“TOMAR", DE JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA (VII)
6 Junho, 2006 at 8:53 am Deixe um comentário
“Nos paços henriquinos, necessariamente adaptados, viveu D. Manuel, duque de Beja, administrador da Ordem por sucessão de irmão e pai; e também ao rei que foi, depois ficou devendo Tomar um novo e notável progresso. Ele dedicou-se à vila, corrigiu-lhe o curso do rio, deu-lhe casas de Câmara na Praça de S. João Baptista (que seria de D. Manuel), absorvendo as «boticas» da feira e com pelourinho defronte, e um hospital centralizado da Misericórdia, em 1520, na linha de assistência que sua régia irmã criara – e uma nova carta de foral em 1510.
«Ferrarias» no Prado, para fabrico de armamento, já antes de 1504, lagares e moinhos, celeiros e adegas foram ainda mandados construir por D. Manuel – e «d’El Rei» muitas dessas construções foram, por gratidão e hábito, chamadas pelos tomarenses, até aos dias de hoje. E a importante ponte da vila foi igualmente renovada por ele.
Também então o Convento de Cristo recebeu obras que lhe definiram o estilo dito muito mais tarde «manuelino», e logo na célebre janela que o simboliza.”
Tomar – «Thomar Revisited», José-Augusto França, Editorial Presença, 1994, pp. 16, 17
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