Archive for Junho, 2004

QUEIRÓS E MOURINHO

Há pouco menos de um ano (no primeiro dia deste “blogue”!) aqui dei conta do meu regozijo pela contratação de Carlos Queirós como responsável pelo “melhor clube do mundo”, o “todo-poderoso” Real Madrid, com a sua “constelação de estrelas”.

Como sabemos agora, as coisas correram muito mal; a passagem de Queirós pelo Real Madrid saldou-se pela conquista da Supertaça de Espanha; muito pouco para as ambições do clube. O treinador português fica também associado a uma prestação muito negativa da equipa no final da época, com uma (incrível) sucessão de 5 derrotas consecutivas.

Até que ponto a má época do Real Madrid pode ser imputada ao treinador português é algo de difícil mensuração. Haverá concerteza diversos outros factores que contribuiram para o insucesso, desde logo o desequilíbrio da equipa, a excessivamente fatigante digressão de início de época, as muitas solicitações dos jogadores (que não foram capazes de ter o brio necessário para evitar aquele final de época absolutamente desolador).

A verdade “nua e crua” é que Carlos Queirós falhou; não esteve à altura das expectativas.

Agora, é José Mourinho que é (justamente) elevado aos “píncaros” da Europa do futebol, continuando a transportar o nome de Portugal. Ao ser apresentado hoje como treinador responsável por mais uma “equipa milionária”, o Chelsea, de Inglaterra, Mourinho tem em mãos um novo grande desafio.

O Campeão Europeu sabe que é um desafio de risco, mas a que não podia “virar a cara”. Se conseguir ter sucesso, será aclamado como o melhor treinador da Europa (do Mundo!?).

“Malgré tout” (o “feitio difícil” de Mourinho…), tal como há cerca de um ano, desejo sinceramente que Mourinho tenha grande êxito em Inglaterra (excepto se, por um acaso do destino, tiver de defrontar na final da Liga dos Campeões o Benfica…) e que possa confirmar a sua inegável competência.

[1365]

2 Junho, 2004 at 9:53 am

MUSEUS (X)

Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa . Rua das Janelas Verdes)
A importância deste museu, o principal do país, radica fundamentalmente no vastíssimo espólio artístico que possui, percorrendo a História da Arte Portuguesa entre o século XII e os primórdios do século XIX, na pintura, desenho, escultura, mobiliário, têxteis, cerâmica e ourivesaria, contextualizada em conjuntos internacionais igualmente importantes.

Museu Nacional do Azulejo (Lisboa . Rua da Madre de Deus, 4)
Instalado no antigo convento da Madre de Deus, fundado em 1509, o edifício possui notáveis espaços arquitectónicos, integrados no circuito de visita do museu. O fundo antigo da colecção cobre um período entre os séculos XV e início do XIX, sucessivamente enriquecido com novas espécies que permitem estabelecer o percurso da história da azulejaria portuguesa, alargando-a à contemporaneidade.

[1364]

2 Junho, 2004 at 8:16 am

EURO 2004 (XLIX) – 2000

Grupo 1
P. Gales – Itália . 0-2 / 0-4
Bielorrussia – Dinamarca . 0-0 / 0-1
Itália – Suíça . 2-0 / 0-0
Dinamarca – P. Gales . 1-2 / 2-0
P. Gales – Bielorrussia . 3-2 / 2-1
Suíça – Dinamarca . 1-1 / 1-2
Bielorrussia – Suíça . 0-1 / 0-2
Dinamarca – Itália . 1-2 / 3-2
Suíça – P. Gales . 2-0 / 2-0
Itália – Bielorrussia . 1-1 / 0-0

1º Itália (15); 2º Dinamarca (14); 3º Suíça (14); 4º P. Gales (9), 5º Bielorrussia (3)

Grupo 2
Geórgia – Albânia . 1-0 / 1-2
Grécia – Eslovénia . 2-2 / 3-0
Noruega – Letónia . 1-3 / 2-1
Eslovénia – Noruega . 1-2 / 0-4
Letónia – Geórgia . 1-0 / 2-2
Eslovénia – Letónia . 1-0 / 2-1
Grécia – Geórgia . 3-0 / 2-1
Noruega – Albânia . 2-2 / 2-1
Albânia – Grécia . 0-0 / 0-2
Grécia – Noruega . 0-2 / 0-1
Geórgia – Eslovénia . 1-1 / 1-2
Letónia – Grécia . 0-0 / 2-1
Geórgia – Noruega . 1-4 / 0-1
Letónia – Albânia . 0-0 / 3-3
Albânia – Eslovénia . 0-1 / 0-2

1º Noruega (25); 2º Eslovénia (17); 3º Grécia (15); 4º Letónia (13); 5º Albânia (7); 6º Geórgia (5)

Grupo 3
Finlândia – Moldávia . 3-2 / 0-0
Turquia – I. Norte . 3-0 / 3-0
I. Norte – Finlândia . 1-0 / 1-4
Turquia – Alemanha . 1-0 / 0-0
Turquia – Finlândia . 1-3 / 4-2
Moldávia – Alemanha . 1-3 / 1-6
I. Norte – Moldávia . 2-2 / 0-0
I. Norte – Alemanha . 0-3 / 0-4
Turquia – Moldávia . 2-0 / 1-1
Alemanha – Finlândia . 2-0 / 2-1

1º Alemanha (19); 2º Turquia (17); 3º Finlândia (10); 4º I. Norte (5); 5º Moldávia (4)

[1363]

1 Junho, 2004 at 10:59 pm

E AGORA? (IV)

A 8 de Outubro do ano passado, escrevi aqui:

Ao ouvir as declarações de Paulo Pedroso, retenho: “Esta era uma prisão ilegal e injusta…”; “… a certeza da minha inocência…”; “A pedofilia é um crime horrendo!”.
Conforme escrevia Pacheco Pereira, a (quebra da) “palavra de honra” será de facto o último estágio da “perda de dignidade” de um ser humano?
A ser assim, crendo nas palavras de Paulo Pedroso – ou estarei a ser naif? -, poderemos estar perante um grosseiro erro judicial de proporções tremendas (?).
E como ficará a credibilidade da justiça se, de facto, algum (ou alguns) dos indiciados deste processo da “Casa Pia” não for provado culpado?

No dia seguinte, conhecido o Acórdão do Tribunal da Relação, escrevi também:

Algumas provas testemunhais de menores que contribuíram para a decisão da prisão preventiva de Paulo Pedroso são consideradas pelo Acórdão do Tribunal da Relação, como: «frágeis, irrelevantes e inverosímeis»!!!

Hoje, ficamos a saber que: «Os reconhecedores nada sabiam do arguido Paulo Pedroso: nem o seu nome, nem a profissão (apenas um deles achava que era “político”). Nenhum deles mencionou características faciais de relevo (indivíduo de óculos, mais novo que o arguido Jorge Ritto) nem outros elementos distintivos perceptíveis no contexto (como por exemplo, a marca do carro)», diz a juíza no despacho.»

Tenho de colocar a questão: Quais as bases que suportam a decisão de prisão preventiva em Portugal?

Como poderão ser os presos preventivos (em situações de “equívoco” como esta) ser ressarcidos dos prejuízos morais e materiais que lhes foram causados?

Será possível que, algum dia, deixe de pairar sobre eles a “sombra” da dúvida sobre a sua real e completa inocência?

E agora?

[1362]

1 Junho, 2004 at 6:44 pm

ELEIÇÕES PARLAMENTO EUROPEU (III)

Do primeiro dia de campanha para as eleições, retenho a seguinte referência(cito “de cor”): “Os deputados a eleger ao Parlamento Europeu serão 24 .embaixadores portugueses. em Estrasburgo, na defesa dos interesses de Portugal…”

Estarei enganado ou parece haver aqui alguma (grande) confusão relativamente ao papel dos euro-deputados? Trata-se de uma eleição para uma instituição da União Europeia… e não, para a Assembleia da .Divisão Europeia.!…

O objectivo de uma União deverá ser o de fortalecer todos os seus membros, procurando que resulte num valor acrescentado face à mera soma das suas parcelas, sem esquecer princípios de solidariedade, visando um desenvolvimento harmonioso, sobretudo daqueles que serão os “elos mais fracos”; mas parece-me que não poderá nunca ser vista como um “campo de batalha” em que se procure defender os nossos interesses particulares em oposição aos da União no seu todo.

P. S. A propósito do Dia Mundial da Criança, às vezes “um pequeno nada pode ser tanto“!… (ver “entrada” de 1 de Junho, “Dia da Criança”).

[1361]

1 Junho, 2004 at 1:55 pm

ELEIÇÕES PARLAMENTO EUROPEU (II)

Resultados das eleições realizadas em 19 de Julho de 1987 (em simultâneo com eleições para a Assembleia da República):

Inscritos . 7 787 603
Votantes . 5 639 650 (72,42 %)
Abstenções . 2 147 953 (27,58 %)
Brancos . 68 475 (1,21 %)
Nulos . 74 240 (1,32 %)

PPD/PSD . 2 111 828 (37,45 %) . 10 eleitos
PS . 1 267 672 (22,48%) . 6 eleitos
CDS . 868 718 (15,40%) . 4 eleitos
CDU . 648 700 (11,50%) . 3 eleitos
PRD . 250 158 (4,44%) . 1 eleito
PPM . 155 990 (2,77%)
UDP . 52 835 (0,94%)
PDC . 40 812 (0,72%)
PSR . 29 009 ( 0,51%)
MDP/CDE . 27 678 (0,49%)
PC(R) . 24 060 (0,43%)
PCTP/MRPP . 19 475 (0,35%)

Eleitos:

– PPD/PSD (10): Pedro Miguel de Santana Lopes, Rui Alberto Barradas do Amaral, Manuel Pereira, Carlos Alberto Martins Pimenta, Vasco Manuel Verdasca da Silva Garcia, António Jorge de Figueiredo Lopes, Virgílio Higino Gonçalves Pereira, António Joaquim Bastos Marques Mendes, Fernando dos Reis Condesso e Pedro Augusto Cunha Pinto

– PS (6): Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo, Luís Filipe Nascimento Madeira, António Antero Coimbra Martins, Fernando Manuel dos Santos Gomes, Joaquim Jorge de Pinho Campinos e Fernando Luís de Almeida Torres Marinho

– CDS (4): Francisco António Lucas Pires, José Miguel Nunes Anacoreta Correia, José Vicente de Jesus de Carvalho Cardoso e Francisco Gentil da Silva Martins

– CDU (3): Ângelo Matos Mendes Veloso, Joaquim António Miranda da Silva e José Aurélio da Silva Barros Moura

– PRD (1): José Manuel de Medeiros Ferreira

[1360]

1 Junho, 2004 at 12:35 pm

MUSEUS (IX)

Museu da Música (Lisboa . Rua João de Freitas Branco)
O museu tem uma localização peculiar, na estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos, num amplo espaço adaptado para o efeito. Possui uma das mais ricas colecções da Europa, constituída por cerca de mil instrumentos musicais, a maioria de origem europeia, dos séculos XVI a XX.

Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa . Praça do Império . Mosteiro dos Jerónimos)
Localizado no edifício do antigo Mosteiro dos Jerónimos, na zona monumental de Belém, o museu reúne as mais vastas colecções de arqueologia do país, dos períodos pré e proto-histórico, romano, árabe e medieval, agrupados em núcleos de tipologias muito diversificadas. Com carácter permanente podem ser vistas duas exposições temáticas, a notável sala dos Tesouros da Arqueologia Portuguesa e o núcleo de Antiguidades Egípcias e ainda uma exposição temporária de longa duração As Religiões da Lusitânia.

[1359]

1 Junho, 2004 at 8:41 am

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