Archive for Junho, 2004
EURO 2004 – GRUPO B – 2ª JORNADA

3-0
Segundo as crónicas, um bom início de partida dos suíços, sem “complexos” face aos ingleses, construindo algumas jogadas de ataque, fazendo chegar algum perigo à área inglesa.
Sem ter ainda criado grandes situações de perigo, a Inglaterra “abriria o activo” aos 23 minutos, por Rooney – que, apenas com 18 anos, se torna o mais jovem marcador de sempre na história dos Europeus.
A Suíça encerraria a primeira parte com duas jogadas de perigo junto da baliza adversária.
Na segunda parte, a Inglaterra assumiu o controlo do jogo, pressionando o adversário, o que viria a originar a expulsão de Bernt Haas (com dois cartões amarelos em pouco mais de 10 minutos), obrigando a Suíça a jogar novamente em inferioridade numérica durante uma boa parte do jogo (última meia-hora).
A Suíça passa a recorrer aos lançamentos em profundidade, sem sucesso; e é a Inglaterra que volta a causar perigo, com Rooney perto de “bisar”… até que, pouco depois, o mesmo Rooney remata forte contra o poste, acabando a bola por tabelar no guarda-redes Stiel, anichando-se na sua própria baliza.
Derrotada, a equipa suíça “entrega-se” e, logo de seguida, sofre o terceiro golo: um “castigo pesado”.
David James, Gary Neville, John Terry, Sol Campbell, Ashley Cole, David Beckham, Frank Lampard, Steven Gerrard, Paul Scholes (70m – Owen Hargreaves), Wayne Rooney (83m – Kieron Dyer), Michael Owen (72m – Darius Vassell)
Jörg Stiel, Bernt Haas, Patrick Mueller, Murat Yakin, Christoph Spycher, Raphael Wicky, Fabio Celestini (53m – Ricardo Cabanas), Benjamin Huggel, Hakan Yakin (84m – Johan Vonlanthen), Stephane Chapuisat (45m – Daniel Gygax), Alexander Frei
“Melhor em campo” – Wayne Rooney
1-0 – Wayne Rooney – 23m
2-0 – Wayne Rooney – 75m
3-0 – Gerrard – 82m
Amarelos – Bernt Haas (49m); Wayne Rooney (18m)
Vermelho – Bernt Haas (60m – acumulação de amarelos)
Árbitro – Valentin Ivanov (Rússia)
Estádio Cidade de Coimbra – Coimbra (17h00)

2-2
Tal como no primeiro jogo, frente à Inglaterra, a França entrou muito forte, impondo um ritmo acelerado, que a levaria até ao primeiro golo, mais uma vez na sequência de uma “bola parada”… mais uma vez, um livre apontado por Zidane, com o defesa croata a desviar a bola para a sua própria baliza.
E, tal como no jogo inaugural, a França decresceria de rendimento à medida que a primeira parte se aproximava do seu termo.
O início da segunda parte mostrou-nos uma Croácia completamente diferente, assumindo decididamente uma postura atacante (para os croatas, empatar ou perder era indiferente; apenas a vitória lhes interessava para chegarem em vantagem ao jogo decisivo com a Inglaterra).
E logo conseguiria empatar, beneficiando de mais um penalty sofrido pela França. Não baixando o ritmo, os croatas dariam a “volta ao resultado” 4 minutos depois.
Surgiria depois um período algo confuso, com as equipas a baixarem de rendimento e o jogo a transformar-se numa partida “estranha”… o que culminaria com mais um “golo esquisito”, na sequência de mais um erro defensivo, a restabelecer novamente o empate para a França (que ainda não conseguiu marcar um golo de “jogada corrida normal”).
Até final, ambas as equipas procuraram o golo (e a vitória), mas sem grande convicção ou serenidade, ajustando-se perfeitamente o empate como resultado do labor das duas formações.
A Croácia, bastante voluntarista na procura do golo, revela contudo alguma ingenuidade no momento da finalização (que já lhe custara o não ter alcançado a vitória frente à Suíça), tendo nomedamante o benfiquista Sokota realizado mais um encontro bastante esforçado, embora não muito inspirado.
A França, transmitindo uma imagem de grande poderio, denotando dispor de capacidade para, a qualquer momento, poder “resolver um jogo”, não realizou ainda uma partida “conseguida”, de início a fim, tendo Henry (e o próprio Zidane) andado arredados das suas melhores exibições.
E o apuramento, que os franceses esperavam festejar já hoje, ficou adiado para a última ronda.
Tomislav Butina, Josip Simunic, Dario Simic, Igor Tudor, Robert Kovac, Giovanni Rosso, Nenad Bjelica (67m – Jerko Leko), Milan Rapaic (87m – Ivica Mornar), Niko Kovac, Dado Prso, Tomislav Sokota (73m – Ivica Olic)
Fabien Barthez, William Gallas (81m – Willy Sagnol), Lilian Thuram, Marcel Desailly, Mikaël Silvestre, Patrick Vieira, Olivier Dacourt (78m – Benoît Pedretti), Zinedine Zidane, Sylvain Wiltord (70m – Robert Pires), David Trezeguet, Thierry Henry
“Melhor em campo” – Dado Prso
0-1 – Tudor – 23m (p. b.)
1-1 – Rapaic – 48m (P)
2-1 – Prso – 52m
2-2 – Trezeguet – 63m
Amarelos – Igor Tudor (39m), Giovanni Rosso (61m), Robert Kovac (67m) e Jerko Leko (78m); Patrick Vieira (32m) e Olivier Dacourt (59m)
Árbitro – Kim Milton Nielsen (Dinamarca)
Estádio Dr. Magalhães Pessoa – Leiria (19h45)
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REFORMA ADMINISTRATIVA DO TERRITÓRIO (IV)
Agregaram-se sob a forma de “Comunidades Urbanas”:
– Baixo Alentejo . Constitui a maior região em termos de área (13 848 km2), agrupando 18 concelhos, parte dos quais integravam antes o distrito de Beja, a que acrescem os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines (distrito de Setúbal). Com os seus 231 000 habitantes, regista a menor densidade populacional do país; dispõe de 8 estabelecimentos de ensino superior, 7 museus e apenas 3 hospitais. As Câmaras dispõem de receitas no total de 198 milhões de euros.
– Baixo Tâmega . Agrupa 7 concelhos: Celorico de Basto, Mondim de Basto; Cinfães e Resende (distrito de Viseu); Amarante, Baião e Marco de Canaveses (do distrito do Porto), com uma área global de 1 395 km2 e 196 000 habitantes. Dispõe apenas de 1 museu e 2 hospitais, sem qualquer estabelecimento de ensino superior. As Câmaras agrupadas dispõem de receitas no total de 102 milhões de euros. Trata-se também de uma .Comunidade Urbana., marcadamente, de cariz rural.
– Beiras . Reúne 12 concelhos, 3 dos quais do distrito de Castelo Branco (Covilhã, Belmonte e Penamacor), sendo os restantes da região da Guarda. Tem uma área total de 5 300 km2 e 184 000 habitantes. Dispõe de 5 estabelecimentos de ensino superior, 3 museus e 4 hospitais; as receitas camarárias ascendem a 149 milhões de euros.
– Centro Alentejo . Integra 16 concelhos, agrupados em torno do distrito de Évora, .conquistando. Campo Maior e Elvas a Portalegre. Tem uma área global de 8 270 km2, com uma população de 202 000 habitantes. Dispõe de 3 estabelecimentos de ensino superior, 10 museus e 5 hospitais; as receitas camarárias totais ascendem a 171 milhões de euros.
– Douro . Agrupa 19 concelhos, principalmente dos distritos de Vila Real e Viseu, .atraindo. ainda alguns concelhos do distrito de Bragança (Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Torre de Moncorvo) e Guarda (Vila Nova de Foz Côa). Tem uma área global de 4 054 km2 e cerca de 221 000 habitantes. Dispõe de 4 estabelecimentos de ensino superior, 3 museus e 3 hospitais. As receitas camarárias ascendem a um total de 183 milhões de euros.
– Leiria . Agrega apenas 8 concelhos (Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, Pombal, Ansião, Alvaiázere e Ourém, este último do distrito de Santarém), na sequência da .perda. de 9 concelhos do distrito de Leiria (6 para a .ComUrb. do Oeste e três para a .ComInter. do Pinhal (Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande . que se juntaram a outros três concelhos de Coimbra: Oliveira do Hospital, Arganil e Pampilhosa da Serra; e à Sertã, de Castelo Branco). A área total ascende a cerca de 2 500 km2, com uma população de 321 000 habitantes (o que não lhe permite o .estatuto. de Grande Área Metropolitana.). Dispõe de 7 estabelecimentos de ensino superior, 6 museus e 6 hospitais. As receitas camarárias totais ascendem a 159 milhões de euros.
(texto preparado com base em artigo publicado na revista .Visão., de 13 de Maio)
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EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA – "UMA CIDADE DE FUTEBOL" (I)
…E, continuando sob o lema das fotos: uma outra “dupla exposição”, neste caso fotográfica, decorre até 29 de Agosto, tendo por tema “Uma Cidade de Futebol”, repartindo-se entre o Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e a Cordoaria Nacional.
A exposição do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, mostrando fotografias sobretudo de dois momentos da história da implantação do futebol em Lisboa: as primeiras manifestações amadoras de bairro do início do século (por fotógrafos anónimos) e os bastidores da participação portuguesa no Mundial de 1966 em Inglaterra (fotos de Amadeu Ferrari).
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EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES
GRUPO A Jg V E D G Pt Portugal-Grécia....1-2 1 Grécia2 1 1 - 3-2 4 Espanha-Rússia.....1-0 2 Espanha
2 1 1 - 2-1 4 Grécia-Espanha.....1-1 3 Portugal
2 1 - 1 3-2 3 Rússia-Portugal....0-2 4 Rússia
2 - - 2 0-3 - Espanha-Portugal... Rússia-Grécia......
GRUPO B Jg V E D G Pt Suíça-Croácia......0-0 1 França1 1 - - 2-1 3 França-Inglaterra..2-1 2 Suíça
1 - 1 - 0-0 1 Inglaterra-Suíça... 3 Croácia
1 - 1 - 0-0 1 Croácia-França..... 4 Inglaterra
1 - - 1 1-2 - Croácia-Inglaterra. Suíça-França.......
GRUPO C Jg V E D G Pt Dinamarca-Itália...0-0 1 Suécia1 1 - - 5-0 3 Suécia-Bulgária....5-0 2 Dinamarca
1 - 1 - 0-0 1 Bulgária-Dinamarca. 3 Itália
1 - 1 - 0-0 1 Itália-Suécia...... 4 Bulgária
1 - - 1 0-5 - Itália-Bulgária.... Dinamarca-Suécia...
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Holanda...1-1 1 R. Checa1 1 - - 2-1 3 R. Checa-Letónia...2-1 2 Alemanha
1 - 1 - 1-1 1 Letónia-Alemanha... 3 Holanda
1 - 1 - 1-1 1 Holanda-R. Checa... 4 Letónia
1 - - 1 1-2 - Holanda-Letónia.... Alemanha-R. Checa..
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EURO 2004 – GRUPO A – 2ª JORNADA

1-1
Segundo as crónicas – sabendo ambas as equipas que o empate não seria um “mau resultado” – este foi um jogo controlado pela Espanha, que assumiu sempre a iniciativa da sua condução.
O golo surgiria de forma algo “fortuita”, na sequência da intercepção de um passe atrasado de um defesa grego.
Na segunda parte, mesmo a ganhar, foi a Espanha a continuar a dominar; o empate da Grécia surgiria, de alguma forma, “contra-a-corrente”.
Para os gregos, significa uma excelente opção para o apuramento: apenas será eliminada se Portugal vencer a Espanha e se perder o seu jogo com a Rússia por uma desvantagem superior à que os espanhóis eventualmente registem no jogo com Portugal.
Nikopolidis, Seitaridis, Dellas, Kapsis, Fyssas (86m – Venetidis), Giannokopoulos (49m – Nikolaidis), Zagorakis, Karagounis (53m – Tsartas), Katsouranis, Vryzas, Charisteas
Casillas, Raul Bravo, Helguera, Marchena, Puyol, Baraja, Albelda, Etxeberria (45m – Joaquín), Vicente, Morientes (65m – Valerón), Raul (80m – Fernando Torres)
0-1 – Morientes – 28m
1-1 – Charisteas – 66m
“Melhor em campo” – Raul
Amarelos – Katsouranis (7m), Giannakopoulos (24m), Karagounis (27m) Zagorakis (61m) e Vryzas (90m); Marchena (16m) e Helguera (36m)
Árbitro – Lubos Mitchell (Eslováquia)
Estádio do Bessa Séc. XXI – Porto (17h00)

0-2
“Serviços mínimos”… Portugal teve tudo a seu favor neste jogo: marcou cedo; jogou toda a segunda parte em superioridade numérica; evitou o sofrimento nos últimos 5 minutos, ao conseguir o 2-0 praticamente “em cima” do tempo regulamentar.
Et pourtant… soube a pouco! A sensação que ficou foi que a equipa portuguesa estava a jogar “dois jogos ao mesmo tempo”: o empate no Grécia-Espanha implica que Portugal necessite “obrigatoriamente” de vencer a Espanha no último jogo.
O “fantasma” da Espanha pairou durante todo o tempo. A equipa portuguesa denotou uma enorme “falta de confiança” em si própria e, em alguns momentos da segunda parte, evidenciou mesmo sintomas de intranquilidade.
Como se “a cabeça estivesse noutro lado”. É que, embora, fosse importante ganhar à Rússia, todos sabíamos (dentro e fora das “quatro linhas”) que o jogo decisivo será o de Domingo.
E essa falta de confiança foi sendo transmitida para a bancada, pouco convincente no apoio à equipa, sendo, por várias ocasiões, os adeptos portugueses “abafados” pelos (“desesperados”) apelos russos. Aliás, o ambiente de festa que se esperava começou a “falhar” precisamente por aí: em vez de um Estádio repleto de público, havia uma grande clareira no sector russo (terão ficado “desocupados” perto de 10 000 lugares…).
Em termos tácticos, Scolari fez uma “pequena revolução”: trocou as posições de Figo e Simão Sabrosa; trocou 3/4 da defesa (apenas manteve Jorge Andrade, substituindo Paulo Ferreira, Fernando Couto e Rui Jorge, por Miguel, Ricardo Carvalho e Nuno Valente); colocou Deco de início, como “playmaker”, em vez de Rui Costa.
E, embora não se compreenda muito bem como pode Scolari – depois de um ano de jogos-treino – mudar tanto de um jogo para outro, a verdade é que “no papel”, as mudanças pareciam fazer bastante sentido (especialmente as de Ricardo Carvalho e Deco).
Contudo, na prática, “as coisas não saíram bem”, pela tal “falta de confiança” e, a meio da segunda parte, a equipa não conseguia progredir no terreno, começando a “jogar para o lado”… e aí, surgiram, “implacáveis” os primeiros assobios da bancada (precisamente o oposto do que os jogadores necessitam neste momento – não foi bonito o momento da substituição de Figo, com o Estádio dividido entre os aplausos e as recriminações).
Algumas oportunidades criadas iam sendo desperdiçadas, notando-se também o receio em “assumir a responsabilidade” por rematar à baliza.
A equipa portuguesa “jogou sobre brasas” e só com vitórias poderá consolidar a sua motivação.
A Rússia foi tentando fazer o que podia (assumindo alguns riscos na segunda parte), parecendo, nesta altura “poder pouco” (e não só por causa da expulsão de Ovchinnikov – alegadamente, por ter tocado a bola com a mão fora da grande área, na antecipação ao avançado português).
Para a história, fica a vitória (justa) de Portugal, com dois bonitos golos, de Maniche e Rui Costa.
E, na retina, fica uma bela jogada construída por Deco, Nuno Gomes e Figo, que terminou ingloriamente no poste da baliza russa…
Cumpridos os “serviços mínimos” de ganhar à Rússia – primeira equipa eliminada neste Europeu – Scolari vai ter um importante trabalho de moralização dos jogadores, para os convencer de que é possível eliminar também a Espanha (todos nós conhecemos alguém que, este ano, foi capaz de convencer os jogadores que eram os melhores da Europa e que iam ser campeões…).
Ovchinnikov, Sennikov, Bugayev, Smertin, Evseev, Kariaka (79m – Bulykin), Loskov, Aldonin (45m – Malafeev), Alenitchev, Izmailov (72m – Bystrov), Kerzhakov
Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Simão Sabrosa (62m – Rui Costa), Deco, Figo (78m – Cristiano Ronaldo), Pauleta (57m – Nuno Gomes)
0-1 – Maniche – 7m
0-2 – Rui Costa – 88m
“Melhor em campo” – Maniche
Amarelos – Smertin (16m), Evseev (21m) e Alenitchev (86m); Ricardo Carvalho (24m) e Deco (85m)
Vermelho – Ovchinnikov (45m)
Árbitro – Terje Hauge (Noruega)
Estádio da Luz – Lisboa (19h45)
P. S. À “regressada” Catarina (ao 100nada – cujo “regresso a casa” saúdo): espero ser mais optimista/entusiasta no final do Portugal-Espanha… Os jogadores portugueses sabem jogar futebol; muitas vezes, mais importante que os aspectos físicos são os mentais, psicológicos ou motivacionais; se conseguirmos acertar nessa área, podemos ir longe!
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AVIZ – 1º ANIVERSÁRIO
Parabéns ao Francisco José Viegas pelo primeiro aniversário do Aviz!
Obrigado pelo enriquecimento que trouxe à “blogosfera” em Portugal, numa fase em que esta dava ainda os “primeiros passos”.
Votos de continuação por muitos e bons anos.
P. S. Parabéns também ao Paulo Pereira (Blogo Social Português); e votos também de boa continuação.
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