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Liga Europa – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Heart of Midlothian
Benfica – Samuel Soares, Alexander Bah, Tomás Araújo, Clément Lenglet (73m – Manuel “Manu” Silva), Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Enzo Barrenechea (64m – Richard Ríos), Rafael “Rafa” Silva, Heorhiy Sudakov (64m – Andreas Schjelderup), Gianluca Prestianni (85m – Jakub Kamiński) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (64m – Jhon Durán)
Heart of Midlothian – Beau Reus, Jordi Altena, Oisin McEntee, Stuart Findlay, Harry Milne (45m – Jamie McCart), Calvin Miller (73m – Joshua “Josh” McPake), Laurent Mendy (45m – Tom Renaud), Blair Spittal, Alexandros Kyziridis (86m – Sabah Kerjota), Pierre Landry Kaboré (64m – Sabri Guendouz) e Cláudio Braga
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 3m
2-0 – Tomás Araújo – 23m
3-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 42m
4-0 – Gianluca Prestianni – 59m
4-1 – Tom Renaud – 72m
5-1 – Jhon Durán – 87m
6-1 – Andreas Schjelderup (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Gianluca Prestianni (33m) e Alexander Bah (79m); Mendy (41m), Blair Spittal (70m), Oisin McEntee (84m) e Cláudio Braga (89m)
Árbitro – Marian Barbu (Roménia)
Liga Europa – 2ª Pré-Eliminatória – Benfica – FC St. Gallen
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (77m – Amar Dedić), Clément Lenglet, António Silva, Samuel Dahl, Leandro Barreiro (66m – Richard Ríos), Enzo Barrenechea, Rafael “Rafa” Silva (75m – Dodi Lukébakio), Heorhiy Sudakov, Jakub Kamiński (75m – Andreas Schjelderup) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (77m – Jhon Durán)
FC St. Gallen – Lukas Watkowiak, Tom Gaal (33m – Joel Ruiz), Jozo Stanić, Chima Okoroji, Hugo Vandermersch, Lukas Daschner, Carlo Boukhalfa (56m – Leon Frokaj), Lukas Görtler (71m – Corsin Konietzke), Mihailo Stevanović, Aliou Baldé (71m – Enoch Owusu) e Christian Witzig (56m – Andrin Hunziker)
1-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 11m
2-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 55m
3-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 66m
4-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 74m
5-0 – Clément Lenglet – 81m
Cartões amarelos – Jozo Stanić (21m) e Chima Okoroji (50m)
Cartão vermelho – Jozo Stanić (57m)
Árbitro – Florian Badstübner (Alemanha)
O desfecho deste encontro traduz apenas ilusórias facilidades, num jogo que o Benfica (naturalmente) venceu, mas sem convencer em pleno, com uma exibição falha de consistência, que foi de “menos a mais”, e a revelar ainda alguma falta de confiança.
Dispondo já de outras alternativas, face ao desafio da 1.ª mão, Marco Silva fez apenas duas alterações, no miolo, fazendo alinhar Leandro Barreiro e Enzo Barrenechea, nos lugares que haviam sido ocupados, na Suíça, por Manu e Miguel Figueiredo.
Porém, nos minutos iniciais, o que se voltou a ver foi, outra vez, uma equipa muito intranquila, denotando dificuldades em sair a jogar, com várias perdas de bola, que o St. Gallen tentava aproveitar para voltar a assustar e a ameaçar a baliza contrária.
Valeu, então, um crucial momento de inspiração, com Bah a fazer um rápido lançamento de linha lateral, para Rafa, que se desmarcara, efectuando uma boa assistência para Pavlídis, que, liberto de oposição, à entrada da área, rematou na passada, abrinco – estavam completados apenas os primeiros dez minutos – a sua magnífica contagem desta noite.
Ainda assim, a formação suíça dispôs de mais algumas ocasiões para poder igualar: logo depois, com Baldé a ver negado o golo por Trubin, e, de seguida, a procurar tirar partido de uma má saída do guarda-redes ucraniano, surgindo Lenglet a salvar; vindo ainda, mais tarde, a rematar ao poste.
Mas, talvez até mais que o tento inaugural, terá sido uma iniciativa de António Silva – a realizar o seu último jogo pelo Benfica, transferido para o Bournemouth – a despertar e fazer acreditar a sua equipa.
A turma portuguesa começava, finalmente, a empurrar o adversário para o seu reduto defensivo, e o perigo passou a rondar a baliza de Watkowiak. Não obstante algumas oportunidades criadas, o resultado não se alteraria até ao intervalo.
No recomeço, tal como sucedera na metade inicial, o Benfica voltou a marcar cedo, logo aos dez minutos. O guardião ainda começara por evitar o golo de Barreiro, fazendo a mancha, mas tal fora o aviso, para, logo de seguida, o segundo tento de Pavlídis, a culminar um bom lance de envolvência, abrindo a defesa contrária, colocando, pela primeira vez, a equipa portuguesa em vantagem na eliminatória.
Corajoso, como demonstrara já na Suíça, o treinador Enrico Maaßen operou, de imediato, duas substituições (após ter sido já forçado a uma alteração, por lesão, no primeiro tempo). Só que, desta feita, tal temeridade jogaria contra si, quando, apenas mais um minuto volvido, a sua equipa ficou reduzida a dez unidades, por expulsão do algo imprudente defesa central, Stanić, a travar, sobre a linha divisória de meio-campo, uma rápida transição.
A partir daí, com o St. Gallen descompensado, sem conseguir organizar-se dentro de campo, abrindo muitos espaços, surgiriam as facilidades que possibilitaram ao Benfica marcar, até final, de forma cadenciada, mais um golo a cada dez minutos, elevando o score para um pesado 5-0.
O terceiro tento teve origem em mais uma investida de Bah, na pequena área, numa jogada de insistência (só à terceira tentativa, in extremis, já sobre a linha de fundo!), a centrar atrasado, aparecendo o grego a cabecear.
Seguiu-se nova arrancada de António Silva, com um passe em profundidade para Ríos, travado em falta, sancionada com grande penalidade, o que proporcionou a Pavlídis completar um notável poker.
O placard seria fixado pelo defesa Lenglet, com boa antecipação, num remate de primeira, em posição difícil, a dar sequência a um cruzamento de Lukébakio, a partir do flanco esquerdo.
Como seria lógico esperar, o Benfica rectificou processos em relação ao que mostrara na Suíça, acabando, também mercê dos erros contrários, por dominar a partida, perante um oponente que deixou patenteadas as suas fragilidades.
Ainda que por números excessivos, o triunfo benfiquista, neste jogo, tal como na eliminatória (com um agregado de 6-2!), justifica-se pelo significativo desfasamento de argumentos entre os dois conjuntos.
A expectativa é que o consolidar dos princípios e ideias do treinador, assim como a confiança proporcionada pelas vitórias permita ir elevando o nível exibicional, já a partir da próxima ronda, num histórico reencontro – 66 anos depois – com os escoceses do Heart of Midlothian.
5.ª vitória de Tadej Pogačar no “Tour de France”
Tadej Pogačar chega às cinco vitórias no “Tour”, igualando o registo das maiores figuras da prova, alcandorando-se ao nível de Anquetil, Merckx, Hinault e Indurain.
Esta foi, aliás, uma edição “sem história”, no que respeita à disputa pelo 1.º lugar.
Bastante antes da queda que levou à desistência de Jonas Vingegaard, na 15.ª etapa, já o esloveno tinha o triunfo “no bolso”, contando quatro minutos e meio de vantagem sobre o seu principal rival – tendo começado por fazer a diferença logo no sexto dia, nos Pirenéus, vencendo a etapa, a solo, com 2:38 minutos de avanço, completou o trabalho na 10.ª e na 14.ª etapas (que ganhou também, adicionando, por coincidência, em cada uma delas, mais 54 segundos ao diferencial face ao até então vice-líder).
No total, Pogačar somou cinco vitórias em etapas, passando a totalizar 26 triunfos (apenas superado, nesta altura, pelas 35 etapas ganhas pelo sprinter Mark Cavendish, as 34 de Eddy Merckx e as 28 de Bernard Hinault).
Mas, o mais impressionante, é que, ainda antes disso, começara, logo na 2.ª etapa, em Barcelona (primeira disputada individualmente, após o arranque com um contra-relógio por equipas… vencido pela Visma, de Vingegaard, o que lhe proporcionara ostentar o “maillot jaune”), por oferecer a vitória ao seu colega de equipa, Isaac del Toro.
Para, na 20.ª etapa, abdicar da disputa da etapa, de novo em prol do apoio ao mexicano, ajudando-o a preservar o lugar no pódio, deixando para trás a jovem (19 anos) promessa francesa, Paul Seixas… e deixando ir embora Evenepoel (o 2.º classificado da geral), ainda assim com o belga sem conseguir evitar segunda vitória de Carapaz, na etapa rainha, no Alpe d’Huez (onde Pogačar tinha triunfado na véspera!).
Mais do que um competidor único, Pogačar afirma-se como um grande líder, pelo qual os seus gregários estarão também dispostos a dar tudo.
Neste aspecto, de triunfos em etapas, esta foi uma edição especialmente concentrada: para além das cinco vitórias do esloveno, estiveram também em grande evidência: os belgas Tim Merlier (três etapas ganhas) e Remco Evenepoel (duas vitórias), tal como o equatoriano Richard Carapaz e o neerlandês Mathieu van der Poel.
Por fim, de assinalar, de novo, a singularidade de – para além do vencedor e do 10.º classificado – mais nenhum ciclista conseguir repetir a presença no “Top 10” entre 2025 e 2026.
Desta vez o único português em prova, Nelson Oliveira, aos 37 anos, na 11.ª temporada ao serviço da Movistar, completou a sua 24.ª grande volta (10 “Tour” / 4 “Giro” / 10 “Vuelta”), em 24 participações, estabelecendo um fantástico “record” mundial, tendo disputado mais de 500 etapas!
Classificação geral final:
1.º Tadej Pogačar (Eslovénia) – UAE Team Emirates XRG – 73h 56′ 26”
2.º Remco Evenepoel (Bélgica) – Red Bull – Bora – Hansgrohe – a 06′ 26”
3.º Isaac del Toro (México) – UAE Team Emirates XRG – a 09′ 42”
4.º Paul Seixas (França) – Decathlon CMA CGM Team – a 11′ 56”
5.º Lenny Martinez (França) – Bahrain Victorious – a 13′ 02”
6.º Mattias Skjelmose (Dinamarca) – Lidl-Trek – a 14′ 59”
7.º Juan Ayuso (Espanha) – Lidl-Trek – a 17′ 48”
8.º Richard Carapaz (Equador) – EF Education – EasyPost – a 20′ 00”
9.º Thomas Pidcock (Inglaterra) – Pinarello–Q36.5 Pro Cycling Team – a 29′ 28”
10.º Jordan Jegat (França) – TotalEnergies – a 33′ 21”
…
65.º Nelson Oliveira (Portugal) – Movistar Team – a 4h 17′ 56”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da maior prova de ciclismo mundial:
- 5 vitórias – Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964), Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982 e 1985), Miguel Indurain (1991, 1992, 1993, 1994 e 1995) e Tadej Pogačar (2020, 2021, 2024, 2025 e 2026);
- 4 vitórias – Christopher Froome (2013, 2015, 2016 e 2017);
- 3 vitórias – Philippe Thys (1913, 1914 e 1920), Louison Bobet (1953, 1954 e 1955), Greg Lemond (1986, 1989 e 1990);
- 2 vitórias – Lucien Petit-Breton (1907 e 1908), Firmin Lambot (1919 e 1922), Ottavio Bottecchia (1924 e 1925), Nicolas Frantz (1927 e 1928), André Leducq (1930 e 1932), Antonin Magne (1931 e 1934), Sylvère Maes (1936 e 1939), Gino Bartali (1938 e 1948), Fausto Coppi (1949 e 1952), Bernard Thévenet (1975 e 1977), Laurent Fignon (1983 e 1984), Alberto Contador (2007 e 2009) e Jonas Vingegaard (2022 e 2023);
- 1 vitória – Maurice Garin (1903), Henri Cornet (1904), Louis Trousselier (1905), René Pottier (1906), François Faber (1909), Octave Lapize (1910), Gustave Garrigou (1911), Odile Defraye (1912), Léon Scieur (1921), Henri Pélissier (1923), Lucien Buysse (1926), Maurice De Waele (1929), Georges Speicher (1933), Romain Maes (1935), Roger Lapébie (1937), Jean Robic (1947), Ferdi Kubler (1950), Hugo Koblet (1951), Roger Walkowiak (1956), Charly Gaul (1958), Federico Bahamontes (1959), Gastone Nencini (1960), Felice Gimondi (1965), Lucien Aimar (1966), Roger Pingeon (1967), Jan Janssen (1968), Luis Ocaña (1973), Lucien Van Impe (1976), Joop Zoetemelk (1980), Stephen Roche (1987), Pedro Delgado (1988), Bjarne Riis (1996), Jan Ullrich (1997), Marco Pantani (1998), Oscar Pereiro (2006), Carlos Sastre (2008), Andy Schleck (2010), Cadel Evans (2011), Bradley Wiggins (2012), Vincenzo Nibali (2014), Geraint Thomas (2018) e Egan Bernal (2019) .
A competição não se disputou nas épocas das duas Guerras Mundiais (1915 a 1918 e 1940 a 1946). Foram anuladas as classificações (7 vitórias) de Lance Armstrong nas edições de 1999 a 2005.
Liga Europa – 2ª Pré-Eliminatória – FC St. Gallen – Benfica
FC St. Gallen – Lawrence Ati-Zigi, Tom Gaal, Jozo Stanić (90m – Joel Ruiz), Chima Okoroji, Hugo Vandermersch, Lukas Daschner, Carlo Boukhalfa (72m – Leon Frokaj), Lukas Görtler, Mihailo Stevanović, Aliou Baldé (72m – Diego Besio) e Christian Witzig (72m – Andrin Hunziker)
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, Clément Lenglet, António Silva, Samuel Dahl, Manuel “Manu” Silva (84m – João Rego), Miguel Figueiredo (66m – Enzo Barrenechea), Jakub Kamiński (66m – Tiago Gouveia), Heorhiy Sudakov, Rafael “Rafa” Silva e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (76m – Franjo Ivanović)
1-0 – Aliou Baldé – 37m
1-1 – Rafael “Rafa” Silva – 44m
2-1 – Tom Gaal – 80m
Cartões amarelos – Lukas Görtler (30m), Jozo Stanić (62m) e Tom Gaal (90m); Evangelos “Vangelis” Pavlídis (64m)
Árbitro – Luca Pairetto (Itália)
Foi mais uma derrota humilhante do Benfica em jogos das competições europeias – na senda da sofrida, na temporada anterior, ante o Qarabag –, frente a um adversário de “4.ª linha”, que, à parte tratar-se do clube mais antigo da Europa continental (fundado em 1879) não dispõe de outros pergaminhos notórios em termos de desempenho competitivo.
Mas, muito pior que o desfecho deste desafio, foi a forma como ele decorreu, com a modesta equipa suíça sempre em posição de controlo, a mostrar maior ambição e a superiorizar-se nas várias vertentes do jogo, justificando plenamente o histórico triunfo alcançado.
No primeiro encontro oficial da temporada, ao Benfica faltou tudo – e as ausências de meia dúzia de titulares, ainda em período de férias, na sequência do Mundial, não podem justificar tantas insuficiências –, denotando grandes dificuldades em termos físicos, de entrosamento, sem a intensidade necessário para um jogo “a doer”, sem, sequer, conseguir sair a jogar, forçado a recorrer a sucessivos lançamentos em profundidade, quase sempre mal sucedidos.
Com três estreias absolutas: Lenglet, a “substituir” Otamendi, o jovem Miguel Figueiredo (sagrado Campeão Mundial sub-17 no final do ano passado) e Jakub Kamiński, a equipa benfiquista pareceu estar numa fase ainda atrasada de assimilação de processos e das ideias do novo treinador, Marco Silva, tendo sido surpreendida pela forma desinibida e intensa com que o seu opositor enfrentou esta partida.
O St. Gallen desde cedo se mostrou mais “arrumado” dentro de campo, com a lição bem estudada, não só não deixando o Benfica construir o jogo, como, por seu lado, criando perigo nas suas investidas. Quando surgiu o tento inaugural, na parte final do primeiro tempo, o conjunto suíço criara já um par de situações embaraçosas, não sendo inesperado o golo.
Acusando o revés sofrido – na sequência de uma perda de bola –, a formação portuguesa desuniu-se e, logo depois, Baldé teve soberana ocasião para bisar, não fosse, nessa circunstância, a notável intervenção de Trubin, a salvar a sua baliza de maiores engulhos.
Pelo rumo que, já então, o jogo levava, foi quase que um lance de sorte, algo fortuito, o golo do empate, mesmo a findar a metade inicial, com Rafa, isolado frente ao guardião contrário, a dar a melhor sequência a uma boa solicitação de Pavlídis.
Apesar de o resultado ao intervalo ser bem simpático, face à exibição realizada, esperava-se, naturalmente, que o Benfica surgisse na segunda parte com outra atitude. Ao invés, as coisas não melhoraram, não tendo as alterações tentadas por Marco Silva resultado.
A equipa portuguesa nunca revelou capacidade para aproveitar as fraquezas que a turma suíça ia patenteando, nomeadamente a nível defensivo, vindo a ser castigada, a dez minutos do final da partida, com o golo da derrota, numa “bola parada”, em que o central Gaal beneficiou da enorme passividade da defesa contrária, cabeceando sem dificuldade, livre de oposição, para o fundo das redes.
A verdade é que o St. Gallen, e o seu treinador, com a tripla substituição operada aos 72 minutos, evidenciara maior vontade de procurar desfazer o empate a seu favor. E conseguiu-o.
Uma noite não para esquecer, mas para revisitar, de forma a procurar, com a maior urgência, rectificar erros.
Perante um adversário deste calibre, não passará pela cabeça de ninguém que o Benfica não supere, em casa, a eliminatória, mas, para tal, há muito trabalho a realizar, em curto período de tempo, entrando, por agora, em situação desvantajosa, que terá de inverter.
Afonso Eulálio 6.º no “Giro” de Itália
Há um novo nome português que desponta e se afirma na mais “alta roda internacional”, aos 24 anos de idade: Afonso Eulálio.
Depois de ter já “dado nas vistas”, em Setembro do ano passado, ao terminar a prova do Campeonato do Mundo, num extremamente selectivo circuito em Kigali, no Ruanda, com um notável 9.º lugar, foi nesta edição do “Giro” de Itália que saltou para os escaparates.
Integrante de uma fuga na 5.ª etapa, ao longo de cerca de 180 km, que terminou na 2.ª posição, tendo adquirido uma vantagem de cerca de sete minutos face ao lote das principais figuras, envergou então a “maglia rosa”, de líder da classificação geral, que defendeu corajosamente durante nove etapas.
Tendo cedido a liderança na 14.ª etapa, manteve, não obstante, até ao final da prova, em Roma, a “camisola branca”, símbolo do líder da classificação da “Juventude”, concluindo a prova num notável 6.º lugar da classificação geral.
A forma abnegada como foi à luta, permitindo-se inclusivamente, num vislumbre de categoria, esboçar alguns ataques, em tentativas de se voltar a isolar e ganhar tempo – o que conseguiria, na penúltima etapa, face aos seus mais directos perseguidores (Storer, na classificação geral; e Piganzoli, na disputa pela camisola branca) – é reveladora de grande fibra e bastante promissora.

Afonso Eulálio é o 10.º ciclista português a posicionar-se no “Top 10” de uma das grandes voltas: Joaquim Agostinho (“Tour” e “Vuelta”), João Almeida (“Tour”, “Giro” e “Vuelta”), José Azevedo (“Tour” e “Giro”), Alves Barbosa (“Tour”), Acácio da Silva (“Giro”), João Rebelo (“Vuelta”), Ribeiro da Silva (“Vuelta”), Fernando Mendes (“Vuelta”), José Martins (“Vuelta”), e, agora, Afonso Eulálio (“Giro”).
Quanto ao vencedor, Jonas Vingegaard, terá tido um dos mais “fáceis” triunfos da sua carreira: tendo, paulatinamente, recuperado o atraso face ao português – apesar do mau contra-relógio que realizou -, após ter alcançado a liderança, fez uma gestão exemplar, acabando com um total de cinco vitórias em etapas (de montanha), a dar bem nota de uma vitória absolutamente incontestável, posicionando-se num patamar acima face a toda a restante concorrência.
Classificação geral final:
1.º Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Team Visma – Lease a Bike – 83h 22′ 51”
2.º Felix Gall (Áustria) – Decathlon CMA CGM Team – a 05′ 22”
3.º Jai Hindley (Austrália) – Red Bull – Bora-Hansgrohe – a 06′ 25”
4.º Thymen Arensman (Países Baixos) – Netcompany Ineos – a 07′ 02”
5.º Derek Gee (Canadá) – LIDL – Trek – a 07′ 56”
6.º Afonso Eulálio (Portugal) – Bahrain Victorious – a 09′ 39”
7.º Michael Storer (Austrália) – Tudor Pro Cycling Team – a 10′ 13”
8.º Davide Piganzoli (Itália) – Team Visma – Lease a Bike – a 10′ 52”
9.º Damiano Caruso (Itália) – Bahrain Victorious – a 11′ 24”
10.º Egan Bernal (Colômbia) – Netcompany Ineos – a 12′ 54”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da “Volta à Itália”:
- 5 vitórias – Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933); Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953); e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974)
- 3 vitórias – Giovanne Brunero (1921, 1922 e 1926); Gino Bartali (1936, 1937 e 1946); Florenzo Magni (1948, 1951 e 1955); Felice Gimondi (1967, 1969 e 1976); e Bernard Hinault (1980, 1982 e 1985)
- 2 vitórias – Carlo Galetti (1910 e 1911); Costante Girardengo (1919 e 1923); Giovanni Valetti (1938 e 1939); Charly Gaul (1956 e 1959); Jacques Anquetil (1960 e 1964); Franco Balmamion (1962 e 1963); Giuseppe Saronni ((1979 e 1983); Miguel Indurain (1992 e 1993); Ivan Gotti (1997 e 1999); Gilberto Simoni (2001 e 2003); Paolo Salvoldelli (2002 e 2005); Ivan Basso (2006 e 2010); Alberto Contador (2008 e 2015); e Vincenzo Nibali (2013 e 2016)
- 1 vitoria – Luigi Ganna (1909); Carlo Oriani (1913); Alfonso Calzolari (1914); Gaetano Belloni (1920); Giuseppe Enrici (1924); Luigi Marchisio (1930); Francesco Camusso (1931); Antonio Pesenti (1932); Learco Guerra (1934); Vasco Bergamaschi (1935); Hugo Koblet (1950); Carlo Clerici (1954); Gastone Nencini (1957); Ercole Baldini (1958); Arnaldo Pambianco (1961); Vittorio Adorni (1965); Gianni Motta (1966); Gösta Pettersson (1971); Fausto Bertoglio (1975); Michel Pollentier (1977); Johan De Muynck (1978); Giovanni Battaglin (1981); Francesco Moser (1984); Roberto Visentini (1986); Stephen Roche (1987); Andrew Hampsten (1988); Laurent Fignon (1989); Gianni Bugno (1990); Franco Chioccioli (1991); Evgeni Berzin (1994); Tony Rominger (1995); Pavel Tonkov (1996); Marco Pantani (1998); Stefano Garzelli (2000); Damiano Cunego (2004), Danilo Di Luca (2007); Denis Menchov (2009); Michele Scarponi (2011); Ryder Hesjedal (2012); Nairo Quintana (2014); Tom Dumoulin (2017); Chris Froome (2018); Richard Carapaz (2019); Tao Geoghegan Hart (2020); Egan Bernal (2021); Jai Hindley (2022); Primož Roglič (2023); Tadej Pogačar (2024); Simon Yates (2025); e Jonas Vingegaard (2026)
Liga dos Campeões – Final – Paris Saint-Germain – Arsenal
Paris St.-Germain – Matvey Safonov, Achraf Hakimi, Marcos Corrêa “Marquinhos” (105m – Illya Zabarnyi), Willian Pacho, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (105m – Lucas Beraldo), Fabián Ruiz (95m – Warren Zaïre-Emery)), Désiré Doué, Ousmane Dembélé (90m – Gonçalo Ramos) e Khvicha Kvaratskhelia (83m – Bradley Barcola)
Arsenal – David Raya, Cristhian Mosquera (66m – Jurriën Timber), William Saliba, Gabriel Magalhães, Piero Hincapié, Declan Rice, Myles Lewis-Skelly (91m – Martín Zubimendi), Bukayo Saka (83m – Chukwunonso “Noni” Madueke), Martin Ødegaard (67m – Viktor Gyökeres), Leandro Trossard (83m – Gabriel Martinelli) e Kai Havertz (91m – Eberechi Eze)
0-1 – Kai Havertz – 6m
1-1 – Ousmane Dembélé (pen.) – 65m
Cartões amarelos – Cristhian Mosquera (47m), Bukayo Saka (54m), Viktor Gyökeres (98m) e Declan Rice (103m); João Neves (90m) e Nuno Mendes (118m)
Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)
Puskás Aréna, Budapeste – Hungria
Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Viktor Gyökeres
2-1 – Désiré Doué
Eberechi Eze rematou ao lado
Nuno Mendes permitiu a defesa a David Raya
2-2 – Declan Rice
3-2 – Achraf Hakimi
3-3 – Gabriel Martinelli
4-3 – Lucas Beraldo
Gabriel Magalhães rematou por alto
O Paris Saint-Germain sagrou-se bi-Campeão Europeu, ao bater o Arsenal, no desempate da marca de grande penalidade, num desafio em que manifestou superioridade em todos os dados estatísticos, com um domínio esmagador em termos de posse de bola (75% / 25%), para além de 21-7 em remates, 4-1 em remates à baliza e 11-3 em cantos.
O jogo começou de feição para o Arsenal, que marcou estavam apenas completados os cinco minutos iniciais, apostando, desde logo, numa táctica de risco mínimo, procurando preservar o seu sector recuado, não obstante tenha tido uma ou outra ocasião de poder ter ampliado a vantagem. Denotando dificuldades em desmontar o posicionamento do adversário, a equipa francesa não conseguiria mais do que uma oportunidade no primeiro tempo.
Na segunda metade, a pressão intensificou-se, acabando por, de alguma forma, se fazer justiça com o tento do empate. Até final do tempo regulamentar a toada de jogo não se alteraria substancialmente.
Seria já no prolongamento que se registaria um maior “desencaixe” entre as duas formações, numa fase já de menor controlo, a resultar em alguns lances de perigo de parte a parte, mas sem que o marcador se alterasse.
No desempate da marca de grande penalidade, apesar de ter sido o guardião do Arsenal a conseguir a única defesa, dois dos seus colegas não lograram acertar na baliza, culminando na conquista do título pelo emblema parisiense.
O forte núcleo português – com Nuno Mendes, João Neves e Vitinha a alinhar de início, tendo ainda Gonçalo Ramos entrado no último minuto do segundo tempo – sagra-se também bi-Campeão da Europa!
Uma curiosidade, muito rara no historial da competição: o Paris Saint-Germain alinhou nesta Final exactamente com os mesmos (10) jogadores de campo que tinham iniciado a Final de há um ano, portanto, com uma única alteração no “onze” titular, a do guarda-redes (Safonov, em vez de Donnarumma)! (Anteriormente, o Real Madrid repetira o “onze” na totalidade, nas Finais de 2017 e 2018; o Ajax alterara um jogador de campo entre 1972 e 1973; tal como o AC Milan entre 1989 e 1990).
Depois de Real Madrid, Benfica, Inter, Ajax, Bayern, Liverpool, Nottingham Forest e AC Milan, o Paris Saint-Germain é apenas o nono clube a repetir a conquista da principal prova do futebol europeu em épocas sucessivas, sendo que, na “Era Champions” (desde 1993) apenas o Real Madrid o conseguira até agora.
A lista de vencedores, nas 71 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 15 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18, 2021-22 e 2023-24)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Paris Saint-Germain – 2 (2024-25 e 2025-26)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Manchester City (2022-23).
Liga Conferência – Final – Crystal Palace – Rayo Vallecano

Um solitário golo, apontado no início da segunda parte, bastou para o Crystal Palace conquistar o primeiro título europeu da sua história, ao bater, na Final, disputada em Leipzig, o Rayo Vallecano.
Após a disputa de cinco edições da “Liga Conferência”, passamos a ter a seguinte lista de vencedores:
- 2021-22 – Roma
- 2022-23 – West Ham
- 2023-24 – Olympiacos
- 2024-25 – Chelsea
- 2025-26 – Crystal Palace
Títulos de Futebol – Clubes portugueses
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 26 13 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14; 2016-17 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13; 2019-20; 2020-21; 2024-25 FC Porto 20 14 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11; 2019-20; 2021-22; 2022-23; 2023-24 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16; 2018-19 Sporting 18 14 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15; 2018-19; 2024-25 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12; 2017-18; 2023-24; 2025-26 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66; 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40; 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Sp. Braga 3 5 1965-66; 2015-16; 2020-21/ 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15; 2022-23 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 6 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11; 2016-17 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 Estrela Amadora 1 - 1989-90 D. Aves 1 - 2017-18 Torreense 1 - 2025-26 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10 Tondela - 1 2021-22









