Archive for 4 Janeiro, 2005

CRISTÓVÃO COLOMBO (II)

Em 1485, já viúvo, fixa-se em Espanha com o filho Diego, vindo a conhecer, em Córdoba, Beatriz Enríquez, de quem teria o filho Fernando, posteriormente um dos seus biógrafos.

Também em Espanha, não foi inicialmente bem sucedido na sua tentativa de levar por diante o projecto da sua vida. Conheceria então, em Palos, Martím Alonso Pinzón, posteriormente seu aliado na expedição que o levou a descobrir a América, o qual assumiria um papel relevante na obtenção das embarcações utilizadas na viagem: as caravelas Niña e Pinta e a nau Santa Maria.

Finalmente, em 1491, conseguiria obter o apoio dos “Reis Católicos”, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, conseguindo ainda assegurar alguns privilégios, como o de se tornar vice-rei das terras a conquistar, assim como de receber um décimo das riquezas que encontrasse.

A 3 de Agosto de 1492, partia do porto de Palos a expedição, composta por uma tripulação de cerca de 90 homens condenados, não incluindo qualquer representante religioso.

Fariam uma paragem forçada nas Ilhas Canárias, para reparar danos na caravela Pinta, retomando, em 6 de Setembro, a sua rota, a qual seria alterada a 7 de Outubro, por sugestão de Pinzón, dirigindo-se a Sudoeste.

Ao longo da viagem, foi aumentando o descontentamento da tripulação, tendo associado elevado risco de motim, com os tripulantes a exigir o regresso a Espanha.

[1960]

4 Janeiro, 2005 at 6:02 pm

LIVRARIA BUCHHOLZ

A Livraria Buchholz, lugar de referência do nosso (pequeno) universo cultural encontra-se em situação financeira difícil, apelando a todos quantos a frequentaram que a voltem a visitar.

“A Buchholz é uma livraria com história. Foi fundada em 1943 pelo livreiro alemão Karl Buchholz, que deixou Berlim depois da sua galeria de arte e livraria terem sido destruídas pelos bombardeamentos. A actividade de Buchholz era incompatível com o regime de Berlim, nomeadamente a venda de autores considerados proscritos, como Thomas Mann. No entanto, a relação de Buchholz com o regime era algo dúbia pois tanto compactuava em manobras de propaganda alemã como salvava da fogueira obras de Picasso e Braque, condenadas pela fúria nazi.

No início, a livraria estava situada em Lisboa na Avenida da Liberdade e só em 1965 se instalou na rua Duque de Palmela. O interior foi projectado pelo próprio livreiro ao estilo das livrarias da sua terra natal. O espaço estende-se por três andares unidos por uma escada de caracol, com recantos e sofás que proporcionam uma intimidade dos leitores com os livros. A madeira das escadas, chão e estantes torna o espaço acolhedor e agradável. Durante os anos 60, a tertúlia artística lisboeta – entre eles, Escada, Noronha da Costa, Eduardo Nery e Malangatana -, passou pela cave da Buchholz que funcionou como galeria até 1974. Hoje, a galeria continua a ser uma referência cultural com um público fiel que preza o espaço de convívio que a livraria sugere. A selecção dos títulos é vasta e inclui várias áreas: artes, ciência, humanidades, literatura portuguesa e estrangeira, livros técnicos e infantis, na cave funciona uma secção de música clássica e etnográfica. Apesar de não ser especializada em nenhuma área, a secção dedicada à ciência política é frequentada por muitos políticos da nossa praça. A Buchholz acolhe ainda eventos especiais como lançamentos de livros, sessões de leitura, e o “Domingo Especial” que são os saldos anuais da livraria, uma vez por ano, no último domingo de Novembro. Na Buchholz on-line pode percorrer as estantes da livraria sem sair de casa e ainda encomendar livros nacionais e alguns estrangeiros.”

Lisboa, R. Duque de Palmela, 4
Telefone – 213170580

(Recebido via e-mail)

[1959]

4 Janeiro, 2005 at 1:55 pm 1 comentário

MEMÓRIA DE 2004 (III)

As “coisas boas” de 2004 acabariam por girar sobretudo à volta do desporto, tendo como núcleo central o EURO 2004, a par de outras grandes manifestações desportivas mundiais, os Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos, em Atenas.

12.06.04 – 04.07.04 – O período do EURO 2004 proporcionou o “renascer” do orgulho nacional, com uma verdadeira mobilização e mesmo euforia nacional, com milhares e milhares de bandeiras de Portugal desfraldadas ao vento, das maiores cidades aos recantos mais recônditos do país. No aspecto desportivo, Portugal alcançou o maior feito de sempre em termos colectivos, sagrando-se vice-campeão da Europa. Mas também a organização da prova seria elogiada internacionalmente, considerando-se o melhor Campeonato da Europa de sempre.

26.05.04 e 12.12.04 – O F. C. Porto volta ao topo do mundo: campeão nacional, sagrar-se-ia, em Maio, em Gelsenkirchen, Bi-Campeão Europeu, batendo claramente o Monaco por 3-0, no termo de uma campanha quase perfeita de rigor, organização e competitividade. Já no final do ano, em Dezembro, conquistaria, também pela segunda vez, a Taça Intercontinental, frente ao campeão da América do Sul, o Once Caldas, da Colômbia.

13 a 29.08.04 – A delegação portuguesa aos Jogos Olímpicos de Atenas alcançaria a melhor prestação de sempre, traduzida, não só nas 2 medalhas de prata alcançadas por Francis Obikwelu e Sérgio Paulinho e na medalha de bronze de Rui Silva, mas também no número de posições entre os 8 primeiros classificados.

17 a 28.09.04 – Nos Jogos Paralímpicos, os atletas portugueses, verdadeiros heróis no desporto e na vida, conquistariam um total de 12 medalhas: 2 de ouro, 5 de prata e 5 de bronze.

Râguebi – Portugal sagrar-se-ia, num feito inédito, campeão do Torneio Europeu das Nações, com 9 vitórias em 10 jogos, assumindo assim a 7ª posição no ranking europeu, imediatamente após os participantes no “mítico” torneio das 6 nações (Inglaterra, França, Irlanda, P. Gales, Escócia e Itália).

19.11.04 – Com a aprovação do Parlamento Europeu, Durão Barroso assumia funções como Presidente da Comissão Europeia, sucedendo a Romano Prodi, tornando-se no 11º Presidente da história da instituição.

01.05.04 – A União Europeia concretizava o maior alargamento da sua história, passando de 15 a 25 países membros, com a extensão a leste, do Báltico ao Mediterrâneo: Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Hungria, Chipre e Malta. Passa a abranger um universo de 380 milhões “cidadãos europeus”. A 29 de Novembro, a União Europeia dava mais um importante passo, com a assinatura, em Roma, do Tratado da Constituição Europeia (que unifica e substitui um conjunto de tratados aprovados desde o início do processo de integração europeia, nos anos 50 do século passado), o qual carece ainda de ratificação pelos 25 Estados-membros.

[1958]

4 Janeiro, 2005 at 8:30 am


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