Liga dos Campeões – Play-off (2ª mão) – PAOK – Benfica

29 Agosto, 2018 at 9:50 pm Deixe um comentário

PAOKPAOK – Alexandros Paschalakis, Léo Matos, Fernando Varela, José Ángel Crespo, Vieirinha, Maurício, José Cañas (63m – Yevhen Shakhov), Dimitris Pelkas, Dimitris Limnios (45m – Amr Warda), Omar El Kaddouri (76m – Chuba Akpom) e Aleksandar Prijović

BenficaBenfica – Odisseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Alex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (63m – Alfa Semedo), Pizzi (76m – Andrija Živković), Gedson Fernandes, Franco Cervi e Haris Seferović (85m – João Félix)

1-0 – Aleksandar Prijović – 13m
1-1 – Jardel – 20m
1-2 – Eduardo Salvio (pen.) – 26m
1-3 – Pizzi – 39m
1-4 – Eduardo Salvio (pen.) – 50m

Cartões amarelos – Léo Matos (8m), Maurício (33m), Fernando Varela (49m), Dimitris Pelkas (75m) e Yevhen Shakhov (84m); André Almeida (1m) e Jardel (34m)

Cartão vermelho – Léo Matos (76m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Os desafios a eliminar, disputados a duas mãos e com a particularidade do efeito dos golos marcados fora de casa assumem características muito próprias. É assim que, por exemplo, um empate a zero em casa não pode, hoje em dia, ser considerado um mau resultado; assim como, no caso presente, o empate a um registado na 1.ª mão, conferindo teórica vantagem ao PAOK, forçava o Benfica a ter de marcar em Salónica, o que, necessariamente, tem reflexos a nível da abordagem do jogo.

Todavia, o Benfica teria, desde o minuto “zero”, uma péssima entrada, parecendo perdido dentro de campo, desconcentrado e desposicionado, não acertando nas marcações aos adversários, o que originaria, logo nos instantes iniciais um cartão amarelo para André Almeida, que não teve outra alternativa senão parar em falta um lance perigoso, a que se seguiram outros momentos de aflição na zona defensiva benfiquista, com o PAOK a levar o perigo à área contrária pelo menos por três vezes no decurso dos dez primeiros dez minutos, em especial por via de um remate de Limnios.

Assim, não seria de todo surpreendente que a formação grega se colocasse em vantagem logo ao 13.º minuto, na sequência de um outro livre, com uma jogada de “laboratório” de excelente execução, com vários toques enleantes, “adormecendo” a defesa portuguesa, sem capacidade de reacção.

Um tento que, paradoxalmente – não alterando substancialmente a situação em que o Benfica se encontrava, que continuava a necessitar marcar, podendo tal, aliás, vir teoricamente a proporcionar condições para um eventual empate com mais golos, o que já serviria aos portugueses – como que afectaria a condição mental dos visitados, que, empolgados, não conseguindo refrear os ânimos, prosseguiriam uma toada de jogo intenso e aberto, tendo associado o correr de alguns inevitáveis riscos…

Já depois de uma nova ocasião para o PAOK, desta feita resultante de um contra-ataque rápido, surgiria então o lance capital da partida: aos 20 minutos, no segundo canto a seu favor, com alguma felicidade (contra a “corrente do jogo”), o Benfica chegava ao golo, por intermédio de uma boa execução de Jardel, de cabeça. Este golo significava não só o empatar o encontro – e a eliminatória -, como, paralelamente, traduziria um ponto de viragem, uma vez que, jogando fora de casa, um novo tento benfiquista passava a poder significar uma relevante vantagem na eliminatória.

Foi notória a forma como a equipa grega ficou afectada por este tento sofrido; a perturbação seria bem visível na forma atabalhoada como, poucos minutos volvidos, Paschalakis, procurando, “in extremis”, evitar um canto, cometeria um erro crasso: ao sacudir, com uma palmada, a bola para dentro do campo, colocou-a, inadvertidamente, no raio de acção de Cervi, tendo sido o instinto imediato de preservação do guardião grego o de derrubar o extremo benfiquista, originando assim uma grande penalidade…

Outra vez feliz – no remate de Salvio a bola embateria ainda na face interior do poste, antes de se anichar no fundo das redes -, o Benfica completava a reviravolta no marcador, passando a ganhar por 2-1, o que, simultaneamente, lhe conferia uma boa margem de segurança: num ápice, era o PAOK que passava a necessitar marcar dois golos para recuperar a vantagem na eliminatória!

Os donos da casa teriam ainda uma soberana oportunidade de restabelecer a igualdade, com Léo Matos, num cabeceamento quase à “queima-roupa”, a proporcionar a um muito atento Vlachodimos, com excelentes reflexos, a defesa da noite, numa magnífica estirada. Seria como que o “canto do cisne”.

Agora já numa fase de grande confiança – em contraponto com uma equipa grega que se ia “afundando” animicamente, rapidamente se apoderando dela a descrença -, o Benfica “abriu o livro”, começando a explanar o seu melhor futebol e, apenas mais quatro minutos decorridos, sentenciou definitivamente o desfecho da eliminatória, com um golo de Pizzi, de excelente execução, culminando uma boa combinação entre Grimaldo e Cervi, com este a fazer um cruzamento atrasado, com a bola ligeiramente acima do solo, proporcionando ao português, sobre a marca de grande penalidade, rematar, liberto de marcação, para o fundo da baliza, sem hipótese de defesa para Paschalakis.

A perder por 1-3 ao intervalo, qualquer veleidade que o PAOK pudesse ainda ter para a segunda parte seria prontamente eliminada, logo aos cinco minutos, desta feita com Varela a agarrar Jardel na área de rigor, e Felix Brych a sancionar os gregos, pela segunda vez, com um “penalty”. Chamado novamente à conversão, Salvio como que ensaiaria uma espécie de “Panenka”, com a bola a sair com pouca força, na zona central da baliza, e o guardião grego, que se atirara para um lado, ainda a tocar com a ponta do pé, mas a não evitar o quarto golo benfiquista.

A partir daí, até final – e à parte um cabeceamento de Prijović à trave, logo no minuto imediato -, pouco mais se jogou: o Benfica limitou-se a gerir o tempo, perante uma equipa grega já desmoralizada, que se veria ainda reduzida a dez elementos para o derradeiro quarto de hora de jogo.

Com grande eficácia ofensiva – em flagrante constraste com o que se verificara em Lisboa – e aproveitando o nervosismo evidenciado por Paschalakis (que, na Luz, fizera uma exibição soberba, negando qualquer hipótese de golo à turma portuguesa, que só marcara também de “penalty”), o Benfica mostrou, no cômputo das duas mãos, ser claramente superior ao PAOK, apurando-se com toda a justiça – pese embora as falhas apresentadas e os evitáveis sustos que sofreu – para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, na qual marca presença pela nona época consecutiva, registo apenas igualado por Real Madrid, Barcelona e Bayern!

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