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O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 01.12.2022)

Ao fim de onze jornadas já não há equipas invictas: o último resistente, Samora Correia, não conseguiu evitar o desaire na deslocação ao Cartaxo; desfecho de que beneficiou o U. Tomar, para, ganhando em Ferreira do Zêzere, se isolar no comando da pauta classificativa, seguido de perto por Fazendense (apenas a dois pontos) e pelo grupo samorense, que baixou ao 3.º posto.

Destaques – O primeiro destaque vai, pois, para a turma do Cartaxo, a qual, a realizar boa campanha no seu reduto (onde conta, até agora, quatro vitórias e dois empates), conseguiu ser a primeira a derrotar o Samora Correia, por tangencial 3-2, numa partida em que cedo se colocou em vantagem (logo ao minuto 10), posição que recuperou no início da segunda parte, com o 2-1, acabando por se registar ainda mais dois tentos, um para cada lado, já em tempo de compensação: primeiro, os donos da casa a ampliar para 3-1, vindo os samorenses a fechar a contagem.

Pode ter sido verbalizado por todos que era “mais um jogo”, mas, efectivamente, era bastante mais que isso: o Ferreira do Zêzere-U. Tomar foi, para além de um tradicional “quase derby”, entre dois rivais vizinhos, um embate entre duas equipas com aspirações neste campeonato, com cariz mais determinante para os visitados, bastante atrasados na tabela, a que acresceu a assaz invulgar particularidade – que fez dele ainda mais especial – de, na formação ferreirense, oito (!) dos jogadores que integraram o “onze” inicial terem alinhado, em anos recentes, pelo União.

De facto, num jogo entre “velhos conhecidos” e, mais que isso, colegas e amigos, o Ferreira do Zêzere entrou em campo com os 2.º (David Vieira), 3.º (Fábio Vieira), 4.º (Filipe Cotovio), 5.º (Tiago Vieira) e 7.º (Chrystian Pedroso) jogadores com mais jogos ao serviço do emblema tomarense na última década – os outros dois são Nuno Rodrigues (1.º, presentemente a representar o Mação, depois de ter passado também por Ferreira), e Luís Alves (6.º, que, por razões de saúde, se viu forçado a suspender a prática do futebol) –, todos transferidos no início desta época.

Também Ricardo Simões, Caio Lucas e Miguel Abreu – assim como Ricardo Gerardo, que entrou no final do desafio – vestiram as cores rubro-negras em anos anteriores; inclusivamente, o treinador ferreirense, David Lourenço, foi também adjunto no U. Tomar. Do lado unionista, actuaram três antigos jogadores do Ferreira do Zêzere: Guilherme Camargo e José Charles (que, esta temporada, fizeram o “percurso inverso” aos cinco acima mencionados) e Henrique Matos.

Quanto ao jogo em si, foi um encontro sem casos, um exemplo, em que o “fair-play” imperou, com ascendente inicial dos donos da casa, tendo os visitantes conseguido, a partir de meio do primeiro tempo, repartir a iniciativa – então, com ambas as equipas a privilegiar as transições rápidas –, vindo os nabantinos a ser premiados com o que acabaria por ser o único golo da partida, logo aos 25 minutos, na sequência de um lance de bola parada, numa excelente finalização de Pedro Pires, celebrando da melhor forma o seu 100.º jogo com a camisola do U. Tomar.

Os ferreirenses podiam ter empatado à passagem da meia hora (bola no poste), mas o União teve também ocasião para ampliar a vantagem mesmo a fechar os primeiros 45 minutos. Na segunda parte, os visitados tentaram ir “atrás do prejuízo”, assenhoreando-se do domínio do jogo, com os tomarenses, submetidos a intensa (mas pouco eficaz) pressão, a mostrarem-se – tal como sucedera em Fátima – muito solidários (com a “agravante” de, por lesão, e consequente substituição dos dois laterais, um logo aos 27 e, outro, aos 55 minutos, terem sido forçados a “improvisar”).

Foi o 5.º triunfo consecutivo do U. Tomar (quarto em seis jogos fora de casa), num notável ciclo; já o Ferreira do Zêzere mostrou valia para melhorar significativamente o modesto 10.º posto que passou a ocupar, mesmo que se avizinhem novos compromissos de elevado grau de dificuldade.

A última nota de realce vai para mais uma importante vitória (2-1) do Alcanenense, em Abrantes, a consolidar a 5.ª posição, ao mesmo tempo que contribui para o agudizar da “crise” do Abrantes e Benfica (cinco jogos sem ganhar), tendo caído para muito inesperado 13.º lugar.

Confirmações – Numa jornada sem particulares surpresas a assinalar, seriam de alguma forma expectáveis os resultados dos outros cinco jogos. O agora vice-líder, Fazendense, ganhou, com naturalidade, por 3-0, face ao último classificado, Entroncamento; tendo o Mação (já 7.º) batido o Benavente, por 2-1, após ter operado reviravolta no marcador, depois de ter “entrado a perder”.

O Torres Novas, a protagonizar muito boa recuperação – tendo igualado pontualmente o Ferreira do Zêzere, partilhando a 10.ª posição –, superiorizou-se ao Águias de Alpiarça, também mercê de solitário golo, já na parte final do desafio. Por seu lado, o Salvaterrense impôs ao Fátima (penúltimo classificado) quarto desaire sucessivo, ganhando por 2-0.

Por fim, At. Ouriense (6.º) e Amiense (4.º) neutralizaram-se, empatando a uma bola, sendo que os homens de Ourém apenas no derradeiro minuto marcaram o tento que evitou a derrota.

II Divisão Distrital – Na 8.ª jornada esteve particularmente em evidência o Vasco da Gama, ganhando por 2-0 no Tramagal, ascendendo ao 2.º lugar da série B, a par do Pego (que folgou), mas, ambos, já a oito pontos do Riachense, que “soma e segue” (2-0 em Alferrarede, contando agora sete triunfos e um único empate cedido).

Mais a Sul, o Moçarriense (2-1, frente ao Porto Alto) continua a liderar, com dois escassos pontos de vantagem em relação a Forense (2-0 ao Rebocho) e Espinheirense (ganhando por 2-1, no Paço dos Negros), e três face ao Marinhais (que bateu o U. Almeirim por inequívoca marca de 3-0).

Campeonato de Portugal – Esta foi uma ronda positiva, com vitórias categóricas do Coruchense (4-0, na recepção ao Alcains) e do U. Santarém (3-0, também no seu terreno, ao União da Serra). Já o Rio Maior não evitou novo desaire (0-2) caseiro, ante o agora guia isolado, 1.º Dezembro.

Os escalabitanos repartem o 5.º lugar com o B. C. Branco, somente a um ponto do trio de vice-líderes, formado por Sintrense, Pêro Pinheiro e Mortágua… e apenas a três do comandante!

O conjunto do Sorraia continua a ser 10.º classificado, mas reduziu para dois pontos o atraso face à “linha de água” (Sertanense, 8.º, em igualdade pontual com o 9.º, União da Serra). Por seu lado, o Rio Maior subsiste a onze distantes pontos dessa zona delimitadora.

Antevisão – A 12.ª jornada oferece-nos o que poderá ser o “jogo-grande” deste campeonato, entre aqueles que se perfilam, porventura, como os dois principais favoritos ao título, chegando a este confronto posicionados já nos dois lugares de topo da tabela: U. Tomar e Fazendense.

De grande interesse será também o desafio Samora Correia-Ferreira do Zêzere, tal como o Fátima-Mação. Alcanenense e Amiense serão favoritos, na recepção a Torres Novas e Salvaterrense.

O escalão secundário tem jornada dupla, com a 9.ª ronda agendada para o feriado de 1 de Dezembro, na qual pontificavam as partidas Moçarriense-Forense, Espinheirense-Marinhais, Riachense-Caxarias e Pego-Tramagal. Já no Domingo (10.ª), realce para o Vilarense-Riachense.

Também na 10.ª jornada do Campeonato de Portugal, com as três equipas do Distrito a viajar, o U. Santarém visita Mortágua (4.º), o Coruchense vai à Sertã, e o Rio Maior à Marinha Grande.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Dezembro de 2022)

4 Dezembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 10ª Jornada

(“O Templário”, 24.11.2022)

Registando segunda goleada sucessiva (um total de nove golos marcados nos dois últimos jogos), e beneficiando da derrota sofrida pelo Fazendense em Amiais de Baixo, o U. Tomar recuperou a posição de liderança, a par do Samora Correia, que, findo o primeiro terço da prova, mantém a invencibilidade. Se os nabantinos se destacam pelo poderio ofensivo (somando 25 tentos em dez partidas), os samorenses têm no seu reduto defensivo o ponto forte (apenas cinco golos sofridos).

Por outro lado, em função dos desfechos da 10.ª ronda, o duo da frente abriu já uma vantagem interessante, de sete pontos, em relação ao 5.º lugar, repartido entre Alcanenense e At. Ouriense. Pese embora subsistam ainda 60 pontos em disputa, novos deslizes de Mação (empate), Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica (ambos derrotados) colocam-nos já a distância muito dificilmente reversível (11 pontos de atraso para maçaenses e ferreirenses; 14 no caso dos abrantinos).

Destaques – A principal nota de realce do passado fim-de-semana vai para a vitória do Amiense ante o até então líder, Fazendense, por tangencial 1-0, num embate que deu azo a muitas queixas por parte dos visitantes, quer em relação à arbitragem (qualificada de inexperiente), como à atitude dos donos da casa. Os homens dos Amiais chegaram ao golo, que ditaria o desfecho do encontro, aos 35 minutos, preciosa vantagem que tudo fizeram para preservar até final.

As duas equipas estão agora separadas, entre si, por dois pontos, distando, respectivamente, quatro e dois pontos dos guias, completando, portanto, o quarteto de principais candidatos ao título.

Como referido, o U. Tomar voltou a golear; depois do 4-0 ao Amiense, foi ganhar ao Entroncamento, face ao “lanterna vermelha”, por categórica marca de 5-1. Num confronto desnivelado, com entrada avassaladora, os unionistas rapidamente decidiram a contenda, com três tentos em pouco mais de vinte minutos (após abrirem o marcador ainda antes do quarto de hora).

Na segunda metade, a turma da cidade ferroviária, procurando dar réplica animosa, ainda reduziu para 1-3, mas os tomarenses mantiveram-se imperturbáveis, com a contagem a subir, com naturalidade, até ao 5-1 final.

Em destaque esteve também o At. Ouriense, que, pese embora alguma irregularidade, continua a somar pontos, tendo ido ganhar a Fátima, num “derby” distrital, por 3-1, contribuindo para agudizar ainda mais a periclitante posição dos fatimenses, que continuam no penúltimo lugar.

Surpresas – Atendendo ao que poderia projectar-se, em função do potencial das forças em presença, por um lado, e do respectivo desempenho recente, por outro, assinalam-se duas “meias-surpresas”, com o Cartaxo e o Águias de Alpiarça a fazer valer o factor casa, para se imporem, respectivamente, face a Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica.

O Cartaxo, ganhando por 3-1, subsiste invicto em casa (registando três vitórias e dois empates), condição apenas acompanhada pelo duo da liderança. Tratou-se, no caso dos ferreirenses, do quarto desaire nos cinco últimos encontros, voltando a registar balanço negativo entre vitórias e derrotas (4-5), assim como a nível do “score” global (11-15), posicionando-se a meio da tabela.

O Águias de Alpiarça conseguiu enfim colocar termo a uma sucessão de cinco derrotas, batendo o Abrantes e Benfica por renhido 3-2, com o tento decisivo a chegar mesmo em cima do minuto 90, depois de os locais terem operado reviravolta (após terem começado por inaugurar o marcador logo aos cinco minutos de jogo). Esta foi a quarta jornada seguida sem vitória dos abrantinos, após uma série de três empates, sendo que não conseguiram ainda ganhar fora.

Confirmações – Nos restantes três desafios os resultados podem considerar-se dentro da lógica. Começando pelo inequívoco triunfo (3-0) do Samora Correia, na recepção ao Torres Novas, com a particularidade de, apenas pela segunda vez, os torrejanos terem ficado em branco (tal como sucedera nas Fazendas de Almeirim); por seu lado, os samorenses averbaram a quarta vitória em casa (apenas o Amiense tendo evitado a derrota em Samora).

Nos outros dois jogos, outros tantos nulos, entre Alcanenense e Mação, e Benavente e Salvaterrense. No primeiro caso, o facto de nenhuma das equipas se ter conseguido superiorizar, neutralizando-se, traduz-se no alargar do fosso pontual em relação aos lugares de topo da pauta classificativa; no segundo, o ponto que ambas somaram poderá vir a ser importante para as contas da manutenção, até – desde logo – em termos anímicos, por terem evitado a derrota.

II Divisão Distrital – Com o Forense de folga, aproveitou o Moçarriense para, ganhando ao Rebocho por 3-0, se isolar no comando da série A. Porventura surpreendente, atendendo à classificação dos dois clubes, terá sido a vitória (3-1) do U. Almeirim no “derby” com o Paço dos Negros; tal como não seria expectável o deslize do Espinheirense ante o Benfica do Ribatejo, não tendo conseguido melhor do que a igualdade a uma bola.

Na série B o Riachense “soma e segue” (conta seis vitórias e um empate), não obstante tenha vencido a U. Atalaiense por magro 2-1. Beneficiou ainda do desaire do Pego, batido por 3-1 pelo Vasco da Gama, para se distanciar na frente, com a turma dos Riachos a dispor de vantagem de cinco pontos sobre os pegachos. O Tramagal, ganhando na Ortiga por 4-1, ascendeu à 3.ª posição.

Campeonato de Portugal – Foi uma jornada a “zeros”, em termos de golos marcados, para os três emblemas do Distrito, a 8.ª desta competição. A derrota 0-1 do Rio Maior no terreno do imprevisto líder, Mortágua, não surpreende – até pelas recentes notícias que nos chegam, dando conta da grave situação que os jogadores do clube vêm atravessando, com vários meses de salários em atraso. Já o 1-0 registado no Loures-Coruchense não deixa de constituir também um mau indício, dado que a equipa dos arredores de Lisboa se posiciona igualmente na cauda da tabela.

O U. Santarém, empatando a zero na Sertã, obteve, ainda assim, um resultado positivo, que lhe confere, por ora, o 8.º lugar (último acima da “linha de água”) em igualdade pontual, precisamente, com o Sertanense (7.º)… mas, também com o União da Serra (9.º).

Bastante pior estão: o grupo do Sorraia (10.º, mas já com cinco pontos de atraso); e, sobretudo, os riomaiorenses, últimos classificados, ainda sem ganhar, e a 11 pontos daquele trio, o que, a não haver uma rápida inversão de rumo, se poderá traduzir numa breve passagem pelos “Nacionais”.

Antevisão – Na 11.ª ronda o foco estará, sobretudo, no grande embate Ferreira do Zêzere-U. Tomar, uma espécie de “tudo ou nada” para os ferreirenses. O Cartaxo-Samora Correia apresenta o aliciante de avaliar até que ponto os samorenses conseguirão preservar a sua campanha invicta.

Na II Divisão, destaca-se o Paço Negros-Espinheirense e, a Norte, o Tramagal-Vasco da Gama.

No Campeonato de Portugal o U. Santarém tem um importante desafio, recebendo o União da Serra; tendo o Coruchense a visita do Alcains, em que somar os três pontos se afigura muito importante; o Rio Maior volta a jogar com o (outro) líder, 1.º de Dezembro, também no seu reduto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Novembro de 2022)

27 Novembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 17.11.2022)

O Samora Correia não conseguiu transpor com êxito o desafio que se lhe deparou em Abrantes, o que foi aproveitado pelo Fazendense para se alcandorar, de forma isolada, ao 1.º lugar; os samorenses partilham agora a vice-liderança com o U. Tomar – que alcançou excelente resultado ante uma forte equipa do Amiense –, ambos apenas a um ponto do novo guia, com a formação de Amiais de Baixo (ocupando a 4.ª posição) agora já a uma distância de cinco pontos.

Os desfechos desta ronda vêm, de novo, reafirmar que, ainda mais do que é usual, este campeonato será um longo teste à regularidade e consistência de resultados, antevendo-se que todos os candidatos possam vir a perder bastantes mais pontos do que sucedido em anos recentes.

Destaques – O principal realce da 9.ª jornada vai para a goleada (4-0) aplicada pelo U. Tomar, frente ao Amiense, por coincidência exactamente o mesmo desfecho registado na partida anterior entre ambos os emblemas, no final de Maio, na derradeira ronda do campeonato precedente.

Este significativo desnível no marcador foi, não obstante, ilusório, na medida em que o Amiense confirmou ser adversário de valia, colocando grandes dificuldades durante mais de uma hora.

Com entrada assertiva em campo, os visitantes, não se remetendo à defesa, repartiram o jogo, tendo até começado por criar situações de maior perigo. O União chegaria à vantagem fruto de um auto-golo, já próximo dos 40 minutos, mas o conjunto de Amiais de Baixo beneficiou de soberana ocasião para restabelecer a igualdade, já no segundo tempo, com uma grande penalidade, valendo o guardião Ivo Cristo, a negar o golo.

Só a partir do segundo tento tomarense, aos 70 minutos, o Amiense “quebrou” animicamente, vindo a sofrer, em pouco mais de dez minutos, outros dois golos, com Pedro Pires a apontar o segundo “hat-trick” da sua carreira como senior (depois dos três tentos marcados ante o Águias).

Em qualquer caso, um excelente e muito importante triunfo do grupo unionista – o sétimo em nove jornadas, 5.º consecutivo em casa esta temporada, 11.º sucessivo, desde o mês de Março –, abrindo um pequeno “fosso” de quatro pontos face a este rival.

Em Abrantes, a equipa local impôs uma igualdade (1-1) ao Samora Correia – terceira seguida do Abrantes e Benfica –, colocando assim termo a uma notável série de seis vitórias dos samorenses, que, passando a somar também três empates, subsistem como única equipa invicta.

Merece ainda destaque a vitória (2-0) alcançada pelo Alcanenense em Salvaterra de Magos – mesmo que o Salvaterrense tenha registado o quinto desaire nos últimos seis jogos –, a proporcionar ao jovem conjunto de Alcanena ascender ao 5.º posto da pauta classificativa,

Surpresa – A grande surpresa da ronda ocorreu em Ourém, onde o até então “lanterna vermelha”, Benavente, foi ganhar por 3-1. Por seu lado, o At. Ouriense, que, nos sete desafios iniciais, apenas tinha sido batido em Samora Correia, regista agora segunda derrota sucessiva, baixando ao 6.º lugar, com oito pontos de atraso face ao comandante, sendo ainda de notar que disputou já, até agora, seis jogos em casa, e apenas três em terreno alheio.

Confirmações – Enquadram-se nas expectativas os desfechos dos outros quatro encontros, todos eles com triunfos caseiros, de Fazendense, Ferreira do Zêzere, Mação e Torres Novas.

A equipa das Fazendas de Almeirim desenvencilhou-se, com dificuldade, do Fátima (penúltimo classificado), ganhando por tangencial 1-0, com o golo a surgir já próximo dos 80 minutos de jogo; ainda assim, o suficiente para ampliar para quatro a sua série de vitórias, o que lhe proporcionou, em paralelo, isolar-se no comando da prova.

Igualmente pela diferença mínima (neste caso, 2-1) conseguiu o Ferreira do Zêzere voltar a somar três pontos, após um ciclo negativo, de três desaires sucessivos, batendo o agora último da tabela, Entroncamento AC (que, por curiosidade, fora o líder inaugural deste campeonato).

Também só na meia hora final chegou o Mação aos dois tentos que lhe garantiram o triunfo (2-0) frente a uma equipa do Águias de Alpiarça a necessitar voltar a acreditar em si própria, derrotada pela quinta jornada sucessiva. Os alpiarcenses tinham chegado a dispor, à 4.ª jornada, de nove pontos de vantagem sobre os maçaenses, o que foi já revertido por completo: o Mação, com 12 pontos somados, subiu até ao 8.º posto; o Águias, imóvel nos 9 pontos, baixou já até à 12.ª posição.

Quem segue de “vento em popa” é o Torres Novas, sob a batuta de Eduardo Fortes, a somar mais uma vitória, por 1-0, ante o Cartaxo. De “lanterna vermelha” a 9.º classificado (a par de Salvaterrense e Abrantes e Benfica) bastaram dois jogos… e outros tantos sucessos.

II Divisão Distrital – A série A está ao rubro; com a vitória (2-1) do Espinheirense no reduto do Forense, os quatro primeiros classificados concentram-se com um único ponto a separá-los: Forense e Paço dos Negros, com 11 pontos; Moçarriense e Espinheirense, com 10.

Na série B o Riachense ganhou na Golegã (2-0), mantendo a posição de guia isolado, dois pontos acima do Pego. A grande surpresa veio de Alferrarede, onde os locais somaram os primeiros pontos, ganhando (2-1) ao Caxarias, ainda 3.º classificado, mas agora a 4 pontos dos pegachos.

Campeonato de Portugal – Tal como na semana passada, os clubes do Distrito averbaram os três desfechos possíveis: desta feita com o U. Santarém a triunfar (por magro 1-0, na recepção ao Alcains), tendo o Coruchense empatado (também em casa), a uma bola, com o Pêro Pinheiro; o Rio Maior somou mais uma derrota (quinta, em sete rondas), igualmente no seu terreno, por 1-2, perante o União da Serra, caindo assim na última posição, somente com dois pontos… já a dez longínquos pontos da “linha de água”, traçada, precisamente abaixo do adversário desta jornada.

O U. Santarém é agora 7.º classificado, mas mantém escassa vantagem de um ponto sobre tal “linha”, que define a zona de despromoção; por seu lado, o Coruchense subsiste no 10.º lugar.

Antevisão – O “jogo grande” da 10.ª ronda da I Divisão Distrital será o que coloca frente-a-frente Amiense e Fazendense, um jogo de tripla; realçando-se ainda o Alcanenense-Mação. O U. Tomar não poderá contar com facilidades no Entroncamento, perante o último classificado, a necessitar pontuar. De interesse será também o Cartaxo-Ferreira do Zêzere.

No escalão secundário as atenções estarão centradas no “derby” U. Almeirim-Paço dos Negros (com os visitantes com bom início de prova), Riachense-U. Atalaiense e Vaco da Gama-Pego.

No Campeonato de Portugal os três representantes do Distrito vão de viagem, actuando, todos, em reduto alheio: o U. Santarém visita a Sertã, para defrontar o clube que imediatamente o precede na tabela (pese embora em igualdade pontual), Sertanense; o Coruchense, em Loures, equipa que se posiciona logo abaixo da turma do Sorraia; indo o Rio Maior de longada até Mortágua, onde encontrará o actual 3.º classificado (imprevisto líder à entrada para a ronda anterior).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Novembro de 2022)

20 Novembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 10.11.2022)

O campeonato está ainda no seu terço inicial, mas os candidatos perfilam-se já nos lugares de topo: com o Samora Correia como líder algo inesperado, os quatro primeiros estão agora, após a disputa da 8.ª jornada, separados – cada um entre si, em “escadinha” –, por um ponto, projectando-se o Fazendense, o U. Tomar e o Amiense como principais aspirantes ao título.

Mais abaixo, At. Ouriense (5.º) e Alcanenense distam, respectivamente, seis e sete pontos do guia, sendo que Ferreira do Zêzere (dez pontos) e Mação e Abrantes e Benfica (a onze pontos) registam já atrasos bem consideráveis. Claro que – num cenário hipotético em que ganhassem (todos ou quase todos) os 22 jogos que faltam – teriam ainda possibilidades de vir a arrebatar o 1.º lugar.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia-Mação, que constituiu sério teste ao comandante, do qual se saiu a contento, tendo o conjunto samorense triunfado por tangencial 1-0, com o golo da vitória a surgir já na parte final da partida, mantendo a condição de líder isolado, ampliando para seis uma já excelente série de êxitos consecutivos.

De entre os emblemas do pelotão da frente, também o Fazendense e o U. Tomar saíram vencedores – igualmente pela margem mínima, mercê de solitário(s) tento(s) –, reforçando, pois, as respectivas posições, aproveitando, em paralelo, os deslizes de Amiense e At. Ouriense.

No caso da turma das Fazendas, em deslocação ao terreno do agora “lanterna vermelha”, Benavente, o triunfo materializou-se por via da conversão de uma grande penalidade, a findar o primeiro tempo.

Ao invés, o U. Tomar colocou-se em vantagem bem cedo – estavam completados apenas os dez minutos iniciais –, traduzindo a maior iniciativa e assunção das rédeas do jogo logo desde o seu começo. Mas, frente a um adversário constituído por jogadores jovens e muito aguerridos, teria de sofrer bastante, em especial durante largo período da segunda parte, para manter essa posição de superioridade no marcador.

Muito solidário, com espírito de sacrifício, só no derradeiro quarto de hora o grupo unionista conseguiria, de alguma forma, voltar à “mó de cima”, assegurando que os preciosos três pontos não lhe escapariam, conseguindo, assim, voltar às vitórias em terreno alheio – depois do triunfo em Torres Novas, logo na 2.ª ronda –, superando assim uma fase negativa, com dois resultados desfavoráveis, em Samora e em Alcanena.

Surpresas – A principal surpresa registou-se em Amiais de Baixo, onde a turma local não conseguiu levar de vencida a equipa do Entroncamento AC (penúltimo da pauta classificativa), cedendo um empate a uma bola, em função do que perdeu a 3.ª posição, a favor dos tomarenses. O Amiense ainda chegou a estar em vantagem, mas deixou-se empatar aos 40 minutos, não tendo conseguido, daí até final, alterar o marcador.

Inesperado foi também o desfecho do Torres Novas-Ferreira do Zêzere, com os torrejanos a imporem-se por 3-1, passando os ferreirenses a contar mais desaires (quatro) do que triunfos (três) – tendo somado três derrotas nas três últimas rondas.

Surpreendendo o seu opositor, a formação da casa chegou a vantagem de dois golos à passagem da meia hora, tendo ainda os forasteiros reduzido para 1-2, pouco antes do intervalo. Porém, após o terceiro tento dos homens da casa, logo no reinício, a contenda ficou decidida.

Terá havido ainda surpresa em Águias de Alpiarça, onde uma equipa em crise de confiança foi batida (1-2) pelo Salvaterrense, que vinha de uma sucessão de quatro desaires; agora, são os alpiarcenses – igualados na tabela por Mação e Abrantes e Benfica, entre o 9.º e o 11.º posto – que registam idêntica série negativa em curso.

Confirmações – Mais expectáveis eram os desfechos dos restantes dois encontros, com o Alcanenense a ganhar ao At. Ouriense, pese embora não se previsse um “placard” tão desnivelado (4-1), enquanto Cartaxo e Abrantes e Benfica, empatando a um, repartiam os pontos, um resultado que não terá agradado plenamente a nenhum dos intervenientes, em termos classificativos.

II Divisão Distrital – Na série A realçam-se duas goleadas: do Forense, impondo-se por categórico 6-1, em terreno alheio, ao U. Almeirim; e do Moçarriense, também em reduto adverso, ganhando por 5-2 ao Espinheirense – com os vencedores a comandar a classificação, com curta vantagem de um ponto para a turma dos Foros de Salvaterra.

Estes dois resultados ainda mais contribuem para avolumar a estranheza pelo desfecho da partida de acerto de calendário, no feriado de 1 de Novembro, em que o U. Almeirim (penúltimo classificado) tinha ido golear à Moçarria por absolutamente imprevista marca de 5-0!

Na série B desfez-se o par de líderes, com o Riachense a isolar-se na 1.ª posição, fruto de triunfo tangencial (1-0) na recepção ao Alferrarede, beneficiando, por outro lado, da igualdade (1-1) cedida pelo Pego em Abrantes, ante a equipa de “sub-23” do clube local.

Aproveitou também o Caxarias, vencedor por 2-1 frente à U. Atalaiense, para se isolar no 3.º posto, agora um único ponto abaixo dos pegachos.

Campeonato de Portugal – Três clubes, três resultados distintos: vitória do Coruchense, por escasso 1-0, frente ao último classificado, Arronches e Benfica (que conta por derrotas todos os seis jogos até agora disputados); empate (1-1) do U. Santarém em Loures; e derrota (0-2) do Rio Maior na Sertã, perante o Sertanense.

O U. Santarém subiu ao 8.º posto, último acima da “linha de água”, com o Coruchense em 10.º, e o Rio Maior (13.º e penúltimo), sete pontos abaixo de tal linha, que começa já a parecer distante.

Antevisão – Na 9.ª jornada do escalão principal destacam-se os desafios: U. Tomar-Amiense, entre duas das mais fortes equipas; Abrantes e Benfica-Samora Correia, com o guia a ser, outra vez, colocado à prova; e Salvaterrense-Alcanenense. O Fazendense deverá, em condições normais, superiorizar-se na recepção ao Fátima, ficando à espreita de “escorregadelas” dos rivais.

Na II Divisão, com o Moçarriense a folgar, o realce vai para o Forense-Espinheirense e, necessariamente, para o “derby” Marinhais-Glória do Ribatejo. Mais a Norte, destacam-se os seguintes prélios: Pego-Ortiga e Goleganense-Riachense.

No Campeonato de Portugal o Coruchense volta a jogar em casa, com o Pêro Pinheiro (actual 7.º classificado), cabendo ao Rio Maior receber o União da Serra (9.º); por seu lado, o U. Santarém, também visitado, defronta o Alcains (que soma apenas três pontos, obtidos ante os riomaiorenses).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Novembro de 2022)

13 Novembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 03.11.2022)

Pela primeira vez neste campeonato, à 7.ª jornada, os cinco primeiros da tabela venceram, abrindo uma vantagem (quatro pontos) face ao(s) mais imediato(s) perseguidor(es) (Alcanenense e Ferreira do Zêzere), já superior à diferença (três pontos) que separa agora o 1.º do 5.º classificado.

O líder, Samora Correia, somou quinta vitória consecutiva (após dois empates a abrir a época), consolidando o seu estatuto; sendo que a segunda melhor sequência em curso é a do Mação (terceiro triunfo, depois de ter começado por sofrer quatro desaires sucessivos – subindo já ao 8.º lugar). Ao invés, o Ferreira do Zêzere perdeu pela segunda semana, tendo o Águias de Alpiarça somado terceira derrota, enquanto o Salvaterrense foi batido em todos os quatro últimos desafios.

Outras curiosidades são, em especial, a dos ataques menos concretizadores (Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Benavente, apenas com 7 golos cada), face aos 17 tentos já apontados pelo Mação (Fazendense e At. Ouriense seguem com 16; Amiense e U. Tomar, com 15). O Samora mantém a defesa menos batida (só 4 golos consentidos), em contraponto aos 23 do Torres Novas.

Não obstante o campeonato se apresente pautado pelo equilíbrio, tem sido, até agora, uma prova com poucas igualdades (apenas 9, no total de 56 partidas já disputadas); U. Tomar, Mação e Águias de Alpiarça ainda não empataram, sendo de dois o máximo de empates por clube (5 casos).

Destaques – O principal realce da jornada vai para o triunfo (1-0) do Amiense em Ferreira do Zêzere, a conformar as suas credenciais de sólido candidato aos lugares de topo. Ao contrário, os ferreirenses, nesta fase aquém das expectativas, tardam em encarrilar, até agora com igual número (três) de vitórias e derrotas, apresentando mesmo diferença global de golos negativa (7-8).

O Samora Correia deu boa sequência à notável campanha que vem realizando, aproveitando também um ciclo de maus resultados do Salvaterrense, tendo vencido em Salvaterra de Magos, igualmente por tangencial 1-0.

Depois de duplo 3-1 no embate entre Entroncamento AC e Fátima, na cidade ferroviária, na última temporada (então, em encontros do escalão secundário), o “placard” repetiu-se, mas, desta feita, a favor dos fatimenses, que obtiveram apenas o segundo triunfo no campeonato, repartindo agora a 11.ª a 13.ª posições com o Salvaterrense e Cartaxo, com atraso de dez pontos face ao guia.

Surpresa – A surpresa chegou, desta vez, de Abrantes, onde o emblema local se deixou surpreender pelo ainda “lanterna vermelha”, Torres Novas: depois de os torrejanos terem começado por inaugurar o marcador, os abrantinos conseguiriam operar a reviravolta, para virem a consentir, já em cima do minuto 90, o tento da igualdade (2-2). O Abrantes e Benfica é, por ora, 10.º classificado, um único ponto acima do trio antes referido.

Confirmações – Os desfechos dos outros quatro prélios enquadram-se dentro das expectativas.

Começando pelo At. Ouriense-Águias Alpiarça, o conjunto de Ourém confirmou o bom campeonato que está a realizar (mantém o 5.º posto – beneficiando também de ter disputado já cinco jogos em casa e apenas dois em terreno alheio), ganhando por 2-0 ao Águias de Alpiarça, num confronto que terá sido mais equilibrado do que o que o marcador final poderá indiciar, tendo o golo da confirmação da vitória surgido já na sua fase derradeira.

Também o Fazendense, um dos concorrentes de maior potencial, mantém forte cadência, impondo-se ao Alcanenense (que vinha de um inesperado triunfo sobre o U. Tomar), igualmente por 2-0, continuando a pressionar a liderança.

O Mação recebeu e bateu o Cartaxo por 3-1, prosseguindo a sua recuperação na pauta classificativa, agora somente um ponto atrás do Alcanenense e Ferreira do Zêzere.

Por fim, o U. Tomar cumpriu, ganhando, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, frente ao Benavente (repetindo o resultado da época anterior). O grupo unionista é já o único a manter-se 100% vitorioso em casa (em quatro partidas realizadas), tendo ampliado para 10 o número de triunfos consecutivos em Tomar, tendo vencido todos os desafios ali disputados desde o mês de Março, com um fantástico “score” agregado de 37-7 em golos marcados e sofridos.

Num encontro em que o guardião adversário esteve em particular evidência, com, pelo menos, três defesas de muito elevado grau de dificuldade, a negar o que poderiam ter sido outros tantos golos, os tomarenses traduziram o seu maior domínio com um primeiro tento, obtido apenas aos 35 minutos. Porém, tal como tinha sucedido na semana anterior, consentiram um golo ao rival mesmo a findar a primeira parte, tendo de porfiar, até repor a vantagem a meio do segundo tempo.

Daí até final o U. Tomar manteve a supremacia, mas o resultado não sofreria alteração.

II Divisão Distrital – De forma diversa do que se tem constatado na divisão principal, o escalão secundário vai dando mostras de algum desequilíbrio de forças entre os vários concorrentes, assinalando-se, em especial, três goleadas (num total de nove jogos realizados) na 4.ª ronda: o Forense bateu o At. Pernes por pesada marca de 9-1, enquanto o Tramagal goleou, por 7-1, o Vilarense, tendo a U. Atalaiense derrotado o Alferrarede por 5-1.

A nota mais relevante vai, não obstante, para o empate (2-2) no duelo de líderes (Pego-Riachense), únicos emblemas que, até então, contavam por vitórias os jogos disputados. Subsistem no comando, agora com a U. Atalaiense (com um jogo a menos) e o Caxarias somente a três pontos.

A Sul, o adiamento do Moçarriense-U. Almeirim para o dia 1 de Novembro foi aproveitado pelo Forense, para se isolar na liderança, com 8 pontos, um a mais que Moçarriense e Espinheirense.

Campeonato de Portugal – Não são animadores os indícios que os clubes do Distrito vêm denotando nesta fase inicial da época, após a disputa das cinco primeiras jornadas: em 15 jogos contam só três triunfos, ocupando os três posições abaixo da “linha de água”, com o Coruchense (com quatro pontos) já a quatro pontos dessa linha… e o Rio Maior, penúltimo, a seis.

Ainda assim, o U. Santarém obteve resultado positivo, ganhando por 2-1 ao então vice-líder, Pêro Pinheiro, sendo 9.º classificado, em igualdade pontual com Sertanense (7.º) e Marinhense (8.º).

Pior estiveram Coruchense (derrotado pelo Sintrense, por 2-0), e, sobretudo, o Rio Maior, que não só não conseguiu ainda estrear-se a ganhar, como foi inclusivamente desfeiteado (0-2), em casa, pelo Alcains, equipa que somou os seus primeiros pontos no campeonato.

Antevisão – Na 8.ª ronda da I Divisão destacam-se os seguintes desafios: Samora Correia-Mação, Benavente-Fazendense e Fátima-U. Tomar; o Amiense é claro favorito, ante o Entroncamento.

Na II Divisão as atenções estarão focadas no Espinheirense-Moçarriense e Riachense-Tramagal.

No Campeonato de Portugal o Coruchense recebe o último classificado, Arronches e Benfica, ainda a zero; o U. Santarém desloca-se a Loures (antepenúltimo); e o Rio Maior visita a Sertã.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Novembro de 2022)

6 Novembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 27.10.2022)

Foi, por ora, de pouca dura a liderança isolada do U. Tomar, surpreendido em Alcanena, o que proporcionou a ascensão de um guia um tanto ou quanto imprevisto, agora o único clube que subsiste invicto, após as seis primeiras jornadas, o Samora Correia, o qual, tendo derrotado o At. Ouriense, quebrou tal estatuto que era, até então, também ostentado pelo grupo de Ourém.

Fazendense e Amiense rectificaram de pronto os desaires caseiros, averbando triunfos em terreno alheio, partilhando agora a vice-liderança, tendo os nabantinos baixado, pois, ao 4.º posto.

Num campeonato que vai prometendo grande equilíbrio, com um leque bastante alargado – de, pelo menos, oito a dez equipas (incluindo os, para já, ainda algo atrasados Abrantes e Benfica e Mação) – potencialmente capacitado para ganhar a qualquer adversário, em qualquer campo.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia, que, paulatinamente, quase sem se dar por ele, se alcandorou ao 1.º lugar (numa escalada contínua, a partir do 11.º posto que ocupava à segunda jornada – tendo iniciado o campeonato com dois empates –, passando por 8.º, 6.º e 3.º), fruto de quatro vitórias consecutivas.

Depois de bater, nas duas semanas anteriores, dois dos principais candidatos (U. Tomar e Fazendense, nas Fazendas de Almeirim), voltou a triunfar, em casa, ante o At. Ouriense, mesmo que por tangencial 2-1, com o golo decisivo já nos minutos finais, após “ter entrado a perder”, impondo assim a primeira derrota na prova ao adversário. Uma prova de força a acompanhar.

Em evidência estiveram também o Fazendense e o Amiense, ambos a ganhar na condição de visitante, nos terrenos de dois recém-promovidos: o conjunto das Fazendas, superiorizando-se, também por 2-1, em Alpiarça, depois de marcar logo no segundo minuto, tendo tido de sofrer bastante perante a boa réplica da turma do Águias, vindo a chegar igualmente ao tento da vitória já próximo do fim da partida; a formação de Amiais de Baixo, por mais afirmativo 2-0, em Fátima.

Realce ainda para o triunfo do Abrantes e Benfica ante o Ferreira do Zêzere, mercê de um solitário golo. Foi apenas o segundo êxito dos abrantinos, mas que prometem deixar em breve para trás a actual 11.ª posição; em reflexo, foi também o segundo desaire dos ferreirenses, já antes batidos em Salvaterra, repartindo o 6/7.º lugar com o Alcanenense, mas apenas a quatro pontos do líder.

Na mesma senda de recuperação parece estar o Mação: depois de ter vencido, precisamente, o grupo de Abrantes, deslocou-se a Torres Novas, onde aplicou categórica goleada, ganhando por 5-1. Os maçaenses estão já, “apenas”, seis pontos abaixo do U. Tomar, por exemplo. Quanto aos torrejanos, não conseguiram dar sequência à vitória obtida em Salvaterra, voltando a denotar grandes fragilidades defensivas (acumulam já 21 tentos sofridos em apenas seis jogos!).

Surpresa – Mesmo atendendo a que se enfrentavam dois clubes históricos do Distrito (sendo que o Alcanenense militou inclusivamente nos Nacionais há não muitos anos, de 2012 a 2018), não seria expectável a derrota do U. Tomar – vindo de concludente 5-0 ante o Águias – em Alcanena.

O favoritismo do conjunto unionista pareceu ser ainda reforçado com o tento inaugural, obtido logo nos minutos iniciais. Com uma forte entrada, os tomarenses desperdiçariam a oportunidade de ampliar a contagem, vindo a consentir o empate a finalizar a primeira metade. No recomeço, outra vez o União de imediato a recolocar-se em superioridade no marcador.

Porém, alguma apatia proporcionaria uma inesperada reviravolta, com o Alcanenense a marcar dois golos intervalados por escassos minutos, fixando o que seria o desfecho do desafio, em 3-2. Restava ainda algum tempo para procurar encetar a recuperação, mas, nessa fase, já sem a serenidade necessária, os visitantes não conseguiriam já alterar o “placard”.

Tendo ido vencer (com dificuldade) a Torres Novas, neste terceiro encontro em reduto alheio, em campos de relva natural, o U. Tomar somou o segundo desaire. Será determinante melhorar os níveis de eficácia, assim como, por outro lado, a consistência exibicional ao longo dos 90 minutos.

Confirmações – O Cartaxo deu boa resposta à derrota (0-3) sofrida em Ourém, ganhando pela mesma marca, na recepção ao Salvaterrense. Por seu lado, Benavente e Entroncamento AC dividiram os pontos, em função da igualdade a duas bolas, mantendo-se na cauda da tabela, apenas acima da decepção até agora protagonizada pelo Fátima, e do “lanterna vermelha”, Torres Novas.

II Divisão Distrital – Após as três rondas iniciais Riachense e Pego mantêm o pleno de vitórias: os homens dos Riachos ganharam, não sem dificuldade, por escasso 2-1, ao Vasco da Gama; tendo o Pego vencido por 4-2 no terreno do Vilarense. Têm os mais directos competidores já a cinco pontos, pese embora U. Atalaiense e Goleganense tenham folgado uma vez cada.

Na série mais a Sul o Moçarriense confirmou a liderança, ganhando em Pernes, num “derby” municipal, por 2-1. As equipas do Forense, Marinhais e Rebocho seguem de perto, a dois pontos.

Campeonato de Portugal – Será caso para dizer que se pode ver o “copo meio cheio” ou “meio vazio” nos empates registados pelos três emblemas do Distrito na ronda quatro – desde logo porque houve um confronto directo entre Coruchense e U. Santarém, que se saldou num golo para cada lado; o mesmo resultado averbado pelo Rio Maior em Loures.

Isto dito, tendo pontuado todos, pontuaram pelo valor mínimo, em função do que se posicionam todos, nesta altura, abaixo da “linha de água”: o U. Santarém, com 5 pontos, é 9.º classificado; o Coruchense, com 4, situa-se no degrau imediato abaixo; e o Rio Maior SC, que não conseguiu ir ainda além de dois empates nos quatro jogos realizados, está no 12.º e antepenúltimo lugar.

Os clubes da I Divisão Distrital, que disputem a manutenção, terão de tomar em consideração o desempenho dos representantes no Nacional, o que condicionará o número de vagas de descida.

Antevisão – Na 7.ª jornada da divisão principal, o realce vai, principalmente, para as partidas Salvaterrense-Samora Correia e Ferreira do Zêzere-Amiense. O Fazendense, sempre nas “deixas” do União, recebe o Alcanenense, que não se projecta possa surpreender de novo; cabendo ao U. Tomar receber o Benavente, com a responsabilidade de confirmar o favoritismo.

No escalão secundário o “jogo grande” coloca frente-a-frente os dois líderes da série mais a Norte, com o Pego a receber a visita do Riachense. Nota ainda para o Moçarriense-U. Almeirim e para o Rebocho-Espinheirense.

O Campeonato de Portugal prossegue o seu trajecto, com a disputa da 5.ª ronda, com o U. Santarém a receber o Pêro Pinheiro (um dos vice-líderes), enquanto o Rio Maior SC poderá estrear-se a ganhar, sendo visitado pelo Alcains, actual penúltimo classificado. O Coruchense viaja até Sintra, para defrontar o Sintrense, posicionado a meio da tabela.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Outubro de 2022)

30 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 20.10.2022)

Pela primeira vez nesta temporada, ainda numa fase inicial do campeonato, há um líder isolado: na sequência de uma jornada (5.ª) muito favorável, o União de Tomar ascendeu ao comando, mas com o grupo da frente ainda muito compacto, com sete clubes separados por apenas três pontos. É agora secundado na tabela, só um ponto abaixo, pelos sensacionais At. Ouriense e Samora Correia – em paralelo, os únicos emblemas que subsistem ainda invictos –, a que se segue, outro ponto mais atrás, um trio de candidatos, formado por Fazendense, Amiense e Ferreira do Zêzere.

Numa jornada pouco profícua em golos (19), a menos produtiva até agora – tendo cinco desses tentos sido apontados pelos tomarenses – foram nada menos de sete as equipas a ficar em branco. Mas as principais “novidades” chegaram das Fazendas de Almeirim e dos Amiais de Baixo, onde os dois anteriores guias foram surpreendidos, concedendo inesperados desaires caseiros.

Recuperando ainda uma situação (significativa) da ronda anterior, confirma-se a formalização de protesto, por parte do U. Tomar, relativamente ao jogo disputado em Samora Correia, justificado por erro de julgamento do árbitro, que terá analisado incorrectamente o lance da conversão da grande penalidade, em grave prejuízo do clube nabantino (invalidando o golo apontado), dado ter sido legal a sua forma de execução, sem qualquer tipo de simulação que pudesse ser susceptível de infracção sancionável. Têm, pois, a palavra os órgãos competentes.

Destaques – Deixando os dois desfechos mais imprevistos do passado fim-de-semana para o segmento das “Surpresas”, começa por destacar-se a goleada (5-0) imposta pelo U. Tomar, na recepção a uma turma do Águias de Alpiarça, muito bem orientada, e que, à entrada para este jogo, partilhava o 3.º posto com os tomarenses (tendo baixado agora à 7.ª posição, mas, claro, somente com três pontos de desvantagem).

Com um inspirado Pedro Pires (autor de um “hat-trick”), o grupo nabantino resolveu a contenda na primeira meia hora; aliás, num intervalo de apenas cerca de 15 minutos, entre os 19 e os 35, em que apontou quatro golos: depois de abrir o marcador ainda relativamente cedo (numa fase em que as duas equipas repartiam a iniciativa de jogo), o segundo golo (aos 28 minutos) “desmontou” a estratégia da formação do Águias, que, acusando fortemente o “toque”, algo desestabilizada, viria a sofrer ainda mais dois tentos, separados somente por dois minutos.

Era um resultado bastante severo face ao que ambos os conjuntos tinham exibido em campo, o qual seria ainda ampliado, logo no início da segunda metade, com o 5.º golo dos unionistas; muito focados e com eficácia, os visitados reagiram da melhor forma à adversidade da semana anterior, não dando hipótese de resposta aos alpiarcenses. Daí até final, com as equipas “conformadas” com o desfecho da partida, o tempo foi-se escoando já em regime de gestão de esforço.

Outros dois realces da ronda vão para as estreias a vencer – depois de quatro derrotas nas quatro primeiras jornadas – de dois históricos: o Mação, recebendo um categorizado adversário, como é o Abrantes e Benfica, marcou um golo a finalizar cada uma das partes, impondo-se por 2-0; por seu lado, o Torres Novas (após a saída do treinador, com o novo responsável técnico, Eduardo Fortes, já a “assistir”) realizou também excelente operação, indo ganhar (2-1) a Salvaterra de Magos, operando, já no segundo tempo, reviravolta no marcador, com Persi Mamede a bisar.

Surpresas – Como acima aludido, o par que repartia o comando – Fazendense e Amiense, duas equipas de forte potencial – soçobrou quando menos se esperava. Ou, de outro prisma, há que enaltecer o desempenho dos visitantes, Samora Correia e Benavente, que arrebataram o triunfo.

Depois da vitória averbada ante o U. Tomar, o jovem grupo samorense deu mais uma cabal prova de competência, indo ganhar às Fazendas de Almeirim por 3-1! Demonstrando solidez defensiva, conseguiu aproveitar bem os espaços concedidos pelo adversário, para desferir golpes decisivos.

O Amiense foi impotente para superar a acção defensiva do Benavente – equipa que, até então, somara um único ponto –, cuja estratégia viria a ser coroada de êxito, a vinte minutos do final, ao marcar o solitário golo do desafio. Uma tarde “em cheio” para as duas agremiações do município.

Confirmações – De entre as confirmações, no imediato a mais relevante terá sido a categórica vitória (3-0) do At. Ouriense face ao Cartaxo, a potenciar a “pontaria afinada” de Diogo Gameiro (somando já seis tentos), o que proporcionou ao conjunto de Ourém escalar até à vice-liderança.

Naturalmente, foi também importante o tangencial triunfo (1-0) do Ferreira do Zêzere na recepção a um desafiante com a capacidade do Fátima. No Entroncamento, o clube local voltou a pontuar, mercê de um nulo ante o Alcanenense, integrando agora um quinteto, entre o 10.º e o 14.º lugar.

II Divisão Distrital – Os destaques da 2.ª jornada vão para as goleadas (ambas por 4-0) do Moçarriense (frente ao Glória do Ribatejo) e do Riachense (derrotando a Ortiga). Num “clássico” do futebol distrital, o Tramagal goleou também (5-1) o Alferrarede.

Assinalam-se, por outro lado, as igualdades registadas nas partidas Forense-Marinhais (2-2) e Vasco da Gama-Vilarense (3-3).

Riachense e Pego, únicos que bisaram o triunfo, repartem o comando a Norte, enquanto, na série mais a Sul, temos um trio na liderança, com 4 pontos: Moçarriense, Espinheirense e Forense.

Taça de Portugal – Já sem representação do Distrito, a eliminatória relativa aos 1/32 de final da “prova rainha” ficou assinalada pelas proezas de clubes de escalões inferiores, que eliminaram oito (!) emblemas da I Liga, um “record” nas 83 edições da prova, numa só eliminatória: Mafra e Tondela (II Liga), Varzim, V. Setúbal, Länk Vilaverdense e Oliveira do Hospital (Liga 3), Machico e Valadares Gaia (Campeonato de Portugal) afastaram, respectivamente, Marítimo, Santa Clara, Sporting, Paços Ferreira, Portimonense, Rio Ave, Boavista e Chaves.

Antevisão – A 6.ª ronda da I Divisão Distrital volta a integrar um alargado lote de partidas que concitam, em especial, as atenções: desde logo o Alcanenense-U. Tomar, com o novo líder a ser colocado à prova; mas, também, necessariamente, o duelo entre os ainda invictos Samora Correia-At. Ouriense; o Águias de Alpiarça-Fazendense e o Fátima-Amiense, com os visitantes a procurar rectificar os desaires sofridos; para além do Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.

Na II Divisão teremos, a Sul, o Glória do Ribatejo-Forense, e um encontro entre os vizinhos Marinhais e Benfica do Ribatejo. A Norte, o Vilarense-Pego e o Riachense-Vasco da Gama.

Na retoma do Campeonato de Portugal, na sua 4.ª jornada, realce para o confronto Coruchense-U. Santarém, enquanto o Rio Maior se desloca a Loures, para defrontar o clube que o precede.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Outubro de 2022)

23 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 13.10.2022)

O U. Tomar somou quinta derrota sucessiva em Samora Correia, nas cinco últimas temporadas, não tendo o Fazendense conseguido melhor que a repartição de pontos no Cartaxo, o que – conjugado com os triunfos de Amiense, Águias de Alpiarça, At. Ouriense e Ferreira do Zêzere – resultou numa concentração dos oito primeiros classificados num intervalo de apenas três pontos, com os emblemas das Fazendas de Almeirim e Amiais de Baixo a repartirem agora a liderança.

Destaques – É, bastas vezes, quase irresistível a tentação – até por um inato instinto de auto-preservação – de procurar justificar os insucessos com supostas falhas de arbitragem, como que transferindo para outrem, pelo menos, uma quota-parte de responsabilidades próprias.

O U. Tomar saiu de Samora Correia, uma vez mais, a queixar-se fortemente da arbitragem, sobretudo devido ao “caso do jogo”, uma situação inaudita, de que não haverá memória: na conversão de uma grande penalidade o jogador unionista fez a chamada “paradinha”, tendo o árbitro sancionado a alegada infração, não só invalidando o golo, como transformando o “penalty” num livre indirecto a favor dos samorenses, assim se gorando uma ocasião suprema de marcar.

Ao tomar uma decisão deste rigor e grau de severidade (perante uma situação a que se assiste repetidamente) crê-se que o árbitro o tenha feito em consciência, e de acordo com as regras, uma vez que estava “em cima do lance”. Mas, para além disso, a verdade é que não conseguiu ter pulso para impedir que o Samora Correia, praticamente abdicando de jogar, em especial na meia-hora final, sistematicamente “queimasse tempo”, com ostensivas interrupções e quebras de ritmo, visando impedir que o União pudesse ter qualquer “fio de jogo”, com princípio, meio e fim.

Os seis minutos de tempo de compensação concedidos foram manifestamente exíguos face a mais de uma dúzia de minutos (estimativa a pecar por defeito) de paragens de jogo, na segunda parte.

Terá ainda, por outro lado, de anotar-se a coincidência de esta ter sido já a terceira vez, nos últimos cinco anos, que este mesmo árbitro dirigiu o Samora-União, sendo que, em ocasiões anteriores (em 2019 e 2020), tinham também ocorrido “casos de jogo”, pelo que mais esta nomeação teria sido – até para preservação do próprio árbitro – porventura desaconselhável, por pouco prudente, numa óptica de salvaguardar qualquer tipo de eventual (natural e humano) condicionamento.

Sobre o jogo propriamente dito (e resta, agora, pouco espaço disponível), foi repartido durante o primeiro tempo, sem grandes ocasiões de perigo (ambos os guardiões pouco mais foram que espectadores atentos), sendo que a melhor oportunidade de golo terá sido a desperdiçada pelo União, à passagem do quarto de hora. Cerca de dez minutos volvidos surgiria o único tento do desafio, a favor do Samora Correia, igualmente por via de uma grande penalidade, culminando um lance algo fortuito, com a bola – numa sequência muito rápida, com o jogador tomarense já em queda, em plena área – a embater no peito e, de imediato, com contacto com os braços.

Na segunda metade, os nabantinos esbanjariam outra soberana ocasião de golo, na marcação de um livre, com a bola a acabar por embater no poste (terá sido ainda desviada pelo guarda-redes). A partir do momento culminante da partida (estavam decorridos 72 minutos) pouco mais foi possível efectivamente jogar, com a equipa unionista a não conseguir evitar deixar-se arrastar na onda de desestabilização gerada pelas incidências do desafio, faltando então discernimento para finalizar com êxito, pelo menos, mais outro par de lances de grande perigo, na área adversária.

Num balanço final subsiste necessariamente um sentimento de forte injustiça pelo resultado negativo, como reconhecido pelo próprio treinador samorense, considerando mais justo o empate.

Outros destaques da 4.ª ronda vão para as importantes vitórias em terreno alheio, averbadas por Ferreira do Zêzere (em Mação, impondo aos maçaenses o quarto desaire consecutivo, num começo de temporada que não estaria, de todo, nas suas cogitações) e Amiense (em Alcanena), ambas pela mesma marca (3-2) – sendo que o Alcanenense apenas no derradeiro minuto sofreu o tento decisivo. Realce ainda para a goleada (4-0) aplicada pelo Fátima em Benavente, beneficiando ainda do facto de os locais se terem visto em inferioridade numérica.

Surpresas – Uma, pelo menos, “meia-surpresa” registou-se no Cartaxo (equipa que, já na semana anterior, em Tomar, oferecera forte réplica), com o grupo visitado a impor uma igualdade (2-2) ao líder, Fazendense (a sofrer, assim, os primeiros golos na presente edição da prova).

Pelo historial dos dois clubes será também de considerar-se algo surpreendente o desaire caseiro do Torres Novas ante o At. Ouriense, por 1-2, com os torrejanos, com quatro derrotas (acumulando já um preocupante total de 15 golos sofridos), a repartir o último lugar com o Mação.

Confirmações – Abrantes e Benfica (1-0, na recepção ao Salvaterrense) e Águias de Alpiarça (3-1, ante o Entroncamento AC) confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, com os alpiarcenses a reforçar o notável início de campeonato, partilhando o 3.º lugar com o U. Tomar.

II Divisão Distrital – No arranque da competição começam por destacar-se as goleadas impostas pelo Porto Alto (5-1 ao Benfica do Ribatejo) e Vilarense (4-0 à Ortiga), assim como o categórico triunfo (3-0) do Pego em Alferrarede. Por seu lado, alguns dos candidatos aos lugares cimeiros não foram além do empate: 0-0, no Marinhais-Moçarriense e no Caxarias-Vasco da Gama; e 2-2, no U. Almeirim-Espinheirense e, de forma mais surpreendente, no Glória do Ribatejo-Rebocho.

Campeonato de Portugal – Não foi positiva para os clubes do Distrito a 3.ª ronda da prova, com Rio Maior SC e Coruchense ambos a saírem derrotados – os riomaiorenses, em casa, ante o Pêro Pinheiro, por 0-1; e a turma do Sorraia, perdendo por 2-1 em Castelo Branco, face ao Benfica local –, não tendo o U. Santarém ido além do empate (1-1) frente ao Sintrense.

O campeonato está ainda na sua fase inicial, com o escalonamento dos concorrentes com escassas diferenças pontuais, mas Coruchense (10.º) e Rio Maior SC (12.º) começam já a posicionar-se abaixo da “linha de água” (serão despromovidos directamente os seis últimos de cada série).

Antevisão – A 5.ª jornada da divisão principal apresenta, em especial, quatro desafios de maior interesse: em primeiro lugar, o Fazendense-Samora Correia (com a curiosidade de ver qual a resposta que os samorenses conseguirão oferecer, depois do triunfo da passada semana), mas, também o U. Tomar-Águias de Alpiarça (colocando frente-a-frente os actuais 3.º classificados), o Ferreira do Zêzere-Fátima (entre dois bons conjuntos) e o Mação-Abrantes e Benfica (com os maçaenses a começar a “desesperar” pelos primeiros pontos). O co-líder, Amiense, terá, em teoria, tarefa de grau de dificuldade menor, recebendo o antepenúltimo classificado, Benavente.

No escalão secundário, na sua 2.ª ronda, avultam, a Sul, os embates Moçarriense-Glória do Ribatejo, Forense-Marinhais e Espinheirense-Porto Alto; a Norte, realce para o Vasco da Gama-Vilarense, assim como para um confronto entre dois clubes históricos: Tramagal-Alferrarede.

O Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, para disputa da eliminatória relativa aos 1/32 de final da Taça de Portugal – estreando-se os clubes da I Liga –, já sem representação do Distrito.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Outubro de 2022)

16 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 06.10.2022)

A jornada anterior (com um total de 28 golos apontados) tinha sido já bastante profícua, mas, a 3.ª ronda, disputada no passado Domingo, elevou a fasquia para 35 (uma média de quase 4,5 golos/jogo – sendo que o desafio de Tomar foi o único em que não se atingiram os três golos). Num arranque com algumas similitudes face ao da época passada, o par formado por União de Tomar e Fazendense (de novo muito afirmativo) partilha a liderança, tal como, na temporada precedente, ocupava também, por esta altura, os dois primeiros lugares da pauta classificativa.

Destaques – O primeiro destaque vai precisamente para a formação das Fazendas de Almeirim: se, há um ano, goleara o Torres Novas por 6-2, pois, voltou a aplicar “chapa 6”, desta feita sem resposta dos torrejanos – entrou em campo a ganhar, abrindo o activo logo no primeiro minuto; o 2-0, obtido ainda antes do quarto de hora, a definir a contenda, subsistiria até ao intervalo, sendo que, na segunda metade, a contagem continuaria a elevar-se paulatinamente, até à “meia-dúzia”.

Mantendo a sua baliza inviolada, somando já nove golos marcados, o Fazendense é, por ora, detentor dos registos de “melhor ataque” (a par do Amiense) e “melhor defesa”, com o pleno de nove pontos conquistados, nas três jornadas iniciais, do que decorre o inerente 1.º lugar.

O “jogo grande” do último fim-de-semana disputou-se no Campo da Azenha, em Amiais de Baixo, com o Amiense a travar o início vitorioso do recém-promovido Águias de Alpiarça, impondo-se, no termo de uma partida empolgante, por 5-3!

Os locais marcaram primeiro, ainda antes dos cinco minutos, mas o Águias ripostou de pronto, colocando-se mesmo em vantagem, iam decorridos 35 minutos, vindo a chegar-se ao intervalo com uma igualdade a duas bolas. No recomeço, ao terceiro golo do Amiense, logo no minuto inicial, respondeu de novo (só quatro minutos volvidos) a turma visitante, colocando o “placard” em 3-3. Por fim, entre os 63 e os 79 minutos, os dois tentos que desnivelariam o resultado.

A par do Amiense, o 3.º posto é repartido com o Salvaterrense – ambos com sete pontos, somente dois abaixo do duo da frente –, com a formação de Salvaterra de Magos, tal como sucedera na época passada, a ter um excelente começo de campeonato. Recebendo o Mação, que fazia o terceiro jogo sucessivo em terreno alheio, os donos da casa repetiram a marca de quatro golos registada ante esse mesmo adversário um ano antes (4-4 no jogo precedente), mas, desta feita, impuseram aos maçaenses o terceiro desaire (!) em outros tantos jogos, ganhando por 4-2.

Ainda uma nota final de realce para o triunfo do Samora Correia no Entroncamento, por 2-1, com o emblema da cidade ferroviária – promovido, tal como o Águias e Fátima, do escalão secundário –, depois de entrada forte no campeonato, a somar segunda derrota, caindo já até ao 10.º posto.

Surpresas – A maior surpresa da jornada terá sido a concludente vitória averbada pelo Alcanenense em Fátima, por 3-0 (“hat-trick” de Moises Iabna), com o recente Campeão da II Divisão Distrital, para já, com um único ponto obtido, posicionando-se no antepenúltimo lugar, aquém das expectativas. Ao invés, o conjunto de Alcanena somou segundo triunfo sucessivo pela mesma marca, partilhando agora o 6.º lugar com o Águias de Alpiarça.

Surpresa ainda maior esteve prestes a acontecer em Ferreira do Zêzere, onde o então “lanterna vermelha”, Benavente, chegou ao minuto 90, de forma absolutamente imprevista, a ganhar por 2-0… para, já em período de compensação, os ferreirenses conseguirem ainda, “do mal, o menos”, restabelecer o empate, com golos apontados por Fábio Vieira e Tiago Vieira, este com o tempo adicional concedido pela jovem árbitra, Ana Rita Marques, mesmo a expirar.

Confirmações – Nos outros dois encontros, os desfechos dos desafios eram de alguma forma expectáveis, embora se pudesse antever uma tarde mais tranquila por parte dos tomarenses.

De facto, o U. Tomar somou a terceira vitória por margem tangencial neste campeonato: após o 2-1 da estreia com o Abrantes e Benfica, e o apertado 3-2 em Torres Novas, ganhou agora ao Cartaxo mercê de um solitário tento – num jogo que nada teve a ver com o que, a 15 de Maio último, tinha culminado numa retumbante goleada por 10-0…

Os unionistas assumiram, naturalmente, o domínio do jogo, mas que, ao longo do tempo, não conseguiram traduzir em soberanas oportunidades para marcar, o que, em paralelo, proporcionou ao Cartaxo ir reforçando a confiança e a esperança em poder levar, pelo menos, um ponto de Tomar. O tento que ditou o vencedor, de belo efeito, numa “bicicleta” de José Maria, chegaria a meio da segunda parte, depois de os visitados terem criado já outra ocasião de grande perigo.

Em Ourém, com o Atlético local a disputar o terceiro jogo sucessivo em casa, voltou a registar-se um empate, a duas bolas, na recepção ao Abrantes e Benfica, com os abrantinos a estrear-se a pontuar no campeonato. Por duas ocasiões os forasteiros estiveram em vantagem no marcador, mas, de ambas as vezes, essa posição foi de muito curta duração, com a curiosidade de os quatro tentos terem sido marcador por dois “Diogos”, ambos a bisar: Diogo Mateus e Diogo Gameiro.

Taça do Ribatejo – Numa fase inicial, de grupos, reservada apenas aos clubes que militam na II Divisão Distrital, após a disputa da segunda jornada – sendo que a terceira e última foi agendada para o feriado de 5 de Outubro –, Glória do Ribatejo, Espinheirense e Caxarias (com o estreante treinador, Telmo Ferreira, a ter bons princípios), únicas equipas que bisaram o triunfo nas duas primeiras rondas iniciais, garantiram já o apuramento para a fase seguinte da competição.

Taça de Portugal – Não há já qualquer representante do Distrito na “prova rainha” do futebol em Portugal. Tal como sucedera na eliminatória inicial, não tendo deslustrado, U. Santarém e Coruchense viram-se impotentes para contrariar os superiores argumentos de adversários da II Liga: os escalabitanos perderam, pela margem mínima (0-1) na recepção ao Mafra; quanto ao grupo do Sorraia, foi batido, também no seu reduto, por 0-2, pelo Trofense.

Estiveram especialmente em evidência, nesta 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, as equipas do Belenenses, Caldas, Oliveira do Hospital e Varzim (todas da Liga 3), que eliminaram adversários da II Liga (respectivamente, Torreense, Sp. Covilhã, C. F. Estrela Amadora e Feirense). Resistem ainda em prova três clubes dos Distritais (dos 43 iniciais): Oriental, Courense e Sp. Pombal (após ter afastado, “nos penalties”, o U. Tomar, ganhou agora, por 2-0, ao Vigor da Mocidade).

Antevisão – Na 4.ª jornada da I Divisão Distrital as atenções estarão focadas, sobretudo, no Samora Correia-U. Tomar (recordando-se que os tomarenses perderam os seis pontos com este adversário na última época), Cartaxo-Fazendense (com favoritismo a pender para os visitantes) e Mação-Ferreira do Zêzere, prélio que assinala a estreia dos maçaenses em casa. Neste fim-de-semana arranca também o Distrital da II Divisão, destacando-se o jogo Marinhais-Moçarriense.

No Campeonato de Portugal, na sua 3.ª ronda, a curiosidade de dois dos representantes do Distrito receberem adversários do município de Sintra: U. Santarém-Sintrense; e Rio Maior-Pêro Pinheiro; cabendo ao Coruchense deslocar-se a Castelo Branco, para defrontar o Benfica local.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Outubro de 2022)

9 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 29.09.2022)

Respectivamente 2.º e 3.º classificados na época transacta, União de Tomar e Fazendense são já, logo à 2.ª jornada – e exactamente tal como, por curiosidade, sucedera há um ano, na mesma ocasião – líderes do Distrital da I Divisão, esta temporada acompanhados pelo surpreendente Águias de Alpiarça, únicas equipas a conseguir bisar o triunfo nas duas rondas iniciais. Mas a verdade é que está ainda por disputar “todo o campeonato”.

Destaques – O principal realce vai para a vitória alcançada pelo Fazendense em Abrantes, por 2-0. Depois de ter começado por bater o Mação em casa, a turma das Fazendas de Almeirim, derrotando o Abrantes e Benfica, impõe-se, sucessivamente, a dois dos mais fortes concorrentes da prova. Os visitantes entraram praticamente a ganhar, tendo inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, vindo a confirmar o resultado com o segundo tento, obtido já a findar a partida.

Vale o que vale numa fase ainda tão prematura da competição, mas o Fazendense é já a única equipa que subsiste com a sua baliza inviolada, ao fim das duas primeiras jornadas. Por curiosidade anota-se que todos os (16) concorrentes se estrearam já a marcar.

No grande clássico do futebol distrital, com Torres Novas e U. Tomar a defrontar-se pela 97.ª vez (agora com 41-37 em vitórias, a favor dos unionistas, para além de 19 empates), os tomarenses repetiram o triunfo da época passada, mas, desta feita, com bastante maiores dificuldades, por tangencial 3-2, com o golo decisivo a chegar apenas a seis minutos do termo.

Os nabantinos foram surpreendidos ainda antes dos dez minutos, tendo os torrejanos aberto o activo, o que implicou que tivessem de andar, toda a primeira parte, atrás do “prejuízo”. Pese embora o caudal ofensivo, o U. Tomar apenas conseguiria restabelecer a igualdade já no segundo tempo, operando a reviravolta no marcador em menos de dez minutos (entre os 52 e os 61).

Porém, nunca virando a cara à luta, e com um fantástico Miguel Miguel (destacado melhor marcador no campeonato passado, com 32 golos!) a bisar, o Torres Novas ameaçava mesmo vir a causar surpresa. Reagindo bem, aproveitando serenamente os dez minutos finais de que dispunha ainda, o União viria a chegar à vitória, confirmando o seu superior potencial.

Em destaque continua também o recém-promovido Águias de Alpiarça: depois de ter entrado no campeonato a ganhar, em Benavente, somou nova vitória, por 3-2, na recepção ao Campeão da II Divisão Distrital, Fátima, numa espécie de desforra relativamente à derrota que, no derradeiro jogo da época passada, ditara a conquista do título por parte dos fatimenses – num encontro que colocou frente-a-frente dois dos mais renomados técnicos do Distrito.

Surpresas – A segunda ronda fica marcada por duas mais relevantes surpresas, com as derrotas de dois dos candidatos aos lugares de topo neste campeonato, Ferreira do Zêzere e Mação.

No que respeita aos ferreirenses, deslocaram-se ao Sul do Distrito, até Salvaterra de Magos, tendo sido desfeiteados pelo Salvaterrense, por 2-0, com ambos os tentos apontados na conversão de grandes penalidades, a primeira, aos 35 minutos e, a segunda, mesmo a findar o jogo. A equipa de Ferreira porfiou, mas não conseguiu superar o jovem guardião contrário, em tarde inspirada.

Quanto ao Mação, e já depois do desaire (por tangencial 0-1) sofrido nas Fazendas de Almeirim, somou segunda derrota em outros tantos desafios – tal como sucedeu com outro emblema que visa os primeiros lugares, Abrantes e Benfica –, perdendo (5-3) em Ourém, ante o Atlético local.

Numa partida repleta de cambiantes, os visitados marcaram o primeiro golo, tendo os maçaenses operado a reviravolta. O At. Ouriense empatou a duas bolas ao minuto 44, mas o Mação iria ainda para o intervalo em posição de vantagem por 3-2. No período complementar “só deu” Ouriense: começando por beneficiar de um auto-golo, os donos da casa viriam a inverter o resultado, novamente a seu favor, fixando o “placard” com o 5.º tento, obtido ao minuto 80.

Após duas rondas, encontramos na cauda da tabela alguns emblemas em que tal não seria de todo expectável: Torres Novas, Mação, Abrantes e Benfica e Benavente continuam sem pontuar.

Confirmações – Os restantes três encontros tiveram desfechos que traduzem alguma lógica: começando pelo categórico triunfo (3-0) do Alcanenense, na recepção ao Benavente, por ora “lanterna vermelha”; enquanto o Cartaxo, potenciando o factor casa, ganhou por 1-0 ao que fora o primeiro “líder” do campeonato, Entroncamento AC; por fim, num embate entre dois conjuntos valorosos, Samora Correia e Amiense neutralizaram-se, empatando a um golo (marcaram, logo a abrir, os samorenses, tendo os visitantes restabelecido o empate a meio do segundo tempo).

Campeonato de Portugal – Também na 2.ª jornada desta prova de âmbito nacional, registaram-se os primeiros triunfos dos clubes representantes do Distrito: o U. Santarém não teve dificuldades em “desembaraçar-se” do Arronches e Benfica, vencendo por clara marca de 3-0; no outro caso, cruzaram-se Coruchense e Rio Maior, com o grupo do Sorraia a ganhar por tangencial 1-0.

Antevisão – A 3.ª ronda do escalão principal a nível do Distrito tem como maiores atractivos os confrontos Salvaterrense-Mação, Amiense-Águias de Alpiarça e At. Ouriense-Abrantes e Benfica, em que os conjuntos teoricamente mais apetrechados (Mação, Amiense e Abrantes e Benfica) enfrentarão opositores que, decerto, lhes irão colocar bastantes dificuldades.

Quanto a Fazendense, U. Tomar e Ferreira do Zêzere, jogando em casa, serão claros favoritos a vencer, respectivamente ante o Torres Novas (assinale-se a particularidade de, nos termos do sorteio, a equipa das Fazendas encontrar, sucessivamente, o adversário que, na jornada precedente, defrontou o emblema tomarense), Cartaxo (o qual procurará rectificar o desfecho registado no campeonato anterior, em que sofreu, em Tomar, extremamente pesada goleada… depois de ali ter vencido, apenas dois meses antes, em partida da Taça do Ribatejo) e Benavente.

O Campeonato de Portugal terá uma pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, apenas com dois clubes do Distrito a subsistir em prova (após o afastamento de Rio Maior, U. Tomar e Fazendense), tendo-lhes calhado em sorte, em ambos os casos, receber adversário da II Liga: o U. Santarém terá a visita do Mafra, enquanto o Coruchense defronta o Trofense.

Pese embora se trate de clubes presentemente posicionados na segunda metade da pauta classificativa – o Mafra é 11.º classificado, ocupando o Trofense o lugar imediato, ambos com sete pontos, após sete jornadas – não deixarão de ser favoritos, podendo a surpresa estar à espreita.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Setembro de 2022)

2 Outubro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

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