Archive for 18 Julho, 2006

AMBIENTE E "AQUECIMENTO GLOBAL" (V)

Consideram “Os Verdes” que o “desperdício e o crescimento descontrolado do consumo energético estão a provocar, por um lado, o esgotamento dos recursos fósseis e o aumento do efeito estufa com as consequentes alterações climáticas, e, por outro, o recurso à energia nuclear”.

Referem ainda assistir-se a “um aumento explosivo de emissões poluentes, com consequências na degradação da qualidade do ar que respiramos”.

E, ainda, que o processo de conversão/utilização de energia contribui em Portugal, com “cerca de 2/3 para o total das emissões de gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa”.

Consequentemente, defendem:

– A abolição do Tratado Euratom, “que visa a promoção da investigação na área da energia nuclear”, e a sua substituição por um Tratado que favoreça a racionalidade e a protecção ambiental;

– O gradual e definitivo abandono do recurso ao nuclear;

– O cumprimento por Portugal e restantes países do Protocolo de Quioto, no que respeita aos compromissos assumidos relativamente às emissões de Gases com Efeito de Estufa;

– A utilização de combustíveis menos poluentes e a definição de políticas que favoreçam as formas de transporte colectivo;

– A implementação efectiva de um Plano Nacional para as Alterações Climáticas;

– A criação de um sistema nacional que disponibilize em tempo útil informação actualizada, fidedigna e discriminada por tipo de fonte e de poluente quanto às emissões nacionais de Gases com Efeito de Estufa;

– A diversificação integrada das fontes energéticas primárias, aproveitando o actual grau de desenvolvimento de tecnologias que recorrem à utilização de energias alternativas, nomeadamente a eólica, solar, de marés, geotérmica e biomassa, e incentivando a sua implementação efectiva e alargada.

E, noutro âmbito, a necessidade de redução dos resíduos, quer na sua diversidade de componentes, quer na sua quantidade global, como primeira etapa da política dos três “erres”: Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Na política que preconizam, não há lugar para a incineração de resíduos, que significará “a transferência de poluentes para a atmosfera”.

18 Julho, 2006 at 6:06 pm Deixe um comentário

AMBIENTE E "AQUECIMENTO GLOBAL" (IV)

O Partido Ecologista “Os Verdes” nasceu em 1982, tendo por base a vontade de um grupo de cidadãos de promover uma intervenção ecologista mais activa na sociedade portuguesa.

Empenhados em alertar a opinião pública para os desafios ecológicos que então se colocavam a nível planetário, para os problemas de ambiente que também já se começavam a fazer sentir em Portugal e cientes ainda da urgência de encontrar respostas adequadas para os mesmos, “Os Verdes” fixaram como objectivo transportar estas preocupações para o mais alto nível institucional, em paralelo com o desenvolvimento de acções locais, a fim de contribuir para o crescimento da consciência ecologista dos cidadãos.”

Conforme expresso no seu Programa Político, consideram que os “modelos liberais e neo-liberais, que têm imperado no mundo, têm resultado no esgotamento e na delapidação dos recursos naturais”, dando origem, por outro lado, à produção de “resíduos de forma insustentada, lançando-os para o meio ambiente sem controlo, assim se contaminam os recursos hídricos, se esgotam os solos, se polui a atmosfera, se esgotam fontes de energia, se devastam florestas, se elimina a biodiversidade comprometendo-se uma série de ecossistemas”.

A poluição atmosférica constitui um dos mais graves problemas ambientais, não só por ser muitas vezes invisível mas pela grande capacidade de dispersão, não obedecendo a qualquer fronteira administrativa.

A grande variedade de substâncias que são lançadas no ar – compostos de enxofre, azoto, dióxido e monóxido de carbono, hidrocarbonetos, metais pesados, poeiras, compostos radioactivos, compostos clorados – para além de destruírem e alterarem a composição da atmosfera, afectando as suas capacidades funcionais, nomeadamente na filtração dos raios ultravioletas com a destruição da camada de ozono e no aumento do efeito de estufa, com o subsequente aumento da temperatura média do globo, têm efeitos directos na saúde pública, nas variadas formas de vida e consequentemente nos ecossistemas.

“Os Verdes” defendem nomeadamente:

– Uma produção industrial que promova a durabilidade e a fiabilidade dos produtos de forma a reduzir o consumo;

– Uma produção industrial que promova a poupança energética;

– A redução, a reutilização e reparação, a reciclagem e a reabilitação como princípios orientadores para a economia do futuro.

18 Julho, 2006 at 1:56 pm Deixe um comentário

CALOUSTE GULBENKIAN

Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu em Scutari, Istambul, a 23 de Março de 1869, descendente de família arménia, historicamente dedicada ao mecenato das artes e a obras de beneficência.

Aos 22 anos, viajou pela Transcaucásia e visitou os campos petrolíferos de Baku. Numa época em que a importância estratégica e económica do Médio Oriente era desconhecida, Gulbenkian soube antecipar o valor das reservas de petróleo e mobilizar investidores internacionais, assim como o governo Otomano, para a necessidade de organizar racionalmente toda a exploração, participando na criação do Royal Dutch Shell Group, estabelecendo também relações com as indústrias petrolíferas americana e russa.

Em 1902, Calouste Gulbenkian adquire a nacionalidade britânica. Após o termo da I Guerra Mundial, seria nomeado representante comercial e diplomático da Pérsia em Paris – cargo que exerceria durante 24 anos.

Com o objectivo de explorar as reservas dos riquíssimos campos petrolíferos iraquianos, fora criada, em 1912, a Turkish Petroleum Company, detida pela Royal Dutch Shell (25%), pelo Banco Nacional da Turquia (35%), por interesses alemães (25%) e por Calouste Sarkis Gulbenkian (15%).

Em Abril de 1942, já em plena II Guerra Mundial, Calouste Gulbenkian, então com 73 anos, chegou a Portugal pela primeira vez, a convite do embaixador de Portugal em França, em trânsito para Nova Iorque. Contudo, vítima de doença, seria assistido pelo médico, Professor Fernando da Fonseca. Reconhecido pela forma como foi acolhido em Portugal, aqui estabeleceria residência (no Hotel Aviz), acabando por fixar-se definitivamente, até à sua morte, em 1955.

A paixão de Calouste Gulbenkian pela arte revelou-se desde muito cedo, tendo reunido ao longo da vida, beneficiando das suas inúmeras viagens, uma colecção muito ecléctica, única no mundo, compreendendo actualmente mais de 6000 peças, desde a Antiguidade até ao princípio do séc. XX. A sua colecção de pintura inclui obras de Bouts, Van der Weyden, Lochner, Cima de Conegliano, Carpaccio, Rubens, Van Dyck, Frans Hals, Rembrandt, Guardi, Gainsborough, Rommney, Lawrence, Fragonard, Corot, Renoir, Nattier, Boucher, Manet, Degas e Monet.

O seu sonho, de reunir sob um mesmo tecto todas as suas obras dispersas, acabaria por cumprir-se em Portugal em 1960; não obstante, apenas 14 anos após a sua morte seria inaugurado o Museu Calouste Gulbenkian.

Calouste Gulbenkian era um generoso filantropo, preocupando-se em ajudar os menos favorecidos, tendo protegido em particular as comunidades arménias.

No seu testamento (1953), legaria boa parte da sua fortuna à Fundação (uma das 12 maiores Fundações do mundo) que viria a ser instituída e oficialmente reconhecida um ano após o seu desaparecimento, a 18 de Julho de 1956, completam-se hoje 50 anos.

(via página da Fundação Calouste Gulbenkian)

18 Julho, 2006 at 12:32 pm Deixe um comentário

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN – 50 ANOS

A Fundação Calouste Gulbenkian é uma instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, com sede em Lisboa, criada por disposição testamentária de Calouste Sarkis Gulbenkian, cujos estatutos foram aprovados pelo Estado português em 18 de Julho de 1956, tendo por fins estatutários a Arte, a Beneficência, a Ciência e a Educação.

Em 31 de Dezembro de 2005 o fundo de capital da Fundação ascendia a 2 756 milhões de euros, com a seguinte repartição: Arte (46 %), Beneficência (10 %), Ciência (16 %) e Educação (28 %).

As instalações da Sede e Museu foram inauguradas em 1969. Em 1983, foi inaugurado o Centro de Arte Moderna, o qual passou, desde 1993, a ser designado como Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, em homenagem ao primeiro presidente da Fundação.

Para além do museu, que exibe parte da colecção de Arte Moderna e Contemporânea, o centro dispõe de uma galeria de exposições temporárias, de uma sala polivalente e de espaços para as actividades do Sector Educativo do Centro.

As actividades desenvolvidas directamente pela Fundação no campo da investigação científica e do ensino estão concentradas no Instituto Gulbenkian de Ciência, instalado em Oeiras, num campo científico constituído por diversos edifícios, junto ao Palácio dos Marqueses de Pombal.

A Fundação desenvolve uma vasta actividade em Portugal e no estrangeiro, através de actividades directas, subsídios e bolsas.

Dispõe de uma Orquestra e de um Coro que actuam ao longo do ano no âmbito de uma temporada regular; realiza exposições individuais e colectivas de artistas portugueses e estrangeiros; promove conferências internacionais, colóquios, cursos; distribui subsídios e concede bolsas de estudo para especializações e doutoramentos em Portugal e no estrangeiro; apoia programas e projectos de natureza científica, educacional e artística; desenvolve uma intensa actividade editorial, sobretudo através do seu plano de edições de manuais universitários; promove e estimula projectos de ajuda ao desenvolvimento com os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste; promove a cultura portuguesa no estrangeiro; desenvolve um programa de preservação dos testemunhos da presença portuguesa no mundo; e apoia as comunidades da diáspora arménia.

18 Julho, 2006 at 8:36 am Deixe um comentário


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