Archive for Abril, 2005

ENCONTROS DE "BLOGUES"

A minha ausência da blogosfera na passada semana levou a que tivesse falhado o que foi – de acordo com todos os relatos que tive oportunidade de ler – uma excelente organização da Mar (Espelho Mágico), reunindo em Beja alguns dos melhores bloggers nacionais para debater este fenómeno.

Podem ler-se alguns dos textos escritos a propósito do evento, no Espelho Mágico, Ruínas Circulares ou no Charquinho.

Entretanto, de forma mais “institucional”, está já agendado para os próximos dias 14 e 15 de Outubro o “II Encontro de Weblogs“, a realizar na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, numa organização do Laboratório de Comunicação (LabCom) da U.B.I..

(via Blogue dos Marretas)

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27 Abril, 2005 at 8:19 am 3 comentários

INDEPENDÊNCIAS SUL-AMERICANAS (V)

Tendo presente o carácter regional ou local que o movimento político adquiriu desde o início, começou a exercer-se uma soberania em termos regionais, em torno das capitais dos vice-reinados.

A ideia da união defendida por Simão Bolívar, San Martín, Hidalgo, entre outros, evocando a Monarquia e o Império, viria a ser derrotada.

Bolívar defendia a união como forma de defesa do Continente, e sobretudo, devido aos interesses comuns e às afinidades culturais.

Em 1824, convidaria o Peru, Colômbia, México, Guatemala, Rio de la Plata e Chile a constituir uma Confederação. Os representantes dos 4 primeiros reuniram-se no Congresso do Panamá em Junho de 1825, mas os seus acordos não vingariam em termos históricos.

Ao contrário, assistir-se-ia a um processo de desagregação: nações confederadas durante a Guerra da Independência, como a “Grande Colômbia”, separar-se-iam em 1830, originando diferentes nações: Venezuela, Colômbia e Equador; ao mesmo tempo que Regiões unidas administrativamente desde os tempos da colonização, como a Capitania Geral e a Guatemala, converter-se-iam em 5 países independentes: Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica.

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26 Abril, 2005 at 7:12 pm 1 comentário

JOGOS SEM FRONTEIRAS (II)

Ao longo da sua existência, muitos foram os países que foram aderindo a esta grande manifestação de convívio europeu, fazendo dela um grande sucesso de televisão em todos os países participantes: a Suíça e a Grã-Bretanha a partir de 1967; os Países Baixos em 1970; a Jugoslávia em 1978; Portugal em 1979; a Espanha em 1988; S. Marino em 1989; o País de Gales em 1991; a Tunísia e a Checoslováquia em 1992 (esta última dando lugar à R. Checa a partir de 1993); a Grécia e Hungria em 1993; e, finalmente, Malta e a Eslovénia em 1994.

Cada edição anual era realizada em cerca de 8 a 11 emissões, em geral durante o Verão, nas quais se defrontavam diferentes países (entre 4 a 9), participando em cerca de 10 divertidos e espectaculares jogos.

Cada um dos países participantes organizava anualmente, no seu território, a sua própria sessão, apresentada pelos seus apresentadores nacionais. As cidades mais pontuadas de cada um dos países concorrentes disputavam a grande Final anual.

Não obstante tratar-se de uma co-produção entre várias televisões nacionais, o programa seria suspenso pela primeira vez, em 1982, devido aos elevados custos de produção. Ainda seria tentada uma retoma, em moldes menos dispendiosos e envolvendo novos países participantes, entre 1988 e 1999, mas o esgotamento do modelo, com a natural quebra de audiências televisivas (principalmente nos “países-âncora”, a França e a Itália), numa envolvente de forte concorrência televisiva, ditariam – não obstante algumas tentativas ensaiadas pela RAI3 de Itália, e de televisões da R. Checa, Roménia e de Israel – o seu final.

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26 Abril, 2005 at 8:23 am

JOGOS SEM FRONTEIRAS (I)

Jogos Sem Fronteiras30 edições, 18 países, 265 sessões, 2 500 cidades participantes, 2 700 jogos, 30 000 concorrentes, 65 milhões de telespectadores por emissão, são os números “esmagadores” dos “Jogos Sem Fronteiras”, um programa de televisão mítico que celebrou o convívio entre os povos europeus e que marcou os anos de adolescência da minha geração.

Os Jogos nasceram em 1965 – alegadamente sob os auspícios do antigo Presidente francês, General De Gaulle, visando unir os jovens de toda a Europa –, tendo sido realizadas 30 edições anuais (de 1965 a 1982 e de 1988 a 1999), acompanhando pelo menos duas gerações de telespectadores europeus.

Inspiraram-se no programa de Guy Lux, “Intervilles”, no qual, desde 1962, duas cidades francesas se defrontavam em diversos jogos.

Em 1965, Guy Lux, Pierre Brive, Claude Savarit e Jean-Louis Marest estenderam o conceito ao nível europeu, convidando a França, Bélgica, Itália e Alemanha a participar na primeira edição dos Jogos, então ainda denominados “Jogos Internacionais”.

A 26 de Maio de 1965, o primeiro encontro teria como fundadoras as cidades francesa de Dax e alemã de Warendorf.

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25 Abril, 2005 at 7:34 pm

DE REGRESSO…

Ausente na última semana em deslocação profissional ao estrangeiro, não tive oportunidade de assinalar a eleição do novo Papa, na passada terça-feira.

A missão que aguarda o Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, não seria – desde logo pelo mero facto de suceder a uma figura carismática e de grande mediatismo e popularidade como a de Karel Wojtyla / João Paulo II – uma tarefa fácil.

O estigma que transporta de ter sido um Cardeal conservador e até mesmo ortodoxo não contribuem também para que a expectativa sobre o seu Pontificado possa ser a de contribuir para a modernização da Igreja, na procura de resposta aos problemas dos dias que vivemos.

Vamos esperar que nos possa surpreender positivamente.

P. S. Tinham ficado também em atraso alguns agradecimentos, em particular à Catarina e ao Rui. Um abraço especial de Parabéns ao Rui, agora Mestre!

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25 Abril, 2005 at 5:30 pm

25 DE ABRIL

“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo”

Sophia de Mello Breyner Andresen

25 Abril, 2005 at 11:09 am 1 comentário

INDEPENDÊNCIAS SUL-AMERICANAS (IV)

A reacção absolutista de 1814 manifesta-se com o regresso ao poder de Fernando VII, que ignora a Constituição Liberal de 1812, inaugurando uma política de “pacificação” da América, o que culminaria numa resposta americana (dominada pela burguesia crioula), com a propagação dos ideais independentistas, a partir do Vice-Reino de Nova Granada e no Vice-Reino do Prata, transformando-se em “Guerras patrióticas de libertação”, iniciadas em dois sentidos:

(i) a partir do Norte, lideradas por Simão Bolívar, expulsando os espanhóis da Colômbia, Venezuela e do Equador;

(ii) a partir do Sul, sob o comando de San Martín, libertando a Argentina, o Chile e o Peru; a vitória de Ayacucho, em 1824, colocaria termo ao domínio espanhol na América.

O movimento liberal espanhol de 1820 voltaria a impor a Constituição de 1812, impedindo a vontade real de enviar fortes contingentes militares para novamente “pacificar” a América.

Alcançada a independência, surgiu a necessidade de organização, colocando-se como questão prévia prioritária resolver o problema das nacionalidades: criar uma única ou várias nações?

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22 Abril, 2005 at 6:20 pm 2 comentários

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (XV)

A fechar esta viagem de três semanas pelas Tunas Universitárias portuguesas, permitam-me concluir com uma Tuna de Tomar!…

Foi em 2000 que alguns trovadores do Grupo de Serenatas “Os Rosas Negras” tomaram a iniciativa de formar a Tuna Templária do Instituto Politécnico de Tomar, tendo por objectivo perpetuar as tradições académicas, estreitando relações com a população tomarense.

Nas suas próprias palavras, “Embriagados pela cor das tascas tomarenses, abençoados pelo Mestre Gualdim Pais e apaixonados pelas donzelas, razão da nossa existência, os Templários têm sido avistados a cantar e encantar por terras lusas, provando ainda o sabor de Espanha e França e as quentes lagoas açorianas”.

Contam também já com um CD editado, organizando ainda, desde 2002, o “Templário” – Festival Internacional de Tunas da Cidade de Tomar, um acontecimento periódico de prestígio e uma referência no panorama cultural de Tomar, certame que visa proporcionar à comunidade tomarense um espectáculo de destaque, com a presença de algumas das melhores Tunas nacionais e estrangeiras, a par de apresentar o Instituto Politécnico de Tomar como pólo dinamizador de tradições culturais e académicas.

A Tuna Templária apadrinhou também a ESTAtuna de Abrantes, tendo procedido à geminação com a Tuna de Veteranos de La Coruña.

Tem por lema, “Non nomine domine sed tuo da gloriam” (“Não por nós mas para que o teu nome tenha glória”).

O brazão da Tuna foi criado pelo Antigo Tuno André Braga: ao centro pode observar-se metade de uma cruz dos Templários fundida com um bandolim de cor dourada; do lado direito, a capa do traje académico, acompanhada pelo chapéu típico do Ribatejo de cor cinzenta; do lado esquerdo, uma cruz dos Templários a vermelho, e uma Cruz de Cristo a vermelho e branco no lado oposto; por cima as inscrições “Tuna Templária” a branco, e Instituto Politécnico de Tomar em baixo, igualmente em branco.

Do seu repertório destacam-se nomeadamente os seguintes temas: A Morte Saíu à Rua, Acordai (da autoria do grande compositor tomarense Fernando Lopes-Graça), Adeus, Tomar (música de Max, dedicada à cidade Templária), Camélias (música de revista estreada em 1928, uma das “memórias” da música ligeira portuguesa), Canção do Mar (versão do fado eternizado na voz da Amália), Coração de Papelão (música popular dos anos 60), Linda Cidade (original da Tuna, uma serenata dedicada à cidade de Tomar), Menina Que Não Disse Nada (original da Tuna), Ronda dos Templários (o “hino” da Tuna), Taska (música inspirada na “tasca da Sangria” em Cem Soldos, perto de Tomar), Varinas (fado sobre as Varinas de Lisboa) e Venezuela (música cantada em “Castelhano”).

P. S. Relação de algumas das Tunas Académicas em Portugal, com presença nas páginas da Internet:
(mais…)

22 Abril, 2005 at 8:36 am

INDEPENDÊNCIAS SUL-AMERICANAS (III)

As invasões francesas aceleraram a decadência da Coroa Espanhola. A crise monárquica de 1808, provocada pela abdicação de Fernando VII e Carlos IV a favor do irmão de Napoleão (José Bonaparte), cuja reacção foi o movimento “Juntista”, quer em Espanha, quer na América – tornando-se a América espanhola, por lei de 1809, parte integrante da Coroa –, levaria a que, de uma atitude inicial de fidelidade, se derivasse gradualmente até à autonomia separatista, por via das influências dos ideais revolucionários.

Os combates agudizavam-se, em particular nas zonas de grande implantação de forças espanholas, como o México e o Vice-Reino de Nova Granada (Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá).

Ao invés, o Paraguai, com o golpe de José Gaspar Francia, declarava a independência em 1811, sem que chegasse a haver um conflito aberto.

À excepção do Vice-Reino da Prata (Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia), os realistas espanhóis conservariam uma posição dominante até 1814.

Em Maio de 1814, em manifesto dirigido aos americanos, estes eram intimados a depor a sua atitude de rebeldia e a submeter-se ao Rei – pretendendo retornar-se à situação de 1810, ignorando o ocorrido durante o período de ausência do trono do monarca -, apoiando-se em contingentes militares enviados para o México e Venezuela.

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21 Abril, 2005 at 6:29 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (XIV)

Em 1993, um grupo de estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tomava a iniciativa de formar uma Tuna; a VicenTuna – Tuna da Faculdade de Ciências de Lisboa seria fundada a 12 de Janeiro de 1994, que se estrearia em público a 15 de Julho do mesmo ano.

Desde então, sucederam-se diversas actuações para todo o tipo de público e em todo o País, incluindo Regiões Autónomas.

A VicenTuna organiza também, durante o mês de Maio, o “S. Vicente – Festival Lusitano de Tunas Universitárias”.

É também com orgulho e “alguma teimosia” que mantém o “rótulo” de “Tuna Mista”, o que lhe confere uma musicalidade muito própria.

Do seu repertório fazem parte, nomeadamente: Venha Vinho (popular), Tanto Mar (Chico Buarque de Holanda), Senhora do Almortão (tradicional da Beira Baixa), Feiticeira do Tejo, Canon in D, Pomar das Laranjeiras (Pedro Ayres Magalhães), Ladrão (tradicional de Porto Santo), Só tu e eu, Fado à Despedida, Valsa do Nocturno, Leitaria Garrett, Sozinho e Balada/Maracaibo.

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21 Abril, 2005 at 8:33 am 1 comentário

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