Archive for Julho, 2003

PAUL AUSTER

Nos próximos dias – porque a sua qualidade literária o exige –, terei como tema, numa série de 8 textos (um “mini-ciclo Paul Auster”), a referência a algumas das obras mais importantes de um dos mais consagrados escritores norte-americanos da actualidade e, claro, uma das minhas maiores preferências. 

Assim, sucessivamente, apresentarei breves “abstracts” (pelos editores, “com a devida vénia”) dos seguintes livros (cuja leitura integral recomendo vivamente): “A Trilogia de Nova Iorque”, “O Caderno Vermelho” (incluindo um capítulo do livro!), “Lulu on the Bridge”, “Leviathan”, “Mr. Vertigo”, “Timbuktu” e, por fim, da sua obra mais recente, “O Livro das Ilusões”. 

Nome cimeiro da literatura norte-americana, Paul Auster nasceu em 1947, tendo residido quatro anos em França antes de se radicar em Nova Iorque. 

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11 Julho, 2003 at 7:58 am

CRISTINA BRANCO

(Mais uma) referência repetida, mas merecida. Antes tinha deixado expressa a minha preferência pela Maria Ana Bobone e isso permanece imutável; não obstante, acho que é de assinalar que o disco de Cristina Branco, “Corpo Iluminado”, é já “disco de ouro” na Holanda. 

Este disco inclui temas como: “Corpo Iluminado”, de David Mourão-Ferreira (musicado por Custódio Castelo) – que dá título ao CD – mas também, “Meu amor, meu amor (Meu limão de amargura)”, de José Carlos Ary dos Santos e “Meu amor é marinheiro”, de Manuel Alegre (ambas com música de Alain Oulman – temas criados por Amália Rodrigues). 

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10 Julho, 2003 at 7:06 pm 1 comentário

DESCOBRI

Ana Sousa Dias está, agora, a passar na RTPI!

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10 Julho, 2003 at 7:41 am

"THE AGE OF INNOCENCE"

Depois de ontem à noite, é inevitável recordar “Os Amigos de Alex” (quem se lembra do filme, perceberá concerteza). Mas esta não é a memória ideal que desejo conservar hoje. 

Aproveitando também o “flash-back”, o filme que preferiria guardar na memória do dia de hoje seria “A Idade da Inocência” (de Martin Scorcese), o esplendor do cinema, com os seus faustosos banquetes e salões de dança – a beleza em movimento, também com a deslumbrante Michelle Pfeiffer (bem acompanhada por Daniel Day Lewis e Winona Ryder).

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10 Julho, 2003 at 7:41 am

MIA COUTO

Porque é preciso continuar… É preciso recomeçar sempre… (Este era o texto que tinha preparado para ontem…). 

Prosseguindo na divulgação dos melhores, uma referência especial para Mia Couto, uma personalidade cativante, com uma escrita muito própria; é também “uma delícia” ouvi-lo! Uma serenidade e lucidez extremas…

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor. 

Aqui destaco duas das suas principais obras, a não perder: 

“Terra Sonâmbula” – Romance, tendo como envolvente de fundo a guerra em Moçambique, da qual traça um quadro de um realismo forte e brutal. Num cenário de pesadelo, cruzam-se personagens, por vezes com uma dimensão mítica, oscilando entre o desespero e uma esperança que recusam perder. Terra Sonâmbula é um romance admirável, tendo sido nomeado como um dos doze melhores livros africanos do século XX

“Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra” – A história de um estudante universitário, regressado à sua ilha-natal para participar no funeral do avô. Enquanto aguarda a cerimónia, vai testemunhando estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo, levando-o a redescobrir uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra. Um relato das extraordinárias peripécias que envolvem o funeral, retratando paralelamente o conflito vivido por uma elite culturalmente afastada da generalidade do povo, de característica predominantemente rural. 

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9 Julho, 2003 at 7:46 pm

"PORQUÊ?"

Quem já lidou mais de perto com estas situações – ainda mais quando elas surgem de forma completamente inesperada – compreenderá o que penso e escrevo: no imediato, a sensação que prevalece é a da negação; não é possível que seja verdade! 

Entramos numa espécie de névoa, “flutuamos numa atmosfera paralela”, tudo parece irreal e distante; quase diria que é como se não tivéssemos tomado consciência da verdade e das suas implicações (“como se não tivesse a ver connosco …). 

Só mais tarde, quando as coisas começam a “assentar”, passamos a outra fase – a interiorização da dura realidade dos factos – e começamos então a interrogar-nos sucessivamente: “Porquê?”. 

E esta é uma fase prolongada, que nos acompanha ao longo do tempo, de forma recorrente; quando menos se espera – e sem necessidade de nenhum motivo particular para o despoletar – lá estamos nós a interrogar-nos novamente: “Porque é que aconteceu? Não é justo! Não podia ter acontecido!”… 

Não tinha previsto que esta coluna servisse para expressar notas de índole pessoal como estas (ou outras) características. 

Mas não podia deixar de prestar esta “homenagem” ao Carlos… 

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9 Julho, 2003 at 7:34 am

CARLOS

Há certas coisas que fazem parte da “intimidade” pessoal de cada um e não são para divulgar ao mundo… Constituem uma zona de reserva intransponível. Portanto, não entrarei em grandes detalhes. 

O Carlos foi uma das primeiras pessoas com quem me cruzei no primeiro dia de aulas na faculdade (já lá vão quase 20 anos…). Depois, ao longo dos 5 anos do curso, a sua simplicidade e espírito de entreajuda fizeram dele um amigo “sempre às ordens”; no final de cada “sessão nocturna” (de trabalho, ou de diversão), era sempre o Carlos (que, então, era um dos poucos que tinha disponível para utilização um carro… do pai) que, madrugada dentro, fazia a “distribuição porta-a-porta”. 

Concluído o curso, o Carlos foi o primeiro da turma a casar; teve filhos; gostava do que fazia; manteve a ligação à faculdade: de aluno passou a professor; nos anos imediatos, era o elo de ligação que “fazia a ponte” entre todos nós. 

Com o decurso dos anos, as ocupações “sempre muito absorventes”, tornando o tempo disponível um bem muito escasso, provocaram algum afastamento (no essencial, passámos a encontrar-nos nos jantares de aniversário de um ou outro colega, de tempos a tempos). 

A notícia, como sempre, surgiu de uma forma brutal: hoje, sem explicação conhecida, o Carlos cansou-se de viver… 

E deixa-nos sem palavras…

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8 Julho, 2003 at 7:53 pm

“A TRETA CONTINUA”

(Com os “impagáveis” António Feio e José Pedro Gomes) – no Coliseu, em Lisboa, a partir de hoje. Só para lembrar…

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8 Julho, 2003 at 7:55 am

OS BLOGUES E A DIALÉCTICA AUTOR/LEITOR

Diz Pacheco Pereira no Abrupto: “…Como este monstro está sempre com fome …”. 

Julgo compreender: no sentido em que os textos escritos são “consumidos” de uma forma instantânea; que exigem que a actualização seja permanente; que solicitam um desdobramento do “autor”, no sentido de encontrar temas não só interessantes, mas, sobretudo, novos … 

Deparamo-nos, também aqui, com uma dialéctica porventura interessante … 

Enquanto “leitor”, sinto-me como que “defraudado” quando visito os “meus blogues favoritos” e, afinal – desde a visita anterior – não houve nenhuma actualização. O autor do blogue fica então numa posição de “devedor”; fica-me em dívida perante o “post” que “já devia ter escrito e ainda não escreveu”. E porquê? O que terá ele andado a fazer nas últimas horas? Porque não está a “cumprir com as suas obrigações” perante nós, seus fiéis leitores? 

Enquanto “autor”, recordo-me (e recordo agora todos os leitores …) que as pessoas que escrevem blogues têm as suas ocupações, têm as suas profissões, têm os seus compromissos. A escrita de blogues é uma “ocupação paralela”, é um “escape” que, inevitavelmente, vai roubar tempo a outras actividades e que tal só será “legítimo” enquanto houver prazer no acto da escrita, acto esse que não poderá nunca transformar-se em “obrigação”. 

Mas talvez já chegue de “conversa de treta” (ver post seguinte – que, por acaso, se o leitor iniciou a leitura de hoje pelo topo da página, foi o anterior …; este é outro aspecto curioso: quem chega pela primeira vez a uma página de blogue, terá a tendência natural de começar por ler os textos mais recentes (que, muitas vezes, remetem para posts mais antigos, aos quais, contudo, o leitor apenas chegará posteriormente … se chegar). 

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8 Julho, 2003 at 7:54 am 1 comentário

ORIENTE (ou SERVIÇO PÚBLICO II)

Quando, há dias, referi o excelente programa de entrevistas de Ana Sousa Dias, como exemplo de serviço público de televisão, obviamente tal não é exclusivo da RTP2.

Merece portanto ser também destacado o papel que, em termos gerais, a SIC Notícias vem desempenhando desde a sua criação (uma “lufada de ar fresco” na televisão portuguesa).

Em concreto, no caso, pretendo realçar o programa “ORIENTE”, com Bárbara Guimarães, sempre com uma criteriosa selecção de (interessantes) convidados (que, por sua vez, “convidam” os seus amigos para falar também sobre si, permitindo um conhecimento do “outro lado” das suas personalidades . a parte que não é do domínio público). Vale a pena!

Noutra área, nas ondas hertzianas da rádio, também uma especial referência para o “Pessoal … e Transmissível”: entrevistas de grande qualidade, por Carlos Vaz Marques, na TSF, depois das 19h … também já em livro, relativamente ao ano de 2002. Vejam também o Outro, eu

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7 Julho, 2003 at 7:58 pm

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