BILINGUISMO – O CASO DO CANADÁ (II)
Todavia, rapidamente o poder económico seria centralizado nos anglófonos, controlando primeiro o comércio de peles e, de seguida, os recursos florestais, a pesca e as minas.
Em 1791, o território seria dividido em duas colónias: o “Alto Canadá” (anglófono) e o “Baixo Canadá” (francófono), que pouco tempo depois – inspirado pela revolução americana – começou a reclamar uma maior participação no governo da província (centralizado num Governador).
Por volta de 1834, a vida económica era controlada pelos comerciantes anglófonos, com a população francófona a procurar resistir, chegando mesmo a declarar, em 1838, a independência do “Baixo Canadá” (Québec).
Derrotados os “rebeldes” (por via da repressão do exército britânico), o Acto da União, de 1840, procederia à unificação dos “dois Canadás”, sob uma única identidade territorial, com um único Governador e o inglês como língua oficial.
Apenas a partir de 1848, o francês seria aceite no Parlamento; apenas mais de um século depois, em 1969, o francês seria reconhecido como língua oficial do Canadá, a par do inglês.
O Canadá surgiria como confederação “independente” apenas em 1867 (com as Conferências de Charlottetown e Québec), agrupando as até então províncias britânicas da Nova Escócia, Nova Brunswick, Ontário e Québec (a que se juntaria, em 1949, a Terra Nova) – mantendo-se não obstante como parte integrante do “Império britânico” até 1931, integrando ainda a Commonwealth, tendo como soberano – ainda hoje – a Rainha Isabel II de Inglaterra.
Para além das questões económicas e linguísticas, o Québec sempre manteve uma relação estreita com a Igreja Católica, visto como o “garante do Canadá francês”.
No século XX, o Canadá registaria um extraordinário desenvolvimento económico, atraindo, entre 1947 e 1967, um excepcional fluxo de imigração, que adoptaria o inglês como língua de promoção social e económica.
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