EURO 2004 – A a Z (R)

R. Checa – Apontada desde o início da prova como uma das principais candidatas à vitória, a R. Checa foi materializando, jogo a jogo, o seu poderio, com sucessivas vitórias em todos os jogos até às meias-finais. Fraquejou no pior momento, acusando talvez algum desgaste físico e mental, com uma quebra anímica que talvez possa ter também alguma relação com a lesão de Nedved. O 3º lugar final “soube a pouco”.
Raul – Após a época desastrada do Real Madrid, Raul chegou a Portugal como grande esperança espanhola. “Fora de forma”, passaria praticamente ao lado do Europeu, sem ter tido oportunidade de “dar nas vistas”.
Ricardo – Podia ter sentido sobre si a desconfiança de um “país inteiro”, na sequência da grande polémica da não convocação de Vítor Baía. A dinâmica ofensiva que Portugal teve de assumir – praticamente desde os primeiros minutos da prova – contribuíram para que não tivesse de ser colocado à prova de forma intensa; quando chamado a intervir, correspondeu. Tal como a equipa, foi ganhando confiança jogo a jogo, transformando-se num “herói nacional”, com o duplo êxito com a Inglaterra, defendendo um penalty e marcando o penalty decisivo no nosso apuramento para as meias-finais.
Ricardo Carvalho – O Imperador. O “novo Beckenbauer”. O “novo Baresi”. Não é fácil encontrar palavras para caracterizar o desempenho de Ricardo Carvalho neste Europeu. Oferecendo uma confiança ilimitada, dando extrema segurança, jogando “sempre limpo”, Ricardo Carvalho consagra-se possivelmente como o melhor defesa da Europa e, naturalmente, como um dos melhores jogadores neste Europeu.
Rui Costa – Vítima também do resultado do primeiro jogo, passaria de titular a suplente; a melhor opção, tendo em conta a sua condição física: sempre que entrou, assumiu papel preponderante, com um golo fantástico contra a Inglaterra, que bem merecia ter sido um “golo de ouro”. Na Final, chamado novamente a substituir um companheiro, assumiu o comando do jogo, numa altura em que, contudo,” Portugal jogava já mais com o coração que com a cabeça”. Não obstante o resultado da Final, sai, com grande dignidade, pela “porta grande”.
Rui Jorge – Aquele que foi o primeiro a saber que tinha lugar assegurado na convocatória para a prova (quando Scolari garantiu que, caso fosse despenalizado do caso de doping que sobre ele impendia, seria convocado), seria também vítima da renovação da equipa após o primeiro jogo. Perdeu o lugar para Nuno Valente, que não daria mais possibilidades a Rui Jorge de voltar a ser chamado à equipa.
Rússia – Uma equipa a fazer lembrar o velho ditado “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão2. A preparação da equipa não terá sido a ideal; as críticas de Mostovoi ao treinador desintegraram algum espírito de grupo que pudesse ainda subsistir. A equipa estava “condenada ao insucesso”. Saiu com a consolação de ter sido a única a vencer a Campeã Grécia.
P. S. Novos agradecimentos, ao Pecola e O Covarde.
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