Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona

29 Setembro, 2021 at 9:52 pm Deixe um comentário

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Valentino Lazaro (45m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (75m – André Almeida), Rafael “Rafa” Silva (86m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (86m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (75m – Adel Taarabt)

Barcelona – Marc-André ter Stegen, Eric García, Gerard Piqué (33m – Pablo Gavira “Gavi”), Ronald Araújo, Sergi Roberto (89m – Óscar Mingueza), Frenkie de Jong, Sergio Busquets (68m – Nicolás “Nico” González), Pedro “Pedri” González (68m – Philippe Coutinho), Sergiño Dest, Luuk de Jong (68m – Anssumane “Ansu” Fati) e Memphis Depay

1-0 – Darwin Núñez – 3m
2-0 – Rafael “Rafa” Silva – 69m
3-0 – Darwin Núñez (pen.) – 79m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (33m), Rafael “Rafa” Silva (56m), Alejandro “Álex” Grimaldo (62m) e Julian Weigl (72m); Gerard Piqué (12m), Eric García (54m), Sergiño Dest (78m) e Nicolás “Nico” González (86m)

Cartão vermelho – Eric García (87m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Era preciso já recuar alguns anos para encontrar uma vitória do Benfica sobre um gigante do futebol europeu: 1-0 ao Borussia Dortmund em Fevereiro de 2017 (numa eliminatória da “Champions” que, na 2.ª mão, não deixou boas memórias); 2-1 no Vicente Calderón, frente ao At. Madrid, há precisamente seis anos (a 30 de Setembro); 2-1 à Juventus em Abril de 2014, nas meias-finais da Liga Europa.

Para encontrar uma vitória por três (ou mais) golos ante um desses colossos é necessário recuar ainda muito mais: 5-1 ao Feyenoord em Março de 1972; ou, igualmente, 5-1 ao Real Madrid em Fevereiro de 1965. Para encontrar uma (a única, até à data) vitória face ao Barcelona, teremos de regressar no tempo, até 31 de Maio de 1961 (há mais de 60 anos!), à final de Berna, na qual o Benfica se sagrou Campeão Europeu pela primeira vez.

Só isto já permitirá bem dar uma noção da grandeza do feito alcançado pelo Benfica esta noite. É verdade que foi obtido ante uma equipa do Barcelona a atravessar uma enorme crise, desfalcada de Messi, e, porventura ainda mais importante que isso, forçada, por motivos financeiros, a reestruturar o seu plantel, recorrendo à sua formação. Mas o Benfica teve o grande mérito de, em mais uma gloriosa noite europeia, materializar – de forma categórica – o seu “favoritismo” (de que muitos desconfiámos) para este jogo.

As coisas não poderiam ter começado melhor (para o Benfica), nem pior (para um Barcelona, por estes dias, a duvidar imenso de si próprio): estavam apenas completos os dois minutos iniciais quando Darwin, no seu jeito muito “em força”, rompeu a defesa contrária, descaído sobre o lado esquerdo, ultrapassando um frágil Eric García, antes de se internar ligeiramente e rematar junto ao poste mais próximo, sem hipótese de defesa para Ter Stegen. O Benfica entrava a ganhar e adquiria, desde logo, um fantástico suplemento anímico, a reforçar a sua confiança.

Não obstante, no imediato, o Barcelona não se descompôs, assumindo até o controlo da posse de bola, evidenciando a qualidade individual dos seus jogadores, em especial Frenkie de Jong e, sobretudo, Pedri, fazendo a equipa portuguesa sofrer durante bastantes largos minutos. A turma catalã criou, pelo menos, três soberanas ocasiões para marcar, mas a desinspiração de Luuk de Jong, a par da grande concentração de Lucas Veríssimo, proporcionaram que a baliza benfiquista se mantivesse inviolada. Um período em que o Benfica foi feliz, com a sorte do jogo pelo seu lado.

Entretanto Piqué, já a começar a acusar alguma natural veterania, vira, logo aos 12 minutos, um cartão amarelo, tendo beneficiado do indulto do árbitro, que lhe poupou, ainda antes da meia hora de jogo, o segundo amarelo e consequente expulsão. Koeman, avisado, retirou-o de campo logo aos 33 minutos, optando por fazer baixar Frenkie de Jong para o eixo da defesa. Tal revelar-se-ia um fulcral erro estratégico.

Privado da influência do neerlandês na condução da manobra da equipa na zona nevrálgica do meio-campo, o Barcelona possibilitaria então ao Benfica começar a “ter bola”, com a dupla Weigl-João Mário em destaque, procurando explorar a potência física de Darwin, no ataque à profundidade, assim como a velocidade de Rafa, a baralhar a defesa contrária. Numa saída intempestiva de Ter Stegen da baliza, o uruguaio contornou o guardião, mas, de bastante longe e com ângulo apertado, mais não conseguiu que rematar à base do poste.

Koeman voltaria a ser infeliz quando, precisamente a meio da segunda parte, optou por fazer uma tripla substituição, em simultâneo, fazendo sair de campo um já muito desgastado Pedri. Os três substitutos não tinham entrado há mais de um minuto, portanto, procurando ainda posicionar-se no terreno, quando o Benfica ampliou a vantagem: João Mário, à entrada da área, contemporizou, tabelando no momento preciso com Yaremchuk, que lhe devolveu a bola de imediato; João Mário rematou, mas Ter Stegen fez a mancha, rechaçando a bola para a zona central, onde, muito oportuno, Rafa, de primeira, não perdoou, desferindo um míssil teleguiado para o fundo da baliza. O Barcelona estava derrotado.

Dez minutos volvidos, um subtil contacto de Dest com o braço na bola foi sancionado com grande penalidade, que Darwin, imperturbável, converteu no terceiro tento benfiquista. Estava consumada a goleada. A finalizar mais uma noite terrível, a formação da Catalunha ficaria reduzida a dez elementos, mas já não havia tempo para mais.

O Benfica, que teve, esta noite, a possibilidade de exponenciar as suas maiores qualidades – e beneficiando da inconsistência exibicional do adversário -, vencia de forma incontestável, por números expressivos, ante um Barcelona, com jogadores de indiscutível qualidade, mas que – repleto de equívocos tácticos, apresentando-se de forma desorganizada e em enorme crise de confiança – necessitará de muito trabalho para se poder constituir numa efectiva equipa.

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