Archive for 26 Novembro, 2003

RESOLUÇÕES DE ANO NOVO

Este é um texto do César Valente que considero magnífico e que não resisti a transcrever:

.Este ano passou muito mais rápido que os anteriores. Estamos praticamente em Dezembro e, pelas minhas contas, passaram-se só uns seis meses desde Janeiro. Não sei quem é o responsável por essa velocidade absurda nem quem tratou de fazer com que a gente não acompanhasse o ritmo deste ano apressado. O facto é que temos que fazer imediatamente coisas que normalmente só faríamos daqui a umas três ou quatro semanas, para não sermos surpreendidos por 2004.

A coisa mais importante do final do ano é a lista de resoluções do Ano Novo. Foi para isso que Dom Gregório inventou o calendário. Para que de tempos em tempos pudéssemos purgar os nossos defeitos, preguiças e incapacidades e redimir-nos fazendo um rol de propósitos, vontades e sonhos.

Automaticamente passamos dos fracassados que às vezes somos no final do ano, para os vitoriosos por antecipação que sempre seremos em Janeiro.

A lista, portanto, é fundamental para um réveillon bem sucedido. Depois de uma certa idade, é até mais necessária do que a lista de pedidos para o Pai Natal. Porque essas resoluções de Ano Novo são, na verdade, presentes que, ao longo dos doze meses, queremos dar-nos.

A elaboração da lista requer um certo cuidado e alguma ciência. Não dá para fazê-la totalmente nefelibata. Nem cumpre a sua função se for completamente rastaquera. É preciso dosear sonho, realidade, possibilidade e utopia, de tal maneira que seja também um desafio e cumpra a sua função inspiradora..

E, depois, continua assim:

.Vou mostrar parte da minha lista, para ilustrar o nhém-nhém-nhém dos parágrafos iniciais.

O QUE EU QUERO DE 2004 (lista parcial, em construção)

– Publicar um ou dois livros (não consegui em 50 anos, mas quem sabe agora vai).
– Visitar o Rio de Janeiro, Niterói e Belo Horizonte (na verdade deveria dizer que quero visitar algumas pessoas nessas cidades).
– Ser (ainda) mais brincalhão.
– Escrever (finalmente) um trabalho científico que me dê algum título académico ou pelo menos prove para mim mesmo que aprendi alguma coisa em 33 anos de profissão.
– Encontrar uma revista de turismo (ou do que for) que me obrigue a viajar.
– Livrar-me do blggr/globo.
– Sucesso para os que me rodeiam e para quem eu vivo rodeando.
– Um ano um pouco mais lento, não só para que a idade custe mais a passar, mas para que a gente possa desfrutá-lo com calma, porque 2004, vocês sabem, será muito melhor que 2003..

[647]

26 Novembro, 2003 at 6:24 pm

ADOPÇÃO – "QUANDO TODOS FICAM A GANHAR"

Existem actualmente cerca de 16 mil menores internados em dezenas de instituições estatais ou de solidariedade social em Portugal.

Dezenas de psicólogos e técnicos ligados a colégios, orfanatos e institutos de reinserção social têm defendido a extinção dos grandes estabelecimentos de acolhimento de crianças em risco, muitas das quais funcionando como “depósitos de crianças”.

Das referidas 16 mil crianças, mais de metade poderia, em alternativa e de forma vantajosa para todos os intervenientes (crianças, pais de acolhimento, instituições envolvidas), beneficiar de apoio e inserção familiar.

O novo regime jurídico da Adopção, em vigor desde Setembro, permite reduzir a morosidade dos processos de adopção, de mais de 3 anos para apenas 18 meses, possibilitando que casais com mais de 25 anos de idade e quatro de casamento possam aspirar a adoptar uma criança.

Também a idade limite para a adopção foi alargada, passando de 50 para 60 anos.

Uma pessoa individual pode também, desde que tenha mais de 30 anos, candidatar-se a acolher uma criança.

E, muito importante, a adopção pode (deve…) ser também realizada por casais já com filhos!

Mas. deixemos falar quem sabe do assunto, aqui!

P. S. Entretanto, vejo que acaba de ser lançada uma campanha que é imperioso divulgar: “Adopte uma atitude – As crianças agradecem”.

[646]

26 Novembro, 2003 at 1:53 pm

OUTRA ORDEM APARENTEMENTE OCIDENTAL (III)

.Depois da iniciativa portuguesa começou a luta pelo domínio do mar, já que o usufruto das riquezas distantes dependeria do controlo do comércio marítimo.

Um exemplo desta competição foi, sem dúvida, a guerra entre a França de Napoleão e a Inglaterra de Jorge III. A clara diferença de mentalidades levou Napoleão a declarar o bloqueio continental à Inglaterra, tendo esta respondido com o bloqueio marítimo. A vitória acabou por caber aos ingleses e, a partir desta data e durante pouco mais de um século, Sua Majestade britânica .governou os mares. quase sem oposição.

Os impérios coloniais consolidaram-se. Os territórios ultramarinos acabaram por ser objecto de uma partilha entre as grandes potências europeias, nas conferências de Bruxelas, de 1876, e de Berlim, de 1884-85. Portugal foi muito prejudicado pelo facto de a ocupação efectiva prevalecer sobre os direitos de descoberta ou sobre os direitos históricos..

“Outra ordem aparentemente ocidental” (António Emílio Ferraz Sacchetti) . Notícias do Milénio

[645]

26 Novembro, 2003 at 8:48 am

1975 – ACORDOS DE ALVOR

“Em Janeiro de 1975 são assinados os acordos para a independência de Angola. Em 11 de Novembro, Angola torna-se independente em condições dramáticas”.

[644]

26 Novembro, 2003 at 7:46 am

1975 – DEMOCRACIA EM ESPANHA

“Com a morte do generalíssimo Francisco Franco, a monarquia espanhola é reconstituída com a proclamação de Juan Carlos como rei de Espanha, iniciando-se um processo de democratização do regime”.

[643]

26 Novembro, 2003 at 7:44 am


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