Archive for 26 Janeiro, 2005

BENFICA 10 SPORTING 9

Benfica

Dezanove golos (!) na grande festa do futebol, na festa da Taça!

Uma vitória feliz do Benfica, premiando o seu esforço em busca dessa felicidade.

Um início verdadeiramente alucinante, com o Benfica a entrar no jogo praticamente a ganhar, com o primeiro golo de Geovanni aos 3 minutos; rapidamente o Sporting, provando ter melhor conjunto, daria a volta ao resultado com golos de Hugo Viana (13 minutos) e Liedson (16 minutos). O Benfica chegaria ao empate aos 22 minutos, novamente num lance de “bola parada”, de novo numa recarga de Geovanni.

Com um meio-campo dominador (com Rochemback, Hugo Viana, Sá Pinto, Pedro Barbosa e Custódio), o Sporting encarou o jogo com o objectivo na vitória. Não o conseguiria, principalmente devido à substituição forçada, com a saída de Custódio, obrigando Rochemback a recuar no terreno.

Esse seria o factor decisivo que, conjugado com a atitude de “sacrifício” dos incansáveis Petit e Manuel Fernandes (a colmatar a quase “ausência do jogo” de Bruno Aguiar) e o “tempero” de génio de Simão Sabrosa permitiria ao Benfica reequilibrar o jogo e fazer deste encontro talvez a partida mais vibrante dos últimos anos, num magnífico espectáculo de futebol, com duas equipas a jogar “aberto”, na busca da vitória, sem que nenhuma delas conseguisse contudo voltar a marcar no tempo regulamentar, não obstante algumas oportunidades desperdiçadas.

Já no prolongamento, o Sporting ficaria reduzido a 10 (expulsão de Hugo Viana por “agressão” a João Pereira, que, contudo, teve uma atitude pouco ética, exagerando na simulação da gravidade da agressão), mas, não obstante, numa arrancada fenomenal de Paíto (iniciada em falta?), desde o seu meio-campo até à baliza do Benfica, faria o 2-3, aos 110 minutos.

Quando tudo parecia perdido, Simão resolveu levar o jogo para os pontapés da marca de grande penalidade, a 4 minutos do fim do prolongamento, com um fantástico golo de meia-distância, colocando o resultado final em 3-3.

Nos ditos pontapés (14), nenhum dos guarda-redes conseguiu uma defesa; ao 14º, Miguel Garcia, rematando à barra, dava a vitória ao Benfica por 7-6 (10-9 no total!), que assim avança para os 1/4 final da Taça de Portugal, prova cujo título procura revalidar.

Parabéns às duas equipas pelo magnífico espectáculo, de entrega, com belos golos, vibrante de emoção, mostrando que o futebol português está vivo. O Benfica, “fazendo das fraquezas forças”, fez por merecer o prémio desta vitória.

P. S. Parabéns também a José Mourinho (parece que vamos ter de começar a falar dele “todos os dias”), no dia em que completa o seu 42º aniversário, com a “prenda” de uma vitória em Old Trafford, sobre o Manchester United, por 2-1, que o coloca na sua primeira final em Inglaterra, a final da Taça da Liga, a disputar com o Liverpool.

[2015]
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26 Janeiro, 2005 at 11:35 pm 2 comentários

JAMAICA

A Jamaica é a terceira maior ilha das Caraíbas. Localiza-se cerca de 1000 km a sul da Florida, 160 km a sudoeste do Haiti e 145 km a sul de Cuba.

Cristóvão Colombo aportou em Discovery Bay, na costa norte, a 4 de Maio de 1494, na sua segunda viagem ao Novo Mundo, descrevendo-a como a “mais bela ilha que os olhos jamais viram”. Na época, chamava-se Xaymaca (“Terra da Madeira e da Água”), nome dado pelos índios que a habitavam.

O primeiro povoado espanhol foi fundado na costa norte em 1510, tornando os índios escravos. Os ingleses tomaram a Jamaica à Espanha em 1655, tornando a ilha no maior produtor mundial de açúcar, recorrendo a milhares de escravos da África ocidental, que apenas em 1834 alcançariam a liberdade. A Jamaica viria a ser a primeira colónia britânica das Caraíbas a alcançar a independência, em 1962.

A capital localiza-se em Kingston. O país tem uma superfície de 10 990 km2, dispondo de uma população de cerca de 2 500 000 habitantes.

É uma ilha montanhosa, com o ponto mais alto do país, Blue Mountain Peak, a 2256 m de altitude.

É mundialmente famosa a música popular jamaicana, o “reggae”, de influência indígena e afro-americana.

A nível económico, destaca-se o turismo, a agricultura, a pesca, a produção de café e a extracção de bauxite.

[2014]

26 Janeiro, 2005 at 6:46 pm

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1985

No dia 6 de Outubro de 1985, dá-se então uma verdadeira e surpreendente revolução na sociologia eleitoral portuguesa, com a chegada de um novo partido a ocupar o espaço entre o PS e o PSD, praticamente dividindo ao meio o eleitorado do primeiro.

O PRD, liderado por Hermínio Martinho, acompanhado por personalidades conceituadas como Medeiros Ferreira, José Carlos Vasconcelos, Magalhães Mota e Marques Júnior (mas tendo como figura “tutelar” o Presidente da República Ramalho Eanes, com a esposa, Manuela Eanes, a ser o principal rosto na campanha eleitoral) surgia de forma meteórica (e assim viria a desaparecer, praticamente sem deixar rasto), tendo por lema “moralizar a vida política do país”, propondo um “Contrato do Deputado”, com uma perspectiva de cariz mais ético que político (cuja orientação era pouco mais que difusa), sem conteúdo programático claramente definido.

Nas eleições mais disputadas de sempre em Portugal, de alguma forma surpreendentemente, e beneficiando da divisão do eleitorado tradicional socialista, o PSD – conseguindo fazer jogar a seu favor a duplicidade de, tendo estado no Governo desde 1979, actuar, em função da mudança de líder, como “oposição” – alcançava a vitória (a sua primeira vitória “individual” de sempre), sem sequer atingir 30 % dos votos (elegendo 88 deputados); seria a primeira de muitas vitórias de Cavaco Silva.

O PS – obrigado a assumir sozinho a responsabilidade pela política governamental do “Bloco Central” – “batia no fundo”, com 20,8 % e apenas 57 deputados, abissalmente distante da maioria absoluta e dos 43 % que o seu novo líder (Almeida Santos) solicitara na campanha eleitoral, ironicamente perdendo… 43 % do eleitorado que, apenas dois anos e meio antes, votara socialista.

Por seu lado, o fulgurante PRD, na sua primeira experiência eleitoral, escassos meses após a sua formação, quase chegava aos 18 %, fazendo eleger 45 deputados.

A APU continuava a sua lenta mas inexorável queda – não obstante continuar ainda a resistir “estoicamente” –, baixando para 15,5 % e 38 deputados eleitos.

O CDS, pela primeira vez desde 1975, ficava ligeiramente abaixo da barreira dos 10 %, reduzindo a sua representação parlamentar para 22 deputados.

A abstenção atingia o mais elevado nível desde o 25 de Abril, atingindo cerca de 25 %; nos actos eleitorais seguintes, acentuar-se-ia a tendência de afastamento dos portugueses da responsabilidade de eleger os seus representantes democráticos.

[2013]

26 Janeiro, 2005 at 8:23 am


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