José Torres (1938-2010)

Com toda a propriedade, o bom gigante.
Leonel Vicente
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Memória Virtual via e-mail

Com toda a propriedade, o bom gigante.
Há uma idade – da inocência – em que, quantas vezes sem sabermos explicar porquê, adoptamos como ídolos personalidades que se destacam em determinada área, com frequência particular no caso de desportistas.
Com os meus 16 anos, acompanhava com fervor a carreira de Joaquim Agostinho, em especial as suas proezas no “Tour de France”, que correria pela última vez nesse ano de 1983, terminando num muito honroso 11º lugar – para o veterano do pelotão, então já com 40 anos -, a escassos segundos da posição que lhe daria direito à tradicional “volta de honra” nos Champs Elysées.
Enquanto os franceses suspiravam pelo sucessor de Bernard Hinault, ausente por lesão, que pensavam ter encontrado em Pascal Simon – que lideraria a prova durante vários dias, inclusivamente mesmo depois de, na sequência de uma queda, ter fracturado um braço, o que inevitavelmente o viria a obrigar a desistir – um herói improvável surgiria.
Estreante na maior competição velocipédica do mundo, Laurent Fignon era um jovem parisiense de apenas 22 anos, que “chegou, viu e venceu”. E assim, do nada, nascia o meu novo ídolo!
Com o seu sucesso me entusiasmei na fase decisiva da prova de 1983, e, ainda mais vibraria, no ano seguinte, com a forma categórica como se impôs ao regressado “todo-poderoso” Hinault, com triunfos em 5 etapas!
Porventura não tanto quanto sofri com a decepção de 1989, perdendo ingloriamente a competição para o estado-unidense Greg LeMond por escassos 8 segundos, após mais de 3 000 km percorridos, e quase 100 horas a pedalar.
Retirado da competição, mas acompanhando o ciclismo até ao fim – agora como comentador televisivo -, ao mesmo tempo que lutava contra um implacável adversário, o meu ídolo teve hoje a última derrota da sua vida. Tinha apenas 50 anos…
A jovem atleta portuguesa Sara Moreira, já campeã do mundo universitária, conquistou hoje a medalha de bronze na prova dos 5 000 metros do Campeonato da Europa de Atletismo, a decorrer em Barcelona, ampliando para 4 o número total de medalhas obtidas por atletas portugueses nesta competição (1 medalha de prata e 3 de bronze).
Na prova desta tarde, apenas foi batida por duas atletas de origem etíope, em representação da Turquia, sendo imediatamente seguida por Jessica Augusto (medalhada nos 10 000 metros), hoje a terminar num bom 4º lugar.
Nos Campeonatos da Europa de Atletismo, disputados em Barcelona, os atletas da selecção portuguesa acabam de conquistar mais duas medalhas, ampliando para três o pecúlio já alcançado.
Depois de, ontem, João Vieira ter repetido o 3º lugar que havia obtido já na anterior edição, em 2006, nos 20 km Marcha, Naide Gomes repetiria também a 2ª posição na prova do Salto em Comprimento, com 6,92 metros – empatando com a vencedora, a letã Ineta Radevica (atleta que representou o F. C. Porto), com o desempate a ser efectuado, nos termos regulamentares, pela segunda melhor marca alcançada por cada uma das atletas (respectivamente 6,68 e 6,87 metros); logo de seguida, seria Jessica Augusto a conquistar também a medalha de bronze nos 10 000 metros (atrás de Elvan Abeylegesse, da Turquia, e de Inga Abitova, da Rússia).
A encerrar o segundo dia de competição, uma empolgante final dos 100 metros, com o bi-Campeão Europeu (100 e 200 metros) de 2006, Francis Obikwelu, regressado após a interrupção da carreira, a ser creditado com o 4º lugar – numa prova vencida pelo francês Christophe Lemaitre, com a marca de 10.11s -, tendo os atletas classificados do 2º ao 5º lugar sido cronometrados com o mesmo tempo (10.18s)!
Depois dos triunfos de 2007 e 2009 – e de se ter visto impedido de correr a prova em 2008, dada a não admissão da sua equipa -, o ciclista espanhol Alberto Contador (de 27 anos) somou hoje a sua terceira vitória no “Tour de France” (em quatro presenças na competição), em que – porventura não de forma tão categórica como se poderia antecipar, por condicionantes físicas – acabaria não obstante por confirmar o seu favoritismo, vencendo o luxemburguês Andy Schleck (que repete a posição de vice-líder do ano passado), pela escassa margem de 39 segundos, ao fim de mais de 3 600 km de prova.
Após o sucesso que constituíra o seu regresso na edição precedente da Volta a França (depois de 3 anos de “sabática” e, então, já praticamente com 38 anos), com um excelente 3º lugar, o estado-unidense Lance Armstrong – hepta-vencedor da competição, de 1999 a 2005 – quedou-se este ano, no que terá sido o seu derradeiro “Tour”, pela 23ª posição na classificação geral, limitando-se a subir ao pódio final como vencedor por equipas, a Radioshack (conjunto que integra também o português Sérgio Paulinho, com um bom desempenho, vencedor de uma etapa – o que daria importante contributo para a vitória colectiva – e 46º na geral final).
O também português Rui Costa, na sua estreia na maior competição velocipédica mundial, conclui a prova no 73º lugar (entre 170 ciclistas que conseguiram chegar aos Champs Élysées, a Paris), sendo o 12º na tabela classificativa específica aos “jovens” (menos de 25 anos).
1. Alberto Contador (Espanha) – Astana – 91h 58′ 48″
2. Andy Schleck (Luxemburgo) – Saxo Bank – a 00′ 39″
3. Denis Menchov (Rússia) – Rabobank – a 02′ 01″
4. Samuel Sanchez (Espanha) – Euskaltel – Euskadi – a 03′ 40″
5. Jurgen van den Broeck (Bélgica) – Omega Pharma – Lotto – a 06′ 54″
6. Robert Gesink (Holanda) – Rabobank – a 09′ 31″
7. Ryder Hesjedal (Canadá) – Garmin – a 10′ 15″
8. Joaquin Rodriguez Oliver (Espanha) – Katusha Team – a 11′ 37″
9. Roman Kreuziger (R. Checa) – Liquigas-Doimo – a 11′ 54″
10. Christopher Horner (França) – Radioshack – a 12′ 02″
…
46. Sérgio Paulinho (Portugal) – Radioshack – a 1h 25′ 43″
…
73. Rui Costa (Portugal) – Caisse d’Epargne – a 2h 12′ 28″
Sérgio Paulinho, ao serviço da equipa Radioshack, obteve hoje a 10ª vitória individual de ciclistas portugueses em etapas da Volta a França em bicicleta – competição velocipédica por etapas mais importante a nível mundial -, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (5, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973, 1977 e 1979), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova) e Paulo Ferreira (1, em 1984).

(foto – via TSF)
Na etapa de hoje, entre Chambery e Gap, o ciclista português – vice-campeão olímpico em 2004, em Atenas, e também já vencedor de uma etapa na “Vuelta”, em Espanha, em 2006 – culminou da melhor forma uma longa fuga, de quase 150 km, protagonizada por um grupo de 6 ciclistas, conseguindo, já na parte final da etapa, destacar-se do grupo, a par do bielorrusso Vasil Kiryienka, vencendo ao sprint sobre a linha de meta, ambos com cerca de 14 minutos de vantagem sobre o pelotão.

(foto – via El País)
A primeira vitória da equipa no “Tour” foi também notícia no The New York Times.
1/8 FINAL 1/4 FINAL 1/2 FINAIS FINAL
2-1
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0
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1-0
2-3
Marcadores (Final) – Andrés Iniesta (Espanha)
Marcadores (3º/4º lugar) – Thomas Müller (Alemanha), Edinson Cavani (Uruguai), Diego Forlán (Uruguai), Marcell Jansen (Alemanha) e Sami Khedira (Alemanha)
Melhores marcadores:
Melhor jogador – Diego Forlán (Uruguai)
Classificação Final do Mundial 2010:
Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen, Giovanni van Bronckhorst (105m – Edson Braahfeid), Mark van Bommel, Nigel de Jong (99m – Rafael van der Vaart), Arjen Robben, Wesley Sneijder, Dirk Kuyt (71m – Eljero Elia) e Robin van Persie
Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol, Joan Capdevila, Sergio Busquets, Xabi Alonso (87m – Cesc Fábregas), Andrés Iniesta, Xavi Hernández, Pedro Rodríguez (60m – Jesús Navas) e David Villa (106m – Fernando Torres)
0-1 – Andrés Iniesta - 116m
Melhor jogador – Andrés Iniesta
Cartões amarelos – Robin van Persie (15m), Mark van Bommel (22m), Nigel de Jong (28m), Giovanni van Bronckhorst (54m), John Heitinga (57m), Arjen Robben (84m), Gregory van der Wiel (111m) e Joris Mathijsen (117m); Carles Puyol (16m), Sergio Ramos (23m), Joan Capdevila (67m), Andrés Iniesta (118m) e Xavi Hernández (120m)
Cartão vermelho – John Heitinga (109m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Johannesburg (19h30)

(foto via Record)
O jogo da Final do Campeonato do Mundo, entre as selecções da Espanha e Holanda, começou por prometer bastante, com a equipa espanhola a ameaçar a baliza holandesa por 2 vezes logo nos 10 minutos iniciais, primeiro com Sergio Ramos a cabecear e a solicitar a intervenção do guarda-redes adversário, depois com uma combinação entre Xavi e David Villa, a rematar à malha lateral.
Com os esquemas tácticos de ambas as equipas a encaixarem-se, com grande rigidez e intensidade nas marcações, o jogo decairia de qualidade, paralelamente a uma escalada da dureza colocada em alguns lances, com o árbitro a ter de exibir o cartão amarelo por 5 vezes no espaço de 13 minutos.
Passava já da meia hora de jogo quando ocorreria a situação de maior frisson… num lançamento de linha lateral de longa distância, com a bola a ser devolvida pela Holanda, para o guarda-redes Casillas, que se viu em apuros para evitar que acabasse por violar a sua baliza. Complementando o antes falhado gesto de fair-play, a Holanda marcaria o correspondente pontapé de canto com… um passe para o guardião espanhol.
Pouco depois, o primeiro lance ofensivo de perigo criado pela Holanda, com uma boa abertura, criando desequilíbrios, para o lado esquerdo da grande área espanhola, onde um jogador holandês acabaria por… rematar na atmosfera.
Mesmo a fechar o primeiro tempo, Robben, com um remate sesgado junto ao poste, obrigaria Casillas a nova intervenção de elevado grau de dificuldade.
Tal como na abertura do jogo, a Espanha teria um reinício de partida em força, com uma flagrante ocasião de golo, na sequência de um canto, com um Puyol pleno de auto-confiança, a cabecear em plena área adversária, assistindo um companheiro; contudo, Capdevila, em posição privilegiada, não conseguiu fazer o desvio fatal. Pouco depois, numa “carga de ombro” algo deslocada – foi, efectivamente, uma carga pelas costas – o árbitro perdoaria à Holanda uma grande penalidade (mais à frente, já com 78 minutos decorridos, indultaria Iniesta, não o sancionando disciplinarmente).
Depois de uma entrada determinada da Espanha, a Holanda voltaria a equilibrar o jogo, dispondo mesmo, pouco depois dos 60 minutos, da maior sensação de golo, com Robben, beneficiando de uma excelente abertura em profundidade de Sneijder, a isolar-se pela faixa central, rasgando a defesa, mas, no “cara a cara” com Casillas, a não conseguir tornear o guarda-redes espanhol, a sair decididamente de entre os postes, a fazer espectacularmente a “mancha”, assim salvando a sua baliza.
A Espanha retribuiria o brinde cerca dos 70 minutos, quando David Villa, que, já na zona da pequena área, beneficiara de uma defeituosa tentativa de desvio de Heitinga, desperdiçou uma clamorosa oportunidade de golo, sendo agora a vez de Stekelenburg oferecer o corpo à bola. E, aos 77 minutos, em novo lance de “bola parada”, Sergio Ramos a fugir à marcação e, surgindo fulgurantemente, a rematar de cabeça, mas sem a melhor direcção…
Aos 83 minutos, Robben teria novo duelo com Casillas, desta vez num lance de mais difícil concretização, com o guarda-redes espanhol a conseguir furtar-lhe a bola.
No prolongamento manter-se-ia a toada de jogo, com a Espanha mais afoita; aos 95 minutos, Fábregas obrigaria Stekelenburg a nova intervenção de elevada dificuldade.
Com a expulsão de Heitinga, os derradeiros dez minutos seriam, para a equipa holandesa, principalmente de contenção, com a Espanha a tentar evitar o desempate da marca de grande penalidade… o que conseguiria, a 4 minutos do termo, com Iniesta, solto no lado direito da grande área, a ter todo o tempo para preparar o remate, fulminante, enviando a bola para o fundo da baliza holandesa, possibilitando a vitoriosa explosão de euforia espanhola, que – confirmando o seu estatuto de melhor equipa – soma ao título de Campeã da Europa, o ceptro máximo, de Campeã do Mundo!
P. S. Um título ampla e justamente celebrado pela imprensa espanhola… com um momento mágico que entra para a história (beijo de Casillas a Sara Carbonero, sua namorada e repórter de televisão, que o entrevistava em directo)!
1/8 FINAL 1/4 FINAL 1/2 FINAIS FINAL
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0-1
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1-0
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Marcadores (1/2 Finais) – Giovanni van Bronckhorst (Holanda), Diego Forlán (Uruguai), Wesley Sneijder (Holanda), Arjen Robben (Holanda), Maxi Pereira (Uruguai) e Carles Puyol (Espanha)
Melhores marcadores:
Espanha e Holanda são os Finalistas do Mundial de Futebol de 2010!
O que garante, desde já, que o novo Campeão do Mundo será da Europa (no que corresponderá ao primeiro título Mundial conquistado fora do continente europeu) e que atingirá o galardão máximo do futebol pela primeira vez na sua história…
Confirmando a consistência do seu futebol, na senda do título de Campeã da Europa conquistado em 2008, a Espanha, vencendo pela margem mínima pela quarta vez nesta competição (depois de 2-1 ao Chile no jogo decisivo da Fase de Grupos, e 1-0 frente a Portugal, Paraguai e Alemanha, nas sucessivas eliminatórias), atinge pela primeira vez a Final de um Campeonato do Mundo, perfilando-se como candidato lógico à conquista do Mundial.
Defrontará a selecção da Holanda, de regresso à Final, 32 anos decorridos após o Mundial da Argentina, em que repetira sem êxito a primeira tentativa da famosa “laranja mecânica”, de 1974.
A equipa dos Países Baixos chega ao encontro decisivo contando por vitórias todos os (6) jogos disputados nesta Fase Final, depois de ter somado também 8 vitórias (o pleno) na fase de qualificação. E, curiosamente, destas 6 vitórias obtidas na África do Sul, também 5 pela margem mínima, embora com bastantes mais golos que nas partidas da Espanha (1-0 ao Japão, 2-1 frente a Camarões, Eslováquia e Brasil, e 3-2 contra o Uruguai, num jogo em que, porém, o domínio foi superior à tangencial diferença no marcador).
Ou como um Campeão se faz de pequenos detalhes…
Muito realista, não se atemorizando perante as goleadas da Alemanha nos jogos precedentes (aviando Inglaterra e Argentina com a “chapa 4″), a Espanha, superior em termos de individualidades e de conjunto – com os germânicos privados da classe de Thomas Müller, a cumprir um jogo de suspensão -, conseguiu fazer o jogo que lhe mais convinha, controlando a bola… e a partida, sem permitir espaços aos alemães para os seus temíveis contra-ataques, que tão bem explorara nesta prova, assim anulando a força teutónica, acabando por repetir a dose já aplicada na Final do Europeu de 2008, desta vez graças a uma fulgurante cabeçada de Puyol.
Paradoxalmente – e não obstante o poderio conferido pelo seu fantástico sector ofensivo -, numa das competições em que surgem porventura menos exuberantes (e depois de terem sido sucessivamente eliminados por Portugal no apuramento para o Mundial 2002 e nas Fases Finais do Europeu de 2004 e do Mundial de 2006…) os neerlandeses têm revelado uma eficácia total, outorgando ao desfecho da Final do próximo domingo um cariz de absoluta imprevisibilidade!
1/8 FINAL 1/4 FINAL 1/2 FINAIS FINAL
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Marcadores (1/4 Final) – Robinho (Brasil), Wesley Sneijder (Holanda) – 2, Sulley Ali Muntari (Gana), Diego Forlán (Uruguai), Thomas Müller (Alemanha), Miroslav Klose (Alemanha) – 2, Arne Friedrich (Alemanha) e David Villa (Espanha)
Melhores marcadores:
Depois da ilusória supremacia sul-americana na Fase de Grupos e nos 1/8 Final, na “hora da verdade”, num triplo confronto Europa-América do Sul, as três selecções europeias superiorizaram-se (com destaque para Holanda e Alemanha, eliminando os colossos Brasil e Argentina, esta severamente punida pelo conjunto germânico), assim avançando para as 1/2 Finais, em que o inesperado resistente do continente americano é o Uruguai.
Uns 1/4 Final bastante interessantes, repletos de cambiantes inesperadas, como a reviravolta holandesa frente ao Brasil, depois de sair para o intervalo a perder – com duas figuras a marcar a partida: pela negativa, Felipe Melo, marcando na própria baliza (golo que seria posteriormente atribuído a Sneijder), e sendo expulso, a um quarto de hora do fim, por pisar Robben; pela positiva, o referido Sneijder, creditado com dois tão preciosos quanto decisivos golos.
Ou a eliminação uruguaia evitada pelo seu ponta-de-lança Suárez, a substituir-se ao guarda-redes, com duas magníficas intervenções sobre a linha de golo, primeiro oferecendo o corpo à bola, e, na segunda delas, defendendo com as mãos, com a consequente grande penalidade a ser desperdiçada, no último segundo do prolongamento, por Gyan, acertando com estrondo na trave (no desempate da marca de grande penalidade, um então já inseguro Gana – depois da intensa pressão que exercera nos últimos 5 minutos do prolongamento não ter tido a melhor sorte – acabaria por ser derrotado por 2-4).
Já hoje, a lição de táctica e de futebol colectivo que a equipa alemã ofereceu às individualidades argentinas, com um concludente resultado, numa quase perfeita interpretação do sistema de contra-ataque, com realce para a exibição de Thomas Müller, perante uma impotente selecção da Argentina, incapaz de reagir aos sucessivos golpes que a Alemanha ia desferindo, uma, duas, três, quatro vezes…
E, a fechar, o animado Paraguai-Espanha, com duas grandes penalidades num minuto, ambas desperdiçadas (!) – Cardozo permitiu a defesa a Casillas – , com a segunda (a beneficiar a Espanha), a ter mesmo direito a repetição , dado que, à primeira, o árbitro não validou o golo, pelo facto de terem entrado na área diversos jogadores de ambas as equipas, antes da conversão do lance); na menos conseguida exibição espanhola neste Mundial, a partida seria decidida, já nos derradeiros 10 minutos, culminando uma excelente iniciativa de ataque, com Pedro, do lado esquerdo, a rematar cruzado, embatendo a bola no poste mais distante, ressaltando a bola para David Villa, que, no lado contrário, remataria também cruzado, no sentido oposto, acertando… nos 2 postes, antes da caprichosa bola se acabar por anichar nas redes! Um verdadeiro golo “às três tabelas”…
Na fase imediata da prova (1/2 Finais, a disputar nas próximas terça e quarta-feira), repete-se a Final do EURO 2008 – um apetecível Espanha-Alemanha -, com Uruguai e Holanda a medirem forças para decidir a outra vaga no jogo decisivo.
1/8 FINAL 1/4 FINAL 1/2 FINAIS FINAL
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Marcadores (1/8 Final) – Luís Suarez (Uruguai) – 2, Lee Chung-Yong (Coreia Sul), Kevin Prince Boateng (Gana), Landon Donovan (EUA), Asamoah Gyan (Gana), Miroslav Klose (Alemanha), Lukas Podolski (Alemanha), Matthew Upson (Inglaterra), Thomas Müller (Alemanha) – 2, Carlos Tevez (Argentina) – 2, Gonzalo Higuaín (Argentina), Javier Hernandez (México), Arjen Robben (Holanda), Wesley Sneijder (Holanda), Robert Vittek (Eslováquia), Juan (Brasil), Luís Fabiano (Brasil), Robinho (Brasil) e David Villa (Espanha)
Melhores marcadores:
Para os jogos dos 1/4 Final, a disputar nos próximos dias 2 e 3 de Julho, estão apuradas 4 selecções da América do Sul (apenas 1 eliminada, o Chile, pelo Brasil, da mesma Confederação) – podendo inclusivamente, no limite, aspirar a monopolizar as 1/2 Finais -, 3 da Europa (as 6 que se haviam qualificado para os 1/8 Final jogaram entre si…) e o sobrevivente africano, o Gana.
Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pepe (72m – Pedro Mendes), Simão Sabrosa (72m – Liedson), Raul Meireles, Tiago, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (58m – Danny)
Iker Casillas, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol, Joan Capdevila, Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi Hernández, Andrés Iniesta, David Villa (88m – Pedro Rodríguez) e Fernando Torres (58m – Fernando Llorente)
0-1 – David Villa – 63m

(Foto Record)
Um primeiro sinal de aviso logo no minuto inicial, com um excelente remate de Fernando Torres, a que Eduardo correspondeu com uma magnífica intervenção, situação quase de imediato repetida por mais duas vezes, com David Villa como protagonista, deram o mote a uns 5 minutos de abertura de jogo aflitivos, de verdadeiro sufoco, sem que a equipa portuguesa conseguisse “pegar na bola”.
Quando foi possível ultrapassar essa espécie de bloqueio psicológico, Portugal dispôs, por sua vez, nos minutos que se sucederam, de duas ocasiões de perigo junto da área espanhola, conquistando dois pontapés de canto sucessivos.
O jogo acalmaria de intensidade, até que, aos 20 minutos, um remate de Tiago obrigaria Casillas a uma intervenção de elevado índice de dificuldade, ainda apertado por Hugo Almeida, que, de cabeça, procurava fazer a emenda. Portugal disporia de uma outra grande oportunidade, estavam decorridos 27 minutos, na sequência de um livre apontado por Cristiano Ronaldo, com um potente remate que provocaria grande atrapalhação a Casillas… sem que, contudo, ninguém aparecesse para a recarga.
Já com a primeira parte a encaminhar-se para o seu termo, aos 39 minutos, Hugo Almeida não conseguiu dar a melhor sequência a uma assistência de Raul Meireles. E, aos 42 minutos, Casillas a ter de sair da sua área, antecipando-se a Simão Sabrosa, que corria veloz em perseguição da bola. De imediato, outra ocasião de perigo, com Tiago, em boa posição, a rematar de cabeça… mas defeituosamente.
O segundo tempo iniciar-se-ia com uma toada mais pausada, com o primeiro sobressalto, aos 51 minutos, a ser provocado por Hugo Almeida, descaído sobre o lado esquerdo, a esperar por Cristiano Ronaldo, para procurar fazer a assistência, com Puyol, com um corte imperfeito, a criar muito perigo para a sua baliza.
Aos 56 minutos, uma boa jogada de ataque da equipa portuguesa, com a bola a passar por vários jogadores, e Raul Meireles a cruzar em direcção da zona da pequena área, obrigando Casillas a afastar o perigo a soco.
A primeira intervenção de Llorente, aos 60 minutos, obrigaria Eduardo à “defesa da noite”, num gesto de reflexo. No minuto seguinte, Villa remataria a bola colocada, a passar a rasar o poste da baliza portuguesa.
E, aos 63 minutos, numa jogada algo confusa, num momento de desconcentração da defesa portuguesa, hesitante, pensando numa eventual situação de fora de jogo [que, através do recurso a meios tecnológicos, se viria a confirmar... por 22 centímetros!], surgiria David Villa, descaído sobre o lado esquerdo, isolado, à segunda, em recarga a um primeiro pontapé ainda defendido por Eduardo, a rematar para o fundo da baliza portuguesa. Ao fim de 5 horas e meio de jogo, Eduardo sofria o primeiro golo na prova…
Com a equipa portuguesa a acusar o toque, na sequência de uma perda de bola que proporcionou uma jogada rápida da Espanha, o guarda-redes evitaria o segundo golo, iam decorridos 70 minutos.
Numa altura em que o tempo começava a correr demasiado depressa, Carlos Queiroz tentava espevitar a equipa, com uma dupla substituição, entrando Pedro Mendes e Liedson, respectivamente por troca com Pepe e Simão Sabrosa.
Aos 76 minutos, uma vez mais, Eduardo a opor-se a um potente remate de David Villa.
A Espanha, em vantagem no marcador, assegurava a posse de bola, deixando o tempo escoar-se, não dando oportunidade a Portugal de “pegar no jogo”.
Quase a findar a partida, aos 87 minutos, Llorente, isolado na cara de Eduardo, desviou subtilmente de cabeça, mas a bola sairia ligeiramente ao lado.
Esgotada física e, sobretudo, animicamente, sem capacidade de reacção, a sensação que persiste é que a selecção de Portugal como que “desistiu cedo demais” de lutar por um resultado positivo, acabando por sair sem glória deste Mundial, não obstante ter sofrido um único golo na competição.

(infografia La informacion.com)
Melhor jogador – Xavi Hernández
Cartões amarelos – Tiago (80m); Xabi Alonso (74m)
Cartão vermelho – Ricardo Costa (89m)
Árbitro – Hector Baldassi (Argentina)
(ver crónica, estatísticas e fotos no The New York Times)
Cape Town (19h30)
GRUPO A Jg V E D G Pt África Sul-México.....1-1 Uruguai3 2 1 - 4-0 7 Uruguai-França........0-0 México
3 1 1 1 3-2 4 África Sul-Uruguai....0-3 África Sul
3 1 1 1 3-5 4 França-México.........0-2 França
3 - 1 2 1-4 1 França-África Sul.....1-2 México-Uruguai........0-1
GRUPO B Jg V E D G Pt Argentina-Nigéria.....1-0 Argentina3 3 - - 7-1 9 Coreia Sul-Grécia.....2-0 Coreia Sul
3 1 1 1 5-6 4 Grécia-Nigéria........2-1 Grécia
3 1 - 2 2-5 3 Argentina-Coreia Sul..4-1 Nigéria
3 - 1 2 3-5 1 Nigéria-Coreia Sul....2-2 Grécia-Argentina......0-2
GRUPO C Jg V E D G Pt Inglaterra-EUA........1-1 EUA3 1 2 - 4-3 5 Argélia-Eslovénia.....0-1 Inglaterra
3 1 2 - 2-1 5 Eslovénia-EUA.........2-2 Eslovénia
3 1 1 1 3-3 4 Inglaterra-Argélia....0-0 Argélia
3 - 1 2 0-2 1 Eslovénia-Inglaterra..0-1 EUA-Argélia...........1-0
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Austrália....4-0 Alemanha3 2 - 1 5-1 6 Sérvia-Gana...........0-1 Gana
3 1 1 1 2-2 4 Alemanha-Sérvia.......0-1 Austrália
3 1 1 1 3-6 4 Gana-Austrália........1-1 Sérvia
3 1 - 2 2-3 3 Gana-Alemanha.........0-1 Austrália-Sérvia......2-1
GRUPO E Jg V E D G Pt Holanda-Dinamarca.....2-0 Holanda3 3 - - 5-1 9 Japão-Camarões........1-0 Japão
3 2 - 1 4-2 6 Holanda-Japão.........1-0 Dinamarca
3 1 - 2 3-6 3 Camarões-Dinamarca....1-2 Camarões
3 - - 3 2-5 - Dinamarca-Japão.......1-3 Camarões-Holanda......1-2
GRUPO F Jg V E D G Pt Itália-Paraguai.......1-1 Paraguai3 1 2 - 3-1 5 N.Zelândia-Eslováquia.1-1 Eslováquia
3 1 1 1 4-5 4 Eslováquia-Paraguai...0-2 N.Zelândia
3 - 3 - 2-2 3 Itália-N.Zelândia.....1-1 Itália
3 - 2 1 4-5 2 Eslováquia-Itália.....3-2 Paraguai-N.Zelândia...0-0
GRUPO G Jg V E D G Pt Costa Marfim-Portugal.0-0 Brasil3 2 1 - 5-2 7 Brasil-Coreia Norte...2-1 Portugal
3 1 2 - 7-0 5 Brasil-Costa Marfim...3-1 C. Marfim
3 1 1 1 4-3 4 Portugal-Coreia Norte.7-0 Cor. Norte
3 - - 3 1-12 - Portugal-Brasil.......0-0 Cor.Norte-C.Marfim....0-3
GRUPO H Jg V E D G Pt Honduras-Chile........0-1 Espanha3 2 - 1 4-2 6 Espanha-Suíça.........0-1 Chile
3 2 - 1 3-2 6 Chile-Suíça...........1-0 Suíça
3 1 1 1 1-1 4 Espanha-Honduras......2-0 Honduras
3 - 1 2 0-3 1 Chile-Espanha.........1-2 Suíça-Honduras........0-0
Marcadores (3ª Jornada) – Bongani Khumalo (África Sul), Katlego Mphela (África Sul), Luís Suarez (Uruguai), Florent Malouda (França), Kalu Uche (Nigéria), Lee Jung-Soo (Coreia do Sul), Park Chu-Young (Coreia do Sul), Yakubu Ayiegbeni (Nigéria), Martin Demichelis (Argentina), Martin Palermo (Argentina), Jermain Defoe (Inglaterra), Landon Donovan (EUA), Mesut Özil (Alemanha), Tim Cahill (Austrália), Brett Holman (Austrália), Marko Pantelic (Sérvia), Robert Vittek (Eslováquia) – 2, Antonio Di Natale (Itália), Kamil Kopunek (Eslováquia), Fabio Quagliarella (Itália), Keisuke Honda (Japão), Yasuhito Endo (Japão), Robin van Persie (Holanda), Samuel Eto’o (Camarões), Jon Dahl Tomasson (Dinamarca), Klaas Jan Huntelaar (Holanda), Shinji Okazaki (Japão), Yaya Touré (Costa Marfim), Romaric (Costa Marfim), Salomon Kalou (Costa Marfim) e David Villa (Espanha), Andrés Iniesta (Espanha) e Rodrigo Millar (Chile)
Melhores marcadores – Gonzalo Higuaín (Argentina), Robert Vittek (Eslováquia) e David Villa (Espanha), 3; Diego Forlán (Uruguai), Asamoah Gyan (Gana), Luís Fabiano (Brasil), Elano (Brasil), Tiago (Portugal), Kalu Uche (Nigéria), Lee Jung-Soo (Coreia do Sul), Landon Donovan (EUA), Brett Holman (Austrália), Keisuke Honda (Japão) e Samuel Eto’o (Camarões), 2
Concluída a Fase de Grupos deste Mundial, eis o alinhamento dos jogos dos 1/8 Final:
Com a Europa em crise, apenas 6 das 13 selecções presentes nesta Fase Final asseguraram a passagem aos 1/8 Final – com a agravante de se defrontarem entre si, pelo que o continente europeu terá somente 3 representantes nos 1/4 Final -, com particular destaque para as inesperadas eliminações do Campeão do Mundo e seu vice, Itália e França.
Ao invés, a América do Sul atinge um feito inédito, com a qualificação de todos os seus 5 representantes para os 1/8 Final, podendo ambicionar manter 4 deles nos 1/4 Final.
Bom desempenho teve também o contingente asiático, com 2 apurados (Japão e Coreia do Sul) em três participantes (apenas a Coreia do Norte revelou não estar ao nível de uma competição desta envergadura).
Outro dos grandes derrotados é o continente africano, que viu 5 das suas 6 selecções eliminadas, entre elas o país organizador, África do Sul (para além dos já conceituados Camarões, Costa do Marfim e Nigéria). O Gana é assim o único sobrevivente de África.
Por fim, a nível de países que prosseguem em competição, EUA e México, representantes da América do Norte e Central, zona que perdeu apenas a selecção das Honduras.
Da Oceania, Austrália e Nova Zelândia, não obstante terem feito uma prova satisfatória, acabaram por não conseguir franquear as portas da fase eliminar deste Mundial.
Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Duda (54m – Simão Sabrosa), Pepe (64m – Pedro Mendes), Tiago, Raul Meireles (84m – Miguel Veloso), Danny, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo
Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo (44m – Josué), Júlio Baptista (82m – Ramires), Nilmar e Luís Fabiano (85m – Grafite)

(foto via Record)
Entrando em campo com um onze de tendência conservadora, com uma opção privilegiando a prudência, Portugal viu-se, logo desde o início, submetido à pressão brasileira, conquistando dois cantos nos dois minutos iniciai, com Daniel Alves a dar o primeiro sinal de perigo com um bom remate, ligeiramente ao lado, aos cinco minutos, e, pouco depois, numa primeira incursão de Maicon pelo flanco direito do ataque, Fábio Coentrão a conseguir uma boa antecipação.
Só aos 17 minutos Portugal conseguiria soltar-se e ensaiar o primeiro remate à baliza do Brasil. À passagem da meia hora o perigo espreitou as duas balizas, com Eduardo com uma excelente defesa, a remate de Nilmar (com a bola ainda a embater na trave – o que se repetiria aos 37 minutos, dessa vez com Eduardo a “desviar a bola com o olhar”… para o poste), e, no outro lado, do ataque português, com Tiago a não conseguir finalizar. O mesmo Tiago que viria a colocar à prova a concentração de Júlio César, iam então já decorridos 41 minutos.
Com bastante maior tempo de posse de bola e claro predomínio da parte da selecção brasileira, o nulo registado no marcador era porventura algo lisonjeiro para Portugal.
Entretanto, no outro jogo, a Costa do Marfim começara por “assustar”, com dois golos no espaço de seis minutos (aos 14 e aos 20), mas a manutenção do resultado ao intervalo era de molde a conferir alguma (relativa) tranquilidade à equipa portuguesa.
Parecendo querer adormecer o jogo no seu recomeço, Portugal teria, aos 48 minutos, uma boa iniciativa de contra-ataque, com Lúcio a evitar que Cristiano Ronaldo conseguisse marcar.
Cerca dos 60 minutos, novo remate à baliza, com Simão Sabrosa a solicitar Júlio César a nova intervenção. E Portugal desperdiçaria mesmo uma soberana oportunidade, com Raul Meireles a não conseguir dar a melhor finalização a uma boa jogada de Cristiano Ronaldo.
O Brasil, com uma toada de jogo mais pausada, de bastante menor intensidade, procurava atrair Portugal, para aproveitar algum eventual erro nas transições defesa-ataque.
À medida que o tempo corria para o final, e com o resultado inalterado no jogo das Costa do Marfim (mantendo-se a vantagem de 2 golos já registada ao intervalo), Portugal deveria então ter arriscado na procura do golo que lhe poderia dar a vitória no jogo… e consequente primeiro lugar no Grupo… mas – exceptuando uma descida de Simão Sabrosa, a cruzar para Cristiano Ronaldo, bastante apertado na área brasileira -, jogando sempre pelo seguro, acabou por não investir nessa possibilidade, optando por garantir o empate frente aos penta-campeões do Mundo.
Aliás, já em tempo de compensação, Eduardo seria forçado a boa intervenção, para desviar a bola que, rematada por Ramires, embatendo num defesa português, adquirira uma trajectória traiçoeira.
O empate final a zero pareceu acabar por satisfazer ambas as equipas, garantindo o apuramento, com o Brasil a vencer o Grupo e Portugal a concluir no segundo lugar, com o “melhor ataque” (7 golos – tal como a Argentina) e a “melhor defesa” (sem sofrer qualquer golo na fase de Grupos).
Melhor jogador – Cristiano Ronaldo
Amarelos – Duda (25m), Tiago (31m), Pepe (40m) e Fábio Coentrão (45m); Luís Fabiano (15m) e Juan (25m) e Felipe Melo (43m)
Árbitro – Benito Archundia (México)
Durban (15h00)
Após 10 horas de disputa sem tréguas, o estado-unidense John Isner e o francês Nicolas Mahut viram o jogo de ténis que disputam no Torneio de Wimbledon interrompido pelo 2º dia consecutivo, quando o marcador assinala 59-59 (!) no 5º e decisivo set.
O encontro entre ambos os tenistas (a contar para a 1ª ronda do Torneio) começou ontem, prosseguiu hoje, e prolonga-se para amanhã!
John Isner (23ª “cabeça-de-série”) venceu a primeira partida por 6-4, perdendo de seguida por 3-6 e 6-7, voltando a triunfar no 4º set, por 7-6. Após 2 tie-breaks, e não estando prevista esta fórmula de desempate no set decisivo no Torneio de Wimbledon, os tenistas têm enfrentado uma aparentemente interminável 5ª partida, já com mais de 7 horas, superando os records de set e encontro mais longos de toda a história do ténis.
Absolutamente fantástico!

(foto Oli Scarff / Getty Images – via NBC Sports)
O tenista dos EUA dispôs de um primeiro match point a 10-9, e dois pontos de encontro adicionais a 33-32, mas não conseguiu encerrar o encontro; por fim, no serviço do francês (provindo das qualificações), teve novo ponto decisivo a 59-58, que desperdiçaria uma vez mais, inclinando-se e deixando-se cair de joelhos…
Isner: «Nothing like this will ever happen again. Ever. I don’t know what to say. He’s serving fantastic, I’m serving fantastic. I’d like to see the stats.»
Mahut: «He’s (Isner) just a champ. We’re fighting like we never did before. Someone has to win so we’ll have to come back tomorrow to find out who wins the match.»

(foto AP / Sang Tan – via)
Pode ver a notícia com o registo das diferentes fases de evolução do jogo no The New York Times e um vídeo aqui.
P. S. Ainda com mais de 1 hora de jogo disputado no terceiro dia (somando um total acumulado de 11 horas e 5 minutos), John Isner acabou por vencer Nicolas Mahut por 70-68 no 5º set! Foram assim quebrados diversos records:

(foto Reuters – via Record)
O Campeonato do Mundo de Futebol de 2010 atingiu hoje (em número de jogos disputados) a sua metade, não obstante terem decorrido apenas 11 dias de competição.
Após a realização dos 32 jogos das duas primeiras rondas da Fase de Grupos poderão ser inúmeras as ilações a retirar, mas poucas de carácter definitivo; basicamente, duas: Holanda e Brasil garantiram já o apuramento para os 1/8 Final; as selecções da Coreia do Norte e Camarões estão já virtualmente eliminadas.
Subsistem, assim, ainda por atribuir, 14 vagas na fase seguinte da prova, com nada menos que 28 países ainda na liça; por sua vez, estes podem dividir-se em dois grupos:
A situação, Grupo a Grupo, ainda com uma infinidade de possibilidades em aberto:
Grupo A – Uruguai e México necessitam de apenas um empate para garantir a qualificação, pelo que este resultado na partida da última ronda entre estas duas selecções afastaria automaticamente a França e a África do Sul, equipas com uma ténue réstia de esperança: a de, vencendo, conseguir ainda anular a diferença de golos desfavorável que registam face às selecções americanas (desde que uma delas vença a outra), cifradas entre um mínimo de 4 golos (França vs. México) e 6 golos (África do Sul vs. Uruguai).
Grupo B – A Argentina até poderá perder com a Grécia… desde que a Coreia do Sul não vença a Nigéria. A Grécia dependerá apenas de si, na hipotética medida em que tenha a capacidade de vencer a Argentina por 3 golos de diferença! Pode, não obstante qualificar-se com uma vitória tangencial, desde que a Coreia do Sul não vença; ou, empatando, se os coreanos forem derrotados. À Coreia do Sul, que dispõe de vantagem sobre a Grécia, por ter mais um golo marcado, bastar-lhe-á obter o mesmo resultado que a equipa helénica… desde que não perca. Por fim, a Nigéria será apurada desde que vença a equipa coreana, mas apenas se a Grécia for derrotada pela Argentina.
Grupo C – A Eslovénia necessita “apenas” de um empate frente à Inglaterra, mas poderá mesmo apurar-se em caso de derrota, desde que haja empate no EUA-Argélia, ou, sendo a Argélia a ganhar, desde que as eventuais vitórias na última jornada sejam pela margem mínima, excepto se a Argélia marcar mais 3 golos que os eslovenos. Os EUA dependem também apenas de si próprios: a vitória sobre a Argélia garante-lhes o apuramento, podendo mesmo qualificar-se com um empate se a equipa inglesa não vencer. A Inglaterra encontra-se em circunstância análoga (não obstante a desvantagem decorrente de ter menos 2 golos marcados que os estado-unidenses): apura-se com a vitória frente à Eslovénia, ou com um empate… desde que os EUA não percam, e, neste caso, apenas na eventualidade de marcarem pelo menos mais 2 golos que os rivais do outro lado do Atlântico. Por fim, a Argélia poderá qualificar-se apenas se vencer, se a Inglaterra não ganhar à Eslovénia, ou, neste caso, se conseguir superar a actual desvantagem de golos face aos eslovenos.
Grupo D – O Gana qualifica-se se vencer, ou, empatando com a Alemanha, desde que a Sérvia não derrote a Austrália; pode inclusivamente apurar-se perdendo, desde que mantenha a vantagem no desempate por diferença de golos face à Sérvia (em caso de empate desta) e à Austrália (em caso de vitória desta equipa). A Alemanha apresenta-se em situação análoga: a vitória garante-lhe a qualificação, que pode também obter com um empate (desde que a Sérvia não ganhe), e, inclusivamente, perdendo, com as mesmas condicionantes que o Gana. A Sérvia garante também o apuramento se ganhar à Austrália e, empatando, desde que a Alemanha perca; no limite, poderá hipoteticamente qualificar-se com uma derrota, se os alemães sofressem uma goleada. Finalmente, a Austrália, não só necessita imperiosamente de vencer, como terá de esperar por uma derrota alemã…
Grupo E – Com a Holanda já qualificada, tudo se decide entre Japão e Dinamarca, no jogo que opõe as duas selecções, com vantagem (por 1 golo de diferença) para o Japão, a quem bastará portanto o empate; à Dinamarca só a vitória servirá.
Grupo F – O Paraguai apura-se desde que não perca com a N. Zelândia, ou, mesmo se for derrotado, se houver empate no Itália-Eslováquia ou se a Eslováquia, vencendo os italianos, não anular a desvantagem de 4 golos face aos paraguaios com que entra na derradeira ronda. Itália e N. Zelândia, que, de forma absolutamente inesperada, partem em absoluta igualdade para o jogo decisivo, serão apurados se vencerem; caso empatem, será apurada a equipa que marcar mais golos, podendo haver a necessidade de recorrer a um sorteio para desempatar a tal igualdade absoluta. Por fim, a Eslováquia necessitará de vencer os Campeões do Mundo, Itália, e esperar que a N. Zelândia não derrote o Paraguai; se esta última variante ocorrer, a Eslováquia necessitaria anular a referida desvantagem de 4 golos face aos paraguaios.
Grupo G – Com o Brasil também já qualificado para os 1/8 Final, a vaga restante disputa-se entre Portugal e Costa do Marfim. À equipa portuguesa bastará um empate, ou, caso seja vencida pelo Brasil, não desperdiçar a vantagem de 9 golos que detém sobre os marfinenses… A equipa africana necessita de – em caso de derrota portuguesa pela margem mínima – vencer por 8 golos de diferença, ou um tento a menos por cada golo adicional da eventual desvantagem da selecção portuguesa.
Grupo H – O Chile será apurado desde que obtenha, no mínimo, um empate frente à Espanha; caso seja derrotado, necessita que a Suíça não vença as Honduras, ou, se tal acontecer, não supere a desvantagem de golos. A Espanha poderá apurar-se vencendo, empatando, ou até perdendo, desde que faça pelo menos resultado igual ao que a Suíça obtiver no jogo com os hondurenhos. A Suíça apura-se se vencer, desde que a Espanha não ganhe (ou, se tal ocorrer, se reverter a desvantagem de 1 golo); ou, caso empate, se a Espanha perder; pode ainda apurar-se perdendo, desde que a Espanha seja derrotada por margem superior, e no pressuposto de que manteria a vantagem de golos face à equipa centro-americana. Finalmente, as Honduras apenas podem sonhar com uma vitória face aos helvéticos e com uma derrota da Espanha, necessitando de inverter a desvantagem de 4 golos relativamente aos espanhóis e de 3 golos em relação à Suíça.
Sobre a forma em que as equipas se encontrarão e o modo como impressionaram nos dois jogos já disputados, parece ser ainda demasiado prematuro estar desde já a fazer projecções para a fase mais decisiva da competição…
GRUPO A Jg V E D G Pt África Sul-México.....1-1 Uruguai2 1 1 - 3-0 4 Uruguai-França........0-0 México
2 1 1 - 3-1 4 África Sul-Uruguai....0-3 França
2 - 1 1 0-2 1 França-México.........0-2 África Sul
2 - 1 1 1-4 1 França-África Sul.....--- México-Uruguai........---
GRUPO B Jg V E D G Pt Argentina-Nigéria.....1-0 Argentina2 2 - - 5-1 6 Coreia Sul-Grécia.....2-0 Coreia Sul
2 1 - 1 3-4 3 Grécia-Nigéria........2-1 Grécia
2 1 - 1 2-3 3 Argentina-Coreia Sul..4-1 Nigéria
2 - - 2 1-3 - Nigéria-Coreia Sul....--- Grécia-Argentina......---
GRUPO C Jg V E D G Pt Inglaterra-EUA........1-1 Eslovénia2 1 1 - 3-2 4 Argélia-Eslovénia.....0-1 EUA
2 - 2 - 3-3 2 Eslovénia-EUA.........2-2 Inglaterra
2 - 2 - 1-1 2 Inglaterra-Argélia....0-0 Argélia
2 - 1 1 0-1 1 Eslovénia-Inglaterra..--- EUA-Argélia...........---
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Austrália....4-0 Gana2 1 1 - 2-1 4 Sérvia-Gana...........0-1 Alemanha
2 1 - 1 4-1 3 Alemanha-Sérvia.......0-1 Sérvia
2 1 - 1 1-1 3 Gana-Austrália........1-1 Austrália
2 - 1 1 1-5 1 Gana-Alemanha.........--- Austrália-Sérvia......---
GRUPO E Jg V E D G Pt Holanda-Dinamarca.....2-0 Holanda2 2 - - 3-0 6 Japão-Camarões........1-0 Japão
2 1 - 1 1-1 3 Holanda-Japão.........1-0 Dinamarca
2 1 - 1 2-3 3 Camarões-Dinamarca....1-2 Camarões
2 - - 2 1-3 - Dinamarca-Japão.......--- Camarões-Holanda......---
GRUPO F Jg V E D G Pt Itália-Paraguai.......1-1 Paraguai2 1 1 - 3-1 4 N.Zelândia-Eslováquia.1-1 Itália
2 - 2 - 2-2 2 Eslováquia-Paraguai...0-2 N.Zelândia
2 - 2 - 2-2 2 Itália-N.Zelândia.....1-1 Eslováquia
2 - 1 1 1-3 1 Eslováquia-Itália.....--- Paraguai-N.Zelândia...---
GRUPO G Jg V E D G Pt Costa Marfim-Portugal.0-0 Brasil2 2 - - 5-2 6 Brasil-Coreia Norte...2-1 Portugal
2 1 1 - 7-0 4 Brasil-Costa Marfim...3-1 C. Marfim
2 - 1 1 1-3 1 Portugal-Coreia Norte.7-0 Cor. Norte
2 - - 2 1-9 - Portugal-Brasil.......--- Cor.Norte-C.Marfim....---
GRUPO H Jg V E D G Pt Honduras-Chile........0-1 Chile2 2 - - 2-0 6 Espanha-Suíça.........0-1 Espanha
2 1 - 1 2-1 3 Chile-Suíça...........1-0 Suíça
2 1 - 1 1-1 3 Espanha-Honduras......2-0 Honduras
2 - - 2 0-3 - Chile-Espanha.........--- Suíça-Honduras........---
Marcadores (2ª Jornada) – Diego Forlán (Uruguai) – 2, Álvaro Pereira (Uruguai), Park Chu-Young (Coreia Sul – p.b., pela Argentina), Gonzalo Higuaín (Argentina) – 3, Lee Chung-Yong (Coreia Sul), Kalu Uche (Nigéria), Dimitrios Salpingidis (Grécia), Vasileios Torosidis (Grécia), Javier Hernandez (México), Cuauhtemoc Blanco (México), Milan Jovanovic (Sérvia), Valter Birsa (Eslovénia), Zlatan Ljubijankic (Eslovénia), Landon Donovan (EUA), Michael Bradley (EUA), Wesley Sneijder (Holanda), Brett Holman (Austrália), Asamoah Gyan (Gana), Samuel Eto’o (Camarões), Nicklas Bendtner (Dinamarca), Dennis Rommedahl (Dinamarca), Enrique Vera (Paraguai), Cristian Riveros (Paraguai), Shane Smeltz (N. Zelândia), Vincenzo Iaquinta (Itália), Luís Fabiano (Brasil) – 2, Elano (Brasil), Didier Drogba (Costa Marfim), Raul Meireles (Portugal), Simão Sabrosa (Portugal), Hugo Almeida (Portugal), Tiago (Portugal) – 2, Liedson (Portugal), Cristiano Ronaldo (Portugal), Mark Gonzalez (Chile) e David Villa (Espanha) – 2
Melhores marcadores – Gonzalo Higuaín (Argentina), 3; Diego Forlán (Uruguai), Asamoah Gyan (Gana), Luís Fabiano (Brasil), Elano (Brasil), Tiago (Portugal) e David Villa (Espanha), 2
Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pedro Mendes, Tiago, Raul Meireles (70m – Miguel Veloso), Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa (74m – Duda) e Hugo Almeida (77m – Liedson)
Ri Myong-Guk, Cha Jong-Hyok (75m – Nam Song-Chol), Pak Chol-Jin, Ri Jun-Il, Ji Yun-Nam, Ri Kwang-Chon, An Yong-Hak, Mun In-Guk (58m – Kim Yong-Jun), Pak Nam-Chol (58m – Kim Kum-Il), Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se
1-0 – Raul Meireles – 29m
2-0 – Simão Sabrosa – 53m
3-0 – Hugo Almeida – 56m
4-0 – Tiago – 60m
5-0 – Liedson – 81m
6-0 – Cristiano Ronaldo – 87m
7-0 – Tiago – 89m

(foto via TSF)
Num jogo em que o único resultado aceitável era a vitória portuguesa, dado não só o desnível de potencial entre ambas as selecções, mas também o calendário do grupo de apuramento, e na sequência do nulo registado na jornada inaugural, a selecção nacional entrou em campo com boa disposição, deliberadamente ofensiva, criando duas ocasiões de perigo, logo aos 4 e aos 6 minutos, ambas por… Ricardo Carvalho: primeiro, num falhado remate à meia-volta; e, logo de seguida, acertando novamente no poste.
Não aproveitadas estas oportunidades decorrentes de uma entrada com algum fulgor, a Coreia do Norte começou gradualmente a ganhar confiança, tornando-se cada vez mais atrevida, começando por dar um primeiro sinal de aviso à passagem dos 10 minutos, com um remate a rasar o poste, nova ameaça aos 17 minutos e, ainda outra, cerca dos 23 minutos, fase em que a equipa portuguesa parecia algo aturdida coma a reacção coreana.
Procurando acalmar a toada algo precipitada, Portugal veria coroada de êxito uma boa jogada, com Tiago a fazer uma boa abertura, para uma excelente finalização de Raul Meireles, a marcar o golo inaugural da equipa portuguesa na prova, jogava-se o 29º minuto da partida.
Daí até final do primeiro tempo, apenas digno de menção um remate cruzado, da esquerda para a direita, de Cristiano Ronaldo, a sair ligeiramente ao lado da baliza, já com 41 minutos e, mesmo a fechar, uma iniciativa de Simão, porém com o cruzamento a não sair bem.
A selecção da Coreia do Norte iniciava a segunda parte do jogo, na condição de eliminada… mas seria a equipa portuguesa a assumir, de novo, a iniciativa do jogo, com Tiago, com um bom remate, a colocar à prova a atenção do guarda-redes adversário logo no minuto inicial, a que responderiam de imediato os coreanos, obrigando Eduardo a “dizer presente”.
Num reinício animado, seria Hugo Almeida a dividir uma bola com o guarda-redes norte-coreano, em mais uma jogada de perigo eminente. E, de seguida, um livre apontado por Jong Tae-Se, com Eduardo a mostrar estar concentrado.
Pouco depois, Hugo Almeida, desenquadrado da baliza, não conseguiria dar a melhor sequência a uma boa jogada da ofensiva portuguesa. Antes de a equipa da Coreia do Norte se desequilibrar por completo, ante o turbilhão ofensivo português, com 3 golos no espaço de 7 minutos, marcados sucessivamente por Simão Sabrosa, Hugo Almeida e Tiago.
Após 10 minutos de sonho (que, já noutras circunstâncias, viria a repetir a findar o encontro), Portugal acalmaria a toada, procurando aliciar a equipa coreana a subir no terreno, visando explorar eventuais situações de contra-ataque.
Cristiano Ronaldo ainda acertaria com estrondo na trave, em mais um potente remate. Do outro lado, Jong Tae-Se ameaçaria uma vez mais Eduardo, já na aproximação dos 80 minutos, precisamente antes de mais um golo português, o quinto, por Liedson, entrado em campo escassos minutos antes.
Haveria ainda tempo para o consumar do descalabro coreano, com um golo risível de Cristiano Ronaldo, a beneficiar de uma carambola do esférico no guarda-redes, que lhe tabelou na nuca, ressaltando para a cabeça, antes de cair no chão, à mercê de um leve empurrão para a baliza com o pé, e, de seguida, com Tiago, com mais uma excelente execução de cabeça, a bisar.
Com uma boa exibição, não obstante ter sido alcançada frente a um débil opositor, Portugal beneficiaria do mérito de ter obrigado a equipa coreana a abrir o seu jogo, desequilibrando por completo (destroçando mesmo) a sua estrutura defensiva, o que conseguiria aproveitar da melhor forma, com alto grau de eficácia, sem nunca abdicar de procurar dilatar a marca.
Depois dos 5-3 de 1966, outro Portugal – Coreia do Norte entra na história dos Mundiais: 7-0!
E, com 9 (!) golos de vantagem em relação à Costa do Marfim, só uma absolutamente indesejável catástrofe impediria Portugal de prosseguir para os 1/8 Final…
Melhor jogador – Cristiano Ronaldo
Amarelos – Pak Chol-Jin (32m) e Hong Yong-Jo (47m); Pedro Mendes (38m) e Hugo Almeida (70m)
Árbitro – Pablo Pozo (Chile)
Cape Town (12h30)
O jogo visto no Twitter, via The Guardian.
Crónica no The New York Times.