Archive for Junho, 2004

1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (V)

GUINÉ-BISSAU – PAÍS DE FUTURO (II)

A chegada a Bissau – para quem contactava pela primeira vez com a realidade africana – foi um “choque”, começando pelo clima tropical (um “bafo” extremamente quente, à saída do avião, no início de Janeiro, com o “ar pesado” devido ao elevado nível de humidade), pelas sumárias “infra-estruturas” do aeroporto; a primeira visita à cidade de Bissau não deixou de ser uma experiência “enriquecedora”: a singeleza da cidade, os seus edifícios degradados, em contraste com a “agressiva” dinâmica do trânsito automóvel (talvez com cerca de 60 % de “táxis”) e com a imensidão de gente que se acumulava à beira da estrada (entre o aeroporto e a cidade) e no “Mercado do Bandim” (se bem me lembro do nome), vendendo de tudo um pouco (principalmente produção agrícola básica, nomeadamente frutas tropicais).

Mas, ao mesmo tempo, a simpatia calorosa do povo guineense, a sua “reverência” para com os portugueses e o instinto de “portugalidade” que transportavam ainda (durante a semana, era fácil ouvir em espaços públicos a RDP Internacional; ao fim-de-semana, toda a gente vibrava com os relatos de futebol; na segunda-feira, discutiam-se as exibições do Benfica, Porto e Sporting como em qualquer localidade portuguesa…).

Um povo que aparentava contentar-se com pouco; não dispondo de uma infinidade de recursos materiais que temos normalmente no nosso dia a dia, mas, não obstante, um povo “feliz”. A esplanada da “Baiana”, numa das principais praças (“Che Guevara”, mesmo ao lado da EAGB) era o ponto de encontro da comunidade portuguesa, assim como o restaurante “Asa Branca” (se bem me recordo dos nomes, a esta distância temporal). Havia até uma discoteca “Kapital”!

A Guiné era um país absolutamente tranquilo, onde era possível, sem qualquer tipo de receio, andar sozinho na rua à noite (por exemplo, na estrada que ligava o aeroporto à cidade, tendo o Hotel a “meio do caminho”), sem qualquer iluminação pública, ou seja, completamente às escuras.

Nada indicava que, cerca de um mês depois, fosse desencadeada uma guerra, nunca completamente esclarecida, mas que terá sido despoletada tendo por motivação a defesa de interesses de um conjunto de militares. Foi um processo doloroso, em que a Guiné terá sofrido grande destruição.

Procurou-se depois instaurar um regime democrático, mas o processo tem sido muito complexo, desde logo com as divergências entre o primeiro-ministro do governo de transição e o Presidente da República (Kumba Ialá) e, mais tarde, com a morte do líder dos revoltosos de 1998 (Ansumane Mané).

Passaram cinco anos. Em que o país esteve “parado”. Um compasso de espera demasiado longo para quem tem tanto (quase tudo) por fazer.

Ontem, novo “golpe de Estado”, como sempre partindo dos militares; que interesses estarão na sua base? Quais os seus objectivos e consequências? Haverá condições para a realização de eleições minimamente livres? Poderemos esperar alguma evolução na democracia guineense no curto prazo?

Para que a Guiné-Bissau possa vir a singrar no contexto dos países da África Ocidental, para que seja um “país de futuro”, é absolutamente imprescindível (passe o pleonasmo e a evidência que se segue) que possa ser “bem governada”; não dispondo de particulares recursos naturais, é essencial que a cooperação internacional seja utilizada em proveito de todos os guineenses e do real desenvolvimento do país. É fundamental que haja estabilidade política que permita criar as condições para atrair o investimento estrangeiro. Não será uma tarefa fácil, mas depende principalmente dos guineenses!

Texto editado originalmente em 15.09.03.

29 Junho, 2004 at 12:30 pm 1 comentário

OBRIGADO

A todos os amigos que me enviaram palavras simpáticas, o meu muito obrigado! Vou gostar muito de poder continuar a “receber as vossas visitas”…

Catarina (100nada), Vítor (A Verdade da Mentira), Rui (Adufe), Almocreve das Petas, Gabriel (Blasfémias), Paulo Gorjão (Bloguitica), Carla (Bomba Inteligente), Fernando (Cidadão do Mundo), MacGuffin (Contra a Corrente), Cruzes Canhoto, Martin Pawley (Dias Estranhos), Duende (Doendes & Duente), Walter (Forum Comunitário), João (Fumaças), Pedro (Icosaedro), Carlos (Ideias Soltas), Innersmile, Isabel, Nuno P. (Janela para o rio), Jcd (Jaquinzinhos), José Manuel, Nuno (Mar Salgado), Alexandre (No Arame), C. A. P. (Prima Desblog), Joaquim (Respirar o mesmo ar), Mário (Retorta), Nuno Guerreiro (Rua da Judiaria), Santa Cita, Homem Neves (Sob a Estrela do Norte), João (Terras do Nunca), The Serendipitous Cacophonies, Jorge Ferreira (TomarPartido), Luís e Carlos (Tugir).

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29 Junho, 2004 at 8:58 am 3 comentários

1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (IV)

GUINÉ-BISSAU – PAÍS DE FUTURO (I)

Estive na Guiné-Bissau no ano de 1998, por duas vezes, nos meses de Janeiro e Abril (regressei cerca de um mês antes do “golpe de Estado” de Ansumane Mané), prestando colaboração profissional na EAGB – Electricidade e Águas da Guiné-Bissau, em missão ao serviço do Banco Mundial.

O Banco Mundial concedera financiamento ao Estado da Guiné-Bissau, a afectar especificamente ao investimento em infra-estruturas de distribuição de água e energia eléctrica. A missão seria recorrente, caso não se tivesse seguido uma época conturbada na história do país, com a paralização quase integral da economia, que terá levado a que o Banco Mundial tivesse de vir a perdoar a dívida.

No segundo semestre de 1998, e também na primeira parte de 1999, as instituições bancárias na Guiné-Bissau estiveram inoperacionais; na época, foi Cardoso e Cunha (antigo Comissário Europeu e depois responsável de primeira linha na EXPO98) que investia numa fábrica de cervejas, a qual viria a funcionar como “banco”, pela intermediação que proporcionava, a nível da disponibilização de fundos.

A EAGB reflectia um pouco a realidade do país: fora dirigida nos anos anteriores por responsáveis franceses (da EDF – Electricité de France), que haviam contribuído para que a empresa se organizasse e equipasse, nomeadamente, em termos administrativos, a nível informático, mas com elevados custos decorrentes das “comissões de gestão” impostas. Encontrava-se em processo de reestruturação, com avultados investimentos em grupos geradores eléctricos (operando a fuel/gasóleo, uma fonte de produção de energia extremamente dispendiosa, uma vez que, na ausência de barragens, o país não dispunha de produção hidro-eléctrica) e em infra-estruturas de distribuição de água.

A gestão francesa acabara de partir (a meio de 1997) e deixara os guineenses um pouco “entregues à sua sorte”. Previa-se a abertura de um processo de privatização da empresa, ao qual se supunha viessem a concorrer, pelo menos, a EDP (portuguesa) e a EDF (francesa); projectos que ficaram adiados.

Os franceses tinham uma presença importante, inclusivamente a nível cultural, mas os resultados da sua intervenção não eram efectivamente visíveis. Podia talvez sublinhar-se como intervenção mais “desinteressada” a cooperação prestada pela Suécia.

As infra-estruturas do país, não obstante os então recentes investimentos em curso, transitavam ainda, em larga medida, da época colonial; o país parecia ter parado nos últimos 25 anos, com traços visíveis de degradação, nomeadamente nos próprios edifícios mais importantes de Bissau.

Texto editado originalmente em 15.09.03.

Há 1 ano no Memória Virtual – Sérgio Godinho no (velho) Estádio de Alvalade – “O Irmão do Meio”

29 Junho, 2004 at 8:44 am

1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (III)

2003 – ANO DOS “BLOGUES” (0)

Escreveu Pacheco Pereira no “Público” (em 17 de Julho, a propósito do “Arquivo da Internet”, referindo que “A blogosfera devia ter um “depósito obrigatório” imediato”):

«Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos “sui generis”».

2003 é portanto o ano da “definitiva” afirmação deste “fenómeno”, cujos “primeiros passos” haviam sido dados já, essencialmente, em 2002.

Ao longo do próximo mês, diariamente, apresentarei: por um lado, resumo de alguns dos principais passos da evolução registada por este “admirável mundo novo” e, por outro (cronologicamente, por ordem de “entrada em cena”), o “1º post” de alguns dos “blogues” que entretanto alcançaram maior reconhecimento – a “apresentação” de cada um deles, dizendo “ao que vinham”… “subsídio” para uma “pequena história” da blogosfera.

A começar, como “pontapé de saída”: a origem dos “blogues” no mundo, a par do texto de abertura daqueles que foram os primeiros grandes impulsionadores da “blogosfera nacional” – A Coluna Infame – “blogue” entretanto suspenso em Junho de 2003, mas “substituído” por três páginas individuais de cada um dos seus membros (Pedro Mexia, Pedro Lomba e João Pereira Coutinho) – será aliás com o último deles a regressar à “blogosfera” que se completará esta viagem, fechando-se então, a 31.12.2003, o ciclo que agora se abre.

P. S. No levantamento de textos que apresentarei até ao final do ano, socorri-me principalmente dos blogues de António Granado (Ponto Média) e Pedro Fonseca (Contra Factos e Argumentos) – particularmente no que respeita à “pré-história da blogosfera” -, sendo também de referência obrigatória o Blog Clipping (de Elisabete Barbosa) e Metablogue (inicialmente de Joaquim Paulo Nogueira e de João L. Nogueira).

Texto editado originalmente em 30.11.03.

28 Junho, 2004 at 10:10 pm 2 comentários

DA VINCI

DA VINCI.

LEONARDO.

Personalidade do Milénio. Pintor, Escultor, Arquitecto, Teórico da arte, Naturalista e Inventor.

Este .blogue. nasce hoje, “inspirado” pela maior figura do Milénio passado.

Nele se vai tratar de variados temas.
Da Vinci

De grandes figuras.
De grandes nomes.
De grandes pessoas.
De grandes feitos.
De grandes datas.
De grandes países.
De grandes cidades.
De história.
De artes.
De ciência.
De cultura.
De desporto.

Um ambicioso plano que, tenho plena consciência, não conseguirei nunca realizar.

Procurarei, dia a dia, .reduzir. a infinita distância para essa meta.

Venha daí, comigo, nesta maravilhosa viagem!…

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28 Junho, 2004 at 7:55 pm

"DA VINCI"

Ao longo dos últimos meses mantive, em paralelo com o Memória Virtual – de alguma forma, “anonimamente” -, outro “blogue”, de características mais específicas, mas com a mesma lógica global de fundo: divulgar grandes figuras, grandes nomes, grandes pessoas, grandes feitos, grandes datas, grandes países, grandes cidades, escrevendo sobre história, artes, ciência, cultura, desporto.

Inspirado pela maior figura do Milénio passado; “personalidade do Milénio”.

Pintor, Escultor, Arquitecto, Teórico da arte, Naturalista e Inventor.

LEONARDO.

DA VINCI.

Hoje, ao fim de 8 meses, o “DA VINCI” atingiu a quota máxima que a plataforma do “SAPO” disponibiliza aos “blogues” aí residentes.

Não só por esse motivo – mas também -, o “DA VINCI” termina a sua “caminhada” enquanto “blogue autónomo”!

Ao longo destes meses, o “feed-back” que nele / sobre ele fui recebendo sempre foi mais “qualitativo” (e bastante incentivador) que “quantitativo” (a “audiência” diária flutuou, sistematicamente, entre os 20 e 30 visitantes – ultrapassando, não obstante, 10 000 visualizações de página e cerca de 4 700 visitantes).

A partir de hoje, o “DA VINCI” integrará o Memória Virtual, onde os textos que nele fui apresentando “renascerão, ganhando nova vida”, ficando à disposição de um leque mais alargado de leitores.

Obrigado a todos os que visitaram o “DA VINCI”.

Espero por vós aqui, no Memória Virtual!.

P. S. Um agradecimento especial aos “colegas” que fizeram o favor de referenciar o DA VINCI: Terras do Nunca, Almocreve das Petas, Bloguítica, Fumaças, Viva Espanha, Janela para o Rio, Icosaedro, Bek Bek Bek, Rua da Judiaria, Égide, Blog Sem Nome, Miniscente, Cineblog, Marítimo, Batata Quente, Tugir, Jumento, Prima Desblog, Sopa de Nabos, Microcosmos, Grande Plano, Etari Peht – Poesias e Filosofias, Cidadão do Mundo, Ma-Schamba e Meia Livraria.

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28 Junho, 2004 at 7:10 pm 5 comentários

1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (II)

“CARTA ABERTA”

É impressionante como as mais opostas sensações se podem confundir num mesmo momento (os tais “mixed feelings” de que já aqui falei há tempos)!

Não, desta vez, não é de “blogues” que se trata.

Como escrevia há dias, as pessoas que escrevem nos “blogues” têm ocupações, têm profissões, têm “carreiras”.

E, quando o trabalho é desenvolvido em equipa, geram-se, diria diariamente, trocas enriquecedoras entre os membros do “grupo de trabalho” (esta é uma expressão muito usada no “futebolês”… mas perfeitamente aplicável no caso).

Reforçadas quando, no seio da equipa, temos alguém que, dia após dia, ao longo de 5 anos, nos apoia, nos proporciona o melhor dos seus esforços para contribuir decisivamente para o “sucesso” – que, sendo comum, acaba sempre por ser, sobretudo, “creditado” a quem “tem mais responsabilidades” ou experiência, a quem “dirige” a equipa -, assumindo e desempenhando na plenitude o papel de “braço direito”, proporcionando uma verdadeira “parceria”.

Hoje, o “braço direito”, pelo “crescimento” que sempre soube manter ao longo desta “caminhada”, ganhou o direito a assumir-se, “de corpo inteiro”, como um novo “líder”, de uma equipa que passará a ser “sua”, onde terá como maior responsabilidade – mas simultaneamente como desafio mais aliciante – fazer com que, nesse grupo, venha, um dia, a surgir um outro “novo líder”.

E, para finalizar, sendo um momento de “tristeza” por ver “partir” quem tão de perto nos acompanhou, lado a lado, neste percurso, é também um dos dias mais gratificantes da minha vida profissional.

Sem esquecer todos aqueles que dão também o seu melhor contributo diário – nem aqueles que tomaram, entretanto, outras opções profissionais -, não podia deixar de particularizar esta referência.

Um grande beijo de agradecimento e votos de muitos sucessos. “O futuro começa hoje mesmo”.

Já não direi: “Conto contigo”; mas continuarei a dizer: “Count on me!”.

Um “blogue” serve também (ou principalmente?) para “isto”!

Texto editado originalmente em 08.08.03.

28 Junho, 2004 at 6:40 pm

1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL" – RETROSPECTIVA (I)

“METABLOGUISMO”

Ontem na NTV, no “Livro Aberto”, debate sobre os “blogues”, moderado por Francisco José Viegas (Aviz), com as participações de: Pedro Mexia (Dicionário do Diabo); Ricardo Araújo Pereira (Gato Fedorento); Nuno Jerónimo (Blogue dos Marretas); Bernardo Rodrigues (Desejo Casar) e Cristina Fernandes (Janela Indiscreta).

Algumas notas / “referências ao correr da pena” (ou, no caso, com mais propriedade, “ao correr do teclado”):

Francisco José Viegas – “Poderão os blogues ser encarados como alternativa aos meios de comunicação tradicionais? Os blogues são “umbiguistas”? Existe uma referência permanente aos livros: links, referências, citações, “blogues temáticos” dedicados à literatura. Há pessoas que são viciadas (addicted) na escrita nos blogues? Os blogues vão sobreviver ao Verão? Os políticos podem aprender alguma coisa com os blogues?”

Pedro Mexia – “Comecei por ler o Andrew Sullivan (“Como fazer um blogue”; foi como um “manual de instruções”). O blogue é um diário (não íntimo), público, na Internet. Começa a haver como que regras “deontológicas”: “um blogue, depois de escrito e publicado, não se apaga”. Nos blogues, há uma pluralidade de links para a imprensa genérica. É muito difícil manter um blogue sem estar informado (sem ler jornais). O blogue não pode ser nunca um substituto do jornalismo. O que mais me agrada nos blogues é a qualidade de escrita: hoje em dia, é claramente superior à dos jornais. Com a quantidade de blogues a aumentar, é impossível seguir todos os blogues; começa a haver blogues temáticos. A actualização constante é muito importante; se o blogue não for actualizado, os “leitores”, após um conjunto de visitas sem que haja novos textos vão começar a abandonar esse blogue; procuro escrever todos os dias. Não é uma questão de audiência; principalmente, isto é um hobby para todos nós!”

Ricardo Araújo Pereira – “Estamos a manifestar as nossas opiniões num obscuro recanto da Internet! Os outros meios de comunicação social também se comentam muito uns aos outros. Os blogues recuperam a tradição da tertúlia. O blogue permite manter uma “conversa”, através de uma linguagem por escrito (sem ser ao nível da “linguagem degradada” do chat); há uma linguagem cuidada nos blogues. A linguagem do blogue não é uma linguagem “comercial” como a utilizada pelas “Produções Fictícias”. No fundo, essencialmente, nós somos pessoas que gostam de escrever.”

Nuno Jerónimo – “Nós somos professores universitários; por definição não há vida íntima… Qualquer profissão que tenha por pressuposto a exposição pública (por exemplo, ser professor) pode ser considerada uma forma de exibicionismo? A leitura do blogue é um gesto activo; só lê quem quer; não é um veículo de comunicação passivo, como a televisão, que “impõe a sua presença”. Os blogues apenas poderão ser entendidos como complemento aos restantes meios de comunicação. Os blogues têm – talvez surpreendentemente – um conjunto de pessoas a escrever bem. Pode parecer pretensioso, mas deixamos mensagens do tipo: “Este fim-de-semana vamos estar ausentes” (é um cuidado para com o “leitor”). Tenho tantos blogues para ler! Agora só leio blogues; blogues, exames e o “Corto Maltese”.”

Bernardo Rodrigues – “A prova do mês de Julho / Agosto vai ser determinante para ver qual será a evolução deste fenómeno, para avaliar até que ponto se trata de uma “moda” mais ou menos passageira. O blogue é de reacção imediata; a escrita é um gesto imediatista, mas que deixa rasto … “não se apaga um texto que tenha sido escrito”. A questão do “tempo” é fulcral, no sentido em que há um “feedback quase online”.”

Cristina Fernandes – “Não há “umbiguismo”, nem exibicionismo; estamos a falar para poucos, em circuito fechado, entre nós; a “audiência” ainda é muito restrita.”

E assim disseram… Está dito! E bem dito! (por eles, obviamente…).

Texto editado originalmente em 23.07.03.

28 Junho, 2004 at 6:08 pm

1 ANO DE "MEMÓRIA VIRTUAL"

Faz hoje um ano, “tudo isto” começava assim:

“Tudo é magnífico, começando pela capa que é belíssima; o próprio título (”EQUADOR”) é um achado; depois o conteúdo é brilhante, uma história que prende o leitor da primeira à 527ª página (com um desfecho inesperado), com uma escrita clara, límpida, transparente, sem pretensões de obra-prima da intelectualidade.

Se há “altos e baixos” ao longo do livro (e há…) é porque os “altos” são passagens de uma grande intensidade e de um nível que seria impossível manter ao longo de uma obra com esta dimensão (obrigado Dr. Miguel Sousa Tavares por nos proporcionar mais de 500 páginas de deslumbramento).

A vontade de “ver” (sim, porque conhecer, já o conhecemos pela descrição feita pelo autor) S. Tomé (e Príncipe!) do início do século passado é imensa.

O herói da história faz-nos lembrar um daqueles heróis de “capa e espada”, em que a honra está acima de tudo. Tudo é tão belo que até conseguimos nutrir alguma simpatia por esse famoso Rei D. Carlos (mais conhecido pela sua bonacheirice e pelo regicídio).

O enquadramento / inserção do casal britânico na história (a parte da história passada na Índia) é de uma qualidade notável.

A própria promoção do livro me parece extraordinariamente bem feita (mesmo “o seu primeiro romance” parece ser uma mensagem subliminar que nos deixa na dúvida: primeiro romance do autor ou primeiro romance do leitor?!).

Parabéns Dr. Miguel Sousa Tavares. Por favor, continue a proporcionar-nos momentos de “puro prazer” com a leitura dos seus futuros romances.”

Não fazia a mínima ideia de onde me “estava a meter”…

365 dias depois, quase 1 500 “entradas” (uma média de 4 por dia), mais de 25 700 visitantes (de acordo com as estatísticas mais conservadoras, do Sitemeter – quase 120 000, de acordo com as estatísticas do weblog.com.pt, apenas em 8,5 meses!), cerca de 60 000 visualizações de página, 750 comentários, bastantes “amigos”. Valeu a pena!

Ao longo desta semana, permitam-me recuperar alguns dos textos que me deram mais prazer ou satisfação a escrever.

Ainda durante o dia de hoje, teremos também uma “pequena surpresa”…

P. S. Daqui envio também o meu abraço de Parabéns ao Nuno (Janela para o Rio) – um dos “blogues” individuais mais activos -, “nascido” no mesmo dia, fazendo votos que, neste segundo ano, prossiga com a sua dedicação e empenho.

[1487]

28 Junho, 2004 at 12:02 am 15 comentários

EURO 2004 – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/4 FINAL               1/2 FINAIS              FINAL

PortugalInglaterra2-2 PortugalHolanda--- SuéciaHolanda0-0 Vencedor do .............-.............-


FrançaGrécia0-1 Vencedor do .............-.............- GréciaR. Checa--- R. ChecaDinamarca3-0

[1486]

27 Junho, 2004 at 10:09 pm

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