Archive for 16 Junho, 2004

EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES

GRUPO A           Jg  V  E  D   G  Pt   Portugal-Grécia....1-2
1 Grécia     Grécia   2  1  1  -  3-2  4   Espanha-Rússia.....1-0
2 Espanha    Espanha   2  1  1  -  2-1  4   Grécia-Espanha.....1-1
3 Portugal   Portugal   2  1  -  1  3-2  3   Rússia-Portugal....0-2
4 Rússia     Rússia   2  -  -  2  0-3  -   Espanha-Portugal...
                                        Rússia-Grécia......

GRUPO B           Jg  V  E  D   G  Pt   Suíça-Croácia......0-0
1 França     França   1  1  -  -  2-1  3   França-Inglaterra..2-1
2 Suíça      Suíça   1  -  1  -  0-0  1   Inglaterra-Suíça...
3 Croácia    Croácia   1  -  1  -  0-0  1   Croácia-França.....
4 Inglaterra Inglaterra   1  -  -  1  1-2  -   Croácia-Inglaterra.
                                        Suíça-França.......

GRUPO C           Jg  V  E  D   G  Pt   Dinamarca-Itália...0-0
1 Suécia     Suécia   1  1  -  -  5-0  3   Suécia-Bulgária....5-0
2 Dinamarca  Dinamarca   1  -  1  -  0-0  1   Bulgária-Dinamarca.
3 Itália     Itália   1  -  1  -  0-0  1   Itália-Suécia......
4 Bulgária   Bulgária   1  -  -  1  0-5  -   Itália-Bulgária....
                                        Dinamarca-Suécia...

GRUPO D           Jg  V  E  D   G  Pt   Alemanha-Holanda...1-1
1 R. Checa   R. Checa   1  1  -  -  2-1  3   R. Checa-Letónia...2-1
2 Alemanha   Alemanha   1  -  1  -  1-1  1   Letónia-Alemanha...
3 Holanda    Holanda   1  -  1  -  1-1  1   Holanda-R. Checa...
4 Letónia    Letónia   1  -  -  1  1-2  -   Holanda-Letónia....
                                        Alemanha-R. Checa..

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16 Junho, 2004 at 10:35 pm

EURO 2004 – GRUPO A – 2ª JORNADA

GréciaEspanha1-1

Segundo as crónicas – sabendo ambas as equipas que o empate não seria um “mau resultado” – este foi um jogo controlado pela Espanha, que assumiu sempre a iniciativa da sua condução.

O golo surgiria de forma algo “fortuita”, na sequência da intercepção de um passe atrasado de um defesa grego.

Na segunda parte, mesmo a ganhar, foi a Espanha a continuar a dominar; o empate da Grécia surgiria, de alguma forma, “contra-a-corrente”.

Para os gregos, significa uma excelente opção para o apuramento: apenas será eliminada se Portugal vencer a Espanha e se perder o seu jogo com a Rússia por uma desvantagem superior à que os espanhóis eventualmente registem no jogo com Portugal.

Grécia Nikopolidis, Seitaridis, Dellas, Kapsis, Fyssas (86m – Venetidis), Giannokopoulos (49m – Nikolaidis), Zagorakis, Karagounis (53m – Tsartas), Katsouranis, Vryzas, Charisteas

Espanha Casillas, Raul Bravo, Helguera, Marchena, Puyol, Baraja, Albelda, Etxeberria (45m – Joaquín), Vicente, Morientes (65m – Valerón), Raul (80m – Fernando Torres)

0-1 – Morientes – 28m
1-1 – Charisteas – 66m

“Melhor em campo” – Raul

Amarelos – Katsouranis (7m), Giannakopoulos (24m), Karagounis (27m) Zagorakis (61m) e Vryzas (90m); Marchena (16m) e Helguera (36m)

Árbitro – Lubos Mitchell (Eslováquia)

Estádio do Bessa Séc. XXI – Porto (17h00)


RússiaPortugal0-2

“Serviços mínimos”… Portugal teve tudo a seu favor neste jogo: marcou cedo; jogou toda a segunda parte em superioridade numérica; evitou o sofrimento nos últimos 5 minutos, ao conseguir o 2-0 praticamente “em cima” do tempo regulamentar.

Et pourtant… soube a pouco! A sensação que ficou foi que a equipa portuguesa estava a jogar “dois jogos ao mesmo tempo”: o empate no Grécia-Espanha implica que Portugal necessite “obrigatoriamente” de vencer a Espanha no último jogo.

O “fantasma” da Espanha pairou durante todo o tempo. A equipa portuguesa denotou uma enorme “falta de confiança” em si própria e, em alguns momentos da segunda parte, evidenciou mesmo sintomas de intranquilidade.

Como se “a cabeça estivesse noutro lado”. É que, embora, fosse importante ganhar à Rússia, todos sabíamos (dentro e fora das “quatro linhas”) que o jogo decisivo será o de Domingo.

E essa falta de confiança foi sendo transmitida para a bancada, pouco convincente no apoio à equipa, sendo, por várias ocasiões, os adeptos portugueses “abafados” pelos (“desesperados”) apelos russos. Aliás, o ambiente de festa que se esperava começou a “falhar” precisamente por aí: em vez de um Estádio repleto de público, havia uma grande clareira no sector russo (terão ficado “desocupados” perto de 10 000 lugares…).

Em termos tácticos, Scolari fez uma “pequena revolução”: trocou as posições de Figo e Simão Sabrosa; trocou 3/4 da defesa (apenas manteve Jorge Andrade, substituindo Paulo Ferreira, Fernando Couto e Rui Jorge, por Miguel, Ricardo Carvalho e Nuno Valente); colocou Deco de início, como “playmaker”, em vez de Rui Costa.

E, embora não se compreenda muito bem como pode Scolari – depois de um ano de jogos-treino – mudar tanto de um jogo para outro, a verdade é que “no papel”, as mudanças pareciam fazer bastante sentido (especialmente as de Ricardo Carvalho e Deco).

Contudo, na prática, “as coisas não saíram bem”, pela tal “falta de confiança” e, a meio da segunda parte, a equipa não conseguia progredir no terreno, começando a “jogar para o lado”… e aí, surgiram, “implacáveis” os primeiros assobios da bancada (precisamente o oposto do que os jogadores necessitam neste momento – não foi bonito o momento da substituição de Figo, com o Estádio dividido entre os aplausos e as recriminações).

Algumas oportunidades criadas iam sendo desperdiçadas, notando-se também o receio em “assumir a responsabilidade” por rematar à baliza.

A equipa portuguesa “jogou sobre brasas” e só com vitórias poderá consolidar a sua motivação.

A Rússia foi tentando fazer o que podia (assumindo alguns riscos na segunda parte), parecendo, nesta altura “poder pouco” (e não só por causa da expulsão de Ovchinnikov – alegadamente, por ter tocado a bola com a mão fora da grande área, na antecipação ao avançado português).

Para a história, fica a vitória (justa) de Portugal, com dois bonitos golos, de Maniche e Rui Costa.

E, na retina, fica uma bela jogada construída por Deco, Nuno Gomes e Figo, que terminou ingloriamente no poste da baliza russa…

Cumpridos os “serviços mínimos” de ganhar à Rússia – primeira equipa eliminada neste Europeu – Scolari vai ter um importante trabalho de moralização dos jogadores, para os convencer de que é possível eliminar também a Espanha (todos nós conhecemos alguém que, este ano, foi capaz de convencer os jogadores que eram os melhores da Europa e que iam ser campeões…).

Rússia Ovchinnikov, Sennikov, Bugayev, Smertin, Evseev, Kariaka (79m – Bulykin), Loskov, Aldonin (45m – Malafeev), Alenitchev, Izmailov (72m – Bystrov), Kerzhakov

Portugal Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Simão Sabrosa (62m – Rui Costa), Deco, Figo (78m – Cristiano Ronaldo), Pauleta (57m – Nuno Gomes)

0-1 – Maniche – 7m
0-2 – Rui Costa – 88m

“Melhor em campo” – Maniche

Amarelos – Smertin (16m), Evseev (21m) e Alenitchev (86m); Ricardo Carvalho (24m) e Deco (85m)

Vermelho – Ovchinnikov (45m)

Árbitro – Terje Hauge (Noruega)

Estádio da Luz – Lisboa (19h45)

P. S. À “regressada” Catarina (ao 100nada – cujo “regresso a casa” saúdo): espero ser mais optimista/entusiasta no final do Portugal-Espanha… Os jogadores portugueses sabem jogar futebol; muitas vezes, mais importante que os aspectos físicos são os mentais, psicológicos ou motivacionais; se conseguirmos acertar nessa área, podemos ir longe!

[1427]

16 Junho, 2004 at 10:34 pm 3 comentários

AVIZ – 1º ANIVERSÁRIO

Parabéns ao Francisco José Viegas pelo primeiro aniversário do Aviz!

Obrigado pelo enriquecimento que trouxe à “blogosfera” em Portugal, numa fase em que esta dava ainda os “primeiros passos”.

Votos de continuação por muitos e bons anos.

P. S. Parabéns também ao Paulo Pereira (Blogo Social Português); e votos também de boa continuação.

[1426]

16 Junho, 2004 at 6:02 pm

EXPOSIÇÃO – "MEMÓRIAS DO FUTEBOL PORTUGUÊS"

Até 30 de Junho, decorre no Centro Cultural Casapiano, em Lisboa, a exposição “Memórias do Futebol Português”, visando proporcionar uma “viagem às origens” do futebol português, com uma passagem pela história de “cinco grandes” (Benfica, Sporting, FC Porto, Belenenses e Casa Pia), desde a respectiva fundação até aos dias de hoje, com a exibição de muitos dos troféus conquistados pelos clubes, numa iniciativa que visa preservar e “tornar viva” a história.

[1425]

16 Junho, 2004 at 3:40 pm

REFORMA ADMINISTRATIVA DO TERRITÓRIO (III)

Agrupam-se ainda as seguintes “Grandes Áreas Metropolitanas”:

Minho . Os distritos de Braga e Viana do Castelo cindem-se em três novas regiões: a .GAM. do Minho conserva apenas 12 concelhos; .perdendo. Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura (que formam a .ComInter. do Vale do Minho) e Arcos de Valdevez, Caminha, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Esposende e Viana do Castelo para a .ComUrb de Valimar.. Ainda assim, a .GAM. do Minho apresenta uma superfície de 2 429 km2, com 773 000 habitantes (que faz dela a terceira maior em termos de população), dispondo de 11 estabelecimentos de ensino superior, 10 museus e 14 hospitais. Alguns responsáveis estimam que virá a haver, a médio prazo, .fusões. que permitam a reunião da grande região minhota. As Câmaras agrupadas dispõem de receitas no total de cerca de 362 milhões de euros.

Porto . Abrange 13 concelhos, vendo .afastar-se. 8 dos concelhos do distrito do Porto: Amarante, Baião e Marco de Canaveses, para a .ComUrb. do Baixo Tâmega; Felgueiras, Lousada, Paredes, Paços de Ferreira e Penafiel, agregados na .ComUrb. do Vale do Sousa; inversamente .capta. os concelhos de Espinho, S. João da Madeira e Santa Maria da Feira (do distrito de Aveiro). Com 1 246 km2 e uma população de cerca de 1 520 000 habitantes (maior densidade populacional do país), é a segunda maior .GAM., dispondo de 56 estabelecimentos de ensino superior, 29 museus e 35 hospitais. As Câmaras abrangidas dispõem de receitas no total de cerca de 925 milhões de euros.

Viseu . Dos 24 concelhos do distrito (o maior do país, em número de concelhos), a .GAM. .retém. apenas 13, perdendo: Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca, para a .ComUrb. do Douro; Cinfães e Resende, para a .ComUrb. do Baixo Tâmega; e Mortágua, para a .GAM. de Coimbra. Inversamente, conseguiu .atrair. 4 concelhos do distrito da Guarda (Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia e Seia), fixando assim em 17 o seu número .de membros.. Regista uma área total de 4 105 km2, com 327 000 habitantes, dispondo de 11 estabelecimentos de ensino superior, 5 museus e 4 hospitais. É a mais .rural. das .Grandes Áreas Metropolitanas.. As Câmaras reunidas dispõem de receitas no total de cerca de 211 milhões de euros.

(texto preparado com base em artigo publicado na revista .Visão., de 13 de Maio)

[1424]

16 Junho, 2004 at 8:15 am 1 comentário


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