O TRABALHO (II)

14 Outubro, 2003 at 7:20 am 1 comentário

Apesar de, em 1900, o trabalho ocupar cerca de um terço da vida e, hoje, apenas cerca de 20 % (considerando os fins-de-semana, férias e feriados), passou a ser visto como um prolongamento da existência, a concretização (forma de .realização.) da vida, um meio de expressão pelo qual nos tornamos assimiláveis aos outros, sem o qual nos sentiríamos excluídos socialmente.

Mas a realidade efectiva é que o trabalho nos acompanha muito para além das instalações físicas em que é desenvolvido, ocupando parte muito relevante das nossas mentes.

Em determinadas actividades, demasiadamente absorventes, entra-se num ciclo, simultaneamente .virtuoso. e .vicioso.: por um lado, numa sociedade que se fundamentará na .meritocracia., o bom desempenho traduz-se em feedback (reconhecimento), re-alimentando, por sua vez, a necessidade de continuar a .investir. e a progredir na carreira (com subsequente .acréscimo. de reconhecimento); por outro, tal gera uma engrenagem da qual é difícil à pessoa individual conseguir libertar-se, a .vontade. / .necessidade. (de afirmação pessoal) tem reflexos numa espiral de dedicação ou envolvimento, cada vez mais consumidora de tempo e de disponibilidade mental.

A sobrevalorização do papel do trabalho, a competitividade exacerbada, fez-nos esquecer (!?) que uma sociedade, para se desenvolver, necessita também de outra coisas, desde a participação social activa, às actividades familiares, ao cultivar de um ciclo de amizades, até à vertente amorosa e, in fine, pessoal.

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O TRABALHO (I) O TRABALHO (III)

1 Comentário

  • 1. Rui MCB  |  22 Novembro, 2003 às 10:20 pm

    Feriados, Fins de semana, Férias mas também, em muitos casos, muito mais horas de trabalho por dia e dois sexos a trabalhar no circuito formal em vez de um só (ou um e uns pózinhos)… É uma conta dificil e nada generalizável. Curioso e julgo que pacífico é que se trabalha muito mais agora do que no pré renascimento. Na idade das trevas!Isto em termos relativos, porque em termos absolutos também se viviam muito menos
    Rui MCB | Homepage | 10.14.03 – 9:45 am | #


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