Archive for Junho, 2004
EURO 2004 – GRUPO D – 3ª JORNADA

3-0
Início de encontro bastante dinâmico, com oportunidades para ambas as equipas, logo nos 5 primeiros minutos.
Mas, logo de seguida, seria a Holanda a levar, de forma mais sistemática, o perigo até à baliza letã, como num livre de Seedorf aos 24 minutos (um “aviso”).
E, no minuto seguinte, seria a Davids a “arrancar” um penalty (mal assinalado…), que van Nistelrooy não perdoou, inaugurando o marcador.
A Holanda continuaria a “fazer o seu jogo”, perante uma Letónia algo fragilizada e, naturalmente, poucos minutos depois, chegava aos 2-0, corolário do seu domínio, com algumas outras oportunidades entretanto desperdiçadas.
O pendor ofensivo holandês prosseguiria ainda até final da primeira parte.
Ao contrário, no segundo tempo, o jogo “adormeceu”. A Letónia procuraria ainda, durante cerca de 5 minutos, despertar da letargia, mas seria “sol de pouca dura”.
A “modorra” em que o jogo caíra apenas seria quebrada aos 83 minutos, quando a Holanda elevou o resultado para 3-0. Os holandeses teriam ainda mais uma ou outra oportunidade, mas a verdade é que o jogo já “estava feito” há muito tempo.
Era altura de festejar o apuramento (após um breve período de “ouvidos à escuta” das notícias que chegavam de Alvalade, esperando pelo termo do Alemanha – R. Checa).
Em Braga, os festejos da noite de S. João coloriam-se de laranja…
Edwin van der Sar, Jaap Stam, Michael Reiziger, Giovanni van Bronckhorst, Frank De Boer, Clarence Seedorf, Edgar Davids (77m – Wesley Sneijder), Philip Cocu, Andy van der Meyde (64m – Marc Overmars), Arjen Robben, Ruud van Nistelrooy (70m – Roy Makaay)
Aleksandrs Kolinko, Igors Stepanovs, Mihails Zemlinskis, Olegs Blagonadezdins, Aleksandrs Isakovs, Valentins Lobanovs, Vitalijs Astafjevs, Imants Bleidelis (83m – Andrejs Stolcers), Andrejs Rubins, Andrejs Prohorenkovs (74m – Juris Laizans), Maris Verpakovskis (63m – Marians Pahars)
1-0 – Ruud van Nistelrooy – 26m (P)
2-0 – Ruud van Nistelrooy – 34m
3-0 – Roy Makaay – 83m
“Melhor em campo” – Ruud van Nistelrooy (Holanda)
Amarelo – Valentins Lobanovs (53m)
Árbitro – Kim Milton Nielsen (Dinamarca)
Estádio Municipal de Braga – Braga (19h45)

1-2
A R. Checa, já apurada (e vencedora do Grupo), apresentou a sua “segunda equipa”, com 9 alterações face ao jogo anterior (deixando no banco, entre outros, Cech, Grygera, Poborsky, Rosicky, Nedved, Baros e Koller).
Ainda assim, seriam os primeiros a criar perigo, com oportunidade para marcar logo nos primeiros 5 minutos.
A Alemanha apenas começaria a reagir por volta do quarto de hora, “ameaçando” o golo aos 19 minutos, o que concretizaria no minuto seguinte, por intermédio do seu melhor jogador, Ballack.
Mas, nem assim, a R. Checa “desistiria do jogo”, vindo a alcançar o empate aos 29 minutos, na marcação de um livre: um “grande golo”, sem possibilidades para Khan; a Alemanha passava a estar “virtualmente eliminada”, dado que a Holanda marcara 3 minutos antes.
Até final do primeiro tempo, o jogo continuaria repartido, mesmo com um ligeiro predomínio checo, não obstante os últimos minutos de pressão alemã.
Na segunda parte, a R. Checa estaria “ausente do jogo” durante cerca de meia hora; no primeiro quarto de hora, um jogo muito incaracterístico, de parte a parte; até chegou a dar a ideia de que o jogo “já não contava para nada”…
Não obstante, a partir dos 60 minutos, a Alemanha começou finalmente a instalar-se no meio-campo checo, com Ballack a ter um primeiro remate perigoso, aos 63 minutos. No minuto seguinte, os alemães reclamariam um penalty (inexistente) sobre Kuranyi.
E, aos 65 minutos, a Alemanha teria a grande oportunidade de marcar (eventualmente de ganhar o jogo…), quando a bola embateu com estrondo na base do poste, saíndo a recarga na direcção do guarda-redes Blasek, que desviaria a bola a soco.
Ballack tentava “remar contra a maré”, “carregando” a equipa, transportando-a para a frente, perante uma estranha apatia da R. Checa.
A Alemanha insistia e teria, aos 68 e 70 minutos, novas jogadas de algum perigo, a que se somariam, no minuto 72, mais duas flagrantes ocasiões. Adivinhava-se o golo da Alemanha, que parecia “correr o risco” de ganhar o jogo… aproveitando a falta de dinâmica dos checos.
Seriam as entradas de Poborsky e Baros (apenas a partir do último quarto de hora) que viriam “despertar” e “espevitar” a equipa. Ainda assim, os alemães reclamariam novo penalty, aos 75 minutos, por alegada mão do defesa checo (mais uma vez inexistente).
E, após 15 minutos de intenso domínio alemão, num rápido contra-ataque, os checos chegavam ao 2-1.
Um pouco incrivelmente – já de “cabeça perdida” – os alemães iriam reclamar, pela terceira vez (!) um penalty a seu favor, aos 80 minutos.
Já não restava qualquer discernimento à Alemanha; o jogo “terminava” aí para os alemães.
O actual vice-Campeão Mundial – mas, actualmente, em fase de renovação, uma equipa com “pouca classe” – tornava-se no quarto país já Campeão Europeu a ser eliminado da competição (depois da Rússia, Espanha e Itália).
Uma prova muito pobre, em que não conseguiria nenhuma vitória (ainda assim, melhor que a prestação do EURO 2000, em que apenas haviam alcançado um empate); ou seja, nos últimos dois Europeus, 6 jogos, sem conseguir qualquer vitória e, naturalmente, duas eliminações logo na primeira fase!
A R. Checa – apesar de jogar sem a “equipa principal” – e não obstante um período de meia hora em que se “eclipsou” do jogo, e começando, mais uma vez, a perder o encontro, acabaria por ganhá-lo com alguma naturalidade.
Três jogos, três vitórias; três encontros em que, entrando a perder, teve a capacidade para “dar a volta ao resultado”; perfila-se um candidato! A partir de agora, em jogos a eliminar, aumenta a contingência e a incerteza, mas prevêem-se grandes jogos, para já, nos 1/4 final, com a Dinamarca e, possivelmente, nas 1/2 finais, com a França…
Oliver Kahn, Arne Friedrich, Christian Woerns, Jens Nowotny, Philipp Lahm, Bernd Schneider, Bastian Schweinsteiger (85m – Jens Jeremies), Dietmar Hamann (79m – Miroslav Klose), Michael Ballack, Torsten Frings (45m – Lukas Podolski), Kevin Kuranyi
Jaromir Blazek, Marek Heinz, Rene Bolf, Tomas Galasek (45m – Tomas Hübschman), David Rozehnal, Martin Jiranek, Pavel Mares, Jaroslav Plasil (70m – Karel Poborsky), Roman Tyce, Stepan Vachousek, Vratislav Lokvenc (59m – Milan Baros)
1-0 – Ballack – 20m
1-1 – Heinz – 29m
1-2 – Baros – 76m
“Melhor em campo” – Marek Heinz (R. Checa)
Amarelos – Jens Nowotny (38m), Philipp Lahm (74m) e Christian Wörns (83m); Roman Tyce (48m)
Árbitro – Terje Hauge (Noruega)
Estádio José Alvalade (Alvalade XXI) – Lisboa (19h45)
[1465]
"TRATADO CONSTITUCIONAL EUROPEU" (III)
De forma similar, a criação do cargo de “Ministro Europeu dos Negócios Estrangeiros” (decorrendo da “fusão” do “Alto Representante da PESC – Política Externa e de Segurança Comum” e do “Comissário das Relações Externas”), visando precisamente suprimir eventuais divergências entre os dois anteriores órgãos, o qual passará a ter a responsabilidade pela condução da política externa da União, assim como da política de segurança comum, dispondo para tal de um “serviço diplomático”.
Este novo Ministro – que será nomeado (por maioria qualificada) pelo Conselho Europeu, dependerá, em paralelo, do Conselho Europeu e da Comissão, de que será um dos vice-presidentes.
Sendo a regra geral aprovada no que respeita às deliberações a adoptar pela União Europeia, uma maioria qualificada de 55 % do número de Estados-membros (representando 65 % da população), o processo de decisão na União Europeia passa a requerer (no contexto de uma União alargada, a 28, com as próximas adesões de Bulgária, Roménia e Croácia), um conjunto de 16 Estados (até à adesão da Croácia, bastará uma maioria de 15 Estados-membros), reduzindo-se as deliberações por unanimidade, visando permitir um processo de decisão mais ágil e eficaz.
A regra da unanimidade (e portanto, o “direito de veto”) mantém-se em domínios como o orçamental (adopção de um quadro financeiro plurianual), a fiscalidade, política social ou cooperação em matéria penal, saúde, educação, (e em alguns casos) a política externa comum, principalmente devido à pressão britânica.
P. S. Novo agradecimento ao Letras com garfos II.
[1464]
REFERENDO: SIM, MAS…
“O Governo anuncia hoje que apresentará em Setembro, no Parlamento, uma proposta de resolução para a realização de um referendo à Constituição europeia no próximo ano” (in Público).
Mais uma vez: de acordo!
Sim… Mas…
… Aproveitando a oportunidade para esclarecer os portugueses das implicações deste novo Tratado Constitucional sobre o funcionamento futuro da União Europeia, a forma como isso afectará a governação em Portugal e, mais concretamente, a “nossa vida”.
Sei que será um desafio difícil (não o de “vencer o referendo”, mas o de conseguir fazer com que ele “valha a pena”); havendo uma ampla maioria político-partidária que – julgo – defenderá o sim ao Tratado (haverá que ter também atenção ao conteúdo da questão ou questões a referendar!…), aumentam as responsabilidades de desenvolver uma campanha pela positiva.
De um “europeísta convicto”, fica uma nota final de “euro-cepticismo”: Se for para repetir a recente campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, não valeria a pena fazer esse referendo – parece-me claro que, nessas circunstâncias, a abstenção seria ainda maior (por um simples motivo: as pessoas não estariam em condições de avaliar o que estava em causa, não podendo, “em consciência”, formar uma opinião e optar por uma resposta, o que, naturalmente, as desmobilizaria).
Será este o principal desafio a vencer; o de ser capaz de mostrar uma forma diferente de fazer política e campanha. Estamos empenhados nisso?
[1463]
"PRÉMIOS CAUSA NOSSA"
Apenas uma nota para expressar o meu absoluto acordo relativamente aos prémios “blogosféricos” atribuídos pelo Causa Nossa:
– Prémio “Carreira” – Paulo Querido, António Granado e Pacheco Pereira (cada um, à sua maneira, dando um contributo decisivo para a afirmação da blogosfera em Portugal; uma saudação especial ao Paulo Querido pelo serviço público que tem prestado à “nossa comunidade” do weblog.com.pt);
– Melhor “blogger” – Pedro Mexia (foi um dos “fundadores” e dinamizadores d’A Coluna Infame, continuou a oferecer-nos “grandes textos” no Dicionário do Diabo; infelizmente, apenas o podemos encontrar agora “Fora do Mundo” (em livro e, no “blogue”, muito “espaçadamente”…);
– Melhor “blogue de esquerda” – Barnabé (uma “vasta” equipa, liderada pelo Daniel Oliveira, sempre incansável);
– Melhor “blogue de direita” – Mar Salgado (um dos meus “blogues” favoritos, principalmente pela pluralidade de opiniões que os membros da equipa vão apresentando; parabéns a todos os “marinheiros”, na pessoa do “comandante” Nuno Mota Pinto).
[1462]
EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES
GRUPO A Jg V E D G Pt Portugal-Grécia....1-2 1 Portugal3 2 - 1 4-2 6 Espanha-Rússia.....1-0 2 Grécia
3 1 1 1 4-4 4 Grécia-Espanha.....1-1 3 Espanha
3 1 1 1 2-2 4 Rússia-Portugal....0-2 4 Rússia
3 1 - 2 2-4 3 Espanha-Portugal...0-1 Rússia-Grécia......2-1
GRUPO B Jg V E D G Pt Suíça-Croácia......0-0 1 França3 2 1 - 7-4 7 França-Inglaterra..2-1 2 Inglaterra
3 2 - 1 8-4 6 Inglaterra-Suíça...3-0 3 Croácia
3 - 2 1 4-6 2 Croácia-França.....2-2 4 Suíça
3 - 1 2 1-6 1 Croácia-Inglaterra.2-4 Suíça-França.......1-3
GRUPO C Jg V E D G Pt Dinamarca-Itália...0-0 1 Suécia3 1 2 - 8-3 5 Suécia-Bulgária....5-0 2 Dinamarca
3 1 2 - 4-2 5 Bulgária-Dinamarca.0-2 3 Itália
3 1 2 - 3-2 5 Itália-Suécia......1-1 4 Bulgária
3 - - 3 1-9 - Itália-Bulgária....2-1 Dinamarca-Suécia...2-2
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Holanda...1-1 1 R. Checa2 2 - - 5-3 6 R. Checa-Letónia...2-1 2 Alemanha
2 - 2 - 1-1 2 Letónia-Alemanha...0-0 3 Holanda
2 - 1 1 3-4 1 Holanda-R. Checa...2-3 4 Letónia
2 - 1 1 1-2 1 Holanda-Letónia.... Alemanha-R. Checa..
[1461]
EURO 2004 – GRUPO C – 3ª JORNADA

2-1
Uma Bulgária “sem nada a perder” (já tinha perdido “tudo” nos dois primeiros jogos…), entrou disposta a dificultar a tarefa da Itália, tendo Petrov, logo aos 12 minutos, “testado” Buffon; contudo, logo no minuto seguinte, seria Del Piero a falhar o golo “escandalosamente”.
A Itália apresentava natural maior pendor ofensivo, com a Bulgária a adoptar uma táctica de contra-ataque.
De forma ainda mais “desinibida”, a partir dos 20 minutos, com uma segunda oportunidade para os búlgaros, aos 29 minutos. Dois minutos mais tarde, seria Cassano a responder, com nova grande perdida para a Itália.
O jogo decorreria “morno”, até final da primeira parte, sem grandes ocasiões de perigo, até que, em cima da hora, surgia o penalty que daria o golo à Bulgária; adensava-se a surpresa em Guimarães.
Com tudo “contra si” (até o resultado no Estádio do Bessa…), os italianos entrariam na segunda parte dispostos a tudo tentar e, no preciso momento em que se iniciava a segunda parte do Dinamarca-Suécia (já com 2 minutos de jogo em Guimarães), a Itália chegava ao empate (apenas “à segunda”, o golo seria validado, depois de a bola ter já inicialmente embatido com estrondo na trave e caído sobre a linha de baliza).
A Itália continuava “a todo o gás” e Pirlo podia ter dado vantagem à sua equipa aos 53 minutos. Aos 61 minutos, terá ficado por assinalar um penalty a favor da Itália.
Não obstante, a Bulgária continuava a oferecer grande resistência. Aos 76 minutos, novo erro grave do árbitro, não assinalando uma grande penalidade para a Itália.
Aos 79 minutos, Zambrotta desperdiça mais uma oportunidade, numa partida que se transformara num jogo muito “sofrido”, com a Itália a começar a entrar em desespero, por não conseguir resolver as coisas a seu favor no encontro (mesmo quando a Dinamarca ganhava à Suécia, colocando virtualmente os italianos a um golo do apuramento).
Aos 84 minutos, Buffon fazia uma espectacular defesa, na sequência de um livre a favorecer a Bulgária… era apenas o adiar da eliminação que seria consumada daí a minutos com o empate da Suécia no Bessa. No minuto seguinte, seria Zdradkov a evitar o golo italiano, a cabeceamento de Nesta.
Entretanto, no Porto, a Suécia empatava, pouco depois o jogo terminava e a Itália estava eliminada. Os jogadores italianos não o saberiam ainda… Cassano faria ainda o golo de uma “amarga vitória”.
A finalizar, os italianos não se podem queixar de terceiros, mas apenas de si próprios, em particular de não terem sabido guardar a vitória frente à Suécia.
Gianluigi Buffon, Christian Panucci, Alessandro Nesta, Marco Materazzi (82m – Marco Di Vaio), Gianluca Zambrotta, Stefano Fiore, Simone Perrotta (68m – Massimo Oddo), Andrea Pirlo, Bernardo Corradi (52m – Christian Vieri), Antonio Cassano, Alessandro Del Piero
Zdravko Zdravkov, Daniel Borimirov, Zlatomir Zagorcic, Predrag Pazhin (63m – Kiril Kotev), Marian Hristov (79m – Velizar Dimitrov), Martin Petrov, Ilian Stoyanov, Milen Petkov, Zdravko Lazarov, Zoran Jankovic (45m – Valeri Bojinov), Dimitar Berbatov
0-1 – Martin Petrov – 45m (P)
1-1 – Perrotta – 48m
2-1- Cassano – 94m
“Melhor em campo” – Antonio Cassano
Amarelos – Marco Materazzi (45m); Martin Petrov (45m), Valeri Bojinov (49m), Ilian Stoyanov (65m) e Zdravko Lazarov (80m)
Árbitro – Valentin Ivanov (Rússia)
Estádio D. Afonso Henriques – Guimarães (19h45)

2-2
“O resultado inevitável”!…
Nota prévia (para que não subsista qualquer dúvida): acredito convictamente que não estarei a ser naif, pensando que o resultado do jogo foi perfeitamente natural – e não, como certamente reclamarão os italianos, decorrente de “acordos extra-desportivos”. Apenas quem não viu o jogo poderá insinuar tal ideia.
Como explicarei a seguir…
No pressuposto do favoritismo da Itália perante a Bulgária, quer a Dinamarca, quer a Suécia resolveram “tratar da sua vida” (cada um por si!), sem se preocupar com o que se passava em Guimarães.
Por outras palavras: convictos de que a Itália venceria a Bulgária (como viria a acontecer, in extremis), a Dinamarca e a Suécia sabiam que apenas podiam contar consigo próprias.
Ora, o que se verificava é que a Dinamarca entrava em “desvantagem” face à Suécia na classificação, pelo que, logicamente, nenhuma outra atitude podia tomar senão a de atacar, na procura do golo.
E foi precisamente o que fez, com duas oportunidades logo no primeiro quarto de hora. Consequência lógica da sua predisposição atacante, a Dinamarca chegaria mesmo ao golo, aos 28 minutos.
Esse golo passava a colocar a Suécia “à mercê” de um golo da Itália (que, repito, todos esperavam que viria a acontecer, mais cedo ou mais tarde). Qual a atitude natural perante este cenário? Obviamente, a Suécia, sentindo o perigo, reagiu, e, até final da primeira parte, conseguiria 8 cantos, vendo Sorensen negar-lhe o golo por duas vezes num só minuto (35).
A Suécia – aqui talvez de forma “matreira” – retardaria um pouco o início da segunda parte (o jogo só se reataria quando já decorriam 2 minutos em Guimarães).
E, no primeiro minuto (um minuto “alucinante”, também com a Itália a empatar), na conversão de um penalty, a Suécia chegava também ao empate, recolocando, nesse momento, a Itália a dois golos do apuramento (tal como estava desde que sofrera o golo da Bulgária).
Era já óbvia a conclusão que ambas as equipas iriam continuar a “jogar o jogo pelo jogo”, pelo menos até ao “2-2″… (o tal resultado que, automaticamente, qualificava as duas equipas, por lhes dar vantagem no desempate com a Itália).
Com o(s) golo(s) do empate (em ambos os campos), era a Dinamarca que passava a estar “à mercê” de um golo da Itália, pelo que lhe competia novamente ir à procura do golo.
Contudo, nesta fase, e ao contrário da primeira parte, seria a Suécia a ter melhor desempenho, beneficiando da sua situação de maior tranquilidade. Seria, assim, um pouco “contra-a-corrente” (mas sem “favores”!) que a Dinamarca chegaria ao 2-1, voltando a colocar a Suécia sob pressão (um golo da Itália significaria a eliminação dos suecos).
E, chegou a parecer “merecida” essa eliminação, porque a Suécia não mostrava então discernimento para chegar ao golo, com uma atitude algo passiva, de que aproveitou a Dinamarca para continuar a pressionar, em busca do 3-1 (que resolveria definitivamente o seu “problema”), o que poderia ter acontecido aos 69 minutos. Mais confiante (na prática, uma equipa mais poderosa), a Dinamarca foi sempre mais perigosa, adivinhando-se o golo.
Só que, aos 89 minutos (e estava a Itália ainda empatada! – já com 91 minutos de jogo em Guimarães), a Suécia chegava, de forma feliz, ao golo do empate.
A Dinamarca procedeu ao pontapé de recomeço, ensaiou uma jogada de ataque, mas, quando a Suécia conquistou a bola, o jogo “acabou”: no minuto final, os suecos limitaram-se a trocar a bola entre si, perto da sua área, sem que os dinamarqueses se interessassem por ela; obviamente, não era já altura de correr riscos.
O árbitro apitava para o final; ambas as equipas faziam a festa; a Itália (ainda empatada) estava eliminada; o golo de Guimarães já não “contaria” para nada em termos de apuramento…
Thomas Sorensen, Thomas Helveg, Martin Laursen, René Henriksen, Niclas Jensen (45m – Kasper Bogelund), Martin Jorgensen (57m – Dennis Rommedahl), Daniel Jensen (66m – Christian Poulsen), Jesper Gronkjaer, Jon Dahl Tomasson, Thomas Gravesen, Ebbe Sand
Andreas Isaksson, Mikael Nilsson, Olof Mellberg, Andreas Jakobsson, Fredrik Ljungberg, Erik Edman, Anders Andersson (81 m – Marcus Allbäck), Mattias Jonson, Kim Kallström (72m – Christian Wilhelmsson) Zlatan Ibrahimovic, Henrik Larsson
1-0 – Tomasson – 28m
1-1 – Larsson – 46m (P)
2-1 – Tomasson – 66m
2-2 – Jonson – 89m
“Melhor em campo” – Tomasson (Dinamarca)
Amarelos – Erik Edman (36m) e Kim Kallström (62m)
Árbitro – Markus Merk (Suíça)
Estádio do Bessa Séc. XXI – Porto (19h45)
[1460]
"FESTA DO SOLSTÍCIO – CAUSA NOSSA"
Hoje à noite (22h), no Lux, comemoração de 6 meses do Causa Nossa, com atribuição de prémios “blogosféricos”:
“(1) Prémio à carreira bloguística: nomeados – António Granado (Ponto Média), J. Pacheco Pereira (Abrupto), Paulo Querido (O Vento lá Fora)
(2) Prémio à esquerda: nomeados – Barnabé, Blogue de Esquerda, País Relativo
(3) Prémio à direita: nomeados – Aviz, Blasfémias, Mar Salgado
(4) Prémio ao melhor blogger: nomeados – Daniel Oliveira (Barnabé), Pedro Mexia (ex-Dicionário do Diabo), “Roncinante” (O Jumento).”
[1459]
BIBLIOTECA DO CONHECIMENTO ONLINE
Constitui sempre um motivo de satisfação poder divulgar iniciativas deste género.
A Biblioteca do Conhecimento Online “reune as principais editoras de revistas científicas internacionais de modo a oferecer um conjunto vasto de artigos científicos disponíveis on-line”.
…Isto, apesar de o acesso aos conteúdos disponibilizados na “b-on Biblioteca do Conhecimento Online” ser reservado aos utilizadores (todos aqueles que integrem os quadros da instituição aderente ou nela desenvolvam actividade, incluindo, nomeadamente, investigadores, docentes, estudantes, bolseiros e pessoal técnico).
[1458]
"TRATADO CONSTITUCIONAL EUROPEU" (II)
A União Europeia deixará de ter “presidências semestrais rotativas”, ganhando duas novas figuras: a de “Presidente do Conselho Europeu” e a de “Ministro Europeu dos Negócios Estrangeiros”.
Para dar um “rosto” à União Europeia e garantir uma continuidade / consistência na aplicação das suas políticas, passará a ser eleito um Presidente do Conselho Europeu, por mandatos de dois anos e meio, renovável para um segundo mandato (não podendo acumular com cargos no seu país de origem), que terá a seu cargo a condução das cimeiras europeias, a “dinamização” dos trabalhos, assim como uma função de facilitar os “consensos e a coesão”, para além da representação externa da União.
A aprovação desta nova figura de “Presidente do Conselho Europeu” apenas se tornou possível depois de se garantir uma “limitação” de poderes que não coloque em causa a importância do papel do Presidente da Comissão (órgãos com equivalência, a nível nacional, ao de “Presidente da República” e de “Primeiro-Ministro”, respectivamente).
P. S. A propósito, a ler, o artigo de Vital Moreira, hoje no Público: “A Refundação da União Europeia“.
P. S. 2 – Novo agradecimento, ao Voz de Mim.
[1457]
“AVATARES DE UM DESEJO”
Completa hoje o seu 1º “aniversário” um dos melhores “blogues” portugueses de reflexão, o Avatares de um desejo, sempre “fiel” à sua sedução de primeiro dia por Laetitia Casta e por José Mourinho (compreende-se porquê, quando se vê uma escolha feita a este nível, o dos “melhores” de entre os que estão no topo).
Parabéns ao Bruno Sena Martins e votos de que continue por muito tempo a presentear-nos com os seus textos, tantas vezes “brilhantes” (podia citar com facilidade, uma boa “dúzia” deles, mas o melhor é ir mesmo “à fonte”).
P. S. Parabéns também ao Jorge Guimarães Silva pelo interessante blogue “A Rádio em Portugal“.
[1456]



