Archive for Julho, 2003

DAVID FONSECA na NET

Já tinha deixado antes uma (muito breve) referência ao último disco do David Fonseca. 

Agora, o objectivo é apenas o de chamar a atenção para a sua belíssima página na net (ainda em fase de “construção”). Se acham que estou a ser exagerado, confirmem por vocês próprios (não se vão arrepender); vejam agora a página do David Fonseca ! Ah, já agora, aproveitem para o ouvir também … (mas voltem!).

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7 Julho, 2003 at 7:28 am

PEDRO BURMESTER vs. CASA DA MÚSICA

Tudo está bem quando acaba bem? 

Depois das polémicas, terá conseguido salvar-se o essencial: Pedro Burmester foi convidado pela nova Administração para consultor de programação da “Casa da Música”. Como dizia Mega Ferreira, “Pedro Burmester não é o problema: ele faz parte da solução para a Casa da Música. Por uma singular coincidência de competências, o artista é também um notável programador …”. 

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6 Julho, 2003 at 11:54 am

BALANÇO

Uma semana (e cerca de 200 visitas a esta página) depois (bem sei que são números modestos, comparativamente aos dos “profissionais” – de qualquer forma, agradeço a paciência que têm tido os que me lêem), será altura para um primeiro breve balanço desta aventura “bloguista”. 

Tenho procurado respeitar o objectivo que a mim próprio pré-defini no primeiro dia: acima de tudo e, essencialmente, divulgar as “coisas boas”, abordar os assuntos pela positiva, sem esquecer, quando tal me pareça relevante, comentar os temas em destaque em cada dia. 

Continuo a reforçar a ideia de que este é um “admirável mundo novo”, que nos permite comunicar com o mundo (passe o pleonasmo); é claramente um sinal dos tempos: a comunicação do século XXI – “instantânea”, concerteza efémera, mas, simultaneamente, perene (aqui poderíamos ter uma dialéctica interessante …), no sentido em que perdura em arquivo (será porventura interessante reler, daqui a alguns tempos, os blogues agora escritos …). 

A propósito dos “mixed feelings” proporcionados por esta apaixonante “ferramenta”, remeto para um excelente texto (de 29 de Junho) de Pacheco Pereira no Abrupto: “BLOGUES COMO ANOTAÇÕES DO MYLIFEBITS”; depois, nos dias imediatamente seguintes, o tema tem voltado a ser debatido, nomeadamente na vertente da ligação directa e, sobretudo,imediata, entre “autor” e “leitor”. 

Obviamente, embora me reveja em bastantes aspectos nele referidos, não compartilho da sensação de “malaise” descrita no também brilhante texto do Guerra e Pas

“Este blog começou há um mês e duvido que dure outro. O socioblogue um dos melhores, mais esclarecidos, lúcidos e gentis media que já vi em Portugal, tem aqui muito pano para fazer as mangas que quiser. Mais do que tudo, não será um blog, caro sócio, uma manifestação essencialmente efémera? Uma paixão de Verão? Um brinquedo que se recebeu no Natal? Começamos entusiasmados, conseguimos atrair atenções o que nos reforça a estamina, amadurecemos e não começamos imediatamente a murchar? Estando ganho o microdesafio, que mais resta? 

Há quanto tempo o Gato Fedorento não tem um post interessante? Há quanto tempo não surge um blog daqueles que é falado por todos? Digam-me um blog que não prometa muito e depois não conseguia deliver. 

Bem sei que falo de dias, mas a imediatez dos Posts faz dos dias séculos. Julgo que aquilo a que chamarei a malaise dos blogs tem muito a ver connosco. Comigo tem certamente. Somos talentosos e imaginativos, surpreendentemente cultos e argutos, observadores e críticos, mas falta-nos uma certa maturidade e muita persistência. 

O meu episódio favorito do Seinfeld é aquele que o George descobre que tem tudo a ganhar em abandonar o sítio onde está, depois de uma tirada de génio, mesmo que tenha chegado há meia-hora. A sua ideia, e os factos dão-lhe razão, é que a última impressão é a mais forte, e então ele faz com que a impressão mais forte seja a última. 

Os blogs são voluntários, podem acabar quando queremos. Devemos resistir?” 

É verdade que “isto” é tão viciante como um “brinquedo novo” nos primeiros dias de uso. Porém, na minha opinião, valerá sempre a pena prosseguir; não obstante a sensação de alguma angústia de poder não ter a capacidade de encontrar, no dia-a-dia, aspectos positivos relevantes para debater (já que o que “é notícia” é, cada vez mais, o negativo; é “o homem que mordeu o cão” e, obviamente, não o contrário …). 

Também inserido na tal perspectiva de divulgação, esta página passou a dispor – desde ontem – dos primeiros links para blogues que considero mais interessantes; a minha sugestão é a de que “ganhem” 15 minutos por dia (pelo menos) de leituras que não deixarão de ser enriquecedoras. 

P. S. Entretanto, parece que o “Guerra e Pas” terá reconsiderado já (após um construtivo “diálogo bloguista” com Pacheco Pereira) e promete continuar. Acho que só teremos a ganhar todos! 

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6 Julho, 2003 at 11:47 am

"FATIAS DE CÁ"

Ainda a propósito de Tomar, mais um espectáculo a não perder: o “Fatias de Cá”, companhia de teatro, cujo nome se inspira no doce conventual local “Fatias de Tomar”, criada em 1979, a qual vem contribuindo para tornar Tomar numa cidade de referência a nível cultural. 

Nestes mais de 20 anos de vida, o Fatias de Cá estreou cerca de 30 espectáculos, desde Karl Valentim a Choderlos de LacIos, passando por Dario Fo, Frati, Gil Vicente, Yourcenar, Shakespeare, Lorca, Mozart, Plauto e Ayckboum e participou em Festivais de Teatro por todo o mundo. 

Actualmente composto por cerca de 80 membros, tem-se expandido numa perspectiva regional, desenvolvendo trabalho teatral em duas vertentes: amadora (você próprio pode inscrever-se para participar numa peça de teatro do “Fatias de Cá” como actor!) e profissional. 

O “Fatias de Cá” caracteriza-se também pela utilização de uma forma interactiva do património construído (por exemplo, com diferentes cenas, a decorrer em simultâneo, em diversas salas do Convento de Cristo, cabendo ao espectador seleccionar aquelas que pretende acompanhar …) e paisagístico (nomeadamente na Mata dos Sete Montes, em Tomar, em que o público vai acompanhando os actores, em sucessivas cenas, ao longo da mata …) – qualquer descrição que possa ser feita, ficará sempre aquém da participação que o leitor poderá “vivenciar”! 

Para conhecer os calendários de actuações e peças em representação, poderão dirigir-se ao Posto de Turismo em Tomar (ou consultar a net …). 

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5 Julho, 2003 at 12:55 pm

ADEUS, AUGUSTO ABELAIRA. ATÉ SEMPRE!

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5 Julho, 2003 at 10:27 am

LE TOUR – LA GRANDE BOUCLE

Começa hoje a edição centenária do “Tour de France”!

A Volta a França em bicicleta é, nada menos que – logo após os Jogos Olímpicos e o Campeonato do Mundo de Futebol – a terceira maior competição desportiva a nível planetário.

Ao longo de 100 anos, o “Tour” proporcionou “as mais dolorosas misérias e as mais expressivas alegrias, rodou por vales imensos de alegria e pelas montanhas mais íngremes do sofrimento; foi morte e foi vida; paixão e ódio…”.

Construiu alguns dos ícones da história deste último século: Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddie Merckx (o campioníssimo!), Bernard Hinault, Greg Lemond, Miguel Indurain (recordista máximo com 5 vitórias consecutivas, entre 1991 e 1995) e o actual herói, o norte-americano Lance Armstrong (que vence, ininterruptamente, já desde 1999) – sem esquecer o “nosso” grande Joaquim Agostinho (duas vezes terceiro classificado, em 1978 e 1979).

O “Tour” deste ano será decidido nas etapas dos dias 13, 14, 19, 20 e 21 de Julho (as épicas etapas de montanha, com chegada, respectivamente, ao mítico Alpe d’Huez, Gap, Plateau de Bonascre, Loudenvielle e Luz-Ardiden) e, finalmente, no dia 26 de Julho (com o contra-relógio de Nantes), antes da consagração a 27 de Julho nos Champs Élysées, em Paris.

A não perder !

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5 Julho, 2003 at 10:26 am

P. S. – EQUADOR

Estou muito satisfeito com o meu “blogue”!… Então, não é que há uma entrada (visita ao “blogue”) resultado de uma pesquisa por “Miguel” + “Sousa” + “Tavares” + “Equador”??? (Espero que o meu texto tenha sido convincente, caso o “pesquisador” tivesse dúvidas sobre comprar ou não o livro…).

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4 Julho, 2003 at 7:26 pm

TOMAR, 5 e 6/7 – FESTA DO ESPíRITO SANTO

Obviamente, numa página cujo tema é a divulgação do que “de bom vai acontecendo”, não poderia deixar esquecida esta grandiosa manifestação popular de carácter religioso/etno-cultural.

Conhecida como a “Festa dos Tabuleiros”, tem como origens o culto do Espírito Santo, devoção criada pela Rainha Santa Isabel.

A Festa dos Tabuleiros traduz-se principalmente num cortejo de oferendas, em concreto, e no essencial, de pão. Os tabuleiros que as mulheres transportam à cabeça eram, originariamente, oferendas ao Espírito Santo. Em média, pesam 22 Kg e são sempre da altura das mulheres que os transportam.

A Festa realiza-se geralmente de 4 em 4 anos, tendo o seu início no Domingo de Páscoa, com a saída das coroas durante todos os domingos até Julho, culminando com o “Grande Cortejo” no próximo domingo, 6 de Julho, em Tomar (pelas 16h). A não perder!

Tomar nasceu com a ocupação romana, tendo como antecessora o povoado de Sellium. Com as invasões bárbaras e a expulsão romana da Península, a comunidade local cristianizou-se. Na sequência da reconquista cristã, foi encarregue a Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, a tarefa de erguer um castelo, a partir do qual a cidade deveria desenvolver-se.

Após a expulsão dos Templários pelo Rei de França (Filipe o Belo), os cavaleiros instalaram-se em Tomar, com a concordância de D. Dinis, que, após a extinção desta Ordem pelo Papa Clemente V, conseguiu a sua “(re)conversão” em Ordem de Cristo, que viria a constituir-se numa das bases do desenvolvimento da filosofia em que assenta o mundo em que vivemos hoje.

Sob a orientação do Infante D. Henrique, a Ordem de Cristo iria transformar a vila num centro de decisões de âmbito universal (estando na origem dos Descobrimentos), “dando novos mundos ao mundo” e, posteriormente, já com D. Manuel, adquirir um dos mais belos símbolos arquitectónicos do universo (Convento de Cristo).

Após a Restauração e o Liberalismo, já com a vila transformada em cidade, a Ordem de Cristo foi extinta, tendo, não obstante, sido mantido enraizado o culto do Espírito Santo que este fim-de-semana se celebra mais uma vez.

Imperioso visitar em Tomar: o Convento de Cristo (com a sua janela Manuelina) . património mundial; o Castelo dos Templários (com a “Charola”, templo dentro do castelo, com a sua forma octogonal); a Igreja de Santa Maria do Olival (ou da Nossa Senhora das Oliveiras); a Igreja de S. João Baptista, a Sinagoga, mas também o Parque do Mouchão, …

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4 Julho, 2003 at 7:05 pm

IN GOD WE TRUST

Neste “4th of July”, estaremos porventura distantes dos ideais puros e algo românticos do Liberty Bell da Philadelphia de 1776 (It was “Once upon a time in America”…); mas o mundo é também, hoje, radicalmente diferente: maior competitividade (cada vez levada mais ao extremo), maior agressividade; uma espécie de luta pela sobrevivência da espécie, em que só os mais fortes “vingam”.

Poderia escrever sobre mil aspectos positivos dos “gloriosos” EUA neste seu aniversário, mas vou-me ficar por uma história, eventualmente das mais singelas, mas que continua a ser, passados cerca de 100 anos, um hino à amizade: “As fabulosas aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn” (de Mark Twain).

A reler, sempre !

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4 Julho, 2003 at 7:23 am

SERVIÇO PÚBLICO

Já andava a pensar nisto há alguns dias – mas estava à espera de encontrar na programação o dito programa (e não o vejo – será que “desapareceu”?).

Quando tanto se fala de serviço público de televisão, discutindo-se qual o modelo a adoptar (parece não haver muitas certezas sobre o assunto…), queria chamar a atenção para um magnífico programa, que vinha passando (?) na RTP2 (o tal canal com futuro indefinido): entrevistas de Ana Sousa Dias; sóbrias, intimistas, sem pretender tirar o protagonismo a quem o tem (que são os entrevistados), revelando um conhecimento profundo de cada um dos convidados, enfim, excelentes momentos de televisão.

A propósito de televisão, uma outra nota: em sucessivas sessões de zapping, para além dos clássicos Odisseia, National Geographic, História e People & Arts, acabo por me deter sempre no M6 (é verdade, é francês…) – mas experimentem ver o “Capital” ou o “Zone Interdite” (mais ou menos à hora a que os telejornais nacionais entram no seu 2º terço, ou seja, por volta das 20h30).

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3 Julho, 2003 at 8:00 pm

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