Archive for 9 Setembro, 2004

BEETHOVEN (III)

Beethoven Noutro campo, Beethoven nunca se casou, tendo a sua vida amorosa sido uma sucessão de insucessos e de sentimentos não correspondidos. Embora várias figuras femininas tenham cruzado a sua vida, uma das mais importantes terá sido Giulietta Guicciardi, a quem dedicou a sua Sonata ao Luar. Contudo, apenas um amor terá sido intensamente correspondido, conforme revelado em carta de 1812, dirigida a uma “Bem-Amada Imortal”, que se supõe seria Antonie von Birckenstock, casada com um banqueiro de Frankfurt – portanto, um amor “impossível”.

Compusera entretanto algumas das suas principais obras, sendo reconhecido, já em 1814, como o maior compositor do século.

Em 1815, com a morte do irmão Karl, lutou na justiça para ser o único tutor do sobrinho de 8 anos; ao fim de meses de um desgastante processo judicial, ganhou o direito a cuidar da criança, em detrimento da mãe, dada a sua conduta.

Voltaria, nos anos seguintes, com o agravamento da surdez, a passar uma fase de grande depressão, de que só reagiria em 1819, resultando, na década seguinte, numa larga “produção” de obras-primas, uma arte integralmente abstracta, uma vez que já não a podia – desde 1814 – ouvir: Sonatas para piano, Variações Diabelli, Missa Solene, Quartetos de cordas e a Nona Sinfonia (iniciada em 1817, mas apenas concluída em 1822, tendo sido executada pela primeira vez em 1825).

A sua obra constituir-se-ia numa influência decisiva para toda a música do século XIX, ao mesmo tempo que – dada a sua perfeição – nela colocava um ponto final, embora glorioso.

Numa época em que tinha grandes planos futuros (uma Décima Sinfonia, um Requiem, uma Ópera), acabou por ficar gravemente doente, tendo contraído uma pneumonia, além da cirrose e infecção intestinal que já o afectavam. Com uma vida coroada de glórias e sucessos, mas idoso, surdo e desamparado, entraria na imortalidade em 26 de Março de 1827, como o maior génio da música de todos os tempos.

[1705]

9 Setembro, 2004 at 6:20 pm

MEDIATIC

O autor do MediaTIC, um dos melhores “blogues” franceses, com permanentes actualizações sobre a “blogosfera”, decidiu colocar termo à sua colaboração no “blogue”, entretanto transformado em “blogue colectivo”.

Deixa-nos a sua justificação, com alguma matéria para reflexão sobre este fenómeno:

“Le blog n’est pas ma vie et ma vie n’est pas ce blog. Je l’ai toujours dit et je le répète aujourd’hui. Je suis resté vrai et authentique ici. Je souhaite consacrer le temps que j’y investissais à autre chose, à d’autres envies, à la réalité aussi. Car on n’a qu’une seule vie et je comprends de plus en plus, les blogueurs qui sont passés à autre chose.

Je ne me suis jamais senti à l’aise parmi tout ce business, parfois cet égocentrisme ou parfois encore ces intérêts personnels qui marquent de plus en plus le monde des blogs en France et ailleurs (bien que ce soit minoritaire). Tout cela conjugué a eu raison de moi ; je le sais.. Bon courage à l’indépendance pour le futur ; celle-ci a un prix!

Si mediaTIC fait de l’audience, je n’y suis pour rien et je n’ai pas demandé cette audience… Et elle est insignifiante par rapport à l’audience moyenne d’un site Web personnel thématique mis à jour.

L’aspect social et les usages des blogs m’ont toujours intéressé et c’est réellement cela qui me passionne : les blogs sont avant tout utiles pour des usages sociaux ; les blogs sont aussi là pour des néophytes de l’internet et favoriser l’expressivité de ces personnes, qui est à mes yeux, essentielle, dans un monde où se vivent au jour le jour de plus en plus d’inégalités.”

[1704]

9 Setembro, 2004 at 1:58 pm 1 comentário

MITOLOGIA GRECO-ROMANA (IV)

Apolo era o deus do sol e do belo, da medicina, das artes, especialmente da poesia e da música, sendo filho de Zeus e de Latona, irmão gémeo de Artemis, nascido em Delos, a ilha flutuante onde a mãe teve se refugiar da perseguição de Hera. Beneficiava da eterna juventude.

Artemis (Diana), irmã gémea de Apolo, era a deusa da caça e protectora das mulheres, em particular no momento do parto, e das crianças, sendo o seu templo em Éfeso uma das 7 maravilhas do mundo (para os romanos, Diana era também a deusa dos bosques e das correntes de água). Tal como Atena, manteria a virgindade, recebendo ambas a denominação de “Virgens Brancas”. A seu pedido, Zeus armou-a com arco e flecha, tornando-a rainha dos bosques.

Ares (Marte), o bravo deus da guerra, filho de Zeus e de Hera, foi educado por Príapo, com quem aprendeu a dança e outros exercícios corporais, prelúdios da guerra. Apaixonou-se por Afrodite (Vénus), rivalizando com Apolo. De Afrodite teria três filhos: Deimos (Terror), Fobos (Medo) e Eros (Cupido); e uma filha, Hermione (Harmonia); era também o pai de Rómulo e Remo, os fundadores de Roma, filhos de uma Vestal (Reia Sílvia). Apesar da sua bravura, seria muitas vezes vencido por Atena, simbolizando o triunfo da inteligência sobre a fúria guerreira.

Afrodite (Vénus para os Romanos), uma das mais belas deusas, nascida da espuma do mar, deusa do amor e da beleza, com grande poder sobre mortais e imortais. Seria conduzida a assembleia dos deuses no sentido da sua admissão no Olimpo. Zeus impeliu-a a casar com Hefesto, mesmo contra a sua vontade. Teria uma relação amorosa com Ares, assim como vários outros amantes (Hermes, Dionísio e o mortal Anquises), mas revelaria a sua vulnerabilidade por via do amor com o humano Adónis, que seria morto por Ares.

Héstia (Vesta para os Romanos), filha de Cronos e de Réia, era conhecida e adorada como a deusa do fogo, sendo a protectora do lar, dos hóspedes e suplicantes. O seu culto era velado pelas Vestais, sacerdotisas que nunca deixavam apagar o fogo sagrado no seu templo. No santuário em honra a Vesta, em Roma, o fogo sagrado manteve-se aceso até ao ano 394.

[1703]

9 Setembro, 2004 at 12:40 pm

PALÁCIO DE CNOSSOS (I)

Inicialmente construído a partir de cerca de 1900 A.C., tendo sido destruído cerca de 1700 A.C.; e reconstruído cerca de 1600 A.C. – 1500 A.C., fase a que pertencem a maior parte das ruínas hoje visíveis, o “Palácio de Cnossos” é a principal atracção da ilha de Creta.

O palácio teria sido novamente destruído cerca de 1450 A.C., na sequência da erupção do vulcão de Santorini.

Parte dos grandes mitos gregos têm origem em Creta, tendo por herói central Minos, o Rei de Cnossos, filho de Zeus e Europa (princesa fenícia sequestrada por Zeus para a ilha de Creta).

Minos recebera de Poséidon (deus do mar), como presente, um admirável touro branco, que deveria sacrificar aos deuses, promessa que, contudo, não viria a cumprir.

Como punição, Poséidon inspirou em Pasiphae, a amada de Minos, uma paixão pelo touro branco, de cuja união nasceria o Minotauro, um homem com cabeça de touro, o qual viria a ser encerrado no complexo edifício construído pelo artesão Dédalo, o “Labirinto”.

Dos filhos de Minos, Androgeu seria morto em Atenas, após ter ganho os Jogos, o que serviria de pretexto a Minos para impor aos atenienses o envio de jovens, em tributo ao Minotauro. É então que Teseu, o herói ateniense (suposto filho de Poséidon), se oferece para essa missão de sacrifício.

Há 1 ano no Memória Virtual – “Mensagem” – Fernando Pessoa

[1702]

9 Setembro, 2004 at 8:10 am


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