Posts filed under ‘Tomar’
O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 02.04.2026)
Ao contrário do sucedido na semana anterior, desta feita todos os cinco primeiros da pauta classificativa saíram vencedores dos respectivos desafios, mesmo que, em alguns jogos, os triunfos tenham sido “arrancados a ferros” (em especial nos casos do Mação e do Torres Novas), não se podendo, aliás, dizer que algum deles tenha tido vida facilitada. Tudo “ficou na mesma”, excepto que passa a faltar menos uma jornada para o termo do campeonato, agora já com mais de metade da segunda volta cumprida, a entrar em contagem decrescente, para as sete rondas finais.
Por outro lado, enquanto o Fazendense se desembaraçou de mais um adversário em terreno alheio, os seus principais concorrentes na luta pelo título ficaram com menos um jogo em casa – pese embora até seja o grupo das Fazendas quem terá ainda mais deslocações a realizar (a Tomar, em partida em atraso; e ao Cartaxo, Entroncamento, Pontével e Amiais de Baixo); tendo o Mação de ir ainda a Tomar, Ourém e Coruche; e, a AREPA, com visitas a Alcanena, Mação e Ourém.
Destaques – A primeira nota de destaque vai, precisamente, para a vitória, averbada de modo categórico, goleando por 4-1, do Fazendense em Alpiarça, não obstante o nulo tivesse subsistido até ao intervalo. Um golo logo a abrir a segunda parte desbloqueou a contenda, tendo o líder chegado a 3-0, antes de, já nos minutos derradeiros, cada uma das equipas ter ainda marcado. Essa foi, também, uma das particularidades desta 23.ª ronda, com uma catadupa de golos no último quarto de hora (do total de 26 golos apontados, só seis haviam sido obtidos no primeiro tempo).
Bem mais difícil foi o triunfo do Torres Novas em Ourém, mercê de um solitário tento, mesmo ao “cair do pano”, quando se antecipava já que o nulo poderia prevalecer. Os torrejanos, continuando a realizar boa campanha, não desarmam na disputa por um lugar no pódio.
Também o Alcanenense foi a Tomar somar mais três pontos, firmando a 5.ª posição, beneficiando amplamente de apenas o Abrantes e Benfica ter também vencido, de entre as (onze) equipas que se posicionam abaixo na tabela. Num desafio bastante repartido, o conjunto de Alcanena só logrou chegar ao golo igualmente já dentro dos últimos dez minutos, e num lance de contra-ataque.
E, por curiosidade, os forasteiros até poderiam ter marcado logo no primeiro minuto, tendo, na metade inicial, rematado por duas vezes aos ferros da baliza tomarense. Recompondo-se, os unionistas obrigariam o guardião contrário a intervenções apertadas, para preservar as suas redes. Na segunda metade, a toada não se alterou substancialmente, com ocasiões de parte a parte, mas outra vez com o guarda-redes José Guilherme em maior destaque. Numa partida cujo desfecho poderia ter pendido para qualquer dos lados, talvez a repartição de pontos se pudesse ajustar.
Realce, por fim, para o entretido encontro entre Tramagal e Entroncamento AC, que se saldou por um empate a três golos, numa jornada em que três dos quatro últimos classificados somaram mais um “pontinho”, em qualquer caso, magro pecúlio face às respectivas necessidades – quando cresce o risco de poderem vir a ser quatro os clubes a despromover ao escalão secundário, no cenário em que Fátima e Samora Correia não consigam alcançar a manutenção no Nacional.
Os tramagalenses marcaram primeiro, tendo a turma da cidade ferroviária operado reviravolta ainda antes do descanso. No segundo tempo, seriam os donos da casa a passar o resultado de 1-2 para 3-2, acabando o Entroncamento AC por vir a repor a igualdade, já mesmo a findar a partida.
Surpresa – Não seria previsível, atendendo ao desempenho das duas equipas, que o Riachense conseguisse pontuar em Coruche, onde manteve o nulo até final. Com o Tramagal (que conta só cinco pontos – quatro deles nos últimos três jogos) prestes a ter a confirmação matemática da descida, o grupo dos Riachos (penúltimo) reduziu a um ponto a diferença face ao Cartaxo, continuando a três do Entroncamento AC, e – porventura inacessível – a nove do Pontével (12.º).
Confirmações – Os restantes três encontros registaram desfechos que confirmaram o favoritismo dos visitados, mas em que, numa das situações, a surpresa pareceu poder estar à espreita.
O caso mais simples foi o do Abrantes e Benfica, que goleou, com naturalidade, o Cartaxo, por 5-0 (2-0 ao intervalo), no que constitui a 11.ª derrota sucessiva dos cartaxeiros, cada vez mais ameaçados pela descida à II Divisão, não se afigurando provável que adreguem vir a recuperar.
No Porto Alto, a turma local impôs-se, também de acordo com a lógica, por 3-1 (com um “hat-trick” do melhor marcador do campeonato, Filipe Cabaço, que soma já 16 golos), ante o Pontével, que apenas obteve um ponto nas seis rondas mais recentes. Tal como ocorreu em Alpiarça, também neste jogo se chegou ao final da primeira parte sem golos. Depois de inaugurado o “placard”, a diferença mínima subsistiria ainda durante largo período, até à aceleração final: o 2-0 ao abeirar-se o último quarto de hora, e, igualmente, ainda um golo para cada emblema até final.
Resta tratar do Mação-Amiense, em que os donos da casa foram para o descanso em desvantagem, vendo complicar-se sobremaneira a sua tarefa, perante um oponente que tinha sido derrotado uma única vez nesta segunda volta (em casa, ante o Alcanenense). E o espectro de um inesperado desaire subsistiu até próximo do fim, altura em que os maçaenses, num último “forcing”, alcançaram, com dois golos de rajada (aos 83 e 84 minutos), a reviravolta, vindo ainda, já em tempo de compensação, a confirmar o triunfo, ampliando a contagem para 3-1. Perante as (grandes) dificuldades, o grupo local deu cabal “prova de vida”, mantendo-se colado à liderança.
II Divisão Distrital – Tal como na I Divisão, também os clubes de topo da tabela das duas séries saíram vitoriosos, pese embora com graus de dificuldade diferenciados: o Moçarriense, goleando em Rio Maior por assertivo 5-0, enquanto o Ouriquense teve de reverter o resultado, com dois tentos num minuto, acabando por ganhar por 3-2 em Marinhais; a Norte, o Vasco da Gama venceu no Espinheiro por 2-0. Na disputa pelo apuramento para a fase final, anotam-se os empates entre Salvaterrense e Forense (1-1) e Pego e U. Atalaiense (0-0), mais vantajosos para os visitantes. O Ferreira do Zêzere voltou a triunfar: depois da Atalaia, agora em casa, com o At. Pernes (4-2).
Restando três rondas (mas alguns jogos em atraso), está acesa a luta pela qualificação: a Sul, entre Forense (3.º com 39 pontos), Salvaterrense (33), Rio Maior e Glória do Ribatejo (32); a Norte, entre U. Atalaiense (2.º, com 37), At. Pernes e Pego (35), Caxarias (32) e Ferreira do Zêzere (27).
Liga 3 – Com a prova em pausa no passado fim-de-semana, realizou-se um único jogo, de acerto de calendário, que se encontrava em atraso desde a 2.ª jornada, colocando frente-a-frente os actuais líderes, Amarante e Académica, que se neutralizaram, empatando a uma bola, dispondo – no termo da primeira volta desta fase de apuramento de Campeão – de dois pontos de vantagem face ao Belenenses (3.º classificado) e já seis pontos à maior em relação ao 4.º, V. Guimarães “B”.
Campeonato de Portugal – Também em recuperação de partidas que se encontravam em atraso, o Fátima sofreu muito comprometedora derrota caseira, ante o Oliveira do Hospital por 2-0; em contraponto, o Samora Correia goleou o Peniche por 5-2, obtendo um triunfo que poderá ainda fazer alimentar a esperança. Também com três por rondas por disputar, a situação é delicada: os fatimenses são os primeiros abaixo da “linha de água” (10.º), a um ponto da Juv. Lajense e a dois do Peniche, enquanto os samorenses subiram ao 12.º posto, a seis pontos da zona de “salvação”.
Antevisão – O Distrital sofre breve interregno neste fim-de-semana, abrindo espaço à disputa – já esta sexta-feira – dos jogos da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, com o Fazendense a receber o Mação (1-1 na 1.ª mão) e o Vasco da Gama a ter a visita do Moçarriense (tendo a turma da Moçarria vencido, em casa, por 2-1). Estão também agendados para 3 de Abril os prélios: Coruchense-Alcanenense (antecipado da 27.ª jornada da I Divisão Distrital); e QT-SC Rio Maior-Salvaterrense e Ferreira do Zêzere-Caxarias (em atraso, da 13.ª ronda do escalão secundário).
A contar para a 8.ª jornada (primeira da segunda volta) da fase final da Liga 3, o U. Santarém desloca-se a Mafra, para defrontar o “lanterna vermelha”. Quanto ao Campeonato de Portugal, realiza-se, no Sábado, a 24.ª (antepenúltima) ronda, com o Fátima a receber o líder, V. Sernache, cabendo ao Samora Correia ter a visita do penúltimo classificado, Eléctrico de Ponte de Sor.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Abril de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 26.03.2026)
O 4.º e o 3.º classificados, Torres Novas e AREPA, teriam decerto a aspiração (que, aliás, ainda acalentarão) de poder chegar mais acima na pauta classificativa, porventura, até ao degrau mais alto do pódio; porém, num jogo “inflamado”, no qual acabaram por se neutralizar, ficaram mais longe desse desiderato, agora, respectivamente, a sete e a quatro pontos do novo guia (Fazendense), que, adicionalmente, poderá vir ainda a beneficiar do facto de manter uma partida em atraso, a disputar em Tomar (entretanto agendada, para a noite do próximo 8 de Abril).
Mas esta ronda foi ainda bem mais favorável à turma das Fazendas, uma vez que foi a única a sair vencedora de entre os anteriores seis primeiros da tabela, tendo aproveitado o deslize do comandante, Mação, em Alcanena, para recuperar a liderança, com um ponto de vantagem (e o tal jogo de “reserva”); de facto, para além das igualdades registadas nos embates entre 5.º e 1.º e entre 4.º e 3.º, o Águias de Alpiarça (até então 6.º classificado) foi derrotado nos Amiais de Baixo.
Destaques – A principal nota de destaque terá, pois, de ir para o empate a zero cedido pelo Mação ante o Alcanenense (tal como se registara, três semanas antes, em Torres Novas), o que – acrescendo às derrotas sofridas nos terrenos do Fazendense e do Porto Alto – denota bem as dificuldades que os maçaenses vêm patenteando no confronto directo com as outras quatro equipas do topo, frente às quais deixaram escapar treze dos quinze pontos até agora perdidos no campeonato (tendo averbado oito pontos, nos sete embates já realizados).
Em Torres Novas, a turma do Porto Alto logrou alargar – já para 22 jogos – a sua excelente série de invencibilidade, tendo somado o nono empate na prova. Os torrejanos por duas vezes se colocaram em vantagem (marcando aos quinze e aos 35 minutos); os forasteiros, outras tantas, de pronto restabeleceram a igualdade, por coincidência, de ambas as ocasiões, apenas seis minutos volvidos. Com 2-2 ao intervalo, antecipava-se uma segunda parte intensa, mas, não sendo possível manter o ritmo, o apetite pelo risco decresceu, e o “placard” acabaria por não se alterar até final.
O Fazendense, recebendo o Abrantes e Benfica, enfrentava talvez – mesmo que no seu terreno – um dos maiores obstáculos com que terá de se deparar até à conclusão do campeonato (sem esquecer que terá ainda de receber Torres Novas e Alcanenense e deslocar-se aos Amiais… e a Tomar). Mas, bastante afirmativo, tal como sucedera na semana anterior em Coruche, o grupo das Fazendas, ripostou de pronto ao tento inaugural dos abrantinos, operando a reviravolta no marcador em cerca de dez minutos, e tendo chegado ao intervalo já em vantagem de dois golos (3-1). Na segunda metade, teria ainda de sofrer, perante o cenário da vantagem mínima (tendo, entretanto, os visitantes reduzido a meio dessa etapa complementar, para 3-2), mas o mais importante foi assegurado, com a conquista de três preciosos pontos.
A última nota de realce vai para a notável vitória obtida pelo U. Tomar num reduto tradicionalmente difícil como o de Pontével, impondo-se por categórico 3-0, mesmo que o desfecho aparente maiores facilidades do que o que, efectivamente, se verificou dentro de campo. Cedo se tendo colocado em vantagem (logo ao segundo minuto), os nabantinos ampliariam para 2-0 à passagem dos dez minutos, firmando, desde logo, a forte possibilidade de êxito final.
No segundo tempo, porém, os anfitriões chegaram a assustar, podendo, caso tivessem concretizado um golo, de alguma forma ter mudado o rumo do desafio. As veleidades do Pontével seriam afastadas, todavia, ainda em fase relativamente prematura, com o terceiro tento unionista, fixando o desfecho que lhes confere o quarto triunfo em cinco jogos, agora somente a um ponto do sexto lugar… e a cinco do tal objectivo (5.º) declarado no início da temporada, posição ocupada precisamente pelo próximo adversário dos tomarenses, Alcanenense.
Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas, confirmou-se o favoritismo dos visitados, nos restantes quatro encontros, realçando-se, ainda assim, o regresso às vitórias por parte do At. Riachense, após uma série de cinco derrotas, e, em contraponto, o quinto desaire sucessivo do Entroncamento AC, para além da décima derrota consecutiva do Cartaxo.
Precisamente, o Coruchense, batendo os cartaxeiros por 3-0 – tendo, praticamente, entrado a ganhar, estabelecendo o resultado final ainda antes do intervalo – ascendeu à 6.ª posição, beneficiando do desaire sofrido (terceiro, nos últimos quatro jogos) pelo Águias de Alpiarça, perante o Amiense, com os visitados a levar a melhor, por 2-0, com um tento em cada parte.
O At. Ouriense, depois da vitória ante o Riachense, voltou a ganhar, agora por 2-0 (igualmente com um golo em cada metade, um a fechar o primeiro tempo, e outro antes da hora de jogo), na recepção ao Entroncamento AC, partilhando a formação de Ourém o 8.º posto com o U. Tomar.
No frente-a-frente, entre os dois últimos classificados, o At. Riachense, ainda com esperança na manutenção, não terá tido grandes dificuldades para se desembaraçar do já conformado Tramagal, triunfando por 3-0: os donos da casa marcaram mesmo à beira do descanso, confirmando a vantagem logo nos minutos iniciais da etapa complementar, fixando o resultado com cerca de meia hora decorrida no segundo tempo. Passando a somar 14 pontos, o conjunto dos Riachos reduziu para dois a diferença para o Cartaxo, e, para três, em relação ao Entroncamento AC – sendo, nesta altura, virtualmente, quatro os emblemas em posição de eventual descida.
II Divisão Distrital – Os factos mais relevantes da 18.ª ronda foram: o empate (2-2) no Ouriquense-Salvaterrense, com os visitados a recuperar de desvantagem de dois tentos; a estrondosa goleada (outro 10-0…) aplicada pelo At. Pernes à equipa “B” do Abrantes e Benfica; e, a inesperada derrota do vice-líder da Série B, U. Atalaiense, na recepção ao Ferreira do Zêzere: os ferreirenses chegaram ao 4-0, consentiriam ainda dois golos, acabando por golear por 5-2!
Taça do Ribatejo – Intercalada a meio da passada semana, disputou-se a 1.ª mão das meias-finais, com igualdade (1-1) no embate entre Mação e Fazendense; tendo, num confronto entre líderes da II Divisão, o Moçarriense quebrado a invencibilidade do Vasco da Gama (após um total de 21 jogos, com o pleno de 16 vitórias no campeonato, e só dois empates na Taça), ganhando por 2-1.
Liga 3 – O U. Santarém voltou a ser derrotado (1-0), na Póvoa de Varzim, mesmo “in extremis”: na conversão de uma grande penalidade, já aos oito minutos do tempo de compensação – tendo, desde modo, baixado à 6.ª posição, já a considerável distância (oito pontos) do 3.º classificado, Belenenses (e a nove do par da liderança, Académica e Amarante), no termo da primeira volta.
Campeonato de Portugal – Vai-se complicando a situação dos clubes do Distrito, derrotados na 23.ª ronda: o Fátima, por 2-0, em Cantanhede, pelo Marialvas; o Samora Correia, no campo do líder, V. Sernache, por tangencial 1-0. Com quatro jogos por disputar, os samorenses estão já a quase insuperáveis nove pontos da “linha de água”; tendo os fatimenses (mesmo que igualmente com um jogo em atraso) caído também em zona de despromoção, a um ponto da Juv. Lajense (vencedora face ao Lusitânia) e a dois do Peniche (8.º, este outrossim com um jogo a menos).
Antevisão – Na 23.ª jornada da I Divisão Distrital, as atenções estarão centradas nas partidas: Águias de Alpiarça-Fazendense; Mação-Amiense; e U. Tomar-Alcanenense (em que uma vitória dos nabantinos poderia ser determinante para avivar a “chama” da disputa pelo 5.º lugar).
Na divisão secundária, realce, a Sul, para os desafios: Marinhais-Ouriquense, QT-SC Rio Maior-Moçarriense, e mais um “derby” municipal, entre Salvaterrense e Forense. A Norte, destacam-se o Espinheirense-Vasco da Gama, Ferreira do Zêzere-At. Pernes e Pego-U. Atalaiense.
A Liga 3, tal como o Campeonato de Portugal, terão o respectivo curso regular em pausa, aproveitando-se o fim-de-semana para acerto de calendário: teremos um aliciante confronto entre os guias da Liga 3, Amarante-Académica, em atraso da 2.ª jornada; no quarto escalão (ronda 17), o Fátima recebe o Oliveira do Hospital, enquanto o Samora Correia terá a visita do Peniche.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Março de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 19.03.2026)
A “notícia” da 21.ª jornada do Distrital foi a primeira vitória do Tramagal no campeonato, nesta temporada, no regresso ao escalão principal, após longo interregno de 18 épocas, de um clube histórico, com um palmarés dos mais ricos do Distrito. De resto, Mação e Porto Alto voltaram a golear; o Fazendense obteve crucial triunfo em Coruche; e, no “clássico dos clássicos”, o Torres Novas foi ganhar a Tomar, nivelando o “frente-a-frente” entre os dois emblemas: em 103 desafios entre ambos, os torrejanos passam a contar 41 vitórias, face a 42 dos unionistas (e vinte empates).
Destaques – Desta feita os últimos são os primeiros: o Tramagal, que, até então, havia averbado um único ponto (empate caseiro com o At. Riachense, na já distante 7.ª ronda), não só quebrou uma série extremamente negativa, de treze desaires consecutivos, como, por fim, se estreou a ganhar, impondo-se frente ao Cartaxo, por 2-1, com uma reviravolta nos últimos minutos. Os cartaxeiros ainda chegaram a colocar-se em vantagem, pouco antes da hora de jogo, mas, muito fragilizados, não conseguiram evitar que os tramagalenses marcassem por duas vezes, aos 87 e 93 minutos, comprometendo ainda mais os seus anseios à manutenção na I Divisão.
Antecipava-se que o Fazendense teria de enfrentar um sério desafio na deslocação a Coruche, ante um oponente que atravessa bom momento, tendo somado três triunfos e um único empate nas quatro rondas anteriores, sendo que os forasteiros não tinham logrado ainda vencer no Sorraia, em cinco partidas realizadas na última década. Pois, o grupo das Fazendas, muito focado, não vacilando perante o “deslize” caseiro da passada semana, ante o Porto Alto, fez questão de “tornar fácil” o que se afigurava difícil, tendo chegado ao intervalo já com vantagem de dois golos. Só mesmo a fechar o encontro o Coruchense reduziria para o 1-2 final, mas não evitando a derrota.
Não foi um jogo bonito o que U. Tomar e Torres Novas disputaram, que se saldou por um triunfo dos visitantes, por tangencial 1-0. Vindo de três triunfos nas três rondas anteriores, os nabantinos não conseguiram, no último domingo, impedir que os torrejanos, a disputar os lugares de topo da tabela, assumissem maior controlo, assente, desde logo, na solidez do seu sector recuado (defesa menos batida da prova, somente com dez golos sofridos). O solitário tento da partida foi apontado à beira do intervalo, na rápida marcação de um livre, aproveitando a desatenção contrária.
Na segunda parte, tendo os forasteiros ficado reduzidos a dez elementos desde cedo, os tomarenses disso procuraram tirar partido para restabelecer a igualdade, mas faltou-lhes discernimento, denotando alguma precipitação: um pouco mais de paciência e de calma na elaboração de lances ofensivos poderia ter gerado melhor efeito. É verdade que o grupo de Torres Novas, experiente, usou as armas de que dispunha, de modo a reduzir a fluidez do jogo, que se tornou numa disputa com muitas quezílias, acabando o União por ver também um seu jogador expulso, já em tempo de compensação. Pese embora os esforços, o resultado não se alterou.
Surpresas – Terão sido, com maior propriedade, duas “meias surpresas” as vitórias, alcançadas fora de portas, de Alcanenense (nos Amiais de Baixo) e de Abrantes e Benfica (em Alpiarça).
No que respeita ao Amiense-Alcanenense, um confronto entre vizinhos e rivais, registava-se a curiosidade de os donos da casa virem exercendo completa supremacia, tendo vencido todos os cinco encontros anteriores entre ambos em anos recentes, sem que o conjunto de Alcanena tivesse conseguido, sequer, obter um golo. Pois, desta vez, os visitantes conseguiram mesmo marcar esse golo, ainda no quarto de hora inicial, que lhes proporcionou saboroso triunfo – perante um adversário em boa fase, que contava quatro vitórias e um empate na segunda volta –, consolidando assim o seu 5.º lugar, beneficiando ainda da derrota dos três perseguidores mais próximos.
Quanto ao Águias de Alpiarça, denotando algum decrescendo de forma, somente com uma vitória nos seis jogos da segunda volta, foi derrotado por 1-2 por uma equipa do Abrantes e Benfica, que vinha tardando em alcançar regularidade no seu desempenho competitivo. Os alpiarcenses marcaram primeiro, próximo do intervalo; mas os abrantinos não acusaram o toque, e ripostaram, igualando a contenda antes de completado o primeiro quarto de hora da etapa complementar, vindo a culminar a reviravolta com o segundo tento, a quinze minutos do termo do desafio. Um desfecho que abre novos horizontes à turma de Abrantes (subindo do 12.º ao 10.º posto), agora a dois pontos do U. Tomar e At. Ouriense, e a três do Coruchense (7.º classificado).
Confirmações – Não houve “história” nos restantes três prélios da jornada: novas goleadas do Mação (5-1 ao Pontével) e do Porto Alto (4-0 ao Entroncamento AC); tendo o At. Ouriense batido o At. Riachense pela margem mínima, mercê de um único golo, apontado cerca dos vinte minutos.
II Divisão Distrital – A 17.ª jornada da Série A ficou marcada por uma rara coincidência de empates em todos os cinco jogos disputados (e, isto, porque não se realizou o QT-SC Rio Maior-Samora Correia “B”, por falta de comparência dos visitantes). Anota-se, ainda assim, as perdas de pontos dos dois primeiros classificados: o Moçarriense, não tendo desfeito o nulo na recepção ao Marinhais; o Ouriquense, com uma igualdade a duas bolas em Benavente, no que constitui já o terceiro empate sucessivo da turma de Vila Chã de Ourique.
A Norte, esteve prestes a acontecer “surpresa”, com o que poderia ter sido a primeira derrota do Vasco da Gama no campeonato, no Pego, tendo o comandante operado, “in extremis”, reviravolta no marcador (de 2-1 para 2-3, a seu favor) já nos derradeiros instantes (igualando aos 88 minutos, e só em tempo de compensação acabando por chegar ao seu 16.º triunfo em 16 jogos)!
Liga 3 – A fase final, de apuramento de Campeão e de promoção à Segunda Liga, vem-se revelando de índice competitivo muito exigente, tendo o U. Santarém sofrido o quarto desaire em seis rondas, desfeiteado, no seu reduto, por um dos guias, Amarante. Os escalabitanos adiantaram-se, e mantiveram mesmo a vantagem até à entrada dos derradeiros dez minutos, ocasião em que consentiram o empate, vindo a sofrer o golo decisivo em cima do final do tempo regulamentar.
O comando é partilhado por Académica e Amarante (com um jogo a menos, entre ambos, em atraso da 2.ª ronda), com doze pontos, mais um que o Belenenses, seguindo-se o V. Guimarães “B”, um ponto mais abaixo, repartindo o U. Santarém (seis pontos) o 5.º lugar com o Varzim.
Campeonato de Portugal – A 22.ª jornada foi aziaga para os clubes do Distrito, ambos derrotados, em casa, por igual marca (0-1): o Fátima, recebendo a Naval 1893 (3.º), não conseguiu ripostar ao golo apontado pelos figueirenses à passagem dos vinte minutos; por seu turno, o Samora Correia deixou escapar um ponto, ante o Marialvas (7.º), mesmo ao “cair do pano”.
Sendo que, quer fatimenses, quer samorenses (com um jogo em atraso), têm ainda cinco encontros por disputar, a situação vai-se complicando, em especial no caso do Samora, já a oito pontos do último classificado acima da “linha de água”, justamente o Fátima (que dispõe de muito escassa margem, de dois pontos, face aos dois mais directos perseguidores, Marinhense e Juv. Lajense).
Antevisão – O “jogo grande” da 22.ª ronda coloca frente-a-frente o 4.º e o 3.º classificados, separados por três pontos, com o Torres Novas a receber o Porto Alto; o Mação não esperará tarefa fácil na visita a Alcanena, também o Fazendense estando em alerta, mesmo actuando no seu terreno, ante o Abrantes e Benfica. Por seu lado, o U. Tomar visita o Sul do Distrito (Pontével).
Na II Divisão, realce para o embate Ouriquense-Salvaterrense (2.º e 4.º classificados da Série A), assim como para o desafio entre Vasco da Gama e Caxarias (5.º da Série B).
A fechar a 1.ª volta da fase final da Liga 3, o U. Santarém desloca-se à Póvoa de Varzim, para defrontar precisamente o rival com o qual partilha a posição. No Campeonato de Portugal, aproximando-se a hora das decisões, Fátima e Samora Correia enfrentam deslocações difíceis: no caso dos fatimenses, viajam até Cantanhede, para defrontar o Marialvas, sendo importante pontuar; para os samorenses, parece começar a perspectivar-se uma “missão (quase) impossível”, de longada até Cernache do Bonjardim, onde encontrarão o guia destacado da série, V. Sernache.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Março de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 12.03.2026)
Em tarde de (mais três) goleadas, não foi marcado, ao invés, qualquer golo no “jogo grande” da 18.ª ronda (em atraso há precisamente um mês, devido às intempéries, agora recuperada), que colocava frente-a-frente o 1.º e o 3.º classificado. Do nulo registado no Fazendense-Porto Alto beneficiou o Mação, que, sendo um dos vencedores com goleada, se guindou, uma vez mais (mesmo que, por agora, à condição) à posição de liderança. Ainda assim, o trio da frente subsiste concentrado num intervalo de apenas três pontos, à entrada para o último terço do campeonato.
Destaques – Começando então pelo Fazendense-Porto Alto, uma partida de alta rotação e grande intensidade, em que os anfitriões – depois dos dez golos apontados na semana anterior – não lograram, desta feita, atingir as redes contrárias (nem de “penalty”), com a turma da AREPA a continuar a dilatar a sua fantástica série de invencibilidade, somando doze triunfos e oito empates.
O grupo das Fazendas, puxando dos “galões” do estatuto de comandante, que ostentava, e da sua condição de visitado, começou por assumir a iniciativa do jogo, tendo exercido supremacia na metade inicial da primeira parte do encontro; porém, sem ter conseguido materializar em golo tal domínio, com o guardião contrário em evidência, tendo defendido uma grande penalidade.
A partir daí os forasteiros reequilibraram a contenda, e, no decurso do segundo tempo, mantiveram sempre o adversário “em sentido”, tendo de se preocupar também com o seu sector mais recuado, numa fase em que o Fazendense já não conseguia apresentar a fluidez com que começara a partida. No cômputo geral, a repartição de pontos ajusta-se ao que ambas as equipas exibiram em campo.
A noutra nota de maior destaque vai para o triunfo alcançado pelo Amiense na deslocação ao Entroncamento, por 2-0: um tento já na parte final do primeiro tempo e outro logo a abrir a segunda metade sentenciaram o encontro, com o conjunto dos Amiais de Baixo a confirmar a excelente segunda volta que vem registando, tendo cedido um único empate (em casa, com o Torres Novas) nas cinco jornadas já realizadas, incluindo três triunfos fora de portas, no Cartaxo, Pontével e, agora, na cidade ferroviária, o que lhe proporciona já “respirar” bastante melhor.
No que respeita às goleadas, em bom rigor, traduzirão mais as fragilidades que os emblemas derrotados vêm patenteando que, propriamente, a pujança das turmas vitoriosas; de facto, trata-se dos três últimos classificados, que, no seu conjunto, seguem com um acumulado de 25 derrotas consecutivas (treze no caso do Tramagal; oito do Cartaxo; e quatro pelo At. Riachense)!
Analisando cada um de “per se”: o Tramagal, que vinha de um 10-0, sofrido nas Fazendas de Almeirim, actuando outra vez em terreno alheio, foi, desta feita, goleado por 6-0 pelo Coruchense, novamente após ter chegado ao intervalo com desvantagem de dois golos. Tal não invalida, claro, a boa recuperação que a formação do Sorraia vem evidenciando, com dez pontos já somados na segunda volta, fruto de três vitórias e um empate, apenas tendo sido desfeiteada pela AREPA.
Por seu turno, o penúltimo classificado, Riachense, perdera por 4-2 em Tomar, tendo sido goleado por 1-6, no seu próprio reduto, na última semana, pela turma do Porto Alto, repetindo a diferença de cinco golos (0-5) na recepção ao novo guia, Mação, a voltar a triunfos por margem categórica.
Em relação ao Cartaxo, já muito foi dito e escrito. Goleado por 9-0 em Torres Novas (há cerca de mês e meio) e por 5-0 no Porto Alto, sofreu agora o seu desaire caseiro mais avolumado até à data, tendo sido também concludentemente derrotado pelo U. Tomar, por 6-1, no que constitui a terceira vitória sucessiva dos nabantinos, a reforçar o 8.º posto, não só deixando para trás quaisquer eventuais preocupações com a zona perigosa da tabela (tendo passado a totalizar 29 pontos, dispõe de confortável margem de segurança de 12/13 pontos face à “linha de água”), como, inclusivamente podendo “olhar para cima”, agora a quatro pontos do 5.º lugar.
Em função dos resultados que vêm averbando mais recentemente, em especial com um total de vinte golos apontados nos últimos seis encontros, os unionistas apresentam, nesta altura – mesmo com um jogo a menos –, o terceiro melhor registo ofensivo, apenas superado por Mação e AREPA.
Sobre a partida no Cartaxo em concreto, tendo começado por inaugurar o marcador, os tomarenses sofreram o golo do empate praticamente de imediato, numa desatenção defensiva; não obstante, não demorariam a recolocar-se em vantagem, indo para o descanso já a ganhar por 3-1. Na etapa complementar, com naturalidade, o marcador continuou, gradualmente, a aumentar.
Neste caso específico, mais do que a expressão dos números, importará salientar a seriedade com que a equipa do União encarou este compromisso, perante um oponente muito combalido, devendo reconhecer-se também, por seu lado, a dignidade e carácter dos homens que continuam, contra todas as adversidades, a envergar a camisola e a defender o emblema cartaxeiro, tendo talvez como missão principal procurar levar até ao termo a sua participação neste campeonato.
Confirmações – Numa ronda sem particulares surpresas, o Torres Novas confirmou o seu favoritismo, na recepção ao Alcanenense, num bom triunfo perante um rival de valor, mesmo que por tangencial 1-0. Nas outras duas partidas, o resultado foi idêntico: 2-2 no Abrantes e Benfica-At. Ouriense, bem como no Pontével-Águias de Alpiarça, porventura com os visitantes a ter ficado mais satisfeitos com a distribuição de pontos verificada.
O Pontével por duas vezes esteve em vantagem, por duas vezes possibilitou a recuperação aos alpiarcenses, depois de ter chegado ao intervalo a ganhar por 2-1. Em Abrantes fora o grupo de Ourém a marcar primeiro (1-0 no termo dos primeiros 45 minutos), tendo, já na parte final do desafio, voltado a beneficiar de momentânea superioridade no “placard” (2-1), antes de os abrantinos estabelecerem o empate final.
II Divisão Distrital – Houve surpresa(s) na 14.ª ronda, na série mais a Sul: se não seria expectável que o Moçarriense cedesse pontos na recepção à equipa da Glória do Ribatejo, atendendo ao favoritismo conferido ao guia, ante aquele que é apenas o 7.º classificado, muito maior foi o deslize do Ouriquense, visitado pelo “lanterna vermelha”, Benfica do Ribatejo, tendo também perdido pontos, de forma absolutamente imprevista, empatando pelo mesmo resultado (1-1).
Nessa série, quem terá dado passo determinante na disputa pelo apuramento para a fase final foi o Forense, goleando por 5-0 o QT-SC Rio Maior, abrindo um fosso de oito pontos face a esse rival (5.º classificado), agora com Salvaterrense (4.º, a quatro pontos) como principal concorrente.
A Norte, o Vasco da Gama “soma e segue”: depois de 5-1 ao Abrantes e Benfica “B” e de 5-0 ao Ferreira do Zêzere, goleou, no passado Domingo, o Alferrarede, por retumbante 8-0! Quinze jogos, quinze vitórias, é o fantástico registo do incontestado comandante, já doze pontos à maior face ao vice-líder, U. Atalaiense (vencedor, por 2-1, ante os “Lagartos” do Sardoal). De notar ainda o desaire do Pego no terreno do Caxarias (2-0) e a vitória (4-0) do At. Pernes na Ortiga.
Liga 3 – Após dois triunfos na fase regular, o U. Santarém foi desfeiteado (0-2), em casa, pelo Belenenses, isto depois de, a meio da semana, ter vencido o Mafra, por 3-1. À 5.ª jornada desta fase final, os escalabitanos ocupam o 5.º lugar, a três pontos de Académica (2.º) e Amarante (3.º).
Campeonato de Portugal – O Fátima obteve importante triunfo em Mortágua, por 1-0, tendo ainda desperdiçado um “penalty”; passando a contar 25 pontos, subiu à 8.ª posição, com três pontos de vantagem sobre a zona de descida. Ao invés, o Samora Correia, em inferioridade numérica desde muito cedo, não evitou a derrota na Figueira da Foz, por 2-1, mantendo o 12.º posto, agora já com um atraso de sete pontos da “linha de água”, quando restam seis rondas.
Antevisão – Na I Divisão Distrital o Fazendense volta a ter um sério teste, na deslocação a Coruche, enquanto Mação (recebendo o Pontével) e o Porto Alto (visitado pelo Entroncamento AC) dispõem de claro favoritismo; realce ainda para o grande clássico: U. Tomar-Torres Novas. Na II Divisão, destacam-se: o Glória-Forense, Benavente-Ouriquense e Pego-Vasco da Gama.
Na Liga 3, o U. Santarém é visitado pelo Amarante. No Campeonato de Portugal, cabe, desta vez, ao Fátima receber a Naval 1893 (3.º), enquanto o Samora Correia é anfitrião do Marialvas (9.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Março de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 05.03.2026)
A 20.ª jornada do Distrital da I Divisão ficou marcada, em especial, pela goleada de 10-0 imposta pelo (de) novo líder, Fazendense, ao Tramagal. Não se tratando de desfecho inédito, é, ainda assim, bastante raro: ao longo do vasto historial do Distrital – em mais de 15 mil jogos disputados –, identificam-se menos de três dezenas de resultados com dez (ou mais) golos de diferença.
O “record” absoluto, de 15-0, é partilhado por Cartaxo (frente ao At. Pernes, em 1972) e por U. Rio Maior (ante o Azinhaga, em 2001) – duas equipas que são, aliás, “repetentes” nesta matéria: 13-1 no Cartaxo-Alferrarede (2000), 12-0 no Cartaxo-Ferreira do Zêzere (2006) e 10-0 no Cartaxo-Tramagal (2006); assim como, por seu turno, 10-0 no U. Rio Maior-S. Torcatense (1999).
Tendo-se registado ainda outros casos de goleadas retumbantes (igualmente por 10-0), também em anos relativamente recentes, nas seguintes partidas: At. Riachense-ACR Linhaceira (2001), Samora Correia-Caxarias (2005) e, por último, desta vez com o Cartaxo no “reverso da medalha”, no U. Tomar-Cartaxo (em 2022). Já esta época, salientava-se o 9-0 no Torres Novas-Cartaxo.
Destaques – Sobre o 10-0 do Fazendense-Tramagal pouco mais haverá a dizer, para além do facto de os tramagalenses terem chegado ao intervalo apenas com dois golos de desvantagem, não tendo, depois, conseguido suster a avalanche contrária, de forma a impedir o avolumar do marcador, perante o desnível de recursos de que cada equipa dispõe nesta altura.
Atrás dos tempos, tempos virão, e o Tramagal, emblema histórico, que superou a fasquia do centenário, com um palmarés dos mais ricos do Distrito, terá o carácter para conseguir reerguer-se uma e outra vez mais, enaltecendo-se a dignidade que tem mantido nesta fase muito difícil.
Em grande evidência esteve igualmente, ainda mais uma vez, o Porto Alto, também com uma goleada de excepção, por 6-1, nos Riachos, um desfecho que, pela sua magnitude, não estaria nas conjecturas. O grupo da AREPA, que não consentia qualquer golo desde 14 de Dezembro, não vacilou perante o tento sofrido (3-1 ao intervalo), afirmando-se como ameaça crescente na disputa pelo lugar do topo, de que, embora à condição, passou agora a distar escassos dois pontos.
Até porque o anterior comandante, Mação, parecendo passar por período, de certo modo, de “maré vaza”, não logrou desfazer o nulo na deslocação a Torres Novas, num desafio em que já se poderia antecipar que as duas equipas estariam muito “encaixadas”. Em função deste resultado os maçaenses perderam a liderança, agora um ponto abaixo do Fazendense, que beneficia ainda do facto de manter um jogo a menos, que terá de disputar em Tomar, ainda sem data definida.
O Coruchense prossegue a sua recuperação, tendo, desta feita, ido vencer a Abrantes, mercê de um solitário golo, apontado logo no regresso após o descanso, consolidando a 7.ª posição.
A última nota de realce vai ainda para o U. Tomar, que obteve segundo triunfo seguido, desta feita no Entroncamento, impondo-se por 2-0. Exibindo superioridade inquestionável, perante um adversário falho de argumentos que pudesse contrapor, o menos lógico terá até acabado por ser o 0-0 subsistir até ao segundo tempo, assim como o tento da confirmação da vitória só ter chegado precisamente no “último suspiro” do desafio. Ainda com doze encontros por disputar, o União somou já praticamente tantos pontos quantos os averbados na época passada (26, face a 27), tendo, aliás, superado o total de vitórias registadas nesse campeonato (oito, contra sete).
Surpresa – Atendendo ao desempenho que as duas equipas vinham apresentando nas últimas semanas terá sido, de facto, apenas “meia-surpresa” a vitória conquistada pelo Amiense em Pontével, por 2-1. O grupo dos Amiais chegou à vantagem de dois tentos, apontados, ambos, a meio da segunda parte, não tendo os anfitriões feito melhor que estabelecer a diferença mínima.
Confirmações – Num prélio que colocava frente-a-frente o 5.º e 6.º classificados, houve inversão de posições, em função do triunfo (2-0) do Alcanenense frente ao Águias de Alpiarça; depois do nulo registado ao intervalo, o grupo da casa, em nova sequência positiva de resultados, resolveu a contenda a seu favor logo no recomeço, dispondo agora de um ponto a mais que este rival.
O Cartaxo prolongou a sua série negativa, tendo averbado a sétima derrota consecutiva, isto pese embora tenha, enfim, quebrado longo jejum sem marcar golos, desde 30 de Novembro. Os cartaxeiros começaram por ver a turma visitante, At. Ouriense, chegar a 3-0 (com o segundo e terceiro golos no primeiro quarto de hora da segunda parte, depois de ter inaugurado o marcador logo aos dez minutos), vindo a reduzir para o 1-3 final, à entrada do derradeiro quarto de hora.
II Divisão Distrital – A novidade, na 16.ª ronda, foi a perda de pontos do Ouriquense – que só em tempo de compensação conseguiu resgatar um ponto, ao empatar a duas bolas, na recepção à Glória do Ribatejo –, o que, em paralelo, proporcionou ao Moçarriense – vencedor, com maiores dificuldades de que o “placard” (5-2) poderá indiciar, ante o Salvaterrense – isolar-se na liderança, agora com dois pontos a mais que a turma de Vila Chã de Ourique. A Sul, destaca-se ainda a goleada de 7-1, averbada pelo Marinhais em Samora Correia, frente à equipa “B” local.
A Norte, o Vasco da Gama prossegue a sua caminhada triunfal, qual “rolo compressor”, tendo goleado o Ferreira do Zêzere por 5-0, mantendo o pleno, de 14 vitórias! À semelhança do indicado no intróito, relativamente ao histórico de goleadas na divisão principal, também neste caso ficam bem patentes as voltas que os “alcatruzes da nora” podem dar, num curto intervalo de tempo: em Maio de 2024, o Vasco da Gama completava a sua participação no campeonato com 29 derrotas em 30 jogos (tendo obtido um único ponto); um ano volvido (Maio de 2025), o Ferreira do Zêzere culminava excelente campanha, coroada com a conquista do título de Campeão Distrital, com um “record” de 28 vitórias e um empate. No início de Março de 2026, assim estamos…
O notável trabalho de base que tem vindo a ser desenvolvido nas camadas de formação no Vasco da Gama haveria de frutificar, como se vem constatando e como, decerto, se continuará a verificar.
Liga 3 – O U. Santarém foi batido em Coimbra, pela Académica, por 3-1, não tendo ido além do “ponto de honra”, após ter chegado a registar desvantagem de três golos. Com três encontros disputados, subsistindo com três pontos, o grupo escalabitano baixou ao penúltimo posto (7.º), apenas à frente do Trofense… não obstante só a três pontos do trio que partilha a vice-liderança (Académica, Amarante e Varzim), e a quatro do novo guia, V. Guimarães “B”.
Campeonato de Portugal – Foi uma ronda com sensações mistas, para os clubes do Distrito: o Samora Correia obteve importante triunfo ante o 4.º classificado, Mortágua, por 1-0; enquanto o Fátima se quedou pela igualdade (1-1) na recepção à Juv. Lajense, num confronto com um rival directo na luta pela manutenção. Os fatimenses, com 22 pontos em 19 jogos, mantêm o último lugar (9.º) acima da “linha de água”, em igualdade pontual com os açorianos (estes já com 20 jogos realizados); os samorenses continuam na 12.ª posição, agora com diferença de cinco pontos.
Antevisão – Para o próximo fim-de-semana está calendarizada a recuperação das jornadas dos campeonatos distritais que tinham sido adiadas devido às intempéries: na 18.ª ronda da I Divisão o “prato” principal será o embate entre Fazendense e Porto Alto, de grande relevância nas contas do título, deslocando-se o Mação aos Riachos, enquanto o U. Tomar viajará até ao Cartaxo; na 14.ª jornada da II Divisão, realce para mais um “derby”, Marinhais-Salvaterrense, sendo também de especial importância no apuramento para a fase final o Forense-QT-SC Rio Maior, cabendo ao Moçarriense receber a Glória do Ribatejo; a Norte, o Vasco da Gama terá a visita do Alferrarede.
Na Liga 3, o U. Santarém, que tinha agendado, para a última quarta-feira, jogo de acerto de calendário, recebendo o Mafra, actuará de novo em casa, no Domingo, ante o Belenenses. Por seu lado, no Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia têm difíceis compromissos fora de portas, respectivamente em Mortágua e na Figueira da Foz (ante o 3.º classificado, Naval 1893).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Março de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

(“O Templário”, 26.02.2026)
Numa ronda em que imperou a lógica, os três clubes do pódio levaram de vencida, com maiores ou menores dificuldades, os respectivos adversários, subsistindo concentrados num intervalo de três pontos, com o líder (à condição), Mação, somente um ponto acima do Fazendense.
Quanto ao Porto Alto, que continua a prolongar a sua invencibilidade, já de 18 jogos nesta prova, averbou sexta vitória sucessiva, com um “score” acumulado de 16-0; isto é, não só se mantém invicto, como, adicionalmente, preserva as suas redes invioláveis desde 14 de Dezembro, altura em que consentiu o último golo, em partida ante o U. Tomar – a turma da AREPA partilha agora com o Fazendense e Torres Novas a condição de clubes com menos golos sofridos (dez).
Pela negativa, e ainda com números mais expressivos, anota-se que o Cartaxo não marca desde o passado dia 30 de Novembro, apresentando um “score” de 0-23 (!), tendo começado por obter um empate (0-0), a que seguiram seis derrotas consecutivas. Os problemas que o emblema cartaxeiro tem atravessado vêm, de alguma forma, desvirtuando a equidade desportiva, atendendo não só às faltas de comparência, assim como à evidência de que as condições do grupo se deterioraram significativamente nas últimas semanas, de que são sintomáticas as pesadas goleadas sofridas.
Destaques – A primeira nota de realce da 19.ª jornada (subsistindo por disputar os desafios da 18.ª ronda, entretanto recalendarizados para 8 de Março) vai para a vitória averbada pelo Fazendense – por ora, o concorrente com menos pontos perdidos no campeonato (um total de nove, decorrendo de três desaires sofridos) – perante o At. Ouriense, em Ourém, por tangencial 1-0, mercê de um tento apontado já no findar do primeiro tempo da partida.
Destaca-se ainda o outro triunfo em reduto alheio, com o Abrantes e Benfica a procurar superar a crise de resultados com que se tem deparado (vinha de seis derrotas nas sete jornadas precedentes), tendo ido ganhar ao Tramagal, por 2-0, resolvendo a contenda num intervalo de cerca de vinte minutos, ainda na metade inicial do encontro. Esta foi a 17.ª derrota dos tramagalenses (que subsistem com um único ponto na classificação), 11.ª sucessiva.
Frente a um adversário que, nesta altura, constitui uma incógnita em relação à forma como se poderá apresentar em campo, o Porto Alto mostrou uma atitude responsável, goleando o Cartaxo por 5-0, respeitando os homens que envergam a camisola do seu oponente. Pese embora todas as condicionantes que têm tido de enfrentar, os jogadores cartaxeiros procuram manter um desempenho digno, não se entregando, tentando oferecer a réplica possível. A formação da AREPA cedo se colocou em vantagem, tendo, ainda assim, experimentado alguma ansiedade em, rapidamente, ampliar a contagem, o que, com naturalidade, viria a consumar na segunda metade.
Se os três primeiros ganharam (já lá iremos, ao Mação, que, mesmo com dificuldades, confirmou o seu favoritismo ante o Entroncamento AC), situação distinta se verificou em relação aos seis clubes que se lhes seguem na pauta classificativa, dos quais apenas o Alcanenense logrou vencer.
Começa por notar-se nova perda de pontos por parte do Torres Novas, que não foi além do nulo na visita aos Amiais de Baixo, ante uma equipa do Amiense na melhor fase da época (com 14 dos seus 19 pontos conquistados nas sete últimas rondas); os torrejanos passaram a distar seis pontos do comandante (que poderão vir a converter-se em oito, se o Fazendense ganhar o jogo em atraso).
Por seu turno, o 5.º e 7.º classificados, respectivamente, Águias de Alpiarça e Coruchense, anularam-se também, tendo igualmente subsistido até final o 0-0.
Para além da já antes referida derrota caseira do At. Ouriense, também o Pontével (anterior 7.º classificado) foi batido pelo Alcanenense (6.º): não tendo havido golos no primeiro tempo, o conjunto de Alcanena marcaria por duas vezes no período de um quarto de hora, ainda na fase inicial da etapa complementar. Com este regresso aos triunfos, o Alcanenense reduziu para apenas dois pontos a diferença face ao Águias de Alpiarça, consolidando a sua posição, dispondo agora de avanço de seis pontos em relação ao perseguidor mais próximo (Coruchense).
Confirmações – Num Domingo sem surpresas de relevo, Mação e U. Tomar, actuando nos respectivos terrenos, saíram vencedores, ante o Entroncamento AC e o Riachense.
No caso dos unionistas – que estavam sem competir praticamente há um mês –, tal foi bem positivo em variadas vertentes: em primeira instância, dilatando ainda mais o diferencial face ao rival directo em causa (23 vs. 11 pontos); em paralelo, tendo cinco dos seis clubes posicionados na cauda da tabela sido derrotados (a excepção foi o empate do Amiense), tal deverá proporcionar maior tranquilidade (beneficiando agora de sete pontos de margem em relação à “linha de água”) e confiança, para o desafio da próxima jornada, de grande importância, no Entroncamento.
Não obstante os nabantinos tivessem um registo de diversas goleadas recentes perante o emblema dos Riachos (4-0 em 2017-18, 7-0 em 2019-20 e 7-1 em 2020-21; para além do 4-0 com que haviam vencido, na primeira volta, no reduto contrário), não seria talvez de esperar, atendendo à tentativa de recuperação que o Riachense vinha encetando, a forma assertiva como o União dominou o jogo, sustentada também nos dois golos obtidos ainda nos dez minutos iniciais.
Os tomarenses chegariam ainda ao 3-0, a meio da segunda parte, vindo a consentir um primeiro ponto do adversário, mas ripostando de pronto, repondo a vantagem de três golos; antes de, já prestes a findar o prélio, sofrerem novo tento, fixando-se o “placard” em 4-2. Com um total de 34 golos marcados (média exacta de dois por jogo), o U. Tomar apresenta bom registo ofensivo, porém muito penalizado pelos 30 golos sofridos, nos 17 encontros disputados.
O líder, Mação, a denotar passar por período menos afirmativo, teve de sofrer bastante para concretizar a vitória, face a um opositor que se mantinha invicto há seis jornadas. O Entroncamento AC começou, aliás, por surpreender, inaugurando o marcador a meio da primeira parte, e preservando a vantagem para além do intervalo, até à hora de jogo, ocasião em que os maçaenses restabeleceram a igualdade. Só a escassos seis minutos do termo os anfitriões operariam a reviravolta no marcador, vindo a estabelecer o 3-1 final em período de compensação.
II Divisão Distrital – Não houve novidades, também neste escalão: os líderes da Série A (Moçarriense e Ouriquense) e da Série B (Vasco da Gama) triunfaram de forma convincente: 2-0 do grupo da Moçarria, na deslocação a Benavente; 5-2 da turma de Vila Chã de Ourique no Rebocho; e 5-1 do Vasco da Gama com o Abrantes e Benfica “B”. Anotam-se ainda as vitórias do QT-SC Rio Maior, em casa, frente ao Marinhais, e da U. Atalaiense, em Pernes, ambas por 3-1.
Liga 3 – Depois da muito boa estreia, tendo ido ganhar à Trofa, o U. Santarém foi desfeiteado, no passado Sábado, no seu terreno, pela equipa “B” do V. Guimarães, por tangencial 0-1. Com os três pontos somados nos dois jogos já realizados, os escalabitanos integram um quarteto, entre o 4.º e o 7.º posto, a um ponto do Vitória, a dois do Belenenses, e a três do novo guia, Varzim.
Campeonato de Portugal – O embate entre os dois representantes do Distrito saldou-se por um empate a duas bolas, mais penalizador para o Fátima, que chegara ao intervalo em vantagem por 2-0, tendo, na segunda parte, permitido ao Samora Correia resgatar mais um ponto. Os fatimenses ascenderam, ainda assim, ao 8.º lugar, mas igualados em pontos (21) com o Peniche e Juv. Lajense, sendo o clube açoriano o primeiro abaixo da “linha de água”; por seu lado, os samorenses (14 pontos) trespassaram a “lanterna vermelha” ao Lusitânia, tendo subido à 12.ª posição.
Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se as partidas: Torres Novas-Mação e Riachense-Porto Alto; visitando o U. Tomar, como referido, o Entroncamento, para um confronto de rivalidade histórica. O Fazendense recebe o Tramagal. No escalão secundário, realce para o Ouriquense-Glória do Ribatejo, Moçarriense-Salvaterrense, e Vasco da Gama-Ferreira do Zêzere.
Na Liga 3, o U. Santarém viaja até Coimbra, para defrontar a Académica. Por fim, no Campeonato de Portugal, já na 20.ª jornada, o Fátima volta a actuar em casa, em partida de crucial relevância, recebendo a Juv. Lajense; enquanto o Samora Correia terá a visita do Mortágua (4.º classificado).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Fevereiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 19.02.2026)
Com o calendário das competições distritais perturbado pelos efeitos das intempéries – tendo as jornadas dos campeonatos da I e II Divisão Distrital previstas para dia 8 de Fevereiro (respectivamente, 18.ª e 14.ª) sido adiadas para 8 de Março, o que, em paralelo, forçará a recalendarização da primeira mão das meias-finais da Taça do Ribatejo (subsistindo, por outro lado, ainda por definir a data de alguns prélios, em atraso, que estavam agendados para 1 de Fevereiro, entre eles o U. Tomar-Fazendense) – o último domingo deu lugar à disputa dos quartos-de-final da Taça, assim como à recuperação de um dos jogos da 17.ª jornada do escalão principal.
Esteve em evidência, em especial, o Moçarriense, “tomba-gigantes”, que afastou o Torres Novas, mesmo que apenas no desempate da marca de grande penalidade. Em função do sorteio previamente realizado, e do alinhamento determinado para as meias-finais da prova, ficámos já a saber, antecipadamente, que a Final da Taça do Ribatejo desta temporada será disputada entre um emblema da divisão principal (e, mais que isso, entre um dos principais candidatos ao título, Mação ou Fazendense) e um clube da II Divisão Distrital (não sendo decerto mera coincidência que se trate de um dos actuais líderes de cada uma das séries, Moçarriense ou Vasco da Gama).
Destaques – Já se perspectivaria que o Torres Novas (que, nesta época, tem marcado presença sistemática nos lugares do topo da tabela da I Divisão, actual 4.º classificado) não teria tarefa fácil na deslocação à Moçarria, para defrontar um dos comandantes da Série A da II Divisão (a par do Ouriquense), ainda invicto ao fim de 16 jogos (incluindo três na Taça). E o risco que os torrejanos corriam veio a confirmar-se na plenitude, com o Moçarriense a mostrar as suas credenciais, colocando-se em vantagem logo na fase inicial da contenda, tendo mantido o 1-0 praticamente até ao final do tempo regulamentar, altura em que o Torres Novas viria a restabelecer a igualdade.
Seria, porém, um golo inglório, uma vez que, no desempate da marca de “penalty”, que de imediato se seguiu, os homens da casa levaram a melhor, vencendo por 4-2. Fez-se história na Taça, com o inédito apuramento do Moçarriense para as meias-finais, depois de seis afastamentos nos oitavos-de-final entre 2017 e 2024, sendo que o melhor que o grupo da zona de Santarém tinha alcançado até à data haviam sido três presenças nos quartos-de-final, em 2006, 2010 e 2016.
A outra formação da divisão secundária apurada para as meias-finais foi o Vasco da Gama, guia incontestado da Série B (em que mantém o pleno de triunfos, em doze encontros já realizados), que, recebendo o vice-líder, Pego, se impôs por inapelável 4-0, depois de ter chegado ao intervalo já com vantagem de dois tentos. Tal como o Moçarriense (14 vitórias e 3 empates), a turma da freguesia de Fátima passou a somar um total de 17 jogos sem perder (15 triunfos e 2 igualdades)!
A agremiação do Vasco da Gama (que, na ronda anterior, eliminara o Amiense) conta já com uma Taça do Ribatejo no seu palmarés, conquistada em 1989, tendo superado a barreira dos quartos-de-final pela primeira vez nos últimos trinta anos (1995), sendo que, desde então, atingira os oitavos-de-final apenas em cinco ocasiões (2001, 2014, e de 2022 a 2024).
Surpresa – Acabou por ser, de facto, apenas “meia-surpresa”, uma vez que o actual líder (pese embora à condição) da divisão principal, Mação, assegurou a presença nas meias-finais, de que se encontrava arredado desde que fora finalista vencido (pelo U. Tomar) em 2018 – após seis eliminações sucessivas nos oitavos-de-final, entre 2020 e 2025.
Mas, os maçaenses, não tendo conseguido melhor que o empate a uma bola na recepção ao Pontével (7.º classificado no campeonato), arriscaram bastante, até porque tiveram de passar por uma longa série no desempate da marca de grande penalidade, que se estendeu até aos 9-8…
O Mação, que estava sem competir desde 25 de Janeiro, até começou por marcar bem cedo, logo aos oito minutos, mas consentiria o tento da igualdade (aliás, apontado na própria baliza) apenas quatro minutos volvidos, com o “placard” a subsistir inalterado até final dos noventa minutos.
Confirmação – O Fazendense – que, tendo um desafio em atraso, persegue de perto o comandante, somente com um ponto a menos – teria, em teoria, a tarefa mais “facilitada” de entre o alinhamento dos confrontos dos quartos-de-final, uma vez que lhe cabia receber o At. Pernes (4.º classificado da Série B da II Divisão). E, no cômputo final, acabou por deixar bem expressa a sua superioridade, goleando por 5-0… mas apenas no segundo tempo tendo logrado desbloquear o jogo, quebrando a resistência do adversário, depois do nulo ter subsistido até ao intervalo.
Na etapa complementar tudo seria diferente, com os golos a suceder-se em “catadupa”, tendo o grupo das Fazendas marcado os dois primeiros tentos praticamente seguidos, tendo os restantes três sido obtidos num intervalo de menos de quinze minutos. O Fazendense, recorde-se, é o “Rei” da Taça, com cinco troféus conquistados (o último deles em 2022), tendo sido também semi-finalista em 2024, quedando-se pelos quartos-de-final em 2025 (afastado pelo U. Tomar).
É o seguinte o alinhamento das meias-finais, a disputar a duas mãos (agora previstas para 18 de Março e 3 de Abril), já previamente sorteado: Mação-Fazendense e Moçarriense-Vasco da Gama.
Entretanto, em partida em atraso da 17.ª jornada da I Divisão Distrital, o Coruchense obteve importante triunfo ante o At. Ouriense, tendo ido vencer por 2-1, operando reviravolta no marcador: o conjunto de Ourém chegou ao golo próximo da meia hora, indo para o descanso em vantagem; a formação do Sorraia empatou a meio da segunda parte, assegurando a vitória já ao findar da contenda, tendo, em função deste desfecho, igualado o Pontével na 7.ª posição.
Liga 3 – Tendo sido adiado o encontro da ronda inaugural da fase final, em que o U. Santarém deveria receber o Mafra, a turma escalabitana fez a sua estreia, no passado sábado, com mais um notável resultado, tendo ido vencer por 2-1 à Trofa (frente a uma equipa do Trofense que vinha de um empate no Restelo, com o Belenenses). Após a segunda jornada, o U. Santarém é, inesperadamente, o líder da competição (atendendo ao número de golos marcados), posição que reparte com o Mafra, Académica e Varzim, todos com três pontos – com a particularidade de os três primeiros terem, todos eles, um desafio em atraso, tendo disputado um único jogo, cada um.
Campeonato de Portugal – Os emblemas do Distrito tiveram um domingo positivo, com o Samora Correia em maior evidência, batendo o Lajense por 2-0, no que constitui apenas o terceiro triunfo dos samorenses na prova, passando a somar 13 pontos, tendo igualado o Eléctrico de Ponte de Sôr e o Lusitânia, reduzindo ligeiramente, para oito pontos, o atraso face à “zona de salvação”.
Quanto ao Fátima, conseguiu averbar um empate (1-1) na deslocação a Peniche, “minimizando os danos”: pese embora se mantenha em zona de despromoção (10.º), passa a contar 20 pontos, só um ponto abaixo do rival que defrontou e, também, por curiosidade, do último adversário do Samora – que, nesta altura, são, precisamente, os dois últimos clubes acima da “linha de água”.
Antevisão – Avançando já para a 19.ª ronda da I Divisão Distrital, destaca-se o prélio entre At. Ouriense e Fazendense, enquanto o Mação terá a visita do Entroncamento AC. Por seu turno, o U. Tomar retomará a competição, após uma pausa de praticamente um mês (desde 25 de Janeiro), recebendo o At. Riachense, actual penúltimo classificado, mas que vem encetando recuperação.
No escalão secundário (15.ª jornada) realce para as seguintes partidas: Benavente-Moçarriense; QT-SC Rio Maior-Marinhais; At. Pernes-U. Atalaiense; e Pego-Espinheirense.
Na Liga 3, já na 3.ª ronda da fase final, de apuramento de Campeão e promoção à II Liga, o U. Santarém terá a visita da equipa “B” do V. Guimarães.
Por seu lado, no Campeonato de Portugal (19.ª jornada), regista-se a curiosidade do embate entre os dois representantes do Distrito, com o Fátima a receber o Samora Correia.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Fevereiro de 2026)
Nota – Foi a equipa do Moçarriense que, de facto, eliminou o Amiense nos 1/8 de final, devendo-se, pois, a lapso de escrita, a referência apresentada no texto a que fora o Vasco da Gama a eliminar a turma dos Amiais de Baixo (sendo que, em tal eliminatória, o Vasco da Gama afastara, efectivamente, o Espinheirense).
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 05.02.2026)
Na sequência da calamidade que atingiu a zona centro do País na madrugada de 28 de Janeiro (“Depressão Kristin”, um “ciclone-bomba” com rajadas de vento a rondar os 200 km/hora, provocando inúmeros danos, em especial em coberturas de instalações e estruturas metálicas, a par da interrupção do fornecimento de energia eléctrica e de água, bem como do acesso a telecomunicações), tal provocou o adiamento de dezenas de jogos das diversas competições promovidas pela Associação de Futebol de Santarém, nomeadamente dois encontros da I Divisão Distrital (aquele em que o U. Tomar deveria receber o líder, Fazendense, assim como o desafio entre o At. Ouriense e o Coruchense), para além de três a contar para o escalão secundário.
Os municípios de Ferreira do Zêzere, Ourém e Tomar estão entre os mais fustigados pela tempestade, que deixou ainda marca mais vincada na região de Leiria, aqui expressando uma nota de solidariedade para com as populações que se viram confrontadas com esta severa provação.
A nível desportivo, propriamente dito, a 17.ª jornada do Distrital da I Divisão ficou ainda marcada – para além dos referidos dois adiamentos – pelo facto de não ter sido também realizada uma terceira partida, entre Mação e Cartaxo, devido ao facto de a equipa forasteira não ter comparecido em campo, situação gravosa, que – sem que qualquer justificação tenha sido publicamente transmitida – se poderá conjecturar decorrer de sérias dificuldades no seio da “SAD” do emblema cartaxeiro, sendo de anotar que não comparecera já no jogo da Taça, nas Fazendas de Almeirim.
Do futebol jogado dentro de campo, o realce maior vai para a subida da AREPA ao pódio – desta feita, sem ser à condição, dado o Torres Novas ter recuperado já, entretanto, o jogo que tivera em atraso –, mercê da conjugação do triunfo averbado pela turma do Porto Alto na recepção ao Abrantes e Benfica, com o desaire sofrido pelos torrejanos no reduto do Pontével.
Destaques – Tendo-se reduzido a cinco o número de encontros realizados no passado Domingo, a contar para a divisão principal, começa, pois, por destacar-se a vitória do Porto Alto, por tangencial 1-0, ante o Abrantes e Benfica, mercê de um tento apontado no “último suspiro”, quebrando enfim a resistência abrantina, o suficiente para que a formação da casa somasse o seu décimo triunfo (a que acrescem sete empates), ascendendo assim à 3.ª posição, agora somente a três pontos do novo guia, Mação (ressalvando-se que o vice-líder, Fazendense, a um ponto dos maçaenses, tem um jogo a menos, o que deverá disputar em Tomar).
Terá sido uma “meia-surpresa” a derrota imposta pelo Pontével ao Torres Novas (que não perdia há quatro jornadas), por 2-1, até porque os torrejanos começaram por inaugurar o marcador, a meio da primeira parte, preservando a vantagem até ao descanso. Porém, logo no recomeço, os donos da casa restabeleceram a igualdade, vindo a consumar a reviravolta à passagem dos 70 minutos. Um resultado que, no imediato, relega a formação de Torres Novas para o 4.º posto, enquanto proporciona ao Pontével posicionar-se na primeira metade da tabela (7.º lugar), e, mais importante, voltar a dispor de uma importante margem de segurança face à linha de água.
Nesse âmbito, foi ainda relevante o desfecho do embate entre Amiense e At. Riachense, colocando frente-a-frente dois rivais em disputa directa pela permanência, com o grupo dos Amiais a levar a melhor, ganhando igualmente pela margem mínima, tendo chegado ao golo também já na etapa final do desafio. Com quatro vitórias nas seis últimas rondas (mais um empate) – tendo, pois, averbado 13 dos 18 pontos que regista na pauta classificativa – conseguiu, por fim, libertar-se da zona perigosa, em detrimento do Cartaxo, subindo ao 12.º lugar. Por seu lado, o conjunto dos Riachos, que vinha de dois triunfos, “marca passo” nos onze pontos, a seis da “salvação”.
Surpresa – Para além do triunfo do Pontével, a surpresa da jornada foi protagonizada pelo Entroncamento AC, que logrou recuperar de desvantagem de 0-2 ao intervalo, impondo uma igualdade a duas bolas face ao Alcanenense, pese embora o facto de este se encontrar a jogar em “casa emprestada”, no Espinheiro. Este foi já o quinto empate da turma da cidade ferroviária nas seis jornadas mais recentes (tendo, no jogo restante, triunfado, na semana precedente, ante o Pontével), conseguindo, assim, manter-se “à tona”. Por seu turno, o Alcanenense, ainda 6.º classificado, viu distanciar-se o Águias, agora a quatro pontos.
Confirmação – De facto, recebendo o “lanterna vermelha”, Tramagal, a formação alpiarcense obteve lógico triunfo, por 3-1, depois de cedo ter definido o rumo da partida, com dois tentos dentro dos primeiros quinze minutos. Os forasteiros ainda terão assustado, reduzindo para 2-1 antes de finda a primeira parte, vindo, não obstante, o Águias de Alpiarça a confirmar a vitória, com o terceiro golo, obtido já no quarto de hora final. Esta foi já a décima derrota consecutiva dos tramagalenses – que acumulam um total de 16 desaires em 17 jogos, ainda sem se ter conseguido estreado a ganhar neste regresso ao escalão principal, após quase duas décadas.
II Divisão Distrital – Temos novo (co-)líder na Série A: o Ouriquense não foi além do empate (1-1) na deslocação ao Forense, do que beneficiou o Moçarriense (goleando o Rebocho, em Coruche, por 6-0) para ascender ao 1.º lugar, mesmo que em igualdade pontual. Realce ainda para a vitória do Marinhais em Benavente, por 2-0, agora só a um ponto do Salvaterrense (este com um jogo a menos) e a dois do 3.º lugar (Forense).
Na Série B, o jogo do comandante (Vasco da Gama), previsto realizar em Pernes, foi adiado, sendo que o vice-líder, Pego, não conseguiu também melhor que a igualdade (1-1) no Sardoal, tendo nove pontos menos que o guia. Ainda imprevista foi a derrota caseira (1-3) da U. Atalaiense ante a Ortiga, mantendo a agremiação da Atalaia o 3.º posto, dado o At. Pernes não ter jogado.
Liga 3 / Campeonato de Portugal – Estas duas provas estiveram em pausa no passado fim-de-semana, apenas tendo sido realizados alguns jogos que se encontravam em atraso, relativos ao quarto escalão de âmbito nacional. Procedeu-se, entrementes, ao sorteio da fase final da Liga 3, ditando a seguinte sequência de jogos para o U. Santarém, na primeira volta: Mafra (casa), Trofense (fora), V. Guimarães “B” (c), Académica (f), Belenenses (c), Amarante (c) e Varzim (f).
Antevisão – As atenções estarão concentradas, na próxima jornada da I Divisão Distrital, no confronto entre o 2.º e o 3.º classificados, com o Fazendense a receber a visita da equipa do Porto Alto; cabendo ao Mação, de novo na liderança (pese embora à condição), deslocar-se aos Riachos. De interesse se afigura também o desafio entre Torres Novas e Alcanenense.
Subsistirá, por outro lado, alguma expectativa e incerteza quanto à efectiva realização do encontro entre o Cartaxo e o U. Tomar, sendo de sublinhar que o Regulamento Disciplinar da Associação de Futebol de Santarém prevê a aplicação de pena de desclassificação e automática baixa de divisão em caso de falta de comparência injustificada a dois jogos oficiais consecutivos ou a três interpolados, em prova disputada por pontos. Nesse cenário hipotético, o clube desclassificado constaria na classificação no último lugar, com zero pontos, não sendo considerados, para efeito de classificação dos restantes clubes – tendo-se cumprido já, na íntegra, a primeira volta do campeonato –, apenas os resultados do(s) jogo(s) disputado(s) por aquele clube na segunda volta.
Na divisão secundária, teremos mais um “derby” (Marinhais-Salvaterrense, actuais 5.º e 4.º classificados), a par de outros prélios de grande importância em termos da disputa pelo acesso à fase final, designadamente o Forense-QT-SC Rio Maior (respectivamente, 3.º e 6.º), Ortiga-At.Pernes (também 5.º e 4.º classificados na sua série) e o Caxarias-Pego (6.º e 2.º).
A Liga 3 tem a sua ronda de abertura da fase de apuramento de Campeão e de promoção à II Liga, tendo o U. Santarém a difícil missão de enfrentar o Mafra (2.º classificado na fase inicial).
No Campeonato de Portugal, cabe ao Fátima ser visitado pelo Oliveira do Hospital (3.º classificado, a um ponto da Naval 1893), ao passo que o Samora Correia recebe o Peniche (8.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Fevereiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 29.01.2026)
Já com a segunda volta em andamento, os emblemas do pódio (Fazendense, Mação e Torres Novas) concentram-se agora num diferencial pontual equivalente a um único triunfo; e, até o 4.º classificado, o sensacional e invicto Porto Alto, dista somente escassos cinco pontos do comandante. Isto, porque, na cimeira de líderes, o Fazendense levou a melhor sobre o Mação, “devolvendo” o 2-1 com que tinha sido desfeiteado na abertura da prova – assim reassumindo a posição cimeira –, enquanto os dois rivais mais próximos venciam também as respectivas partidas.
De assinalar em paralelo, nesta ronda inicial da segunda metade da prova, o facto, até agora inédito nesta temporada, de quatro dos seis últimos classificados terem vencido (ou até – se não considerarmos, para este efeito, o caso do “lanterna vermelha”, Tramagal – quatro triunfos em cinco, só o Cartaxo tendo sido também desfeiteado); o que, conjugado com as derrotas de quatro dos clubes do meio da tabela (Alcanenense, U. Tomar, Pontével e Coruchense), resultou igualmente num reagrupamento, com o 8.º classificado (U. Tomar) e o 14.º (Amiense, primeira equipa em zona de despromoção) agora separados apenas por curta margem de cinco pontos.
Destaques – No “jogo grande” da jornada, nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense recebia o Mação, num confronto entre os dois primeiros classificados, que, em função do desfecho da partida, trocaram de posição entre si pela terceira vez, na disputa pelo topo da tabela.
Foi um desafio algo atípico, em que, paradoxalmente, a melhor fase de cada formação em cada uma das partes se traduziu em superioridade do adversário no marcador: pese embora a iniciativa dos donos da casa, foram os maçaenses a abrir o activo, à passagem dos vinte minutos. Na etapa complementar, os anfitriões lograram restabelecer a igualdade logo de entrada, por via da conversão de uma grande penalidade; a partir daí seria o Mação a mostrar-se mais afoito em busca da vitória, que, todavia, acabaria por vir a sorrir ao Fazendense, noutro lance de bola parada, com infelicidade dos visitantes, sofrendo um auto-golo que ditou o resultado deste embate.
Começam a faltar palavras para qualificar o campeonato que o Porto Alto (“AREPA”) – clube que, sublinhe-se, participa no escalão principal apenas pela segunda vez (depois de um 10.º lugar entre onze concorrentes, na edição de 2011-12, tendo, então, averbado somente três triunfos) – vem realizando, passando a somar já nove vitórias, além de sete empates, subsistindo invencível, a dois pontos do 3.º classificado, Torres Novas. Na visita a Coruche, os forasteiros, com actuação personalizada, obtiveram mais um sucesso, derrotando o Coruchense por 2-0, com os dois tentos apontados na fase inicial do segundo tempo, não concedendo veleidades à turma do Sorraia.
De realçar ainda o triunfo (segundo seguido) do At. Riachense: depois de se ter superiorizado ao Pontével, o grupo dos Riachos bateu agora o Alcanenense por tangencial 1-0 (tento apontado logo ao sexto minuto), desfecho tanto mais de valorizar quanto o conjunto de Alcanena seguia numa série de cinco vitórias consecutivas. Saltando, num ápice, de cinco para onze pontos, o Riachense reduziu também para cinco o atraso pontual face aos últimos rivais posicionados acima da “linha de água” virtual (Entroncamento AC e Cartaxo), voltando, pois, a entrar na luta pela manutenção.
A nota final de destaque vai para a vitória do Amiense no Cartaxo, por 2-0, tendo os forasteiros marcado a meio da segunda parte, vindo a confirmar o desfecho em cima do minuto noventa. Com o terceiro triunfo obtido nas cinco últimas jornadas (mais um empate), a turma dos Amiais parece cada vez mais próxima de poder libertar-se da zona de descida, em contraponto com a situação dos cartaxeiros, em notória perda (terceiro desaire sucessivo), e só um ponto acima.
Confirmações – Os resultados dos quatro encontros restantes poderão enquadrar-se dentro da lógica. Ainda assim, o Torres Novas teve de se aplicar para levar de vencida o Águias de Alpiarça, por sofrido 2-1, depois de ter começado por ver-se em desvantagem ainda nos dez minutos iniciais, vindo a empatar mercê de um tento na própria baliza, estabelecendo o “placard” final no início da segunda parte da contenda. Um resultado relevante para os torrejanos, deixando os alpiarcenses mais isolados, no 5.º posto (a seis pontos do Porto Alto e já a oito do Torres Novas).
Os outros três prélios tiveram resultado coincidente (3-2): a favor dos visitados – Abrantes e Benfica e Entroncamento AC –, respectivamente na recepção ao U. Tomar e ao Pontével; em benefício dos forasteiros, no caso do At. Ouriense, no Tramagal, tendo a agremiação de Ourém sido a que maior partido tirou a nível da pauta classificativa, ascendendo do 10.º ao 7.º lugar.
Quer a formação da cidade ferroviária, quer a oureense, dispuseram de vantagem de dois golos (3-1), vindo, nas duas partidas, a consentir o segundo tento adversário já em período de compensação – anotando-se que, em ambos os casos, se chegou a registar situação de empate a uma bola, isto após Entroncamento AC e At. Ouriense terem começado por inaugurar o marcador (tendo-se atingido o intervalo com o resultado em 1-0, no Entroncamento; e de 1-2, no Tramagal).
Tal como sucedera na semana passada em Coruche, também em Abrantes o U. Tomar marcou primeiro (logo aos doze minutos), tendo, inclusivamente, ampliado a contagem para 2-0, ainda antes da meia hora; porém, à semelhança da ronda anterior, os nabantinos voltariam a ser derrotados, desta vez com contornos algo mais traumáticos, atendendo à vantagem de que haviam chegado a dispor e que esbanjaram ainda antes do intervalo, possibilitando à equipa do Abrantes e Benfica repor a igualdade (2-2), antes de, no recomeço, os abrantinos fixarem o 3-2 final.
A ganhar por 2-0, e com ascendente em termos exibicionais e motivacionais, o grupo unionista sentiu em demasia o primeiro tento adversário, vindo a ceder animicamente, perdendo o controlo. Após o terceiro golo sofrido, o União ainda esboçou resposta, empurrando o oponente para o seu sector recuado, tendo mesmo desperdiçado soberana ocasião para chegar ao 3-3, com um remate aos ferros da baliza, numa jogada em que o avançado surgia isolado; para além de outros lances já mais com o coração do que com a cabeça, sem a necessária eficácia. Uma derrota muito penalizadora, perante um rival que vinha de cinco desaires sucessivos, amplificando a inquietação suscitada pelo facto de o União apenas ter obtido quatro pontos nas sete últimas jornadas.
II Divisão Distrital – Os quatro primeiros da Série A ganharam, mantendo-se as posições relativas, tendo saído mais prejudicado o QT-SC Rio Maior (5.º), batido (2-1) pelo líder, Ouriquense, com os riomaiorenses agora a quatro pontos do duo que reparte a 3.ª posição (Forense e Salvaterrense). Na Série B, o Vasco da Gama mantém o pleno de (12) triunfos, tendo vencido o anterior vice-líder, U. Atalaiense, por categórico 3-0, tendo já dez pontos mais que o novo 2.º classificado (Pego), com o conjunto da Atalaia a ver aumentar o seu atraso para doze pontos!
Liga 3 – O U. Santarém culminou uma campanha de grande brilhantismo, com outra notável vitória (2-1) face ao vencedor da série, Belenenses (bisando o triunfo obtido no Restelo), garantindo assim a 4.ª posição e consequente qualificação para a fase de apuramento de Campeão e promoção à II Liga, a par de Belenenses, Mafra e Académica. Um excelente desempenho dos escalabitanos, a superar as expectativas, integrando-se entre os “grandes” desta competição!
Campeonato de Portugal – Ao invés, foi bastante aziaga a jornada para Fátima e Samora Correia, ambos derrotados: os fatimenses, por tangencial 2-1, na Marinha Grande, ante o Marinhense; os samorenses, goleados por 4-0 em Oliveira do Hospital. A dez rondas do final, o Fátima é agora 9.º (último em zona de manutenção), e só com um ponto mais que os mais directos perseguidores; o Samora Correia continua em último, a nove pontos do outro emblema do Distrito.
Antevisão – Na I Divisão Distrital o destaque maior vai para o encontro U. Tomar-Fazendense, tendo os unionistas a espinhosa missão de enfrentar o comandante; o Mação recebe o Cartaxo, sendo natural favorito, enquanto o Torres Novas se desloca a Pontével. No escalão secundário, realce para os jogos: Forense-Ouriquense, Rio Maior-Salvaterrense e At. Pernes-Vasco da Gama.
No Campeonato de Portugal, cabe ao Fátima ser visitado pelo Oliveira do Hospital (3.º classificado, a um ponto da Naval 1893), ao passo que o Samora Correia recebe o Peniche (8.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Janeiro de 2026)
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 22.01.2026)
A jornada com que se concluiu a primeira metade do Distrital da I Divisão voltou a ter um encontro adiado (entre Alcanenense e Cartaxo – sendo que os cartaxeiros passam a ter dois jogos em atraso no campeonato, não tendo também comparecido nas Fazendas de Almeirim, no desafio da Taça do Ribatejo). Com os triunfos dos dois primeiros classificados, Mação e Fazendense viram para a segunda parte da competição separados somente por um ponto, tendo agendado um “choque de titãs” já para este domingo. Para além da estreia do Riachense a ganhar, regista-se o deslize do Torres Novas, parecendo começar a afastar-se (agora a sete pontos) do topo da tabela (podendo beneficiar, ainda assim, do facto de ter um jogo a menos, agendado para o Cartaxo).
Destaques – A primeira nota de realce da 15.ª ronda vai para a vitória (2-0) do Mação em Abrantes, tendo os maçaenses confirmado a sua posição de comando, em contraponto ao agravamento da crise de resultados dos abrantinos, numa série muito negativa, de cinco derrotas consecutivas, que os fez cair do 6.º ao 11.º lugar. Bastaram pouco mais de cinco minutos, no início da segunda parte (dois tentos apontados, aos 51 e 57 minutos), para que o Mação arrumasse a contenda a seu favor, somando terceiro triunfo seguido na prova.
Em evidência continua o Porto Alto, que não só completa esta metade da prova ainda invicto (registando oito vitórias e sete empates), como, inclusivamente, ascendeu ao pódio, tendo vencido no Tramagal por categórico 3-0, e beneficiando do desfecho da partida do Torres Novas. Tendo chegado ao intervalo já em vantagem, os forasteiros selaram o desfecho do encontro com mais dois tentos, entre os 70 e os 85 minutos – beneficiando também do facto de o Tramagal ter ficado, entretanto, reduzido a dez elementos –, afirmando-se como segunda equipa mais goleadora.
Foi preciso esperar pela última jornada da primeira volta para que o Riachense alcançasse, enfim, a sua primeira vitória, por 3-2, frente ao Pontével. Após ter “ameaçado” em Torres Novas, na semana anterior, a formação dos Riachos, apostando numa recuperação que lhe possa proporcionar a manutenção no principal escalão, chegou, nesta partida, a dispor de vantagem de três golos (apontados aos 15 e 25 minutos, e, depois, logo no recomeço), não tendo os visitantes conseguido melhor do que reduzir até à diferença mínima. Com os quatro pontos averbados nos três últimos desafios, reduziu-se a cinco pontos o atraso do Riachense face à “linha de água”.
Confirmações – Numa ronda sem grandes surpresas – se assim não considerarmos o antes referido triunfo do At. Riachense –, as equipas do Fazendense, Coruchense e Águias de Alpiarça, actuando nos respectivos redutos, impuseram-se aos seus oponentes, pese embora pela diferença mínima, pelo que, mesmo que tal indicie naturais dificuldades, não deixaram de se sair a contento.
Nas Fazendas, ainda em “convalescença” do desaire sofrido em Alcanena (e da consequente perda da liderança), o Fazendense terá tido tarefa mais exigente do que se poderia esperar, perante um Amiense motivado pelos bons resultados recentes. Ainda assim, chegou relativamente cedo ao 2-0 (à passagem da meia hora de jogo), vindo a consentir o ponto de honra do adversário a meio do segundo tempo, a fazer prolongar a incerteza no desfecho (2-1) até ao termo da partida.
Em Coruche, o U. Tomar, com exibição personalizada, marcou primeiro, precisamente a meio da parte inicial, tendo preservado a vantagem até ao descanso. Porém, emulando o Mação, o Coruchense marcaria por duas vezes em escasso intervalo de tempo (entre os 50 e os 60 minutos), consumando a reviravolta no “placard”. Apesar das tentativas unionistas, o 2-1 a favor do conjunto do Sorraia não se alteraria, gorando-se a possibilidade de os tomarenses pontuarem.
Num prélio disputado em Alpiarça, por inversão da ordem dos jogos, portanto, com o Águias a actuar no seu terreno pela terceira ronda sucessiva, os alpiarcenses foram, desta feita, mais felizes: depois da derrota ante o Porto Alto, e do empate cedido frente ao Entroncamento AC, bateram o At. Ouriense, mercê de um solitário golo, apontado apenas na etapa complementar, reforçando, por ora, a 5.ª posição, nesta altura cinco pontos acima do Alcanenense (este com um jogo a menos), e com oito pontos de avanço face ao trio formado por U. Tomar, Coruchense e Pontével.
Por fim, no Entroncamento, a formação local somou o quarto empate sucessivo, ante o Torres Novas, a uma bola, desfecho que, atendendo ao factor casa, num confronto de tradicional rivalidade, não deixará de se revestir de alguma lógica. Não obstante os torrejanos se tenham adiantado no marcador a cerca de vinte minutos do final, os anfitriões tiveram ainda a capacidade de reagir em tempo útil, restabelecendo a igualdade menos de dez minutos volvidos, assim voltando a emergir acima da “linha de água”, em detrimento do Amiense.
II Divisão Distrital – O Vasco da Gama (3-1 na recepção à Ortiga) completou a primeira volta 100% vitorioso, numa magnífica série triunfal, já de onze jogos! U. Atalaiense (3-0 em Minde) e Pego (6-1 ao Abrantes e Benfica “B”) são os rivais melhor posicionados na série B, pese embora já a distantes nove e dez pontos do comandante, respectivamente. Anota-se, nesta série, o empate a quatro bolas, entre Lagartos do Sardoal e Ferreira do Zêzere, com o clube actual Campeão em título do Distrital bastante afastado (oito pontos) da zona de apuramento para a fase final.
Na série A, foi renhido o Moçarriense-Forense (2-1, a favor dos donos da casa), tendo o Ouriquense ido ganhar a Santarém, por tangencial 1-0. Com a vitória (2-1) averbada pelo Salvaterrense no “derby” ante o Glória do Ribatejo, temos agora Forense e Salvaterrense igualados na 3.ª posição, mas já a oito pontos do Moçarriense, e a dez do Ouriquense. Esta série mantém ainda tudo em aberto na luta pelo 3.º lugar, numa disputa muito repartida, envolvendo seis equipas, incluindo também: QT-SC Rio Maior, Marinhais, Glória do Ribatejo e Benavente
Liga 3 – O U. Santarém obteve um resultado positivo, atendendo às circunstâncias, dado ter empatado a zero em Mafra, ante o vice-líder, mantendo-se as posições, dado que o Atlético registou resultado idêntico na viagem à Serra da Estrela, para defrontar o Sp. Covilhã. As equipas do Belenenses, Mafra e Académica garantiram já o apuramento para a fase final, sendo a quarta e última vaga decidida apenas na derradeira jornada, entre U. Santarém e Atlético (com 22 pontos cada, mas com vantagem dos escalabitanos no critério de desempate) e Lusitano de Évora (21).
Campeonato de Portugal – A 15.ª ronda desta prova teve tendência mista, com um importante triunfo do Fátima, na recepção ao Lusitânia, por 2-0, proporcionando aos fatimenses subir ao 7.º posto, todavia apenas dois pontos acima da “linha de água”; já o Samora Correia foi desfeiteado no seu reduto, pelo Marinhense, também por 2-0, um desaire comprometedor ante um concorrente directo na luta pela manutenção, voltando a atrasar-se, agora a sete pontos da zona de “salvação”.
Antevisão – A ronda de abertura da segunda volta do Distrital integra, desde logo, um escaldante embate entre os dois primeiros, com o Fazendense a receber o Mação; ficando a faltar ainda 14 jornadas, nada ficará decidido, mas tal não retira importância ao desfecho deste desafio. De interesse serão também as partidas Coruchense-Porto Alto e Abrantes e Benfica-U. Tomar.
Na II Divisão, realce para os encontros: Vasco da Gama-U. Atalaiense, colocando frente-a-frente os dois melhores classificados da série B; Ouriquense-QT-SC Rio Maior; Salvaterrense-Benavente; para além, claro, de mais um “derby”: Marinhais-Glória do Ribatejo.
Não se antevê tarefa fácil para o U. Santarém, que encerra a sua participação na fase regular da Liga 3 recebendo o já vencedor da série, Belenenses; mas deverá recordar-se que os escalabitanos surpreenderam, tendo ido ganhar ao Estádio do Restelo, por 2-0, a fechar a primeira volta. O Atlético recebe o Mafra, deslocando-se o Lusitano a Sintra, para jogar com o 1.º Dezembro.
No Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia actuam, ambos, em terreno alheio, cabendo aos fatimenses visitar a Marinha Grande, para defrontar o Marinhense (11.º), que vem de um triunfo em Samora; por seu turno, os samorenses deslocam-se ao terreno do Oliveira do Hospital, actual 4.º classificado, em mais um desafio que se antecipa de elevado grau de complexidade.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Janeiro de 2026)



