Archive for Abril, 2005

SAN MARTÍN (I)

José de San Martín nasceu a 25 de Fevereiro de 1778 em Yapeyú, na que actualmente é a província argentina de Corrientes, filho de um coronel, governador do departamento local.

Contudo, partiria ainda jovem para Espanha, onde estudou e militou no exército. Aí conheceria outros militares da América do Sul, despertando entre eles os sentimentos de promoção da independência.

Em 1811, renunciaria à carreira militar no exército espanhol, partindo de Inglaterra, em direcção ao Rio de la Plata, onde chegaria a 9 de Março de 1812, e onde se envolveria no movimento independentista americano.

Definiria como estratégia expulsar os espanhóis do território americano, promovendo a independência dos territórios vizinhos.

O governo independente de Buenos Aires encarregá-lo-ia de criar um corpo de combate que, em Fevereiro de 1813, venceriam, em San Lorenzo, as forças realistas, que haviam chegado por mar, com vários navios, desde o porto de Montevideo.

Em Janeiro de 1814, San Martín assumia o comando do Exército do Norte, após a sua derrota no Alto Peru (actual Bolívia).

Após ter conseguido a libertação da Argentina, com a proclamação da independência em 1816, San Martín continuaria a preparar o exército que, no ano seguinte, cruzaria os Andes para libertar o Chile.

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14 Abril, 2005 at 6:22 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (IX)

A anTUNiA – Tuna de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa nasceu em 23 de Novembro de 1993, registando já grande tradição musical no panorama das Tunas em Portugal, parte dela herdada da Tuna da F. C. T..

A anTUNiA aposta nas suas entradas em palco, sempre diferentes e divertidas, como forma de se dar a conhecer ao público, e de se distinguir das restantes Tunas, adoptando também caminhos musicais de alguma forma inovadores.

Participante em diversos Festivais de Tunas, por todo o país, conquistou já vários prémios, em diferentes categorias.

Em 1997 concretizou a ambição de editar o primeiro disco, com músicas originais e temas instrumentais clássicos.

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14 Abril, 2005 at 8:19 am

SIMÃO BOLÍVAR (III)

Contudo, apenas 4 países partipariam naquele Congresso. Ao invés, viriam a emergir conflitos separatistas internos, vindo a “Grande Colômbia” a desmembrar-se, iniciando-se em 1826 uma guerra civil.

Após conseguir uma reconciliação temporária, convocaria uma nova Assembleia em 1828; não concordando com as suas decisões, adoptaria uma atitude ditatorial, o que lhe traria uma crescente oposição, chegando mesmo a sofrer uma tentativa de assassinato.

Bolívar não conseguiria ter êxito no seu objectivo; em 1830, a Venezuela e Equador abandonariam a “Grande Colômbia”; em Abril desse mesmo ano, renunciaria ao poder, retirando-se para Santa Marta, na Colômbia, exilado da sua nação de origem, a Venezuela.

O “Libertador” das colónias espanholas da América do Sul, responsável pela criação de 5 países (Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador) – também apelidado de “George Washington” da América Latina – terminaria a sua caminhada na vida em Dezembro de 1830.

Apenas posteriormente veria a sua reputação ser reconhecida; não obstante as suas grandes ambições políticas, Bolívar era na verdade um idealista; após a morte, tornar-se-ia um “mito”, talvez o maior herói da história sul-americana.

[2208]

13 Abril, 2005 at 6:21 pm

"PORTUGAL ALÉM-MINHO"

Luar na Lubre, Fórum Lisboa, 8 Abril

“O concerto dos galegos Luar na Lubre no Fórum Lisboa tinha como grande curiosidade a apresentação da nova vocalista, a portuguesa Sara Vidal. Uma melancolia portuguesa já se estendia à Galiza, mas agora essa influência a sul é mais nítida: Sara Vidal, grande cantora (e que grande descoberta!), carrega a alma do fado. A intenção de sublinhar a influência portuguesa para melhor definir a identidade galega dos Luar na Lubre está mais consolidada. Mas o trunfo do triunfo na noite de sexta revelou como outro talento a sua perfeita integração nas canções da Galiza profunda (e na sua linguagem). Também ela, como qualquer um de nós, é um pouco galega.

Da tristeza à alegria, bastam uns segundos. E do norte sopram ventos de folia mais bárbara que dominam os instrumentais e que deviam convidar à dança da multidão se não fosse o empecilho das cadeiras que deixam o espectador na cómoda timidez. Também desfilaram harmonias outonais com a mesma proveniência celta (como a belíssima “Chove en Santiago”, baseada num poema galego de Garcia Lorca, ou “Tu Gitana”, de José Afonso), com aquele toque meio pop, meio ambiental. As imagens insípidas e meramente ilustrativas que não embelezavam o cenário e que serviam de suporte de retaguarda foram o único facto dispensável de todo o espectáculo.”

Texto: Gonçalo Palma

(jornal Blitz, 12.04.05)

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13 Abril, 2005 at 12:35 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (VIII)

A EUL – Estudantina Universitária de Lisboa foi fundada em 1992 por estudantes provenientes de várias Universidades de Lisboa; um grupo de 5 tunos, então membros da Tuna da Universidade Internacional, constituiu o núcleo fundador da EUL, fazendo a sua primeira apresentação num Festival de Tunas em Vila Real.

A antestreia da EUL deu-se na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, abrindo a segunda parte do concerto de Carlos Paredes (Novembro de 1992).

A primeira vez que se apresentou em palco em pleno foi na Gartejo, com o lançamento do disco “Serenata das Fitas” (Fevereiro de 1993), a que se sucederiam centenas de espectáculos.

O seu grande ex-libris seria o famosíssimo tema “A Mulher Gorda”.

Em Novembro de 1995, surgiria o seu segundo disco, “Vivá Paródia”, com o espectáculo de lançamento no Coliseu dos Recreios de Lisboa, com a presença especial da “madrinha” Amália Rodrigues.

Em 2003, seria editado o terceiro disco, “Em Viagem”.

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13 Abril, 2005 at 8:17 am 2 comentários

SIMÃO BOLÍVAR (II)

Retornado à América do Sul, reagrupando as suas forças, atravessaria a cordilheira dos Andes, conquistando Bogotá (com a vitória na Batalha de Boyaca, em 7 de Agosto de 1819) e proclamando a República da Colômbia (união da Venezuela e Nova Granada), de que seria eleito presidente.

Em 1821, libertaria a Venezuela na Batalha de Carbobo, enquanto um dos seus oficiais, Antonio José de Sucre, libertava o Equador na Batalha de Pichincha (em Maio de 1822).

Lideraria também, em 1824, as Guerras de independência do Peru e Alto Peru (que, em sua homenagem, viria a chamar-se Bolívia), vindo a acumular a chefia do Peru com a Presidência da Colômbia e da Bolívia.

Em 1826, no Congresso dos Estados Libertadores, propôs a reunião de todas as nações numa única Confederação, inspirando-se nos Estados Unidos da América, ambicionando também transformar-se no maior estadista sul-americano.

Aliás, a Venezuela, Colômbia e Equador, constituíam já a República da Grande Colômbia, sob a sua presidência.

[2205]

12 Abril, 2005 at 6:20 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (VII)

A TUCPP – Tuna da Universidade Católica Portuguesa – Porto surge na sequência da reunião de um grupo de estudantes da Universidade, em meados de 1989, visando fomentar a música, a tradição e a boémia académica.

Apresentar-se-ia pela primeira vez em Dezembro de 1989, sob o nome de “Mendes Harmónica Trio”.

Nasceria “oficialmente” em 30 de Março de 1990, apadrinhada pela Tuna de Engenharia da Universidade do Porto, agrupando estudantes em especial das Faculdades de Direito, Ciências Económicas e Empresariais, Teologia e da Escola Superior de Biotecnologia e Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

Defensora da tradição, rigor e seriedade do traje académico, é uma Tuna exclusivamente masculina, tendo não obstante apadrinhado algumas Tunas femininas da cidade do Porto.

O seu repertório abrange desde a canção brejeira e alegre até à serenata romântica e apaixonada.

Fez também digressões de sucesso pelo estrangeiro, visitando a Espanha, Irlanda, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Itália, Alemanha).

Representou também Portugal na Expo 2000, Exposição Mundial em Hannover, a convite da Comissão do Pavilhão de Portugal.

Organiza também, desde 1998, com periodicidade bianual, Festival internacional de Tunas, designado “Padrecos”.

Gravou também já alguns discos, nomeadamente “In Vino Virilitas”, “O Porto É…” e “Candeias de Saudade”.

[2204]

12 Abril, 2005 at 8:25 am

AFIXE

Há um ano, nascia o Afixe.

Parabéns pelo primeiro aniversário e votos de continuação do excelente trabalho.

[2203]

12 Abril, 2005 at 12:11 am 1 comentário

SIMÃO BOLÍVAR (I)

José Antonio de la Santíssima Trindad Simón Bolívar y Palácios nasceu em 1783 em Caracas, no território da Venezuela, de origem basca, tendo vivido alguns anos em Espanha e França, acompanhando os movimentos revolucionários, tendo sido educado por um discípulo de Jean-Jacques Rousseau.

Após ter passado por Roma, onde prometeu consagrar a sua vida à causa da Independência Americana, regressaria à Venezuela em 1807, iniciando então as suas actividades anti-coloniais.

Em 1813, o seu exército entrava em Caracas, onde seria recebido como libertador; contudo, a forte oposição com que se deparou, obrigou-o a refugiar-se, primeiro na Jamaica e, de seguida, no Haiti.

Regressaria à América no ano seguinte. Não obstante, face aos avanços dos realistas, viria ainda a ter de refugiar-se novamente, em Cartagena das Índias e, depois, a regressar à Jamaica, onde escreveria (em 1815) a “Carta da Jamaica”, em que advoga a emancipação americana, sob a égide da “Grande Colômbia”.

[2202]

11 Abril, 2005 at 6:17 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (VI)

A TUP – Tuna Universitária do Porto (integrante do “Orfeão Universitário do Porto”) tem uma longa história, que remonta ao Século XIX, tendo-se apresentado já no longínquo ano de 1891 em Salamanca e Madrid.

Em 1899, participou nas comemorações do primeiro centenário do nascimento de Almeida Garrett.

No ano de 1912, surgia o Orpheon Académico do Porto, para, na década de 20, a Tuna e o Orfeão se agruparem sob a denominação “Tuna e Orfeão Académico do Porto”. Em 1922, em digressão em Espanha, seriam recebidos pelo Rei de Espanha.

Em 1937, tomaria a designação de Tuna Universitária do Porto, passando então a admitir apenas alunos da Universidade do Porto.

Adoptaria, em 1961, o nome de Tuna do Orfeão Universitário do Porto; editaria em 1962 o seu primeiro disco, de que se destaca o tema “Amores de Estudante”.

Em meados da década de 80, os antigos orfeanistas que interpretavam o tema “Amores de Estudante” retomavam a Tuna Universitária do Porto.

Em 1987, coincidindo com as comemorações dos 75 anos do Orfeão Universitário do Porto, realiza-se o I FITU – Festival Internacional de Tunas Universitárias Cidade do Porto, que assumiria papel relevante na explosão de Tunas e Festivais que se verificaria por todo o país.

Em 1991, grava o álbum “Acordes, Harpejos… Tainadas e Beijos”. Novos CD seriam editados a propósito de edições subsequentes do FITU, com destaque para – no ano de 1997 –, o álbum “FITU, uma década, uma história”.

Em 1999, a TUP interpreta o tema “Timor”, na “Festa de Natal e Solidariedade com Timor”, da Rádio Renascença, tema que interpretaria também no doutoramento “honoris causa” conferido pela Universidade do Porto a Xanana Gusmão, Ramos Horta e D. Ximenes Belo.

A TUP venceu já vários Festivais, inclusivamente no estrangeiro (onde se apresentou, nomeadamente, em Espanha, França, Suiça, Holanda, Grécia, Inglaterra, Alemanha, Polónia, Angola, Moçambique, Cabo Verde, África do Sul, China, Índia, Malásia, Tailândia, Hong-Kong, Brasil, Venezuela, EUA e Argentina.

[2201]

11 Abril, 2005 at 12:35 pm

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