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Liga dos Campeões – 1ª jornada – Benfica – RB Leipzig

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (76m – Rafael “Rafa” Silva), Ljubomir Fejsa, Adel Taarabt, Franco Cervi (76m – Haris Seferović), João Filipe “Jota” (67m – David Tavares) e Raúl de Tomás

RB LeipzigRB Leipzig – Péter Gulácsi, Willi Orban, Ibrahima Konaté, Nordi Mukiele, Diego Demme, Marcel Sabitzer, Konrad Laimer (39m – Amadou Haidara), Emil Forsberg (88m – Christopher Nkunku), Marcel Halstenberg (83m – Lukas Klostermann), Yussuf Poulsen e Timo Werner

0-1 – Timo Werner – 69m
0-2 – Timo Werner – 78m
1-2 – Haris Seferović – 84m

Cartões amarelos – João Filipe “Jota” (62m); Yussuf Poulsen (57m) e Amadou Haidara (70m)

Árbitro – Anastasios ”Tasos” Sidiropoulos (Grécia)

Na estreia de Bruno Lage na Liga dos Campeões (por coincidência, suspenso, devido ao cartão vermelho que lhe foi exibido no último jogo da Liga Europa da temporada passada), o treinador do Benfica voltou a procurar surpreender, optando por uma “mini-revolução” no onze, dando também oportunidade ao “baptismo europeu” de Tomás Tavares (e, depois, igualmente de David Tavares), estreando-se também Taarabt e Raúl de Tomás em desafios das competições europeias, ao serviço do Benfica, a que acrescem ainda as entradas de Franco Cervi (primeiro jogo oficial na presente época) e Jota, para os lugares habitualmente desempenhados por Rafa Silva e Seferović.

A primeira parte caracterizou-se por quase absoluto equilíbrio (repartição paritária do tempo de posse de bola, 50/50, dois cantos para cada lado, número muito aproximado de remates), com as duas equipas perfeitamente “encaixadas”, destacando-se, neste período, dois lances, um para cada lado: primeiro, aos 26 minutos, Timo Werner a testar a concentração de Vlachodimos; quase a chegar ao intervalo, seria a vez de Gulácsi defender um remate de cabeça de Raúl de Tomás.

Porém, à medida que o relógio ia avançando, o ritmo competitivo mais intenso da formação germânica começava a fazer-se sentir, com Vlachodimos a ser chamado a várias intervenções de bom nível, procurando manter a sua baliza inviolada.

O primeiro lance de algum perigo a favor do Benfica surgiria apenas à passagem da hora de jogo, com Pizzi a conseguir fugir à marcação directa, mas, sem deixar de se sentir pressionado, algo precipitadamente, a rematar fraco e à figura do guardião contrário.

Com as equipas a arriscar mais – pese embora a turma portuguesa apostasse mais em transições rápidas -, o jogo começaria a ficar “partido”, abrindo-se espaços, e acabaria mesmo por ser o RB Leipzig a inaugurar o marcador, próximo dos 70 minutos.

Com uma boa reacção ao tento sofrido, o Benfica teria, quase de imediato, as suas melhores oportunidades de golo, primeiro com o guarda-redes húngaro a dar boa resposta a um livre directo apontado por Grimaldo, e poucos minutos volvidos, com Taarabt a lançar Cervi, que, isolado frente a Gulácsi, não teve, porém, o discernimento necessário para marcar.

Menos de dez minutos após o tento inaugural, a equipa alemã ampliaria a vantagem, outra vez pelo letal Timo Werner, dando prova de grande eficácia.

Já próximo do final da partida, o Benfica conseguiria ainda reduzir para uma diferença tangencial no marcador, com Seferović, de primeira, a dar boa sequência à assistência de Rafa.

Curiosamente, o conjunto português teria ainda nova ocasião para voltar a marcar, invertendo-se os papéis, desta vez com Rafa, a passe de Seferović, a rematar ao lado.

Frente a um adversário que se revelou mais forte – o RB Leipzig (actual líder da Bundesliga), vindo do “pote 4”, será talvez a mais poderosa equipa do grupo –, o Benfica acabou, não obstante, por ser penalizado pela sua ineficácia, não tendo conseguido materializar em golo um par de ocasiões flagrantes de que dispôs, voltando a ter uma comprometedora “entrada em falso” na Liga dos Campeões, que faz realçar, desde já, a crucial importância do jogo a disputar em São Petersburgo.

17 Setembro, 2019 at 9:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2019-20 – Ranking global acumulado dos 32 clubes participantes

LCE-2019-20-Ranking
Os principais clubes ausentes desta 28.ª edição da “Liga dos Campeões” são: Manchester United (4.º lugar no ranking global da prova); Arsenal (6.º); FC Porto (7.º); AC Milan (9.º); Roma (18.º); PSV (23.º); Monaco (27.º); Schalke 04 (28.º); Panathinaikos (29.º); e Spartak Moscovo (30.º).

29 Agosto, 2019 at 1:51 pm Deixe um comentário

Benfica vencedor da International Champions Cup

International Champions CupÉ verdade que se trata meramente de um torneio de pré-época, e com especificidades de “calendário”, uma vez que cada clube apenas disputa três jogos, cruzando-se, pois, com adversários de distinta valia e em diferentes estágios de preparação, mas não deixa de ser altamente prestigiante para o Benfica a conquista da edição deste ano da “International Champions Cup“, fruto dos três triunfos obtidos: 3-0 frente ao Guadalajara; 2-1 à Fiorentina; e 1-0 ao AC Milan.

É a seguinte a classificação final do torneio:

                       Jg    V   VP   DP    D      G      Pt
 1º Benfica             3    3    -    -    -    6 -  1    9
 2º At. Madrid          3    2    1    -    -    9 -  4    8
 3º Manchester United   3    2    1    -    -    5 -  3    8
 4º Arsenal             3    2    -    1    -    7 -  3    7
 5º Bayern              3    2    -    -    1    5 -  3    6
 6º Tottenham           3    1    -    1    1    5 -  5    4
 7º Inter               3    -    1    1    1    2 -  3    3
 8º Fiorentina          3    1    -    -    2    3 -  6    3
 9º Juventus            3    -    1    -    2    4 -  6    2
10º Real Madrid         3    -    1    -    2    6 - 12    2
11º AC Milan            3    -    -    1    2    2 -  4    1
12º Guadalajara         3    -    -    1    2    1 -  5    1

3 Agosto, 2019 at 7:48 pm Deixe um comentário

I Liga – 2018-19 – Classificação final

     Equipa             J     V     E     D    GM   GS     P
 1.º Benfica           34    28     3     3   103 - 31    87
 2.º FC Porto          34    27     4     3    74 - 20    85
 3.º Sporting          34    23     5     6    72 - 33    74
 4.º Sp. Braga         34    21     4     9    56 - 37    67
 5.º V. Guimarães      34    15     7    12    46 - 34    52
 6.º Moreirense        34    16     4    14    39 - 44    52
 7.º Rio Ave           34    12     9    13    50 - 52    45
 8.º Boavista          34    13     5    16    34 - 40    44
 9.º Belenenses SAD    34    10    13    11    42 - 51    43
10.º Santa Clara       34    11     9    14    43 - 45    42
11.º Marítimo          34    12     3    19    26 - 44    39
12.º Portimonense      34    11     6    17    44 - 59    39
13.º V. Setúbal        34     8    12    14    28 - 39    36
14.º D. Aves           34    10     6    18    35 - 49    36
15.º Tondela           34     9     8    17    40 - 54    35
16.º Chaves            34     8     8    18    34 - 57    32
17.º Nacional          34     7     7    20    33 - 73    28
18.º Feirense          34     3    11    20    27 - 64    20

Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2.º classificado – FC Porto – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Campeões
3.º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
4.º classificado – Sp. Braga – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
5.º classificado – V. Guimarães – 2ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa

Despromovidos – Chaves, Nacional e Feirense
Promovidos – Paços Ferreira, Famalicão e Gil Vicente (promoção administrativa)

Melhores marcadores:

1. Haris Seferović (Benfica) – 23
2. Bruno Fernandes (Sporting) – 20
3. Rafa Silva (Benfica) – 17

Palmarés – Campeões:

Benfica (37) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17; 2018-19

FC Porto (28) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18

Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02

Belenenses (1) – 1945-46

Boavista (1) – 2000-01

19 Maio, 2019 at 9:56 pm Deixe um comentário

Benfica – 3.000 Jogos em provas de âmbito nacional

Competição Pres. J V E D GM GS
I Liga / I Divisão 85 2.397 1.639 449 309 5.806 2.112
Taça de Portugal 79 442 337 36 69 1.431 417
Campeonato de Portugal 12 72 48 8 16 201 100
Taça da Liga 12 53 39 11 3 110 40
Supertaça Cândido Oliveira 19 36 11 9 16 31 42
Total (provas nacionais) 3.000 2.074 513 413 7.579 2.711

O Benfica disputou hoje o jogo n.º 3.000 da sua história a contar para competições de âmbito nacional, com o balanço global acima indicado.

A propósito, clicando na imagem abaixo poderá aceder ao quadro interactivo que preparei, actualizado com todos os resultados do Benfica ao longo do seu historial, nos 3.852 jogos oficiais já disputados pelo clube (incluindo também 436 jogos em provas internacionais e 416 no Campeonato de Lisboa):

Benfica - Quadro global de resultados - Printscreen Tableau

  • 2.397 – Campeonatos Nacionais – I Liga / I Divisão
  • 442 – Taça de Portugal
  • 36 – Supertaça Cândido de Oliveira
  • 53 – Taça da Liga
  • 72 – Campeonato de Portugal (até 1938)
  • 416 – Campeonato de Lisboa (épocas de 1906-07 a 1945-46)
  • 252 – Liga dos Campeões / Taça dos Campeões Europeus
  • 126 – Liga Europa / Taça UEFA
  • 42 – Taça dos Vencedores de Taças
  • 4 – Taça das Cidades com Feiras
  • 7 – Taça Latina; e
  • 5 – Taça Intercontinental

Os dados podem ser filtrados com base em múltiplas combinações dos seguintes parâmetros:

  • Por “Época”
  • Por “Prova”
  • Por “Ronda”
  • Por jogos em “Casa”, “Fora” ou em campo “Neutro”
  • Por Vitórias, Empates ou Derrotas
  • Por “Adversário”
  • Por “Treinador”
  • Por “Árbitro”
  • Por “GM” (Golos Marcados) e “GS” (Golos Sofridos).

Na parte inferior do grafismo, são listados todos os jogos que correspondem a cada uma das modalidades de filtros seleccionados (por exemplo: por época, por prova, por adversário, por treinador, ou, até, por resultado), em sequência cronológica, do mais recente para o mais antigo (deslizar o cursor na barra lateral do lado direito para aceder à lista completa).

Passando o cursor sobre cada resultado (GM – GS), no lado direito dessa lista detalhada (da parte inferior do grafismo), surge a indicação, em “janela”, de um conjunto de dados relativos a cada jogo, nomeadamente a época a que respeita, a prova, a ronda, os marcadores de todos os golos do Benfica (com indicação do correspondente n.º de golo de cada jogador), o treinador e o árbitro do desafio.

Adicionalmente, clicando na imagem de Eusébio, José Águas e Nené, poderá visualizar quadro com a lista dos 50 melhores marcadores da história do Benfica – no qual é possível ordenar por coluna (“Total”, ou por cada uma das competições, clicando no símbolo à direita da designação de cada coluna) e, seleccionando no filtro por “Marcador”, podem ainda consultar-se os valores detalhados, época a época, para cada jogador que for seleccionado nesse filtro.

Benfica - Top 50 Marcadores

Por fim, clicando na imagem dos logotipos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, será reencaminhado para página específica com as fichas detalhadas de todos os jogos do Benfica em competições europeias.

12 Maio, 2019 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 Final (2.ª mão)

                              2ª mão       1ª mão       Total 
Napoli - Arsenal                0-1          0-2         0-3
Valencia - Villarreal           2-0          3-1         5-1
Eintracht Frankfurt - Benfica   2-0          2-4         4-4
Chelsea - Slavia Praha          4-3          1-0         5-3

O alinhamento dos jogos das meias-finais, agendados para 2 e 9 de Maio, é o seguinte:

Arsenal – Valencia
Eintracht Frankfurt – Chelsea

18 Abril, 2019 at 9:56 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de final – E. Frankfurt – Benfica

Eintracht FrankfurtEintracht Frankfurt – Kevin Trapp, Danny Vieira da Costa, Makoto Hasebe, David Ángel Abraham, Simon Falette (90m – Jetro Willems), Filip Kostić, Gelson Fernandes, Mijat Gaćinović, Sebastian Rode (85m – Lucas Torró), Luka Jović (76m – Gonçalo Paciência) e Ante Rebić

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida (79m – Jonas Gonçalves), Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes, Andreas Samaris (70m – Luís Fernandes “Pizzi”), Ljubomir Fejsa, Rafael “Rafa” Silva (72m – Eduardo Salvio), João Félix e Haris Seferović

1-0 – Filip Kostić – 37m
2-0 – Sebastian Rode – 67m

Cartões amarelos – David Ángel Abraham (74m), Simon Falette (78m) e Ante Rebić (83m); Jonas Gonçalves (90m)

Cartão vermelho – Bruno Lage (Treinador – 37m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

O “onze” escolhido por Bruno Lage para esta partida parecia denotar, por um lado, que o Benfica assumia a importância do jogo e da possibilidade de alcançar, uma vez mais, as meias-finais da Liga Europa, e, por outro, que a equipa pretenderia apresentar uma atitude positiva, em busca do (que se antecipava já viesse a ser imprescindível) golo e não apenas em defesa do resultado averbado na primeira mão.

Se esse desafio ficara marcado pela expulsão de um defesa da equipa germânica, o desta noite ficou indelevelmente manchado por um inexplicavelmente não sancionado fora de jogo, que resultaria no tento inaugural dos alemães. Um erro grave de arbitragem, a penalizar o Benfica, mas que não justifica tudo o que se passou, com a formação portuguesa a ter que assumir também as suas falhas e a titubeante abordagem exibida.

Como era expectável, o Eintracht entrou, logo desde início, a pressionar bastante, empurrando a equipa benfiquista para a sua zona defensiva. Ainda não estavam decorridos os dez minutos iniciais, e já Kostić ameaçava a baliza de Vlachodimos.

Passados os primeiros vinte minutos sem alteração no marcador, o Benfica, pese embora viesse revelando dificuldades em sair a jogar, com Seferović sem conseguir manter a posse de bola, terá começado a acreditar que o “pior” estaria passado e que seria possível manter o nulo no marcador, ou, pelo menos, fazer prolongar o mais possível essa situação.

Caminhava-se já para os 40 minutos, quando, em mais uma das muitas tentativas do Eintracht, que não deixara de insistir no ataque, Gaćinović, com um remate de fora da área, acertou no poste, ressaltando a bola para Kostić, claramente adiantado em relação à defesa benfiquista, o qual, beneficiando dessa posição irregular, inaugurou o marcador, perante um desamparado guardião contrário.

Um lance duplamente penalizador: não sendo ainda aplicado o “VAR” nesta fase da Liga Europa, os protestos de Bruno Lage valer-lhe-iam a expulsão…

Num final de primeira parte algo penoso, a turma portuguesa, completamente arredada de qualquer efectiva iniciativa de ataque (ou contra-ataque), aparentemente impotente para, sequer, procurar repartir o jogo, passava a estar dependente de um único golpe para perder a vantagem que levara de Lisboa.

A entrada para a segunda metade mostraria uma equipa com uma atitude completamente diferente, tendo o Benfica, nos minutos iniciais, criado dois bons lances de perigo, contudo, sem que tal se tivesse materializado em golo.

Primeiro, logo a abrir, com João Félix a progredir no terreno, descaído sobre o lado esquerdo, combinando com Gedson Fernandes, mas faltando alguém para dar a melhor sequência na área contrária, com Falette a antecipar-se no corte, que quase resultava… em auto-golo. Pouco depois, Samaris, com excelente abertura, a solicitar a desmarcação de Seferović, o qual, com um cabeceamento fraco, não seria, contudo, capaz de desfeitear o guarda-redes alemão.

Mas seria “sol de pouca dura”. Rapidamente o Benfica – hesitante entre assumir o ataque ou, numa atitude de “auto-preservação”, privilegiar a defesa – voltaria a recolher, caindo outra vez na armadilha de pensar que poderia manter a sua baliza a salvo, isto perante um opositor que parecia agora apresentar-se até menos exuberante no ataque.

Mas, de forma muito fria, os germânicos não precisariam de muitas oportunidades para chegar ao golo. Estávamos a meio da etapa complementar da partida quando – depois de uma boa defesa de Vlachodimos a remate de Gaćinović – Rode, liberto de marcação à entrada da área, obteve o golo que, num ápice, provocava uma reviravolta no sentido da eliminatória, passando imediatamente a posição do Benfica de vantagem a desvantagem.

Tarde demais, Bruno Lage arriscava então tudo, fazendo entrar Pizzi, Salvio e Jonas. Mas, o Benfica parecia jogar já algo em “desespero de causa”, sem a necessária serenidade e discernimento, nunca tendo chegado a criar real ameaça ao seu adversário.

O lance de maior “frisson” ocorreria a cinco minutos do final, quando Salvio rematou a bola contra a face externa do poste, mas a verdade é que o Benfica esteve sempre muito longe da baliza contrária.

Perante um adversário, que sendo de bom nível, não era, afinal, um “bicho papão”, e independentemente do grave prejuízo decorrente da falha de arbitragem, o Benfica tem de buscar em si próprio as razões para esta evitável eliminação. O desenrolar do jogo veio mostrar cabalmente o que não era difícil adivinhar: era mesmo necessário ter marcado em Frankfurt e, para tal, toda a abordagem ao jogo, atitude e comportamento dentro de campo deveria ter sido diferente, logo desde o apito inicial.

18 Abril, 2019 at 7:47 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de Final

Arsenal – Napoli – 2-0
Villarreal – Valencia – 1-3
Benfica – Eintracht Frankfurt – 4-2
Slavia Praha – Chelsea – 0-1

11 Abril, 2019 at 9:54 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de final – Benfica – E. Frankfurt

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Sébastien Corchia (66m – Luís Fernandes “Pizzi”), Rúben Dias, Jardel Vieira, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes, Andreas Samaris (85m – Andrija Živković), Ljubomir Fejsa, Franco Cervi, Rafael “Rafa” Silva (60m – Haris Seferović) e João Félix

Eintracht FrankfurtEintracht Frankfurt – Kevin Trapp, Makoto Hasebe, David Ángel Abraham, Martin Hinteregger, Obite Evan N’Dicka, Danny Vieira da Costa, Sebastian Rode (85m – Mijat Gaćinović), Gelson Fernandes, Filip Kostić, Ante Rebić (68m – Gonçalo Paciência) e Luka Jović (60m – Jonathan Alexander de Guzmán)

1-0 – João Félix (pen.) – 21m
1-1 – Luka Jović – 40m
2-1 – João Félix – 43m
3-1 – Rúben Dias – 50m
4-1 – João Félix – 54m
4-2 – Gonçalo Paciência – 72m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (82m); Luka Jović (4m), Ante Rebić (26m) e Makoto Hasebe (82m)

Cartão vermelho – Obite Evan N’Dicka (20m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Dois aspectos inegáveis deste jogo da 1.ª mão dos 1/4 de final da Liga Europa: a forma como a expulsão de N’Dicka, logo aos 20 minutos (tendo o Eintracht sido, paralelamente, sancionado com grande penalidade, de que resultou o tento inaugural do Benfica), condicionou o desenrolar do jogo, no tempo restante; o excelente resultado averbado pela equipa benfiquista, derrotando um adversário que seguia com uma magnífica série de 15 jogos consecutivos de invencibilidade (desde o final de 2018), tendo, aliás, triunfado nas últimas seis jornadas do campeonato alemão!

Em mais uma grande noite europeia do Benfica, frente a um adversário de grande poderio, actual 4.º classificado na “Bundesliga” e detentor do troféu da Taça da Alemanha (tendo derrotado na Final, o Bayern, por 3-1), destacou-se a magnífica exibição de um jovem de 19 anos, João Félix, a marcar um “hat-trick”, tendo ainda contribuído com a assistência para o outro golo da formação portuguesa.

Bruno Lage prosseguiu a sua política de rotação, fazendo descansar André Almeida, Ferro, Pizzi, Seferović e Jonas, e surpreendendo com a forma como dispôs o seu onze em campo, incluindo Gedson Fernandes, sem uma referência óbvia no ataque.

Com rápidas movimentações, o Benfica assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, mas a turma alemã mantinha “em sentido” a defesa contrária, com perigosos lances de contra-ataque, num início a “100 à hora”, sempre com os olhos na baliza contrária, de parte a parte.

Ainda numa fase relativamente prematura do desafio, aos 20 minutos, surgiu o momento capital da partida, precisamente devido à acção de Gedson Fernandes (depois de uma boa combinação de Samaris com João Félix, com este a lançar Gedson), a surgir isolado na grande área, cara a cara com o guarda-redes, sendo derrubado pelo defesa, do que resultaria a expulsão de N’Dicka e a grande penalidade que proporcionou o primeiro golo.

Até final do primeiro tempo, a equipa da casa poderia ter ampliado a marca, mas, ao invés, seria o conjunto de Frankfurt, que conseguia manter a sua pressão alta, a igualar a contenda, por Luka Jović (curiosamente, um avançado emprestado pelo Benfica ao clube germânico, mas que não retornará à Luz…), na sequência de uma comprometedora falha de Fejsa.

A reacção benfiquista não podia ser melhor, com João Félix, apenas três minutos volvidos, com um remate de excelente execução, de fora da área, a recolocar a sua equipa em vantagem.

O jogo estava bom, muito aberto, e, ainda antes do intervalo, haveria inclusivamente tempo para uma notável defesa do guardião Kevin Trapp, a impedir Franco Cervi de chegar ao golo, tendo, por outro lado, os portugueses passado por um pequeno susto, ao ver a bola anichar-se nas suas redes, num lance que, todavia, o árbitro invalidaria, por posição irregular, a interferir com a zona de acção de Vlachodimos.

E, se a primeira metade terminara em ebulição, o arranque da segunda metade não faria por menos, com o Benfica, sem baixar o ritmo, a ampliar para 3-1 logo aos cinco minutos, com Rúben Dias a dar a melhor sequência a um lance de pontapé de canto, após um primeiro desvio de cabeça de João Félix.

O conjunto teutónico vacilava, agora perdido nas marcações – tendo, por momentos, dado a sensação de estar “à deriva” – sem saber já muito bem se deveria privilegiar as acções defensivas ou continuar em busca de lances de contra-ataque.

Não surpreendeu, assim, que a turma benfiquista, chegasse, quase de imediato, ao quarto golo – terceiro da grande promessa do futebol português, que, na emoção do momento, não susteve as lágrimas, outra vez aproveitando o bom cruzamento de Grimaldo (que apontara o canto que estivera na origem do golo precedente) -, podendo mesmo antever-se que o marcador poderia não ficar por aí.

Visando aproveitar a alta rotação a que o jogo vinha sendo disputado, Bruno Lage apostaria então em Seferović, o qual, escassos minutos depois de entrar em campo, desperdiçou soberana ocasião para fazer o 5-1, tendo, a passe de João Félix, rematado forte, com Trapp a salvar a bola, com defesa de recurso, com a bota!

Porém, a lesão do lateral direito, Corchia, forçaria a “improvisar”, com o recuo de Gedson Fernandes para a defesa, tendo entrado Pizzi. A equipa portuguesa começava então a denotar alguma fadiga e dificuldade em controlar o jogo a meio campo.

Numa falha de marcação, Gonçalo Paciência, também recém-entrado na formação alemã, de cabeça, igualmente após um canto, antecipando-se entre Grimaldo e Jardel, bateria Vlachodimos, que talvez pudesse ter tentado mais alguma coisa…

O Benfica acabaria o jogo a gerir o resultado, optando por mão dar continuidade à estratégia de maior risco, que seguira nos primeiros 75 minutos.

Num balanço final, o que se pode dizer deste resultado? Que é bem positivo para o Benfica, muito melhor do que, porventura, seria expectável. Que, só por si, nada decide, implicando, muito possivelmente, a necessidade de a equipa portuguesa marcar em Frankfurt (recorde-se que o Eintracht ganhou já, na presente edição da prova, por 4-0 ao Olympique de Marseille e por 4-1 à Lazio e ao Shakthar Donetsk, tendo empatado a zero com o Inter – mas também não deixa de ser verdade que nenhum destes opositores tinha conseguido derrotar os alemães, muito menos marcar-lhes quatro golos…).

11 Abril, 2019 at 9:53 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/4 de Final e das 1/2 Finais

Napoli – Arsenal
Villarreal – Valencia
Benfica – E. Frankfurt
Slavia Praha – Chelsea

Os jogos desta eliminatória serão disputados a 11 e a 18 de Abril de 2018.

O alinhamento dos jogos das 1/2 finais encontra-se também já pré-definido, da seguinte forma:

Napoli/Arsenal – Villarreal/Valencia
Benfica/E. Frankfurt – Slavia Praha/Chelsea

15 Março, 2019 at 1:16 pm Deixe um comentário

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