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O Pulsar do Campeonato – Supertaça

(“O Templário”, 11.06.2026)

Tal como sucedera na época passada (entre Ferreira do Zêzere e Samora Correia), os dois confrontos realizados em semanas sucessivas entre os mesmos clubes, na final da Taça do Ribatejo e da Supertaça, voltaram a ter vencedor distinto. Se não houvera surpresa na Taça, ela ficou reservada para o reencontro entre o Campeão Distrital da I Divisão e o actual líder do Distrital da II Divisão, com o Moçarriense a conquistar o seu primeiro troféu de nível absoluto (depois de se ter sagrado já Campeão do escalão secundário por duas vezes: em 2017 e 2023).

A partida do passado sábado, disputada, como vem constituindo tradição, no Estádio Municipal Dr. Alves Vieira, em Torres Novas, não teve configuração muito distinta da realizada sete dias antes, em Fátima, com o Fazendense, naturalmente, a registar maior iniciativa e posse de bola.

Até ao intervalo o grupo das Fazendas teve três soberanas oportunidades, que, contudo, não conseguiu materializar – com destaque para as intervenções do guardião, Bernardo Piedade. Depois, à medida que o tempo ia decorrendo e o nulo subsistia, o Moçarriense foi acreditando cada vez mais nas suas possibilidades, enquanto, ao invés, o Fazendense ia perdendo intensidade.

Nuns dez minutos finais bem recheados de incidências, também a equipa da Moçarria se poderia lamentar de ter desperdiçado uma grande penalidade (defendida pelo guarda-redes, Diogo Sousa), tendo, por seu lado, o conjunto das Fazendas rematado ainda aos ferros da baliza contrária.

O solitário golo, que conferiu – pela primeira vez na história desta competição (em 32 edições já disputadas) – o triunfo de um emblema a militar na II Divisão Distrital, foi apontado a escassos dois minutos do termo do tempo regulamentar, com o jovem Afonso Zibaia a ser o “herói” que deixa o seu nome gravado na história do clube.

A agremiação dos arredores de Santarém, à beira de completar 70 anos de existência, e que, até à data, conta oito participações na divisão principal, todas elas nas duas últimas décadas (2006-07, 2011-12, 2012-13, 2015-16, 2017-18, 2019-20, 2020-21 e 2023-24 – tendo por melhor classificação o 9.º lugar em 2012), alcançou o ponto mais alto do seu palmarés desportivo.

Anota-se, desta forma, que, já há onze anos, nenhuma equipa consegue alcançar o “triplete” de troféus (Campeonato Distrital, Taça do Ribatejo e Supertaça Dr. Alves Vieira), desde que o Coruchense obteve tal proeza, em 2015; antes, outros cinco emblemas já o tinham realizado também: At. Riachense (2010); Monsanto (2004); Abrantes FC (2003); U. Rio Maior (2002); e Samora Correia (1994) – sendo que, desde que a Supertaça passou a ser disputada no final da época (a partir de 2018-19), ainda nenhum clube logrou conquistar as três provas em disputa.

Passa a ser o seguinte o resumo do Palmarés do futebol a nível distrital, desde a temporada inaugural, de 1924-25, até à época agora finda, de 2025-26, ao longo de mais de um século de competições (com um total de 37 clubes com troféus conquistados – 31 dos quais de Campeão Distrital; tendo sido 25 os vencedores da Taça do Ribatejo; e 17 os que ganharam já a Supertaça), com o Fazendense, mercê dos dois títulos este ano alcançados, a aproximar-se da liderança:

Nota – Não é consensual a “atribuição” dos títulos de “Campeão Distrital” nos primórdios, a qual varia consoante as fontes, desde logo, entre o que se encontra publicitado no site oficial da Associação de Futebol de Santarém e outras publicações da mesma entidade, assim como de investigadores como João Carlos Lopes (por último, no seu livro “O Futebol no Ribatejo e os 100 Anos do Torres Novas”) ou Frederico Trancoso (divulgada no blogue https://futebolarquivadopt.blogspot.com/) – até porque, em rigor, tal conceito não existiria então, sendo atribuídos títulos com base em diferentes modelos competitivos: relativos ao campeonato (da cidade) de Santarém; títulos da província do Ribatejo (por vezes enquadrados no âmbito do Campeonato Nacional da II Divisão); ou, mais simplesmente, jogos entre vencedores de “zonas” (inicialmente, entre os vencedores dos campeonatos de Santarém e da “Liga Tomarense”); até épocas (1939-40 a 1945-46) em que apenas a série de Santarém era designada de “I Divisão”.

São as seguintes as temporadas em que se constata a existência de dissensões (tendo sido retida, como hipótese de trabalho, nos casos em apreço, a lista publicada por João Carlos Lopes):

Por outro lado, se se considerar a extensão do âmbito de análise, também à conquista de troféus de âmbito nacional, teríamos, adicionalmente, os seguintes títulos por clube:

II Divisão Distrital – A 6.ª jornada ficou marcada por um importante triunfo (2-1) do Salvaterrense, na recepção ao Ouriquense, o que veio nivelar ainda mais as pontuações dos quatro primeiros classificados, agora concentrados num intervalo de somente dois pontos, faltando disputar ainda quatro rondas (tendo sido adiado o encontro entre Moçarriense e Vasco da Gama).

De facto – e pese embora tal jogo em atraso – Moçarriense e Salvaterrense repartem o comando, com doze pontos, seguidos de perto por Vasco da Gama e Ouriquense (dez pontos), sendo que, como sabido, apenas três destes emblemas virão a ser premiados com a subida de escalão.

Na fuga ao último lugar, Pego e U. Atalaiense empataram a zero, mantendo-se os pegachos no 5.º posto, com quatro pontos; e a formação da Atalaia no 6.º, tendo averbado o seu primeiro ponto.

Antevisão – Tendo sido agendada para o feriado de 10 de Junho a 7.ª ronda da fase final do Distrital da II Divisão, a prova avançará para a sua antepenúltima (8.ª) jornada, neste domingo, com os desafios: Salvaterrense-Moçarriense, Ouriquense-U. Atalaiense e Pego-Vasco da Gama. Nas duas rondas finais, calendarizadas para dias 21 e 28 de Junho, destaque para as partidas entre candidatos à subida: Vasco da Gama-Ouriquense (9.ª); e Ouriquense-Moçarriense (10.ª) – faltando também realizar (17 de Junho) o jogo em atraso entre Moçarriense e Vasco da Gama.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Junho de 2026)

14 Junho, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 04.06.2026)

Não houve surpresa no passado sábado, no Estádio Municipal Papa Francisco, em Fátima, com o novo Campeão Distrital a superiorizar-se, com naturalidade, a um adversário que milita no escalão secundário. Em sete finais da Taça do Ribatejo disputadas, a equipa do Fazendense conquistou o seu sexto troféu na prova (apenas fora batida – no desempate da marca de grande penalidade – na primeira presença no jogo decisivo, em 1989), ampliando a sua vantagem sobre a concorrência em termos de palmarés na competição, agora com o dobro dos títulos dos mais directos seguidores (Tramagal, At. Riachense, Amiense, Coruchense e Ferreira do Zêzere, cada um com três Taças).

Após os triunfos alcançados em 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022, o Fazendense confirma a tendência de ganhar a prova em (vários) ciclos de dez anos – tendo “falhado” apenas na edição de 2024, época em que se quedou pelas meias-finais, então superado pelo Alcanenense (finalista).

Esta foi já a 14.ª vez que o Campeão se sagrou também vencedor da Taça, fazendo a “dobradinha”, repetindo os feitos de: Amiense (1977); Samora Correia (1983 e 1994); Águias de Alpiarça (1985); Benavente (1991); U. Rio Maior (2002); Abrantes FC (2003); Monsanto (2004); At. Riachense (2009 e 2010); Coruchense (2015); U. Santarém (2019); e Ferreira do Zêzere (2025).

Taça do Ribatejo – Num prélio entre dois emblemas com histórico (e palmarés) tão díspar na competição – com o Moçarriense a marcar presença na final da Taça pela primeira vez no historial do clube (o melhor registo que, até então, obtivera fora a presença nos quartos-de-final, por três vezes, nos anos de 2006, 2010 e 2016) – e que integraram, nesta época, diferentes escalões (pese embora a equipa da Moçarria se encontre activamente a disputar a promoção à I Divisão Distrital), projectava-se já um claro favoritismo do recentemente sagrado Campeão Distrital, Fazendense.

O conjunto das Fazendas, tendo disputado um total de cinco desafios, assegurou a invencibilidade na presente edição, mas registando apenas duas vitórias dentro de campo (5-0 ao At. Pernes, nos quartos-de-final, e 2-0 ao Moçarriense… na final); para além de três empates (em Coruche, na pré-eliminatória, assim como nas duas partidas das meias-finais, ante o Mação – tendo, de ambas as ocasiões, sido mais eficaz no desempate da marca de grande penalidade). Beneficiara ainda da falta de comparência do Cartaxo no encontro dos 1/8 de final.

Por seu lado, o Moçarriense chegava ao derradeiro embate também ainda invicto, tendo somado quatro triunfos e dois empates, tendo, por duas vezes, envergado a veste de “tomba-gigantes”: indo ganhar ao Amiense, no Campo da Azenha, por 2-0, nos 1/8 de final; e repetindo a proeza, nos 1/4 de final, superando o Torres Novas, mesmo que no desempate por “penalties”.

A estratégia que o grupo da Moçarria teria delineado para este confronto cedo ficou abalada, com o primeiro tento sofrido, apontado pelo Fazendense ao 13.º minuto, o que, desde logo, proporcionou maior tranquilidade à equipa que, à partida, dispunha já de superiores argumentos.

Tendo a diferença mínima no marcador subsistido até final do primeiro tempo, o desfecho desta final ficou praticamente sentenciado no recomeço do desafio, com o segundo golo da turma das Fazendas de Almeirim, decorria o segundo minuto da etapa complementar.

Dando forte réplica, o Moçarriense ia esboçando tentativas de contrariar a supremacia do adversário, deixando imagem bem positiva, não tendo o marcador voltado a funcionar, traduzindo o resultado de 2-0 certo equilíbrio a nível do desempenho dos dois contendores, mesmo que seja inquestionável a vitória do Fazendense, que foi controlando o desenrolar da partida.

II Divisão Distrital – A encerrar a primeira volta da fase final deste campeonato, ficou, necessariamente, adiado (agendado para esta quarta-feira, dia 3 de Junho) o que seria o “jogo-grande” da jornada, entre os então dois primeiros classificados, Moçarriense-Ouriquense.

Nas duas partidas disputadas no último domingo, os candidatos à subida confirmaram o favoritismo, mas tiveram de correr bem mais do que esperariam, obtendo árduos triunfos.

O Vasco da Gama, recebendo o “lanterna vermelha”, U. Atalaiense (que viria a somar o quinto desaire em outros tantos encontros realizados), experimentou grandes dificuldades para conseguir desbloquear o jogo, com o nulo a subsistir até ao intervalo, só já em fase adiantada vindo a chegar ao solitário golo que lhe conferiu os três pontos.

Em Salvaterra, a formação local, enfrentando o Pego (5.º e penúltimo classificado, que, até agora, apenas conseguiu vencer na Atalaia), arrancou uma vitória “in extremis”, quase ao “cair do pano”. Os pegachos marcaram primeiro, chegando ao descanso em vantagem. Com dois golos apontados em curto período de cinco minutos, a meio da segunda parte, poderia julgar-se que o mais difícil estaria feito, por parte do Salvaterrense. Mas não: a turma do Pego prontamente repôs a igualdade, que só viria a ser desfeita, com o 3-2 para os donos da casa, a três minutos do fim.

Em qualquer caso, os resultados da 5.ª ronda vêm confirmar que, de facto, há quatro candidatos assumidos às três vagas de promoção à I Divisão Distrital, agora separados por um único ponto – mesmo atendendo a que há dois concorrentes com um jogo a menos – Ouriquense e Vasco da Gama lideram, com dez pontos; seguindo-se de imediato Moçarriense e Salvaterrense, com nove!

Liga 3 – Não houve golos no Restelo, no jogo da 2.ª mão do “play-off”, entre Belenenses (3.º da Liga 3) e Farense (16.º classificado da II Liga), pelo que a turma algarvia – que se havia imposto, na 1.ª mão, por 1-0 – mantém a sua posição na segunda divisão do futebol profissional; ao invés, o Belenenses perde a eliminatória de acesso a esse escalão pelo segundo ano sucessivo (depois de, na temporada precedente, ter sido superado pelo Paços de Ferreira), subsistindo na Liga 3.

Campeonato de Portugal – Terminada a segunda fase, é de destacar o notável desempenho do V. Sernache, vencedor da Zona Sul, garantindo uma fantástica presença na final desta prova, a disputar no Estádio do Jamor, no próximo dia 10 de Junho, ante o Leça (vencedor da Zona Norte).

Na última jornada, a turma de Cernache do Bonjardim, recebendo o Louletano – dispondo até da faculdade de, no limite, perder por um golo de diferença –, obteve um empate a uma bola (golo do “tomarense” Mauro Santos, igualando o desafio, à entrada do último quarto de hora), confirmando o 1.º lugar na sua série, com doze pontos, mais três que a formação do Algarve. No outro jogo, Oliveira do Hospital (3.º) e At. Malveira (4.º) empataram também a um golo.

Garantiram a subida à Liga 3 os dois primeiros classificados de cada uma das séries: Leça e Vianense (Série A), tendo-se superiorizado face à concorrência de Bragança e Rebordosa; e V. Sernache e Louletano (Série B).

Antevisão – A culminar a época de 2025-26 do futebol distrital, teremos, já este sábado, o pronto reencontro entre Fazendense (Campeão Distrital e vencedor da Taça, almejando a conquista de um possível “triplete”) e Moçarriense (finalista da Taça do Ribatejo, que garantiu também já a presença na próxima edição da Taça de Portugal), para disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, desafio tradicionalmente realizado em Torres Novas, no Estádio com o mesmo nome.

Tal implicará novo adiamento (para dia 17 de Junho), do jogo da 6.ª ronda da fase final da II Divisão Distrital, de apuramento de Campeão e de promoção, entre Moçarriense e Vasco da Gama. Pelo que, para domingo, estão calendarizadas as seguintes duas partidas: Salvaterrense-Ouriquense, embate que se reveste de cariz determinante, na luta pela subida; e Pego-U. Atalaiense, com os dois clubes a procurar escapar à cauda da pauta classificativa

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Junho de 2026)

6 Junho, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 30ª Jornada

(“O Templário”, 28.05.2026)

No termo de um campeonato disputado “ponto a ponto”, o Fazendense conquistou o seu 3.º título de Campeão Distrital, repetindo as proezas das temporadas de 1995-96 (em que tivera a primazia face ao Coruchense e ao Tramagal) e 2006-07 (na qual batera, numa Final a duas mãos, o Torres Novas), garantindo, pois, a promoção ao Campeonato de Portugal, escalão em que se estreará.

Afinal, a derradeira ronda acabou por não gerar grande “frisson”: o Mação, vice-líder, na perseguição ao comandante, um único ponto atrás, cedo “resolveu” o seu desafio, com dois tentos apontados ainda no quarto de hora inicial – tendo marcado antes do Fazendense, chegara, por breves instantes, a ser “guia virtual”; mas o novo Campeão não vacilou, inaugurando o “placard” nos Amiais no minuto imediato, repondo o posicionamento com que se iniciara a jornada, o qual não se alteraria até final, vindo as duas equipas a chegar à “chapa 4” nos respectivos jogos.

Tendo completado a prova a um único ponto do vencedor, a turma maçaense poderá lamentar-se do empate cedido em Ourém, três semanas antes. Mas, por outro lado, só lograra manter-se na corrida até ao último dia, mercê também de um imprevisto desaire sofrido pelo grupo das Fazendas, no Entroncamento, na semana precedente. No cômputo geral, tendo ambos os rivais sofrido alguns deslizes, não é possível recorrer a uma qualquer espécie de “wild card” ou “joker”, que permitisse descartar os resultados desfavoráveis (e o Fazendense até começara por ter duas derrotas nas três primeiras rondas, que lhe haviam provocado, logo aí, atraso de seis pontos…).

Obviamente, não seria viável, no âmbito destes comentários semanais à evolução do campeonato, ter uma percepção objectiva sobre o eventual impacto que as arbitragens pudessem ter tido no desfecho de algumas partidas, situação relativamente à qual os suplantados vocalizam reiterado protesto. Isto dito, reconhecendo o mérito do Fazendense, há que endereçar os Parabéns e expressar os votos de boa época de 2026-27, em competição de cariz exigente, de índole nacional.

Destaques – A primeira nota de destaque vai, necessariamente, para a goleada aplicada pelo Fazendense, no tradicionalmente difícil Campo da Azenha, nos Amiais de Baixo, e, para mais, frente a um Amiense que realizou boa segunda volta, e que não perdia há seis jornadas! Tendo aberto o activo à passagem dos doze minutos, os forasteiros ampliariam a contagem antes do intervalo; para, entre os 72 e os 75 minutos, com mais dois golos, fixando o resultado num desnivelado 4-0, ratificar definitivamente a conquista do título – num desafio com a particularidade de três dos tentos terem sido apontados na conversão de grandes penalidades.

De pouco valeu, portanto, a goleada também imposta pelo Mação ao Abrantes e Benfica: dois golos de rajada, aos onze e treze minutos; e, de novo, outros dois, aos quatro e seis minutos da segunda metade, antes de os abrantinos reduzirem para 4-1. O grupo maçaense, enquanto vice-campeão, terá, como “lenitivo”, o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal, em que marcará presença apenas pela terceira vez no seu historial (após 2017-18 e 2018-19).

O U. Tomar – sabendo-se de antemão que enfrentava uma missão difícil – não foi capaz de alcançar o único resultado (a vitória) que lhe teria proporcionado ascender até à 8.ª posição, acabando por quedar-se pelo 10.º posto, aquém dos objectivos – pese embora, ainda assim, numa época de absoluta tranquilidade quanto à meta essencial, a da permanência no principal escalão.

Recebendo o Coruchense, que almejava ainda o 5.º lugar, os unionistas tiveram uma primeira parte positiva, assumindo a iniciativa, mas sem concretizar, com o nulo a subsistir ao intervalo. Na etapa complementar, o conjunto do Sorraia, com dois tentos, aos 59 e 67 minutos, sentenciou o desfecho, que reforçaria, ainda com um terceiro golo, já nos últimos dez minutos. Um resultado que, porém, não alterou a classificação, dada a natural vitória obtida pelo Alcanenense no Cartaxo.

Uma vez mais em evidência, o Águias de Alpiarça venceu, por 1-0, na visita a Ourém – sendo que o At. Ouriense vinha de três empates, dois deles ante o 2.º e o 4.º classificado –, finalizando a prova num assinalável e bem afirmativo 7.º posto, com quatro triunfos nas cinco últimas rondas.

Surpresa – Tal como na semana anterior, também neste caso se terá tratado, com maior propriedade, de uma semi-surpresa, a vitória do At. Riachense em Pontével, por 3-2. As duas equipas tinham já a respectiva situação definida: os visitados, tendo assegurado a manutenção, os forasteiros, com a despromoção consumada – sendo que vinham, em ambos os casos, de cinco jornadas sem conhecer o sabor da vitória, nas quais não foram além de duas igualdades, cada qual.

O conjunto dos Riachos marcou primeiro, à passagem da meia hora, mas o Pontével operou a reviravolta na fase inicial do segundo tempo; antes de os forasteiros restabelecerem a igualdade, para acabar mesmo por chegar ao triunfo, a cinco minutos do final. O Riachense termina o campeonato somente a um ponto da “linha de água”, mas foi tardia a sua tentativa de recuperação.

Confirmações – De outra forma, não houve qualquer surpresa nos outros três prélios da 30.ª jornada: o Torres Novas recebeu e goleou, por 4-0, o Entroncamento AC, precisamente o último clube a alcançar a permanência – tendo sido determinantes os seis pontos angariados entre a 25.ª e a 28.ª ronda, incluindo o tal triunfo ante o futuro Campeão, Fazendense, assim como os empates nos confrontos directos com dois dos clubes despromovidos (Cartaxo e At. Riachense). Os torrejanos confirmaram, deste modo, uma excelente classificação, integrando o pódio (3.º lugar).

Também o Porto Alto completou a sua melhor temporada de sempre nos campeonatos distritais – após se ter sagrado, na época anterior, Campeão da II Divisão, ao vencer o Tramagal na Final –, com um notável 4.º posto (a escassos três pontos do Torres Novas), tendo batido… o Tramagal, por via de um solitário golo, num “adeus” com dignidade, por parte do “lanterna vermelha”.

Pelo contrário, o Cartaxo, agora já de “braços caídos”, teve uma triste despedida da I Divisão, recebendo o Alcanenense, voltando a sofrer retumbante goleada, de 0-8 (depois dos 0-9 e dos 0-6 nos dois jogos com o Torres Novas); foi caso de “virar aos quatro”, e “acabar aos oito”, sem contemplações da turma de Alcanena, que, assim, preservou a 5.ª posição na pauta classificativa.

II Divisão Distrital – Após a quarta jornada (de um total de dez) da fase final deste campeonato, parece haver quatro pretendentes para três vagas de subida: Ouriquense, Moçarriense, Vasco da Gama e Salvaterrense – nesta altura separados (entre o 1.º e 4.º classificado) só por quatro pontos. Ao invés, a U. Atalaiense, batida no seu terreno, por 1-4, pelo conjunto de Salvaterra, somou quarto desaire em outras tantas partidas; enquanto o Pego sofreu também pesada derrota (0-4), igualmente no seu reduto, ante a formação da Moçarria. Num embate directo entre dois dos candidatos à subida, Ouriquense e Vasco da Gama neutralizaram-se, empatando a uma bola.

Liga 3 – Já em “tempo extra” desta competição, na 1.ª mão do “play-off” de acesso à II Liga, entre o 16.º classificado desse escalão e o 3.º da “Liga 3”, o Farense levou a melhor, ganhando ao Belenenses por tangencial 1-0, subsistindo, pois, em aberto, a definição do clube apurado.

Campeonato de Portugal – Ainda com uma ronda por disputar, ficou já decidida a promoção à Liga 3 do V. Sernache (vencedor na Malveira, por categórico 3-0) e do Louletano (que bateu o Oliveira do Hospital por 2-1, com o tento decisivo apontado em período de compensação).

Antevisão – Concluído o campeonato do principal escalão, abre-se espaço à Final da “prova rainha”, a Taça do Ribatejo, desta feita com o especial aliciante de ser disputada por clubes das duas divisões, com o Campeão, Fazendense, naturalmente, como claro favorito a conquistar o que, em caso de triunfo, será o seu 6.º troféu, ante o Moçarriense, finalista em estreia absoluta.

A concluir a primeira volta da fase final da II Divisão Distrital, destaque para o Moçarriense-Ouriquense (que, em função da participação do emblema da Moçarria na disputa da Taça), foi agendado para dia 3 de Junho (quarta-feira). Vasco da Gama, recebendo a U. Atalaiense; e Salvaterrense, que terá a visita do Pego, apresentam-se com notório favoritismo a ganhar.

No Campeonato de Portugal, o V. Sernache defronta, em casa, no Estádio Municipal D. Nuno Álvares Pereira, o Louletano – podendo até, no limite, perder por um golo de diferença, que garantiria, ainda assim, uma sensacional presença no Jamor, na Final desta competição.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Maio de 2026)

30 Maio, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 29ª Jornada

(“O Templário”, 21.05.2026)

Ao intervalo da penúltima jornada, com os resultados que então se verificavam (Fazendense a ganhar e Mação a perder), o grupo das Fazendas seria “virtual Campeão”; tendo, aliás, tal cenário subsistido até aos 87 minutos, pese embora os almeirinenses tivessem sofrido o empate. Só que, nos instantes derradeiros do seu desafio em Coruche, os maçaenses operariam a reviravolta no marcador, chegando ao triunfo “no último suspiro”, já no termo do tempo de compensação.

Fazendense e Mação abordam, pois, a 30.ª e última ronda separados por um único ponto, numa fase da época em que sofreram alguns deslizes – derrota no Entroncamento e igualdade caseira com o Alcanenense, por parte da formação das Fazendas; empate da turma maçaense em Ourém –, deixando todas as possibilidades em aberto quanto à conquista do almejado título de Campeão.

Destaques – Num Domingo em que se entrecruzavam as disputas pela 1.ª e pela 5.ª posição, com as partidas entre 1.º e 5.º (Fazendense-Alcanenense) e 6.º e 2.º classificados (Coruchense-Mação), a tarde foi recheada de sucessivas cambiantes, começando por realçar-se nova perda de pontos do guia, não obstante o conjunto das Fazendas se tivesse colocado em vantagem à passagem da meia hora. Porém, logo nos minutos iniciais da segunda parte, a equipa de Alcanena restabeleceria o empate, sendo que – ainda com mais de quarenta minutos por jogar – o 1-1 já não seria desfeito.

Disso acabaria por vir a tirar partido o Mação, mas só “in extremis”, quando o título parecia já (quase) entregue. Tendo a turma do Sorraia inaugurado o marcador à beira do intervalo, o panorama de um eventual desaire, que arredaria os visitantes das suas pretensões, foi-se avolumando, à medida que o tempo escasseava, e que as insistentes ofensivas maçaenses, em especial ao longo de toda a segunda metade, pareciam incapazes de lograr os seus intentos.

Mas, não se entregando, não abdicando nunca do objectivo, o Mação viria a ser premiado: ao empate, alcançado a três minutos dos noventa, seguir-se-ia, num período algo caótico, já sem tácticas, mas com grande coração, a “explosão” do tento da vitória (2-1), no minuto 96. Dos seis pontos que, “virtualmente”, chegara a ter de atraso (ao intervalo) – entretanto reduzidos a quatro no início do segundo tempo –, a turma maçaense começara por repor os três de diferença com que entrara em campo, vindo a fechar a jornada somente a um ponto (70 vs. 71) do comandante… e com vantagem (superior diferença de golos) em caso de igualdade final na tabela classificativa.

Merece ainda destaque a recta final do Águias de Alpiarça, que, após uma sequência de cinco derrotas a meio da segunda volta, só não venceu um dos seus quatro últimos jogos (1-1, na semana precedente, no Porto Alto), tendo, desta feita, ido ganhar ao Entroncamento AC (que era ainda parte activa na contenda pela permanência) por 4-2, garantindo, pelo menos, um notável 7.º posto, podendo, aliás, sonhar ainda com um eventual 6.º lugar (dado estar a três pontos do Coruchense).

Surpresa – Terá sido, porventura, apenas “meia surpresa”, mas o U. Tomar não conseguiu sair vitorioso no Tramagal, no reeditar de um velho clássico do futebol distrital. Foram, inclusivamente, os tramagalenses a adiantar-se no marcador, logo aos dez minutos, tendo mantido a vantagem até ao descanso. Os nabantinos empatariam no início da etapa complementar, completando a reviravolta a um quarto de hora do fim, na conversão de uma grande penalidade. Contudo, mesmo reduzidos a dez elementos, os anfitriões prontamente lograriam restabelecer a igualdade (2-2), também a partir da marca dos onze metros, à entrada dos últimos dez minutos.

Confirmações – Os restantes quatro prélios tiveram desfechos que se enquadram nas expectativas. Começando pelo At. Ouriense-Porto Alto, o nulo subsistiu até final, tendo o grupo de Ourém voltado a pontuar ante um dos concorrentes do topo da pauta classificativa, depois da igualdade registada com o Mação, duas semanas antes (no entretanto empatara ainda em Tomar).

O Abrantes e Benfica-Amiense teve também um resultado que se pode considerar lógico: os abrantinos marcaram primeiro, chegando ao intervalo em vantagem; mas o conjunto dos Amiais, que não perde há seis jornadas, restabeleceu a igualdade na fase inicial do segundo tempo; tal como no caso do At. Ouriense, foi também o terceiro empate sucessivo do Abrantes e Benfica – numa jornada, que à semelhança da anterior, voltou a registar cinco igualdades, desta vez mais diversificadas, incluindo o 1.º (Fazendense) e o último (Tramagal) classificados.

Os resultados dos dois “derbies” do passado fim-de-semana confirmaram a descida à divisão secundária de outros dois clubes de grandes pergaminhos a nível distrital (a par do Tramagal): o At. Riachense, derrotado em casa pelo Torres Novas, em função de um solitário golo, a meio da segunda parte, de “penalty” (sendo que a formação dos Riachos acabaria com quatro jogadores expulsos, aos 79, 80 e 87 minutos, e no final do jogo); bem como o Cartaxo, que, recebendo o Pontével, não foi além do empate (1-1). Os quatro pontos de atraso face ao Entroncamento AC não serão recuperáveis, tendo, assim, ficado já definidas as três equipas despromovidas.

II Divisão Distrital – A terceira ronda da fase final terá resultado em algumas confirmações, nomeadamente com o Ouriquense – por agora, com o pleno de vitórias, tendo ido ganhar à Atalaia, por 3-1 – a colocar-se em boa posição para alcançar a subida, em contraponto, precisamente, à U. Atalaiense, que, com três desaires, começará a ficar distante de tais aspirações.

Por seu turno, Moçarriense (batendo o Salvaterrense por 2-1) e Vasco da Gama (triunfando por tangencial 3-2 na recepção ao Pego) parecem validar o favoritismo que lhes advém do desempenho patenteado na fase regular da competição. Não obstante, deverá atentar-se que os desfechos foram renhidos, e que a diferença pontual face aos derrotados é de apenas três pontos.

Liga 3 – Chegou ao seu termo a edição de 2025-26 desta prova, com o Amarante a sagrar-se Campeão, sendo acompanhado na promoção à II Liga pela Académica, que obteve convincente vitória (3-0), ante o Trofense. Quanto ao Belenenses (3.º classificado), mesmo tendo vencido o Mafra por 3-1, vê-se forçado a disputar o “play-off” com o 16.º do escalão secundário, Farense.

O U. Santarém alcançou, já bem para lá dos noventa minutos, uma igualdade a duas bolas, frente ao Varzim, o que lhe permitiu evitar o último lugar, completando esta fase final na 7.ª posição (mesmo que em igualdade pontual com o Trofense), numa época com balanço muito positivo.

Campeonato de Portugal – Tudo na mesma, tendo os dois primeiros empatado entre si (0-0 no V. Sernache-Oliveira do Hospital), enquanto os dois “últimos” registaram também uma igualdade (1-1 no Louletano-At. Malveira). Faltando disputar duas rondas, a turma de Cernache lidera, com mais três pontos que Oliveira do Hospital e Louletano, estando o At. Malveira três pontos abaixo.

Antevisão – Com a definição do Campeão da I Divisão Distrital adiada para a derradeira jornada, afigura-se difícil arriscar prognósticos. Se o Fazendense tem a grande vantagem de depender exclusivamente de si, enfrentará, todavia, um adversário valoroso, num reduto tradicionalmente difícil, como é o de Amiais de Baixo (sendo que a turma das Fazendas necessitará, no mínimo, de obter resultado similar ao do rival); por seu lado, o Mação – que só poderá almejar o título, mesmo ganhando, se o Fazendense não vencer (ou, até, em caso de empate, mas só se o seu concorrente perdesse ante o Amiense) – disporá de franco favoritismo, recebendo o Abrantes e Benfica.

Na disputa pelo 3.º lugar, o Torres Novas parece levar clara vantagem, jogando no seu terreno com o Entroncamento AC (mesmo que o Porto Alto seja também favorito na recepção ao Tramagal). Na luta pelo 5.º posto, o Alcanenense parte também em melhor situação, deslocando-se ao Cartaxo, ao passo que o Coruchense visita Tomar, com o União a necessitar de vencer para poder ainda melhorar a sua classificação final (face à 10.ª posição que ocupa nesta altura).

Na II Divisão Distrital, o “jogo grande” da quarta ronda (penúltima da primeira volta) coloca frente-a-frente o Ouriquense e o Vasco da Gama, revestindo-se também de grande relevância o Pego-Moçarriense; por fim, caberá à U. Atalaiense receber o Salvaterrense.

No Campeonato de Portugal, já na penúltima jornada da fase final, o V. Sernache desloca-se à Malveira – sendo que, num cenário de vitória, garantiria automaticamente a subida à Liga 3 –, enquanto o Oliveira do Hospital viaja até ao Algarve, para defrontar o Louletano.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Maio de 2026)

23 Maio, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 28ª Jornada

(“O Templário”, 14.05.2026)

Numa ronda – antepenúltima do Distrital da I Divisão – em que só os três clubes que agora ocupam os lugares do pódio venceram (sendo que dois dos três derrotados se posicionam nos dois últimos postos da tabela), dez das onze equipas classificadas entre o 4.º e o 14.º lugar empataram (assinalando-se a curiosidade adicional de três das cinco igualdades terem sido a duas bolas). Ou seja, o principal beneficiado da jornada foi o Torres Novas, que voltou a ultrapassar a AREPA.

Destaques – A primeira nota de realce vai, uma vez mais, para o líder Fazendense, que, repetindo os números da semana anterior (3-0) – então ante a equipa torrejana –, se desembaraçou, de forma categórica, da visita a Pontével, não obstante tenha chegado ao intervalo com a vantagem mínima, que confirmou, já na etapa complementar, com a obtenção de outros dois tentos.

O Torres Novas, em deslocação ao Cartaxo, confirmou a tendência histórica recente: desde 2011 que os anfitriões não conseguem derrotar os torrejanos, sendo que, em doze encontros disputados desde então, os visitantes triunfaram por oito vezes, para além de quatro empates. Mais, na presente temporada, os cartaxeiros sofreram duas pesadas goleadas, num impressivo “score” global de 15-0 (!): depois do 9-0 da primeira volta, perderam agora, no seu reduto, por 0-6.

Também com 0-1 ao intervalo, o Torres Novas ampliou a contagem logo no recomeço. Reduzido a dez elementos a partir dos 55 minutos, o Cartaxo foi incapaz de evitar o avolumar do marcador, tendo passado por período de grande “desnorte”, com quatro golos sofridos entre os 69 e os 76 minutos… Um forte revés nas esperanças de poder ainda evitar a descida à divisão secundária.

E isto, não obstante uma das igualdades se tenha verificado num confronto directo entre as outras duas equipas sob ameaça de despromoção. O Entroncamento AC, que entrava com quatro pontos de vantagem face ao At. Riachense, tinha ocasião soberana para arrumar definitivamente as contas, em caso de vitória. E esteve, por duas vezes, nessa situação, mas, em ambas, possibilitou ao grupo dos Riachos restabelecer o empate (2-2), adiando assim a definição desta disputa.

Destaque ainda para o embate entre Amiense e Coruchense, porventura duas das formações que chegam a esta fase em melhor forma, vindo, ambas, de sequências vitoriosas. O desafio não terá defraudado as expectativas, com cambiantes de resultado: o grupo dos Amiais marcou primeiro, tendo a turma do Sorraia empatado à beira do intervalo, para, a meio do segundo tempo, completar a reviravolta; já em tempo de compensação o Amiense fixaria o 2-2, desfecho que terá desagradado mais ao conjunto de Coruche, que não logrou tirar partido do deslize do Alcanenense.

Surpresas – O Abrantes e Benfica figura, desta feita, no lado “positivo” das surpresas, ao impor um empate, precisamente na deslocação a Alcanena. Num prélio entre equipas com posição díspar (5.º vs. 11.º), e tendo os donos da casa chegado ao descanso a ganhar, viriam a consentir, por duas vezes, que os abrantinos restabelecessem a igualdade. O 2-2 final só não foi mais penalizador para os visitados devido ao facto de o Coruchense ter averbado resultado idêntico nos Amiais.

Notoriamente a “perder gás”, o Porto Alto não foi além do empate (1-1) na recepção ao Águias de Alpiarça – tendo sido, aliás, os alpiarcenses a inaugurar o marcador, já a meio da segunda parte –, o que lhe custou ceder de novo o 3.º lugar ao Torres Novas, agora com um ponto a menos.

Confirmações – O Mação, não abdicando das suas pretensões ao título, e tendo a visita do “lanterna vermelha”, Tramagal, venceu, como expectável, por margem dilatada (6-1), isto depois de ter chegado ao intervalo já a ganhar por 5-0. Na etapa complementar, tendo os tramagalenses reduzido, os maçaenses viriam a estabelecer o “placard” final à entrada dos dez últimos minutos.

Em Tomar, o União colocou termo a uma série negativa, de cinco desaires caseiros, empatando a zero com o At. Ouriense. Os nabantinos começaram por ter maior ascendente, mas sem eficácia. Na segunda parte, as ocasiões de golo foram negadas por boas intervenções dos dois guardiões.

II Divisão Distrital – Na segunda jornada da fase final, só o Ouriquense conseguiu bisar a vitória, perfilando-se como candidato à subida; enquanto a U. Atalaiense somou segundo desaire; os restantes quatro clubes contam, cada um deles, um triunfo e uma derrota. Os desfechos registados, numa clara afirmação de força das equipas da zona sul – em dois dos casos, por números bem expressivos – terão sido elucidativos quanto às aspirações dos concorrentes: 5-0 no Moçarriense-U. Atalaiense e 0-4 no Pego-Ouriquense; sendo, por outro lado, de assinalar a perda de invencibilidade no campeonato (ao 24.º jogo) do Vasco da Gama, desfeiteado (2-0) em Salvaterra.

Liga 3 – Após a realização da penúltima ronda da fase de apuramento de Campeão e de promoção desta prova, a principal nota a realçar é a subida, já matematicamente garantida, do Amarante: um solitário golo, apontado já nos derradeiros dez minutos, na recepção ao U. Santarém, foi o bastante para proporcionar ao emblema do Tâmega (que, há apenas duas temporadas, se sagrara Campeão do “Campeonato de Portugal”; tendo, por curiosidade, terminado no 8.º e último lugar a fase final da Liga 3 da época passada) uma inédita promoção à II Liga!

Quanto aos escalabitanos, em função da derrota sofrida, e tendo o Trofense empatado na recepção à equipa “B” do Vitória de Guimarães, baixou à última posição. Por seu lado, da igualdade a três bolas, entre Mafra e Académica – numa notável recuperação dos “estudantes”, depois de os mafrenses terem chegado a vantagem de 3-0 – decorre também que restam dois clubes na disputa pela promoção: os históricos Académica e Belenenses, separados por dois pontos, sendo que um deles subirá directamente, enquanto o outro terá de disputar o “play-off” com o 16.º da II Liga.

Campeonato de Portugal – Na 3.ª jornada, já a findar a primeira volta desta fase final, as duas equipas da série em que participaram os representantes do Distrito (Fátima e Samora Correia) saíram ambas vencedoras: o V. Sernache foi ganhar ao Algarve, ante o Louletano, por 2-1; por seu turno, a turma de Oliveira do Hospital venceu na Malveira, por 2-0.

A formação de Cernache do Bonjardim isolou-se no 1.º lugar, com sete pontos, mais três do que os oliveirenses e o grupo de Loulé, com o At. Malveira no 4.º e último posto, só com um ponto.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, já na penúltima jornada, o Mação tem um sério teste às suas pretensões de poder chegar ainda ao título, em viagem a Coruche. Num Domingo em que se entrecruzam a luta pelo 1.º e pelo 5.º lugar, o Fazendense não poderá esperar facilidades na recepção ao Alcanenense, sendo que, em caso de conjugação favorável (num cenário em que o grupo das Fazendas obtivesse melhor resultado pontual que os maçaenses) poderia até haver festa.

De grande relevância, mas a nível da disputa pela permanência, serão as partidas Entroncamento AC-Águias de Alpiarça, a par dos derbies Riachense-Torres Novas e Cartaxo-Pontével. Uma última nota para a reedição de um clássico do futebol distrital, no Tramagal-U. Tomar.

Na II Divisão Distrital, a ronda três da fase final pode ser de importância significativa: no U. Atalaiense-Ouriquense, um eventual triunfo dos visitantes extremaria posições, passando um dos clubes a contar três vitórias, e, o outro, três derrotas; também o Vasco da Gama-Pego poderá ser quase como que “eliminatório”, em caso de êxito dos anfitriões; Moçarriense e Salvaterrense disputam um encontro de crucial interesse na luta por uma vaga de promoção ao escalão principal.

Na Liga 3, o U. Santarém termina a temporada recebendo o Varzim, com a expectativa de poder livrar-se da “lanterna vermelha”. Mas as atenções estarão focadas, sobretudo, no Académica-Trofense e no Belenenses-Mafra, sendo as contas fáceis de fazer: a turma do Restelo só poderá alcançar a subida directa desde que vença e que, em paralelo, o conjunto de Coimbra não ganhe. Por seu lado, para tal desiderato, a Académica até poderia perder, se o Belenenses não triunfar.

No Campeonato de Portugal, defrontam-se os dois primeiros, com o V. Sernache a receber o Oliveira do Hospital; enquanto o Louletano terá a visita do At. Malveira.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Maio de 2026)

17 Maio, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 27ª Jornada

(“O Templário”, 07.05.2026)

Em fase crucial da temporada, quando restam três rondas por disputar, o Fazendense, regressando aos triunfos, ao bater o Torres Novas, beneficiou do facto de o Mação não ter ido além do empate em Ourém, para voltar a distanciar-se na liderança, agora com três pontos de vantagem, o que lhe torna a conferir a margem de erro que tinha perdido na semana passada – desta feita, podendo empatar um dos três jogos em falta até final. Mas os maçaenses acreditam ainda no título, confiando que, em caso de igualdade pontual, o desempate decerto lhes seria favorável.

Destaques – O primeiro destaque vai, necessariamente, para o “jogo grande” da jornada, que colocava frente-a-frente os então 1.º e 3.º classificados, com o Fazendense a ter a visita do Torres Novas. O “score” final de 3-0, a favor da turma das Fazendas, poderá dar ilusória sensação de facilidades, que não se verificaram de facto: o nulo subsistia ao intervalo, tendo os anfitriões inaugurado o marcador no recomeço; mas só depois de os torrejanos ficarem em inferioridade numérica, chegariam ao segundo e terceiro tentos, este já nos derradeiros cinco minutos.

Em qualquer caso, uma prova superada pelo comandante, com boa resposta ao inesperado desaire sofrido na ronda anterior, no Entroncamento – tendo sido apenas a segunda vez que o Torres Novas consentiu três golos (sucedera também em Coruche), partilhando agora, com o Fazendense e o Porto Alto, o estatuto de defesas menos batidas (19 tentos sofridos, à média de 0,7/jogo).

Em Ourém, a formação local impôs grandes dificuldades ao vice-líder, tendo-se chegado ao descanso igualmente a zero. O At. Ouriense marcou primeiro, à passagem dos dez minutos do segundo tempo, tendo os maçaenses ripostado de pronto, restabelecendo a igualdade apenas cinco minutos volvidos. Ainda com mais de meia hora para jogar, e pese embora o domínio exercido, o Mação não lograria completar a reviravolta, queixando-se de dois lances de golo não validados. Depois do 3-3 da 1.ª volta, o At. Ouriense volta a subtrair pontos capitais ao emblema maçaense.

Merece ainda realce o prélio Cartaxo-Entroncamento AC, entre dois clubes em luta pela manutenção, com os visitados a somar terceiro empate sucessivo (após uma série muito negativa, de doze derrotas consecutivas), dando sinal de que poderão cair na divisão secundária, mas, se tal vier a ocorrer, cairão “de pé”. Por duas vezes o grupo da cidade ferroviária esteve em vantagem – tendo marcado logo ao terceiro minuto, e, de novo, ainda antes de completados os vinte minutos iniciais –, mas os cartaxeiros recuperariam de ambas as ocasiões, acabando por fixar o 2-2 já para lá dos noventa, tendo os forasteiros deixado escapar o que teria sido uma espécie de “match point”.

Em partida que tinha sido antecipada, realizada já há um mês, o Coruchense derrotara o Alcanenense por 2-1, estando agora estas duas formações separadas somente por um ponto, nesta altura ainda com vantagem do grupo de Alcanena, numa activa disputa pela 5.ª posição.

Surpresa – O Abrantes e Benfica voltou a confirmar não atravessar bom momento, somando quarto jogo sem vencer, contando, aliás, um único triunfo nas seis últimas jornadas. Recebendo o Pontével, que se posiciona imediatamente abaixo na tabela (respectivamente 11.º e 12.º classificados), a turma abrantina, com má entrada em jogo, perdia já por 0-2, somente com doze minutos decorridos, vindo a reduzir próximo da meia hora. Mas o Pontével reporia os dois golos de vantagem aos 60 minutos; tendo os visitados conseguido, “in extremis”, resgatar um ponto, chegando ao 3-3 em período de compensação (depois de terem marcado também aos 64 minutos).

Do “mal o menos”, o Abrantes e Benfica garantiu já a manutenção, objectivo que o Pontével estará muito perto de atingir: dispõe de nove pontos de avanço face à “linha de água”… quando restam disputar nove pontos – mas terá de defrontar ainda, quer o At. Riachense, quer o Cartaxo.

Confirmações – O Amiense, ganhando por 2-1 no Tramagal, confirmou o favoritismo que lhe era atribuído, assim como a boa fase que atravessa, ascendendo ao 8.º lugar, deixando para trás At. Ouriense e U. Tomar. O mesmo se verificou no Águias de Alpiarça-At. Riachense, com os donos da casa a triunfar por expressivo 3-0, diferencial que não seria porventura expectável – após se ter chegado ao intervalo com 0-0 –, tendo o segundo e terceiro tentos sido apontados já dentro dos dez minutos finais, no que constitui importante revés nas aspirações do conjunto dos Riachos.

Também a AREPA – que, mercê do desaire do Torres Novas, recuperou a 3.ª posição – confirmou a condição de favorita na recepção ao U. Tomar, vencendo por 3-1, num jogo marcado pelo facto de os nabantinos muito cedo (logo aos vinte minutos) terem ficado reduzidos a dez unidades.

O Porto Alto entrou a ganhar, logo ao segundo minuto, mas os unionistas, reagindo bem, empataram pouco depois, ainda antes de completados os dez minutos, tendo, nesse período inicial, demonstrado boa atitude, em busca de um resultado positivo. A partir da expulsão, a equipa da casa ganhou ascendente, não surpreendendo o desfecho, com mais dois golos, um a fechar a primeira metade, e, outro, logo a abrir o segundo tempo. Penalizado pelo calendário (defrontou, nas últimas sete rondas, o 1.º, 2.º, 3.º, 4.º e 5.º classificados), o União vem “marcando passo”, com um único ponto angariado nas cinco partidas mais recentes, baixando ao 10.º lugar.

II Divisão Distrital – O Vasco da Gama teve entrada afirmativa na fase final, de apuramento de Campeão, num embate entre os dois vencedores de série da fase regular da prova, derrotando o que, em teoria, será o adversário mais difícil, Moçarriense, por 3-1. Em destaque esteve também o Pego, vencedor, por tangencial 1-0, na Atalaia. Por seu turno, o Ouriquense levou a melhor sobre o Salvaterrense, por 2-0, confirmando o posicionamento dos dois clubes na primeira fase.

Liga 3 – Na 12.ª (antepenúltima) jornada, o U. Santarém obteve, na deslocação ao Restelo, um resultado que poderá ser determinante nas contas finais da subida à II Liga, ao impor um empate a uma bola ao Belenenses. Depois de, na fase regular da prova, por duas vezes terem já derrotado os “azuis”, os escalabitanos voltaram a surpreender, praticamente entrando a ganhar, marcando logo no primeiro minuto. A turma de Belém não conseguiria melhor do que restabelecer a igualdade, à passagem dos quarenta minutos, sem que, contudo, o marcador se alterasse até final.

Com este resultado o U. Santarém passa a somar nove pontos (fruto de duas vitórias e três empates – para além de sete derrotas), continuando a partilhar o 7.º/8.º posto com o Trofense. A Académica (1-0, na recepção ao Varzim) foi a principal beneficiada, podendo tirar partido também do nulo registado pelo Amarante na Trofa. Com duas rondas por disputar, os amarantinos lideram, com mais um ponto que os “estudantes”, situando-se o Belenenses quatro pontos mais abaixo.

Campeonato de Portugal – Na 2.ª jornada da fase final, registaram-se empates, no V. Sernache-At. Malveira (0-0) e no Oliveira do Hospital-Louletano (1-1), mantendo-se o escalonamento: Louletano e V. Sernache, quatro pontos; Oliveira do Hospital e At. Malveira, com um ponto.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, o Fazendense terá a sua penúltima saída, a Pontével (concluirá a prova nos Amiais), sendo favorito a somar os três pontos; menos complicada se antevê a tarefa do Mação, que recebe o “lanterna vermelha”, Tramagal. Na disputa pela manutenção, o Entroncamento AC-At. Riachense poderá ser decisivo, em caso de triunfo dos visitados. Ainda assim, anota-se que o Cartaxo já não terá mais nenhum encontro fora de casa, recebendo ainda o Torres Novas, Pontével e Alcanenense. Por seu turno, o U. Tomar, tem a visita do At. Ouriense.

No escalão secundário, poderão começar, desde já, a definir-se posições, realçando-se os jogos Salvaterrense-Vasco da Gama e Pego-Ouriquense, com o Moçarriense a receber a U. Atalaiense.

Na Liga 3, o U. Santarém desloca-se a Amarante, para defrontar o guia, sendo que, ao emblema do Tâmega, bastará o empate para confirmar, desde logo, a promoção à II Liga. Também a Académica poderá fazer a festa, caso vença em Mafra – anotando-se que os mafrenses estão ainda na corrida pelo acesso ao “play-off”, a quatro pontos do Belenenses (que viaja até à Póvoa de Varzim), sendo que está agendado, para o último dia, o confronto entre Belenenses e Mafra.

No Campeonato de Portugal, já a fechar a primeira volta desta fase final, o V. Sernache terá uma longa viagem, ao Algarve, para defrontar o Louletano, num embate entre os dois actuais líderes da Zona Sul; enquanto o At. Malveira recebe a visita do Oliveira do Hospital.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Maio de 2026)

10 Maio, 2026 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

(“O Templário”, 30.04.2026)

Poderia conjecturar-se que o Fazendense – com quatro pontos de avanço a cinco rondas do termo da prova – tivesse já “uma mão” no troféu de Campeão Distrital, mas a 26.ª jornada veio alertar que o perigo pode estar à espreita a qualquer momento, com o guia a sair derrotado no Entroncamento, permitindo a recolagem do Mação, agora somente a um escasso ponto.

Destaques – Se tivermos em atenção que o Fazendense não perdia há onze jogos (nos quais, aliás, tinha cedido um único empate) e que, por seu lado, o Entroncamento AC não ganhava há nove desafios, não se tratou de uma mera surpresa, mas sim de um resultado de sensação, o triunfo da formação da cidade ferroviária, por conclusivo 3-1! Os visitados inauguraram o marcador à passagem da meia hora, tendo ainda ampliado para 2-0. O comandante mais não conseguiu do que reduzir, para, já nos derradeiros cinco minutos, ser o EAC a marcar de novo, dando mais um importante passo na sua tentativa de escapar à descida de divisão, pese embora mantenha curta margem de apenas três pontos face ao At. Riachense, primeiro abaixo da “linha de água”.

No que, à partida, seria o “jogo grande” da jornada, colocando frente-a-frente o 2.º e o 3.º classificado, o Mação não vacilou, derrotando, por categórico 3-0, o Porto Alto, despachando a contenda ainda antes do intervalo. Esta foi a quarta vitória sucessiva dos maçaenses, de novo relançados na corrida ao título, em contraponto ao segundo desaire da AREPA em três jogos.

Em destaque esteve ainda o Coruchense, que prossegue a bom ritmo nesta segunda volta, tendo ido golear por 5-1 a Pontével, não obstante até tenham sido os visitados a marcar primeiro, ainda antes de completados dez minutos – tendo a turma do Sorraia chegado ao intervalo já com 3-1.

Surpresa – Não foi, de todo, um bom jogo o realizado pelo U. Tomar, na recepção ao Águias de Alpiarça, traduzido num bastante inesperado desfecho, que, em paralelo, se consubstancia no quinto desaire caseiro consecutivo dos nabantinos. Com uma má entrada em campo, duas desconcentrações resultaram em outros tantos tentos sofridos, praticamente de rajada, aos oito e dez minutos. Os tomarenses ainda reduziram, mas, o terceiro golo alpiarcense, logo no recomeço, abateu a equipa em termos anímicos, até final sem conseguir criar efectivas ocasiões de golo.

Em consequência, o União viu ampliar-se, de um para quatro pontos, o atraso face ao 7.º lugar.

O Cartaxo voltou, de alguma forma, a surpreender, dando nova “prova de vida”, arrancando, já em período de compensação, um empate nos Riachos, num confronto directo entre “aflitos”, respectivamente penúltimo e antepenúltimo classificados, ambos em zona de descida, mantendo-se separados por um ponto – portanto, com os cartaxeiros a quatro pontos da “salvação”.

Confirmações – Nos restantes três encontros, os homens da casa impuseram-se, confirmando o favoritismo que lhes seria já atribuído, à entrada para os correspondentes prélios.

O Torres Novas aproveitou o desaire do Porto Alto, para retomar o lugar no pódio, tendo batido o Abrantes e Benfica por 2-1, com o tento decisivo apontado à entrada do quarto de hora final.

Também o Amiense-At. Ouriense teve desfecho tangencial, neste caso, com o triunfo da turma dos Amiais mercê de um solitário golo, marcado no início da segunda etapa, um desfecho que proporcionou aos vencedores igualar o U. Tomar e o At. Ouriense na tabela (trio entre 8.º e 10.º).

O Alcanenense-Tramagal não teve maior história que o desenrolar dos seis tentos com que o grupo de Alcanena goleou o seu oponente (2-0 ao intervalo), agora já com a despromoção consumada.

II Divisão Distrital – Os grandes vitoriosos da derradeira jornada da primeira fase foram o Salvaterrense (2-1, na Glória do Ribatejo, em mais um “derby”) e Pego (goleando por 6-0 em Abrantes, frente à formação “B” local), que, sobre o risco de meta, lograram suplantar os rivais directos na corrida ao apuramento, com o Forense e o At. Pernes a ficarem de fora da fase final.

A equipa dos Foros de Salvaterra que fizera praticamente todo o campeonato em zona de qualificação (desde a 4.ª ronda), e que chegara a dispor de vantagem de seis pontos sobre o Salvaterrense (à 8.ª jornada) – e de cinco pontos a três jogos do fim –, acabou por baquear na recta final: derrota com o Marinhais, empate em Samora Correia, e, no dia decisivo, novo desaire caseiro, frente ao líder, Moçarriense (1-2), terminando três pontos atrás do conjunto de Salvaterra.

Por seu turno, o At. Pernes ocupou as posições de apuramento entre a 17.ª e a 21.ª jornadas, mas sem nunca conseguir descolar, vindo a ser penalizado pela inesperada derrota (1-2), também em casa, ante o Espinheirense, terminando em 5.º lugar. A U. Atalaiense ainda teve de passar por um grande susto, vendo-se a perder com o Mindense, mas o empate (2-2) garantiu-lhe a 2.ª posição.

De nada serviu a invulgar goleada do Caxarias em Alferrarede (9-3!), em jogo de “fim de estação”, que não lhe permitiu mais que a obtenção do 4.º lugar, a um ponto do Pego. O ainda Campeão Distrital em título, Ferreira do Zêzere, concluiu a prova no 6.º posto, quatro pontos mais abaixo.

O Vasco da Gama, que fez história – a que terá de dar-se o devido sublinhado – esteve tão perto de a fazer de forma plena: falhou, no último dia, a possibilidade de somar 22 vitórias em 22 jogos (do que não haverá memória), travado na Ortiga, apenas “in extremis” se mantendo invicto (1-1).

Garantiram o apuramento para a fase de apuramento de Campeão e de promoção à I Divisão Distrital os seguintes emblemas: Moçarriense e Vasco da Gama (vencedores destacados das suas séries); Ouriquense e U. Atalaiense (2.º classificados); e Salvaterrense e Pego (3.º classificados).

Liga 3 – Na 11.ª ronda da fase final, os principais perseguidores do guia (Amarante) – Académica (a três pontos) e Belenenses (a cinco) – desperdiçaram soberanas oportunidades de vencer (no caso dos “azuis” em confronto directo), consentindo o(s) tento(s) da igualdade em período de compensação, encontrando-se, em ambos os casos, em situação de superioridade numérica!

No caso dos academistas, deslocando-se a Santarém, jogaram contra 10 durante cerca de 70 minutos, isto depois de se terem já colocado em vantagem no marcador; o U. Santarém viria a empatar (1-1) aos 90+6 minutos. Em Amarante, o Belenenses por duas vezes esteve em vantagem, tendo o 2-2 final sido estabelecido pelos amarantinos já com oito minutos para lá dos noventa.

Nada de novo na frente, pois, tendo os cinco primeiros empatado; aliás, só o Mafra (6.º) saiu vencedor, por 1-0, com o Trofense, de novo relegado para último, pelo empate dos escalabitanos.

Campeonato de Portugal – No arranque da fase final, com os oito apurados repartidos em duas séries (Bragança, Leça, Rebordosa e Vianense, a Norte; e At. Malveira, Louletano, Oliveira do Hospital e V. Sernache, a Sul), os representantes da série C defrontaram-se logo na jornada inicial, prosseguindo a formação de Cernache do Bonjardim a excelente campanha desta temporada, tendo ido vencer ao terreno do adversário por 2-1 (mesmo desfecho do Louletano, na Malveira).

Antevisão – No escalão principal, a disputa pelo título desenrola-se em dois campos: o ainda líder Fazendense recebe o agora 3.º classificado, Torres Novas; enquanto o Mação visita Ourém. Na luta pela permanência, temos mais um embate de importância crucial: Cartaxo-Entroncamento AC; tendo o At. Riachense uma curta viagem até Alpiarça. O U. Tomar desloca-se ao Porto Alto.

Na primeira ronda da fase final da II Divisão, temos um “choque de titãs”, entre os vencedores de série, com o Vasco da Gama a receber o Moçarriense (numa espécie de reedição das meias-finais da Taça do Ribatejo); o Ouriquense tem a visita do Salvaterrense; e, a U. Atalaiense, a do Pego.

Na Liga 3, o U. Santarém volta a deslocar-se ao Restelo, para defrontar o Belenenses. No Campeonato de Portugal, cabe ao V. Sernache receber o At. Malveira, enquanto o Oliveira do Hospital, actuando de novo em casa, terá agora a visita do Louletano.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Abril de 2026)

3 Maio, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 23.04.2026)

Com o Distrital da I Divisão a entrar na sua fase decisiva – e, sabendo-se já, agora, na sequência da conclusão da fase regular do Campeonato de Portugal, que serão três os clubes a despromover ao escalão secundário –, intensifica-se a luta pela permanência, proporcionando alguns desfechos menos expectáveis, tendo três dos quatro últimos classificados pontuado na 25.ª jornada.

Destaques – A primeira nota de realce vai para o categórico triunfo do Mação na visita a Tomar, repetindo, aliás, os números (3-0) com que ali vencera já, no final de Novembro, em partida da Taça do Ribatejo, mantendo sob mira o líder. Imprimindo forte intensidade, os maçaenses resolveram a contenda em curto período de dez minutos, marcando por três vezes entre os vinte e os trinta, não concedendo veleidades aos visitados. Com uma má entrada em jogo, os unionistas, mesmo que – tal como sucedera na recepção ao comandante – tenham reagido positivamente na segunda metade (mas, desta feita, sem ter conseguido marcar), somaram quarta derrota caseira sucessiva, após os desaires ante Torres Novas (4.º), Alcanenense (5.º) e Fazendense (1.º).

Jogando, sobretudo, pela honra, uns a procurar chegar à 5.ª posição, outros almejando um lugar no pódio, o Coruchense levou a melhor sobre o Torres Novas, ganhando por 3-1, na primeira vez, neste campeonato, em que os torrejanos – que, ainda assim, mantêm, agora a par da AREPA, a defesa menos batida da prova – consentiram três tentos (totalizam 15 golos sofridos em 25 jogos).

Em destaque esteve ainda, de novo, o Tramagal, recebendo o Pontével, e obtendo – depois dos vinte jogos iniciais sem conhecer o êxito – a segunda vitória nas cinco últimas rondas (nas quais averbou ainda um empate), impondo-se por 2-1, apontando o tento decisivo ao “cair do pano”.

Surpresas – Começando pelo Porto Alto-Amiense, a turma da casa, a lidar com a perda de invencibilidade, realizou exibição aquém do desempenho evidenciado ao longo da época, não tendo desfeito o nulo ante um oponente que mantém registo muito positivo na segunda volta (tendo somado já 18 pontos, marca apenas superada pelos três clubes do pódio e pelo Coruchense), e que, em termos práticos, estará já a salvo de maiores preocupações, não obstante subsista no 11.º lugar, mas com bem confortável margem, de doze pontos, face à “linha de água”.

O Abrantes e Benfica confirma a atravessar mau momento: depois de ter sido inesperadamente goleado nos Riachos, voltou a ceder pontos, na recepção ao Entroncamento AC, empatando a duas bolas, por duas vezes tendo deixado escapar situação de vantagem no marcador, com os forasteiros a fixar a igualdade já no período de compensação, o que, por ora, lhes permite manterem-se em zona de manutenção, pese embora um único ponto acima do Riachense.

Porventura ainda menos previsível seria que o Cartaxo voltasse, enfim – após uma longa série de doze derrotas consecutivas, sofridas nos últimos quatro meses –, a pontuar, na deslocação a Alpiarça. Os cartaxeiros começaram por surpreender o Águias, inaugurando o marcador logo aos cinco minutos, tendo, ainda assim, os alpiarcenses ripostado, chegando ao descanso empatados, para, no quarto de hora inicial do segundo tempo, elevarem a contagem até aos 3-1, a seu favor. Porém, não evitariam ser de novo aturdidos, com a imprevista recuperação dos cartaxeiros, que estabeleceram o 3-3 final à entrada para os últimos quinze minutos do prélio.

Confirmações – O Fazendense confirmou o favoritismo que lhe era atribuído, somando mais três pontos, vencendo, não sem experimentar dificuldades, o At. Riachense, por 2-0, só na etapa complementar chegando ao golo, vindo a obter o tento da confirmação já para lá dos noventa.

Por fim, At. Ouriense e Alcanenense repartiram os pontos, tendo empatado a uma bola; os anfitriões marcaram a meio da primeira parte, tendo os forasteiros restabelecido a igualdade nos minutos iniciais da etapa complementar – passando a dispor de um escasso ponto de vantagem face ao Coruchense, se considerarmos o desfecho da partida antecipada já realizada entre ambos.

II Divisão Distrital – A penúltima ronda da fase regular da prova não trouxe novidades em termos das equipas já qualificadas para a fase final (Vasco da Gama, Moçarriense e Ouriquense), nem dos candidatos a tal apuramento (Forense e Salvaterrense, igualados em pontos, na Série A; e U. Atalaiense, At. Pernes, Pego e Caxarias, que disputam ainda duas vagas disponíveis na Série B).

As equipas do QT-SC Rio Maior e da Glória do Ribatejo, que não foram além de empates (em Santarém e em Benavente, respectivamente) ficaram matematicamente arredadas de quaisquer aspirações; mas o desfecho mais surpreendente foi outra igualdade, a zero, do Forense perante a equipa “B” do Samora Correia, que poderá eventualmente vir a revelar-se crucial.

A Norte, o Vasco da Gama (7-1, na recepção aos “Lagartos” do Sardoal), apresta-se a fazer história. Caxarias e At. Pernes empataram a um, do que tirou maior partido a U. Atalaiense (boa vitória, por 3-2, no Espinheiro), para além do Pego (natural triunfo, por 4-0, ante o Alferrarede).

Liga 3 – Na 10.ª jornada da fase final, o U. Santarém deu um “ar da sua graça”: após um ciclo negativo, de cinco desaires (em casa com o Belenenses, Amarante e Trofense; na Póvoa e em Mafra), deslocou-se a Guimarães, averbando um empate (1-1), ante a equipa “B” do Vitória (4.º classificado), tendo deixado escapar a vitória já com oito minutos de tempo de descontos…

No “jogo grande”, num clássico entre dois emblemas históricos do futebol nacional, a Académica triunfou por 2-1 diante do Belenenses. A quatro rondas do termo, o Amarante lidera destacado, com mais três pontos que os “estudantes”, e cinco de vantagem face aos “azuis” do Restelo.

Campeonato de Portugal – Os clubes do Distrito voltaram a bisar a vitória, o que, como previsto, proporcionou ao Fátima a manutenção no Nacional (para uma terceira época sucessiva nesta competição), não tendo porém os quatro triunfos com que concluiu a prova sido suficientes para que o Samora Correia pudesse evitar o regresso ao Distrital na temporada imediata após a subida.

Os fatimenses bateram o Benfica e Castelo Branco (que ocupava o 3.º posto, ambicionando ainda à qualificação para a fase final – vindo, contudo, a baixar à 4.ª posição) por categórico 4-1, depois de, praticamente, terem entrado a ganhar, marcando logo aos dois minutos. Passaram ainda por um susto, com o tento da igualdade escassos minutos volvidos, mas – mesmo que o empate lhes bastasse – repuseram a vantagem a meio do segundo tempo, marcando ainda outros dois tentos.

Os samorenses, que enfrentavam um cenário demasiado desfavorável (dependentes de derrota da Juv. Lajense, da não vitória do Peniche, e necessitando recuperar nove golos face aos açorianos), rapidamente se aperceberam que a missão seria mesmo impossível; mas, perante as adversidades, começando por se ver em desvantagem, operando a reviravolta, consentindo o empate a duas bolas, teriam ainda forças (físicas e mentais) para marcar mais dois golos (4-2) nos minutos finais.

O Fátima (32 pontos) terminou no 8.º lugar, igualado com a Juv. Lajense (9.º); baixam aos regionais: Peniche (30), Samora Correia (11.º, com 29), Marinhense (24), Eléctrico de Ponte de Sor (19) e Lusitânia (17). O V. Sernache e o Oliveira do Hospital apuraram-se para a fase final.

Antevisão – No escalão principal, destaca-se o embate entre o 2.º e o 3.º classificados, com o Mação a ser visitado pela AREPA; mas o guia, Fazendense, não se poderá desconcentrar, na deslocação ao Entroncamento. O U. Tomar volta a jogar em casa, recebendo o Águias de Alpiarça.

Na derradeira ronda da II Divisão, tudo ainda para decidir em seis campos. A Sul, o Forense recebe o líder, Moçarriense, enquanto o Salvaterrense enfrenta a Glória do Ribatejo, em reduto alheio, em mais um “derby”; a turma dos Foros tem vantagem no confronto directo, pelo que lhe “bastará” obter resultado similar ao do conjunto de Salvaterra. A Norte, todos os candidatos são favoritos a ganhar: U. Atalaiense (41 pontos), recebe o Mindense; At. Pernes (39), tem a visita do Espinheirense; Pego (38), com deslocação a Abrantes; e Caxarias (37), de visita a Alferrarede; a confirmar-se a lógica, os grupos da Atalaia e de Pernes acompanhariam o Vasco da Gama.

Na Liga 3, o U. Santarém recebe o vice-líder, Académica, em partida de capital importância para os conimbricenses, também na expectativa do desfecho do embate entre Amarante e Belenenses.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Abril de 2026)

26 Abril, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 16.04.2026)

A derrota da AREPA foi, necessariamente, o facto mais relevante da 24.ª jornada, enaltecendo-se a “proeza” do Alcanenense, que não retira mérito à excelente campanha realizada neste campeonato pela equipa do Porto Alto. Numa jornada de goleadas (cinco!), realce para a obtida pelo Coruchense – a par do surpreendente desfecho do jogo At. Riachense-Abrantes e Benfica.

Destaques – Foi necessário um lance de infelicidade, resultando num golo na própria baliza, à beira do intervalo (e ainda outro, com uma grande penalidade defendida pelo guardião do Alcanenense), para que a formação da AREPA acabasse por vir a ser – pela primeira vez na prova, já em fase tão adiantada da época – desfeiteada, vendo travada a excepcional série de 23 jogos consecutivos de invencibilidade, perdendo por tangencial 1-0, em Alcanena, um desfecho que, em paralelo, permite aos anfitriões continuar, por ora, a almejar a preservação do 5.º lugar.

Também com um solitário tento, o Pontével colocou termo a um ciclo negativo, de seis jogos sem ganhar (nos quais acumulara cinco derrotas), tendo caído em zona algo inquietante, logrando sair vencedor na recepção ao At. Ouriense, o que lhe confere uma boa margem de segurança, agora ampliada para nove pontos (a faltar realizar seis jornadas), em relação a zona de descida.

Nos Amiais, recorrendo a actuação de alguma forma astuta – também bastante condicionada pelo facto de se ter visto em inferioridade numérica muito cedo, tendo de jogar bem mais de uma hora reduzido a dez unidades –, o U. Tomar obteve um positivo empate, a uma bola.

Com uma melhor entrada em jogo, os unionistas, surpreendendo o adversário, começaram por dominar, mas sem efectividade. Até que, logo aos 25 minutos, se deu a expulsão de um jogador tomarense, o que forçou o reagrupamento da equipa nabantina. Ainda assim, encaixando bem no sistema contrário, seria o União a colocar-se em vantagem, próximo do intervalo. Na segunda metade, com naturalidade, o Amiense pressionou ainda mais, vindo a empatar a dez minutos do termo da partida. Os donos da casa foram algo perdulários, mas também os visitantes tiveram ocasiões para poder ter voltado a marcar, pelo que a repartição de pontos será justificada.

Antes deste encontro, no passado dia 8 de Abril (quarta-feira), em recuperação de partida que se encontrava em atraso da 17.ª jornada, já os tomarenses tinham oferecido boa réplica ao comandante (Fazendense), perdendo por 1-2, mas mantendo o oponente “em sentido” até ao fim.

Surpresa – Seria já, de certo modo, surpreendente o triunfo do At. Riachense face ao Abrantes e Benfica – mesmo que a turma dos Riachos venha transmitindo sinais de inconformismo com a delicada posição que ocupa na pauta classificativa –, mas, de todo imprevista foi a amplitude de tal vitória, com os anfitriões a golear um adversário de créditos firmados por robusto 4-0, depois de terem chegado ao descanso já com o jogo decidido a seu favor, com vantagem de três golos.

Confirmações – Vista esta primeira goleada, as quatro outras goleadas registadas nos restantes desafios do passado domingo enquadram-se mais dentro do que seriam as expectativas, vindo confirmar o amplo favoritismo que, “a priori”, era já atribuído aos clubes vencedores.

Ainda assim, como antes assinalado, o retumbante triunfo (5-0) do Coruchense no Entroncamento (dois golos na meia hora inicial, a que se seguiram mais três, no segundo tempo) permitirá conjecturar que o grupo do Sorraia estará na firme disposição de questionar a posição do Alcanenense, numa disputa, que se antevê interessante, até final, pelo 5.º lugar.

De resto, os dois primeiros da classificação, Fazendense e Mação – agora separados por quatro pontos, após o acerto de calendário – parecem ter feito “marcação directa”, ganhando pelo mesmo “placard”, de 5-1, cedo tendo, ambos, resolvido os respectivos compromissos.

O conjunto das Fazendas, actuando no Cartaxo, com dois tentos nos primeiros vinte minutos, não obstante tenha consentido aos visitados a redução para 1-2, logo na abertura da etapa complementar; mas, de pronto, repondo a diferença (1-3), ampliada ainda com outros dois golos.

Por seu turno, a turma maçaense, visitada pelo Águias de Alpiarça, entrou “a todo o gás” em cada uma das partes, estabelecendo vantagem de três golos, ainda na metade inicial do primeiro tempo; e marcando por outras duas vezes, de novo, no arranque dos segundos quarenta e cinco minutos, dilatando a vantagem para 5-0, antes de os alpiarcenses alcançarem o seu “ponto de honra”.

“Sem história” foi também o Torres Novas-Tramagal, com os torrejanos a golear por 6-0, tendo chegado ao intervalo já com vantagem de quatro golos – o que, em função da derrota sofrida pela equipa do Porto Alto, lhes permitiu igualar pontualmente este rival, na luta por um lugar no pódio.

II Divisão Distrital – O resultado de maior sensação da 20.ª ronda foi a categórica vitória (4-1) do Marinhais (7.º) no terreno do Forense (3.º), em mais um “derby”, a lançar a dúvida sobre o terceiro clube a apurar para a fase final. A Norte, o Vasco da Gama atingiu a bela marca redonda de 20 vitórias em 20 jogos, tendo sido intenso o prélio At. Pernes-Pego – em disputa directa pela qualificação –, em que os forasteiros, depois de terem chegado a vantagem de 3-0, acabaram, sensacionalmente, por ser desfeiteados por 4-3, com os tentos decisivos aos 90 e 90+2 minutos.

Só com duas rodadas por disputar, têm já garantida a presença na fase de apuramento de Campeão e de disputa dos três lugares de promoção, três (do total de seis) emblemas: Vasco da Gama, Moçarriense e Ouriquense. Na série A, o 3.º lugar deverá estar em discussão entre Forense (39 pontos) e Salvaterrense (37) – com QT-SC Rio Maior (34) e Glória do Ribatejo (33) porventura já sem mais do que meras esperanças na “matemática”. Na série B, as duas vagas ainda por atribuir serão decididas entre At. Pernes (38), U. Atalaiense (38), Caxarias (36) e Pego (35 pontos).

Liga 3 – Mais uma jornada (9.ª) da fase de subida, mais um desaire (7.º) do U. Santarém, batido em casa pelo anterior “lanterna vermelha”, Trofense, por 0-1, na sequência de um “penalty”, já nos dez minutos finais. Os escalabitanos, imobilizados nos seis pontos, baixaram à 8.ª e última posição, tendo, em termos gerais, a sua época já “feita”, mediante a qualificação para esta fase.

No topo, os quatro primeiros empataram entre si: 1-1 no Académica-Amarante; 0-0 no Belenenses-V. Guimarães “B”. O Amarante lidera (20 pontos), mais dois que o Belenenses, seguidos pela Académica, um ponto abaixo, e a equipa “B” vimaranense, a seis pontos do guia.

Campeonato de Portugal – Fátima (3-0 em Ponte de Sor, ante o Eléctrico) e Samora Correia (2-1 em Castelo Branco, frente ao Benfica local) obtiveram assinaláveis vitórias, o que, no caso dos samorenses (e pese embora tenham averbado terceiro triunfo sucessivo) terá chegado tardiamente.

À entrada para a derradeira jornada, o Fátima subiu ao 8.º posto, igualado com o 9.º classificado, Juv. Lajense, ambos com 29 pontos; o Peniche (27) caiu abaixo da “linha de água”, estando o Samora (26) em 11.º. As equipas do Marinhense, Eléctrico de Ponte de Sor e Lusitânia desceram já aos regionais, destino que terão também, adicionalmente, dois dos clubes do referido quarteto.

Aos fatimenses, com vantagem no confronto directo sobre todos aqueles rivais, “bastará” o empate (e até poderiam perder, num cenário, não muito provável, de o Peniche não ganhar); ao invés, os samorenses, para além de partirem com desvantagem (que se afigura “irrecuperável”) de nove golos face à Juv. Lajense, necessitariam, igualmente, que os penichenses não ganhassem.

Antevisão – Neste fim-de-semana as atenções estarão centradas, a nível da I Divisão Distrital, nas partidas U. Tomar-Mação, Fazendense-At. Riachense e Coruchense-Torres Novas. No escalão secundário destaca-se o embate entre os dois primeiros da série A, com o líder, Moçarriense, a receber o Ouriquense (sendo Forense e Salvaterrense amplamente favoritos nos respectivos jogos); e, a Norte, o confronto Caxarias-At. Pernes, para além do Espinheirense-U. Atalaiense.

Na Liga 3, o U. Santarém tem uma longa deslocação, a Guimarães. Por seu turno, na decisiva ronda da fase regular do Campeonato de Portugal, a realizar neste Sábado, o Fátima recebe o Benfica e Castelo Branco (actual 3.º classificado, ainda em contenda pela qualificação para a fase final), enquanto o Samora Correia é visitado pelo União da Serra (5.º). A Juv. Lajense recebe o Marialvas (6.º), cabendo ao Peniche jogar, também em casa, ante o Lusitânia (último da tabela).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Abril de 2026)

19 Abril, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Meias-finais

(“O Templário”, 09.04.2026)

Em fim-de-semana de Páscoa, os campeonatos Distritais estiveram em pausa (apenas com a realização de dois jogos de acerto de calendário na divisão secundária, a par da antecipação de um outro encontro, do escalão principal), dando lugar à realização, na passada sexta-feira, da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, tendo ambas as partidas tido desfecho idêntico (1-1), acabando por resultar no apuramento para a final das equipas do Fazendense e do Moçarriense.

O “Rei da Taça”, Fazendense, com um “record” de cinco troféus conquistados (em 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022) disputará a sua sétima final (apenas tendo sido batido na primeira, no ano de 1989, por coincidência, pelo Vasco da Gama); quanto ao Moçarriense, emblema a militar nesta época na II Divisão Distrital, atinge o jogo decisivo da competição pela primeira vez no seu historial, sendo que, até agora, o melhor registo que obtivera fora a presença nos quartos-de-final, por três vezes (2006, 2010 e 2016), para além de dez outras participações nos 1/8 de final.

A turma das Fazendas disputou até agora, na presente edição, apenas quatro jogos, tendo vencido, dentro de campo, uma única vez, contando três igualdades: começou por empatar a zero em Coruche, na pré-eliminatória (impondo-se no desempate da marca de grande penalidade); beneficiou da falta de comparência do Cartaxo nos 1/8 de final, goleando o At. Pernes (5-0) nos quartos-de-final; por fim, nas meias-finais, ante o Mação, registou outros dois empates (ambos por 1-1) e, de novo, garantindo maior eficácia da marca dos onze metros.

Por seu turno, o Moçarriense, com um total de seis desafios realizados, averbou quatro triunfos, e dois empates: na fase de grupos, vitória por 2-0 em Salvaterra de Magos e goleada, também por 5-0, na recepção ao Caxarias; isento por sorteio na pré-eliminatória; foi “tomba-gigantes” nos 1/8 de final, indo ganhar aos Amiais por 2-0; repetiu o feito nos quartos-de-final, afastando o Torres Novas, no desempate por “penalties”, após 2-2 no final dos noventa minutos; nas meias-finais quebrou a invencibilidade do Vasco da Gama, vencendo por 2-1 em casa, empatando em Boleiros.

Destaques – Começando, então, pela “final antecipada”, entre os dois primeiros classificados do campeonato, depois da igualdade a uma bola em Mação, cabia ao Fazendense receber o rival. Não obstante, seria a formação maçaense a entrar melhor em jogo, assumindo a iniciativa e dominando em termos de posse de bola, mesmo que não tenha criado soberanas ocasiões de golo; contra a corrente do jogo, os donos da casa colocar-se-iam em vantagem à passagem do quarto de hora.

Acusando o tento sofrido, os visitantes passaram por fase de menor acerto posicional, tendo, a partir daí, proporcionado aos anfitriões, apostando em rápidas transições, diversas situações de perigo, mas – incluindo remate ao poste, defesas do guardião contrário e desacerto na finalização – também sem que o Fazendense tivesse conseguido “fechar o jogo” (e a eliminatória).

No segundo tempo, em que a intensidade, naturalmente, se foi reduzindo, os anfitriões tiveram ainda nova (tripla) oportunidade de marcar, com o “keeper” Afonso Pissarreira a grande nível. Por curiosidade, acabaria por ser o Mação a empatar, já nos minutos finais, levando a decisão para a marca de grande penalidade, com o Fazendense, então, com o pleno de eficácia, e o seu guarda-redes, André Cotovio, a defender uma das tentativas contrárias, garantindo a qualificação (5-3).

Num embate entre os dois emblemas que lideram, destacados, as séries da II Divisão Distrital, o Vasco da Gama – que regista 18 vitórias em 18 jogos disputados no campeonato –, exerceu, desde início, forte pressão, colocando-se em vantagem ante o Moçarriense logo aos cinco minutos, igualando a eliminatória. Contudo, não tendo ampliado o marcador, viria a ser penalizado com o golo que restabeleceu o empate (1-1), alcançado pelos visitantes à passagem da meia hora de jogo.

Na segunda parte o grupo da Moçarria reequilibrou a tendência do jogo, sabendo gerir a vantagem adquirida na eliminatória, em contraponto com alguma ansiedade dos homens da casa, que necessitavam de voltar a marcar, não tendo, todavia, o “placard” sofrido qualquer nova alteração.

I Divisão Distrital – Em encontro antecipado da 27.ª ronda, o Coruchense recebeu e bateu o Alcanenense por 2-1 – com todos os tentos apontados na meia hora inicial, tendo o grupo do Sorraia chegado a dispor de vantagem de dois golos –, o que proporcionou aos visitados reduzir para apenas três pontos a diferença entre ambos os concorrentes, na disputa pelo 5.º lugar.

II Divisão Distrital – Em prélio que se encontrava em atraso da 13.ª jornada, QT-SC Rio Maior e Salvaterrense empataram a uma bola, o que deixou os dois clubes mais longe de poderem aspirar ainda ao 3.º lugar, distando agora, respectivamente, seis e a cinco pontos do Forense.

Por seu turno, o Ferreira do Zêzere, recebendo o Caxarias, foi algo inesperadamente batido, por categórico 4-1 (e depois de até ter marcado primeiro), pouco mais lhe restando que remotas possibilidades matemáticas de apuramento para a fase final, devido ao atraso de oito pontos para o trio formado por At. Pernes, Caxarias e Pego. Os ferreirenses, ainda actuais Campeões Distritais em título, deverão ter de passar mais um ano no escalão inferior do futebol do Distrito.

Liga 3 – Na 8.ª ronda (primeira da segunda volta) da fase de apuramento de Campeão e de promoção à II Liga, o U. Santarém, deslocando-se a Mafra, deixou escapar a oportunidade de pontuar, tendo sofrido o golo decisivo já em tempo de compensação, saindo derrotado por tangencial 2-1. Este foi o sexto desaire dos escalabitanos, que averbaram apenas dois triunfos, precisamente ante este mesmo oponente, em casa, e na Trofa, ocupando a 7.ª (penúltima posição), só à frente do Trofense, já a distantes dez pontos do 3.º classificado, Académica; tendo o Amarante reforçado a liderança, dois pontos adiante do Belenenses (e três à maior face aos “estudantes”).

Campeonato de Portugal – Acabou por ser positiva a 24.ª jornada (antepenúltima) desta prova: o Fátima, recebendo o líder, V. Sernache, começou por inaugurar o marcador, logo na fase inicial, mas permitiu a reviravolta ao adversário, que chegou ao intervalo já em vantagem por 2-1; não se dando por vencidos, os fatimenses, porfiando, lograram chegar ao empate final (2-2) já dentro dos derradeiros cinco minutos, obtendo um ponto que poderá vir a revelar-se determinante nas contas finais (para já, no imediato, voltando a colocar o Fátima acima da “linha de água”).

Por seu turno, o Samora Correia, motivado pela goleada aplicada ao Peniche, jogando de novo no seu reduto, impôs-se “in extremis” ao Eléctrico de Ponte de Sor, ganhando por 2-1. Neste caso, foram os forasteiros a marcar primeiro, tendo os samorenses reposto o empate no início do segundo tempo. Mesmo tendo ficado em inferioridade numérica já no período de “descontos”, o Samora Correia conseguiria chegar ainda à vitória, mercê de uma grande penalidade, aos 90+6.

Tratava-se, aliás, de um confronto em que o empate não serviria a nenhum dos contendores, que, a ter subsistido, praticamente condenaria ambos à despromoção; tendo sido derrotado, o Eléctrico viu confirmado o regresso ao Distrital de Portalegre (tendo também o Lusitânia descido já).

A duas rondas do termo da fase regular, há cinco clubes envolvidos na luta pela permanência, apenas dois podendo ser “premiados”: o Peniche é 8.º, com 27 pontos, mais um que Fátima e Juv. Lajense (com vantagem dos fatimenses no desempate), estando o Marinhense (11.º) dois pontos mais abaixo, seguido pelo Samora Correia, ainda um ponto atrás (portanto, a três da “salvação”).

Antevisão – Na retoma do campeonato Distrital da I Divisão, com a realização da 24.ª jornada, destacam-se as seguintes partidas: Alcanenense-Porto Alto; Amiense-U. Tomar; e o clássico Torres Novas-Tramagal. Fazendense (deslocando-se ao Cartaxo) e Mação (visitado pelo Águias de Alpiarça) perfilam-se com grande dose de favoritismo nos respectivos compromissos.

Antes disso, agendado para esta quarta-feira (8 de Abril), para acerto de calendário, em embate de grande importância para a definição dos lugares cimeiros, o U. Tomar recebia o Fazendense.

No escalão secundário (20.ª ronda) realce para os seguintes desafios: o “derby” Forense-Marinhais; Glória do Ribatejo-QT-SC Rio Maior; At. Pernes-Pego; e U. Atalaiense-Caxarias.

Na Liga 3, o U. Santarém recebe o “lanterna vermelha”, Trofense, na expectativa de poder obter mais uma vitória. Na penúltima jornada do Campeonato de Portugal os clubes do Distrito enfrentam saídas de grau de dificuldade diferenciado, mas em que terão de procurar superar-se, para poder angariar pontos cruciais: o Fátima viaja até Ponte de Sor, onde encontrará o já despromovido Eléctrico; o Samora Correia visita Castelo Branco, com o Benfica local em luta pelo acesso à fase final (ocupa o 2.º posto, dois pontos acima da Naval e do Oliveira do Hospital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Abril de 2026)

12 Abril, 2026 at 11:00 am Deixe um comentário

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