Archive for Julho, 2006

CENTENÁRIOS

O ano de 2006 é motivo de evocação do centenário do nascimento de alguns grandes vultos da história da arte, ciência e da cultura em Portugal: Fernando Lopes-Graça, Rómulo de Carvalho, Agostinho da Silva e Thomaz José de Mello (Tom).

Nos próximos dias (até final da semana), por aqui passarão algumas breves notas sobre as respectivas vida(s) e obra(s).

31 Julho, 2006 at 12:31 pm Deixe um comentário

"TOP DÉPART"

A propósito das férias, que estão aí a chegar, “Top Départ” é uma plataforma de blogues centrados na temática das viagens, com a possibilidade de adicionar fotos, vídeos, som, com uma apresentação personalizável. São já perto de 6 000 “diários”, de cerca de 130 países, e com mais de 60 000 fotos.

31 Julho, 2006 at 8:50 am Deixe um comentário

5 ANOS

Pai: 5 anos já de imensa saudade…

E a dor de ter de voltar a “reabrir esta ferida”, quando praticamente só em espírito existes… para sempre presente nas nossas mentes.

28 Julho, 2006 at 6:09 pm 2 comentários

PROTOCOLO DE QUIOTO (V)

Uma particularidade curiosa do Protocolo é a possibilidade da transacção de “quotas de poluição” (“comércio de emissões”): os países mais poluidores podem adquirir “licenças de emissão” (“créditos”) aos países (menos desenvolvidos) aos quais é tolerado aumentarem o seu actual nível de emissões de gases.

Inaugurou-se uma nova era, a da “Economia do Carbono”, como lhe chamou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território: a tonelada de carbono passou a ter uma cotação no mercado, e os custos ambientais das emissões de dióxido de carbono representam também um custo (social) a repercutir nos preços de todos os produtos e actividades.

Os países podem também aumentar os “créditos” de que dispõem por via da adopção de medidas que aumentem a capacidade do ambiente de absorver mais dióxido de carbono, como por exemplo a plantação de árvores, não obstante a União Europeia manter reticências sobre a quantificação do papel da florestação ou reflorestação.

Outro mecanismo previsto no Protocolo é o da “implementação conjunta”, com um determinado país a poder cumprir parte dos seus objectivos por via de acções desenvolvidas conjuntamente com outros Estados; os países envolvidos têm interesse em gerar créditos que, em 2012, serão objecto de certificação e repartição entre esses países.

Porém, o Protocolo de Quioto, sendo um passo vital no combate às alterações climáticas – e não obstante subsista o risco de as metas estabelecidas não virem eventualmente a ser cumpridas, até pelo peso relativo que os EUA assumem nas emissões poluentes em termos mundiais – não é, infelizmente, tão ambicioso como seria necessário…

Não constituirá mais que apenas uma pequena parte da resolução do problema; há especialistas que defendem que a redução necessária para limitar as consequências do aquecimento global deverá ser (em particular no caso do dióxido de carbono) superior a 50 %!

Vale a pena reflectir – seriamente – nisto…

E, já agora, procurando passar à acção, “10 coisas simples que pode fazer para combater as alterações climáticas” (via bioterra).

P. S. Para saber mais:

http://ecosfera.publico.pt/noticias2003/noticia3395.asp

http://dn.sapo.pt/2004/11/19/sociedade/protocolo_quioto_entra_vigor_a_de_fe.html

http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=68066&idCanal=309

http://jpn.icicom.up.pt/2005/11/28/protocolo_de_quioto_perguntas_e_respostas.html

http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=4057&iLingua=1

http://www.geocities.com/Augusta/7135/estufagasesde.htm

http://dn.sapo.pt/2006/06/06/economia/industria_portuguesa_de_reduzir_9_em.html

28 Julho, 2006 at 8:51 am Deixe um comentário

FLOYD LANDIS DOPADO NO "TOUR"?

A Phonak, equipa do vencedor do “Tour de France”, o estado-unidense Floyd Landis, anunciou que o teste realizado ao ciclista no final da 17ª etapa da prova (que venceu destacado, recuperando o tempo perdido na etapa precedente) no âmbito do controlo anti-doping deu resultado positivo, acusando um rácio de testosterona / epitestosterona superior a 4/1 (o mais normal nos humanos é um rácio de 1/1, sendo que algumas pessoas têm a característica de segregar índices anormais de testosterona).

Se a contra-análise confirmar o resultado do teste, deverá ser-lhe retirada a vitória na prova, tendo a equipa anunciado que, em tal caso, o ciclista seria alvo de despedimento.

Depois da exclusão de Ivan Basso e Jan Ullrich (2º e 3º classificados na edição do ano passado da mais importante prova de ciclismo mundial) da competição, na véspera do seu início, este poderá ser (mais) um rude golpe na credibilidade da modalidade.

27 Julho, 2006 at 5:45 pm 2 comentários

PROTOCOLO DE QUIOTO (IV)

No caso específico de Portugal – que era, em 1990, o país da União Europeia com menor emissão de dióxido de carbono “per capita” –, a meta passava, não pela imposição de uma redução, mas por uma limitação de crescimento até 27 %… que não estará a ser cumprida, estimando-se que o acréscimo das emissões poderá ascender, em 2010, a 49 %!

Actualmente, de acordo com o Plano Nacional de Alocação de Licenças de Emissões, a indústria portuguesa deverá reduzir as emissões de dióxido de carbono em 9 % entre 2008 e 2012.

O Governo português aprovou, em Junho de 2004, o Plano Nacional para as Alterações Climáticas, com políticas e medidas visando a redução das emissões em todos os sectores de actividade.

Foi também aprovado pelo Governo o regime jurídico que instituiu o Comércio de Emissões, tendo sido, por outro lado, isentados de Imposto Sobre Produtos Petrolíferos os biocombustíveis e aprovado um novo sistema tarifário para as energias renováveis, procurando viabilizar as novas energias renováveis (marés, ondas, biomassa e fotovoltaicas) e consolidar as mais desenvolvidas (eólica e hídrica). O regime de eficiência energética e qualidade do ar interior dos edifícios obriga à instalação de painéis solares para aquecimento em todos os novos edifícios.

27 Julho, 2006 at 8:51 am Deixe um comentário

PROTOCOLO DE QUIOTO (III)

Com base no argumento de que estes compromissos implicariam sérias repercussões negativas a nível económico, os EUA – responsáveis por cerca de ¼ das emissões de gases que se pretende reduzir – recusaram ratificar este Protocolo, abandonando as negociações em 2001; não obstante apoiarem a redução da emissão de gases, os EUA propõem-se fazê-lo voluntariamente e “sem compromisso”, por via de novas tecnologias. Posição similar foi adoptada por outro dos principais países “poluidores” da atmosfera (com uma importante indústria de carvão), a Austrália.

A Rússia, responsável por cerca de 17 % das emissões poluentes a nível mundial, ratificaria o Tratado em 18 de Novembro de 2004, permitindo assim atingir o mínimo de 55 % para que fosse adoptado internacionalmente (tendo a outra das condições – a da sua ratificação por pelo menos 55 países – sido já alcançada em 2002).

Por seu lado, os Estados-Membros da União Europeia (responsáveis por emissões de dióxido de carbono correspondentes a cerca de 24 % do total mundial) – impondo a si próprios metas ainda mais ambiciosas (com base na Decisão 2002/358/CE, de 25 de Abril de 2002) – deverão reduzir, em conjunto, as suas emissões de gases com efeito de estufa em 8 % entre 2008 e 2012. A União Europeia ratificou o Protocolo de Quioto em 31 de Maio de 2002.

26 Julho, 2006 at 8:50 am Deixe um comentário

PARABÉNS, MÃE!

25 Julho, 2006 at 6:05 pm Deixe um comentário

PROTOCOLO DE QUIOTO (II)

Os gases em causa são:

– dióxido de carbono (CO2 – proveniente principalmente da combustão de combustíveis fósseis)
– metano (CH4)
– óxido nitroso / protóxido de azoto (N2O)
– hidrofluorocarbonetos (HFC’s)
– hidrocarbonetos perfluorados (PFC’s)
– hexafluoreto de enxofre (SF6).

O “efeito estufa” consiste no aquecimento da atmosfera devido à absorção, reflexão e reemissão de radiações infra-vermelhas pelas moléculas destes gases, direccionando essa energia para a superfície terrestre.

Para alcançar os objectivos estabelecidos – no primeiro documento internacional a determinar limites concretos nesta luta contra as alterações climáticas –, os países desenvolvidos (30 dos países mais industrializados) obrigavam-se a reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, cerca de 5 % em relação aos níveis de 1990, no período de 2008 até 2012, por via de acções nas seguintes áreas:

– reformulação dos sectores de energia e transportes;
– promoção do uso de energias renováveis;
– limitação das emissões de metano;
– protecção de florestas.

25 Julho, 2006 at 8:49 am Deixe um comentário

PROTOCOLO DE QUIOTO (I)

As actividades humanas são responsáveis pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, contribuindo assim (pelo menos parcialmente) para as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global acelerado constatado no último século, uma séria ameaça que impende sobre o nosso planeta, também por via da subida do nível das águas do mar, que poderá vir a ter consequências catastróficas.

Visando tomar medidas para limitar as consequências do mais grave problema global na área do Ambiente, o “Protocolo de Quioto” é um Tratado Internacional adoptado naquela cidade japonesa em 11 de Dezembro 1997, cujas origens remontam a uma sequência de reuniões iniciada em 1988 com a “Toronto Conference on the Changing Atmosphere”, culminando com a Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, em 1992, no Rio de Janeiro; entrou oficialmente em vigor em 16 de Fevereiro de 2005.

Assinado por 39 países industrializados (dos 160 participantes nas negociações) – desde 16 de Março de 1998, tendo sido ratificado em 15 de Março de 1999 – tem por objectivo essencial lutar contra as alterações climáticas, com base numa acção internacional, passando pela assumpção de compromissos para a redução da emissão de determinados gases que provocam o efeito estufa (“aprisionando” o calor na atmosfera), considerado como causa do aquecimento global.

24 Julho, 2006 at 8:49 am Deixe um comentário

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