Archive for 29 Janeiro, 2004

EQUADOR (IV)

.No meio da azáfama daqueles dias, recebeu a certa altura a visita de David, que se fez anunciar protocolarmente. Tinham jantado os três, em casa de Luís Bernardo, dois dias depois de ele ter recomeçado a trabalhar. À vista, fora só um jantar de amigos que celebravam o restabelecimento de um deles: David trouxera até uma garrafa de champagne francês, uma Veuve Clicquot a que Luís Bernardo, por conselho médico, não pôde fazer as devidas honras.

Ficaram os três à conversa até cerca da meia-noite, no terraço, com a mesma desprendida intimidade que sempre tinham tido, desde que as circunstâncias os tinham ali reunido e rapidamente tinham percebido que a amizade entre eles era uma forma de resistência e de ajuda mútua de que nenhum queria prescindir. David fez quase todas as despesas da conversa, falando da Índia e até, coisa rara, do seu governo no Assam. Luís Bernardo estava fascinado e, ao mesmo tempo quase angustiado, com a sua própria capacidade de estar ali a escutá-lo, ao lado de Ann, e de continuar a gostar de o ouvir, de conversar com ele, de ser seu amigo, de manter com ele uma relação de homens com idades e interesses semelhantes, ao mesmo tempo que por dentro ardia no fogo daquilo que mais violentamente pode separar dois homens: a paixão pela mesma mulher..

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29 Janeiro, 2004 at 7:05 pm

"VÉU ISLÂMICO"

Em França, vão agitados os tempos no que respeita ao uso em público de símbolos religiosos, avolumando as tensões latentes entre vastas comunidades emigrantes.

Em Paris, 20 000 mulheres manifestaram-se recentemente, com os cabelos cobertos por véus tricolores, afirmando: “Também somos Franceses!”.

A motivação da proposta de lei sobre a ostentação de sinais religiosos – de iniciativa presidencial, ontem aprovada em Conselho de Ministros, a discutir no Parlamento já em Fevereiro -, atinge, em primeira análise, os 5 milhões de muçulmanos habitando em França: visa banir os sinais e roupas que manifestem “ostensivamente” a confissão religiosa, nas escolas e estabelecimentos públicos; desde logo, os tradicionais véus islâmicos, mas, também, os crucifixos de “grandes dimensões” (qual a medida aceitável?…) e o “kipa” dos judeus e, até, as “próprias barbas religiosas” (!?) – afectando, em teoria, e genericamente, também os católicos e judeus.

Numa época em que as intolerâncias religiosas grassam e são utilizadas como “arma de arremesso” a nível mundial, qual o objectivo de colocar, desta forma tão inútil, “sal nas feridas”? Será “dar razão” e protagonismo aos movimentos mais radicais.

[955]

29 Janeiro, 2004 at 8:56 am

"A TEMPESTADE"

Com interpretação de André Gago, Diogo Infante e Sandra Faleiro, peça de teatro de William Shakespeare, a partir de hoje, e até 31 de Janeiro, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.

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29 Janeiro, 2004 at 8:00 am


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