Archive for Abril, 2005

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (III)

A Tuna Académica de Lisboa nascera originalmente em 13 de Maio de 1895; em 4 de Dezembro de 1997, viria a ser “refundada”, por alguns alunos da Academia de Lisboa, a TAL – Tuna Académica de Lisboa.

A TAL é constituída por estudantes e antigos estudantes das mais variadas Faculdades, Universidades e Institutos da Academia de Lisboa.

A sua estreia em público aconteceu em 10 de Abril de 1999, no Teatro S. Luiz.

Desde 2000, a Direcção Musical da TAL foi assumida pelo Maestro Jorge Teixeira, membro da Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian.

A Tuna tem por guia e inspiração a “cidade de mil cantigas”, a cidade de Lisboa, tendo por “casa” São Vicente de Fora.

O seu repertório integra nomeadamente os seguintes temas, também com adaptações de alguns clássicos da música portuguesa: Coro da Primavera, Esta Lisboa que eu Amo, Fado de Cada Um, Flor sem Tempo, Recado a Lisboa, Sol de Inverno, Um Homem na Cidade e Adiós Nonino (original de Astor Piazzola).

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6 Abril, 2005 at 8:20 am

BRASIL (VII)

No final do século XVIII, uma “nova ordem mundial” começava a formar-se, na sequência da Revolução Industrial Inglesa, da Independência dos EUA (1776) e da Revolução Francesa (1789), começando a adquirir impulso as ideias independentistas. Os colonos e até alguns colonizadores iniciariam então movimentos de emancipação política das suas regiões.

A produção de ouro na região de Minas estava já em recessão, com uma quebra substancial, de mais de 20 toneladas (1740) para apenas cerca de 8 toneladas (1780). Tal levou a que fossem lançados impostos (“derramas”) para equilibrar o orçamento da colónia. Suspeitando de fugas e fraudes, os “culpados” começaram a ser alvo de punições.

Tal constituiria mais um impulso à contestação da população, surgindo a “Conjuração Mineira”, aspirando à independência do Brasil e à implantação da República; era liderada, entre outros, por Joaquim José da Silva Xavier, o qual seria contudo condenado à morte e executado em 1792.

A semente da luta pela Independência fortificaria não obstante, com outras “conjurações”, como, por exemplo, a “Conjuração do Rio de Janeiro”, também com ideais republicanos, e a “Conjuração Baiana” (nomeadamente na sequência da perda de importância, pela mudança da capital para o Rio de Janeiro) – todas elas reflectindo a insatisfação patente na colónia perante o domínio português, embora ainda limitadas a uma perspectiva regional. Em 1801, os irmãos Suassuna chegariam até a iniciar uma conspiração em luta pela independência de Pernambuco.

No início do século XIX, a política expansionista de Napoleão Bonaparte alteraria o equilíbrio europeu; de entre as suas imposições, incluía-se o “Bloqueio Continental”, proibição de comércio dos países do continente europeu com a Inglaterra, o que Portugal não viria a respeitar; como represália, Portugal seria invadido pelas tropas de Napoleão.

Em Janeiro de 1808, a Família Real tinha de se exilar no Brasil, estabelecendo aí a sede do Reino de Portugal, chegando a pensar na instauração de um Império Luso-Americano. D. João VI decretaria o livre comércio dos portos brasileiros com as nações amigas, incentivando a produção industrial e o consumo, ao mesmo tempo que estimulava a educação (criando a Biblioteca Real), as ciências e as artes.

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5 Abril, 2005 at 6:14 pm

LUAR NA LUBRE

Luar na Lubre

“Chove en Santiago”

P. S. Pode também ver imagens da primeira actuação televisiva da nova formação dos Luar na Lubre. Bilhetes para o concerto de Lisboa à venda aqui.

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5 Abril, 2005 at 12:35 pm 2 comentários

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (II)

A TUIST – Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico estreou-se oficialmente a 20 de Março de 1993, nascendo da iniciativa de um grupo de jovens estudantes, futuros engenheiros, partilhando o gosto pela música.

Logo no seu primeiro ano, a TUIST alcançaria o prémio de Melhor Tuna no Sarau Académico da Semana Académica de Lisboa de 1993, primeira de muitas distinções com que foi agraciada ao longo destes 12 anos.

Tem defendido também o nome do Instituto, da Academia e de Portugal em diversas digressões pelo estrangeiro (Espanha, Holanda, Peru e Venezuela), com presenças em alguns dos mais importantes Festivais Internacionais de Tunas, em que foi também premiada, nomeadamente pela original conjugação da música com o humor.

Anualmente, comemorando o aniversário da sua fundação, organiza o TUIST – Festival Internacional de Tunas Universitárias do IST, um dos mais importantes festivais em Portugal (que resultou já na edição de vários discos comemorativos), cuja mais recente edição decorreu há poucos dias, no passado 19 de Março.

Do seu repertório, destaca-se nomeadamente a adaptação dos seguintes temas, essencialmente de música popular portuguesa: Lisboa, Porto Sentido, Vira de Frielas, Balada de Outono, Dou-me ao Mar, Esta Lisboa que eu amo, Olhos Negros, Rapsódia Alentejana, O Vento, Verde Vinho, Amélia dos Olhos Doces, Tinta Verde, Verdes Anos, 1 a 0, Marcha do Centenário e Catedral (original do paraguaio Agustin Barrios).

A TUIST apresenta também adaptações dos seguintes Fados: Boa Nova, Estranha Forma de Vida, Fadista Louco, Fado da Sina, Fado Menor, Lisboa, Menina e Moça, Barco Negro, Fado de Cada Um, O Teu Olhar e Foi Deus.

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5 Abril, 2005 at 8:24 am

BRASIL (VI)

Em meados do século XVIII, procurando consolidar as fronteiras do seu território na América, Portugal firmou com a Espanha, em 1750, o Tratado de Madrid, pelo qual os Reis D. João V, de Portugal, e Fernando VI, de Espanha “resolveram pôr termo às disputas passadas e futuras, e esquecer-se, e não usar de todas as acções e direitos, que possam pertencer-lhes em virtude dos Tratados de Tordesilhas… e de Utrecht e Saragoça, ou de quaisquer outros fundamentos que possam influir na divisão dos seus domínios”.

Por este Tratado, a Espanha reconhecia que era ilegal a sua ocupação das Filipinas, enquanto que Portugal admitia que ocupava também ilegalmente algumas zonas da América do Sul; e, consequentemente, para resolução da questão, seria então adoptado o princípio da posse em função da efectiva ocupação. A Espanha garantia as Filipinas… vindo também a alcançar a colónia do Sacramento (no Brasil), uma vez que Portugal centrava agora as suas atenções no ouro de Goiás e Mato Grosso, esquecendo o contrabando na foz do Rio da Prata; Portugal recebia, por seu lado, as terras da margem oriental do Rio Uruguai, tendo contudo de enfrentar as Guerras Guaraníticas (de 1754 a 1756), contra os nativos que ocupavam essas terras.

Apesar de, em 1761, a Convenção do Pardo, ter anulado as decisões do Tratado de Madrid, as fronteiras do Brasil estavam praticamente definidas, até porque, pelo Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, se retomava, no essencial, as definições do Tratado de Madrid.

Com a morte de D. João V, sucedeu-lhe D. José, que nomearia como responsável pelo governo, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. Este, visando centralizar a administração colonial, extinguiria as Capitanias hereditárias, unificando, em 1774, os Estados do Maranhão e do Brasil. Antes, em 1763, havia já transferido a capital da cidade de Salvador (Bahia) para São Sebastião do Rio de Janeiro.

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4 Abril, 2005 at 6:12 pm

LUAR NA LUBRE

Luar na Lubre

Já na semana passada aqui vos deixei alguns trechos da música dos Luar na Lubre – que retomarei ao longo desta semana -, grupo que poderemos ver em concerto ao vivo, em Lisboa, na próxima Sexta-feira (dia 8), ou no Sábado (dia 9), em Montemor-o-Novo.

“O Son do Ar”

P. S. Bilhetes à venda aqui

[2185]

4 Abril, 2005 at 12:35 pm

TUNAS UNIVERSITÁRIAS (I)

Por todo o país, milhares de jovens estudantes universitários – dando curso à tradição académica, elevando o nome e prestígio das suas escolas – dão asas às suas vocações musicais, recriando grandes músicas populares portuguesas ou apresentando os seus próprios originais, aproveitando para um salutar convívio e enriquecedora troca de experiências em diversos festivais de Tunas, momentos altos da vida de cada Academia.

Na linha de divulgação positiva que sempre tenho procurado seguir, será delas que aqui se tratará nos próximos semanas, com referências individualizadas – tendo por base as respectivas páginas na net – a algumas das principais Tunas Universitárias portuguesas.

Que se repartem entre Tunas masculinas (as mais generalizadas), Tunas mistas e Tunas femininas.

De entre as Tunas actualmente mais reputadas pela sua qualidade, destacam-se nomeadamente: a TUIST – Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico e a TAL – Tuna Académica de Lisboa (ambas de Lisboa); a TUA – Tuna Universitária de Aveiro e a Magna Tuna Cartola (ambas de Aveiro); a TUP – Tuna Universitária do Porto (integrante do “Orfeão Universitário do Porto) e a TUCPP – Tuna da Universidade Católica Portuguesa (ambas do Porto).

Outras Tunas “clássicas”, tradicionalmente prestigiadas, são também: a EUL – Estudantina Universitária de Lisboa e a anTunia – Tuna da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (ambas de Lisboa); a TMP – Tuna de Medicina do Porto; a Azeituna – Tuna de Ciências da Universidade do Minho e a TUM – Tuna Universitária do Minho (ambas de Braga); e a EUC – Estudantina Universitária de Coimbra (integrante da “Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra”).

De entre as “Tunas mistas” (compostas por jovens de ambos os sexos), destaco: a TAISCTE – Tuna Académica do ISCTE, a Vicentuna – Tuna da Faculdade de Ciências de Lisboa e a ESCSTunis – Tuna Académica da Escola Superior de Comunicação Social.

Por fim, nas Tunas exclusivamente femininas, o destaque vai para: TFIST – Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico; Santantuna Feminina de Lisboa; Tuna Maria – Tuna Feminina da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa; TFAAUA – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade de Aveiro; e Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto.

Pode saber mais sobre Tunas, no “PortugalTunas – Portal de Tunas Académicas“.

[2184]

4 Abril, 2005 at 8:14 am 1 comentário

GRANDE PRÉMIO BAHREIN F1

1º Fernando Alonso – Renault – 1:29:18.531 – 10 pt.
2º Jarno Trulli – Toyota – +13.4 – 8 pt.
3º Kimi Räikkönen – McLaren-Mercedes – +32.0 – 6 pt.
4º Ralf Schumacher – Toyota – +53.2 – 5 pt.
5º Pedro de la Rosa – McLaren-Mercedes – +64.9 – 4 pt.
6º Mark Webber – Williams-BMW – +74.7 – 3 pt.
7º Felipe Massa – Sauber-Petronas – a 1 volta – 2 pt.
8º David Coulthard – Red Bull Racing – a 1 volta – 1 pt.
9º Rubens Barrichello – Ferrari – a 1 volta
10º Tiago Monteiro – Jordan-Toyota – a 2 voltas
11º Jacques Villeneuve – Sauber-Petronas – a 3 voltas
12º Patrick Friesacher – Minardi-Cosworth – a 3 voltas
13º Christijan Albers – Minardi-Cosworth – a 4 voltas
Jenson Button – BAR-Honda – desistência à 46ª volta
Takuma Sato – BAR-Honda – desistência à 27ª volta
Nick Heidfeld – Williams-BMW – desistência à 25ª volta
Michael Schumacher – Ferrari – desistência à 12ª volta
Giancarlo Fisichella – Renault – desistência à 4ª volta
Narain Karthikeyan – Jordan-Toyota – desistência à 2ª volta
Christian Klien – Red Bull Racing – desistência na 1ª volta

Classificação Mundial de Pilotos
1º Fernando Alonso – Renault – 26
2º Jarno Trulli – Toyota – 16
3º Giancarlo Fisichella – Renault – 10
4º Ralf Schumacher – Toyota – 9
5º David Coulthard – Red Bull Racing – 9
6º Rubens Barrichello – Ferrari – 8
7º Juan Pablo Montoya – McLaren-Mercedes – 8
8º Kimi Räikkönen – McLaren-Mercedes – 7
9º Mark Webber – Williams-BMW – 7
10º Nick Heidfeld – Williams-BMW – 6
11º Pedro de la Rosa – McLaren-Mercedes – 4
12º Christian Klien – Red Bull Racing – 3
13º Felipe Massa – Sauber-Petronas – 2
14º Michael Schumacher – Ferrari – 2

Classificação Mundial de Construtores
1º Renault – 36
2º Toyota – 25
3º McLaren-Mercedes – 19
4º Williams-BMW – 13
5º Red Bull Racing – 12
6º Ferrari – 10
7º Sauber-Petronas – 2

[2183]

4 Abril, 2005 at 7:41 am

PAPA JOÃO PAULO II

Eram 21h37 em Roma, quando o Papa João Paulo II terminou o seu sofrimento.

Karol Wojtila nasceu em Wadovice, Cracóvia (Polónia), em 18 de Maio de 1920, tendo sido ordenado sacerdote em 1946. Viria a ser eleito bispo em 1958 e, de seguida, promovido a arcebispo de Cracóvia em 1964, ascendendo a Cardeal em 1967. Por fim, foi eleito Sumo-Pontífice, em Roma, em 16 de Outubro de 1978 – o primeiro Papa oriundo de um país da Europa de Leste e o primeiro não italiano desde há cerca de 450 anos.

Ao longo dos seus 26 anos de Pontificado – o segundo mais longo Pontificado da história, após o do Beato Pio IX (1846-1878), Papa durante cerca de 32 anos -, o Papa João Paulo II realizou mais de 100 viagens ao estrangeiro, tendo visitado mais de 130 países, incluindo (por 4 vezes) Portugal.

Neste momento, há que relembrar o seu inegável papel de pacificação e conciliação ao longo destas décadas de “grande turbulência” internacional.

[2182]

2 Abril, 2005 at 9:32 pm 1 comentário

"BLOSCARES 2005"

Miguel Tomar Nogueira apresentou ontem os “Bloscares 2005”, na sua 3ª edição:

– Melhor Blogue – Voz do Deserto

– Prémio do Júri – A Causa Foi Modificada

– Melhor Blogger, Elas – Carla Hilário Quevedo

– Prémio Carreira – Pedro Mexia

– Melhor Blogger, Eles – Maradona

– Prémio do Público – Blogotinha

– Prémio Revelação – Desassossegada

[2181]

2 Abril, 2005 at 3:58 pm

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