Archive for 14 Julho, 2003

"O CADERNO VERMELHO" (II)

Na sequência das referências que tenho vindo a indicar, atrevo-me hoje a apresentar-vos um capítulo completo (!!!) de “O Caderno Vermelho” (Edições Asa), ou seja, uma das diversas histórias que o compõem: 

“Na mesma ordem de ideias, embora abrangendo um período de tempo mais curto (alguns meses em vez de vinte anos), um outro amigo, R., falou-me de um livro marginal que ele tentava localizar sem sucesso, esquadrinhando livrarias e catálogos à procura daquilo que devia ser uma obra admirável que ele ansiava ler; e contou-me como, uma tarde em que fazia o seu caminho pelo centro da cidade, tomou um atalho para a Grand Central Station, subiu o lanço de escadas que leva à Vanderbilt Avenue, e viu de repente uma jovem ao lado do friso de mármore com um livro à frente dela: o mesmo livro que ele tão desesperadamente tentava encontrar. 

Embora não tivesse por hábito dirigir a palavra a desconhecidos, R. estava demasiado atordoado pela coincidência para ficar calado. “Acredite ou não”, disse à jovem, “tenho andado à procura desse livro por toda a parte.” 

“É maravilhoso”, respondeu a jovem, “acabei agora mesmo de o ler.” 

“Sabe dizer-me onde poderei encontrar outro exemplar?”, perguntou R. “Não consigo explicar-lhe o que isso significaria para mim.” 

“Este é para si”, respondeu a mulher. 

“Mas é seu”, replicou R. 

“Era meu”, disse a mulher, “mas agora já acabei de o ler. Vim aqui hoje para lho dar”.”

[45]

14 Julho, 2003 at 7:15 pm

"BLOGOSFERA"

Ainda a propósito da tal “mini-revolução” provocada pelos “blogues”, escreve José Mário Silva no Blogue-de-Esquerda: 

“AVISO À NAVEGAÇÃO (ESCRITO APÓS UMA NOITE LONGA EM QUE NÃO CONSEGUI LER NEM METADE DOS BLOGUES QUE ME INTERESSAM). Caros bloggers, companheiros de armas, é escusado lutar contra a evidência: já ninguém consegue acompanhar, com a devida atenção, tudo o que se passa de importante neste mundo (a blogosfera) em que a Terra Incognita cresce mais depressa que a nossa capacidade de desenhar novos mapas. Eu tentei pôr-me à la page (horas a fio em frente ao ecrã) e não consegui. Pior, arrependi-me da tentativa inglória. Porque neste momento, há que dizê-lo, ou se lê ou se escreve. E eu quero escrever. É uma realidade dura (um pouco triste, mesmo) mas é a que temos.”

[44]

14 Julho, 2003 at 7:09 pm

"O CADERNO VERMELHO"

“Paul Auster tem mesmo um caderno vermelho, onde desde há anos regista os acontecimentos bizarros, as coincidências, os factos estranhos e outras inverosimilhanças de que algum dia tenha sido vítima, confidente ou testemunha. Em relatos de escassas páginas, por vezes mesmo de escassos parágrafos, podemos ler aqui, retiradas desse caderno, treze histórias arquibreves onde o autor se revela um coleccionador apaixonado (e algo inquieto) dos bons e dos maus momentos que a realidade lhe reservou. (…) Eis pois, ao dispor dos conhecedores, um caderno verdadeiro que é, ao mesmo tempo, uma fascinante miniatura do universo austeriano”.

[43]

14 Julho, 2003 at 7:57 am

"LE 14 JUILLET"

Não, é claro que não me esqueci; “Allons les enfants de la Patrie… le jour de gloire est arrivé…”. 

No “Dia nacional da França”, em que se cumprem 214 anos da Revolução Francesa, a minha referência vai – como não podia deixar de ser (e um pouco à imagem do “Dia nacional dos EUA”) – para uma história que representará para toda o sempre, um ideal de amizade: “Le Petit Prince”, de Antoine de Saint-Exupéry (datada de 1943). 

“Era uma vez um principezinho que vivia num planeta pouco maior do que ele e precisava de um amigo…”.

[42]

14 Julho, 2003 at 7:44 am


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