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Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Barcelona – Benfica

Barcelona – Marc-André ter Stegen, Ronald Araújo (86m – Eric García), Gerard Piqué, Clément Lenglet (86m – Sergiño Dest), Jordi Alba, Frenkie de Jong, Sergio Busquets, Nicolás “Nico” González, Yusuf Demir (66m – Ousmane Dembélé), Pablo Gavira “Gavi” e Memphis Depay

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Gilberto Moraes, Julian Weigl, João Mário (59m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo (81m – Haris Seferović), Rafael “Rafa” Silva (70m – Valentino Lazaro), Everton Soares (70m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Roman Yaremchuk (59m – Darwin Núñez)

Cartões amarelos – Gerard Piqué (49m); Alejandro “Álex” Grimaldo (36m), João Mário (49m), Odysseas Vlachodimos (90m) e Adel Taarabt (90m)

Árbitro – Sergei Karasev (Rússia)

Se  nos ativermos à “última” imagem deste jogo – e será difícil, nos próximos tempos, esquecê-la – dir-se-ia que o Benfica perdeu uma flagrante ocasião de ganhar, em Camp Nou, ao Barcelona. Mas, na verdade, pelo que jogou, a equipa portuguesa não justificaria tal vitória; como, por outro lado, não posso (nem quero) enfileirar na espécie de “crucificação” a Seferović por tal inacreditável falhanço.

Fica até a ideia de que poderá ter tido, não uma, mas duas execuções técnicas defeituosas: primeiro, o que pareceu uma tentativa de remate (?) que não tenha saído “bem” (conforme seria pretendido), mas que resultou numa bola “picada” sobre Ter Stegen, a retirá-lo do lance; de imediato, e tendo a bola “escapado” demasiado, foi já algo “em esforço” que o suíço (apertado por um defesa contrário, a procurar fazer a “mancha”) a tentou rematar para a baliza (tocando-a apenas com a ponta da bota), acabando por sair ligeiramente ao lado do poste. Obviamente, ficou muito longe de se tratar de um exímio gesto técnico, mas, visto de fora, pode parecer muito mais fácil do que o que efectivamente teria sido.

A situação foi sobremaneira empolada, sobretudo pelas “infelizes” declarações – uma vez mais – de Jorge Jesus, confessando-se “arrasado” com essa falha (e o que ela significa), mas, ao mesmo tempo, destroçando animicamente o seu jogador, assim como, em paralelo, pelo contexto em que ocorreu (um lance no último minuto do período de compensação, que resultaria num triunfo ante o Barcelona, em Camp Nou, e, muito possivelmente, num passo determinante para o apuramento para os 1/8 de final da “Champions League”).

De facto, para além das palavras de circunstância prévias, o Benfica mostrou muito pouca ambição neste jogo, deixando transparecer, desde início, que o objectivo primordial seria o de evitar a derrota – que, a ter sucedido, o afastaria, imediatamente, da fase seguinte da competição.

Face a um Barcelona renovado, sobretudo pelo ânimo insuflado pela chegada de Xavi ao comando técnico, o Benfica passou a primeira hora a “ver jogar”, sem bola, perante o recuperar do famoso “tiki-taka” catalão, com enorme qualidade nas trocas de bola entre jovens talentos, como Nico González, Gavi ou Yusuf Demir.

Só depois desse período a equipa portuguesa conseguiria começar a libertar-se, ganhando dois cantos que levaram algum perigo à baliza contrária; o segundo deles, concluído por Otamendi, com um bom remate, a anichar a bola nas redes, seria invalidado por, alegadamente, na marcação do pontapé de canto, a bola ter desferido um arco, ultrapassando a linha de fundo, o que ninguém conseguirá atestar indubitavelmente – não tendo o VAR tido intervenção –, anotando-se o tempo decorrido entre o instante dessa suposta infracção e o epílogo da jogada.

Do outro lado, Demir rematara à trave, e Vlachodimos vira também já colocados à prova os seus reflexos, enquanto, à sua frente, a comandar todo o sector, o mesmo Otamendi ia fazendo a sua melhor exibição ao serviço do Benfica, limpando toda a zona defensiva, de forma exemplar, sem falhas, numa demonstração de personalidade, própria de quem tem já uma grande “rodagem” a este nível, de altíssima intensidade competitiva em termos internacionais, ao alcance de poucos.

Na segunda metade o Benfica começou por conseguir, de alguma forma, refrear o adversário, repartindo mais o jogo – viria inclusivamente a beneficiar de excelente oportunidade, com um forte remate de cabeça, mas que sairia enquadrado, “à figura”, de um atento Ter Stegen.

Até à entrada de Dembélé, que veio agitar as “águas”, colocando em apuros a asa esquerda da defesa benfiquista, à medida que, em simultâneo, o desgaste se começava a fazer sentir. As saídas de João Mário e, pouco depois de Rafa (mesmo que este tenha estado bastante aquém do que se poderia esperar, mais preocupado em defender do que nas suas habituais explosões em velocidade) vieram agravar ainda mais as dificuldades de contenção das investidas catalãs.

A par da soberba exibição do argentino, também o grego-alemão seria crucial para manter a baliza portuguesa em branco, com defesas à “queima-roupa” – tendo o Barcelona visto também um lance de golo não validado pelo árbitro, por fora de jogo.

Jorge Jesus saiu a chorar a vitória perdida… mas o Barcelona – uma equipa “em construção”, que se mostrou ainda algo “verde”, e distante dos níveis de confiança ideais – também se pode lamentar da sua falta de eficácia. Quando, nos minutos finais, arriscou tudo, abriu efectivamente espaços que um endiabrado Darwin podia ter aproveitado melhor (assistiu bem Seferović na tal falha incrível, mas não definiu da melhor forma noutra situação); o jogo acabaria, aliás, com Taarabt a não dar sequência a mais uma rápida transição ofensiva, preferindo congelar a bola.

No cômputo geral, um resultado que se pode considerar de algum modo ajustado face às efectivas oportunidades de que cada uma das equipas dispôs (ambas registaram três remates à baliza) e que – embora o Benfica fique dependente de terceiros (o Bayern “não pode” perder, em Munique, com o Barcelona) – poderá ter deixado, por paradoxal que pareça, mais perto do apuramento os portugueses (que, em paralelo, e desde já, mesmo no cenário menos favorável, garantiram a continuidade nas competições europeias), no pressuposto de que venham a vencer no último desafio, frente ao D. Kiev.

23 Novembro, 2021 at 10:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer, Benjamin Pavard, Nianzou Tanguy-Austin, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Alphonso Davies (64m – Omar Richards), Serge Gnabry (85m – Bouna Sarr), Leon Goretzka, Leroy Sané (72m – Thomas Müller), Joshua Kimmich (72m – Marcel Sabitzer), Kingsley Coman (64m – Jamal Musiala) e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Lucas Veríssimo, Jan Vertonghen, Felipe Silva “Morato”, João Mário (77m – Paulo Bernardo), Soualiho Meïté, Alejandro “Álex” Grimaldo (77m – Gonçalo Ramos), Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Rafael “Rafa” Silva), Everton Soares (64m – Diogo Gonçalves) e Roman Yaremchuk (64m – Darwin Núñez)

1-0 – Robert Lewandowski – 26m
2-0 – Serge Gnabry – 32m
2-1 – Felipe Silva “Morato” – 38m
3-1 – Leroy Sané – 49m
4-1 – Robert Lewandowski – 61m
4-2 – Darwin Núñez – 74m
5-2 – Robert Lewandowski – 84m

Cartões amarelos – Dayotchanculle “Dayot” Upamecano (51m) e Nianzou Tanguy-Austin (69m); Lucas Veríssimo (45m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Não há volta a dar: a sexta deslocação do Benfica a Munique traduziu-se na quinta goleada sofrida (duas vezes 1-4, outras duas vezes 1-5, e, agora, o 2-5) – apenas se salvou o jogo da temporada de 2015-16, com uma derrota por tangencial 0-1.

Mas, este duplo confronto com o Bayern (também com goleada sofrida no Estádio da Luz), passa a integrar, no seu agregado, um dos três piores registos de sempre da longa história europeia do Benfica: depois do somatório de 0-7 com o Basel em 2017-18 e de 1-8 com o Celta de Vigo em 1999-00, esta (2-9) foi apenas a terceira vez que a equipa portuguesa averbou uma desvantagem de 7 golos no conjunto dos dois jogos.

Sobre esta verdadeira Némesis da história do Benfica, o Bayern München, basta atentar que, em todo o seu historial europeu, só por dez vezes o emblema da Luz registou desvantagem superior a três golos no somatório das duas “mãos”, tendo quatro delas sido ante os bávaros: os 2-9 desta época sucedem-se ao 1-7 de 2018-19, aos 2-7 de 1995-96 e ao 1-5 de 1975-76 (isto, para além do 1-4 de 1981-82).

No total, doze jogos com o Bayern – agora o parceiro mais repetido nas lides europeias (ultrapassando os onze embates dos benfiquistas com o Manchester United) -, sem que o Benfica tivesse conseguido vencer uma única vez: o melhor foram três empates (dois nulos, em 1975-76 e em 1981-82, e o 2-2 de 2015-16), tendo perdido nove vezes (acumulando seis goleadas), com um score agregado de 9-35 em golos marcados e sofridos.

Posto tudo isto não se pode dizer que o resultado desta noite tenha sido algo de “anormal” ou de inesperado. O que, só por si, não deixa de constituir mais uma página muito negativa da história do Benfica, que, ainda uma vez mais, foi incapaz de evitar nova goleada.

Ficou por perceber cabalmente a ideia de Jorge Jesus para este jogo: se assumiu, à partida, que estava perdido; se, sobretudo, procurou preservar alguns jogadores em risco de exclusão do próximo (e determinante) encontro ante o Barcelona, casos de Otamendi, Weigl e Rafa (dando, também, descanso a Darwin); se acreditou que as entradas de Meïté, Pizzi e Everton poderiam de algum modo contribuir para interpretar a sua estratégia de “pressão alta”.

A verdade é que o Benfica até começou por ter uma entrada positiva em campo, com Pizzi a ameaçar a baliza de Neuer logo nos minutos iniciais, para, à passagem do quarto de hora, chegar mesmo ao “golo”, por Lucas Veríssimo, num lance que, contudo, não seria validado pelo “VAR”, por controversa deslocação (“milimétrica”?) de Pizzi.

Mas a estratégia, que passaria por procurar evitar uma aglomeração defensiva concentrada junto da grande área benfiquista, tinha também associados grandes riscos, ainda para mais perante um adversário deste calibre, que, com grande sentido prático, aproveitou os espaços que se geravam nas costas do meio-campo e da defesa para, rapidamente – outra vez, num curto espaço de apenas seis minutos -, sentenciar, em termos práticos, o desfecho do jogo, com os dois primeiros tentos.

Com uma linha defensiva “improvisada”, com Grimaldo impotente para travar Coman, enquanto Kimmich tinha grande liberdade de movimentos, para solicitar a profundidade de Gnabry e Sané, sucediam-se os lances de perigo para a baliza de Vlachodimos, que ia fazendo o melhor que podia.

Seria, pois, já “contra-a-corrente” que o Benfica conseguiria reduzir para 1-2, na sequência de um lance de bola parada, com Morato a dar, de cabeça, a melhor sequência a um cruzamento de Grimaldo. Tal pouco afectaria o Bayern, que teve ocasião para repor a diferença de dois tentos ainda no primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade, mas Vlachodimos, com boa intervenção, negaria o golo a Lewandowski.

O que, porém, não tardaria: logo a abrir a segunda metade, Sané apontava o terceiro ponto dos bávaros, para, pouco mais de dez minutos volvidos, aproveitando as facilidades concedidas, Lewandowski bisar, elevando a contagem para um já pesado 4-1, num típico lance de transição rápida, aproveitando o adiantamento da defesa benfiquista. Receou-se que o “placard” pudesse continuar a subir, tais as dificuldades do Benfica em suster a intensidade contrária.

As coisas como que “acalmariam” com as várias substituições operadas – sobretudo entre o minuto 64 e o 72 -, com Jesus a dar alguns minutos a Rafa e a Darwin, e o Benfica conseguiria mesmo marcar pela segunda vez, por intermédio do uruguaio, a finalizar uma excelente iniciativa individual de João Mário, dando um “nó” em Upamecano, retirando toda a oposição do seu caminho. Haveria ainda tempo para a estreia absoluta de Paulo Bernardo na equipa principal do Benfica.

Mas o jogo terminaria da “pior maneira” – a “cereja no topo do bolo” da humilhação -, com Neuer, com caminho livre, a sair da sua baliza e a fazer um lançamento longo para Lewandowski, em velocidade, a isolar-se, deixando para trás todos os adversários, chegando, sem dificuldade ao “hat-trick” no seu 100.º jogo na Liga dos Campeões. Por seu lado, o Bayern fechava com “chave de ouro” o seu jogo n.º 500 em competições internacionais (somando aos 493 encontros em provas europeias, os 3 na “Taça Intercontinental” e os 4 no “Campeonato do Mundo de clubes”).

Entretanto, com a vitória obtida pelo Barcelona em Kiev, o Benfica baixou ao 3.º lugar do grupo, dependendo agora a sua continuidade na prova de um resultado positivo (sendo indispensável, no mínimo, um empate) em Barcelona.

2 Novembro, 2021 at 10:51 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Bayern

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, André Almeida (40m – Diogo Gonçalves), João Mário (81m – Adel Taarabt), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (81m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (81m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (76m – Everton Soares)

BayernBayern München – Manuel Neuer, Benjamin Pavard (66m – Serge Gnabry), Niklas Süle, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Lucas Hernández (86m – Omar Richards), Kingsley Coman (86m – Jamal Musiala), Joshua Kimmich, Marcel Sabitzer (86m – Corentin Tolisso), Leroy Sané, Thomas Müller (77m – Josip Stanišić) e Robert Lewandowski

0-1 – Leroy Sané – 70m
0-2 – Everton Soares (p.b.) – 80m
0-3 – Robert Lewandowski – 82m
0-4 – Leroy Sané – 84m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (45m) e João Mário (51m); Dayotchanculle “Dayot” Upamecano (56m) e Lucas Hernández (59m)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Dêem-se as “voltas” que se quiser: o Benfica teve, esta noite, a pior derrota em casa (totaliza agora 29) de toda a sua história de mais de seis décadas nas competições europeias, apenas igualada (na diferença de golos) pelo 1-5 ante o Manchester United, em Março de 1966 (então, nos 1/4 de final da Taça dos Campeões Europeus).

Mais, foi apenas a terceira vez (em 219 desafios disputados em casa) que o Benfica sofreu mais de três golos no Estádio da Luz, em jogos das provas europeias (para além da derrota antes referida, também o desaire por 1-4, ante o Liverpool, em Março de 1984, igualmente nos 1/4 de final da Taça dos Campeões Europeus).

Nos dias que antecederam este encontro, foi crescendo a ideia de que vinha aí o “bicho-papão” (precisamente o reverso do que tinha sucedido no encontro anterior, com o Barcelona, em que se foi gerando como que uma convicção de que o Benfica seria favorito, o que, aliás, viria a confirmar)… e ele chegou mesmo.

É verdade que o Bayern dispõe de argumentos incomparavelmente superiores, que é uma autêntica máquina “trituradora”, que distribui goleadas a eito (e não só a nível nacional, numa “Bundesliga” que domina sem contestação há nove épocas consecutivas). Mas o Benfica pôs-se a jeito…

Logo de início a equipa portuguesa teve uma entrada assaz receosa, oferecendo por completo a iniciativa ao adversário, remetendo-se à zona da sua grande área, completamente subjugada pela velocidade imposta pela formação alemã, nomeadamente pelos corredores laterais, a contrastar de forma vincada com o ritmo “sonolento” dos benfiquistas, sem capacidade de reacção em “tempo útil”.

Nessa fase, só por casualidade o Benfica não começou de imediato a perder o jogo, o que se prolongaria pelo decurso da primeira metade, ora por ocasiões desperdiçadas pelos jogadores da equipa bávara, ora por intervenções “miraculosas” de Vlachodimos, bolas nos “ferros”, ou… pela intervenção do “VAR” (que não validaria dois lances em que a bola foi introduzida nas redes benfiquistas).

Ainda assim, há que dizê-lo, a equipa parece que foi animando com o perdurar do nulo, e teve um par de saídas para o ataque, uma delas em que esteve à beira de inaugurar o marcador, não fosse a fantástica intervenção de Neuer, por volta dos 40 minutos.

Ao intervalo ficava a sensação que era necessário acreditar mais, que seria possível procurar “jogar o jogo”, e, em paralelo, conceder ao sector defensivo algum momento de repouso, das várias fases de sufoco por que tinha passado.

Mas o Bayern voltou a entrar fortíssimo para a segunda parte, logo com Vlachodimos a defender com a ajuda do poste. O jogo estava “partido”, com o Benfica – mesmo sem conseguir prolongar os tempos de posse de bola – de quando em vez a procurar libertar-se do espartilho… e a conseguir chegar lá à frente.

A turma germânica já ameaçara marcar por duas ou três vezes, mas o Benfica teria outra soberana ocasião: num remate de Diogo Gonçalves, que levava “selo de golo”, Neuer voltava a fazer o que parecia impossível, mantendo a sua baliza inviolada.

Foi o “canto do cisne”… Frente a um adversário da mais elevada craveira a nível mundial não se podem desperdiçar oportunidades deste tipo, desaproveitamento que não fica sem “perdão”. “Quem não marca, sofre” e foi o que aconteceu.

Privada do seu treinador (retido no Hotel, tendo sido conhecido mais tarde que acusou positivo a teste à “COVID-19”), seriam os seus adjuntos a desferir a “machadada final”, com a entrada do “ultrasónico” Gnabry, que iria desmantelar por completo a organização defensiva contrária. O Benfica resistira estoicamente durante 70 minutos, mas o Bayern acabaria mesmo por chegar ao golo, na conversão de um livre, por Sané.

Nos dez minutos seguintes, procurou ainda o Benfica recompor-se desse “golpe psicológico”, mas o infeliz desvio de cabeça de Everton para a sua baliza arruinou mentalmente os seus companheiros. Num curtíssimo intervalo de apenas quatro minutos (entre os 80 e os 84), o Bayern marcava três golos e consumava a tão receada goleada, não tendo surtido qualquer efeito a tripla substituição no entretanto operada por Jorge Jesus.

Valeu que, nos poucos minutos que restavam, a turma alemã como que se mostrou “saciada”, não tendo, pois, dilatado ainda mais o que era um já pesadíssimo resultado.

Numa noite de múltiplos contrastes – entre o poderio de um e outro clube; o ritmo e a intensidade dos jogadores de uma e outra equipa dentro de campo; o atrevimento ofensivo do Benfica (numa tentativa de “pressão alta”) e as suas agudas deficiências e lacunas defensivas – perduram duas imagens bem contraditórias: o modo como ficou patente que, afinal, teria sido possível marcar frente ao Bayern; a par da forma como, qual “castelo de cartas”, a equipa ruiu por completo, em termos anímicos e físicos, entregando-se, como que desistindo do jogo, após o 2-0, culminando no tal desfecho extremamente negativo, que não deixa de envergonhar (a somar aos vários já averbados perante este mesmo adversário, em Munique), o qual, de alguma forma, se antecipava e que, também algo inexplicavelmente, não se conseguiu prevenir nem evitar.

20 Outubro, 2021 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Valentino Lazaro (45m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (75m – André Almeida), Rafael “Rafa” Silva (86m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (86m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (75m – Adel Taarabt)

Barcelona – Marc-André ter Stegen, Eric García, Gerard Piqué (33m – Pablo Gavira “Gavi”), Ronald Araújo, Sergi Roberto (89m – Óscar Mingueza), Frenkie de Jong, Sergio Busquets (68m – Nicolás “Nico” González), Pedro “Pedri” González (68m – Philippe Coutinho), Sergiño Dest, Luuk de Jong (68m – Anssumane “Ansu” Fati) e Memphis Depay

1-0 – Darwin Núñez – 3m
2-0 – Rafael “Rafa” Silva – 69m
3-0 – Darwin Núñez (pen.) – 79m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (33m), Rafael “Rafa” Silva (56m), Alejandro “Álex” Grimaldo (62m) e Julian Weigl (72m); Gerard Piqué (12m), Eric García (54m), Sergiño Dest (78m) e Nicolás “Nico” González (86m)

Cartão vermelho – Eric García (87m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Era preciso já recuar alguns anos para encontrar uma vitória do Benfica sobre um gigante do futebol europeu: 1-0 ao Borussia Dortmund em Fevereiro de 2017 (numa eliminatória da “Champions” que, na 2.ª mão, não deixou boas memórias); 2-1 no Vicente Calderón, frente ao At. Madrid, há precisamente seis anos (a 30 de Setembro); 2-1 à Juventus em Abril de 2014, nas meias-finais da Liga Europa.

Para encontrar uma vitória por três (ou mais) golos ante um desses colossos é necessário recuar ainda muito mais: 5-1 ao Feyenoord em Março de 1972; ou, igualmente, 5-1 ao Real Madrid em Fevereiro de 1965. Para encontrar uma (a única, até à data) vitória face ao Barcelona, teremos de regressar no tempo, até 31 de Maio de 1961 (há mais de 60 anos!), à final de Berna, na qual o Benfica se sagrou Campeão Europeu pela primeira vez.

Só isto já permitirá bem dar uma noção da grandeza do feito alcançado pelo Benfica esta noite. É verdade que foi obtido ante uma equipa do Barcelona a atravessar uma enorme crise, desfalcada de Messi, e, porventura ainda mais importante que isso, forçada, por motivos financeiros, a reestruturar o seu plantel, recorrendo à sua formação. Mas o Benfica teve o grande mérito de, em mais uma gloriosa noite europeia, materializar – de forma categórica – o seu “favoritismo” (de que muitos desconfiámos) para este jogo.

As coisas não poderiam ter começado melhor (para o Benfica), nem pior (para um Barcelona, por estes dias, a duvidar imenso de si próprio): estavam apenas completos os dois minutos iniciais quando Darwin, no seu jeito muito “em força”, rompeu a defesa contrária, descaído sobre o lado esquerdo, ultrapassando um frágil Eric García, antes de se internar ligeiramente e rematar junto ao poste mais próximo, sem hipótese de defesa para Ter Stegen. O Benfica entrava a ganhar e adquiria, desde logo, um fantástico suplemento anímico, a reforçar a sua confiança.

Não obstante, no imediato, o Barcelona não se descompôs, assumindo até o controlo da posse de bola, evidenciando a qualidade individual dos seus jogadores, em especial Frenkie de Jong e, sobretudo, Pedri, fazendo a equipa portuguesa sofrer durante bastantes largos minutos. A turma catalã criou, pelo menos, três soberanas ocasiões para marcar, mas a desinspiração de Luuk de Jong, a par da grande concentração de Lucas Veríssimo, proporcionaram que a baliza benfiquista se mantivesse inviolada. Um período em que o Benfica foi feliz, com a sorte do jogo pelo seu lado.

Entretanto Piqué, já a começar a acusar alguma natural veterania, vira, logo aos 12 minutos, um cartão amarelo, tendo beneficiado do indulto do árbitro, que lhe poupou, ainda antes da meia hora de jogo, o segundo amarelo e consequente expulsão. Koeman, avisado, retirou-o de campo logo aos 33 minutos, optando por fazer baixar Frenkie de Jong para o eixo da defesa. Tal revelar-se-ia um fulcral erro estratégico.

Privado da influência do neerlandês na condução da manobra da equipa na zona nevrálgica do meio-campo, o Barcelona possibilitaria então ao Benfica começar a “ter bola”, com a dupla Weigl-João Mário em destaque, procurando explorar a potência física de Darwin, no ataque à profundidade, assim como a velocidade de Rafa, a baralhar a defesa contrária. Numa saída intempestiva de Ter Stegen da baliza, o uruguaio contornou o guardião, mas, de bastante longe e com ângulo apertado, mais não conseguiu que rematar à base do poste.

Koeman voltaria a ser infeliz quando, precisamente a meio da segunda parte, optou por fazer uma tripla substituição, em simultâneo, fazendo sair de campo um já muito desgastado Pedri. Os três substitutos não tinham entrado há mais de um minuto, portanto, procurando ainda posicionar-se no terreno, quando o Benfica ampliou a vantagem: João Mário, à entrada da área, contemporizou, tabelando no momento preciso com Yaremchuk, que lhe devolveu a bola de imediato; João Mário rematou, mas Ter Stegen fez a mancha, rechaçando a bola para a zona central, onde, muito oportuno, Rafa, de primeira, não perdoou, desferindo um míssil teleguiado para o fundo da baliza. O Barcelona estava derrotado.

Dez minutos volvidos, um subtil contacto de Dest com o braço na bola foi sancionado com grande penalidade, que Darwin, imperturbável, converteu no terceiro tento benfiquista. Estava consumada a goleada. A finalizar mais uma noite terrível, a formação da Catalunha ficaria reduzida a dez elementos, mas já não havia tempo para mais.

O Benfica, que teve, esta noite, a possibilidade de exponenciar as suas maiores qualidades – e beneficiando da inconsistência exibicional do adversário -, vencia de forma incontestável, por números expressivos, ante um Barcelona, com jogadores de indiscutível qualidade, mas que – repleto de equívocos tácticos, apresentando-se de forma desorganizada e em enorme crise de confiança – necessitará de muito trabalho para se poder constituir numa efectiva equipa.

29 Setembro, 2021 at 9:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – D. Kyiv – Benfica

D. Kyiv – Denys Boyko, Tomasz Kędziora, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Vitaliy Mykolenko, Viktor Tsyhankov (76m – Oleksandr Karavaev), Serhiy Sydorchuk, Mykola Shaparenko, Carlos de Peña (76m – Benjamin Verbič), Vitaliy Buyalskiy e Ilya Shkurin (59m – Denys Harmash)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Felipe Silva “Morato”, Gilberto Moraes (59m – Valentino Lazaro), João Mário (85m – Adel Taarabt), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (90m – Luís Fernandes “Pizzi”), Everton Soares (59m – Nemanja Radonjić) e Roman Yaremchuk (59m – Darwin Núñez)

Cartões amarelos – Serhiy Sydorchuk (52m), Illia Zabarnyi (73m) e Denys Harmash (82m); Rafael “Rafa” Silva (21m), Roman Yaremchuk (44m) e Julian Weigl (71m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

No regresso à Liga dos Campeões, num grupo com dois “tubarões”, o Benfica tinha em Kiev um primeiro confronto com um rival “directo”, do qual era fundamental sair com um resultado positivo.

E a verdade é que a equipa benfiquista – confirmando a sua superioridade sobre o adversário – evidenciou uma boa atitude, assumindo a iniciativa, tendo sido sempre quem mais procurou o golo… e a vitória.

Mas também é verdade que, neste caso concreto, nem sequer se poderá falar de falta de eficácia; simplesmente, a formação portuguesa – pese embora os números avassaladores em termos de posse de bola, a rondar os 70% (!) – praticamente não conseguiu criar efectivas oportunidades de golo, perante um opositor que abdicou de jogar o jogo pelo jogo, remetendo-se à sua zona defensiva, procurando apostar na possibilidade de transições rápidas.

Com liberdade de acção logo a partir da zona intermediária do meio-terreno contrário, mas falho de velocidade, o ataque benfiquista esbarrava sistematicamente no bloqueio defensivo ucraniano. Rafa ia procurando alternativas, criando alguns desequilíbrios, mas nunca encontrou a solução, voltando a pecar na definição.

No final da primeira metade um único remate à baliza a registar, por Yaremchuk, com o guardião contrário com intervenção a dois tempos. Logo na fase inicial, na sequência de um livre, o D. Kiev tivera também a sua única ocasião de perigo, para defesa atenta de Vlachodimos.

Após o reatar da partida, novo duelo entre Yaremchuk e Boyko, infrutífero para as cores benfiquistas. Decidindo mexer na equipa, relativamente cedo (ainda antes da hora de jogo), com uma tripla substituição, Jesus procurava dar maior intensidade à sua frente de ataque, mas a aposta saiu claramente falhada, perante a ausência de espaço decorrente da concentração de elementos da turma ucraniana nas imediações da linha de grande área.

Já algo conformado com o resultado, o Benfica passaria por dois grandes sustos, já em período de compensação: primeiro, com uma bola a embater na trave da baliza de Vlachodimos (e que ressaltaria ainda para o poste, pese embora na sua face externa); logo depois, Shaparenko, a conseguir isolar-se e a fazer mesmo a bola ultrapassar o risco fatal… valeu a intervenção do “VAR” a chamar a atenção para uma situação de fora-de-jogo, do homem que fez o cruzamento para tal remate.

Estes minutos derradeiros acabariam por deixar uma imagem algo errónea do que fora quase todo o resto do encontro. A exibição da equipa portuguesa foi positiva durante a maior parte do tempo; o resultado não foi o pretendido, ficando a ideia – perante a larga supremacia exercida a nível de controlo de jogo – que se desperdiçou boa oportunidade de somar uma primeira preciosa vitória, mas, do “mal o menos”…

14 Setembro, 2021 at 9:55 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – PSV Eindhoven – Benfica

PSV EindhovenPSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene (89m – Ryan Thomas), André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (70m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (70m – Armindo Bangna “Bruma”), Chukwunonso “Noni” Madueke (70m – Yorbe Vertessen), Cody Gakpo e Eran Zahavi

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (61m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo (32m – exp.), Felipe Silva “Morato”, João Mário (74m – Everton Soares), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Adel Taarabt (54m – Jan Vertonghen), Rafael “Rafa” Silva (74m – Soualiho Meïté) e Roman Yaremchuk (61m – Gonçalo Ramos)

Cartões amarelos – Olivier Boscagli (64m), André Ramalho Silva (85m) e Ryan Thomas (90m); Lucas Veríssimo (8m), João Mário (66m), Gonçalo Ramos (82m) e Odysseas Vlachodimos (90m)

Cartão vermelho – Lucas Veríssimo (32m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

O objectivo essencial – apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões – foi conseguido, a muito custo, por uma equipa que, em momento de grande dificuldade, se mostrou bastante solidária.

Mas foi um resultado obtido num limiar muito ténue entre o sucesso e o fracasso. No conjunto das duas mãos, o factor “sorte” revelou-se de excessiva preponderância, demasiada para que se possa rejubilar com o êxito obtido.

Em Eindhoven, neste jogo da 2.ª mão em particular – e depois de o Benfica se ter visto em inferioridade numérica, decisivamente condicionado na sua actuação -, foram quatro os factores que conduziram ao desfecho pretendido: sorte; outra noite inspirada de Vlachodimos; a forma como Jesus soube reagir à contrariedade; conjugado com um estilo de jogo estereotipado do PSV, incapaz de tornear uma barreira defensiva que, no último quarto de hora, chegou a ser constituída por uma linha de seis elementos agrupados na faixa central do terreno, com outros dois apenas poucos metros mais à frente, e só Gonçalo Ramos mais próximo da linha de meio-campo!

Desde início, a equipa da casa desde logo procurou impor alta intensidade, com pressão muito forte, empurrando o Benfica para o seu sector mais recuado, mas – para além do primeiro amarelo a Lucas Veríssimo, logo ao oitavo minuto – não extrairia qualquer efeito prático, com o lance de maior “perigo” a ser um remate à malha lateral da baliza.

Numa das raras ocasiões em que conseguiu ensaiar o contra-ataque o Benfica até tinha criado a melhor oportunidade, com Rafa a rematar com perigo, mas a bola a embater num opositor, acabando por sair por cima. Até que surgiu – demasiado cedo, condenando a equipa a jogar mais de uma hora em situação desvantajosa – o segundo cartão para o central benfiquista, imprudente na abordagem a um lance na zona intermediária, saltando e atingindo o adversário com o cotovelo.

Jesus começou por resistir à tentação de alterar de imediato a equipa em campo, recompondo a defesa com a baixa de Weigl. Só já à passagem dos 10 minutos do segundo tempo, assumiria definitivamente a opção pela defesa porfiada da sua baliza, trocando Taarabt – cuja entrada em campo, de início, de alguma forma surpreendera e “confundira” o PSV – por Vertonghen, ainda algo condicionado pela recente lesão.

Até final, estiveram em grande evidência, Weigl, o elemento mais lúcido e com maior inteligência emocional da equipa, Otamendi, a comandar a defesa, e, sobretudo, Vlachodimos, obviamente determinante, com pelo menos três intervenções a evitar o golo que se adivinhava, a defender in-extremis, por instinto, com os pés, a remates quase à “queima-roupa”.

E voltamos à sorte do jogo – para além da dose necessária de felicidade que um guarda-redes sempre necessita quando “faz a mancha” -, quando, com 63 minutos, Zahavi, com a baliza completamente à sua mercê, a curta distância, acertou na trave… quase um “milagre”.

A partir desse lance, e, principalmente, dos 70 minutos, sentiu-se como que um ascendente psicológico do Benfica, com o tempo a começar, então, a correr a seu favor, mesmo de que forma “demasiado lenta”.

À medida que os minutos avançavam e que o PSV não conseguia desbloquear o jogo, começou a ficar patente a sua falta de soluções, perante uma extremamente bem afinada linha defensiva de seis, com a equipa de Eindhoven a não saber aproveitar o espaço concedido pelo Benfica nas faixas laterais, incapaz de furar aquela muralha.

A formação dos Países Baixos evidenciou ser muito forte fisicamente, assumindo o controlo e a iniciativa do jogo (nas duas mãos), tem bons executantes tecnicamente… mas faltou-lhe qualquer coisa extra.

Foi uma vitória (empate, neste jogo) do tipo “sangue, suor e lágrimas”. O Benfica atinge, pela 11.ª vez nos últimos 12 anos (14.ª nos últimos 17 – apenas tendo falhado em 2008-09, 2009-10 e 2020-21), a fase de Grupos da Liga dos Campeões. Mas vai ter de elevar o seu nível competitivo para enfrentar os desafios que se antecipam, dada a sua posição no “3.º pote” do sorteio…

24 Agosto, 2021 at 10:05 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – Benfica – PSV Eindhoven

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Diogo Gonçalves (71m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo, Felipe Silva “Morato”, Julian Weigl (71m – Everton Soares), João Mário (86m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (71m – Soualiho Meïté), Rafael “Rafa” Silva e Roman Yaremchuk (71m – Gonçalo Ramos)

PSV EindhovenPSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene, André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (64m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (64m – David “Davy” Pröpper), Chukwunonso “Noni” Madueke (71m – Armindo Bangna “Bruma”), Cody Gakpo e Eran Zahavi (89m – Yorbe Vertessen)

1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 10m
2-0 – Julian Weigl – 42m
2-1 – Cody Gakpo – 51m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (58m), Rafael “Rafa” Silva (61m), André Almeida (75m), Soualiho Meïté (86m), Jorge Jesus (Treinador – 90m) e Gonçalo Ramos (90m); Wulfert “Marco” van Ginkel (57m) e Armando Obispo (88m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Indo directo ao assunto: foi um resultado bem lisonjeiro o que o Benfica conseguiu obter, somando a sua quinta vitória consecutiva em outros tantos desafios disputados neste arranque de época (tendo marcado, sempre, dois golos em cada jogo), impondo ao PSV a primeira derrota, após uma sucessão de seis triunfos (quatro deles nas eliminatórias anteriores desta competição europeia).

Se os benfiquistas podiam ter ficado apreensivos com a excessivamente perdulária exibição ante o Arouca, esta noite a equipa portuguesa atingiu excelente índice de eficácia.

Desde logo, entrando praticamente a ganhar, aos 10 minutos, numa fase em que ainda não tinha criado qualquer situação de perigo, com Rafa a surgir, muito oportuno, mesmo que com um remate algo enrolado, mas a desviar a bola do alcance do guardião contrário, a cruzar a linha de baliza junto ao poste mais distante.

E, não obstante, a formação de Eindhoven até começara por dividir a tentativa de controlo de jogo, assumindo mesmo – praticamente desde início – preponderância em termos de tempo de posse de bola. O que, naturalmente, se intensificaria a partir do momento em que se viu em desvantagem no marcador.

O jovem Madueke era um “perigo público”, para o qual Grimaldo não conseguia arranjar antídoto, sendo os sucessivos cruzamentos desfeitos por um atento Otamendi, bem auxiliado por Lucas Veríssimo e por Morato. E, quando estes não chegavam, Vlachodimos diria “presente”, com uma notável intervenção, a opor-se a remate, de fora da área, de Gakpo. Por seu lado, o Benfica revelava grande dificuldade na procura de aproveitar possíveis lances de transição.

Seria, pois, contra a tradicionalmente denominada “corrente do jogo” que a turma da casa viria, praticamente a fechar a primeira metade, a ampliar a contagem. Um remate potente de Lucas Veríssimo obrigou Drommel a apertada defesa para canto, na sequência do qual, Otamendi começaria por fazer o cabeceamento, sobrando a bola para Weigl, liberto de marcação, que teve todo o tempo para a empurrar para a baliza.

A etapa complementar seria ainda mais intensa, com a equipa dos Países Baixos a forçar o ritmo, levando por várias vezes o perigo até à área contrária. O PSV ameaçava, Vlachodimos, por instinto, voltaria ainda a adiar o inevitável, até que Gakpo acabaria mesmo por marcar, com pouco mais de cinco minutos decorridos.

A pressão era enorme; parecia adivinhar-se o tento do empate… que só não surgiria devido à inspirada actuação do guardião benfiquista, sendo que até Rafa seria chamado a um corte providencial.

Fazendo operar quatro substituições em simultâneo – de tal forma confusa que até se chegou a hesitar se poderiam efectivamente ocorrer todas ao mesmo tempo, o que provocou uma paragem no jogo de quase dois minutos -, Jorge Jesus procurava minorar o diferencial de capacidade física entre as duas equipas, com o Benfica a parecer não dispor de “gás” para jogar 90 minutos ao ritmo imposto pelo PSV.

Seria preciso sofrer ainda bastante, nos derradeiros minutos, pese embora o adversário viesse denotando também menor lucidez à medida que o jogo se aproximava do final.

O resultado acabaria por não se alterar, mas fica a incógnita sobre qual o perfil que poderá ter o jogo da 2.ª mão: tendo de defender uma vantagem tangencial – mesmo que, a partir desta época, sem aplicação do tradicional factor de desempate dos golos marcados fora – será o Benfica capaz de suster o ímpeto adversário? Ou, idealmente, poderá até vir porventura a beneficiar de ainda maior exposição ao risco por parte do grupo de Eindhoven?

18 Agosto, 2021 at 9:59 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Spartak Moskva

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen (45m – Felipe Silva “Morato”), Diogo Gonçalves (77m – Gilberto Moraes), João Mário, Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (86m – Adel Taarabt) e Gonçalo Ramos (64m – Roman Yaremchuk)

Spartak MoskvaSpartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Georgi Dzhikiya, Samuel Gigot, Ayrton Lucas Medeiros, Nail Umyarov (65m – Alex Král), Roman Zobnin, Aleksandr Lomovitski, Zelimkhan Bakaev (65m – Reziuan Mirzov), Jordan Larsson (81m – Mikhail Ignatov) e Ezequiel Ponce (81m – Aleksandr Sobolev)

1-0 – João Mário – 58m
2-0 – Samuel Gigot (p.b.) – 90m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (16m) e Julian Weigl (71m); Aleksandr Lomovitski (25m) e Jordan Larsson (68m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Em completo contraponto ao que se verificara na época anterior, foi de absoluta tranquilidade a passagem do Benfica pela 3.ª eliminatória prévia de acesso à “Liga dos Campeões”. Depois do categórico triunfo obtido em Moscovo, não houve o menor indício de que pudesse vir a suceder alguma surpresa nesta 2.ª mão.

No regresso do público ao Estádio da Luz – desde Março de 2020, apenas havia sido efectuada uma experiência, na recepção ao Standard de Liège, no final de Outubro, então com acesso limitado a menos de 5.000 adeptos -, tendo contado com mais de 15.000 espectadores nas bancadas (com certificado de vacinação ou de teste negativo à “COVID-19”), o Benfica repetiu o desfecho da partida disputada na Rússia, selando o apuramento para a fase seguinte com um score agregado de 4-0, o qual poderia ter sido ainda mais dilatado.

E isto apesar de o Benfica não ter feito uma grande exibição, nem sequer ter beneficiado de tantas oportunidades como na semana passada.

O técnico da equipa russa, Rui Vitória, optou por privilegiar a acção defensiva, procurando bloquear as investidas adversárias, na expectativa de que um hipotético golo a favor do Spartak pudesse ainda fazer duvidar o seu opositor. Mas, se tal estratégia permitiu suster as ofensivas benfiquistas, revelar-se-ia absolutamente estéril em termos de criação de lances de perigo, com Vlachodimos a ser pouco mais que um “espectador”.

O Benfica voltou a exercer flagrante superioridade em termos de posse de bola e de domínio territorial, empurrando o grupo russo para o seu meio-campo. E, confirmando o ditado, “água mole em pedra dura…”, a formação portuguesa acabaria mesmo por chegar ao(s) golo(s): primeiro, com Rafa a combinar com Diogo Gonçalves, acabando por ser João Mário, na recarga, a abrir o activo; já em período de compensação, o estreante Yaremchuk rematou, com a bola aparentemente desenquadrada da baliza, mas a tabelar em Gigot.

Conjugando o mérito próprio com algum demérito alheio – o Spartak revelou-se um adversário muito acessível, completamente inofensivo – o Benfica garantiu o apuramento para o play-off com grande segurança defensiva (mantendo a sua baliza a “zeros”), que terá de estar no seu máximo, perante um ameaçador PSV Eindhoven (já com quatro triunfos em quatro jogos nas eliminatórias prévias desta temporada, frente a Galatasaray e Midtjylland, brindados, respectivamente, com sete e quatro golos).

10 Agosto, 2021 at 9:51 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Spartak Moskva – Benfica

Spartak MoskvaSpartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Samuel Gigot, Georgi Dzhikiya, Ayrton Lucas Medeiros, Roman Zobnin (59m – Mikhail Ignatov), Jorrit Hendrix (77m – Ezequiel Ponce), Nail Umyarov, Zelimkhan Bakaev (68m – Victor Moses), Jordan Larsson (77m – Alex Král) e Aleksandr Sobolev

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves (65m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (84m – Gil Dias), Luís Fernandes “Pizzi” (65m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (83m – Adel Taarabt) e Haris Seferović (37m – Gonçalo Ramos)

0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 51m
0-2 – Gilberto Moraes – 74m

Cartões amarelos – Aleksandr Sobolev (33m) e Mikhail Ignatov (87m); Jan Vertonghen (48m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Com uma exibição bastante bem conseguida em jogo inaugural de temporada, o Benfica impôs-se categoricamente ao Spartak de Moscovo, equipa que denotou debilidades, acabando mesmo por, de alguma forma, se desestruturar após ter sofrido o primeiro golo.

Ao longo de toda a partida, a turma portuguesa foi sempre claramente superior, instalando-se no meio campo adversário, não concedendo margem de manobra para que o Spartak pudesse sequer ameaçar a zona defensiva portuguesa.

Por seu lado, para além dos dois golos marcados, o Benfica ficou ainda a dever a si próprio mais um par de boas ocasiões (com uma entrada muito afirmativa, logo no quarto de hora inicial, para além de poder ter também selado já o desfecho da eliminatória na fase final desta 1.ª mão), assim como apresentou motivos de queixa da arbitragem, a não sancionar lance passível de grande penalidade.

Apostando na estabilidade no “onze” inicial, face ao que apresentara nas provas europeias na época passada, a nota de principal realce foi a forma como João Mário se integrou no grupo, formando boa parceria com Weigl.

A primeira etapa desta fase de qualificação para a Liga dos Campeões parece praticamente decidida, salvo alguma espécie de “hecatombe”, a premiar uma atitude bem mais positiva do que a demonstrada em idêntica fase da temporada anterior.

4 Agosto, 2021 at 11:53 pm Deixe um comentário

I Liga – 2020-21 – Classificação final

     Equipa             J     V     E     D    GM   GS     P
 1.º Sporting          34    26     7     1    65 - 20    85
 2.º FC Porto          34    24     8     2    74 - 29    80
 3.º Benfica           34    23     7     4    69 - 27    76
 4.º Sp. Braga         34    19     7     8    53 - 33    64
 5.º Paços Ferreira    34    15     8    11    40 - 41    53
 6.º Santa Clara       34    13     7    14    44 - 36    46
 7.º V. Guimarães      34    12     7    15    37 - 44    43
 8.º Moreirense        34    10    13    11    37 - 43    43
 9.º Famalicão         34    10    10    14    40 - 48    40
10.º B SAD             34     9    13    12    25 - 35    40
11.º Gil Vicente       34    11     6    17    33 - 42    39
12.º Tondela           34    10     6    18    36 - 57    36
13.º Boavista          34     8    12    14    39 - 49    36
14.º Portimonense      34     9     8    17    34 - 41    35
15.º Marítimo          34    10     5    19    27 - 47    35
16.º Rio Ave           34     7    13    14    25 - 40    34
17.º Farense           34     7    10    17    31 - 48    31
18.º Nacional          34     6     7    21    30 - 59    25

Campeão – Sporting – Entrada directa na Fase de Grupos da Liga dos Campeões
2.º classificado – FC Porto – Entrada directa na Fase de Grupos da Liga Campeões
3.º classificado – Benfica – 3.ª elimin. acesso à Fase Grupos da Liga Campeões
4.º classificado – Sp. Braga – Entrada directa na Fase de Grupos da Liga Europa
5.º classificado – Paços FerreiraPlay-off  acesso F. Grupos “Conference League”

6.º classificado – Santa Clara – 2.ª elimin. acesso F. Grupos “Conference League”

Despromovidos – Farense e Nacional
Promovidos – Estoril + Vizela/Arouca
Play-off de manutenção/promoção – Rio Ave (I); Vizela/Arouca/Académica (II)

Melhores marcadores:

1. Pedro Gonçalves (Sporting) – 23
2. Haris Seferović (Benfica) – 22
3. Mehdi Taremi (FC Porto) – 16

Palmarés – Campeões:

Benfica (37) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17; 2018-19

FC Porto (29) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18; 2019-20

Sporting (19) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02; 2020-21

Belenenses (1) – 1945-46

Boavista (1) – 2000-01

19 Maio, 2021 at 11:38 pm Deixe um comentário

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