MÚSICA CLÁSSICA (II)
Na sequência da descoberta da imprensa, no século XVI, tornara-se possível, pela primeira vez, uma divulgação generalizada de partituras de música, com os .madrigais. como principal forma de expressão musical (.profana.), influenciando também, por outro lado, a música .sacra. das .Missas., .Paixões. e os .Magnificat..
No período .barroco. (do século XVII a meados do século XVIII), com o desenvolvimento da ópera, a música secular adquiriu finalmente uma forma suficientemente popular.
Os .castrati. tornaram-se um dos pilares desse género musical, sendo os primeiros cantores a gozar do estatuto de .estrelas., destacando-se a figura máxima de Farinelli.
Monteverdi, cuja ópera .La Favola d.Orfeo. (1607) é considerada a primeira ópera da história, desenvolveu a sua actividade musical, primeiro nas cortes de Cremona e Mântua, depois como responsável musical na Catedral de São Marcos, em Veneza.
O concerto público surgiu, pela primeira vez, no período barroco, em academias particulares (de que é exemplo a Academia Filarmónica, de Verona, fundada em 1543), que se difundiram rapidamente, por todas as principais cidades.
Os concertos proliferaram na Inglaterra do século XVIII, promovidos por sociedades musicais em todas as principais cidades, destacando-se o sucesso dos concertos de Handel, de 1733; mas demoraria ainda muito tempo até os compositores poderem viver dessas receitas, não existindo protecção dos direitos de autor, pelo que se viam obrigados a recorrer ao apoio dos seus patronos.
Nesta fase, destacam-se os seguintes compositores: o genial promotor da ópera, Cláudio Monteverdi (1567-1643); o autor das .eternas. .Quatro Estações., António Vivaldi (c. 1678-1741); os autores da máxima expressão da música barroca, Johann Sebastian Bach (1685-1750) – com os .Concertos de Brandenburgo. e as .Variações Goldberg. – e George Handel (1685-1759), com o famoso .Messias..
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