Archive for 8 Julho, 2004

LEONARDO – CÓDICES TRIVULZIANO E MADRID

O Códice Trivulziano data dos primeiros anos da fase milanesa, encontrando-se na Biblioteca do Castelo Sforzesco, em Milão. É uma das colecções mais antigas de textos de Leonardo, contendo apontamentos de gramática e lexicografia, com longas listas de palavras derivadas do latim, uma forma de aprendizagem da língua desenvolvida pelo génio para uso próprio.

Os Códices Madrid I e Madrid II apenas foram descobertos nos anos 60 do século XX, estando conservados na Biblioteca Nacional de Madrid. O primeiro é uma colecção de ilustrações e máquinas, especialmente têxteis, e de peças mecânicas. O segundo contém reflexões sobre os problemas da fundição de um cavalo em bronze e os projectos do canal artificial para desviar o curso do rio Arno.

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8 Julho, 2004 at 7:45 pm

EURO 2004 – A a Z (P)

Pauleta . Sempre infeliz até ao jogo final; “a bola não queria entrar”; teve ainda de sofrer com uma paragem por duplo amarelo, que o afastou – ao fim de uma “interminável” série de cerca de 50 jogos -, da titularidade. No jogo contra a Holanda, porfiou, porfiou, mas van der Sar não lhe permitiu ter êxito. Na Final, “passaria ao lado do jogo”; aceitando-se a opção de Scolari na sua chamada à titularidade, tardaria contudo a sua substituição por Nuno Gomes.

Paulo Ferreira . Talvez o mais infeliz dos jogadores: ficou associado ao primeiro golo da Grécia e seria vítima das mudanças de Scolari, não mais tendo oportunidade de se redimir do erro fatal. Regressaria à equipa, novamente com a Grécia, na sequência da lesão de Miguel… novamente para perder.

Petit . Com a aposta de Scolari em Maniche (dadas as suas características mais ofensivas), acabaria por ficar confinado a pequenas intervenções, em momentos de grande pressão adversária, quando era necessário assegurar o resultado. Nessas oportunidades, cumpriu com o que dele se esperava, mas teve pouco tempo de jogo. Esperaria concerteza mais da sua participação.

Poborski . Já em 1996 nos eliminara, com um .chapéu. a Vítor Baía. Quando muitos o julgariam .acabado., surgiu com grande fulgor numa renovada equipa checa, como um dos poucos resistentes da geração mais velha. Sempre com grande dinamismo, seria o .campeão das assistências., com 4 passes para golo. Excelente prova, a que faltou a consagração da presença na Final.

Portugal . A melhor classificação de sempre, numa prova que começou mal, com uma (então) surpreendente derrota com a Grécia, que nos colocou em posição difícil. Quando se iniciou o jogo com a Rússia, após o termo do Espanha-Grécia, sabia-se já que Portugal teria a absoluta necessidade de vencer os 2 jogos que lhe restavam na Fase de Grupos. A partida com a Rússia seria sofrida, mostrando uma equipa com uma imensa intranquilidade… Que surgiria completamente transfigurada no jogo decisivo com a Espanha, o jogo do “mata-mata”. Uma atitude notável, um pouco de felicidade e Portugal embalaria para uma excelente carreira. A perder desde o início do jogo com a Inglaterra, mostrou grande personalidade, tendo força anímica para lutar até ao fim, no jogo mais empolgante da prova. A vitória frente à Holanda seria a consequência natural de uma dinâmica de vitória que parecia imparável… Não conseguindo manter o elevado nível competitivo, Portugal assumiu, ainda assim, o favoritismo que lhe era atribuído para a Final, procurando sempre o golo… que não chegaria. [E isto depois de uma série record de 10 jogos consecutivos sempre a marcar em Fases Finais dos Europeus. A propósito, atente-se nas fotos – de lances de suposto perigo, como cantos ou livres -, com os 11 gregos dentro da sua área, e com rígidas marcações “homem-a-homem”…].

A um nível mais geral, do próprio país, esta competição e o desempenho que a selecção portuguesa foi conseguindo, provocaram uma enorme vaga de entusiasmo, que foi crescendo de jogo para jogo, primeiro com as bandeiras de Portugal nas janelas, nos carros, depois com as roupas com as nossas cores, culminando com o apoio no percurso da equipa desde o centro de estágio (Alcochete) até aos Estádios, com os barcos de pescadores no Tejo, acompanhando o trajecto na Ponte Vasco da Gama, os “motards” e a multidão nas ruas. Um sentimento de união em torno de um “projecto” mobilizador como há muito não se via; uma “injecção de auto-estima” que tanto precisávamos e que deverá ser aproveitada para novos projectos de âmbito mais genérico. Valeu a pena!

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8 Julho, 2004 at 7:05 pm 1 comentário

EURO 2004 – A a Z (O)

Otto Rehhagel – O mais velho treinador da prova, parece ter o condão de transfigurar os pequenos em “gigantes”; começou por promover o Werder Bremen, da 2ª Divisão à Bundesliga (em 1981), aí permanecendo durante 14 anos, levando o clube ao topo do futebol alemão; em 1997, nova proeza, inédita ao nível dos principais campeonatos da Europa, ao conquistar em anos consecutivos, ao serviço do Kaiserslautern, os campeonatos da 2ª e da 1ª divisão alemãs. Desde Agosto de 2000, ao comando da selecção grega, atinge – de forma completamente inesperada – a glória máxima europeia, com muita sabedoria na estruturação estratégica e táctica da equipa, jogando “feio” (se o futebol fosse jogado como o jogou a Grécia, não seria “o maior desporto do mundo“…), mas abolutamente eficaz. Um “deus” no Olimpo.

Organização . Uma palavra apenas: .Impecável.! Citando o presidente da UEFA, Lennart Johansson: .Nunca vi nada assim. O melhor Europeu de sempre!.. .Estou orgulhoso de termos atribuído a organização a Portugal.. Uma grande vitória para Portugal. De que devemos – todos – sentir orgulho.

Owen . Não sendo tão explosivo como se poderia esperar, seria algo “ofuscado” pela .explosão. de Rooney, mas, quando teve oportunidade, não deixou de inscrever o seu nome na lista dos marcadores.

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8 Julho, 2004 at 6:25 pm

EURO 2004 – A a Z (N)

Nedved . O grande .patrão. da equipa checa, que parecia .talhada. para mais altos voos. A sua lesão na meia-final com a Grécia poderá ter contribuído (inclusivamente no aspecto anímico) para a quebra que a equipa denotaria no termo do jogo, com desfecho final no prolongamento. Podia ter alcançado a consagração, mas, mais uma vez, não teve sorte (já falhara, por castigo, uma final da Liga dos Campeões).

Nikopolidis . A primeira base da solidez da equipa grega começava na confiança que depositava no seu guarda-redes, sempre muito seguro, quase dando a garantia à equipa de que marcar um golo seria o suficiente para ganhar os jogos. Excelente Europeu. O “título” passou por aqui.

Nuno Gomes . Não tão exuberante como no EURO 2000, viveu sempre .à sombra. de Pauleta, procurando agarrar as oportunidades que Scolari lhe ia dando. Marcou o golo decisivo contra a Espanha, que despoletaria a carreira de sucesso da equipa portuguesa, radicalmente transformada a partir desse jogo, a partir do momento em que passou a acreditar em si própria, numa fé, crença e vontade inabaláveis de vencer. Na Final, aceitando-se a opção de Scolari, pelo jogo esforçado que Pauleta fizera com a Holanda, talvez tenha entrado “tarde de mais”.

Nuno Valente . Beneficiou também da .revolução. de Scolari, “roubando” o lugar a Rui Jorge, para não mais o perder. Sem ser exuberante, foi sempre um garante de segurança, com a sua atitude de grande luta, não dando muitas oportunidades aos adversários.

P. S. Novos agradecimentos, a Melga e Bolota X.

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8 Julho, 2004 at 8:55 am

EURO 2004 – A a Z (M)

Maniche . Esteve quase .para ficar de fora.; seria chamado .à última hora., “roubando” o lugar a Luís Boa Morte. Viria a ser a peça decisiva do puzzle. Correu quilómetros em todos os jogos, .dando o litro., sem evidenciar nunca sinais de esgotamento; um verdadeiro .poço de energia.. Pleno de auto-confiança, nunca teve receio de arriscar o remate à baliza. e “petiscou”, com excelentes golos, um deles (contra a Holanda), o melhor golo do Campeonato. Sem ele, talvez Portugal não tivesse conseguido o sucesso que alcançou.

Miguel . Agarrou com .unhas e dentes. a oportunidade que Scolari lhe proporcionou, na sequência do erro de Paulo Ferreira que daria o primeiro golo à Grécia; beneficiou da postura atacante sempre assumida por Portugal, o que fez com que não se notassem eventuais debilidades defensivas. Um bom Campeonato, superando as expectativas.

Moreira . Chegado do Europeu de Esperanças nas vésperas do início da prova, e, possivelmente, .em trânsito. para os Jogos Olímpicos, o jovem guarda-redes teve uma óptima experiência de aprendizagem de sucesso ao mais alto nível. De que poderá aproveitar futuramente.

Mostovoi . Foi por ele que se começou a “desmoronar” a equipa russa, com a contestação às opções do treinador. Seria expulso da equipa que, a partir daí, ficaria dispersa, sem unidade e concentração.

Há 1 ano no Memória Virtual – Os blogues e a dialéctica autor/leitor

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8 Julho, 2004 at 8:05 am


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