do clube, com um excelente 4.º lugar, com o “extra” de ter sido a equipa com melhor desempenho na segunda volta. Está de parabéns Eduardo Fortes e todo o grupo que liderou!

Também o Torres Novas, com um ciclo final de quatro vitórias sucessivas, goleando (4-0) o já “conformado” Fazendense, completa uma bastante boa temporada, conseguindo, com o 3.º lugar obtido, o seu melhor registo desde há cinco anos, com o prémio da qualificação para a Taça de Portugal, num ressurgimento de um dos principais clubes históricos do Distrito. Ao invés, tendo perdido quatro dos cinco últimos jogos (enfrentando, nas três derradeiras jornadas, os três primeiros classificados), a turma das Fazendas acabaria por baixar à 6.ª posição (repetindo a classificação do ano anterior), por troca precisamente com o seu rival, U. Almeirim.

Uma nota final de realce para outra goleada, por 5-1, do Amiense frente ao At. Ouriense, traduzindo-se no quarto triunfo do conjunto de Amiais de Baixo nas cinco rondas finais, fixando-se no 9.º posto (igualado em pontos com o Cartaxo, que, no último dia, ascendeu ao 8.º lugar), afinal, ambos nove pontos acima do primeiro dos despromovidos (U. Abrantina). Por curiosidade, a equipa de Ourém classifica-se, pelo terceiro ano sucessivo, no 10.º lugar.

Confirmações – Dependendo apenas de si para garantir o 2.º posto, o U. Tomar teve uma tarde – de muito calor – bastante tranquila, marcando cedo e prontamente “arrumando” a questão, frente a um já muito desfalcado Riachense. A contagem foi-se elevando paulatinamente, até ao 3-0 que se registava no final do primeiro tempo, para, na metade complementar, e apesar de o ritmo de jogo ter decaído, os unionistas chegarem ainda ao 4-0, ficando a dever a si próprios outros tantos golos, no que poderia ter sido uma goleada de contornos verdadeiramente históricos, face a um dos clubes de maior cartel no futebol distrital nas décadas mais recentes.

Com os dois tentos apontados por Wemerson, o brasileiro confirmou também a posição de melhor marcador da prova, com um total de 22 golos, à frente de um igualmente notável Tiago Vieira (Ferreira do Zêzere), com 20, e de Hélio Ocante (U. Abrantina), com 15. Outro registo excepcional é a série de 33 jogos (todos os disputados nesta época) sempre a marcar, do União!

Assim, a confirmar o estatuto de equipas dominadoras do futebol distrital, para além de ocuparem os dois lugares cimeiros da prova (separados por seis pontos na pauta classificativa), Mação e U. Tomar terão ainda outro embate adicional, para disputa da supremacia, na final da Taça, depois dos dois empates verificados nos encontros entre ambos para o campeonato.

De sublinhar que os maçaenses conseguiram, enfim – culminando 15 anos (!) de desempenho extremamente regular, quase sempre na primeira metade da tabela (após três 4.º lugares, um 5.º, dois 6.º, seis 7.º e dois 8.º, posição que registaram na última temporada) –, alcançar o inédito título de Campeão Distrital e consequente promoção ao Nacional, em que se farão a sua estreia.

Os restantes clubes que, à partida para esta época, se anunciavam como potenciais candidatos, concluíram também a prova a vencer, quedando-se, contudo, em posições bastante aquém das expectativas: em 5.º, 7.º e 8.º, respectivamente o U. Almeirim, o Samora Correia e o Cartaxo.

Os almeirinenses passaram ainda por um susto, na recepção à U. Abrantina, mas acabariam por ganhar por tangencial 2-1. A mesma marca, aliás, com que os samorenses bateram o “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, na Ribeira de Santarém, assim quebrando uma série de quatro desaires consecutivos, que haviam sofrido nas rondas precedentes.

Por seu lado, o Cartaxo não foi também além de um solitário golo na recepção ao Moçarriense, num campeonato em que denotou flagrantes dificuldades em se impor no seu reduto, finalizando, curiosamente, com desempenho exactamente igual nos jogos em casa e fora: cinco vitórias, três empates e cinco derrotas, em qualquer das condições.

II Divisão Distrital – O U. Santarém prossegue a sua caminhada triunfal, tendo batido o Glória do Ribatejo, por 2-0, somando, assim, nove pontos em três jornadas, seguido por um quarteto, já a cinco pontos de distância: com os triunfos obtidos pelo Tramagal (ante o Rio Maior) e Marinhais (frente à U. Atalaiense), ambos pela margem mínima de 1-0, igualaram pontualmente o Rio Maior e Glória do Ribatejo (4 pontos), com a U. Atalaiense, na cauda, só com derrotas.

Campeonato de Portugal – Na 1.ª mão do “play-off” de apuramento de campeão e de promoção à II Liga, realce para os triunfos em terreno alheio, de Farense, em Felgueiras (3-2) e Vizela, em Vila Franca de Xira (1-0); o U. Leiria (3-1, na recepção ao Lusitano Vildemoinhos) parece também bem “encaminhado”; tendo o Mafra vencido (2-1), em casa, o Vilaverdense.

Antevisão – Conforme referido, no Domingo, 13 de Maio, no Entroncamento, teremos a final da Taça do Ribatejo, entre Campeão e Vice-Campeão, num jogo, pelo seu cariz, de “tripla”.

Na II Divisão, com os desafios agendados para Sábado, o Rio Maior terá a visita do U. Santarém – num encontro entre os dois principais favoritos –, destacando-se ainda o “derby” do município de Salvaterra, entre Marinhais e Glória; por seu lado, a U. Atalaiense, recebendo o Tramagal, necessitará vencer, para poder manter ainda aspirações à subida ao escalão principal.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 2.ª mão do “play-off”, de que parecem, por ora, favoritos a avançar para a eliminatória seguinte (na qual se decidirá quais os dois clubes finalistas da competição, premiados com a promoção à II Liga), Farense, Vizela e U. Leiria.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Maio de 2018)

13 Maio, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

«História do empreendimento familiar “Mendes Godinho” retratada em livro»

CT - 11-05-2018

(“Cidade de Tomar”, 11.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)

10 Maio, 2018 at 9:55 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

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(“O Templário”, 03.05.2018)

Após a realização da 25.ª ronda do Campeonato Distrital da I Divisão, ficou já definido o lote completo de clubes a despromover ao escalão secundário, para a próxima época: U. Abrantina, Riachense, Moçarriense e Empregados do Comércio. Com o título de Campeão também já virtualmente conquistado pelo Mação, subsiste como pólo de atracção, para a derradeira jornada, a disputa pelo 2.º lugar, posição pela qual se mantém em compita um terceto, formado por U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere (este, um ponto abaixo dos dois anteriores).

Destaques – O principal destaque vai, novamente, para o triunfo (2-1) averbado pelo U. Tomar, repetindo a vitória que registara na temporada passada nas Fazendas de Almeirim, no que constitui apenas o segundo desaire caseiro do Fazendense no presente campeonato, desfecho que determinou, desde já, que o grupo almeirinense não possa almejar melhor que o 5.º posto.

Cientes da importância deste desafio, perante um dos mais credenciados opositores da competição, voltando a ter uma entrada em campo bastante afirmativa, os unionistas cedo inauguraram o marcador, controlando o jogo durante toda a sua metade inicial. Na etapa complementar, os donos da casa surgiram mais afoitos, vindo a igualar a contenda. Mas, tal como sucedera há uma semana, os tomarenses responderam de pronto, praticamente no minuto imediato, repondo a vantagem, que conservariam até final, chegando assim ao último jogo em situação privilegiada para, pelo quarto ano consecutivo, marcarem presença no pódio final.

Em Abrantes, num confronto que se perfilava como determinante na luta pela manutenção, a U. Abrantina não conseguiu chegar ao único resultado que lhe poderia ter proporcionado manter a incerteza até ao último dia, e, nesse caso, continuar a “sonhar”. Ao invés, seria o Cartaxo a marcar primeiro, comprometendo deveras tais aspirações. O grupo de Abrantes mais não conseguiria que o tento do empate, alcançado já na fase terminal do encontro, vendo assim confirmada a sua despromoção à II Divisão, acabando por ser – em função da qualidade de futebol que apresentou ao longo da prova – a principal “vítima” do sofrível desempenho dos clubes do Distrito no Nacional.

A realizar uma excelente recta final – somando a sua sexta vitória nos últimos sete jogos no campeonato –, o Torres Novas, ganhando em Samora Correia, mercê de um solitário tento, confirma o brilhante desempenho no campeonato, notoriamente acima das expectativas iniciais, superando clubes que, à partida, se perfilavam como candidatos ao título (como eram os casos do próprio Samora Correia, U. Almeirim ou Cartaxo). Pelo contrário, os samorenses, com uma época atípica, acabam por pagar a sua grande irregularidade (a uma série inicial de quatro triunfos, entre a 2.ª e 5.ª rondas, seguiu-se um terrível ciclo de sete derrotas em oito jornadas, cinco delas sucessivas, complementado, já na segunda volta, com seis vitórias consecutivas, para fechar, por agora, com mais uma série de quatro desaires), ocupando um modesto 7.º posto.

A última nota de realce vai para o triunfo do U. Almeirim em Ourém, ante o At. Ouriense, também por tangencial 1-0, posicionando-se no 6.º lugar, mas, ainda, com a possibilidade de chegar ao 5.º, caso consiga igualar pontualmente o seu grande rival das Fazendas de Almeirim.

Confirmações – A equipa do Ferreira do Zêzere, recebendo e batendo o Amiense, por 1-0 (interrompendo um ciclo de três vitórias sucessivas do grupo de Amiais de Baixo) continua a cotar-se como a de melhor desempenho na segunda volta da competição, tendo garantido já a melhor classificação de sempre da sua história – pelo menos, um absolutamente notável 4.º lugar –, aspirando ainda a uma posição no pódio, pese embora enfrente a derradeira jornada em desvantagem pontual e com uma difícil visita ao terreno do Campeão.

Precisamente, o Mação, agora já em descompressão, talvez começando a pensar na final da Taça, foi vencer a Riachos, por ilusória margem de 2-0, na perspectiva de que o Riachense manteve o nulo no marcador praticamente até ao derradeiro minuto do tempo regulamentar…

Por fim, no “derby” escalabitano, entre os dois últimos classificados, o Moçarriense conseguiu, enfim, quebrar a “malapata”, ganhando pela primeira vez em toda a segunda volta (antes, somava dez derrotas e um único empate!), impondo-se também por tangencial 2-1 aos Empregados do Comércio, que, assim, não evitarão a posição final de “lanterna vermelha”.

II Divisão Distrital – Teve já início a fase final, de apuramento de Campeão e dos três clubes a promover ao principal escalão, com uma “jornada dupla”, no feriado, de 25 de Abril, e no passado Domingo. Destaca-se já, isolado na liderança, o U. Santarém, com duas vitórias por “chapa 4”: 4-2 no Tramagal, a que se seguiu nova goleada, por 4-0, na recepção ao Marinhais (que, na semana anterior, tinha sido já derrotado por ainda mais esmagadora marca de 6-0). Por seu lado, Rio Maior (4-1 ao Atalaiense, depois de um nulo em Marinhais) e Glória do Ribatejo (2-1 na Atalaia, a que se seguiu um empate a zero na recepção ao Tramagal), parecem pretender posicionar-se também como outros principais candidatos à subida.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, para a jornada derradeira, as atenções estarão focadas no U. Tomar-Riachense (com os unionistas a necessitar confirmar o favoritismo, para “carimbar” o 2.º lugar, que ocuparam durante a maior parte da temporada), Torres Novas-Fazendense (um confronto com tendência histórica claramente favorável aos torrejanos, que poderão ainda beneficiar do facto de o adversário não poder já aspirar a melhorar a sua classificação) e Mação-Ferreira do Zêzere (com os ferreirenses apostados em potenciar ainda mais o “efeito-surpresa”).

Na II Divisão, o U. Santarém recebe o Glória do Ribatejo, podendo, em caso de vitória, garantir posição muito confortável no que à subida diz respeito, enquanto Tramagal e Rio Maior terão um confronto que poderá ter implicações relevantes em tal disputa. O outro jogo coloca frente a frente Marinhais e U. Atalaiense, equipas que vêm de goleadas sofridas nas rondas iniciais.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 1.ª mão do “play-off” de apuramento para subida à II Liga (apenas duas vagas de promoção), numa eliminatória com o seguinte alinhamento: Mafra-Vilaverdense, Vilafranquense-Vizela, U. Leiria-Lusitano Vildemoinhos e Felgueiras-Farense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Maio de 2018)

6 Maio, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

Mendes Godinho – Apresentação do livro

Mendes Godinho
MG - Marcador livro

MENDES GODINHO – Uma História de Empreendimento Empresarial Familiar

Quando, no final de 2016, a “Associação MG – Memorial Mendes Godinho” me dirigiu o convite para escrever um livro sobre a história da “Mendes Godinho”, sabia que estava a ser colocado perante o que fora um vasto “império empresarial”, com um leque muito diversificado de actividades, de enorme amplitude e abrangência.

Antevia – a traços largos e de contornos naturalmente algo indefinidos –, a dimensão do desafio que me era proposto, um projecto de tal modo aliciante que, rapidamente, isso se sobrepôs à natural dúvida sobre a capacidade de enfrentar, em tempo útil, a magnitude da empreitada que me aguardava. Na verdade, em qualquer circunstância, este era um repto irrecusável.

Mas estava, ainda assim, bem longe de poder abarcar toda a importância de que o “Grupo” se revestiu, ao longo de várias décadas, não só no panorama local e regional, mas, sobretudo, no plano nacional: nos anos 80, a então maior empresa privada de Portugal, em termos de volume de negócios – a TAGOL – era parte integrante do “Grupo Mendes Godinho”!

De imediato, foi desmedido o entusiasmo com que comecei a receber, estudar, compilar, resumir e tratar o manancial de informação e documentação que, quase semanalmente, o Sr. Carlos Mendes Godinho e o Dr. Manuel Mourão me faziam chegar, sempre com novas “descobertas” (e não apenas para mim…), vindas do fundo dos seus “arquivos pessoais”.

A intensa aventura em que tinha embarcado começaria, pouco a pouco, a ganhar forma, numa espécie de trabalho de filigrana, como se tratasse de juntar as peças de um enorme “puzzle”, “pluridimensional”, com a gratificante satisfação de ir, gradualmente, completando cada um dos vários quadros, que resultariam como que na imagem final de um polígono de vários vértices.

Ao longo dos meses seguintes, passei a “conviver” diariamente com figuras de irresistível fascínio, como as do patriarca, Manuel Mendes Godinho, ou do seu neto, grande responsável pela dinamização e desenvolvimento do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior. Mas, também, paralelamente, com negócios muito variados, como moagens, fornecimento de electricidade, cerâmicas, fábricas de rações, ou de fibras de madeira (“platex”), até à casa bancária.

Via desfilar os vários momentos, desde as origens, à criação, crescimento e apogeu de tal império empresarial, sublimado na visionária iniciativa que resultaria na implantação da TAGOL, em paralelo com a idealização de outro grandioso projecto, o qual, contudo, acabaria por não saír do papel, o da navegabilidade do Tejo.

Ia viajando pelas várias geografias a que se estendia este magno empreendimento: desde os “Lagares d’El Rei” – onde hoje nos encontramos – ao imóvel “Os Cubos”, passando por outros sugestivos nomes como os Vale Florido, Valbom, Nazaré ou Palença, na margem sul do Tejo, junto a Lisboa.

Assim como, por outro lado, “assistia” aos primeiros sintomas de crise, ao início do declínio, que culminaria no desmembramento e fim do “Grupo”.

Indelevelmente associado a esse final “pouco feliz” que se ia anunciando – num processo que se arrastaria ao longo de intermináveis anos –, um brusco momento da nossa história colectiva, com o processo de nacionalizações, em 1975, que me fez então tomar contacto e, de facto, embrenhar-me, minuciosa e detalhadamente, numa imensa panóplia de documentação jurídica, numa quase interminável sucessão de diplomas legais (Leis, Decretos-Leis e Despachos), acórdãos e sentenças judiciais, pareceres e petições de recurso.

Ao mesmo tempo, ficavam bem vincados os esforços que, durante décadas, vários membros da família iam desenvolvendo, em prol dos seus legítimos direitos, numa titânica e desigual luta. Entre a data da estatização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos” e a atribuição da compensação por tal expropriação haveriam de passar mais de trinta anos!

***

Este livro encontra-se estruturado em cinco partes, tratando as seguintes grandes áreas temáticas, também, paralelamente, organizadas em termos cronológicos:

  1. Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  2. Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  3. Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L;
  4. TAGOL, Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L.; e
  5. Nacionalização.

A primeira parte começa por traçar um breve perfil biográfico do fundador, Manuel Mendes Godinho, assim como das origens da sua actividade empresarial, até à constituição da sociedade matriz – a Manuel Mendes Godinho & Filhos –, finalizando com um esboço de “retrato” do principal dinamizador da criação e expansão do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior.

Na segunda parte, é apresentada a evolução histórica da “Casa Bancária”, sob duas perspectivas: uma de índole académica; outra, de cariz oral, conforme depoimento do Dr. Luís Graça. É também abordada a reestruturação societária, a partir de 1960, na sequência de constrangimentos legais, assim como o projecto de instituição, já em 1974, do “Banco Mendes Godinho”. É ainda complementada com excertos dos Relatórios e contas da sociedade, dando conta da sua evolução, passo a passo, ao longo dos anos.

A parte três é dedicada à empresa Fábricas Mendes Godinho, SARL, criada em 1960, tendo assumido os negócios da área industrial, transferidos da sociedade-mãe. Nela são analisadas as várias indústrias que desenvolveu, desde a fábrica de rações “Sol”, às fábricas de fibras de madeira (duas unidades fabris de “Platex”, a que sucederiam a I.F.M. e Valbopan), assim como a Norema Portuguesa. Compreende ainda um alargado capítulo relativo à indefinição sobre a titularidade de 75% do seu Capital social, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária”. Integra igualmente extractos dos Relatórios e contas.

Na parte quatro é detalhadamente abordada a que seria a última e grande “jóia da coroa”, a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, SARL, desde os estudos prévios, à “descoberta” do local da sua implantação, seus produtos e aspectos técnicos, empresas associadas e tentativa de alienação. Para além de fragmentos dos respectivos Relatórios e contas, aborda-se ainda, brevemente, a “segunda vida” da TAGOL, após a sua integração no perímetro da Sovena.

Por fim, na parte cinco, é apresentado, de forma detalhada, todo o complexo imbróglio associado ao contencioso com o Estado português e com o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”. Por razões meramente de índole cronológica, esta última parte, e, consequentemente, o livro, encerra com breves referências à Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho e à Associação MG – Memorial Mendes Godinho.

***

A concluir esta apresentação, não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para expressar o meu agradecimento a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que este livro se tornasse uma realidade.

Em primeiro lugar, necessariamente, e desde logo, à Associação MG – Memorial Mendes Godinho, promotora desta iniciativa, pelo amável convite para o elaborar, que muito me honra; e também a Carlos Mendes Godinho e ao Dr. Manuel Maria Azevedo Mendes Mourão, como principais responsáveis pela recolha da vasta documentação consultada, assim como pela aturada revisão do texto; a António Gomes, António Jesus Baptista, António Lourenço, Eng.º João António Sousa Pereira, Dr. José Augusto Oliveira Baptista, Dr. Luís Graça e Eng.º Luís Maria Godinho Gonçalves, pelos testemunhos prestados; e, ainda, ao Dr. Luís Marques, por gentilmente ter acedido ao convite para redigir o Prefácio, que sobremaneira valoriza e prestigia este trabalho.

(Fotos de João Mendes Mourão)

6 Maio, 2018 at 10:15 am Deixe um comentário

“História da «Mendes Godinho» agora em livro”

O Templário - 03-05-2018

(“O Templário”, 03.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)

3 Maio, 2018 at 12:42 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

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(“O Templário”, 26.04.2018)

Numa jornada, repleta de golos, em que a disputa pelo 2.º lugar prossegue bem acesa, sublinha-se o consumar da despromoção do Riachense ao escalão secundário, no ponto mais baixo do clube em várias décadas, após uma fase, bem recente, em que predominou no futebol distrital (com quatro títulos de Campeão da I Divisão, entre 2001 e 2013, a que se somam as Taças do Ribatejo conquistadas em 2009 e 2010), e depois de ter sido vice-campeão na época passada!

Destaques – O principal destaque da 24.ª ronda vai para a goleada (5-2) aplicada pelo U. Tomar na recepção ao Samora Correia (depois do 5-0 com que os unionistas haviam já brindado este mesmo adversário, na primeira volta), num jogo frenético, com cinco golos na primeira meia hora, curiosamente, com os samorenses a colocarem-se, por duas vezes, em vantagem.

De facto, logo nos minutos iniciais, os visitantes, em contra-ataque, inauguraram o marcador, situação a que os tomarenses reagiriam de melhor forma, repondo a igualdade logo no minuto imediato. Para, poucos minutos volvidos, o Samora Correia, beneficiando de uma grande penalidade, fazer o 2-1. Outra vez sem vacilar, os “rubro-negros” ripostariam com novo tento, empatando a contenda, antes de, prontamente, adquirirem confortável vantagem, ampliando a marca até aos 4-2. Esperar-se-ia que, no segundo tempo, ambas as equipas, libertas de espartilhos tácticos, pudessem continuar a fazer subir o “placard”, mas, com a toada do jogo mais “morna”, o golo que fixaria o resultado final apenas chegaria já sobre o minuto 90.

Mas, nesta jornada em se bateu um “record”, com um total de 36 golos (média superior a 5 golos por jogo!), em Torres Novas ia-se respondendo, “taco a taco”, aos golos que chegavam de Tomar, chegando-se ao intervalo com um surpreendente 4-3, com os Empregados do Comércio a oferecer inesperada réplica aos torrejanos. Porém, na etapa complementar, só “deu” Torres Novas, a confirmar uma impressionante goleada (8-3), com mais quatro tentos apontados.

No que, noutras circunstâncias, teria sido o jogo de maior cartaz da jornada, o Mação fez a festa da consagração do título de Campeão, recebendo um dos então 2.º classificados, Fazendense. E, com ambas as equipas a dar também o seu contributo para a verve goleadora, numa partida muito animada, com sucessivas reviravoltas no marcador, o resultado final seria uma curiosa igualdade a três golos, mais penalizadora para os visitantes, que se atrasaram na classificação.

Por fim, na Moçarria, num encontro entre duas equipas “desencantadas” com a sua situação, o Moçarriense já com o destino traçado (despromoção à II Divisão Distrital) e a U. Abrantina, relativamente à qual se antecipava o mesmo desfecho, o grupo de Abrantes fez questão de “gritar” que continua bem vivo, impondo-se por 3-1, continuando a sonhar com um “milagre”.

Confirmações – Num desafio em que se decidia a manutenção (para uns) ou o evitar da despromoção imediata (para outros), o Amiense confirmou a sua superioridade, goleando o Riachense (4-1), garantindo assim – com terceiro triunfo consecutivo –, a permanência, ao invés da formação dos Riachos, que, ainda com duas jornadas por disputar, já nada poderá fazer para evitar um desenlace que se foi desenhando ao longo da temporada, para o qual, indirectamente, contribuíram também as descidas do Coruchense e do Alcanenense do Campeonato Nacional.

Quem parecia já livre de aflições era o Cartaxo, que, afinal, não tendo conseguido melhor do que o empate (1-1) na recepção ao At. Ouriense – um resultado dentro das expectativas, atendendo ao que tem sido o comportamento dos visitados, no seu reduto, nesta época –, acaba por ver-se ainda envolvido num cenário (de reduzida probabilidade, mas de risco), de poder vir a ser também despromovido, no que constituiria uma conclusão absolutamente inesperada para uma campanha em que os cartaxeiros se chegaram a auto-proclamar candidatos ao título…

Supresa – A surpresa desta ronda – se é que se pode ainda caracterizar de surpresa o brilhante desempenho do conjunto de Ferreira do Zêzere (o melhor registo de entre todos os clubes, na segunda volta!) – foi o triunfo (1-0) alcançado pelos ferreirenses em Almeirim, frente ao União local, ascendendo novamente ao 4.º lugar da tabela, somente um ponto abaixo do par formado por U. Tomar e Torres Novas, quando faltam realizar apenas duas jornadas neste campeonato.

II Divisão Distrital – Na série a Norte realizou-se o jogo que tinha ficado em suspenso da derradeira ronda, não tendo a U. Atalaiense tido dificuldades, para, vencendo tranquilamente por 3-0, em Alferrarede, garantir a última vaga para a fase final, de apuramento de Campeão. A Sul, realce para a impressiva goleada (6-0) do U. Santarém, frente ao Marinhais, num jogo que colocava frente a frente os dois primeiros classificados, para decisão do vencedor de série.

Disputarão a fase final, para promoção ao principal escalão – com arranque já no feriado, de 25 de Abril –, Tramagal-U. Santarém, U. Atalaiense-Glória do Ribatejo e Marinhais-Rio Maior.

Campeonato de Portugal – Na derradeira ronda da prova, o Fátima, vencedor em Ponte de Sôr (2-1), completou da melhor forma a sua boa recta final, sem perder nos oito últimos jogos (nos quais somou cinco triunfos), fixando-se, na tabela, num, apesar de tudo, positivo 6.º lugar. Pior estiveram o Coruchense, derrotado em Torres Vedras (0-1) e o Alcanenense, batido em Vila Franca de Xira (0-3), respectivamente 12.º e 14.º classificados, descendo ambos ao Distrital.

A par de Coruchense e Alcanenense, alguns outros “nomes ilustres” do futebol nacional caíram igualmente nos Distritais: Bragança, Salgueiros, Freamunde, Marinhense, Lusitânia dos Açores e Lusitano de Vila Real de Santo António (para além de outros 22 clubes, num total de trinta).

Disputam os “play-off” de apuramento de Campeão e promoção à II Liga os seguintes clubes: Vizela, Felgueiras, U. Leiria, Mafra e Farense (vencedores de série); e Vilaverdense, Lusitano de Vildemoinhos e Vilafranquense (três melhores de entre os 2.º classificados das cinco séries) – ficaram com a “fava” do 2.º lugar, mas afastados da fase final, o Espinho e o Oriental.

Antevisão – No escalão principal, nos dois polos ainda em disputa, realce para o Fazendense-U. Tomar (com o calendário a “reservar” à turma das Fazendas, nas três últimas jornadas, encontros com os três primeiros, tendo ainda de visitar Torres Novas) e Samora Correia-Torres Novas, no que respeita à luta pelo 2.º lugar; e para o U. Abrantina-Cartaxo, em que só a vitória da formação de Abrantes lhe permitirá levar a decisão sobre a manutenção para a derradeira ronda (apesar de tudo parecer jogar ainda em seu desfavor, dado que se deslocará a Almeirim, enquanto o Cartaxo receberá o Moçarriense) – mas, “enquanto há vida, há esperança”…

Na II Divisão, depois da jornada de abertura da fase final, agendada para o feriado, disputa-se já a 2.ª ronda, com o seguinte alinhamento: U. Santarém-Marinhais (por coincidência, uma reedição do jogo da semana passada), Glória do Ribatejo-Tramagal e Rio Maior-U. Atalaiense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Abril de 2018)

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