Archive for Abril, 2005

LUAR NA LUBRE – CONCERTO EM LISBOA

Os Luar na Lubre iniciaram na passada sexta-feira em Lisboa a sua digressão de 2005, com um excelente espectáculo, inserido no 15º Festival Intercéltico.

O Fórum Lisboa, com “casa bem composta” (apenas algumas vagas nas filas finais, mais afastadas do palco) assistiu à estreia da nova vocalista do grupo, a jovem portuguesa Sara Vidal, bastante segura e com uma voz extraordinária (muito boa interpretação de Camariñas e Chove en Santiago, para além dos “temas fortes” finais).

Apresentando uma música que não é “fácil”, mas de grande qualidade, quer na vertente vocal, quer na vertente instrumental, destacam-se as actuações de Pedro Valero, muito bom na guitarra acústica, e de Eduardo Coma, no violino, para além de Bieito Romero, o carismático líder do grupo, com uma excelente sonoridade na gaita galega e fazendo o interface com o público, na apresentação dos diversos temas interpretados.

O grupo é composto ainda por Xan Cerqueiro, bom na flauta, Xavier Ferreiro (percussões), Patxi Bermúdez, discreto no tambor e Xulio Varela, o simpático “veterano” da banda, criando empatia com o público.

Esta actuação teve o “bónus” da apresentação de “Terra”, o tema seleccionado (em representação da Espanha) para o álbum oficial da Exposição Mundial de Aichi, no Japão.

Com uma audiência heterodoxa e de todas as idades, temas como Uah Lúa levaram mesmo algumas jovens a dançar animadamente. O público seria ainda chamado a participar como “coro de luxo”, como lhe chamou Xulio Varela.

O concerto encerraria com “chave de ouro”, com a interpretação dos temas mais fortes: Hai un paraíso, Tu Gitana (música de Zeca Afonso), O Meu País e a fechar, a boa surpresa de uma versão em português de “Memória da Noite” (música homenagem criada a propósito da catástrofe do Prestige).

Pode ver fotos do espectáculo aqui.

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11 Abril, 2005 at 8:23 am

REVISTA DA SEMANA

Visão (7 Abril)

“Sócrates promete mais meios à polícia – Na tomada de posse do novo director nacional das PSP, o primeiro-ministro anunciou o reforço dos meios para as forças de segurança e prometeu legislação mais dura quanto ao controlo de armas de fogo e explosivos.

Governo suspende lei anti-tabaco – No último dia do prazo, o Executivo impediu que o Presidente da República promulgasse o diploma aprovado pelo anterior Governo, avocando para si o documento para nova avaliação. O presidente do Conselho de Prevenção do Tabagismo concorda e quer uma lei mais restritiva

Catalina Pestana entrega novos documentos ao Tribunal – Na 37.ª sessão do julgamento do processo Casa Pia, a provedora da insituição entregou em tribunal novos documentos sobre o caso de pedofilia, redigidos por uma alegada vítima.

500 mil mulheres morrem na gravidez ou parto – Todos os anos morrem mais de meio milhão de mulheres em todo o mundo por causas relacionadas com a gravidez e o parto. O número assustador foi revelado no Dia Mundial da Saúde.”

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10 Abril, 2005 at 11:56 am

BRASIL (X)

A 13 de Maio, os brasileiros concediam-lhe o título de “Protector e Defensor Perpétuo do Brasil”. Em carta enviada ao pai (D. João VI), escreveria D. Pedro: “Honro-me e orgulho-me do título que me confere este povo leal e generoso; mas não o posso aceitar tal como se me oferece. O Brasil não precisa de protecção de ninguém, protege-se a si mesmo. Aceito porém o título de Defensor Perpétuo e juro mostrar-me digno dele enquanto uma gota de sangue correr nas minhas veias”.

Até que, na sequência de cartas recebidas, intimando-o novamente ao regresso, a 7 de Setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, D. Pedro soltaria o “Grito do Ipiranga”: “Independência ou morte” – proclamando a Independência do Brasil, assim se formalizando a separação definitiva de Portugal, a qual viria a ser logo reconhecida pelos EUA e pelas restantes nações sul-americanas.

Seria contudo travada ainda, em particular nos anos de 1822 e 1823, uma “Guerra da Independência”; alguns dos Governadores das Províncias brasileiras resistiam a aceitar a separação, no que eram apoiados pelas tropas portuguesas, com particular destaque para as províncias do Norte (Maranhão e Grão-Pará), da Bahia, Mato Grosso e Cisplatina. As tropas brasileiras encontravam-se ainda pouco organizadas, não dispondo de grande experiência, pelo que recorriam a mercenários estrangeiros (franceses e ingleses), assim como a milícias populares.

Em Salvador, a vitória dos brasileiros apenas seria concretizada a 2 de Julho de 1823, data em que, na Bahia, é comemorada a independência. No Maranhão, as tropas portuguesas resistiriam ainda até 28 de Julho de 1823, enquanto que no Piauí, apenas em Agosto seriam derrotadas. Na Cisplatina, as tropas portuguesas apenas seriam expulsas no final de 1823.

D. Pedro havia sido entretanto proclamado Imperador a 12 de Outubro de 1822, no campo de Santana, no Rio de Janeiro, em que fora aclamado “Imperador Constitucional”. Na sequência da contestação à sua política autoritária, amplificada pelos problemas económicos e financeiros que o país atravessava, viria a abdicar, a 7 de Abril de 1831, em favor do seu filho menor, o Príncipe D. Pedro de Alcântara. A monarquia brasileira duraria 67 anos, até à proclamação da República, em 15 de Novembro de 1889.

Com a morte de D. João VI, em 1826, D. Pedro seria ainda proclamado Rei de Portugal, conforme era vontade do anterior Rei. Ausente no Brasil, optou por designar a irmã D. Isabel Maria como regente, vindo posteriormente a abdicar em nome da filha D. Maria da Glória, com a condição de que esta se casasse com o tio (seu irmão D. Miguel). Em 1827, D. Miguel começaria a governar como Rei absoluto.

Tendo abdicado das duas coroas, o ex- Imperador do Brasil e ex-Rei de Portugal, então apenas Duque de Bragança, abandonaria o Brasil, regressando a Portugal com a filha D. Maria II, em 1832, disposto a lutar pelo trono, comandando (a partir dos Açores, na ilha Terceira) as tropas liberais; viria a conseguir colocar a filha como Rainha de Portugal em 1834, morrendo 4 dias depois, aos 36 anos.

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8 Abril, 2005 at 6:16 pm

LUAR NA LUBRE

Os Luar na Lubre, uma das mais importantes formações do folk galego, apresentam-se hoje em Lisboa, em concerto ao vivo, no Fórum Lisboa, na estreia da sua nova vocalista, a portuguesa Sara Vidal.

Amanhã, podem também ser vistos e ouvidos em Montemor-o-Novo.

“O Meu País”

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8 Abril, 2005 at 12:31 pm 2 comentários

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (V)

Os primeiros passos para a criação da TAISCTE – Tuna Académica do ISCTE foram dados em 1990, por dois alunos do ISCTE que, contando com o apoio da Associação de Estudantes, viriam a dar origem, a 7 de Dezembro, à segunda Tuna mais antiga da cidade de Lisboa.

A TAISCTE – orgulhosamente, uma das principais Tunas mistas em Portugal – foi inicialmente uma Tuna quase exclusivamente feminina; conta actualmente com cerca de 40 elementos, dos quais cerca de metade são rapazes.

Assumiria um papel de reavivar do gosto pelas tradições musicais populares, sobretudo pelo uso de instrumentos tradicionais portugueses.

Tem como principal objectivo a construção de um grande grupo de amigos – tendo em comum a paixão pela música –, recebendo de braços abertos todos aqueles que queiram viver o espírito académico e fazer da sua passagem pela Universidade um momento único e inesquecível.

Tem levado o nome do ISCTE a todos os cantos do país (incluindo ilhas), em Festivais, encontros de Tunas, festas populares, festas de caridade e outros eventos culturais.

Em 26 de Abril de 2001, com o objectivo de comemorar o seu 10º aniversário, realizou um grande espectáculo de música tradicional portuguesa, denominado “Lisboa Eterna”, de que resultou a edição do seu primeiro CD. Em Dezembro de 2004, na comemoração do 14º aniversário, promoveu o seu terceiro Festival.

Do seu repertório destaca-se nomeadamente a adaptação do fado de Amália, “Que Deus Me Perdoe” (na voz da agora nova vocalista do grupo galego Luar na Lubre, Sara Vidal), para além de “Alma”, “Esta Lisboa que eu amo”, “Marcha do Pião das Nicas” e “Sarandillera”, entre muitos outros temas.

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8 Abril, 2005 at 8:19 am

BRASIL (IX)

Por decreto de 24 de Abril de 1821, o governo do Rio de Janeiro ficava subordinado directamente a Lisboa, restringindo-se ainda a autoridade do Príncipe Regente apenas ao Rio de Janeiro. Pretendia-se ainda reafirmar os privilégios comerciais portugueses, em detrimento dos comerciantes estrangeiros, nomeadamente dos ingleses. Em Setembro, seriam novamente transferidos para Lisboa alguns dos órgãos administrativos que haviam sido instalados no Brasil aquando do exílio da família real, determinando-se ainda (em Dezembro, por ordem expressa de Lisboa) o regresso de D. Pedro a Portugal.

A insatisfação cresceria no Brasil, renascendo as aspirações separatistas, ao mesmo tempo que se desencadeavam manifestações de protesto contra o regresso do Príncipe a Lisboa. As forças políticas brasileiras uniam-se para obstar ao regresso de D. Pedro, recolhendo, em abaixo-assinado, 8 000 assinaturas, solicitando-lhe que ficasse no Brasil. Apesar de instado a regressar a Portugal, a 9 de Janeiro de 1822, D. Pedro afirmaria o “Fico”, recusando-se a cumprir as ordens das Cortes: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto, diga ao povo que fico” – tal sinal de “desobediência” marcaria decisivamente o início do processo de separação.

Subsistiam contudo algumas vozes que se questionavam sobre a pertinência da independência, recordando a formação da primeira república negra (no Haiti) e receando a eventual desagregação do Brasil, à semelhança do que ocorrera na “América espanhola”. Por outro lado, surgiam defensores da formação de uma “Assembleia Constituinte”, como órgão representativo do povo brasileiro, o que viria a concretizar-se em Junho, originando decretos de revogação a partir das Cortes de Lisboa.

Continuava a haver sentimentos contraditórios: a par da vontade de auto-determinação, subsistia a vontade de união dos dois Reinos. A ideia da separação definitiva cresceria à medida que as Cortes de Lisboa procuravam reduzir a autoridade do Príncipe.

Não obstante, em Maio de 1822, D. Pedro havia já determinado que nenhum decreto das Cortes seria cumprido no Brasil sem a sua prévia aprovação, após o que (em Agosto) declararia inimigas eventuais tropas portuguesas que viessem a desembarcar no Brasil.

[2195]

7 Abril, 2005 at 6:15 pm

LUAR NA LUBRE

Luar na Lubre

“Tu Gitana”

Regressa hoje o 15º Intercéltico do Porto, com o seguinte programa:

07.04.05 – Porto – Quadrilha e Susana Seivane
07.04.05 – Lisboa – Danú

08.04.05 – Porto – Galandum Galundaina e North Cregg
08.04.05 – Lisboa – Luar na Lubre
08.04.05 – Arcos de Valdevez – Quadrilha
08.04.05 – Montemor-o-Novo – Danú

09.04.05 – Porto – Xarabanda e Danú
09.04.05 – Arcos de Valdevez – North Cregg
09.04.05 – Montemor-o-Novo – Luar na Lubre

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7 Abril, 2005 at 12:33 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (IV)

A Magna Tuna Cartola é, oficialmente, um Núcleo Cultural da Associação Académica da Universidade de Aveiro.

Foi fundada em 1993, tendo por objectivo fazer da universalidade da música a sua forma de relação social entre povos e culturas.

Desde então, proporciona aos estudantes da Universidade de Aveiro um relacionamento lúdico com a música, permitindo-lhes aprender a tocar um instrumento, escrever, compor e interpretar músicas.

Baseia a sua actividade numa sátira da vida por via da música, com o grande sucesso da “Cartola’s Band”.

Os “Cartolas” gravaram já dois álbuns, tendo conquistado dezenas de prémios, nas mais diversas categorias, tendo actuado também no estrangeiro, em Espanha, França, Suíça, Holanda e Alemanha.

O seu repertório compreende nomeadamente os seguintes temas: Perdidamente, Macho Português, Serenata, Triste História e Meia Noite às Quatro.

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7 Abril, 2005 at 8:26 am

BRASIL (VIII)

Durante este período, Portugal seria governado por uma junta liderada por Lord Beresford, atravessando a economia do país uma grave crise, com o comércio praticamente paralisado.

Na sequência da derrota de Napoleão, em 1814, realizou-se o Congresso de Viena (1815), determinando que as antigas monarquias europeias depostas pela Revolução Francesa deveriam reassumir os tronos. Tal implicava a necessidade do regresso de D. João VI a Lisboa, o que, numa primeira fase, se procurou contornar com a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves, por lei de 16 de Dezembro de 1815: “Que os meus Reinos de Portugal, Algarves, e Brasil formem dora em diante um só e único Reino debaixo do título de REINO UNIDO DE PORTUGAL, E DO BRASIL, E ALGARVES”.

A permanência do Rei no Brasil, embora conviesse aos proprietários de terras e de escravos, assim como aos comerciantes, não satisfazia a restante população. Os impostos sobre a exportação de açúcar e sobre o tabaco aumentavam novamente. A crise da produção açucareira levaria à Revolução Pernambucana de 1817.

Com as Guerras e Revolução Liberal do Porto, D. João VI regressaria mesmo a Portugal, permanecendo o seu filho D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil, procurando Portugal manter o domínio sobre a colónia.

Os deputados brasileiros às Cortes Portuguesas apresentariam ainda um documento que colocava ênfase nas vantagens da união entre Portugal e o Brasil, desde que fossem asseguradas condições de igualdade, nomeadamente no que respeita aos direitos políticos e civis dos cidadãos de ambos os territórios.

No entanto, nas Cortes de 1821, predominava a ideia de fazer voltar o Brasil à condição de colónia (tal como se verificava antes da ida da família real) e, ainda antes da chegada dos deputados brasileiros, haviam sido já aprovadas as bases da futura Constituição. Dado o seu reduzido número, em termos comparativos, os deputados brasileiros nada puderam fazer para fazer vingar as suas propostas, constatando a intenção de colocar novamente o Brasil em posição subordinada.

[2192]

6 Abril, 2005 at 6:14 pm

LUAR NA LUBRE

Luar na Lubre

“Hai un Paraíso”

P. S. Últimos bilhetes, ainda à venda aqui

[2191]

6 Abril, 2005 at 12:30 pm

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