Archive for Setembro, 2004

VASCO DA GAMA (V)

Vasco Gama D. Manuel viria a falecer em 1521, sucedendo-lhe o Rei Dom João III; nessa época, o Império Oriental atravessa dificuldades, com poucos homens para uma tão grande área.

Vasco da Gama é então nomeado Vice-Rei, com a missão de revitalizar o Império na Índia. A 5 de Abril de 1524, mais de vinte anos após a viagem anterior, parte para nova cruzada, acompanhado pelos filhos Estêvão e Paulo.

Após três meses na Índia, Vasco da Gama encontra-se doente, vindo a falecer na noite de Natal de 1524.

Em 1880, o que se pensava ser o corpo de Vasco da Gama viria a ser trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos. Descoberto o engano, em 1898, os ossos seriam substituídos pelo que se julga serem efectivamente os verdadeiros restos mortais de Vasco da Gama.

A principal fonte deste texto foi a página na Internet da Câmara Municipal de Sines, a qual, por sua vez, se baseia, nas obras: “Vasco da Gama – O Homem, a Viagem, a Época”, de Luís Adão da Fonseca; texto de Maria de Deus Manso incluído no livro “Da Ocidental Praia Lusitana”; e “Sines Terra de Vasco da Gama”, de Arnaldo Soledade.

Há 1 ano no Memória Virtual – Amigos vs. colegas

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24 Setembro, 2004 at 8:10 am

VASCO DA GAMA (IV)

Vasco Gama Após o regresso a Portugal, Vasco da Gama começa, em 1504, a construir um grande solar em Sines, o que teria sido entendido como uma manifestação da sua pretensão de se tornar senhorio da vila.

D. Manuel viria a dar, em 1507, ordem para que fossem suspensas as obras e para que Vasco da Gama abandonasse Sines, ficando proibido de entrar na vila sem autorização de Dom Jorge. Terá então ido viver para Évora.

Mas, logo em 1508, D. Manuel favore o navegador na aquisição da alcaidaria-mor de Vila Franca de Xira. Em 1511, ordenava que Vasco da Gama recebesse rendas de Santiago do Cacém, Vila Nova de Milfontes e Sines.

Em 1515, ganhava a carta de privilégio da coutada de Nisa, onde viveria até 1519. Tinha entretanto participado, em 1518, no casamento do Rei com Dona Leonor, sendo referido como morador na casa real.

Em 1519, D. Manuel outorga-lhe o título de Conde da Vidigueira.

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23 Setembro, 2004 at 7:20 pm

SEINFELD

A partir de hoje, às 23 horas, às Terças, Quartas e Quintas, a SIC Radical procede a redifusão de todos os (180) episódios do Seinfeld. Verdadeiro “serviço público”!

“Escrita pelo próprio Jerry Seinfeld e Larry David, a série, feita a partir de vulgares situações ocorridas no dia a dia de cada um, é sarcástica, inteligente e despretenciosa. O feliz elenco e as personagens criadas – Jerry Seinfeld (ele mesmo), Julia Louis-Dreyfus (Elaine), Michael Richards(Kramer) e Jason Alexander (George) – contribui para o êxito esmagador desta comédia. Seinfeld é um profissional do stand-up comedy(talvez até seja o primeiro exemplo mostrado e seguido em Portugal) e tem no seu grupo de amigos a fonte de inspiração ideal. Analisam tudo e mais umas botas, são insuperáveis na arte de desconversar e juntos parecem capazes de prolongar infinitamente este sucesso em capitulos. Nunca um programa sobre nada teve tanto encanto.”

Há 1 ano no Memória Virtual – O poder da Net

P. S. Nos próximos dias, estarei em “serviços mínimos”, bastante ocupado com a organização deste “mega-evento“…

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23 Setembro, 2004 at 8:00 am

VASCO DA GAMA (III)

VascoGama2 Entretanto investido cavaleiro da Ordem de Cristo, parte de Lisboa a 8 de Julho de 1497.

Após uma longa viagem de mais de dois anos, em que perdeu, por doença, o irmão que o acompanhara, regressa a Lisboa, onde é recebido pelo Rei D. Manuel, no final de Agosto de 1499.

Conforme desejado por Vasco da Gama, D. Manuel propôs-se conceder-lhe o senhorio da Vila de Sines, mas o processo de dação não avançaria, perante diversos obstáculos.

Seria nomeado Dom, título extensivo aos irmãos e futuros descendentes. Ser-lhe-ia também concedida uma tença, procurando compensá-lo da impossibilidade da dação de Sines. Em 1502, seria designado Almirante do Mar das Índias.

Casara entretanto, em 1500, com Catarina de Ataíde, filha de Afonso de Ataíde (alcaide do Alvor), de quem viria a ter sete filhos, vindo o primogénito (Francisco da Gama) a ser o segundo conde da Vidigueira.

Em 1500, depois de descobrir o Brasil, Pedro Álvares Cabral iria à Índia; revelando-se a necessidade de reforçar a presença militar na região, prepara-se nova expedição, em 1502, para a qual seria afecto o comando, inicialmente, ao próprio Álvares Cabral; contudo, Vasco da Gama teria imposto a sua própria nomeação.

Há 1 ano no Memória Virtual – Os blogues na campanha eleitoral

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22 Setembro, 2004 at 7:19 pm

VASCO DA GAMA (II)

Vasco da Gama Após a morte do Rei D. João II, sucede-lhe D. Manuel I, o “Venturoso” que decide avançar com a “grande empresa” da descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Nessa época, Vasco da Gama seria já um homem experimentado no mar, com diversos serviços prestados ao Rei D. João II.

Não obstante, a razão da escolha de Vasco da Gama para comandar a expedição não é consensual: há quem defenda que teria sido escolhido pelo facto de D. Manuel não pretender ainda arriscar grande parte do seu prestígio neste empreendimento, motivo pelo qual não teria designado alguém então mais famoso.

Outros defendem ainda que Vasco da Gama teria sido uma escolha dentro da família, uma vez que D. João II (o ideólogo da viagem) teria como preferido o pai de Vasco da Gama, Estêvão da Gama, entretanto falecido. Por outro lado, Paulo da Gama, o irmão mais velho, encontrava-se já doente, o que o impediria de assumir o comando geral.

Há quem defenda também que Vasco da Gama (amigo de infância de D. Manuel) teria sido designado para um papel de “diplomata”, ficando a experiência de navegação a cargo dos três pilotos: Pêro de Alenquer, Pêro Escobar e Afonso Gonçalves.

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21 Setembro, 2004 at 7:05 pm

"QUEM NOS LÊ?"

Ainda a propósito do “prazer de ser lido”, uma questão que, a espaços, nos colocamos, é a de “Quem nos lê?”.

Para além dos “visitantes fiéis”, com regularidade diária (no essencial, alguns “amigos virtuais”, colegas bloguistas com os quais fui gerando “maior cumplicidade”), há outras visitas mais ou menos irregulares, que surgem “de tempos a tempos” (com maior ou menor periodicidade), parecendo querer perscrutar qual o rumo que o “blogue” tem vindo a trilhar.

Depois, bastantes visitantes que chegam “via Google” – os quais, muitas vezes lamento decepcionar, dado que são induzidos em erro pelas buscas que os conduzem a uma página que pouco tem a ver com o que buscavam…

Mas também visitantes “ocasionais”, que aparecendo pela primeira vez (?), deixam os seus comentários em textos por vezes já bastante antigos.

De qualquer forma, uma grande variedade neste “leitorado”, que me é impossível quantificar (é-me difícil estimar qual a periodicidade com que alguns “leitores habituais” me visitam: de dois em dois dias? de três em três dias? semanalmente?).

E, muitas vezes, um “leitorado silencioso”, que não vence a inércia necessária para “passar à acção” e inscrever comentários aos textos que vou apresentando.

Mas, na verdade, quem são estes “leitores”? O que os faz passar por aqui… e regressar? O que retêm destas visitas mais ou menos passageiras ou efémeras?

Para uma média diária que se aproxima dos 100 visitantes – segundo o Sitemeter, uma vez que as estatísticas do weblog.com.pt apontam para números muito superiores, mesmo acima dos 1 000 visitantes diários (!?) – pode depreender-se que a “audiência global” (as pessoas que conhecem a existência do “blogue” e que terão uma ideia mínima sobre a sua linha de orientação) será de 500 pessoas? 1 000 pessoas?… (o número de “blogues” que “linkam” o Memória Virtual aproxima-se de cerca de duas centenas).

O que me remete para outra questão, que me coloco algumas vezes: Alguém terá uma noção aproximada da “audiência global da blogosfera”? Qual a dimensão do “leitorado” para além dos “leitores-bloggers”?

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21 Setembro, 2004 at 3:00 pm 5 comentários

"A PRIMEIRA VITÓRIA DA BLOGOSFERA ESPANHOLA"

A história resume-se em “duas palavras”: o jornal de referência espanhol “El Pais” (o mais lido em Espanha) lançou uma campanha publicitária visando angariar assinantes por um período mínimo de 3 meses, tendo por lema “Un día da para mucho. Imagínese lo que puede suceder en tres meses“; acontece que essa campanha era acompanhada de duas fotos de Nova Iorque, uma ainda com as Twin Towers, a seguinte, já após o 11 de Setembro.

Esta campanha gerou imediatamente uma vaga de repúdio, partindo dos “blogues”, em particular do eCuaderno, de José Luis Orihuela; este processo culminaria com um pedido de desculpas formal por parte dos responsáveis do periódico.

(via Ponto Media)

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21 Setembro, 2004 at 12:30 pm

LIVROS PARA TIMOR

Porque o português é a nossa “pátria comum”, transcrevo de seguida um apelo de uma professora em Dili:

“Encontro-me a leccionar em Dili, na Escola Pré-Secundária Cristal. Esta escola, à semelhança de muitas, muitas outras não tem biblioteca. Tem apenas uma estante (na sala dos professores) na qual se encontram apenas livros em inglês, oferecidos pela Austrália. Os únicos livros em português são os manuais e gramáticas de português que foram fornecidos à escola.

Já perceberam o que eu quero? Gostava de ajudar a fazer uma pequena biblioteca naquele mesmo espaço ….. será que alguém tem por aí uns livros (de preferência literatura infantil/juvenil, manuais escolares de várias disciplinas e outros), revistas e jornais que já não fazem falta?

Se tiverem enviem-mos. Decerto que vão ser muito úteis aos meus alunos e aos meus colegas (professores timorenses).

Se estiverem dispostos/as a fazê-lo aqui vai o endereço:

Embaixada de Portugal em Dili
A/c Professora Ana Medeiros – Dili Edifício ACAIT
Av. Nicolau Lobato
Dili – Timor Leste”

Há 1 ano no Memória Virtual – Os “blogues” mais “referidos”

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21 Setembro, 2004 at 8:32 am

VASCO DA GAMA (I)

Vasco da Gama Vasco da Gama, a grande figura do imaginário histórico português, protagonista maior dos Descobrimentos, é, paralelamente, uma das figuras mais importantes da História da Humanidade, tendo iniciado, com a sua descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, uma nova era dessa História.

Nasceu em Sines, possivelmente em 1468 ou 1469, segundo filho de Estêvão da Gama e de Isabel Sodré (após o irmão Paulo da Gama), eventualmente na torre de menagem do Castelo de Sines.

Pensou seguir a carreira eclesiástica (chegou a fazer, em 1480, a prima tonsura, ou ordenação), mas trocaria esse destino pelo mar.

Em 1492, encontrando-se em Setúbal, corsários franceses atacam uma caravela portuguesa proveniente da Mina; por ordem de D. João II, Vasco da Gama ficou encarregue de tomar as mercadorias de naus francesas que se encontram no porto de Setúbal, tendo sido recompensado, em 1495, pelo seu heroísmo, com a comenda da Ordem de Santiago de Mouguelas e Chouparia.

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20 Setembro, 2004 at 6:32 pm 1 comentário

O PRAZER DA ESCRITA E OS "BLOGUES"

A propósito de algumas questões que o Luís Ene vem lançando no Ene Coisas (nomeadamente sobre a existência de “um estilo de escrita nos blogues“), e reflectindo sobre o prazer da escrita, que constituirá talvez a principal razão da origem da criação de um “blogue”.

Um impulso irreprimível para, combinando palavras, articular frases, exponencialmente potenciado pela possibilidade de edição imediata, instantaneamente ao alcance da leitura de pessoas em todo o mundo.

Uma forma de revelação do “eu”, abrindo-nos ao mundo, aproximando-nos dos outros. Diários mais ou menos personalizados, mais ou menos íntimos, mais ou menos verosímeis… numa forma de expressão “libertadora” de ideias, desejos, muitas vezes “ocultos” ou que dificilmente seriam verbalizados.

Por vezes, até compulsivamente, com a mesma fluência e naturalidade com que se respira… Sem necessariamente ter como implicação algum tipo de aspiração a “escritor”!

Embora possa estar presente, mesmo que apenas no subconsciente, o romantismo do ideal de realização humana pressupondo o plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Que o “blogue” acaba por, implicitamente, proporcionar, porque ao escrever nele, nos é possibilitada uma conjugação simultânea do prazer da escrita com o “prazer de ser lido”.

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20 Setembro, 2004 at 12:31 pm

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