Archive for 11 Abril, 2005

SIMÃO BOLÍVAR (I)

José Antonio de la Santíssima Trindad Simón Bolívar y Palácios nasceu em 1783 em Caracas, no território da Venezuela, de origem basca, tendo vivido alguns anos em Espanha e França, acompanhando os movimentos revolucionários, tendo sido educado por um discípulo de Jean-Jacques Rousseau.

Após ter passado por Roma, onde prometeu consagrar a sua vida à causa da Independência Americana, regressaria à Venezuela em 1807, iniciando então as suas actividades anti-coloniais.

Em 1813, o seu exército entrava em Caracas, onde seria recebido como libertador; contudo, a forte oposição com que se deparou, obrigou-o a refugiar-se, primeiro na Jamaica e, de seguida, no Haiti.

Regressaria à América no ano seguinte. Não obstante, face aos avanços dos realistas, viria ainda a ter de refugiar-se novamente, em Cartagena das Índias e, depois, a regressar à Jamaica, onde escreveria (em 1815) a “Carta da Jamaica”, em que advoga a emancipação americana, sob a égide da “Grande Colômbia”.

[2202]

11 Abril, 2005 at 6:17 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (VI)

A TUP – Tuna Universitária do Porto (integrante do “Orfeão Universitário do Porto”) tem uma longa história, que remonta ao Século XIX, tendo-se apresentado já no longínquo ano de 1891 em Salamanca e Madrid.

Em 1899, participou nas comemorações do primeiro centenário do nascimento de Almeida Garrett.

No ano de 1912, surgia o Orpheon Académico do Porto, para, na década de 20, a Tuna e o Orfeão se agruparem sob a denominação “Tuna e Orfeão Académico do Porto”. Em 1922, em digressão em Espanha, seriam recebidos pelo Rei de Espanha.

Em 1937, tomaria a designação de Tuna Universitária do Porto, passando então a admitir apenas alunos da Universidade do Porto.

Adoptaria, em 1961, o nome de Tuna do Orfeão Universitário do Porto; editaria em 1962 o seu primeiro disco, de que se destaca o tema “Amores de Estudante”.

Em meados da década de 80, os antigos orfeanistas que interpretavam o tema “Amores de Estudante” retomavam a Tuna Universitária do Porto.

Em 1987, coincidindo com as comemorações dos 75 anos do Orfeão Universitário do Porto, realiza-se o I FITU – Festival Internacional de Tunas Universitárias Cidade do Porto, que assumiria papel relevante na explosão de Tunas e Festivais que se verificaria por todo o país.

Em 1991, grava o álbum “Acordes, Harpejos… Tainadas e Beijos”. Novos CD seriam editados a propósito de edições subsequentes do FITU, com destaque para – no ano de 1997 –, o álbum “FITU, uma década, uma história”.

Em 1999, a TUP interpreta o tema “Timor”, na “Festa de Natal e Solidariedade com Timor”, da Rádio Renascença, tema que interpretaria também no doutoramento “honoris causa” conferido pela Universidade do Porto a Xanana Gusmão, Ramos Horta e D. Ximenes Belo.

A TUP venceu já vários Festivais, inclusivamente no estrangeiro (onde se apresentou, nomeadamente, em Espanha, França, Suiça, Holanda, Grécia, Inglaterra, Alemanha, Polónia, Angola, Moçambique, Cabo Verde, África do Sul, China, Índia, Malásia, Tailândia, Hong-Kong, Brasil, Venezuela, EUA e Argentina.

[2201]

11 Abril, 2005 at 12:35 pm

LUAR NA LUBRE – CONCERTO EM LISBOA

Os Luar na Lubre iniciaram na passada sexta-feira em Lisboa a sua digressão de 2005, com um excelente espectáculo, inserido no 15º Festival Intercéltico.

O Fórum Lisboa, com “casa bem composta” (apenas algumas vagas nas filas finais, mais afastadas do palco) assistiu à estreia da nova vocalista do grupo, a jovem portuguesa Sara Vidal, bastante segura e com uma voz extraordinária (muito boa interpretação de Camariñas e Chove en Santiago, para além dos “temas fortes” finais).

Apresentando uma música que não é “fácil”, mas de grande qualidade, quer na vertente vocal, quer na vertente instrumental, destacam-se as actuações de Pedro Valero, muito bom na guitarra acústica, e de Eduardo Coma, no violino, para além de Bieito Romero, o carismático líder do grupo, com uma excelente sonoridade na gaita galega e fazendo o interface com o público, na apresentação dos diversos temas interpretados.

O grupo é composto ainda por Xan Cerqueiro, bom na flauta, Xavier Ferreiro (percussões), Patxi Bermúdez, discreto no tambor e Xulio Varela, o simpático “veterano” da banda, criando empatia com o público.

Esta actuação teve o “bónus” da apresentação de “Terra”, o tema seleccionado (em representação da Espanha) para o álbum oficial da Exposição Mundial de Aichi, no Japão.

Com uma audiência heterodoxa e de todas as idades, temas como Uah Lúa levaram mesmo algumas jovens a dançar animadamente. O público seria ainda chamado a participar como “coro de luxo”, como lhe chamou Xulio Varela.

O concerto encerraria com “chave de ouro”, com a interpretação dos temas mais fortes: Hai un paraíso, Tu Gitana (música de Zeca Afonso), O Meu País e a fechar, a boa surpresa de uma versão em português de “Memória da Noite” (música homenagem criada a propósito da catástrofe do Prestige).

Pode ver fotos do espectáculo aqui.

[2200]

11 Abril, 2005 at 8:23 am


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