"RETENÇÃO" vs. "PROMOÇÃO AUTOMÁTICA" (I)

15 Outubro, 2003 at 7:12 am 2 comentários

A “retenção” escolar (como agora se chama à reprovação, vulgo “chumbo”) poderá constituir um antídoto para fazer face ao insucesso?

Ou será, como defendem investigadores do fenómeno, um instrumento dispendioso e ineficaz no plano pedagógico?

Apercebida também como uma forma de “sanção”, deverá ser limitada a casos muito específicos? Aplicável apenas no final de cada ciclo escolar? Ou, em cada ano do percurso escolar?

Poderá – considerando o grau de subjectividade da apreciação / avaliação de professores, com diferentes critérios ou gradações – ter eventualmente um carácter de injustiça?

Terá como consequência “fazer perder um ano na vida dos alunos”? Será um factor penalizador, quer em termos escolares, quer a nível psicológico (podendo, no limite, ser mesmo traumatizante, com perda de auto-estima, sobretudo quando acontece de forma precoce), contribuindo também, de forma significativa, a prazo, para o abandono do sistema escolar?

O custo da “retenção” (por via da repetição de ano) poderia ser, alternativamente, aplicado de forma mais “produtiva”?

Face a estes casos, a solução será, não a “reprovação maciça”, mas, preferencialmente, o trabalho em pequenos grupos ou o acompanhamento individual?

Na generalidade, os países do Norte da Europa, como a Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, mas também o Reino Unido e a Irlanda (como, noutra área, o Japão) são contrários à adopção da política de “retenção”, praticando a promoção automática (“passagem de ano”), com um sistema de acompanhamento dos alunos em maior dificuldade.

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2 comentários

  • 1. Socio[B]logue  |  15 Outubro, 2003 às 12:00 pm

    Olá Leonel.. Boa mudança… Estou a gostar (muito) deste «upgrade». 🙂

  • 2. Mário  |  15 Outubro, 2003 às 10:24 pm

    A questão é complexa, mas parece-me que dada a massificação do ensino, o ministério da Educação optou claramente por “facilitar” a passagem dos alunos até ao fim da escolaridade obrigatória, para fazer boa figura nas estatísticas. Mas essa estratégia é desastrosa, porque faz com que possam ingressar nas faculdades, alunos muito mal preparados, sem hábitos de estudo e pensamento. Mesmo os outros que não quiserem candidatar-se, fraca preparação académica terão para a sua vida.


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