Liga dos Campeões – 3ª Jornada (Benfica – Olympiakos)

23 Outubro, 2013 at 8:38 pm Deixe um comentário

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Nemanja Matić, Enzo Pérez (82m – Ruben Amorim), Nico Gaitán (82m – Rodrigo), Ola John (45m – Ivan Cavaleiro), Lima e Óscar Cardozo

OlympiakosOlympiakos – Roberto Jiménez; Leandro Salino, Kostas Manolas, Dimitris Siovas, José Holebas, David Fuster (69m – Sambou Yatabaré), Giannis Maniatis, Alejandro Domínguez (88m – Carl Medjani), Andreas Samaris, Vladimir Weiss (56m – Delvin N’Dinga) e Kostas Mitroglou

0-1 – Alejandro Domínguez – 29m
1-1 – Óscar Cardozo – 83m

Cartões amarelos – Enzo Pérez (55m) e Nico Gaitán (62m); David Fuster (36m), Vladimir Weiss (42m) e Kostas Mitroglou (59m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

No primeiro de dois duelos luso-helénicos que se antecipa possam vir a ser determinantes para a definição do segundo clube qualificado neste grupo, a equipa do Benfica entrou em campo “a todo o gás”: aos quatro minutos já registava três cantos a seu favor, Cardozo, na conversão de um livre, com um potente remate, obrigara Roberto, o bem conhecido guarda-redes espanhol, agora ao serviço do Olympiakos, a uma excelente defesa, a revelar grande concentração, e Luisão desperdiçara uma outra flagrante oportunidade de marcar.

Porém, o “gás” rapidamente se evaporaria, com a formação benfiquista, gradualmente, a perder ritmo de jogo, e, pior, a perder também o controlo de jogo a meio-campo, perante um opositor que, durante a primeira parte, seria sempre mais rápido, criando algumas situações de apuro – tinha tido também o golo iminente, a seu favor, logo aos cinco minutos -, até acabar mesmo por chegar ao golo.

Para o segundo tempo, com o Benfica em desvantagem no marcador, o treinador Jorge Jesus optaria por trocar Ola John por Ivan Cavaleiro, que fazia a sua estreia em jogos das competições europeias (depois de se ter estreado na equipa principal no sábado, em partida da Taça de Portugal), um jogador de características mais “explosivas”.

Mas Jesus não deve ter consultado o boletim meteorológico… a chuva que caía sobre o Estádio da Luz transformar-se-ia em dilúvio, inundando o relvado, que, até cerca de um quarto de hora do fim do encontro, esteve verdadeiramente impraticável, com a bola a parar, sistematicamente retida a cada poça de água. Durante cerca de meia hora foi impossível jogar futebol, com o jogo a transformar-se em autêntica “lotaria”, com uma imprevisibilidade constante sobre qual seria a trajectória da bola a cada chuto, e onde (ou se) se deteria na água.

O que, naturalmente, facilitava a tarefa de quem defendia, com os jogadores do Benfica, a necessitarem de construir jogadas ofensivas, numa tenaz mas inglória luta contra… a água.

Quando, enfim, nos últimos dez minutos, com a chuva, já não tão inclemente, enfim a dar alguma trégua, o relvado conseguira assegurar uma drenagem mínima para que a bola voltasse a rolar e se pudesse voltar a jogar futebol, o Benfica acabaria por ser feliz: Jesus mal tinha acabado de fazer uma dupla substituição, fazendo entrar Ruben Amorim e Rodrigo para os lugares dos dois jogadores “amarelados”, quando, na sequência de um canto (mal assinalado pelo árbitro, que, aliás teve uma arbitragem bastante contestada, com pelo menos uma grande penalidade por assinalar a favor do Benfica), o guardião Roberto teve uma das suas recorrentes saídas em falso, deixando espaço à entrada de Óscar Cardozo, que não desperdiçaria o ensejo de empatar.

Jogar-se-iam ainda mais cerca de dez minutos (incluindo o tempo de compensação), mas, com o Olympiakos então apostado em manter, no mínimo, a igualdade, a turma benfiquista já não teria engenho e arte para completar a reviravolta no marcador, deixando tudo em aberto para daqui a quinze dias, em Atenas, onde as equipas se voltarão a encontrar. E onde o Benfica terá de jogar bem mais ( e melhor) do que fez hoje, em particular no primeiro tempo.

Com o empate final – que acabou por ser porventura o mais ajustado ao que as duas equipas exibiram, no conjunto dos 90 minutos – quebraram-se duas séries: o Benfica registava sete vitórias sucessivas no Estádio da Luz em jogos nas provas europeias; por seu lado, o Olympiakos somava já 27 desafios consecutivos em competições europeias sem empate!

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