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X Torneio Internacional dos Templários

X Torneio Internacional Templários

Cerca de três centenas de “traquinas”, nascidos em 2009 e 2010 (“sub-8”), em representação de 24 equipas, chegados de lés a lés de Portugal – desde o Minho ao Algarve, da Cova da Piedade até Viseu –, assim como da raia espanhola (Badajoz e Mérida), preencheram de cor não só o Estádio Municipal como a própria cidade de Tomar (conjuntamente com as respectivas “claques”, formadas preponderantemente pelos pais e outros familiares), a pretexto do X Torneio Internacional dos Templários em futebol, disputado no passado fim-de-semana, uma iniciativa e organização do União de Tomar que, iniciada em 2007, constitui já uma das principais referências a nível nacional neste escalão etário.

Sob um calor inclemente – no sábado, dia 17, foi batido o “record” de temperatura no mês de Junho em Tomar, com uns tórridos 42,6º –, o que implicou o reforço com “fontes de água” para refrescar os jovens desportistas, que aproveitaram também a zona verde do antigo Parque de Campismo, assim como toda a área envolvente do Parque do Mouchão / Várzea Pequena, junto ao Rio Nabão, nas pausas entre jogos (cada equipa disputou, em ambos os dias, três jogos de vinte minutos cada, com intervalos de cerca de três horas), o Estádio Municipal de Tomar foi palco para um total de 72 desafios.

Esta décima edição – na qual se regista a estreia de uma equipa representativa do F. C. Porto, completando assim o lote dos tradicionais “três clubes grandes” em Portugal –, teve a particularidade de contar, como “Patronos do Torneio”, com dois jovens futebolistas, que fizeram parte da respectiva formação no União de Tomar, que poderão ser exemplos a seguir entre os pequenos atletas, que sonham em fazer carreira nesta modalidade: Diogo Pinto e Vasco Oliveira (ambos com 17 anos), actualmente a representar o Benfica (equipa de juniores, “sub-19”) e o Cagliari, de Itália.

O município nabantino esteve representado por três equipas, duas do União de Tomar e outra da Escola de Futebol de Tomar, tendo o melhor desempenho alcançado consistido no apuramento para os 1/8 de final, pelo conjunto denominado União de Tomar-“Intermarché” (patrocinador principal do evento).

Embora a vertente competitiva não seja, nesta idade, necessariamente, a mais relevante – são predominantes o espírito de grupo, o convívio e a formação de jovens – na classificação final do Torneio, destaque para os cinco primeiros, com os três lugares do pódio a serem ocupados, por esta ordem, pelo Benfica, Sporting e FC Porto (com a turma portista a ser superada, nas meias-finais, pelo grupo leonino, por marca tangencial), seguidos de imediato pelo Louletano e pelo Fabril, do Barreiro.

A grande final do Torneio foi, uma vez mais – como se veio tornando hábito ao longo dos anos – disputada entre Benfica e Sporting, com a turma benfiquista a obter uma soberba goleada, tendo inclusivamente o guardião verde-e-branco, com um par de boas intervenções, evitado que o marcador [7-0] pudesse ter atingido os dois dígitos, o que constituiria excessivamente severa punição para uma equipa que, todavia, não teve possibilidade de contrariar a forte dinâmica do conjunto encarnado, constituído por meninos que revelaram não apenas inegável talento, como uma porventura inesperada “maturidade”, dominando o rival em todos os capítulos do jogo, durante a meia hora de jogo, desde os minutos iniciais até ao instante derradeiro.

(Artigo publicado em “O Templário”, de 22 de Junho de 2017)

22 Junho, 2017 at 4:43 pm Deixe um comentário

09.05.1917 – 09.05.2017 – 100 anos da constituição da sociedade Manuel Mendes Godinho & Filhos

MMG&F

Pela mão do patriarca, Manuel Mendes Godinho, foi constituída, a 9 de Maio de 1917 – cumprem-se esta semana cem anos –, a sociedade em nome colectivo Manuel Mendes Godinho & Filhos, tendo por sócios os seus filhos, genros e noras, sedeada em Tomar, cujos fins e objecto eram a continuação da exploração comercial, industrial e agrícola dos estabelecimentos e das propriedades que constituíam o capital comum do sócio fundador e de sua esposa, que estaria na génese do maior grupo empresarial de Tomar e um dos principais em Portugal.

Nascido em Cem Soldos em 1849, Manuel Mendes Godinho daria, com 18 anos – há precisamente 150 anos – os primeiros passos na edificação do empreendimento que se viria a consubstanciar num verdadeiro império industrial (chegando a empregar, nos seus tempos áureos, mais de duas mil pessoas), tendo por capital um burro, iniciando-se nos negócios pela compra e venda de barro cozido, loiças e utensílios para guardar azeite e cereais.

Com notável lucidez, cedo compreendendo a importância da transformação dos cereais em farinha para produção de pão, montou de seguida um moinho, abrindo também uma casa comercial para venda de vinho, aguardente e azeite. Mas o seu primeiro grande “golpe de asa”, em 1888, seria a construção da estrada de Paialvo a Tomar, cujos proventos lhe proporcionariam desenvolver a actividade.

Já depois de ter assegurado a obra de canalização de água da fonte de Marmelais para a Fonte da Prata (1895), viria a realizar, a partir de 1908, grande investimento na aquisição, a João Torres Pinheiro, de todo o conjunto da Levada, em Tomar, compreendendo os lagares e moinhos, a moagem “A Nabantina” (inaugurada em 1883), para além do Açude dos Frades, da levada, e do direito ao uso da água.

Em 1909 deu início à construção da moagem “A Portuguesa” (inaugurada em 1912, manteria ininterrupta a sua laboração até 1999), no terreno do “Lagar d’El-Rei”, para, em 1910, adquirir o edifício e mecanismos da central eléctrica (inaugurada no final de 1900), assim como a concessão da distribuição de energia eléctrica à cidade de Tomar, que manteria até ao início dos anos 50.

Já nos anos 20, viria ainda a iniciar-se nos negócios bancários, numa primeira fase em associação com a Casa Espírito Santo Silva (que estaria na origem da criação do Banco Espírito Santo) e, de seguida, em nome próprio, por via da denominada “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”, na sequência da obtenção do respectivo alvará, em 1925.

Após o falecimento do fundador, em 1924, sucedeu-lhe o filho João Mendes Godinho, que consolidou os negócios, possibilitando superar a grave crise económica mundial de 1929.

Seria já sob a liderança de João Mendes Godinho Júnior, um empreendedor de larga visão estratégica, nascido no final do ano de 1913, neto de Manuel Mendes Godinho, que o “Grupo Mendes Godinho” viria a sofrer decisivo impulso na sua expansão, integrando, na década de 60 do século XX, três fábricas de cerâmica (Tomar – após a aquisição da Cerâmica Prista, em 1950 –, Portela e Palença/Almada), uma fábrica de rações para animais (Vale Florido – Rações Sol), uma fábrica de extração de óleos de bagaço de azeitona (Vale Florido) – sendo o bagaço utilizado como combustível nos fornos das cerâmicas –, duas fábricas de Platex (indústria de placas de fibra de madeira, em Tomar e Nazaré, inauguradas respectivamente em 1961 e em 1967, introduzindo este produto no mercado português), uma fábrica de extracção de óleo de girassol, uma fábrica de colas para construção (Guia, Leiria).

Entretanto, em 10 de Novembro de 1960, por imposição legal, dava-se uma reestruturação societária que viria a ter impacto determinante, com a cisão das actividades industriais do Grupo, transferidas para a nova sociedade então constituída, Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L., passando a Manuel Mendes Godinho & Filhos a centrar-se na actividade bancária (“Casa Bancária”), ao mesmo tempo que detinha participação maioritária na sociedade então constituída (inicialmente, de 90%, passando depois a 75%, sendo as restantes acções detidas pelos membros da família), e mantinha a propriedade de diversos imóveis, nomeadamente os utilizados na actividade da sua participada.

Na sequência da aquisição (em 1964) da cerâmica de Palença, na margem sul do Tejo, viria a ser lançado o ambicioso projecto da unidade industrial de extracção de soja, com silo e cais de embarque/desembarque em águas profundas – um complexo industrial e terminal portuário, possibilitando a acostagem de navios de grande porte, até 80.000 toneladas; a 26 de Outubro de 1973 era constituída a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L., que, iniciando a sua laboração em Setembro de 1975, viria a ser a grande e última “jóia da coroa” do Grupo.

Logo após o 11 de Março de 1975 (por Decreto-Lei de 14 de Março), processava-se a nacionalização da banca em Portugal, arrastando a empresa Fábricas Mendes Godinho – por via da nacionalização da sua sociedade-mãe, a “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”, que nela participava em 75%, a qual, em 1976, seria incorporada por fusão no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, E.P. –, vindo a sociedade a ser ocupada em Julho de 1975, o que viria a gerar um longo período de indefinição e de paralisia a nível de decisões estratégicas, com o Grupo a ser tutelado pelo Banco Espírito Santo e pelo Estado, o que viria a ter graves e irreversíveis efeitos, decorrentes também de uma conjuntura adversa, caracterizada por elevadas taxas de juro, numa fase em que o endividamento cresceu exponencialmente.

A 18 de Maio de 1978, por escritura pública, nascia a “Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho”, que deixaria também marca vincada a nível cultural e desportivo em Tomar.

Após mais de dez anos de gestão pública – e depois de o B.E.S.C.L. ter entretanto procurado alienar a participação de 75% em Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L. na Bolsa de Lisboa, operação que viria a ser anulada pelo Primeiro-Ministro –, em paralelo com uma longa disputa judicial com o Banco e com o Estado, os sócios privados (da família Mendes Godinho) conseguiriam, a 10 de Maio de 1986, em Assembleia Geral, retomar a administração das empresas do Grupo.

Mas os danos provocados pelos anos de indefinição acabariam por determinar a inviabilidade da recuperação das sociedades, até que, em 1993, a falência das unidades industriais de Fábricas Mendes Godinho, S.A. e da sua subsidiária TAGOL levaria à intervenção judicial por parte do líder dos bancos credores (Banco Português do Atlântico).

Ficaria ainda por concretizar um outro grande projecto impulsionado por João Mendes Godinho Júnior nos seus últimos anos de vida, o da navegabilidade do Tejo, que previa a construção de barragens em Almourol e na foz do Alviela (próximo de Vale de Figueira, no município de Santarém) – e ainda, possivelmente, uma terceira, de pequena altura, em Muge –, de forte capacidade de produção de energia, a par de proporcionar a navegação fluvial de grande gabarito europeu (embarcações até cinco mil toneladas), por via de eclusas a construir, com extensão de cerca de 200 metros, largura de 12 metros e profundidade até cinco metros, que possibilitariam significativos ganhos em termos de economia no consumo de combustível, paralelamente a favoráveis implicações de ordem ambiental.

(Artigo publicado nos jornais: “O Templário”, de 11 de Maio de 2017; e “Cidade de Tomar, de 12 de Maio de 2017)

9 Maio, 2017 at 10:09 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

Pulsar - 26

(“O Templário”, 27.04.2017)

Terminou o Campeonato Distrital da I Divisão da A. F. de Santarém, da época 2016-17, com o Coruchense a sagrar-se novamente Campeão Distrital, repetindo o triunfo obtido há duas temporadas, garantindo a promoção ao Campeonato de Portugal, enquanto o Riachense, vice-campeão, obteve o direito a participar na Taça de Portugal.

Com os dois primeiros lugares já antecipadamente definidos, restava, para a derradeira ronda, a disputa por um lugar no pódio (entre União de Tomar e Samora Correia), assim como a luta pela manutenção (que envolvia ainda o At. Ouriense, Pego e Cartaxo).

O União de Tomar, não obstante ter passado praticamente toda a época entre o 6.º e o 4.º lugar, manteve sempre sob mira o 3.º posto, tendo vindo a reduzir gradualmente a diferença que o separava dessa posição, até igualar o Samora Correia em termos pontuais na jornada anterior, para, “sobre a linha de meta”, consumar a ultrapassagem, assim bisando o 3.º lugar da época passada, demonstrando a grande consistência do clube no topo do futebol distrital, com três presenças no pódio nas três últimas edições da prova, a prometer novos feitos para o futuro. Um justo prémio para todo o grupo pela forma séria e empenhada como encarou a temporada, com pontos mais altos nos dois triunfos obtidos face ao Campeão, Coruchense, para além das vitórias averbadas em Amiais de Baixo e em Fazendas de Almeirim, e do empate em Riachos.

Ao invés, o Pego, que se manteve acima da “linha de água” durante toda a prova, num enorme esforço para procurar evitar a descida, acabaria por se ver submergido por tal linha precisamente no último dia – suplantado pelo Cartaxo, que, assim parece ter-se salvo –, num desfecho algo penalizador para a forma abnegada como os pegachos pugnaram durante todo o campeonato.

Destaques – O principal destaque da 26.ª e derradeira jornada vai para o empolgante desafio entre União de Tomar e Fazendense, repleto de cambiantes, golos e com reviravolta no marcador. A turma de Fazendas de Almeirim, que, em caso de vitória, almejava ainda a atingir a 4.ª posição, viria a colocar-se em vantagem, um pouco contra a corrente do jogo, na sequência de um canto. Já depois de os tomarenses terem chegado ao empate, os visitantes voltariam a liderar o marcador, num lance muito similar ao anterior, novamente após pontapé de canto. A formação unionista, “puxando pelos galões”, operaria então a reviravolta, com dois tentos, passando o marcador para 3-2, que parecia garantir-lhe o objectivo. Mas o Fazendense não se entregaria, tendo ainda força mental para chegar a nova igualdade, a três golos. Até final, ainda haveria algum “suspense”, mas o resultado não sofreria mais alterações.

Em Samora Correia, o Coruchense, pese embora a fadiga do jogo da meia-final da Taça do Ribatejo, a meio da semana, não deixou de somar mais um triunfo, mercê de um solitário golo, coroando assim da melhor forma a conquista do título de Campeão, o que culminaria na queda do Samora Correia ao 5.º lugar, em desvantagem no desempate no confronto com o Amiense.

Também o Riachense não abdicou de finalizar o campeonato com uma boa vitória, em Almeirim, ante o União local, por 3-1. Os trinta pontos somados “fora de portas” traduzem o melhor desempenho do campeonato, podendo o conjunto de Riachos lamentar-se, em termos de disputa do título, da penalização resultante dos seis empates (e um desaire) consentidos em casa.

Por fim, salienta-se ainda a expressão da goleada (6-0) aplicada pelo Torres Novas ao “lanterna vermelha”, Benavente, com os torrejanos a fixar-se na 7.ª posição, num campeonato que começou muito mal, vindo depois a empreender notável recuperação.

Surpresa – Não sendo porventura uma completa surpresa, o Cartaxo, em deslocação à Ribeira de Santarém, “fez pela vida”, indo em busca do resultado que lhe poderia proporcionar maior garantia de manutenção – mesmo que não absoluta, uma vez que dependia do At. Ouriense e Pego não ganharem, ambos os seus encontros (para além de subsistir ainda pendente da confirmação da manutenção do Alcanenense no Nacional) –, conseguindo assegurar um crucial triunfo, por 2-0, ante os Empregados do Comércio. Valeram, ao vice-campeão da época anterior, os dez pontos averbados nas quatro últimas partidas, num notável “tour de force” final.

Confirmações – Nos restantes dois encontros os visitados confirmaram o respectivo favoritismo, com o At. Ouriense, ganhando ao Mação – que disputará, no próximo dia 1 de Maio, no Entroncamento, a final da Taça do Ribatejo, defrontando o Coruchense – por 2-1, a alcançar finalmente os pontos de que necessitava para garantir a manutenção no principal escalão; um desfecho que o resultado do Amiense-Pego (3-1) não possibilitou aos pegachos, como já referido anteriormente, pese embora terem até começado por inaugurar o marcador.

II Divisão Distrital – Na fase de disputa do título de Campeão, a U. Abrantina mantém a sua senda triunfal, batendo o U. Santarém (2-1), mercê de dois golos obtidos já na fase final do desafio, somando o pleno de 12 pontos; os oito pontos de vantagem para o 4.º posto permitem antever que deverá concretizar a promoção à I Divisão Distrital. Também o Moçarriense, goleando o Marinhais (3-0) parece bem encaminhado para tal desiderato, dado dispor de avanço de cinco pontos face ao Ferreira do Zêzere (actual 4.º classificado), equipa que, tendo vencido por 2-0 na recepção ao U. Atalaiense, parece disposta a discutir – com a turma do município de Salvaterra de Magos e com o conjunto da capital do Distrito – a terceira vaga de acesso ao principal escalão, de que dista, nesta altura, três pontos, ainda com seis jogos por realizar.

Campeonato de Portugal – O Fátima somou terceiro desaire sucessivo, perdendo no Algarve, ante o Farense, por 3-1, assim hipotecando praticamente as suas esperanças na subida à II Liga, tendo entretanto baixado ao 4.º posto, agora já com um atraso de cinco pontos em relação ao duo da liderança, composto por Praiense e Real, quando faltam disputar apenas três jornadas.

Ao contrário, o Alcanenense, desforrando-se do – de todo inesperado – desaire sofrido na primeira volta, na Figueira da Foz, goleou a Naval por “esmagadora” marca de 9-0, continuando a partilhar a 2.ª posição com o Caldas, e, mais importante, ampliando já para oito pontos o avanço face ao 6.º classificado (Carapinheirense), afastando-se assim, de forma determinada, da zona perigosa da tabela, devendo um ponto mais bastar-lhe para garantir absoluta tranquilidade.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Abril de 2017)

30 Abril, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais

Pulsar - TRibatejo - 1-2-finais

(“O Templário”, 20.04.2017)

No momento em que estas linhas forem publicadas, o título estará já desfasado da realidade, dado que, entretanto, estavam agendados para a noite de quarta-feira os encontros da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo.

Não obstante, aquando da sua escrita, a situação conhecida, que decorria dos desafios da 1.ª mão, disputados na tarde da passada Sexta-feira Santa, era a da vantagem adquirida pelas formações do Sorraia e de Torres Novas, ambas vencedoras por tangencial marca de 2-1.

Destaque – O principal destaque da 1.ª mão das meias-finais vai, necessariamente, para o triunfo alcançado pelo recém sagrado Campeão Distrital, Coruchense, no sempre difícil reduto de Amiais de Baixo, perante o Amiense, ainda para mais sublinhado pelo facto de ter jogado mais de meia hora em notória inferioridade numérica, com apenas nove elementos em campo, devido à expulsão de dois dos seus jogadores, um deles ainda no decurso do primeiro tempo. Um desfecho que conferia ao grupo de Coruche um claro favoritismo, pese embora o “handicap” de se ter visto privado de tais elementos para a partida da 2.ª mão.

Confirmação – Por seu lado, o Torres Novas confirmou a teórica vantagem de jogar no seu terreno, tendo recebido e batido o Mação, apesar de, neste caso, parecer prevalecer uma tónica de maior equilíbrio, com tudo ainda em aberto, dado que, aos maçaenses, bastaria vencer por um solitário tento o confronto da 2.ª mão para garantir a presença na final da competição.

Campeonato de Portugal – Os dois clubes representativos do Distrito de Santarém no campeonato nacional tiveram, na 10.ª ronda da fase final, desfechos distintos, desta feita com o Fátima a sofrer outro comprometedor desaire, enquanto o Alcanenense alcançou crucial vitória.

Efectivamente, os fatimenses, a atravessar uma fase difícil, em período determinante do torneio, consentiram segunda derrota sucessiva em casa; depois de batidos pelo Torreense, foram, agora, desfeiteados pelo Real de Massamá, perdendo por 1-2, assim vendo escapar a posição de liderança, baixando ao 3.ª posto, a dois pontos do duo que partilha o comando, formado pelo Praiense e, precisamente, pelo adversário desta jornada, o Real.

No que respeita à turma de Alcanena, foi vencer ao terreno de um rival directo na disputa da manutenção, o Carapinheirense, impondo-se por 2-0, o que lhe proporcionou ascender novamente à 2.ª posição, que reparte com o Caldas, e, mais importante, ampliando para cinco pontos a vantagem em relação à “linha de água”, quando restam disputar quatro jornadas.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, sendo que, na I Divisão, se disputa a derradeira ronda da prova, na qual avultam ainda duas pelejas: por um lugar no pódio, em compita entre União de Tomar e Samora Correia, e pela manutenção, envolvendo ainda três emblemas: At. Ouriense, Pego e Cartaxo.

Assim, em relação à luta pelo 3.º lugar, o União de Tomar, recebendo o Fazendense, apenas poderá ser bem sucedido desde que obtenha resultado mais favorável que o que vier a ser alcançado pelo Samora Correia na recepção ao Campeão, Coruchense: o empate servirá, desde que os samorenses percam – numa partida em que a formação de Coruche terá em seu desfavor o facto de dispor de apenas três dias de repouso, após a disputa da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo; em caso de triunfo do Samora, os unionistas quedar-se-ão pelo 4.º ou 5.º lugar. Em termos matemáticos, o Samora Correia tem vantagem em 18 das 27 combinações possíveis de resultados, enquanto o União será beneficiado nas nove combinações restantes.

O Amiense, visitado pelo Pego, poderá ainda aspirar – tal como o Fazendense, em caso de eventual vitória em Tomar – ao 4.º posto, sendo que, em caso de igualdade pontual com Samora Correia e União de Tomar, os grupos de Amiais de Baixo e de Fazendas de Almeirim registam desvantagem nos critérios de desempate, não podendo, portanto, chegar já à 3.ª posição.

No que respeita à busca da manutenção – ainda dependente da confirmação do Alcanenense no Campeonato Nacional, que parece agora bem encaminhada –, o At. Ouriense recebe o Mação, apenas podendo vir a cair em zona de despromoção directa em 2 das 27 combinações possíveis, isto é, desde que não ganhe e que Pego e Cartaxo vençam ambos os seus desafios.

Por seu lado, o Pego será despromovido caso se verifique uma de 9 combinações de resultados: em 6 cenários em que o Cartaxo (que se desloca à Ribeira de Santarém, para defrontar os já tranquilos Empregados do Comércio) vença e os pegachos não ganhem em Amiais de Baixo; ou, em três hipóteses, em que o Cartaxo empate e o Pego saia derrotado.

No caso dos cartaxeiros – vice-campeões na temporada passada –, são 16 (em 27) as combinações de resultados que os poderão condenar à despromoção automática: nove cenários em que perca; seis hipóteses em que, empatando, o Pego não seja derrotado; e o “pior cenário”, em que, ganhando, At. Ouriense e Pego vençam também, ambos, os seus confrontos.

Na II Divisão, na 4.ª jornada da fase final, de apuramento do Campeão e dos três clubes a promover ao escalão principal, o líder isolado, U. Abrantina, recebe a visita do U. Santarém, ambicionando prolongar a sua fantástica série triunfal; no Moçarriense-Marinhais e no Ferreira do Zêzere-U. Atalaiense, os visitados perfilam-se como favoritos, numa ronda que poderá voltar a equilibrar as contas da luta pela subida, em detrimento da turma da Atalaia, caso não vença.

O Campeonato de Portugal terá a sua 11.ª ronda da fase final, com o Fátima a viajar até à capital do Algarve, para defrontar o Farense, actual 5.º classificado, em partida que se afigura decisiva para as suas aspirações, dado que, até o empate, poderá significar um atraso quase irrecuperável, atendendo a que Praiense e Real recebem os dois últimos classificados, respectivamente, Operário de Lagoa e Louletano, pelo que são amplamente favoritos a vencer.

Por seu lado, o Alcanenense recebe a Naval – que, nas dez jornadas já disputadas, soma nove derrotas, apenas tendo ganho, em casa, precisamente, perante a turma de Alcanena –, pelo que dispõe de uma soberana oportunidade para, praticamente, garantir a tranquilidade, até porque Oleiros e Carapinheirense (actuais 5.º e 6.º classificados), se defrontam entre si.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Abril de 2017)

23 Abril, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

Pulsar - 25

(“O Templário”, 13.04.2017)

Tendo somado o ponto que lhe faltava (que, aliás, acabaria por nem ser necessário, dado o desaire averbado pelos samorenses), o Riachense confirmou a 2.ª posição na tabela final da I Divisão Distrital, o que lhe confere, portanto, o direito a participar na próxima edição da Taça de Portugal. Paralelamente, à entrada para a derradeira ronda da prova, o União de Tomar igualou o Samora Correia no 3.º posto, necessitando, todavia, de superar o resultado que o rival obtiver nessa última partida, na qual receberá o Coruchense – sendo que essa vaga no pódio será disputada somente entre aqueles dois clubes, dado que, num eventual cenário de igualdade pontual, Amiense e Fazendense terão desvantagem nos factores de desempate.

Destaques – O principal destaque da 25.ª e penúltima jornada vai para o embate entre Riachense e União de Tomar, o qual se saldou por um nulo, atenta a superioridade manifestadas pelas defesas (com realce para os dois guardiões, Telmo Rodrigues e Fábio Silva) face aos ataques contrários. Um resultado que poderá ter servido as aspirações de ambos os grupos, pese embora os unionistas se mantenham dependentes de terceiros (no caso, do Samora Correia).

Na outra grande frente de luta, nesta altura decisiva da competição – a da busca da manutenção –, o Pego, recebendo uma já tranquila equipa dos Empregados do Comércio, não desperdiçou a oportunidade de somar três pontos, ganhando (por tangencial 1-0) – o que consegue apenas pela segunda vez, nos últimos 16 desafios disputados –, interrompendo um ciclo de quatro derrotas sucessivas, o que lhe permite, não só manter a pressão sobre o At. Ouriense (apenas dois pontos acima), mas, sobretudo, a vantagem num eventual desempate pontual com o Cartaxo, que, contra todas as expectativas no início do campeonato, subsiste abaixo da “linha de água”.

Por fim, salienta-se ainda a expressão do triunfo do Mação sobre o Amiense (3-0), ficando o conjunto de Amiais de Baixo assim arredado da disputa pelo 3.º lugar, porventura mais apostado, nesta fase, em atingir a final da Taça do Ribatejo.

Surpresa – Num esforço titânico para procurar evitar uma, à partida, absolutamente imprevisível despromoção ao escalão secundário, o Cartaxo – vice-campeão na época anterior, recorde-se – voltou a causar, pelo menos, uma “meia-surpresa”, impondo-se face ao Samora Correia, ganhando por 3-1, pelo que, embora também dependente de terceiros (do At. Ouriense e do Pego… e, ainda, do Alcanenense), mantém as esperanças em que tudo termine como se de um “sonho mau” se tivesse passado, sem maiores consequências nefastas.

Confirmações – Nos restantes encontros os resultados registados ficaram dentro das expectativas, desde logo com o Coruchense, na festa de consagração da reconquista do título de Campeão, a bater o Torres Novas (agora em fase menos exuberante, contando um único triunfo nos últimos cinco jogos realizados), mercê de um solitário golo.

Já no que respeita ao Fazendense, recebendo no seu reduto o At. Ouriense, apenas na fase final do desafio conseguiria chegar à vitória, neste caso por 2-1, podendo aspirar ainda a alcançar o 4.º posto, ao mesmo tempo que prolongam a agonia dos oureenses, que, para garantir, por si próprios, sem depender de terceiros, a manutenção, necessitam agora ganhar na última jornada, na qual receberão a equipa do Mação.

Por seu lado, o U. Almeirim confirmou o favoritismo na deslocação ao terreno do Benavente, já há muito tempo condenado à posição de “lanterna vermelha” e consequente despromoção (nas últimas quinze rondas apenas por uma vez triunfou, tendo perdido 14 vezes), tendo os almeirinenses ganho por 2-0.

II Divisão Distrital – Na fase final, de disputa do título de Campeão, uma equipa sobressai, contando por vitórias as três jornadas já realizadas: a U. Abrantina. Efectivamente, tendo ganho ao Moçarriense por 3-1, a turma de Abrantes somou, de forma sensacional, o seu 10.º triunfo consecutivo no campeonato! Desde 18 de Dezembro de 2016, data em que sofreu o último desaire, que a turma abrantina não conhece, nesta competição, outro desfecho que não a vitória (a única excepção, em jogo da Taça do Ribatejo, foi o empate em Tomar, ante o União).

Tendo-se isolado no comando da prova, a U. Abrantina dispõe agora de dois pontos de vantagem em relação ao Marinhais (que não foi além do empate a uma bola na recepção ao Ferreira do Zêzere), três pontos face ao adversário que derrotou, Moçarriense, e, principalmente, seis pontos relativamente ao 4.º classificado, U. Santarém, que, por seu lado, goleando por imponente marca de 6-1 na Atalaia, apresenta boas credenciais na corrida à promoção.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima voltou a ser surpreendido no seu terreno, tendo sido desfeiteado pelo Torreense, perdendo por 2-3. Valeu, na circunstância, que os seus mais directos perseguidores, Real e Praiense, como que se anularam no confronto entre si, empatando a uma bola em Massamá, o que possibilita aos fatimenses manter a posição de liderança, agora presa por um escasso ponto de vantagem, com o Torreense a dois pontos.

Procurando reagir à adversidade, o Alcanenense conseguiu enfim voltar às vitórias, ganhando ao Vilafranquense por 2-1. Subiu assim ao 3.º lugar, o que, contudo, não lhe permite ainda descansar, dado que o avanço sobre o trio que se segue de imediato na pauta classificativa (Carapinheirense, Oleiros e, precisamente, a turma de Vila Franca) é de apenas dois pontos.

Antevisão – Neste fim-de-semana de Páscoa, os campeonatos distritais têm a sua derradeira pausa, para disputa das meias-finais da Taça do Ribatejo, a duas mãos, com jogos a realizar na sexta-feira Santa e na quarta-feira seguinte), cabendo ao Amiense defrontar o Coruchense (emblema que visa alcançar a “dobradinha”), enquanto o Torres Novas se cruza com o Mação.

No Campeonato de Portugal, a entrar numa fase determinante, atingindo-se já a 10.ª jornada (de um total de 14), o líder Fátima recebe o Real, actual 2.º classificado (a par do Praiense); por seu lado, o Alcanenense desloca-se à Carapinheira, sendo-lhes “interdito” perder.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Abril de 2017)

16 Abril, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

Pulsar - 24

(“O Templário”, 06.04.2017)

Como se vinha antecipando há várias jornadas, o Coruchense, somando os três pontos que o separavam matematicamente do título, sagrou-se – ainda com duas rondas por disputar – Campeão Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, repetindo o feito que registara há duas épocas, sendo consequentemente promovido ao Campeonato de Portugal, assim regressando, de imediato, às competições de índole nacional.

Destaques – O principal realce da 24.ª jornada é naturalmente, o do triunfo obtido pelo Coruchense em Almeirim, ante o União local, onde um solitário tento alcançado bastou para confirmar o 1.º lugar na classificação final, dado dispor de vantagem de sete pontos sobre o Riachense, quando subsistem em disputa somente seis pontos. Registe-se que, até então, os almeirinenses apenas haviam sofrido um único desaire caseiro, averbado, aliás, já nesta derradeira fase da competição.

Destaca-se também a vitória do União de Tomar na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense (3-1), consumando a sua melhor série da época, com quatro êxitos sucessivos, iniciada com a derrota imposta ao novo Campeão, que lhe possibilitou relançar-se na disputa do 3.º lugar, de que continua a distar somente um ponto.

Tendo entrado em campo com uma postura bem afirmativa, assumindo a iniciativa, os unionistas começariam por se colocar em vantagem… que, contudo, durou apenas um minuto, dado que os oureenses logo restabeleceram a igualdade. No segundo tempo, com os visitados a cair de rendimento, os tomarenses, prosseguindo a sua toada ofensiva, concretizariam mais um excelente triunfo. Na segunda volta, apenas o Coruchense fez mais pontos que os unionistas.

Com o Riachense praticamente, com o 2.º lugar também confirmado (necessitará somar mais um ponto, ou esperar que os samorenses não vençam os seus dois últimos jogos), tal luta pelo último lugar no pódio mantém-se bastante acesa, pese embora agora restrita a três clubes: para além do Samora Correia e do União de Tomar, também o Amiense, tendo ganho ao Fazendense (por igual marca, de 3-1), subsiste na compita, a três pontos da formação de Samora, tendo afastado de tal aspiração o conjunto de Fazendas de Almeirim.

Surpresas – A principal surpresa desta ronda foi o empate alcançado pelo Cartaxo em Torres Novas (2-2), o que, não obstante, não permitiu ainda aos cartaxenses, escapar à zona de despromoção, isto apesar de terem igualado em pontos o Pego.

Por seu lado, pode considerar-se de alguma forma surpreendente o desfecho tangencial registado no Riachense-Benavente, com o vice-líder a bater o “lanterna vermelha” por 3-2.

Confirmações – O Samora Correia confirmou o amplo favoritismo na recepção ao Pego, goleando por 4-1, com os pegachos, num ciclo de quatro desaires consecutivos (nove em onze jogos na segunda volta), a cair sobre a “linha de água” – situação que, aliás, em caso de eventual despromoção do Alcanenense do Nacional, se deverá traduzir já numa praticamente inevitável descida ao escalão secundário, dado o atraso de cinco pontos que Pego e Cartaxo apresentam em relação ao At. Ouriense.

Quanto aos Empregados do Comércio, receberam e empataram a uma bola com o Mação, confirmando assim, matematicamente – e em qualquer cenário –, a sua manutenção na divisão principal. Apenas o At. Ouriense subsiste ainda num limbo, necessitando de dois pontos, ou que Pego e Cartaxo não triunfem em ambas as partidas que lhes restam, para garantir a tranquilidade.

II Divisão Distrital – Terão sido surpreendentes os resultados da 2.ª jornada da fase de disputa do título de Campeão, pelo menos na estrita medida em que a vitória das equipas forasteiras é, em regra, menos provável. Ora, mais imprevisto seria ainda que todos os três vencedores da jornada de abertura repetissem, agora na condição de visitantes, os triunfos.

De facto, assim aconteceu, salientando-se, ainda em especial, a expressão do marcador em Ferreira do Zêzere, onde o Moçarriense foi ganhar por categórico 3-0; por seu turno, a U. Abrantina venceu na Atalaia por 2-0, tendo o Marinhais ido a Santarém bater o União por via de um solitário golo. Deste modo, pese embora ainda em fase tão prematura do torneio (que abarca um total de dez rondas), cavou-se já um “fosso” de seis pontos entre os três guias e os restantes.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima continua a ganhar, tendo ido aos Açores, golear o Operário de Lagoa por 4-0, mantendo a liderança isolada, com dois pontos de vantagem sobre o Praiense e o Real de Massamá.

Ao invés, na série de disputa da manutenção, o Alcanenense voltou a perder, em Mafra (2-0); integrando agora um trio, que ocupa da 4.ª à 6.ª posição da tabela, com o Carapinheirense e Oleiros, tendo portanto deixado esvair-se toda a vantagem que angariara na primeira fase da prova em relação à “linha de água”, pelo que urge reagir a esta comprometedora situação.

Antevisão – Na I Divisão Distrital atinge-se já a penúltima jornada, na qual se salientam as seguintes partidas, de particular interesse para a definição do 3.º lugar: Riachense-U. Tomar, Cartaxo-Samora Correia e Mação-Amiense. Na disputa da manutenção, as atenções estarão também focadas no Fazendense-At, Ouriense e no Pego-Empregados do Comércio.

Na fase de apuramento do Campeão da II Divisão, realce para o duelo entre dois dos líderes, U.Abrantina-Moçarriense, cujo desfecho poderá ser eventualmente aproveitado pelo Marinhais, agora favorito na recepção ao Ferreira do Zêzere; a continuidade de resultados imprevistos não poderá ser colocada de parte.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Torreense, actual 4.º classificado, não devendo esperar facilidades; por seu lado, o Alcanenense recebe o Vilafranquense (que ocupa o 3.º posto, apenas com um ponto a mais), sendo imperioso pontuar, sob pena de ficar para trás…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Abril de 2017)

9 Abril, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

Pulsar - TRibatejo-1-4final

(“O Templário”, 30.03.2017)

Numa eliminatória muito repartida, com desfechos tangenciais, os favoritos confirmaram o seu favoritismo, avançando para as meias-finais da Taça do Ribatejo, com a particularidade de todas as quatro equipas que actuaram no seu terreno terem acabado por ser afastadas da prova.

Destaque – O destaque dos 1/4 de final vai para o confronto entre U. Almeirim e Coruchense, onde o líder do campeonato não conseguiu melhor do que a igualdade a uma bola, vindo a sair vencedor apenas no desempate da marca de grande penalidade, numa tarde de grande acerto de ambos os guardiões, a defender vários desses remates.

Por curiosidade, as duas formações voltam a encontrar-se já neste fim-de-semana, em Almeirim, podendo a turma do Sorraia fazer a festa do título no campeonato, em caso de triunfo (ou, empatando, num improvável cenário em que o Riachense não ganhasse ao Benavente…).

Confirmações – Numa ronda sem surpresas, os clubes melhor classificados no campeonato, mesmo actuando na condição de visitantes, fizeram valer a sua superioridade, não obstante sempre pela vantagem mínima.

Assim aconteceu no Cartaxo-Amiense, onde os cartaxeiros até começaram por inaugurar o marcador, mas viriam a permitir a reviravolta ao grupo de Amiais de Baixo, que saiu vencedor por 2-1.

Idêntico desfecho teve a partida disputada em Santarém, onde o União local, que era o último representante do escalão secundário ainda em prova, acabou por ver encerrada a sua participação, ao perder com o Mação.

Em Ourém, o At. Ouriense foi também desfeiteado pelo Torres Novas, neste caso mercê de um solitário tento dos torrejanos.

Campeonato de Portugal – Os dois clubes representativos do Distrito de Santarém no campeonato nacional tiveram, na ronda que concluiu a primeira volta da fase final, desfechos distintos, esperançoso no caso do Fátima, comprometedor no caso do Alcanenense.

De facto, os fatimenses, em deslocação até ao Algarve, foram a Loulé, bater o histórico Louletano, por 2-1, isolando-se assim na liderança da sua série (zona sul) de disputa da promoção, com dois pontos a mais que um trio perseguidor, formado por Praiense, Torreense e Real de Massamá, com Farense e Sacavenense, ambos a quatro pontos, ainda na expectativa.

No que respeita à formação de Alcanena, desfeiteada nas Caldas da Rainha por tangencial 1-0, baixou uma posição, para o 3.º lugar, mas, pior, termina a primeira metade deste torneio com muito escassa margem de segurança de apenas três pontos em relação ao 6.º classificado, Oleiros (que empatou em Vila Franca de Xira), posição com a contingência de ter de disputar um “play-off” de manutenção. Mais tranquilizadora é já a distância em relação ao 7.º lugar (primeiro dos dois clubes a despromover automaticamente aos Distritais), ocupado actualmente pelo V. Sernache, com oito pontos de atraso face ao Alcanenense.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, com a 24.ª jornada (antepenúltima) na I Divisão, na qual sobressai, em especial, a “reedição” do U. Almeirim-Coruchense, uma difícil deslocação para o conjunto do Sorraia, como, aliás, bem ficou demonstrado na semana passada, que, caso não consiga vencer, deverá ver adiada por mais uma semana a “festa do título”, que, nesse cenário, continuaria à distância de um triunfo.

Menção ainda para outras duas partidas, em que estará em jogo uma posição no pódio: o Amiense-Fazendense e o At. Ouriense-U. Tomar, uma deslocação sempre de desfecho incerto, recordando-se, aliás, que, na primeira volta, os oureenses interromperam um ciclo de mais de um ano de invencibilidade unionista no seu reduto, assim como a inviolabilidade das suas redes, que perdurara ao longo de doze jogos. Isto, tendo ainda em consideração que o actual 3.º classificado, Samora Correia, é amplamente favorito na recepção ao Pego.

Na II Divisão, apenas na 2.ª jornada da fase final, de apuramento do Campeão e dos três clubes a promover ao escalão principal, os vencedores da ronda inaugural deslocam-se aos terrenos das equipas que começaram este torneio a perder, compreendendo os seguintes desafios, de desfecho imprevisível, em que a toada de equilíbrio deverá estar patente: U. Santarém-Marinhais, Ferreira do Zêzere-Moçarriense e U. Atalaiense-U. Abrantina.

O Campeonato de Portugal dá início à segunda volta da fase final, com o Fátima a viajar até aos Açores, para defrontar o Operário de Lagoa, actual penúltimo classificado, mas onde, não obstante, não deverá esperar facilidades, devendo manter-se bem concentrado para poder regressar com um resultado positivo, que lhe proporcione beneficiar do facto de Torreense e Real se defrontarem, enquanto o Praiense recebe o Sacavenense.

Por seu lado, o Alcanenense enfrenta uma saída ao reduto do líder, Mafra, onde se antevê que possa ser difícil pontuar, numa jornada em que o Oleiros, visitando a Figueira da Foz, poderá inclusivamente, em caso de (expectável) triunfo, igualar o grupo de Alcanena a nível pontual.

Poderá valer ainda ao Alcanenense o facto de Carapinheirense e Vilafranquense, equipas que se lhe seguem imediatamente na pauta classificativa, terem também compromissos teoricamente com algum grau de dificuldade, com o Carapinheirense a viajar até Cernache do Bonjardim, como que numa “final” para a equipa da casa, imperiosamente necessitada de pontos, enquanto a turma de Vila Franca de Xira recebe o 2.º classificado, Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Março de 2017)

2 Abril, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

Pulsar - 23

(“O Templário”, 23.03.2017)

No “jogo do título”, Coruchense e Riachense acabaram por se “anular” mutuamente, o que, não obstante, não deixa de favorecer mais as aspirações do turma do Sorraia, que continua a necessitar somente de mais um triunfo para confirmar o título, não obstante os adversários que o calendário lhe reservou para as três rondas finais não sejam dos mais fáceis…

Destaques – O principal destaque da 23.ª ronda terá de ir necessariamente para esse confronto em Coruche, no qual se defrontaram o líder e o vice-líder, os quais, no termo dos noventa minutos, não conseguiram desfazer o nulo inicial, pese embora tenham sido os homens da casa a procurar de forma mais afirmativa o golo, num desafio em que, porém, era ao Riachense que competiria, em primeira análise, buscar a vitória, que lhe permitisse ainda acalentar esperanças.

Realce também para a goleada imposta pelo União de Tomar na recepção ao Benavente, ganhando por 6-0, igualando assim o “record” desta edição do campeonato, que o Coruchense alcançara, logo na jornada inaugural, na Ribeira de Santarém, ante os “Caixeiros”. Apesar disso, os unionistas desperdiçaram uma oportunidade soberana de atingir uma marca histórica, tal a debilidade evidenciada desta feita pelo “lanterna vermelha”.

O triunfo dos tomarenses possibilitou-lhes ascender ao 4.º posto da tabela, e só não atingiram já uma posição no pódio, devido ao desaire sofrido pelo Mação, derrotado (1-2) no seu reduto por uma formação do Samora Correia que, continuando a surpreender pela positiva, obteve notável triunfo, o que lhe permitiu isolar-se de novo no 3.º lugar. De notar que, até este jogo, os maçaenses apenas haviam sido batidos no seu terreno pelo Riachense e pelo Torres Novas.

Surpresas – Poderá talvez dizer-se, com maior propriedade, que se terá tratado de duas “meias-surpresas”, as registadas no Cartaxo e em Ourém…

Por um lado, a vitória do Cartaxo na recepção ao U. Almeirim, por 3-1, assim colocando termo a uma sucessão de quatro derrotas sucessivas, num desfecho crucial para encetar a necessária recuperação, que possa tirar os cartaxeiros da parte abaixo da “linha de água”, agora somente a um escasso ponto do Pego.

Por outro, porventura mais imprevisto, o triunfo do At. Ouriense sobre o Amiense, por 2-0, tendo nomeadamente em atenção os maus resultados que o conjunto de Ourém vinha registando, sofrendo mesmo algumas pesadas goleadas, não esquecendo, contudo, que tinha ganho também, no anterior encontro em casa, ao Samora Correia, precisamente por igual marca.

Confirmações – Nas restantes duas partidas, o Fazendense confirmou o favoritismo na recepção aos Empregados do Comércio, pese embora tenho vencido por tangencial 1-0, enquanto o Torres Novas, ganhando no Pego por 2-1, prossegue na senda dos resultados positivos (tendo ascendido à 7.ª posição), vindo, paralelamente, confirmar a tendência descendente dos pegachos (terceira derrota consecutiva, somando oito desaires nas últimos dez jornadas, em que obteve uma única vitória, em Benavente).

De facto, para além de ter visto reduzida à expressão mínima a sua vantagem sobre o Cartaxo (na segunda volta somou somente quatro pontos, ou seja, apenas metade dos obtidos pelos cartaxeiros), o Pego vê ampliar-se já para cinco pontos o seu atraso em relação ao At. Ouriense. Na hipótese de poderem vir a ser três os clubes a despromover ao segundo escalão, parecem estar encontrados os que acompanharão o Benavente… Pego ou Cartaxo (em princípio, apenas um deles) só se “salvarão” desde que o Alcanenense se mantenha no Nacional.

II Divisão Distrital – Na ronda inaugural da fase de disputa do título de Campeão e, adicionalmente, das três vagas de promoção ao principal escalão do futebol distrital, as três formações visitadas fizeram impor a sua lei, triunfando face aos adversários, com destaque para o Marinhais, que bateu a U. Atalaiense por 3-1, no único jogo entre clubes que haviam disputado diferentes séries na primeira fase. Nos outros dois encontros, vitórias pela margem mínima: 2-1 no caso do Moçarriense, que recebeu o rival U. Santarém; e 1-0 no U. Abrantina-Ferreira do Zêzere, com os abrantinos a pretender confirmar o 1.º lugar alcançado na sua série.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima voltou às vitórias, na recepção ao anterior líder, Praiense, tendo ganho por 2-1, tendo igualado este mesmo adversário a nível pontual, partilhando ambos agora a 2.ª posição, somente a um ponto do novo guia, o Torreense, numa série muito equilibrada, na qual, após a disputa de seis jornadas, os seis primeiros classificados se concentram num intervalo de apenas três pontos.

Por seu lado, na série de disputa da manutenção, o Alcanenense obteve novo triunfo, no seu terreno, ganhando por 2-0 ao V. Sernache, repartindo agora também o 2.º posto com o Caldas; contudo, mantém-se inalterada a vantagem de quatro pontos em relação ao 6.º classificado, que define a fronteira da “linha de água” (os clubes classificados nessa posição no final terão de disputar um “play-off” de manutenção). Nesta ronda, destaque para a retumbante goleada (14-1) com que o Mafra “atropelou” o histórico clube da Naval 1.º de Maio, da Figueira da Foz!

Antevisão – No próximo fim-de semana os campeonatos distritais estarão em pausa, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, que compreende os seguintes alinhamentos: U. Almeirim-Coruchense, o “jogo-grande” desta ronda, sem um favorito definido; Cartaxo-Amiense e At. Ouriense-Torres Novas, em que, sendo os visitantes, em ambos os casos, favoritos, os “donos da casa” poderão, contudo, surpreender; por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, em eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada.

No Campeonato de Portugal, atingindo-se já a derradeira jornada da primeira volta desta fase final, o Fátima desloca-se a Loulé, para defrontar o histórico Louletano, para já 7.º (penúltimo) classificado, existindo expectativa de um desfecho positivo para os fatimenses; o Alcanenense vai também de viagem, até às Caldas, precisamente o clube com o qual partilha o 2.º lugar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Março de 2017)

26 Março, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

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