Archive for 3 Janeiro, 2005

CRISTÓVÃO COLOMBO (I)

Colombo Supõe-se que Cristóvão Colombo tenha nascido em Génova, Itália, cerca de 1451, filho de Domenico Colombo, artesão e tecelão em Génova, não sendo conhecidas muitas informações sobre os seus primeiros anos de vida, julgando-se que não tenha adquirido uma formação escolar muito desenvolvida.

Cedo iniciou as suas experiências no mar, iniciando-se como marinheiro aos 14 anos, viajando pela Europa e pela costa africana, chegando até à Guiné.

Em 1476, naufragou na costa portuguesa, ao largo do Algarve, aportando a Lagos, de onde partiram vários exploradores de África. Estabelecer-se-ia então em Lisboa, onde já vivia o seu irmão Bartolomeo.

Em 1480, casaria com Filipa Moniz, a filha do navegador Bartolomeu Perestrelo (donatário da ilha do Porto Santo), aí se fixando. Na biblioteca do sogro, estudaria as rotas marítimas. Adquiriria então conhecimentos ligados à navegação e à cartografia, havendo quem defenda que foi Portugal que fez de Colombo, “Colombo”, ao reunir às suas características de navegador mediterrânico (na tradição genovesa e catalã), o conhecimento português do Atlântico.

Começava então a desenvolver o projecto de chegar à Índia por mar, navegando sempre para ocidente, antevendo a forma esférica da Terra. Apresentou o seu projecto ao Rei de Portugal, D. João II, que, não dando crédito às ideias de Colombo, resolveu não o apoiar na sua expedição.

Durante muitos anos, procurou obter financiamento em Portugal, mas o projecto português passava pela descoberta de uma nova rota para o Oriente contornando África.

[1957]

3 Janeiro, 2005 at 6:11 pm

MEMÓRIA DE 2004 (II)

O ano de 2004 ficou, também a nível nacional, marcado por alguns acontecimentos negativos, de que aqui destaco:

09.06.04 – Morte de Sousa Franco em plena campanha eleitoral, após incidentes na lota de Matosinhos.

Incêndios – Um ano depois, o flagelo dos incêndios voltou a assolar o país, colocando em evidência a inexistência de um plano estratégico de prevenção, a falta de condições dos bombeiros e a ineficácia dos meios de salvamento, não obstante os efeitos terem sido de alguma forma minorados por condições climatéricas não tão adversas como as de 2003.

Crise no Governo – Após a indigitação de Durão Barroso para candidato a Presidente da Comissão Europeia, o Presidente da República nomearia como Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes, vice-presidente do partido. Sem conseguir corresponder nunca ao pressuposto de manutenção da estabilidade política, que fora a justificação da sua nomeação, o Primeiro-Ministro acabaria por ser confrontado, 4 meses depois, com a decisão da dissolução do Parlamento.

Processo “Casa Pia” – Depois de uma aparentemente infindável série de polémicas, teria finalmente início, em Dezembro, o julgamento do processo Casa Pia. As incoerências e inconsistências de toda a fase processual prévia, passando pela aplicação e posterior anulação ou redução das medidas de coacção aplicadas aos arguidos, assim como o atribulado início do julgamento, continuam a fazer recear que não venha a ser possível fazer cabal justiça.

06.10.04 – Demissão de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI. Na sequência de uma intervenção do Ministro Rui Gomes da Silva, contestando o perfil da intervenção televisiva semanal de Marcelo Rebelo de Sousa (“sem contraditório”) e de uma reunião com o Presidente da televisão (Miguel Paes do Amaral), o Professor, alegando ter sofrido pressões, considerou que não estavam reunidas as condições para a continuidade do programa.

Foi também o ano em que nos deixaram algumas figuras de destaque na vida portuguesa, desde o genial Carlos Paredes, à grande poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, mas também de dois homens de televisão que quase víamos como integrando a “nossa família”, Fialho Gouveia e Henrique Mendes; partiram também Jacinto Ramos, Thilo Krassman, António Champallimaud, Maria de Lurdes Pintassilgo e, com um desfecho trágico que emocionou o país, em directo na televisão, a morte no estádio do jovem Miklos Féher.

[1956]

3 Janeiro, 2005 at 12:32 pm

MEMÓRIA DE 2004 (I)

2004 foi um ano que não deixa muitas saudades, tantos os destaques negativos a relembrar, iniciando com os factos de maior relevo a nível internacional:

26.12.04 – Maremoto na Ásia – Na sequência do maior sismo das últimas quatro décadas (atingindo entre 8,9 a 9,0 graus na escala de Richter), com epicentro no mar, próximo da costa oeste da ilha de Sumatra, provocando um número indeterminado de vítimas, cuja contagem provisória se aproxima já das 150 000.

Darfur – Mais de 70 000 mortos e cerca de dois milhões de refugiados são os números decorrentes da tragédia humanitária que afecta o Sudão, já desde o ano de 2003, na sequência de um conflito étnico, que opõe a população árabe à população negra.

11.03.04 – Atentados em Madrid – Um triplo atentado bombista – atribuído à Al-Qaeda – nas estações de comboios de Atocha, El Poco e Santa Eugenia, provocou cerca de 200 mortos.

01.09.04 – Massacre na Escola de Beslan – Um grupo de 30 terroristas tchetchenos tomou de assalto a escola de Beslan, na Ossétia do Norte, resultando na morte de 323 pessoas, cerca de metade das quais crianças, no pior sequestro de sempre na Rússia.

Iraque – Os efeitos da guerra prolongam-se indefinidamente, com constantes atentados de grupos radicais islâmicos, praticamente a cada dia que passa, colocando o país em estado de emergência.

11.11.04 – Com o anúncio oficial da morte do líder da autoridade palestiniana Yasser Arafat, o processo de paz no Médio Oriente continua a parecer um objectivo distante.

Foi também o ano em que partiram algumas figuras marcantes a nível internacional, de aqui recordo: Christopher Reeve (o inesquecível “Super-Homem”), Marlon Brando (o “mais charmoso” e talvez melhor actor de cinema de sempre), Henri Cartier-Bresson, Ray Charles, Serge Reggiani e, bem recentemente, Susan Sontag.

[1955]

3 Janeiro, 2005 at 8:17 am


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