MITOLOGIA GRECO-ROMANA (IV)
Apolo era o deus do sol e do belo, da medicina, das artes, especialmente da poesia e da música, sendo filho de Zeus e de Latona, irmão gémeo de Artemis, nascido em Delos, a ilha flutuante onde a mãe teve se refugiar da perseguição de Hera. Beneficiava da eterna juventude.
Artemis (Diana), irmã gémea de Apolo, era a deusa da caça e protectora das mulheres, em particular no momento do parto, e das crianças, sendo o seu templo em Éfeso uma das 7 maravilhas do mundo (para os romanos, Diana era também a deusa dos bosques e das correntes de água). Tal como Atena, manteria a virgindade, recebendo ambas a denominação de “Virgens Brancas”. A seu pedido, Zeus armou-a com arco e flecha, tornando-a rainha dos bosques.
Ares (Marte), o bravo deus da guerra, filho de Zeus e de Hera, foi educado por Príapo, com quem aprendeu a dança e outros exercícios corporais, prelúdios da guerra. Apaixonou-se por Afrodite (Vénus), rivalizando com Apolo. De Afrodite teria três filhos: Deimos (Terror), Fobos (Medo) e Eros (Cupido); e uma filha, Hermione (Harmonia); era também o pai de Rómulo e Remo, os fundadores de Roma, filhos de uma Vestal (Reia Sílvia). Apesar da sua bravura, seria muitas vezes vencido por Atena, simbolizando o triunfo da inteligência sobre a fúria guerreira.
Afrodite (Vénus para os Romanos), uma das mais belas deusas, nascida da espuma do mar, deusa do amor e da beleza, com grande poder sobre mortais e imortais. Seria conduzida a assembleia dos deuses no sentido da sua admissão no Olimpo. Zeus impeliu-a a casar com Hefesto, mesmo contra a sua vontade. Teria uma relação amorosa com Ares, assim como vários outros amantes (Hermes, Dionísio e o mortal Anquises), mas revelaria a sua vulnerabilidade por via do amor com o humano Adónis, que seria morto por Ares.
Héstia (Vesta para os Romanos), filha de Cronos e de Réia, era conhecida e adorada como a deusa do fogo, sendo a protectora do lar, dos hóspedes e suplicantes. O seu culto era velado pelas Vestais, sacerdotisas que nunca deixavam apagar o fogo sagrado no seu templo. No santuário em honra a Vesta, em Roma, o fogo sagrado manteve-se aceso até ao ano 394.
[1703]
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