BRASIL (X)

8 Abril, 2005 at 6:16 pm

A 13 de Maio, os brasileiros concediam-lhe o título de “Protector e Defensor Perpétuo do Brasil”. Em carta enviada ao pai (D. João VI), escreveria D. Pedro: “Honro-me e orgulho-me do título que me confere este povo leal e generoso; mas não o posso aceitar tal como se me oferece. O Brasil não precisa de protecção de ninguém, protege-se a si mesmo. Aceito porém o título de Defensor Perpétuo e juro mostrar-me digno dele enquanto uma gota de sangue correr nas minhas veias”.

Até que, na sequência de cartas recebidas, intimando-o novamente ao regresso, a 7 de Setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, D. Pedro soltaria o “Grito do Ipiranga”: “Independência ou morte” – proclamando a Independência do Brasil, assim se formalizando a separação definitiva de Portugal, a qual viria a ser logo reconhecida pelos EUA e pelas restantes nações sul-americanas.

Seria contudo travada ainda, em particular nos anos de 1822 e 1823, uma “Guerra da Independência”; alguns dos Governadores das Províncias brasileiras resistiam a aceitar a separação, no que eram apoiados pelas tropas portuguesas, com particular destaque para as províncias do Norte (Maranhão e Grão-Pará), da Bahia, Mato Grosso e Cisplatina. As tropas brasileiras encontravam-se ainda pouco organizadas, não dispondo de grande experiência, pelo que recorriam a mercenários estrangeiros (franceses e ingleses), assim como a milícias populares.

Em Salvador, a vitória dos brasileiros apenas seria concretizada a 2 de Julho de 1823, data em que, na Bahia, é comemorada a independência. No Maranhão, as tropas portuguesas resistiriam ainda até 28 de Julho de 1823, enquanto que no Piauí, apenas em Agosto seriam derrotadas. Na Cisplatina, as tropas portuguesas apenas seriam expulsas no final de 1823.

D. Pedro havia sido entretanto proclamado Imperador a 12 de Outubro de 1822, no campo de Santana, no Rio de Janeiro, em que fora aclamado “Imperador Constitucional”. Na sequência da contestação à sua política autoritária, amplificada pelos problemas económicos e financeiros que o país atravessava, viria a abdicar, a 7 de Abril de 1831, em favor do seu filho menor, o Príncipe D. Pedro de Alcântara. A monarquia brasileira duraria 67 anos, até à proclamação da República, em 15 de Novembro de 1889.

Com a morte de D. João VI, em 1826, D. Pedro seria ainda proclamado Rei de Portugal, conforme era vontade do anterior Rei. Ausente no Brasil, optou por designar a irmã D. Isabel Maria como regente, vindo posteriormente a abdicar em nome da filha D. Maria da Glória, com a condição de que esta se casasse com o tio (seu irmão D. Miguel). Em 1827, D. Miguel começaria a governar como Rei absoluto.

Tendo abdicado das duas coroas, o ex- Imperador do Brasil e ex-Rei de Portugal, então apenas Duque de Bragança, abandonaria o Brasil, regressando a Portugal com a filha D. Maria II, em 1832, disposto a lutar pelo trono, comandando (a partir dos Açores, na ilha Terceira) as tropas liberais; viria a conseguir colocar a filha como Rainha de Portugal em 1834, morrendo 4 dias depois, aos 36 anos.

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