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Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Benfica – Real Madrid

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes (80m – Sidny Lopes Cabral), Gianluca Prestianni (81m – Dodi Lukébakio), Rafael “Rafa” Silva (74m – Richard Ríos), Andreas Schjelderup (74m – Heorhiy Sudakov) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis

Real MadridReal Madrid – Thibaut Courtois, Trent Alexander-Arnold, Antonio Rüdiger, Dean Huijsen, Álvaro Carreras (90+9m – Daniel “Dani” Carvajal), Federico Valverde, Arda Güler (86m – Brahim Díaz), Aurélien Tchouaméni, Eduardo Camavinga (90+4m – Thiago Pitarch), Kylian Mbappé e Vinícius Júnior

0-1 – Vinícius Júnior – 50m

Cartões amarelos – Gianluca Prestianni (78m), José Mourinho (85m – Treinador) e Heorhiy Sudakov (90+2m); Vinícius Júnior (51m) e Kylian Mbappé (87m)

Cartão vermelho – José Mourinho (85m – Treinador)

Árbitro – François Letexier (França)

É bem mais difícil escrever sobre este jogo do que sobre o de há três semanas. E não por causa da derrota. Mas, fundamentalmente, pela forma como o que deveria ser um dia de festa foi estragado, transformando-se numa triste noite, não só para o futebol e o desporto, mas em termos da sociedade em geral.

Procurando arrumar, desde já, o que acabou por se tornar numa mancha que se deixou alastrar, provocando – por via do inaceitável comportamento de um seu jogador, e de uma gestão de comunicação de crise absolutamente desastrosa, lesiva da imagem e da história do clube – gravíssimos danos reputacionais ao Benfica, no preciso momento em que está sob os holofotes globais, atendendo também à projecção do adversário em causa, apenas o clube mais emblemático a nível mundial: o que o Benfica (a sua Direcção) deveria ter feito, de imediato, era simples e básico: repudiar veementemente (passe o pleonasmo) qualquer forma de racismo; e proceder à abertura de processo interno de inquérito.

Sabemos, todos, que o problema – seja de racismo, seja de homofobia – está incrustado na sociedade, mesmo que possa parecer dormente. O que, naturalmente, não obsta a que sejam de evitar generalizações (“Os benfiquistas são racistas”) ou unanimismos (“Prestianni devia ser irradiado”) perigosos, sem respeito, sequer, pelo básico princípio da presunção de inocência.

Mas a mensagem tem de ser clara: não pode haver contemplações. Na sociedade, no Mundo, e no tempo em que vivemos, não é mais admissível qualquer tipo de menorização, ou sequer, discriminação social, em função de características físicas de um qualquer indivíduo.

Sobre o jogo: evidentemente, não há dois jogos iguais. O contexto era diferente, o foco dos jogadores era distinto. O rumo que os acontecimentos levaram acabou por escapar ao controlo (ao que poderia ser expectável) de todos.

Esta partida acabou por incorporar três partes bem diferenciadas: uma, nos primeiros vinte cinco a trinta minutos, com toada repartida; outra, até aos 50 minutos, em que o Real Madrid, colocando grande aceleração, encostou o Benfica “às cordas”; e uma, final, após a interrupção que se seguiu ao golo da equipa espanhola, em que ninguém parecia estar já “com cabeça” para prosseguir o jogo.

O facto de se tratar de uma fase a eliminar, a duas mãos, gera, instintivamente, um sentido de auto-preservação, de contenção do risco, dando prioridade à segurança do sector defensivo, com escassas oportunidades de golo. Na meia hora inicial, regista-se um lance de maior perigo para cada lado: primeiro, por Vinícius, a rematar ao lado; de seguida, Aursnes, com um pontapé de meia-distância, a solicitar boa intervenção de Courtois.

O Real Madrid colocaria então, grande intensidade, em pressão alta, não deixando o adversário respirar; à beira do intervalo adivinhou-se o golo, por mais de uma ocasião: primeiro numa rápida investida de Alexander-Arnold, a assistir Mbappé, que, porém, não chegou à bola; pouco depois, de novo o francês, com um potente remate; Trubin, chamado a trabalho de elevado grau de dificuldade, foi, então, crucial, para manter as suas redes a zeros.

As coisas não se alterariam substancialmente no recomeço, com o Real praticamente a entrar a ganhar, num “golo de bandeira” de Vinícius, a desferir um tiro, em arco, indefensável, a colocar a bola no vértice da baliza.

O jogo acabou nesse momento. O avançado brasileiro, de forma necessariamente admissível, foi celebrar o golo com uma dança, bamboleando-se junto à bandeirola de canto, o que – num ambiente efervescente – provocou exacerbada reacção adversa na bancada, com inaceitáveis arremesso de objectos e insultos de cariz racista. Também menos razoável se tornaria, então, a repetição da provocação (depois de se ter afastado, voltaria a essa zona), já depois de alerta do árbitro, o que levou mesmo a que Vinícius fosse admoestado com cartão amarelo. O argentino Prestianni seria, logo nesse momento, o primeiro a insurgir-se – também de forma excessiva – com a atitude do jogador contrário, tendo-se instalado a confusão entre os vários intervenientes, de um lado e de outro, em pleno relvado.

Os ânimos pareciam ter, de alguma forma serenado, dentro de campo, quando – no instante em que se preparava o pontapé de recomeço, no círculo central – Vinícius terá dirigido impropérios (“cagón de mierda”, terá dito) a Prestianni, o qual, tapando a boca com a camisola, o interpelou novamente. Acto súbito, o brasileiro desatou a correr desenfreadamente para a linha lateral, queixando-se que o argentino lhe teria dirigido insultos racistas, e manifestando a sua intenção de abandonar o campo (tendo, por seu lado, Prestianni alegado que não lhe terá chamado “mono”/”macaco”, mas “maricón”). O árbitro, de imediato, suspendeu o jogo, que assim se manteve interrompido durante mais de dez minutos, numa fase, de novo, de mau comportamento de parte dos adeptos.

No entretanto, Mourinho, falando com Vinícius, procurou convencê-lo a retomar a partida, também com Mbappé a mostrar-se muito activo, na defesa do seu colega de equipa. O jogo acabaria mesmo por ser reatado, mas estava indelevelmente contaminado pelo que sucedera, como que relegado para plano secundário.

Até final, cada vez que Vinícius – algo comprometido, como que a jogar a medo – tocava na bola, era sonoramente apupado. Perante o sucedido, o Benfica terá pouca moral para reclamar, mas parece claro que, tal como sucedera no desafio anterior, o Real Madrid deveria ter terminado reduzido a nove elementos: Valverde (mesmo que inadvertidamente) deu um soco na cara de Dahl e o próprio Vinícius deveria ter visto segundo cartão amarelo, por falta mais intensa.

Para acabar em maré negativa, seria, ao invés, Mourinho a ser expulso (o que o afasta do Bernabéu), por ter reclamado do facto de o árbitro ter também poupado cartões amarelos a Carreras e a Tchouaméni – que, caso lhes tivessem sido exibidos, teriam ficado fora do encontro da 2.ª mão, em Madrid.

Em suma, desde os 50 minutos, futebol houve muito pouco. Prejudicados foram todos, mas, principalmente (por responsabilidades próprias, de jogadores, treinador, adeptos e Direcção), a instituição Benfica.

17 Fevereiro, 2026 at 11:03 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio do “Play-off” intercalar

AS Monaco – Paris Saint-Germain
Galatasaray – Juventus
Benfica – Real Madrid
Borussia Dortmund – Atalanta
Qarabağ – Newcastle United
Club Brugge – Atlético de Madrid
Bodø/Glimt – Internazionale
Olympiacos – Bayer Leverkusen

Os jogos da primeira mão serão disputados a 17 e 18 de Fevereiro, estando a segunda mão agendada para dias 24 e 25 de Fevereiro.

Por seu lado, em função das classificações da “Fase de Liga”, o alinhamento dos 1/8 de final será o seguinte (jogos a disputar a 10, 11, 17 e 18 de Março):

AS Monaco/Paris Saint-Germain – FC Barcelona ou Chelsea
Galatasaray/Juventus – Liverpool ou Tottenham
Benfica/Real Madrid – Sporting ou Manchester City
Borussia Dortmund/Atalanta- Arsenal ou Bayern München
Qarabağ/Newcastle United – Chelsea ou FC Barcelona
Club Brugge/Atlético de Madrid – Tottenham ou Liverpool
Bodø/Glimt/Internazionale – Manchester City ou Sporting
Olympiacos/Bayer Leverkusen – Bayern München ou Arsenal

30 Janeiro, 2026 at 12:29 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2025-26 – 8ª Jornada – Resultados e Classificação

28.01.2026 - Ajax - Olympiacos                            1-2
28.01.2026 - Arsenal - Kairat Almaty                      3-2
28.01.2026 - AS Monaco - Juventus                         0-0
28.01.2026 - Athletic Bilbao - Sporting                   2-3
28.01.2026 - Atlético de Madrid - Bodø/Glimt              1-2
28.01.2026 - Bayer Leverkusen - Villarreal                3-0
28.01.2026 - Borussia Dortmund - Internazionale           0-2
28.01.2026 - Club Brugge - O. Marseille                   3-0
28.01.2026 - Eintracht Frankfurt - Tottenham              0-2
28.01.2026 - FC Barcelona - F.C. Copenhagen               4-1
28.01.2026 - Liverpool - Qarabağ                          6-0
28.01.2026 - Manchester City - Galatasaray                2-0
28.01.2026 - Pafos - Slavia Praha                         4-1
28.01.2026 - Paris Saint-Germain - Newcastle United       1-1
28.01.2026 - PSV Eindhoven - Bayern München               1-2
28.01.2026 - Union Saint-Gilloise - Atalanta              1-0
28.01.2026 - Benfica - Real Madrid                        4-2
28.01.2026 - Napoli - Chelsea	                          2-3

28 Janeiro, 2026 at 11:15 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 8ª Jornada – Benfica – Real Madrid

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes, Gianluca Prestianni (87m – João Rego), Heorhiy Sudakov (83m – Enzo Barrenechea), Andreas Schjelderup (90+3m – António Silva) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (90+3m – Franjo Ivanović)

Real MadridReal Madrid – Thibaut Courtois, Federico Valverde, Raúl Asencio, Dean Huijsen (79m – David Alaba), Álvaro Carreras (79m – Brahim Díaz), Arda Güler (79m – Jorge Cestero), Aurélien Tchouaméni (55m – Eduardo Camavinga), Jude Bellingham, Franco Mastantuono (55m – Rodrygo de Goes), Vinícius Júnior e Kylian Mbappé

0-1 – Kylian Mbappé – 30m
1-1 – Andreas Schjelderup – 36m
2-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 45m
3-1 – Andreas Schjelderup – 54m
3-2 – Kylian Mbappé – 58m
4-2 – Anatoliy Trubin – 90+8m

Cartões amarelos – Leandro Barreiro (11m) e Samuel Dahl (85m); Aurélien Tchouaméni (3m), Raúl Asencio (45m), Dean Huijsen (62m), Álvaro Carreras (67m) e Rodrygo de Goes (90+6m)

Cartões vermelhos – Raúl Asencio (90+2m) e Rodrygo de Goes (90+7m)

Árbitro – Davide Massa (Itália)

Ou a prova provada que, por vezes, os milagres acontecem mesmo!

Analisada a tabela classificativa à entrada para a última jornada desta fase, assim como o alinhamento de jogos para esta noite decisiva, sabia-se que o Benfica – partindo no 29.º lugar – necessitaria de, pelo menos, ultrapassar cinco concorrentes (e esperando não ser ultrapassado, na diferença de golos, pelo… Pafos – 30.º). Tarefa impossível?

Bem, vistas as coisas, havia várias conjugações possíveis de resultados que poderiam beneficiar as pretensões benfiquistas; o mais difícil parecia mesmo o requisito indispensável de ter de derrotar o “todo poderoso” Real Madrid (que, à entrada para este jogo, era 3.º classificado)…

De facto, para além do seu próprio desafio, a equipa portuguesa necessitaria de um mínimo de cinco desfechos favoráveis em nove das outras contendas da ronda, cujo grau de probabilidade se poderia, em teoria, ordenar assim:

(i) O FC Copenhaga (26.º) não ganhar em Barcelona;
(ii) O Bodø/Glimt (28.º) não ganhar, em Madrid, ao At. Madrid;
(iii) O Olympiacos (24.º) não ganhar, em Amesterdão, ao Ajax;
(iv) O Napoli (25.º) não ganhar ao Chelsea;
(v) O Club Brugge (27.º) não ganhar ao O. Marseille;
(vi) O Athletic Bilbao (23.º) não ganhar ao Sporting;
(vii) O PSV Eindhoven (22.º) perder, em casa, com o Bayern;
(viii) O Monaco (21.º) perder, em casa, com a Juventus; e
(ix) O Bayer Leverkusen (20.º) perder, em casa, com o Villarreal.

***

Deixando de parte esses considerandos, um Benfica corajoso e ambicioso, realizaria uma notável exibição, na linha da conseguida na recepção ao Napoli, em Dezembro passado, determinado em poder alcançar a vitória que lhe era imprescindível.

Impondo, desde início, um ritmo forte e grande dinâmica, beneficiando das debilidades defensivas do Real Madrid, a formação benfiquista só por grande falta de eficácia chegou ao intervalo (apenas) com a vantagem mínima (resultado que, aliás, perante tanto desperdício, poderia ter sido ainda bem mais penalizador).

A aposta de Mourinho em Prestianni e Schjelderup nas alas revelou-se vencedora, com a velocidade dos extremos a colocar a “cabeça em água” aos defesas contrários, que nunca conseguiram encontrar antídoto para travar as múltiplas investidas benfiquistas: reflexo disso, os extraordinários registos atingidos a nível das principais estatísticas, com um total de 22 remates, dos quais 12 à baliza e, nada menos, de sete grandes oportunidades de golo!

O primeiro momento de frisson ocorreu logo aos sete minutos, num alívio de Carreras, com a bola a esbarrar em Tomás Araújo e a sair muito próximo do poste. À passagem do quarto de hora, no mesmo minuto, “reclamou-se” penalty por duas vezes, tendo o árbitro assinalado mesmo a segunda delas, a qual, contudo, seria revertida pelo “VAR”. Mais seis minutos volvidos seria Courtois, com uma soberba intervenção, a negar o golo a Prestianni, num remate em arco. No canto, Aursnes, na cara do guarda-redes, rematou à figura.

Mas as coisas podiam ter corrido mesmo mal: a par da aparente inépcia na finalização, o Benfica viria a ver-se em desvantagem no marcador, à passagem da meia hora, numa das primeiras vezes em que a turma espanhola chegara à área contrária, num cabeceamento de Mbappé.

Inevitavelmente, acusando o tento sofrido, a equipa de alguma forma como que se descompôs, valendo, pouco depois, um voo de Trubin para evitar o que teria sido o segundo golo dos “merengues”, que, a acontecer, significaria o xeque-mate nas aspirações do clube português.

Não obstante, os astros começariam a alinhar-se: no minuto imediato, a culminar rápido contra-ataque, Schjelderup, com boa execução, também de cabeça, restabelecia a igualdade.

E o Benfica só não marcou de novo, outra vez devido a ter pecado incrivelmente na finalização: Schjelderup, com a “baliza aberta”, rematou contra Valverde; no canto, Barreiro não conseguiu cabecear para o fundo da baliza, com a bola a tocar na parte exterior das redes; e, pouco depois, Dedić, a optar pelo remate, em vez de assistir Pavlídis, em posição ideal para poder marcar.

Mas a avalancha ofensiva do Benfica era de tal modo insistente, qual “rolo compressor”, que o golo acabaria mesmo por chegar, mesmo à beira do descanso, na conversão de uma grande penalidade, a sancionar contacto (“agarrão”) de Tchouaméni sobre Otamendi.

***

Pausa, então, para fazer o ponto de situação, em função dos resultados que se verificavam nos outros Estádios no final da primeira parte: o Benfica subira ligeiramente na pauta, ao 27.º posto, tendo ultrapassado o Bodø/Glimt (empatado a um em Madrid) e o Olympiacos (com o jogo ainda a zeros em Amesterdão). Era curto para as aspirações portuguesas, mas faltava ainda uma agitada segunda metade…

***

No recomeço, depois do “puxão de orelhas” que se pode imaginar ter acontecido no balneário, o Real Madrid procurou entrar com outra atitude, forçando o Benfica a superar-se, e ir em busca do seu melhor nível, quer em acções atacantes, como, principalmente, nessa fase, para procurar controlar a sempre temível dupla Vinícius e Mbappé.

Não estavam ainda decorridos dez minutos da etapa complementar quando Schjelderup, numa das suas mais conseguidas exibições, ampliava o “placard” para 3-1, num remate colocado. O Benfica estava “nas nuvens”.

Mas este conforto de uma margem de dois golos seria “sol de (muito) pouca dura” (aliás, numa noite de chuva inclemente, efeito da tempestade Kristin, que, durante a madrugada, com ventos ciclónicos, devastara a região Centro do País).

Volvidos somente quatro minutos, Mbappé, outra vez, também ele a bisar, reduzia de novo para a diferença mínima e lançava a dúvida, fazendo crescer a incerteza.

A partir daí, ainda com meia hora por jogar – e pese embora Sudakov ter tido ainda um perigoso remate, rente ao poste -, o cariz da partida começaria a alterar-se substancialmente: ao Benfica começava a faltar o fôlego para manter o ritmo, enquanto o Real parecia poder tornar-se mais ameaçador, com duas atentas defesas de Trubin (aos 77 e 78 minutos).

Mesmo que apenas no subconsciente, gradualmente iria ganhando força a ideia de, prioritariamente, procurar preservar a tão preciosa vantagem. Na cabeça de todos passou a estar o pensamento na evolução dos resultados dos outros encontros…

***

A meio da segunda parte o Benfica subira ao 25.º lugar: fora novamente ultrapassado pelo Bodø/Glimt – que de, forma sensacional, operara a reviravolta em Madrid, e ganhava por 2-1 ao Atlético – e pelo Olympiacos, que marcara em Amesterdão; mas ultrapassara, entretanto, o PSV (a perder 0-1 com o Bayern), Athletic Bilbao (que ia empatando, a dois golos, com o Sporting), Napoli (também igualado a duas bolas, com o Chelsea) e o FC Copenhaga (já a perder por 2-1 em Barcelona, depois de até ter começado por inaugurar o marcador).

Nessa altura, para se apurar, a turma da Luz estaria dependente, nomeadamente, de um golo do Ajax (frente ao Olympiacos) ou do At. Madrid (com o Bodo/Glimt).

Até que, às 21h28 (69 minutos de jogo em Amesterdão), o Ajax empatava frente ao Olympiacos, e o Benfica ascendia, pela primeira vez, a posição de apuramento (24.º posto)!

O momento de alegria não perduraria muito, uma vez mais. Nove minutos decorridos, o PSV empatava com o Bayern, relegando o Benfica, de novo, para a 25.ª posição.

Até final, nos últimos doze minutos de jogo em cada campo, haveria ainda mais dez golos; cinco deles sem influência prática nestas contas, da qualificação: o 4-1 no Barcelona-Copenhaga; o 6-0 no Liverpool-Qarabağ; o 2-3 apontado pelo Chelsea em Nápoles; e o 3-1 e 4-1 do Pafos ante o Slavia de Praga – até acabarem todos os outros prélios (antes do termo do da Luz), ficara a faltar um golo ao Pafos…

Numa empolgante “noite louca” do futebol europeu – como, porventura, nunca antes se terá vivido a nível das competições da UEFA -, vejamos então o impacto dos restantes (cinco) golos finais:

  • Às 21h39 (79m), o Olympiacos fazia o 2-1 em Amesterdão, empurrando o Benfica ainda um degrau mais para baixo (26.º);
  • Em paralelo, o Club Brugge ampliava para 3-0 a contagem frente ao O. Marseille – um golo que, nessa altura, mantinha tudo inalterado, mas que acabaria por vir a revelar-se absolutamente determinante;
  • Às 21h43 (84m), o Bayern recolocava-se em vantagem (2-1) em Eindhoven; o Benfica ultrapassava assim o PSV, subindo outra vez à 25.ª posição. Para se apurar bastaria um golo do At. Madrid ou da Juventus (no Mónaco)… como serviria também mais um golo do Brugge ante o Marseille (na verdade, o que, a partir daquele preciso instante, e no decurso de quase vinte longos minutos, passaria a faltar – circunstância para a qual só bastante “fora de horas” se veio a despertar –, era, simplesmente, um golo adicional do Benfica);
  • Às 21h54 (94m), também mesmo a findar, o Sporting chegava ao 3-2 em Bilbau, garantindo um fantástico apuramento directo para os 1/8 de final (a par de cinco clubes ingleses, do Bayern e do Barcelona; e, inclusivamente, terminando classificado à frente do Manchester City – e, por coincidência, em detrimento, precisamente, do Real Madrid, assim relegado para um indesejado 9.º lugar)!

Às 21h57, já praticamente todos os jogos tinham chegado ao fim… excepto em Madrid e na Luz. Nesse exacto minuto, tinha-se tornado evidente só restarem duas hipóteses: marcar o At. Madrid… ou o Benfica.

***

Regressemos ao Estádio da Luz: o Benfica evidenciava, há largos minutos, falta de frescura, em aparente contraponto com o Real Madrid, mesmo que, a espaços – nomeadamente num desvio de Barreiro na pequena área, com mais uma grande defesa de Courtois (84 minutos) – procurasse ainda levar perigo ao sector recuado contrário.

José Mourinho transmitira já sinais inequívocos, fazendo entrar Barrenechea para trancar o resultado; até que, chegado o minuto 90+3 (o árbitro concedera cinco minutos de tempo de compensação), faria as últimas substituições, reforçando ainda mais a aposta na defesa do 3-2, em especial com a entrada de António Silva, por troca com Schjelderup, numa clara manobra de “marcha atrás”.

Só que o Real Madrid, com os seus jogadores, estranhamente, de “cabeça perdida”, cometeriam, então, uma espécie de “hara-kiri”, com duas expulsões (aos 92 e aos 97 minutos – no caso de Rodrygo, com duplo amarelo, num minuto, por se ter excedido nos protestos), que se viriam a revelar também cruciais no sublime lance derradeiro.

***

Às 21h58 – em paralelo com as últimas substituições de Mourinho – terminava o encontro em Madrid, com uma muito imprevista vitória da turma norueguesa. O Benfica estava por sua (única) conta: precisava (mesmo) de marcar mais um golo, para ultrapassar o Marseille!

***

Estavam quase esgotados os cinco minutos que Davide Massa concedera. E, breves segundos antes do excelso final, Trubin, após recolher uma bola que se escapara aos adversários, arrojava-se ao relvado, a “queimar tempo”.

Até que, vindo da bancada, um tonitruante clamor colectivo alertou todos (quer o treinador, quer os jogadores admitiram que não se tinham conseguido aperceber da necessidade de marcar esse tal golo suplementar), pedindo em uníssono, à moda antiga: “só mais um!”.

Ao minuto 97 (portanto, já nos “descontos dos descontos”), com o Real Madrid reduzido a nove elementos, surge um livre a favor do Benfica na zona intermediária; Aursnes, com um cruzamento teleguiado, leva a bola direitinha para a zona da entrada da área, em que o guarda-redes benfiquista – enfim incentivado pelo seu treinador a subir à área adversária – antecipando-se a todos, apareceu a cabecear, com um gesto técnico cheio de intenção, para o fundo da baliza de Courtois.

Eram 22h02, o Benfica ampliava o marcador para 4-2… e garantia, literalmente no último segundo (o árbitro apitaria de imediato), o apuramento para o play-off da Liga dos Campeões!

Foi o delírio dentro e fora de campo!

Após os 5-3 da Final da Taça dos Campeões Europeus de 1962 e dos 5-1 de 1965, em mais uma noite de magia, o Benfica voltava – pela terceira vez em quatro confrontos entre ambos – a golear o mais poderoso clube do planeta, detentor do maior palmarés a nível global (15 vezes Campeão Europeu e 9 vezes Campeão Mundial), Real Madrid!

***

Afinal, nos outros nove jogos que interessavam ao Benfica, apenas tinham acabado por se verificar quatro (dos cinco) resultados de que necessitaria (os das alíneas (i), (iv), (vi) e (vii) dos “considerandos” iniciais). Falhou ao emblema português, fundamentalmente, o At. Madrid (derrotado, contra todas as expectativas, no seu próprio reduto, pelo Bodo/Glimt)…

O Benfica consumara a ultrapassagem de: (i) Marseille (que, à partida, era 19.º – equipa melhor posicionada de entre as que tinham 9 pontos à entrada para esta última jornada –, e que, para além do diferencial de 3 pontos, dispunha de vantagem de 4 golos na diferença geral de golos, motivo pelo qual terá estado fora das cogitações, até tão tarde, a possibilidade de vir a ser superada… e terminar mesmo por ser eliminada), assim como (ii) do PSV (que era 22.º), (iii) Athletic Bilbao (23.º), (iv) Napoli (25.º) e (v) FC Copenhaga (26.º).

Acabou, assim, in extremis, por não ser necessário ultrapassar os anteriores 27.º (Club Brugge) e 28.º classificados (Bodo/Glimt) – que concluíram a prova, respectivamente, no 19.º e no 23.º lugar –, nem o Olympiacos (que, neste último dia, subiu de 24.º a 18.º).

***

A esta hora, a imagem do épico golo de Anatoliy Trubin (que foi, justamente, felicitado pelo próprio Thibaut Courtois) continua, incessantemente, a correr Mundo…

28 Janeiro, 2026 at 11:05 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2025-26 – 7ª Jornada – Resultados e Classificação

20.01.2026 - Kairat Almaty - Club Brugge                  1-4
20.01.2026 - Bodø/Glimt - Manchester City                 3-1
20.01.2026 - F.C. Copenhagen - Napoli                     1-1
20.01.2026 - Internazionale - Arsenal                     1-3
20.01.2026 - Olympiacos - Bayer Leverkusen                2-0
20.01.2026 - Real Madrid - AS Monaco                      6-1
20.01.2026 - Sporting - Paris Saint-Germain               2-1
20.01.2026 - Tottenham - Borussia Dortmund                2-0
20.01.2026 - Villarreal - Ajax                            1-2
21.01.2026 - Galatasaray - Atlético de Madrid             1-1
21.01.2026 - Qarabağ - Eintracht Frankfurt                3-2
21.01.2026 - Atalanta - Athletic Bilbao                   2-3
21.01.2026 - Chelsea - Pafos                              1-0
21.01.2026 - Bayern München - Union Saint-Gilloise        2-0
21.01.2026 - Juventus - Benfica                           2-0
21.01.2026 - Newcastle United - PSV Eindhoven             3-0
21.01.2026 - O. Marseille - Liverpool                     0-3
21.01.2026 - Slavia Praha - FC Barcelona                  2-4

21 Janeiro, 2026 at 11:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 7ª Jornada – Juventus – Benfica

JuventusJuventus – Michele Di Gregorio, Pierre Kalulu, Gleison Bremer, Lloyd Kelly, Andrea Cambiaso (70m – Juan Cabal), Manuel Locatelli (86m – Teun Koopmeiners), Khéphren Thuram-Ulien, Weston McKennie, Fabio Miretti (45m – Francisco Conceição), Kenan Yıldız (82m – Filip Kostić) e Jonathan David (70m – Ikoma-Loïs Openda)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes, Gianluca Prestianni (77m – João Rego), Heorhiy Sudakov (69m – Enzo Barrenechea), Andreas Schjelderup (69m – Franjo Ivanović) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis

1-0 – Khéphren Thuram-Ulien – 55m
2-0 – Weston McKennie – 64m

Cartões amarelos – Manuel Locatelli (49m) e Lloyd Kelly (88m)

Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)

Quem não marca, sofre!… Ou como voltar a ser uma quimera o apuramento para a fase seguinte da “Champions”.

O jogo até começara com uma Juventus mais ameaçadora, com Otamendi e Trubin a ser chamados a oportunas intervenções em defesa da sua baliza, mas a verdade é que a primeira parte foi equilibrada, com as duas formações a ajustarem-se e a anularem-se.

O Benfica teria uma primeira oportunidade, ainda antes da meia hora, mas Sudakov não foi eficaz, não tendo tido êxito na tentativa de ludibriar o guardião contrário.

Ao invés, a segunda metade deixou entrever, logo de entrada, uma configuração diferente, com a equipa portuguesa a dispor de um par de claras ocasiões de marcar, porém sem ter conseguido materializar em golo sucessivas falhas defensivas da Juventus.

Seria, contudo, “sol de pouca dura”: numa desconcentração, que resultou numa perda de bola em “zona proibida”, à entrada da área, a formação italiana não perdoou, com Thuram a rematar para o fundo da baliza, sem apelo nem agravo, inaugurando o marcador, numa altura em que muito pouco parecia estar a fazer para tal desiderato.

O Benfica, que acreditara poder ter-se colocado em vantagem, sentiu sobremaneira o tento sofrido e como que se desorientou, desunindo-se. Não tardaria o segundo tento do conjunto italiano, a selar o desfecho da partida.

E seria ainda Trubin a negar o que poderia ter sido o terceiro, evitando “in extremis” o auto-golo de um seu colega.

E, quando tudo está mal, pode ficar “ainda pior”, pelo menos em termos anímicos: a machadada final, já dentro dos derradeiros dez minutos, seria uma infeliz tentativa de Pavlídis converter uma grande penalidade – a sancionar uma falta “desnecessária”, num lance sem perigo iminente –, com um remate desastrado, muito ao lado da baliza, consequência do facto de ter escorregado, não tendo conseguido apoiar-se devidamente no terreno.

Num balanço geral, o (maior) controlo do jogo por parte da turma portuguesa revelou-se improfícuo, e – para além das oportunidades logo no recomeço – nem se poderá dizer que tenha sido um problema, sobretudo, de eficácia; maior condicionante foi a falta de profundidade do futebol (incapaz de penetrar nos “últimos 20 metros”). Acresce, depois do primeiro golo sofrido, o bloqueio mental que pareceu ter-se apoderado da equipa, incapaz de voltar a pensar o jogo.

A dois pontos da zona de qualificação para o “play-off”, à entrada para a última jornada, o Benfica não só enfrenta a dificuldade inerente a um desafio com o “todo-poderoso” Real Madrid, como, adicionalmente, o facto de ter ficado dependente dos resultados de mais de meia dúzia de equipas (todas elas já com nove ou oito pontos, classificadas entre o 19.º e o 26.º lugares) – no limite, até do actual 30.º classificado, Pafos, em igualdade pontual e só com saldo negativo superior em dois golos.

Para poder ainda sonhar, teria de se materializar uma bastante improvável conjugação de resultados favoráveis às suas pretensões, quase que como que acertar no “Euromilhões”.

21 Janeiro, 2026 at 10:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2025-26 – 6ª Jornada – Resultados e Classificação

09.12.2025 - Kairat Almaty - Olympiacos                   0-1
09.12.2025 - Bayern München - Sporting                    3-1
09.12.2025 - AS Monaco - Galatasaray                      1-0
09.12.2025 - Atalanta - Chelsea                           2-1
09.12.2025 - FC Barcelona - Eintracht Frankfurt           2-1
09.12.2025 - Internazionale - Liverpool                   0-1
09.12.2025 - PSV Eindhoven - Atlético de Madrid           2-3
09.12.2025 - Union Saint-Gilloise - O. Marseille          2-3
09.12.2025 - Tottenham - Slavia Praha                     3-0
10.12.2025 - Qarabağ - Ajax                               2-4
10.12.2025 - Villarreal - F.C. Copenhagen                 2-3
10.12.2025 - Athletic Bilbao - Paris Saint-Germain        0-0
10.12.2025 - Bayer Leverkusen - Newcastle United          2-2
10.12.2025 - Borussia Dortmund - Bodø/Glimt               2-2
10.12.2025 - Club Brugge - Arsenal                        0-3
10.12.2025 - Juventus - Pafos                             2-0
10.12.2025 - Real Madrid - Manchester City                1-2
10.12.2025 - Benfica - Napoli                             2-0

10 Dezembro, 2025 at 10:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Napoli

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Richard Ríos, Enzo Barrenechea, Fredrik Aursnes (90m – Tiago Freitas), Leandro Barreiro (90m – José Neto), Heorhiy Sudakov (76m – António Silva) e Franjo Ivanović (76m – Evangelos “Vangelis” Pavlídis)

NapoliNapoli – Vanja Milinković-Savić, Sam Beukema (45m – Matteo Politano), Amir Rrahmani, Alessandro Buongiorno (59m – Juan Jesus), Giovanni Di Lorenzo, Scott McTominay, Eljif Elmas (81m – Antonio Vergara), Mathías Olivera (45m – Leonardo Spinazzola), David Neres, Noa Lang (74m – Lorenzo Lucca) e Rasmus Højlund

1-0 – Richard Ríos – 20m
2-0 – Leandro Barreiro – 49m

Cartões amarelos – Amar Dedić (78m); Noa Lang (52m) e Antonio Vergara (87m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

É caso para questionar: onde estava este Benfica?

Em mais um jogo sem margem de erro, obrigada a ganhar para poder manter alguma esperança, defrontando o actual campeão de Itália, a equipa benfiquista realizou a sua melhor exibição desta temporada.

Assumindo, desde o começo, a iniciativa, fê-lo de forma assertiva, sem tibiezas, mesmo quando, ainda em fase prematura do desafio, desperdiçou dois golos “cantados”, primeiro por Ivanović (isolado na cara do guarda-redes, a fazer como que um “passe”) e, logo depois, por Aursnes, também sem marcação, a rematar ligeiramente ao lado, de tanto procurar colocar a bola.

Há que reconhecê-lo e dizê-lo: esta exibição teve “dedo” de Mourinho, desde logo pela forma como organizou a equipa dentro de campo, procedendo a algumas alterações cirúrgicas, para optimizar o rendimento perante o adversário em concreto: as entradas de Tomás Araújo, para o centro da defesa, e de Ivanović, pese embora em detrimento de um valor seguro como se tem revelado Pavlídis. Mourinho apostou e ganhou.

Numa conjugação de bons desempenhos, em que se anotam os de Ríos e Sudakov, mais do que as individualidades, foi o colectivo a sobressair.

Tal era a enxurrada de futebol ofensivo do Benfica, perante uma atónita equipa do Napoli, sem encontrar antídotos, que, aos vinte minutos, já a equipa portuguesa poderia estar a ganhar por 3-0!

Mesmo que só tivesse conseguido materializar um desses lances em golo, num toque subtil de Ríos, a desviar a bola do alcance do guardião – dando inegável (pese embora escassa) justiça ao resultado –, ficava a promessa que, mantendo a consistência, o desfecho só poderia ser favorável.

É verdade que a turma italiana procurou mostrar-se mais afoita após se ter visto em desvantagem, mas não causaria efectivo perigo.

Tal fora o desnível exibicional das duas formações durante a primeira parte, que Antonio Conte não hesitou em fazer duas mexidas no “onze” logo ao intervalo.

Contudo, não teriam tempo de “mostrar serviço”, dado que, ainda antes dos cinco minutos da metade complementar, já o Benfica ampliava a vantagem, passando a beneficiar de uma margem que lhe conferia bom conforto, num cruzamento (muito) bem medido de Richard Ríos, a assistir Leandro Barreiro, que, com um toque de calcanhar, direccionou a bola para o fundo da baliza.

O Napoli arriscou, passando a acercar-se mais amiúde do sector defensivo contrário, mas, em paralelo, concedendo também maiores espaços, que o Benfica poderia ter aproveitado, noutras duas ocasiões, em que, todavia, o guarda-redes Milinković-Savić esteve a grande “altura”, tapando o caminho para as suas redes.

As estatísticas valem o que valem: o Benfica conseguiu, por fim – após uma longa série de sete partidas sem ganhar na Luz, em jogos da “Champions League”, desde a goleada de 4-0 frente ao At. Madrid, no início de Outubro do ano passado (dois empates e cinco derrotas) –, voltar a triunfar em casa, mas, mais relevante foi a forma categórica como o fez, mandando no jogo.

Esta segunda vitória na presente edição da prova alimenta a esperança de um (ainda algo remoto) apuramento, que parecia estar já fora de causa. Será, muito provavelmente, necessário ganhar um jogo (em Turim, com a Juventus, ou ante o Real Madrid) – um eventual cenário de dois empates não deverá ser suficiente –, mas, se o Benfica conseguir dar continuidade a esta bitola exibicional, não será impossível…

10 Dezembro, 2025 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação

25.11.2025 - Ajax - Benfica                               0-2
25.11.2025 - Galatasaray - Union Saint-Gilloise           0-1
25.11.2025 - Borussia Dortmund - Villarreal               4-0
25.11.2025 - Chelsea - FC Barcelona                       3-0
25.11.2025 - Bodø/Glimt - Juventus                        2-3
25.11.2025 - Manchester City - Bayer Leverkusen           0-2
25.11.2025 - O. Marseille - Newcastle United              2-1
25.11.2025 - Slavia Praha - Athletic Bilbao               0-0
25.11.2025 - Napoli - Qarabağ                             2-0
26.11.2025 - F.C. Copenhagen - Kairat Almaty              3-2
26.11.2025 - Pafos - AS Monaco                            2-2
26.11.2025 - Arsenal - Bayern München                     3-1
26.11.2025 - Atlético de Madrid - Internazionale          2-1
26.11.2025 - Eintracht Frankfurt - Atalanta               0-3
26.11.2025 - Liverpool - PSV Eindhoven                    1-4
26.11.2025 - Olympiacos - Real Madrid                     3-4
26.11.2025 - Paris Saint-Germain - Tottenham              5-3
26.11.2025 - Sporting - Club Brugge                       3-0

26 Novembro, 2025 at 10:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Ajax – Benfica

AjaxAjax – Vítězslav Jaroš, Youri Regeer (83m – Raúl Moro), Josip Šutalo, Youri Baas, Owen Wijndal (60m – Jorthy Mokio), Davy Klaassen (74m – Kian Fitz-Jim), Ko Itakura, Kenneth Taylor, Rayane Bounida (74m – Oscar Gloukh), Mika Godts (74m – Kasper Dolberg) e Wout Weghorst

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, António Silva, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Enzo Barrenechea, Richard Ríos, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro (90m – Rodrigo Rêgo), Heorhiy Sudakov (81m – Tomás Araújo) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (90m – Manuel “Manu” Silva)

0-1 – Samuel Dahl – 6m
0-2 – Leandro Barreiro – 90m

Cartões amarelos – Wout Weghorst (69m); Samuel Dahl (74m)

Árbitro – Sven Jablonski (Alemanha)

O fantasma dos zero pontos foi afastado, a vitória (os três pontos) – num desafio em que se defrontaram os dois últimos classificados, únicos ainda sem pontuar nesta edição da “Champions League” – era o resultado obrigatório para que o Benfica pudesse continuar a sonhar, mas a exibição foi muito pobre.

Frente a um rival combalido, não só pela frustrante campanha europeia, mas, principalmente, pela irreconhecível prestação no campeonato dos Países Baixos (actual 6.º classificado, já a 14 pontos do líder, PSV, quando estão disputadas apenas 13 jornadas) – sem vencer há três jogos, vindo, aliás, de duas derrotas, traduzindo-se a mais recente num desaire caseiro ante uma equipa do fundo da tabela –, a formação portuguesa não poderia esperar melhor do que, praticamente, entrar a ganhar em Amesterdão.

Na sequência de um canto, e beneficiando do alívio do guarda-redes para a sua frente (a bom remate de cabeça de Ríos), Dahl surgiu embalado, a disparar um míssil teleguiado, sem hipótese de defesa.

Porém, o Benfica não teria a capacidade para, aproveitando a fase de maior fragilidade do oponente, se “agigantar” e, porventura, de sentenciar o desfecho do jogo.

Ao invés, permitiria que, gradualmente, o Ajax de alguma forma se recompusesse em termos anímicos e viesse a tomar conta do jogo, sem que o conjunto benfiquista conseguisse ter posse de bola.

O Benfica teve então a sorte de não ter sofrido o golo do empate, numa excelente ocasião de Klaassen, negada por notável intervenção de Trubin.

Na primeira metade do segundo tempo a toada do jogo não se alterou, e a turma portuguesa continuou a sofrer, perante a ameaça neerlandesa, outra vez com o seu guardião a ser chamado a desviar um perigo remate de Bounida, logo à passagem dos cinco minutos; e, poucos minutos volvidos, em nova oportunidade de Klaassen, a falhar o remate, frente a Trubin.

A vitória só pareceu mais segura a partir do momento em que Mourinho apostou tudo no reforço do sector defensivo, com a entrada de Tomás Araújo, a formar uma defesa a cinco, momento a partir do qual passou a dominar por completo a zona mais recuada do campo, evitando maiores sustos, face a um adversário que ia descrendo, já sem soluções.

Nesses dez minutos finais o Benfica teria então um par de lances em que, por fim, conseguiu lançar a bola para as costas da defesa contrária, beneficiando dos espaços, um deles aproveitado da melhor forma por Leandro Barreiro, numa boa combinação com Aursnes, a conseguir isolar-se e a não vacilar frente a Jaroš, selando o triunfo benfiquista.

No cômputo geral, se a vitória se poderá aceitar como desfecho com alguma lógica, atendendo à improdutividade do futebol ofensivo do Ajax, o marcador acabou por ser claramente lisonjeiro para o Benfica. Um caso notório em que o resultado foi bem melhor que a exibição.

Veremos se a equipa terá possibilidade de dar a sequência desejada, dada a imperiosa necessidade de ganhar também o(s) próximo(s) jogo(s), a começar pela recepção ao Napoli.

25 Novembro, 2025 at 8:39 pm Deixe um comentário

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