Archive for 15 Março, 2005

CARTA DE PÊRO VAZ DE CAMINHA (VII)

“A isto acordaram que não era necessário tomar por força homens, porque geral costume era dos que assim levavam por força para alguma parte dizerem que há aí tudo o que lhes perguntam, e que melhor e muito melhor informação da terra dariam dous homens destes degradados que aqui deixassem do que eles dariam, se os levassem, por ser gente que ninguém entende; nem eles tão cedo aprenderiam a falar para o saberem tão bem dizer que muito melhor o estoutros não digam, quando cá Vossa Alteza mandar.

E que, portanto, não curassem aqui de, por força, tomar ninguém nem fazer escândalo, para os de todo mais amansar e apacificar, senão somente deixar aqui os dous degradados, quando daqui partíssemos. E assim, por melhor parecer a todos, ficou determinado.

Acabado isto, disse o capitão que fôssemos nos batéis em terra e ver-se-ia bem o rio quejando era e também para folgarmos. Fomos todos nos batéis em terra, armados, e a bandeira connosco. Eles andavam ali na praia, à boca do rio, onde nós íamos. E, antes que chegássemos, do ensino que dantes tinham, puseram todos os arcos e acenavam que saíssemos.

E, tanto que os batéis puseram as proas em terra, passaram-se logo todos além do rio, o qual não é mais ancho que um jogo de mancal. E, tanto que desembarcamos, alguns dos nossos passaram logo o rio e foram entre eles. E alguns aguardavam e outros se afastavam, mas era a cousa de maneira que todos andavam misturados. Eles davam desses arcos com suas setas por sombreiros e carapuças de linho e por qualquer cousa que lhes davam.

Passaram além tantos dos nossos e andavam assim misturados com eles, que eles se esquivavam e afastavam-se e iam-se deles para cima, onde outros estavam. E então o capitão fez-se tomar ao colo de dous homens e passou o rio e fez tornar todos. A gente que ali era não seria mais que aquela que soía.

E, tanto que o capitão fez tornar todos, vieram alguns deles a ele, não por o conhecerem por senhor, cá me parece que não entendem nem tomavam disso conhecimento, mas porque a gente nossa passava já para aquém do rio. Ali falavam e traziam muitos arcos e continhas daquelas já ditas e resgatavam por qualquer cousa em tal maneira que trouxeram dali para as naus muitos arcos e setas e contas.

E então tornou-se o capitão aquém do rio e logo acudiram muitos à beira dele. Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho e quartejados assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, pareciam assim bem.

Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres moças, assim nuas que não pareciam mal, entre as quais andava uma com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tinta daquela tintura preta e o resto todo da sua própria cor. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas e também os colos dos pés. E suas vergonhas tão nuas e com tanta inocência descobertas que não havia aí nenhuma vergonha.

Também andava aí outra mulher moça com um menino ou menina no colo, atado com um pano não sei de quê aos peitos, que lhe não apareciam senão as perninhas, mas as pernas da mãe e o resto não traziam nenhum pano.”

[2145]

15 Março, 2005 at 6:10 pm

LÍNGUAS MINORITÁRIAS NA EUROPA (XII)

“La llengua catalana és un element fonamental de la formació i la personalitat nacional de Catalunya, un instrument bàsic de comunicació, d’integració i de cohesió social dels ciutadans i ciutadanes, amb independència de llur origen geogràfic, i el lligam privilegiat de Catalunya amb les altres terres de parla catalana, amb les quals forma una comunitat lingüística que ha aportat al llarg dels segles, amb veu original, una valuosa contribució a la cultura universal. A més, ha estat el testimoni de fidelitat del poble català envers la seva terra i la seva cultura específica.

Forjada originàriament en el territori de Catalunya, compartida amb altres terres – en les quals rep també denominacions populars i fins i tot legals diverses -, la llengua catalana ha estat sempre la pròpia del país i, com a tal, s’ha vist afectada negativament per alguns esdeveniments de la història de Catalunya, que l’han portada a una situació precària. Aquesta situació és deguda a diversos factors, com són la persecució política que ha patit i la imposició legal del castellà durant més de dos segles i mig; les condicions polítiques i socioeconòmiques en què es produïren els canvis demogràfics de les darreres dècades, i, encara, el caràcter de llengua d’àmbit restringit que té, similar al d’altres llengues oficials d’Europa, especialment en el món actual, en què la comunicació, la informació i les indústries culturals tendeixen a la mundialització.

Com a resultat, doncs, de totes aquestes circumstàncies, la situació sociolingüística de Catalunya és avui complexa. La realitat d’una llengua pròpia que no ha assolit la plena normalització i que té un nombre de parlants relativament petit en el context internacional conviu amb el fet que molts dels ciutadans i ciutadanes del territori de Catalunya tenen com a llengua materna la castellana, en la qual s’expressen preferentment i a partir de la qual han contribuït, tot sovint, a enriquir de manera significativa la mateixa cultura catalana, contribució feta així mateix per altres ciutadans i ciutadanes en altres llengues. Aquesta realitat, doncs, exigeix una política lingüística que ajudi eficaçment a normalitzar la llengua pròpia de Catalunya i que, alhora, garanteixi un respecte escrupolós als drets linguístics de tots els ciutadans i ciutadanes.”

A lei que regula a aplicação do Catalão pode ser encontrada aqui.

Pode também conhecer: “dades sobre el coneixement de la llengua catalana; dades sobre el coneixement i ús del català; dades sobre l’ús de les llengües a Catalunya; dades sobre la llengua parlada pels joves; dades sobre l’ús de les llengües a la premsa diària editada a Catalunya; dades sobre el repartiment de l’audiència per cadenes de televisió; e persones que entenen i parlen el català a tot el món” aquí.

E, claro, a blogosfera catalã, de que é exemplo Un que passava

[2144]

15 Março, 2005 at 8:25 am


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